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RESUMO DE DIREITO ADMINISTRATIVO II

SUMÁRIOS EM ESTUDO: - O PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO


- ACTO ADMINISTRATIVO

1. A palavra procedimento provém do verbo latino pro-ceder “procedere”,


que significa prosseguir, andar para frente.

a) O que entendes por procedimento administrativo?

R: Entendo o procedimento administrativo como sendo a sequência


juridicamente ordenada de actos e formalidades tendentes a preparação da
prática de um acto da administração ou a sua execução.

João Coupers, define o procedimento administrativo como sendo a sucessão


ordenada dos actos e formalidades que visam assegurar a correcta
formação ou execução da decisão administrativa e a defesa dos direitos e
interesses legítimos dos particulares.

b) O que é o processo administrativo?

R: O processo administrativo é o conjunto de documentos em que se


traduzem os actos e formalidades que integram o procedimento
administrativo. O processo é o suporte material do procedimento, o acervo
documental.

2. Quais são os princípios processuais do procedimento administrativo


consagrados no Decreto Lei N.º 16-A/95, DE 15 DE DEZEMBRO.

R: O princípios processuais do procedimento administrativo são:

• Principio da celeridade – art. 31º


• Principio da iniciativa ou do impulso processual – art. 29º
• Principio da publicidade – art. 38º , 73º e 74º
• Principio do inquisitório – art. 31º.

3. Como classificam-se os procedimentos administrativo quanto a tipologia?

R: Quanto a tipologia os procedimentos administrativos podem obedecer vários


critérios que são:

• Procedimento de iniciativa pública ou de inicio oficioso – Art. 29.º Nos


casos em que a administração toma a iniciativa de desencadear, como
sucede com o procedimento de expropriação pública ou o processo
disciplinar.
• Procedimento de iniciativa particular – Quando esta depende de
requerimento do próprio administrado, na emissão de uma licença,
atestado, etc.
• Procedimento decisório – art. 1º conjugados com 92º 99º. São aqueles
que têm por objecto preparar a prática de um acto, ou seja, visam a
tomada de uma decisão administrativa.

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• Procedimento Executivo – são aqueles que têm por finalidade
assegurar a projecção dos efeitos de uma decisão administrativa, ou
melhor, o seu objecto é, executar um acto da administração.
• Procedimento do 1º grau – São aqueles que incidem pela primeira vez
sobre uma situação da vida e visam, sobretudo, preparar a pratica de
um acto primário.
• Procedimento do 2º grau – são aqueles que incidem sobre uma decisão
administrativa anteriormente tomada, isto é versam sobre um acto
secundário. Art. 100º e segts.
• Procedimento Comum – é aquele que não é regulado por legislação
especial mas pelas próprias normas sobre procedimento administrativo
e actividade adminiostrativa.
• Procedimentos Especiais – Aqueles que são regulados em leis
especiais.

4. Quais são as fases da marcha do procedimento administrativo?

R: As fases da marcha do procedimento administrativo são:

• Fase inicial ou fase da iniciativa – art. 45º a 50º.


• Fase da instrução – art. 51º a 54º.
• Fase da audiência dos interessados – art. 52º e 53º.
• Fase da conclusão
• Fase da decisão – art. 56º.

5. Sobre o acto administrativo responda as questões que se seguem.

a) O que entendes por acto administrativo?

R: Por acto administrativo entendo que é o acto jurídico unilateral


praticado por um órgão da administração no exercício do poder
administrativo e que visa a produção de efeitos jurídicos sobre uma
situação individual num caso concreto - João Coupers.

Consideram-se actos administrativos as decisões dos órgão da


administração que ao abrigo das normas de direito público visem produzir
efeitos jurídicos imediatos numa situação individual e concreta – Art. 63º.

b) Quais são os elementos do conceito do acto administrativo?

R: Os elementos do conceito do acto administrativo são:

• Acto Jurídico;
• Acto unilateral;
• Proveniente de um órgão da administração Pública;
• Uma decisão.

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6. Fala das características do acto administrativo.

a) Quais são as características do acto administrativo?

R: As características do acto administrativo são:

• Subordinação a lei – Em homenagem ao principio da legalidade, todos os actos


devem estar conforme a lei, sob pena de ilegalidade.
• Presunção de Legalidade – Sendo o acto administrativo uma emanação do poder
de autoridade administrativa seu exercício ser regulado por lei, presume-se legal
até decisão em contrário.
• Imperatividade - Os actos administrativo impõem-se mesmo que contrariem os
interesses dos destinatários.
• Revogabilidade – A necessidade de se buscar um ponto de equilíbrio entre a
permeabilidade dos actos administrativos e as variações dos interesses públicos,
faz do acto algo de natureza revogável, já que o interesse público é mutável.
• Sanabilidade – O acto eivado de vício de ilegalidade é susceptível de
impugnação contenciosa, e por isso possível de ser declarado nulo.

7. Como está estruturado o acto administrativo?

R: O acto administrativo esta estruturado da seguinte forma:

• Elementos do acto administrativo;


• Requisitos;
• Pressupostos.

a) Quais são os elementos essenciais da estrutura do acto administrativo?

R: Os elementos essenciais da estrutura do acto administrativo são:

• Elementos Subjectivos – o acto administrativo diz respeito a relação de


dois sujeitos, por um lado, um órgão da administração, o autor a que a
lei atribui competência para a prática do acto. Por outro lado o
destinatário do acto administrativo pode ser um particular ou uma
pessoa colectiva pública (caso da tutela, superintendência).
• Elementos Objectivos – Conteúdo do acto administrativo não é mais do
que a vontade que a administração manifesta através da sua conduta
voluntária em que o acto consiste. Vg. Nomear, expropriar, punir,
revogar. Objecto – consiste na realidade exterior sobre que o acto
incide.
• Elementos Funcionais – Os motivos ou a finalidade.
• Elementos formais – a forma do acto administrativo é o modo de
exteriorização ou manifestação da conduta voluntária da
administração. Art. 65º .

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b) Fala do requisito da estrutura do acto administrativo.

R: Os requisitos são as exigências que a lei formula ou estabelece em cada


um dos elementos do acto administrativo. Entende-se também como sendo as
exigências feitas pela lei relativamente a cada elemento do acto.

c) Debruça-se sobre os pressupostos do acto administrativo.

R: Os pressupostos do acto administrativo são as situações de facto que a


lei faz depender a possibilidade de praticar um certo acto.

8. Como pode ser os actos administrativos quanto as formalidades?

R: Quanto a formalidade os actos administrativos podem ser:

• Actos Essenciais – pela observância obrigatória da lei.


• Actos não essências – de forma facultativa;
• Actos Nulo -
• Actos Anuláveis –

9. Como podem ser os Actos administrativos quanto a tipologia?

R: Quanto a tipologia os actos administrativos podem ser:

• Actos Primários – São aqueles que incidem sobre uma situação da vida.
Vg. Acto Permissivos (autorização, licença, acto de concessão, acto de
subvenção, acto de delegação) Actos Impositivos (acto de comando,
actos ablativos, actos de juízos)

• Actos Secundários – São aqueles que incidem sobre um acto primário.


Os chamados também actos sobre actos, por incidirem sobre um outro
acto anterior. Vg. Actos integrativo (visam completar um acto anterior
– acto confirmativo) actos desintegrativos, actos sanadores.

10. Como classificam-se os actos administrativos?

R: Os actos administrativos classificam-se da seguinte forma:

• Quanto ao Autor (sujeitos);


• Quanto ao destinatários;
• Quanto aos efeitos.

a) Como pode o acto administrativo quanto ao autor ou os sujeitos?

R: Quanto aos sujeitos os actos podem ser:

• Os actos administrativos podem ser actos dimanados pelos órgãos


singulares – que são chamados de decisões.

• E os actos dimanados de órgão colegiais – que são chamados de


deliberações.

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• Podem ser Simples – que provêm de um único órgão administrativo.

• Complexos – cujo a feitura intervêm dois ou mais órgão administrativos.

b) Como podem ser os actos administrativos quanto aos destinatários?

R: Quanto Aos Destinatários Podem Ser:

• Actos singulares – têm destinatário uma só pessoa;


• Actos colectivos – têm como destinatário um conjunto unificados de pessoas
• Actos Plural – são aqueles cuja a decisão é aplicável por igual a várias
pessoas distintas. Vg. Um único despacho presidencial que nomeia vários
ministro.
• Actos Gerais - são actos que se aplicam de imediato a um grupo inorgânico
de cidadãos ligados por uma mesma situação, todos eles bem determinados
ou determináveis ao mesmo local.

c) Quanto aos Efeitos os actos podem ser:

• Acto de Execução Instantânea – são aqueles cujo os efeitos se esgotam no


momento da prática do respectivo acto;
• Acto de Execução Continuada – são aqueles cujo os efeitos perduram no
tempo.
• Actos Negativos – são aquele que consistem na recusa (indeferir uma
pretensão) de introduzir uma alteração na ordem jurídica.
• Actos Positivos – são aqueles que produzem uma alteração na ordem
jurídica.
• Actos Constitutivo – são aqueles que criam uma nova situação.
• Actos Declarativos – são aqueles que se limitam a verificar ou a reconhecer
a validade de direitos ou situações já existentes.

11. O que lhe oferece tecer sobre a validade do acto administrativo?

R: Sobre validade do acto administrativo entendo que é a aptidão intrínseca do


acto para produzir efeitos jurídicos correspondentes ao tipo legal a que
pertence em consequência da sua conformidade com a ordem jurídica.

12. Disserta sobre a eficácia do acto administrativo.

R: A eficácia é a efectiva produção dos efeitos jurídicos pretendidos. Sérvulo


Correia define a eficácia do acto como sendo a aptidão para produzir os efeitos
jurídicos próprios do seu conteúdo e também quaisquer outros que material ou
legalmente dele devam decorrer.

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13. Sobre os requisitos de validade do acto administrativo responda:

a) Quais são os requisitos de validade do acto administrativo?

R: Os requisitos de validade do acto administrativo são:

• Quanto aos sujeitos;


• Quanto a forma;
• Quanto ao fim.

b) Como pode ser a validade do acto quanto aos sujeitos?

R: Quantos aos sujeitos a validade, deve estar munido de competência e


identificação – art. 66º n. 2 – Dec. Lei 16-A/95.

c) Como pode ser a validade do acto quanto a forma?

R: Quanto a forma a validade deve obedecer a forma legal (despacho,


decreto, circular, instrutivo) e observância das formalidade – Art. 65º.

d) Como pode ser a validade do acto quanto ao fim?

R: Quanto ao fim os actos têm que ser praticados tendo em conta o fim que
a lei tem em vista – Art. 63º.

14. Quais são os requisitos para eficácia dos actos administrativo?

R: Os requisitos para a eficácia dos actos administrativos são:

• Publicidade – Art. 73º ou notificação aos interessados (art. 38º, 40º, 41º,
e 42º)
• Aprovação tutelar de que o acto, eventualmente, careça.
• Visto do Tribunal de Conta. Art. 8º da Lei 5/96.

15. O que se entende por Invalidade do acto administrativo?

R: A invalidade do acto administrativo é o juízo de desvalor emitido sobre ele


em resultado da sua desconformidade com a ordem jurídica.

16. Quais são as causa de invalidade do acto?

R: As causas de invalidade do acto são:

• Ilegalidade – quando for contrario a lei (a Constituição, a Lei ordinária,


os regulamentos, e os contratos administrativos).

• Vícios de Vontade;

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17. Como pode ser a invalidade do acto quanto aos Vícios?

R: A invalidade quanto aos Vícios podem ser:

• Vícios de natureza Orgânica – são os vícios resultante do autor do acto.


Que são:

Usurpação de poder – art. 76º n. 2 ;


Incompetência (relativa ou absoluta) traduz-se na prática, por um
órgão, de um acto, incluído nas atribuições ou nas competências de um
outro órgão da administração.
• Vícios de Forma e Formalidade – o acto é ilegal, por vício de forma
quando a lei expressamente exige certa forma e não é observada
• Vícios Materiais, Violação da lei – Traduz-se na discrepância,
divergência entre o conteúdo ou o objecto do acto e as formas que lhe
são aplicáveis. Desvio do Poder – traduz-se no exercício de um poder
discricionário por um motivo principalmente determinante e
desconforme com a finalidade para que a lei conferiu tal poder.

18. Fala do Regime Jurídico da Invalidade.

R: O acto administrativo invalido não se encontra sempre sujeita ao mesmo


regime legal. Assim, de acordo com a gravidade pode ser aplicável o regime da
nulidade o regime da anulabilidade. Portanto podemos afirmar que as formas
de invalidade são nulidade e anulabilidade.

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