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27/11/2018

Tópico 5
Política Nacional do Meio Ambiente
Lei 6938/81 e os seus instrumentos

Objetivo Geral

“preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida,


visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento sócioeconômico, aos
interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana
atendidos os seguintes princípios:

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Princípios Quem? O que isso significa?

I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio


ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido,
tendo em vista o uso coletivo;
O que isso significa?

II - racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;


Art. 9º - São Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente:
III - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;
SNUC

IV - proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas


Poder de Polícia e tutela administrativa
V - controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras

VI - incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a


proteção dos recursos ambientais; Qual a importância?

Art. 9º - São Instrumentos da


Política Nacional do Meio
VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental; Ambiente:

VIII - recuperação de áreas degradadas; Responsabilidade civil, poluidor pagador, etc...

IX - proteção de áreas ameaçadas de degradação; Prevenção

X - educação ambiental a todos os níveis do ensino, inclusive a educação da


comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio
ambiente;
Política Pública: de quem é a competência/responsabilidade?

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Objetivos específicos Qual princípio?

 compatibilizar do desenvolvimento econômico social com a preservação da qualidade


do meio ambiente e do equilíbrio ecológico;

 definir as áreas prioritárias de ação governamental relativa à qualidade e ao


equilíbrio ecológico, atendendo aos interesses da União, dos Estados, do Distrito
Federal, do Territórios e dos Municípios;
Importante: regra do interesse. Atenção para a LC
140/2011
 estabelecer critérios e padrões da qualidade ambiental e de normas relativas ao uso e
manejo de recursos ambientais;

 desenvolvimento de pesquisas e de tecnologia s nacionais orientadas para o uso


racional de recursos ambientais; Art. 9º - São Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente:
I - o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental;

 difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente, à divulgação de dados e


informações ambientais e à formação de uma consciência pública sobre a necessidade
de preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico; Imprecisão técnica
Meio ambiente gestão
Recurso natural manejo
 preservação e restauração dos recursos ambientais com vistas á sua utilização
racional e disponibilidade permanente, concorrendo para a manutenção do equilíbrio
ecológico propício à vida;

 imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou indenizar os


danos causados, e ao usuário, de contribuição pela utilização de recursos ambientais
com fins econômicos.

Desenvolvimento sustentável, poluidor


pagador, responsabilidade civil, etc...

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II - degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa das características do meio ambiente;


Art.3º Ficam estabelecidos os seguintes
padrões de qualidade do ar:
III - poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente:
Instrumentos da Polícia Nacional doI. Meio Ambiente
Partículas Totais em Suspensão (PTS)
II. Fumaça
I) Padrões de qualidade ambiental III.Partículas Inaláveis (PI ou PM10)
Critérios e parâmetros técnicos delimitadores daIV.Dióxido
qualidade de Enxofre (SO2)
ambiental.
V. Monóxido de Carbono (CO)
Vinculação aos conhecimentos técnicos e científicos VI.Ozônio+ (O3)
fatores sociais, econômicos e
políticos. VII.Dióxido de Nitrogênio (NO2)

Padrão de qualidade do ar:


Resolução CONAMA 03/1990 (complementada pela 08/90)
1- Padrões primários  as concentrações de poluentes que, ultrapassadas, poderão
afetar a saúde da população. Podem ser entendidos como níveis máximos toleráveis de
concentração de poluentes atmosféricos.
2 - Padrões secundários  as concentrações de poluentes atmosféricos abaixo das quais
se prevê o mínimo efeito adverso ou seja, são os níveis tolerados de concentração de
poluentes.

Padrões de qualidade das águas

Águas superficiais (CONAMA 357/2005)


1 –Água Doce  salinidade igual ou inferior a 0,5‰;
2 – Água Salobras  salinidade superior a 0,5‰ e inferior a 30‰;
3 – Água Salina Salinidade igual ou superior a 30‰;
doces: (uso
Águas salobas: preponderante)
(uso preponderante)
Águas salinas: (uso preponderante)
Classe especial – - consumo humano
preservação com desinfecção,
do ambiente aquático,......
Classe
Classe especial - preservação
11– -recreação
abastecimento de equilíbrio
contato humano
primário, após natural
ede
tratamento
aquicultura comunidades aquáticas;
simplificado,
atividade de pesca; irrigação de hortaliças
Classe 1
consumidas– recreação
cruas... contato
Classe 2 – pesca amadora, ... primário [natação, mergulho...];
Classe
Classe 2
32– pesca amadora,
- abastecimento
– navegação ... humano
e harmonia após tratamento convencional, recreação [natação,
paisagística
Classe 3 –
mergulho...] navegação e harmonia paisagística.
Classe 3 - consumo humano após tratamento convencional ou avançado, dessedentação de
animais, ...
Classe 4 - navegação e harmonia paisagística.

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Aquelas que ocorrem naturalmente


ou artificialmente no subsolo
Águas subterrâneas (Resolução CONAMA 396/2008) (aquíferos, conjuntos de aquíferos ou
porção desses)

Classe especial destinada à preservação de ecossistema e que contribuam diretamente


para trechos de corpos de água superficial de classe especial.

Classe 1 sem alteração de qualidade por atividade antrópica e que não exigem
tratamento para o uso preponderante;

Classe 2 sem alteração de qualidade por atividade antrópica e que podem exigir
tratamento adequando, dependendo do uso preponderante;
Classe 3 com alteração de qualidade por atividade antrópica, que não exigem
tratamento em função destas alterações, mas que, dependendo do uso preponderante,
podem demandar por aquele.
Classe 4 com alteração de qualidade por atividade antrópica e que só podem ser
utilizado, sem tratamento, para o uso preponderantemente menos restritivo;

Classe 5 podem estar com alteração de sua qualidade por atividade antrópica,
destinadas a atividades que não possuem requisito de qualidade para uso.

Padrão de qualidade do solo (Res. CONAMA 420/2009)

Classe 1 solos que apresentam concentrações de substâncias químicas menores ou


igual ao VRQ (valores orientadores de referência de qualidade)
Classe 2 ...concentração de pelo menos uma substância química maior do que o
VRQ e menor ou igual ao VP (valor de prevenção)
Classe 3 ...concentração de pelo menos uma substância química maior que o VP e
menor ou igual ao VI (valor de investigação)
Classe 4 ...concentração de pelo menos uma substância química maior que o VI;

VRQ: V. Prevenção e V. Investigação:


Instrução Normativa COPAM (Conselho Deliberação Normativa Conjunta COPAM/CERH [Conselho
Estadual de Política Ambiental – MG) n.° Estadual de Recursos Hídricos] № 02 de 08 de setembro de
166/2011. 2010.

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Ações de prevenção e controle da qualidade do solo:

Classe 1 – não demanda ação de prevenção;


Classe 2 – poderá requerer ação de prevenção..
Classe 3 – requer identificação da fonte potencial de contaminação, ...
Classe 4 – requer ações estabelecidas para o gerenciamento de áreas contaminadas;

Padrão de qualidade sonora – controle de ruídos Abrangência/competência: quase


Resolução CONAMA 001/1990 que estritamente local.
Padrões, critérios e diretrizes para a emissão de ruídos, em razão de atividades industriais,
comerciais, sociais ou recreativas, inclusive propaganda política.

A emissão de ruídos, em decorrência de quaisquer atividades industriais, comerciais, sociais


ou recreativas, inclusive as de propaganda política, obedecerá, no interesse da saúde, do
sossego público, aos padrões, critérios e diretrizes estabelecidos nesta Resolução.

Para os efeitos desta Resolução, as medições deverão ser efetuadas de acordo com a
NBR-10.151 – Avaliação do Ruído em Áreas Habitadas visando o conforto da
comunidade – da ABNT

Equipamentos de medição

4.1 Medidor de nível de pressão sonora O medidor de nível de pressão sonora ou o


sistema de medição deve atender às especificações da norma IEC 60651 para tipo zero,
tipo 1 ou tipo 2.
4.2 (...) O medidor de nível de pressão sonora e calibrador acústico devem ter
certificado de calibração da Rede Brasileira de Calibração (RBC) ou do INMETRO,
renovado a cada dois anos.

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5.1 Condições gerais


Deve-se medir externamente aos limites da propriedade que contém a fonte, de acordo
com 5.2.1.

As medições devem ser efetuadas nas condições e locais indicados pelo reclamante, de
acordo com 5.2.2 e 5.3.

A medição pode envolver uma única amostra ou uma sequência delas

Saúde e sossego público: há um direito ao descanso?


 Vide zoneamento ambiental

Daí, ser entendido como:


“processo de conhecimento do meio ambiente em função do
II) Zoneamento Ambiental seu ordenamento”.

Visão preventiva em relação à sustentabilidade das ações humanas.


• Buscando subsídios para:
▫ planejamento e ordenamento do uso e ocupação do solo;
▫ utilização dos recursos ambientais;

Tipos:
1 – Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE);
2 – Zoneamento Agroecológico (ZAE);
3 – Zoneamento Agrícola de risco climático
4 – Zoneamento Industrial
5 – Zoneamento Urbano;
5 – Etnozoneamento;

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a) Zoneamento Ecológico-Econômico - ZEE


Decreto 4297/2002 - estabelece critérios para o Zoneamento Ecológico-Econômico do
Brasil – ZEE.

Característica marcante  Obrigatoriedade (para):


a) Implantação de planos, obras e atividades público e privadas;
b) Estabelece medidas e padrões de proteção ambiental;
c) Destina-se à assegurar a qualidade ambiental;

Objetivo geral:
organizar, de forma vinculada, as decisões dos agentes públicos e privados quanto a
planos, programas, projetos e atividades que, direta ou indiretamente, utilizem
recursos naturais.

Competência (art. 6º, Dec.4297/2002):

Poder Público Federal  elaborar e executar o ZEE nacional e regionais.

Quando: tiver como objeto biomas brasileiros ou territórios abrangidos por planos e
projetos prioritários estabelecidos pelo Governo Federal.

1. Amazônia;
2. Caatinga;
3. Serrado;
4. Mata atlântica;
5. Pantanal;
6. Pampa;

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Mas, onde ficam os Estados, Distrito Federal de Municípios? Federalismo de


cooperação

A União, para fins de uniformidade e compatibilização com as políticas


públicas federais, poderá reconhecer os ZEE estaduais, regionais e locais, desde que
tenham cumprido os seguintes requisitos:
I - referendados pela Comissão Estadual do ZEE;
II - aprovados pelas Assembleias Legislativas Estaduais; e
III - compatibilização com o ZEE estadual, nas hipóteses dos ZEE regionais e locais.

Pressupostos (Dec. 4297/2002): Art. 8º (técnicos), art. 9º (institucionais) e art. 10


(financeiros).

Conteúdo do ZEE:

Divisão do território em zonas, de acordo com as necessidades de proteção,


conservação e recuperação dos recursos naturais e do desenvolvimento
sustentável.

Requisitos prévios para a definição destas zonas:

I - diagnóstico dos recursos naturais, da sócio economia e do marco jurídico-


institucional;
II - informações constantes do Sistema de Informações Geográficas;
III - cenários tendenciais e alternativos; e
IV - Diretrizes Gerais e Específicas, nos termos do art. 14 deste Decreto.

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Art. 14 (Decreto 4297/2002)

I - atividades adequadas a cada zona, de acordo com sua fragilidade ecológica, capacidade de
suporte ambiental e potencialidades;

II - necessidades de proteção ambiental e conservação das águas, do solo, do subsolo, da


fauna e flora e demais recursos naturais renováveis e não-renováveis;

III - definição de áreas para unidades de conservação, de proteção integral e de uso


sustentável;

IV - critérios para orientar as atividades madeireira e não-madeireira, agrícola, pecuária,


pesqueira e de piscicultura, de urbanização, de industrialização, de mineração e de outras
opções de uso dos recursos ambientais;

V - medidas destinadas a promover, de forma ordenada e integrada, o desenvolvimento


ecológico e economicamente sustentável do setor rural;

VI - medidas de controle e de ajustamento de planos de zoneamento de atividades


econômicas e sociais resultantes da iniciativa dos municípios;

VII - planos, programas e projetos dos governos federal, estadual e municipal, bem
como suas respectivas fontes de recursos com vistas a viabilizar as atividades
apontadas como adequadas a cada zona.

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Lei Federal nº 8.171/1991


2 – Zoneamento Agroecológico (ZAE);
Visa estabelecer critérios para o disciplinamento e o ordenamento da ocupação
espacial pelas diversas atividades produtivas, estando a aprovação do crédito rural,
inclusive, condicionada às disposições dos zoneamentos agroecológicos elaborados.

3 – Zoneamento Agrícola de risco climático Ex. Portaria80/2011 (MAPA)


Objetiva minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos, permitindo a
identificação da melhor época de plantio das culturas, nos diferentes tipos de solo e
ciclos de cultivares.

3 – Etnozoneamento; Decreto Federal nº 7.747/2012

Estabelece a categorização de áreas de relevância ambiental, sociocultural e


produtiva para os povos indígenas, a partir do mapeamento das áreas de
relevância ambiental, sociocultural e produtiva para os povos indígenas, com base
nos conhecimentos e saberes indígenas.

Destinam-se, preferencialmente, à
4 – Zoneamento Industrial (Lei 6803/1980)
localização de estabelecimentos
Categorias: industriais cujos resíduos sólidos,
líquidos e gasosos, ruídos, vibrações,
a) zonas de uso estritamente industrial; emanações e radiações possam causar
perigo à saúde, ao bem-estar e à
Pressupostos: segurança das populações, mesmo depois
I - situar-se em áreas que apresentem elevadas da aplicação de métodos adequados de
capacidade de assimilação de efluentes e controle e tratamento de efluentes, nos
proteção ambiental, respeitadas quaisquer termos da legislação vigente
restrições legais ao uso do solo;
II - localizar-se em áreas que favoreçam a
instalação de infra estrutura e serviços básicos
necessários ao seu funcionamento e segurança;
III - manter, em seu contorno, anéis verdes de
isolamento capazes de proteger as zonas
circunvizinhas contra possíveis efeitos residuais
e acidentes;

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IMPORTANTE

É vedado, nas zonas de uso estritamente industrial, o estabelecimento de


quaisquer atividades não essenciais às suas funções básicas, ou
capazes de sofrer efeitos danosos em decorrência dessas funções.

b) zonas de uso predominantemente industrial; destinam-se, preferencialmente, à


instalação de indústrias cujos
Pressupostos:
processos, submetidos a métodos
adequados de controle e tratamento
I - localizar-se em áreas cujas condições favoreçam a
de efluentes, não causem incômodos
instalação adequada de infraestrutura de serviços
sensíveis às demais atividades
básicos necessária a seu funcionamento e segurança;
urbanas e nem perturbem o
repouso noturno das
II - dispor, em seu interior, de áreas de proteção
populações.
ambiental que minimizem os efeitos da poluição, em
relação a outros usos.

Área de Proteção Ambiental: É uma área em geral extensa, com um certo grau de ocupação
humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes
para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas, e tem como objetivos básicos
proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a
sustentabilidade do uso dos recursos naturais. (Art. 15 da Lei 9985/2000 – Sistema Nacional
de Unidades de Conservação)

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c) zonas de uso diversificado;

Destinam-se à localização de estabelecimentos industriais, cujo processo


produtivo seja complementar das atividades do meio urbano ou rural que se
situem, e com elas se compatibilizem, independentemente do uso de métodos
especiais de controle da poluição, não ocasionando, em qualquer caso,
inconvenientes à saúde, ao bem-estar e à segurança das populações
vizinha

IMPORTANTE

As zonas de uso industrial (gênero), independentemente de sua categoria


(espécies), serão classificadas em:
Lei 6803/1980 (Diretrizes básicas para zoneamento
I - não saturadas; industrial em áreas críticas de poluição)
II - em vias de saturação; Art . 6º O grau de saturação será aferido e fixado em
III - saturadas; função da área disponível para uso industrial da
infraestrutura, bem como dos padrões e normas
ambientais fixadas pelo IBAMA. e pelo Estado e
Município, no limite das respectivas competências.

Art. 5º,§ 1º Os programas de controle da poluição e o licenciamento para a instalação,


operação ou aplicação de indústrias, em áreas críticas de poluição, serão objeto de normas
diferenciadas, segundo o nível de saturação, para cada categoria de zona industrial.

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E na hipótese de uma industria já estiver instalada e em operação antes da


implantação de um zoneamento industrial?

Há um direito adquirido de poluir?

2 opções (Art. 1°, Lei 6803/90):


1. Submeter-se à instalação de equipamentos especiais de controle, ou
2. Relocalização (casos graves – incompatibilidade).

5 – Zoneamento urbano
instrumento utilizado nos planos diretores, através do qual a cidade é dividida
em áreas sobre as quais incidem diretrizes diferenciadas para o uso e a ocupação
do solo, especialmente os índices urbanísticos.

O papel do Município no contexto do zoneamento urbano:

Art. 182 (CF/88). A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder


Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo
ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-
estar de seus habitantes.
§ 1º O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades
com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de
desenvolvimento e de expansão urbana.
§ 2º A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências
fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor.

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Município de Ouro Preto:


http://www.ouropreto.mg.gov.br/veja/23/23/mapas (link foi desabilitado  )

Zoneamento da sede do Município de Ouro Preto

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Zoneamento e princípio do não retrocesso (o que diz o STF?)

Ação Direta Inconstitucionalidade: 1.0000.12.047998-5/000


Data da publicação: 23/08/2013
Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL QUE PERMITE O
PLANTIO DE CANA DE AÇÚCAR PRATICAMENTE DENTRO DO PERÍMETRO URBANO.
LEI ANTERIOR QUE VEDAVA A PRÁTICA. RETROCESSO AMBIENTAL QUE SIGNIFICA
UMA REDUÇÃO DO PATRIMÔNIO JURÍDICO DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE,
CAUSANDO GRAVES DANOS À SAÚDE DA POPULAÇÃO E CONSEQUENTE AUMENTO DE GASTOS
COM O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE.-
A Constituição Federal e a Estadual, de forma implícita, vedam a supressão ou a redução dos direitos
fundamentais sociais garantidos aos brasileiros.
O fenômeno da proibição de retrocesso não se restringe aos direitos
fundamentais sociais, ocorrendo também, no direito ambiental.
Vedar o retrocesso significa não permitir a redução do patrimônio jurídico já conseguido pela
população com a legislação anterior.-
O Município pode e deve legislar em matéria de zoneamento urbano-ambiental, mas nunca
reduzir a proteção já alcançada pela própria lei municipal.

III) Licenciamento Ambiental

Se é um bem de uso comum, qualquer pessoa pode utilizar os recursos


ambientais?

Formas de controle sobre a utilização dos recursos ambientais:


1. Prévia: Ex. licenciamento, zoneamento;
2. Concomitante: Ex. fiscalização;
3. Sucessivo: Ex. vistoria e expedição do habite-se (na hipótese de
empreendimento imobiliário);

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Uma vez comprovado o


Licença é ato administrativo vinculado, portanto: preenchimento dos
pressupostos, surge a obrigação
• Ausência de apreciação subjetiva. da Administração Pública em
praticar o ato.
• Caráter definitivo/estabilidade temporal;
Objetivo da Licença ambiental
como instrumento da PNMA:
Autorização é ato administrativo discricionário.
• Oportunidade e conveniência; Controle das atividades humanas
de forma a compatibilizar o
• Precariedade;
desenvolvimento econômico e a
•Ex. Autorização para uso de fogo controlado. preservação do equilíbrio
ambiental.

Mecanismo: processo de
licenciamento.

Licenciamento como processo sucessão de atos administrativos que tendem a um


resultado final e conclusivo.
Lei Complementar 140
I - licenciamento ambiental: o procedimento administrativo
destinado a licenciar atividades ou empreendimentos
Licença utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou
potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma,
de causar degradação ambiental;

Resolução CONAMA 237/1997


Licença Ambiental: ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente [Lei
Complementar 140], estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental
que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, para localizar,
instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos
ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer
forma, possam causar degradação ambienta

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Licença ambiental (características)

1. Desdobramento em subespécies: prévia, instalação e localização;


2. Pressupõe uma avaliação prévia que, quando puder causar significativa degradação,
será realizada a partir do EIA (art. 3º Res. CONAMA 237/97).
3. Estabilidade temporal:
▫ Não garante a manutenção do status quo ao tempo da expedição;
 pois... sujeita a prazos;
 Exceção ocorrência de alterações das características ambientais – interesse
público (Ex. Odores de uma fábrica começam a causar incômodos)

O órgão ambiental competente, verificando que a atividade ou empreendimento não é


potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente, definirá os
estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo de licenciamento.

Tipos de Licenças (art. 8º Res. CONAMA 237):

Licença Prévia (LP)

Momento:
fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade.

Efeitos:
1. Aprovar a localização e concepção do empreendimento;
2. Atestar a viabilidade ambiental;
3. Estabelecer os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas
próximas fases de sua implementação;

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Licença de Instalação (LI)

Momento:
fase de implantação do empreendimento.

Pressupostos:
1. Cumprimento das especificações, planos, programas e projetos aprovados;
2. Implantação das medidas de controle ambientais e demais condicionantes;

Licença de Operação (LO)

Momento:
fase de início das atividades

Pressupostos:
1. Verificação do efetivo cumprimento das licenças anteriores,
2. Apuração das medidas de controle ambiental e condicionantes necessários à
operação.

Licença Corretiva
Quando o empreendimento ou atividade está na fase de instalação ou de
operação. Nesse caso, dependendo da fase em que é apresentado, o requerimento
pode ser de Licença de Instalação de Natureza Corretiva (LIC) ou a Licença de
Operação de Natureza Corretiva (LOC).

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Prazos de validade ( Art. 18 - Res. CONAMA 237/97)

Art. 18 - O órgão ambiental competente estabelecerá os prazos de validade de cada


tipo de licença, especificando-os no respectivo documento, levando em consideração
os seguintes aspectos:
FASE Parâmetros mínimo Parâmetro máximo
LP Definido no cronograma de 5 anos
elaboração dos planos,
programas e projetos do
empreendimento
LI Idem 6 anos
LO 4 anos 10 anos
O órgão ambiental competente poderá estabelecer prazos de validade específicos
para a Licença de Operação (LO) de empreendimentos ou atividades que, por sua
natureza e peculiaridades, estejam sujeitos a encerramento ou modificação em
prazos inferiores.

Prazo para deferimento ou indeferimento.

Definido pelo órgão competente, mas...

...”desde que observado o prazo máximo de 6 (seis) meses a contar do


protocolo do requerimento”

Excepcionalidade:
Quando houver EIA/RIMA e/ou audiência pública  até 12 meses.

Prazo para esclarecimentos (pelo empreendedor)


• 4 meses;

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Importante:
O que ocorre com o prazo quando são exigidos documentos, estudos ou
informações complementares?
 Suspensão do prazo de aprovação.

E se prazo não houver manifestação final (deferimento ou indeferimentos)


dentro do prazo? Haveria emissão tácita da licença? Levaria à prática do ato
que dela depende?

O que diz a Lei Complementar 140/2011?


Art. 14, § 3º  O decurso dos prazos de licenciamento, sem a emissão da licença
ambiental, não implica emissão tácita nem autoriza a prática de ato que dela
dependa ou decorra, mas instaura a competência supletiva referida no art. 15.
Art. 2º,
II - atuação supletiva: ação do ente da Federação que se substitui ao ente federativo
originariamente detentor das atribuições, nas hipóteses definidas nesta Lei Complementar;

Prazo para solicitar prorrogação:

Em até 120 dias antes do vencimento da licença!!

Efeito:
Prorrogação automática até manifestação definitiva.

Particularidades
Na licença de operação (mediante decisão motivada) aumento ou
diminuição do prazo.

Justificativa:
Prazo da licença : 4 a 10 anos  alteração da realidade ambiental.

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Modificação, suspensão e cancelamento da licença

Lembre-se:
 a Licença ambiental não garante a manutenção do status quo ao tempo da
expedição.

Resolução CONAMA 237/2011


Requisito: Decisão motivada;
Consequências: modificar condicionantes e medidas de controle, suspender ou
cancelar.
Pressupostos
• Violação ou inadequação de quaisquer condicionantes ou normas legais;
• Omissão ou falsa descrição de informações relevantes que subsidiaram a
expedição da licença;
• Superveniência de graves riscos ambientais e de saúde;

Avaliação de Impacto ambiental – AIA

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É o mesmo que Estudo de Impacto Ambiental?


AIA Instrumento de planejamento e controle utilizado para a tomada de
decisão (Gênero)
EIA ferramenta. Finalidade: embasamento técnico-científico (Espécie)
LEMBRE-SE:
Tem o mesmo fundamento da licença? Licença: necessidade de impedir o uso atípico
privado, sem a avaliação e manifestação prévia
do Poder Público.
AIA:
• (permitir)Transparência Em relação à identificação de impactos que
• (obter/acessar) Informação atividades e empreendimento possam causas no
• (viabilizar) Participação meio ambiente.

A finalidade, portanto, é que é a mesma subsídios para a decisão do Poder


Público.

(algumas) Modalidades de AIA

Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV)

Estatuto das Cidades (Lei 10.257/2001)


Dos instrumentos da política urbana
Art. 4º Para os fins desta Lei, serão utilizados, entre outros instrumentos:
(...)
III – planejamento municipal, em especial:
a) plano diretor;
b) disciplina do parcelamento, do uso e da ocupação do solo;
c) zoneamento ambiental;
(...)
VI – estudo prévio de impacto ambiental (EIA) e estudo prévio de impacto de
vizinhança (EIV).

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IV – valorização imobiliária;
V – geração de tráfego e demanda por transporte público;
VI – ventilação e iluminação;
VII – paisagem urbana e patrimônio natural e cultural.

O EIV substitui o EIA?


A elaboração do EIV não substitui a elaboração e a aprovação de estudo prévio
de impacto ambiental (EIA), requeridas nos termos da legislação ambiental.

Quem define os empreendimento e atividades que dependerão do EIV?

Art. 36. Lei municipal definirá os empreendimentos e atividades privados ou


públicos em área urbana que dependerão de elaboração de estudo prévio de
impacto de vizinhança (EIV) para obter as licenças ou autorizações de
construção, ampliação ou funcionamento a cargo do Poder Público municipal.
Lembre-se da Lei Complementar 140
Objetivos
Apontar efeitos positivos e negativos do empreendimento ou atividade quanto à
qualidade de vida da população residente na área e suas proximidades.

Conteúdo mínimo:
I – adensamento populacional;
II – equipamentos urbanos e comunitários;
III – uso e ocupação do solo;

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Avaliação Ambiental Estratégica (AAE)

Finalidade principal
Munir o Poder Público de informações necessárias à elaboração de Políticas
Públicas.
 A partir de levantamento e indicação de problemas ambientais presentes em
projetos de infraestrutura (transporte, energia, comunicação, etc) e de
infraestrutura social (educação, saúde, emprego, habitação, etc).

Lei 12.187/2009 (Política Nacional sobre Mudança do Clima)

Art. 5º São diretrizes da Política Nacional sobre Mudança do Clima:


V - as estratégias integradas de mitigação e adaptação à mudança do clima nos
âmbitos local, regional e nacional;

Há que se reconhecer, contudo, que dentre os mais diversos instrumentos de


AIA, um deles mereceu destaque qualificado.

Constituição Federal de 1988

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado(...)


§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade
potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente,
estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade;

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Estudo (prévio) de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto


Ambiental

EIA
 Levantamento da literatura científica e legal, trabalhos de campo,
análises de laboratório, elaboração do relatório...

RIMA
 Reflete as conclusões do EIA, é um instrumento de comunicação
(esclarecimento) do EIA ao administrador e ao público.

1 - Conceito
Estudo das prováveis modificações nas diversas características socioeconômicas e
biofísicas do meio ambiente que podem resultar de um projeto proposto, para que
seja possível qualificar (adjetivar) e quantificar (mensurar) antecipadamente, o
impacto ambiental.

Resolução CONAMA 001/1986


Considerando a necessidade de se estabelecerem as definições, as
responsabilidades, os critérios básicos e as diretrizes gerais para uso e
implementação da Avaliação de Impacto Ambiental como um dos instrumentos da
Política Nacional do Meio Ambiente, RESOLVE

Para efeito desta Resolução, considera-se impacto ambiental qualquer alteração das
propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer
forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou
indiretamente afetam:

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I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população;


II - as atividades sociais e econômicas;
III - a biota;
IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; Padrões ambientais
V - a qualidade dos recursos ambientais.

2 - OBJETIVO
Prever (e daí, adotar medidas para prevenir) o dano, antes da sua manifestação.

Para tanto, necessário atender a três condicionantes básicas:


1 – Transparência administrativa; (interesse público X uso do bem ambiental)
2 – Consulta aos interessados;
3 – Motivação da decisão ambiental;

3 - Base legal
CF/1988
Art. 225.
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente
causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de
impacto ambiental, a que se dará publicidade

Resolução CONAMA 001/1986


Artigo 2º - Dependerá de elaboração de estudo de impacto ambiental e
respectivo relatório de impacto ambiental - RIMA, a serem submetidos à
aprovação do órgão estadual competente, e do IBAMA em caráter supletivo, o
licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente, tais como (...)
Aparente conflito

Qual o pressuposto constitucional?

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Qualificação do impacto?
É exigido para todo e qualquer impacto?
 Apenas quando potencialmente causador de significativa degradação do meio
ambiente.

Há uma definição legal para “significativa degradação”??


Não! E nem poderia ter. Por que?

O cunho exemplificativo da lista apresentada pela Res. CONAMA 001/86.


Dependerá de (...) o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente, tais
como:
I - Estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento;
II - Ferrovias;
III - Portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos;
(...)

Consequência em relação às atividades indicadas na lista:


Trata-se de uma presunção absoluta ou de uma presunção relativa em relação à
gravidade do impacto? (Duas posições)

Absoluta Não há que se falar em transação sobre o bem ambiental e o interesse


público envolvido.

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Relativa

a) Presença de conteúdos indeterminados na listagem da Res. CONAMA 01/86.


Ex.
XIV - Exploração econômica de madeira ou de lenha, em áreas acima de 100 hectares ou
menores, quando atingir áreas significativas em termos percentuais ou de importância
do ponto de vista ambiental.

b) Competência dos órgãos públicos para definirem a “relevância do interesse ambiental!


XV - Projetos urbanísticos, acima de 100ha. ou em áreas consideradas de relevante
interesse ambiental a critério da SEMA [Secretaria Municipal do Meio Ambiente] e dos
órgãos municipais e estaduais competentes;

c) A relatividade estabelecida pela Res. CONAMA 237/1997

Art. 3º- A licença ambiental para empreendimentos e atividades consideradas


efetiva ou potencialmente causadoras de significativa degradação do meio
dependerá de prévio estudo de impacto ambiental e respectivo relatório
de impacto sobre o meio ambiente (EIA/RIMA), ao qual dar-se-á publicidade,
garantida a realização de audiências públicas, quando couber, de acordo com a
regulamentação. Lei Complementar 140
Parágrafo único. O órgão ambiental competente, verificando que a atividade ou
empreendimento não é potencialmente causador de significativa degradação do
meio ambiente, definirá os estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo
de licenciamento.

Efeito da presunção relativa:


Inversão do ônus da prova. Realização de AIA.
Como?
Presume-se a potencialidade, cabendo ao
empreendedor provar a sua insignificância!!

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4 - Exigência de equipe multidisciplinar:

Vide manual de orientação e atuação profissional (CREA)

Art. 11 - Os estudos necessários ao processo de licenciamento deverão ser realizados por


profissionais legalmente habilitados, às expensas do empreendedor.

Parágrafo único - O empreendedor e os profissionais que subscrevem os estudos previstos


no caput deste artigo serão responsáveis pelas informações apresentadas, sujeitando-se
às sanções administrativas, civis e penais.

 Necessário o dolo ou a culpa (imprudência, negligência ou imperícia)


Problema (risco): pareceres que, em razão do conteúdo, podem ser discutidos
tecnicamente!!

5 - Diretrizes gerais do EIA

A – Contemplar as alternativas tecnológicas e de localização do projeto,


confrontando-se com a hipótese de sua não execução;
Muitas vezes a melhor opção será a não execução do projeto; (quando?)
Altos custos sociais e ambientais dele decorrentes.

B – Identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais gerados nas


fases de implantação e operação da atividade;
 Necessário indicar as medidas corretivas e mitigadoras dos impacto negativos.

C – Definir os limites da área geográfica a ser direta e indiretamente afetada


pelos impactos (área de influência do projeto), considerando, ainda, a bacia
hidrográfica no qual se localiza (mínimo);
 http://www.atlasdasaguas.ufv.br/mapasite.html

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D – Considerar planos e programas governamentais, propostos e em implantação


na área de influência do projeto, e sua compatibilidade (do projeto).
Relação com zoneamentos, por exemplo.

6 - Conteúdo Mínimo do EIA

a) Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto

Inventário prévio do meio ambiente.


Análise dos fatores ambientais:
Biológicos;
Socioeconômicos;
 Físicos
Objetivo: descrever as interrelações dos componentes bióticos,
abióticos e antrópicos que serão afetados pelo empreendimento

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b) Análise dos impactos ambientais

Identificação (previsão de magnitude), valoração e interpretação dos


prováveis (ou dos efetivos) impactos ambientais;
Prognóstico da qualidade ambiental da área de influência do
empreendimento;

c) Definição de medidas mitigatórias

Objetivo de minimizar os impactos adversos (identificados e quantificados)


Daí a importância de compreender e
Classificadas (são indicadas) em razão: conhecer os padrões de qualidade
▫ natureza preventiva ou corretiva; ambiental
▫ avaliação da eficiência dos equipamentos de controle da poluição
▫ fase do empreendimento (em que as medidas serão executadas)
planejamento, implantação, operação, desativação, bem como, ocorrendo,
nos casos de acidentes!!!
▫ O elementos ambientais (físico, biológico ou socioeconômico) a que se
destinam (os impactos);
▫ O prazo de duração dos impactos (curto, médio e longo)

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▫ O responsável pela implementação: empreendedor, Poder Público...


▫ O custo de cada uma das medidas e Impactos adversos que não podem ser
mitigado!!! (qual a importância?)

Princípio do Poluidor Pagador


 Todos que sejam responsáveis pela utilização dos bens ambientais em proveito próprio
(e em detrimento da sociedade) devem arcar com o déficit causado sobre a coletividade.
 Quando o prejuízo puder ser suportado E trouxer benefício para a sociedade, deve ser
internalizado por aquele que explora a atividade.
 Quando a internalização não for possível (custos muitos elevados para a sociedade)
o produto não pode ser fabricado ou consumidor.

Poluidor pagador não é direito à poluir, mas há uma forte carga


política que acaba por interferir na tomada a de decisão:
economia x recursos públicos x meio ambiente

d) Programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos ambientais


(PCMA)

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7 - Conteúdo mínimo (linhas gerais) do RIMA


Lembre-se:
• o RIMA reflete as conclusões do EIA, e;
• Implica na necessidade de utilização de linguagem acessível, para; (ex. utilização de
mapas, gráficos e outras técnicas de comunicação visual);
• permitir a compreensão das possíveis consequências ambientais e suas alternativas

1 - Objetivos e justificativas do projeto


 Compatibilidade (ou incompatibilidade) do empreendimento, com as políticas
setoriais, planos e programas governamentais. Importância de se analisar o zoneamento incidente
sobre a área de influência do projeto.
2 – Descrição do projeto e alternativas tecnológicas e de localização, especificando:
• área de influência;
• matérias primas, mão de obra, fontes de energia;
• processos e técnicas operacionais;
•Efluentes (emissão e resíduos);

• Perdas de energia;
•Empregos diretos e indiretos
• Relação do curso/benefício dos ônus e benefícios sociais/ambientais (relação com
o Princípio do Poluidor Pagador)

3 – Síntese do diagnóstico ambiental (área de influência do projeto)


4 – Descrição dos impactos ambientais;
5 – Caracterização da qualidade ambiental futura
6 – descrição do efeito esperado a partir da execução das medidas mitigadoras;
7 – Programa de acompanhamento e monitoramente dos impactos;
8 – Recomendações quanto à possíveis alternativas mais favoráveis;

Importante: indicação do registro dos profissionais da equipe multidisciplinas,


junto às entidades de classe competente.

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8 –Publicidade e Participação pública

CF - Art. 225 (...)


IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente
causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto
ambiental, a que se dará publicidade;

Lei 10.650/2003 (Dispõe sobre o acesso público aos dados e informações existentes nos
órgãos e entidades integrantes do Sisnama)
Art. 4º Deverão ser publicados em Diário Oficial e ficar disponíveis, no respectivo
órgão, em local de fácil acesso ao público, listagens e relações contendo os dados
referentes aos seguintes assuntos:
I - pedidos de licenciamento, sua renovação e a respectiva concessão;
(...)
VII - registro de apresentação de estudos de impacto ambiental e sua aprovação ou
rejeição.

9 - Participação Popular

De quem é a responsabilidade pela proteção do meio ambiente?

... “impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e


preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

Princípio 10 – ECO 92

“A melhor maneira de tratar as questões ambientais é assegurar a participação,


no nível apropriado, de todos os cidadãos interessados (...)”

Instrumento garantidor

Audiência Pública.

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Objetivo da Audiência Pública


Garantir aos interessados a possibilidade de acesso ao conteúdo do produto em
análise e do seu referido RIMA, dirimir dúvidas e recolher as críticas e sugestões a
respeito.

É obrigatória?
(CONAMA 237)
Art. 10 - O procedimento de licenciamento ambiental obedecerá às seguintes etapas:
V - Audiência pública, quando couber, de acordo com a regulamentação pertinente;

E se a regulamentação pertinente não exigir?


Deverá ser realizada, quando for solicitado por entidade civil, pelo Ministério
Público, ou por 50 (cinquenta) ou mais cidadãos, o Órgão de Meio Ambiente
promoverá a realização de audiência pública.

Prazo de ancoragem:
O Órgão de Meio Ambiente, a partir da data do recebimento do RIMA, fixará em
edital e anunciará pela imprensa local a abertura do prazo que será no mínimo de 45
dias para solicitação de audiência pública.
Audiência pública e manifestações
E se mesmo assim não for realizada?
populares
Nulidade da licença!

Meios de controle do EIA/RIMA Diretrizes, termos de referência, avaliação


de manifestação quanto ao mérito da
viabilidade ambiental do projeto
a) Comunitário;
b) Administrativo;
Ação Civil Pública e Ação Popular
c) Judicial;
O que pode ser questionado:
Vícios formais (procedimento) e vícios
materiais (conteúdo do Estudo ou do
Relatório)

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