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O livro de Michael Foucault é fruto de uma aula inaugural no College de France

em 1970 onde Foucault substituiria outro professor. No livro o autor aborda de


maneira reflexiva e critica possíveis praticas discursivas e como esse discurso
é disseminado nas camadas socias, exercendo sobre essas sociedades sua
função de controle, limitação e regras de poder questionamentos que autor
aborda em diferentes períodos históricos e sociedades a sua hipótese parte do
seguinte pressuposto.
Suponho que em toda sociedade a produção do discurso é ao
mesmo tempo controlada, selecionada, organizada e
redistribuída por certo número de procedimentos que tem por
função conjurar seus poderes e perigos, dominar seu
acontecimento aleatório, esquivar sua pesada e temível
materialidade (FOUCAULT, 2012, p. 8-9)

Segundo Foucault o lugar e o discurso estão conectados por isso não existe
neutralidade no discurso, a inquietude no ato de discursar está envolvendo o
local e suas regras que implicam diretamente no quê e como dizer as palavras
a serem ouvidas. Foucault supõe que em todas as sociedades a produção
discursiva é manipulada, controlada e que existe uma seleção organizada e
bem distribuída para certos tipos de procedimentos, ou seja, uma norma para
com os discursos.
O autor utiliza exemplos como loucura, política e sexualidade para exemplificar
o poder da interdição, citando que em alguns períodos históricos a sociedade
se utilizou de algum tipo de discurso para excluir figuras como a do louco que
tinham uma livre forma de pensar, interditando-o por não obedecer as regras
de instituições que impõe e controlam o discurso, logo o seu lugar de fala é
tido como rejeitado e até perigoso.
Foucault explica no livro a ordem do discurso que os discursos em alguns
períodos históricos da sociedade só eram valorizados e tidos como verdadeiros
se fossem ditos por pessoas de status assim aconteceu na antiguidade
clássica o tempo passou e os discursos não são mais velados pelo status mais
os seu discursadores ainda devem obedecer uma coerência a norma de certas
áreas por exemplo hoje o verdadeiro e o falso passam por um crivo de conceito
onde deve-se obedecer certos regulamentos para não ser excluído ou
rejeitado.
o livro aborda três grandes sistemas de exclusão na sociedade que afetam os
discursos são eles a palavra proibida, a segregação da loucura e vontade de
verdade e dois tipos de discursos os que são do dia a dia e os que serão ditos
sempre são eles os de cunho religioso, os literários e os científicos entre outros
sendo que os primeiros nunca poderão substituir os segundos apenas em
forma de comentários.
A existência do autor é abordada por Foucault ele relata que a sua influência
na idade média era indispensável como um fator de verdade, no campo
cientifico essa valorização diminuiu, enquanto no campo literário aumentou. No
livro o autor é mencionado como aquele que se utiliza de um método de um
estilo dentro de sua obra para alcançar seus objetivos, porem toda discussão
sobre algo novo abre-se um precedente de requerer conceitos novos e
fundamentos teóricos também novos para que o discurso possa se enquadrar
dentro do que é verdadeiro ou seja naquelas leis, regras, disciplinas, ordens
por isso talvez alguns autores só posam ser entendidos depois de algum
período que não seja o seu tempo.
Todo discurso segue uma disciplina o Foucault dirá rituais que definem as
formas gestuais e comportamentais e ate como recitar definindo dessa forma
sua qualidade e eficiência discursiva em diversos locais e perceptível esses
tipos de rituais eles estão nos espaços religiosos, em conferencias, nos meios
políticos e judiciários e até mesmo nas academias.
O livro cita que existiram as sociedades dos discursos que mantinham formas e
conteúdos de textos em sua maioria orais somete para seu benefício grupos
que se modificaram ao longo do tempo mais ainda continuam de alguma forma
guardando e produzindo conhecimento para o seu benefício próprio esferas
fechadas, grupos seletos onde o acesso a certos conteúdos filosóficos ou
científicos os diferenciam dos demais grupos e classes socias causando assim
uma separação.
Os discursos existem mesmo antes de serem manifestados fato interessante
porque antes mesmo de serem pronunciados já existe um tema, uma ideia,
uma vontade de verdade e um sentido, onde a exposição será feita através das
palavras, dos signos, das marcas que estão disponíveis.um discurso só pode
ser analisado partir do questionamento da vontade de verdade Foucault dirá
que é preciso restituir ao discurso seu caráter de acontecimento para que essa
investigação entenda como se formam e o que está por debaixo deles.
As palavras em determinados momentos a serem analisadas e investigadas
percebesse a sua incoerência, sua descontinuidade e divergência os discursos
são na verdade essas práticas descontínuas que se cruzam, se ignoram e
também se excluem.
Todo discurso ´ideológico e a sua intenção não é mostrar as coisas ou mudo
com clareza mais reproduzir o que lhe foi imposto (dito) sobre os mais diversos
assuntos por isso e preciso buscar a intencionalidade do texto(discurso).Sem o
contexto do enunciado fica impossível de perceber o que esse discursos está
determinando o seu conteúdo, comentário o que o autor de fato quer falar além
de definir métodos e disciplinas a serem seguidas.
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