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SETOR DE IMUNOHEMATOLOGIA

 Supervisionado por biomédico, bioquímico ou biólogo – realizados testes de tipagem sanguínea para ABO/Rh
(direta e reversa, pesquisa de D fraco, fenotipagem, pesquisa de anticorpos irregulares e HbS.

 Após a coleta, uma fração do espagueti,com o numero do lote (tipagem direta e pesquisa de HbS) é levado,
juntamente com a ficha do doador e tubo de amostra com EDTA (tipagem reversa e pesquisa de AI) para o
setor.

TIPAGEM SANGUÍNEA DIRETA  realizada a partir de uma amostra de sangue total do doador ou amostra com
anticoagulante no caso do receptor. O objetivo é pesquisar os ANTÍGENOS presentes (ou não) na SUPERFÍCIE dos
eritrócitos da amostra. Indica o tipo sanguíneo da bolsa – deve ser confirmado pela prova reversa.

TIPAGEM SANGUÍNEA REVERSA  realizada a partir de uma amostra do plasma do tubo com EDTA (centrifugado),
tanto do doador quanto do receptor / ou amostra soro. O objetivo é pesquisar quais os ANTICORPOS presentes no
PLASMA da amostra. Resultados confirmam tipagem da bolsa coletada – qualquer discrepância deve ser analisada.

 PROVAS INDIVIDUAIS QUE SE CONFIRMAM

SISTEMA ABO:

Grupo sanguíneo Antígeno Anticorpo

Grupo A A Anti-B

Grupo B B Anti-A

Grupo AB AeB Não possui Ótimo receptor de CH / ótimo doador de


CP, PFC e CRIO

Grupo O Não possui Anti-A e Anti-B Ótimo doador de CH / ótimo receptor de


CP, PFC e CRIO.

 Anticorpos naturais são aqueles que se forma contra antígenos não presentes no indivíduo, após o terceiro
mês de vida, sem necessidade de contato prévio com o antígeno.

 Anticorpos imunes são aqueles que se formam após ativação do sistema imune – pós transfusão ou gestação
por ex. – contra algum antígeno reconhecido como não próprio.

Antígenos C, c, e, E existem
SISTEMA Rh: mesmo. Já o D e d são
representação. Antígeno d não
 Possui 48 antígenos, sendo os mais importantes D, C, c, E, e. existe – o ‘d’ indica ausência de
antígeno D.
 Não possui anticorpos naturais – requer sensibilização.

 ANTÍGENO D  pode ser D positivo; D Fraco (antígeno D com menos sítios antigênicos na membrana); D
Parcial (falha de uma subunidade dos antígenos) e D negativo.
Como o sistema Rh não possui anticorpos naturais, na primeira vez que algum dos antígenos do doador
entrar em contato com o receptor haverá apenas uma sensibilização (produção dos primeiros anticorpos anti
Rh). No segundo contato haverá reação Transfusional.

Ex.: DOADOR  O neg  c+ d e+ A presença do antígeno ‘c’ no doador e a


ausência do antígeno ‘c’ no receptor irá
RECEPTOR  O neg  d C+ E- c- e+
causar uma sensibilização.

 Lembrando sempre que negativo no positivo pode, ou seja, se um doador NÃO possui determinado antígeno,
pode doar para um receptor que possui o antígeno, sem que haja sensibilização.

 Sempre é realizado um controle negativo do fator Rh – controle Rh.

 Se a reação for negativa para presença de antígeno D é necessário proceder à prova de D fraco.

 Se a tipagem Rh ou a pesquisa de D fraco for positiva a bolsa é identificada com Rh positivo.

DOENÇA HEMOLÍTICA DO RECÉM-NASCIDO  causada pelos sistemas Rh, ABO, Kell e Duffy. Ocorre
porque na gestação há passagem do plasma de mão para filho e porque acidentes vasculares podem
ocasionar a passagem de hemácias do feto para a circulação materna. Causa destruição das hemácias do
feto ou recém nascido.

Pesquisa de anticorpos irregulares:

 Realizada a partir de uma amostra do plasma do tubo com EDTA tanto do doador quanto do receptor.

 Objetiva pesquisar anticorpos que não são AB e estão presentes no plasma do doador / receptor.

 Resultados importantes para reduzir o risco de sensibilização do receptor e reação transfusional.

 São sistemas sanguíneos produzidos (hereditários) ou de produção induzida (sensibilização, patologias e


medicamentos) pelo organismo.

 Divididos em classes  IgM (sem significado clínico – naturais, frios e não atravessam a barreira placentária –
anti-A) / IgG (com muito significado clínico – quentes, anticorpos imunes – anti-D, anti-K) / Auto-anticorpos
(dirigidos contra antígenos de grande frequência, reconhecidos pelo baço e fígado).

 Quando há PAI + todos os elementos plasmáticos do doador são descartados – só se utiliza o CH porque o AI
se encontra no plasma.

 Se forem encontrados anticorpos irregulares deve ser realizada a identificação.

 Se na identificação todas as reações forem positivas há anticorpos múltiplos ou anti-público.

 Se o autocontrole for positivo há presença de auto-anticorpos ou erro técnico.

 A pesquisa de AI possui uma fase de incubação a 37°C, que objetiva facilitar a ligação do anticorpo ao
antígeno eritrocitário.
SISTEMA KELL: classe de IgG, reativos a 37°C, muito imunogênicos e podem causar reações hemolíticas agudas ou
tardias e doença hemolítica perinatal – geralmente causam hemólise intravascular. Quadros infecciosos bacterianos
podem levar a produção de Anti-K.

SISTEMA DUFFY: geralmente são IgG e estão ligados à reações transfusionais hemolíticas tardias e doença hemolítica
perinatal – reações hemolíticas em pacientes com anemia falciforme. Pacientes Duffy negativo tem resistência para
malária e os Duffy positivos são receptores para malária.

SISTEMA KIDD: os anticorpos Anti-Jka e Anti-Jkb estão envolvidos em severas reações hemolíticas pós transfusionais
imediatas e tardias em politransfundidos. Pode haver DHRN, mas não severa. Muitos significativos, geralmente estão
ligados a outros anticorpos. Podem ser IgM ou IgG. Produção de auto anti-Jka pode ser induzida pelo uso de
metildopa.

SISTEMA MNSsU: antígeno U é altamente frequente e o anticorpo Anti-U pode causar hemólise pós-transfusional
grave. O Anti-M é IgM e pode reagir fracamente a 37°C – quando é IgG normalmente não fixa complemento. Anti-S,
anti-s, Anti-U normalmente são clinicamente significantes e produzidos por alo-imunização.

 Os sistemas envolvidos na hemólise intravascular são ABO, KELL, DUFFY e KIDD. Hemólise intravascular é a
lise das hemácias no vaso sanguíneo – a ligação Ag – Ac ativa sistema complemento e há lise das células.
Liberação de Hb na corrente sanguínea.

 Sistemas envolvidos na hemólise extravascular são Rh, KELL e DUFFY. Quando a hemólise é extravascular, os
macrófagos são responsáveis pela fagocitose das células.

Teste de Coombs Indireto  teste de compatibilidade sanguínea / pesquisa de anticorpo irregular /


identificação de anticorpo irregular.

Teste de Coombs Direto  pesquisa de anticorpos na superfície da hemácia – geralmente em neonatos,


politransfundidos e gestantes.

ALOIMUNIZAÇÃO: produção de anticorpos que não são ABO e nem Rh. Existem doenças que predispõem ao quadro,
como cirrose e leucemias. Quando múltipla, pode bloquear toda capacidade de transfusão. Anticorpos podem
aparecer e desaparecer dependendo do ritmo das transfusões. Antígenos mais imunogênicos são D, K, E, c, Fya, Jka, S
e s.

PROVA DE COMPATIBILIDADE MAIOR (obrigatória)  antígeno do doador X anticorpo do receptor, ou


seja, hemácias do doador X plasma do receptor.

PROVA DE COMPATIBILIDADE MENOR (opcional)  antígeno do receptor X anticorpo do doador, ou seja,


hemácias do receptor X plasma do doador

COOMBS INDIRETO:

 Antígenos conhecidos X anticorpos desconhecidos.


 Usado para pesquisa e identificação de anticorpos irregulares (presentes no soro).
Fases:
1) Fase Fria: expõe anticorpos aos antígenos. Fases frias - IgM
2) Fase Albuminosa: adição de albumina (potencializador).
3) Fase térmica: ativa IgG.
Fases quentes - IgG
4) Fase Antiglobulina: anticorpo se liga a anticorpos já ligados aos antígenos.

ENZIMAS PROTEOLÍTICAS: retiram da membrana da hemácia os fragmentos polipeptídicos das glicoproteínas


membranares, aumentando a afinidade do anticorpo.

PROVA DE COMPATIBILIDADE: amostra do receptor (soro ou plasma – Ac) X hemácias da bolsa de concentrado de
hemácias (Ag).

 Resultados:
PAI (-) PC (-) = TRANSFUNDIR
PAI (+ NA FASE FRIA) PC (-) = COMUNICAR CLÍNICO E TRANSFUNDIR
PAI (+ NA FASE QUENTE) PC (-) = AUTORIZAÇÃO DO CLÍNICO PARA TRANSFUNDIR
PAI (+) PC (+) = IDEAL NUNCA TRANSFUNDIR

AGUDA: ocorre nas primeiras 48 horas. Pode ser imunológica (pirógenos,


incompatibilidade, anafilaxia, TRALI), infecciosa ou circulatória.
REAÇÕES TRANSFUSIONAIS: Manifestações comuns: febre, tremor e prurido. Manifestações graves:
dispneia, dor, urina vermelha, choque, perda de consciência, arritmia.

TARDIA: ocorre após 48 horas. Pode ser imunológica, ou infecciosa.

TRANSFUSÕES SANGUÍNEAS:

Tipos:

 Cirurgia eletiva ou programada: indicada transfusão autóloga até uma semana antes da cirurgia; não coletar nas
72 horas anteriores à cirurgia.
 Não urgente: 24 horas.
 Urgente: 3 horas
 Extrema urgência: retardo no procedimento causa risco de vida para o paciente.

 Amostra de sangue do receptor: tubo com anticoagulante e sem anticoagulante (BM 37°C – 15 min. para retrair
coágulo). Depois centrifugação.
 Pode ser utilizada em até 72 horas se adequadamente preservada.
 Bolsa deve ser inspecionada  cor, integridade do sistema, presença de coágulo ou hemólise e data de validade.
 Retirar dois segmentos do espaguete da bolsa selecionada, com número de registro. Identificar um dos
segmentos com etiqueta (tipo de hemocomponente, n° da bolsa, nome do receptor, hospital de destino e data de
realização da prova pré-transfusional).
DOADOR: retipificar ABO e Rh da bolsa / D fraco não é necessário porque a unidade já é identificada.

RECEPTOR: grupo ABO / fator Rh / PAI / prova de D fraco e Fenotipagem Rh se Rh negativo.

PROVA DE COMPATIBILIDADE: realizada antes da transfusão, exceto quando de extrema urgência. Feita com
amostra do tubo coletor da bolsa (hemácias do doador) X soro do receptor.

 Transcrever as informações a respeito das provas pré-transfusionais e infusão dos hemocomponentes no livro de
transfusão e na etiqueta de identificação da bolsa. Conferir sempre nome do receptor com unidade hemoterápica.
 Amostras de sangue devem ser conservadas a 4 ± 2°C durante pelo menos 3 dias após a transfusão, uma amostra
de sangue da bolsa (tubo coletor) e uma amostra de soro ou plasma do receptor.
 Nenhum medicamento deve ser adicionado ou infundido em paralelo com a bolsa - exceção da solução de cloreto
de sódio em casos excepcionais.

CASOS EXEPCIONAIS NA TRANSFUSÃO  Provas pré-transfusionais incompatíveis - Comunicar o médico; Provas


pré-transfusionais em curso - Médico responsável assina o termo; Transfusão sem provas pré-transfusionais -
Médico responsável assina o termo de extrema urgência; Pacientes com sinais vitais alterados - Comunicar o médico
e solicitar autorização para transfundir - Verificar prescrição prévia de medicamento.

CH  Quando Rh negativo, verificar fenotipagem Rh. Deve ser transfundida em até 4 horas. Jamais aquecer no
microondas ou durante a transfusão, fazer pressão com o esfignomanômetro na bolsa de CH. Pedido maior que
duas unidades de CH realizar a terceira unidade somente 24 horas após a segunda bolsa - novas provas pré-
transfusionais. As indicações de volume de transfusão variam conforme o quadro clínico e o paciente.

PFC  quando for utilizada a técnica de imersão em álcool, ou descongelamento a 37°C, deve ser protegida de
alteração química, derrames e contaminação. Deve ser sempre ABO compatíveis com hemácias do receptor. Os
anticorpos do doador não podem ser correspondentes aos antígenos do receptor, pois haverá algum grau de
destruição das hemácias do receptor. Deverá ser transfundido, no máximo, 6 horas após seu descongelamento a
22°C e 24 horas se a 4°C. A dose depende do quadro clínico do paciente, geralmente varia de 10-20mL/Kg de peso
corporal.

CP  devem ser transfundidas no máximo até 24 horas depois de saírem do agitador, desde que em condições
adequadas de armazenamento. Transfundir em até 2 horas. RN – 10mL / Kg de peso corporal; Crianças – 1 unidade
(50-70mL) / 10-15kg de peso; Adultos – 5-8 unidades de plaquetas.
 Bolsas não utilizadas: retira-se a identificação, registra-se a devolução e então reintegra ao estoque – da
agência transfusional e não do hemocentro.
 Transfusão maciça: quando o paciente receber quantidade de sangue igual a sua volemia nas últimas 24 horas, ou
30 a 50 % de sua volemia. Por perda excessiva de sangue, fazer as provas pré-transfusionais da primeira unidade de
sangue e do paciente, e liberar as demais bolsas subsequentes respeitando a compatibilidade ABO. Em 72 horas faz
P.A.I. do receptor novamente.

LIBERAÇÃO DE HEMOCOMPONENTES:
 Sempre realizada por duas pessoas, mediante resultado da sorologia e imunohemato.
 Rotular a bolsa de hemocomponente (nome e endereço do Serviço de Hemoterapia, nº da bolsa, tipo sanguíneo,
nome do hemocomponente, tempo de infusão, temperatura de conservação, volume do hemocomponente, tipo e
volume de anticoagulante, data da coleta, data de vencimento, resultado da sorologia, PAI e HbS, frase “não
adicionar medicamento).
 As pessoas que liberam hemocomponentes deverão rubricar a base da etiqueta de liberação.
 Anotar no livro de processamento a data da liberação; assinatura das pessoas que liberaram.
 Após a liberação, os hemocomponentes deverão ser acondicionados por grupo sanguíneo e ordem de validade.

ESTOQUE: controlado; com margem de segurança; possui planilha para auxiliar distribuição de hemocomponentes.

DISTRIBUIÇÃO DE HEMOCOMPONENTES:
 Somente liberar com pedido assinado pelo médico responsável ou médico assistente.
 Aprovação prévia do Comitê Transfusional se o pedido estiver fora do protocolo.
 Hemocomponentes em caixa térmica e gelox (sem contato com hemocomponente).
 Necessária nota de fornecimento gerada pelo Serviço de Hemoterapia e autorização de transporte (com RG e
nome completo do motorista).
 Livro de registro de saída de hemocomponentes.

HEMOCOMPONENTES: INDICAÇÕES DE USO


Lesões por estocagem do sangue (4°C – CDPA-1):

Potássio Plasmático 2-3 DPG %ATP Hb Plasmática Amônia Plasmática Células Viáveis

 A transfusão é indicada para restaurar e manter a capacidade de transporte de oxigênio, a volemia e a


hemostasia.
 A transfusão de um hemocomponente específico serve para suprir o componente deficitário do paciente.

SANGUE TOTAL: matéria prima para obtenção de hemocomponentes.

Utilizado em casos específicos de anemia aguda (quando colóides, cristaloides e CH não forem eficientes); transfusão
maciça ou perda maior que 1 volemia em 24 horas; exsanguíneo transfusão em crianças, cirurgias em crianças com
extracorpórea.
CONCENTRADO DE HEMÁCIAS: 1 un. = aumento 3 pontos Htc e 1 g/dL Hb, aproximadamente.

Indicações: síndrome anêmica associada a doença renal, doença hepática, queimaduras, insuficiência medular,
transfusões de substituição, caquexia, idosos, pequena estatura, pré, trans e pós operatório.

Critérios: ANEMIA AGUDA  Perda sanguínea aguda maior que 30% do volume de sangue; Hb menor que 8g/dL
após o restabelecimento da volemia; Doença vascular cerebral ou coronariana com níveis de hemoglobina menor
que 10g/dL; Pacientes com mais de 10% da superfície corporal queimada e Hb menor que 10g/dL. ANEMIA
CRÔNICA  Hb entre 6 e 8g/dL – considerar transfusão dependendo da avaliação da perda sanguínea, doença
subjacente ou estado clínico do paciente; Níveis de hemoglobina inferiores a 6g/dL usualmente requerem
transfusão; Pacientes oncológicos em radioterapia: Hgb > ou = 10g/dL. Em pacientes acima de 65 anos ou
cardiopatas instáveis e pneumopatas, é aceitável transfundir quando Hb < 8g/dl; Em pacientes acima de 65 anos
sintomáticos, é aceitável transfundir quando Hb < 10 g/dl; Em coronariopatias ou histórico é aceitável transfundir
quando Hb < 11g/dl; Em pacientes urêmicos com sangramento, transfundir se Hb < 10g/dl. Pacientes com idade
inferior a 4 meses  Hb < 13 g/dL e doença sistêmica grave; perda aguda de 10% ou mais do volume sanguíneo ou
flebotomias repetidas para coleta de exames laboratoriais que excedam 10% da volemia dentro de um período de
uma semana; Hb < 7g/dL no prematuro.

 Hemácias desleucocitadas: retirados mais de 99,9% dos leucócitos por filtro de leucócito.

CONCENTRADO DE PLAQUETAS: 1 um. = aumento de 5000 plaq./uL. Observar duração e causa da trombocitopenia,
presença de Ac anti-plaquetas e presença de hemorragias.

Indicações:

 Menos de 10.000 plaquetas/mL – transfundir profilaticamente a critério clínico.


 20.000 plaquetas/mL – transfundir se houver sangramento.
 Menos de 50.000 plaquetas/mL – transfundir se houver indicação de procedimento invasivo ou risco de
sangramento.
 Sangramento em paciente com deficiência qualitativa de plaquetas – transfundir independente da contagem.
 Pacientes cirúrgicos – abaixo de 75.000 plaquetas/mL.
 Sangramento ativo com contagem abaixo de 100.000 plaquetas/mL.

PLASMA FRESCO CONGELADO: un. com no mínimo 170 mL com todos os fatores de coagulação preservados.

Indicações: reposição de fatores de coagulação deficientes, quando não houver disponibilidade de concentrados
específicos; reversão imediata de fatores cumarínicos; CIVD; Deficiências hereditárias de inibidores da coagulação.

Contraindicações: expansão volêmica; hipovolemia aguda; septicemia, manutenção da pressão oncótica do plasma;
tratamento da desnutrição; sangramento com coagulopatias; recomposição de sangue total.

CRIOPRECIPITADO: obtido de PFC – 1 un. = 10 a 20 mL rico em fator VIII, fibrinogênio, fibronectina, fator XIII e VW.

Indicações: deficiência documentada de fibrinogênio (menor que 80 mg/dL), doença de Von Willebran, disfunção
plaquetária ou síndrome urêmica não responsiva ao desmopressina ou concentrado liofilizado de fator VIII,
deficiência documentada de fator VIII, hemofiliaA, coagulação intravascular disseminada aguda, púrpura
trombocitopênica trombótica, deficiência hereditária de fatores de coagulação.

 Hemocomponentes Leucodepletados são usados para prevenção de: reações febris não-hemolíticas,
microagregados, aloimunização, transmissão de CMV e outras viroses leucotrópicas, reativação viral,
crescimento bacteriano, injúria pulmonar aguda relacionada a transfusão, fragmentação de hemácias e
plaquetas no armazenamento e efeito imunossupressivo.

 COMITÊ TRANSFUSIONAL: auditoria do uso de hemocomponentes; descarte de sangue; escassez de sangue:


causas e efeitos; proteção paciente e instituição; avaliação de reações transfusionais adversas; políticas de
doação de sangue, etc...

SOROLOGIA EM HEMOTERAPIA:

RDC 153 (16/04/2004): institui testes obrigatórios para doenças transmissíveis pelo sangue – determina testes de
alta sensibilidade e em todas as doações: Hepatite B, Hepatite C, HIV 1, HIV 2, Doença de Chagas, Sífilis, HTLV I e HTLV
II.

Hepatite B: pesquisa de Ag HBs e anti-HBc – métodos imunoenzimáticos, quimiluminescência ou outras


metodologias previamente validadas.

Hepatite C e HTLV 1 e 2: imunoenzimático ou quimiluminescência.

Chagas: teste treponêmico ou não treponêmico.

TESTES SOROLÓGICOS: devem ser bastante sensíveis e específicos, devem ter sistemas de avaliação da qualidade, nõ
são testes diagnósticos, são testes de triagem para liberação ou descarte de bolsas.

TESTE DE AMPLIFICAÇÃO DE ÁCIDOS NUCLÉICOS (NAT): redução da janela imunológica para HIC e HCV; taxas mais
baixas de resultados falso-positivo e falso-negativo, além de redução de resultados indeterminados.

Demais slides dessa apostila marcados pela profe: 17, 19, 20, 21, 22, 24, 26, 27, 32, 34, 37, 39, 42, 45, 46, 47, 53, 54,
55, 56, 60, 63, 64, 66, 74, 75, 82.