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Petróleo Brasileiro S.A.

PETROBRAS
Técnico(a) de Administração
e Controle Júnior

Língua Portuguesa
Interpretação textual. .........................................................................................................................................................1
Pontuação: emprego da vírgula. .......................................................................................................................................2
Emprego do acento indicativo de crase. ..........................................................................................................................3
Ortografia (escrita correta das palavras e acentuação gráfica – em conformidade com o novo acordo
ortográfico). ..........................................................................................................................................................................6
Colocação pronominal dos pronomes oblíquos átonos (próclise, mesóclise e ênclise). ..................................... 12
Uso dos pronomes relativos. .......................................................................................................................................... 12
Concordância verbal e nominal. .................................................................................................................................... 13
Regência verbal. ................................................................................................................................................................ 16
Uso das palavras: porque, por que, por quê e porquê; que; se; há e a. ................................................................... 18
Classes das palavras e suas funções sintáticas. ........................................................................................................... 18

Matemática
Teoria dos Conjuntos. Conjuntos Numéricos. Relações entre conjuntos. .................................................................1
Funções exponenciais, logarítmicas e trigonométricas. Equações de 1º grau. Equações Polinomiais reduzidas
ao 2º grau. Equações exponenciais, logarítmicas e trigonométricas. ..................................................................... 13
Análise Combinatória: permutação, arranjo, combinação. Eventos independentes. ........................................... 25
Progressão Aritmética. Progressão Geométrica. ........................................................................................................ 28
Matrizes. Determinantes. Sistemas Lineares. .............................................................................................................. 30
Trigonometria. .................................................................................................................................................................. 43
Geometria Plana. .............................................................................................................................................................. 47
Geometria Espacial. .......................................................................................................................................................... 50
Geometria Analítica: equação da reta, parábola e círculo. ........................................................................................ 54
Matemática Financeira: capital, juros simples, juros compostos, montante. ........................................................ 52

Bloco 1
Processos Administrativos e Legislação ..........................................................................................................................1
Recursos Humanos: Recrutamento e seleção, plano de cargos e carreira; ..............................................................9
Treinamento, Desenvolvimento e Educação; ............................................................................................................... 16
Gerenciamento de Desempenho e Gestão de Competências; ................................................................................... 24
Relações de Trabalho e Benefícios. .............................................................................................................................. 39
Sistema de Gestão Integrado; .......................................................................................................................................... 47
Função Administração Patrimonial: manutenções preventiva, corretiva e preditiva; ........................................ 48
Gestão de Indicadores: Acompanhamento de indicadores; Análise de indicadores; ........................................... 50
Gestão de Compras: Modalidades de compras e orçamento; ................................................................................... 54
Lei 13.303/2016 (artigos 28 ao 91); ............................................................................................................................ 64
Gestão de Contratos; ......................................................................................................................................................... 83
Redação oficial: memorandos, comunicações internas e requerimentos. ............................................................. 96

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Bloco 2
Logísticae ...............................................................................................................................................................................1
Contabilidade: .......................................................................................................................................................................5
Matemática Financeira: Descontos, Juros Simples, Juros Compostos e Porcentagem .............................................7
Registros contábeis. .......................................................................................................................................................... 13
Fluxo de caixa. .................................................................................................................................................................... 18
Noções de Logística: Modalidades de transporte. ....................................................................................................... 22
Noções de Gestão, Planejamento, Previsão e Controle de Estoques. ....................................................................... 24
Noções de Armazenagem. ................................................................................................................................................ 32

Bloco 3
Noções de Informática: Principais aplicativos comerciais para edição de textos e planilhas, tabelas e gráficos,
correio eletrônico, apresentações de slides e para geração de material escrito e visual. ......................................1
Conceitos de organização de arquivos e métodos de acesso. ................................................................................... 27

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LÍNGUA PORTUGUESA

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APOSTILAS OPÇÃO
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar
inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo
moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a
proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa
comunicação verbal, mas também à capacidade de entender
aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está
Interpretação textual. relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do
código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura
interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e
criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de
Interpretação de Texto
textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas
dúvidas.
A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao
Uma interpretação de texto competente depende de
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não
inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar
apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade,
alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes,
é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de
apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, narrativo,
texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que
possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso,
não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre
para uma boa leitura, exercitar-se na arte de pensar, de captar
releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos
ideias, de investigar as palavras… Para isso, devemos entender,
surpreendentes que não foram observados anteriormente.
primeiro, algumas definições importantes:
Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também
retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo,
Texto
isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto.
O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de
Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo
organização e transmissão de ideias, conceitos e informações de
menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar
modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, um
que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo
símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma novela de
uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando
televisão também são formas textuais.
ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram
Interlocutor
explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam
É a pessoa a quem o texto se dirige.
conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente
contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor,
Texto-modelo
isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície
“Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você,
do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do
uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente.
autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado
Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando.
certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto
Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado com
funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser
outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? (…)
praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós
É normal você querer o máximo de atenção do seu namorado,
leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas
das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte mais importante
dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!
da sua vida.”
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa-
(Revista Capricho)
interpretacao-texto.html
Modelo de Perguntas
1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar quem
Questões
é o seu interlocutor preferencial?
Um leitor jovem.
O uso da bicicleta no Brasil
2) Quais são as informações (explícitas ou não) que permitem
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil
a você identificar o interlocutor preferencial do texto?
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países
Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta
preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista Capricho
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa
tem como público-alvo preferencial: meninas adolescentes.
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que
A linguagem informal típica dos adolescentes.
oferecem mais vantagens.
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas
09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais
01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
assunto;
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
prioridade sobre os automotores.
leitura;
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
menos duas vezes;
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
04) Inferir;
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
autor;
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
compreensão;
claro, nos impostos.
08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
questão;
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
09) O autor defende ideias e você deve percebê-las;
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-melhorar-a-
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
interpretacao-de-textos-em-provas/
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a

Língua Portuguesa 1
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APOSTILAS OPÇÃO
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
espalhadas em pontos estratégicos.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção Respostas
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não 1. (B) / 2. (A) / 3. (D)
sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte,
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, Pontuação: emprego da vírgula.
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes,
discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão Pontuação
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de portuguesa.
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para Ponto
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, 1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com - Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos se encontra.
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo. - Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado)
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de
locomoção nas metrópoles brasileiras 2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra
devido à falta de regulamentação. Ponto e Vírgula ( ; )
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido 1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
incentivado em várias cidades. importância.
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela -  “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão
maioria dos moradores. a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
demais meios de transporte.
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade 2- Separa partes de frases que já estão separadas por
arriscada e pouco salutar. vírgulas.
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos e cobertor.
objetivos centrais do texto é
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do 3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos,
ciclista. decreto de lei, etc.
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é - Ir ao supermercado;
mais seguro do que dirigir um carro. - Pegar as crianças na escola;
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta - Caminhada na praia;
no Brasil. - Reunião com amigos.
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de
locomoção se consolidou no Brasil. Dois pontos
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve 1- Antes de uma citação
dar prioridade ao pedestre. - Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:

03. Considere o cartum de Evandro Alves. 2- Antes de um aposto


Afogado no Trânsito - Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde
e calor à noite.

3- Antes de uma explicação ou esclarecimento


- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a
rotina de sempre.

4- Em frases de estilo direto


 Maria perguntou:
- Por que você não toma uma decisão?

Ponto de Exclamação
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
súplica, etc.
- Sim! Claro que eu quero me casar com você!
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)
2- Depois de interjeições ou vocativos

Língua Portuguesa 2
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APOSTILAS OPÇÃO
- Ai! Que susto! Questões
- João! Há quanto tempo!
01. Assinale a alternativa em que a pontuação está
Ponto de Interrogação corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. língua portuguesa.
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) (A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
Reticências experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou
1- Indica que palavras foram suprimidas. a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
- Comprei lápis, canetas, cadernos... ajudar a revelar quem era a sua dona.
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora
2- Indica interrupção violenta da frase. experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!” a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
ajudar a revelar quem era a sua dona.
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida (C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora
- Este mal... pega doutor? experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito ajudar a revelar quem era a sua dona.
- Deixa, depois, o coração falar... (D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
Vírgula a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse
Não se usa vírgula ajudar a revelar quem era a sua dona.
*separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
diretamente entre si: experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse
a) entre sujeito e predicado. ajudar a revelar quem era a sua dona.
Todos os alunos da sala    foram advertidos. 
Sujeito                            predicado 02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a
ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas
b) entre o verbo e seus objetos. da frase abaixo:
O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores.  “Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem
             V.T.D.I.              O.D.                      O.I. ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho
oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
adnominal. B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
A surpreendente reação do governo contra os sonegadores C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
despertou reações entre os empresários. D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.

Usa-se a vírgula: 03. Os sinais de pontuação estão empregados corretamente


em:
- Para marcar intercalação: A) Duas explicações, do treinamento para consultores
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância, iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a construção
vem caindo de preço. de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão vendas associadas aos dois temas.
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. B) Duas explicações do treinamento para consultores
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de
mão dos lucros altos. vendas associadas aos dois temas.
C) Duas explicações do treinamento para consultores
- Para marcar inversão: iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas. vendas associadas aos dois temas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos D) Duas explicações do treinamento para consultores
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de
de 1982. vendas associadas aos dois temas.
E) Duas explicações, do treinamento para consultores
- Para separar entre si elementos coordenados (dispostos iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
em enumeração): de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de
Era um garoto de 15 anos, alto, magro. vendas associadas aos dois temas.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
Resposta
- Para marcar elipse (omissão) do verbo: 1-C 2-C 3-B
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
Emprego do acento indicativo de
- Para isolar:
crase.
- o aposto:
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um
trânsito caótico. Crase

- o vocativo: A palavra crase é de origem grega e significa «fusão»,


Ora, Thiago, não diga bobagem. «mistura». Na língua portuguesa, é o nome que se dá à «junção»
de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da
preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos

Língua Portuguesa 3
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APOSTILAS OPÇÃO
pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depende da O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também,
para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos 3-) na indicação de horas:
e nomes que exigem a preposição  “a”. Aprender a usar a Acordei às sete horas da manhã.
crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência Elas chegaram às dez horas.
simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome.  Foram dormir à meia-noite.

Observe: 4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de


Vou a + a igreja. que participam palavras femininas. Por exemplo:
Vou à igreja.
à tarde às ocultas às pressas à medida que
No exemplo acima, temos a ocorrência da à noite às claras às escondidas à força
preposição  “a”,  exigida pelo verbo  ir (ir a algum lugar) e a
ocorrência do artigo “a” que está determinando o substantivo à vontade à beça à larga à escuta
feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e às avessas à revelia à exceção de à imitação de
elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe
os outros exemplos: à esquerda às turras às vezes à chave
à direita à procura à deriva à toa
Conheço a aluna.
Refiro-me à aluna. à proporção
à luz à sombra de à frente de
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer que
algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode à
ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto semelhança às ordens à beira de
(referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição  “a”. de
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja
feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes já Crase diante de Nomes de Lugar
especificados.
Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre: Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do
artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que
1-) diante de substantivos masculinos: diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a
Andamos a cavalo. preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não
Fomos a pé. a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo
regente por um verbo que peça a preposição  “de”  ou  “em”. A
2-) diante de  verbos no infinitivo: ocorrência da contração  “da”  ou  “na”  prova que esse nome de
A criança começou a falar. lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase.
Ela não tem nada a dizer. Por exemplo:
Vou  à  França. (Vim  da [de+a] França. Estou  na [em+a]
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos França.)
exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase. Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
3-) diante da maioria dos pronomes e das expressões de Vou  a  Porto Alegre. (Vim  de Porto Alegre. Estou em Porto
tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e dona: Alegre.) 
Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários. - Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem. volto DE, crase PRA QUÊ?”
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes Vou à praia. = Volto da praia.
podem ser identificados pelo método: troque a palavra feminina
por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, - ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado,
ocorrerá crase. Por exemplo: ocorrerá crase. Veja:
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. =
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.) mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.) Irei à Salvador de Jorge Amado.
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio
Cláudio para sair mais cedo.) Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s),
Aquela (s), Aquilo
4-) diante de numerais cardinais:
Chegou a duzentos o número de feridos Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo
Daqui a uma semana começa o campeonato. regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:

Casos em que a crase SEMPRE ocorre: Refiro-me a + aquele atentado.


Preposição Pronome
1-) diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega. Refiro-me àquele atentado.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores. O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo
Sou grata à população. indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição,
Fumar é prejudicial à saúde. portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo:
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.
Aluguei aquela casa.
2-) diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de”
(mesmo que a expressão moda de fique subentendida): O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.  preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso.

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APOSTILAS OPÇÃO
Veja outros exemplos: Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho. feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos
Quero agradecer àqueles que me socorreram. escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito. Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a
Roberto.
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao
Roberto.
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as
quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses pronomes 2-) diante de pronome possessivo feminino:
exigir a preposição  «a»,  haverá crase. É possível detectar a Observação: é facultativo o uso da crase diante de
ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição do pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
termo regido feminino por um termo regido masculino.  artigo. Observe:
Por exemplo: Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. esperando por você.
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está
esperando por você.
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase.
Veja outros exemplos: Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. frases abaixo das seguintes formas:
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam
responder nenhuma das questões. Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
A sessão à qual assisti estava vazia. Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.

Crase com o Pronome Demonstrativo “a” 3-) depois da preposição até:


Fui até a praia. ou Fui até à praia.
A ocorrência da crase com o pronome Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta.
demonstrativo “a” também pode ser detectada através da A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou
substituição do termo regente feminino por um termo regido A palestra vai até às cinco horas da tarde.
masculino. 
Veja: Questões
Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país. 01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-
As orações são semelhantes às de antes. se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas
Os exemplos são semelhantes aos de antes. consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades
Suas perguntas são superiores às dele. e estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo
Seus argumentos são superiores aos dele. questões de saúde pública como programas de esclarecimento
Sua blusa é idêntica à de minha colega. e prevenção, de tratamento para dependentes e de reintegração
Seu casaco é idêntico ao de minha colega. desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico
ou clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa
A Palavra Distância própria família?

Se a palavra  distância  estiver especificada, determinada, a (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo,
crase deve ocorrer. 17.09.2012. Adaptado)
Por exemplo:
Sua casa fica  à  distância de 100 Km daqui. (A palavra está As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
determinada) respectivamente, com:
Todos devem ficar  à  distância de 50 metros do palco. (A (A) aos … à … a … a
palavra está especificada.) (B) aos … a … à … a
(C) a … a … à … à
Se a palavra  distância  não estiver especificada, a (D) à … à … à … à
crase não pode ocorrer.  (E) a … a … a … a
Por exemplo:
Os militares ficaram a distância. 02. Leia o texto a seguir.
Gostava de fotografar a distância. Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu
Ensinou a distância. ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do
Dizem que aquele médico cura a distância. procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu-
Reconheci o menino a distância. lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o
que fez.
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade, (Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de
pode-se usar a crase. Janeiro: Globo, 1997, p. 6)
Veja:
Gostava de fotografar à distância. Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
Ensinou à distância. ordem dada:
Dizem que aquele médico cura à distância. A) à – a – a
B) a – a – à
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA C) à – a – à
D) à – à – a
1-) diante de nomes próprios femininos: E) a – à – à
Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes
próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe: 03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas já
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga. expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga. a) à - àqueles - a - há 
b) a - àqueles - a - há 

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APOSTILAS OPÇÃO
c) a - aqueles - à - a  3) Após a sílaba inicial “me-”.
d) à - àqueles - a - a  Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão
e) a - aqueles - à - há Exceção: mecha
Respostas
1-B / 2-A / 3-B 4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras
inglesas aportuguesadas.
Ortografia (escrita correta das Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu
palavras e acentuação gráfica 5) Nas seguintes palavras:
- em conformidade com o novo bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar,
acordo ortográfico). rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale,
xingar, etc.

Ortografia Emprega-se o dígrafo Ch:


1) Nos seguintes vocábulos:
A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão,
forma escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha,
a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante
compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia
forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem
que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é da palavra. Veja os exemplos:
oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e gesso: Origina-se do grego gypsos
consultar o dicionário sempre que houver dúvida. jipe: Origina-se do inglês jeep.

O Alfabeto Emprega-se o G:
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada 1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem
letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja: Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem
Exceção: pajem
a A (á) b B (bê)
c C (cê) d D (dê) 2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio
e E (é) f F (efe) Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio
g G (gê ou guê) h H (agá)
i I (i) j J (jota) 3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g
k K (cá) l L (ele) Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem),
m M (eme) n N (ene) vertiginoso (de vertigem)
o O (ó) p P (pê)
q Q (quê) r R (erre) 4) Nos seguintes vocábulos:
s S (esse) t T (tê) algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete,
u U (u) v V (vê) hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem.
w W (dáblio) x X (xis)
y Y (ípsilon) z Z (zê) Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear
Observação: emprega-se também o ç, que representa o Exemplos:
fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras. arranjar: arranjo, arranje, arranjem
despejar: despejo, despeje, despejem
Emprego das letras K, W e Y gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando
Utilizam-se nos seguintes casos: enferrujar: enferruje, enferrujem
a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus viajar: viajo, viaje, viajem
derivados.
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor, 2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica
taylorista. Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji

b) Em topônimos originários de outras línguas e seus 3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j
derivados. Exemplos:
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano. laranja- laranjeira loja- lojista lisonja -
lisonjeador nojo- nojeira
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer
unidades de medida de curso internacional. jeito- ajeitar
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km
(quilômetro), Watt. 4) Nos seguintes vocábulos:
berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje,
Emprego de X e Ch traje, pegajento
Emprega-se o X:
1) Após um ditongo. Emprego das Letras S e Z
Exemplos: caixa, frouxo, peixe Emprega-se o S:
Exceção: recauchutar e seus derivados 1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no
radical
2) Após a sílaba inicial “en”.
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca Exemplos:
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo análise- analisar catálise- catalisador
“en-” casa- casinha, casebre liso- alisar
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro),
encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...) 2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título
ou origem

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APOSTILAS OPÇÃO
Exemplos: Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs
burguês- burguesa inglês- inglesa Existem diversas formas para a representação do fonema /S/.
chinês- chinesa milanês- milanesa Observe:

3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa Emprega-se o S:


Exemplos: Nos substantivos derivados de verbos terminados em
catarinense gostoso- gostosa amoroso- amorosa “andir”,”ender”, “verter” e “pelir”
palmeirense gasoso- gasosa teimoso- teimosa Exemplos:
expandir- expansão pretender- pretensão verter-
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa versão expelir- expulsão
Exemplos: estender- extensão suspender- suspensão
catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose, converter - conversão repelir- repulsão
metamorfose, virose
Emprega-se Ç:
5) Após ditongos Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer”
Exemplos: Exemplos:
coisa, pouso, lousa, náusea ater- atenção torcer- torção
deter- detenção distorcer-distorção
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus manter- manutenção contorcer- contorção
derivados
Exemplos: Emprega-se o X:
pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos Em alguns casos, a letra X soa como Ss
quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos Exemplos:
repus, repusera, repusesse, repuséssemos auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto,
trouxe
7) Nos seguintes nomes próprios personativos:
Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa, Emprega-se Sc:
Teresa, Teresinha, Tomás Nos termos eruditos
Exemplos:
8) Nos seguintes vocábulos: acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente,
abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia, fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível,
decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada, plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc.
paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene,
raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc. Emprega-se Sç:
Na conjugação de alguns verbos
Emprega-se o Z: Exemplos:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no nascer- nasço, nasça
radical crescer- cresço, cresça
Exemplos: descer- desço, desça
deslize- deslizar razão- razoável vazio- esvaziar
raiz- enraizar cruz-cruzeiro Emprega-se Ss:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em “gredir”,
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a “mitir”, “ceder” e “cutir”
partir de adjetivos Exemplos:
Exemplos: agredir- agressão demitir- demissão ceder- cessão
inválido- invalidez limpo-limpeza macio- maciez discutir- discussão
rígido- rigidez progredir- progressão t r a n s m i t i r - t r a n s m i s s ã o
frio- frieza nobre- nobreza pobre-pobreza surdo- exceder- excesso repercutir- repercussão
surdez
Emprega-se o Xc e o Xs:
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar
substantivos Em dígrafos que soam como Ss
Exemplos: Exemplos:
civilizar- civilização hospitalizar- hospitalização exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar
colonizar- colonização realizar- realização
Observações sobre o uso da letra X
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita 1) O X pode representar os seguintes fonemas:
Exemplos: /ch/ - xarope, vexame
cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita
/cs/ - axila, nexo
5) Nos seguintes vocábulos:
azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz, /z/ - exame, exílio
cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc.
/ss/ - máximo, próximo
6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no
contraste entre o S e o Z /s/ - texto, extenso
Exemplos:
cozer (cozinhar) e coser (costurar) 2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
prezar( ter em consideração) e presar (prender) Exemplos: excelente, excitar
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior)
Emprego das letras E e I
Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i /
exemplos: pode não ser nítida. Observe:
exame exato exausto exemplo existir exótico
inexorável

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APOSTILAS OPÇÃO
Emprega-se o E: Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.”
Exemplos:
magoar - magoe, magoes “Auriverde pendão de minha terra,
continuar- continue, continues Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que à luz do sol encerra
2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior) As promessas divinas da Esperança…”
Exemplos: antebraço, antecipar (Castro Alves)

3) Nos seguintes vocábulos: Observações:


cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico, - No início dos versos que não abrem período, é facultativo o
orquídea, etc. uso da letra maiúscula.

Emprega-se o I : Por Exemplo:


1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir “Aqui, sim, no meu cantinho,
Exemplos: vendo rir-me o candeeiro,
cair- cai gozo o bem de estar sozinho
doer- dói e esquecer o mundo inteiro.”
influir- influi
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra) se letra minúscula.
Exemplos: Por Exemplo:
Anticristo, antitetânico “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
3) Nos seguintes vocábulos:
aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio, b) Nos antropônimos, reais ou fictícios.
etc. Exemplos:
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote.
Emprego das letras O e U
Emprega-se o O/U: c) Nos topônimos, reais ou fictícios.
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de Exemplos:
algumas palavras. Veja os exemplos: Rio de Janeiro, Rússia, Macondo.
comprimento (extensão) e cumprimento (saudação,
realização) d) Nos nomes mitológicos.
soar (emitir som) e suar (transpirar) Exemplos:
Dionísio, Netuno.
Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume,
moleque. e) Nos nomes de festas e festividades.
Exemplos:
Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua Natal, Páscoa, Ramadã.

Emprego da letra H f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais.


Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético. Exemplos:
Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e ONU, Sr., V. Ex.ª.
da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta
forma devido a sua origem na forma latina hodie. g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos,
políticos ou nacionalistas.
Emprega-se o H: Exemplos:
1) Inicial, quando etimológico Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria,
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio União, etc.

2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula
Exemplos: flecha, telha, companhia quando são empregados em sentido geral ou indeterminado.
Exemplo:
3) Final e inicial, em certas interjeições Todos amam sua pátria.
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc.
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula:
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios.
elemento, se etimológico Exemplos:
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc. Rua da Liberdade ou rua da Liberdade
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário
Observações: Edifício Azevedo ou edifício Azevedo
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que
nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha 2) Utiliza-se inicial minúscula:
ele não é utilizado. a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes.
Exemplos:
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
letra “h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos
sempre são grafados com h. Veja: b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
herbívoro, hispânico, hibernal. Exemplos:
janeiro, julho, dezembro, etc.
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas segunda, sexta, domingo, etc.
1) Utiliza-se inicial maiúscula: primavera, verão, outono, inverno
a) No começo de um período, verso ou citação direta.
Exemplos: c) Nos pontos cardeais.

Língua Portuguesa 8
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APOSTILAS OPÇÃO
Exemplos: Exemplos:
Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste, Você ainda tem coragem de
sudoeste. Final de
Por perguntar por quê?
frases e seguidos
Quê
Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os de pontuação
Você não vai? Por quê?
pontos cardeais são grafados com letra maiúscula.
Exemplos: Não sei por quê!
Nordeste (região do Brasil)
Ocidente (europeu) Exemplos:
Oriente (asiático)
Conjunção
A situação agravou-se
que indica
Lembre-se: porque ninguém reclamou.
explicação ou
Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa-
causa
se letra minúscula. Ninguém mais o espera,
Porque porque ele sempre se atrasa.
Exemplo:
Conjunção de
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, Exemplos:
Finalidade –
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
equivale a “para
Não julgues porque não te
que”, “a fim de
Emprego FACULTATIVO de letra minúscula: julguem.
que”.
a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
Exemplos: Função de
Exemplos:
Crime e Castigo ou Crime e castigo substantivo
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas – vem
Não é fácil encontrar o
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido acompanhado
Porquê porquê de toda confusão.
de artigo ou
b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em pronome
Dê-me um porquê de sua
nomes sagrados e que designam crenças religiosas.
saída.
Exemplos:
Governador Mário Covas ou governador Mário Covas
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II 1. Por que (pergunta)
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor 2. Porque (resposta)
Santa Maria ou santa Maria. 3. Por quê (fim de frase: motivo)
4. O Porquê (substantivo)
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e
disciplinas. Emprego de outras palavras
Exemplos:
Português ou português Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas nenhuma senão criticar.
modernas Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais
História do Brasil ou história do Brasil condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá
Arquitetura ou arquitetura desta situação crítica.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
fono24.php Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não
compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa.
Algumas palavras ou expressões costumam apresentar Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão
dificuldades colocando em maus lençóis quem pretende falar pouco esta semana.
ou redigir português culto. Esta é uma oportunidade para você
aperfeiçoar seu desempenho. Preste atenção e tente incorporar Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios.
tais palavras certas em situações apropriadas. Traz - do verbo trazer.
A anos: a indica tempo futuro: Daqui a um ano iremos à
Europa. Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui.
Há anos: há indica tempo passado: não o vejo há meses. Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está
Atenção: Há muito tempo já indica passado. Não há vultuosa e deformada.
necessidade de usar atrás, isto é um pleonasmo. Questões
Acerca de: equivale a (a respeito de): Falávamos acerca de
uma solução melhor. 01. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou
Há cerca de: equivale a (faz tempo). Há cerca de dias até sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre
resolvemos este caso. ........................ praticar atividade física..........................benefícios
para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas
Emprego do Porquê terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o
Orações
avanço da idade.
Interrogativas Exemplo:
(Ciência Hoje, março de 2012)
(pode ser Por que devemos nos
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
substituído por: preocupar com o meio
respectivamente, com:
Por por qual motivo, ambiente?
(A) porque … trás … previnir
Que por qual razão)
(B) porque … traz … previnir
Exemplo: (C) porquê … tras … previnir
Equivalendo (D) por que … traz … prevenir
a “pelo qual” Os motivos por que não (E) por quê … tráz … prevenir
respondeu são desconhecidos.

Língua Portuguesa 9
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APOSTILAS OPÇÃO
02. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se
da frase abaixo: Não sei o _____ ela está com os olhos vermelhos, evidencia na penúltima sílaba.
talvez seja _____ chorou. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível
(A) porquê / porque;
(B) por que / porque; Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se
(C) porque / por que; evidencia na antepenúltima sílaba.
(D) porquê / por quê; Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
(E) por que / por quê.
Como podemos observar, mediante todos os exemplos
03. mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas
em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente:
são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados,
apresentam certa diferenciação quanto à intensidade.

Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos


em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos
observar no exemplo a seguir:

“Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor”.
Considerando a ortografia e a acentuação da norma- Os monossílabos em destaque classificam-se como tônicos;
padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, correta e os demais, como átonos (que, em, de).
respectivamente, preenchidas por:
(A) mal ... por que ... intuíto Os Acentos Gráficos
(B) mau ... por que ... intuito
(C) mau ... porque ... intuíto acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e
(D) mal ... porque ... intuito sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam
(E) mal ... por quê ... intuito as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns.
Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. 
04. Assinale a alternativa que preenche, correta e Ex.: herói – médico – céu(ditongos abertos)
respectivamente, as lacunas do trecho a seguir, de acordo com
a norma-padrão. acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e
Além disso, ___certamente ____entre nós ____do fenômeno da “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
corrupção e das fraudes. Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
(A) a … concenso … acerca
(B) há … consenso … acerca acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
(C) a … concenso … a cerca artigos e pronomes.
(D) a … consenso … há cerca Ex.: à – às – àquelas – àqueles
(E) há … consenço … a cerca
trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente
05. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras
flexionadas de acordo com a norma-padrão. derivadas de nomes próprios estrangeiros.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. Ex.: mülleriano (de Müller)
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos. nasais.
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos! Ex.: coração – melão – órgão – ímã
Respostas Regras fundamentais:
01. D/02. B/03. D/4-B/5-D
Palavras oxítonas:
Acentuação Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”,
“em”, seguidas ou não do plural(s):
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)
estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de
algumas particularidades, às quais devemos estar atentos, Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
procurando estabelecer uma relação de familiaridade e,
consequentemente, colocando-as em prática na linguagem Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos
escrita. ou não de “s”.
Ex.: pá – pé – dó – há
Regras básicas – Acentuação tônica
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas
A acentuação tônica implica na intensidade com que são de lo, la, los, las.
pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo
forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As
demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são Paroxítonas:
denominadas de átonas. Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
- i, is
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas táxi – lápis – júri
como: - us, um, uns
vírus – álbuns – fórum
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a - l, n, r, x, ps
última sílaba. automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel - ã, ãs, ão, ãos
ímã – ímãs – órfão – órgãos

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APOSTILAS OPÇÃO
- Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare que As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com
essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” não
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim serão mais acentuadas. Ex.:
ficará mais fácil a memorização!
Antes Depois
- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”. apazigúe (apaziguar) apazigue
argúi (arguir) argui
água – pônei – mágoa – jóquei
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do
Regras especiais: plural de:

Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” ( ditongos abertos), ele tem – eles têm
que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com ele vem – eles vêm (verbo vir)
a nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas.
A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter,
Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma deter, abster. 
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são ele contém – eles contêm
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento. ele obtém – eles obtêm
Ex.: ele retém – eles retêm
ele convém – eles convêm
Antes Agora
assembléia assembleia
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes
idéia ideia
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes
jibóia jiboia
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções,
apóia (verbo apoiar) apoia
como:
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do
ou não de “s”, haverá acento:
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís
sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira
pessoa do singular do presente do indicativo). Ex:
Observação importante:
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato
Ela pode fazer isso agora.
quando vierem depois de ditongo: Ex.:
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
Antes Agora
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
bocaiúva bocaiuva
preposição por.
feiúra feiura
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colocar”,
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido.
então estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”;
Ex.:
nos outros casos, “por” preposição. Ex:
Antes Agora
Faço isso por você.
crêem creem
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
vôo voo
Questões
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos que,
no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento
01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
como antes: CRER, DAR, LER e VER.
A) Tem a última sílaba como tônica.
B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
Repare:
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
1-) O menino crê em você
D) Não tem sílaba tônica.
Os meninos creem em você.
2-) Elza lê bem!
02. Assinale a alternativa correta.
Todas leem bem!
A palavra faliu contém um:
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
A) hiato
Esperamos que os dados deem efeito!
B) dígrafo
4-) Rubens vê tudo!
C) ditongo decrescente
Eles veem tudo!
D) ditongo crescente
- Cuidado! Há o verbo vir:
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente,
Ele vem à tarde!
aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo
Eles vêm à tarde!
mesmo motivo que:
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando
A) túnel
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
B) voluntário
C) até
Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
D) insólito
E) rótulos
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem
seguidas do dígrafo nh:
04. Assinale a alternativa correta.
ra-i-nha, ven-to-i-nha.
A) “Contrário” e “prévias” são acentuadas por serem
paroxítonas terminadas em ditongo.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
B) Em “interruptor” e “testaria” temos, respectivamente,
precedidas de vogal idêntica:
encontro consonantal e hiato.
xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
C) Em “erros derivam do mesmo recurso mental” as palavras
grifadas são paroxítonas.

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APOSTILAS OPÇÃO
D) Nas palavras “seguida”, “aquele” e “quando” as partes - O verbo iniciar a oração:
destacadas são dígrafos. Diga-lhe que está tudo bem.
E) A divisão silábica está correta em “co-gni-ti-va”, “p-si-có- Chamaram-me para ser sócio.
lo-ga” e “a-ci-o-na”.
- O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição
05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO: “a”:
A) saúde Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
B) cooperar Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
C) ruim
D) creem - O verbo estiver no gerúndio:
E) pouco Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de
Respostas despreocupada.
1-B / 2-C / 3-B / 4-A / 5-E Despediu-se, beijando-me a face.

Colocação pronominal dos - Houver vírgula ou pausa antes do verbo:


pronomes oblíquos átonos Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no
mesmo instante.
(próclise, mesóclise e ênclise). Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
Mesóclise
Colocação dos Pronomes Oblíquos
Átonos A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no
futuro do presente ou no futuro do pretérito:
De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi, a A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se
colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais realizará)
oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma
referem. proposta a você)
Fontes:
São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php
lhes, nos e vos. http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal.
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na htm
oração em relação ao verbo:
Questões
1. próclise: pronome antes do verbo
2. ênclise: pronome depois do verbo 01. Considerada a norma culta escrita, há correta substituição
3. mesóclise: pronome no meio do verbo de estrutura nominal por pronome em:
(A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço-
Próclise lhes antecipadamente.
(B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: verbo fabricar se extraiu-lhe.
- Palavras com sentido negativo: (C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os.
Nada me faz querer sair dessa cama. (D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de
Não se trata de nenhuma novidade. conhecê-las.
(E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela.
- Advérbios:
Nesta casa se fala alemão. 02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em
Naquele dia me falaram que a professora não veio. “Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo
com a norma-padrão, a nova redação deveria ser
- Pronomes relativos: (A) Basta apresenta-lo.
A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. (B) Basta apresentar-lhe.
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. (C) Basta apresenta-lhe.
(D) Basta apresentá-la.
- Pronomes indefinidos: (E) Basta apresentá-lo.
Quem me disse isso?
Todos se comoveram durante o discurso de despedida. Respostas
01. D/02. E
- Pronomes demonstrativos:
Isso me deixa muito feliz!
Aquilo me incentivou a mudar de atitude! Uso dos pronomes relativos.

- Preposição seguida de gerúndio:


Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais Pronomes Relativos
indicado à pesquisa escolar.
São aqueles que representam nomes já mencionados
- Conjunção subordinativa: anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as
Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram. orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema  que  afirma a superioridade de um
Ênclise grupo racial sobre outros.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros =
A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não oração subordinada adjetiva).
aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e
ênclise vai acontecer quando: introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema”
é antecedente do pronome relativo que.
- O verbo estiver no imperativo afirmativo: O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome
Amem-se uns aos outros. demonstrativo o, a, os, as.
Sigam-me e não terão derrotas. Não sei o que você está querendo dizer.

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APOSTILAS OPÇÃO
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem - quando (= em que)
expresso. Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
Quem casa, quer casa.
j)  Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
Observe: numa só frase.
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, O futebol é um esporte.
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas. O povo gosta muito deste esporte.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde. O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.

Note que: k)  Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode


a)  O pronome  “que”  é o relativo de mais largo emprego, ocorrer a elipse do relativo “que”.
sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria,
por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for (que) fumava.
um substantivo.

O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual) Concordância verbal e nominal.


A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)
Concordância Verbal
b)  O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos
verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo
várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza principais desse processo são representados pelo sujeito, que no
ou depois de determinadas preposições: caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha
a função de subordinado. 
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza-
qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número
ambiguidade.) e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno
chegou
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.) singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso
(ele).  Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram
c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se atrasados.
refere a uma oração. Temos aí o que podemos chamar de princípio básico.
Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito
sua vocação natural. simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos: 

d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, Casos referentes a sujeito simples
mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais,
das quais. 1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o
núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado. 
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.
(antecedente) (consequente) 2) Nos casos referentes a sujeito representado por
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do
e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente singular:  A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo: Observação:
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal
Emprestei tantos quantos foram necessários. no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o
(antecedente) plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.
Ele fez tudo quanto havia falado.
(antecedente) 3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas,
representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de,
f)  O pronome  “quem” se refere a pessoas e vem sempre uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar
precedido de preposição. com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo
que a segue: A  maioria  dos alunos  resolveu  ficar.   A maioria
É um professor a quem muito devemos. dos alunos resolveram ficar.
(preposição)
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões
g)  “Onde”, como pronome relativo, sempre possui aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo
antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar. concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de
A casa onde morava foi assaltada. vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas.

h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em 5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão
que. “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no um candidato se inscreveu no concurso de piadas.  
exterior. Observação:
- No caso da referida expressão aparecer repetida ou
i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras: associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo,
- como (= pelo qual) necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um
Não me parece correto o modo como você agiu semana aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de
passada. doação de alimentos. 

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APOSTILAS OPÇÃO
Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades 2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto
de formatura.  ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois
filhos compareceram ao evento.  
6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos
que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi  um dos 3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este
que atuaram na Copa América. poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer
no plural: Compareceram  ao evento  o pai e seus dois filhos.
7) Em casos relativos à concordância com locuções Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos 4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com
atermos a duas questões básicas: mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular:
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural, Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também mundo.
concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos.
/ Alguns de nós o receberão. 5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá
no singular, o verbo permanecerá, também, no singular:  Algum permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória,
de nós o receberá.   minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço.
/ Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome meu esforço.
“quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular
ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:    Questões
Fomos nós  quem  contou  toda a verdade para ela. / Fomos
nós quem contamos toda a verdade para ela. 01. A concordância realizou-se adequadamente em qual
alternativa?
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra (A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência
“que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em
palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. / breve, o ultrapassará.
Em casa sou eu que decido tudo.    (B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos
que chegarão atrasados, tenho certeza disso.
10) No caso de o sujeito aparecer representado por (C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode
expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o comê-las sem receio!
numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:    (D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na
50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50% janela do hotel!
do eleitorado apoiou a decisão.
Observações: 02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não
- Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New
porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos
a decisão da diretoria 50% dos funcionários.      nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular: de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato
1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.   de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações
50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.  cotidianas com os outros.
Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam
pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna.
pessoa do singular ou do plural:  Vossas Majestades gostaram das Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um
homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.   universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela
vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao
12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós
próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos alguma coisa que também quer se expressar.
que os determinam: Os cachorros são uma constante fonte de diversão para
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser, nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais.
este permanece no singular, contanto que o predicativo também Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima
esteja no singular:  Memórias póstumas de Brás Cubas  é  uma do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os
criação de Machado de Assis.    cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas
permanece no plural: Os  Estados Unidos  são  uma potência emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que
mundial. as sentem.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem (Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que
aparece, o verbo permanece no singular:  Estados Unidos é uma late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis,
potência mundial.  2005. p 250)

Casos referentes a sujeito composto A frase em que se respeitam as normas de concordância


verbal é:
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas (A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando atraem.
relacionado a dois pressupostos básicos: (B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as atraem.
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. (C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá nos atraem.
flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. (D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos
Tu e ele são primos. atraem.

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(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros 2- coloca o substantivo no plural.
nos atraem. Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.

03. Uma pergunta d) Pronomes de tratamento


Frequentemente cabe aos detentores de cargos de 1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves Vossa Santidade esteve no Brasil.
consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a 1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
decisão: - Quem sofrerá? As cartas estão anexas.
Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se A bebida está inclusa.
considerar. Precisamos de nomes próprios.
(Salvador Nicola, inédito) Obrigado, disse o rapaz.

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
singular para preencher adequadamente a lacuna da frase: 1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no
(A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de singular e o adjetivo no plural.
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. Renato advogou um e outro caso fáceis.
(B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
peso de suas mais graves decisões.
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer) g) É bom, é necessário, é proibido
tomar decisões sem medir suas consequências. 1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar) precedido de artigo ou outro determinante.
sobrevir consequências imprevistas e injustas. Canja é bom. / A canja é boa.
(E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade, É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada
humana. é proibida.
Respostas
01. C\02. A\03. C h) Muito, pouco, caro
1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Concordância Nominal Comi muitas frutas durante a viagem.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos Os sapatos estavam caros.
demais termos da oração para que concordem em gênero e
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o 2- Como advérbios: são invariáveis.
artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos Comi muito durante a viagem.
também o verbo, que se flexionará à sua maneira. Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
Comprei caro os sapatos.
Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
concordam em gênero e número com o substantivo. i) Mesmo, bastante
- A pequena criança é uma gracinha. 1- Como advérbios: invariáveis
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. Preciso mesmo da sua ajuda.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.
Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
geral mostrada acima. 2- Como pronomes: seguem a regra geral.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
a) Um adjetivo após vários substantivos Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural
ou concorda com o substantivo mais próximo. j) Menos, alerta
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. 1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui. Preciso de menos comida para perder peso.
Estamos alerta para com suas chamadas.
2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo. k) Tal Qual
- Ela tem pai e mãe louros. 1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o
- Ela tem pai e mãe loura. consequente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
para o plural.
- O homem e o menino estavam perdidos. l) Possível
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui. 1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor”
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões.
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos A mais possível das alternativas é a que você expôs.
1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa.
próximo. As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da
Comi delicioso almoço e sobremesa. cidade.
Provei deliciosa fruta e suco.
2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: m) Meio
concorda com o mais próximo ou vai para o plural. 1- Como advérbio: invariável.
Estavam feridos o pai e os filhos. Estou meio (um pouco) insegura.
Estava ferido o pai e os filhos. 2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo. n) Só
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola. 1- apenas, somente (advérbio): invariável.

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APOSTILAS OPÇÃO
Só consegui comprar uma passagem. Cheguei no metrô.
2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas. No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei
Questões no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se
vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou muito comum existirem divergências entre a regência coloquial,
nominal: cotidiana de alguns verbos, e a regência culta.
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical.
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de
encontros semanais com os diversos interessados no assunto. acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é
(C) Alguma solução é necessária, e logo! um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a formas em frases distintas.
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido
não pode prosperar. Verbos Intransitivos
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D. Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
certa autonomia econômica. a) Chegar, Ir
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais
02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
gênero, número ou pessoa): indicar destino ou direção são: a, para.
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a Fui ao teatro.
diferença.”       Adjunto Adverbial de Lugar
(B) Todos sabemos que a solução não é fácil.
(C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às Ricardo foi para a Espanha.
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã.                   Adjunto Adverbial de Lugar
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de b) Comparecer
longe... O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido
(E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais por em ou a.
compreensivo. Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último
jogo.
03. A concordância nominal está INCORRETA em:
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o Verbos Transitivos Diretos
envolvimento da empresa. Os verbos transitivos diretos são complementados por
(B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa objetos diretos. Isso significa que  não  exigem preposição  para
desnecessária. o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses
(C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os,
e a campanha. as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir
(D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r,
desnecessárias. -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em
Respostas sons nasais), enquanto  lhe e lhes são, quando complementos
01. D\02. D\03. B verbais, objetos indiretos.
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar,
abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar,
Regência verbal. adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar,
condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar,
humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar,
socorrer, suportar, ver, visitar.
Regência Verbal Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o
verbo amar:
Termo Regente:  VERBO Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Amo aquela moça. / Amo-a.
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre Amam aquele rapaz. / Amam-no.
os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para
capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais).
conhecermos as diversas significações que um verbo pode Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição.  Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
Observe: Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou Verbos Transitivos Indiretos
prazer”, satisfazer. Os verbos transitivos indiretos são complementados por
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de preposição  para o estabelecimento da relação de regência.
“agradar a alguém”. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que
podem atuar como objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para
Saiba que: substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como
O conhecimento do uso adequado das preposições é um complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos
dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes
também nominal). As preposições são capazes de modificar oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos
completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os pronomes átonos lhe, lhes. 
exemplos:
Cheguei ao metrô. Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:

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APOSTILAS OPÇÃO
a) Consistir - Tem complemento introduzido pela Objeto Indireto    Objeto Direto
preposição “em”.                                      
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para Pedi-lhe                     que mantivesse em silêncio.
todos. Objeto Indireto           Oração Subordinada Substantiva
b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos                                                            Objetiva Direta
introduzidos pela preposição “a”.
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. Saiba que:
Eles desobedeceram às leis do trânsito. 1) A construção  “pedir para”,  muito comum na linguagem
c) Responder - Tem complemento introduzido pela cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No
preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver
quem” ou “ao que” se responde. subentendida.
Respondi ao meu patrão. Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Respondemos às perguntas. Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma
Respondeu-lhe à altura. oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para
Obs.:  o verbo  responder, apesar de transitivo indireto ir entregar-lhe os catálogos em casa).
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva 2) A construção  “dizer para”,  também muito usada
analítica. Veja: popularmente, é igualmente considerada incorreta.
O questionário foi respondido corretamente.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente. Preferir
d) Simpatizar e  Antipatizar - Possuem seus complementos Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto
introduzidos pela preposição “com”. indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
Antipatizo com aquela apresentadora. Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam Prefiro trem a ônibus.
para uma minoria privilegiada. Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem
termos intensificadores, tais como:  muito, antes, mil vezes, um
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados no próprio verbo (pre).
de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse
grupo: Mudança de Transitividade versus Mudança de
Significado
Agradecer, Perdoar e Pagar
São verbos que apresentam objeto direto Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade,
relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas. apresentam mudança de significado. O conhecimento das
Veja os exemplos: diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico
Agradeço    aos ouvintes         a audiência. muito importante, pois além de permitir a correta interpretação
                   Objeto Indireto      Objeto Direto de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a
Cristo ensina que é preciso perdoar     o pecado        ao pecador. quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:
                                                                 Obj. Direto       Objeto Indireto
Paguei      o débito        ao cobrador. AGRADAR
               Objeto Direto      Objeto Indireto 1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos,
acariciar.
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada
particular cuidado. Observe: quando o revê.
Agradeci o presente. / Agradeci-o. Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. não perde oportunidade de agradá-lo.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. 2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado
Paguei minhas contas. / Paguei-as. a, satisfazer, ser agradável a.  Rege complemento introduzido
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes. pela preposição “a”.
O cantor não agradou aos presentes.
Informar O cantor não lhes agradou.
- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. ASPIRAR
Informe os novos preços aos clientes. 1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos (o ar), inalar.
preços) Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)

- Na utilização de pronomes como complementos,  veja as 2)  Aspirar  é transitivo indireto no sentido de  desejar, ter
construções: como ambição.
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços. Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre elas)
eles) Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa,
Obs.: a mesma regência do verbo  informar é usada  para os mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe”
seguintes:  avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir. e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”.  Veja o
exemplo:
Comparar Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
preposições  “a”  ou  “com” para introduzir o complemento ASSISTIR
indireto. 1)  Assistir  é transitivo direto no sentido de  ajudar, prestar
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança. assistência a, auxiliar. Por Exemplo:
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
Pedir As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma
de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa. 2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar,
Pedi-lhe                 favores. estar presente, caber, pertencer.

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APOSTILAS OPÇÃO
Exemplos: O avião procede de Maceió.
Assistimos ao documentário. Procedeu-se aos exames.
Não assisti às últimas sessões. O delegado procederá ao inquérito.
Essa lei assiste ao inquilino.
Obs.: no sentido de  morar, residir,  o verbo  “assistir”  é QUERER
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar 1)  Querer  é transitivo direto no sentido de  desejar, ter
introduzido pela preposição “em”. vontade de, cobiçar.
Assistimos numa conturbada cidade. Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.
CHAMAR
1)  Chamar  é transitivo direto no sentido de  convocar, 2)  Querer  é transitivo indireto no sentido de  ter afeição,
solicitar a atenção ou a presença de. estimar, amar.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la. Quero muito aos meus amigos.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. Ele quer bem à linda menina.
Despede-se o filho que muito lhe quer.
2)  Chamar  no sentido de  denominar, apelidar  pode
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo VISAR
preposicionado ou não. 1)  Como transitivo direto, apresenta os sentidos de  mirar,
A torcida chamou o jogador mercenário. fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
A torcida chamou ao jogador mercenário. O homem visou o alvo.
A torcida chamou o jogador de mercenário. O gerente não quis visar o cheque.
A torcida chamou ao jogador de mercenário.
2)  No sentido de  ter em vista, ter como meta, ter como
CUSTAR objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor O ensino deve sempre visar ao progresso social.
ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial. Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar
Frutas e verduras não deveriam custar muito. público.
Questões
2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
transitivo indireto. 01. Todas as alternativas estão corretas quanto ao emprego
Muito custa          viver tão longe da família. correto da regência do verbo, EXCETO:
            Verbo   Oração Subordinada Substantiva Subjetiva  (A) Faço entrega em domicílio.
       Intransitivo                       Reduzida de Infinitivo (B) Eles assistem o espetáculo.
(C) João gosta de frutas.
Custa-me (a mim)  crer que tomou realmente aquela atitude. (D) Ana reside em São Paulo.
        Objeto                 Oração Subordinada Substantiva Subjetiva  (E) Pedro aspira ao cargo de chefe.
        Indireto                                     Reduzida de Infinitivo
02. Assinale a opção em que o verbo
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que chamar é empregado com o mesmo sentido que
atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa. apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara,
Observe o exemplo abaixo: Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”:
Custei para entender o problema.  (A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria;
Forma correta: Custou-me entender o problema. (B) bateram à porta, chamando Rodrigo;
(C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo;
IMPLICAR (D) o chefe chamou-os para um diálogo franco;
1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos: (E) mandou chamar o médico com urgência.

a) dar a entender, fazer supor, pressupor 03. A regência verbal está correta na alternativa:
Suas atitudes implicavam um firme propósito. (A) Ela quer namorar com o meu irmão.
(B) Perdi a hora da entrevista porque fui à pé.
b)  Ter como consequência, trazer como consequência, (C) Não pude fazer a prova do concurso porque era de menor.
acarretar, provocar (D) É preferível ir a pé a ir de carro.
Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um
povo. Respostas
01. B\02. A\03. D
2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer,
envolver Uso das palavras: porque, por
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas. que, por quê e porquê, que, se,
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
há e a.
indireto e rege com preposição “com”.
Implicava com quem não trabalhasse arduamente. Caro (a) leitor (a), esse assunto está sendo estudado
dentro do tópico de “Ortografia (escrita correta das
PROCEDER palavras e acentuação gráfica - em conformidade com o
1)  Proceder  é intransitivo no sentido de  ser decisivo, novo acordo ortográfico)”.
ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se,
agir.  Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de
Classes das palavras e suas
adjunto adverbial de modo.
As afirmações da testemunha procediam, não havia como funções sintáticas
refutá-las.
Você procede muito mal.
Artigo
2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição”
de”) e  fazer, executar  (rege complemento introduzido pela Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica
preposição “a”) é transitivo indireto. se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida.

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APOSTILAS OPÇÃO
Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o Não sei o porquê de tudo isso.
número dos substantivos.
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo
Classificação dos Artigos cujo (e flexões).
Este é o homem cujo amigo desapareceu.
Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira Este é o autor cuja obra conheço.
precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
Artigos Indefinidos:  determinam os substantivos - Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido
de maneira vaga:  um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que
matei um animal. venham especificadas.
Eles estavam em casa.
Combinação dos Artigos Eles estavam na casa dos amigos.
É muito presente a combinação dos artigos definidos e Os marinheiros permaneceram em terra.
indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma Os marinheiros permanecem na terra dos anões.
assumida por essas combinações:
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento,
Preposições Artigos com exceção de senhor(a), senhorita e dona.
- o, os Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
a ao, aos - Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome
de do, dos de revistas, jornais, obras literárias.
Li a notícia em O Estado de S. Paulo.
em no, nos
por (per) pelo, pelos Morfossintaxe
a, as um, uns uma, umas Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações
à, às - - com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa,
o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo
da, das dum, duns duma, dumas a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo
na, nas num, nuns numa, numas substantivo:
A existência é uma poesia.
pela, pelas - - Uma existência é a poesia.
- As formas à e às indicam a fusão da preposição  a com o Questões
artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida
por crase. 01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
A) Estes são os candidatos que lhe falei.
Constatemos as circunstâncias em que os artigos se B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
manifestam: C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado.
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral E) Muito é a procura; pouca é a oferta.
“ambos”:
Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas. 02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?
A) O Amazonas é um rio imenso.
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
artigo, outros não: C) O Antônio comunicou-se com o João.
São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia... D) O professor João Ribeiro está doente.
E) Os Lusíadas são um poema épico
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar
toda uma espécie: 03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está
O trabalho dignifica o homem. substantivando uma palavra.
A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas.
de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo: C) A navalha ia e vinha no couro esticado.
O Pedro é o xodó da família. D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana.
E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
- No caso de os nomes próprios personativos estarem no
plural, são determinados pelo uso do artigo: Respostas
Os Maias, os Incas, Os Astecas... 1-B / 2-C / 3-D
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para Substantivo
conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o
pronome assume a noção de qualquer. Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos
(qualquer classe) também nomeiam:
-lugares: Alemanha, Porto Alegre...
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo: -sentimentos: raiva, amor...
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo. -estados: alegria, tristeza...
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de -qualidades: honestidade, sinceridade...
aproximação numérica: -ações: corrida, pescaria...
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos.
Morfossintaxe do substantivo
- O artigo também é usado para substantivar palavras Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral
oriundas de outras classes gramaticais: exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua

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como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário
direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra
como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como abelha...
núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.
do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular
de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas (enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie
funções são desempenhadas por grupos de palavras.  (abelhas).
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
Classificação dos Substantivos
Substantivo Coletivo:  é o substantivo comum que, mesmo
1-  Substantivos Comuns e Próprios estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma
Observe a definição: espécie.
Formação dos Substantivos
s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, Substantivos Simples e Compostos
dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município
é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros). Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.

Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e O substantivo chuva é formado por um único elemento ou
edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada  cidade. radical. É um substantivo simples.
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum. Substantivo Simples:  é aquele formado por um único
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma elemento.
mesma espécie de forma genérica. Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora:
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro. O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos
(guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Estamos voando para Barcelona. Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais
elementos.
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
cidade. Esse substantivo é  próprio. Substantivo Próprio:  é  
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma Substantivos Primitivos e Derivados
particular. Meu limão meu limoeiro,
meu pé de jacarandá...
Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de
2 - Substantivos Concretos e Abstratos nenhum outro dentro de língua portuguesa.
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma
LÂMPADA MALA outra palavra da própria língua portuguesa.
O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
Os substantivos lâmpada e mala  designam seres com da palavra limão.
existência própria, que são independentes de outros seres. São Substantivo Derivado:  é aquele que se origina de outra
assim, substantivos concretos. palavra.
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe,
independentemente de outros seres. Flexão dos substantivos
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo,
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo pode sofrer variações para indicar:
real e do mundo imaginário. Plural: meninos
Feminino: menina
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, Aumentativo: meninão
etc. Diminutivo: menininho
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc.
  Flexão de Gênero
Observe agora: Gênero  é a propriedade que as palavras têm de indicar
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa,
Beleza exposta há dois gêneros:  masculino  e  feminino. Pertencem ao
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual. gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
O substantivo beleza designa uma qualidade. O velho e o mar
Substantivo Abstrato:  é aquele que designa seres que Um Natal inesquecível
dependem de outros para se manifestar ou existir. Os reis da praia
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser  
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem
que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato. A história sem fim
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, Uma cidade sem passado
ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos, As tartarugas ninjas
e sem os quais não podem existir.
vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
(sentimento).  
Substantivos Biformes (= duas formas):  ao indicar nomes
3 - Substantivos Coletivos de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o
abelha, mais outra abelha. masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. – mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.

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APOSTILAS OPÇÃO
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino,
única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem
feminino. Classificam-se em: um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que
- Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos. se refere a palavra. Veja:
a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré A criança chorona chamava-se João.
fêmea. A criança chorona chamava-se Maria.
- Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas. Outros substantivos sobrecomuns:
a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa
o indivíduo. criatura.
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por cônjuge de Marcela faleceu
meio do artigo.
o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista. Comuns de Dois Gêneros:
Saiba que:
- Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma, Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
são masculinos. Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema. É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez
- Existem certos substantivos que, variando de gênero, que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante
variam em seu significado. da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o A distinção de gênero pode ser feita através da análise do
capital (dinheiro) e a capital (cidade) artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo.
o colega - a colega
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes um jovem - uma jovem
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a. artista famoso - artista famosa
aluno - aluna
- A palavra personagem é usada indistintamente nos dois
b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao gêneros.
masculino. a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada
freguês - freguesa preferência pelo masculino:
O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três carochinha.
formas: b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã a personagem.
- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma
personagem.
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana - Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
fotográfico Ana Belmonte.
d) Substantivos terminados em -or:
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora Observe o gênero dos substantivos seguintes:
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
Masculinos
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: o tapa
cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa o eclipse
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa o lança-perfume
o dó (pena)
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final o sanduíche
por -a: o clarinete
elefante - elefanta o champanha
o sósia
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e o maracajá
no feminino: o clã
bode – cabra boi - vaca o hosana
o herpes
h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial, o pijama
isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
czar – czarina réu - ré Femininos
a dinamite
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes a áspide
a derme
- Epicenos: a hélice
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. a alcíone
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre a filoxera
porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar a clâmide
o masculino e o feminino. a omoplata
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para a cataplasma
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de a pane
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade a mascote
de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea. a gênese
A cobra macho picou o marinheiro. a entorse
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira. a libido

Sobrecomuns: - São geralmente masculinos os substantivos de origem


grega terminados em -ma:
Entregue as crianças à natureza. o grama (peso)

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APOSTILAS OPÇÃO
o quilograma o lente (professor)
o plasma a lente (vidro de aumento)
o apostema
o diagrama o moral (ânimo)
o epigrama a moral (honestidade, bons costumes, ética)
o telefonema
o estratagema o nascente (lado onde nasce o Sol)
o dilema a nascente (a fonte)
o teorema
o apotegma Flexão de Número do Substantivo
o trema
o eczema Em português, há dois números gramaticais: o singular, que
o edema indica um ser ou um grupo de seres, e
o magma o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A
característica do plural é o “s” final.
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
Plural dos Substantivos Simples
Gênero dos Nomes de Cidades:
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n”
Com raras exceções, nomes de cidades são femininos. fazem o plural pelo acréscimo de “s”.
A histórica Ouro Preto. pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no
A dinâmica São Paulo. plural).
A acolhedora Porto Alegre. Exceção: cânon - cânones.
Uma Londres imensa e triste.
b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. “ns”.
homem - homens.
Gênero e Significação:
c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e pelo acréscimo de “es”.
outra no feminino. revólver – revólveres raiz - raízes
Observe: Atenção: O plural de caráter é caracteres.

o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente no plural, trocando o “l” por “is”.
de um bloco carnavalesco, manejando um bastão) quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.
proibição de trânsito)
e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas
o cabeça (chefe) maneiras:
a cabeça (parte do corpo) - Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
o cisma (separação religiosa, dissidência) Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas
a cisma (ato de cismar, desconfiança) maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).

o cinza (a cor cinzenta) f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas


a cinza (resíduos de combustão) maneiras:
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo
o capital (dinheiro) de “es”: ás – ases / retrós - retroses
a capital (cidade) - Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis:
o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
o coma (perda dos sentidos)
a coma (cabeleira) g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três
maneiras.
o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro) - substituindo o -ão por -ões: ação - ações
a coral (cobra venenosa) - substituindo o -ão por -ães: cão - cães
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o
de outros sacramentos) látex - os látex.
a crisma (sacramento da confirmação)
Plural dos Substantivos Compostos
o cura (pároco) A formação do plural dos substantivos compostos depende
a cura (ato de curar) da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam
o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que
o estepe (pneu sobressalente) são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos
a estepe (vasta planície de vegetação) simples:
aguardente e aguardentes girassol e girassóis
o guia (pessoa que guia outras) pontapé e pontapés malmequer e malmequeres
a guia (documento, pena grande das asas das aves)
O plural dos substantivos compostos cujos elementos são
o grama (unidade de peso) ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões.
a grama (relva) Algumas orientações são dadas a seguir:

o caixa (funcionário da caixa) a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:


a caixa (recipiente, setor de pagamentos) substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores

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APOSTILAS OPÇÃO
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos os shows os shorts os jazz
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras as regras de nossa língua:
os clubes os chopes
b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando os jipes os esportes
formados de: as toaletes os bibelôs
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas os garçons os réquiens
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
falantes Observe o exemplo:
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos Este jogador faz gols toda vez que joga.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
formados de: Plural com Mudança de Timbre
substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-
colônia e águas-de-colônia Certos substantivos formam o plural com mudança de
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo- timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético
vapor e cavalos-vapor chamado metafonia (plural metafônico).
substantivo + substantivo que funciona como determinante
do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo
anterior. Singular Plural Singular Plural
palavra-chave - palavras-chave corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó)
bomba-relógio - bombas-relógio esforço esforços ovo ovos
notícia-bomba - notícias-bomba fogo fogos poço poços
homem-rã - homens-rã forno fornos porto portos
fosso fossos posto postos
d) Permanecem invariáveis, quando formados de: imposto impostos rogo rogos
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora olho olhos tijolo tijolos
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,
e) Casos Especiais
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
o louva-a-deus e os louva-a-deus
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
o bem-te-vi e os bem-te-vis
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
o bem-me-quer e os bem-me-queres
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
Plural das Palavras Substantivadas
a) Há substantivos que só se usam no singular:
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as
b) Outros só no plural:
flexões próprias dos substantivos.
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus
Pese bem os prós e os contras.
(naipes de baralho), as fezes.
O aluno errou na prova dos noves.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não
bem (virtude) e bens (riquezas)
variam no plural.
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem,
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
títulos)
Plural dos Diminutivos
d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com
sentido de plural:
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e
Aqui morreu muito negro.
acrescenta-se o sufixo diminutivo.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
pãe(s) + zinhos = pãezinhos
improvisadas.
animai(s) + zinhos = animaizinhos
botõe(s) + zinhos = botõezinhos
Flexão de Grau do Substantivo
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
farói(s) + zinhos = faroizinhos
variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
tren(s) + zinhos = trenzinhos
colhere(s) + zinhas = colherezinhas
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
flore(s) + zinhas = florezinhas
normal. Por exemplo: casa
mão(s) + zinhas = mãozinhas
papéi(s) + zinhos = papeizinhos
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser.
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
Classifica-se em:
funi(s) + zinhos = funizinhos
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que
pé(s) + zitos = pezitos
indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
Plural dos Nomes Próprios Personativos
aumento. Por exemplo: casarão.
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre
que a terminação preste-se à flexão.
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser.
Os Napoleões também são derrotados.
Pode ser:
As Raquéis e Esteres.
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Plural dos Substantivos Estrangeiros
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos
diminuição. Por exemplo: casinha.
como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando
terminam em “s” ou “z”).

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APOSTILAS OPÇÃO
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
América américo- / Por exemplo: Companhia
américo-africana
Questões
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo-
01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também franceses
ocorre com o plural de
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses
(A) reco-reco.
(B) guarda-costa. Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano-
(C) guarda-noturno. português
(D) célula-tronco.
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro-
(E) sem-vergonha.
americanas
02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões
flexionadas de acordo com a norma-padrão. franco-italianas
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos. portuguesas
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo-
portuguesa
03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo está
errada: Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
A) Catalães. brasileiras
B) Cidadãos.
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros
C) Vulcães.
D) Corrimões.
Respostas Flexão dos adjetivos
1-D / 2-D / 3-C
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
Adjetivo
Gênero dos Adjetivos
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou
característica do ser e se relaciona com o substantivo. Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos (masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos,
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao classificam-se em: 
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e
bondosa. outra para o feminino.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade,
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade, Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
moça bondade, pessoa bondade. 
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo. Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
somente o último elemento.
Morfossintaxe do Adjetivo: Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro americana. 
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto). Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como
para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
Adjetivo Pátrio Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
alguns deles: político-social.
Estados e cidades brasileiros:
Número dos Adjetivos

Alagoas alagoano Plural dos adjetivos simples


Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com
Amapá amapaense
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos
Aracaju aracajuano ou aracajuense simples.
Por exemplo:
Amazonas amazonense ou baré
mau e maus
Belo Horizonte belo-horizontino feliz e felizes
ruim e ruins
Brasília brasiliense
boa e boas
Cabo Frio cabo-friense
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função
Campinas campineiro ou campinense
de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo,
Adjetivo Pátrio Composto 
ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra  cinza  é
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro
originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável.
Observe alguns exemplos:
Logo: camisas cinza, ternos cinza.
Veja outros exemplos:
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana
Motos vinho (mas: motos verdes)
Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo: Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Competições teuto-inglesas Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).

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APOSTILAS OPÇÃO
Adjetivo Composto 4) Sou  menos alto  (do) que  você.  = Comparativo de
É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente, Inferioridade
esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento Sou menos passivo (do) que tolerante.
concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam
na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que Superlativo
formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado,
todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo:  a O superlativo expressa qualidades num grau muito
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto; Superlativo Absoluto:  ocorre quando a qualidade de um
como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se
ficará invariável. Por exemplo: nas formas:
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras
Camisas rosa-claro. que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O
Ternos rosa-claro. secretário é muito inteligente.
Olhos verde-claros. Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de
Calças azul-escuras e camisas verde-mar. sufixos.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. Por exemplo:
O secretário é inteligentíssimo.
Observe
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo Observe alguns superlativos sintéticos: 
composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis.
- O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois elementos
flexionados. benéfico beneficentíssimo
bom boníssimo ou ótimo
Grau do Adjetivo
comum comuníssimo
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a cruel crudelíssimo
intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
o comparativo e o superlativo. difícil dificílimo
doce dulcíssimo
Comparativo
fácil facílimo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica fiel fidelíssimo
atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade, Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser
de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação
abaixo: pode ser:
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
1) Sou tão alto como você.  = Comparativo de Igualdade De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
No comparativo de igualdade, o segundo termo da
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão. Note bem:
1)  O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
2) Sou  mais alto  (do) que  você.  = Comparativo de dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc.,
Superioridade Analítico antepostos ao adjetivo.
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois 2)  O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem
analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”. vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo
latino +  um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo:
3) O Sol é  maior (do) que  a Terra.  = Comparativo de fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
Superioridade Sintético A forma popular é constituída do radical do adjetivo
português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo,
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas
seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável
São eles: hiato i-í.
bom-melhor
pequeno-menor Questões
mau-pior
alto-superior 01. Leia o texto a seguir.
grande-maior
baixo-inferior Violência epidêmica

Observe que:  A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora


a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes
pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente. sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas epidêmicas.
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades
entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes
as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais centros urbanos e se dissemina pelo interior.
pequeno. As estratégias que as sociedades adotam para combater a
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito
dois elementos. pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços
Pedro é  mais grande  que pequeno -  comparação de duas ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras
qualidades de um mesmo elemento. enfermidades.

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APOSTILAS OPÇÃO
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações Pronome
nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências
agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de
seus desejos. alguma forma.
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao [substituição do nome]
desenvolvimento psicológico pleno.
A revisão de estudos científicos permite identificar três A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
fatores principais na formação das personalidades com maior [referência ao nome]
inclinação ao comportamento violento:
1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos, Essa moça morava nos meus sonhos!
humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida. [qualificação do nome]
2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes Grande parte dos pronomes não possuem significados
transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de
lhes impuseram limites de disciplina. um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata
3) Associação com grupos de jovens portadores de daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no
comportamento antissocial. ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal
que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar,
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude
esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a dessa característica, os pronomes apresentam uma forma
violência crescente nas cidades. específica para cada pessoa do discurso.
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a
resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver [minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
preso.
Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao [tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões
mais sólidas com o mundo do crime. A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda. [dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa,
aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
superlotadas. variáveis  em gênero (masculino ou feminino) e em número
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através
criminalidade e tratar os que ingressaram nela. do pronome seja coerente em termos de gênero e número
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. (fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando
Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os este se apresenta ausente no enunciado.
policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que
acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e Fala-se de Roberta. Ele  quer participar do desfile
construir cadeias novas para substituir as velhas. da nossa escola neste ano.
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas [nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão adequada]
capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los [neste: pronome que determina “ano” = concordância
na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das adequada]
práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento [ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância
artístico. inadequada]
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado)
Existem seis tipos de pronomes:  pessoais, possessivos,
Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
corresponde a – características de epidemias.
Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo Pronomes Pessoais
em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada.
A) água fluvial – água da chuva. São aqueles que substituem os substantivos, indicando
B) produção aurífera – produção de ouro. diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve
C) vida rupestre – vida do campo. assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”,
D) notícias brasileiras – notícias de Brasília. “você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e “ele”, “ela”,
E) costela bovina – costela de porco. “eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de
quem fala.
02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto: Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções
A) azul-celeste que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso
B) azul-pavão oblíquo.
C) surda-muda
D) branco-gelo Pronome Reto

03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,
estão no grau superlativo absoluto sintético: exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
A) Arquimilionário/ ultraconservador; Nós lhe ofertamos flores.
B) Supremo/ ínfimo;
C) Superamigo/ paupérrimo; Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero
D) Muito amigo/ Bastante pobre (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal
flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o
Respostas quadro dos pronomes retos é assim configurado:
1-B / 2-C / 3-D - 1ª pessoa do singular: eu

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APOSTILAS OPÇÃO
- 2ª pessoa do singular: tu Atenção:
- 3ª pessoa do singular: ele, ela Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois
- 1ª pessoa do plural: nós de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z,
- 2ª pessoa do plural: vós -s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo
- 3ª pessoa do plural: eles, elas tempo que a terminação verbal é suprimida.
Por exemplo: fiz + o = fi-lo
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como fazei + o = fazei-os
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi dizer + a = dizê-la
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”,
comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a viram + o: viram-no
na praça”, “Trouxeram-me até aqui”. repõe + os = repõe-nos
Obs.: frequentemente observamos a  omissão  do pronome retém + a: retém-na
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas tem + as = tem-nas
verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do
verbo indicadas pelo pronome reto. Pronome Oblíquo Tônico
Fizemos boa viagem. (Nós)
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre
Pronome Oblíquo precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de
e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou  O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim
indireto) ou complemento nominal. configurado:

Ofertaram-nos flores. (objeto indireto) - 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo


Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante - 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função - 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca - 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da - 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
oração. - 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos. Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico
são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais
Pronome Oblíquo Átono repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos
precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica  fraca. contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os
Ele me deu um presente. pronomes costumam ser usados desta forma:
Não há mais nada entre mim e ti.
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado: Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
- 1ª pessoa do singular (eu): me Não há nenhuma acusação contra mim.
- 2ª pessoa do singular (tu): te Não vá sem mim.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
- 1ª pessoa do plural (nós): nos Atenção:
- 2ª pessoa do plural (vós): vos Há construções em que a preposição, apesar de surgir
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo
verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito
Observações: expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se reto.
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a Não vá sem eu mandar.
função de objeto indireto na oração.
- A combinação da preposição  “com” e alguns pronomes
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
diretos como objetos indiretos. conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como frequentemente exercem a função de  adjunto adverbial de
objetos diretos. companhia.
Ele carregava o documento consigo.
Saiba que:
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se - As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com
com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo, nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no- por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas algum numeral.
nos exemplos que seguem:
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
- Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a Ele disse que iria com nós três.
vocês?
- Sim, entreguei-to ainda há - Não, no-la contaram. Pronome Reflexivo
pouco.
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem
No português do Brasil, essas combinações não são usadas; como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração.
até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro.  Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo

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APOSTILAS OPÇÃO
verbo. b)  3ª pessoa:  embora os pronomes de tratamento dirijam-
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado: se à  2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim. pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar
Eu não me vanglorio disso. na 3ª pessoa.
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi. Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas,
para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.
- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
Assim tu te prejudicas. c) Uniformidade de Tratamento:  quando escrevemos ou
Conhece a ti mesmo. nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim,
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo. por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
Guilherme já se preparou. poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo
Ela deu a si um presente. na terceira pessoa.
Antônio conversou consigo mesmo. Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
cabelos. (errado)
- 1ª pessoa do plural (nós): nos. Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus
Lavamo-nos no rio. cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
- 2ª pessoa do plural (vós): vos. cabelos. (correto)
Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
Pronomes Possessivos
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
Eles se conheceram. São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
Elas deram a si um dia de folga. (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa
possuída).
A Segunda Pessoa Indireta Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)

A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando Observe o quadro:


utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso
interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na Número Pessoa Pronome
terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento, singular primeira meu(s), minha(s)
que podem ser observados no quadro seguinte:
singular segunda teu(s), tua(s)
Pronomes de Tratamento singular terceira seu(s), sua(s)

Vossa Alteza V. A. príncipes, duques plural primeira nosso(s), nossa(s)


Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais plural segunda vosso(s), vossa(s)
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e plural terceira seu(s), sua(s)
oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de Note que: A forma do possessivo depende da pessoa
universidades gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas o objeto possuído.
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento
Vossa Santidade V. S. Papa difícil.
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento
cerimonioso Observações:
Vossa Onipotência V. O. Deus
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da
Também são pronomes de tratamento o senhor, a alteração fonética da palavra senhor.
senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados - Muito obrigado, seu José.
no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português 2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse.
do Brasil; em algumas regiões, a forma  tu  é de uso frequente; Podem ter outros empregos, como:
em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à a) indicar afetividade.
linguagem litúrgica, ultraformal ou literária. - Não faça isso, minha filha.
b) indicar cálculo aproximado.
Observações: Ele já deve ter seus 40 anos.
a) Vossa Excelência X Sua Excelência:  os pronomes de c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
tratamento que possuem “Vossa (s)”  são empregados em Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
relação à pessoa com quem falamos.
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este 3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o
encontro. pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa. Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade. 4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo
concorda com o mais próximo.
- Os pronomes de tratamento representam uma forma Trouxe-me seus livros e anotações.
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, 5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado átonos assumem valor de possessivo.
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa. Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)

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APOSTILAS OPÇÃO
Pronomes Demonstrativos d)  Em frases como a seguinte,  este  se refere à pessoa
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a lugar.
posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto. O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos;
Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado]
discurso. e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica.
A menina foi a tal que ameaçou o professor?
No espaço: f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro pronome demonstrativo:  àquele, àquela, deste, desta, disso,
está perto da pessoa que fala. nisso, no, etc.
Compro esse carro (aí). O pronome  esse  indica que o carro Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)
está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que
fala. Pronomes Indefinidos
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo. São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso,
  dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade
Atenção:  em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto indeterminada.
por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro plantadas.
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação Não é difícil perceber que  “alguém”  indica uma pessoa
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade. de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade não se quer revelar. 
destinatária).
Reafirmamos a disposição  desta  universidade em participar Classificam-se em:
no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que
envia a mensagem). - Pronomes Indefinidos Substantivos:  assumem o lugar
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São
No tempo: eles:  algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém,
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere outrem, quem, tudo.
ao ano presente. Algo o incomoda?
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a Quem avisa amigo é.
um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se - Pronomes Indefinidos Adjetivos:  qualificam um ser
referindo a um passado distante. expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
  aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou Cada povo tem seus costumes.
invariáveis, observe: Certas pessoas exercem várias profissões.

Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s). Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora
Invariáveis: isto, isso, aquilo. pronomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
- Também aparecem como pronomes demonstrativos: demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo. quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que
te indiquei.) Menos palavras e mais ações.
- mesmo(s), mesma(s): Alguns se contentam pouco.
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
- próprio(s), própria(s): Os pronomes indefinidos podem ser divididos
Os próprios alunos resolveram o problema. em variáveis e invariáveis. Observe:

- semelhante(s): Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto,


Não compre semelhante livro. outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária,
- tal, tais: tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns,
Tal era a solução para o problema. todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas,
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
Note que: Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,
cada.
a)  Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
construções redundantes, com finalidade expressiva, para São  locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um,
salientar algum termo anterior. Por exemplo: qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for,
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte! qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
b)  O pronome demonstrativo neutro  ou  pode representar Cada um escolheu o vinho desejado.
um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que
aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto. Indefinidos Sistemáticos
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c)  Para evitar a repetição de um verbo anteriormente Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, percebemos que existem alguns grupos que criam oposição
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido
de). afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo;
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse. todo/tudo,  que indicam uma totalidade afirmativa, e  nenhum/

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APOSTILAS OPÇÃO
nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém, (C) nenhuma das sentenças.
que se referem à pessoa, e  algo/nada, que se referem à coisa; (D) todas as sentenças.
certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.
Essas oposições de sentido são muito importantes na 02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou
construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com
vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer.
expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará
indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo
parte: mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam
prático. o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos
Certas  pessoas conseguem perceber sutilezas: não são fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais
pessoas quaisquer. que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos
mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são
Pronomes Interrogativos mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem
fora dela.
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito
ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem- geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo
se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles
interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações). transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe
apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço. uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos,
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das
preferes. redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com
passageiros desembarcaram. ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro
dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba
Sobre os pronomes: adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização
do conceito de amizade.
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou
sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente
desempenha função de complemento. Vamos entender, assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e
primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que “seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito
função exerce. Observe as orações: mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá- que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si
lo. independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto
em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas.
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto. começar a te seguir. Nós não nos conhecemos.
Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu
função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo. nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você.
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as
segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre
ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe). si.
Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em:
Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do <http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet-
pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo estamudando-amizade-619645.shtml>.
“ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou
entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”) Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se
estiver no infinitivo ou gerúndio. estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que
Eu desejo lhe perguntar algo. se referem.
Eu estou perguntando-lhe algo. I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a
amizades.
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma
os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente superficial de amizade.
dos segundos que são sempre precedidos de preposição. III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere-
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu se aos pronomes eu e você.
estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que Quais estão corretas?
eu estava fazendo. (A) Apenas I.
(B) Apenas II.
Questões (C) Apenas III.
(D) Apenas I e II.
01. Observe as sentenças abaixo. (E) I, II e III.
I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam. Respostas
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo- 01. A\02. E
nos inimigas desde aquele episódio.
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável. Verbo

O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma Verbo  é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
culta da língua portuguesa em: número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
(A) apenas uma das sentenças processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
(B) apenas duas das sentenças. ocorrência (nascer); desejo (querer).

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APOSTILAS OPÇÃO
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
possíveis significados. Observe que palavras como corrida, Era primavera quando a conheci.
chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns Estava frio naquele dia.
verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as
possibilidades de flexão que esses verbos possuem. c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer,
Estrutura das Formas Verbais escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci mal-
humorado”, usa-se o verbo  “amanhecer”  em sentido figurado.
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado,
apresentar os seguintes elementos: deixa de ser impessoal para ser pessoal.
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
a)  Radical:  é a parte invariável, que expressa o significado Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
essencial do verbo. Por exemplo: Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
d) São impessoais, ainda:
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a 1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo.
conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r Ex.: Já passa das seis.
2. os verbos  bastar  e  chegar, seguidos da preposição  de,
São três as conjugações: indicando suficiência. Ex.: 
1ª - Vogal Temática - A - (falar) Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
2ª - Vogal Temática - E - (vender) 3. os verbos  estar  e  ficar  em orações tais como  Está bem,
3ª - Vogal Temática - I - (partir) Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal,  sem referência
a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso,
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o classificar o sujeito como  hipotético, tornando-se, tais verbos,
tempo e o modo do verbo. então, pessoais.
Por exemplo: 4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.) possível”. Por exemplo:
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?
d)  Desinência número-pessoal:  é o elemento que designa
a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou - Unipessoais:  são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se
plural). apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) A fruta amadureceu.
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.) As frutas amadureceram.

Observação:  o verbo pôr, assim como seus derivados Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a pessoais na linguagem figurada:
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver Teu irmão amadureceu bastante.
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de
verbo: põe, pões, põem, etc. animais; eis alguns:
bramar: tigre
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas bramir: crocodilo
cacarejar: galinha
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos coaxar: sapo
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com cricrilar: grilo
facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no
radical do verbo: opino, aprendam,  nutro, por exemplo. Nas Os principais verbos unipessoais são:
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,
na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos. ser (preciso, necessário, etc.).
Cumpre  trabalharmos bastante. (Sujeito:  trabalharmos
Classificação dos Verbos bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
Classificam-se em: É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
a) Regulares:  são aqueles que possuem as desinências 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações conjunção que.
no radical.
Faz  dez anos que deixei de fumar. (Sujeito:  que deixei de
Por exemplo: canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse fumar.)
b) Irregulares:  são aqueles cuja flexão provoca alterações Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia.
no radical ou nas desinências. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Por exemplo: faço     fiz      farei     fizesse Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação - Pessoais:  não apresentam algumas flexões por motivos
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais. morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os provavelmente causaria problemas de interpretação em certos
principais verbos impessoais são: contextos.
a)  haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do
ou fazer (em orações temporais). indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a
popularização da informática, tem sido conjugado em todos os
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo) tempos, modos e pessoas.

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APOSTILAS OPÇÃO
d) Abundantes:  são aqueles que possuem mais de uma Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse,
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido.
terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele
curtas (particípio irregular). Observe: for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
Futuro Composto: tiver sido.
Infinitivo Particípio regular Particípio irregular SER - Modo Imperativo

Anexar Anexado Anexo Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede
vós, sejam eles.
Dispersar Dispersado Disperso Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos
Eleger Elegido Eleito nós, não sejais vós, não sejam eles.
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por
Envolver Envolvido Envolto sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
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SER - Formas Nominais
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto Formas Nominais
Infinitivo: ser
Pegar Pegado Pego Gerúndio: sendo
Soltar Soltado Solto Particípio: sido

e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos
em sua conjugação. nós, serdes vós, serem eles.
Por exemplo: 
ESTAR - Modo Indicativo
Ir Pôr Ser Saber Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais,
vou ponho sou sei eles estão.
vais pus és sabes Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós
ides pôs fui soube estávamos, vós estáveis, eles estavam.
fui punha foste saiba Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele
esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
foste seja
Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu
f) Auxiliares estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles
São aqueles que entram na formação dos tempos estiveram.
compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
                         Futuro do Presente Composto: terei estado.
  Vou                       espantar           as          moscas. Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele
(verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo) estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
Está                    chegando            a         hora     do    debate.
(verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                  ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
                   
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que
haver. nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se
Conjugação dos Verbos Auxiliares ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles
estivessem.
SER - Modo Indicativo Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são. quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos, estiverdes, quando eles estiverem.
vós éreis, eles eram. Futuro Composto: Tiver estado.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós
fomos, vós fostes, eles foram. Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós,
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido. estai vós, estejam eles.
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não
fôramos, vós fôreis, eles foram. estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido. Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele,
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria, por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.
nós seríamos, vós seríeis, eles seriam.
Futuro do Pretérito Composto: terei sido. Formas Nominais
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos, Infinitivo: estar
vós sereis, eles serão. Gerúndio: estando
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido. Particípio: estado
SER - Modo Subjuntivo ESTAR - Formas Nominais
Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós Infinitivo Impessoal: estar
sejamos, que vós sejais, que eles sejam. Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes,

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estarem. Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que
Gerúndio: estando nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham.
Particípio: estado Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele
tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem.
HAVER - Modo Indicativo Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver,
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
hão. Futuro Composto: tiver tido.
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós
havíamos, vós havíeis, eles haviam. Modo Imperativo
Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós,
houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram. tende vós, tenham eles.
Pretérito Perfeito Composto: tenho havido. Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles.
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por
houveram. termos nós, por terdes vós, por terem eles.
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido. g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma
haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão. pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais
Futuro do Presente Composto: terei havido. acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio
Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam. - 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os
Futuro do Pretérito Composto: teria havido. pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se,
ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita
Modo Subjuntivo no radical do verbo. Por exemplo:
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós Arrependi-me de ter estado lá.
hajamos, que vós hajais, que eles hajam. A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma,
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o
houvessem. pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido. verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós expressa pelo radical do próprio verbo.  
houverdes, quando eles houverem. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e
Futuro Composto: tiver havido. respectivos pronomes): 
Eu me arrependo 
Modo Imperativo Tu te arrependes 
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, Ele se arrepende 
hajam eles. Nós nos arrependemos 
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não Vós vos arrependeis 
hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles. Eles se arrependem
Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.  - 2. Acidentais:  são aqueles verbos transitivos diretos em que
a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por
HAVER - Formas Nominais pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito
faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos, transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser
haverdes, haverem. conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se
Infinitivo Pessoal: haver chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
Gerúndio: havendo A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode
Particípio: havido ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:  Maria
penteou-me.
TER - Modo Indicativo  
Observações:
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes, 1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
eles têm. oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós sintática.
tínhamos, vós tínheis, eles tinham. 2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais,
tivemos, vós tivestes, eles tiveram. são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes,
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido. apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito,
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras, exercem funções sintáticas.
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram. Por exemplo:
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido. Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto
Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós direto) - 1ª pessoa do singular
teremos, vós tereis, eles terão.
Futuro do Presente: terei tido. Modos Verbais
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria,
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam. Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo
Futuro do Pretérito composto: teria tido. verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três
modos: 
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo:
Eu sempre estudo.
Modo Subjuntivo Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por

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exemplo: Talvez eu estude amanhã. (forma simples)
Imperativo  - indica uma ordem, um pedido. Por - Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve
exemplo: Estuda agora, menino. ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual.
Por exemplo:  Ele estudará as lições amanhã.
Formas Nominais - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal,
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, os alunos já terão terminado o teste.
advérbio), sendo por isso denominadas  formas nominais. - Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode
Observe:  ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por
- a) Infinitivo Impessoal:  exprime a significação do verbo exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de - Futuro do Pretérito (composto)  -  Enuncia um fato que
substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta) poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) passado. Por exemplo:  Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente viajado nas férias.
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro. 2. Tempos do Subjuntivo

b) Infinitivo Pessoal:  é o infinitivo relacionado às três - Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame.
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; - Pretérito Imperfeito  -  Expressa um fato passado, mas
nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira: posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que
ele vencesse o jogo.
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós) Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós) em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo:
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles) Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente
Por exemplo: terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. estudado bastante, não passou no teste.
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo:
advérbio. Por exemplo:  Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
Saindo  de casa, encontrei alguns amigos. (função de Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que
advérbio) indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo) levará as encomendas.
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: ao momento atual mas já terminado antes de outro fato
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. futuro. Por exemplo:  Quando ele  tiver saído do hospital, nós o
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. visitaremos.

- d) Particípio:  quando não é empregado na formação dos Presente do Indicativo


tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência
grau. Por exemplo: pessoal
Terminados os exames, os candidatos saíram. CANTAR VENDER PARTIR
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma cantO vendO partO O
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo cantaS vendeS parteS S
(adjetivo verbal). Por exemplo: canta vende parte -
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
Tempos Verbais cantaM vendeM parteM M

Tomando-se como referência o momento em que se fala, Pretérito Perfeito do Indicativo


a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.
Veja: 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência
pessoal
1. Tempos do Indicativo CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
- Presente  - Expressa um fato atual. Por exemplo: cantaSTE vendeSTE partISTE STE
Eu estudo neste colégio. cantoU vendeU partiU U
- Pretérito Imperfeito  - Expressa um fato ocorrido num cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
momento anterior ao atual, mas que não foi completamente cantaSTES vendeSTES partISTES STES
terminado. Por exemplo: Ele  estudava  as lições quando foi cantaRAM vendeRAM partiRAM AM
interrompido.
- Pretérito Perfeito (simples)  -  Expressa um fato ocorrido Pretérito mais-que-perfeito
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado.
Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite. 1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve 1ª/2ª e 3ª conj.
início no passado e que pode se prolongar até o momento atual. CANTAR VENDER PARTIR - -
Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames. cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já  tinha cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
estudado  as lições quando os amigos chegaram. (forma cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS

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cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa
correspondente.
Pretérito Imperfeito do Indicativo
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess.
1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação 1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA cantaR vendeR partiR Ø
cantAVAS vendIAS partAS cantaRES vendeRES partiRES R ES
CantAVA vendIA partIA cantaR vendeR partiR R Ø
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantAVAM vendIAM partIAM cantaREM vendeREM PartiREM R EM

Futuro do Presente do Indicativo Imperativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Imperativo Afirmativo


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente
cantar ás vender ás partir ás do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do
cantar á vender á partir á plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm,
cantar emos vender emos partir emos sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja: 
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo
Eu canto --- Que eu cante
Futuro do Pretérito do Indicativo Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
CANTAR VENDER PARTIR Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
cantarIA venderIA partirIA Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA Imperativo Negativo
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a
cantarIAM venderIAM partirIAM negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


Que eu cante ---
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a Que tu cantes Não cantes tu
desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do Que ele cante Não cante você
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou Que nós cantemos Não cantemos nós
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação). Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles
1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess
1ª conj. 2ª/3ª conj. Observações:
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø - No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa
cantES vendAS partAS E A S (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
cantE vendA partA E A Ø ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
cantEIS vendAIS partAIS E A IS - O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu),
cantEM vendAM partAM E A M sede (vós).

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo Infinitivo Impessoal

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, CANTAR VENDER PARTIR
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse
tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número Infinitivo Pessoal
e pessoa correspondente.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal CANTAR VENDER PARTIR
1ª /2ª e 3ª conj. cantar vender partir
CANTAR VENDER PARTIR cantarES venderES partirES
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantar vender partir
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S cantarMOS venderMOS partirMOS
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantarDES venderDES partirDES
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS cantarEM venderEM partirEM
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M Questões

Futuro do Subjuntivo 01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos


___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada
-STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo- para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas

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APOSTILAS OPÇÃO
do texto. à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda,
(A) sejam … mantesse ao lado, em volta
(B) sejam … mantivessem de negação  : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de
(C) sejam … mantém forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
(D) seja … mantivessem de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente,
(E) seja … mantêm provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto,
02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras,
apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução indubitavelmente
verbal em destaque expressa ação de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente,
(A) concluída. simplesmente, só, unicamente
(B) atemporal. de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também
(C) contínua. de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
(D) hipotética. de designação: Eis
(E) futura. de interrogação: onde?(lugar), como?(modo),
Respostas quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade),
1-B / 2-C para quê?(finalidade)

Advérbio Locução adverbial 


É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio.
O  advérbio, assim como muitas outras palavras existentes Exemplo:
na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo, Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade, Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
contiguidade.
Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no Há locuções adverbiais que possuem advérbios
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias correspondentes.
em que esse processo se desenvolve.  Exemplo:
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não
é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são
modifica o  adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única
exemplos: flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios
é a de grau:
Para quem se diz  distantemente alheio  a esse assunto,
você está até bem informado.
Superlativo:  aumenta a intensidade. Exemplos: longe
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo - longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
alheio, representando uma qualidade, característica. inconstitucionalissimamente, etc;
Diminutivo: diminui a intensidade.
O artista canta muito mal. Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar -
devagarinho, 
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro
advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos Questões
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por 01. Leia os quadrinhos para responder a questão.
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar
tal função. Temos aí o que chamamos de  locução adverbial,
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.

Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das


circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em
distintas categorias, uma vez expressas por:    
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse
jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam
em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente,
pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
bondosamente, generosamente
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão,
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de
muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos,
em breve, hoje em dia
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, (Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, Único)
longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora,
alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância,

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APOSTILAS OPÇÃO
No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito
advérbios: AÍ e ainda. com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas
Considerando que advérbio é a palavra que modifica quais os números não encontravam muito espaço, como direito,
um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente.
a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios
a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as universitários, é considerado aceitável que um intelectual se
circunstâncias expressas por eles. vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá
A) Lugar e negação. da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou
B) Lugar e tempo. dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão
C) Modo e afirmação. recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na
D) Tempo e tempo. manga da camisa.
E) Intensidade e dúvida. Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida
02. Leia o texto a seguir. prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo
Impunidade é motor de nova onda de agressões para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras
técnicas.
Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as
últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem
repercussões. assimilar toda a numeralha que idealmente as informa.
Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito
estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria para compreender as novas pesquisas que trazem informações
recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação relevantes para nossa saúde e bem-estar.
penal, por agressão, movida por sua ex-mulher. A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da
boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens mecânica quântica indicam que existem universos paralelos,
que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene
fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão
sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que eficaz para exprimir as leis da física.
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não Releia os trechos apresentados a seguir.
passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao - Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras
cair no chão. podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números
Curiosamente, também é possível achar um blog que diz não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se - Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
quebrou ao cair no chão. ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos parágrafo)
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão
ajudar a polícia na investigação. Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se respectivamente, circunstâncias de
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões A) afirmação e de intensidade.
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que B) modo e de tempo.
eles sejam julgados e condenados. C) modo e de lugar.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que D) lugar e de tempo.
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil E) intensidade e de negação.
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões. Respostas
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar. 1-B / 2-C / 3-B
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro,
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle Preposição
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns
dos caminhos. Preposição  é uma palavra invariável que serve para ligar
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado) termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente
há uma subordinação do segundo termo em relação ao
Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
circunstância adverbial de modo. da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
uma série de repercussões.
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em Tipos de Preposição
plena balada…
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem 1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente
sucesso, de duas amigas… como preposições.
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre,
de um engano... para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se
quebrando por aí… 2.  Preposições acidentais: palavras de outras  classes
gramaticais que podem atuar como preposições.
03. Leia o texto a seguir. Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão,
visto.
Cultura matemática 3.  Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo
Hélio Schwartsman como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas.
Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por
viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito trás de.

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APOSTILAS OPÇÃO
A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode - Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar
Vale ressaltar que essa concordância não é característica da um tratamento adequado.
preposição, mas das palavras às quais ela se une.
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/
Esse processo de junção de uma preposição com outra ou a função de um substantivo.
palavra pode se dar a partir de dois processos: Temos Maria como parte da família. / A temos como parte
da família
1. Combinação: A preposição não sofre alteração. Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. /
preposição a + artigos definidos o, os Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
a + o = ao
preposição a + advérbio onde 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das
a + onde = aonde preposições:
Destino = Irei para casa.
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração. Modo = Chegou em casa aos gritos.
Lugar = Vou ficar em casa;
Preposição + Artigos Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
De + o(s) = do(s) Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
De + a(s) = da(s) Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
De + um = dum Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o
De + uns = duns tratamento.
De + uma = duma Instrumento = Escreveu a lápis.
De + umas = dumas Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
Em + o(s) = no(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
Em + a(s) = na(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
Em + um = num Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
Em + uma = numa Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
Em + uns = nuns Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Em + umas = numas Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
A + à(s) = à(s) Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
Por + o = pelo(s) Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
Por + a = pela(s)
Questões
Preposição + Pronomes
De + ele(s) = dele(s) 01. Leia o texto a seguir.
De + ela(s) = dela(s)
De + este(s) = deste(s) “Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
De + esta(s) = desta(s)
De + esse(s) = desse(s) João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois
De + essa(s) = dessa(s) meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos
De + aquele(s) = daquele(s) preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros,
De + aquela(s) = daquela(s) grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos
De + isto = disto em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
De + isso = disso O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula
De + aquilo = daquilo de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o
De + aqui = daqui que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.
De + aí = daí “Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar
De + ali = dali duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada,
De + outro = doutro(s) pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate,
De + outra = doutra(s) instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça
Em + este(s) = neste(s) errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha
Em + esta(s) = nesta(s) vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema
Em + esse(s) = nesse(s) maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.
Em + aquele(s) = naquele(s) O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos
Em + aquela(s) = naquela(s) em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez
Em + isto = nisto que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar
Em + isso = nisso a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de
Em + aquilo = naquilo Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado
A + aquele(s) = àquele(s) o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi
A + aquela(s) = àquela(s) implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da
A + aquilo = àquilo disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória
não é o mais importante.
Dicas sobre preposição “Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não
esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como
oblíquo e artigo. Como distingui-los? estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido
ao bom comportamento”.
- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido
Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças
e feminino. no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo
A dona da casa não quis nos atender. por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade,
Como posso fazer a Joana concordar comigo? já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e
pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma

Língua Portuguesa 38
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APOSTILAS OPÇÃO
atitude”. Cada informação está estruturada em torno de um verbo:
Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações:
liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos 1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e  mostrou
já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também 3ª oração: quando viu as amiguinhas.
minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a
minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”. palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações.
“Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o
egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós Observe: Gosto de natação e de futebol.
não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes
tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra  “e” está
sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho ligando termos de uma mesma oração.
Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.
(Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que- Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado) ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.

No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo Morfossintaxe da Conjunção
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o
termo em destaque expressa relação de As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem
A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar propriamente uma função sintática: são conectivos.
do projeto “Xadrez que liberta”.
B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções
de falar. Subordinativas
C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para
termos mais chances de vencer o torneio de xadrez. Conjunções coordenativas
D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou Dividem-se em:
muito feliz, porque eu não esperava.
E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir - ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma.
a revisão da minha pena. Ex. Gosto de cantar e de dançar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também,
02. Considere o trecho a seguir. não só...como também.
O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio,
garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade - ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição,
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham, de compensação.
é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na Ex. Estudei, mas não entendi nada.
instituição. Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
todavia, no entanto, entretanto.
As preposições que preenchem o trecho, correta,
respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são: - ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
A) a ...com Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
B) de ...com Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
C) de ...a quer, já...já.
D) com ...a
E) para ...de - CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex.
Estudei muito, por isso mereço passar.
03. Assinale a alternativa cuja preposição em destaque Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
expressa ideia de finalidade. (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$
957,70 para R$ 1.915,40. - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes
comprovar o crime. do verbo), porquanto.
C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer
o exame clínico”... Conjunções subordinativas
D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz - CAUSAIS
Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma
embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”. vez que, como (= porque).
E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
policial de dizer quem está embriagado...
- COMPARATIVAS
Respostas Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como,
mais...do que, menos...do que.
1-B / 2-B / 3-B Ela fala mais que um papagaio.

Conjunção - CONCESSIVAS
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
Conjunção  é a palavra invariável que liga duas orações ou mesmo que, apesar de, se bem que.
dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo: Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato
inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as
amiguinhas. Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar
Deste exemplo podem ser retiradas três informações: cansada)

1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as Apesar de ter chovido fui ao cinema.
amiguinhas

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APOSTILAS OPÇÃO
- CONFORMATIVAS o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de
Principais conjunções conformativas: como, segundo, Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de
conforme, consoante um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no
Cada um colhe conforme semeia. passado.
Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade. Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877,
existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor
- CONSECUTIVAS da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para
Expressam uma ideia de consequência. os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”, tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam
“tão”, “tamanho”). que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando
Falou tanto que ficou rouco. a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos,
as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de
- FINAIS concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem
Expressam ideia de finalidade, objetivo. de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão
Todos trabalham para que possam sobreviver. saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould,
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu
(=para que), que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter
eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical.
- PROPORCIONAIS (Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)
mais, ao passo que, à proporção que.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha. No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos,
ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
- TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o
que. elemento grifado pode ser substituído por:
Quando eu sair, vou passar na locadora. A) Porém.
B) Contudo.
Importante: C) Todavia.
D) Entretanto.
Diferença entre orações causais e explicativas E) Conquanto.

Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) 02. Observando as ocorrências da palavra “como” em –
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos Como fomos programados para ver o mundo como um lugar
com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção
explicativa. Veja os exemplos: (A) comparativa nas duas ocorrências.
(B) conformativa nas duas ocorrências.
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser (C) comparativa na primeira ocorrência.
atropelado”: (D) causal na segunda ocorrência.
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou (E) causal na primeira ocorrência.
uma explicação do fato expresso na oração anterior.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes 03. Leia o texto a seguir.
uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que
vêm marcadas por vírgula. Participação
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado. Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar
b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de
Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação
explicativa. junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo) simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes”
de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um
porque não havia cemitério no local.” interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como poeta
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto pela
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de um
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê- convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas partes
la é colocá-la no início do período, introduzida pela é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis.
conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa. Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos estrofe:
em outra cidade. “Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão de
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente vida ou morte − será arte?”
dependentes uma da outra.
O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte
Questões na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de
espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse
01. Leia o texto a seguir. verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma
A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a razão
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria arte esse
disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos tipo de integração. Realmente, com muita frequência a arte se
de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como nossa
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou identidade social.
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte significaria
Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica participação,
rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos de sentido altamente político. O poema de Gullar deixa-nos essa
ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços hipótese provocadora, formulada com um ar de convicção.
de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô, (Belarmino Tavares, inédito)

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APOSTILAS OPÇÃO
Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma Ah, deve ser muito interessante.
relação de causa e efeito: b) Sintetizar uma frase apelativa
A) ser poeta e militante político / confronto entre Cuidado! Saia da minha frente.
subjetividade e atuação social As interjeições podem ser formadas por:
B) ser poeta e militante político / divisão permanente em a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
cada um de nós b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora
D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte bolas!
E) participar ativamente da política / formular hipóteses A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes
com ar de convicção da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que
uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo:
Respostas Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade)
Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
1-E / 2-E / 3-A
Classificação das Interjeições
Interjeição
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Interjeição  é a palavra invariável que exprime emoções,
Atenção!, Olha!, Alerta!
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que,
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
mais elaboradas. Observe o exemplo:
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
raiva se traduz numa palavra: Droga!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!,
simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui
- Desculpa: Perdão!
em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!,
outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma
Eh!
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras -
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!,
locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma
Ora!
sentença.
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!,
Veja os exemplos:
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
Bravo! Bis!
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!,
bravo  e  bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito
Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
bom! Repitam!»
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me,
“Estou com dor!”
Deus!
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
um estado da alma decorrente de uma situação particular, um não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes,
momento ou um contexto específico. Exemplos: nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os
Ah, como eu queria voltar a ser criança! verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que
Hum! Esse pudim estava maravilhoso! não se trata de um processo natural dessa classe de palavra,
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite.
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
O significado das interjeições está vinculado à maneira
Locução Interjetiva
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita
o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
enunciação. Exemplos:
expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
Psiu!
Ora bolas!
contexto:  alguém pronunciando essa expressão na rua;
Quem me dera!
significado da interjeição (sugestão):  “Estou te chamando! Ei,
Virgem Maria!
espere!”
Meu Deus!
Psiu!
Ai de mim!
contexto:  alguém pronunciando essa expressão em um
Valha-me Deus!
hospital; significado da interjeição (sugestão):  “Por favor, faça
Graças a Deus!
silêncio!”
Alto lá!
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
Muito bem!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
Observações:
puxa: interjeição; tom da fala: decepção
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
exemplo:
a)  Sintetizar uma frase  exclamativa, exprimindo alegria,
Ué! = Eu não esperava por essa!
tristeza, dor, etc.
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
Você faz o que no Brasil?
Eu? Eu negocio com madeiras.

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APOSTILAS OPÇÃO
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão
tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
podem aparecer como interjeições. Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
Viva! Basta! (Verbos) seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada:
Fora! Francamente! (Advérbios) dobro, triplo, quíntuplo, etc.

3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase” Leitura dos Numerais


porque sozinha pode constituir uma mensagem.
Socorro! Separando os números em centenas, de trás para frente,
Ajudem-me!  obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no
Silêncio! início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos
Fique quieto! usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”.
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, e seis.
que exprimem ruídos e vozes. 45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof!
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc. Flexão dos numerais

5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma,
homônima  “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.
depois do “ó” vocativo. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número:
milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac) 
Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac) Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro segundo milésimo
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas primeira segunda milésima
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no primeiros segundos milésimos
diminutivo ou no superlativo. primeiras segundas milésimas
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!
Interjeições, leitura e produção de textos Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam
em funções substantivas:
Usadas com muita frequência na língua falada informal, Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além flexionam-se em gênero e número:
disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante Teve de tomar doses triplas do medicamento.
- como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número.
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos - Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças
particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso partes
das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma
e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos
racional fazem das interjeições presença constante nos textos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido.
publicitários. É o que ocorre em frases como:
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ “Me empresta duzentinho...”
morf89.php É artigo de primeiríssima qualidade!
Numeral O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda
divisão de futebol)
Numeral é a palavra que indica os seres em termos
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa Emprego dos Numerais
em determinada sequência.
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. *Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a
Eu quero café duplo, e você? partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] substantivo:
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! Ordinais Cardinais
[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
“fila”] D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata
de numerais, mas sim de algarismos. *Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a até nono e o cardinal de dez em diante:
ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par,
ambos(as), novena. *Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um
e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente
Classificação dos Numerais empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez
referência.
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico: Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância
um, dois, cem mil, etc. da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada: comunitárias de seu bairro.
primeiro, segundo, centésimo, etc.

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APOSTILAS OPÇÃO
Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática.
Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


Anotações
um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo
ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

Questões

01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais”


temos exemplos de numerais:
A) ordinais;
B) cardinais;
C) fracionários;
D) romanos;
E) Nenhuma das alternativas.

02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem


empregados.
A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro.
B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo.
C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro.
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono.
E) O artigo vigésimo segundo foi revogado.

03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90


são, respectivamente

A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno,


nongentésimo
B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo
C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo
D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo

Respostas
1-B / 2-D / 3-B

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APOSTILAS OPÇÃO

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MATEMÁTICA

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APOSTILAS OPÇÃO

Se x é um elemento de um conjunto A, escreveremos x ∈ A,


caso ele não faça parte deste conjunto escrevemos x ∉ A

Subconjuntos
Quando todos os elementos de um conjunto A são também
elementos de um outro conjunto B, dizemos que A é
subconjunto de B. Exemplo:
Teoria dos Conjuntos. - B = {2, 4} ⊂ A = {2, 3, 4, 5, 6}, pois 2 ∈ {2, 3, 4, 5, 6} e 4 ∈
{2, 3, 4, 5 ,6}
Conjuntos Numéricos.
Relações entre conjuntos.

CONJUNTOS

Conjunto é uma reunião, agrupamento de pessoas, seres,


objetos, classes…, que possuem a mesma característica, nos dá 1) Todo conjunto A é subconjunto dele próprio;
ideia de coleção. 2) O conjunto vazio, por convenção, é subconjunto de
Em geral indicaremos os conjuntos pelas letras maiúsculas qualquer conjunto;
A, B, C, ..., X, e os elementos pelas letras minúsculas a, b, c, ..., x, 3) O conjunto das partes é o conjunto formado por todos
y, ..., embora não exista essa obrigatoriedade. os subconjuntos de A.
Se quiséssemos saber quantos subconjuntos tem o
Representação dos Conjuntos conjunto A (exemplo acima), basta calcularmos aplicando o
fórmula:
1) Pela designação de seus elementos: escrevemos os Números de elementos(n)= 5 → 2n = 25 = 32 subconjuntos,
elementos entre chaves, separando os por vírgula. Exemplo: incluindo o vazio e ele próprio.
{a, e, i, o, u} indica o conjunto formado pelas vogais
Relação de inclusão
2) Pela sua característica: escrevemos o conjunto Deve ser usada para estabelecer relação entre conjuntos
enunciando uma propriedade ou característica comum de seus com conjuntos, verificando se um conjunto é subconjunto ou
elementos. {x, | (tal que) x tem a propriedade P} não de outro conjunto.
Exemplo: Representamos as relações de inclusão pelos seguintes
- {x| x é vogal} é o mesmo que {a, e, i, o, u} símbolos:
⊂ (está contido); ⊄ (não está contido)
3) Pelo diagrama de Venn-Euler: os elementos do ⊃ (contém); ⊅ (não contém)
conjunto são colocados dentro de uma figura em forma de
elipse, chamada diagrama de Venn. Operações com Conjuntos
- União de conjuntos: a união (ou reunião) dos conjuntos
A e B é o conjunto formado por todos os elementos que
pertencem a A ou a B. Representa-se por A  B.
Simbolicamente: A  B = {x | x  A ou x  B}

Igualdade de Conjuntos
Exemplos:
Dois conjuntos A = B são ditos iguais (ou idênticos) se
- {2, 3}  {4, 5, 6} = {2, 3, 4, 5, 6}
todos os seus elementos são iguais, e escrevemos A = B. Caso
- {a, b}   = {a, b}
haja algum que não o seja dizemos que estes conjuntos são
distintos e escrevemos A ≠ B.
Exemplo: - Intersecção de conjuntos: a intersecção dos conjuntos
1) A = {3, 5, 7} e B = {x| x é primo e 3 ≤ x ≤ 7}, então A = B. A e B é o conjunto formado por todos os elementos que
pertencem, simultaneamente, a A e a B. Representa-se por A
Tipos de Conjuntos  B. Simbolicamente: A  B = {x | x  A e x  B}
- Conjunto Universo: reunião de todos os conjuntos que
estamos trabalhando.
- Conjunto Vazio: conjunto vazio é aquele que não possui
elementos. Representa-se por 0 ou, simplesmente { }.
- Conjunto Unitário: conjunto caracterizado por possuir
apenas um único elemento. Exemplos:
- Conjuntos Finitos e Infinitos - {2, 3, 4}  {3, 5} = {3}
Finito = quando podemos enumerar todos os seus - {2, 4}  {3, 5, 7} = 
elementos.
Infinito = contrário do finito. Observação: Se A  B =  , dizemos que A e B são
conjuntos disjuntos.
Relação de Pertinência
A relação de pertinência que nos dá um relacionamento
entre um elemento e um conjunto.
Usamos os ∈ (pertence) e ∉ (não pertence)

Matemática 1
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APOSTILAS OPÇÃO

disseram que gostam dos dois partidos. Quantas pessoas


responderam a pesquisa?
Resolução pela Fórmula
» n(A U B) = n(A) + n(B) – n(A ∩ B)
» n(A U B) = 92 + 80 – 35
» n(A U B) = 137
- Número de Elementos da União e da Intersecção de
Conjuntos: dados dois conjuntos A e B, como vemos na figura Resolução pelo diagrama:
abaixo, podemos estabelecer uma relação entre os respectivos - Se 92 pessoas responderam gostar do partido A e 35 delas
números de elementos. responderam que gostam de ambos, então o número de
pessoas que gostam somente do partido A é: 92 – 35 = 57.
- Se 80 pessoas responderam gostar do partido B e 35 delas
responderam gostar dos dois partidos, então o número de
operários que gostam somente do partido B é: 80 – 35 = 45.
- Se 57 gostam somente do partido A, 45 responderam que
𝑛(𝐴 ∪ 𝐵) = 𝑛(𝐴) + 𝑛(𝐵) − 𝑛(𝐴 ∩ 𝐵) gostam somente do partido B e 35 responderam que gostam
dos dois partidos políticos, então o número de pessoas que
Note que ao subtrairmos os elementos comuns (𝑛(𝐴 ∩ 𝐵)) responderam à pesquisa foi: 57 + 35 + 45 = 137.
evitamos que eles sejam contados duas vezes.
Observações:
1) Se os conjuntos A e B forem disjuntos ou se mesmo um
deles estiver contido no outro, ainda assim a relação dada será
verdadeira.
2) Podemos ampliar a relação do número de elementos
para três ou mais conjuntos com a mesma eficiência.
𝑛(𝐴 ∪ 𝐵 ∪ 𝐶) = 𝑛(𝐴) + 𝑛(𝐵) + 𝑛(𝐶) − 𝑛(𝐴 ∩ 𝐵) − 𝑛(𝐴 ∩ 𝐶)
− 𝑛(𝐵 ∩ 𝐶) + 𝑛(𝐴 ∩ 𝐵 ∩ 𝐶) Questões

- Diferença: a diferença entre os conjuntos A e B é o 01. Dos 43 vereadores de uma cidade, 13 dele não se
conjunto formado por todos os elementos que pertencem a A inscreveram nas comissões de Educação, Saúde e Saneamento
e não pertencem a B. Representa-se por A – B. Para determinar Básico. Sete dos vereadores se inscreveram nas três comissões
a diferença entre conjuntos, basta observamos o que o citadas. Doze deles se inscreveram apenas nas comissões de
conjunto A tem de diferente de B. Educação e Saúde e oito deles se inscreveram apenas nas
Simbolicamente: A – B = {x | x ∈ A e x ∉ B} comissões de Saúde e Saneamento Básico. Nenhum dos
vereadores se inscreveu em apenas uma dessas comissões. O
número de vereadores inscritos na comissão de Saneamento
Básico é igual a
(A) 15.
(B) 21.
(C) 18.
(D) 27.
Exemplo: (E) 16.
- A = {0, 1, 2, 3} e B = {0, 2} → A – B = {1, 3} e
B – A = 02. Em uma pequena cidade, circulam apenas dois jornais
Note que A – B ≠ B - A diferentes. O jornal A e o jornal B. Uma pesquisa realizada com
os moradores dessa cidade mostrou que 33% lê o jornal A,
- Complementar: dados dois conjuntos A e B, tais que B ⊂ 45% lê o jornal B, e 7% leem os jornais A e B. Sendo assim,
A (B é subconjunto de A), chama-se complementar de B em quantos por centos não leem nenhum dos dois jornais?
relação a A o conjunto A - B, ou seja, a diferença (os elementos (A) 15%
de A que não pertencem a B). Dizemos complementar de B em (B) 25%
relação a A. (C) 27%
(D) 29%
(E) 35%

03. Considere dois conjuntos A e B, sabendo que 𝐴 ∩ 𝐵 =


{3}, 𝐴 ∪ 𝐵 = {0; 1; 2; 3; 5} 𝑒 𝐴 − 𝐵 = {1; 2}, assinale a
Exemplos: alternativa que apresenta o conjunto B.
Seja S = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6}. Então: (A) {1;2;3}
- A = {2, 3, 4}  A = {0, 1, 5, 6} (B) {0;3}
-C= C =S (C) {0;1;2;3;5}
(D) {3;5}
(E) {0;3;5}
Resolução de Problemas Utilizando Conjuntos
Nos utilizaremos das operações com conjunto para 04. Uma pesquisa, com 200 pessoas, investigou como eram
resolvermos problemas dessa natureza. utilizadas as três linhas: A, B e C do Metrô de uma cidade.
Exemplo: Verificou-se que 92 pessoas utilizam a linha A; 94 pessoas
1) Numa pesquisa sobre a preferência por dois partidos utilizam a linha B e 110 pessoas utilizam a linha C. Utilizam as
políticos, A e B, obteve-se os seguintes resultados. Noventa e linhas A e B um total de 38 pessoas, as linhas A e C um total de
duas disseram que gostam do partido A, oitenta pessoas 42 pessoas e as linhas B e C um total de 60 pessoas; 26 pessoas
disseram que gostam do partido B e trinta e cinco pessoas que não se utilizam dessas linhas. Desta maneira, conclui-se

Matemática 2
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APOSTILAS OPÇÃO

corretamente que o número de entrevistados que utilizam as 92-[38-x+x+42-x]+94-[38-x+x+60-x]+110-[42-x+x+60-


linhas A e B e C é igual a x]+(38-x)+x+(42-x)+(60-x)+26=200
(A) 50. 92 - [80 - x] + 94 - [98 - x] + 110 - [102 - x] + 38 + 42 – x +
(B) 26. 60 – x + 26 = 200
(C) 56. 92 – 80 +x + 94 – 98 +x + 110 – 102 + x + 166 -2x = 200
(D) 10. x + 462 – 280 = 200 → x + 182 = 200 → x = 200-182 → x =
(E) 18. 18

05. Numa recepção, foram servidos os salgados pastel e 05. Resposta: C.


casulo. Nessa, estavam presentes 10 pessoas, das quais 5
comeram pastel, 7 comeram casulo e 3 comeram as duas.
Quantas pessoas não comeram nenhum dos dois salgados?
(A) 0
(B) 5
(C) 1
(D) 3
(E) 2
2 + 3 + 4 + x = 10 → x = 10 – 9 → x = 1
Respostas
Referências
01. Resposta: C. GONÇALVES, Antônio R. - Matemática para Cursos de Graduação –
De acordo com os dados temos: Contexto e Aplicações
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática Elementar – Vol. 01 –
7 vereadores se inscreveram nas 3.
Conjuntos e Funções
APENAS 12 se inscreveram em educação e saúde (o 12 não
deve ser tirado de 7 como costuma fazer nos conjuntos, pois CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS - N
ele já desconsidera os que se inscreveram nos três)
APENAS 8 se inscreveram em saúde e saneamento básico. O conjunto dos números naturais é representado pela letra
São 30 vereadores que se inscreveram nessas 3 comissões, maiúscula N e estes números são construídos com os
pois 13 dos 43 não se inscreveram. algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, que também são conhecidos
Portanto, 30 – 7 – 12 – 8 = 3 como algarismos indo-arábicos. Embora o zero não seja um
Se inscreveram em educação e saneamento 3 vereadores. número natural no sentido que tenha sido proveniente de
objetos de contagens naturais, iremos considerá-lo como um
número natural uma vez que ele tem as mesmas propriedades
algébricas que estes números.
Na sequência consideraremos que os naturais têm início
com o número zero e escreveremos este conjunto como: N = {
0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, ...}

Em saneamento se inscreveram: 3 + 7 + 8 = 18

02. Resposta: D. As reticências (três pontos) indicam que este conjunto não
tem fim. N é um conjunto com infinitos números.

Excluindo o zero do conjunto dos números naturais, o


26 + 7 + 38 + x = 100 → x = 100 – 71 → x = 29% conjunto será representado por:
N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, ...}
03. Resposta: E.
A intersecção dos dois conjuntos, mostra que 3 é elemento Subconjuntos notáveis em N:
de B. A – B são os elementos que tem em A e não em B. Então
de A  B, tiramos que B = {0; 3; 5}. 1 – Números Naturais não nulos
N* ={1,2,3,4,...,n,...}; N* = N-{0}
04. Resposta: E.
2 – Números Naturais pares
Np = {0,2,4,6,...,2n,...}; com n ∈ N

3 - Números Naturais ímpares


Ni = {1,3,5,7,...,2n+1,...} com n ∈ N

4 - Números primos
P={2,3,5,7,11,13...}

A construção dos Números Naturais


- Todo número natural dado tem um sucessor (número que
vem depois do número dado), considerando também o zero.
Exemplos: Seja m um número natural.
a) O sucessor de m é m+1.

Matemática 3
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APOSTILAS OPÇÃO

b) O sucessor de 0 é 1. 2 x 5 = 10, onde 2 e 5 são os fatores e o 10 produto.


c) O sucessor de 3 é 4.
- 2 vezes 5 é somar o número 2 cinco vezes: 2 x 5 = 2 + 2 +
- Se um número natural é sucessor de outro, então os dois 2 + 2 + 2 = 10. Podemos no lugar do “x” (vezes) utilizar o ponto
números juntos são chamados números consecutivos. “. “, para indicar a multiplicação).
Exemplos:
a) 1 e 2 são números consecutivos. - Divisão de Números Naturais
b) 7 e 8 são números consecutivos. Dados dois números naturais, às vezes necessitamos saber
c) 50 e 51 são números consecutivos. quantas vezes o segundo está contido no primeiro. O primeiro
número que é o maior é denominado dividendo e o outro
- Vários números formam uma coleção de números número que é menor é o divisor. O resultado da divisão é
naturais consecutivos se o segundo é sucessor do primeiro, o chamado quociente. Se multiplicarmos o divisor pelo
terceiro é sucessor do segundo, o quarto é sucessor do terceiro quociente obteremos o dividendo.
e assim sucessivamente. No conjunto dos números naturais, a divisão não é fechada,
Exemplos: pois nem sempre é possível dividir um número natural por
a) 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 são consecutivos. outro número natural e na ocorrência disto a divisão não é
b) 7, 8 e 9 são consecutivos. exata.
c) 50, 51, 52 e 53 são consecutivos.

- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um


antecessor (número que vem antes do número dado).
Exemplos: Se m é um número natural finito diferente de
zero.
a) O antecessor do número m é m-1.
b) O antecessor de 2 é 1. Relações essenciais numa divisão de números
c) O antecessor de 56 é 55. naturais:
d) O antecessor de 10 é 9.
- Em uma divisão exata de números naturais, o divisor
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos deve ser menor do que o dividendo.
números naturais pares. Embora uma sequência real seja 35 : 7 = 5
outro objeto matemático denominado função, algumas vezes - Em uma divisão exata de números naturais, o
utilizaremos a denominação sequência dos números naturais dividendo é o produto do divisor pelo quociente.
pares para representar o conjunto dos números naturais 35 = 5 x 7
pares: P = {0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ...}
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos - A divisão de um número natural n por zero não é
números naturais ímpares, às vezes também chamados, a possível pois, se admitíssemos que o quociente fosse q, então
sequência dos números ímpares. I = {1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...} poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n = 0 x q
= 0 o que não é correto! Assim, a divisão de n por 0 não tem
sentido ou ainda é dita impossível.
Operações com Números Naturais
Na sequência, estudaremos as duas principais operações Propriedades da Adição e da Multiplicação dos
possíveis no conjunto dos números naturais. Praticamente, números Naturais
toda a Matemática é construída a partir dessas duas Para todo a, b e c ∈ 𝑁
operações: adição e multiplicação. 1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2) Comutativa da adição: a + b = b + a
- Adição de Números Naturais 3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a
A primeira operação fundamental da Aritmética tem por 4) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
finalidade reunir em um só número, todas as unidades de dois 5) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
ou mais números. 6) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
Exemplo: 7) Distributiva da multiplicação relativamente à adição:
5 + 4 = 9, onde 5 e 4 são as parcelas e 9 soma ou total a.(b +c ) = ab + ac
8) Distributiva da multiplicação relativamente à
-Subtração de Números Naturais subtração: a .(b –c) = ab –ac
É usada quando precisamos tirar uma quantia de outra, é a 9) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um
operação inversa da adição. A operação de subtração só é número natural por outro número natural, continua como
válida nos naturais quando subtraímos o maior número do resultado um número natural.
menor, ou seja quando a-b tal que a≥ 𝑏.
Exemplo: Questões
254 – 193 = 61, onde 254 é o Minuendo, o 193
Subtraendo e 061 a diferença. 01. (SABESP – APRENDIZ – FCC) A partir de 1º de março,
uma cantina escolar adotou um sistema de recebimento por
Obs.: o minuendo também é conhecido como aditivo e o cartão eletrônico. Esse cartão funciona como uma conta
subtraendo como subtrativo. corrente: coloca-se crédito e vão sendo debitados os gastos. É
possível o saldo negativo. Enzo toma lanche diariamente na
- Multiplicação de Números Naturais cantina e sua mãe credita valores no cartão todas as semanas.
É a operação que tem por finalidade adicionar o primeiro Ao final de março, ele anotou o seu consumo e os pagamentos
número denominado multiplicando ou parcela, tantas vezes na seguinte tabela:
quantas são as unidades do segundo número denominadas
multiplicador.
Exemplo:

Matemática 4
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APOSTILAS OPÇÃO

Z+ = {0, 1, 2, 3, 4,...}
Z+ é o próprio conjunto dos números naturais: Z+ = N

- O conjunto dos números inteiros positivos:


Z*+ = {1, 2, 3, 4,...}

- O conjunto dos números inteiros não positivos:


Z_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}

- O conjunto dos números inteiros negativos:


Z*_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1}
No final do mês, Enzo observou que tinha
(A) crédito de R$ 7,00.
Módulo: chama-se módulo de um número inteiro a
(B) débito de R$ 7,00.
distância ou afastamento desse número até o zero, na reta
(C) crédito de R$ 5,00.
numérica inteira. Representa-se o módulo por | |.
(D) débito de R$ 5,00.
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
(E) empatado suas despesas e seus créditos.
O módulo de +7 é 7 e indica-se |+7| = 7
O módulo de –9 é 9 e indica-se |–9| = 9
02. (PREF. IMARUI/SC – AUXILIAR DE SERVIÇOS
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é
GERAIS - PREF. IMARUI) José, funcionário público, recebe
sempre positivo.
salário bruto de R$ 2.000,00. Em sua folha de pagamento vem
o desconto de R$ 200,00 de INSS e R$ 35,00 de sindicato. Qual
Números Opostos: Dois números inteiros são ditos
o salário líquido de José?
opostos um do outro quando apresentam soma zero; assim, os
(A) R$ 1800,00
pontos que os representam distam igualmente da origem.
(B) R$ 1765,00
Exemplo: O oposto do número 3 é -3, e o oposto de -3 é 3,
(C) R$ 1675,00
pois 3 + (-3) = (-3) + 3 = 0
(D) R$ 1665,00
No geral, dizemos que o oposto, ou simétrico, de a é – a, e
Respostas
vice-versa; particularmente o oposto de zero é o próprio zero.
01. Resposta: B.
Crédito: 40 + 30 + 35 + 15 = 120
Débito: 27 + 33 + 42 + 25 = 127
120 – 127 = - 7
Ele tem um débito de R$ 7,00.

02. Resposta: B. Adição de Números Inteiros


2000 – 200 = 1800 – 35 = 1765 Para melhor entendimento desta operação, associaremos
O salário líquido de José é R$ 1.765,00. aos números inteiros positivos a ideia de ganhar e aos
números inteiros negativos a ideia de perder.
Referências
IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único Ganhar 5 + ganhar 3 = ganhar 8 (+ 5) + (+ 3) = (+8)
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 01 – Conjuntos e Perder 3 + perder 4 = perder 7 (- 3) + (- 4) = (- 7)
Funções Ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 (+ 8) + (- 5) = (+ 3)
Perder 8 + ganhar 5 = perder 3 (- 8) + (+ 5) = (- 3)
CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS – Z O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado,
mas o sinal (–) antes do número negativo nunca pode ser
Definimos o conjunto dos números inteiros como a reunião dispensado.
do conjunto dos números naturais N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...}, o
conjunto dos opostos dos números naturais e o zero. Este Subtração de Números Inteiros
conjunto é denotado pela letra Z (Zahlen = número em A subtração é empregada quando:
alemão). - Precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade;
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto uma
delas tem a mais que a outra;
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto falta a
uma delas para atingir a outra.

A subtração é a operação inversa da adição.


Observe que em uma subtração o sinal do resultado é
sempre do maior número!!!
4+5=9
4 – 5 = -1

Considere as seguintes situações:


O conjunto dos números inteiros possui alguns
subconjuntos notáveis: 1 - Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião passou
de +3 graus para +6 graus. Qual foi a variação da temperatura?
- O conjunto dos números inteiros não nulos: Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6) –
Z* = {..., -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4,...}; (+3) = +3
Z* = Z – {0}

- O conjunto dos números inteiros não negativos:

Matemática 5
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APOSTILAS OPÇÃO

2 - Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, durante o → Sinais diferentes (+) (-); (-) (+) = resultado sempre
dia, era de +6 graus. À Noite, a temperatura baixou de 3 graus. negativo.
Qual a temperatura registrada na noite de terça-feira?
Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) + (–3) = Potenciação de Números Inteiros
+3 A potência an do número inteiro a, é definida como um
produto de n fatores iguais. O número a é denominado a base
Se compararmos as duas igualdades, verificamos que (+6) e o número n é o expoente.an = a x a x a x a x ... x a , a é
– (+3) é o mesmo que (+6) + (–3). multiplicado por a n vezes
Temos:
(+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
(–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3

Daí podemos afirmar: Subtrair dois números inteiros é o


mesmo que adicionar o primeiro com o oposto do segundo. Exemplos:
33 = (3) x (3) x (3) = 27
Fique Atento: todos parênteses, colchetes, chaves, (-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125
números, ..., entre outros, precedidos de sinal negativo, tem o (-7)² = (-7) x (-7) = 49
seu sinal invertido, ou seja, é dado o seu oposto. (+9)² = (+9) x (+9) = 81

Multiplicação de Números Inteiros - Toda potência de base positiva é um número inteiro


A multiplicação funciona como uma forma simplificada de positivo.
uma adição quando os números são repetidos. Poderíamos Exemplo: (+3)2 = (+3) . (+3) = +9
analisar tal situação como o fato de estarmos ganhando
repetidamente alguma quantidade, como por exemplo, ganhar - Toda potência de base negativa e expoente par é um
1 objeto por 30 vezes consecutivas, significa ganhar 30 objetos número inteiro positivo.
e está repetição pode ser indicada por um x, isto é: 1 + 1 + 1 ... Exemplo: (– 8)2 = (–8) . (–8) = +64
+ 1 + 1 = 30 x 1 = 30
Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2 + 2 - Toda potência de base negativa e expoente ímpar é um
+ 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60 número inteiro negativo.
Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos: (–2) Exemplo: (–5)3 = (–5) . (–5) . (–5) = –125
+ (–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) = –60
Observamos que a multiplicação é um caso particular da - Propriedades da Potenciação:
adição onde os valores são repetidos.
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode ser 1) Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-
indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum sinal entre se a base e somam-se os expoentes. (–7)3 . (–7)6 = (–7)3+6 = (–
as letras. 7)9

Divisão de Números Inteiros 2) Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva-


se a base e subtraem-se os expoentes. (-13)8 : (-13)6 = (-13)8 –
6 = (-13)2

3) Potência de Potência: Conserva-se a base e


multiplicam-se os expoentes. [(-8)5]2 = (-8)5 . 2 = (-8)10

4) Potência de expoente 1: É sempre igual à base. (-8)1 =


- Divisão exata de números inteiros. -8 e (+70)1 = +70
Veja o cálculo:
(– 20): (+ 5) = q  (+ 5) . q = (– 20)  q = (– 4) 5) Potência de expoente zero e base diferente de zero:
Logo: (– 20): (+ 5) = - 4 É igual a 1.
Exemplo: (+3)0 = 1 e (–53)0 = 1
Considerando os exemplos dados, concluímos que, para
efetuar a divisão exata de um número inteiro por outro Radiciação de Números Inteiros
número inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do A raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro a é a
dividendo pelo módulo do divisor. operação que resulta em outro número inteiro não negativo b
Exemplo: (+7): (–2) ou (–19) : (–5) são divisões que não que elevado à potência n fornece o número a. O número n é o
podem ser realizadas em Z, pois o resultado não é um número índice da raiz enquanto que o número a é o radicando (que fica
inteiro. sob o sinal do radical).
- No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a é a
associativa e não tem a propriedade da existência do elemento operação que resulta em outro número inteiro não negativo
neutro. que elevado ao quadrado coincide com o número a.
- Não existe divisão por zero.
- Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente de Atenção: Não existe a raiz quadrada de um número
zero, é zero, pois o produto de qualquer número inteiro por inteiro negativo no conjunto dos números inteiros.
zero é igual a zero.
Exemplo: 0: (–10) = 0 b) 0 : (+6) = 0 c) 0 : (–1) = 0 Erro comum: Frequentemente lemos em materiais
didáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas aparecimento
Regra de Sinais da Multiplicação e Divisão: de:
→ Sinais iguais (+) (+); (-) (-) = resultado sempre
positivo. 9 = ± 3, mas isto está errado. O certo é: 9 = +3

Matemática 6
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APOSTILAS OPÇÃO

Observamos que não existe um número inteiro não Micro-ondas: R$ 429,00


negativo que multiplicado por ele mesmo resulte em um Geladeira: R$ 1.213,00
número negativo. Na aquisição dos produtos, conforme as condições
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a mencionadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco
operação que resulta em outro número inteiro que elevado ao recebido será de:
cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os nossos (A) R$ 84,00
cálculos somente aos números não negativos. (B) R$ 74,00
Exemplos: (C) R$ 36,00
3 (D) R$ 26,00
(a) 8 = 2, pois 2³ = 8. (E) R$ 16,00
Respostas
(b)  8 = –2, pois (–2)³ = -8.
3

3 01. Resposta: A.
(c) 27 = 3, pois 3³ = 27. 50-20=30 atitudes negativas
20.4=80
(d)  27 = –3, pois (–3)³ = -27.
3
30.(-1)=-30
80-30=50
Observação: Ao obedecer à regra dos sinais para o
produto de números inteiros, concluímos que: 02. Resposta: D.
(1) Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número Geladeira + Micro-ondas + DVD = 1213 + 429 + 399 = 2041
inteiro negativo. Geladeira + Micro-ondas + TV = 1213 + 429 + 562 = 2204,
(2) Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz de extrapola o orçamento
qualquer número inteiro. Geladeira + TV + DVD = 1213 + 562 + 399 = 2174, é a maior
quantidade gasta possível dentro do orçamento.
Propriedades da Adição e da Multiplicação dos Troco:2200 – 2174 = 26 reais
números Inteiros
Para todo a, b e c ∈ 𝑍 Referências
IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c) IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 01 – Conjuntos e
2) Comutativa da adição: a + b = b +a Funções
3) Elemento neutro da adição : a + 0 = a
4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0 CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS – Q
5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
6) Comutativa da multiplicação : a.b = b.a m
7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a Um número racional é o que pode ser escrito na forma
8) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: n
a.(b +c ) = ab + ac , onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser
9) Distributiva da multiplicação relativamente à diferente de zero. Frequentemente usamos m/n para significar
subtração: a .(b –c) = ab –ac a divisão de m por n.
10) Elemento inverso da multiplicação: Para todo inteiro z Como podemos observar, números racionais podem ser
diferente de zero, existe um inverso obtidos através da razão entre dois números inteiros, razão
z –1 = 1/z em Z, tal que, z x z–1 = z x (1/z) = 1 pela qual, o conjunto de todos os números racionais é
11) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de denotado por Q. Assim, é comum encontrarmos na literatura a
um número natural por outro número natural, continua como notação:
resultado um número natural. m
Q={ : m e n em Z, n diferente de zero}
n
Questões

01 (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE EDUCACIONAL –


VUNESP) Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a
respeito do uso adequado dos materiais em geral e dos
recursos utilizados em atividades educativas, bem como da
preservação predial, realizou-se uma dinâmica elencando
“atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento
dos elementos do grupo. Solicitou-se que cada um classificasse
No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos:
suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4)
- Q* = conjunto dos racionais não nulos;
pontos a cada atitude positiva e (-1) a cada atitude negativa. Se
- Q+ = conjunto dos racionais não negativos;
um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes
- Q*+ = conjunto dos racionais positivos;
anotadas, o total de pontos atribuídos foi
- Q _ = conjunto dos racionais não positivos;
(A) 50. - Q*_ = conjunto dos racionais negativos.
(B) 45.
(C) 42. Representação Decimal das Frações
(D) 36.
(E) 32. p
Tomemos um número racional , tal que p não seja
02. (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM) Ruth q
tem somente R$ 2.200,00 e deseja gastar a maior quantidade múltiplo de q. Para escrevê-lo na forma decimal, basta efetuar
possível, sem ficar devendo na loja. a divisão do numerador pelo denominador.
Verificou o preço de alguns produtos: Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
TV: R$ 562,00 1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um
DVD: R$ 399,00 número finito de algarismos. Decimais Exatos:

Matemática 7
Apostila Digital Licenciada para Angelica Augusto da Penha Miranda - ADMINISTRATIVO@CONSORCIOECONOMICO.COM.BR (Proibida a Revenda)
APOSTILAS OPÇÃO

2
= 0,4
5
1
= 0,25 3
4 Assim, a geratriz de 0,333... é a fração .
9
35 2) Seja a dízima 5, 1717....
= 8,75
4 O período que se repete é o 17, logo dois noves no
153 denominador (99). Observe também que o 5 é a parte inteira,
= 3,06 logo ele vem na frente:
50
17
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, 5 → 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜
99
infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se 512
→ (5.99 + 17) = 512, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶
periodicamente Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas: 99
1
= 0,333... 512
3 Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração .
1 99
= 0,04545...
22 Neste caso para transformarmos uma dízima
167 periódica simples em fração basta utilizarmos o dígito 9
= 2,53030... no denominador para cada quantos dígitos tiver o período
66 da dízima.
Existem frações muito simples que são representadas por
3) Seja a dízima 1, 23434...
formas decimais infinitas, com uma característica especial:
O número 234 é a junção do ante período com o período.
existe um período.
Neste caso temos um dízima periódica é composta, pois existe
uma parte que não se repete e outra que se repete. Neste caso
temos um ante período (2) e o período (34). Ao subtrairmos
deste número o ante período(234-2), obtemos 232, o
numerador. O denominador é formado por tantos dígitos 9 –
que correspondem ao período, neste caso 99(dois noves) – e
pelo dígito 0 – que correspondem a tantos dígitos tiverem o
Aproveitando o exemplo acima temos 0,333... = 3. 1/101 ante período, neste caso 0(um zero).
+ 3 . 1/102 + 3 . 1/103 + 3 . 1/104 ...

Representação Fracionária dos Números Decimais


Trata-se do problema inverso: estando o número racional
escrito na forma decimal, procuremos escrevê-lo na forma de
fração. Temos dois casos:
1º) Transformamos o número em uma fração cujo
numerador é o número decimal sem a vírgula e o denominador 232
é composto pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quantas 1 → 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜 − 𝑎
forem as casas decimais do número decimal dado: 990
1222
→ (1.990 + 232) = 1222, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶
990
9
0,9 =
10 611
Simplificando por 2, obtemos x = , a fração geratriz da
57 495
5,7 =
10 dízima 1, 23434...
76 Módulo ou valor absoluto: É a distância do ponto que
0,76 =
100 representa esse número ao ponto de abscissa zero.
348
3,48 =
100
5 1
0,005 = =
1000 200
2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada; para
tanto, vamos apresentar o procedimento através de alguns Exemplos:
exemplos:
3 3 3 3
Exemplos: 1) Módulo de – é . Indica-se  =
2 2 2 2
1) Seja a dízima 0, 333....
Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo
3) → então vamos colocar um 9 no denominador e repetir no 3 3 3 3
numerador o período. 2) Módulo de + é . Indica-se  =
2 2 2 2

Matemática 8
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APOSTILAS OPÇÃO

3 3 1) Fechamento: O conjunto Q é fechado para a operação de


Números Opostos: Dizemos que – e são números adição e multiplicação, isto é, a soma e a multiplicação de dois
2 2 números racionais ainda é um número racional.
racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o oposto do 2) Associativa da adição: Para todos a, b, c em Q: a + ( b + c
3 3 )=(a+b)+c
outro. As distâncias dos pontos – e ao ponto zero da
3) Comutativa da adição: Para todos a, b em Q: a + b = b + a
2 2 4) Elemento neutro da adição: Existe 0 em Q, que
reta são iguais.
adicionado a todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q +
0=q
Inverso de um Número Racional
5) Elemento oposto: Para todo q em Q, existe -q em Q, tal
que q + (–q) = 0
𝒂 −𝒏 𝒃 𝒏
( ) ,𝒂 ≠ 𝟎 = ( ) ,𝒃 ≠ 𝟎 6) Associativa da multiplicação: Para todos a, b, c em Q: a ×
𝒃 𝒂 (b×c)=(a×b)×c
7) Comutativa da multiplicação: Para todos a, b em Q: a × b
Representação geométrica dos Números Racionais
=b×a
8) Elemento neutro da multiplicação: Existe 1 em Q, que
multiplicado por todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é:
q×1=q
a
9) Elemento inverso da multiplicação: Para todo q =
Observa-se que entre dois inteiros consecutivos existem b
infinitos números racionais. em Q, q diferente de zero, existe :
Soma (Adição) de Números Racionais
b a b
q-1 = em Q: q × q-1 = 1 x =1
Como todo número racional é uma fração ou pode ser a b a
escrito na forma de uma fração, definimos a adição entre os 10) Distributiva da multiplicação: Para todos a, b, c em Q: a
a c ×(b+c)=(a×b)+(a×c)
números racionais e , da mesma forma que a soma de
b d Divisão (Quociente) de Números Racionais
frações, através de: A divisão de dois números racionais p e q é a própria
operação de multiplicação do número p pelo inverso de q, isto
a c ad  bc é: p ÷ q = p × q-1
+ =
𝒂 𝒄 𝒂 𝒅
b d bd : = .
𝒃 𝒅 𝒃 𝒄
Subtração de Números Racionais
Potenciação de Números Racionais
A subtração de dois números racionais p e q é a própria
A potência qn do número racional q é um produto de n
operação de adição do número p com o oposto de q, isto é: p –
fatores iguais. O número q é denominado a base e o número n
q = p + (–q)
é o expoente.
a c ad  bc qn = q × q × q × q × ... × q, (q aparece n vezes)
- =
b d bd
Exemplos:
Multiplicação (Produto) de Números Racionais
2
3
2 2 2 8
Como todo número racional é uma fração ou pode ser a)   =  . . =
escrito na forma de uma fração, definimos o produto de dois 5  5   5   5  125
a c
números racionais e , da mesma forma que o produto
b d  1
3
 1  1  1
de frações, através de: b)    =   .   .   =  1
a c ac  2  2  2  2 8
x =
b d bd Propriedades da Potenciação:
1) Toda potência com expoente 0 é igual a 1.
O produto dos números racionais a/b e c/d também pode 0
ser indicado por a/b × c/d, a/b.c/d . Para realizar a  2
multiplicação de números racionais, devemos obedecer à   =1
mesma regra de sinais que vale em toda a Matemática:  5
Podemos assim concluir que o produto de dois números
com o mesmo sinal é positivo, mas o produto de dois 2) Toda potência com expoente 1 é igual à própria base.
números com sinais diferentes é negativo.  9
1
9
  = 
 4 4

3) Toda potência com expoente negativo de um número


racional diferente de zero é igual a outra potência que tem a
base igual ao inverso da base anterior e o expoente igual ao
oposto do expoente anterior.
2 2
Propriedades da Adição e Multiplicação de Números  3  5 25
Racionais   =   =
 5  3 9

Matemática 9
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APOSTILAS OPÇÃO

Um número racional positivo só tem raiz quadrada no


4) Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo sinal conjunto dos números racionais se ele for um quadrado
da base. perfeito.

2
3
2 2 2 8 O número
2
não tem raiz quadrada em Q, pois não existe
  =  . .  = 3
3 3 3 3 27
2
número racional que elevado ao quadrado dê .
5) Toda potência com expoente par é um número positivo. 3
Questões
 1
2
 1  1 1
  =   .   =
 5  5   5  25 01. (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS
OPERACIONAIS – MAKIYAMA) Na escola onde estudo, ¼ dos
alunos tem a língua portuguesa como disciplina favorita, 9/20
6) Produto de potências de mesma base. Para reduzir um
têm a matemática como favorita e os demais têm ciências
produto de potências de mesma base a uma só potência,
como favorita. Sendo assim, qual fração representa os alunos
conservamos a base e somamos os expoentes.
2 3
que têm ciências como disciplina favorita?
2 2 (A) 1/4
  .  = (B) 3/10
5 5 (C) 2/9
23 5 (D) 4/5
 2 2 2 2 2  2 2
 . . . .       (E) 3/2
 5 5 5 5 5  5 5
02. (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM) Dirce
7) Quociente de potências de mesma base. Para reduzir um comprou 7 lapiseiras e pagou R$ 8,30, em cada uma delas.
quociente de potências de mesma base a uma só potência, Pagou com uma nota de 100 reais e obteve um desconto de 10
conservamos a base e subtraímos os expoentes. centavos. Quantos reais ela recebeu de troco?
3 3 3 3 3 (A) R$ 40,00
5 2 . . . . 5 2 3 (B) R$ 42,00
3 3 3 3
  :   2 2 2 2 2       (C) R$ 44,00
2 2 3 3
. 2 2 (D) R$ 46,00
2 2 (E) R$ 48,00
Respostas
8) Potência de Potência. Para reduzir uma potência de 01. Resposta: B.
potência a uma potência de um só expoente, conservamos a Somando português e matemática:
base e multiplicamos os expoentes. 1 9 5 + 9 14 7
3 + = = =
 1  2  2 2
1 1 1
2
1
2 2 2
1
3 2
1
6
4 20 20 20 10
      .  .         O que resta gosta de ciências:
 2   2 2 2 2 2 2 7 3
1− =
3 10 10
 1  2  1
3.2
1
6

ou         
 2   2 2 02. Resposta: B.
8,3 ∙ 7 = 58,1
Como recebeu um desconto de 10 centavos, Dirce pagou 58
Radiciação de Números Racionais reais
Se um número representa um produto de dois ou mais Troco:100 – 58 = 42 reais
fatores iguais, então cada fator é chamado raiz do número.
Exemplos: Referências
2 IEZZI, Gelson - Matemática- Volume Único
1 1 1 1 1 IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 1 – Conjuntos e
1) Representa o produto . ou   .Logo, é Funções
9 3 3 3 3 http://mat.ufrgs.br

1 CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS - R


a raiz quadrada de .
9
O conjunto dos números reais R é uma expansão do
1 1 conjunto dos números racionais que engloba não só os inteiros
Indica-se = e os fracionários, positivos e negativos, mas também todos os
9 3 números irracionais.
Assim temos:
2) 0,216 Representa o produto 0,6. 0,6 . 0,6 ou (0,6)3. Logo,
0,6 é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se 3 0,216 = 0,6. R = Q U I , sendo Q ∩ I = Ø ( Se um número real é racional,
não irracional, e vice-versa).
Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá o
número zero ou um número racional positivo. Logo, os
números racionais negativos não têm raiz quadrada em Q.
100
O número  não tem raiz quadrada em Q, pois tanto
9
10 10 100
 como  , quando elevados ao quadrado, dão .
3 3 9

Matemática 10
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APOSTILAS OPÇÃO

Lembrando que N Ϲ Z Ϲ Q , podemos construir o diagrama


abaixo:

O conjunto dos números reais apresenta outros


subconjuntos importantes:
Observações
- Conjunto dos números reais não nulos: R* = {x ϵ R| x ≠ 0}
Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] , para indicar as
- Conjunto dos números reais não negativos: R+ = {x ϵ R| x extremidades abertas dos intervalos.
≥ 0} [a,b[ = [a,b) ; ]a,b] = (a,b] ; e ]a,b[ = (a,b)
- Conjunto dos números reais positivos: R*+ = {x ϵ R| x > 0}
- Conjunto dos números reais não positivos: R- = {x ϵ R| x ≤ a) Às vezes, aparecem situações em que é necessário
0} registrar numericamente variações de valores em sentidos
- Conjunto dos números reais negativos: R*- = {x ϵ R| x < 0} opostos, ou seja, maiores ou acima de zero (positivos), como
as medidas de temperatura ou reais em débito ou em haver
Representação Geométrica dos números reais etc... Esses números, que se estendem indefinidamente, tanto
para o lado direito (positivos) como para o lado esquerdo
(negativos), são chamados números relativos.
b) Valor absoluto de um número relativo é o valor do
número que faz parte de sua representação, sem o sinal.
Propriedades c) Valor simétrico de um número é o mesmo numeral,
É válido todas as propriedades anteriormente vistos nos diferindo apenas o sinal.
outros conjuntos, assim como os conceitos de módulo,
números opostos e números inversos (quando possível). Operações com Números Relativos

Ordenação dos números Reais 1) Adição e Subtração de números relativos


A representação dos números Reais permite definir uma a) Se os numerais possuem o mesmo sinal, basta adicionar
relação de ordem entre eles. Os números Reais positivos são os valores absolutos e conservar o sinal.
maiores que zero e os negativos, menores. Expressamos a b) Se os numerais possuem sinais diferentes, subtrai-se o
relação de ordem da seguinte maneira: Dados dois números numeral de menor valor e dá-se o sinal do maior numeral.
Reais a e b, Exemplos:
3+5=8
a≤b↔b–a≥0 4-8=-4
- 6 - 4 = - 10
Exemplo: -15 ≤ ↔ 5 – (-15) ≥ 0 -2+7=5
5 + 15 ≥ 0
2) Multiplicação e Divisão de Números Relativos
Operações com números Reais a) O produto e o quociente de dois números relativos de
Operando com as aproximações, obtemos uma sucessão de mesmo sinal são sempre positivos.
intervalos fixos que determinam um número Real. É assim que b) O produto e o quociente de dois números relativos de
vamos trabalhar as operações adição, subtração, multiplicação sinais diferentes são sempre negativos.
e divisão. Relacionamos, em seguida, uma série de Exemplos:
recomendações úteis para operar com números Reais. - 3 x 8 = - 24
- 20 (-4) = + 5
Intervalos reais - 6 x (-7) = + 42
O conjunto dos números reais possui também 28 2 = 14
subconjuntos, denominados intervalos, que são determinados Questões
por meio de desiguladades. Sejam os números a e b , com a < b.
01. (EBSERH/ HUPAA – UFAL – Analista Administrativo
Em termos gerais temos: – Administração – IDECAN) Mário começou a praticar um
- A bolinha aberta = a intervalo aberto (estamos excluindo novo jogo que adquiriu para seu videogame. Considere que a
aquele número), utilizamos os símbolos: cada partida ele conseguiu melhorar sua pontuação,
> ;< ; ] ; [ equivalendo sempre a 15 pontos a menos que o dobro
- A bolinha fechada = a intervalo fechado (estamos marcado na partida anterior. Se na quinta partida ele marcou
incluindo aquele número), utilizamos os símbolos: 3.791 pontos, então, a soma dos algarismos da quantidade de
pontos adquiridos na primeira partida foi igual a
≥;≤;[;]
(A) 4.
(B) 5.
Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] , para indicar as (C) 7.
extremidades abertas dos intervalos. (D) 8.
[a,b[ = [a,b) ; ]a,b] = (a,b] ; e ]a,b[ = (a,b) (E) 10.

02. (Pref. Guarujá/SP – SEDUC – Professor de


Matemática – CAIPIMES) Considere m um número real
menor que 20 e avalie as afirmações I, II e III:

Matemática 11
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APOSTILAS OPÇÃO

I- (20 – m) é um número menor que 20. Observe que o número de zeros após o algarismo 1
II- (20 m) é um número maior que 20. aumenta a cada passo. Existem infinitos números reais que
III- (20 m) é um número menor que 20. não são dízimas periódicas e dois números irracionais muito
É correto afirmar que: importantes, são:
A) I, II e III são verdadeiras. e = 2,718281828459045...,
B) apenas I e II são verdadeiras. Pi (𝜋) = 3,141592653589793238462643...
C) I, II e III são falsas.
D) apenas II e III são falsas. Que são utilizados nas mais diversas aplicações práticas
como: cálculos de áreas, volumes, centros de gravidade,
Respostas previsão populacional, etc.
01. Resposta: D.
Pontuação atual = 2 . partida anterior – 15 Classificação dos Números Irracionais
* 4ª partida: 3791 = 2.x – 15 Existem dois tipos de números irracionais:
2.x = 3791 + 15
x = 3806 / 2 - Números reais algébricos irracionais:
x = 1903 são raízes de polinômios com coeficientes inteiros. Todo
número real que pode ser representado através de uma
* 3ª partida: 1903 = 2.x – 15 quantidade finita de somas, subtrações, multiplicações,
2.x = 1903 + 15 divisões e raízes de grau inteiro a partir dos números inteiros
x = 1918 / 2 é um número algébrico, por exemplo:
x = 959

* 2ª partida: 959 = 2.x – 15 .


2.x = 959 + 15 A recíproca não é verdadeira: existem números algébricos
x = 974 / 2 que não podem ser expressos através de radicais, conforme
x = 487 o teorema de Abel-Ruffini.
* 1ª partida: 487 = 2.x – 15
2.x = 487 + 15 - Números reais transcendentes: não são raízes de
x = 502 / 2 polinômios com coeficientes inteiros. Várias constantes
x = 251 matemáticas são transcendentes, como pi ( ) e o número de
Portanto, a soma dos algarismos da 1ª partida é 2 + 5 + 1 = Euler ( ). Pode-se dizer que existem mais números
8. transcendentes do que números algébricos (a comparação
entre conjuntos infinitos pode ser feita na teoria dos
02. Resposta: C. conjuntos).
I. Falso, pois m é Real e pode ser negativo. A definição mais genérica de números algébricos e
II. Falso, pois m é Real e pode ser negativo. transcendentes é feito usando-se números complexos.
III. Falso, pois m é Real e pode ser positivo.
Identificação de números irracionais
Referências Fundamentado nas explanações anteriores, podemos
IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único afirmar que:
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática Elementar – Vol. 01 –
Conjuntos e Funções
- Todas as dízimas periódicas são números racionais.
CONJUNTO DOS NÚMEROS IRRACIONAIS - I - Todos os números inteiros são racionais.
- Todas as frações ordinárias são números racionais.
Os números racionais, são aqueles que podem ser escritos - Todas as dízimas não periódicas são números irracionais.
na forma de uma fração a/b onde a e b são dois números - Todas as raízes inexatas são números irracionais.
inteiros, com a condição de que b seja diferente de zero, uma - A soma de um número racional com um número
vez que sabemos da impossibilidade matemática da divisão irracional é sempre um número irracional.
por zero. - A diferença de dois números irracionais, pode ser um
Vimos também, que todo número racional pode ser escrito número racional.
na forma de um número decimal periódico, também conhecido
como dízima periódica. Exemplos:
Vejam os exemplos de números racionais a seguir: 1) √3 - √3 = 0 e 0 é um número racional.
3 / 4 = 0,75 = 0, 750000...
- 2 / 3 = - 0, 666666... - O quociente de dois números irracionais, pode ser um
1 / 3 = 0, 333333... número racional.
2 / 1 = 2 = 2, 0000...
4 / 3 = 1, 333333... 2) √8 : √2 = √4 = 2 e 2 é um número racional.
- 3 / 2 = - 1,5 = - 1, 50000...
0 = 0, 000... - O produto de dois números irracionais, pode ser um
número racional.
Existe, entretanto, outra classe de números que não podem
ser escritos na forma de fração a/b, conhecidos como números 3) √5 . √5 = √25 = 5 e 5 é um número racional.
irracionais.
Exemplo: - A união do conjunto dos números irracionais com o
O número real abaixo é um número irracional, embora conjunto dos números racionais, resulta num conjunto
pareça uma dízima periódica: x = denominado conjunto R dos números reais.
0,10100100010000100000... - A interseção do conjunto dos números racionais com o
conjunto dos números irracionais, não possui elementos
comuns e, portanto, é igual ao conjunto vazio ( ∅ ).

Matemática 12
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APOSTILAS OPÇÃO

Simbolicamente, teremos:
Funções exponenciais,
logarítmicas e
trigonométricas. Equações de
1º grau. Equações Polinomiais
reduzidas ao 2º grau.
Equações exponenciais,
logarítmicas e
Q∪I=R trigonométricas.
Q∩I=∅
Questões
FUNÇÃO EXPONENCIAL
01. (TRF 2ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) Considere as
seguintes afirmações: As funções exponenciais são aquelas que crescem ou
I. Para todo número inteiro x, tem-se decrescem muito rapidamente. Elas desempenham papéis
4 𝑥−1 + 4 𝑥 + 4 𝑥+1 fundamentais na Matemática e nas ciências envolvidas com
= 16,8 ela, como: Física, Química, Engenharia, Astronomia, Economia,
4 𝑥−2 + 4 𝑥−1
Biologia, Psicologia e outras.
1
11
II. (83 + 0,4444 … ) : = 30
135 Definição
A função exponencial é a definida como sendo a inversa da
4 4
III. Efetuando-se ( √6 + 2√5) 𝑥( √6 − 2√5) obtém-se um função logarítmica natural, isto é:
número maior que 5.

Relativamente a essas afirmações, é certo que Podemos concluir, então, que a função exponencial é
(A) I,II, e III são verdadeiras. definida por:
(B) Apenas I e II são verdadeiras.
(C) Apenas II e III são verdadeiras.
(D) Apenas uma é verdadeira.
Gráficos da Função Exponencial
(E) I,II e III são falsas.

02. (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA –


Função exponencial
INDEC) O resultado do produto: (2√2 + 1) ∙ (√2 − 1) é:
(𝐴) √2 − 1 0<a<1
(B) 2
(𝐶) 2√2
(𝐷) 3 − √2

Respostas
01. Resposta: B.

4𝑥 (4−1 +1+4)
I
4 𝑥 (4 −2 +4 −1 )

1 1+20 21
+5 21 16 21∙4
4
1 1 = 4
1+4 = 4
5 = ∙ = = 16,8
+ 4 5 5
16 4 16 16
- Domínio = lR
II
1
3 - Contradomínio = lR+
83 = √8 = 2
10x = 4,4444...
- f é injetora
- x = 0,4444.....
9x = 4
x = 4/9 - f(x) > 0 , ⍱ x Є lR

4 11 18+4 135 22 135 2∙135 - f é continua e diferenciável em lR


(2 + ) : = ∙ = ∙ = = 30
9 135 9 11 9 11 9
- A função é estritamente decrescente.
III
4 4
√62 − 20 = √16 = 2 - limx→ -∞ ax = + ∞

Portanto, apenas as afirmativas I e II são verdadeiras. - limx→ +∞ ax = 0


02. Resposta: D. - y = 0 é assíntota horizontal
2
(2√2 + 1) ∙ (√2 − 1) = 2(√2) − 2√2 + √2 − 1
= 4 − √2 − 1 = 3 − √2

Matemática 13
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APOSTILAS OPÇÃO

Construção do Gráfico de uma Função Exponencial


Função exponencial Exemplo:
Vamos construir o gráfico da função 𝑦 = 2 𝑥
a>1 Vamos atribuir valores a x, para que possamos traçar os
pontos no gráfico.

X Y

-3 1
8

-2 1
4

-1 1
- Domínio = lR 2

- Contradomínio = lR+ 0 1

- f é injetiva 1 2

- f(x) > 0 , ⍱ x Є lR 2 4

- f é continua e diferenciável em lR 3 8

- A função é estritamente crescente.

- limx→ +∞ ax = + ∞

- limx→ -∞ ax = 0

- y = 0 é assíntota horizontal

Propriedades da Função Exponencial


Se a, x e y são dois números reais quaisquer e k é um
número racional, então:
- ax ay= ax + y
- ax / ay= ax - y
- (ax) y= ax.y Questões
- (a b)x = ax bx
- (a / b)x = ax / bx 01. As funções exponenciais são muito usadas para
- a-x = 1 / ax modelar o crescimento ou o decaimento populacional de uma
determinada região em um determinado período de tempo. A
Estas relações também são válidas para exponenciais de função 𝑃(𝑡) = 234 . (1,023)𝑡 modela o comportamento de
base e (e = número de Euller = 2,718...) uma determinada cidade quanto ao seu crescimento
- y = ex se, e somente se, x = ln(y) populacional em um determinado período de tempo, em que P
- ln(ex) =x é a população em milhares de habitantes e t é o número de
- ex+y= ex.ey anos desde 1980.
- ex-y = ex/ey Qual a taxa média de crescimento populacional anual dessa
- ex.k = (ex)k cidade?
(A) 1,023%
A Constante de Euler (B) 1,23%
Existe uma importantíssima constante matemática (C) 2,3%
definida por (D) 0,023%
e = exp(1) (E) 0,23%
O número e é um número irracional e positivo e em função
da definição da função exponencial, temos que: 02. Uma população P cresce em função do tempo t (em
Ln(e) = 1 anos), segundo a sentença 𝑷 = 𝟐𝟎𝟎𝟎 . 𝟓𝟎,𝟏 .𝒕 . Hoje, no instante
Este número é denotado por e em homenagem ao t = 0, a população é de 2 000 indivíduos. A população será de
matemático suíço Leonhard Euler (1707-1783), um dos 50 000 indivíduos daqui a
primeiros a estudar as propriedades desse número. (A) 20 anos.
O valor deste número expresso com 40 dígitos decimais, é: (B) 25 anos.
e = (C) 50 anos.
2,718281828459045235360287471352662497757 (D) 15 anos.
Se x é um número real, a função exponencial exp(.) pode (E) 10 anos.
ser escrita como a potência de base e com expoente x, isto é:
ex = exp(x)

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APOSTILAS OPÇÃO

Respostas log 𝑥 100 = 2 ⟺ 𝑥 2 = 100

01. Resposta: C. Que nos leva aos seguintes valores de x:


𝑃(𝑡) = 234 . (1,023)𝑡 𝑥 = −10
𝑥 2 = 100 ⟹ 𝑥 = ±√100 ⟹ {
Primeiramente, vamos calcular a população inicial, 𝑥 = 10
fazendo t = 0:
𝑃(0) = 234 . (1,023)0 = 234 . 1 = 234 mil Note que x = -10 não pode ser solução desta equação, pois
Agora, vamos calcular a população após 1 ano, fazendo t = este valor de x não satisfaz a condição de existência, já que -10
1: é um número negativo.
𝑃(1) = 234 . (1,023)1 = 234 . 1,023 = 239,382 Já no caso de x = 10 temos uma solução da equação, pois
Por fim, vamos utilizar a Regra de Três Simples: 10 é um valor que atribuído a x satisfaz a condição de
População % existência, visto que 10 é positivo e diferente de 1.
234 --------------- 100
239,382 ------------ x 7log 5 625𝑥 = 42
234.x = 239,382 . 100
x = 23938,2 / 234 Neste caso temos a seguinte condição de existência:
x = 102,3% 0
625𝑥 > 0 ⟹ 𝑥 > ⟹𝑥>0
102,3% = 100% (população já existente) + 2,3% 625
(crescimento) Voltando à equação temos:
42
7log 5 625𝑥 = 42 ⟹ log 5 625𝑥 = ⟹ log 5 625𝑥 = 6
02. Resposta: A. 7
𝟓𝟎𝟎𝟎𝟎 = 𝟐𝟎𝟎𝟎 . 𝟓𝟎,𝟏 .𝒕
𝟓𝟎𝟎𝟎𝟎 Aplicando a mesma propriedade que aplicamos nos casos
𝟓𝟎,𝟏 .𝒕 = anteriores e desenvolvendo os cálculos temos: Como 25
𝟐𝟎𝟎𝟎
𝟓𝟎,𝟏 .𝒕 =𝟓𝟐 satisfaz a condição de existência, então S = {25} é o conjunto
Vamos simplificar as bases (5), sobrando somente os solução da equação. Se quisermos recorrer a outras
expoentes. Assim: propriedades dos logaritmos também podemos resolver este
0,1 . t = 2 exercício assim:
t = 2 / 0,1 ⇒ log 5 𝑥 = 2 ⟺ 52 = 𝑥 ⟺ 𝑥 = 25
t = 20 anos
Lembre-se que:
FUNÇÃO LOGARÍTMICA log 𝑏 (𝑀. 𝑁) = log 𝑏 𝑀 + log 𝑏 𝑁 e que log5 625 = 4, pois 54
= 625.
Toda equação que contém a incógnita na base ou no 3 log 2𝑥 64 = 9
logaritmando de um logaritmo é denominada equação
logarítmica. Abaixo temos alguns exemplos de equações Neste caso a condição de existência em função da base do
logarítmicas: logaritmo é um pouco mais complexa:
log 2 𝑥 = 3 1
2𝑥 > 0 ⟹ 𝑥 > ⟹ 𝑥 > 0
log 𝑥 100 = 2 2
7log 5 625𝑥 = 42
3log 2𝑥 64 = 9 E, além disto, temos também a seguinte condição:
log −6−𝑥 2𝑥 = 1 2x ≠ 1 ⇒ x ≠ 1/2

Perceba que nestas equações a incógnita encontra-se ou Portanto a condição de existência é: x ϵ R*+ - {1/2}
no logaritmando, ou na base de um logaritmo. Para
solucionarmos equações logarítmicas recorremos a muitas Agora podemos proceder de forma semelhante ao exemplo
das propriedades dos logaritmos. anterior: Como x = 2 satisfaz a condição de existência da
equação logarítmica, então 2 é solução da equação. Assim
Solucionando Equações Logarítmicas como no exercício anterior, este também pode ser solucionado
Vamos solucionar cada uma das equações acima, recorrendo-se à outra propriedade dos logaritmos:
começando pela primeira: log −6−𝑥 2𝑥 = 1
log 2 𝑥 = 3
Neste caso vamos fazer um pouco diferente. Primeiro
Segundo a definição de logaritmo nós sabemos que: vamos solucionar a equação e depois vamos verificar quais são
log 2 𝑥 = 3 ⟺ 23 = 𝑥 as condições de existência: Então x = -2 é um valor candidato
à solução da equação. Vamos analisar as condições de
Logo x é igual a 8: 23 = x ⇒ x = 2.2.2 ⇒ x = 8 existência da base -6 - x:
Veja que embora x ≠ -7, x não é menor que -6, portanto x =
De acordo com a definição de logaritmo o logaritmando -2 não satisfaz a condição de existência e não pode ser solução
deve ser um número real positivo e já que 8 é um número real da equação. Embora não seja necessário, vamos analisar a
positivo, podemos aceitá-lo como solução da equação. A esta condição de existência do logaritmando 2x: 2x > 0 ⇒ x > 0
restrição damos o nome de condição de existência.
Como x = -2, então x também não satisfaz esta condição de
log 𝑥 100 = 2 existência, mas não é isto que eu quero que você veja. O que eu
quero que você perceba, é que enquanto uma condição diz que
Pela definição de logaritmo a base deve ser um número x < -6, a outra diz que x > 0. Qual é o número real que além de
real e positivo além de ser diferente de 1. Então a nossa ser menor que -6 é também maior que 0?
condição de existência da equação acima é que: x ϵ R*+ - {1} Como não existe um número real negativo, que sendo
menor que -6, também seja positivo para que seja maior que
Em relação a esta segunda equação nós podemos escrever zero, então sem solucionarmos a equação nós podemos
a seguinte sentença: perceber que a mesma não possui solução, já que nunca

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APOSTILAS OPÇÃO

conseguiremos satisfazer as duas condições simultaneamente. Função logarítmica de base a é toda função f:R*+ → R,
O conjunto solução da equação é portanto S = { }, já que não definida por 𝑓(𝑥) = log 𝑎 𝑥 com a ϵ R*+ e a ≠ 1.
existe nenhuma solução real que satisfaça as condições de Podemos observar neste tipo de função que a variável
existência da equação. independente x é um logaritmando, por isto a denominamos
função logarítmica. Observe que a base a é um valor real
Função Logarítmica constante, não é uma variável, mas sim um número real.
A função logaritmo natural mais simples é a função A função logarítmica de R*+ → R é inversa da função
y=f0(x)=lnx. Cada ponto do gráfico é da forma (x, lnx) pois a exponencial de R*+ → R e vice-versa, pois:
ordenada é sempre igual ao logaritmo natural da abscissa. log 𝑏 𝑎 = 𝑥 ⟺ 𝑏 𝑥 = 𝑎

Representação da Função Logarítmica no Plano


Cartesiano
Podemos representar graficamente uma função
logarítmica da mesma forma que fizemos com a função
exponencial, ou seja, escolhendo alguns valores para x e
montando uma tabela com os respectivos valores de f(x).
Depois localizamos os pontos no plano cartesiano e traçamos
a curva do gráfico. Vamos representar graficamente a função
𝑓(𝑥) = log 𝑥 e como estamos trabalhando com um logaritmo
de base 10, para simplificar os cálculos vamos escolher para x
alguns valores que são potências de 10:
0,001, 0,01, 0,1, 1, 10 e 2.
O domínio da função ln é R*+=]0,∞[ e a imagem é o
conjunto R=]-∞,+∞[.
Temos então seguinte a tabela:
O eixo vertical é uma assíntota ao gráfico da função. De fato, o
gráfico se aproxima cada vez mais da reta x=0
O que queremos aqui é descobrir como é o gráfico de uma x y = log x
função logarítmica natural geral, quando comparado ao 0,001 y = log 0,001 = -3
gráfico de y=ln x, a partir das transformações sofridas por esta 0,01 y = log 0,01 = -2
função. Consideremos uma função logarítmica cuja expressão 0,1 y = log 0,1 = -1
é dada por y=f1(x)=ln x+k, onde k é uma constante real. A
1 y = log 1 = 0
pergunta natural a ser feita é: qual a ação da constante k no
gráfico dessa nova função quando comparado ao gráfico da 10 y = log 10 = 1
função inicial y=f0(x)=ln x ?
Ainda podemos pensar numa função logarítmica que seja
dada pela expressão y=f2(x)=a.ln x onde a é uma constante
real, a 0. Observe que se a=0, a função obtida não será
logarítmica, pois será a constante real nula. Uma questão que
ainda se coloca é a consideração de funções logarítmicas do
tipo y=f3(x)=ln(x+m), onde m é um número real não nulo. Se
g(x)=3.ln(x-2) + 2/3, desenhe seu gráfico, fazendo os gráficos
intermediários, todos num mesmo par de eixos.
y=a.ln(x+m)+k

Conclusão: Podemos, portanto, considerar funções


logarítmicas do tipo y = f4(x) = a In (x + m) + k, onde o Ao lado temos o gráfico desta função logarítmica, no qual
coeficiente a não é zero, examinando as transformações do localizamos cada um dos pontos obtidos da tabela e os
gráfico da função mais simples y = f0 (x) = In x, quando interligamos através da curva da função: Veja que para valores
fazemos, em primeiro lugar, y=ln(x+m); em seguida, de y < 0,01 os pontos estão quase sobre o eixo das
y=a.ln(x+m) e, finalmente, y=a.ln(x+m)+k. ordenadas, mas de fato nunca chegam a estar. Note também
que neste tipo de função uma grande variação no valor de x
Analisemos o que aconteceu: implica numa variação bem inferior no valor de y. Por
- em primeiro lugar, y=ln(x+m) sofreu uma translação exemplo, se passarmos de x = 100 para x = 1000000, a
horizontal de -m unidades, pois x=-m exerce o papel que x=0 variação de y será apenas de 2 para 6. Isto porque:
exercia em y=ln x;
- a seguir, no gráfico de y=a.ln(x+m) ocorreu mudança de 𝑓(100) = log 100 = 2
{
inclinação pois, em cada ponto, a ordenada é igual àquela do 𝑓(1000000) = log 1000000 = 6
ponto de mesma abscissa em y=ln(x+m) multiplicada pelo
coeficiente a;
- por fim, o gráfico de y=a.ln(x+m)+k sofreu uma translação Função Crescente e Decrescente
vertical de k unidades, pois, para cada abscissa, as ordenadas Assim como no caso das funções exponenciais, as funções
dos pontos do gráfico de y=a.ln(x+m)+k ficaram acrescidas de logarítmicas também podem ser classificadas como função
k, quando comparadas às ordenadas dos pontos do gráfico de crescente ou função decrescente. Isto se dará em função da
y=a.ln(x+m). base a ser maior ou menor que 1. Lembre-se que segundo a
definição da função logarítmica f:R*+ → R, definida por
O estudo dos gráficos das funções envolvidas auxilia na 𝑓(𝑥) = log 𝑎 𝑥 , temos que a > 0 e a ≠ 1.
resolução de equações ou inequações, pois as operações
algébricas a serem realizadas adquirem um significado que é
visível nos gráficos das funções esboçados no mesmo
referencial cartesiano.

Matemática 16
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APOSTILAS OPÇÃO

- Função Logarítmica Crescente log n + log 2 = 3 * 1


onde 1 = log 10 então:
log (n * 2) = 3 * log 10
log(n*2) = log 10 ^3
2n = 10^3
2n = 1000
n = 1000 / 2
n = 500

02. Resposta: D.
E = log20 + log5
E = log(2 x 10) + log5
E = log2 + log10 + log5
Se a > 1 temos uma função logarítmica crescente, E = log10 + log (2 x 5)
qualquer que seja o valor real positivo de x. No gráfico da E = log10 + log10
função ao lado podemos observar que à medida que x E = 2 log10
aumenta, também aumenta f(x) ou y. Graficamente vemos que E=2
a curva da função é crescente. Também podemos observar
através do gráfico, que para dois valor de x (x1 e x2), que FUNÇÃO TRIGONOMÉTRICA
log 𝑎 𝑥2 > log 𝑎 𝑥1 ⟺ 𝑥2 > 𝑥1 , isto para x1, x2 e a números reais
positivos, com a > 1. No círculo trigonométrico temos arcos que realizam mais
de uma volta, considerando que o intervalo do círculo é [0, 2π],
- Função Logarítmica Decrescente por exemplo, o arco dado pelo número real x = 5π/2, quando
desmembrado temos: x = 5π/2 = 4π/2 + π/2 = 2π + π/2. Note
que o arco dá uma volta completa (2π = 2*180º = 360º), mais
um percurso de 1/4 de volta (π/2 = 180º/2 = 90º). Podemos
associar o número x = 5π/2 ao ponto P da figura, o qual é
imagem também do número π/2. Existem outros infinitos
números reais maiores que 2π e que possuem a mesma
imagem. Observe:

Se 0 < a < 1 temos uma função logarítmica decrescente


em todo o domínio da função. Neste outro gráfico podemos
observar que à medida que x aumenta, y diminui.
Graficamente observamos que a curva da função é 9π/2 = 2 voltas e 1/4 de volta
decrescente. No gráfico também observamos que para dois 13π/2 = 3 voltas e 1/4 de volta
valores de x (x1 e x2), que log 𝑎 𝑥2 < log 𝑎 𝑥1 ⟺ 𝑥2 > 𝑥1 , isto 17π/2 = 4 voltas e 1/4 de volta
para x1, x2 e a números reais positivos, com 0 < a < 1. É
importante frisar que independentemente de a função ser Podemos generalizar e escrever todos os arcos com essa
crescente ou decrescente, o gráfico da função sempre cruza o característica na seguinte forma: π/2 + 2kπ, onde k Є Z. E de
eixo das abscissas no ponto (1, 0), além de nunca cruzar o eixo uma forma geral abrangendo todos os arcos com mais de uma
das ordenadas e que o log 𝑎 𝑥2 = log 𝑎 𝑥1 ⟺ 𝑥2 = 𝑥1 , isto volta, x + 2kπ.
para x1, x2 e a números reais positivos, com a ≠ 1. Estes arcos são representados no plano cartesiano através
de funções circulares como: função seno, função cosseno e
Questões função tangente.

01. Se log x representa o logaritmo na base 10 de x, então Características da função seno


o valor de n tal que log n = 3 - log 2 é: É uma função f : R → R que associa a cada número real x o
(A) 2000 seu seno, então f(x) = senx. O sinal da função f(x) = senx é
(B) 1000 positivo no 1º e 2º quadrantes, e é negativo quando x pertence
(C) 500 ao 3º e 4º quadrantes. Observe:
(D) 100
(E) 10

02. Sabendo-se que log x representa o logaritmo de x na


base 10, calcule o valor da expressão log 20 + log 5.
(A) 5
(B) 4
(C) 1
(D) 2
(E) 3
Respostas

01. Resposta: C.
log n = 3 - log 2

Matemática 17
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APOSTILAS OPÇÃO

Gráfico da função f(x) = senx

Gráfico da função tangente


Características da função cosseno
É uma função f : R → R que associa a cada número real x o
seu cosseno, então f(x) = cosx. O sinal da função f(x) = cosx é
positivo no 1º e 4º quadrantes, e é negativo quando x pertence
ao 2º e 3º quadrantes. Observe:

Função trigonométrica inversa


As funções trigonométricas não são invertíveis em todo o
seu domínio. Mas, para cada uma delas, podemos restringir o
domínio de forma conveniente e definir uma função inversa.

- A função inversa do seno, denotada por arcsen, é definida


como:

Gráfico da função f(x) = cosx

- Gráfico do Domínio e Imagem do Arsec

Características da função tangente


É uma função f : R → R que associa a cada número real x a
sua tangente, então f(x) = tgx.
Sinais da função tangente:
- Valores positivos nos quadrantes ímpares.
- Valores negativos nos quadrantes pares.
- Crescente em cada valor.

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APOSTILAS OPÇÃO

- A função inversa do cosseno, denotada por arccos, é Para x: -1 < 4x < 1 Þ -1/4 < x < 1/4. Portanto, Domínio = D
definida como: = [-1/4, 1/4].Para y: Da definição vista acima, deveremos ter -
p /2 < y < p /2.
Resposta: D = [-1/4, 1/4] e Im = [-p /2, p /2].
Analogamente definiríamos as funções arco coseno e arco
tangente.

02. Seja w = arcsen 2/3.


Podemos escrever senw = 2/3. Precisamos calcular o cosw.
Vem: sen2w + cos2w = 1 (Relação Fundamental da
Trigonometria). Substituindo o valor de senw vem:
(2/3)2 + cos2w = 1 de onde conclui-se: cos2w = 1 – 4/9 =
5/9.
Logo:
cosw = ± Ö 5 / 3. Mas como w = arcsen 2/3, sabemos que o
- Gráfico do Domínio e Imagem do Arccos
arco w pode variar de –90º a +90º, intervalo no qual o coseno
é positivo. Logo: cosw = +Ö 5 /3.
Temos então: y = tg(arcsen 2/3) = tgw = senw / cosw =
[(2/3) / (Ö 5/3)] = 2/Ö 5
Racionalizando o denominador, vem finalmente y = (2Ö
5)/ 5 que é o valor de y procurado.

03. Seja 2*sen(3x) + 1 = 0


A solução é 3x = 7π/6 rad, pois sen 7π/6 = - 1/2. Assim,
temos: sen 3x = sen 7π/6
Entao: 3x = 7π/6 + 2kπ ou 3x = - π/6 + 2kπ , k E R.
x = 7π/18 + 2kπ/3 ou x = - π/18 + 2kπ/3
- A função inversa da tangente, denotada por arctan, é
Concluímos que o conjunto solução é:
definida como:
S = {x E R/x = 7π/18 + 2kπ/3 ou x = - π/18 + 2kπ/3, k E Z}

Referências
http://www.brasilescola.com
http://www.uff.br/webmat

EQUAÇÃO DO 1º GRAU OU LINEAR

Equação é toda sentença matemática aberta que exprime


uma relação de igualdade e uma incógnita ou variável (x, y,
z,...).
Exemplos:
2x + 8 = 0
5x – 4 = 6x + 8
- Gráfico do Domínio e Imagem do Arctan
- Não são equações:
4 + 8 = 7 + 5 (Não é uma sentença aberta)
x – 5 < 3 (Não é igualdade)
5 ≠ 7 (não é sentença aberta, nem igualdade)

Termo Geral da equação do 1º grau


Onde a e b (a≠0) são números conhecidos e a diferença de
0, se resolve de maneira simples: subtraindo b dos dois lados
obtemos:

ax + b – b = 0 – b → ax = -b → x = -b / a

Termos da equação do 1º grau

3x + 2 = x - 4
Questões
Nesta equação cada membro possui dois termos:
1º membro composto por 3x e 2
01. Qual o domínio e o conjunto imagem da função y =
2º membro composto pelo termo x e -4
arcsen 4x?
Resolução da equação do 1º grau
02. Calcule y = tg(arcsen 2/3)
O método que usamos para resolver a equação de 1º grau
é isolando a incógnita, isto é, deixar a incógnita sozinha em um
03. Resolver a equação 2*sen(3x) + 1 = 0
dos lados da igualdade. O método mais utilizado para isso é
invertermos as operações. Vejamos
Respostas
Resolvendo a equação 2x + 600 = x + 750, passamos os
termos que tem x para um lado e os números para o outro
01. Podemos escrever: 4x = seny. Daí, vem:
invertendo as operações.

Matemática 19
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APOSTILAS OPÇÃO

2x – x = 750 – 600, com isso eu posso resolver minha (A) R$ 570,00


equação → x = 150 (B) R$ 980,50
(C) R$ 1.350,00
Outros exemplo: (D) R$ 1.480,00
Resolução da equação 3x – 2 = 16, invertendo operações. (E) R$ 1.520,00
Respostas
Procedimento e justificativa: Se 3x – 2 dá 16, conclui-se
que 3x dá 16 + 2, isto é, 18 (invertemos a subtração). Se 3x é 01. Resposta: E.
igual a 18, é claro que x é igual a 18 : 3, ou seja, 6 (invertemos 0.2 + 1.8 + 2.x + 3.2 = 28
a multiplicação por 3). 0 + 8 + 2x + 6 = 28 → 2x = 28 – 14 → x = 14 / 2
Registro: x=7
3x – 2 = 16
3x = 16 + 2 02. Resposta: D.
3x = 18 Quantidade a ser recebida por cada um: x
18 Se 1/3 de cada um foi colocado em um recipiente e deu
x= R$900,00, quer dizer que cada uma colocou R$300,00.
3 𝑥
x=6 𝑥 3
= + 300
3 2
Há também um processo prático, bastante usado, que se
𝑥 𝑥
baseia nessas ideias e na percepção de um padrão visual. = + 300
- Se a + b = c, conclui-se que a = c – b. 3 6
𝑥 𝑥
Na primeira igualdade, a parcela b aparece somando no − = 300
3 6
lado esquerdo; na segunda, a parcela b aparece subtraindo no
lado direito da igualdade. 2𝑥 − 𝑥
- Se a . b = c, conclui-se que a = c : b, desde que b ≠ 0. = 300
6
Na primeira igualdade, o número b aparece multiplicando 𝑥
no lado esquerdo; na segunda, ele aparece dividindo no lado = 300
6
direito da igualdade. x = 1800
Recebida: 1800.3=5400
Questões
03. Resposta: E.
01. O gráfico mostra o número de gols marcados, por jogo, Vamos chamar de ( x ) o valor para cada motorista. Assim:
de um determinado time de futebol, durante um torneio. 16 . x = Total
Total = 10 . (x + 57) (pois 6 desistiram)
Combinando as duas equações, temos:
16.x = 10.x + 570 → 16.x – 10.x = 570
6.x = 570 → x = 570 / 6 → x = 95
O valor total é: 16 . 95 = R$ 1520,00.

EQUAÇÃO DO 2º GRAU

Uma equação é uma expressão matemática que possui em


sua composição incógnitas, coeficientes, expoentes e um sinal
Sabendo que esse time marcou, durante esse torneio, um de igualdade. As equações são caracterizadas de acordo com o
total de 28 gols, então, o número de jogos em que foram maior expoente de uma das incógnitas.
marcados 2 gols é:
(A) 3.
(B) 4. Em que a, b, c são números reais e a ≠ 0.
(C) 5.
(D) 6. Nas equações de 2º grau com uma incógnita, os números
(E) 7. reais expressos por a, b, c são chamados coeficientes da
equação.
02. Certa quantia em dinheiro foi dividida igualmente
entre três pessoas, cada pessoa gastou a metade do dinheiro Equação completa e incompleta:
que ganhou e 1/3(um terço) do restante de cada uma foi - Quando b ≠ 0 e c ≠ 0, a equação do 2º grau se diz
colocado em um recipiente totalizando R$900,00(novecentos completa.
reais), qual foi a quantia dividida inicialmente? Exemplos:
(A) R$900,00 x2 - 5x + 6 = 0= 0 é uma equação completa (a = 1, b = – 5, c
(B) R$1.800,00 = 6).
(C) R$2.700,00 -3y2 + 2y - 15 = 0 é uma equação completa (a = -3, b = 2, c
(D) R$5.400,00 = -15).

03. Um grupo formado por 16 motoristas organizou um - Quando b = 0 ou c = 0 ou b = c = 0, a equação do 2º grau se


churrasco para suas famílias. Na semana do evento, seis deles diz incompleta.
desistiram de participar. Para manter o churrasco, cada um Todas essas equações estão escritas na forma ax2 + bx + c
dos motoristas restantes pagou R$ 57,00 a mais. = 0, que é denominada forma normal ou forma reduzida de
O valor total pago por eles, pelo churrasco, foi: uma equação do 2º grau com uma incógnita.

Matemática 20
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APOSTILAS OPÇÃO

Há, porém, algumas equações do 2º grau que não estão Nesta fórmula, o fato de x ser ou não número real vai
escritas na forma ax2 + bx + c = 0; por meio de transformações depender do discriminante Δ; temos então, três casos a
convenientes, em que aplicamos o princípio aditivo e o estudar.
multiplicativo, podemos reduzi-las a essa forma.
Exemplo: Pelo princípio aditivo. Duas raízes reais distintas.
2x2 – 7x + 4 = 1 – x2
2x2 – 7x + 4 – 1 + x2 = 0
2x2 + x2 – 7x + 4 – 1 = 0 b 
3x2 – 7x + 3 = 0 Δ>0 x' 
1º caso 2.a
Exemplo: Pelo princípio multiplicativo. (Positivo)
2 1
 
x
b 
x 2 x4 x '' 
2.a
4.x  4  xx  4 2x 2

2 x x  4  2 x x  4 Duas raízes reais iguais.
Δ=0
4(x – 4) – x(x – 4) = 2x2
2º caso b
4x – 16 – x2 + 4x = 2x2 x’ = x” =
(Nulo)
– x2 + 8x – 16 = 2x2 2a
– x2 – 2x2 + 8x – 16 = 0
– 3x2 + 8x – 16 = 0
Δ<0 Não temos raízes reais.
3º caso
Raízes de uma equação do 2º grau
Raiz é o número real que, ao substituir a incógnita de uma (Negativo)
equação, transforma-a numa sentença verdadeira. As raízes
formam o conjunto verdade ou solução de uma equação.
A existência ou não de raízes reais e o fato de elas serem
Resolução das equações incompletas do 2º grau com duas ou uma única dependem, exclusivamente, do
uma incógnita. discriminante Δ = b2 – 4.a.c; daí o nome que se dá a essa
Primeiramente devemos saber duas importante expressão.
propriedades dos números Reais que é o nosso conjunto
Universo. Exemplo:
1) Resolver a equação 3x2 + 7x + 9 = 0 no conjunto R.
1º) Se x ϵ R, y ϵ R e x.y=0, então x= 0 ou y=0 Temos: a = 3, b = 7 e c = 9
2º) Se x ϵ R, y ϵ R e x2=y, então x= √y ou x=-√y

1º Caso) A equação é da forma ax2 + bx = 0. −7 ± √−59


x2 – 9x = 0  colocamos x em evidência 𝑥=
6
x . (x – 9) = 0 , aplicando a 1º propriedade dos reais temos:
x=0 ou x–9=0 Como Δ < 0, a equação não tem raízes reais.
x=9 Então: S = ᴓ
Logo, S = {0, 9} e os números 0 e 9 são as raízes da equação.
Relação entre os coeficientes e as raízes
2º Caso) A equação é da forma ax2 + c = 0. As equações do 2º grau possuem duas relações entre suas
x2 – 16 = 0  Fatoramos o primeiro membro, que é uma raízes, são as chamadas relações de Girard, que são a Soma (S)
diferença de dois quadrados. e o Produto (P).
(x + 4) . (x – 4) = 0, aplicando a 1º propriedade dos reais
temos: 𝒃
1) Soma das raízes é dada por: 𝑺 = 𝒙𝟏 + 𝒙𝟐 = −
x+4=0 x–4=0 𝒂
𝒄
x=–4 x=4 2) Produto das raízes é dada por: 𝑷 = 𝒙𝟏 . 𝒙𝟐 =
𝒂
ou
x2 – 16 = 0 → x2 = 16 → √x2 = √16 → x = ± 4, (aplicando a Logo podemos reescrever a equação da seguinte forma:
segunda propriedade). x2 – Sx + P=0
Logo, S = {–4, 4}. Exemplo:
Determine uma equação do 2º grau cujas raízes sejam os
Resolução das equações completas do 2º grau com números 2 e 7.
uma incógnita. Resolução:
Para este tipo de equação utilizaremos a Fórmula de Pela relação acima temos:
Bháskara. Essa fórmula é chamada fórmula resolutiva ou S = 2+7 = 9 e P = 2.7 = 14 → Com esses valores montamos
fórmula de Bháskara. a equação: x2 -9x +14 =0

Questões

01. Para que a equação (3m-9)x²-7x+6=0 seja uma


equação de segundo grau, o valor de m deverá,
necessariamente, ser diferente de:

Matemática 21
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APOSTILAS OPÇÃO

(A) 1.
(B) 2.
(C) 3.
(D) 0.
(E) 9.

02. Qual a equação do 2º grau cujas raízes são 1 e 3/2?


(A) x²-3x+4=0
(B) -3x²-5x+1=0
(C) 3x²+5x+2=0 Vamos ver o passo a passo para resolução de uma equação
(D) 2x²-5x+3=0 exponencial:
03. O dobro da menor raiz da equação de 2º grau dada por Exemplo:
x²-6x=-8 é: (3x)2 + 4.3x + 3 = 0.
(A) 2 A expressão dada pode ser escrita na forma:
(B) 4 (3x)2 – 4.3x + 3 = 0
(C) 8 Criamos argumentos para resolução da equação
(D) 12 exponencial.
Respostas Fazendo 3x = y, temos:
y2 – 4y + 3 = 0 y = 1 ou y = 3
01. Resposta: C. Como 3x= y, então 3x = 1 = 0 ou
Neste caso o valor de a ≠ 0, 𝑙𝑜𝑔𝑜: 3x = 3 x = 1
3m - 9 ≠ 0 → 3m ≠ 9 → m ≠ 3 S = {0,1}
02. Resposta: D. Questões
Como as raízes foram dadas, para saber qual a equação:
x² - Sx +P=0, usando o método da soma e produto; S= duas 01. O valor de x na equação é 5 ∙ 3 𝑥+1 + 3 𝑥−2 = 408 é
raízes somadas resultam no valor numérico de b; e P= duas (A) 1.
raízes multiplicadas resultam no valor de c.
(B) 2.
3 5 (C) 3.
𝑆 =1+ = =𝑏 (D) 4.
2 2
3 3 02. É correto afirmar que a solução da equação
𝑃 =1∙ = = 𝑐 ; 𝑠𝑢𝑏𝑠𝑡𝑖𝑡𝑢𝑖𝑛𝑑𝑜
2 2 exponencial 3 ∙ 9x − 4 ∙ 3x + 1 = 0 é
(A) S = {0, 1}.
5 3 (B) S = {-1, 0}.
𝑥2 − 𝑥 + = 0
2 2 (C) S = {-2, 1}.
2𝑥 2 − 5𝑥 + 3 = 0 (D) S = {1/3,1}

03. Resposta: B. 03. (Se 5x+2=100, então 52x é igual a:


x²-6x+8=0 (A) 4.
∆= (−6)2 − 4.1.8 ⇒ 36 − 32 = 4 (B) 8.
(C) 10.
−(−6)±√4 6±2
𝑥= ⇒𝑥= (D) 16.
2.1 2
(E) 100.
𝑥1 =
6+2
=4 Respostas
2

6−2 01. Resposta: C.


𝑥2 = =2 3 𝑥+1 (5 + 3−3 ) = 408
2
1
3 𝑥+1 (5 + ) = 408
27
Dobro da menor raiz: 22=4 136
3 𝑥+1 ( ) = 408
27
Referências 27
www.somatematica.com.br
3 𝑥+1 = 408 ∙
136
3 𝑥+1 = 81
EQUAÇÃO EXPONENCIAL 3 𝑥 . 3 = 81
3 𝑥 = 27
Chama-se equação exponencial, toda equação onde a 3 𝑥 = 33
variável x se encontra no expoente. 𝑥=3

Exemplos: 02. Resposta: B.


3𝑥 = 1 ; 5.22𝑥+2 = 20 3. (3 𝑥 )² − 4 ∙ 3 𝑥 + 1 = 0
3𝑥 = 𝑦
Para resolução precisamos achar os valores da variável 3𝑦 2 − 4𝑦 + 1 = 0
que a tornem uma sentença numérica verdadeira. Vamos ∆= 16 − 12 = 4
relembrar algumas das propriedades da potenciação para (4 ± 2)
darmos continuidade: 𝑦=
6

Matemática 22
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APOSTILAS OPÇÃO

1 Exemplo:
𝑦1 = 1 𝑦2 =
3 (𝐥𝐨𝐠 𝟒 𝒙)𝟐 − 𝟑. 𝐥𝐨𝐠 𝟒 𝒙 = 𝟒
Voltando: Vamos fazer a seguinte mudança de incógnita:
3𝑥 = 1 𝐥𝐨𝐠 𝟒 𝒙 = 𝒚
3 𝑥 = 30
𝑥=0 Substituindo na equação inicial, ficaremos com:
1
3𝑥 =
3
3 𝑥 = 3−1
𝑥 = −1

03. Resposta: E.
1 1
+ =8
𝑋1 𝑋2

(𝑋2 + 𝑋1 ) 4º) Equações que envolvem utilização de


=8 propriedades ou de mudança de base:
𝑋1 ∙ 𝑋2
Exemplo:
Sendo x1+x2=-b/a 𝐥𝐨𝐠(𝟐𝒙 + 𝟑) + 𝐥𝐨𝐠(𝒙 + 𝟐) = 𝟐 𝐥𝐨𝐠 𝒙
E x1.x2=c/a
𝑏 Usando as propriedades do logaritmo, podemos
(− )
𝑎 = −𝑏 = 8 reescrever a equação acima da seguinte forma:
𝑐 𝑐 log[(2𝑥 + 3)(𝑥 + 2)] = log 𝑥 2
𝑎 Note que para isso utilizamos as seguintes propriedades:
log 𝑥. 𝑦 = log 𝑥 + log 𝑦
-b = 8
log 𝑥 𝑛 = 𝑛. log 𝑥
b = -8
Vamos retornar à equação:
EQUAÇÃO LOGARÍTIMICA

Existem equações que não podem ser reduzidas a uma Como ficamos com uma igualdade entre dois logaritmos,
igualdade de mesma base pela simples aplicação das segue que:
propriedades das potências. A resolução de uma equação (2x +3)(x + 2) = x2
desse tipo baseia-se na definição de logaritmo. ou
2x2 + 4x + 3x + 6 = x2
𝒂𝒙 = 𝒃 → 𝐥𝐨𝐠 𝒂 𝒃 , 𝒄𝒐𝒎 𝟎 < 𝒂 ≠ 𝟏 𝒆 𝒃 > 𝟎. 2x2 – x2 + 7x + 6 = 0
x2 + 7x + 6 = 0
Existem quatro tipos de equações logarítmicas:

1º) Equações redutíveis a uma igualdade entre dois


logaritmos de mesma base:
𝐥𝐨𝐠 𝒂 𝒇(𝒙) = 𝐥𝐨𝐠 𝒂 𝒈(𝒙) x = -1 ou x = - 6

A solução pode ser obtida impondo-se f(x) = g(x) > 0. Lembre-se que para o logaritmo existir o logaritmando e a
base devem ser positivos. Com os valores encontrados para x,
Exemplo: o logaritmando ficará negativo. Sendo assim, a equação não
𝐥𝐨𝐠 𝟓 𝟐𝒙 + 𝟒 = 𝐥𝐨𝐠 𝟓 𝟑𝒙 + 𝟏 tem solução ou S = ø.
Temos que:
2x + 4 = 3x + 1 Questões
2x – 3x = 1 – 4
–x=–3 01. O logaritmo de um produto de dois fatores é igual à
x=3 soma dos logaritmos de cada fator, mantendo-se a mesma
Portanto, S = {3} base. Identifique a alternativa que representa a propriedade
do logaritmo anunciada.
2º) Equações redutíveis a uma igualdade entre dois (A) Logb(a.c )= logba + logbc
logaritmos e um número real: (B) Logb(a.c) = logb(a + c)
𝐥𝐨𝐠 𝒂 𝒇(𝒙) = 𝒓 (C) Logb(a + c) = logba.logbc
(D) Logb(a + c) = logb(a.c)
A solução pode ser obtida impondo-se f(x) = ar. (E) Loge(a.c) = logba + logfc

Exemplo: 02. Aplicando as propriedades de logaritmo na equação


𝐥𝐨𝐠 𝟑 𝟓𝒙 + 𝟐 = 𝟑 log A - log B = 0, teremos:
Pela definição de logaritmo temos: (A) A . B = 0
5x + 2 = 33 (B) A . B > 0
5x + 2 = 27 (C) A = B
5x = 27 – 2 (D) A / B = 0
5x = 25 (E) A é o inverso de B
x=5
Portanto S = {5}. 03. Sabendo que log P = 3loga - 4logb + 1/2logc, assinale a
alternativa que representa o valor de P.
3º) Equações que são resolvidas por meio de uma (dados: a = 4, b = 2 e c = 16)
mudança de incógnita: (A) 12

Matemática 23
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APOSTILAS OPÇÃO

(B) 52 - cos x = cos α


(C) 16 Para que x e α possuam o mesmo cosseno, é necessário que
(D) 24 suas extremidades coincidam ou sejam simétricas em relação
(E) 73 ao eixo dos cossenos, ou, em outras palavras, que ocupem no
ciclo a mesma vertical.
Respostas

01. Resposta: A.
Logb(a.c )= logba + logbc

02. Resposta: C.
log(A/B)=0
Pela propriedade do log:
A/B=1 Nessas condições, com α dado, os valores de x que
A=B resolvem a equação cos x = cos α são: x = a ou x = 2π- α.

03. Resposta: C. - tg x = tg α
1 Dois arcos possuem a mesma tangente quando são iguais
log P = log a3 − logb4 + logc 2 ou diferem π radianos, ou seja, têm as extremidades
1
c2 coincidentes ou simétricas em relação ao centro do ciclo.
log P = log (a3 . )
b4
43 √16
P= = 16
24

EQUAÇÕES TRIGNOMÉTRICAS

Para que exista uma equação qualquer é preciso que tenha


pelo menos uma incógnita e uma igualdade. Assim temos x = α ou x = α ±π como raízes da equação tg x
Agora, para ser uma equação trigonométrica é preciso que, = tg α
além de ter essas características gerais, é preciso que a função
trigonométrica seja a função de uma incógnita. Solução geral de uma equação
sen x = cos 2x Quando resolvemos uma equação considerando o conjunto
sen 2x – cos 4x = 0 universo mais amplo possível, encontramos a sua solução
4 . sen3 x – 3 . sen x = 0 geral. Essa solução é composta de todos os valores que podem
ser atribuído à incógnita de modo que a sentença se torne
São exemplos de equações trigonométricas, pois a verdadeira.
incógnita pertence à função trigonométrica. Exemplo:
x2 + sen 30° . (x + 1) = 15 Ao resolver a equação sen x = ½ no conjunto dos reais (
Esse é um exemplo de equação do segundo grau e não de U=R), fazemos:
𝜋
uma equação trigonométrica, pois a incógnita não pertence à sen x = ½  sen x = sen π/6  ⌊𝑥 = + 2𝑘𝜋 𝑜𝑢 𝑥 =
6
função trigonométrica. 5𝜋
Grande parte das equações trigonométricas é escrita na + 2𝑘𝜋, 𝑘 ∈ 𝑍
6
forma de equações trigonométricas elementares ou equações Obtendo todos os arcos x( por meio da expressão geral dos
trigonométricas fundamentais, representadas da seguinte arcos x) que tornam verdadeira a sentença sen x = ½
forma:
sen x = sen α
cos x = cos α
tg x = tg α

Cada uma dessas equações acima possui um tipo de


solução, ou seja, de um conjunto de valores que a incógnita
deverá assumir em cada equação.
Portanto: S = { x ϵ R | x = π/6 + 2kπ ou x = 5π/6 + 2kπ, k ϵ
 Resolução da 1ª equação fundamental Z)
- sen x = sen α
Para que dois arcos x e α da primeira volta possuam o Questões
mesmo seno, é necessário que suas extremidades estejam
sobre uma única horizontal. Podemos dizer também que basta 01. (Bombeiros MG) As soluções da equação
que suas extremidades coincidam ou sejam simétricas em trigonométrica sem(2x) – 1/2 = 0, que estão na primeira
relação ao eixo dos senos. determinação são:
Assim, os valores de x que resolvem a equação sen x = sen (A) x = π/12 ou x = 3π/24
α (com α conhecido) são x = α ou x = π- α. Veja a figura: (B) x = π/12 ou x = 5π/12
(C) x = π/6 ou x = 3π/12
(D) x = π/6 ou x = 5π/24

02. (PC/ES - Perito Criminal Especial – CESPEUnB)


Considerando a função f(x) = senx - √3 cosx, em que o ângulo x
é medido em graus, julgue o item seguinte:
f(x) = 0 para algum valor de x tal que 230º < x < 250º.
(certo) (errado)

Matemática 24
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03. (PREVIC - Técnico Administrativo – Básicos –


CESPEUnB) Em um estudo da interação entre caça e predador, Análise Combinatória:
tanto a quantidade de predador quanto a quantidade de caça
foram modeladas por funções periódicas do tempo. No início permutação, arranjo,
dos anos 2000, a quantidade de predadores em certa região, combinação. Eventos
𝜋𝑡
em milhares, era dada pela função P(t) = 5 + 2cos( )em que o
12
independentes.
tempo t é considerado em meses. A partir dessa situação,
julgue o item seguinte.
O gráfico abaixo corresponde à função: P (t), 0 ≤ t ≤ 35. ANÁLISE COMBINATÓRIA

A Análise Combinatória é a parte da Matemática que


desenvolve meios para trabalharmos com problemas de
contagem.

PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA CONTAGEM-PFC


(PRINCÍPIO MULTIPLICATIVO)
O princípio multiplicativo ou fundamental da
contagem constitui a ferramenta básica para resolver
(certo) (errado)
problemas de contagem sem que seja necessário enumerar
seus elementos, através da possibilidades dadas. É uma das
Resposta
técnicas mais utilizadas para contagem, mas também
dependendo da questão pode se tornar trabalhosa.
01. Resposta: B
Temos então: sem(2x) = 1/2
Exemplo:
Os arcos cujo seno é 1/2 são π/6 e 5π/6.
Valéria foi convidada para uma festa. Ela quer muito ir com
Resolvendo:
sua camisa nova branca e usando uma das suas 4 saias e um
2x = π/6
dos seus 2 sapatos preferidos. De quantas maneiras Valéria
x = π/12
pode se vestir para ir a essa festa? Montando a árvore de
ou
possibilidades temos:
2x = 5π/6
x = 5π/12

02. Resposta: certo


Sendo 𝑓(𝑥) = 𝑠𝑒𝑛𝑥 − √3. 𝑐𝑜𝑠𝑥, então para f(x) = 0, temos:
𝑠𝑒𝑛𝑥 − √3. 𝑐𝑜𝑠𝑥 = 0
𝑠𝑒𝑛𝑥 = √3. 𝑐𝑜𝑠𝑥  (passar o 𝑐𝑜𝑠𝑥 dividindo para o 1°
membro)
𝑠𝑒𝑛𝑥
= √3  (das relações fundamentais temos que 𝑡𝑔𝑥 =
𝑐𝑜𝑥
𝑠𝑒𝑛𝑥
)
𝑐𝑜𝑠𝑥
𝑡𝑔𝑥 = √3
Verificando no ciclo quais ângulos tem este valor de
tangente:

De forma resumida, e rápida podemos também montar


através do princípio multiplicativo o número de
possibilidades:
4 saias x 2 sapatos = 8 possibilidades

Podemos dizer que, um evento B pode ser feito de n


maneiras, então, existem m • n maneiras de fazer e
executar o evento B.
x = 60° ou x = 240°
FATORIAL DE UM NÚMERO NATURAL
03. Resposta: errado Produtos em que os fatores chegam sucessivamente até a
πt unidade são chamados fatoriais.
P(t) = 5 + 2. cos ( )
12
Matematicamente:
Se t = 0:
π.0 Dado um número natural n, sendo n є N e n ≥ 2, temos:
P(0) = 5 + 2. cos ( ) n! = n. (n – 1 ). (n – 2). ... . 1
12
P(0) = 5 + 2. cos0 , sabendo que cos0 = 1: Onde:
P(0) = 5 + 2.1 n! é o produto de todos os números naturais de 1 até n (lê-
P(0) = 5 + 2 = 7 se: “n fatorial”)
Por convenção temos que:
se t = 0  P = 7, temos o ponto de início do gráfico sendo 0! = 1
(0, 7) e não (0, 5) como está no gráfico. 1! = 1

Exemplo:

Matemática 25
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De quantas maneiras podemos organizar 8 alunos em uma Uma escola tem 7 professores de Matemática. Quatro deles
fila. deverão representar a escola em um congresso. Quantos
Observe que vamos utilizar a mesma quantidade de alunos grupos de 4 professores são possíveis?
na fila nas mais variadas posições:

Temos que 8! = 8.7.6.5.4.3.2.1 = 40320

- Arranjo simples: agrupamentos simples de n elementos


distintos tomados(agrupados) p a p. Aqui a ordem dos seus Observe que sendo 7 professores, se invertermos um deles
elementos é o que diferencia. de posição não alteramos o grupo formado, os grupos
Exemplo: formados são equivalentes. Para o exemplo acima temos ainda
Dados o conjunto S formado pelos números S= {1,2,3,4,5,6} as seguintes possibilidades que podemos considerar sendo
quantos números de 3 algarismos podemos formar com este como grupo equivalentes.
conjunto? P1, P2, P4, P3 – P2, P1, P3, P4 – P3, P1, P2, P4 – P2, P4, P3,
P4 – P4, P3, P1, P2 ...

Com isso percebemos que a ordem não é importante!


Vamos então utilizar a fórmula para agilizar nossos
cálculos:
𝑨𝒏, 𝒑 𝒏!
𝑪𝒏, 𝒑 = → 𝑪𝒏, 𝒑 =
𝒑! (𝒏 − 𝒑)! 𝒑!

Observe que 123 é diferente de 321 e assim Aqui dividimos novamente por p, para desconsiderar
sucessivamente, logo é um Arranjo. todas as sequências repetidas (P1, P2, P3, P4 = P4, P2, P1, P3=
Se fossemos montar todos os números levaríamos muito P3, P2, P4, P1=...).
tempo, para facilitar os cálculos vamos utilizar a fórmula do Aplicando a fórmula:
arranjo. n! 7! 7! 7.6.5.4!
Pela definição temos: A n,p (Lê-se: arranjo de n elementos Cn, p = → C7,4 = = =
(n − p)! p! (7 − 4)! 4! 3! 4! 3! 4!
tomados p a p).
Então: 210 210
𝒏! = = = 35 grupos de professores
𝑨𝒏, 𝒑 = 3.2.1 6
(𝒏 − 𝒑)!
- Combinação circular: aqui os elementos estão dispostos
Utilizando a fórmula: em uma circunferência. Exemplo:
Onde n = 6 e p = 3 Considerando dez pontos sobre uma circunferência,
n! 6! 6! 6.5.4.3! quantas cordas podem ser construídas com extremidades em
An, p = → A6,3 = = = = 120
(n − p)! (6 − 3)! 3! 3! dois desses pontos?
Então podemos formar com o conjunto S, 120 números
com 3 algarismos.

- Permutação simples: sequência ordenada de n


elementos distintos (arranjo), ao qual utilizamos todos os
elementos disponíveis, diferenciando entre eles apenas a
ordem.
Pn! = n!

Exemplo:
Quantos anagramas podemos formar com a palavra CALO?

Uma corda fica determinada quando escolhemos dois


pontos entre os dez.
Escolher (A,D) é o mesmo que escolher (D,A), então
sabemos que se trata de uma combinação.
Aqui temos então a combinação de 10 elementos tomados
2 a 2.
n! 10! 10! 10.9.8! 90
Utilizando a fórmula da permutação temos: C10,2 = = = = =
(n − p)! p! (10 − 2)! 2! 8! 2! 8! 2! 2
n = 4 (letras)
P4! = 4! = 4 . 3 . 2 . 1! = 24 . 1! (como sabemos 1! = 1) →24 . 45 cordas
1 = 24 anagramas
- Permutação com repetição: Na permutação com
- Combinação simples: agrupamento de n elementos repetição, como o próprio nome indica, as repetições são
distintos, tomados p a p, sendo p ≤ n. O que diferencia a permitidas e podemos estabelecer uma fórmula que relacione
combinação do arranjo é que a ordem dos elementos não é o número de elementos, n, e as vezes em que o mesmo
importante. elemento aparece.
Exemplo:

Matemática 26
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APOSTILAS OPÇÃO

𝒏! (A) 4
𝑷𝒏(∝,𝜷,𝜸,… ) = …
𝜶! 𝜷! 𝜸! (B) 660
(C) 1 320
(D) 3 960
Com α + β + γ + ... ≤ n
04. Um heptaminó é um jogo formado por diversas peças
Exemplo: com as seguintes características:
Quantos são os anagramas da palavra ARARA? • Cada peça contém dois números do conjunto {0, 1, 2, 3, 4,
n=5 5,6, 7}.
α = 3 (temos 3 vezes a letra A) • Todas as peças são diferentes.
β = 2 (temos 2 vezes a letra R) • Escolhidos dois números (iguais ou diferentes) do
conjunto acima, existe uma, e apenas uma, peça formada por
Equacionando temos: esses números.
𝒏! 𝟓! 𝟓. 𝟒. 𝟑! 𝟓. 𝟒 A figura a seguir mostra exemplos de peças do heptaminó.
𝑷𝒏(∝,𝜷,𝜸,… ) = … → 𝒑𝟓(𝟑,𝟐) = = =
𝜶! 𝜷! 𝜸! 𝟑! 𝟐! 𝟑! 𝟐! 𝟐. 𝟏

𝟐𝟎
= = 𝟏𝟎 𝒂𝒏𝒂𝒈𝒓𝒂𝒎𝒂𝒔
𝟐
O número de peças do heptaminó é
- Permutação circular: a permutação circular com (A) 36.
repetição pode ser generalizada através da seguinte forma: (B) 40.
(C) 45.
𝑷𝒄𝒏 = (𝒏 − 𝟏)! (D) 49.
(E) 56.
Exemplo:
De quantas maneiras 5 meninas que brincam de roda 05. Renato é mais velho que Jorge de forma que a razão
podem formá-la? entre o número de anagramas de seus nomes representa a
Fazendo um esquema, observamos que são posições diferença entre suas idades. Se Jorge tem 20 anos, a idade de
iguais: Renato é
(A) 24.
(B) 25.
(C) 26.
(D) 27.
(E) 28.

Respostas

O total de posições é 5! e cada 5 representa uma só 01. Resposta: B.


permutação circular. Assim, o total de permutações circulares A questão trata-se de princípio fundamental da contagem,
será dado por: logo vamos enumerar todas as possibilidades de fazermos o
5! 5.4! pedido:
𝑃𝑐 5 = = = 4! = 4.3.2.1 = 24
5 5 6 x 4 x 4 x 5 = 480 maneiras.

Questões 02. Resposta: C.


Pelo enunciado precisa ser um número maior que 4000,
01. Em um restaurante os clientes têm a sua disposição, 6 logo para o primeiro algarismo só podemos usar os números
tipos de carnes, 4 tipos de cereais, 4 tipos de sobremesas e 5 4,5 e 6 (3 possibilidades). Como se trata de números distintos
tipos de sucos. Se o cliente quiser pedir 1 tipo carne, 1 tipo de para o segundo algarismo poderemos usar os números (0,1,2,3
cereal, 1 tipo de sobremesa e 1 tipo de suco, então o número e também 4,5 e 6 dependo da primeira casa) logo teremos 7 –
de opções diferentes com que ele poderia fazer o seu pedido, 1 = 6 possibilidades. Para o terceiro algarismos teremos 5
é: possibilidades e para o último, o quarto algarismo, teremos 4
(A) 19 possibilidades, montando temos:
(B) 480
(C) 420
(D) 90 Basta multiplicarmos todas as possibilidades: 3 x 6 x 5 x 4
= 360.
02. Seja N a quantidade máxima de números inteiros de Logo N é 360.
quatro algarismos distintos, maiores do que 4000, que podem
ser escritos utilizando-se apenas os algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5 e 03. Resposta: B.
6. Esta questão trata-se de Combinação, pela fórmula temos:
O valor de N é: n!
(A) 120 Cn, p =
(n − p)! p!
(B) 240
(C) 360 Onde n = 12 e p = 3
(D) 480 n! 12! 12!
Cn, p = → C12,3 = =
(n − p)! p! (12 − 3)! 3! 9! 3!
03. Com 12 fiscais, deve-se fazer um grupo de trabalho com 12.11.10.9! 1320 1320
3 deles. Como esse grupo deverá ter um coordenador, que = = = = 220
pode ser qualquer um deles, o número de maneiras distintas 9! 3! 3.2.1 6
possíveis de se fazer esse grupo é:

Matemática 27
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APOSTILAS OPÇÃO

Como cada um deles pode ser o coordenado, e no grupo apresentarem os mesmos termos em ordem diferente serão
tem 3 pessoas, logo temos 220 x 3 = 660. consideradas sucessões diferentes.
Duas sequências só poderão ser consideradas iguais se, e
04. Resposta: A. somente se, apresentarem os mesmos termos, na mesma
Teremos 8 peças com números iguais. ordem.
Exemplo
A sequência (x, y, z, t) poderá ser considerada igual à
sequência (5, 8, 15, 17) se, e somente se, x = 5; y = 8; z = 15; e t
= 17.
Notemos que as sequências (0, 1, 2, 3, 4, 5) e (5, 4, 3, 2, 1,
0) são diferentes, pois, embora apresentem os mesmos
elementos, eles estão em ordem diferente.

2. Formula Termo Geral


Depois, cada número com um diferente Podemos apresentar uma sequência através de um
7+6+5+4+3+2+1 determinado valor atribuído a cada de termo a n em função do
8+7+6+5+4+3+2+1=36 valor de n, ou seja, dependendo da posição do termo. Esta
formula que determina o valor do termo an é chamada formula
05. Resposta: C. do termo geral da sucessão.
Anagramas de RENATO
______ Exemplo:
6.5.4.3.2.1=720 - Determinar os cincos primeiros termos da sequência cujo
Anagramas de JORGE termo geral e igual a:
_____ an = n2 – 2n,com n ∈ N*.
5.4.3.2.1=120 Teremos:
- se n = 1 ⇒ a1 = 12 – 2. 1 ⇒ a1 = 1 – 2 = - 1
720
Razão dos anagramas: =6 - se n = 2 ⇒ a2 = 22 – 2. 2 ⇒ a2 = 4 – 4 = 0
120
Se Jorge tem 20 anos, Renato tem 20+6=26 anos - se n = 3 ⇒ a3 = 32 – 2. 3 ⇒ a3 = 9 – 6 = 3
- se n = 4 ⇒ a4 = 42 – 4. 2 ⇒ a4 =16 – 8 = 8
Referências - se n = 5 ⇒ a5 = 52 – 5. 2 ⇒ a5 = 25 – 10 = 15
IEZZI, Gelson – Matemática – Volume Único
FILHO, Begnino Barreto; SILVA,Claudio Xavier da – Matemática – 3. Lei de Recorrências
Volume Único - FTD Uma sequência pode ser definida quando oferecemos o
BOSQUILHA, Alessandra - Minimanual compacto de matemática: valor do primeiro termo e um “caminho” (uma fórmula) que
teoria e prática: ensino médio / Alessandra Bosquilha, Marlene Lima permite a determinação de cada termo conhecendo-se o seu
Pires Corrêa, Tânia Cristina Neto G. Viveiro. -- 2. ed. rev. -- São Paulo: antecedente. Essa forma de apresentação de uma sucessão é
Rideel, 2003.
chamada lei de recorrências.

Exemplo:
Progressão Aritmética. - Escrever os cinco primeiros termos de uma sequência em
Progressão Geométrica. que:
a1 = 3 e an+1 = 2an – 4 , em que n ∈ N*.

SEQUÊNCIAS Teremos: o primeiro termo já foi dado.


- a1 = 3
Podemos, no nosso dia-a-dia, estabelecer diversas - se n = 1 ⇒ a1+1 = 2.a1 – 4 ⇒ a2 = 2.3 – 4 ⇒ a2 = 6 – 4 = 2
sequências como, por exemplo, a sucessão de cidades que - se n = 2 ⇒ a2+1 = 2.a2 – 4 ⇒ a3 = 2.2 – 4 ⇒ a3 = 4 – 4 = 0
temos numa viagem de automóvel entre Brasília e São Paulo - se n = 3 ⇒ a3+1 = 2.a3 – 4 ⇒ a4 = 2.0 – 4 ⇒ a4 = 0 – 4 = - 4
ou a sucessão das datas de aniversário dos alunos de uma - se n = 4 ⇒ a4+1 = 2.a4 – 4 ⇒ a5 = 2.(-4) – 4 ⇒ a5 = - 8 – 4 = -
determinada escola. 12
Podemos, também, adotar para essas sequências uma
ordem numérica, ou seja, adotando a1 para o 1º termo, a2 para Observações
o 2º termo até an para o n-ésimo termo. Dizemos que o termo 1) Devemos observar que a apresentação de uma
an é também chamado termo geral das sequências, em que n é sequência através do termo geral é mais pratica, visto que
um número natural diferente de zero. Evidentemente, podemos determinar um termo no “meio” da sequência sem a
daremos atenção ao estudo das sequências numéricas. necessidade de determinarmos os termos intermediários,
As sequências podem ser finitas, quando apresentam um como ocorre na apresentação da sequência através da lei de
último termo, ou, infinitas, quando não apresentam um último recorrências.
termo. As sequências infinitas são indicadas por reticências no 2) Algumas sequências não podem, pela sua forma
final. “desorganizada” de se apresentarem, ser definidas nem pela
lei das recorrências, nem pela formula do termo geral. Um
Exemplo: exemplo de uma sequência como esta é a sucessão de números
- Sequência dos números primos positivos: (2, 3, 5, 7, 11, naturais primos que já “destruiu” todas as tentativas de se
13, 17, 19, ...). Notemos que esta é uma sequência infinita com encontrar uma formula geral para seus termos.
a1 = 2; a2 = 3; a3 = 5; a4 = 7; a5 = 11; a6 = 13 etc. 3) Em todo exercício de sequência em que n ∈ N*, o
primeiro valor adotado é n = 1. No entanto de no enunciado
1. Igualdade estiver n > 3, temos que o primeiro valor adotado é n = 4.
As sequências são apresentadas com os seus termos entre Lembrando que n é sempre um número natural.
parênteses colocados de forma ordenada. Sucessões que A Matemática estuda dois tipos especiais de sequências,
uma delas a Progressão Aritmética.

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APOSTILAS OPÇÃO

PROGRESSÃO ARITMÉTICA (P.A.) Cálculo da razão: a razão de uma P.G. é dada pelo
quociente de um termo qualquer pelo termo imediatamente
Definição: é uma sequência numérica em que cada termo, anterior a ele.
𝑎 𝑎 𝑎 𝑎
a partir do segundo termo, é igual ao termo anterior somado 𝑞 = 2 = 3 = 4 = ⋯……… = 𝑛
𝑎1 𝑎2 𝑎3 𝑎𝑛−1
com uma constante que é chamada de razão (r).
Como em qualquer sequência os termos são chamados de
Exemplos:
a1, a2, a3, a4,.......,an,....
- (3, 6, 12, 24, 48,...) é uma PG de primeiro termo a 1 = 3 e
razão q = 2
Cálculo da razão: a razão de uma P.A. é dada pela −9 −9
diferença de um termo qualquer pelo termo imediatamente - (-36, -18, -9, , ,...) é uma PG de primeiro termo a1 = -
2 4
1
anterior a ele. 36 e razão q =
2
r = a2 – a1 = a3 – a2 = a4 – a3 = a5 – a4 = .......... = an – an – 1 5 5
- (15, 5, , ,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 15 e razão
3 9
1
Exemplo: q=
3
- (5, 9, 13, 17, 21, 25,......) é uma P.A. onde a 1 = 5 e razão r = - (- 2, - 6, -18, - 54, ...) é uma PG de primeiro termo a1 = - 2
4 e razão q = 3

Classificação: uma P.A. é classificada de acordo com a Classificação: uma P.G. é classificada de acordo com o
razão. primeiro termo e a razão.
1- Crescente: quando cada termo é maior que o anterior.
1- Se r > 0 ⇒ a P.A. é crescente. Isto ocorre quando a1 > 0 e q > 1 ou quando a1 < 0 e 0 < q < 1.
2- Se r < 0 ⇒ a P.A. é decrescente. 2- Decrescente: quando cada termo é menor que o
3- Se r = 0 ⇒ a P.A. é constante. anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e 0 < q < 1 ou quando a1 <
0 e q > 1.
Fórmula do Termo Geral 3- Alternante: quando cada termo apresenta sinal
Em toda P.A., cada termo é o anterior somado com a razão, contrário ao do anterior. Isto ocorre quando q < 0.
então temos: 4- Constante: quando todos os termos são iguais. Isto
1° termo: a1 ocorre quando q = 1. Uma PG constante é também uma PA de
2° termo: a2 = a1 + r razão r = 0. A PG constante é também chamada de PG
3° termo: a3 = a2 + r = a1 + r + r = a1 + 2r estacionaria.
4° termo: a4 = a3 + r = a1 + 2r + r = a1 + 3r 5- Singular: quando zero é um dos seus termos. Isto ocorre
5° termo: a5 = a4 + r = a1 + 3r + r = a1 + 4r quando a1 = 0 ou q = 0.
6° termo: a6 = a5 + r = a1 + 4r + r = a1 + 5r
. . . . . . Fórmula do termo geral
. . . . . . Em toda P.G. cada termo é o anterior multiplicado pela
. . . . . . razão, então temos:
n° termo é: 1° termo: a1
𝐚𝐧 = 𝐚𝟏 + (𝐧 − 𝟏). 𝐫 2° termo: a2 = a1.q
3° termo: a3 = a2.q = a1.q.q = a1q2
Fórmula da soma dos n primeiros termos: 4° termo: a4 = a3.q = a1.q2.q = a1.q3
5° termo: a5 = a4.q = a1.q3.q = a1.q4
(𝐚𝟏 + 𝐚𝐧 ). 𝐧 . . . . .
𝐒𝐧 = . . . . .
𝟐
. . . . .
Propriedades:
1- Numa P.A. a soma dos termos equidistantes dos n° termo é:
extremos é igual à soma dos extremos. an = a1.qn – 1
Exemplo: (2, 8, 14, 20, 26, 32, 38,......)
Soma dos n primeiros termos:
𝐚𝟏 . (𝐪𝐧 − 𝟏)
𝐒𝐧 =
𝐪−𝟏
Soma dos infinitos termos (ou Limite da soma)
Vamos ver um exemplo:
1
Seja a P.G. (2, 1, ½, ¼, 1/8, 1/16, 1/32,.....) de a1 = 2 e q =
2
- como podemos observar neste exemplo, temos um se colocarmos na forma decimal, temos
número ímpar de termos. Neste caso sobrou um termo no (2; 1; 0,5; 0,25; 0,125; 0,0625; 0,03125;.....) se efetuarmos
meio (20) que é chamado de termo médio e é igual a metade a somas destes termos:
da soma dos extremos. Porém, só existe termos médio se 2+1=3
houver um número ímpar de termos. 3 + 0,5 = 3,5
3,5 + 0,25 = 3,75
P.G. – PROGRESSÃO GEOMETRICA 3,75 + 0,125 = 3,875
3,875 + 0,0625 = 3,9375
Definição: é uma sequência numérica em que cada termo, 3,9375 + 0,03125 = 3,96875
a partir do segundo termo, é igual ao termo anterior .
multiplicado por uma constante que é chamada de razão (q). .
Como em qualquer sequência os termos são chamados de .
a1, a2, a3, a4,.......,an,....

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APOSTILAS OPÇÃO

Como podemos observar o número somado vai ficando (B) 3,9


cada vez menor e a soma tende a um certo limite. Então temos (C) 3,99
a seguinte fórmula: (D) 3, 999
(E) 4
𝐚𝟏 Respostas
𝐒= → −𝟏 < 𝐪 < 𝟏
𝟏−𝐪
01. Resposta: A.
2 2 r = 48 – 45 = 3
Utilizando no exemplo acima: 𝑆 = 1 = 1 = 4, logo 𝑎1 = 45
1−
2 2
dizemos que esta P.G. tem um limite que tenda a 4. 𝑎𝑛 = 𝑎1 + (𝑛 − 1)𝑟
𝑎99 = 45 + 98 ∙ 3 = 339
Produto da soma de n termos
02. Resposta: D.
𝐏𝐧 = √(𝐚𝟏 . 𝐚𝐧 )𝐧 𝑎𝑛 = 𝑎1 − (𝑛 − 1)𝑟
𝑎4 = 0,3 − 3.0,07 = 0,09
𝑎7 = 0,3 − 6.0,07 = −0,12
Temos as seguintes regras para o produto, já que esta 𝑆 = 𝑎4 + 𝑎7 = 0,09 − 0,12 = −0,03
fórmula está em módulo:
1- O produto de n números positivos é sempre positivo. 03. Resposta: B.
2- No produto de n números negativos: Primeiro, observe que os termos ímpares da sequência é
a) se n é par: o produto é positivo. uma PA de razão 1 e primeiro termo 10 - (10; 11; 12; 13; …).
b) se n é ímpar: o produto é negativo. Da mesma forma os termos pares é uma PA de razão 1 e
primeiro termo igual a 8 - (8; 9; 10; 11; …).
Propriedades Assim, as duas PA têm como termo geral o seguinte
1- Numa P.G., com n termos, o produto de dois termos formato:
equidistantes dos extremos é igual ao produto destes (1) ai = a1 + (i - 1).1 = a1 + i – 1
extremos. Para determinar a30 + a55 precisamos estabelecer a regra
Exemplo: (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64,....) geral de formação da sequência, que está intrinsecamente
relacionada às duas progressões da seguinte forma:
- Se n (índice da sucessão) é ímpar temos que n = 2i - 1, ou
seja, i = (n + 1)/2;
- Se n é par temos n = 2i ou i = n/2.
Daqui e de (1) obtemos que:
- como podemos observar neste exemplo, temos um an = 10 + [(n + 1)/2] - 1 se n é ímpar
número ímpar de termos. Neste caso sobrou um termo no an = 8 + (n/2) - 1 se n é par
meio (8) que é chamado de termo médio e é igual a raiz Logo:
quadrada do produto dos extremos. Porém, só existe a30 = 8 + (30/2) - 1 = 8 + 15 - 1 = 22 e
termos médio se houver um número ímpar de termos. a55 = 10 + [(55 + 1)/2] - 1 = 37
E, portanto:
Questões a30 + a55 = 22 + 37 = 59.

01. Descubra o 99º termo da P.A. (45, 48, 51,...) 04. Resposta: E.
(A) 339 Sejam S as somas dos elementos da sequência e S1 a soma
(B) 337 da PG infinita (0,9; 0,09; 0,009;…) de razão q = 0,09/0,9 = 0,1.
(C) 333 Assim:
(D) 331 S = 3 + S1
Como -1 < q < 1 podemos aplicar a fórmula da soma de uma
02. Uma sequência inicia-se com o número 0,3. A partir do PG infinita para obter S1:
2º termo, a regra de obtenção dos novos termos é o termo S1 = 0,9/(1 - 0,1) = 0,9/0,9 = 1 → S = 3 + 1 = 4
anterior menos 0,07. Dessa maneira o número que
corresponde à soma do 4º e do 7º termos dessa sequência é
(A) –6,7. Matrizes. Determinantes.
(B) 0,23.
(C) –3,1.
Sistemas Lineares.
(D) –0,03.
(E) –0,23.
MATRIZ
03. Os termos da sequência (10; 8; 11; 9; 12; 10; 13; …)
obedecem a uma lei de formação. Se an, em que n pertence a Uma matriz é uma tabela de números reais dispostos
N*, é o termo de ordem n dessa sequência, então a30 + a55 é segundo linhas horizontais e colunas verticais. Por exemplo:
igual a:
(A) 58
(B) 59
(C) 60
(D) 61
(E) 62

04. A soma dos elementos da sequência numérica infinita


(3; 0,9; 0,09; 0,009; …) é:
(A) 3,1

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APOSTILAS OPÇÃO

Podemos expressar a tabela acima em um conjunto


ordenado de números que chamamos de MATRIZ, e cada
número de ELEMENTO DA MATRIZ.
2,01 2,38 1,90 3,10
3,06 3,62 2,25 3,10
441,09 522,69 482,32 716,20 - Matriz quadrada: é a matriz que possui o número de
396,33 464,65 437,70 603,52 linhas igual ao número de colunas. Onde m = n. Exemplo:
Representamos uma matriz colocando seus elementos
(números) entre parêntese ou colchetes ou também (menos
utilizado) duas barras verticais à esquerda e direita: ( ) ; [ ] e
|| || Uma matriz quadrada possui duas diagonais: a principal e
a secundária.
As matrizes são classificadas de acordo com o seu número
de linhas e de colunas.
Costumamos representar uma matriz por uma letra
maiúscula (A, B, C, ...), indicando sua ordem no lado inferior
direito da letra, fazendo uso, de modo genérico, de letras
minúsculas. Exemplo:

- Matriz identidade: é a matriz quadrada em que cada


elemento da diagonal principal é igual a 1, e os demais têm o
valor 0. Representamos a matriz identidade pela seguinte
notação: In. Exemplo:

- Matriz transposta: é a matriz onde as linhas são


ordenadamente iguais a colunas desta mesma matriz e vice e
Para indicar uma matriz qualquer, de modo genérico, versa. Indicamos a transposta da matriz A por At. Exemplo:
usamos a seguinte notação: A = [aij]m x n, onde i representa a
linha e j, a coluna em que se encontra o elemento. Com n ∈ N*.

Tipos de matrizes

- Matriz Linha: é uma matriz formada por uma única linha.


Onde m = 1. Exemplo:

- Matriz coluna: é uma matriz formada por uma única Observe que:
coluna. Onde n = 1 Exemplo: A 1ª linha da matriz A é igual à 1ª coluna da matriz At.
A 2ª linha da matriz A é igual a 2ª coluna da matriz At.

- Matriz oposta: é a matriz obtida a partir de A, trocando-


se o sinal de todos os seus elementos. Representamos por -A
tal que A + (-A) = O, em que O é a matriz nula do tipo m x n.
- Matriz nula: é matriz que possui todos os elementos Exemplo:
iguais a zero. Exemplo:

Igualdade de matrizes

Duas matrizes A e B são iguais quando apresentam a


- Matriz retangular: é a matriz que possui o número de mesma ordem e seus elementos correspondentes forem iguais.
linhas é diferente do número de colunas. Onde m ≠ n. Exemplo:

Matemática 31
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APOSTILAS OPÇÃO

Matriz Inversa

Operação de matrizes Dizemos que uma matriz é inversa A–1 (toda matriz
quadrada de ordem n), se e somente se, A.A-1 = In e A-1.A = In
- Adição: somamos os elementos correspondentes das ou seja:
matrizes, por isso, é necessário que as matrizes sejam de
mesma ordem. A=[aij]m x n; B= [bij]m x n, obtemos uma matriz
C de mesma ordem. Exemplo:

- Subtração: a diferença entre duas matrizes A e B (de


mesma ordem) é obtida por meio da soma da matriz A com a
oposta de B. Exemplo:

Questões
2 3
01. Considere as seguintes matrizes:𝐴 = [ ],𝐵 =
4 6
2 3
2 1 0
[4 5 ] 𝑒 𝐶 = [ ], a solução de C x B + A é:
4 6 7
6 6
(A) Não tem solução, pois as matrizes são de ordem
diferentes.
- Multiplicação por um número real: sendo k ∈ R e A uma 10 14
(B) [ ]
matriz de ordem m x n, a matriz k. A é obtida multiplicando-se 78 90
todos os elementos de A por k. Exemplo:
2 3
(C) [ ]
4 5

6 6
(D) [ ]
20 36

- Multiplicação entre matrizes: consideremos o produto 8 11


(E) [ ]
A. B = C. Para efetuarmos a multiplicação entre A e B, é 74 84
necessário, antes de mais nada, determinar se a multiplicação
𝑎 𝑏
é possível, isto é, se o número de colunas de A é igual ao 02. Para que a soma de uma matriz 𝐴 = [ ] e sua
𝑐 𝑑
número de linhas de B, determinando a ordem de C. respectiva matriz transposta At em uma matriz identidade, são
condições a serem cumpridas:
(A) a=0 e d=0
(B) c=1 e b=1
(C) a=1/c e b=1/d
(D) a²-b²=1 e c²-d²=1
(E) b=-c e a=d=1/2

03. Considere a seguinte sentença envolvendo matrizes:


6 𝑦 1 −3 7 7
Depois multiplicamos o 1º elemento da LINHA 1 de A pelo ( )+( )=( )
7 2 8 5 15 7
1º elemento da primeira COLUNA de B, depois o 2º elemento Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta o
da LINHA 1 de A pelo 2º elemento da primeira COLUNA de B e valor de y que torna a sentença verdadeira.
somamos esse produto. Fazemos isso sucessivamente, até (A) 4.
termos efetuado a multiplicação de todos os termos. Exemplo: (B) 6.
(C) 8.
(D) 10.

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APOSTILAS OPÇÃO

Respostas
a11 a12 
A=  
01. Resposta: B.
Vamos ver se é possível multiplicar as matrizes.
a 21 a 22 
C(2x3) e B(3x2), como o número de colunas de C é igual ao
número de colunas de B, logo é possível multiplicar, o Chamamos de determinante dessa matriz o número:
resultado será uma matriz 2x2(linha de C e coluna de B): a11 a12
2 3 det A= =a11.a22-a21.a12
2 1 0 a 21 a 22
𝐶 𝑥𝐵 = [ ] . [4 5 ]
4 6 7
6 6

2.2 + 1.4 + 0.6 2.3 + 1.5 + 0.6 8 11 Para facilitar a memorização desse número, podemos dizer
→[ ]=[ ] que o determinante é a diferença entre o produto dos
4.2 + 6.4 + 7.6 4.3 + 6.5 + 7.6 74 84
elementos da diagonal principal e o produto dos elementos da
Agora vamos somar a matriz A(2x2) a matriz resultante da diagonal secundária. Esquematicamente:
multiplicação que também tem a mesma ordem:
8 11 8 11 2 3 a11 a12
[ ]+𝐴 = [ ]+[ ]
74 84 74 84 4 6 det A= = a11.a22-a21.a12
a 21 a 22
8 + 2 11 + 3 10 14
→[ ]=[ ]
74 + 4 84 + 6 78 90
Exemplos
02. Resposta: E. 1 2
𝑎 𝑏 𝑎 𝑐 2𝑎 𝑏+𝑐 1 0
𝐴 + 𝐴𝑡 = [
𝑐 𝑑
]+[
𝑏 𝑑
]=[
𝑏+𝑐 2𝑑
]=[
0 1
] - A= 5 3
2a =1 → a =1/2 → b + c = 0 → b = -c  
2d=1 det A= 1.3-5.2 = - 7
D=1/2

03. Resposta: D.
6+1 =7 𝑦−3=7
2  1
( ) - B=  
7 + 8 = 15 2 + 5 = 7 2 3 
y=10
det B= 2.3-2.(-1) = 8
Referências
IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único
FILHO, Begnino Barreto; SILVA,Claudio Xavier da – Matemática –
Volume Único - FTD Determinante de uma Matriz de Ordem 3
Mini manual de Matemática – Ensino Médio
Seja a matriz quadrada de ordem 3:
DETERMINANTES a11 a12 a13 

A= a 21 a 22 a 23

Chamamos de determinante a teoria desenvolvida por  
matemáticos dos séculos XVII e XVIII, como Leibniz e Seki a31 a32 a33 
Shinsuke Kowa, que procuravam uma fórmula para
determinar as soluções de um “Sistema linear”, assunto que
Chamamos determinante dessa matriz o numero:
estudaremos a seguir.
Esta teoria consiste em associar a cada matriz quadrada A,
um único número real que denominamos determinante de A e
que indicamos por det A ou colocamos os elementos da matriz
A entre duas barras verticais, como no exemplo abaixo:

1 2  12
A=   → det A=
4 5 45 detA= a11 a22 a33 + a12 a23 a31 + a32 a21 a13 - a31 a22 a13 +

Definições -a12 a21 a33 - a32 a23 a11

Para memorizarmos a definição de determinante de ordem


Determinante de uma Matriz de Ordem 1
Seja a matriz quadrada de ordem 1: A = [a11] 3, usamos a regra prática denominada Regra de Sarrus:
Chamamos determinante dessa matriz o número:
det A = [ a11] = a11
- Repetimos a 1º e a 2º colunas às direita da matriz.
Exemplos
- A = [-2] → det A = - 2 a11 a12 a13 a11 a12
- B = [5] → det B = 5 a21 a22 a23 a21 a22
- C=[0] → det C=0 a31 a32 a33 a31 a32

Determinante de uma Matriz de ordem 2 - Multiplicando os termos entre si, seguindo os traços em
Seja a matriz quadrada de ordem 2: diagonal e associando o sinal indicado dos produtos, temos:

Matemática 33
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APOSTILAS OPÇÃO

Exemplo

- Sendo A uma matriz quadrada de ordem n, a matriz k. A é


detA= a11 a22 a33 + a12 a23 a31 + a13 a21 a32 - a13 a22 a31 obtida multiplicando todos os elementos de A por k, então:
- a11 a23 a32 - a12 a21 a33 det(k.A) = kn.detA

Observação: A regra de Sarrus também pode ser utilizada Exemplo


repetindo a 1º e 2º linhas, ao invés de repetirmos a 1º e 2º
colunas.

Determinantes – Propriedades - I
Apresentamos, a seguir, algumas propriedades que visam
a simplificar o cálculo dos determinantes:

Propriedade 1: O determinante de uma matriz A é igual


ao de sua transposta At.
Assim:
Exemplo det(k.A) = k3.detA

Propriedade 4: Se A, B e C são matrizes quadradas de


a b  a c  mesma ordem, tais que os elementos correspondentes de A, B
A=    At=   e C são iguais entre si, exceto os de uma fila, em que os
c d  b d  elementos de C são iguais às somas dos seus elementos
det A  ad  bc  correspondentes de A e B, então.
  det A  det A
t

det A  ad  bc
t
detC = detA + detB

Exemplos:
Propriedade 2: Se B é a matriz que se obtém de uma
matriz quadrada A, quando trocamos entre si a posição de
duas filas paralelas, então:
ab x abr a b xr
detB = - detA cd y + c d s =c d ys
Exemplo e f z e f t e f z t

a b  c d   Propriedades dos Determinantes


A=   e B=  
c d  a b  - Propriedades 5 (Teorema de Jacobi)
B foi obtida trocando-se a 1º pela 2º linha de A.
detA = ad - bc O determinante não se altera, quando adicionamos uma
debt = bc - ad = - (ad - bc) = - detA fila qualquer com outra fila paralela multiplicada por um
número.
Assim,
detB = - detA Exemplo:

Consequência da Propriedade 2: Uma matriz A que abc


possui duas filas paralelas “iguais”tem determinante igual a
zero. Considere o determinante detA= d e f
Justificativa: A matriz que obtemos de A, quando trocamos g hi
entre si as duas filas (linha ou coluna “iguais”, é igual a A.
Assim, de acordo com a propriedade 2, escrevemos que detA =
-detA Somando a 3ª coluna com a 1ª multiplicada por m,

Assim: detA = 0 teremos:


Propriedade 3: Sendo B uma matriz que obtemos de uma
matriz quadrada A, quando multiplicamos uma de sua filas
(linha ou coluna) por uma constante k, então detB = k.detA

Consequência da Propriedade 3: Ao calcularmos um


determinante, podemos “colocar em evidência” um “fator
comum” de uma fila (linha ou coluna).

Matemática 34
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APOSTILAS OPÇÃO

8 5 
A.B= 
   det(A.B)=-6
 6 3
Logo, det(AB)=detA. detB

Consequências: Sendo A uma matriz quadrada e n  N*,


temos:
det(Na) = (detA)n

Sendo A uma matriz inversível, temos:


Exemplo: 1
detA-1=
Vamos calcular o determinante D abaixo. det A
1 0 3 1 0 3 1 0 Justificativa: Seja A matriz inversível.
D=  2 4 1 =  2 4 1  2 4 A-1.A=I
det(A-1.A) = det I
5 0 2 5 0 2 5 0 detA-1.detA = det I
D = 8 + 0 + 0 – 60 – 0 – 0 = -52 1
detA-1=
Em seguida, vamos multiplicar a 1ª coluna por 2, somar
det A
com a 3ª coluna e calcular:
Uma vez que det I=1, onde i é a matriz identidade.

1 0 5 1 0 5 1 0  Determinantes – Teorema de Laplace


D1= 2 4 5 = 2 4 5 2 4 - Menor complementar e Co-fator
5 0 12 5 0 12 5 0
Dada uma matriz quadrada A=(aij)nxn (n  2), chamamos
D1 = 48 + 0 + 0 – 100 – 0 – 0 = -52
menor complementar do elemento aij e indicamos por Mij o
determinante da matriz quadrada de ordem n-1, que se obtém
Observe que D1=D, de acordo com a propriedade.
suprimindo a linha i e a coluna j da matriz A.
- Consequência
Exemplo:
Quando uma fila de um determinante é igual à soma de
múltiplos de filas paralelas (combinação linear de filas
paralelas), o determinante é igual a zero. 1 2 3

Sendo A= 4 1 0 , temos:
Exemplo: 
1 2 8 2 1 2
Seja D= 3 2 12 1 0
M11= =2
4  1 05 1 2
4 0
Observe que cada elemento de 3ª coluna é igual à 1ª M12= =8
coluna multiplicada por 2 somada com a 2ª coluna 2 2
multiplicada por 3.
4 1
8 = 2(1) + 3(2) = 2 + 6 M13= =2
12 = 2(3) + 3(2) = 6 + 6
2 1
5 = 2(4) + 3(-1) = 8 - 3
Portanto, pela consequência da propriedade 5, D = 0 Chamamos co-fator do elemento aij e indicamos com Aij o
Use a regra de Sarrus e verifique. número (-1)i+j.Mij, em que Mij é o menor complementar de aij.

- Propriedade 6 (Teorema de Binet) Exemplo:


 3 1 4
Sendo A e B matrizes quadradas de mesma ordem, então:  2 1 3  , temos:
det(A.B) = detA . detB Sendo A
 
Exemplo:  1 3 0
13
1 2  A11=(-1)1+1.M11=(-1)2. =-9
A= 
   detA=3 3 0
 0 3 2 3
 4 3 A12=(-1)1+2.M12=(-1)3. =-3
B= 
 2 1   detB=-2 1 0
 
Matemática 35
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APOSTILAS OPÇÃO

3 1 Então:
A33=(-1)3+3.M33=(-1)6. =5
2 1 - Para n = 1
A=[a11]  det A=a11
Dada uma matriz A=(aij)nxm, com n  2, chamamos matriz
co-fatora de A a matriz cujos elementos são os co-fatores dos - Para n  2:
elementos de A; indicamos a matriz co-fatora por cof A. A
transposta da matriz co-fatora de A é chamada de matriz a11 a12 .... a1n 
adjunta de A, que indicamos por adj. A. a a22 ... a2 n  n
A=   det A   a1 j . A1 j
21
Exemplo:
.......................  j 1
 1 3 2  
 
Sendo A= 1 0  1 , temos:
an1 an 2 ... ann 
 
 4 2 1  ou seja:
detA = a11.A11+a12.A12+…+a1n.A1n

0 1
A11=(-1)1+1. =2 Então, o determinante de uma matriz quadrada de ordem
2 1 n, n  2 é a soma dos produtos dos elementos da primeira
linha da matriz pelos respectivos co-fatores.
1 1
A12=(-1)1+2. =-5 Exemplos:
4 1
a11 a12 
1 0 Sendo A=   , temos:
A13=(-1)1+3. =2 a21 a22 
4 2 detA = a11.A11 + a12.A12, onde:
A11 = (-1)1+1.|a22| = a22
A12 = (-1)1+2.|a21| = a21
3 2
A21=(-1)2+1. =1
2 1 Assim:
detA = a11.a22 + a12.(-a21)

1 2 detA = a11.a22 - a21.a12


A22=(-1)2+2. =-7
4 1 Nota: Observamos que esse valor coincide com a definição
vista anteriormente.
1 3  3 0 0 0
A23=(-1)2+3. =10  1 2 3 2 
4 2
- Sendo A=  , temos:
3 2  23 5 4 3
A31=(-1)3+1. =-3  
0 1  9 3 0 2

1 2 detA = 3.A11 + 0. A12  0. A13  0. A14


A32=(-1)3+2. =3  
1 1 zero

1 3  2 3 2
A33=(-1)3+3. =-3
1 0 A11 = (-1)1+1.
1 4 3 =-11
 
Assim:
3 0 2 
Assim:
 2 5 2  2 1 3
   3 detA = 3.(-11) 
 1  7 10
cof A= e adj A=  5  7
 det A=-33
 3 3  3   2 10  3 Nota: Observamos que quanto mais “zeros” aparecerem
na primeira linha, mais o cálculo é facilitado.
 Determinante de uma Matriz de Ordem n
- Teorema de Laplace
-Definição
Vimos até aqui a definição de determinante para matrizes Seja A uma matriz quadrada de ordem n, n  2, seu
quadradas de ordem 1, 2 e 3. determinante é a soma dos produtos dos elementos de uma fila
(linha ou coluna) qualquer pelos respectivos co-fatores.
Seja A uma matriz quadrada de ordem n.

Matemática 36
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Exemplo:
5 0 1 2 1 2 1 1 2
3 2 1 0  7 7 4 7 7
Sendo A= 
4 1 0 0 2 3 0 2 3
 
3  2 2 0 + + +

det A = (0 – 16 – 21) - ( - 14 + 12 + 0)
Devemos escolher a 4ª coluna para a aplicação do teorema detA = 0 – 16 – 21 + 14 – 12 – 0 = -49 + 14
de Laplace, pois, neste caso, teremos que calcular apenas um detA = -35
co-fator.
- Uma aplicação do Teorema de Laplace
Assim:
detA = 2.A14 + 0.A24 + 0.A34 + 0.A44 Sendo A uma matriz triangular, o seu determinante é o
produto dos elementos da diagonal principal; podemos
3 2 1 verificar isso desenvolvendo o determinante de A através da

A14=(-1)1+4 4 1 0 =+21
 1ª coluna, se ela for triangular superior, e através da 1ª linha,
  se ela for triangular superior, e através da 1ª linha, se ela for
3  2 2  triangular inferior.
Assim:
detA = 2 . 21 = 42
1ª. A é triangular superior
Observações Importantes: No cálculo do determinante de
uma matriz de ordem n, recaímos em determinantes de
matrizes de ordem n-1, e no cálculo destes, recaímos em a11 a12 a13 .... a1n 
determinantes de ordem n-2, e assim sucessivamente, até 0 a22 a23 ... a2 n 
recairmos em determinantes de matrizes de ordem 3, que 
calculamos com a regra de Sarrus, por exemplo. A= 0 0 a33 ... a3n 
- O cálculo de um determinante fica mais simples, quando  
escolhemos uma fila com a maior quantidade de zeros.  ... ... ... ... ... 
- A aplicação sucessiva e conveniente do teorema de Jacobi 0 0 ... ann 
pode facilitar o cálculo do determinante pelo teorema de  0
Laplace.

Exemplo: detA=a11.a22.a33. … .ann


 1 2 3 1 2ª. A é triangular inferior
 0 1 2 1 
Calcule det A sendo A= 
 2 3 1 2 a11 a12 a13 .... a1n 
   
 3 4 6 3 a21 a22 0 ... a2 n 
A= a31 a32 a33 ... a3n 
A 1ª coluna ou 2ª linha tem a maior quantidade de zeros.  
Nos dois casos, se aplicarmos o teorema de Laplace,  ... ... ... ... ... 
calcularemos ainda três co-fatores. a an 3 ... ann 
Para facilitar, vamos “fazer aparecer zero” em A31=-2 e  n1 an 2
A41=3 multiplicando a 1ª linha por 2 e somando com a 3ª e
multiplicando a 1ª linha por -3 e somando com a 4ª linha; detA=a11.a22.a33. … .ann
fazendo isso, teremos:
1 0 0  0
 1  0 1 0  0 
1 2 3
 0  1 2 1  
A=  In=  0 0 1  0
 0 7 7 4  
      
 0  2  3 0  0 0 0  1
Agora, aplicamos o teorema de Laplace na 1ª coluna:
detIn=1
- Determinante de Vandermonde e Regra de Chió
 1 2 1   1 2 1
Uma determinante de ordem n  2 é chamada
detA=1.(-1)1+1.
 7 7 4  =  7 7 4  determinante de Vandermonde ou determinante das
 potências se, e somente se, na 1ª linha (coluna) os elementos
  2  3 0   2  3 0 forem todos iguais a 1; na 2ª, números quaisquer; na 3ª, os
seus quadrados; na 4ª, os seus cubos e assim sucessivamente.
Aplicamos a regra de Sarrus,

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Exemplos: (A) 1.
- Determinante de Vandermonde de ordem 3 (B) 2.
(C) -2.
(D) -1.
1 1 1
a b c 03. (CGU – ADMINISTRATIVA – ESAF) Calcule o
determinante da matriz:
a 2 b2 c2 𝑐𝑜𝑠 𝑥 𝑠𝑒𝑛 𝑥
( )
𝑠𝑒𝑛 𝑥 cos 𝑥

- Determinante de Vandermonde de ordem 4 (A) 1


(B) 0
1 1 1 1 (C) cos 2x
(D) sen 2x
a b c d (E) sen x/2

a2 b2 c2 d 2 04. (PREF. ARARAQUARA/SP – AGENTE DA


ADMINISTRAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO –
a3 b3 c3 d 3 2, 𝑠𝑒 𝑖 > 𝑗
CETRO) Dada a matriz 𝐴 = (𝑎𝑖𝑗 ) , onde 𝑎𝑖𝑗 = { ,
3𝑥3 −1, 𝑠𝑒 𝑖 ≤ 𝑗
Os elementos da 2ª linha são denominados elementos assinale a alternativa que apresenta o valor do determinante
característicos. de A é
(A) -9.
- Propriedade (B) -8.
(C) 0.
Um determinante de Vandermonde é igual ao produto de (D) 4.
todas as diferenças que se obtêm subtraindo-se de cada um Respostas
dos elementos característicos os elementos precedentes,
independente da ordem do determinante. 01. Resposta: B.
𝑥 + 2𝑦 = 7 (𝑥 − 2)
{
Exemplo: 2𝑥 + 𝑦 = 8
−2𝑥 − 4𝑦 = −14
{
2𝑥 + 𝑦 = 8
Calcule o determinante:
- 3y = - 6
y=2
1 2 4 x = 7 - 2y
x=7–4=3
detA= 1 4 16
1 7 49 𝑏
|3 2| = 8
2 2
Sabemos que detA = detAt, então: 6–b=8
B=-2
1 1 1
02. Resposta: C.
detAt= 2 4 7 D = 4 - (-2x)
0 = 4 + 2x
1 16 49 x=-2

03. Resposta: C.
det = cos²x - sen²x
Que é um determinante de Vandermonde de ordem 3, det = cos(2x)
então:
detA = (4 – 2).(7 – 2).(7 – 4)=2 . 5 . 3 = 30 04. Resposta: A.
−1 −1 −1
Questões 𝐴 = ( 2 −1 −1 )
2 2 −1
01. (COBRA Tecnologia S-A (BB) - Analista −1 −1 −1
Administrativo - ESPP) O valor de b para que o determinante 𝐷𝑒𝑡 𝐴 = | 2 −1 −1|
𝑏 2 2 −1
𝑥 detA = - 1 – 4 + 2 - (2 + 2 + 2) = - 9
da matriz [ 2 ] seja igual a 8, em que x e y são as coordenadas
2 𝑦
𝑥 + 2𝑦 = 7 SISTEMAS LINEARES
da solução do sistema { , é igual a:
2𝑥 + 𝑦 = 8
(A) 2. Um Sistema de Equações Lineares é um conjunto ou uma
(B) –2. coleção de equações com as quais é possível resolvermos tudo
(C) 4. de uma só vez. Sistemas Lineares são úteis para todos os
(D) –1. campos da matemática aplicada, em particular, quando se
trata de modelar e resolver numericamente problemas de
02. (PM/SP – SARGENTO CFS – CETRO) É correto afirmar diversas áreas. Nas engenharias, na física, na biologia, na
1 𝑥 química e na economia, por exemplo, é muito comum a
que o determinante | |é igual a zero para x igual a
−2 4 modelagem de situações por meio de sistemas lineares.

Matemática 38
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APOSTILAS OPÇÃO

Definição Exemplos:
Toda equação do tipo a1x1 + a2x2 + a3x3+...anxn = b, onde a1, A) O par ordenado (1,3) é a única solução do sistema
a2, a3,.., an e b são números reais e x1, x2, x3,.., xn são as 2𝑥 − 𝑦 = −1
{
incógnitas. 7𝑥 − 3𝑦 = −2
Os números reais a1, a2, a3..., an são chamados de Temos que o sistema é possível e determinado (SPD)
coeficientes e b é o termo independente.
Observamos também que todos os expoentes de todas as 3𝑥 − 3𝑦 + 3𝑧 = 3
B) O sistema { apresenta infinitas
variáveis são sempre iguais a 1. 𝑥−𝑦+𝑧 =1
soluções, como por exemplo (0,1,2), (1,0,0),(2,-1,-2). Dizemos
Solução de uma equação linear que o sistema é possível e indeterminado (SPI)
Na equação 4x – y = 2, o par ordenado (3,10) é uma solução,
pois ao substituirmos esses valores na equação obtemos uma 𝑥−𝑦+𝑧 = 4
igualdade. C) O sistema {−4𝑥 + 2𝑦 − 𝑧 = 0 não apresenta nenhuma
4 . 3 – 10 → 12 – 10 = 2 𝑥−𝑦+𝑧 = 2
solução, pois a primeira e a terceira equações não podem
Já o par (3,0) não é a solução, pois 4.3 – 0 = 2 → 12 ≠ 2 satisfeitas ao mesmo tempo. Dizemos que o sistema é
impossível (SI).
Sistema Linear
Um conjunto de m equações lineares na variáveis x1,x2, ..., Sistemas escalonados
xn é dito sistema linear de m equações e n variáveis. Considerando um sistema linear S no qual, em cada
equação, existe pelo menos um coeficiente não nulo.
Dessa forma temos: Dizemos que S está na forma escalonada (ou é escalonado)
2𝑥 − 3𝑦 = 5 se o número de coeficientes nulos, antes do 1º coeficiente não
𝑎) { é 𝑢𝑚 𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒𝑚𝑎 𝑐𝑜𝑚 2 𝑒𝑞𝑢𝑎çõ𝑒𝑠 𝑒 2 𝑣𝑎𝑟𝑖á𝑣𝑒𝑖𝑠 nulo, aumenta de equação para equação.
𝑥+𝑦 = 4
𝑥−𝑦+𝑧 = 2
𝑏) { é 𝑢𝑚 𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒𝑚𝑎 𝑐𝑜𝑚 2 𝑒𝑞𝑢𝑎çõ𝑒𝑠 𝑒 3 𝑣𝑎𝑟𝑖á𝑣𝑒𝑖𝑠 Exemplos de sistemas escalonados:
−3𝑥 + 4𝑦 = 1

𝑐){𝑥 − 𝑦 + 2𝑧 − 𝑤 𝟒𝒙 − 𝒚 + 𝟓𝒛 = 𝟑𝟔 𝟒𝒙 + 𝒚 − 𝒛 − 𝒕 − 𝒘 = 𝟏
𝟑𝒙 − 𝒚 + 𝒛 = 𝟐 { { 𝒛 + 𝒕 + 𝟐𝒘 = 𝟎
= 0 é 𝑢𝑚 𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒𝑚𝑎 𝑐𝑜𝑚 1 𝑒𝑞𝑢𝑎çã𝑜 𝑒 4 𝑣𝑎𝑟𝑖á𝑣𝑒𝑖𝑠 𝟑𝒚 − 𝟐𝒛 = 𝟏
𝟐𝒘 = −𝟑
𝟐𝒚 − 𝟑𝒛 = −𝟏
Matrizes associadas a um sistema { −𝒛 = 𝟓
Podemos associar a um sistema linear 2 matrizes
Observe que o 1º sistema temos uma redução de números
(completas e incompletas) cujos elementos são os coeficientes
de coeficientes nulos: da 1ª para a 2ª equação temos 1 e da 1ª
das equações que formam o sistema.
para a 3ª temos 2; logo dizemos que ele é escalonado.
Exemplo:
4𝑥 + 3𝑦 = 1
𝑎) { - Resolução de um sistema na forma escalonado
2𝑥 − 5𝑦 = −2
Temos que: Temos dois tipos de sistemas escalonados.
4 3
𝐴=( ) é 𝑎 𝑚𝑎𝑡𝑟𝑖𝑧 𝑖𝑛𝑐𝑜𝑚𝑝𝑙𝑒𝑡𝑎 𝑒 𝐵 1º) Número de equações igual ao número de variáveis
2 −5
4 3 1
=( ) é 𝑎 𝑚𝑎𝑡𝑟𝑖𝑧 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑙𝑒𝑡𝑎.
2 −5 −2 3𝑥 + 7𝑦 + 5𝑧 = −3
{ 𝑦 + 𝑧 = −2
Solução de um sistema −2𝑧 = 8
Dizemos que a1,a2,...,an é a solução de um sistema linear
de n variáveis quando é solução de cada uma das equações do Vamos partir da última equação, onde obtemos o valor de
sistema. z. Substituindo esse valor na segunda equação obtemos y. Por
fim, substituímos y e z na primeira equação, obtendo x.
Exemplo: Assim temos:
A tripla ordenada (-1,-2,3) é solução do sistema: -2z = 8 → z = -4
3𝑥 − 𝑦 + 𝑧 = 2 y + z = -2 → y – 4 = -2 → y = 2
{ 𝑥 − 2𝑦 − 𝑧 = 0 3x + 7y + 5z = -3 → 3x + 7.2 + 5.(-4) = -3 →3x + 14 – 20 = -
2𝑥 + 𝑦 + 2𝑧 = 2 3 →3x = -3 + 6 →3x = 3 → x = 1

1º equação → 3.(-1) – (-2) + 3 = -3 + 2 + 3 = 2 (V) Logo a solução para o sistema é (1,2,-4).


2º equação → -1 -2.(-2) – 3 = -1 + 4 – 3 = 0 (V) O sistema tem uma única solução logo é SPD.
3º equação → 2.(-1) + (-2) + 2.3 = -2 – 2 + 6 = 2 (V)
2º) Número de equações menor que o número de
Classificação de um sistema linear variáveis.
Um sistema linear é classificado de acordo com seu
números de soluções. 𝑥 − 𝑦 + 3𝑧 = 5
{
𝑦+𝑧 = 2

Sabemos que não é possível determinar x,y e z de maneira


única, pois há três variáveis e apenas duas “informações” sobre
as mesmas. A solução se dará em função de uma de suas
variáveis, que será chamada de variável livre do sistema.
Vamos ao passo a passo:

Matemática 39
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APOSTILAS OPÇÃO

1º passo → a variável que não aparecer no início de 2º passo: Anulamos o coeficiente da 1ª equação das
nenhuma das equações do sistema será convencionada como demais equações, usando as propriedades 1 e 2.
variável livre, neste caso, a única variável livre é z. 3º passo: Desprezamos a 1ª equação e aplicamos os 2
primeiros passos com as equações restantes.
2º passo → transpomos a variável livre z para o 2º 4º passo: Desprezamos a 1ª e a 2ª equações e aplicamos
membro em cada equação e obtemos: os dois primeiros passos nas equações, até o sistema ficar
escalonado.
𝑥 − 𝑦 = 5 − 3𝑧
{
𝑦 =2−𝑧 Vejamos um exemplo:

3º passo → para obtermos x como função de z, Escalone e resolva o sistema:


substituímos y = 2 – z, na equação: −𝑥 + 𝑦 − 2𝑧 = −9
x - (2 – z) = 5 – 3z → x = 7 – 4z { 2𝑥 + 𝑦 + 𝑧 = 6
−2𝑥 − 2𝑦 + 𝑧 = 1
Assim, toda tripla ordenada da forma (7 – 4z, 2 – z, z),
sendo z ϵ R, é solução do sistema. Para cada valor real que Primeiramente precisamos anular os coeficientes de x na
atribuirmos a z, chegaremos a uma solução do sistema. 2ª e na 3ª equação:

z = 0 → (7,2,0) z = 1 → (3,1,1)
z = -1 → (11,3, -1) 1 3 1
z = → (5, , )
2 2 2

Este tipo de sistema é dado por infinitas soluções, por isso


chamamos de SPI.

Sistemas equivalentes e escalonamento


Dizemos que dois sistemas lineares, S1 e S2, são Deixando de lado a 1ª equação, vamos repetir o processo
equivalentes quando a solução de S1 também é solução de S2. para a 2ª e a 3ª equação. Convém, entretanto, dividir os
Dado um sistema linear qualquer, nosso objetivo é coeficientes da 2ª equação por 3, a fim de facilitar o
transforma-lo em outro equivalente, pois como vimos é fácil escalonamento:
resolver um sistema de forma escalonada. Para isso, vamos −𝑥 + 𝑦 − 2𝑧 = −9
aprender duas propriedades que nos permitirá construir { 𝑦 − 𝑧 = −4
sistemas equivalentes. −4𝑦 + 5𝑧 = 19

1ª Propriedade: quando multiplicamos por k, k ϵ R*, os Que é equivalente a:


membros de uma equação qualquer de um sistema linear S, -Substituímos a 3ª equação pela
obtemos um novo sistema S’ equivalente a S. soma dela com a 2ª equação,
𝑥−𝑦=4 −𝑥 + 𝑦 − 2𝑧 = −9 multiplicada por 4:
𝑆{ , 𝑐𝑢𝑗𝑎 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜 é (3, −1)
2𝑥 + 3𝑦 = 3 { 𝑦 − 𝑧 = −4
4𝑦−4𝑧=−16
𝑧=3 −4𝑦+5𝑧=19
Multiplicando-se a 1ª equação de S por 3, por exemplo,
𝑧=3
obtemos:
3𝑥 − 3𝑦 = 12
𝑆′ { , 𝑎 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑖𝑛𝑢𝑎 𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜 (3, −1)
6𝑥 + 9𝑦 = 9
O sistema obtido está escalonado é do tipo SPD.
A solução encontrada para o mesmo é (2,-1,3)
2ª Propriedade: quando substituímos uma equação de
Observação: Quando, durante o escalonamento,
um sistema linear S pela soma, membro a membro, dele
encontramos duas equações com coeficientes ordenadamente
com outra, obtemos um novo sistema S’, equivalente a S.
−𝑥 + 𝑦 = −2 iguais ou proporcionais, podemos retirar uma delas do
𝑆{ , 𝑐𝑢𝑗𝑎 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜 é (5,3) sistema.
2𝑥 − 3𝑦 = 1
Exemplo:
Substituindo a 2ª equação pela soma dela com a 1ª:
−𝑥 + 𝑦 = −2
−𝑥 + 𝑦 = −2 (2ª 𝑒𝑞.)+(1ª 𝑒𝑞.) 2𝑥 − 3𝑦 = 1 Escalone e resolva o sistema:
𝑆′ { ← (+) 3𝑥 − 2𝑦 − 𝑧 = 0
2𝑥 − 3𝑦 = 1
𝑥 − 2𝑦 = −1 { 𝑥 − 𝑦 + 2𝑧 = 1
8𝑥 − 6𝑦 + 2𝑧 = 2
O par (5,3) é também solução de S’, pois a segunda
também é verificada: 𝑥 − 𝑦 + 2𝑧 = 1
x – 2y = 5 – 2. 3 = 5 – 6 = -1 { 3𝑥 − 2𝑦 − 𝑧 = 0
8𝑥 − 6𝑦 + 2𝑧 = 2
Escalonamento de um sistema (-3) x (1ª eq.) + (2ª eq.):
Para escalonarmos um sistema linear qualquer vamos -3x + 3y – 6z = -3
seguir o passo a passo abaixo: 3x – 2y – z = 0
𝑥 − 𝑦 + 2𝑧 = 1
y – 7z = -3
1º passo: Escolhemos, para 1º equação, uma em que o { 𝑦 − 7𝑧 = −3
coeficiente da 1ª incógnita seja não nulo. Se possível, fazemos 2𝑦 − 14𝑧 = −6
a escolha a fim de que esse coeficiente seja igual a -1 ou 1, pois
os cálculos ficam, em geral, mais simples. (-8) x (1eq.) + (3ª eq.)

Matemática 40
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APOSTILAS OPÇÃO

-8x + 8y – 16z = -8 Resolvendo-o vem y = -3z e x = 4z. Se z = α, α ϵ R, segue a


8x - 6y + 2z = 2 solução geral (4α,-3α, α).
2y – 14z = -6 Vamos ver algumas de suas soluções:
- α = 0 → (0,0,0): solução nula ou trivial.
- α = 1 → (4,-3,1)
Deixamos a 1ª equação de lado e repetimos o processo - α = -2 → (-8,6,-2)
para a 2ª e 3ª equação:
As soluções onde α = 1 e – 2 são próprias ou diferentes da
(-2) x (2ª eq.) + (3ª eq.) trivial.
𝑥 − 𝑦 + 2𝑧 = 1 -2y + 14z = 6
{ 𝑦 − 7𝑧 = −3 2y – 14z = -6 Regra de Cramer
0=0 0 =0 𝑎𝑥 + 𝑏𝑦 = 𝑒
Consideramos os sistema { . Suponhamos que
𝑐𝑥 + 𝑑𝑦 = 𝑓
a ≠ 0. Observamos que a matriz incompleta desse sistema é
𝑎 𝑏
A 3ª equação pode ser retirada do sistema, pois, apesar de 𝑀=( ), cujo determinante é indicado por D = ad – bc.
𝑐 𝑑
ser sempre verdadeira, não traz informação sobre os valores
das variáveis. Assim, obtemos os sistema escalonado: Escalonando o sistema, obtemos:
𝑎𝑥 + 𝑏𝑦 =𝑒
𝑥 − 𝑦 + 2𝑧 = 1 (𝐼) { (∗)
{ , 𝑞𝑢𝑒 é 𝑑𝑜 𝑡𝑖𝑝𝑜 𝑆𝑃𝐼. (𝑎𝑑 − 𝑏𝑐). 𝑦 = (𝑎𝑓 − 𝑐𝑒)
𝑦 − 7𝑧 = −3 (𝐼𝐼)
Se substituirmos em M a 2ª coluna (dos coeficientes de y)
pela coluna dos coeficientes independentes, obteremos
A variável livre do sistema é z, então temos: 𝑎 𝑒
(I) y = 7z – 3 ( 𝑐 𝑓 ),cujo determinante é indicado por Dy = af – ce.
(II) x – (7z – 3) + 2z = 1 → x = 5z – 2 Assim, em (*), na 2ª equação, obtemos D. y = Dy. Se D ≠ 0,
𝐷𝑦
segue que 𝑦 = .
Assim, S = [(5z – 2, 7z – 3, z); z ϵ R] 𝐷

Sistemas homogêneos Substituindo esse valor de y na 1ª equação de (*) e


𝑒 𝑏
Observe as equações lineares seguintes: considerando a matriz ( ), cujo determinante é indicado
𝑓 𝑑
𝐷𝑥
x – y + 2z = 0 4x – 2y + 5z = 0 -x1 – x2 – x3 = 0 por Dx = ed – bf, obtemos 𝑥 = , D ≠ 0.
𝐷

O coeficiente independente de cada uma delas é igual a Resumindo:


zero, então denominamos de equações homogêneas. 𝑎𝑥 + 𝑏𝑦 = 𝑒
Um sistema { é possível e determinado
Note que a tripla ordenada (0,0,0) é uma possível solução 𝑐𝑥 + 𝑑𝑦 = 𝑓
dessas equações, na qual chamamos de solução nula, trivial ou 𝑎 𝑏
quando 𝐷 = | | ≠ 0, e a solução desse sistema é dada por
imprópria. 𝑐 𝑑
Ao conjunto de equações homogêneas denominamos de :
𝑫𝒙 𝑫𝒚
sistemas homogêneos. Este tipo de sistema é sempre 𝒙= 𝒆𝒚=
possível, pois a solução nula satisfaz cada uma de suas 𝑫 𝑫
equações.
Estes resultados são conhecidos como Regra de Cramer e
podem ser generalizados para um sistema n x n (n equações e
n incógnitas). Esta regra é um importante recurso na resolução
de sistemas lineares possíveis e determinados, especialmente
quando o escalonamento se torna trabalhoso (por causa dos
coeficientes das equações) ou quando o sistema é literal.

Exemplo:
Vamos aplicar a Regra de Cramer para resolver os sistema
𝑥+𝑦+𝑧 = 0
{4𝑥 − 𝑦 − 5𝑧 = −6
Exemplo: 2𝑥 + 𝑦 + 2𝑧 = −3
𝑥+𝑦−𝑧 =0
Escalonando o sistema {2𝑥 + 3𝑦 + 𝑧 = 0 , 𝑣𝑒𝑚: 1 1 1
5𝑥 + 7𝑦 + 𝑧 = 0 De início temos que |4 −1 −5| = −9 ≠ 0. Temos, dessa
2 1 2
𝑥+𝑦−𝑧=0 forma, SPD.
{ 𝑦 + 3𝑧 = 0 ← (−2)𝑥(1ª 𝑒𝑞. ) + (2ª 𝑒𝑞. )
0 1 1 𝐷𝑥 18
2𝑦 + 6𝑧 = 0 ← (−5)𝑥(1ª 𝑒𝑞. ) + (3ª 𝑒𝑞. ) 𝐷𝑥 = |−6 −1 −5| = 15 − 6 − 3 + 12 = 18; 𝑥 = =
𝐷 −9
−3 1 2
Dividindo os coeficientes da 3ª equação por 2, notamos = −2
que ela ficará igual à 2ª equação e , portanto poderá ser
retirada do sistema.
1 0 1 𝐷𝑦
Assim, o sistema se reduz à forma escalonada 𝐷𝑦 = |4 −6 −5| = −12 − 12 + 12 − 15 = −27; 𝑦 =
𝑥+𝑦−𝑧 =0 𝐷
2 −3 2
{ 𝑒 é 𝑑𝑜 𝑡𝑖𝑝𝑜 𝑆𝑃𝐼. −27
𝑦 + 3𝑧 = 0
= =3
−9

Matemática 41
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APOSTILAS OPÇÃO

1 1 0 𝐷𝑧 9 Observações:
𝐷𝑧 = |4 −1 −6| = 3 − 12 + 6 + 12 = 9; 𝑧 = = - Para um sistema homogêneo, a condição D = 0, é
𝐷 −9
2 1 −3 necessária para que tenhamos SPI, mas não é suficiente (pois
= −1 existe a possibilidade de se ter SI).
- Para um sistema homogêneo, a condição D = 0 é suficiente
Uma alternativa para encontrar o valor de z seria substituir para que tenhamos SPI.
x por -2 e y por 3 em qualquer uma das equações do sistema.
Assim, S = {(-2,3-1)}. Questões

Discussão de um sistema
2 x  3 y  8
𝑎𝑥 + 𝑏𝑦 = 𝑒 01. Resolver e classificar o sistema: 
Consideremos novamente o sistema {
𝑐𝑥 + 𝑑𝑦 = 𝑓
, cuja 3x  2 y  1
forma escalonada é:
02. Determinar m real, para que o sistema seja possível e
𝑎𝑥 + 𝑏𝑦 = 𝑒 determinado: 2 x  3 y  5

{(𝑎𝑑
⏟ − 𝑏𝑐) . 𝑦 = (𝑎𝑓 − 𝑐𝑒)(∗)  x  my  2
𝐷 3x  y  z  5
03. Resolver e classificar o sistema: 
x  3 y  7
𝑎 𝑏 2 x  y  2 z  4
em que 𝐷 = | | é o determinante da matriz incompleta 
𝑐 𝑑
do sistema. 04. Determinar m real para que o sistema seja possível e
x  2y  z  5
Como vimos, se D ≠ 0, o sistema é possível e determinado determinado. 
e a solução pode ser obtida através da Regra de Cramer. 2 x  y  2 z  5
3x  y  mz  0
Se D = 0, o 1º membro de (*) se anula. Dependendo do 
anulamento, ou não, do 2º membro de (*), temos SPI ou SI.
Em geral, sendo D o determinante da matriz incompleta Respostas
dos coeficientes de um sistema linear, temos:
01. Resposta: S= {(1, 2)}.
D ≠ 0 → SPD Calculemos inicialmente D, Dx e Dy:
D = 0 → (SPI ou SI) 2 3
D  4  9  13
3 2
Esses resultados são válidos para qualquer sistema linear
de n equações e n incógnitas, n ≥ 2. Temos que discutir um 8 3
sistema linear em função de um ou mais parâmetros significa Dx   16  3  13
dizer quais valores do(s) parâmetro(s) temos SPD, SPI ou SI. 1 2
Exemplo:
2 8
Dy   2  24  26
Vamos discutir, em função de m, o sistema 3 1
𝑥 − 2𝑦 + 3𝑧 = 0
{ 3𝑥 + 𝑦 + 𝑧 = 2
2𝑥 + 3𝑦 + 𝑚𝑧 = 2 Como D =-13 ≠ 0, o sistema é possível e determinado e:
Dx  13 D  26
1 −2 3 x  1 e y  y  2
Temos: 𝐷 = |3 1 1 | = 𝑚 − 4 + 27 − 6 − 3 + 6𝑚 − D  13 D  13
2 3 𝑚
7𝑚 + 14 Assim: S= {(1, 2)} e o sistema são possíveis e
determinados.
- Se 7m + 14 ≠ 0, isto é, se m ≠ - 2, temos SPD.
- Se 7m + 14 = 0, isto é, se m = -2 , podemos ter SI ou SPI. 02. Resposta:  3 .
Então vamos substituir m por -2 no sistema e resolvê-lo: m  R / m  
 2
Segundo a regra de Cramer, devemos ter D ≠ 0, em que:
𝑥 − 2𝑦 + 3𝑧 = 0 2 3
{ 3𝑥 + 𝑦 + 𝑧 = 2 D  2m  3
2𝑥 + 3𝑦 − 2𝑧 = 2 1 m
𝑥 − 2𝑦 + 3𝑧 = 0
⟺{ 7𝑦 − 8𝑧 = 2 ⟵ (−3)𝑥 (1ª 𝑒𝑞. ) + (2ª 𝑒𝑞. )
3
Assim: 2m -3 ≠ 0 → m ≠
7𝑦 − 8𝑧 = 2 ⟵ (−2)𝑥 (1ª 𝑒𝑞. ) + (3ª 𝑒𝑞. ) 2
Então, os valores reais de m, para que o sistema seja
ou ainda possível e determinado, são dados pelos elementos do
𝑥 − 2𝑦 + 3𝑧 = 0 conjunto:
{ , 𝑞𝑢𝑒 é 𝑒𝑠𝑐𝑎𝑙𝑜𝑛𝑎𝑑𝑜 𝑒 𝑑𝑜 𝑡𝑖𝑝𝑜 𝑆𝑃𝐼.
7𝑦 − 8𝑧 = 2  3
m  R / m  
 2
Assim:
m ≠ - 2 → SPD
m = -2 → SPI 03. Resposta: S = {(1, 2, 4)}.
Calculemos inicialmente D, D x, Dy e Dz

Matemática 42
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𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜
3 1 1 - 𝑠𝑒𝑛 =
𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑑𝑎 ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑛𝑢𝑠𝑎
D1 3 0  18  0  1  6  0  2  25

2 1 2 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒


- 𝑐𝑜𝑠 =
𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑑𝑎 ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑛𝑢𝑠𝑎
5 1 1

Dx  7 3 0  30  0  7  12  0  14  25 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜


- 𝑡𝑔 =
2 1 2 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒

3 5 1

Dy  1 7 0  42  0  4  14  0  10  50
242

3 1 5

Dz  1 3 7  36  14  5  30  21  4  100

2 1 4
Como D= -25 ≠ 0, o No triângulo acima, temos:

sistema é possível e determinado e:


 25 D y  50 D
D
x x   1; y    2; z  z  100  4
D  25 D  25 D  25

Assim: S = {(1, 2, 4)} e o sistema são possíveis e


Como podemos notar, 𝑠𝑒𝑛𝛼 = 𝑐𝑜𝑠𝛽 e 𝑠𝑒𝑛𝛽 = 𝑐𝑜𝑠𝛼.
determinados.
Em todo triângulo a soma dos ângulos internos é igual a
180°.
04. Resposta: m  R / m  3. No triângulo retângulo um ângulo mede 90°, então:
Segundo a regra de Cramer, devemos ter D ≠ 0. 90° + α + β = 180°
Assim: α + β = 180° - 90°
α + β = 90°
1 2 1
Quando a soma de dois ângulos é igual a 90°, eles são
D  2 1 2  m  12  2  3  2  4m chamados de Ângulos Complementares. E, neste caso, sempre
3 1 m o seno de um será igual ao cosseno do outro.

D = -5m + 15 Valores Notáveis


A tabela a seguir representa os valores de seno, cosseno e
Assim: -5m + 15 ≠ 0 → m ≠ 3 tangente dos ângulos de 30°, 45° e 60°, considerados os três
Então, os valores reais de m, para que o sistema seja ângulos notáveis da trigonometria.
possível e determinado, são dados pelos elementos do
conjunto:
m  R / m  3

Trigonometria.

TRIGONOMETRIA NO TRIÂNGULO RETÂNGULO Questões

Em todo triângulo retângulo os lados recebem nomes 01. Um avião levanta voo formando um ângulo de 30° com
especiais. O maior lado (oposto do ângulo de 90°) é chamado a horizontal. Sua altura, em metros, após ter percorridos 600
de Hipotenusa e os outros dois lados menores (opostos aos m será:
dois ângulos agudos) são chamados de Catetos. (A) 100
Observe a figura: (B) 200
(C) 300
(D) 400
(E) 500

02. Sobre um plano inclinado deverá ser construída uma


escadaria.

Para estudo de Trigonometria, são definidos no


triângulo retângulo, três razões chamadas trigonométricas:
seno, cosseno e tangente.
Sabendo-se que cada degrau da escada deverá ter um
altura de 20 cm e que a base do plano inclinado medem 280√3

Matemática 43
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APOSTILAS OPÇÃO

cm, conforme mostra a figura acima, então, a escada deverá CICLO TRIGONOMÉTRICO
ter:
(A) 10 degraus A medida do segmento OB coincide com a ordenada y' do
(B) 28 degraus ponto M e é definida como o seno do arco AM que corresponde
(C) 14 degraus ao ângulo a, denotado por sen(AM) ou sen(a).
(D) 54 degraus
(E) 16 degraus

03. A uma distância de 40 m, uma torre é vista sob um


ângulo 𝛼, como mostra a figura.

Como temos várias determinações para o mesmo ângulo,


escreveremos sen(AM)=sen(a)=sen(a+2k )=y'

Para simplificar os enunciados e definições seguintes,


escreveremos sen(x) para denotar o seno do arco de medida x
radianos.

Sabendo que sen20° = 0,342 e cos20° = 0,940, a altura da Cosseno: O cosseno do arco AM correspondente ao ângulo
torre, em metros, será aproximadamente: a, denotado por cos(AM) ou cos(a), é a medida do segmento
(A) 14,552 0C, que coincide com a abscissa x' do ponto M.
(B) 14,391
(C) 12,552
(D) 12,391
(E) 16,552
Respostas

01. Resposta: C.
Do enunciado temos a seguinte figura.
Como antes, existem várias determinações para este
ângulo, razão pela qual, escrevemos cos(AM) = cos(a) =
cos(a+2k ) = x'
600 m é a hipotenusa e h é o cateto oposto ao ângulo dado,
então temos que usar o seno. Tangente
sen30° =
cat. oposto Seja a reta t tangente à circunferência trigonométrica no
hipotenusa ponto A=(1,0). Tal reta é perpendicular ao eixo OX. A reta que
passa pelo ponto M e pelo centro da circunferência intersecta
1 h
= → 2h = 600 → h = 600 : 2 = 300 m a reta tangente t no ponto T=(1,t'). A ordenada deste ponto T,
2 600
é definida como a tangente do arco AM correspondente ao
02. Resposta: C. ângulo a.
Para saber o número de degraus temos que calcular a
altura ̅̅̅̅
BC do triângulo e dividir por 20 (altura de cada degrau).
̅̅̅̅ e AC
No triângulo ABC, BC ̅̅̅̅ são catetos, a relação entre os dois
catetos é a tangente.
cat.oposto ̅̅̅̅
BC
tg30° = = ̅̅̅̅
cat.adjacente AC
Assim a tangente do ângulo a é dada pelas suas várias
determinações: tan(AM) = tan(a) = tan(a+k ) = µ(AT) = t'
Podemos escrever M=(cos(a),sen(a)) e T=(1,tan(a)), para
cada ângulo a do primeiro quadrante. O seno, o cosseno e a
Número de degraus = 280 : 20 = 14
tangente de ângulos do primeiro quadrante são todos
positivos.
03. Resposta: A.
Um caso particular importante é quando o ponto M está
Observando a figura, nós temos um triângulo retângulo,
sobre o eixo horizontal OX. Neste caso:
vamos chamar os vértices de A, B e C.
cos(0)=1, sen(0)=0 e tan(0)=0
Ampliaremos estas noções para ângulos nos outros
quadrantes

Ângulos no segundo quadrante


Se na circunferência trigonométrica, tomamos o ponto M
Como podemos ver h e 40 m são catetos, a relação a ser no segundo quadrante, então o ângulo a entre o eixo OX e o
usada é a tangente. Porém no enunciado foram dados o sen e o segmento OM pertence ao intervalo /2<a< . Do mesmo
cos. Então, para calcular a tangente, temos que usar a relação modo que no primeiro quadrante, o cosseno está relacionado
fundamental: com a abscissa do ponto M e o seno com a ordenada deste
𝑡𝑔𝛼 =
𝑠𝑒𝑛𝛼
→ 𝑡𝑔𝛼 =
0,342
→ tg𝛼 = 0,3638 ponto. Como o ponto M=(x,y) possui abscissa negativa e
𝑐𝑜𝛼𝑥 0,940 ordenada positiva, o sinal do seno do ângulo a no segundo
quadrante é positivo, o cosseno do ângulo a é negativo e a
̅̅̅̅
𝐴𝐶 ℎ
𝑡𝑔𝛼 = ̅̅̅̅ → 0,363 = → h = 40.0,363 → h = 14,552 m tangente do ângulo a é negativa.
𝐴𝐵 40

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Simetria em relação ao eixo OY


Seja M um ponto da circunferência trigonométrica
localizado no primeiro quadrante, e seja M' simétrico a M em
relação ao eixo OY, estes pontos M e M' possuem a mesma
ordenada e as abscissa são simétricas.

Outro caso particular importante é quando o ponto M está


sobre o eixo vertical OY e neste caso: cos( /2)=0 e sen(
/2)=1
A tangente não está definida, pois a reta OM não intercepta
a reta t, pois elas são paralelas.

Ângulos no terceiro quadrante Sejam A=(1,0) um ponto da circunferência, a o ângulo


O ponto M=(x,y) está localizado no terceiro quadrante, o correspondente ao arco AM e b o ângulo correspondente ao
que significa que o ângulo pertence ao intervalo: <a<3 arco AM'. Desse modo:
/2. Este ponto M=(x,y) é simétrico ao ponto M'=(-x,-y) do sen(a) = sen(b)
primeiro quadrante, em relação à origem do sistema, cos(a) = - cos(b)
indicando que tanto a sua abscissa como a sua ordenada são tg(a) = - tg(b)
negativos. O seno e o cosseno de um ângulo no terceiro
quadrante são negativos e a tangente é positiva. Simetria em relação à origem
Seja M um ponto da circunferência trigonométrica
localizado no primeiro quadrante, e seja M' simétrico de M em
relação a origem, estes pontos M e M' possuem ordenadas e
abscissas simétricas.

Em particular, se a= radianos, temos que cos( )=-


1, sen( )=0 e tg( )=0

Ângulos no quarto quadrante


O ponto M está no quarto quadrante, 3 /2<a< 2 . O Sejam A=(1,0) um ponto da circunferência, a o ângulo
seno de ângulos no quarto quadrante é negativo, o cosseno é correspondente ao arco AM e b o ângulo correspondente ao
positivo e a tangente é negativa. arco AM'. Desse modo:
sen(a) = -sen(b)
cos(a) = - cos(b)
tg(a) = tg(b)

Senos e cossenos de alguns ângulos notáveis


Uma maneira de obter o valor do seno e cosseno de alguns
ângulos que aparecem com muita frequência em exercícios e
aplicações, sem necessidade de memorização, é através de
Quando o ângulo mede 3 /2, a tangente não está simples observação no círculo trigonométrico.
definida pois a reta OP não intercepta a reta t, estas são
paralelas. Quando a=3 /2, temos: cos(3 /2)=0, sen(3
/2)=-1

Simetria em relação ao eixo OX


Em uma circunferência trigonométrica, se M é um ponto no
primeiro quadrante e M' o simétrico de M em relação ao eixo
OX, estes pontos M e M' possuem a mesma abscissa e as
ordenadas possuem sinais opostos.

Primeira relação fundamental


Sejam A=(1,0) um ponto da circunferência, a o ângulo Uma identidade fundamental na trigonometria, que realiza
correspondente ao arco AM e b o ângulo correspondente ao um papel muito importante em todas as áreas da Matemática
arco AM', obtemos: e também das aplicações é: sin²(a) + cos²(a) = 1 que é
sen(a) = - sen(b) verdadeira para todo ângulo a.
cos(a) = cos(b)
tg(a) = - tg(b)

Matemática 45
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APOSTILAS OPÇÃO

Necessitaremos do conceito de distância entre dois pontos sen(a+b) = sen(a)cos(b) + cos(a)sen(b)


no plano cartesiano, que nada mais é do que a relação de cos(a+b) = cos(a)cos(b) - sen(a)sen(b)
Pitágoras. Sejam dois pontos, A=(x',y') e B=(x",y").
Dividindo a expressão de cima pela de baixo, obtemos:
sen(a)cos(b)+cos(a)sen(b)
tg(a+b)=
cos(a)cos(b)-sen(a)sen(b)

Dividindo todos os quatro termos da fração por


Definimos a distância entre A e B, denotando-a por d(A,B), cos(a)cos(b), segue a fórmula:
como: tg(a) + tg(b)
tg(a+b)=
1 - tg(a)tg(b)
Se M é um ponto da circunferência trigonométrica, cujas Como
coordenadas são indicadas por (cos(a),sen(a)) e a distância sen(a-b) = sen(a)cos(b) - cos(a)sen(b)
deste ponto até a origem (0,0) é igual a 1. Utilizando a fórmula cos(a-b) = cos(a)cos(b) + sen(a)sen(b)
da distância, aplicada a estes pontos, d(M,0)=[(cos(a)- podemos dividir a expressão de cima pela de baixo, para
0)²+(sen(a)-0)²]1/2, de onde segue que 1=cos²(a)+sin²(a). obter:
tg(a) - tg(b)
tg(a-b)=
1 + tg(a)tg(b)

Arcos côngruos (ou congruentes)


Os arcos no círculo trigonométrico possuem origem e
extremidade. Uma volta completa no círculo trigonométrico
corresponde a 360º ou 2π rad. mas nem todos os arcos
possuem o mesmo comprimento, pois eles podem ter número
Segunda relação fundamental de voltas completas diferentes. Com isso podemos definir que:
Outra relação fundamental na trigonometria, muitas vezes
tomada como a definição da função tangente, é dada por:
sen(a)
tg(a) =
cos(a)
Deve ficar claro, que este quociente somente fará sentido
quando o denominador não se anular.
Se a=0, a= ou a=2 , temos que sen(a)=0, implicando
que tg(a)=0, mas se a= /2 ou a=3 /2, segue que cos(a)=0
e a divisão acima não tem sentido, assim a relação
tg(a)=sen(a)/cos(a) não é verdadeira para estes últimos
valores de a. 1º quadrante: abscissa positiva e ordenada positiva → 0º <
Para a 0, a ,a 2 ,a /2 e a 3 α < 90º.
/2, considere novamente a circunferência trigonométrica na 2º quadrante: abscissa negativa e ordenada positiva → 90º
figura seguinte. < α < 180º.
3º quadrante: abscissa negativa e ordenada negativa →
180º < α < 270º.
4º quadrante: abscissa positiva e ordenada negativa →
270º < α < 360º.

Dois arcos são côngruos (ou congruentes) quando têm


a mesma extremidade e diferem entre si apenas pelo
número de voltas inteiras.
Os triângulos OMN e OTA são semelhantes, logo:
AT OA Uma regra prática e eficiente para determinar se dois arcos
= são côngruos consiste em verificar se a diferença entre eles é
MN ON um número divisível ou múltiplo de 360º, isto é, a diferença
Como AT=|tg(a)|, MN=|sen(a)|, AO = 1 e ON = |cos(a)|, para entre as medidas dos arcos dividida por 360º precisa ter resto
todo ângulo a, 0 < a < 2 com a /2 e a 3 /2 igual a zero.
temos Exemplo:
sen(a) Verificar se os arcos de medidas 6230º e 8390º são
tg(a) = côngruos.
cos(a) 8390º – 6230º = 2160
2160º / 360º = 6 e resto igual a zero. Portanto, os arcos
medindo 6230º e 8390º são côngruos.
Seno, cosseno e tangente da soma e da diferença
Na circunferência trigonométrica, sejam os ângulos a e b De maneira geral:
com 0<a<2 e 0<b<2 , a>b, então;

Matemática 46
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APOSTILAS OPÇÃO

a) Se um arco mede α graus, a expressão geral dos arcos 1) Retângulo


côngruos a ele é dada por αº + k.360º, com k ϵ Z. - sendo b a base e h a altura:

b) Se um arco mede α radianos, a expressão geral dos


arcos côngruos a ele é dada por α + 2kπ, com k ϵ Z.

Exemplo: 2. Paralelogramo
Um móvel partindo do ponto A, origem dos arcos, - sendo b a base e h a altura:
percorreu um arco de 1690°. Quantas voltas completas deu e
qual quadrante parou?

3. Trapézio
- sendo B a base maior, b a base menor e h a altura:

Logo, o móvel deu 4 voltas completas no sentido anti-


horário. Como 180º < 250º < 270º, o móvel parou no 3º 4. Losango
quadrante. - sendo D a diagonal maior e d a diagonal menor:

Referências
GIOVANNI, José Ruy; BONJORNO, José Roberto; GIOVANNI JR, José Ruy –
Matemática Fundamental – 2º grau Volume Único – FTD - São Paulo: 1994

5. Quadrado
- sendo l o lado:
Geometria Plana.

PERÍMETRO E ÁREA DAS FIGURAS PLANAS


6. Triângulo: essa figura tem 6 fórmulas de área,
Perímetro: é a soma de todos os lados de uma figura plana. dependendo dos dados do problema a ser resolvido.
Exemplo:
I) sendo dados a base b e a altura h:

II) sendo dados as medidas dos três lados a, b e c:

Perímetros de algumas das figuras planas:

III) sendo dados as medidas de dois lados e o ângulo


formado entre eles:

IV) triângulo equilátero (tem os três lados iguais):


Área é a medida da superfície de uma figura plana.
A unidade básica de área é o m2 (metro quadrado), isto é,
uma superfície correspondente a um quadrado que tem 1 m de
lado.

Fórmulas de área das principais figuras planas:

Matemática 47
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APOSTILAS OPÇÃO

V) circunferência inscrita: A = 14 cm2

02. Resposta: A.
- um quadrado terá perímetro x
x
o lado será l = e o outro quadrado terá perímetro 30 – x
4
30−x
o lado será l1 = , sabendo que a área de um quadrado
4
é dada por S = l2, temos:
VI) circunferência circunscrita: S = S1 + S2
S=l²+l1²
x 2 30−x 2
S=( ) +( )
4 4
x2 (30−x)2
S= + , como temos o mesmo denominador 16:
16 16

x 2 + 302 − 2.30. x + x 2
S=
Questões 16
x 2 + 900 − 60x + x 2
S=
01. A área de um quadrado cuja diagonal mede 2√7 cm é, 16
2x2 60x 900
em cm2, igual a: S= − + ,
16 16 16
(A) 12
(B) 13 sendo uma equação do 2º grau onde a = 2/16; b = -60/16
(C) 14 e c = 900/16 e o valor de x será o x do vértice que e dado pela
(D) 15 −b
fórmula: x = , então:
(E) 16 2a

−60 60
02. Corta-se um arame de 30 metros em duas partes. Com −( )
xv = 16 = 16
cada uma das partes constrói-se um quadrado. Se S é a soma 2 4
das áreas dos dois quadrados, assim construídos, então o 2. 16
16
menor valor possível para S é obtido quando: xv =
60 16
. =
60
= 15,
(A) o arame é cortado em duas partes iguais. 16 4 4

(B) uma parte é o dobro da outra.


logo l = 15 e l1 = 30 – 15 = 15.
(C) uma parte é o triplo da outra.
(D) uma parte mede 16 metros de comprimento.
03. Resposta: D.
Observando a figura temos que cada retângulo tem lados
03. Um grande terreno foi dividido em 6 lotes retangulares
medindo x e 0,8x:
congruentes, conforme mostra a figura, cujas dimensões
Perímetro = x + 285
indicadas estão em metros.
8.0,8x + 6x = x + 285
6,4x + 6x – x = 285
11,4x = 285
x = 285:11,4
x = 25
Sendo S a área do retângulo:
S= b.h
S= 0,8x.x
S = 0,8x2
Sabendo-se que o perímetro do terreno original, delineado
Sendo St a área total da figura:
em negrito na figura, mede x + 285, conclui-se que a área total
St = 6.0,8x2
desse terreno é, em m2, igual a:
St = 4,8.252
(A) 2 400.
St = 4,8.625
(B) 2 600.
St = 3000
(C) 2 800.
(D) 3000.
ÁREA DO CIRCULO E SUAS PARTES
(E) 3 200.
Respostas
I- Círculo:
Quem primeiro descreveu a área de um círculo foi o
01.Resposta: C.
matemático grego Arquimedes (287/212 a.C.), de Siracusa,
Sendo l o lado do quadrado e d a diagonal:
mais ou menos por volta do século II antes de Cristo. Ele
concluiu que quanto mais lados tem um polígono regular mais
ele se aproxima de uma circunferência e o apótema (a) deste
polígono tende ao raio r. Assim, como a fórmula da área de um
polígono regular é dada por A = p.a (onde p é semiperímetro e
2𝜇𝑟
a é o apótema), temos para a área do círculo 𝐴 = . 𝑟, então
2
Utilizando o Teorema de Pitágoras: temos:
d2 = l2 + l2
2
(2√7) = 2l2
4.7 = 2l2
2l2 = 28
28
l2 =
2
Matemática 48
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APOSTILAS OPÇÃO

II- Coroa circular:


É uma região compreendida entre dois círculos
concêntricos (tem o mesmo centro). A área da coroa circular é
igual a diferença entre as áreas do círculo maior e do círculo
menor. A = 𝜋R2 – 𝜋r2, como temos o 𝜋 como fator comum,
podemos colocá-lo em evidência, então temos:

2
Se as bases dos quatro tanques ocupam da área
5
retangular, qual é, em metros, o diâmetro da base de cada
tanque?
Dado: use 𝜋=3,1
(A) 2.
III- Setor circular:
(B) 4.
É uma região compreendida entre dois raios distintos de
(C) 6.
um círculo. O setor circular tem como elementos principais o
(D) 8.
raio r, um ângulo central 𝛼 e o comprimento do arco l, então
(E) 16.
temos duas fórmulas:
Respostas

01. Resposta: B.
Unindo os centros das três circunferências temos um
triângulo equilátero de lado 2r ou seja l = 2.10 = 20 cm. Então
a área a ser calculada será:

IV- Segmento circular:


É uma região compreendida entre um círculo e uma corda
(segmento que une dois pontos de uma circunferência) deste
círculo. Para calcular a área de um segmento circular temos
que subtrair a área de um triângulo da área de um setor 𝐴𝑐𝑖𝑟𝑐
circular, então temos: 𝐴 = 𝐴𝑐𝑖𝑟𝑐 + 𝐴𝑡𝑟𝑖𝑎𝑛𝑔 +
2
𝐴𝑐𝑖𝑟𝑐
𝐴= + 𝐴𝑡𝑟𝑖𝑎𝑛𝑔
2
𝜋𝑟 2
𝐴= + 𝐴𝑡𝑟𝑖𝑎𝑛𝑔
2

𝜋𝑟 2 𝑙 2 √3
𝐴= +
2 4
(3,14 ∙ 102 ) 202 ∙ 1,73
𝐴= +
2 4
400 ∙ 1,73
Questões 𝐴 = 1,57 ∙ 100 +
4
𝐴 = 157 + 100 ∙ 1,73 = 157 + 173 = 330
01. A figura abaixo mostra três círculos, cada um com 10
cm de raio, tangentes entre si. 02. Resposta: A.
A fórmula do comprimento de uma circunferência é C =
2π.r, Então:
C = 20π
2π.r = 20π
20π
r=
Considerando √3 ≅ 1,73 e 𝜋 ≅ 3,14, o valor da área 2π
sombreada, em cm2, é: r = 10 cm
(A) 320. A = π.r2 → A = π.102 → A = 100π cm2
(B) 330.
(C) 340. 03. Resposta: D.
(D) 350. Primeiro calculamos a área do retângulo (A = b.h)
(E) 360. Aret = 24,8.20
Aret = 496 m2
02. A área de um círculo, cuja circunferência tem
2
comprimento 20𝜋 cm, é: 4.Acirc = .Aret
5
(A) 100𝜋 cm2.
(B) 80 𝜋 cm2. 2
4.πr2 = .496
(C) 160 𝜋 cm2. 5
992
(D) 400 𝜋 cm2. 4.3,1.r2 =
5
12,4.r2 = 198,4
03. Quatro tanques de armazenamento de óleo, cilíndricos r2 = 198,4 : 12, 4 → r2 = 16 → r = 4
e iguais, estão instalados em uma área retangular de 24,8 m de d = 2r =2.4 = 8
comprimento por 20,0 m de largura, como representados na
figura abaixo.

Matemática 49
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APOSTILAS OPÇÃO

Geometria Espacial.

SÓLIDOS GEOMÉTRICOS

Sólidos Geométricos são figuras geométricas que possui


três dimensões. Um sólido é limitado por um ou mais planos.
Os mais conhecidos são: prisma, pirâmide, cilindro, cone e A aplicação do princípio de Cavalieri, em geral, implica na
esfera. colocação dos sólidos com base num mesmo plano, paralelo ao
qual estão as secções de áreas iguais (que é possível usando a
- Principio de Cavalieri congruência)
Bonaventura Cavalieri foi um matemático italiano,
discípulo de Galileu, que criou um método capaz de determinar - Sólidos geométricos
áreas e volumes de sólidos com muita facilidade, denominado
princípio de Cavalieri. Este princípio consiste em estabelecer I) PRISMA: é um sólido geométrico que possui duas bases
que dois sólidos com a mesma altura têm volumes iguais se as iguais e paralelas.
secções planas de iguais altura possuírem a mesma área.
Vejamos:
Suponhamos a existência de uma coleção de chapas
retangulares (paralelepípedos retângulos) de mesmas
dimensões, e consequentemente, de mesmo volume.
Imaginemos ainda a formação de dois sólidos com essa coleção
de chapas.

Elementos de um prisma:
a) Base: pode ser qualquer polígono.
b) Arestas da base: são os segmentos que formam as
bases.
c) Face Lateral: é sempre um paralelogramo.
d) Arestas Laterais: são os segmentos que formam as
faces laterais.
Tanto em A como em B, a parte do espaço ocupado, ou seja, e) Vértice: ponto de intersecção (encontro) de arestas.
o volume ocupado, pela coleção de chapas é o mesmo, isto é, os f) Altura: distância entre as duas bases.
sólidos A e B tem o mesmo volume.
Mas se imaginarmos esses sólidos com base num mesmo Classificação:
plano α e situados num mesmo semi espaço dos determinados Um prisma pode ser classificado de duas maneiras:
por α.
1- Quanto à base:
- Prisma triangular...........................................................a base é
um triângulo.
- Prisma quadrangular.....................................................a base é
um quadrilátero.
- Prisma pentagonal........................................................a base é
um pentágono.
- Prisma hexagonal.........................................................a base é
um hexágono.
E, assim por diante.
Qualquer plano β, secante aos sólidos A e B, paralelo a α,
determina em A e em B superfícies de áreas iguais (superfícies 2- Quanta à inclinação:
equivalentes). A mesma ideia pode ser estendida para duas - Prisma Reto: a aresta lateral forma com a base um
pilhas com igual número de moedas congruentes. ângulo reto (90°).
- Prisma Obliquo: a aresta lateral forma com a base um
ângulo diferente de 90°.

Fórmulas:
Dois sólidos, nos quais todo plano secante, paralelo a - Área da Base
um dado plano, determina superfícies de áreas iguais Como a base pode ser qualquer polígono não existe uma
(superfícies equivalentes), são sólidos de volumes iguais fórmula fixa. Se a base é um triângulo calculamos a área desse
triângulo; se a base é um quadrado calculamos a área desse
(sólidos equivalentes).
quadrado, e assim por diante.
- Área Lateral:

Matemática 50
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APOSTILAS OPÇÃO

Soma das áreas das faces laterais 1- Quanto à base:


- Área Total: - Pirâmide triangular...........................................................a base é
At=Al+2Ab um triângulo.
- Volume: - Pirâmide quadrangular.....................................................a base é
V = Abh um quadrilátero.
- Pirâmide pentagonal........................................................a base é
Prismas especiais: temos dois prismas estudados a parte um pentágono.
e que são chamados de prismas especiais, que são: - Pirâmide hexagonal.........................................................a base é
um hexágono.
a) Hexaedro (Paralelepípedo reto-retângulo): é um E, assim por diante.
prisma que tem as seis faces retangulares.
2- Quanta à inclinação:
- Pirâmide Reta: tem o vértice superior na direção do
centro da base.
- Pirâmide Obliqua: o vértice superior está deslocado em
relação ao centro da base.

Temos três dimensões: a= comprimento, b = largura e c =


altura.

Fórmulas:
- Área Total: At = 2.(ab + ac + bc)

- Volume: V = a.b.c
Fórmulas:
- Diagonal: D = √a2 + b 2 + c 2 - Área da Base: 𝐴𝑏 = 𝑑𝑒𝑝𝑒𝑛𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑝𝑜𝑙í𝑔𝑜𝑛𝑜, como a base
pode ser qualquer polígono não existe uma fórmula fixa. Se a
b) Hexaedro Regular (Cubo): é um prisma que tem as 6 base é um triângulo calculamos a área desse triângulo; se a
faces quadradas. base é um quadrado calculamos a área desse quadrado, e
assim por diante.
- Área Lateral: 𝐴𝑙 =
𝑠𝑜𝑚𝑎 𝑑𝑎𝑠 á𝑟𝑒𝑎𝑠 𝑑𝑎𝑠 𝑓𝑎𝑐𝑒𝑠 𝑙𝑎𝑡𝑒𝑟𝑎𝑖𝑠

- Área Total: At = Al + Ab

As três dimensões de um cubo comprimento, largura e - Volume: 𝑉 = . 𝐴𝑏 . ℎ


1
altura são iguais. 3

- TRONCO DE PIRÂMIDE
Fórmulas:
- Área Total: At = 6.a2 O tronco de pirâmide é obtido ao se realizar uma secção
transversal numa pirâmide, como mostra a figura:
- Volume: V = a3

- Diagonal: D = a√3

II) PIRÂMIDE: é um sólido geométrico que tem uma base


e um vértice superior.

O tronco da pirâmide é a parte da figura que apresenta as


arestas destacadas em vermelho.
É interessante observar que no tronco de pirâmide as
arestas laterais são congruentes entre si; as bases são
polígonos regulares semelhantes; as faces laterais são
trapézios isósceles, congruentes entre si; e a altura de
qualquer face lateral denomina-se apótema do tronco.

→ Cálculo das áreas do tronco de pirâmide.


Elementos de uma pirâmide: Num tronco de pirâmide temos duas bases, base maior e
A pirâmide tem os mesmos elementos de um prisma: base, base menor, e a área da superfície lateral. De acordo com a
arestas da base, face lateral, arestas laterais, vértice e altura. base da pirâmide, teremos variações nessas áreas. Mas
Além destes, ela também tem um apótema lateral e um observe que na superfície lateral sempre teremos trapézios
apótema da base. isósceles, independente do formato da base da pirâmide. Por
Na figura acima podemos ver que entre a altura, o apótema exemplo, se a base da pirâmide for um hexágono regular,
da base e o apótema lateral forma um triângulo retângulo, teremos seis trapézios isósceles na superfície lateral.
então pelo Teorema de Pitágoras temos: ap2 = h2 + ab2. A área total do tronco de pirâmide é dada por:
St = Sl + SB + Sb
Classificação: Onde:
Uma pirâmide pode ser classificado de duas maneiras: St → é a área total

Matemática 51
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APOSTILAS OPÇÃO

Sl → é a área da superfície lateral


SB → é a área da base maior
Sb → é a área da base menor

→ Cálculo do volume do tronco de pirâmide.


A fórmula para o cálculo do volume do tronco de pirâmide
é obtida fazendo a diferença entre o volume de pirâmide maior
e o volume da pirâmide obtida após a secção transversal que
produziu o tronco. Colocando em função de sua altura e das
áreas de suas bases, o modelo matemático para o volume do
tronco é:

Cilindro Equilátero: um cilindro é chamado de equilátero


quando a secção meridiana for um quadrado, para isto temos
Onde, que: h = 2r.
V → é o volume do tronco
h → é a altura do tronco IV) CONE: é um sólido geométrico que tem uma base
SB → é a área da base maior circular e vértice superior.
Sb → é a área da base menor

III) CILINDRO: é um sólido geométrico que tem duas bases


iguais, paralelas e circulares.

Elementos de um cone:
a) Base: é sempre um círculo.
b) Raio
c) Altura: distância entre o vértice superior e a base.
d) Geratriz: segmentos que formam a face lateral, isto é, a
face lateral e formada por infinitas geratrizes.
Elementos de um cilindro:
a) Base: é sempre um círculo. Classificação: como a base de um cone é um círculo, ele só
b) Raio tem classificação quanto à inclinação.
c) Altura: distância entre as duas bases. - Cone Reto: o vértice superior está na direção do centro
d) Geratriz: são os segmentos que formam a face lateral, da base.
isto é, a face lateral é formada por infinitas geratrizes. - Cone Obliquo: o vértice superior esta deslocado em
relação ao centro da base.
Classificação: como a base de um cilindro é um círculo, ele
só pode ser classificado de acordo com a inclinação:
- Cilindro Reto: a geratriz forma com o plano da base um
ângulo reto (90°).
- Cilindro Obliquo: a geratriz forma com a base um ângulo
diferente de 90°.

Fórmulas:
- Área da base: Ab = π.r2

- Área Lateral: Al = π.r.g

Fórmulas: - Área total: At = π.r.(g + r) ou At = Al + Ab


- Área da Base: Ab = π.r2
1 1
- Volume: 𝑉 = . 𝜋. 𝑟 2 . ℎ ou 𝑉 = . 𝐴𝑏 . ℎ
- Área Lateral: Al = 2.π.r.h 3 3

- Área Total: At = 2.π.r.(h + r) ou At = Al + 2.Ab - Entre a geratriz, o raio e a altura temos um triângulo
retângulo, então: g2 = h2 + r2.
- Volume: V = π.r2.h ou V = Ab.h
Secção Meridiana: é um “corte” feito pelo centro do cone.
Secção Meridiana de um cilindro: é um “corte” feito pelo O triângulo obtido através desse corte é chamado de secção
centro do cilindro. O retângulo obtido através desse corte é meridiana e tem como medidas, base é 2r e h. Logo a área da
chamado de secção meridiana e tem como medidas 2r e h. Logo secção meridiana é dada pela fórmula: ASM = r.h.
a área da secção meridiana é dada pela fórmula: ASM = 2r.h.

Matemática 52
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APOSTILAS OPÇÃO

V) ESFERA

Cone Equilátero: um cone é chamado de equilátero


quando a secção meridiana for um triângulo equilátero, para
isto temos que: g = 2r.
Elementos da esfera
- TRONCO DE CONE - Eixo: é um eixo imaginário, passando pelo centro da
Se um cone sofrer a intersecção de um plano paralelo à sua esfera.
base circular, a uma determinada altura, teremos a - Polos: ponto de intersecção do eixo com a superfície da
constituição de uma nova figura geométrica espacial esfera.
- Paralelos: são “cortes” feitos na esfera, determinando
denominada Tronco de Cone.
círculos.
- Equador: “corte” feito pelo centro da esfera,
determinando, assim, o maior círculo possível.

Fórmulas

Elementos
- A base do cone é a base maior do tronco, e a seção - na figura acima podemos ver que o raio de um paralelo
transversal é a base menor; (r), a distância do centro ao paralelo ao centro da esfera (d) e
- A distância entre os planos das bases é a altura do tronco. o raio da esfera (R) formam um triângulo retângulo. Então,
podemos aplicar o Teorema de Pitágoras: R2 = r2 + d2.
- Área: A = 4.π.R2
4
- Volume: V = . π. R3
3

Fuso Esférico:

Diferentemente do cone, o tronco de cone possui duas


bases circulares em que uma delas é maior que a outra, dessa
forma, os cálculos envolvendo a área superficial e o volume do
tronco envolverão a medida dos dois raios. A geratriz, que é a
medida da altura lateral do cone, também está presente na Fórmula da área do fuso:
composição do tronco de cone.
𝛼. 𝜋. 𝑅2
Não devemos confundir a medida da altura do tronco de 𝐴𝑓𝑢𝑠𝑜 =
cone com a medida da altura de sua lateral (geratriz), pois são 90°
elementos distintos. A altura do cone forma com as bases um
ângulo de 90º. No caso da geratriz os ângulos formados são um Cunha Esférica:
agudo e um obtuso.

Área da Superfície e
Volume

Fórmula do volume da cunha:

𝛼. 𝜋. 𝑅3
Onde: 𝑉𝑐𝑢𝑛ℎ𝑎 =
270°
h = altura
Questões
g = geratriz
01. Dado o cilindro equilátero, sabendo que seu raio é igual
a 5 cm, a área lateral desse cilindro, em cm2, é:
(A) 90π
(B) 100π

Matemática 53
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APOSTILAS OPÇÃO

(C) 80π
(D) 110π
(E) 120π

02. Seja um cilindro reto de raio igual a 2 cm e altura 3 cm.


Calcular a área lateral, área total e o seu volume.

03. Um prisma hexagonal regular tem aresta da base igual


a 4 cm e altura 12 cm. O volume desse prisma é:
(A) 288√3 cm3
(B) 144√3 cm3
(C) 200√3 cm3
(D) 100√3 cm3 Coeficiente angular da reta
Definimos o coeficiente angular (ou declividade) da reta
(E) 300√3 cm3
r o número m tal que 𝐦 = 𝐭𝐠𝛂.
Respostas
Então, temos:
01. Resposta: B.
- se m = 0
Em um cilindro equilátero temos que h = 2r e do enunciado
a reta é paralela ao eixo x, isto é, α = 0°.
r = 5 cm.
h = 2r → h = 2.5 = 10 cm
- se m > 0
Al = 2.π.r.h
temos um ângulo α, tal que 0° < α < 90°. O ângulo α é agudo.
Al = 2.π.5.10
Al = 100π
- se m < 0
temos um ângulo α, tal que 90° < α < 180°. O ângulo α é
02. Respostas: Al = 12π cm2,
At = 20π cm2
e V = 12π cm3
obtuso.
Aplicação direta das fórmulas sendo r = 2 cm e h = 3 cm.
Al = 2.π.r.h At = 2π.r(h + r)
- se m = ∄ (não existe)  a reta é perpendicular ao eixo
V = π.r2.h
x, isto é, α = 90°.
Al = 2.π.2.3 At = 2π.2(3 + 2)
V = π.22.3
Al = 12π cm2 At = 4π.5 V =
π.4.3
At = 20π cm2
V = 12π cm 2

03. Resposta: A.
O volume de um prisma é dado pela fórmula V = Ab.h, do Sendo A e B dois pontos pertencentes a uma reta r, temos:
enunciado temos que a aresta da base é a = 4 cm e a altura h =
12 cm.
A área da base desse prisma é igual a área de um hexágono
regular
6.𝑎2 √3
𝐴𝑏 =
4
6.42 √3 6.16√3
𝐴𝑏 =  𝐴𝑏 =  𝐴𝑏 = 6.4√3  𝐴𝑏 = 24√3
4 4
cm2
V = 24√3.12 cateto aposto
V = 288√3 cm3 No triângulo retângulo: tgα = , então
cateto adjacente
temos que o coeficiente angular m é:
Referências
IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único
yB −yA ∆𝐲
DOLCE, Osvalo; POMPEO, José Nicolau – Fundamentos da matemática m= m=
elementar – Vol 10 – Geometria Espacial, Posição e Métrica – 5ª edição – Atual xB −xA ∆𝐱
Editora
www.brasilescola.com.br

Equação fundamental da reta


Considerando uma reta r e um ponto A(x0, y0) pertencente
Geometria Analítica: à reta. Tomamos outro ponto B(x, y) genérico diferente de A.
equação da reta, parábola e Com esses dois pontos pertencentes à reta r, podemos calcular
círculo. o seu coeficiente angular.

ESTUDO DA RETA

Inclinação de uma reta


Considere-se no Plano Cartesiano uma reta r. Chama-se
inclinação de r à medida de um ângulo α que r forma com o
eixo x no sentido anti-horário, a partir do próprio eixo x.

Matemática 54
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APOSTILAS OPÇÃO
∆y m y−y0
m=  = , multiplicando em “cruz”: Observações:
∆x 1 x−x0
I) A equação reduzida de uma reta fornece diretamente
o coeficiente angular e o coeficiente linear.
y – yo = m(x – xo), fórmula da equação fundamental da
II) As retas de inclinação igual a 90° (reta vertical ao
reta.
eixo x) não possuem equação reduzida.

Exemplos: Bissetrizes dos ângulos de duas retas


1- Uma reta tem inclinação de 60° em relação ao eixo x.
Qual é o coeficiente angular desta reta?

Solução: m = tgα  m = tg60°  m = √3 A bissetriz de


ângulos de retas,
2- Uma reta passa pelos pontos A(3, -1) e B(5, 8). nada mais é a que a
Determinar o coeficiente angular dessa reta. aplicação direta da
fórmula da distância
∆y yB −yA 8−(−1) 9 de um ponto a uma
Solução: m = =  m=  m=
∆x xB −xA 5−3 2
reta
3- Uma reta passa pelo ponto A(2, 4) e tem coeficiente
angular m = 5. Determinar a equação fundamental dessa reta.
Solução: o ponto por onde a reta passa são os valores de xo
e yo para substituir na fórmula, então:
y − yo = m. (x − xo )  y − 4 = 5. (x − 2) (esta é a Paralelismo e perpendicularismo
equação fundamental da reta) Considere-se no Plano Cartesiano duas reta r e s.

Equação geral da reta


Toda reta tem uma Equação Geral do tipo:

𝐚𝐱 + 𝐛𝐲 + 𝐜 = 𝟎 , onde a, b e c são os coeficientes da


equação e podem ser qualquer número real, com a condição de
que a e b não sejam nulos ao mesmo tempo. Isto é se a = 0  b
≠ 0 e se b = 0  a ≠ 0.
Exemplos:
(r) 2x – 3y + 8 = 0  a = 2, b = - 3 e c = 8
(s) – x + 10 = 0  a = - 1, b = 0 e c = 10
(t) 3y – 7 = 0  a = 0, b = 3 e c = - 7
(u) x + 5y = 0  a = 1, b = 5 e c = 0 Se as retas são paralelas, o ângulo 𝛼 de inclinação em
relação ao eixo x é o mesmo. Este ângulo nos dá o valor do
Da equação geral da reta, temos uma nova fórmula para coeficiente angular da reta e, sendo mr e ms, respectivamente
−𝐚 os coeficientes angulares de r e s, temos:
o coeficiente angular: 𝐦 =
𝐛
1) Se r e s são paralelas: mr = ms
Equação reduzida da reta
Para determinar a equação reduzida da reta, basta “isolar”
2) Se r e s são concorrentes: mr ≠ ms
o y.
ax + by + c = 0
3) Se r e s são perpendiculares: mr.ms = - 1
by = −ax − c
Observação: para que o produto de dois números seja
−ax c igual a – 1, mr e ms devem ser inversos e opostos.
y= −
b b
−a
Na equação reduzida da reta temos que é o coeficiente Distância entre ponto e reta
b
−c
angular (m) da reta e é o coeficiente linear (q) da reta. Seja uma reta (r) de equação geral ax + by + c = 0 e um
b
Então, a equação reduzida é da forma: ponto P(xo, yo):

y = mx + q

O coeficiente linear q é o ponto em que a reta “corta” o eixo


y.

Para calcular a distância d entre o ponto P e a reta r temos


a seguinte fórmula:

Matemática 55
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APOSTILAS OPÇÃO

(A) 1
𝐚𝐱 𝐨 + 𝐛𝐲𝟎 + 𝐜 (B) – 1
𝐝𝐏,𝐫 = (C) 0
√𝐚𝟐 + 𝐛 𝟐 (D) 3
(E) 1/3
Exemplo: Qual é a distância entre a reta (r) 3x + 4y – 1 = 0 𝑘
e o ponto P(1, 2)? 02. (MACK-SP) Se os pontos (2, - 3), (4, 3) e (5, ) estão
2
numa mesma reta, então k é igual a:
Solução: temos uma equação de reta em que a = 3, b = 4 e c (A) – 12
= - 1. (B) – 6
(C) 6
3x+4y−1
dP,r =  substituindo x = 1 e y = 2 (coordenadas (D) 12
√32 +4 2
(E) 18
do ponto P)

3.1+4.2−1 3+8−1 10 10 03. Escreva a equação fundamental da reta que passa pelo
dP,r = = = = =2 ponto P e tem coeficiente angular m nos seguintes casos:
√9+16 √25 5 5
a) P(1, 4) e m = 7
b) P(0, - 1) e m = 3
Distância entre duas retas c) P(- 2, 5) e m = - 2
Só existe distância entre duas retas r e s se elas forem Respostas
paralelas. E, neste caso, os valores de a e b na equação geral da
reta são iguais ou proporcionais, sendo diferente somente o 01. Resposta: B.
valor de c. Isto é: Como temos dois pontos, o coeficiente angular é dado por
∆y
m= .
∆x
(r) ax + by + c = 0 e (s) ax + by + c’ = 0. 𝑦𝐵 −𝑦𝐴 0−3 −3
𝑚=  𝑚= = =-1
𝑥𝐵 −𝑥𝐴 3−0 3
Exemplos:
(r) 2x – 3y + 8 = 0 e (s) 2x – 3y – 7 = 0 são paralelas, pois a 02. Resposta: D.
= 2 e b = - 3 nas duas equações. Chamando os pontos, respectivamente, de A(2, - 3), B(4, 3)
𝑘
e C(5, ) e se esses três pontos estão numa mesma reta, temos:
(r) 3x + 2y – 10 = 0 e (s) 6x + 4y + 30 = 0 são paralelas, pois 2
mAB = mBC (os coeficientes angulares de pontos que estão
na reta r a = 3 e b = 2 e na reta s a = 6 e b = 2 são proporcionais
na mesma reta são iguais)
(o dobro). Se dividirmos por 2 os coeficientes a e b da reta (s)
obtemos valores iguais. yB −yA yC −yB
Então, para calcular a distância entre as retas r e s temos a =
xB −xA xC −xB
seguinte fórmula:
k
3−(−3) −3
𝐜 − 𝐜′ 4−2
= 2
5−4
𝐝𝐫,𝐬 =
√𝐚𝟐 + 𝐛 𝟐 6
k−6

= 2
2 1

Exemplo 1: Calcular a distância entre as retas (r) 4x + 3y – k−6


3=
10 = 0 e (s) 4x + 3y + 5 = 0. 2
k–6=6
Solução: temos que a = 4 e b = 3 nas duas equações e k=6+6
somente o valor de c é diferente, então, c = - 10 e c’ = 5 (ou c = k = 12
5 e c’ = - 10).
03. Respostas:
−10−5 −15 15 15 Utilizar a fórmula y – yo = m(x – xo), onde xo e yo são do
dr,s = = = = =3
√4 2 +32 √16+9 √25 5 ponto P.
a) y – 4 = 7(x – 1)
Exemplo 2 : Calcular a distância entre as retas (r) 3x – 2y + b) y – (- 1) = 3.(x – 0)  y + 1 = 3.(x – 0)
8 = 0 e (s) 6x – 4y – 12 = 0. c) y – 5 = - 2(x – (-2))  y – 5 = - 2(x + 2)
Solução: primeiro temos que dividir a equação da reta (s)
INEQUAÇÃO DO 1º GRAU COM DUAS INCÓGNITAS
por dois para que a e b fiquem iguais nas duas equações.
(s) 6x – 4y – 12 = 0 :(2)  3x – 2y – 6 = 0
É comum aparecerem regiões do plano cartesiano
delimitado por retas. Vejamos a figura abaixo:
Logo, a = 3, b = - 2, c = 8 e c’ = - 6 (ou c = - 6 e c’ = 8)

8−(−6) 8+6 14 14
dr,s = = = = , neste caso temos que
√32 +(−2)2 √9+4 √13 √13
racionalizar o denominador multiplicando em cima e em
embaixo por √13.
14 √13 14√13
dr,s = . =
√13 √13 13
Questões A essas regiões podemos associar expressões do tipo ax +
by +c < 0 ou ax + by +c ≤ 0, assim como expressões similares,
01. (FGV-SP) A declividade do segmento de reta que passa as quais constituem as chamadas inequações do 1º grau com
pelos pontos A(0, 3) e B(3, 0) é: duas variáveis ou incógnitas.

Matemática 56
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APOSTILAS OPÇÃO

Exemplo: 𝐝𝐂𝐏 = 𝐫

1) A região sombreada da figura abaixo, a qual é definida √(𝐱 − 𝐚)𝟐 + (𝐲 − 𝐛)𝟐 = 𝐫


pela reta r: 3x + 4y – 12 = 0, pode ser expressa por meio da
inequação: - elevamos os dois membros da equação acima ao
3x + 4y – 12 > 0 quadrado:
𝟐
(√(𝐱 − 𝐚)𝟐 + (𝐲 − 𝐛)𝟐 ) = 𝐫 𝟐

- então, temos a seguinte fórmula:

(𝐱 − 𝐚)𝟐 + (𝐲 − 𝐛)𝟐 = 𝐫 𝟐

Exemplo: Determinar a equação reduzida da


Com efeito, a reta r divide o plano em dois semiplanos circunferência que tem centro C(3, 2) e raio r = 5.
opostos. Como os pontos (x0, y0) de um mesmo semiplano,
relativamente à reta ax + by + c = 0, conferem à expressão ax 0 Resolução:
+ by0 + c o mesmo sinal, resta apenas dúvida: “qual As coordenadas do centro são os valores de a e b para
desigualdade, entre 3x + 4y – 12 > 0 e 3x + 4y – 12 < 0 devemos substituir na fórmula.
escolher? (𝑥 − 𝑎)2 + (𝑦 − 𝑏)2 = 𝑟 2
(x – 3)2 + (y – 2)2 = 52
Tal escolha deve se a “experimentação” das coordenadas (x – 3)2 + (y – 2)2 = 25
de um Ponto P qualquer, P ∉ r, na equação da reta delimitadora
dos semiplanos. Equação Geral de uma circunferência
Para se obter a equação geral de um circunferência basta
Seja P(0,0); fazendo: fazer o desenvolvimento da equação reduzida:
(x − a)2 + (y − b)2 = r 2
x 2 − 2ax + a2 + y 2 − 2by + b2 = r 2

E = - 12 < 0
Observações:
Como a origem não está contida na região sombreada, é de - numa equação de
se supor que, para qualquer ponto da região sombreada, circunferência:
ocorra a outra hipótese, isto é, E > 0 (sinal escolhido).
Assim, 3x + 4y – 12 > 0 é a inequação que expressa a região
1) sempre começa por x2 + y2.....
assinalada. 2) não existe termo xy.
3) r > 0
ESTUDO DA CIRCUNFERÊNCIA
Questões
Os elementos principais de uma circunferência são o
01. Uma circunferência tem centro C(2, 4) e raio 5. A
centro e o raio. Na geometria analítica o raio é representado
equação reduzida dessa circunferência é:
por r e o centro por C(a, b).
(A) (x – 2)2 + (y + 4)2 = 25
(B) (x + 2)2 + (y + 4)2 = 25
(C) (x – 2)2 + (y – 4)2 = 5
(D) (x – 2)2 + (y – 4)2 = 25
(E) (x + 2)2 + (y – 4)2 = 25

02. (VUNESP) A equação da circunferência, com centro no


ponto C(2, 1) e que passa pelo ponto P(0, 3), é:
(A) x2 + (y – 3)2 = 0
(B) (x – 2)2 + (y – 1)2 = 4
(C) (x – 2)2 + (y – 1)2 = 8
(D) (x – 2)2 + (y – 1)2 = 16
(E) x2 + (y – 3)2 = 8

03. (CESGRANRIO-RJ) Uma equação da circunferência de


Equação Reduzida de uma circunferência centro C(- 3, 4) e que tangencia o eixo x é:
Considerando uma circunferência de centro C e raio r; e (A) (x – 3)2 + (y – 4)2 = 16
sendo P(x, y) um ponto genérico dessa circunferência, temos (B) (x – 3)2 + (y – 4)2 = 9
que a distância entre C e P é igual ao raio. (C) (x + 3)2 + (y + 4)2 = 16
(D) (x + 3)2 + (y – 4)2 = 9
(E) (x + 3)2 + (y – 4)2 = 16

Matemática 57
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APOSTILAS OPÇÃO

Respostas Para conhecermos a posição de um ponto P em relação a


uma circunferência basta calcularmos a sua distância do ponto
01. Resposta: D. P ao centro da circunferência e compará-la com medida do
Temos C(2, 4), então a = 2 e b = 4; e raio r = 5. raio.
(x – a)2 + (y – b)2 = r2
(x – 2)2 + (y – 4)2 = 52 d(P,C)=r(x-a)²+(y-b)²=r²
(x – 2)2 + (y – 4)2 = 25
(x-a)²+(y-b)²-r²=0 (P)
02. Resposta: C.
Temos que C(2, 1), então a = 2 e b = 1. O raio não foi dado
no enunciado.
(x – a)2 + (y – b)2 = r2 d(P,C)>r(x-a)²+(y-b)²>r²
(x – 2)2 + (y – 1)2 = r2 (como a circunferência passa pelo
ponto P, basta substituir o x por 0 e o y por 3 para achar a raio. (x-a)²+(y-b)²-r²>0 (P é externo a )
(0 – 2)2 + (3 – 1)2 = r2
(- 2)2 + 22 = r2
4 + 4 = r2 d(P,C)>r(x-a)²+(y-b)²<r²
r2 = 8
(x – 2)2 + (y – 1)2 = 8 (x-a)²+(y-b)²-r²<0 (P é interno a )

03. Resposta: E.
Neste caso temos que fazer um gráfico para determinar o
raio que não foi dado no enunciado. Porém foi dito que a
circunferência tangencia o eixo x. Assim o plano cartesiano fica dividido em três regiões:
- a região dos pontos pertences à circunferência
representam as soluções de f(x,y) = 0
- a região dos pontos internos à circunferência
representam as soluções de f(x,y) < 0
- a região dos pontos externos à circunferência
representam de f(x,y) > 0

Exemplo:
Determinar a posição dos pontos A(-2,3), B(-4,6) e C(4,2)
em relação à circunferência de equação x2 + y2 + 8x – 20 = 0.
Substituindo as coordenadas dos pontos A, B e C no 1º
membro da equação da circunferência obtemos:
A(-2,3)  x = -2 e y = 3
Através do gráfico, podemos ver que o raio vale 4 x2 + y2 + 8x – 20 = (-2)2 + 32 + 8.(-2) – 20 = -23 < 0
(distância do centro ao ponto de tangência no eixo x), então: a A é ponto interno.
= - 3 e b = 4.
(x – a)2 + (y – b)2 = r2 B(-4,6)  x = -4 e y = 6
x2 + y2 + 8x – 20 = (-4)2 + 62 + 8.(-4) – 20 = 0
(x – (-3))2 + (y – 4)2 = 42 B pertence à circunferência.

C(4,2)  x = 4 e y = 2
(x + 3)2 + (y – 4)2 = 16
x2 + y2 + 8x – 20 = 42 + 22 + 8 . 4 – 20 = 32 > 0

04. Resposta: A. - DE UMA RETA E UMA CIRCUNFERÊNCIA


Através da fórmula (x – a)2 + (y – b)2 = r2.
Uma reta l e uma circunferência λ podem ocupar as
(x – 3)2 + (y – 5)2 = 49 seguintes posições relativas:
a = 3 e b = 5  C(3, 5) e r 2 = 49  r = √49  r = 7
l e λ são
POSIÇÕES RELATIVAS secantes

- DE UM PONTO E UMA CIRCUNFERÊNCIA


Um ponto pode ser:
- Interno; A reta l
- Externo ou intercepta a
- Pertencer a uma dada circunferência de centro C e raio r. circunferência
λ em 2 pontos,
e a distância d
entre a reta e
o centro da
circunferência
é menor que o