Norma

Portuguesa


NP
EN 1993-1-1
2008



Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço
Parte 1-1: Regras gerais e regras para edifícios

Eurocode 3: Calcul des structures en acier
Partie 1-1: Règles générales et règles pour les bâtiments

Eurocode 3: Design of steel structures
Part 1-1: General rules and rules for buildings

PARA VOTO FINAL DA CT 115




ICS




DESCRITORES


CORRESPONDÊNCIA
Versão portuguesa da EN 1993-1-1:2005 + AC:2005
HOMOLOGAÇÃO
Termo de Homologação n.º
A presente Norma resultou da revisão da
NP ENV 1993-1-1:1998



ELABORAÇÃO
CT 115 (LNEC)

EDIÇÃO


CÓDIGO DE PREÇO


© IPQ reprodução proibida

Instituto Português da

ualidade
Rua António Gião, 2
PT – 2829-513 CAPARICA PORTUGAL

Tel. (+ 351 1) 294 81 00 E-mail: ipq@mail.ipq.pt
Fax. (+ 351 1) 294 81 01 URL:www. ipq.pt
Preâmbulo Nacional
A presente Norma substitui a NP ENV 1993-1-1:1998 e constitui a versão oficial portuguesa da
EN 1993-1-1:2005 + AC:2005, a qual faz parte de um conjunto de normas integrantes do Eurocódigo 3:
Projecto de estruturas de aço.
Esta Norma constitui a Parte 1-1 do Eurocódigo 3 e diz respeito às regras gerais a adoptar no projecto de
edifícios e de outras obras de engenharia civil de aço. Nas restantes Partes do mesmo Eurocódigo são
tratadas as regras complementares a adoptar no projecto de certos tipos de estruturas, na utilização de
determinados materiais e na verificação da segurança em situações particulares, bem como na verificação da
resistência ao fogo das estruturas de aço.
A aplicação desta Norma em Portugal deve obedecer às disposições constantes do respectivo Anexo
Nacional NA, que dela faz parte integrante. Neste Anexo são nomeadamente concretizadas as prescrições
explicitamente deixadas em aberto no corpo do Eurocódigo para escolha nacional, denominadas Parâmetros
Determinados a nível Nacional (NDP).
NORMA EUROPEIA EN 1993-1-1

EUROPÄISCHE NORM
Maio 2005
NORME EUROPÉENNE AC
EUROPEAN STANDARD
Dezembro 2005

CEN

Comité Europeu de Normalização
Europäisches Komitee für Normung
Comité Européen de Normalisation
European Committee for Standardization

Secretariado Central: rue de Stassart 36, B-1050 Bruxelas


© 2005 Direitos de reprodução reservados aos membros do CEN

Ref. n.º EN1993-1-1:2005 + AC:2005 Pt
ICS: 91.010.30; 91.080.10 Substitui a ENV 1993-1-1:1992


Versão portuguesa
Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço
Parte 1-1: Regras gerais e regras para edifícios


Eurocode 3: Bemessung und
Konstruktion von Stahlbauten
Teil 1-1: Allgemeine
Bemessungsregeln und Regeln
für den Hochbau
Eurocode 3: Calcul des
structures en acier
Partie 1-1: Règles générales et
règles pour les bâtiments

Eurocode 3: Design of steel
structures
Part 1-1: General rules and
rules for buildings


A presente Norma é a versão portuguesa da Norma Europeia EN 1993-1-1:2005 + AC:2005, e tem o
mesmo estatuto que as versões oficiais. A tradução é da responsabilidade do Instituto Português da
Qualidade.
Esta Norma Europeia e a sua Errata foram ratificadas pelo CEN em 2004-04-16 e 2005-12-21,
respectivamente.
Os membros do CEN são obrigados a submeter-se ao Regulamento Interno do CEN/CENELEC que define
as condições de adopção desta Norma Europeia, como norma nacional, sem qualquer modificação.
Podem ser obtidas listas actualizadas e referências bibliográficas relativas às normas nacionais
correspondentes junto do Secretariado Central ou de qualquer dos membros do CEN.
A presente Norma Europeia e a sua Errata existem nas três versões oficiais (alemão, francês e inglês). Uma
versão noutra língua, obtida pela tradução, sob responsabilidade de um membro do CEN, para a sua língua
nacional, e notificada ao Secretariado Central, tem o mesmo estatuto que as versões oficiais.
Os membros do CEN são os organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha,
Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia,
Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polónia,
Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça.


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Índice Página
Preâmbulo Nacional .........................................................................................................................................2
Preâmbulo .........................................................................................................................................................9
Antecedentes do programa dos Eurocódigos......................................................................................................9
Estatuto e campo de aplicação dos Eurocódigos ..............................................................................................10
Normas nacionais de implementação dos Eurocódigos....................................................................................11
Ligações entre os Eurocódigos e as especificações técnicas harmonizadas (EN e ETA) relativas
aos produtos......................................................................................................................................................11
Informações adicionais específicas da EN 1993-1 ...........................................................................................11
Anexo Nacional da EN 1993-1-1 .....................................................................................................................12
1 Generalidades...............................................................................................................................................13
1.1 Objectivo e campo de aplicação .................................................................................................................13
1.1.1 Campo de aplicação do Eurocódigo 3 .....................................................................................................13
1.1.2 Campo de aplicação da Parte 1-1 do Eurocódigo 3.................................................................................14
1.2 Referências normativas...............................................................................................................................14
1.2.1 Normas gerais de referência ....................................................................................................................14
1.2.2 Normas de referência relativas a aço de construção soldável..................................................................14
1.3 Pressupostos................................................................................................................................................15
1.4 Distinção entre Princípios e Regras de Aplicação......................................................................................15
1.5 Termos e definições....................................................................................................................................15
1.6 Símbolos .....................................................................................................................................................16
1.7 Convenções para os eixos dos elementos ...................................................................................................26
2 Bases para o projecto ..................................................................................................................................28
2.1 Requisitos ...................................................................................................................................................28
2.1.1 Requisitos gerais......................................................................................................................................28
2.1.2 Gestão da fiabilidade ...............................................................................................................................28
2.1.3 Tempo de vida útil de projecto, durabilidade e robustez.........................................................................28
2.2 Princípios para a verificação da segurança em relação aos estados limites................................................29
2.3 Variáveis básicas ........................................................................................................................................29
2.3.1 Acções e influências ambientais..............................................................................................................29
2.3.2 Propriedades dos materiais e dos produtos ..............................................................................................29
2.4 Verificação pelo método dos coeficientes parciais.....................................................................................30
2.4.1Valores de cálculo das propriedades dos materiais ..................................................................................30
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2.4.2 Valores de cálculo das características geométricas ................................................................................. 30
2.4.3 Valores de cálculo das resistências.......................................................................................................... 30
2.4.4 Verificação do equilíbrio estático (EQU)................................................................................................ 30
2.5 Projecto com apoio experimental ............................................................................................................... 30
3 Materiais ...................................................................................................................................................... 31
3.1 Generalidades ............................................................................................................................................. 31
3.2 Aço estrutural ............................................................................................................................................. 31
3.2.1 Propriedades dos materiais...................................................................................................................... 31
3.2.2 Requisitos de ductilidade......................................................................................................................... 31
3.2.3 Resistência à rotura frágil (Tenacidade).................................................................................................. 33
3.2.4 Propriedades segundo a espessura........................................................................................................... 34
3.2.5 Tolerâncias .............................................................................................................................................. 34
3.2.6 Valores de cálculo das propriedades dos materiais ................................................................................. 34
3.3 Dispositivos de ligação............................................................................................................................... 35
3.3.1 Elementos de ligação............................................................................................................................... 35
3.3.2 Consumíveis para soldadura.................................................................................................................... 35
3.4 Outros produtos pré-fabricados utilizados em edifícios ............................................................................. 35
4 Durabilidade ................................................................................................................................................ 35
5 Análise estrutural ........................................................................................................................................ 35
5.1 Modelação estrutural para a análise ........................................................................................................... 35
5.1.1 Modelação estrutural e hipóteses fundamentais ...................................................................................... 35
5.1.2 Modelação das ligações........................................................................................................................... 36
5.1.3 Interacção terreno-estrutura..................................................................................................................... 36
5.2 Análise global............................................................................................................................................. 36
5.2.1 Efeitos da configuração deformada da estrutura ..................................................................................... 36
5.2.2 Estabilidade estrutural de pórticos .......................................................................................................... 38
5.3 Imperfeições ............................................................................................................................................... 39
5.3.1 Bases........................................................................................................................................................ 39
5.3.2 Imperfeições para a análise global de pórticos........................................................................................ 40
5.3.3 Imperfeições para a análise dos sistemas de contraventamento.............................................................. 44
5.3.4 Imperfeições dos elementos .................................................................................................................... 47
5.4 Métodos de análise considerando o comportamento não linear dos materiais........................................... 47
5.4.1 Generalidades .......................................................................................................................................... 47

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5.4.2 Análise global elástica .............................................................................................................................47
5.4.3 Análise global plástica.............................................................................................................................48
5.5 Classificação das secções transversais........................................................................................................48
5.5.1 Bases........................................................................................................................................................48
5.5.2 Classificação............................................................................................................................................49
5.6 Requisitos das secções transversais para uma análise global plástica ........................................................50
6 Estados limites últimos................................................................................................................................54
6.1 Generalidades .............................................................................................................................................54
6.2 Resistência das secções transversais...........................................................................................................54
6.2.1 Generalidades ..........................................................................................................................................54
6.2.2 Propriedades das secções.........................................................................................................................55
6.2.2. Área útil ..................................................................................................................................................55
6.2.3 Tracção ....................................................................................................................................................58
6.2.4 Compressão .............................................................................................................................................58
6.2.5 Momento flector ......................................................................................................................................59
6.2.6 Esforço transverso ...................................................................................................................................60
6.2.7 Torção......................................................................................................................................................61
6.2.8 Flexão com esforço transverso ................................................................................................................63
6.2.9 Flexão composta......................................................................................................................................64
6.2.10 Flexão composta com esforço transverso..............................................................................................66
6.3 Resistência dos elementos à encurvadura...................................................................................................67
6.3.1 Elementos uniformes comprimidos .........................................................................................................67
6.3.2 Elementos uniformes em flexão ..............................................................................................................71
6.3.3 Elementos uniformes em flexão composta com compressão ..................................................................76
6.3.4 Método geral de verificação da encurvadura por flexão e da encurvadura lateral
de componentes estruturais...............................................................................................................................77
6.3.5 Encurvadura lateral de elementos com rótulas plásticas .........................................................................78
6.4 Elementos compostos uniformes solicitados à compressão .......................................................................80
6.4.1 Generalidades ..........................................................................................................................................80
6.4.2 Elementos comprimidos de estrutura triangulada....................................................................................83
6.4.3 Elementos comprimidos associados por travessas...................................................................................86
6.4.4 Elementos compostos com montantes pouco afastados ..........................................................................87
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7 Estados limites de utilização....................................................................................................................... 88
7.1Generalidades .............................................................................................................................................. 88
7.2 Estados limites de utilização para os edifícios ........................................................................................... 89
7.2.1 Deslocamentos verticais .......................................................................................................................... 89
7.2.2 Deslocamentos horizontais...................................................................................................................... 89
7.2.3 Efeitos dinâmicos .................................................................................................................................... 89
Anexo A (informativo) Método 1: Factores de interacção k
ij
para a fórmula de interacção
indicada em 6.3.3(4)........................................................................................................................................ 90
Anexo B (informativo) Método 2: Factores de interacção k
ij
para a fórmula de interacção .................. 93
indicada em 6.3.3(4)........................................................................................................................................ 93
Anexo AB (informativo) Disposições de projecto adicionais ....................................................................... 96
AB.1 Análise estrutural tomando em consideração a não linearidade material ............................................... 96
AB.2 Disposições simplificadas para o projecto de vigas de pavimento contínuas......................................... 96
Anexo BB (informativo) Encurvadura de componentes de estruturas de edifícios................................... 97
BB.1 Encurvadura por flexão de elementos de estruturas trianguladas e terliçadas ........................................ 97
BB.1.1 Generalidades....................................................................................................................................... 97
BB.1.2 Cantoneiras utilizadas como elementos de alma.................................................................................. 97
BB.1.3 Elementos com secção tubular ............................................................................................................. 98
BB.2 Travamentos contínuos ........................................................................................................................... 98
BB.2.1 Travamentos laterais contínuos............................................................................................................ 98
BB.2.2 Travamentos à torção contínuos .......................................................................................................... 98
BB.3 Comprimentos estáveis, em relação à encurvadura fora do plano de troços de elementos
contendo rótulas plásticas............................................................................................................................... 100
BB.3.1 Elementos uniformes constituídos por perfis laminados ou por perfis soldados
em I de dimensões equivalentes ..................................................................................................................... 100
BB.3.2 Elementos laminados ou soldados equivalentes de secção em I com esquadro de reforço
ou secção variável .......................................................................................................................................... 104
BB.3.3 Coeficientes de correcção para diagramas de momentos flectores variáveis que actuam
em elementos travados lateralmente ao longo do banzo traccionado............................................................. 106
Anexo Nacional NA...................................................................................................................................... 109
Introdução....................................................................................................................................................... 109
NA.1 – Campo de aplicação........................................................................................................................... 109



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NA.2 – Parâmetros Determinados a nível Nacional (NDP) ...........................................................................109
NA.2.1 – Generalidades..................................................................................................................................109
NA.2.2 – Princípios e Regras de Aplicação sem prescrições a nível nacional ...............................................109
NA.2.3 – Princípios e Regras de Aplicação com prescrições a nível nacional ..............................................110
NA.3 – Utilização dos Anexos informativos A, B, AB e BB.........................................................................113
NA.4 – Informações complementares ............................................................................................................114
NA.4.1 – Objecto............................................................................................................................................114
NA.4.2 – Informações gerais..........................................................................................................................114
NA.4.3 – Informações específicas ..................................................................................................................114
NA.5 – Correspondência entre documentos normativos ................................................................................115
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Preâmbulo
A presente Norma foi elaborada pela Comissão Técnica CEN/TC 250 "Structural Eurocodes", cujo
secretariado é assegurado pela BSI. A CEN/TC 250 é responsável por todos os Eurocódigos Estruturais.
A esta Norma Europeia deve ser atribuído o estatuto de Norma Nacional, seja por publicação de um texto
idêntico, seja por adopção, o mais tardar em Novembro de 2005, e as normas nacionais divergentes devem
ser anuladas o mais tardar em Março de 2010.
A presente Norma substitui a ENV 1993-1-1.
De acordo com o Regulamento Interno do CEN/CENELEC, a presente Norma Europeia deve ser
implementada pelos organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha, Áustria,
Bélgica, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria,
Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal,
Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça.
Antecedentes do programa dos Eurocódigos
Em 1975, a Comissão da Comunidade Europeia optou por um programa de acção na área da construção,
baseado no artigo 95º do Tratado. O objectivo do programa era a eliminação de entraves técnicos ao
comércio e a harmonização das especificações técnicas.
No âmbito deste programa de acção, a Comissão tomou a iniciativa de elaborar um conjunto de regras
técnicas harmonizadas para o projecto de obras de construção, as quais, numa primeira fase, serviriam como
alternativa para as regras nacionais em vigor nos Estados-Membros e que, posteriormente, as substituiriam.
Durante quinze anos, a Comissão, com a ajuda de uma Comissão Directiva com representantes dos Estados-
Membros, orientou o desenvolvimento do programa dos Eurocódigos, que conduziu à primeira geração de
regulamentos europeus na década de 80.
Em 1989, a Comissão e os Estados-Membros da UE e da EFTA decidiram, com base num acordo
(1)
entre a
Comissão e o CEN, transferir, através de uma série de mandatos, a preparação e a publicação dos
Eurocódigos para o CEN, tendo em vista conferir-lhes no futuro a categoria de Norma Europeia (EN). Tal,
liga, de facto, os Eurocódigos às disposições de todas as directivas do Conselho e/ou decisões da Comissão
em matéria de normas europeias (por exemplo, a Directiva 89/106/CEE do Conselho relativa a produtos de
construção – DPC – e as Directivas 93/37/CEE, 92/50/CEE e 89/440/CEE do Conselho relativas a obras
públicas e serviços, assim como as Directivas da EFTA equivalentes destinadas à instituição do mercado
interno).
O programa relativo aos Eurocódigos Estruturais inclui as seguintes normas, cada uma das quais é,
geralmente, constituída por diversas partes:
EN 1990 Eurocódigo: Bases para o projecto de estruturas
EN 1991 Eurocódigo 1: Acções em estruturas
EN 1992 Eurocódigo 2: Projecto de estruturas de betão
EN 1993 Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço
EN 1994 Eurocódigo 4: Projecto de estruturas mistas aço-betão


(1)
Acordo entre a Comissão das Comunidades Europeias e o Comité Europeu de Normalização (CEN) relativo ao trabalho sobre os
Eurocódigos para o projecto de edifícios e de outras obras de engenharia civil (BC/CEN/03/89).

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EN 1995 Eurocódigo 5: Projecto de estruturas de madeira
EN 1996 Eurocódigo 6: Projecto de estruturas de alvenaria
EN 1997 Eurocódigo 7: Projecto geotécnico
EN 1998 Eurocódigo 8: Projecto de estruturas para resistência aos sismos
EN 1999 Eurocódigo 9: Projecto de estruturas de alumínio
Os Eurocódigos reconhecem a responsabilidade das autoridades regulamentadoras de cada Estado-Membro e
salvaguardaram o seu direito de estabelecer os valores relacionados com questões de regulamentação da
segurança, a nível nacional, nos casos em que estas continuem a variar de Estado para Estado.
Estatuto e campo de aplicação dos Eurocódigos
Os Estados-Membros da UE e da EFTA reconhecem que os Eurocódigos servem de documentos de
referência para os seguintes efeitos:
– como meio de comprovar a conformidade dos edifícios e de outras obras de engenharia civil com as
exigências essenciais da Directiva 89/106/CEE do Conselho, particularmente a Exigência Essencial n.º 1 –
Resistência mecânica e estabilidade – e a Exigência Essencial n.° 2 – Segurança contra incêndios;
– como base para a especificação de contratos de trabalhos de construção e de serviços de engenharia a eles
associados;
– como base para a elaboração de especificações técnicas harmonizadas para os produtos de construção (EN
e ETA).
Os Eurocódigos, dado que dizem respeito às obras de construção, têm uma relação directa com os
documentos interpretativos
(2)
referidos no artigo 12º da DPC, embora sejam de natureza diferente da das
normas harmonizadas relativas aos produtos
(3)
. Por conseguinte, os aspectos técnicos decorrentes dos
Eurocódigos devem ser considerados de forma adequada pelas Comissões Técnicas do CEN e/ou pelos
Grupos de Trabalho da EOTA envolvidos na elaboração das normas relativas aos produtos, tendo em vista a
obtenção de uma compatibilidade total destas especificações técnicas com os Eurocódigos.
Os Eurocódigos fornecem regras comuns de cálculo estrutural para a aplicação corrente no projecto de
estruturas e dos seus componentes, de natureza quer tradicional quer inovadora. Elementos construtivos ou
condições de cálculo não usuais não são especificamente incluídos, devendo o projectista, nestes casos,
assegurar o apoio especializado necessário.



(2)
De acordo com o n.º 3 do artigo 3º da DPC, as exigências essenciais (EE) traduzir-se-ão em Documentos Interpretativos que
estabelecem as ligações necessárias entre as exigências essenciais e os mandatos para a elaboração de normas europeias (EN)
harmonizadas e guias de aprovação técnica europeia (ETAG), e das próprias aprovações técnicas europeias (ETA).
(3)
De acordo com o artigo 12º da DPC, os Documentos Interpretativos devem:
a) concretizar as exigências essenciais harmonizando a terminologia e as bases técnicas e indicando, sempre que necessário,
classes ou níveis para cada exigência;
b) indicar métodos de correlação entre essas classes ou níveis de exigências e as especificações técnicas, por exemplo, métodos
de cálculo e de ensaio, regras técnicas de concepção de projectos, etc.;
c) servir de referência para o estabelecimento de normas europeias harmonizadas e de guias de aprovação técnica europeia.
Os Eurocódigos, de facto, desempenham um papel semelhante na área da EE 1 e de uma parte da EE 2.

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Normas nacionais de implementação dos Eurocódigos
As normas nacionais de implementação dos Eurocódigos incluirão o texto completo do Eurocódigo
(incluindo anexos), conforme publicado pelo CEN, o qual poderá ser precedido de uma página de título e de
um preâmbulo nacionais, e ser também seguido de um Anexo Nacional.
O Anexo Nacional só poderá conter informações sobre os parâmetros deixados em aberto no Eurocódigo
para escolha nacional, designados por Parâmetros Determinados a nível Nacional, a utilizar no projecto de
edifícios e de outras obras de engenharia civil no país em questão, nomeadamente:
– valores dos coeficientes parciais e/ou classes, nos casos em que são apresentadas alternativas no
Eurocódigo;
– valores para serem utilizados nos casos em que apenas um símbolo é apresentado no Eurocódigo;
– dados específicos do país (geográficos, climáticos, etc), por exemplo, mapa de zonamento da neve;
– o procedimento a utilizar nos casos em que sejam apresentados procedimentos alternativos no
Eurocódigo;
– informações complementares não contraditórias para auxílio do utilizador na aplicação do Eurocódigo.
Ligações entre os Eurocódigos e as especificações técnicas harmonizadas (EN e ETA) relativas aos
produtos
É necessária uma consistência entre as especificações técnicas harmonizadas relativas aos produtos de
construção e as regras técnicas relativas às obras
(4)
. Além disso, todas as informações que acompanham a
marcação CE dos produtos de construção que fazem referência aos Eurocódigos devem indicar, claramente,
quais os Parâmetros Determinados a nível Nacional que foram tidos em conta.
Informações adicionais específicas da EN 1993-1
A EN 1993 destina-se a ser utilizada com os Eurocódigos EN 1990 – Bases para o projecto de estruturas,
EN 1991 – Acções em estruturas e EN 1992 a EN 1999, quando as estruturas de aço ou de componentes de
aço neles são referidas.
A EN 1993-1 é a primeira de seis Partes da EN 1993 – Projecto de estruturas de aço. Apresenta regras de
cálculo genéricas destinadas a serem utilizadas com as outras Partes, EN 1993-2 a EN 1993-6. Apresenta
também regras complementares específicas para edifícios.
A EN 1993-1 compreende doze Subpartes, EN 1993-1-1 a EN 1993-1-12, cada uma das quais trata de
componentes de aço, estados limites ou materiais específicos.
A EN 1993-1 poderá também ser utilizada para os casos de projecto não abrangidos pelos Eurocódigos
(outras estruturas, outras acções, outros materiais), servindo como documento de referência para outras
Comissões Técnicas do CEN no que respeita a questões relativas a estruturas.
A EN 1993-1 destina-se a ser utilizada por:
– comissões de redacção de normas relativas a materiais e a normas de ensaio e de execução relacionadas
com o projecto;
– donos de obra (por exemplo, para a formulação dos seus requisitos específicos);
– projectistas e construtores;

(4)
Ver n.º 3 do artigo 3º e artigo 12º da DPC, e também 4.2, 4.3.1, 4.3.2 e 5.2 do Documento Interpretativo n.º 1.

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– autoridades competentes.
São recomendados valores numéricos para os coeficientes parciais e para outros parâmetros de fiabilidade,
de modo a proporcionarem um nível de fiabilidade aceitável, os quais foram seleccionados admitindo a
aplicação de um nível adequado de mão-de-obra e de gestão da qualidade.
Anexo Nacional da EN 1993-1-1
Esta Norma estabelece procedimentos alternativos e valores, recomenda classes e inclui notas indicando
onde poderão ter de ser feitas opções nacionais. Por este motivo, a Norma Nacional de implementação da
EN 1993-1 deverá ter um Anexo Nacional que contenha todos os Parâmetros Determinados a nível Nacional
para o projecto de estruturas de aço a serem construídas no país a que diz respeito.
A opção nacional é permitida na EN 1993-1-1 em:
– 2.3.1(1)
– 3.1(2)
– 3.2.1(1)
– 3.2.2(1)
– 3.2.3(1)P
– 3.2.3(3)B
– 3.2.4(1)B
– 5.2.1(3)
– 5.2.2(8)
– 5.3.2(3)
– 5.3.2(11)
– 5.3.4(3)
– 6.1(1)
– 6.1(1)B
– 6.3.2.2(2)
– 6.3.2.3(1)
– 6.3.2.3(2)
– 6.3.2.4(1)B
– 6.3.2.4(2)B
– 6.3.3(5)
– 6.3.4(1)
– 7.2.1(1)B
– 7.2.2(1)B
– 7.2.3(1)B
– BB.1.3(3)B
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1 Generalidades
1.1 Objectivo e campo de aplicação
1.1.1 Campo de aplicação do Eurocódigo 3
(1) O Eurocódigo 3 aplica-se ao projecto de edifícios e de outras obras de engenharia civil de aço. Obedece
aos princípios e requisitos de segurança e de utilização das estruturas e às bases para o seu projecto e
verificação indicadas na EN 1990.
(2) O Eurocódigo 3 trata apenas dos requisitos de resistência, utilização, durabilidade e resistência ao fogo
das estruturas de aço. Não são, portanto, considerados outros requisitos tais como, por exemplo, os relativos
ao isolamento térmico ou acústico.
(3) O Eurocódigo 3 destina-se a ser utilizado em conjunto com:
– EN 1990
*
, “Basis of structural design”
– EN 1991

, “Actions on structures”
– ENs, ETAGs e ETAs relativas aos produtos de construção relevantes para as estruturas de aço
– EN 1090 Execution of steel structures – Technical requirements
– EN 1992 a EN 1999 quando se faz referência a estruturas ou a componentes de aço
(4) O Eurocódigo 3 está subdividido em várias Partes:
EN 1993-1 Design of steel structures: General rules and rules for buildings
EN 1993-2 Design of steel structures: Steel bridges
EN 1993-3 Design of steel structures: Towers, masts and chimneys
EN 1993-4 Design of steel structures: Silos, tanks and pipelines
EN 1993-5 Design of steel structures: Piling
EN 1993-6 Design of steel structures: Crane supporting structures
(5) As EN 1993-2 a EN 1993-6 fazem referência às regras gerais da EN 1993-1. As regras das EN 1993-2 a
EN 1993-6 complementam as regras gerais da EN 1993-1.
(6) A EN 1993-1, “General rules and rules for buildings”, é constituída por:
EN 1993-1-1

Design of steel structures: General rules and rules for buildings
EN 1993-1-2

Design of steel structures: Structural fire design
EN 1993-1-3 Design of steel structures : Cold-formed thin gauge members and sheeting
EN 1993-1-4 Design of steel structures : Stainless steels
EN 1993-1-5

Design of steel structures : Plated structural elements
EN 1993-1-6 Design of steel structures : Strength and stability of shell structures
EN 1993-1-7 Design of steel structures : Strength and stability of planar plated structures transversely
loaded
EN 1993-1-8

Design of steel structures : Design of joints
EN 1993-1-9

Design of steel structures : Fatigue strength of steel structures
EN 1993-1-10

Design of steel structures : Selection of steel for fracture toughness and through-thickness
properties
EN 1993-1-11 Design of steel structures : Design of structures with tension components made of steel
EN 1993-1-12 Design of steel structures : Supplementary rules for high strength steel

*
NOTA NACIONAL: No Anexo Nacional NA são indicadas as normas portuguesas equivalentes.

NP
EN 1993-1-1 Para voto final da CT 115
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1.1.2 Campo de aplicação da Parte 1-1 do Eurocódigo 3
(1) A EN 1993-1-1 estabelece os princípios de base para o projecto de estruturas de aço com componentes de
espessura t ≥ 3 mm. Inclui também disposições suplementares para o projecto estrutural de edifícios de aço.
Essas disposições suplementares são indicadas pela letra “B” colocada a seguir ao número do parágrafo, ou
seja ( )B.
NOTA: No caso de elementos de parede fina enformados a frio ou chapas com espessura t < 3 mm, ver a EN 1993-1-3.
(2) A EN 1993-1-1 trata dos seguintes assuntos:
Secção 1: Generalidades
Secção 2: Bases para o projecto
Secção 3: Materiais
Secção 4: Durabilidade
Secção 5: Análise estrutural
Secção 6: Estados limites últimos
Secção 7: Estados limites de utilização
(3) As secções 1 e 2 contêm regras adicionais às estabelecidas na EN 1990, Bases para o projecto de
estruturas.
(4) A secção 3 refere-se às propriedades dos materiais de produtos fabricados com aços estruturais de baixa
liga.
(5) A secção 4 estabelece regras gerais relativas à durabilidade.
(6) A secção 5 refere-se à análise de estruturas cujo comportamento global pode ser determinado, com
precisão suficiente, modelando os elementos como peças lineares.
(7) A secção 6 estabelece regras pormenorizadas para a verificação da segurança de secções e elementos.
(8) A secção 7 estabelece regras relativas aos estados limites de utilização.
1.2 Referências normativas
A presente Norma inclui, por referência, datada ou não, disposições relativas a outras normas. Estas
referências normativas são citadas nos lugares apropriados do texto e as normas são listadas a seguir. Para
referências datadas, as emendas ou revisões subsequentes de qualquer destas normas só se aplicam à presente
Norma se nela incorporadas por emenda ou revisão. Para as referências não datadas, aplica-se a última
edição da norma referida (incluindo as emendas).
1.2.1 Normas gerais de referência
EN 1090 Execution of steel structures – Technical requirements
EN ISO 12944 Paints and varnishes – Corrosion protection of steel structures by protective paint systems
EN 1461 Hot dip galvanized coatings on fabricated iron and steel articles – Specifications and test
methods
1.2.2 Normas de referência relativas a aço de construção soldável
EN 10025-1:2004 Hot-rolled products of structural steels – Part 1: General delivery conditions
EN 10025-2:2004
*
Hot-rolled products of structural steels – Part 2: Technical delivery conditions for non-
alloy structural steels

*
NOTA NACIONAL: No Anexo Nacional NA são indicadas as normas portuguesas equivalentes.
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EN 1993-1-1
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EN 10025-3:2004 Hot-rolled products of structural steels – Part 3: Technical delivery conditions for
normalized / normalized rolled weldable fine grain structural steels
EN 10025-4:2004 Hot-rolled products of structural steels – Part 4: Technical delivery conditions for
thermomechanical rolled weldable fine grain structural steels
EN 10025-5:2004 Hot-rolled products of structural steels – Part 5: Technical delivery conditions for
structural steels with improved atmospheric corrosion resistance
EN 10025-6:2004 Hot-rolled products of structural steels – Part 6: Technical delivery conditions for flat
products of high yield strength structural steels in the quenched and tempered condition.
EN 10164:1993 Steel products with improved deformation properties perpendicular to the surface of the
product – Technical delivery conditions
EN 10210-1:1994 Hot finished structural hollow sections of non-alloy and fine grain structural steels –
Part 1: Technical delivery requirements
EN 10219-1:1997 Cold formed hollow sections of structural steel – Part 1: Technical delivery
requirements
1.3 Pressupostos
(1) Além dos pressupostos gerais da EN 1990, aplicam-se as seguintes hipóteses:
– o fabrico e a montagem são realizados de acordo com a EN 1090.
1.4 Distinção entre Princípios e Regras de Aplicação
(1) Aplicam-se as regras indicadas na EN 1990, 1.4.
1.5 Termos e definições
(1) Aplicam-se as regras indicadas na EN 1990, 1.5.
(2) Os termos e definições indicados seguidamente são utilizados na EN 1993-1-1 com os seguintes
significados:
1.5.1 pórtico
Totalidade ou parte de uma estrutura, compreendendo vários elementos estruturais ligados entre si e
projectados para resistirem, em conjunto, às acções aplicadas; este termo refere-se a pórticos propriamente
ditos e a estruturas trianguladas; este termo engloba tanto estruturas planas como tridimensionais.
1.5.2 subestrutura
Pórtico que constitui uma parte de um outro pórtico, mas cuja análise estrutural é efectuada separadamente.
1.5.3 tipo de modelo estrutural
Designações utilizadas para fazer a distinção entre modelos de pórticos:
– semicontínuos, nos quais as características estruturais dos elementos e ligações têm de ser consideradas
explicitamente na análise global.
– contínuos, nos quais só as características estruturais dos elementos têm de ser consideradas na análise
global.
– simples, nos quais não é necessário que as ligações resistam a momentos.



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EN 1993-1-1 Para voto final da CT 115
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1.5.4 análise global
Determinação de uma distribuição de esforços na estrutura, que esteja em equilíbrio com as acções aplicadas
e seja consistente com o método de análise adoptado.
1.5.5 comprimento teórico
Distância, medida sobre um dado plano, entre dois pontos adjacentes de um elemento que estejam
contraventados nesse plano ou correspondam a uma das suas extremidades.
1.5.6 comprimento de encurvadura
Comprimento teórico de um elemento articulado nas duas extremidades, em tudo o resto idêntico ao
elemento ou segmento de elemento considerado, e com a mesma resistência à encurvadura.
1.5.7 efeito de"shear lag"
Distribuição não uniforme de tensões em banzos largos resultante da deformação por corte; é tomado em
consideração na verificação da segurança através da consideração de larguras “efectivas” reduzidas dos
banzos.
1.5.8 “capacity design”
Método de dimensionamento que visa garantir que se atinge a capacidade de deformação plástica de um
elemento, sendo necessária para isso uma resistência adicional às suas ligações e aos elementos que lhe estão
ligados.
1.5.9 elemento uniforme
Elemento com secção transversal constante ao longo de todo o comprimento.
1.6 Símbolos
(1) Para os fins da presente Norma utilizam-se os símbolos listados seguidamente.
(2) São ainda utilizados outros símbolos que se definem quando são referidos pela primeira vez.
NOTA: Os símbolos são apresentados de acordo com a ordem da sua introdução no texto da EN 1993-1-1. Alguns símbolos
poderão ter vários significados.
Secção 1
x-x eixo longitudinal de um elemento
y-y eixo de uma secção transversal
z-z eixo de uma secção transversal
u-u eixo principal de maior inércia (quando não coincide com o eixo y-y)
v-v eixo principal de menor inércia (quando não coincide com o eixo z-z)
b largura de uma secção transversal
h altura de uma secção transversal
d altura da parte recta de uma alma
t
w
espessura da alma
t
f
espessura do banzo
r raio de concordância
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r
1
raio de concordância
r
2
raio do bordo
t espessura
Secção 2
P
k
valor nominal do efeito do pré-esforço aplicado durante a construção
G
k
valor nominal do efeito das acções permanentes
X
K
valores característicos das propriedades dos materiais
X
n
valores nominais das propriedades dos materiais
R
d
valor de cálculo da resistência
R
k
valor característico da resistência
γ
M
coeficiente parcial de segurança (em geral)
γ
Mi
coeficiente parcial de segurança (caso particular)
γ
Mf
coeficiente parcial de segurança para a fadiga
η factor de conversão
a
d
valor de cálculo de uma grandeza geométrica
Secção 3
f
y
tensão de cedência
f
u
resistência última
R
eh
tensão de cedência de acordo com as normas dos produtos
R
m
tensão de rotura de acordo com as normas dos produtos
A
0
área inicial da secção transversal
ε
y
extensão de cedência
ε
u
extensão de rotura
Z
Ed
valor de cálculo de Z a considerar, resultante das restrições à contracção do metal de base em contacto
com o material de adição numa soldadura
Z
Rd
valor de cálculo resistente de Z
E módulo de elasticidade
G módulo de distorção
ν coeficiente de Poisson em regime elástico
α coeficiente de dilatação térmica linear
Secção 5
α
cr
factor pelo qual as acções de cálculo teriam que ser multiplicadas para provocar a instabilidade elástica
num modo global
F
Ed
valor de cálculo da carga que actua na estrutura

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F
cr
carga crítica associada à instabilidade elástica num modo global, determinada com base no valor da
rigidez elástica inicial
H
Ed
valor de cálculo da reacção horizontal devida às cargas horizontais reais e fictícias, determinado ao
nível da base de um piso
V
Ed
valor de cálculo da carga vertical total, determinado ao nível da base de um piso
δ
H,Ed
deslocamento horizontal relativo entre o topo e a base de um piso
h altura do piso
λ esbelteza normalizada (adimensional)
N
Ed
valor de cálculo do esforço normal actuante
φ imperfeição inicial global associada à falta de verticalidade
φ
0
valor de base da imperfeição inicial global associada à falta de verticalidade
α
h
coeficiente de redução para tomar em consideração a altura h do pórtico
h altura de um pórtico
α
m
coeficiente de redução para tomar em consideração o número de colunas num alinhamento
m número de colunas num alinhamento
e
0
amplitude da uma imperfeição de um elemento
L comprimento de um elemento
η
init
amplitude do modo crítico de encurvadura elástica
η
cr
configuração do modo crítico de encurvadura elástica
e
0,d
valor de cálculo da amplitude de uma imperfeição
M
Rk
valor característico do momento resistente da secção transversal condicionante
N
Rk
valor característico do esforço normal resistente da secção transversal condicionante
α factor de imperfeição
"
cr
EI η momento flector devido a η
cr
na secção transversal condicionante
χ coeficiente de redução para a curva de dimensionamento (de colunas à encurvadura) relevante
α
ult,k
valor mínimo do factor de amplificação dos esforços para se atingir o valor característico da
resistência, calculado sem ter em conta os efeitos de encurvadura
α
cr
valor mínimo do factor de amplificação dos esforços que é necessário considerar para se atingir a
encurvadura elástica
q força equivalente por unidade de comprimento
δ
q
deslocamento de um sistema de contraventamento no seu plano
q
d
valor de cálculo da força equivalente por unidade de comprimento
M
Ed
valor de cálculo do momento flector actuante
k coeficiente para e
0,d

ε extensão
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σ tensão
σ
com,Ed
valor de cálculo da máxima tensão de compressão num elemento
l comprimento
ε coeficiente que depende de f
y

c largura ou altura de parte de uma secção transversal
α zona comprimida de parte de uma secção transversal
ψ relação entre tensões ou entre extensões
k
σ
coeficiente de encurvadura de uma placa
d diâmetro exterior de uma secção tubular circular
Secção 6
γ
M0
coeficiente parcial de segurança para a resistência de secções transversais de qualquer classe
γ
M1
coeficiente parcial de segurança para a resistência dos elementos em relação a fenómenos de
encurvadura, avaliada através de verificações individuais de cada elemento
γ
M2
coeficiente parcial de segurança para a resistência à rotura de secções transversais traccionadas em
zonas com furos de ligação
σ
x,Ed
valor de cálculo da tensão longitudinal local actuante
σ
z,Ed
valor de cálculo da tensão transversal local actuante
τ
Ed
valor de cálculo da tensão tangencial local actuante
N
Ed
valor de cálculo do esforço normal actuante
M
y,Ed
valor de cálculo do momento flector actuante, em relação ao eixo y-y
M
z,Ed
valor de cálculo do momento flector actuante, em relação ao eixo z-z
N
Rd
valores de cálculo do esforço normal resistente
M
y,Rd
valor de cálculo do momento flector resistente em relação ao eixo y-y
M
z,Rd
valor de cálculo do momento flector resistente em relação ao eixo z-z
s passo em quincôncio, entre eixos de dois furos consecutivos de alinhamentos adjacentes, medido na
direcção do eixo do elemento
p distância entre alinhamentos de furos adjacentes medida na direcção normal ao eixo do elemento
n número de furos ao longo de qualquer que atravesse totalmente a largura de um elemento, ou parte
dele, em diagonal ou ziguezague
d
0
diâmetro de um furo
e
N
afastamento entre os centros de gravidade das áreas das secções efectiva (A
eff
) e bruta
∆M
Ed
valor de cálculo do momento adicional actuante devido ao afastamento entre os centros de gravidade
das áreas das secções efectiva (A
eff
) e bruta
A
eff
área efectiva de uma secção transversal
N
t,Rd
valor de cálculo do esforço normal resistente de tracção

NP
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N
pl,Rd
valor de cálculo do esforço normal plástico resistente da secção bruta
N
u,Rd
valor de cálculo do esforço normal resistente último da secção útil na zona com furos de ligação
A
net
área útil de uma secção transversal
N
net,Rd
valor de cálculo do esforço normal plástico resistente de tracção da secção transversal útil
N
c,Rd
valor de cálculo do esforço normal resistente à compressão de uma secção transversal
M
c,Rd
valor de cálculo do momento flector resistente em relação a um eixo principal de uma secção
transversal
W
pl
módulo de flexão plástico de uma secção transversal
W
el,min
módulo de flexão elástico mínimo de uma secção transversal
W
eff,min
módulo de flexão mínimo de uma secção transversal efectiva
A
f
área de um banzo traccionado
A
f,net
área útil de um banzo traccionado
V
Ed
valor de cálculo do esforço transverso actuante
V
c,Rd
valor de cálculo do esforço transverso resistente
V
pl,Rd
valor de cálculo do esforço transverso plástico resistente
A
v
área resistente ao esforço transverso
η coeficiente para calcular a área de corte
S momento estático
I momento de inércia
A
w
área de uma alma
A
f
área de um banzo
T
Ed
valor de cálculo do momento torsor total actuante
T
Rd
valor de cálculo do momento torsor resistente
T
t,Ed
valor de cálculo do momento torsor de St. Venant actuante
T
w, Ed
valor de cálculo do momento torsor não uniforme (de empenamento)
τ
t,Ed
valor de cálculo das tensões tangenciais devidas à torção de St. Venant actuante
τ
w,Ed
valor de cálculo das tensões tangenciais actuantes associadas à torção não uniforme
σ
w,Ed
valor de cálculo das tensões normais longitudinais devidas ao bimomento B
Ed

B
Ed
valor de cálculo do bimomento
V
pl,T,Rd
valor de cálculo do esforço transverso plástico resistente, reduzido pela interacção com o momento
torsor
ρ coeficiente de redução para determinar os valores de cálculo dos momentos flectores resistentes, tendo
em conta a interacção com os esforços transversos
M
V,,Rd
valores de cálculo dos momentos flectores resistentes, reduzidos pela interacção com os esforços
transversos
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M
N,,Rd
valores de cálculo dos momentos flectores resistentes, reduzidos pela interacção com o esforço normal
n relação entre os valores de cálculo dos esforços normais actuante e plástico resistente de uma secção
transversal bruta
a relação entre a área da alma e a área bruta de uma secção transversal
α parâmetro para tomar em consideração o efeito de flexão desviada
β parâmetro para tomar em consideração o efeito de flexão desviada
e
N,y
afastamento entre os centros de gravidade das áreas das secções efectiva (A
eff
) e bruta, segundo o eixo
y-y
e
N,z
afastamento entre os centros de gravidade das áreas das secções efectiva (A
eff
) e bruta, segundo o eixo
z-z
W
eff,min
módulo de flexão mínimo de uma secção transversal efectiva
N
b,Rd
valor de cálculo do esforço normal resistente à encurvadura de um elemento comprimido
χ coeficiente de redução associado ao modo de encurvadura considerado
Φ valor para determinar o coeficiente de redução χ
α

factor de imperfeição para a encurvadura de elementos comprimidos
a
0
, a, b, c, d designações das curvas de dimensionamento à encurvadura
N
cr
esforço normal crítico para o modo de encurvadura elástica considerado, determinado com base nas
propriedades da secção transversal bruta
i raio de giração relativo ao eixo considerado, determinado com base nas propriedades da secção
transversal bruta
λ
1
valor da esbelteza de referência para determinar a esbelteza normalizada
T λ esbelteza normalizada associada à encurvadura de colunas por torção ou flexão-torção
N
cr,TF
esforço crítico de encurvadura elástica por flexão-torção
N
cr,T
esforço crítico de encurvadura elástica por torção
M
b,Rd
valor de cálculo do momento flector resistente à encurvadura lateral (de vigas por flexão-torção)
χ
LT
coeficiente de redução para a encurvadura lateral
Φ
LT
valor para determinar o coeficiente de redução χ
LT

α
LT
factor de imperfeição para a encurvadura lateral
LT λ esbelteza normalizada para a encurvadura lateral
M
cr
momento crítico elástico de encurvadura lateral
0 , LT λ comprimento do patamar das curvas de dimensionamento à encurvadura lateral de vigas constituídas
por perfis laminados
β factor de correcção das curvas de dimensionamento à encurvadura lateral de vigas constituídas por
perfis laminados
χ
LT,mod
coeficiente de redução modificado para a encurvadura lateral

NP
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f factor de modificação de χ
LT

k
c
factor de correcção para tomar em consideração o diagrama de momentos
ψ relação entre os momentos que actuam nas extremidades de um segmento de um elemento
L
c
distância entre travamentos laterais
f λ esbelteza normalizada equivalente do banzo comprimido
i
fz
raio de giração do banzo comprimido em relação ao eixo de menor inércia da secção
I
eff,f
momento de inércia da área efectiva de um banzo comprimido em relação ao eixo de menor inércia da
secção
A
eff,f
área efectiva de um banzo comprimido
A
eff,w,c
área efectiva da zona comprimida de uma alma
0 c λ parâmetro de esbelteza normalizada
l f
k factor de modificação
∆M
y
momentos devido ao afastamento do eixo baricêntrico y-y
∆M
z
momentos devido ao afastamento do eixo baricêntrico z-z
χ
y
coeficiente de redução associado à encurvadura por flexão em torno do eixo y-y
χ
z
coeficiente de redução associado à encurvadura por flexão em torno do eixo z-z
k
yy
factor de interacção
k
yz
factor de interacção
k
zy
factor de interacção
k
zz
factor de interacção
op λ esbelteza normalizada global, de um elemento ou subestrutura, associada à encurvadura fora do plano
de carregamento
op
χ coeficiente de redução correspondente à esbelteza normalizada op λ
α
ult,k
valor mínimo do factor de amplificação a aplicar aos valores de cálculo das acções para se atingir o
valor característico da resistência da secção transversal condicionante
α
cr,op
valor mínimo do factor de amplificação a aplicar aos valores de cálculo das acções actuantes no plano
para se atingir a resistência à instabilidade elástica, fora do plano de carregamento, do elemento ou
subestrutura
N
Rk
valor característico da resistência à compressão
M
y,Rk
valor característico da resistência à flexão em torno do eixo y-y
M
z,Rk
valor característico da resistência à flexão em torno do eixo z-z
Q
m
força de travamento a considerar em cada secção de um elemento onde se forma uma rótula plástica
L
stable
comprimento estável de um segmento de um elemento
L
ch
comprimento de encurvadura de uma corda
h
0
distância entre os centros de gravidade dos montantes de uma coluna composta
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a distância entre pontos de travamento das cordas
α ângulo entre os eixos de uma corda e de uma diagonal
i
min
valor mínimo do raio de giração de uma cantoneira isolada
A
ch
área de uma corda de uma coluna composta
N
ch,Ed
valor de cálculo do esforço normal actuante a meia altura do montante mais comprimido de um
elemento composto
I
Ed
M valor de cálculo do momento actuante máximo a meia altura de um elemento composto
I
eff
momento de inércia efectivo de um elemento composto
S
v
rigidez ao esforço transverso associada a um painel de alma de um elemento composto
n número de planos dos painéis de alma de um elemento composto
A
d
área da secção de uma diagonal de uma coluna composta
d comprimento de uma diagonal de uma coluna composta
A
V
área da secção de um montante (ou travessa) de uma coluna composta
I
ch
momento de inércia de uma corda no seu plano
I
b
momento de inércia de uma travessa no seu plano
µ factor de eficiência
i
y
raio de giração relativo ao eixo y-y
Anexo A
C
my
coeficiente de momento uniforme equivalente
C
mz
coeficiente de momento uniforme equivalente
C
mLT
coeficiente de momento uniforme equivalente
µ
y
factor
µ
z
factor
N
cr,y
valor crítico do esforço normal associado à encurvadura elástica por flexão em torno do eixo y-y
N
cr,z
valor crítico do esforço normal associado à encurvadura elástica por flexão em torno do eixo z-z
C
yy
factor
C
yz
factor
C
zy
factor
C
zz
factor
w
y
factor
w
z
factor
n
pl
factor
max λ maior dos valores de y λ e z λ

NP
EN 1993-1-1 Para voto final da CT 115
2008

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b
LT
factor
c
LT
factor
d
LT
factor
e
LT
factor
ψ
y
relação entre os momentos de extremidade (em relação ao eixo y-y)
C
my,0
coeficiente
C
mz,0
coeficiente
a
LT
coeficiente
I
T
constante de torção de St. Venant
I
y
momento de inércia em relação ao eixo y-y
M
i,Ed
(x) valor máximo do momento de primeira ordem

x
| valor máximo do deslocamento num elemento
Anexo B
α
s
factor
α
h
factor
C
m
coeficiente de momento uniforme equivalente
Anexo AB
γ
G
coeficiente parcial de segurança relativo às acções permanentes
G
k
valor característico das acções permanentes
γ
Q
coeficiente parcial de segurança relativo às acções variáveis
Q
k
valor característico das acções variáveis
Anexo BB
v , eff λ esbelteza normalizada efectiva para a encurvadura em relação ao eixo v-v
y , eff λ esbelteza normalizada efectiva para a encurvadura em relação ao eixo y-y
z , eff λ esbelteza normalizada efectiva para a encurvadura em relação ao eixo z-z
L comprimento de referência
L
cr
comprimento de encurvadura
S rigidez de esforço transverso proporcionada pelas chapas transversais
I
w
constante de empenamento
C
ϑ,k
rigidez de rotação proporcionada pelo elemento contínuo de travamento e pelas ligações
K
υ
coeficiente para ter em conta o tipo de análise
K
ϑ
coeficiente para ter em conta a distribuição de momentos e o tipo de restrições
Para voto final da CT 115

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EN 1993-1-1
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C
ϑR,k
rigidez de rotação proporcionada à viga pelo elemento contínuo de travamento, admitindo uma ligação
rígida à viga
C
ϑC,k
rigidez de rotação da ligação entre a viga e o elemento contínuo de travamento
C
ϑD,k
rigidez de rotação resultante de uma análise das deformações de distorção das secções transversais da
viga
L
m
comprimento estável entre apoios laterais adjacentes
L
k
comprimento estável entre apoios adjacentes restringidos à torção
L
s
comprimento estável entre a localização de uma rótula plástica e um apoio adjacente restringido à
torção
C
1
coeficiente para ter em conta a distribuição de momentos
C
m
coeficiente para ter em conta a variação linear do momento
C
n
coeficiente para ter em conta a variação não linear do momento
a distância entre o centro de gravidade do elemento com a rótula plástica e o centro de gravidade dos
elementos de travamento
B
0
factor
B
1
factor
B
2
factor
η quociente entre os valores críticos dos esforços normais
i
s
raio de giração em relação ao centro de gravidade do elemento de travamento
β
t
quociente entre o menor e o maior momento de extremidade, considerando o seu valor algébrico
R
1
valor do momento numa determinada secção de um elemento
R
2
valor do momento numa determinada secção de um elemento
R
3
valor do momento numa determinada secção de um elemento
R
4
valor do momento numa determinada secção de um elemento
R
5
valor do momento numa determinada secção de um elemento
R
E
o maior dos valores R
1
ou R
5

R
s
valor máximo do momento flector em qualquer ponto do comprimento L
y

c factor de variação da altura da secção
h
h
altura adicional devida ao elemento de reforço ou à variação de altura da secção
h
max
altura máxima de uma secção transversal no comprimento L
y

h
min
altura mínima de uma secção transversal no comprimento L
y

h
s
altura da secção medida na vertical sem considerar o elemento de reforço
L
h
comprimento do elemento de reforço contido no comprimento L
y

L
y
distância entre apoios de restrição ou de torção

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1.7 Convenções para os eixos dos elementos
(1) A convenção para os eixos dos elementos é a seguinte:
x-x - eixo longitudinal do elemento
y-y - eixo da secção transversal
z-z - eixo da secção transversal
(2) Para os elementos de aço, as convenções utilizadas para os eixos das secções transversais são:
– de um modo geral:
y-y - eixo da secção transversal paralelo aos banzos
z-z - eixo da secção transversal perpendicular aos banzos
– para as cantoneiras:
y-y - eixo paralelo à aba menor
z-z - eixo perpendicular à aba menor
– quando necessário:
u-u - eixo principal de maior inércia (no caso de não coincidir com o eixo yy)
v-v - eixo principal de menor inércia (no caso de não coincidir com o eixo zz)
(3) Os símbolos utilizados para as dimensões e eixos das secções transversais dos perfis de aço laminados
são indicados na Figura 1.1.
(4) A convenção utilizada para os índices que indicam os eixos dos momentos é a seguinte: "Utilizar o eixo
em torno do qual actua o momento ".
NOTA: Todas as regras indicadas neste Eurocódigo dizem respeito às propriedades dos eixos principais, geralmente definidos pelos
eixos y-y e z-z, excepto para perfis como cantoneiras em que são definidos pelos eixos u-u e v-v.
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Figura 1.1 – Dimensões e eixos das secções

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2 Bases para o projecto
2.1 Requisitos
2.1.1 Requisitos gerais
(1) P O projecto de estruturas de aço deve estar de acordo com as regras gerais indicadas na EN 1990.
(2) Deverão ser aplicadas também as disposições suplementares relativas a estruturas de aço indicadas nesta
secção.
(3) Deverá considerar-se que os requisitos gerais da secção 2 da EN 1990 são satisfeitos quando o cálculo em
relação aos estados limites é utilizado em conjunto com o método dos coeficientes parciais e as combinações
de acções indicadas na EN 1990 com as acções indicadas na EN 1991.
(4) Deverão ser aplicadas as regras indicadas nas várias Partes da EN 1993 para a determinação das
resistências, para a verificação das condições de utilização e da durabilidade.
2.1.2 Gestão da fiabilidade
(1) Quando são requeridos diferentes níveis de fiabilidade, estes níveis devem ser assegurados, de
preferência, através da adopção de uma gestão da qualidade adequada no projecto e na execução, de acordo
com o indicado no Anexo C da EN 1990 e na EN 1090.
2.1.3 Tempo de vida útil de projecto, durabilidade e robustez
2.1.3.1 Generalidades
(1) P Em função do tipo de acções que afectam a durabilidade e o tempo de vida útil de projecto (ver
EN 1990), as estruturas de aço devem ser:
– projectadas para resistir à corrosão através de:
– uma adequada protecção da superfície (ver EN ISO 12944);
– a utilização de aços autoprotegidos;
– a utilização de aço inoxidável (ver EN 1993-1-4);
– pormenorizadas de modo a assegurar um tempo de vida em relação à fadiga suficiente (ver EN 1993-1-9);
– projectadas para resistir ao desgaste;
– projectadas para resistir às acções de acidente (ver EN 1991-1-7);
– inspeccionadas e mantidas.
2.1.3.2 Tempo de vida útil de projecto para edifícios
(1) P,B O tempo de vida útil de projecto deve ser considerado como o período durante o qual se prevê que a
estrutura de um edifício seja utilizada para o fim a que se destina.
(2) B Para a especificação do tempo de vida útil de projecto previsível para um edifício não provisório, ver
Quadro 2.1 da EN 1990.
(3) B Para os elementos estruturais que não podem ser projectados para a totalidade do tempo de vida útil do
edifício, ver 2.1.3.3(3)B.
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2.1.3.3 Durabilidade para os edifícios
(1)P,B Para assegurar a sua durabilidade, os edifícios e os seus componentes devem ser projectados para as
acções resultantes do ambiente e da fadiga, quando relevante, ou, em alternativa, protegidos dos seus efeitos.
(2)P,B Os efeitos da deterioração dos materiais, da corrosão ou da fadiga, quando relevante, devem ser
considerados através de uma escolha adequada dos materiais, ver EN 1993-1-4 e EN 1993-1-10, e dos
pormenores construtivos, ver EN 1993-1-9, ou através de uma redundância estrutural e da escolha de um
adequado sistema de protecção contra a corrosão.
(3)B Se um edifício incluir componentes cuja substituição necessite ser prevista (por exemplo, apoios em
zonas de assentamento do terreno), deverá ser verificada a possibilidade da sua substituição em segurança
verificada para uma situação de projecto transitória.
2.2 Princípios para a verificação da segurança em relação aos estados limites
(1) A resistência das secções transversais e dos elementos especificados neste Eurocódigo 3 em relação aos
estados limites últimos conforme definidos na EN 1990, 3.3, baseia-se em ensaios nos quais os materiais
evidenciaram uma ductilidade suficiente para permitir a aplicação de modelos de cálculo simplificados.
(2) As resistências especificadas nesta Parte do Eurocódigo 3 poderão, portanto, ser utilizadas nos casos em
que são satisfeitas as condições relativas aos materiais indicadas na secção 3.
2.3 Variáveis básicas
2.3.1 Acções e influências ambientais
(1) As acções para o projecto de estruturas de aço deverão ser obtidas da EN 1991. Para as combinações de
acções e os coeficientes parciais para as acções, ver Anexo A da EN 1990.
NOTA 1: O Anexo Nacional poderá definir acções para situações particulares regionais, climáticas ou acidentais.
NOTA 2B: Para definir um carregamento proporcional a utilizar no âmbito de um método incremental ver o Anexo AB.1.
NOTA 3B: Para definir uma disposição simplificada de cargas, ver o Anexo AB.2.
(2) As acções a considerar para a fase de montagem deverão ser obtidas da EN 1991-1-6.
(3) Quando for necessário considerar os efeitos dos assentamentos previstos, diferenciais e absolutos,
deverão utilizar-se estimativas fiáveis para as deformações impostas.
(4) Os efeitos de assentamentos diferenciais, de deformações impostas ou de outras formas de pré-esforço
impostas durante a montagem, deverão ser considerados como acções permanentes definidas pelo seu valor
nominal, P
k
, e agrupados com outras acções permanentes, G
k
, numa acção única (G
k
+ P
k
).
(5) As acções de fadiga não definidas na EN 1991 deverão ser determinadas de acordo com o Anexo A da
EN 1993-1-9.
2.3.2 Propriedades dos materiais e dos produtos
(1) As propriedades materiais dos aços e de outros produtos de construção e as características geométricas a
utilizar na verificação da segurança deverão ser as especificadas nas ENs, ETAGs ou ETAs aplicáveis, salvo
indicação em contrário na presente Norma.

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2.4 Verificação pelo método dos coeficientes parciais
2.4.1Valores de cálculo das propriedades dos materiais
(1)P Para o cálculo das estruturas de aço, devem utilizar-se os valores característicos X
K
ou os valores
nominais X
n
das propriedades dos materiais como indicado no presente Eurocódigo.
2.4.2 Valores de cálculo das características geométricas
(1) As características geométricos das secções transversais e dos sistemas poderão ser obtidos das normas dos
produtos hEN ou nos desenhos de execução de acordo com a EN 1090 e poderão ser considerados como
valores nominais.
(2) Os valores de cálculo das imperfeições geométricas especificados na presente Norma são imperfeições
geométricas equivalentes que têm em conta os efeitos:
– das imperfeições geométricas de elementos, no intervalo das tolerâncias geométricas definidas nas
normas dos produtos ou na norma de execução;
– das imperfeições estruturais resultantes do fabrico e da montagem;
– das tensões residuais;
– da variação da tensão de cedência.
2.4.3 Valores de cálculo das resistências
(1) Para as estruturas de aço aplica-se a expressão (6.6c) ou a expressão (6.6d) da EN 1990:

( )
d ki i 1 k 1 k
M M
k
d
a ; X ; X R
1 R
R η η
γ
=
γ
=
(2.1)
em que:
R
k
valor característico da resistência considerada, determinado através dos valores característicos ou
nominais das propriedades dos materiais e das dimensões;
γ
M
coeficiente parcial global relativo à resistência considerada.
NOTA: Para as definições de η
1
, η
i
, X
k1
, X
ki
e a
d
ver a EN 1990.
2.4.4 Verificação do equilíbrio estático (EQU)
(1) O formato fiabilístico para a verificação do equilíbrio estático definido pelo Quadro 1.2 (A) do Anexo A
da EN 1990 também se aplica a situações de projecto equivalentes (EQU), como, por exemplo, o cálculo de
amarrações ou a verificação do levantamento em apoios de vigas contínuas.
2.5 Projecto com apoio experimental
(1) As resistências R
k
indicadas na presente Norma foram determinadas utilizando o Anexo D da EN 1990.
(2) Nas classes recomendadas de coeficientes parciais constantes, γ
Mi
, os valores característicos, R
k
, foram
obtidos de
R
k
= R
d
γ
Mi
(2.2)
em que:
R
d
valores de cálculo, definidos de acordo com o Anexo D da EN 1990;
γ
Mi
coeficientes parciais recomendados.
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NOTA 1: Os valores numéricos recomendados dos coeficientes parciais, γ
Mi
, foram determinados de tal forma que R
k
representa
aproximadamente o quantilho de 5 % para um número infinito de ensaios.
NOTA 2: Para os valores característicos da resistência à fadiga e para os coeficientes parciais, γ
Mf
, relativos à fadiga, ver a
EN 1993-1-9.
NOTA 3: Para os valores característicos da resistência à rotura frágil (tenacidade) e para os elementos de segurança para a
verificação da tenacidade, ver a EN 1993-1-10.
(3) Nos casos em que as resistências, R
k
, de produtos pré-fabricados são determinadas com base em ensaios,
deverá adoptar-se o procedimento indicado em (2).
3 Materiais
3.1 Generalidades
(1) Os valores nominais das propriedades dos materiais indicados nesta secção 3 deverão ser adoptados, para
efeitos de cálculo, como valores característicos.
(2) Esta Parte da EN 1993 é aplicável ao cálculo de estruturas realizadas com aços que estejam em
conformidade com classes de aço indicadas no Quadro 3.1.
NOTA: Para outros aços e produtos, ver o Anexo Nacional.
3.2 Aço estrutural
3.2.1 Propriedades dos materiais
(1) Os valores nominais da tensão de cedência, f
y
, e da tensão última, f
u
, para o aço estrutural deverão ser
obtidos através de um dos seguintes procedimentos:
a) ou adoptando os valores f
y
= R
eh
e f
u
= R
m
obtidos directamente da norma do produto;
b) ou utilizando o escalonamento simplificado do Quadro 3.1.
NOTA: O Anexo Nacional poderá fixar a opção.
3.2.2 Requisitos de ductilidade
(1) Para os aços é requerida uma ductilidade mínima que deverá ser expressa em termos de limites para:
– a relação f
u
/ f
y
entre os valores mínimos especificados da tensão de rotura à tracção f
u
e da tensão de
cedência f
y
;
– a extensão após rotura determinada com base num comprimento inicial entre referências de 5,65
o
A
(em que A
0
é a área inicial da secção transversal);
– a extensão última ε
u
, correspondente à tensão de rotura f
u
.
NOTA: Os limites dos valores da relação f
u
/ f
y
, da extensão após rotura e da extensão última ε
u
poderão ser definidos no Anexo
Nacional. Recomendam-se os seguintes valores:
– f
u
/ f
y
≥ 1,10;
– extensão após rotura não inferior a 15 %;
– ε
u
≥ 15ε
y
, em que ε
y
é a extensão de cedência (ε
y
= f
y
/ E).
(2) Os aços que estejam em conformidade com uma das classes indicadas no Quadro 3.1 deverão considerar-
se como satisfazendo estas condições.


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Quadro 3.1 – Valores nominais da tensão de cedência f
y
e da tensão última à tracção f
u

para aços estruturais laminados a quente
Espessura nominal do elemento t [mm]
t ≤ 40 mm 40 mm < t ≤ 80 mm
Norma
e
classe de aço
f
y
[N/mm
2
] f
u
[N/mm
2
] f
y
[N/mm
2
] f
u
[N/mm
2
]
EN 10025-2

S 235 235 360
215 360
S 275 275 430
255 410
S 355 355 510
335 470
S 450 440 550
410 550
EN 10025-3

S 275 N/NL 275 390 255 370
S 355 N/NL 355 490 335 470
S 420 N/NL 420 520 390 520
S 460 N/NL 460 540 430 540
EN 10025-4

S 275 M/ML 275 370 255 360
S 355 M/ML 355 470 335 450
S 420 M/ML 420 520 390 500
S 460 M/ML 460 540 430 530
EN 10025-5

S 235 W 235 360 215 340
S 355 W 355 510 335 490
EN 10025-6

S 460 Q/QL/QL1 460 570 440 550








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Quadro 3.1 (continuação) – Valores nominais da tensão de cedência f
y
e da tensão
última à tracção f
u
para secções tubulares
Espessura nominal do elemento t [mm]
t ≤ 40 mm 40 mm < t ≤ 80 mm
Norma
e
classe de aço
f
y
[N/mm
2
] f
u
[N/mm
2
] f
y
[N/mm
2
] f
u
[N/mm
2
]
EN 10210-1

S 235 H 235 360 215 340
S 275 H 275 430 255 410
S 355 H 355 510 335 490
S 275 NH/NLH 275 390 255 370
S 355 NH/NLH 355 490 335 470
S 420 NH/NHL 420 540 390 520
S 460 NH/NLH 460 560 430 550
EN 10219-1

S 235 H 235 360
S 275 H 275 430
S 355 H 355 510
S 275 NH/NLH 275 370
S 355 NH/NLH 355 470
S 460 NH/NLH 460 550
S 275 MH/MLH 275 360
S 355 MH/MLH 355 470
S 420 MH/MLH 420 500
S 460 MH/MLH 460 530
3.2.3 Resistência à rotura frágil (Tenacidade)
(1)P O material deve possuir uma tenacidade à rotura suficiente para evitar a rotura frágil dos elementos
traccionados sujeitos ao valor mais baixo da temperatura de serviço que possa ocorrer durante o tempo de
vida útil previsto para a estrutura.
NOTA: O valor mais baixo da temperatura de serviço a adoptar no cálculo poderá ser indicado no Anexo Nacional.
(2) Não é necessário fazer verificações adicionais em relação à rotura frágil, desde que sejam satisfeitas as
condições indicadas na EN 1993-1-10 para o valor mais baixo da temperatura de serviço.
(3)B No caso de componentes de edifícios sujeitos a esforços de compressão, deverá adoptar-se um valor
mínimo da resistência à rotura frágil (tenacidade).

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NOTA B: O Anexo Nacional poderá conter informação sobre a escolha dos valores da resistência à rotura frágil (tenacidade) para
elementos comprimidos. Recomenda-se a utilização do Quadro 2.1 da EN 1993-1-10 para σ
Ed
= 0,25 f
y
(t).
(4) Para a escolha de aços em elementos galvanizados a quente, ver a EN 1461.
3.2.4 Propriedades segundo a espessura
(1) No caso em que, de acordo com a EN 1993-1-10, é necessário um aço com propriedades melhoradas
segundo a espessura, deverá utilizar-se um aço da classe de qualidade especificada na EN 10164.
NOTA 1: A EN 1993-1-10 contém orientações sobre a escolha das propriedades segundo a espessura.
NOTA 2B: Deverá dar-se uma atenção especial às ligações soldadas entre vigas e colunas e às chapas de extremidade soldadas,
traccionadas na direcção da espessura.
NOTA 3B: O Anexo Nacional poderá especificar a correspondência apropriada entre os valores-alvo de Z
Ed
, definidos na secção
3.2(2) da EN 1993-1-10, e as classes de qualidade indicadas na EN 10164. No caso de edifícios recomenda-se a correspondência
definida no Quadro 3.2:
Quadro 3.2 – Escolha da classe de qualidade segundo a EN 10164
Valor-alvo de Z
Ed
definido na
EN 1993-1-10
Valor requerido para Z
Rd
expresso em
termos dos valores de cálculo de Z
indicados na EN 10164
Z
Ed
≤ 10 —
10 < Z
Ed
≤ 20 Z 15
20 < Z
Ed
≤ 30 Z 25
Z
Ed
> 30 Z 35
3.2.5 Tolerâncias
(1) As tolerâncias dimensionais e de massa das secções laminadas a quente, das secções tubulares e das
chapas deverão estar em conformidade com a norma do produto, ETAG ou ETA relevante, excepto se forem
especificadas tolerâncias mais exigentes.
(2) No caso de componentes soldados deverão aplicar-se as tolerâncias indicadas na EN 1090.
(3) Na análise e na verificação de segurança estrutural deverão utilizar-se os valores nominais das dimensões.
3.2.6 Valores de cálculo das propriedades dos materiais
(1) No caso dos aços estruturais abrangidos pela presente Parte do Eurocódigo, as propriedades a adoptar nos
cálculos deverão ser as seguintes:
– módulo de elasticidade
2
mm / N 000 210 E =
– módulo de distorção ² / 000 81
) 1 ( 2
mm N
E
G ≈
+
=
ν

– coeficiente de Poisson em regime elástico 3 , 0 = ν
– coeficiente de dilatação térmica linear porK 10 12
6 −
× = α (para T ≤ 100 °C)
NOTA: Para o cálculo dos efeitos estruturais devidos às diferenças de temperatura em estruturas mistas aço-betão de acordo com a
EN 1994, adopta-se o coeficiente de dilatação térmica linear α = 10 × 10
-6
por K.
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3.3 Dispositivos de ligação
3.3.1 Elementos de ligação
(1) Os requisitos relativos a elementos de ligação são indicados na EN 1993-1-8.
3.3.2 Consumíveis para soldadura
(1) Os requisitos relativos a consumíveis para soldadura são indicados na EN 1993-1-8.
3.4 Outros produtos pré-fabricados utilizados em edifícios
(1)B Qualquer produto estrutural semiacabado ou acabado considerado na verificação de segurança de
estruturas de edifícios deverá obedecer à norma do produto (EN), à ETAG ou à ETA relevante.
4 Durabilidade
(1) Os requisitos gerais relativos à durabilidade são definidos na EN 1990.
(2)P Os meios de execução do tratamento de protecção, realizado no exterior ou no interior do estaleiro,
devem estar em conformidade com a EN 1090.
NOTA: A EN 1090 contém os factores que afectam a execução e que têm de ser especificados durante o projecto.
(3) Os componentes susceptíveis à corrosão, ao desgaste mecânico ou à fadiga deverão ser projectados de
forma a que a sua inspecção, manutenção ou reconstrução possa ser efectuada de modo satisfatório e que
sejam assegurados os acessos para as operações de inspecção e de manutenção, em situação de serviço.
(4)B Em estruturas de edifícios, não é necessária qualquer verificação da resistência em relação à fadiga,
excepto nos seguintes casos:
a) elementos que suportam equipamento de elevação ou cargas rolantes;
b) elementos sujeitos a ciclos de tensão repetidos devido a vibrações provocadas por máquinas;
c) elementos sujeitos a vibrações induzidas pelo vento;
d) elementos sujeitos a oscilações induzidas por multidões.
(5)P No caso de elementos que não possam ser inspeccionados devem ser adequadamente tomados em
consideração os efeitos da corrosão.
(6)B Não é necessário aplicar uma protecção anticorrosão em estruturas interiores de edifícios se a humidade
relativa interior não exceder 80 %
5 Análise estrutural
5.1 Modelação estrutural para a análise
5.1.1 Modelação estrutural e hipóteses fundamentais
(1)P A análise deve basear-se em modelos de cálculo da estrutura adequados ao estado limite considerado.
(2) O modelo de cálculo e as hipóteses fundamentais deverão reflectir, com precisão adequada, o
comportamento da estrutura no estado limite considerado e o tipo de comportamento previsto para as secções
transversais, os elementos, as ligações e os apoios.
(3)P O método utilizado para a análise deve ser coerente com as hipóteses de cálculo.

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(4)B No que se refere à modelação estrutural e às hipóteses fundamentais relativas aos componentes de
edifícios, ver também a EN 1993-1-5 e a EN 1993-1-11.
5.1.2 Modelação das ligações
(1) Os efeitos do comportamento das ligações na distribuição dos esforços que actuam numa estrutura e nas
suas deformações globais poderão, em geral, ser desprezados. No entanto, estes efeitos deverão ser tidos em
conta quando forem significativos (como no caso de ligações semicontínuas), ver a EN 1993-1-8.
(2) Para avaliar se é necessário tomar em consideração os efeitos do comportamento das ligações na análise,
poderá efectuar-se a seguinte distinção entre três modelos de ligação, ver a EN 1993-1-8, 5.1.1:
– articulado, no qual se poderá admitir que a ligação não transmite momentos flectores;
– contínuo, no qual se poderá admitir que o comportamento da ligação não influencia a análise;
– semicontínuo, no qual o comportamento da ligação tem que ser considerado na análise.
(3) Os requisitos relativos aos vários tipos de ligação são indicados na EN 1993-1-8.
5.1.3 Interacção terreno-estrutura
(1) As características de deformação dos apoios deverão ser tidas em conta no caso de os seus efeitos serem
significativos.
NOTA: A EN 1997 fornece orientações para o cálculo da interacção solo-estrutura.
5.2 Análise global
5.2.1 Efeitos da configuração deformada da estrutura
(1) Os esforços poderão geralmente ser determinados atravás de:
– análises de primeira ordem, considerando a geometria inicial da estrutura; ou
– análises de segunda ordem, tomando em consideração a influência da configuração deformada da
estrutura.
(2) Os efeitos da configuração deformada (efeitos de segunda ordem) deverão ser considerados sempre que
aumentem os efeitos das acções ou modifiquem o comportamento estrutural de forma significativa.
(3) Poderá efectuar-se uma análise de primeira ordem da estrutura quando forem desprezáveis os efeitos da
configuração deformada no aumento dos esforços ou no comportamento da estrutura. Esta condição poderá
considerar-se satisfeita se o seguinte critério for cumprido:

plástica análise a para 15
F
F
α
elástica análise a para 10
F
F
α
Ed
cr
cr
Ed
cr
cr
≥ =
≥ =
(5.1)
em que:
α
cr
factor pelo qual as acções de cálculo teriam de ser multiplicadas para provocar a instabilidade elástica
num modo global;
F
Ed
valor de cálculo do carregamento da estrutura;
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F
cr
valor crítico do carregamento associado à instabilidade elástica num modo global com deslocamentos
laterais, determinado com base nos valores de rigidez iniciais.
NOTA: Na expressão (5.1) o valor limite de α
cr
é superior no caso da análise plástica, o que se deve ao facto de o comportamento
estrutural poder ser significativamente influenciado pela não linearidade material no estado limite último (por exemplo, no caso de
se formarem na estrutura rótulas plásticas com redistribuição de momentos ou quando ocorrerem deformações não lineares
significativas provocadas por ligações semi-rígidas). O Anexo Nacional poderá estipular um limite inferior para α
cr
em certos tipos
de pórticos, desde que esse limite seja fundamentado através de abordagens mais rigorosas.
(4)B Os pórticos de travessas inclinadas com declives pouco acentuados e os pórticos planos com vigas e
colunas em edifícios poderão ser verificados em relação ao colapso em modos com deslocamentos laterais
através de uma análise de primeira ordem desde que o critério (5.1) seja satisfeito em cada piso. Nestas
estruturas, α
cr
poderá ser calculado utilizando a seguinte fórmula aproximada, desde que a compressão axial
nas vigas ou travessas não seja significativa:

|
|
¹
|

\
|
δ
|
|
¹
|

\
|
= α
Ed , H Ed
Ed
cr
h
V
H
(5.2)
em que:
H
Ed
valor de cálculo da reacção horizontal, na base do piso, provocada pelas cargas horizontais aplicadas e
fictícias, ver 5.3.2(7);
V
Ed
valor de cálculo da carga vertical total aplicada na estrutura, acima da base do piso;
δ
H,Ed
deslocamento horizontal no topo do piso, medido em relação à sua base, quando se considera um
carregamento do pórtico definido pelos valores de cálculo das acções horizontais (por exemplo, devidas
ao vento) e das cargas horizontais fictícias, aplicadas ao nível de cada piso;
h altura do piso.

Figura 5.1 – Notações para 5.2.1(2)
NOTA 1B: Para efeitos de aplicação de (4)B e na ausência de informação mais pormenorizada, poderá considerar-se que a
inclinação de uma travessa é pouco acentuada se o seu declive não for superior a 1:2 (26°).
NOTA 2B: Para efeitos de aplicação de (4)B e na ausência de informação mais pormenorizada, poderá considerar-se que a
compressão axial nas vigas ou travessas é significativa se:

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Ed
y
N
f A
3 , 0 ≥ λ (5.3)
em que:
N
Ed
valor de cálculo do esforço normal de compressão;
λ esbelteza normalizada no plano do pórtico, calculada admitindo que as vigas ou travessas possuem articulações em ambas as
extremidades.
(5) Os efeitos dos fenómenos de “shear lag” e da encurvadura local na rigidez do pórtico deverão ser
considerados se influenciarem significativamente a análise global, ver a EN 1993-1-5.
NOTA: Nos casos de perfis laminados e de perfis soldados com dimensões semelhantes, os efeitos de “shear lag” poderão ser
desprezados.
(6) Os efeitos do escorregamento em furos de ligações aparafusadas e de deformações semelhantes em
elementos de ligação, como por exemplo pernos e cavilhas de fixação, deverão ser considerados sempre que
forem relevantes e significativos.
5.2.2 Estabilidade estrutural de pórticos
(1) Se, de acordo com 5.2.1, for necessário ter em consideração a influência da deformação da estrutura,
deverá aplicar-se o disposto em (2) a (6) para considerar esses efeitos e para verificar a estabilidade
estrutural.
(2) A verificação da estabilidade dos pórticos ou de uma das suas partes deverá ser efectuada considerando as
imperfeições e os efeitos de segunda ordem.
(3) De acordo com o tipo de pórtico e de análise global, os efeitos de segunda ordem e as imperfeições
poderão ser considerados através de um dos seguintes métodos:
a) ambos os efeitos incluídos na totalidade numa análise global;
b) parte dos efeitos incluídos na análise global e os restantes contabilizados nas verificações de segurança
dos elementos em relação a fenómenos de instabilidade, de acordo com 6.3;
c) em casos simples, através de verificações de segurança individuais de elementos equivalentes, em relação
a fenómenos de instabilidade, de acordo com 6.3 e utilizando os comprimentos de encurvadura
correspondentes ao modo de instabilidade global da estrutura.
(4) Os efeitos de segunda ordem poderão ser calculados através de uma análise apropriada da estrutura
(incluindo procedimentos sequenciais ou iterativos). Em pórticos onde o primeiro modo de instabilidade com
deslocamentos laterais é predominante, a análise elástica de primeira ordem deverá ser complementada por
uma amplificação, através de factores apropriados, dos efeitos relevantes das acções (por exemplo, os
momentos flectores).
(5)B Em pórticos de um piso calculados através de uma análise elástica global, os efeitos de segunda ordem
associados a deslocamentos laterais, devidos à presença das cargas verticais, poderão ser calculados através
da amplificação das cargas horizontais H
Ed
(por exemplo, devidas ao vento), das cargas equivalentes às
imperfeições V
Ed
φ (ver 5.3.2(7)) e de todos os outros possíveis efeitos de primeira ordem associados a
deslocamentos laterais, amplificação essa efectuada por meio do factor:
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cr
1
1
1
α


(5.4)
desde que se tenha α
cr
≥ 3,0,
em que:
α
cr
poderá ser calculado através da expressão (5.2) de 5.2.1(4)B, desde que o declive das travessas
inclinadas seja pouco acentuado e a compressão axial nas vigas ou travessas não seja significativa, conforme
definido em 5.2.1(4)B.
NOTA B: Para α
cr
< 3,0 deve efectuar-se uma análise de segunda ordem mais rigorosa.
(6)B Em pórticos com vários pisos, os efeitos de segunda ordem associados a deslocamentos laterais poderão
ser calculados através do método indicado em (5)B, desde que todos os pisos tenham distribuições
semelhantes:
– de cargas verticais; e
– de cargas horizontais; e
– de rigidez em relação às acções horizontais.
NOTA B: Para limitações à utilização deste método, ver também 5.2.1(4)B.
(7) De acordo com (3), a estabilidade de cada elemento deverá ser verificada da seguinte forma:
a) quando os efeitos de segunda ordem e as imperfeições em cada elemento (ver 5.3.4) estão totalmente
incluídos na análise global da estrutura, não é necessário efectuar verificações de segurança relativas à
estabilidade desses elementos de acordo com 6.3;
b) quando alguns dos efeitos de segunda ordem ou das imperfeições de cada elemento (por exemplo, as
imperfeições relativas à encurvadura por flexão e/ou à encurvadura lateral, ver 5.3.4) não forem totalmente
incluídos na análise global, deverão efectuar-se as verificações de segurança relativas à estabilidade desses
elementos, de acordo com os critérios relevantes preconizados em 6.3, de modo a considerar os efeitos não
incluídos na análise global. Esta verificação deverá tomar em consideração os esforços actuantes nas secções
extremas dos elementos, obtidos através da análise global da estrutura, incluindo os efeitos de segunda
ordem e as imperfeições globais (ver 5.3.2), quando relevantes, e poderão utilizar-se comprimentos de
encurvadura iguais aos comprimentos reais dos elementos.
(8) Quando a estabilidade de um pórtico é avaliada através de uma verificação de segurança efectuada com
base no método da coluna equivalente, de acordo com 6.3, os valores dos comprimentos de encurvadura
deverão basear-se no modo de instabilidade global do pórtico que tome em consideração a rigidez dos
elementos e ligações, a presença de rótulas plásticas e a distribuição dos esforços de compressão devidos à
combinação de acções em análise. Neste caso, os valores de cálculo dos esforços a considerar nas
verificações de segurança são obtidos através de uma análise de primeira ordem que não inclui os efeitos das
imperfeições.
NOTA: O Anexo Nacional poderá fornecer informações sobre o domínio de aplicação.
5.3 Imperfeições
5.3.1 Bases
(1) A análise estrutural deverá incorporar, de modo adequado, os efeitos das imperfeições, incluindo tensões
residuais e imperfeições geométricas, tais como as faltas de verticalidade, de rectilinearidade, de planura ou

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de ajustamento, e ainda pequenas excentricidades nas ligações da estrutura existentes antes da aplicação do
carregamento.
(2) Deverão utilizar-se imperfeições geométricas equivalentes, ver 5.3.2 e 5.3.3, com valores que traduzam
os possíveis efeitos de todos os tipos de imperfeições, excepto aqueles que estejam já incluídos nas fórmulas
de resistência utilizadas na verificação de segurança dos elementos, ver 5.3.4.
(3) Deverão considerar-se as seguintes imperfeições:
a) as imperfeições globais em pórticos e sistemas de contraventamento;
b) as imperfeições locais em elementos considerados individualmente.
5.3.2 Imperfeições para a análise global de pórticos
(1) A configuração admitida para as imperfeições globais e locais poderá ser obtida com base no modo de
encurvadura elástico do pórtico no plano de encurvadura considerado.
(2) Deverão considerar-se, com a direcção e configuração mais desfavoráveis, todos os fenómenos de
encurvadura, no plano e fora do plano do pórtico, incluindo encurvadura por torção, associados a modos de
instabilidade simétricos e assimétricos.
(3) Em pórticos susceptíveis à ocorrência de modos de encurvadura com deslocamentos laterais, o efeito das
imperfeições deverá ser incorporado na análise global do pórtico através de uma imperfeição equivalente
com a forma de uma inclinação lateral inicial das colunas do pórtico (imperfeição global), e de deformadas
iniciais dos seus elementos (imperfeições locais). As amplitudes destas imperfeições poderão determinar-se
do seguinte modo:
a) imperfeição global do pórtico, ver Figura 5.2:
φ = φ
0
α
h
α
m
(5.5)
em que:
φ
0
valor de base: φ
0
= 1/200
α
h
coeficiente de redução, calculado em função de h através de:
h
2
h
= α mas 0 , 1
3
2
h
≤ α ≤
h altura da estrutura, em m;
α
m
coeficiente de redução associado ao número de colunas num piso: |
¹
|

\
|
+ = α
m
1
1 5 , 0
m

m número de colunas num piso, incluindo apenas aquelas que estão submetidas a um esforço axial N
Ed

superior ou igual a 50 % do valor médio por coluna no plano vertical considerado;


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Figura 5.2 – Imperfeições globais equivalentes (inclinação inicial das colunas)

b) imperfeições locais dos elementos, associadas à encurvadura por flexão, de amplitude:
e
0
/ L (5.6)
em que:
L comprimento do elemento.
NOTA: Os valores e
0
/ L poderão ser definidos no Anexo Nacional. Os valores recomendados são indicados no Quadro 5.1.

Quadro 5.1 – Valores de cálculo das amplitudes das imperfeições locais e
0
/L
análise elástica análise plástica Curva de
encurvadura
de acordo com o
Quadro 6.1
e
0
/ L e
0
/ L
a
0
1 / 350 1 / 300
a 1 / 300 1 / 250
b 1 / 250 1 / 200
c 1 / 200 1 / 150
d 1 / 150 1 / 100
(4)B Em pórticos de edifícios, poderá ignorar-se a imperfeição global do pórtico quando:
H
Ed
≥ 0,15 V
Ed
(5.7)
(5)B Para determinar as forças horizontais que actuam nos diafragmas dos pisos, deverá considerar-se uma
imperfeição com a configuração indicada na Figura 5.3, em que φ é a inclinação inicial das colunas
(imperfeição global do pórtico), obtida através de (5.5), para um pórtico com um único piso de altura h, ver
(3) a).

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Figura 5.3 – Configuração da imperfeição global do pórtico (inclinação φ) para o cálculo das forças
horizontais que actuam nos diafragmas dos pisos
(6) Ao efectuar a análise global do pórtico para determinar os esforços nas secções extremas dos elementos a
utilizar nas respectivas verificações de segurança, de acordo com 6.3, poderão desprezar-se as imperfeições
locais dos elementos. No entanto, em pórticos susceptíveis aos efeitos de segunda ordem (ver 5.2.1(3)),
deverão incorporar-se na análise estrutural do pórtico, para além da imperfeição global, as imperfeições
locais dos elementos comprimidos que satisfaçam as seguintes condições:
– pelo menos uma das ligações das secções extremas resiste a momentos flectores;


Ed
y
N
f A
5 , 0 > λ (5.8)
em que:
N
Ed
valor de cálculo do esforço normal de compressão;
λ esbelteza normalizada do elemento no plano do pórtico, calculada considerando-o como articulado em
ambas as extremidades.
NOTA: As imperfeições locais são tomadas em consideração nas verificações de segurança dos elementos, ver 5.2.2(3) e 5.3.4.
(7) Os efeitos das imperfeições iniciais globais e locais poderão ser substituídos por sistemas de forças
horizontais equivalentes aplicados em cada coluna, ver Figura 5.3 e Figura 5.4.




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falta de verticalidade
deformadas iniciais




Figura 5.4 – Substituição das imperfeições iniciais por forças horizontais equivalentes
(8) As imperfeições globais deverão considerar-se em todas as direcções horizontais relevantes, mas apenas
numa única direcção de cada vez.
(9)B No caso de se considerarem forças equivalentes em pórticos tipo viga-coluna de edifícios com vários
pisos, estas deverão aplicar-se ao nível de cada piso e da cobertura.
(10) Deverão igualmente considerar-se os eventuais efeitos de torção provocados por translações anti-
simétricas nas faces opostas da estrutura, ver Figura 5.5.
A
A
B
B
1

A
A
B
B
2

(a) As faces A-A e B-B deslocam-se
no mesmo sentido
(b) As faces A-A e B-B deslocam-se
em sentidos opostos
1 translação provocada por deslocamentos laterais
2 rotação provocada por deslocamentos laterais
Figura 5.5 – Efeitos de translação e torção (vista em planta)

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(11) Em alternativa a (3) e (6), poderá considerar-se uma imperfeição única, simultaneamente global e local,
com a configuração do modo crítico de instabilidade elástica η
cr
. A amplitude desta imperfeição poderá
determinar-se através de:

0
0 " 2 "
,max ,max
cr Rk
init cr cr
cr cr
N e N
e
EI EI
η η η
η η
λ
= =
(5.9)
em que:

( )
2
1
0 2
1
0,2 0,2
1
Rk M
Rk
M
e for
N
χλ
γ
α λ λ
χλ

= − >


(5.10)

cr
k , ult
α
α
= λ esbelteza normalizada da estrutura; (5.11)
α factor de imperfeição para a curva de encurvadura relevante, ver Quadro 6.1 e Quadro 6.2;
χ coeficiente de redução para a curva de dimensionamento relevante, a qual depende da secção
transversal considerada, ver 6.3.1;
α
ult,k
valor mínimo do factor de amplificação da distribuição de esforços axiais N
Ed
para se atingir o
valor característico da resistência N
Rk
da secção transversal mais solicitada axialmente, calculado
sem ter em conta os efeitos de encurvadura;
α
cr
valor mínimo do factor de amplificação da distribuição dos esforços axiais N
Ed
que é necessário
considerar para se atingir a encurvadura elástica;
M
Rk
valor característico do momento flector resistente da secção transversal condicionante, por
exemplo, M
el,Rk
ou M
pl,Rk
;
N
Rk
valor característico do esforço normal resistente da secção transversal condicionante, isto é N
pl,Rk
;
"
,max cr
EI η momento flector devido à deformada η
cr
na secção transversal condicionante;
η
cr
configuração do modo crítico de encurvadura elástica.
NOTA 1: Para calcular os factores de amplificação α
ult,k
e α
cr
, poderá considerar-se que os elementos da estrutura estão sujeitos
apenas aos esforços axiais N
Ed
obtidos através de uma análise de primeira ordem elástica da estrutura submetida aos valores de
cálculo das acções.
NOTA 2: O Anexo Nacional poderá fornecer informações sobre o domínio de aplicação de (11).
5.3.3 Imperfeições para a análise dos sistemas de contraventamento
(1) Na análise de sistemas de contraventamento necessários para assegurar a estabilidade lateral ao longo do
comprimento de vigas ou elementos comprimidos, os efeitos das imperfeições deverão ser incluídos através de
uma imperfeição geométrica equivalente dos elementos a travar, com a forma de uma deformada inicial:
e
0
= α
m
L / 500 (5.12)
em que:
L comprimento do sistema de contraventamento;
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|
¹
|

\
|
+ = α
m
1
1 5 , 0
m

em que m é o número de elementos a travar.
(2) Se for conveniente, os efeitos das deformadas iniciais dos elementos a travar por um sistema de
contraventamento poderão ser substituídos pela força estabilizante equivalente, como indicado na Figura 5.6:

0
d 2
q 8
q
Ed
e
N
L
δ +
=

(5.13)
em que:
δ
q
deslocamento do sistema de contraventamento, no seu próprio plano, devido a q e a eventuais cargas
exteriores, calculado através de uma análise de primeira ordem.
NOTA: δ
q
poderá ser considerado igual a 0 no caso de se utilizar uma análise de segunda ordem.
(3) Quando o sistema de contraventamento for necessário para estabilizar o banzo comprimido de uma viga
de altura constante, a força N
Ed
da Figura 5.6 poderá ser obtida através de:
N
Ed
= M
Ed
/ h (5.14)
em que:
M
Ed
momento flector máximo na viga;
h altura total da viga.
NOTA: No caso de a viga estar submetida a uma compressão exterior, o valor N
Ed
deverá incluir uma parte dessa compressão.
(4) Nas secções onde as vigas ou os elementos comprimidos têm emendas deverá verificar-se que o sistema
de contraventamento tem capacidade para resistir a uma força localizada igual a α
m
N
Ed
/ 100, que lhe é
aplicada por cada uma das vigas ou elementos comprimidos emendados nessa secção. Para além disso, a viga
ou elemento comprimido deverá ter capacidade para transmitir essas forças entre as secções das emendas e
as secções travadas que lhe são adjacentes, ver Figura 5.7.
(5) Na verificação da força local, de acordo com (4), deverão também incluir-se todas as acções exteriores que
actuam no sistema de contraventamento; no entanto, poderão ignorar-se as forças resultantes da imperfeição
definida em (1).


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e
0
imperfeição
q
d
força equivalente por unidade de comprimento
1 sistema de contraventamento
Admite-se que a força N
Ed
é uniforme ao longo do comprimento L do sistema de contraventamento.
No caso de forças não uniformes esta hipótese é ligeiramente conservativa.
Figura 5.6 – Força estabilizadora equivalente

N
Ed
Ed
Ed
Ed
Ed
N
N
N
Φ
Φ
Φ
Φ
Φ 2 N
1
2

Φ = α
m
Φ
0
: Φ
0
= 1 / 200
2ΦN
Ed
= α
m
N
Ed
/ 100
1 ligação de continuidade
2 sistema de contraventamento
Figura 5.7 – Forças de contraventamento nas ligações de continuidade em elementos comprimidos
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5.3.4 Imperfeições dos elementos
(1) Os efeitos das imperfeições locais dos elementos estão incorporados nas respectivas fórmulas de
verificação da resistência à encurvadura, ver 6.3.
(2) Nos casos em que a estabilidade dos elementos é tomada em consideração por meio de uma análise de
segunda ordem, de acordo com 5.2.2(7)a), deverão ser tidas em conta imperfeições dos elementos
comprimidos com amplitudes e
0
obtidas a partir de 5.3.2(3)b), 5.3.2(5) ou 5.3.2(6).
(3) No caso de uma análise de segunda ordem que tem em conta a encurvadura lateral de um elemento
flectido, poderá adoptar-se uma imperfeição de amplitude ke
0,d
, em que e
0,d
é a amplitude da imperfeição
inicial equivalente associada ao eixo de menor inércia do perfil considerado. Em geral, não é necessário
considerar uma imperfeição adicional associada à torção.
NOTA: O Anexo Nacional poderá definir o valor de k. O valor recomendado é k = 0,5.
5.4 Métodos de análise considerando o comportamento não linear dos materiais
5.4.1 Generalidades
(1) Os esforços poderão ser determinados através de um dos seguintes métodos:
a) análise global elástica;
b) análise global plástica.
NOTA: No caso de uma análise pelo método dos elementos finitos (MEF), ver a EN 1993-1-5.
(2) A análise global elástica poderá ser utilizada em todos os casos.
(3) A análise global plástica só poderá ser utilizada quando a estrutura possui uma capacidade de rotação
suficiente nos locais onde se formam rótulas plásticas, tanto nos elementos como nas ligações. No caso de uma
rótula plástica se formar num elemento, a sua secção transversal deverá ser monossimétrica ou bissimétrica,
sendo um dos planos de simetria o plano de rotação da rótula, e deverá satisfazer os requisitos especificados
em 5.6. No caso de uma rótula plástica se formar numa ligação, esta deverá possuir uma resistência
suficiente para assegurar que a rótula se mantém apenas no elemento ou deverá ser capaz de assegurar a
resistência plástica para uma rotação suficiente, ver a EN 1993-1-8.
(4)B No caso de numa análise elástica de vigas contínuas os valores de pico dos momentos flectores
excederem os correspondentes momentos flectores plásticos resistentes até 15 % no máximo, poderá
adoptar-se um método simplificado de redistribuição plástica limitada dos momentos flectores em que as
parcelas excedentes desses momentos são redistribuídas por qualquer outro elemento, desde que:
a) os esforços no pórtico permaneçam em equilíbrio com as forças aplicadas; e
b) todos os elementos em que se considere uma redução de momentos tenham secções transversais de Classe
1 ou Classe 2 (ver 5.5); e
c) seja impedida a encurvadura lateral dos elementos.
5.4.2 Análise global elástica
(1) A análise global elástica deverá basear-se na hipótese de a relação tensão-deformação do material ser linear
para qualquer nível de tensões actuantes.
NOTA: Para a escolha de um modelo de uma ligação semicontínua, ver 5.1.2(2) a (4).
(2) Os esforços poderão ser calculados por meio de uma análise global elástica, mesmo no caso de a
resistência das secções transversais dos elementos se basear na sua resistência plástica, ver 6.2.

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(3) A análise global elástica poderá também ser utilizada quando a resistência das secções transversais for
limitada pela encurvadura local, ver 6.2.
5.4.3 Análise global plástica
(1) A análise global plástica considera os efeitos do comportamento não linear dos materiais no cálculo dos
efeitos provocados pelas acções num sistema estrutural. Este comportamento deverá ser modelado por um
dos seguintes métodos:
– uma análise elasto-plástica em que as secções e/ou ligações plastificadas são modeladas como rótulas
plásticas;
– uma análise plástica não linear em que é considerada a plastificação parcial dos elementos ao longo das
zonas plásticas;
– uma análise rígido-plástica em que se despreza o comportamento elástico dos troços dos elementos entre
rótulas plásticas.
(2) A análise global plástica poderá ser utilizada quando os elementos têm uma capacidade de rotação suficiente
para permitir as redistribuições de momentos flectores necessárias, ver 5.5 e 5.6.
(3) A análise global plástica só deverá ser utilizada quando for possível assegurar a estabilidade dos
elementos onde se formem as rótulas plásticas, ver 6.3.5.
(4) A relação tensão-deformação bilinear indicada na Figura 5.8 poderá ser utilizada para as classes de aço
estrutural especificadas na secção 3. Em alternativa, poderá adoptar-se uma relação mais precisa, ver
EN 1993-1-5.


Figura 5.8 – Relação tensões-extensões bilinear
(5) A análise rígido-plástica poderá ser aplicada quando não é necessário considerar os efeitos da
configuração deformada da estrutura (i.e., efeitos de segunda ordem). Neste caso, as ligações são
classificadas apenas quanto à sua resistência, ver a EN 1993-1-8.
(6) Os efeitos associados à configuração deformada da estrutura e a sua estabilidade deverão ser tidos em
consideração de acordo com os princípios indicados em 5.2.
NOTA: A resistência máxima de um pórtico muito flexível poderá ser atingida para uma carga inferior àquela que corresponde à
formação de todas as rótulas plásticas associadas ao mecanismo de colapso obtido através de uma análise de primeira ordem.
5.5 Classificação das secções transversais
5.5.1 Bases
(1) A classificação das secções transversais tem como objectivo identificar em que medida a sua resistência e
a sua capacidade de rotação são limitadas pela ocorrência de encurvadura local.
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5.5.2 Classificação
(1) São definidas quatro classes de secções transversais, da seguinte forma:
– as secções transversais da Classe 1 são aquelas em que se pode formar uma rótula plástica, com a capacidade
de rotação necessária para uma análise plástica, sem redução da sua resistência;
– as secções transversais da Classe 2 são aquelas que podem atingir o momento plástico resistente, mas cuja
capacidade de rotação é limitada pela encurvadura local;
– as secções transversais da Classe 3 são aquelas em que a tensão na fibra extrema comprimida, calculada com
base numa distribuição elástica de tensões, pode atingir o valor da tensão de cedência, mas em que a
encurvadura local pode impedir que o momento plástico resistente seja atingido;
– as secções transversais da Classe 4 são aquelas em que ocorre a encurvadura local antes de se atingir a
tensão de cedência numa ou mais partes da secção transversal.
(2) Nas secções transversais da Classe 4 poderão adoptar-se larguras efectivas para ter em consideração as
reduções de resistência devidas aos efeitos da encurvadura local, ver a EN 1993-1-5, 5.2.2.
(3) A classificação de uma secção transversal depende da relação entre a largura e a espessura dos seus
componentes comprimidos.
(4) Os componentes comprimidos incluem todas as partes de uma secção transversal que se encontrem total ou
parcialmente comprimidas sob o carregamento considerado.
(5) Os diversos componentes comprimidos de uma secção transversal (tais como uma alma ou um banzo)
podem, em geral, ser de classes diferentes.
(6) Uma secção transversal é classificada de acordo com a classe mais elevada (menos favorável) dos seus
componentes comprimidos, excepto nos casos especificados em 6.2.1(10) e 6.2.2.4(1).
(7) Em alternativa, a classificação de uma secção transversal poderá ser definida pela indicação simultânea da
classe do banzo e da classe da alma.
(8) Os valores limites da relação entre as dimensões dos componentes comprimidos das Classes 1, 2 e 3 são
indicados no Quadro 5.2. Um componente que não satisfaça os limites da Classe 3 deverá ser considerado
como sendo da Classe 4.
(9) Excepto no caso indicado em (10), as secções da Classe 4 poderão ser consideradas como sendo da Classe
3 se as relações largura-espessura forem inferiores aos limites da Classe 3 indicados no Quadro 5.2
considerando o valor de ε multiplicado por
Ed , com
0 M y
/ f
σ
γ
, em que
Ed , com
σ é o máximo valor de cálculo da
tensão de compressão no componente, obtido através de uma análise de primeira ordem ou, se necessário, de
segunda ordem.
(10) No entanto, quando a verificação da resistência à encurvadura de um elemento é efectuada de acordo
com a secção 6.3, deverão ser sempre adoptados para a Classe 3 os limites indicados no Quadro 5.2.
(11) As secções transversais com uma alma da Classe 3 e banzos da Classe 1 ou 2 poderão ser classificadas
como sendo da Classe 2 desde que seja adoptada uma alma efectiva de acordo com 6.2.2.4.
(12) Quando numa secção transversal se considera que a alma resiste apenas ao esforço transverso e se
admite que não contribui para a resistência à flexão e ao esforço normal, essa secção poderá ser classificada
como sendo da Classe 2, 3 ou 4, apenas em função da classe dos banzos.
NOTA: No caso da encurvadura da alma induzida pelo banzo, ver a EN 1993-1-5.

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5.6 Requisitos das secções transversais para uma análise global plástica
(1) No local onde se situe uma rótula plástica, a secção transversal do elemento onde se forma a rótula plástica
deverá ter uma capacidade de rotação superior ou igual à necessária nesse local.
(2) Num elemento de secção constante, poderá admitir-se que a capacidade de rotação numa rótula plástica é
suficiente se forem satisfeitas as duas condições seguintes:
a) o elemento tem secções transversais da Classe 1 nos locais onde se situem rótulas plásticas;
b) no caso de se aplicar à alma da secção transversal onde se situe uma rótula plástica uma força transversal
superior a 10 % da resistência ao esforço transverso dessa secção, ver 6.2.6, deverão ser colocados
reforços da alma a uma distância não superior a h/2 da rótula plástica, sendo h a altura da secção
transversal nesse local.
(3) No caso de a secção transversal do elemento variar ao longo do seu comprimento, deverão ser satisfeitos os
seguintes critérios adicionais:
a) nas zonas adjacentes a uma rótula plástica, a espessura da alma não deverá ser reduzida numa extensão de
pelo menos 2d ao longo do elemento, medida a partir do local da rótula, sendo d a altura livre da alma nesse
local.
b) nas zonas adjacentes a uma rótula plástica, o banzo comprimido deverá ser da Classe 1 numa extensão
medida ao longo do elemento, de cada um dos lados dessa rótula, não inferior ao maior dos seguintes
valores:
– 2d, em que d é definido em (3)a);
– distância à secção adjacente em que o momento actuante no elemento diminui para 0,8 vezes o momento
resistente plástico na secção considerada;
c) nas restantes zonas do elemento, o banzo comprimido deverá ser da Classe 1 ou 2 e a alma deverá ser da
Classe 1, 2 ou 3.
(4) Nas zonas adjacentes a uma rótula plástica, qualquer furo de uma ligação em zona traccionada deverá
satisfazer 6.2.5(4) ao longo da distância definida em (3)b), de cada um dos lados da rótula plástica.
(5) No que se refere aos requisitos das secções transversais para o cálculo plástico de um pórtico, poderá
considerar-se que a capacidade de redistribuição plástica de momentos é suficiente se forem satisfeitos os
requisitos de (2) a (4) em todos os elementos em que existam, possam vir a existir ou tenham existido rótulas
plásticas sob as cargas de cálculo.
(6) Nos casos em que se utilize um método de análise global plástico que tenha em consideração as
distribuições reais de tensões e extensões ao longo do elemento, incluindo os efeitos combinados dos
fenómenos de encurvadura local, de encurvadura do elemento e de encurvadura global da estrutura, não é
necessário considerar os requisitos (2) a (5).
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Quadro 5.2 (página 1 de 3) – Limites máximos das relações largura-espessura para paredes comprimidas
Paredes internas comprimidas
t
c
t
c c
t
c
t

Eixo de
flexão
c
t
t
c
t
c
t
c

Eixo de
flexão
Classe
Parede solicitada à
flexão
Parede solicitada à
compressão
Parede solicitada à flexão e à compressão
Distribuição
das tensões
nas paredes
(compressão
positiva)
+
f
y
-
f
y
c

+
f
y
-
f
y
c

+
f
y
-
f
y
c
αc

1 ε ≤ 72 t / c ε ≤ 33 t / c
α
36 ε
c/t : 0,5 α quando
1 13 α
396 ε
c/t : 0,5 α quando
≤ ≤

≤ >

2 ε ≤ 83 t / c ε ≤ 38 t / c
α
41,5 ε
c/t : 0,5 α quando
1 13 α
456 ε
c/t : 0,5 α quando
≤ ≤

≤ >

Distribuição
das tensões
nas paredes
(compressão
positiva)
+
f
y
-
f
y
c
c/2

+
f
y
c

+
f
y
-
ψ f
y
c

3 ε ≤124 t / c ε ≤ 42 t / c
ψ) ( ψ) 62ε2ε c/t : 1 ψ quando
0,33ψ 0,67
42ε
c/t : 1 ψ quando
*)
− − ≤ − ≤
+
≤ − >

f
y
235 275 355 420 460
y
f / 235 = ε
ε 1,00 0,92 0,81 0,75 0,71
*) ψ ≤ -1 aplica-se ou quando a tensão de compressão σ ≤ f
y
ou quando a extensão de tracção ε
y
> f
y
/ E


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Quadro 5.2 (página 2 de 3) – Limites máximos das relações largura-espessura para paredes comprimidas
Banzos em consola
t
c

t
c

t
c

t
c

Secções laminadas Secções soldadas
Parede solicitada à flexão e à compressão
Classe
Parede solicitada à
compressão
Extremidade comprimida Extremidade traccionada
Distribuição
das tensões
nas paredes
(compressão
positiva)
+
c

αc
+
c
-

αc
+
c
-

1 ε ≤ 9 t / c
α
ε

9
t / c
α α
ε

9
t / c
2 ε ≤10 t / c
α
ε

10
t / c
α α
ε

10
t / c
Distribuição
das tensões
nas paredes
(compressão
positiva)
+
c

+
c
-

c

3 ε ≤14 t / c
σ
ε ≤ k 21 t / c
Para k
σ
ver a EN 1993-1-5
f
y
235 275 355 420 460
y
f / 235 = ε
ε 1,00 0,92 0,81 0,75 0,71





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Quadro 5.2 (página 3 de 3) – Limites máximos das relações largura-espessura para paredes comprimidas
Consultar também “Banzos em
consola” (ver página 2 de 3)

Cantoneiras
t
h
b


Não se aplica a cantoneiras em
contacto contínuo com outros
componentes

Classe Secção comprimida
Distribuição
das tensões
na secção
(compressão
positiva)
+
+
f
y

3 ε ≤
+
ε ≤ 5 , 11
t 2
h b
: 15 t / h
Secções tubulares
t
d


Classe Secção em flexão e/ou compressão
1
2
50 t / d ε ≤
2
2
70 t / d ε ≤
3
2
90 t / d ε ≤
NOTA: Para
2
90 t / d ε > ver a EN 1993-1-6.
f
y
235 275 355 420 460
ε 1,00 0,92 0,81 0,75 0,71 y
f / 235 = ε
ε
2
1,00 0,85 0,66 0,56 0,51


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6 Estados limites últimos
6.1 Generalidades
(1) Os coeficientes parciais γ
M
definidos em 2.4.3 deverão ser aplicados, aos diversos valores característicos
da resistência indicados na presente secção, do seguinte modo:
– resistência das secções transversais de qualquer classe: γ
M0

– resistência dos elementos em relação a fenómenos de encurvadura, avaliada através
de verificações individuais de cada elemento:
γ
M1

– resistência à rotura de secções transversais traccionadas em zonas com furos de
ligação:
γ
M2

– resistência das ligações: ver a EN 1993-1-8
NOTA 1: Para outros valores numéricos recomendados, ver a EN 1993, Parte 2 a Parte 6. Para estruturas não abrangidas pela
EN 1993, Parte 2 a Parte 6, o Anexo Nacional poderá definir os coeficientes parciais γ
Mi
; recomenda-se que os coeficientes parciais
γ
Mi
sejam obtidos a partir da EN 1993-2.
NOTA 2B: Os coeficientes parciais γ
Mi
para edifícios poderão ser definidos no Anexo Nacional. Os valores numéricos
recomendados para edifícios são os seguintes:
γ
M0
= 1,00
γ
M1
= 1,00
γ
M2
= 1,25
6.2 Resistência das secções transversais
6.2.1 Generalidades
(1)P O valor de cálculo do efeito de uma acção em cada secção transversal não deve ser superior ao valor de
cálculo da resistência correspondente e, no caso de vários efeitos de acções actuarem simultaneamente, o seu
efeito combinado não deve exceder a resistência correspondente a essa combinação.
(2) Os efeitos de “shear lag” e os efeitos da encurvadura local deverão ser tidos em conta através de uma
largura efectiva, de acordo com a EN 1993-1-5. Os efeitos da encurvadura por esforço transverso também
deverão ser considerados, de acordo com a EN 1993-1-5.
(3) Os valores de cálculo da resistência deverão depender da classificação da secção transversal.
(4) Todas as secções transversais poderão ser objecto de uma verificação elástica, em relação à sua
resistência elástica, qualquer que seja a sua classe, desde que, no caso da verificação das secções transversais
da Classe 4, sejam utilizadas as propriedades da secção transversal efectiva.
(5) O critério de cedência seguinte poderá ser utilizado para a verificação elástica, de um ponto crítico da
secção transversal, a não ser que sejam aplicáveis outras fórmulas de interacção, ver 6.2.8 a 6.2.10.

1
f
3
f f f f
2
0 M y
Ed
0 M y
Ed , z
0 M y
Ed , x
2
0 M y
Ed , z
2
0 M y
Ed , x

|
|
¹
|

\
|
γ
τ
+
|
|
¹
|

\
|
γ
σ
|
|
¹
|

\
|
γ
σ

|
|
¹
|

\
|
γ
σ
+
|
|
¹
|

\
|
γ
σ
(6.1)
em que:
Ed , x
σ valor de cálculo da tensão longitudinal local actuante no ponto considerado;
Ed , z
σ valor de cálculo da tensão transversal local actuante no ponto considerado;
Ed
τ valor de cálculo da tensão tangencial local actuante no ponto considerado.
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NOTA: A verificação de acordo com (5) pode ser conservativa, uma vez que exclui a distribuição plástica parcial de tensões, a qual
é permitida no cálculo elástico. Por este motivo só deverá ser realizada nos casos em que não se possa efectuar a verificação com
base nas resistências N
Rd
, M
Rd
e V
Rd
.
(6) A resistência plástica das secções transversais deverá ser verificada através de uma distribuição de tensões
em equilíbrio com os esforços internos, em que não seja excedida a tensão de cedência. Esta distribuição de
tensões deverá ser compatível com as deformações plásticas que lhe estão associadas.
(7) A soma linear das relações esforço/resistência, correspondentes a cada esforço actuante, poderá ser
utilizada como uma estimativa conservativa para todas as classes de secções transversais. No caso das
secções transversais de Classe 1, 2 ou 3, sujeitas a uma combinação de esforços N
Ed
, M
y,Ed
e M
z,Ed
, este
método poderá ser aplicado através do seguinte critério:

1
M
M
M
M
N
N
Rd , z
Ed , z
Rd , y
Ed , y
Rd
Ed
≤ + +
(6.2)
em que N
Rd
, M
y,Rd
e M
z,Rd
são os valores de cálculo dos esforços resistentes, os quais dependem da classe da
secção transversal e incluem qualquer redução associada aos efeitos do esforço transverso, ver 6.2.8.
NOTA: Para as secções transversais da Classe 4, ver 6.2.9.3(2).
(8) Poderá considerar-se que uma secção transversal é capaz de desenvolver toda a sua resistência plástica à
flexão quando todos os seus elementos comprimidos são da Classe 1 ou da Classe 2.
(9) Quando todos os elementos comprimidos de uma secção transversal são da Classe 3, a sua resistência
deverá ser calculada com base numa distribuição elástica de extensões na secção. As tensões de compressão
nas fibras extremas deverão ser limitadas à tensão de cedência.
NOTA: Para as verificações em relação ao estado limite último, poderá considerar-se que as fibras extremas se situam no plano
médio dos banzos. Para a fadiga, ver a EN 1993-1-9.
(10) A determinação da resistência de uma secção transversal da Classe 3, em que a plastificação ocorra
primeiro no lado traccionado dessa secção, poderá tomar em consideração a reserva de resistência plástica da
zona traccionada, admitindo uma plastificação parcial dessa zona.
6.2.2 Propriedades das secções
6.2.2.1 Secção transversal bruta
(1) As propriedades da secção bruta deverão ser determinadas com base nas suas dimensões nominais. Não é
necessário deduzir os furos das ligações, mas outras aberturas maiores deverão ser tomadas em consideração. Os
elementos de cobrejunta não deverão ser incluídos.
6.2.2. Área útil
(1) A área útil de uma secção transversal deverá ser considerada igual à sua área bruta deduzida de todas as
parcelas relativas a furos e a outras aberturas.
(2) No cálculo das propriedades da secção útil, a dedução de um furo de ligação deverá corresponder à área
bruta da secção transversal do furo no plano do seu eixo. No caso de furos escareados deverá tomar-se em
consideração a profundidade do escareamento.
(3) Desde que os furos não estejam dispostos em quincôncio, a área total de furos a deduzir deverá ser o valor
máximo da soma das áreas das secções dos furos em qualquer secção transversal perpendicular ao eixo do
elemento (ver plano de rotura 2 na Figura 6.1).
NOTA: Esta soma máxima traduz a posição da linha crítica de rotura.

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(4) Quando os furos estão dispostos em quincôncio, a área total de furos a deduzir deverá ser o maior dos
seguintes valores:
a) a área definida em (3), a deduzir quando os furos não estão dispostos em quincôncio;
b)
|
|
¹
|

\
|


p 4
s
nd t
2
0
(6.3)
em que:
s passo em quincôncio, entre eixos de dois furos consecutivos de alinhamentos adjacentes, medido na
direcção do eixo do elemento;
p distância entre alinhamentos de furos adjacentes medida na direcção normal ao eixo do elemento;
t espessura;
n número de furos ao longo de qualquer linha que atravesse totalmente a largura de um elemento, ou
parte dele, em diagonal ou ziguezague, ver Figura 6.1;
d
0
diâmetro de um furo.
(5) Numa cantoneira ou noutro elemento com furos em mais do que um plano, a distância p deverá ser medida ao
longo do plano médio da espessura do material (ver Figura 6.2).

Figura 6.1 – Furos em quincôncio e linhas críticas de rotura 1 e 2

Figura 6.2 – Cantoneiras com furos nas duas abas

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6.2.2.3 Efeitos de “shear lag”
(1) O cálculo das larguras efectivas é coberto pela EN 1993-1-5.
(2) A interacção entre o “shear lag” e a encurvadura local nas secções de Classe 4 deverá ser considerada de
acordo com a EN 1993-1-5.
NOTA: Para elementos finos enformados a frio, ver a EN 1993-1-3.
6.2.2.4 Propriedades efectivas das secções transversais com almas da Classe 3 e banzos das Classes 1 ou 2
(1) No caso de uma secção transversal com uma alma da Classe 3 e banzos das Classes 1 ou 2, classificada
como uma secção transversal efectiva da Classe 2, ver 5.5.2(11), a parte comprimida da alma deverá ser
substituída por um elemento de alma de altura igual a 20εt
w
adjacente ao banzo comprimido, e por outro
elemento de alma de altura igual a 20εt
w
adjacente ao eixo neutro plástico da secção transversal efectiva,
conforme se indica na Figura 6.3.

-
-
+
2
2
f
f
1
1
4
3
20
20
ε
ε
t
t
w
w
y
y

1 compressão
2 tracção
3 eixo neutro plástico
4 desprezar
Figura 6.3 – Alma eficaz da Classe 2
6.2.2.5 Propriedades da secção efectiva das secções transversais da Classe 4
(1) As propriedades da secção efectiva das secções transversais da Classe 4 deverão basear-se nas larguras
efectivas das suas partes comprimidas.
(2) No caso de secções de parede fina enformadas a frio, ver 1.1.2(1) e a EN 1993-1-3.
(3) As larguras efectivas das partes comprimidas deverão ser definidas com base na EN 1993-1-5.
(4) Quando uma secção transversal da Classe 4 está sujeita a um esforço normal de compressão, deverá utilizar-
se o método indicado na EN 1993-1-5 para determinar o eventual afastamento e
N
entre os centros de
gravidade das áreas das secções efectiva (A
eff
) e bruta e o resultante momento adicional:
N Ed Ed
e N M = ∆ (6.4)

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NOTA: O sinal do momento adicional depende do seu efeito na combinação de esforços, ver 6.2.9.3(2).
(5) No caso de secções circulares ocas com secções transversais da Classe 4, ver a EN 1993-1-6.
6.2.3 Tracção
(1)P O valor de cálculo do esforço de tracção N
Ed
em cada secção transversal deve satisfazer a condição:
0 , 1
N
N
Rd , t
Ed

(6.5)
(2) No caso de secções com furos, o valor de cálculo do esforço normal resistente de tracção N
t,Rd
deverá ser
considerado igual ao menor dos seguintes valores:
a) o valor de cálculo do esforço normal plástico resistente da secção bruta

0 M
y
Rd , pl
f A
N
γ
= (6.6)
b) o valor de cálculo do esforço normal resistente último da secção útil na zona com furos de ligação

2 M
u net
Rd , u
f A 0,9
N
γ
=
(6.7)
(3) Nos casos em que seja necessário assegurar a sua capacidade de deformação plástica, ver a EN 1998, o valor
de cálculo do esforço normal plástico resistente, N
pl,Rd
(definido em 6.2.3(2) a)), deverá ser inferior ao valor de
cálculo do esforço normal resistente último da secção útil na zona com furos de ligação, N
u,Rd
(definido em
6.2.3(2) b)).
(4) Nas ligações da Categoria C (ver EN 1993-1-8, 3.4.2(1), o valor de cálculo do esforço normal resistente de
tracção, N
t,Rd
,(definido em 6.2.3(1)), da secção útil na zona com furos de ligação, deverá ser considerado igual a
N
net,Rd
, em que:

0 M
y net
Rd , net
f A
N
γ
= (6.8)
(5) No caso de cantoneiras ligadas por uma aba, ver também a EN 1993-1-8, 3.6.3. O mesmo procedimento
deverá ser seguido nos casos de outros tipos de secções ligadas por componentes salientes.
6.2.4 Compressão
(1)P O valor de cálculo do esforço de compressão actuante N
Ed
em cada secção transversal deve satisfazer a
condição:
0 , 1
N
N
Rd , c
Ed

(6.9)
(2) O valor de cálculo do esforço normal resistente à compressão uniforme N
c,Rd
deverá ser determinado do
seguinte modo:

0 M
y
Rd , c
f A
N
γ
= para as secções transversais das Classes 1, 2 ou 3 (6.10)
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0 M
y eff
Rd , c
f A
N
γ
= para as secções transversais da Classe 4 (6.11)
(3) Os furos das ligações nos elementos comprimidos não necessitam de ser considerados desde que se
encontrem preenchidos com elementos de ligação, excepto nos casos de furos sobredimensionados ou ovalizados
conforme definido na EN 1090.
(4) No caso de secções assimétricas da Classe 4 deverá adoptar-se o método indicado em 6.2.9.3, para se tomar
em consideração o momento adicional actuante ∆M
Ed
, devido ao afastamento entre os centros de gravidade das
áreas das secções efectiva (A
eff
) e bruta, ver 6.2.2.5(4).
6.2.5 Momento flector
(1)P O valor de cálculo do momento flector actuante M
Ed
em cada secção transversal deve satisfazer a
condição:

0 , 1
M
M
Rd , c
Ed

(6.12)
em que M
c,Rd
é determinado tendo em conta os furos das ligações, ver (4) a (6).
(2) O valor de cálculo do momento flector resistente de uma secção transversal em relação a um dos seus
eixos principais é determinado do seguinte modo:

0 M
y pl
Rd , pl Rd , c
f W
M M
γ
= = para as secções transversais das Classes 1 ou 2 (6.13)

0 M
y min , el
Rd , el Rd , c
f W
M M
γ
= = para as secções transversais da Classe 3 (6.14)

0 M
y min , eff
Rd , c
f W
M
γ
= para as secções transversais da Classe 4 (6.15)
em que W
el,min
e W
eff,min
se referem à fibra da secção onde a tensão elástica é mais elevada.
(3) No caso de flexão desviada, em relação a ambos os eixos principais da secção, deverão ser utilizados os
métodos indicados em 6.2.9.
(4) Os furos das ligações no banzo traccionado poderão ser ignorados desde que nesse banzo:

0 M
y f
2 M
u net , f
f A f 9 , 0 A
γ

γ
(6.16)
em que A
f
é a área do banzo traccionado.
NOTA: O critério indicado em (4) assegura a verificação do “capacity design” (ver 1.5.8) na zona das rótulas plásticas.
(5) Os furos das ligações na zona traccionada da alma não necessitam de ser considerados desde que o limite
indicado em (4) seja respeitado na totalidade da zona traccionada, incluindo o banzo traccionado e a zona
traccionada da alma.

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(6) Os furos das ligações na zona comprimida da secção transversal não necessitam de ser considerados desde
que se encontrem preenchidos com elementos de ligação, excepto nos casos de furos sobredimensionados ou
ovalizados.
6.2.6 Esforço transverso
(1)P O valor de cálculo do esforço transverso actuante V
Ed
em cada secção transversal deve satisfazer a
condição:
0 , 1
V
V
Rd , c
Ed

(6.17)
em que V
c,Rd
é o valor de cálculo do esforço transverso resistente. No caso de um cálculo plástico, V
c,Rd

representa o valor de cálculo do esforço transverso plástico resistente V
pl,Rd,
definido em (2). No caso de um
cálculo elástico, V
c,Rd
representa o valor de cálculo do esforço transverso resistente elástico, calculado de
acordo com (4) e (5).
(2) Na ausência de torção, o valor de cálculo do esforço transverso plástico resistente é obtido por:

( )
0 M
y v
Rd , pl
3 / f A
V
γ
= (6.18)
em que A
v
é a área resistente ao esforço transverso.
(3) A área resistente ao esforço transverso A
v
poderá ser calculada do seguinte modo:
a) secções laminadas em I e H, carga paralela à alma ( )
f w f
t r 2 t bt 2 A + + − mas não inferior a
w w
t h η
b) secções laminadas em U, carga paralela à alma ( )
f w f
t r t bt 2 A + + −
c) secção laminada em T, carga paralela à alma ( )
f
bt A 9 , 0 −
d) secções soldadas em I, H e caixão, carga paralela à alma ( )

η
w w
t h
e) secções soldadas em I, H, U e caixão, carga paralela aos banzos A- ( )
∑ w w
t h
f) secções laminadas rectangulares ocas de espessura uniforme:
carga paralela à altura Ah/(b+h)
carga paralela à largura Ab/(b+h)
g) secções circulares ocas e tubos de espessura uniforme: 2A/π
em que:
A área da secção transversal;
b largura total;
h altura total;
h
w
altura da alma;
r raio de concordância;
t
f
espessura dos banzos;
t
w
espessura da alma (se a espessura da alma não for constante, t
w
deverá ser considerado igual à espessura
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mínima);
η ver a EN 1993-1-5.
NOTA: O valor de η poderá ser considerado igual a 1,0, de forma conservativa.
(4) Para se verificar o esforço transverso resistente elástico, V
c,Rd
, poderá utilizar-se o seguinte critério
relativo a um ponto crítico da secção transversal, a não ser que se aplique a verificação em relação à
encurvadura especificada na secção 5 da EN 1993-1-5:

( )
0 , 1
3 f
0 M y
Ed

γ
τ

(6.19)
em que τ
Ed
poderá ser obtido de:
t I
S V
Ed
Ed
= τ (6.20)
em que:
V
Ed
valor de cálculo do esforço transverso actuante;
S momento estático da parte da secção transversal limitada pelo eixo que passa pelo ponto considerado;
I momento de inércia da totalidade da secção transversal;
t espessura da secção no ponto considerado.
NOTA: A verificação de acordo com (4) é conservativa, uma vez que exclui a distribuição plástica parcial das tensões tangenciais, a
qual é permitida no cálculo elástico, ver (5). Por este motivo só deverá ser realizada nos casos em que não se possa efectuar a
verificação com base na resistência V
c,Rd
, de acordo com a expressão (6.17).
(5) No caso de secções em I ou H, a tensão tangencial na alma poderá ser considerada igual a:

w
Ed
Ed
A
V
= τ se 6 , 0 A / A
w f

(6.21)
em que:
A
f
área de um banzo;
A
w
área da alma: A
w
= h
w
t
w
.
(6) Além disso, no caso de almas sem reforços intermédios, a verificação da resistência à encurvadura por
esforço transverso deverá ser efectuada de acordo com a secção 5 da EN 1993-1-5, se:

η
ε
> 72
t
h
w
w

(6.22)
Para obter o valor de η ver secção 5 da EN 1993-1-5.
NOTA: O valor de η poderá ser considerado igual a 1,0, de forma conservativa.
(7) Os furos das ligações não necessitam de ser considerados na verificação em relação ao esforço transverso,
excepto na determinação do seu valor de cálculo nas zonas de ligação indicadas na EN 1993-1-8.
(8) Nos casos em que o esforço transverso se encontre associado a um momento torsor, o esforço transverso
plástico resistente V
pl,Rd
deverá ser reduzido conforme especificado em 6.2.7(9).
6.2.7 Torção
(1) No caso de elementos sujeitos a torção em que as deformações de distorção poderão ser ignoradas, o
valor de cálculo do momento torsor actuante T
Ed
em cada secção transversal deverá satisfazer a condição:

NP
EN 1993-1-1 Para voto final da CT 115
2008

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0 , 1
T
T
Rd
Ed

(6.23)
em que:
T
Rd
valor de cálculo do momento torsor resistente da secção transversal.
(2) O momento torsor total actuante T
Ed
em qualquer secção transversal deverá ser considerado igual à soma
de dois efeitos internos:
T
Ed
= T
t,Ed
+ T
w,Ed
(6.24)
em que:
T
t,Ed
momento de torção de St. Venant actuante;
T
w, Ed
momento torsor não uniforme (de empenamento) actuante.
(3) Os valores de T
t,Ed
e T
w,Ed
em qualquer secção transversal poderão ser determinados a partir de T
Ed
através
de uma análise elástica, tendo em conta as propriedades da secção do elemento, as condições de ligação nos
apoios e a distribuição das acções ao longo do elemento.
(4) Deverão ser tomadas em consideração as seguintes tensões devidas à torção:
– as tensões tangenciais actuantes τ
t,Ed
devidas à torção de St. Venant T
t,Ed
;
– as tensões normais longitudinais actuantes σ
w,Ed
devidas ao bimomento B
Ed
e as tensões tangenciais
actuantes τ
w,Ed
associadas à torção não uniforme T
w,Ed.

(5) No caso de uma verificação elástica poderá aplicar-se o critério de resistência indicado em 6.2.1(5).
(6) No caso da determinação do momento flector plástico resistente de uma secção transversal em flexão e
torção, apenas os efeitos de torção B
Ed
deverão ser determinados a partir de uma análise elástica, ver (3).
(7) A título simplificativo, poderá considerar-se que os efeitos de empenamento por torção num elemento de
secção transversal oca fechada, como num perfil tubular, podem ser ignorados. Também a título
simplificativo, poderá considerar-se que os efeitos da torção de S. Venant num elemento de secção
transversal aberta, como num perfil em I ou H, podem ser ignorados.
(8) No cálculo do momento torsor resistente T
Rd
de secções ocas fechadas deverão ser considerados os
valores de cálculo do esforço transverso resistente das componentes individuais da secção transversal,
conforme indicado na EN 1993-1-5.
(9) No caso de uma combinação de esforço transverso e momento torsor, o valor de cálculo do esforço
transverso plástico resistente com torção deverá ser reduzido de V
pl,Rd
para V
pl,T,Rd
, e o valor de cálculo do
esforço transverso actuante deverá satisfazer a condição:
0 , 1
V
V
Rd , T , pl
Ed

(6.25)
O valor de V
pl,T,Rd
poderá ser determinado através de uma das expressões seguintes:
– para uma secção em I ou H:
( )
Rd , pl
0 M y
t,Ed
Rd , T , pl
V
/γ 3 / f 25 , 1
τ
1 V − =
(6.26)
Para voto final da CT 115

NP
EN 1993-1-1
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– para uma secção em U:
( ) ( )
Rd , pl
0 M y
Ed , w
0 M y
t,Ed
Rd , T , pl
V
/γ 3 / f /γ 3 / f 25 , 1
τ
1 V

τ
− − = (6.27)
– para uma secção estrutural oca:

( )
Rd , pl
0 M y
t,Ed
Rd , T , pl
V
/γ 3 / f
τ
1 V

− = (6.28)
em que V
pl,Rd
é calculado de acordo com 6.2.6.
6.2.8 Flexão com esforço transverso
(1) Na presença de esforço transverso, os seus efeitos deverão ser tomados em consideração no cálculo do
momento flector resistente.
(2) Nos casos em que o esforço transverso seja inferior a metade do esforço transverso plástico resistente, o
seu efeito sobre o momento flector resistente poderá ser desprezado, excepto se a resistência da secção for
reduzida pela encurvadura por esforço transverso, ver a EN 1993-1-5.
(3) No caso contrário, o momento flector resistente reduzido deverá ser considerado igual ao valor de cálculo
da resistência da secção transversal, adoptando-se, na área resistente ao esforço transverso, uma tensão de
cedência reduzida:
(1 – ρ) f
y
(6.29)
em que
2
Rd , pl
Ed
1
V
V 2
|
|
¹
|

\
|
− = ρ e V
pl,Rd
é calculado de acordo com 6.2.6(2).
NOTA: Ver também 6.2.10(3).
(4) No caso da existência de torção, ρ deverá ser calculado a partir de
2
Rd , T , pl
Ed
1
V
V 2
|
|
¹
|

\
|
− = ρ , ver 6.2.7, mas o
seu valor deverá ser considerado igual a 0 quando V
Ed
≤ 0,5V
pl,T,Rd
.
(5) No caso de secções transversais com banzos iguais em I, flectidas em relação ao eixo principal de maior
inércia, o valor de cálculo do momento flector plástico resistente, reduzido para ter em conta o esforço
transverso, poderá, em alternativa, ser calculado do seguinte modo:
0 M
y
w
2
w
y , pl
Rd , V , y
f
t 4
A
W
M
γ

ρ

= mas
Rd , c , y Rd , V , y
M M ≤
(6.30)
em que M
y,c,Rd
é calculado de acordo com 6.2.5(2)
e A
w
= h
w
t
w

(6) No caso de interacção entre flexão, esforço transverso e efeitos locais das cargas transversais, ver secção
7 da EN 1993-1-5.

NP
EN 1993-1-1 Para voto final da CT 115
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6.2.9 Flexão composta
6.2.9.1 Secções transversais das Classes 1 e 2
(1) Na presença de um esforço normal, o seu efeito no cálculo do momento flector plástico resistente deverá
ser tomado em consideração.
(2)P No caso de secções transversais das Classes 1 e 2, deve ser satisfeito o seguinte critério:
M
Ed
≤ M
N,Rd
(6.31)
em que M
N,Rd
é o valor de cálculo do momento flector plástico resistente reduzido pelo esforço normal N
Ed
.
(3) No caso de uma secção rectangular cheia sem furos para ligações, M
N,Rd
deverá ser determinado de
acordo com:
( ) [ ]
2
Rd , pl Ed Rd , pl Rd , N
N / N 1 M M − = (6.32)
(4) No caso de secções duplamente simétricas com banzos, em I, H ou outras, não é necessário ter em conta o
efeito do esforço normal no cálculo do momento flector plástico resistente, em relação ao eixo y-y, quando
os dois critérios seguintes são satisfeitos:
Rd , pl Ed
N 0,25 N ≤ e
(6.33)
0 M
y w w
Ed
f t h 0,5
N
γ
≤ (6.34)
No caso de secções duplamente simétricas, em I ou H, não é necessário ter em conta o efeito do esforço
normal no cálculo do momento flector plástico resistente, em relação ao eixo z-z, quando:
0 M
y w w
Ed
f t h
N
γ
≤ (6.35)
(5) No caso de secções laminadas correntes em I ou H, e de secções soldadas em I ou H com banzos iguais,
poderão utilizar-se as seguintes expressões aproximadas, quando não for necessário tomar em consideração os
furos das ligações:
M
N,y,Rd
= M
pl,y,Rd
(1-n)/(1-0,5a) mas M
N,y,Rd
≤ M
pl,y,Rd
(6.36)
para n ≤ a: M
N,z,Rd
= M
pl,z,Rd
(6.37)

para n > a: M
N,z,Rd
= M
pl,z,Rd

|
¹
|

\
|



2
a 1
a n
1 (6.38)
em que:
n = N
Ed
/ N
pl.Rd

a = (A-2bt
f
)/A mas a ≤ 0,5
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No caso de secções rectangulares ocas de espessura uniforme, e de secções soldadas em caixão com banzos e
almas iguais, poderão utilizar-se as seguintes expressões aproximadas, quando não for necessário tomar em
consideração os furos das ligações:
M
N,y,Rd
= M
pl,y,Rd
(1 - n)/(1 - 0,5a
w
) mas M
N,y,Rd
≤ M
pl,y.Rd
(6.39)
M
N,z,Rd
= M
pl,z,Rd
(1 - n)/(1 - 0,5a
f
) mas M
N,z,Rd
≤ M
pl,z,Rd
(6.40)
em que:
a
w
= (A - 2bt)/A mas a
w
≤ 0,5 para secções ocas
a
w
= (A-2bt
f
)/A mas a
w
≤ 0,5 para secções em caixão soldadas
a
f
= (A - 2ht)/A mas a
f
≤ 0,5 para secções ocas
a
f
= (A-2ht
w
)/A mas a
f
≤ 0,5 para secções em caixão soldadas
(6) No caso de flexão desviada poderá adoptar-se o seguinte critério:

1
M
M
M
M
Rd , z , N
Ed , z
Rd , y , N
Ed , y

+

β α
(6.41)
em que α e β são constantes que poderão, de forma conservativa, ser consideradas iguais à unidade, ou então
ser calculadas do seguinte modo:
– secções em I e H:
1 β mas n 5 β ; 2 α ≥ = =
– secções circulares ocas:
2 ; 2 = β = α
– secções rectangulares ocas:
2
n 13 , 1 1
66 , 1

= β = α 6 β α mas ≤ =
em que n = N
Ed
/ N
pl,Rd
.
6.2.9.2 Secções transversais da Classe 3
(1)P No caso de secções transversais da Classe 3, e na ausência de esforço transverso, a tensão longitudinal
máxima deve satisfazer o critério:

0 M
y
Ed , x
f
γ
≤ σ (6.42)
em que
Ed , x
σ é o valor de cálculo da tensão longitudinal local actuante devida ao momento flector e ao
esforço normal, tendo em conta, quando necessário, os furos das ligações, ver 6.2.3, 6.2.4 e 6.2.5.





NP
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6.2.9.3 Secções transversais da Classe 4
(1)P No caso de secções transversais da Classe 4, e na ausência de esforço transverso, a tensão longitudinal
actuante máxima σ
x,Ed
, calculada com base nas secções transversais efectivas (ver 5.5.2(2)), deve satisfazer o
critério:

0 M
y
Ed , x
f
γ
≤ σ (6.43)
em que
Ed , x
σ é o valor de cálculo da tensão longitudinal local actuante devida ao momento flector e ao
esforço normal, tendo em conta, quando necessário, os furos das ligações, ver 6.2.3, 6.2.4 e 6.2.5.
(2) O critério seguinte deverá ser satisfeito:

1
/ f W
e N M
/ f W
e N M
/ f A
N
0 M y min , z , eff
Nz Ed Ed , z
0 M y min , y , eff
Ny Ed Ed , y
0 M y eff
Ed

γ
+
+
γ
+
+
γ

(6.44)
em que:
A
eff
área efectiva da secção transversal, quando submetida a compressão uniforme;
W
eff,min
módulo de flexão efectivo da secção transversal (referente à fibra da secção onde a tensão elástica é
mais elevada), quando submetida apenas a um momento flector em relação ao eixo considerado;
e
N
afastamento entre os centros de gravidade da área efectiva (A
eff
) e da área bruta da secção transversal,
quando esta se encontra submetida apenas à compressão, ver 6.2.2.5(4).
NOTA: Os sinais de N
Ed
, M
y,Ed
, M
z,Ed
e ∆M
i
= N
Ed
e
Ni
dependem da combinação das respectivas tensões normais.
6.2.10 Flexão composta com esforço transverso
(1) Na presença de esforço normal e de esforço transverso, os seus efeitos deverão ser tomados em
consideração no cálculo do momento flector resistente.
(2) Se o valor de cálculo do esforço transverso actuante V
Ed
não exceder 50 % do valor de cálculo do esforço
transverso plástico resistente V
pl.Rd
, não é necessário proceder a qualquer redução dos esforços resistentes
definidos em 6.2.9 para a flexão composta, excepto se a resistência da secção for reduzida pela encurvadura por
esforço transverso, ver a EN 1993-1-5.
(3) No caso de V
Ed
exceder 50 % de V
pl.Rd
, os valores de cálculo da resistência da secção transversal à flexão
composta deverão ser calculados adoptando-se, na área resistente ao esforço transverso, uma tensão de
cedência reduzida
(1-ρ)f
y
(6.45)
em que:
ρ= (2V
Ed
/ V
pl.Rd
-1)
2

V
pl,Rd
calculado de acordo com de 6.2.6(2).
NOTA: Em vez de se reduzir a tensão de cedência, também se poderá reduzir a espessura da parede da parte relevante da secção
transversal.
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6.3 Resistência dos elementos à encurvadura
6.3.1 Elementos uniformes comprimidos
6.3.1.1 Resistência à encurvadura
(1) Um elemento comprimido deverá ser verificado em relação à encurvadura através de:
0 , 1
N
N
Rd , b
Ed

(6.46)
em que:
N
Ed
valor de cálculo do esforço axial de compressão;
N
b,Rd
valor de cálculo da resistência à encurvadura do elemento comprimido.
(2) No caso de elementos com secções assimétricas da Classe 4, deverá considerar-se o momento adicional
∆M
Ed
associado à excentricidade do eixo neutro da secção efectiva, ver também 6.2.2.5(4), e verificar-se os
efeitos da interacção de esforços de acordo com 6.3.4 ou 6.3.3.
(3) O valor de cálculo da resistência à encurvadura de um elemento comprimido deverá ser considerado igual
a:

1 M
y
Rd , b
f A
N
γ
χ
= para as secções transversais das Classes 1, 2 e 3 (6.47)

1 M
y eff
Rd , b
f A
N
γ
χ
= para as secções transversais da Classe 4 (6.48)
em que:
χ coeficiente de redução para o modo de encurvadura relevante.
NOTA: Na determinação da resistência à encurvadura de elementos de secção variável ou no caso de uma distribuição não
uniforme do esforço axial, poderá efectuar-se uma análise de segunda ordem de acordo com 5.3.4(2). Para a verificação da
encurvadura fora do plano, ver também 6.3.4.
(4) Para a determinação de A e A
eff
, não é necessário ter em conta os furos das ligações nas extremidades das
colunas.
6.3.1.2 Curvas de encurvadura
(1) No caso de elementos solicitados à compressão axial, o valor de χ, correspondente à adequada esbelteza
adimensional λ, deverá ser determinado a partir da curva de encurvadura relevante, a partir de:

2
2
1
λ − Φ + Φ
= χ mas 0 , 1 ≤ χ
(6.49)
em que:
( ) [ ]
2
2 , 0 1 5 , 0 λ + − λ α + = Φ
cr
y
N
Af
= λ para as secções transversais das Classes 1, 2 e 3;

NP
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cr
y eff
N
f A
= λ para as secções transversais da Classe 4;
α factor de imperfeição;
N
cr
valor crítico do esforço normal associado ao modo relevante de encurvadura elástica relevante, baseado
nas propriedades da secção transversal bruta.
(2) O factor de imperfeição α correspondente à curva de encurvadura apropriada, indicada no Quadro 6.2,
deverá ser obtido do Quadro 6.1.
Quadro 6.1 – Factores de imperfeição para as curvas de encurvadura
Curva de encurvadura a
0
a b c d
Factor de imperfeição α 0,13 0,21 0,34 0,49 0,76
(3) Os valores do coeficiente de redução χ correspondente à esbelteza adimensionalλ poderão ser obtidos da
Figura 6.4.
(4) Nos casos em que a esbelteza 2 , 0 ≤ λ ou para 04 , 0
N
N
cr
Ed
≤ os efeitos da encurvadura poderão ser
ignorados devendo ser apenas efectuadas as verificações de segurança das secções transversais.

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Quadro 6.2 – Escolha da curva de encurvadura em função da secção transversal
Curva de
encurvadura
Secção transversal Limites
Encurva-
dura em
relação ao
eixo
S 235
S 275
S 355
S 420
S 460
t
f
≤ 40 mm
y – y
z – z
a
b
a
0

a
0

h
/
b

>

1
,
2

40 mm < t
f
≤ 100
y – y
z – z
b
c
a
a
t
f
≤ 100 mm
y – y
z – z
b
c
a
a
P
e
r
f
i
s

l
a
m
i
n
a
d
o
s

b
h y y
z
z
t
f

h
/
b



1
,
2

t
f
> 100 mm
y – y
z – z
d
d
c
c
t
f
≤ 40 mm
y – y
z – z
b
c
b
c
P
e
r
f
i
s

I

s
o
l
d
a
d
o
s

t t
f f
y y y y
z z

t
f
> 40 mm
y – y
z – z
c
d
c
d
acabadas a quente qualquer a A
0

S
e
c
ç
õ
e
s

t
u
b
u
l
a
r
e
s


enformadas a frio qualquer c c
em geral (excepto como
abaixo indicado)
qualquer b b
S
e
c
ç
õ
e
s

e
m

c
a
i
x
ã
o

s
o
l
d
a
d
a
s

t
t
f
b
h
y y
z
z
w

soldaduras espessas:
a > 0,5t
f

b/t
f
< 30
h/t
w
<30
qualquer c c
P
e
r
f
i
s

U
,

T

e

s
e
c
ç
õ
e
s

c
h
e
i
a
s


qualquer c c
C
a
n
t
o
n
e
i
r
a
s


qualquer b b

NP
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C
o
e
f
i
c
i
e
n
t
e

d
e

r
e
d
u
ç
ã
o

χ

0,0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0,8
0,9
1,0
1,1
0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0 2,2 2,4 2,6 2,8 3,0
_
χ χ χ χ
a
0
b
c
d
a


Esbelteza adimensional λ
Figura 6.4 – Curvas de encurvadura
6.3.1.3 Esbelteza para a encurvadura por flexão
(1) A esbelteza adimensional λ é obtida por:

1
cr
cr
y
1
i
L
N
Af
λ
= = λ para as secções transversais das Classes 1, 2 e 3 (6.50)

1
eff
cr
cr
y eff A
A
i
L
N
f A
λ
= = λ para as secções transversais da Classe 4 (6.51)
em que:
L
cr
comprimento de encurvadura no plano de encurvadura considerado;
i raio de giração em relação ao eixo apropriado, determinado utilizando as propriedades da secção
transversal bruta;
ε = π = λ 9 , 93
f
E
y
1

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y
f
235
= ε (f
y
em N/mm
2
)
NOTA B: Para a encurvadura elástica de componentes em estruturas de edifícios, ver o Anexo BB.
(2) Para a encurvadura por flexão, a curva de encurvadura apropriada deverá ser determinada a partir do
Quadro 6.2.
6.3.1.4 Esbelteza para a encurvadura por torção ou por torção-flexão
(1) No caso de elementos com secções abertas, deverá considerar-se a possibilidade de a resistência do
elemento quer à encurvadura por torção ou à encurvadura por torção-flexão poder ser inferior à sua
resistência à encurvadura por flexão.
(2) A esbelteza adimensional T λ para a encurvadura por torção ou por torção-flexão deverá ser determinada
através de:

cr
y
T
N
Af
= λ para as secções transversais das Classes 1, 2 e 3 (6.52)

cr
y eff
T
N
f A
= λ para as secções transversais da Classe 4 (6.53)
em que:
T cr, cr TF , cr cr
N N mas N N < =
N
cr,TF
valor crítico do esforço axial associado ao modo de encurvadura elástica por torção-flexão;
N
cr,T
valor crítico do esforço axial associado ao modo de encurvadura elástica por torção.
(3) Para a encurvadura por torção ou por torção-flexão, a curva de encurvadura apropriada poderá ser
determinada a partir do Quadro 6.2 considerando as curvas relativas ao eixo z.
6.3.2 Elementos uniformes em flexão
6.3.2.1 Resistência à encurvadura
(1) Um elemento sem travamento lateral e solicitado à flexão em relação ao eixo principal de maior inércia
deverá ser verificado em relação à encurvadura lateral através de:

0 , 1
M
M
Rd , b
Ed

(6.54)
em que:
M
Ed
valor de cálculo do momento flector actuante;
M
b,Rd
valor de cálculo do momento resistente à encurvadura.
(2) As vigas cujo banzo comprimido tem um travamento lateral suficiente não são susceptíveis à encurvadura
lateral. Além disso, as vigas com certos tipos de secções transversais, como por exemplo secções tubulares
quadradas ou circulares, secções circulares soldadas ou secções em caixão quadradas, não são susceptíveis à
encurvadura lateral.
(3) O valor de cálculo do momento resistente à encurvadura de uma viga sem contraventamento lateral
deverá ser considerado igual a:

NP
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1 M
y
y LT Rd , b
f
W M
γ
χ = (6.55)
em que:
W
y
módulo de flexão adequado considerado do seguinte modo:
W
y
= W
pl,y
para as secções transversais das Classes 1 ou 2;
W
y
= W
el,y
para as secções transversais da Classe 3;
W
y
= W
eff,y
para as secções transversais da Classe 4;
χ
LT
coeficiente de redução para a resistência à encurvadura lateral.
NOTA 1: A determinação da resistência à encurvadura de vigas de secção variável poderá ser efectuada por uma
análise de segunda ordem de acordo com 5.3.4(3). Para a encurvadura fora do plano, ver também 6.3.4.
NOTA 2B: Para a encurvadura de elementos de estruturas de edifícios, ver também o Anexo BB.
(4) Na determinação de W
y
, não é necessário ter em conta os furos das ligações na extremidade da viga.
6.3.2.2 Curvas de encurvadura lateral – Caso geral
(1) Salvo indicação em contrário, ver 6.3.2.3, para elementos em flexão com secções transversais constantes,
o valor de χ
LT
correspondente à esbelteza adimensional T λ deverá ser determinado a partir de:

1,0 χ mas
1
χ
LT
2
2
LT

− Φ + Φ
=
LT
LT LT
λ

(6.56)

em que:
( ) [ ]
2
LT LT
LT LT
2 , 0 1 5 , 0 λ + − λ α + = Φ
α
LT
factor de imperfeição;
cr
y y
LT
M
f W
= λ
M
cr
momento crítico elástico para a encurvadura lateral.
(2) M
cr
baseia-se nas propriedades da secção transversal bruta e tem em consideração as condições de
carregamento, a distribuição real dos momentos flectores e os travamentos laterais.
NOTA: O factor de imperfeição α
LT
correspondente à curva de encurvadura apropriada poderá ser definido no Anexo Nacional. Os
valores recomendados de α
LT
são indicados no Quadro 6.3.
Quadro 6.3 – Valores recomendados dos factores de imperfeição
para as curvas de encurvadura lateral
Curva de encurvadura a b c d
Factor de imperfeição α
LT
0,21 0,34 0,49 0,76
As recomendações para a escolha das curvas de encurvadura lateral são indicadas no Quadro 6.4.

Para voto final da CT 115

NP
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Quadro 6.4 – Curvas de encurvadura lateral recomendadas para secções transversais
quando é utilizada a expressão (6.56)
Secção transversal Limites
Curva de
encurvadura
Secções em I laminadas
h/b ≤ 2
h/b > 2
a
b
Secções em I soldadas
h/b ≤ 2
h/b > 2
c
d
Outras secções transversais - d

(3) Os valores do coeficiente de redução χ
LT
correspondente à adequada esbelteza adimensionalλ
LT

adequada poderão ser obtidos da Figura 6.4.
(4) Para as esbeltezas LT LT,0 λ λ ≤ (ver 6.3.2.3) ou para
2
Ed
LT,0
cr
M
M
λ ≤ (ver 6.3.2.3), os efeitos da encurvadura
lateral poderão ser ignorados sendo apenas efectuadas as verificações de resistência das secções transversais.
6.3.2.3 Curvas de encurvadura lateral para secções laminadas ou de secções soldadas equivalentes
(1) No caso de secções laminadas ou de secções soldadas equivalentes sujeitas à flexão, os valores de χ
LT

correspondentes à esbelteza adimensional apropriada poderão ser determinados a partir de:

λ
1
χ
1,0 χ
mas
λ β Φ Φ
1
χ
2
LT
LT
LT
2
LT
2
LT LT
LT
¦
¹
¦
´
¦


− +
= (6.57)
( ) [ ]
2
LT 0 , LT LT
LT LT
1 5 , 0 λ β + λ − λ α + = Φ
NOTA: Os parâmetros 0 , LT λ e β, assim como qualquer eventual limitação de validade relativa à altura da viga ou à relação h/b,
poderão ser indicados no Anexo Nacional. Os valores seguintes são recomendados para secções laminadas ou secções soldadas
equivalentes:
= λ 0 LT
,
0,4 (valor máximo)
β = 0,75 (valor mínimo)
As recomendações para as curvas de encurvadura são indicadas no Quadro 6.5.
Quadro 6.5 – Curvas de encurvadura lateral recomendadas para secções transversais,
quando é utilizada a expressão (6.57)
Secção transversal Limites Curva de encurvadura
Secções em I laminadas
h/b ≤ 2
h/b > 2
b
c
Secções em I soldadas
h/b ≤ 2
h/b > 2
c
d
(2) Para ter em conta a distribuição de momentos flectores entre os travamentos laterais dos elementos, o
coeficiente de redução χ
LT
poderá ser modificado da seguinte forma:

NP
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f
LT
mod , LT
χ
= χ mas 1
mod , LT
≤ χ (6.58)
NOTA: Os valores de f poderão ser definidos no Anexo Nacional. Recomendam-se os seguintes valores mínimos:
1,0 f mas ] ) 8 , 0 ( 0 , 2 1 )[ 1 ( 5 , 0 1
2
≤ − − − − = LT
c
k f λ
k
c
é um factor de correcção obtido do Quadro 6.6.
Quadro 6.6 – Factores de correcção k
c

Distribuição de momentos k
c


ψ = 1
1,0


-1 ≤ ψ ≤ 1
ψ − 33 , 0 33 , 1
1


0,94

0,90

0,91

0,86

0,77

0,82

6.3.2.4 Métodos simplificados para vigas com travamentos laterais em edifícios
(1)B Os elementos cujo banzo comprimido tem travamentos laterais discretos, não são susceptíveis à
encurvadura lateral se o comprimento L
c
entre os travamentos ou a esbelteza resultante f λ do banzo
comprimido equivalente satisfizerem a condição seguinte:

Ed , y
Rd , c
0 c
1 z , f
c c
f
M
M
i
L k
λ ≤
λ
= λ
(6.59)
em que:
M
y,Ed
valor de cálculo do momento flector máximo entre travamentos;
1 M
y
y Rd , c
f
W M
γ
=
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NP
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W
y
módulo de flexão adequado relativo ao banzo comprimido;
k
c
factor de correcção da esbelteza tendo em consideração a distribuição de momentos entre
travamentos, ver o Quadro 6.6;
i
f,z
raio de giração, em relação ao eixo de menor resistência da secção, do banzo comprimido
equivalente, constituído pelo banzo comprimido acrescido de 1/3 da zona comprimida da alma;
c,0 λ valor limite da esbelteza do banzo comprimido equivalente anteriormente definido;
ε = π = λ 9 , 93
f
E
y
1

y
f
235
= ε (f
y
em N/mm
2
)
NOTA 1B: Para as secções transversais da Classe 4, i
f,z
poderá ser considerado igual a:

c , w , eff f , eff
f , eff
z , f
A
3
1
A
I
i
+
=
em que:
I
eff,f
momento de inércia efectivo do banzo comprimido em relação ao eixo de menor resistência da secção;
A
eff,f
área efectiva do banzo comprimido;
A
eff,w,c
área efectiva da zona comprimida da alma.
NOTA 2B: O valor limite da esbelteza 0 c λ poderá ser indicado no Anexo Nacional. Recomenda-se o valor limite
1 , 0 0 , LT 0 c + λ = λ , ver 6.3.2.3.
(2)B Se a esbelteza do banzo comprimido f λ for superior ao limite indicado em (1)B, o valor de cálculo do
momento resistente à encurvadura poderá ser considerado igual a:

Rd , c f Rd , b
M k M χ =
l
mas
Rd . c Rd . b
M M ≤ (6.60)
em que:
χ coeficiente de redução para o banzo comprimido equivalente determinado com f λ ;
l f
k factor de correcção que tem em conta a natureza conservativa do método do banzo comprimido
equivalente.
NOTA B: O factor de correcção poderá ser indicado no Anexo Nacional. Recomenda-se o valor k
fℓ
= 1,10.
(3)B Na aplicação de (2)B, deverão considerar-se as seguintes curvas de encurvadura:
curva d, para secções soldadas, desde que: ε ≤ 44
t
h
f

curva c, para todas as outras secções;
em que:
h espessura total da secção;

NP
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t
f
espessura do banzo comprimido.
NOTA B: Para a encurvadura de elementos com travamentos em estruturas de edifícios, ver também o Anexo BB.3.
6.3.3 Elementos uniformes em flexão composta com compressão
(1) A não ser que seja efectuada uma análise de segunda ordem utilizando as imperfeições como indicado em
5.3.2, a estabilidade dos elementos uniformes com secções transversais duplamente simétricas não
susceptíveis à distorção deverá ser verificada como indicado nesta secção, onde se faz uma distinção entre:
– elementos não susceptíveis às deformações por torção, por exemplo, secções tubulares circulares ou
secções travadas em relação à torção;
– elementos susceptíveis às deformações por torção, por exemplo, elementos com secções transversais
abertas e não travadas em relação à torção.
(2) Além disso, deverá verificar-se que a resistência das secções transversais em cada extremidade do
elemento satisfaz os requisitos indicados em 6.2.
NOTA 1: As fórmulas de interacção baseiam-se no modelo de um elemento com um único vão, com apoios simples “em forquilha”
nas suas extremidades, com ou sem travamento lateral contínuo e solicitado por um esforço normal de compressão, por momentos
de extremidade e/ou por cargas transversais.
NOTA 2: Nos casos em que as condições referidas em (1) e (2) não são satisfeitas, ver 6.3.4.
(3) A verificação da resistência de elementos de sistemas estruturais poderá ser efectuada com base em
elementos individuais de vão simples, considerados como retirados do sistema. É necessário ter em
consideração os efeitos de segunda ordem devidos ao deslocamento lateral do sistema (efeitos P-∆), quer na
determinação dos momentos nas extremidades do elemento quer por meio de comprimentos de encurvadura
adequados, ver, respectivamente, 5.2.2(3)c) e 5.2.2(8).
(4) Os elementos solicitados à flexão composta com compressão deverão satisfazer as seguintes condições:
1
M
M M
k
M
M M
k
N
N
1 M
Rk , z
Ed , z Ed , z
yz
1 M
Rk , y
LT
Ed , y Ed , y
yy
1 M
Rk y
Ed

γ
∆ +
+
γ
χ
∆ +
+
γ
χ
(6.61)
1
M
M M
k
M
M M
k
N
N
1 M
Rk , z
Ed , z Ed , z
zz
1 M
Rk , y
LT
Ed , y Ed , y
zy
1 M
Rk z
Ed

γ
∆ +
+
γ
χ
∆ +
+
γ
χ
(6.62)
em que:
N
Ed
, M
y,Ed
e M
z,Ed
valores de cálculo do esforço de compressão e dos momentos máximos no elemento,
respectivamente, em relação aos eixos y-y e z-z;
∆M
y,Ed
, ∆M
z,Ed
momentos devidos ao deslocamento do eixo neutro de acordo com 6.2.9.3 para as
secções da Classe 4, ver o Quadro 6.7;
χ
y
e χ
z
coeficientes de redução devidos à encurvadura por flexão, conforme 6.3.1;
χ
LT
coeficiente de redução devido à encurvadura lateral, conforme 6.3.2;
k
yy
, k
yz
, k
zy
, k
zz
factores de interacção.



Para voto final da CT 115

NP
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Quadro 6.7 – Valores de N
Rk
= f
y
A
i
, M
i,Rk
= f
y
W
i
e ∆M
i,Ed
Classe 1 2 3 4
A
i
A A A A
eff

W
y
W
pl,y
W
pl,y
W
el,y
W
eff,y

W
z
W
pl,z
W
pl,z
W
el,z
W
eff,z

∆M
y,Ed
0 0 0 e
N,y
N
Ed

∆M
z,Ed
0 0 0 e
N,z
N
Ed

NOTA: No caso de elementos não susceptíveis à deformação por torção, ter-se-ia χ
LT
= 1,0.
(5) Os factores de interacção k
yy
, k
yz
, k
zy
e k
zz
dependem do método escolhido.
NOTA 1: Os factores de interacção k
yy
, k
yz
, k
zy
e k
zz
foram deduzidos a partir de dois métodos alternativos. Os valores destes
factores poderão ser obtidos no Anexo A (método alternativo 1) ou no Anexo B (método alternativo 2).
NOTA 2: O Anexo Nacional poderá definir a escolha entre o método alternativo 1 e o método alternativo 2.
NOTA 3: Como simplificação, as verificações poderão efectuar-se apenas no domínio elástico.
6.3.4 Método geral de verificação da encurvadura por flexão e da encurvadura lateral de componentes
estruturais
(1) O método seguinte poderá ser utilizado nos casos em que não sejam aplicáveis os métodos indicados em
6.3.1, 6.3.2 e 6.3.3. Este método permite a verificação da resistência à encurvadura lateral e à encurvadura
por flexão de componentes estruturais tais como:
– elementos isolados (simples ou compostos, de secção uniforme ou variável e com quaisquer condições
de apoio), ou
– pórticos planos ou estruturas porticadas secundárias constituídos por aqueles elementos,
solicitados à compressão e/ou à flexão uniaxial no seu plano, mas que não contêm rótulas plásticas com
rotações não nulas.
NOTA: O Anexo Nacional poderá especificar o campo e os limites de aplicação deste método.
(2) A resistência global à encurvadura fora do plano de qualquer componente estrutural em conformidade
com o campo de aplicação de (1) pode ser assegurada verificando a seguinte condição:
0 , 1
1 M
k , ult op

γ
α χ
(6.63)
em que:
α
ult,k
factor de amplificação mínimo a aplicar às acções de cálculo para atingir o valor característico da
resistência da secção transversal mais crítica do componente estrutural, considerando o seu
comportamento no plano do carregamento sem ter em conta o varejamento ou o bambeamento, mas
tendo no entanto em conta todos os efeitos devidos à deformação geométrica no plano e às
imperfeições, globais e locais;
op
χ coeficiente de redução calculado para a esbelteza adimensional op λ , ver (3), para ter em conta o
varejamento e o bambeamento.

NP
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(3) A esbelteza adimensional global op λ do componente estrutural deverá ser determinada a partir da
expressão seguinte:
op , cr
k , ult
op
α
α
= λ (6.64)
em que:
α
ult,k
definido em (2);
α
cr,op
factor de amplificação mínimo a aplicar às acções de cálculo actuantes no plano para atingir a
resistência crítica elástica do componente estrutural em relação ao varejamento ou ao bambeamento,
sem ter em conta a encurvadura por flexão no plano.
NOTA: A determinação de α
cr,op
e α
ult,k
poderá ser feita a partir de uma análise por elementos finitos.
(4) O coeficiente de redução
op
χ poderá ser determinado por um dos seguintes métodos:
a) o valor mínimo de:
χ para o varejamento de acordo com 6.3.1;
χ
LT
para o bambeamento de acordo com 6.3.2;
cada um calculado para a esbelteza adimensional global op λ .
NOTA: Por exemplo, no caso em que α
ult,k
é determinado pela verificação da resistência da secção transversal
Rk , y
Ed , y
Rk
Ed
k , ult
M
M
N
N 1
+ =
α
este método conduz a:
op
1 M Rk , y
Ed , y
1 M Rk
Ed
M
M
N
N
χ ≤
γ
+
γ
(6.65)
b) um valor interpolado entre os valores χ e χ
LT
como determinados em a) utilizando a fórmula que permite
obter α
ult,k
na secção transversal crítica.
NOTA: Por exemplo, no caso em que α
ult,k
é determinado pela verificação da resistência da secção transversal
Rk , y
Ed , y
Rk
Ed
k , ult
M
M
N
N 1
+ =
α
este método conduz a:
1
M
M
N
N
1 M Rk , y LT
Ed , y
1 M Rk
Ed

γ χ
+
γ χ
(6.66)
6.3.5 Encurvadura lateral de elementos com rótulas plásticas
6.3.5.1 Generalidades
(1)B As estruturas poderão ser dimensionadas com base na análise plástica desde que a encurvadura lateral
no pórtico seja impedida pelas seguintes formas:
a) existam travamentos nas posições das rótulas plásticas com rotação plástica não nula, ver 6.3.5.2; e
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b) seja verificada a existência de um comprimento estável para os troços de elemento situados entre esses
travamentos e outros travamentos laterais, ver 6.3.5.3.
(2)B Não é necessário qualquer travamento no caso em que a rótula plástica tenha uma rotação plástica nula
tendo em consideração todas as combinações de acções no estado limite último.
6.3.5.2 Travamentos nas rótulas plásticas com rotação plástica não nula
(1)B No local de cada rótula plástica com rotação plástica não nula, a secção transversal deverá possuir um
elemento de travamento eficaz em relação à encurvadura com a resistência adequada às forças laterais e à
torção induzidas pelas deformações plásticas que ocorrem nesse local do elemento.
(2)B Deverá adoptar-se um travamento eficaz no caso de:
– elementos solicitados à flexão simples ou à flexão composta com esforço normal, através do travamento
lateral de ambos os banzos. Este travamento poderá ser realizado pelo travamento lateral de um dos
banzos e pelo travamento rígido em relação à torção da secção transversal, impedindo o deslocamento
lateral do banzo comprimido em relação ao banzo traccionado, ver a Figura 6.5;
– elementos solicitados à flexão simples ou à flexão composta com esforço normal de tracção, nos quais o
banzo comprimido está em contacto com uma laje de pavimento, através de um travamento lateral e de
torção do banzo comprimido (por exemplo, ligação à laje, ver Figura 6.6). No caso de secções
transversais mais esbeltas do que secções em I e H laminadas, a distorção da secção transversal deverá
ser impedida ao nível das rótulas plásticas (por exemplo, através de um reforço da alma ligado ao banzo
comprimido e de uma ligação rígida do banzo comprimido à laje).

Figura 6.5 – Exemplo típico de um travamento rígido em relação à torção
1

1 banzo comprimido
Figura 6.6 – Exemplo típico de travamento lateral e em relação à torção do banzo comprimido
através de uma laje
(3)B No local de cada uma das rótulas plásticas, as ligações (por exemplo, pernos) do banzo comprimido ao
elemento de travamento nesse ponto (por exemplo, uma madre), e qualquer elemento intermédio de
transmissão de esforços (por exemplo, um travamento diagonal) deverão ser dimensionados para resistir a
uma força local com um mínimo de 2,5 % de N
f,Ed
(definido em 6.3.5.2(5)B) transmitida pelo banzo no seu
plano e perpendicular ao plano da alma, não sendo esta força combinada com quaisquer outras cargas.
(4)B Quando na prática não for possível realizar um travamento desse tipo directamente na posição da rótula,
o travamento deverá ser colocado a uma distância medida ao longo do elemento não superior a h/2, em que h
é a altura total da secção transversal em que se forma a rótula plástica.

NP
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(5)B No cálculo de sistemas de contraventamento, ver 5.3.3, para além da verificação das imperfeições de
acordo com 5.3.3 deverá verificar-se que o sistema de contraventamento é capaz de resistir aos efeitos das
forças locais Q
m
aplicadas em cada elemento estabilizado ao nível das rótulas plásticas, em que:
100
N
5 , 1 Q
Ed , f
m m
α = (6.67)
em que:
N
f,Ed
esforço normal no banzo comprimido do elemento estabilizado ao nível da rótula plástica;
α
m
de acordo com 5.3.3(1).
NOTA: Para a combinação com acções exteriores, ver também 5.3.3(5).
6.3.5.3 Verificação do “comprimento estável” de um troço de elemento
(1)B A verificação em relação à encurvadura lateral de troços entre travamentos poderá ser efectuada
verificando que o seu comprimento não é superior ao “comprimento estável”.
No caso de troços de vigas uniformes com secções em I ou H em que ε ≤ 40
t
h
f
, sob a acção de um
momento linearmente variável e sem compressão axial significativa, o “comprimento estável” poderá ser
obtido a partir de:

( ) 0,625 ψ 1 para i ε 40ψ 60 L
1 ψ 0,625 para i ε 35 L
z stable
z stable
≤ ≤ − − =
≤ ≤ =
(6.68)
em que:
[ ]
2
y
N/mm f
235
ε =
Rd pl,
min Ed,
M
M
ψ = = relação entre os momentos nas extremidades do troço
NOTA B: Para o comprimento estável de um troço, ver também o Anexo BB.3.
(2)B Quando se forma uma rótula plástica na proximidade imediata da extremidade de um esquadro, não é
necessário tratar o troço de secção variável como um troço adjacente a uma rótula plástica se forem
satisfeitos os seguintes critérios:
a) o travamento ao nível da rótula plástica deverá estar situado a uma distância não superior a h/2 do lado do
troço de secção variável e não do troço uniforme;
b) o banzo comprimido do esquadro mantém-se elástico ao longo do seu comprimento.
NOTA B: Para mais informações, ver Anexo o BB.3.
6.4 Elementos compostos uniformes solicitados à compressão
6.4.1 Generalidades
(1) Os elementos compostos uniformes solicitados à compressão com extremidades articuladas e com apoios
laterais deverão ser calculados com o seguinte modelo, ver a Figura 6.7:
Para voto final da CT 115

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1. O elemento poderá ser considerado como uma coluna com uma imperfeição em arco de aplitude
500
L
e
0
=
2. As deformações elásticas dos elementos transversais (diagonais ou travessas), ver a Figura 6.7, poderão
ser consideradas através de uma rigidez ao esforço transverso contínua (distribuída) S
V
da coluna.
NOTA: Para outras condições de extremidade poderão ser efectuadas as modificações apropriadas.
(2) O modelo de elemento composto uniforme solicitado à compressão aplica-se quando:
1. as diagonais ou as travessas são constituídas por módulos iguais de cordas paralelas;
2. o número de módulos no elemento composto é no mínimo de três.
NOTA: Esta hipótese permite considerar a estrutura como regular e distribuir de uma forma contínua as suas características
discretas.
(3) O método de cálculo é aplicável a elementos compostos constituídos por estruturas com travamentos
dispostos em dois planos, ver a Figura 6.8.
(4) Os montantes poderão ser maciços, ou serem, eles próprios, também constituídos por estruturas travadas
por diagonais ou travessas de ligação dispostas no plano perpendicular.



e
0
= L/500

Figura 6.7 – Colunas compostas uniformes constituídas por estruturas
travadas por diagonais e travessas de ligação


NP
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L
ch
= 1,52a

L
ch
= 1,28a


L
ch
= a

Figura 6.8 – Estruturas travadas nos quatro lados e comprimento
de encurvadura L
ch
das cordas
(5) Deverão efectuar-se as verificações das cordas para os valores de cálculo dos seus esforços normais,
N
ch,Ed
, resultantes do esforço de compressão N
Ed
e dos momentos M
Ed
actuantes a meio vão do elemento
composto.
(6) No caso de um elemento com duas cordas idênticas, o esforço de cálculo N
ch,Ed
deverá ser determinado a
partir de:

eff
ch 0 Ed
Ed Ed , ch
I 2
A h M
N 5 , 0 N + = (6.69)
em que:
v
Ed
cr
Ed
I
Ed 0 Ed
Ed
S
N
N
N
1
M e N
M
− −
+
=
2
eff
2
cr
L
EI
N
π
= esforço crítico efectivo do elemento composto;
N
Ed
valor de cálculo do esforço de compressão no elemento composto;
M
Ed
valor de cálculo do momento máximo actuante a meio do elemento composto considerando os
efeitos de segunda ordem;
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I
Ed
M valor de cálculo do momento máximo actuante a meio do elemento composto sem considerar os
efeitos de segunda ordem;
h
0
distância entre os centros de gravidade das secções das cordas;
A
ch
área da secção transversal de uma corda;
I
eff
momento de inércia efectivo do elemento composto, ver 6.4.2 e 6.4.3;
S
v
rigidez ao corte dos módulos travados por diagonais e travessas, ver 6.4.2 e 6.4.3.
(7) As verificações dos elementos transversais (diagonais e travessas) dos elementos compostos de estrutura
reticulada ou dos momentos e dos esforços transversos dos módulos em quadro nos elementos compostos
apenas por travessas deverão ser efectuadas para o módulo de extremidade, tendo em consideração o esforço
transverso no elemento composto obtido por:

L
M
V
Ed
Ed
π = (6.70)
6.4.2 Elementos comprimidos de estrutura triangulada
6.4.2.1Resistência dos componentes de elementos comprimidos de estrutura triangulada
(1) Os montantes e as diagonais solicitadas à compressão deverão ser verificados em relação à encurvadura.
NOTA: Os momentos secundários poderão ser desprezados.
(2) Para as cordas, a verificação em relação à encurvadura deverá ser efectuada da seguinte forma:
0 , 1
N
N
Rd , b
Ed , ch

(6.71)
em que:
N
ch,Ed
valor de cálculo do esforço de compressão no montante a meio do elemento composto de acordo
com 6.4.1(6);
N
b,Rd
valor de cálculo da resistência do montante à encurvadura, considerando o comprimento de
encurvadura L
ch
indicado na Figura 6.8.
(3) A resistência ao corte S
V
dos elementos transversais deverá ser obtida da Figura 6.9.
(4) O momento de inércia efectivo dos elementos compostos de estrutura reticulada poderá ser considerado
igual a:
ch
2
0 eff
A h 5 , 0 I = (6.72)






NP
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2008

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Sistema



S
V

3
2
0 d
d 2
ah nEA

3
2
0 d
d
ah nEA

+
3
V
3
0 d 3
2
0 d
d A
h A
1 d
ah nEA

n é o número de planos de ligação
A
d
e A
V
referem-se à área da secção transversal dos elementos transversais
Figura 6.9 – Rigidez ao esforço tranverso dos travamentos de elementos compostos
6.4.2.2 Disposições construtivas
(1) As estruturas constituídas apenas por diagonais simples isoladas localizadas em duas faces opostas do
elemento composto, deverão ser dispostas em correspondência uma com a outra, como representado na
Figura 6.10(a), de tal modo que tenham a mesma sombra.
(2) No caso em que as estruturas constituídas apenas por diagonais em “V” localizadas em duas faces opostas
do elemento composto estejam dispostas em oposição uma com a outra, como representado na Figura 6.10(b),
deverão ser tidos em conta no elemento composto os efeitos de torção que daí resultam.
(3) Deverão dispor-se painéis de travamento nas extremidades dos sistemas reticulados, assim como nas
secções onde a triangulação é interrompida e ao nível das ligações com outros elementos.

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NP
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montante

montante




Reticulado na
face A
Reticulado na
face B

Reticulado na
face A
Reticulado na
face B

a) Sistema de ligação em
correspondência
(Sistema recomendado)


b) Sistema de ligação em oposição
(Não recomendado)

Figura 6.10 – Sistemas de diagonais simples isoladas localizados em faces opostas
de um elemento composto com dois planos reticulados paralelos



NP
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6.4.3 Elementos comprimidos associados por travessas
6.4.3.1 Resistência dos componentes de elementos comprimidos associados por travessas
(1) Os montantes e as travessas de ligação, assim como as ligações destas aos montantes, deverão ser
verificados em relação aos momentos e a outros esforços, no painel de extremidade e a meio comprimento
do elemento, como indicado na Figura 6.11.
NOTA: Como simplificação, os esforços máximos nos montantes N
ch,Ed
poderão ser combinados com o esforço transverso máximo
V
Ed
.

Figura 6.11 – Esforços actuantes num painel de extremidade de um elemento composto
com travessas de ligação
(2) A rigidez ao corte S
V
deverá ser calculada do seguinte modo:

2
ch
2
0
b
ch 2
ch
v
a
EI 2
a
h
nI
I 2
1 a
EI 24
S
π

+
=
(6.73)
(3) O momento de inércia efectivo dos elementos compostos com travessas de ligação poderá ser calculado
por:

ch ch
2
0 eff
I 2 A h 5 , 0 I µ + = (6.74)
em que:
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I
ch
momento de inércia de uma corda;
I
b
momento de inércia de uma travessa;
µ factor de eficiência obtido do Quadro 6.8;
n número de planos de ligação.
Quadro 6.8 – Factor de eficiência µ
Critério Factor de eficiência µ
λ ≥ 150 0
75 < λ < 150
75
2
λ
− = µ
λ ≤ 75 1,0
em que
0
i
L
= λ ;
ch
1
0
A 2
I
i = ;
ch ch
2
0 1
I 2 A h 5 , 0 I + =
6.4.3.2 Disposições construtivas
(1) Deverão colocar-se travessas nas extremidades do elemento.
(2) No caso em que o elemento tenha travessas dispostas em planos paralelos, as travessas situadas em cada
plano deverão estar dispostas opostas umas às outras.
(3) Também se deverão dispor travessas nos níveis intermédios em que sejam aplicadas cargas ou em que
existam travamentos laterais.
6.4.4 Elementos compostos com montantes pouco afastados
(1) Os elementos compostos comprimidos constituídos por cordas em contacto ou pouco afastados entre si e
ligados por forras, ver a Figura 6.12, ou cujos elementos são cantoneiras dispostas em cruz ligadas em dois
planos perpendiculares por pares de travessas, ver a Figura 6.13, deverão ser verificados em relação à
encurvadura como um único elemento homogéneo ignorando o efeito da rigidez ao esforço transverso
(S
V
= ∞), desde que sejam satisfeitas as condições do Quadro 6.9.


y y
z
z
y y
z
z
y y
z
z
y y
z
z

Figura 6.12 – Elementos compostos com perfis pouco afastados




NP
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Quadro 6.9 – Afastamentos máximos das ligações em elementos compostos com perfis pouco afastados
ou constituídos por cantoneiras dispostas em cruz
Tipo de elemento composto
Afastamento máximo entre
ligações *)
Montantes de acordo com a Figura 6.12 e ligados entre si por
parafusos ou por soldaduras
15 i
min

Elementos de acordo com a Figura 6.13 ligados entre si por pares de
travessas
70 i
min

*) distância entre os centros das ligações
i
min
é o raio de giração mínimo de um montante ou de uma cantoneira
(2) Os esforços transversos a transmitir pelas travessas deverão ser determinados de acordo com 6.4.3.1(1).
(3) No caso de cantoneiras com abas desiguais, ver a Figura 6.13, a encurvadura em relação ao eixo y-y
poderá ser verificada admitindo que:

15 , 1
i
i
0
y
= (6.75)
em que i
0
é o raio de giração mínimo do elemento composto.

z z
y
y
v
v
v
v

Figura 6.13 – Elementos compostos por cantoneiras dispostas em cruz
7 Estados limites de utilização
7.1Generalidades
(1) Uma estrutura de aço deverá ser projectada e construída de forma a que sejam satisfeitos todos os critérios
de utilização relevantes.
(2) Os requisitos gerais relativos aos estados limites de utilização são indicados na secção 3.4 da EN 1990.
(3) Para um dado projecto, deverão ser especificados todos os estados limites de utilização, assim como os
modelos de análise e os carregamentos a eles associados.
(4) Quando é utilizada uma análise global plástica na verificação dos estados limites últimos, poderão ocorrer
redistribuições plásticas dos esforços para os estados limites de utilização. Neste caso, deverão os seus efeitos
ser considerados.
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7.2 Estados limites de utilização para os edifícios
7.2.1 Deslocamentos verticais
(1)B Considerando como referência a EN 1990 – Anexo A1.4, os limites para os deslocamentos verticais
definidos na Figura A1.1 deverão ser especificados para cada projecto e acordados com o dono de obra.
NOTA B: O Anexo Nacional poderá especificar esses limites.
7.2.2 Deslocamentos horizontais
(1)B Considerando como referência a EN 1990 – Anexo A1.4, os limites para os deslocamentos horizontais
definidos na Figura A1.2 deverão ser especificados para cada projecto e acordados com o dono de obra.
NOTA B: O Anexo Nacional poderá especificar esses limites.
7.2.3 Efeitos dinâmicos
(1)B Considerando como referência a EN 1990 – Anexo A1.4.4, as vibrações das estruturas acessíveis ao
público deverão ser limitadas de forma a evitar um desconforto significativo para os utentes, e os seus limites
deverão ser especificados para cada projecto e acordados com o dono de obra.
NOTA B: O Anexo Nacional poderá especificar limites para as vibrações dos pavimentos.

NP
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Anexo A
(informativo)


Método 1: Factores de interacção k
ij
para a fórmula
de interacção indicada em 6.3.3(4)
Quadro A.1 – Factores de interacção k
ij
(6.3.3(4))
Hipóteses de cálculo
Factores de
interacção
Propriedades elásticas das secções
transversais
Classe 3, Classe 4
Propriedades plásticas das secções
transversais
Classe 1, Classe 2
k
yy

y , cr
Ed
y
mLT my
N
N
1
C C

µ

yy
y , cr
Ed
y
mLT my
C
1
N
N
1
C C

µ

k
yz

z , cr
Ed
y
mz
N
N
1
C

µ

y
z
yz
z , cr
Ed
y
mz
w
w
6 , 0
C
1
N
N
1
C

µ

k
zy

y , cr
Ed
z
mLT my
N
N
1
C C

µ

z
y
zy
y , cr
Ed
z
mLT my
w
w
6 , 0
C
1
N
N
1
C C

µ

k
zz

z , cr
Ed
z
mz
N
N
1
C

µ
zz
z , cr
Ed
z
mz
C
1
N
N
1
C

µ

Termos auxiliares:
y , cr
Ed
y
y , cr
Ed
y
N
N
1
N
N
1
χ −

= µ
z , cr
Ed
z
z , cr
Ed
z
N
N
1
N
N
1
χ −

= µ
( )
y , pl
y , el
LT pl
2
max
2
my
y
max
2
my
y
y yy
W
W
b n C
w
6 , 1
C
w
6 , 1
2 1 w 1 C ≥


|
|
¹
|

\
|
λ − λ − − + =
com
Rd , z , pl
Ed , z
Rd , y , pl LT
Ed , y
2
0
LT LT
M
M
M
M
a 5 , 0 b
χ
λ =
( )
z , pl
z , el
y
z
LT pl
5
z
2
max
2
mz
z yz
W
W
w
w
6 , 0 c n
w
C
14 2 1 w 1 C ≥


|
|
¹
|

\
|
λ
− − + =


NOTA NACIONAL: De acordo com o disposto no Anexo Nacional NA, este Anexo tem, em Portugal, um carácter normativo.
Para voto final da CT 115

NP
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2008

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5 , 1
W
W
w
y , el
y , pl
y
≤ =
5 , 1
W
W
w
z , el
z , pl
z
≤ =
1 M Rk
Ed
pl
/ N
N
n
γ
=
C
my
ver Quadro A.2
0
I
I
1 a
y
T
LT
≥ − =

com
Rd , y , pl LT my
Ed , y
4
z
2
0
LT LT
M C
M
5
a 10 c
χ
λ +
λ
=
( )
y , pl
y , el
z
y
LT pl
5
y
2
max
2
my
y zy
W
W
w
w
6 , 0 d n
w
C
14 2 1 w 1 C ≥


|
|
¹
|

\
|
λ
− − + =
com
Rd , z , pl mz
Ed , z
Rd , y , pl LT my
Ed , y
4
z
0
LT LT
M C
M
M C
M
1 , 0
a 2 d
χ
λ +
λ
=
( )
z , pl
z , el
LT pl
2
max
2
mz
z
max
2
mz
z
z zz
W
W
e n C
w
6 , 1
C
w
6 , 1
2 1 w 1 C ≥


|
|
¹
|

\
|
λ − λ − − + =
com
Rd , y , pl LT my
Ed , y
4
z
0
LT LT
M C
M
1 , 0
a 7 , 1 e
χ
λ +
λ
=
¹
´
¦
λ
λ
= λ
z
y
max max

0 λ = esbelteza adimensional para o bambeamento no caso de momento flector uniforme,
ou seja, ψ
y
=1,0 no Quadro A.2
LT λ = esbelteza adimensional para o bambeamento
Se 4
TF , cr
Ed
z , cr
Ed
1
0
N
N
1
N
N
1 C 2 , 0
|
|
¹
|

\
|

|
|
¹
|

\
|
− ≤ λ : C
my
= C
my,0

C
mz
= C
mz,0

C
mLT
= 1,0
Se 4
TF , cr
Ed
z , cr
Ed
1
0
N
N
1
N
N
1 C 2 , 0
|
|
¹
|

\
|

|
|
¹
|

\
|
− > λ : ( )
LT y
LT y
0 , my 0 , my my
a 1
a
C 1 C C
ε +
ε
− + =

0 , mz mz
C C =

|
|
¹
|

\
|

|
|
¹
|

\
|

=
T , cr
Ed
z , cr
Ed
LT 2
my mLT
N
N
1
N
N
1
a
C C
1 ≥
y , el Ed
Ed , y
y
W
A
N
M
= ε para as secções transversais das Classes 1, 2 e 3
y , eff
eff
Ed
Ed , y
y
W
A
N
M
= ε para as secções transversais da Classe 4
N
cr,y
= esforço normal crítico de encurvadura elástica por flexão em relação ao eixo y-y
N
cr,z
= esforço normal crítico de encurvadura elástica por flexão em relação ao eixo z-z
N
cr,T
= esforço normal crítico de encurvadura elástica por torção
I
T
= inércia de torção de St. Venant; I
y
= momento de inércia em relação ao eixo y-y

NP
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Quadro A.2 – Coeficientes de momento uniforme equivalente C
mi,0

Diagrama de momentos
0 , mi
C
M
1


ψM
1

1 1 ≤ ψ ≤ −

i . cr
Ed
i i 0 , mi
N
N
) 33 , 0 ( 36 , 0 21 , 0 79 , 0 C − ψ + ψ + =

M(x)

M(x)



i . cr
Ed
Ed , i
2
x i
2
0 , mi
N
N
1
) x ( M L
EI
1 C
|
|
¹
|

\
|

δ π
+ =

M
i,Ed
(x) é o momento máximo M
y,Ed
ou M
z,Ed


x
| é a flecha máxima ao longo do elemento




i . cr
Ed
0 , mi
N
N
18 , 0 1 C − =



i . cr
Ed
0 , mi
N
N
03 , 0 1 C + =

Para voto final da CT 115

NP
EN 1993-1-1
2008

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Anexo B
(informativo)


Método 2: Factores de interacção k
ij
para a fórmula
de interacção indicada em 6.3.3(4)
Quadro B.1 – Factores de interacção k
ij
para elementos não susceptíveis às deformações por torção
Hipóteses de cálculo
Factores de
interacção
Tipo de
secções
Propriedades elásticas das secções
transversais
Classe 3, Classe 4
Propriedades plásticas das secções
transversais
Classe 1, Classe 2
k
yy

Secções em I
Secções ocas
rectangulares
|
|
¹
|

\
|
γ χ
+ ≤
|
|
¹
|

\
|
γ χ
λ +
1 M Rk y
Ed
my
1 M Rk y
Ed
y
my
/ N
N
6 , 0 1 C
/ N
N
6 , 0 1 C

( )
|
|
¹
|

\
|
γ χ
+ ≤
|
|
¹
|

\
|
γ χ
− λ +
1 M Rk y
Ed
my
1 M Rk y
Ed
y
my
/ N
N
8 , 0 1 C
/ N
N
2 , 0 1 C

k
yz

Secções em I
Secções ocas
rectangulares
k
zz
0,6 k
zz

k
zy

Secções em I
Secções ocas
rectangulares
0,8 k
yy
0,6 k
yy

Secções em I
( )
|
|
¹
|

\
|
γ χ
+ ≤
|
|
¹
|

\
|
γ χ
− λ +
1 M Rk z
Ed
mz
1 M Rk z
Ed
z
mz
/ N
N
4 , 1 1 C
/ N
N
6 , 0 2 1 C

k
zz

Secções ocas
rectangulares
|
|
¹
|

\
|
γ χ
+ ≤
|
|
¹
|

\
|
γ χ
λ +
1 M Rk z
Ed
mz
1 M Rk z
Ed
z
mz
/ N
N
6 , 0 1 C
/ N
N
6 , 0 1 C

( )
|
|
¹
|

\
|
γ χ
+ ≤
|
|
¹
|

\
|
γ χ
− λ +
1 M Rk z
Ed
mz
1 M Rk z
Ed
z
mz
/ N
N
8 , 0 1 C
/ N
N
2 , 0 1 C

Para secções em I e H e para secções ocas rectangulares em compressão axial e em flexão recta M
y,Ed
, o
factor k
zy
poderá considerar-se k
zy
= 0.



NOTA NACIONAL: De acordo com o disposto no Anexo Nacional NA, este Anexo tem, em Portugal, um carácter normativo.

NP
EN 1993-1-1 Para voto final da CT 115
2008

p. 94 de 116


Quadro B.2 – Factores de interacção k
ij
para elementos susceptíveis às deformações por torção
Hipóteses de cálculo
Factores de
interacção
Propriedades elásticas das secções
transversais
Classe 3, Classe 4
Propriedades plásticas das secções transversais
Classe 1, Classe 2
k
yy

k
yy
do Quadro B.1
k
yy
do Quadro B.1
k
yz

k
yz
do Quadro B.1
k
yz
do Quadro B.1
k
zy

( )
( )

γ χ −
− ≥

γ χ −
λ

1 M Rk z
Ed
mLT
1 M Rk z
Ed
mLT
z
/ N
N
25 , 0 C
05 , 0
1
/ N
N
25 , 0 C
05 , 0
1

( )
( )

γ χ −
− ≥

γ χ −
λ

1 M Rk z
Ed
mLT
1 M Rk z
Ed
mLT
z
/ N
N
25 , 0 C
1 , 0
1
/ N
N
25 , 0 C
1 , 0
1

: 0,4 λ para z <
( )
1 M Rk z
Ed
mLT
z
z
zy
/ N
N
25 , 0 C
1 , 0
1 6 , 0 k
γ χ −
λ
− ≤ λ + =
k
zz
k
zz
do Quadro B.1 k
zz
do Quadro B.1

Para voto final da CT 115

NP
EN 1993-1-1
2008

p. 95 de 116


Quadro B.3 – Coeficientes de momento uniforme equivalente C
m
dos Quadros B.1 e B.2
C
my
e C
mz
e C
mLT

Diagrama de momentos Domínio
Carga uniforme Carga concentrada

-1 ≤ ψ ≤ 1 0,6 + 0,4ψ ≥ 0,4
0 ≤ α
s
≤ 1 -1 ≤ ψ ≤ 1 0,2 + 0,8α
s
≥ 0,4 0,2 + 0,8α
s
≥ 0,4
0 ≤ ψ ≤ 1 0,1 - 0,8α
s
≥ 0,4 -0,8α
s
≥ 0,4

-1 ≤ α
s
< 0
-1 ≤ ψ < 0 0,1(1-ψ) - 0,8α
s
≥ 0,4 0,2(-ψ) - 0,8α
s
≥ 0,4
0 ≤ α
h
≤ 1 -1 ≤ ψ ≤ 1 0,95 + 0,05α
h
0,90 + 0,10α
h

0 ≤ ψ ≤ 1 0,95 + 0,05α
h
0,90 + 0,10α
h


-1 ≤ α
h
< 0
-1 ≤ ψ < 0 0,95 + 0,05α
h
(1+2ψ) 0,90 - 0,10α
h
(1+2ψ)
Em elementos com modos de encurvadura associados a deslocamentos laterais, o coeficiente de momento
uniforme equivalente deverá tomar-se igual a C
my
= 0,9 ou C
mz
= 0,9, respectivamente.
C
my
, C
mz
e C
mLT
deverão ser obtidos de acordo com o diagrama dos momentos flectores entre os pontos de
travamento, da seguinte forma:
coeficiente de
momento
eixo de flexão
travamento na direcção
C
my
y-y z-z

C
mz
z-z
y-y
C
mLT
y-y
y-y


NP
EN 1993-1-1 Para voto final da CT 115
2008

p. 96 de 116


Anexo AB
(informativo)
Disposições de projecto adicionais
AB.1 Análise estrutural tomando em consideração a não linearidade material
(1)B No caso de materiais com comportamento não linear, os efeitos das acções numa estrutura poderão ser
determinados através de uma abordagem que envolva a aplicação incremental dos valores de cálculo das
acções, a considerar para a situação relevante de projecto.
(2)B Nesta abordagem incremental, os valores de cálculo de cada acção permanente ou variável deverão ser
aumentados de forma proporcional.
AB.2 Disposições simplificadas para o projecto de vigas de pavimento contínuas
(1)B No caso de vigas contínuas de edifícios ligadas a lajes, sem troços em consola e submetidas
predominantemente a cargas uniformemente distribuídas, é suficiente considerar apenas os seguintes casos
de carregamento:
a) aplicar a totalidade dos valores de cálculo das cargas permanentes e variáveis (γ
G
G
k
+ γ
Q
Q
k
) em vãos
alternados, ficando os restantes vãos submetidos apenas com os valores de cálculo das cargas
permanentes γ
G
G
k
;
b) aplicar a totalidade dos valores de cálculo das cargas permanentes e variáveis (γ
G
G
k
+ γ
Q
Q
k
) em
quaisquer dois vãos adjacentes, ficando os restantes vãos submetidos apenas com os valores de cálculo
das cargas permanentes γ
G
G
k.
.
NOTA 1: a) refere-se aos momentos positivos, b) refere-se aos momentos negativos.
NOTA 2: O presente Anexo destina-se a ser transferido para a EN 1990 numa fase posterior.











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2008

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Anexo BB
(informativo)
Encurvadura de componentes de estruturas de edifícios
BB.1 Encurvadura por flexão de elementos de estruturas trianguladas
e terliçadas
BB.1.1 Generalidades
(1)B No caso das cordas, em geral, e da encurvadura para fora do plano dos elementos de alma, o
comprimento de encurvadura L
c
poderá tomar-se igual ao comprimento real L, ver BB.1.3(1)B, excepto se
for possível justificar um valor inferior através de uma análise da estrutura.
(2)B O comprimento de encurvadura L
c
de uma corda com secção em I ou H poderá tomar-se igual a 0,9L,
para a encurvadura no plano, e a 1,0L, para a encurvadura fora do plano, excepto se for possível justificar
valores inferiores através de uma análise da estrutura.
(3)B A verificação de segurança dos elementos de alma, em relação à encurvadura no plano, poderá ser
efectuada adoptando um comprimento de encurvadura inferior ao comprimento real, desde que as cordas
forneçam restrições adequadas às suas secções extremas e as ligações de extremidade assegurem um grau de
encastramento adequado (no caso das ligações aparafusadas, pelo menos 2 parafusos).
(4)B Nestas condições, em estruturas trianguladas correntes os comprimentos de encurvadura L
cr
dos
elementos de alma relativos à encurvadura no plano, poderão tomar-se iguais a 0,9L, excepto no caso das
cantoneiras, ver BB.1.2.
BB.1.2 Cantoneiras utilizadas como elementos de alma
(1)B Desde que as cordas forneçam restrições adequadas às secções extremas dos elementos de alma
formados por cantoneiras e as ligações de extremidade desses elementos assegurem um grau de
encastramento adequado (no caso das ligações aparafusadas, pelo menos 2 parafusos), as excentricidades
poderão ser desprezadas e poderá tomar-se em consideração o encastramento das secções extremas das
cantoneiras utilizadas como elementos da alma comprimidos. A esbelteza normalizada efectivaλ
eff
poderá
ser obtida da seguinte forma:
v v , eff 7 , 0 35 , 0 λ + = λ para a encurvadura em relação ao eixo v-v
y y , eff 7 , 0 50 , 0 λ + = λ para a encurvadura em relação ao eixo y-y (BB.1)
z z , eff 7 , 0 50 , 0 λ + = λ para a encurvadura em relação ao eixo z-z
em queλ é definido em 6.3.1.2.
(2)B Quando se utiliza apenas um parafuso nas ligações das extremidades das cantoneiras utilizadas como
elementos de alma, deverá tomar-se em consideração a excentricidade, através de 6.2.9, e o comprimento de
encurvadura L
cr
deverá tomar-se igual ao comprimento real do elemento L.


NP
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2008

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BB.1.3 Elementos com secção tubular
(1)B O comprimento de encurvadura L
cr
de uma corda com secção tubular poderá tomar-se igual a 0,9L tanto
para a encurvadura no plano como para a encurvadura fora do plano, em que L é o comprimento real teórico
no plano relevante considerado. O comprimento real no plano é a distância entre as ligações. O comprimento
real fora do plano é a distância entre os apoios laterais, excepto se for possível justificar um valor inferior
através de uma análise da estrutura.
(2)B O comprimento de encurvadura L
cr
de uma diagonal com secção tubular (elemento de alma) e ligações
aparafusadas poderá tomar-se igual a 1,0L tanto para a encurvadura no plano como fora do plano.
(3)B No caso de vigas reticuladas com cordas paralelas e diagonais, para as quais a relação entre o diâmetro
ou a largura das diagonais e da corda β seja inferior a 0,6, o comprimento de encurvadura L
cr
de uma
diagonal com secção tubular sem entalhe ou achatamento, e cuja secção extrema está soldada a cordas
também de secção tubular, ao longo do seu perímetro, poderá, em geral, tomar-se igual a 0,75L tanto para a
encurvadura no plano como fora do plano, excepto se for possível justificar um valor inferior através de
ensaios ou cálculos.
NOTA: O Anexo Nacional poderá incluir mais informações sobre os comprimentos de encurvadura.
BB.2 Travamentos contínuos
BB.2.1 Travamentos laterais contínuos
(1)B Se, de acordo com a EN 1993-1-3, uma chapa perfilada trapezoidal estiver ligada a uma viga e for
satisfeita a condição (BB.2), a viga poderá admitir-se travada lateralmente, no plano da chapa, nas ligações.

2
2
2
2
z t
2
2
w
h
70
h 25 , 0
L
EI GI
L
EI S
|
|
¹
|

\
| π
+ +
π
≥ (BB.2)
em que:
S rigidez de esforço transverso (por unidade de comprimento da viga) proporcionada pelas chapas
transversais à viga, relativa à sua deformação no plano da chapa a ser ligada à viga em cada nervura;
I
w
constante de empenamento;
I
t
constante de torção;
I
z
momento de menor inércia da secção;
L comprimento da viga;
h altura da viga.
Se a chapa estiver apenas ligada à viga em nervuras alternadas, S deverá ser substituído por 0,20S.
NOTA: A expressão (BB.2) poderá também utilizar-se para avaliar a estabilidade lateral dos banzos de vigas ligados a
componentes de outros tipos de revestimento que não sejam chapas perfiladas trapezoidais, desde que as respectivas ligações sejam
devidamente projectadas.
BB.2.2 Travamentos à torção contínuos
(1)B Uma viga poderá considerar-se suficientemente travada em relação às deformações por torção se:

υ ϑ ϑ
> K K
EI
M
C
z
2
k , pl
k ,
(BB.3)
em que:
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C
ϑ,k
rigidez de rotação (por unidade de comprimento da viga) conferida à viga pelo elemento contínuo de
travamento (por exemplo, uma estrutura de cobertura) e pelas ligações;
K
υ
0,35 para a análise elástica;
K
υ
1,00 para a análise plástica;
K
ϑ
coeficiente para ter em conta a distribuição dos momentos, ver Quadro BB.1, e o tipo de travamento;
M
pl,k
valor característico do momento plástico da viga.
Quadro BB.1 – Coeficiente K
ϑ
para ter em conta a distribuição dos momentos e o tipo de travamento
Caso Distribuição dos momentos
Sem
travamento
à translação
Com
travamento
à translação
1 M

4,0 0
2a
M
M

0,12
2b
M
M
M

3,5
0,23
3 M

2,8 0
4 M

1,6 1,0
5

1,0 0,7

(2)B A rigidez de rotação conferida à viga pelo elemento contínuo de travamento poderá ser calculada a
partir de:

k , D k , C k , R k ,
C
1
C
1
C
1
C
1
ϑ ϑ ϑ ϑ
+ + = (BB.4)
em que:
C
ϑR,k
rigidez de rotação (por unidade de comprimento da viga) conferida à viga pelo elemento contínuo de
travamento admitindo uma ligação rígida à viga;
C
ϑC,k
rigidez de rotação (por unidade de comprimento da viga) da ligação entre a viga e o elemento
contínuo de travamento;



NP
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p. 100 de 116


C
ϑD,k
rigidez de rotação (por unidade de comprimento da viga) resultante de uma análise das deformações
por distorção das secções transversais da viga, na qual o banzo comprimido é o banzo livre; no caso
de o banzo comprimido ser o banzo ligado ou quando as deformações por distorção das secções
poderão ser desprezadas (como é, por exemplo, o caso dos perfis laminados correntes), C
ϑD,k
= ∞.
NOTA: Para mais informações, ver a EN 1993-1-3.
BB.3 Comprimentos estáveis, em relação à encurvadura fora do plano
de troços de elementos contendo rótulas plásticas
BB.3.1 Elementos uniformes constituídos por perfis laminados ou por perfis soldados em I de
dimensões equivalentes
BB.3.1.1 Comprimentos estáveis entre travamentos laterais adjacentes
(1)B Os efeitos da encurvadura lateral poderão ser ignorados sempre que o comprimento L do troço
compreendido entre a secção travada onde se forma uma rótula plástica e o travamento lateral adjacente não
seja superior a L
m
, onde:

2
y
t
2
y , pl
2
1
Ed
z
m
235
f
AI
W
C 756
1
A
N
4 , 57
1
i 38
L
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
+ |
¹
|

\
|
= (BB.5)
em que:
N
Ed
valor de cálculo do esforço axial de compressão [N] que actua no elemento;
A área da secção transversal [mm²] do elemento;
W
pl,y
módulo de flexão plástico da secção do elemento;
I
t
constante de torção de St. Venant da secção do elemento;
f
y
tensão de cedência em [N/mm²];
C
1
coeficiente para ter em conta a distribuição de momentos e as condições de apoio nas extremidades, a
obter na literatura da especialidade;
desde que o elemento esteja travado na secação onde se forma a rótula plástica, como estipulado em 6.3.5, e
de a outra extremidade do troço esteja travada:
– ou através de um travamento lateral do banzo comprimido, quando um dos banzos se encontra
comprimido ao longo de todo o comprimento do troço;
– ou através de um travamento à torção;
– ou através de um travamento lateral nessa extremidade do troço combinado com um travamento à torção
situado a uma distância que satisfaça os valores estipulados para L
s
;
ver a Figura BB.1, a Figura BB.2 e a Figura BB.3.
NOTA: Em geral, L
s
é superior a L
m
.

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p. 101 de 116



Legenda:
1 banzo traccionado
2 comprimento estável plástico (ver
BB.3.1.1)
3 zona elástica (ver 6.3)
4 rótula plástica
5 travamentos
6 diagrama de momentos flectores
7 banzo comprimido
8 zona plástica, com travamento do
banzo traccionado, comprimento
estável = L
s
(ver BB.3.1.2, expressão
(BB.7) ou (BB.8))
9 zona elástica, com travamento do
banzo traccionado (ver 6.3), χ e χ
LT

obtidos a partir de N
cr
e M
cr,

considerando o travamento do banzo
traccionado
Figura BB.1 – Verificações num elemento sem esquadro de reforço





















NP
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2008

p. 102 de 116



Legenda:
1 banzo traccionado
2 zona elástica (ver 6.3)
3 comprimento estável plástico (ver
BB.3.2.1) ou elástico (ver
6.3.5.3(2)B)
4 comprimento estável plástico (ver
BB.3.1.1)
5 zona elástica (ver 6.3)
6 rótula plástica
7 travamentos
8 diagrama de momentos flectores
9 banzo comprimido
10 comprimento estável plástico (ver
BB.3.2) ou elástico (ver
6.3.5.3(2)B)
11 comprimento estável plástico (ver
BB.3.1.2)
12 zona elástica(ver 6.3), χ e χ
LT

obtidos a partir de N
cr
e M
cr

considerando o travamento do
banzo traccionado

Figura BB.2 – Verificações num elemento com um esquadro de reforço envolvendo três banzos
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p. 103 de 116



Legenda:
1 banzo traccionado
2 zona elástica (ver 6.3)
3 comprimento estável plástico (ver
BB.3.2.1)
4 comprimento estável plástico (ver
BB.3.1.1)
5 zona elástica (ver 6.3)
6 rótula plástica
7 travamentos
8 diagrama de momentos flectores
9 banzo comprimido
10 comprimento estável plástico (ver
BB.3.2)
11 comprimento estável plástico (ver
BB.3.1.2)
12 secção elástica (ver 6.3), χ e χ
LT
a
partir de N
cr
e M
cr
incluindo o
travamento do banzo traccionado
Figura BB.3 – Verificações num elemento com um esquadro de reforço de dois banzos
BB.3.1.2 Comprimento estável entre travamentos em relação à torção
(1)B Os efeitos da encurvadura lateral poderão ser ignorados sempre que o comprimento L do troço de
elemento compreendido entre a secção travada onde se forma uma rótula plástica e o travamento adjacente à
torção, submetido a um diagrama de momentos flectores constante, não seja superior a L
k
, desde que:
– o elemento esteja travado na secção onde se forma a rótula plástica, conforme estipulado em 6.3.5; e
– existam um ou vários travamentos laterais intermédios entre os travamentos à torção com afastamentos
que satisfaçam os valores estipulados para L
m
, ver BB.3.1.1, em que:

1
t
h
E
f
4 , 5
i
t
h
E
f 600
4 , 5
L
2
f
y
z
f
y
k

|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
+
= (BB.6)
(2)B Os efeitos da encurvadura lateral poderão ser ignorados sempre que o comprimento L do troço de
elemento compreendido entre a secção travada onde se forma uma rótula plástica e o travamento adjacente
em relação à torção e submetido a um diagrama de momentos flectores linear e a compressão axial, não seja
superior a L
s ,
desde que:
– o elemento esteja travado na secção onde se forma a rótula plástica, conforme estipulado em 6.3.5; e

NP
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2008

p. 104 de 116


– existam um ou vários travamentos laterais intermédios entre os travamentos à torção com afastamentos
que satisfaçam os valores estipulados para L
m
, ver BB.3.1.1, em que:

|
|
¹
|

\
|
+
=
Ed Rk , y , N
Rk , y , pl
k m s
aN M
M
L C L (BB.7)
C
m
coeficiente para ter em conta a variação linear do momento, ver BB.3.3.1;
a distância entre o centro de gravidade do elemento que contém a rótula plástica e o centro de
gravidade dos elementos de travamento;
M
pl,y,Rk
valor característico do momento plástico da secção transversal relativo à flexão em torno do eixo y-y;
M
N,y,Rk
valor característico do momento plástico da secção transversal relativo à flexão em torno do eixo y-y
reduzida pela interacção com o esforço normal N
Ed
.
(3)B Os efeitos da encurvadura lateral poderão ser ignorados sempre que o comprimento L de um troço de
elemento compreendido entre a secção travada onde se forma uma rótula plástica e o travamento adjacente à
torção, submetido a um diagrama de momentos flectores variável não linear e a compressão axial, não seja
superior a L
s
, desde que:
– o elemento esteja travado na secção onde se forma a rótula plástica, conforme estipulado em 6.3.5; e
– existam um ou vários travamentos laterais intermédios entre os elementos de travamentos à torção com
afastamentos que satisfaçam os valores estipulados para L
m
, ver BB.3.1.1, em que:
k n s
L C L = (BB.8)
C
n
coeficiente para ter em conta a variação não linear do momento, ver BB.3.3.2;
ver a Figura BB.1, a Figura BB.2 e a Figura BB.3.
BB.3.2 Elementos laminados ou soldados equivalentes de secção em I com esquadro de reforço ou
secção variável
BB.3.2.1 Comprimento estável entre travamentos laterais adjacentes
(1)B Os efeitos da encurvadura lateral poderão ser ignorados sempre que o comprimento L do troço de um
elemento compreendido entre a secção travada onde se forma uma rótula plástica e o travamento lateral
adjacente não seja superior a L
m
, onde:
– para esquadros de reforço envolvendo três banzos (ver a Figura BB.2):

2
y
t
2
y , pl
2
1
Ed
z
m
235
f
AI
W
C 756
1
A
N
4 , 57
1
i 38
L
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
+ |
¹
|

\
|
= (BB.9)
– para esquadros de reforço envolvendo dois banzos (ver a Figura BB.3):

2
y
t
2
y , pl
2
1
Ed
z
m
235
f
AI
W
C 756
1
A
N
4 , 57
1
i 38
85 , 0 L
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
+ |
¹
|

\
|
= (BB.10)
em que:
N
Ed
valor de cálculo do esforço de compressão [N] que actua no elemento;
Para voto final da CT 115

NP
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2008

p. 105 de 116


t
2
y , pl
AI
W
valor máximo no troço;
A área da secção transversal do elemento [mm²] onde
t
2
y , pl
AI
W
é máximo;
W
pl,y
módulo plástico de flexão da secção do elemento;
I
t
constante de torção de St. Venant da secção do elemento;
f
y
tensão de cedência [N/mm²];
i
z
valor mínimo do raio de giração da secção no troço;
desde que o elemento esteja travado onde se forma a rótula plástica, conforme estipulado em 6.3.5, e a outra
extremidade do troço esteja travada:
– ou através de um travamento lateral do banzo comprimido, quando um dos banzos se encontra
comprimido ao longo de todo o comprimento do troço;
– ou através de um travamento à torção;
– ou através de um travamento lateral nessa extremidade do troço combinado com um elemento de
travamento à torção situado a uma distância que satisfaça os valores estipulados para L
s
.
BB.3.2.2 Comprimento estável entre travamentos à torção
(1)B No caso de elementos de secção variável com banzos uniformes submetidos a diagramas de momentos
flectores variáveis linearmente ou não, e a compressão axial, os efeitos da encurvadura lateral poderão ser
ignorados sempre que o comprimento do troço compreendido entre a secção travada onde se forma uma
rótula plástica e o travamento adjacente à torção não seja superior a L
s
, desde que:
– o elemento esteja travado na secção onde se forma a rótula plástica, conforme estipulado em 6.3.5; e
– existam um ou vários travamentos laterais intermédios entre os travamentos à torção com afastamentos
que satisfaçam os valores estipulados para L
m
, ver BB.3.2.1;
em que:
– para esquadros de reforço envolvendo três banzos (ver a Figura BB.2):

c
L C
L
k n
s
= (BB.11)
– para esquadros de reforço envolvendo dois banzos (ver a Figura BB.3):

c
L C
85 , 0 L
k n
s
= (BB.12)
em que:
L
k
comprimento determinado para um elemento uniforme com secção transversal igual à menor secção
do elemento considerado, ver BB.3.1.2;
C
n
ver BB.3.3.2;
c factor de variação da secção definido em BB.3.3.3.


NP
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2008

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BB.3.3 Coeficientes de correcção para diagramas de momentos flectores variáveis que actuam em
elementos travados lateralmente ao longo do banzo traccionado
BB.3.3.1 Diagramas de momentos flectores lineares
(1)B O coeficiente de correcção C
m
poderá ser determinado a partir de:

2
t 2 t 1 0
m
B B B
1
C
β + β +
= (BB.13)
em que:
η +
η +
=
20 1
10 1
B
0

η + π
η
=
10
5
B
1

η +

η π +
=
20 1
5 , 0
1
5 , 0
B
2

crT
crE
N
N
= η
2
t
z
2
crE
L
EI
N
π
=
t
L distância entre os travamentos à torção;
|
|
¹
|

\
|
+
π
+
π
=
t
2
t
w
2
2
t
2
z
2
2
s
crT
GI
L
EI
L
a EI
i
1
N carga crítica de encurvadura elástica por torção para uma secção
em I e comprimento igual ao espaçamento L
t
entre as secções
travadas em ambos os banzos, e com travamento lateral
intermédio efectivo do banzo traccionado.
2 2
z
2
y
2
s
a i i i + + =
em que:
a distância entre o centro de gravidade do elemento travado e o centro de gravidade dos elementos de
travamento, tal como no caso de madres que travam travessas;
β
t
relação entre o menor e o maior momento de extremidade, tomados com os seus valores algébricos. Os
momentos que provocam compressão no banzo não travado deverão ser considerados positivos. Se a
relação for inferior a –1,0, deverá tomar-se para β
t
o valor –1,0, ver a Figura BB.4.




Para voto final da CT 115

NP
EN 1993-1-1
2008

p. 107 de 116


100
100
200
200
– –
+ +

5 , 0
200
100
t
− =
+

= β
0 , 1 0 , 1
2
100
200
− = − ≥
− =
+

=
t t
t
então mas β β
β


Figura BB.4 – Valor de β
t

BB.3.3.2 Diagramas de momentos flectores não lineares
(1)B coeficiente de correcção C
n
poderá ser determinado a partir de:

( ) [ ]
E S 5 4 3 2 1
n
R R 2 R R 3 R 4 R 3 R
12
C
− + + + + +
= (BB.14)
onde R
1
a R
5
são os valores de R fornecidos em (2)B nas secções de extremidade, quartos de vão e meio vão,
ver a Figura BB.5, e deverão apenas ser considerados valores positivos de R.
Para além disso, só deverão considerar-se também valores positivos de (R
S
– R
E
), onde:
– R
E
é o maior dos valores R
1
ou R
5
;
– R
s
é o valor máximo de R ao longo do comprimento L
y
.

R
1
R
2
R
3
R
4
R
5
R
E
R
S

R
E
R
E
R
1
R
5
R
4 3
R R
2
R
S

E
= R
R
5
R
4
3
R R
2
R
1
R
S


R
1
R
2 3
R R
4
R
5
R
E
R
S

Figura BB.5 – Relações de momentos

NP
EN 1993-1-1 Para voto final da CT 115
2008

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(2)B O valor de R deverá ser obtido a partir de:

y , pl y
Ed Ed , y
W f
N a M
R
+
= (BB.15)
em que:
a distância entre o centro de gravidade do elemento travado e o centro de gravidade dos elementos de
travamento, tal como no caso de madres que travam travessas.
BB.3.3.3 Factor de variação da altura
(1)B No caso de elementos de secção variável com banzos uniformes com h ≥ 1,2b e h/t
f
≥ 20, o factor de
variação da altura c deverá ser obtido da seguinte forma:
– para elementos ou troços de secção variável, ver a Figura BB.6(a):

3 / 2
min
max
f
1
h
h
9
t
h
3
1 c
|
|
¹
|

\
|

|
|
¹
|

\
|

+ = (BB.16)
– para elementos ou troços com esquadro de reforço, ver as Figuras BB.6(b) e BB.6(c):

y
h
3 / 2
s
h
f
L
L
h
h
9
t
h
3
1 c
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|

+ = (BB.17)
em que:
h
h
altura adicional do esquadro ou devida à variação da secção transversal, ver Figura BB.6;
h
max
altura máxima da secção transversal no comprimento L
y
, ver a Figura BB.6;
h
min
altura mínima da secção transversal no comprimento L
y
, ver a Figura BB.6;
h
s
altura da secção sem esquadro, medida na vertical, ver a Figura BB.6;
L
h
comprimento do esquadro incluído no comprimento L
y
, ver a Figura BB.6;
L
y
comprimento entre os pontos de travamento lateral do banzo comprimido;
(h/t
f
) é determinado para a menor secção transversal do elemento ou troço.
L
y
h
min
h
max

h
h
h
s
L
h
L
y

h
h
h
s
L
h
L
y

(a) Troço de secção variável (b) Troço com esquadro de reforço (c) Troço com esquadro de reforço
x = travamento
Figura BB.6 – Dimensões que definem o factor de variação da altura da secção transversal
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Anexo Nacional NA
Introdução
O presente Anexo Nacional foi elaborado no âmbito da actividade da Comissão Técnica Portuguesa de
Normalização CT 115 – Eurocódigos Estruturais, cuja coordenação é assegurada pelo Laboratório Nacional
de Engenharia Civil (LNEC) na sua qualidade de Organismo de Normalização Sectorial (ONS) no domínio
dos Eurocódigos Estruturais.
A inclusão de um Anexo Nacional na NP EN 1993-1-1:2008 decorre do disposto no Preâmbulo desta Norma.
A elaboração do presente Anexo Nacional teve em conta o documento N XXX, produzido pela Subcomissão
SC 3 “Design of steel structures” da Comissão Técnica CEN/TC 250 "Structural Eurocodes", o qual constitui
uma Errata da versão inglesa da EN 1993-1-1:2005; os lapsos identificados naquele documento já foram
corrigidos na presente Norma. (Documento ainda não disponível)
NA.1 – Campo de aplicação
Este Anexo Nacional estabelece as condições para a implementação, em Portugal, da NP EN 1993-1-1:2008
– “Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço. Parte 1-1: Regras gerais e regras para edifícios”, as quais se
referem aos seguintes aspectos:
a) Parâmetros Determinados a nível Nacional (NDP);
b) utilização dos Anexos informativos;
c) informações complementares não contraditórias.
NA.2 – Parâmetros Determinados a nível Nacional (NDP)
NA.2.1 – Generalidades
Os Parâmetros Determinados a nível Nacional (NDP) relativos aos Princípios e às Regras de Aplicação onde
são permitidas opções nacionais são estabelecidos no Preâmbulo da presente Norma.
Nas secções NA.2.2 e NA.2.3 referem-se, respectivamente, os Princípios e Regras de Aplicação sem
prescrições a nível nacional e com prescrições a nível nacional. As prescrições a nível nacional, indicadas na
secção NA.2.3, são referenciadas do mesmo modo que no corpo da Norma mas precedidas de “NA – “.
NA.2.2 – Princípios e Regras de Aplicação sem prescrições a nível nacional
Relativamente a:
– 3.2.2(1)
– 3.2.3(3)B
– 3.2.4(1), Nota 3B
– 5.2.1(3)
– 5.3.2(3)
– 6.1(1)
– 6.1(1); Nota B

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– 6.3.2.2(2)
– 6.3.2.3(2)
– 6.3.2.4(2)B
prescinde-se de introduzir prescrições a nível nacional, devendo adoptar-se as correspondentes prescrições
constantes desta Norma e, se tal for o caso, os procedimentos ou os valores aí recomendados.
NA.2.3 – Princípios e Regras de Aplicação com prescrições a nível nacional
a) NA–2.3.1(1)
Para além das acções quantificadas nas diversas Partes do Eurocódigo 1, deve considerar-se igualmente a
acção sísmica quantificada na NP EN 1998-1:2008, bem como as acções geotécnicas quantificadas na
NP EN 1997-1:2008.
b) NA–3.1(2)
A utilização de aços estruturais e outros produtos distintos dos incluídos no Quadro 3.1 está condicionada à
aposição da marcação CE aos produtos em questão.
c) NA–3.2.1(1)
Adopta-se a opção a), isto é, os valores da tensão de cedência (f
y
) e da tensão última (f
u
) devem ser os indicados
na respectiva norma de produto. Refira-se que alguns desses valores são inferiores aos do Quadro 3.1.
d) NA–3.2.3(1)P
Deve adoptar-se o valor da temperatura mínima de serviço recomendado na NP EN 1991-1-5:2008. Em
condições particulares, o caderno de encargos da obra pode estipular valores mais baixos para a temperatura
mínima de serviço.
e) NA–5.2.2(8)
Não é permitida a aplicação deste método.
f) NA–5.3.2(11)
Não é permitida a aplicação deste método.
g) NA–5.3.4(3)
O valor k = 0,5 recomendado pode ser adoptado desde que o elemento satisfaça as condições estipuladas em
6.3.1.2(4).
h) NA–6.3.2.3(1)
Adoptam-se os valores 2 0
0 LT
,
,
= λ e β = 1 e o Quadro NA–6.5 em vez do Quadro 6.5.





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Quadro NA–6.5 – Curvas de encurvadura lateral para secções transversais,
quando é utilizada a expressão (6.57)
Secção transversal Limites Curva de encurvadura
Secções I laminadas
h/b ≤ 2
h/b > 2
a
b
Secções I soldadas
h/b ≤ 2
h/b > 2
c
d
Chama-se a atenção para o facto de que, com estes valores de
0 LT,
λ e β e a alteração do Quadro 6.5, o
método alternativo (descrito em 6.3.2.3) conduz aos mesmos valores de χ
LT
do método geral (descrito em
6.3.2.2).
Para a aplicação desta secção, consideram-se secções soldadas equivalentes as secções soldadas que
respeitem as seguintes condições: a relação da inércia dos banzos no seu plano deve ser inferior a 1,2; a
secção deve ser simétrica em relação à alma; t
f.max
/t
w
≤ 3 e d/t
w
≤ 72ε/η, em que η é um parâmetro definido na
NA-EN 1993-1-5.
i) NA–6.3.2.4(1), Nota 2B
Adopta-se o valor 3 , 0
0
=
c
λ .
j) NA–6.3.3(5), Nota 2
Qualquer dos dois métodos alternativos (Método 1 e Método 2) pode ser utilizado na verificação de
segurança de colunas-viga.
k) NA–6.3.4(1), Nota
Este método não tem carácter normativo e só pode ser aplicado nos casos não cobertos nas secções 6.3.1,
6.3.2 e 6.3.3 desde que a curva utilizada para determinar χ
op
seja devidamente justificada.
l) NA–7.2.1(1)B
No caso de não serem acordados outros valores com o dono de obra, os valores limites recomendados para os
deslocamentos verticais em edifícios são os indicados no Quadro NA.I, e ilustrados na Figura NA.I, para o
caso de uma viga simplesmente apoiada, tendo-se:
δ
max
= δ
1
+ δ
2
- δ
0

em que:
δ
max
flecha no estado final relativamente à linha recta que une os apoios;
δ
0
contra-flecha da viga no estado não carregado, (estado (0));
δ
1
variação da flecha da viga devida às acções permanentes imediatamente após a sua aplicação,
(estado (1));
δ
2
variação da flecha da viga devida aos valores reduzidos das acções variáveis utilizados nas
combinações características (estado (2)).

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Quadro NA.I – Valores recomendados para os limites dos deslocamentos verticais
Limites (ver figura NA.I)
Condições
δ
max
δ
2

Coberturas em geral
L/200 L/250
Coberturas utilizadas frequentemente por pessoas, para além do pessoal de
manutenção
L/250 L/300
Pavimentos em geral
L/250 L/300
Pavimentos e coberturas que suportem rebocos ou outros acabamentos
frágeis ou divisórias não flexíveis
L/250 L/350
Pavimentos que suportem pilares (a não ser que o deslocamento tenha sido
incluído na análise global para o estado limite último)
L/400 L/500
Quando δ
max
possa afectar o aspecto do edifício
L/250 -
NOTA: No caso geral, L representa o vão da viga. No caso de vigas em consola, L representa duas vezes o vão real da consola.

Figura NA.I – Deslocamentos verticais a considerar
m) NA–7.2.2(1)B
No caso de não serem acordados outros valores com o dono de obra, os limites recomendados para os
deslocamentos horizontais no topo dos pilares para as combinações características são os seguintes:
– Pórticos sem aparelhos de elevação: h/150
– Outros edifícios de um só piso: h/300
– Em edifícios de vários pisos:
δ1
δ2
(0)
(1)
(2)
δ0
δmáx
L
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Em cada piso: h/300
Na estrutura globalmente h
0
/500
em que:
h altura do pilar ou do piso;
h
0
altura da estrutura.
n) NA–7.2.3(1)B
Para ser dispensada a verificação das acelerações verticais máximas de uma estrutura, é necessário que as
suas frequências próprias associadas a modos verticais sejam superiores a 3 Hz, em estruturas de edifícios de
escritórios, habitação e instalações similares ou a 5 Hz, em estruturas de ginásios ou edifícios com funções
semelhantes. No caso de ser efectuada uma análise dinâmica, as acelerações verticais máximas devem ser
limitadas aos valores indicados no Quadro NA.II.
Quadro NA.II – Níveis máximos de aceleração aceitáveis
Tipo de estrutura Nível máximo de aceleração Comentários
Passadiços e outras estruturas
pedonais
a ≤ 0,10g
Edifícios a ≤ 0,02g
Ginásios, recintos desportivos,
salas de dança e salas de concerto
a ≤ 0,05g
Se os efeitos acústicos forem
pequenos e se as vibrações
afectarem apenas as pessoas no
pavimento cuja vibração se está a
analisar, o limite pode passar a
0,10g.
O cálculo de frequências próprias ou a análise dinâmica podem ser dispensados sempre que as flechas,
devidas às cargas permanentes e à parcela frequente das sobrecargas, sejam inferiores a 28 mm, em edifícios
correntes, ou a 10 mm, em estruturas de ginásios ou edifícios com funções semelhantes.
o) NA–BB.1.3(3)B
O valor 0,75 L, em que L é o comprimento da barra, só pode ser adoptado para comprimento de encurvadura
na direcção normal ao plano da estrutura quando tal for devidamente justificado com base na rigidez de
torção das cordas e/ou a rigidez de flexão de elementos concorrentes nos nós das barras. Se tal não for
possível, deve adoptar-se o valor L para esse comprimento de encurvadura.
NA.3 – Utilização dos Anexos informativos A, B, AB e BB
Em Portugal, os Anexos AB e BB mantêm o carácter informativo e os Anexos A e B passam a ter carácter
normativo.
Os Anexos de carácter informativo só poderão ser aplicados desde que tal não prejudique os Princípios
estabelecidos na presente Norma e se tenha em conta o disposto em 1.4(1), sempre que eventuais regras de
projecto resultantes da aplicação desses anexos possuam um cariz alternativo às Regras de Aplicação
estabelecidas nesta Norma.


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NA.4 – Informações complementares
NA.4.1 – Objecto
Na secção NA.4 são dadas informações complementares não contraditórias com as prescrições da presente
Norma, visando auxiliar a sua aplicação.
NA.4.2 – Informações gerais
a) Relação da NP EN 1993-1-1 com outros Eurocódigos e com outras normas relativas a produtos de
construção
A NP EN 1993-1-1 faz parte de um conjunto de normas correntemente designadas por Eurocódigos
Estruturais, relativas ao projecto estrutural e geotécnico de edifícios e de outras obras de engenharia civil.
Assim, o projecto de estruturas de aço deve ter em conta o disposto nos diversos Eurocódigos que se
interligam com a presente Norma, salientando-se, no caso de Portugal, os requisitos estabelecidos na
NP EN 1998-1:2008 – “Eurocódigo 8: Projecto de estruturas para resistência aos sismos. Parte 1: Regras
gerais, acções sísmicas e regras para edifícios”, já que esses requisitos podem envolver aspectos relativos ao
cálculo ou à pormenorização dos elementos estruturais.
O projecto de estruturas de aço deve igualmente satisfazer os requisitos de todas as outras normas e
especificações aplicáveis. De entre essas normas têm particular relevância as relativas ao aço estrutural.
NA.4.3 – Informações específicas
a) Imperfeições para a análise global dos pórticos (5.3.2(3))
Chama-se a atenção para o facto de as designações “análise elástica” e “análise plástica” que figuram no Quadro
5.1 dizerem respeito ao método de verificação da resistência da secção (e não ao método utilizado para determinar
os esforços na barra ou na estrutura).
b) Coeficiente C1 (Anexo A)
O coeficiente C1 é uma constante que figura na expressão do momento crítico de encurvadura lateral de
vigas, cujo valor depende das condições de apoio e carregamento e deve ser obtido de literatura
especializada, nomeadamente:
– Boissonnade N, Greiner R. Jaspart, JP e Lindher J (2006) – Rules for Member Stability in EN 1993-1-1-
Background Documentation and Guidelines , ECCS publications N.º 119
– Reis, A. e Camotim, D. – Estabilidade Estrutural, Mc Graw Hill, 2001
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NA.5 – Correspondência entre documentos normativos (títulos sujeitos a alteração)
Referência da EN Referência da NP Título da NP
EN 1990:2002 NP EN 1990:2008 Eurocódigo: Bases para o projecto de estruturas
EN 1991-1-1:2002 NP EN 1991-1-1:2008
Eurocódigo 1: Acções em estruturas. Parte 1.1:
Acções gerais – Pesos volúmicos, pesos próprios,
sobrecargas em edifícios
EN 1991-1-2:2002 NP EN 1991-1-2:2008
Eurocódigo 1: Acções em estruturas. Parte 1.2:
Acções gerais – Acções em estruturas expostas ao
fogo
EN 1991-1-3:2003 NP EN 1991-1-3:2008
Eurocódigo 1: Acções em estruturas. Parte 1.3:
Acções gerais – Acções da neve
EN 1991-1-4:2005 NP EN 1991-1-4:2008
Eurocódigo 1: Acções em estruturas. Parte 1.4:
Acções gerais – Acções do vento
EN 1991-1-5:2003 NP EN 1991-1-5:2008
Eurocódigo 1: Acções em estruturas. Parte 1.5:
Acções gerais – Acções térmicas
EN 1993-1-1:2005 NP EN 1993-1-1:2008
Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço. Parte 1.1:
Regras gerais e regras para edifícios
EN 1993-1-2:2005 NP EN 1993-1-2:2008
Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço. Parte 1.2:
Regras gerais – Verificação da resistência ao fogo
EN 1993-1-5:2006 NP EN 1993-1-5:2008
Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço. Parte 1.5:
Elementos de placa
EN 1993-1-8:2005 NP EN 1993-1-8:2008
Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço. Parte 1.8:
Projecto das ligações
EN 1993-1-9:2005 NP EN 1993-1-9:2008
Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço. Parte 1.9:
Fadiga
EN 1993-1-10:2005 NP EN 1993-1-10:2008
Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço. Parte 1.10:
Tenacidade dos materiais e propriedades no sentido da
espessura
EN 10025-2:2004 NP EN 10025-2:2007
Produtos laminados a quente de aços de construção.
Parte 2: Condições técnicas de fornecimento para aços
de construção não ligados

Preâmbulo Nacional
A presente Norma substitui a NP ENV 1993-1-1:1998 e constitui a versão oficial portuguesa da EN 1993-1-1:2005 + AC:2005, a qual faz parte de um conjunto de normas integrantes do Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço. Esta Norma constitui a Parte 1-1 do Eurocódigo 3 e diz respeito às regras gerais a adoptar no projecto de edifícios e de outras obras de engenharia civil de aço. Nas restantes Partes do mesmo Eurocódigo são tratadas as regras complementares a adoptar no projecto de certos tipos de estruturas, na utilização de determinados materiais e na verificação da segurança em situações particulares, bem como na verificação da resistência ao fogo das estruturas de aço. A aplicação desta Norma em Portugal deve obedecer às disposições constantes do respectivo Anexo Nacional NA, que dela faz parte integrante. Neste Anexo são nomeadamente concretizadas as prescrições explicitamente deixadas em aberto no corpo do Eurocódigo para escolha nacional, denominadas Parâmetros Determinados a nível Nacional (NDP).

NORMA EUROPEIA EUROPÄISCHE NORM NORME EUROPÉENNE EUROPEAN STANDARD
ICS: 91.010.30; 91.080.10

EN 1993-1-1
Maio 2005

AC
Dezembro 2005

Substitui a ENV 1993-1-1:1992

Versão portuguesa Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço Parte 1-1: Regras gerais e regras para edifícios

Eurocode 3: Bemessung und Konstruktion von Stahlbauten Teil 1-1: Allgemeine Bemessungsregeln und Regeln für den Hochbau

Eurocode 3: Calcul des structures en acier Partie 1-1: Règles générales et règles pour les bâtiments

Eurocode 3: Design of steel structures Part 1-1: General rules and rules for buildings

A presente Norma é a versão portuguesa da Norma Europeia EN 1993-1-1:2005 + AC:2005, e tem o mesmo estatuto que as versões oficiais. A tradução é da responsabilidade do Instituto Português da Qualidade. Esta Norma Europeia e a sua Errata foram ratificadas pelo CEN em 2004-04-16 e 2005-12-21, respectivamente. Os membros do CEN são obrigados a submeter-se ao Regulamento Interno do CEN/CENELEC que define as condições de adopção desta Norma Europeia, como norma nacional, sem qualquer modificação. Podem ser obtidas listas actualizadas e referências bibliográficas relativas às normas nacionais correspondentes junto do Secretariado Central ou de qualquer dos membros do CEN. A presente Norma Europeia e a sua Errata existem nas três versões oficiais (alemão, francês e inglês). Uma versão noutra língua, obtida pela tradução, sob responsabilidade de um membro do CEN, para a sua língua nacional, e notificada ao Secretariado Central, tem o mesmo estatuto que as versões oficiais. Os membros do CEN são os organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça.

CEN
Comité Europeu de Normalização Europäisches Komitee für Normung Comité Européen de Normalisation European Committee for Standardization Secretariado Central: rue de Stassart 36, B-1050 Bruxelas

© 2005 Direitos de reprodução reservados aos membros do CEN Ref. n.º EN1993-1-1:2005 + AC:2005 Pt

..1 Requisitos gerais.............................................................................................13 1.1.....................1..........................................29 2...........12 1 Generalidades...............................................................4 Verificação pelo método dos coeficientes parciais..........................11 Anexo Nacional da EN 1993-1-1 ........................................................................28 2...............................................................................................4.............................................................2 Referências normativas.........................................29 2.......9 Antecedentes do programa dos Eurocódigos........................................................................26 2 Bases para o projecto ..........................1 Normas gerais de referência ...............................................10 Normas nacionais de implementação dos Eurocódigos................11 Ligações entre os Eurocódigos e as especificações técnicas harmonizadas (EN e ETA) relativas aos produtos..................28 2...............................1 Requisitos ...............................................................................................................................................................................................................................................................................................1 Campo de aplicação do Eurocódigo 3 ...................................................................2 Gestão da fiabilidade ................................................................................................16 1.....13 1...................................................................................................................14 1...7 Convenções para os eixos dos elementos .............................................2.....1 Objectivo e campo de aplicação ...13 1..........................5 Termos e definições........28 2.............1 Acções e influências ambientais.........................................................................................30 ....................................................................9 Estatuto e campo de aplicação dos Eurocódigos ...................................................................................................................2 Normas de referência relativas a aço de construção soldável.................29 2.....1..........14 1.... 4 de 116 Para voto final da CT 115 Índice Página Preâmbulo Nacional ...................................................................................................3 Pressupostos...............3.6 Símbolos .......................................................................................................................................2 Campo de aplicação da Parte 1-1 do Eurocódigo 3 .........................................2 Princípios para a verificação da segurança em relação aos estados limites......................................................1Valores de cálculo das propriedades dos materiais ..............................................................................................3 Variáveis básicas .....30 2............................................29 2....................................................................................15 1.3..................................................................................................................................................................................................................................................................................4 Distinção entre Princípios e Regras de Aplicação ...............................................................................2 Preâmbulo ........................................................28 2..3 Tempo de vida útil de projecto.................................................................................................................15 1............2 Propriedades dos materiais e dos produtos .......................................................................................................................NP EN 1993-1-1 2008 p...................1...............................................................15 1..1..................................................................................................................................................................2........................................................................................................................11 Informações adicionais específicas da EN 1993-1 ...........................28 2.........14 1........14 1.............................................................................................................. durabilidade e robustez ...........

................1 Modelação estrutural e hipóteses fundamentais .......................................................................4........ 5 de 116 2................................47 5.............3 Dispositivos de ligação...................................2 Modelação das ligações.......................30 2.....................................................................................................36 5........1 Elementos de ligação.......4 Imperfeições dos elementos ..........................4....3..........................................1 Generalidades ...39 5...............................................................34 3............................................................................................................................1................................31 3...............................................................................31 3..............................................................................................................................................2..................2....................................35 3...............................................35 3.....................4 Verificação do equilíbrio estático (EQU)...................................................................................................44 5.......................................................35 5 Análise estrutural .....................4......................................................................................35 5....................................2 Análise global.......2.......................................................6 Valores de cálculo das propriedades dos materiais ............................................3 Interacção terreno-estrutura.....30 2............................................................35 5...........30 2..................31 3............................3.....1................30 3 Materiais ...............................4 Métodos de análise considerando o comportamento não linear dos materiais.......2........................38 5...............................................................................................................................................................2 Consumíveis para soldadura......................................................................................................4........1 Efeitos da configuração deformada da estrutura ................................34 3.............................................................................1 Propriedades dos materiais ..................................................2.............3.................................3 Imperfeições .........................................................3 Valores de cálculo das resistências..................................47 5..............................2.......................................................................................................................35 3.....................................................2 Imperfeições para a análise global de pórticos.36 5.........................35 4 Durabilidade ......4 Propriedades segundo a espessura...........2 Estabilidade estrutural de pórticos ........................1 Generalidades ..................................36 5......2 Valores de cálculo das características geométricas ................................................4 Outros produtos pré-fabricados utilizados em edifícios ............................................................................................5 Tolerâncias ..............................................2............................................................35 5.............................................................3 Imperfeições para a análise dos sistemas de contraventamento ..................................................31 3................................................................................................................................2............................................................................1......................34 3.........33 3...............1 Bases...................................................Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p..............3 Resistência à rotura frágil (Tenacidade).............................................2 Aço estrutural ................................................................................................................................................................................................36 5...............3....................................................................................1 Modelação estrutural para a análise ..............................................3..............................3..................................................................................2 Requisitos de ductilidade.......5 Projecto com apoio experimental ......................47 ....31 3...............................................................................................40 5.39 5....................................................

.....................................................4...................63 6..............3 Análise global plástica......3........48 5.............................................2.............................54 6.................................................1 Generalidades ...........................2 Resistência das secções transversais................2...................................................................................3 Elementos uniformes em flexão composta com compressão ...............................................................67 6..2...............................................................5..3 Elementos comprimidos associados por travessas........4..3 Resistência dos elementos à encurvadura................2 Elementos comprimidos de estrutura triangulada.....59 6.............................2........1 Generalidades ............................4...........4..........................................................................................58 6......................................................................1 Generalidades ..86 6.....................55 6..............................................3......................................NP EN 1993-1-1 2008 p...........3 Tracção ...80 6.................................................................................................58 6...................5 Momento flector ...........................47 5..........................................67 6........................................................................2 Propriedades das secções..........................................2.................61 6................................................................60 6...................................77 6............................................................... Área útil ....................................................................................................54 6......................................................................76 6...5 Encurvadura lateral de elementos com rótulas plásticas ..............................3........................................................................................................2..............................................................................80 6..............................1 Bases......6 Requisitos das secções transversais para uma análise global plástica ........................................54 6............3.55 6......6 Esforço transverso ...............................................................71 6......................................................................................................................................2 Classificação..................................................49 5..............................................................10 Flexão composta com esforço transverso .........................4.........................................50 6 Estados limites últimos ......................3..........................48 5............4 Compressão ................................................................................................................2 Elementos uniformes em flexão .2........................................................................................7 Torção..............................................................................................................................2................................................................................................................4 Elementos compostos com montantes pouco afastados ............................87 ...................................................2.................................................. 6 de 116 Para voto final da CT 115 5...............................................66 6...............................................9 Flexão composta .....48 5...........................................1 Elementos uniformes comprimidos ...8 Flexão com esforço transverso ............................................................................................................................................2.54 6............................................................................................................64 6............83 6...........2...............................................2.....................................................................................................................2 Análise global elástica ...5 Classificação das secções transversais...............................................................................4 Método geral de verificação da encurvadura por flexão e da encurvadura lateral de componentes estruturais......................................................5.78 6...............................4.4 Elementos compostos uniformes solicitados à compressão ....................................

.................................1 Travamentos laterais contínuos............96 AB...........................................................................1 Elementos uniformes constituídos por perfis laminados ou por perfis soldados em I de dimensões equivalentes ...............................106 Anexo Nacional NA ...........................................................96 Anexo BB (informativo) Encurvadura de componentes de estruturas de edifícios............ 7 de 116 7 Estados limites de utilização.........................................................................................3.......................................................1....................................................................2 Disposições simplificadas para o projecto de vigas de pavimento contínuas.......93 indicada em 6....................................3 Elementos com secção tubular .......3(4)....109 Introdução....2 Estados limites de utilização para os edifícios ...............................2 Cantoneiras utilizadas como elementos de alma.....................................................................................................................................................................................89 7.................88 7.........................98 BB..1............................................................1 – Campo de aplicação.............................3.................................................2 Elementos laminados ou soldados equivalentes de secção em I com esquadro de reforço ou secção variável ............98 BB...............................................................................................................................................97 BB.....3...........................................3....................2....................................................................... em relação à encurvadura fora do plano de troços de elementos contendo rótulas plásticas.1 Generalidades......................................1 Deslocamentos verticais ..............................97 BB.............................................3 Coeficientes de correcção para diagramas de momentos flectores variáveis que actuam em elementos travados lateralmente ao longo do banzo traccionado.................................................................109 ...2 Travamentos contínuos ..........100 BB.....................................................2.........................2 Travamentos à torção contínuos ..88 7...........2.............................................................97 BB.........................................................................89 7...............................3.........2 Deslocamentos horizontais.....................93 Anexo AB (informativo) Disposições de projecto adicionais ...................................................................................................................................................1 Análise estrutural tomando em consideração a não linearidade material ...............................96 AB.....................................................................100 BB.....................................3(4)........109 NA..........................1Generalidades .............................................................................................................................................90 Anexo B (informativo) Método 2: Factores de interacção kij para a fórmula de interacção ...........................................104 BB.....1...............................................89 7............................................................2............................................................................................3 Efeitos dinâmicos ....1 Encurvadura por flexão de elementos de estruturas trianguladas e terliçadas ............................................................................................................................................................................................Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p...2..97 BB................3 Comprimentos estáveis......................98 BB....................................................................................89 Anexo A (informativo) Método 1: Factores de interacção kij para a fórmula de interacção indicada em 6........................................................................98 BB............................................

..........................................................113 NA.....................114 NA..2 – Princípios e Regras de Aplicação sem prescrições a nível nacional ............2 – Informações gerais .................................................................................................................114 NA..............2....115 .................... B................................... AB e BB.................................................................................5 – Correspondência entre documentos normativos .1 – Generalidades.....................................................2..............................................NP EN 1993-1-1 2008 p..................................................114 NA..........110 NA.............................4.....3 – Utilização dos Anexos informativos A..............................................................109 NA.............................. 8 de 116 Para voto final da CT 115 NA....3 – Informações específicas ........................................2 – Parâmetros Determinados a nível Nacional (NDP) ....2..........1 – Objecto.....109 NA.........114 NA..................................................................................109 NA.......................................4 – Informações complementares ................................................................4..................4.......................3 – Princípios e Regras de Aplicação com prescrições a nível nacional ...........

através de uma série de mandatos. Áustria. Portugal. Em 1989. com base num acordo(1) entre a Comissão e o CEN. assim como as Directivas da EFTA equivalentes destinadas à instituição do mercado interno). baseado no artigo 95º do Tratado. as substituiriam. a Comissão. Luxemburgo. Eslováquia. a preparação e a publicação dos Eurocódigos para o CEN. O objectivo do programa era a eliminação de entraves técnicos ao comércio e a harmonização das especificações técnicas. seja por publicação de um texto idêntico. posteriormente. A CEN/TC 250 é responsável por todos os Eurocódigos Estruturais. República Checa. Reino Unido. que conduziu à primeira geração de regulamentos europeus na década de 80. . Eslovénia. liga. 92/50/CEE e 89/440/CEE do Conselho relativas a obras públicas e serviços. com a ajuda de uma Comissão Directiva com representantes dos EstadosMembros. Islândia. e as normas nacionais divergentes devem ser anuladas o mais tardar em Março de 2010. França. cada uma das quais é. Suécia e Suíça. as quais. geralmente. Lituânia. Chipre. Países Baixos. No âmbito deste programa de acção. numa primeira fase. Durante quinze anos.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. Irlanda. Polónia. A esta Norma Europeia deve ser atribuído o estatuto de Norma Nacional. Antecedentes do programa dos Eurocódigos Em 1975. o mais tardar em Novembro de 2005. seja por adopção. a Comissão tomou a iniciativa de elaborar um conjunto de regras técnicas harmonizadas para o projecto de obras de construção. Dinamarca. O programa relativo aos Eurocódigos Estruturais inclui as seguintes normas. Estónia. A presente Norma substitui a ENV 1993-1-1. de facto. 9 de 116 Preâmbulo A presente Norma foi elaborada pela Comissão Técnica CEN/TC 250 "Structural Eurocodes". Itália. orientou o desenvolvimento do programa dos Eurocódigos. Hungria. transferir. Grécia. constituída por diversas partes: EN 1990 Eurocódigo: Bases para o projecto de estruturas EN 1991 Eurocódigo 1: Acções em estruturas EN 1992 Eurocódigo 2: Projecto de estruturas de betão EN 1993 Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço EN 1994 Eurocódigo 4: Projecto de estruturas mistas aço-betão (1) Acordo entre a Comissão das Comunidades Europeias e o Comité Europeu de Normalização (CEN) relativo ao trabalho sobre os Eurocódigos para o projecto de edifícios e de outras obras de engenharia civil (BC/CEN/03/89). tendo em vista conferir-lhes no futuro a categoria de Norma Europeia (EN). a Comissão da Comunidade Europeia optou por um programa de acção na área da construção. Espanha. cujo secretariado é assegurado pela BSI. Tal. a Comissão e os Estados-Membros da UE e da EFTA decidiram. Letónia. serviriam como alternativa para as regras nacionais em vigor nos Estados-Membros e que. a presente Norma Europeia deve ser implementada pelos organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha. Noruega. os Eurocódigos às disposições de todas as directivas do Conselho e/ou decisões da Comissão em matéria de normas europeias (por exemplo. Malta. Bélgica. a Directiva 89/106/CEE do Conselho relativa a produtos de construção – DPC – e as Directivas 93/37/CEE. Finlândia. De acordo com o Regulamento Interno do CEN/CENELEC.

Por conseguinte. têm uma relação directa com os documentos interpretativos(2) referidos no artigo 12º da DPC. (2) De acordo com o n. como base para a especificação de contratos de trabalhos de construção e de serviços de engenharia a eles associados.NP EN 1993-1-1 2008 p. de facto. nestes casos.º 1 – Resistência mecânica e estabilidade – e a Exigência Essencial n. Os Eurocódigos fornecem regras comuns de cálculo estrutural para a aplicação corrente no projecto de estruturas e dos seus componentes. dado que dizem respeito às obras de construção. (3) De acordo com o artigo 12º da DPC. os Documentos Interpretativos devem: a) concretizar as exigências essenciais harmonizando a terminologia e as bases técnicas e indicando. sempre que necessário. Elementos construtivos ou condições de cálculo não usuais não são especificamente incluídos. como base para a elaboração de especificações técnicas harmonizadas para os produtos de construção (EN e ETA). embora sejam de natureza diferente da das normas harmonizadas relativas aos produtos(3). as exigências essenciais (EE) traduzir-se-ão em Documentos Interpretativos que estabelecem as ligações necessárias entre as exigências essenciais e os mandatos para a elaboração de normas europeias (EN) harmonizadas e guias de aprovação técnica europeia (ETAG). Os Eurocódigos. métodos de cálculo e de ensaio. os aspectos técnicos decorrentes dos Eurocódigos devem ser considerados de forma adequada pelas Comissões Técnicas do CEN e/ou pelos Grupos de Trabalho da EOTA envolvidos na elaboração das normas relativas aos produtos. nos casos em que estas continuem a variar de Estado para Estado. regras técnicas de concepção de projectos. e das próprias aprovações técnicas europeias (ETA). c) servir de referência para o estabelecimento de normas europeias harmonizadas e de guias de aprovação técnica europeia. a nível nacional. particularmente a Exigência Essencial n. tendo em vista a obtenção de uma compatibilidade total destas especificações técnicas com os Eurocódigos.° 2 – Segurança contra incêndios. Estatuto e campo de aplicação dos Eurocódigos Os Estados-Membros da UE e da EFTA reconhecem que os Eurocódigos servem de documentos de referência para os seguintes efeitos: – como meio de comprovar a conformidade dos edifícios e de outras obras de engenharia civil com as exigências essenciais da Directiva 89/106/CEE do Conselho. – – Os Eurocódigos. b) indicar métodos de correlação entre essas classes ou níveis de exigências e as especificações técnicas. assegurar o apoio especializado necessário. . de natureza quer tradicional quer inovadora. etc. devendo o projectista. 10 de 116 Para voto final da CT 115 EN 1995 Eurocódigo 5: Projecto de estruturas de madeira EN 1996 Eurocódigo 6: Projecto de estruturas de alvenaria EN 1997 Eurocódigo 7: Projecto geotécnico EN 1998 Eurocódigo 8: Projecto de estruturas para resistência aos sismos EN 1999 Eurocódigo 9: Projecto de estruturas de alumínio Os Eurocódigos reconhecem a responsabilidade das autoridades regulamentadoras de cada Estado-Membro e salvaguardaram o seu direito de estabelecer os valores relacionados com questões de regulamentação da segurança.º 3 do artigo 3º da DPC. desempenham um papel semelhante na área da EE 1 e de uma parte da EE 2. por exemplo.. classes ou níveis para cada exigência.

para a formulação dos seus requisitos específicos). Informações adicionais específicas da EN 1993-1 A EN 1993 destina-se a ser utilizada com os Eurocódigos EN 1990 – Bases para o projecto de estruturas. a utilizar no projecto de edifícios e de outras obras de engenharia civil no país em questão. projectistas e construtores.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. EN 1993-2 a EN 1993-6.3. designados por Parâmetros Determinados a nível Nacional. A EN 1993-1 compreende doze Subpartes. etc).2 do Documento Interpretativo n.3. todas as informações que acompanham a marcação CE dos produtos de construção que fazem referência aos Eurocódigos devem indicar. dados específicos do país (geográficos. nomeadamente: – valores dos coeficientes parciais e/ou classes. informações complementares não contraditórias para auxílio do utilizador na aplicação do Eurocódigo. e também 4. . estados limites ou materiais específicos. cada uma das quais trata de componentes de aço. – – – – Ligações entre os Eurocódigos e as especificações técnicas harmonizadas (EN e ETA) relativas aos produtos É necessária uma consistência entre as especificações técnicas harmonizadas relativas aos produtos de construção e as regras técnicas relativas às obras(4). mapa de zonamento da neve. A EN 1993-1 poderá também ser utilizada para os casos de projecto não abrangidos pelos Eurocódigos (outras estruturas. A EN 1993-1 destina-se a ser utilizada por: – comissões de redacção de normas relativas a materiais e a normas de ensaio e de execução relacionadas com o projecto. Apresenta regras de cálculo genéricas destinadas a serem utilizadas com as outras Partes. outras acções. – – (4) Ver n. donos de obra (por exemplo. 4. claramente.2 e 5. valores para serem utilizados nos casos em que apenas um símbolo é apresentado no Eurocódigo. EN 1993-1-1 a EN 1993-1-12. e ser também seguido de um Anexo Nacional. quais os Parâmetros Determinados a nível Nacional que foram tidos em conta. EN 1991 – Acções em estruturas e EN 1992 a EN 1999. 4. nos casos em que são apresentadas alternativas no Eurocódigo.1. A EN 1993-1 é a primeira de seis Partes da EN 1993 – Projecto de estruturas de aço. 11 de 116 Normas nacionais de implementação dos Eurocódigos As normas nacionais de implementação dos Eurocódigos incluirão o texto completo do Eurocódigo (incluindo anexos). quando as estruturas de aço ou de componentes de aço neles são referidas. Apresenta também regras complementares específicas para edifícios. O Anexo Nacional só poderá conter informações sobre os parâmetros deixados em aberto no Eurocódigo para escolha nacional.2.º 3 do artigo 3º e artigo 12º da DPC. Além disso. servindo como documento de referência para outras Comissões Técnicas do CEN no que respeita a questões relativas a estruturas. climáticos. outros materiais).º 1. por exemplo. o qual poderá ser precedido de uma página de título e de um preâmbulo nacionais. o procedimento a utilizar nos casos em que sejam apresentados procedimentos alternativos no Eurocódigo. conforme publicado pelo CEN.

A opção nacional é permitida na EN 1993-1-1 em: – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – 2.3.1(3) 5.3.4(1)B 6.1. Anexo Nacional da EN 1993-1-1 Esta Norma estabelece procedimentos alternativos e valores.2(11) 5.2.3.2.2.2(1)B 7. de modo a proporcionarem um nível de fiabilidade aceitável.2.2.3.2(8) 5.4(3) 6.NP EN 1993-1-1 2008 p.1(1)B 6.3(1)B BB.1(1) 3.3.3(1)P 3.2(1) 3.2.2.1(1) 6.3(3)B 3.3.2(2) 6.2(3) 5.2.2.3(5) 6.2.2.1(1) 3.2.3.1(2) 3. 12 de 116 Para voto final da CT 115 – autoridades competentes.3(3)B .3(2) 6. os quais foram seleccionados admitindo a aplicação de um nível adequado de mão-de-obra e de gestão da qualidade. São recomendados valores numéricos para os coeficientes parciais e para outros parâmetros de fiabilidade.3. recomenda classes e inclui notas indicando onde poderão ter de ser feitas opções nacionais.3. a Norma Nacional de implementação da EN 1993-1 deverá ter um Anexo Nacional que contenha todos os Parâmetros Determinados a nível Nacional para o projecto de estruturas de aço a serem construídas no país a que diz respeito.4(1)B 5. Por este motivo.1(1)B 7.3.2.2.3(1) 6.4(2)B 6.2.3.4(1) 7.

considerados outros requisitos tais como. . “General rules and rules for buildings”. “Actions on structures” ENs. durabilidade e resistência ao fogo das estruturas de aço. Obedece aos princípios e requisitos de segurança e de utilização das estruturas e às bases para o seu projecto e verificação indicadas na EN 1990. por exemplo. “Basis of structural design” EN 1991∗.1 Campo de aplicação do Eurocódigo 3 (1) O Eurocódigo 3 aplica-se ao projecto de edifícios e de outras obras de engenharia civil de aço. os relativos ao isolamento térmico ou acústico.1 Objectivo e campo de aplicação 1. (3) O Eurocódigo 3 destina-se a ser utilizado em conjunto com: – – – – – EN 1990*.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. (6) A EN 1993-1.1. tanks and pipelines Design of steel structures: Piling Design of steel structures: Crane supporting structures (5) As EN 1993-2 a EN 1993-6 fazem referência às regras gerais da EN 1993-1. Não são. masts and chimneys Design of steel structures: Silos. 13 de 116 1 Generalidades 1. As regras das EN 1993-2 a EN 1993-6 complementam as regras gerais da EN 1993-1. é constituída por: EN 1993-1-1∗ EN 1993-1-2∗ EN 1993-1-3 EN 1993-1-4 EN 1993-1-5∗ EN 1993-1-6 EN 1993-1-7 Design of steel structures: General rules and rules for buildings Design of steel structures: Structural fire design Design of steel structures : Cold-formed thin gauge members and sheeting Design of steel structures : Stainless steels Design of steel structures : Plated structural elements Design of steel structures : Strength and stability of shell structures Design of steel structures : Strength and stability of planar plated structures transversely loaded EN 1993-1-8∗ Design of steel structures : Design of joints EN 1993-1-9∗ Design of steel structures : Fatigue strength of steel structures EN 1993-1-10∗ Design of steel structures : Selection of steel for fracture toughness and through-thickness properties EN 1993-1-11 Design of steel structures : Design of structures with tension components made of steel EN 1993-1-12 Design of steel structures : Supplementary rules for high strength steel * NOTA NACIONAL: No Anexo Nacional NA são indicadas as normas portuguesas equivalentes. portanto. (2) O Eurocódigo 3 trata apenas dos requisitos de resistência. ETAGs e ETAs relativas aos produtos de construção relevantes para as estruturas de aço EN 1090 Execution of steel structures – Technical requirements EN 1992 a EN 1999 quando se faz referência a estruturas ou a componentes de aço (4) O Eurocódigo 3 está subdividido em várias Partes: EN 1993-1 EN 1993-2 EN 1993-3 EN 1993-4 EN 1993-5 EN 1993-6 Design of steel structures: General rules and rules for buildings Design of steel structures: Steel bridges Design of steel structures: Towers. utilização.

Estas referências normativas são citadas nos lugares apropriados do texto e as normas são listadas a seguir. ver a EN 1993-1-3.2 Campo de aplicação da Parte 1-1 do Eurocódigo 3 (1) A EN 1993-1-1 estabelece os princípios de base para o projecto de estruturas de aço com componentes de espessura t ≥ 3 mm. (7) A secção 6 estabelece regras pormenorizadas para a verificação da segurança de secções e elementos. 1. 1. Para as referências não datadas. (8) A secção 7 estabelece regras relativas aos estados limites de utilização. as emendas ou revisões subsequentes de qualquer destas normas só se aplicam à presente Norma se nela incorporadas por emenda ou revisão. (5) A secção 4 estabelece regras gerais relativas à durabilidade. (2) A EN 1993-1-1 trata dos seguintes assuntos: Secção 1: Secção 2: Secção 3: Secção 4: Secção 5: Secção 6: Secção 7: Generalidades Bases para o projecto Materiais Durabilidade Análise estrutural Estados limites últimos Estados limites de utilização (3) As secções 1 e 2 contêm regras adicionais às estabelecidas na EN 1990. disposições relativas a outras normas. ou seja ( )B. (6) A secção 5 refere-se à análise de estruturas cujo comportamento global pode ser determinado. datada ou não. por referência.2.NP EN 1993-1-1 2008 p. 14 de 116 Para voto final da CT 115 1. aplica-se a última edição da norma referida (incluindo as emendas). . modelando os elementos como peças lineares. Bases para o projecto de estruturas.2.2 Referências normativas A presente Norma inclui. NOTA: No caso de elementos de parede fina enformados a frio ou chapas com espessura t < 3 mm. Inclui também disposições suplementares para o projecto estrutural de edifícios de aço. com precisão suficiente.1.1 Normas gerais de referência EN 1090 EN ISO 12944 EN 1461 Execution of steel structures – Technical requirements Paints and varnishes – Corrosion protection of steel structures by protective paint systems Hot dip galvanized coatings on fabricated iron and steel articles – Specifications and test methods 1. (4) A secção 3 refere-se às propriedades dos materiais de produtos fabricados com aços estruturais de baixa liga. Para referências datadas. Essas disposições suplementares são indicadas pela letra “B” colocada a seguir ao número do parágrafo.2 Normas de referência relativas a aço de construção soldável EN 10025-1:2004 Hot-rolled products of structural steels – Part 1: General delivery conditions EN 10025-2:2004* Hot-rolled products of structural steels – Part 2: Technical delivery conditions for nonalloy structural steels * NOTA NACIONAL: No Anexo Nacional NA são indicadas as normas portuguesas equivalentes.

5. 1. compreendendo vários elementos estruturais ligados entre si e projectados para resistirem.5. nos quais as características estruturais dos elementos e ligações têm de ser consideradas explicitamente na análise global. nos quais não é necessário que as ligações resistam a momentos. 1. 1.4 Distinção entre Princípios e Regras de Aplicação (1) Aplicam-se as regras indicadas na EN 1990. 15 de 116 EN 10025-3:2004 EN 10025-4:2004 EN 10025-5:2004 EN 10025-6:2004 EN 10164:1993 EN 10210-1:1994 EN 10219-1:1997 Hot-rolled products of structural steels – Part 3: Technical delivery conditions for normalized / normalized rolled weldable fine grain structural steels Hot-rolled products of structural steels – Part 4: Technical delivery conditions for thermomechanical rolled weldable fine grain structural steels Hot-rolled products of structural steels – Part 5: Technical delivery conditions for structural steels with improved atmospheric corrosion resistance Hot-rolled products of structural steels – Part 6: Technical delivery conditions for flat products of high yield strength structural steels in the quenched and tempered condition.4.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.1 pórtico Totalidade ou parte de uma estrutura. às acções aplicadas. contínuos. este termo refere-se a pórticos propriamente ditos e a estruturas trianguladas. mas cuja análise estrutural é efectuada separadamente. 1.3 Pressupostos (1) Além dos pressupostos gerais da EN 1990. nos quais só as características estruturais dos elementos têm de ser consideradas na análise global.5. 1. – – . este termo engloba tanto estruturas planas como tridimensionais. simples. (2) Os termos e definições indicados seguidamente são utilizados na EN 1993-1-1 com os seguintes significados: 1.5. 1.5 Termos e definições (1) Aplicam-se as regras indicadas na EN 1990.2 subestrutura Pórtico que constitui uma parte de um outro pórtico. em conjunto. Steel products with improved deformation properties perpendicular to the surface of the product – Technical delivery conditions Hot finished structural hollow sections of non-alloy and fine grain structural steels – Part 1: Technical delivery requirements Cold formed hollow sections of structural steel – Part 1: Technical delivery requirements 1.3 tipo de modelo estrutural Designações utilizadas para fazer a distinção entre modelos de pórticos: – semicontínuos. aplicam-se as seguintes hipóteses: – o fabrico e a montagem são realizados de acordo com a EN 1090.

1. é tomado em consideração na verificação da segurança através da consideração de larguras “efectivas” reduzidas dos banzos. Secção 1 x-x y-y z-z u-u v-v b h d tw tf r eixo longitudinal de um elemento eixo de uma secção transversal eixo de uma secção transversal eixo principal de maior inércia (quando não coincide com o eixo y-y) eixo principal de menor inércia (quando não coincide com o eixo z-z) largura de uma secção transversal altura de uma secção transversal altura da parte recta de uma alma espessura da alma espessura do banzo raio de concordância . Alguns símbolos poderão ter vários significados.5. 1.4 análise global Determinação de uma distribuição de esforços na estrutura. em tudo o resto idêntico ao elemento ou segmento de elemento considerado.6 comprimento de encurvadura Comprimento teórico de um elemento articulado nas duas extremidades.5. 1. 1. medida sobre um dado plano. 1.5. que esteja em equilíbrio com as acções aplicadas e seja consistente com o método de análise adoptado.5 comprimento teórico Distância. 16 de 116 Para voto final da CT 115 1.5. entre dois pontos adjacentes de um elemento que estejam contraventados nesse plano ou correspondam a uma das suas extremidades.8 “capacity design” Método de dimensionamento que visa garantir que se atinge a capacidade de deformação plástica de um elemento.5.6 Símbolos (1) Para os fins da presente Norma utilizam-se os símbolos listados seguidamente. e com a mesma resistência à encurvadura.5.9 elemento uniforme Elemento com secção transversal constante ao longo de todo o comprimento. sendo necessária para isso uma resistência adicional às suas ligações e aos elementos que lhe estão ligados.NP EN 1993-1-1 2008 p. NOTA: Os símbolos são apresentados de acordo com a ordem da sua introdução no texto da EN 1993-1-1. 1.7 efeito de"shear lag" Distribuição não uniforme de tensões em banzos largos resultante da deformação por corte. (2) São ainda utilizados outros símbolos que se definem quando são referidos pela primeira vez.

resultante das restrições à contracção do metal de base em contacto com o material de adição numa soldadura valor de cálculo resistente de Z módulo de elasticidade módulo de distorção coeficiente de Poisson em regime elástico coeficiente de dilatação térmica linear Secção 5 αcr FEd factor pelo qual as acções de cálculo teriam que ser multiplicadas para provocar a instabilidade elástica num modo global valor de cálculo da carga que actua na estrutura . 17 de 116 r1 r2 t raio de concordância raio do bordo espessura Secção 2 Pk Gk XK Xn Rd Rk γM γMi γMf η ad valor nominal do efeito do pré-esforço aplicado durante a construção valor nominal do efeito das acções permanentes valores característicos das propriedades dos materiais valores nominais das propriedades dos materiais valor de cálculo da resistência valor característico da resistência coeficiente parcial de segurança (em geral) coeficiente parcial de segurança (caso particular) coeficiente parcial de segurança para a fadiga factor de conversão valor de cálculo de uma grandeza geométrica Secção 3 fy fu Reh Rm A0 εy εu ZEd ZRd E G ν α tensão de cedência resistência última tensão de cedência de acordo com as normas dos produtos tensão de rotura de acordo com as normas dos produtos área inicial da secção transversal extensão de cedência extensão de rotura valor de cálculo de Z a considerar.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.

18 de 116 Fcr HEd VEd Para voto final da CT 115 carga crítica associada à instabilidade elástica num modo global.k valor mínimo do factor de amplificação dos esforços para se atingir o valor característico da resistência. determinada com base no valor da rigidez elástica inicial valor de cálculo da reacção horizontal devida às cargas horizontais reais e fictícias.d NRk α altura do piso esbelteza normalizada (adimensional) valor de cálculo do esforço normal actuante imperfeição inicial global associada à falta de verticalidade valor de base da imperfeição inicial global associada à falta de verticalidade coeficiente de redução para tomar em consideração a altura h do pórtico altura de um pórtico coeficiente de redução para tomar em consideração o número de colunas num alinhamento número de colunas num alinhamento amplitude da uma imperfeição de um elemento comprimento de um elemento amplitude do modo crítico de encurvadura elástica configuração do modo crítico de encurvadura elástica valor de cálculo da amplitude de uma imperfeição valor característico do esforço normal resistente da secção transversal condicionante factor de imperfeição " cr MRk valor característico do momento resistente da secção transversal condicionante EI η momento flector devido a ηcr na secção transversal condicionante χ coeficiente de redução para a curva de dimensionamento (de colunas à encurvadura) relevante αult. calculado sem ter em conta os efeitos de encurvadura αcr q δq qd k ε valor mínimo do factor de amplificação dos esforços que é necessário considerar para se atingir a encurvadura elástica força equivalente por unidade de comprimento deslocamento de um sistema de contraventamento no seu plano valor de cálculo da força equivalente por unidade de comprimento coeficiente para e0.Ed deslocamento horizontal relativo entre o topo e a base de um piso h λ NEd φ φ0 αh h αm m e0 L ηinit ηcr e0. determinado ao nível da base de um piso valor de cálculo da carga vertical total.d extensão MEd valor de cálculo do momento flector actuante .NP EN 1993-1-1 2008 p. determinado ao nível da base de um piso δH.

ou parte dele. medido na direcção do eixo do elemento distância entre alinhamentos de furos adjacentes medida na direcção normal ao eixo do elemento número de furos ao longo de qualquer que atravesse totalmente a largura de um elemento. em relação ao eixo z-z NRd valores de cálculo do esforço normal resistente My.Rd valor de cálculo do momento flector resistente em relação ao eixo y-y Mz.Edvalor de cálculo da máxima tensão de compressão num elemento l ε c α ψ kσ d comprimento coeficiente que depende de fy largura ou altura de parte de uma secção transversal zona comprimida de parte de uma secção transversal relação entre tensões ou entre extensões coeficiente de encurvadura de uma placa diâmetro exterior de uma secção tubular circular Secção 6 γM0 γM1 γM2 coeficiente parcial de segurança para a resistência de secções transversais de qualquer classe coeficiente parcial de segurança para a resistência dos elementos em relação a fenómenos de encurvadura.Rd valor de cálculo do momento flector resistente em relação ao eixo z-z s p n d0 eN passo em quincôncio. avaliada através de verificações individuais de cada elemento coeficiente parcial de segurança para a resistência à rotura de secções transversais traccionadas em zonas com furos de ligação σx.Ed valor de cálculo do momento flector actuante. entre eixos de dois furos consecutivos de alinhamentos adjacentes. em diagonal ou ziguezague diâmetro de um furo afastamento entre os centros de gravidade das áreas das secções efectiva (Aeff) e bruta ∆MEd valor de cálculo do momento adicional actuante devido ao afastamento entre os centros de gravidade das áreas das secções efectiva (Aeff) e bruta Aeff área efectiva de uma secção transversal Nt.Ed valor de cálculo da tensão transversal local actuante τEd NEd valor de cálculo da tensão tangencial local actuante valor de cálculo do esforço normal actuante My.Ed valor de cálculo da tensão longitudinal local actuante σz. 19 de 116 σ tensão σcom.Ed valor de cálculo do momento flector actuante.Rd valor de cálculo do esforço normal resistente de tracção . em relação ao eixo y-y Mz.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.

Rd valor de cálculo do esforço transverso plástico resistente. Venant actuante τw. Venant actuante Tw.T.Rd valor de cálculo do esforço normal plástico resistente de tracção da secção transversal útil Nc. Ed valor de cálculo do momento torsor não uniforme (de empenamento) τt.Ed valor de cálculo do momento torsor de St.Ed valor de cálculo das tensões normais longitudinais devidas ao bimomento BEd BEd valor de cálculo do bimomento Vpl.Rd valor de cálculo do esforço normal resistente à compressão de uma secção transversal Mc.Rd valores de cálculo dos momentos flectores resistentes.min módulo de flexão mínimo de uma secção transversal efectiva Af VEd área de um banzo traccionado valor de cálculo do esforço transverso actuante Af. tendo em conta a interacção com os esforços transversos MV.. 20 de 116 Para voto final da CT 115 Npl.Ed valor de cálculo das tensões tangenciais devidas à torção de St.NP EN 1993-1-1 2008 p.net área útil de um banzo traccionado Vc. reduzidos pela interacção com os esforços transversos .Ed valor de cálculo das tensões tangenciais actuantes associadas à torção não uniforme σw.Rd valor de cálculo do esforço normal resistente último da secção útil na zona com furos de ligação Anet área útil de uma secção transversal Nnet.minmódulo de flexão elástico mínimo de uma secção transversal Weff.Rd valor de cálculo do esforço normal plástico resistente da secção bruta Nu.Rd valor de cálculo do esforço transverso resistente Vpl.Rd valor de cálculo do esforço transverso plástico resistente Av η S I Aw Af TEd TRd área resistente ao esforço transverso coeficiente para calcular a área de corte momento estático momento de inércia área de uma alma área de um banzo valor de cálculo do momento torsor total actuante valor de cálculo do momento torsor resistente Tt.Rd valor de cálculo do momento flector resistente em relação a um eixo principal de uma secção transversal Wpl módulo de flexão plástico de uma secção transversal Wel. reduzido pela interacção com o momento torsor ρ coeficiente de redução para determinar os valores de cálculo dos momentos flectores resistentes.

determinado com base nas propriedades da secção transversal bruta valor da esbelteza de referência para determinar a esbelteza normalizada esbelteza normalizada associada à encurvadura de colunas por torção ou flexão-torção a0.Rd valor de cálculo do esforço normal resistente à encurvadura de um elemento comprimido χ Φ α Ncr i λ1 coeficiente de redução associado ao modo de encurvadura considerado valor para determinar o coeficiente de redução χ factor de imperfeição para a encurvadura de elementos comprimidos esforço normal crítico para o modo de encurvadura elástica considerado.TF esforço crítico de encurvadura elástica por flexão-torção Ncr. 21 de 116 MN. reduzidos pela interacção com o esforço normal n a α β eN.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. a.T esforço crítico de encurvadura elástica por torção Mb.Rd valor de cálculo do momento flector resistente à encurvadura lateral (de vigas por flexão-torção) χLT ΦLT α LT coeficiente de redução para a encurvadura lateral valor para determinar o coeficiente de redução χLT factor de imperfeição para a encurvadura lateral λ LT esbelteza normalizada para a encurvadura lateral Mcr momento crítico elástico de encurvadura lateral por perfis laminados β factor de correcção das curvas de dimensionamento à encurvadura lateral de vigas constituídas por perfis laminados λ LT . segundo o eixo z-z Weff. determinado com base nas propriedades da secção transversal bruta raio de giração relativo ao eixo considerado.y eN.mod coeficiente de redução modificado para a encurvadura lateral . b.0 comprimento do patamar das curvas de dimensionamento à encurvadura lateral de vigas constituídas χLT.z relação entre os valores de cálculo dos esforços normais actuante e plástico resistente de uma secção transversal bruta relação entre a área da alma e a área bruta de uma secção transversal parâmetro para tomar em consideração o efeito de flexão desviada parâmetro para tomar em consideração o efeito de flexão desviada afastamento entre os centros de gravidade das áreas das secções efectiva (Aeff) e bruta. c..Rd valores de cálculo dos momentos flectores resistentes.min módulo de flexão mínimo de uma secção transversal efectiva Nb. d designações das curvas de dimensionamento à encurvadura λT Ncr. segundo o eixo y-y afastamento entre os centros de gravidade das áreas das secções efectiva (Aeff) e bruta.

NP EN 1993-1-1 2008
p. 22 de 116

Para voto final da CT 115

f kc ψ Lc

factor de modificação de χLT factor de correcção para tomar em consideração o diagrama de momentos relação entre os momentos que actuam nas extremidades de um segmento de um elemento distância entre travamentos laterais esbelteza normalizada equivalente do banzo comprimido raio de giração do banzo comprimido em relação ao eixo de menor inércia da secção momento de inércia da área efectiva de um banzo comprimido em relação ao eixo de menor inércia da secção

λf
ifz Ieff,f

Aeff,f área efectiva de um banzo comprimido Aeff,w,c área efectiva da zona comprimida de uma alma

λ c0

parâmetro de esbelteza normalizada factor de modificação

k fl

∆My momentos devido ao afastamento do eixo baricêntrico y-y ∆Mz momentos devido ao afastamento do eixo baricêntrico z-z χy χz kyy kyz kzy kzz coeficiente de redução associado à encurvadura por flexão em torno do eixo y-y coeficiente de redução associado à encurvadura por flexão em torno do eixo z-z factor de interacção factor de interacção factor de interacção factor de interacção esbelteza normalizada global, de um elemento ou subestrutura, associada à encurvadura fora do plano de carregamento coeficiente de redução correspondente à esbelteza normalizada λ op

λ op

χ op

αult,k valor mínimo do factor de amplificação a aplicar aos valores de cálculo das acções para se atingir o valor característico da resistência da secção transversal condicionante αcr,op valor mínimo do factor de amplificação a aplicar aos valores de cálculo das acções actuantes no plano para se atingir a resistência à instabilidade elástica, fora do plano de carregamento, do elemento ou subestrutura NRk valor característico da resistência à compressão My,Rk valor característico da resistência à flexão em torno do eixo y-y Mz,Rk valor característico da resistência à flexão em torno do eixo z-z Qm Lch h0 força de travamento a considerar em cada secção de um elemento onde se forma uma rótula plástica comprimento de encurvadura de uma corda distância entre os centros de gravidade dos montantes de uma coluna composta Lstable comprimento estável de um segmento de um elemento

Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008
p. 23 de 116 a α imin Ach distância entre pontos de travamento das cordas ângulo entre os eixos de uma corda e de uma diagonal valor mínimo do raio de giração de uma cantoneira isolada área de uma corda de uma coluna composta

Nch,Ed valor de cálculo do esforço normal actuante a meia altura do montante mais comprimido de um elemento composto

M IEd valor de cálculo do momento actuante máximo a meia altura de um elemento composto
Ieff Sv n Ad d AV Ich Ib µ iy momento de inércia efectivo de um elemento composto rigidez ao esforço transverso associada a um painel de alma de um elemento composto número de planos dos painéis de alma de um elemento composto área da secção de uma diagonal de uma coluna composta comprimento de uma diagonal de uma coluna composta área da secção de um montante (ou travessa) de uma coluna composta momento de inércia de uma corda no seu plano momento de inércia de uma travessa no seu plano factor de eficiência raio de giração relativo ao eixo y-y

Anexo A Cmy Cmz µy µz coeficiente de momento uniforme equivalente coeficiente de momento uniforme equivalente

CmLT coeficiente de momento uniforme equivalente factor factor

Ncr,y valor crítico do esforço normal associado à encurvadura elástica por flexão em torno do eixo y-y Ncr,z valor crítico do esforço normal associado à encurvadura elástica por flexão em torno do eixo z-z Cyy Cyz Czy Czz wy wz npl factor factor factor factor factor factor factor

λ max maior dos valores de λ y e λ z

NP EN 1993-1-1 2008
p. 24 de 116 bLT cLT dLT eLT ψy factor factor factor factor

Para voto final da CT 115

relação entre os momentos de extremidade (em relação ao eixo y-y)

Cmy,0 coeficiente Cmz,0 coeficiente aLT IT Iy coeficiente constante de torção de St. Venant momento de inércia em relação ao eixo y-y

Mi,Ed(x) valor máximo do momento de primeira ordem |δx| valor máximo do deslocamento num elemento

Anexo B αs αh Cm factor factor coeficiente de momento uniforme equivalente

Anexo AB γG Gk γQ Qk coeficiente parcial de segurança relativo às acções permanentes valor característico das acções permanentes coeficiente parcial de segurança relativo às acções variáveis valor característico das acções variáveis

Anexo BB

λ eff , v esbelteza normalizada efectiva para a encurvadura em relação ao eixo v-v

λ eff , y esbelteza normalizada efectiva para a encurvadura em relação ao eixo y-y
λ eff ,z esbelteza normalizada efectiva para a encurvadura em relação ao eixo z-z
L Lcr S Iw Cϑ,k Kυ Kϑ comprimento de referência comprimento de encurvadura rigidez de esforço transverso proporcionada pelas chapas transversais constante de empenamento rigidez de rotação proporcionada pelo elemento contínuo de travamento e pelas ligações coeficiente para ter em conta o tipo de análise coeficiente para ter em conta a distribuição de momentos e o tipo de restrições

k rigidez de rotação resultante de uma análise das deformações de distorção das secções transversais da viga Lm Lk Ls C1 Cm Cn a B0 B1 B2 η is βt R1 R2 R3 R4 R5 RE Rs c hh hmin hs Lh Ly comprimento estável entre apoios laterais adjacentes comprimento estável entre apoios adjacentes restringidos à torção comprimento estável entre a localização de uma rótula plástica e um apoio adjacente restringido à torção coeficiente para ter em conta a distribuição de momentos coeficiente para ter em conta a variação linear do momento coeficiente para ter em conta a variação não linear do momento distância entre o centro de gravidade do elemento com a rótula plástica e o centro de gravidade dos elementos de travamento factor factor factor quociente entre os valores críticos dos esforços normais raio de giração em relação ao centro de gravidade do elemento de travamento quociente entre o menor e o maior momento de extremidade. considerando o seu valor algébrico valor do momento numa determinada secção de um elemento valor do momento numa determinada secção de um elemento valor do momento numa determinada secção de um elemento valor do momento numa determinada secção de um elemento valor do momento numa determinada secção de um elemento o maior dos valores R1 ou R5 valor máximo do momento flector em qualquer ponto do comprimento Ly factor de variação da altura da secção altura adicional devida ao elemento de reforço ou à variação de altura da secção altura mínima de uma secção transversal no comprimento Ly altura da secção medida na vertical sem considerar o elemento de reforço comprimento do elemento de reforço contido no comprimento Ly distância entre apoios de restrição ou de torção hmax altura máxima de uma secção transversal no comprimento Ly . admitindo uma ligação rígida à viga CϑC.k rigidez de rotação da ligação entre a viga e o elemento contínuo de travamento CϑD. 25 de 116 CϑR.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.k rigidez de rotação proporcionada à viga pelo elemento contínuo de travamento.

eixo perpendicular à aba menor quando necessário: u-u . excepto para perfis como cantoneiras em que são definidos pelos eixos u-u e v-v.NP EN 1993-1-1 2008 p. geralmente definidos pelos eixos y-y e z-z. .eixo da secção transversal (2) Para os elementos de aço.7 Convenções para os eixos dos elementos (1) A convenção para os eixos dos elementos é a seguinte: x-x y-y z-z . (4) A convenção utilizada para os índices que indicam os eixos dos momentos é a seguinte: "Utilizar o eixo em torno do qual actua o momento ". 26 de 116 Para voto final da CT 115 1.eixo paralelo à aba menor z-z .eixo da secção transversal paralelo aos banzos z-z .1.eixo principal de maior inércia (no caso de não coincidir com o eixo yy) v-v .eixo principal de menor inércia (no caso de não coincidir com o eixo zz) – – (3) Os símbolos utilizados para as dimensões e eixos das secções transversais dos perfis de aço laminados são indicados na Figura 1.eixo da secção transversal . as convenções utilizadas para os eixos das secções transversais são: – de um modo geral: y-y .eixo da secção transversal perpendicular aos banzos para as cantoneiras: y-y .eixo longitudinal do elemento . NOTA: Todas as regras indicadas neste Eurocódigo dizem respeito às propriedades dos eixos principais.

1 – Dimensões e eixos das secções . 27 de 116 Figura 1.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.

B O tempo de vida útil de projecto deve ser considerado como o período durante o qual se prevê que a estrutura de um edifício seja utilizada para o fim a que se destina. as estruturas de aço devem ser: – projectadas para resistir à corrosão através de: – – – uma adequada protecção da superfície (ver EN ISO 12944). 2.1.2 Tempo de vida útil de projecto para edifícios (1) P. a utilização de aço inoxidável (ver EN 1993-1-4).2 Gestão da fiabilidade (1) Quando são requeridos diferentes níveis de fiabilidade.3(3)B.1. (3) Deverá considerar-se que os requisitos gerais da secção 2 da EN 1990 são satisfeitos quando o cálculo em relação aos estados limites é utilizado em conjunto com o método dos coeficientes parciais e as combinações de acções indicadas na EN 1990 com as acções indicadas na EN 1991.1. – – – – pormenorizadas de modo a assegurar um tempo de vida em relação à fadiga suficiente (ver EN 1993-1-9).1 da EN 1990.1 Requisitos gerais (1) P O projecto de estruturas de aço deve estar de acordo com as regras gerais indicadas na EN 1990.1 Requisitos 2.3. a utilização de aços autoprotegidos. (3) B Para os elementos estruturais que não podem ser projectados para a totalidade do tempo de vida útil do edifício. (2) B Para a especificação do tempo de vida útil de projecto previsível para um edifício não provisório.1. ver 2.3.1 Generalidades (1) P Em função do tipo de acções que afectam a durabilidade e o tempo de vida útil de projecto (ver EN 1990). 2. ver Quadro 2.1. através da adopção de uma gestão da qualidade adequada no projecto e na execução. projectadas para resistir ao desgaste. 2.1.3 Tempo de vida útil de projecto. de acordo com o indicado no Anexo C da EN 1990 e na EN 1090. . estes níveis devem ser assegurados. (4) Deverão ser aplicadas as regras indicadas nas várias Partes da EN 1993 para a determinação das resistências. projectadas para resistir às acções de acidente (ver EN 1991-1-7). de preferência. 28 de 116 Para voto final da CT 115 2 Bases para o projecto 2. durabilidade e robustez 2.NP EN 1993-1-1 2008 p.3. (2) Deverão ser aplicadas também as disposições suplementares relativas a estruturas de aço indicadas nesta secção. inspeccionadas e mantidas. para a verificação das condições de utilização e da durabilidade.

e dos pormenores construtivos. ou. portanto. 29 de 116 2. em alternativa. (3)B Se um edifício incluir componentes cuja substituição necessite ser prevista (por exemplo. ETAGs ou ETAs aplicáveis. Pk. climáticas ou acidentais. (3) Quando for necessário considerar os efeitos dos assentamentos previstos. deverá ser verificada a possibilidade da sua substituição em segurança verificada para uma situação de projecto transitória.1 Acções e influências ambientais (1) As acções para o projecto de estruturas de aço deverão ser obtidas da EN 1991. deverão utilizar-se estimativas fiáveis para as deformações impostas. (2) As acções a considerar para a fase de montagem deverão ser obtidas da EN 1991-1-6. (2)P.3 Durabilidade para os edifícios (1)P. devem ser considerados através de uma escolha adequada dos materiais. 2.1.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.2 Propriedades dos materiais e dos produtos (1) As propriedades materiais dos aços e de outros produtos de construção e as características geométricas a utilizar na verificação da segurança deverão ser as especificadas nas ENs. Gk. (5) As acções de fadiga não definidas na EN 1991 deverão ser determinadas de acordo com o Anexo A da EN 1993-1-9. ver Anexo A da EN 1990. deverão ser considerados como acções permanentes definidas pelo seu valor nominal.B Para assegurar a sua durabilidade. da corrosão ou da fadiga. salvo indicação em contrário na presente Norma.2 Princípios para a verificação da segurança em relação aos estados limites (1) A resistência das secções transversais e dos elementos especificados neste Eurocódigo 3 em relação aos estados limites últimos conforme definidos na EN 1990.3.3. de deformações impostas ou de outras formas de pré-esforço impostas durante a montagem. quando relevante. 2. ser utilizadas nos casos em que são satisfeitas as condições relativas aos materiais indicadas na secção 3. protegidos dos seus efeitos. e agrupados com outras acções permanentes. ou através de uma redundância estrutural e da escolha de um adequado sistema de protecção contra a corrosão. (2) As resistências especificadas nesta Parte do Eurocódigo 3 poderão. 3. NOTA 1: O Anexo Nacional poderá definir acções para situações particulares regionais.2. ver EN 1993-1-9. ver EN 1993-1-4 e EN 1993-1-10. ver o Anexo AB.3 Variáveis básicas 2. NOTA 3B: Para definir uma disposição simplificada de cargas. apoios em zonas de assentamento do terreno).3. 2.3. (4) Os efeitos de assentamentos diferenciais. diferenciais e absolutos. NOTA 2B: Para definir um carregamento proporcional a utilizar no âmbito de um método incremental ver o Anexo AB. numa acção única (Gk + Pk). quando relevante. baseia-se em ensaios nos quais os materiais evidenciaram uma ductilidade suficiente para permitir a aplicação de modelos de cálculo simplificados.B Os efeitos da deterioração dos materiais.1. Para as combinações de acções e os coeficientes parciais para as acções. . os edifícios e os seus componentes devem ser projectados para as acções resultantes do ambiente e da fadiga.

como. 2. ηi X ki . γMi. 2. 2. Rk.2 (A) do Anexo A da EN 1990 também se aplica a situações de projecto equivalentes (EQU). Xki e ad ver a EN 1990.1Valores de cálculo das propriedades dos materiais (1)P Para o cálculo das estruturas de aço. no intervalo das tolerâncias geométricas definidas nas normas dos produtos ou na norma de execução.4 Verificação pelo método dos coeficientes parciais 2.6d) da EN 1990: Rd = em que: Rk 1 = R k (η1 X k1 . os valores característicos. 30 de 116 Para voto final da CT 115 2. a d ) γM γM (2. o cálculo de amarrações ou a verificação do levantamento em apoios de vigas contínuas. das tensões residuais. γM coeficiente parcial global relativo à resistência considerada.1) Rk valor característico da resistência considerada.2) . ηi. da variação da tensão de cedência. (2) Nas classes recomendadas de coeficientes parciais constantes.3 Valores de cálculo das resistências (1) Para as estruturas de aço aplica-se a expressão (6. definidos de acordo com o Anexo D da EN 1990.6c) ou a expressão (6. – – – das imperfeições estruturais resultantes do fabrico e da montagem.4.4.5 Projecto com apoio experimental (1) As resistências Rk indicadas na presente Norma foram determinadas utilizando o Anexo D da EN 1990. Xk1.2 Valores de cálculo das características geométricas (1) As características geométricos das secções transversais e dos sistemas poderão ser obtidos das normas dos produtos hEN ou nos desenhos de execução de acordo com a EN 1090 e poderão ser considerados como valores nominais. 2. foram obtidos de Rk = Rd γMi em que: Rd valores de cálculo.4. por exemplo. (2) Os valores de cálculo das imperfeições geométricas especificados na presente Norma são imperfeições geométricas equivalentes que têm em conta os efeitos: – das imperfeições geométricas de elementos. devem utilizar-se os valores característicos XK ou os valores nominais Xn das propriedades dos materiais como indicado no presente Eurocódigo.4.4 Verificação do equilíbrio estático (EQU) (1) O formato fiabilístico para a verificação do equilíbrio estático definido pelo Quadro 1. determinado através dos valores característicos ou nominais das propriedades dos materiais e das dimensões.NP EN 1993-1-1 2008 p. γMi coeficientes parciais recomendados. NOTA: Para as definições de η1. (2.

NOTA: Para outros aços e produtos. εu ≥ 15εy . extensão após rotura não inferior a 15 %. e da tensão última. γMf. NOTA: O Anexo Nacional poderá fixar a opção. 3. de produtos pré-fabricados são determinadas com base em ensaios. correspondente à tensão de rotura fu. da extensão após rotura e da extensão última εu poderão ser definidos no Anexo Nacional. deverá adoptar-se o procedimento indicado em (2).2. Recomendam-se os seguintes valores: – – – fu / fy ≥ 1.2. a extensão após rotura determinada com base num comprimento inicial entre referências de 5. γMi. foram determinados de tal forma que Rk representa aproximadamente o quantilho de 5 % para um número infinito de ensaios.10.1 Propriedades dos materiais (1) Os valores nominais da tensão de cedência. 31 de 116 NOTA 1: Os valores numéricos recomendados dos coeficientes parciais. fy.1. 3. (3) Nos casos em que as resistências. como valores característicos. ver o Anexo Nacional.1 Generalidades (1) Os valores nominais das propriedades dos materiais indicados nesta secção 3 deverão ser adoptados.1. (2) Os aços que estejam em conformidade com uma das classes indicadas no Quadro 3. ver a EN 1993-1-10. NOTA 2: Para os valores característicos da resistência à fadiga e para os coeficientes parciais. Rk. . ver a EN 1993-1-9. a extensão última εu. – NOTA: Os limites dos valores da relação fu / fy .65 A o (em que A0 é a área inicial da secção transversal).Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.2 Requisitos de ductilidade (1) Para os aços é requerida uma ductilidade mínima que deverá ser expressa em termos de limites para: – – a relação fu / fy entre os valores mínimos especificados da tensão de rotura à tracção fu e da tensão de cedência fy. para efeitos de cálculo. fu. b) ou utilizando o escalonamento simplificado do Quadro 3. relativos à fadiga.2 Aço estrutural 3. (2) Esta Parte da EN 1993 é aplicável ao cálculo de estruturas realizadas com aços que estejam em conformidade com classes de aço indicadas no Quadro 3. para o aço estrutural deverão ser obtidos através de um dos seguintes procedimentos: a) ou adoptando os valores fy = Reh e fu = Rm obtidos directamente da norma do produto. 3 Materiais 3. NOTA 3: Para os valores característicos da resistência à rotura frágil (tenacidade) e para os elementos de segurança para a verificação da tenacidade.1 deverão considerarse como satisfazendo estas condições. em que εy é a extensão de cedência (εy = fy / E).

1 – Valores nominais da tensão de cedência fy e da tensão última à tracção fu para aços estruturais laminados a quente Norma e classe de aço EN 10025-2 S 235 S 275 S 355 S 450 EN 10025-3 S 275 N/NL S 355 N/NL S 420 N/NL S 460 N/NL EN 10025-4 S 275 M/ML S 355 M/ML S 420 M/ML S 460 M/ML EN 10025-5 S 235 W S 355 W EN 10025-6 S 460 Q/QL/QL1 460 570 440 550 235 355 360 510 215 335 340 490 275 355 420 460 370 470 520 540 255 335 390 430 360 450 500 530 275 355 420 460 390 490 520 540 255 335 390 430 370 470 520 540 235 275 355 440 360 430 510 550 215 255 335 410 360 410 470 550 fy [N/mm ] 2 Espessura nominal do elemento t [mm] t ≤ 40 mm fu [N/mm ] 2 40 mm < t ≤ 80 mm fy [N/mm2] fu [N/mm2] .NP EN 1993-1-1 2008 p. 32 de 116 Para voto final da CT 115 Quadro 3.

33 de 116 Quadro 3. deverá adoptar-se um valor mínimo da resistência à rotura frágil (tenacidade). desde que sejam satisfeitas as condições indicadas na EN 1993-1-10 para o valor mais baixo da temperatura de serviço.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. (2) Não é necessário fazer verificações adicionais em relação à rotura frágil. (3)B No caso de componentes de edifícios sujeitos a esforços de compressão. .1 (continuação) – Valores nominais da tensão de cedência fy e da tensão última à tracção fu para secções tubulares Norma e classe de aço EN 10210-1 S 235 H S 275 H S 355 H S 275 NH/NLH S 355 NH/NLH S 420 NH/NHL S 460 NH/NLH EN 10219-1 S 235 H S 275 H S 355 H S 275 NH/NLH S 355 NH/NLH S 460 NH/NLH S 275 MH/MLH S 355 MH/MLH S 420 MH/MLH S 460 MH/MLH 235 275 355 275 355 460 275 355 420 460 360 430 510 370 470 550 360 470 500 530 235 275 355 275 355 420 460 360 430 510 390 490 540 560 215 255 335 255 335 390 430 340 410 490 370 470 520 550 fy [N/mm2] Espessura nominal do elemento t [mm] t ≤ 40 mm fu [N/mm2] 40 mm < t ≤ 80 mm fy [N/mm2] fu [N/mm2] 3.2.3 Resistência à rotura frágil (Tenacidade) (1)P O material deve possuir uma tenacidade à rotura suficiente para evitar a rotura frágil dos elementos traccionados sujeitos ao valor mais baixo da temperatura de serviço que possa ocorrer durante o tempo de vida útil previsto para a estrutura. NOTA: O valor mais baixo da temperatura de serviço a adoptar no cálculo poderá ser indicado no Anexo Nacional.

ver a EN 1461.4 Propriedades segundo a espessura (1) No caso em que.2 – Escolha da classe de qualidade segundo a EN 10164 Valor-alvo de ZEd definido na EN 1993-1-10 ZEd ≤ 10 10 < ZEd ≤ 20 20 < ZEd ≤ 30 ZEd > 30 Valor requerido para ZRd expresso em termos dos valores de cálculo de Z indicados na EN 10164 — Z 15 Z 25 Z 35 3.2. 34 de 116 Para voto final da CT 115 NOTA B: O Anexo Nacional poderá conter informação sobre a escolha dos valores da resistência à rotura frágil (tenacidade) para elementos comprimidos.5 Tolerâncias (1) As tolerâncias dimensionais e de massa das secções laminadas a quente.2(2) da EN 1993-1-10. adopta-se o coeficiente de dilatação térmica linear α = 10 × 10-6 por K. as propriedades a adoptar nos cálculos deverão ser as seguintes: – módulo de elasticidade módulo de distorção coeficiente de Poisson em regime elástico coeficiente de dilatação térmica linear E = 210 000 N / mm 2 – G= E ≈ 81 000 N / mm² 2 (1 + ν ) – – ν = 0.3 α = 12 × 10 −6 porK (para T ≤ 100 °C) NOTA: Para o cálculo dos efeitos estruturais devidos às diferenças de temperatura em estruturas mistas aço-betão de acordo com a EN 1994. é necessário um aço com propriedades melhoradas segundo a espessura. 3. definidos na secção 3. . Recomenda-se a utilização do Quadro 2. e as classes de qualidade indicadas na EN 10164. traccionadas na direcção da espessura.6 Valores de cálculo das propriedades dos materiais (1) No caso dos aços estruturais abrangidos pela presente Parte do Eurocódigo.1 da EN 1993-1-10 para σEd = 0.2. NOTA 2B: Deverá dar-se uma atenção especial às ligações soldadas entre vigas e colunas e às chapas de extremidade soldadas.2: Quadro 3. ETAG ou ETA relevante. das secções tubulares e das chapas deverão estar em conformidade com a norma do produto. 3. (3) Na análise e na verificação de segurança estrutural deverão utilizar-se os valores nominais das dimensões. No caso de edifícios recomenda-se a correspondência definida no Quadro 3. (4) Para a escolha de aços em elementos galvanizados a quente. de acordo com a EN 1993-1-10. deverá utilizar-se um aço da classe de qualidade especificada na EN 10164.2. NOTA 1: A EN 1993-1-10 contém orientações sobre a escolha das propriedades segundo a espessura. (2) No caso de componentes soldados deverão aplicar-se as tolerâncias indicadas na EN 1090. excepto se forem especificadas tolerâncias mais exigentes. NOTA 3B: O Anexo Nacional poderá especificar a correspondência apropriada entre os valores-alvo de ZEd.NP EN 1993-1-1 2008 p.25 fy(t).

ao desgaste mecânico ou à fadiga deverão ser projectados de forma a que a sua inspecção. manutenção ou reconstrução possa ser efectuada de modo satisfatório e que sejam assegurados os acessos para as operações de inspecção e de manutenção. (4)B Em estruturas de edifícios. com precisão adequada.3 Dispositivos de ligação 3. à ETAG ou à ETA relevante. d) elementos sujeitos a oscilações induzidas por multidões. o comportamento da estrutura no estado limite considerado e o tipo de comportamento previsto para as secções transversais. (2)P Os meios de execução do tratamento de protecção. as ligações e os apoios. (6)B Não é necessário aplicar uma protecção anticorrosão em estruturas interiores de edifícios se a humidade relativa interior não exceder 80 % 5 Análise estrutural 5.4 Outros produtos pré-fabricados utilizados em edifícios (1)B Qualquer produto estrutural semiacabado ou acabado considerado na verificação de segurança de estruturas de edifícios deverá obedecer à norma do produto (EN).1 Elementos de ligação (1) Os requisitos relativos a elementos de ligação são indicados na EN 1993-1-8. 35 de 116 3. (3)P O método utilizado para a análise deve ser coerente com as hipóteses de cálculo. (3) Os componentes susceptíveis à corrosão. 3. excepto nos seguintes casos: a) elementos que suportam equipamento de elevação ou cargas rolantes. 4 Durabilidade (1) Os requisitos gerais relativos à durabilidade são definidos na EN 1990. (5)P No caso de elementos que não possam ser inspeccionados devem ser adequadamente tomados em consideração os efeitos da corrosão.2 Consumíveis para soldadura (1) Os requisitos relativos a consumíveis para soldadura são indicados na EN 1993-1-8.3. devem estar em conformidade com a EN 1090. NOTA: A EN 1090 contém os factores que afectam a execução e que têm de ser especificados durante o projecto.1.1 Modelação estrutural para a análise 5. 3. . em situação de serviço.1 Modelação estrutural e hipóteses fundamentais (1)P A análise deve basear-se em modelos de cálculo da estrutura adequados ao estado limite considerado. não é necessária qualquer verificação da resistência em relação à fadiga. realizado no exterior ou no interior do estaleiro. b) elementos sujeitos a ciclos de tensão repetidos devido a vibrações provocadas por máquinas.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. (2) O modelo de cálculo e as hipóteses fundamentais deverão reflectir.3. c) elementos sujeitos a vibrações induzidas pelo vento. os elementos.

NP EN 1993-1-1 2008
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Para voto final da CT 115

(4)B No que se refere à modelação estrutural e às hipóteses fundamentais relativas aos componentes de edifícios, ver também a EN 1993-1-5 e a EN 1993-1-11. 5.1.2 Modelação das ligações (1) Os efeitos do comportamento das ligações na distribuição dos esforços que actuam numa estrutura e nas suas deformações globais poderão, em geral, ser desprezados. No entanto, estes efeitos deverão ser tidos em conta quando forem significativos (como no caso de ligações semicontínuas), ver a EN 1993-1-8. (2) Para avaliar se é necessário tomar em consideração os efeitos do comportamento das ligações na análise, poderá efectuar-se a seguinte distinção entre três modelos de ligação, ver a EN 1993-1-8, 5.1.1:
– – –

articulado, no qual se poderá admitir que a ligação não transmite momentos flectores; contínuo, no qual se poderá admitir que o comportamento da ligação não influencia a análise; semicontínuo, no qual o comportamento da ligação tem que ser considerado na análise.

(3) Os requisitos relativos aos vários tipos de ligação são indicados na EN 1993-1-8. 5.1.3 Interacção terreno-estrutura (1) As características de deformação dos apoios deverão ser tidas em conta no caso de os seus efeitos serem significativos.
NOTA: A EN 1997 fornece orientações para o cálculo da interacção solo-estrutura.

5.2 Análise global 5.2.1 Efeitos da configuração deformada da estrutura (1) Os esforços poderão geralmente ser determinados atravás de:
– –

análises de primeira ordem, considerando a geometria inicial da estrutura; ou análises de segunda ordem, tomando em consideração a influência da configuração deformada da estrutura.

(2) Os efeitos da configuração deformada (efeitos de segunda ordem) deverão ser considerados sempre que aumentem os efeitos das acções ou modifiquem o comportamento estrutural de forma significativa. (3) Poderá efectuar-se uma análise de primeira ordem da estrutura quando forem desprezáveis os efeitos da configuração deformada no aumento dos esforços ou no comportamento da estrutura. Esta condição poderá considerar-se satisfeita se o seguinte critério for cumprido:

Fcr ≥ 10 para a análise elástica FEd F α cr = cr ≥ 15 para a análise plástica FEd α cr =
em que:

(5.1)

αcr factor pelo qual as acções de cálculo teriam de ser multiplicadas para provocar a instabilidade elástica num modo global; FEd valor de cálculo do carregamento da estrutura;

Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008
p. 37 de 116 Fcr valor crítico do carregamento associado à instabilidade elástica num modo global com deslocamentos laterais, determinado com base nos valores de rigidez iniciais.
NOTA: Na expressão (5.1) o valor limite de αcr é superior no caso da análise plástica, o que se deve ao facto de o comportamento estrutural poder ser significativamente influenciado pela não linearidade material no estado limite último (por exemplo, no caso de se formarem na estrutura rótulas plásticas com redistribuição de momentos ou quando ocorrerem deformações não lineares significativas provocadas por ligações semi-rígidas). O Anexo Nacional poderá estipular um limite inferior para αcr em certos tipos de pórticos, desde que esse limite seja fundamentado através de abordagens mais rigorosas.

(4)B Os pórticos de travessas inclinadas com declives pouco acentuados e os pórticos planos com vigas e colunas em edifícios poderão ser verificados em relação ao colapso em modos com deslocamentos laterais através de uma análise de primeira ordem desde que o critério (5.1) seja satisfeito em cada piso. Nestas estruturas, αcr poderá ser calculado utilizando a seguinte fórmula aproximada, desde que a compressão axial nas vigas ou travessas não seja significativa:

H α cr =  Ed V  Ed
em que: HEd VEd

 h  δ   H ,Ed

   

(5.2)

valor de cálculo da reacção horizontal, na base do piso, provocada pelas cargas horizontais aplicadas e fictícias, ver 5.3.2(7); valor de cálculo da carga vertical total aplicada na estrutura, acima da base do piso;

δH,Ed deslocamento horizontal no topo do piso, medido em relação à sua base, quando se considera um carregamento do pórtico definido pelos valores de cálculo das acções horizontais (por exemplo, devidas ao vento) e das cargas horizontais fictícias, aplicadas ao nível de cada piso; h altura do piso.

Figura 5.1 – Notações para 5.2.1(2)
NOTA 1B: Para efeitos de aplicação de (4)B e na ausência de informação mais pormenorizada, poderá considerar-se que a inclinação de uma travessa é pouco acentuada se o seu declive não for superior a 1:2 (26°). NOTA 2B: Para efeitos de aplicação de (4)B e na ausência de informação mais pormenorizada, poderá considerar-se que a compressão axial nas vigas ou travessas é significativa se:

NP EN 1993-1-1 2008
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Para voto final da CT 115

λ ≥ 0,3
em que:
NEd valor de cálculo do esforço normal de compressão;

A fy N Ed

(5.3)

λ

esbelteza normalizada no plano do pórtico, calculada admitindo que as vigas ou travessas possuem articulações em ambas as extremidades.

(5) Os efeitos dos fenómenos de “shear lag” e da encurvadura local na rigidez do pórtico deverão ser considerados se influenciarem significativamente a análise global, ver a EN 1993-1-5.
NOTA: Nos casos de perfis laminados e de perfis soldados com dimensões semelhantes, os efeitos de “shear lag” poderão ser desprezados.

(6) Os efeitos do escorregamento em furos de ligações aparafusadas e de deformações semelhantes em elementos de ligação, como por exemplo pernos e cavilhas de fixação, deverão ser considerados sempre que forem relevantes e significativos. 5.2.2 Estabilidade estrutural de pórticos (1) Se, de acordo com 5.2.1, for necessário ter em consideração a influência da deformação da estrutura, deverá aplicar-se o disposto em (2) a (6) para considerar esses efeitos e para verificar a estabilidade estrutural. (2) A verificação da estabilidade dos pórticos ou de uma das suas partes deverá ser efectuada considerando as imperfeições e os efeitos de segunda ordem. (3) De acordo com o tipo de pórtico e de análise global, os efeitos de segunda ordem e as imperfeições poderão ser considerados através de um dos seguintes métodos: a) ambos os efeitos incluídos na totalidade numa análise global; b) parte dos efeitos incluídos na análise global e os restantes contabilizados nas verificações de segurança dos elementos em relação a fenómenos de instabilidade, de acordo com 6.3; c) em casos simples, através de verificações de segurança individuais de elementos equivalentes, em relação a fenómenos de instabilidade, de acordo com 6.3 e utilizando os comprimentos de encurvadura correspondentes ao modo de instabilidade global da estrutura. (4) Os efeitos de segunda ordem poderão ser calculados através de uma análise apropriada da estrutura (incluindo procedimentos sequenciais ou iterativos). Em pórticos onde o primeiro modo de instabilidade com deslocamentos laterais é predominante, a análise elástica de primeira ordem deverá ser complementada por uma amplificação, através de factores apropriados, dos efeitos relevantes das acções (por exemplo, os momentos flectores). (5)B Em pórticos de um piso calculados através de uma análise elástica global, os efeitos de segunda ordem associados a deslocamentos laterais, devidos à presença das cargas verticais, poderão ser calculados através da amplificação das cargas horizontais HEd (por exemplo, devidas ao vento), das cargas equivalentes às imperfeições VEd φ (ver 5.3.2(7)) e de todos os outros possíveis efeitos de primeira ordem associados a deslocamentos laterais, amplificação essa efectuada por meio do factor:

4) não forem totalmente incluídos na análise global.3. as imperfeições relativas à encurvadura por flexão e/ou à encurvadura lateral.3.2.1(4)B. Esta verificação deverá tomar em consideração os esforços actuantes nas secções extremas dos elementos.0. 5. e poderão utilizar-se comprimentos de encurvadura iguais aos comprimentos reais dos elementos. (7) De acordo com (3).Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. os efeitos das imperfeições. ver também 5. obtidos através da análise global da estrutura. conforme definido em 5.3.3. de acordo com 6. a presença de rótulas plásticas e a distribuição dos esforços de compressão devidos à combinação de acções em análise. 1 α cr (5. ver 5. os valores dos comprimentos de encurvadura deverão basear-se no modo de instabilidade global do pórtico que tome em consideração a rigidez dos elementos e ligações. os valores de cálculo dos esforços a considerar nas verificações de segurança são obtidos através de uma análise de primeira ordem que não inclui os efeitos das imperfeições.2.2) de 5. desde que o declive das travessas inclinadas seja pouco acentuado e a compressão axial nas vigas ou travessas não seja significativa. NOTA B: Para αcr < 3. NOTA: O Anexo Nacional poderá fornecer informações sobre o domínio de aplicação.1(4)B. não é necessário efectuar verificações de segurança relativas à estabilidade desses elementos de acordo com 6.4) estão totalmente incluídos na análise global da estrutura.1(4)B. incluindo os efeitos de segunda ordem e as imperfeições globais (ver 5. de modo a considerar os efeitos não incluídos na análise global. 39 de 116 1 1− desde que se tenha αcr ≥ 3.3.2.3. quando relevantes. deverão efectuar-se as verificações de segurança relativas à estabilidade desses elementos.0 deve efectuar-se uma análise de segunda ordem mais rigorosa. b) quando alguns dos efeitos de segunda ordem ou das imperfeições de cada elemento (por exemplo. de modo adequado.2). de planura ou .1 Bases (1) A análise estrutural deverá incorporar. e de cargas horizontais. de rectilinearidade. incluindo tensões residuais e imperfeições geométricas. desde que todos os pisos tenham distribuições semelhantes: – – – de cargas verticais.4) (6)B Em pórticos com vários pisos. de acordo com os critérios relevantes preconizados em 6. em que: αcr poderá ser calculado através da expressão (5. Neste caso. NOTA B: Para limitações à utilização deste método. e de rigidez em relação às acções horizontais. a estabilidade de cada elemento deverá ser verificada da seguinte forma: a) quando os efeitos de segunda ordem e as imperfeições em cada elemento (ver 5. tais como as faltas de verticalidade. os efeitos de segunda ordem associados a deslocamentos laterais poderão ser calculados através do método indicado em (5)B.3 Imperfeições 5. (8) Quando a estabilidade de um pórtico é avaliada através de uma verificação de segurança efectuada com base no método da coluna equivalente.3.

5.4.2 Imperfeições para a análise global de pórticos (1) A configuração admitida para as imperfeições globais e locais poderá ser obtida com base no modo de encurvadura elástico do pórtico no plano de encurvadura considerado.3.3.3. .0 3 αm coeficiente de redução associado ao número de colunas num piso: α m = m 1  0. (2) Deverão considerar-se.2 e 5. incluindo encurvadura por torção. excepto aqueles que estejam já incluídos nas fórmulas de resistência utilizadas na verificação de segurança dos elementos. com a direcção e configuração mais desfavoráveis.3. b) as imperfeições locais em elementos considerados individualmente. As amplitudes destas imperfeições poderão determinar-se do seguinte modo: a) imperfeição global do pórtico.3. (3) Em pórticos susceptíveis à ocorrência de modos de encurvadura com deslocamentos laterais. incluindo apenas aquelas que estão submetidas a um esforço axial NEd superior ou igual a 50 % do valor médio por coluna no plano vertical considerado. ver Figura 5. no plano e fora do plano do pórtico. e de deformadas iniciais dos seus elementos (imperfeições locais). 40 de 116 Para voto final da CT 115 de ajustamento. ver 5.5 1 +   m número de colunas num piso. ver 5. calculado em função de h através de: (5. 2 h mas 2 ≤ α h ≤ 1.2: φ = φ0 αh αm em que: φ0 αh valor de base: φ0 = 1/200 coeficiente de redução. todos os fenómenos de encurvadura. (3) Deverão considerar-se as seguintes imperfeições: a) as imperfeições globais em pórticos e sistemas de contraventamento. (2) Deverão utilizar-se imperfeições geométricas equivalentes. com valores que traduzam os possíveis efeitos de todos os tipos de imperfeições.5) αh = h altura da estrutura.NP EN 1993-1-1 2008 p. associados a modos de instabilidade simétricos e assimétricos. e ainda pequenas excentricidades nas ligações da estrutura existentes antes da aplicação do carregamento. o efeito das imperfeições deverá ser incorporado na análise global do pórtico através de uma imperfeição equivalente com a forma de uma inclinação lateral inicial das colunas do pórtico (imperfeição global). em m.

7) (5)B Para determinar as forças horizontais que actuam nos diafragmas dos pisos. 41 de 116 Figura 5.15 VEd (5. deverá considerar-se uma imperfeição com a configuração indicada na Figura 5.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.6) Quadro 5.1 – Valores de cálculo das amplitudes das imperfeições locais e0/L Curva de encurvadura de acordo com o Quadro 6. Os valores recomendados são indicados no Quadro 5. . em que φ é a inclinação inicial das colunas (imperfeição global do pórtico). (5. para um pórtico com um único piso de altura h.2 – Imperfeições globais equivalentes (inclinação inicial das colunas) b) imperfeições locais dos elementos.1. poderá ignorar-se a imperfeição global do pórtico quando: HEd ≥ 0. de amplitude: e0 / L em que: L comprimento do elemento. associadas à encurvadura por flexão. obtida através de (5. NOTA: Os valores e0 / L poderão ser definidos no Anexo Nacional. ver (3) a).5).1 a0 a b c d análise elástica e0 / L 1 / 350 1 / 300 1 / 250 1 / 200 1 / 150 análise plástica e0 / L 1 / 300 1 / 250 1 / 200 1 / 150 1 / 100 (4)B Em pórticos de edifícios.3.

calculada considerando-o como articulado em ambas as extremidades. No entanto.8) em que: NEd valor de cálculo do esforço normal de compressão. poderão desprezar-se as imperfeições locais dos elementos.4. as imperfeições locais dos elementos comprimidos que satisfaçam as seguintes condições: – pelo menos uma das ligações das secções extremas resiste a momentos flectores. . ver Figura 5. deverão incorporar-se na análise estrutural do pórtico. (7) Os efeitos das imperfeições iniciais globais e locais poderão ser substituídos por sistemas de forças horizontais equivalentes aplicados em cada coluna. de acordo com 6.1(3)). em pórticos susceptíveis aos efeitos de segunda ordem (ver 5. – λ > 0. λ esbelteza normalizada do elemento no plano do pórtico.3 e Figura 5.5 A fy N Ed (5.NP EN 1993-1-1 2008 p.2. para além da imperfeição global.3. 42 de 116 Para voto final da CT 115 Figura 5.3.3 – Configuração da imperfeição global do pórtico (inclinação φ) para o cálculo das forças horizontais que actuam nos diafragmas dos pisos (6) Ao efectuar a análise global do pórtico para determinar os esforços nas secções extremas dos elementos a utilizar nas respectivas verificações de segurança.2(3) e 5.4.2. ver 5. NOTA: As imperfeições locais são tomadas em consideração nas verificações de segurança dos elementos.

A B A 2 B A 1 B A B (a) As faces A-A e B-B deslocam-se (b) As faces A-A e B-B deslocam-se no mesmo sentido em sentidos opostos 1 translação provocada por deslocamentos laterais 2 rotação provocada por deslocamentos laterais Figura 5.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. 43 de 116 falta de verticalidade deformadas iniciais Figura 5. estas deverão aplicar-se ao nível de cada piso e da cobertura. ver Figura 5. mas apenas numa única direcção de cada vez.4 – Substituição das imperfeições iniciais por forças horizontais equivalentes (8) As imperfeições globais deverão considerar-se em todas as direcções horizontais relevantes. (10) Deverão igualmente considerar-se os eventuais efeitos de torção provocados por translações antisimétricas nas faces opostas da estrutura.5 – Efeitos de translação e torção (vista em planta) . (9)B No caso de se considerarem forças equivalentes em pórticos tipo viga-coluna de edifícios com vários pisos.5.

valor mínimo do factor de amplificação da distribuição de esforços axiais NEd para se atingir o valor característico da resistência NRk da secção transversal mais solicitada axialmente.10) λ= α χ αult. calculado sem ter em conta os efeitos de encurvadura. ver Quadro 6. isto é Npl. os efeitos das imperfeições deverão ser incluídos através de uma imperfeição geométrica equivalente dos elementos a travar.max ηcr (5.NP EN 1993-1-1 2008 p. Mel.11) factor de imperfeição para a curva de encurvadura relevante. coeficiente de redução para a curva de dimensionamento relevante. valor mínimo do factor de amplificação da distribuição dos esforços axiais NEd que é necessário considerar para se atingir a encurvadura elástica.k e αcr.k α cr esbelteza normalizada da estrutura.3. NOTA 2: O Anexo Nacional poderá fornecer informações sobre o domínio de aplicação de (11).Rk ou Mpl.1 e Quadro 6.2.2 (5. por exemplo. (5. com a configuração do modo crítico de instabilidade elástica ηcr. a qual depende da secção transversal considerada. valor característico do esforço normal resistente da secção transversal condicionante.max ηcr NOTA 1: Para calcular os factores de amplificação αult.max ηcr = e0 2 N Rk " λ EI ηcr .Rk. 44 de 116 Para voto final da CT 115 (11) Em alternativa a (3) e (6).k α ult .1. αcr MRk NRk " EI ηcr .2 ( )M N 1− Rk Rk χλ γ M1 2 1− χλ 2 for λ > 0. configuração do modo crítico de encurvadura elástica. simultaneamente global e local. ver 6.12) .3. A amplitude desta imperfeição poderá determinar-se através de: ηinit = e0 N cr EI η " cr .3 Imperfeições para a análise dos sistemas de contraventamento (1) Na análise de sistemas de contraventamento necessários para assegurar a estabilidade lateral ao longo do comprimento de vigas ou elementos comprimidos. poderá considerar-se uma imperfeição única. com a forma de uma deformada inicial: e0 = αm L / 500 em que: L comprimento do sistema de contraventamento.Rk.9) em que: e0 = α λ − 0. valor característico do momento flector resistente da secção transversal condicionante. (5. 5. poderá considerar-se que os elementos da estrutura estão sujeitos apenas aos esforços axiais NEd obtidos através de uma análise de primeira ordem elástica da estrutura submetida aos valores de cálculo das acções. momento flector devido à deformada ηcr na secção transversal condicionante.

(2) Se for conveniente. deverão também incluir-se todas as acções exteriores que actuam no sistema de contraventamento. h altura total da viga. . (3) Quando o sistema de contraventamento for necessário para estabilizar o banzo comprimido de uma viga de altura constante. os efeitos das deformadas iniciais dos elementos a travar por um sistema de contraventamento poderão ser substituídos pela força estabilizante equivalente. a força NEd da Figura 5. 45 de 116 1  α m = 0. como indicado na Figura 5. o valor NEd deverá incluir uma parte dessa compressão.7. no entanto. a viga ou elemento comprimido deverá ter capacidade para transmitir essas forças entre as secções das emendas e as secções travadas que lhe são adjacentes. calculado através de uma análise de primeira ordem. no seu próprio plano.13) em que: δq deslocamento do sistema de contraventamento. (5) Na verificação da força local. poderão ignorar-se as forças resultantes da imperfeição definida em (1). devido a q e a eventuais cargas exteriores. (5.5 1 +   m em que m é o número de elementos a travar. ver Figura 5. Para além disso. que lhe é aplicada por cada uma das vigas ou elementos comprimidos emendados nessa secção.14) (4) Nas secções onde as vigas ou os elementos comprimidos têm emendas deverá verificar-se que o sistema de contraventamento tem capacidade para resistir a uma força localizada igual a αmNEd / 100. NOTA: No caso de a viga estar submetida a uma compressão exterior.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. NOTA: δq poderá ser considerado igual a 0 no caso de se utilizar uma análise de segunda ordem.6 poderá ser obtida através de: NEd = MEd / h em que: MEd momento flector máximo na viga.6: qd = ∑ N Ed 8 e0 + δ q L2 (5. de acordo com (4).

No caso de forças não uniformes esta hipótese é ligeiramente conservativa.6 – Força estabilizadora equivalente N Ed Φ N Ed Φ 1 2 Φ N Ed 2 Φ Φ N Ed N Ed Φ = αm Φ0 : Φ0 = 1 / 200 2ΦNEd = αm NEd / 100 1 ligação de continuidade 2 sistema de contraventamento Figura 5. 46 de 116 Para voto final da CT 115 e0 imperfeição qd força equivalente por unidade de comprimento 1 sistema de contraventamento Admite-se que a força NEd é uniforme ao longo do comprimento L do sistema de contraventamento. Figura 5.7 – Forças de contraventamento nas ligações de continuidade em elementos comprimidos .NP EN 1993-1-1 2008 p.

2(6). poderá adoptar-se uma imperfeição de amplitude ke0. ver 5. NOTA: Para a escolha de um modelo de uma ligação semicontínua. (2) A análise global elástica poderá ser utilizada em todos os casos. tanto nos elementos como nas ligações. a sua secção transversal deverá ser monossimétrica ou bissimétrica. (4)B No caso de numa análise elástica de vigas contínuas os valores de pico dos momentos flectores excederem os correspondentes momentos flectores plásticos resistentes até 15 % no máximo. No caso de uma rótula plástica se formar num elemento.3. (3) A análise global plástica só poderá ser utilizada quando a estrutura possui uma capacidade de rotação suficiente nos locais onde se formam rótulas plásticas. O valor recomendado é k = 0. No caso de uma rótula plástica se formar numa ligação. ver 6. ver a EN 1993-1-8.d é a amplitude da imperfeição inicial equivalente associada ao eixo de menor inércia do perfil considerado. (2) Nos casos em que a estabilidade dos elementos é tomada em consideração por meio de uma análise de segunda ordem.3.3.1 Generalidades (1) Os esforços poderão ser determinados através de um dos seguintes métodos: a) análise global elástica. 5. . NOTA: No caso de uma análise pelo método dos elementos finitos (MEF).3. poderá adoptar-se um método simplificado de redistribuição plástica limitada dos momentos flectores em que as parcelas excedentes desses momentos são redistribuídas por qualquer outro elemento.2(2) a (4).4 Imperfeições dos elementos (1) Os efeitos das imperfeições locais dos elementos estão incorporados nas respectivas fórmulas de verificação da resistência à encurvadura.3. e deverá satisfazer os requisitos especificados em 5. e b) todos os elementos em que se considere uma redução de momentos tenham secções transversais de Classe 1 ou Classe 2 (ver 5. de acordo com 5. ver a EN 1993-1-5. (2) Os esforços poderão ser calculados por meio de uma análise global elástica. desde que: a) os esforços no pórtico permaneçam em equilíbrio com as forças aplicadas.2(7)a). sendo um dos planos de simetria o plano de rotação da rótula. 5.5).6. mesmo no caso de a resistência das secções transversais dos elementos se basear na sua resistência plástica. Em geral.4 Métodos de análise considerando o comportamento não linear dos materiais 5. 47 de 116 5.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.2(3)b). em que e0.2. NOTA: O Anexo Nacional poderá definir o valor de k.2.2(5) ou 5.d. 5. e c) seja impedida a encurvadura lateral dos elementos. (3) No caso de uma análise de segunda ordem que tem em conta a encurvadura lateral de um elemento flectido.4.5. ver 6. não é necessário considerar uma imperfeição adicional associada à torção. b) análise global plástica.2 Análise global elástica (1) A análise global elástica deverá basear-se na hipótese de a relação tensão-deformação do material ser linear para qualquer nível de tensões actuantes.4. deverão ser tidas em conta imperfeições dos elementos comprimidos com amplitudes e0 obtidas a partir de 5. esta deverá possuir uma resistência suficiente para assegurar que a rótula se mantém apenas no elemento ou deverá ser capaz de assegurar a resistência plástica para uma rotação suficiente.1.

ver a EN 1993-1-8.5 Classificação das secções transversais 5. efeitos de segunda ordem). NOTA: A resistência máxima de um pórtico muito flexível poderá ser atingida para uma carga inferior àquela que corresponde à formação de todas as rótulas plásticas associadas ao mecanismo de colapso obtido através de uma análise de primeira ordem. ver 5.e. 48 de 116 Para voto final da CT 115 (3) A análise global elástica poderá também ser utilizada quando a resistência das secções transversais for limitada pela encurvadura local. – – (2) A análise global plástica poderá ser utilizada quando os elementos têm uma capacidade de rotação suficiente para permitir as redistribuições de momentos flectores necessárias. as ligações são classificadas apenas quanto à sua resistência.6. uma análise rígido-plástica em que se despreza o comportamento elástico dos troços dos elementos entre rótulas plásticas.3 Análise global plástica (1) A análise global plástica considera os efeitos do comportamento não linear dos materiais no cálculo dos efeitos provocados pelas acções num sistema estrutural.. . poderá adoptar-se uma relação mais precisa.NP EN 1993-1-1 2008 p. Em alternativa.8 – Relação tensões-extensões bilinear (5) A análise rígido-plástica poderá ser aplicada quando não é necessário considerar os efeitos da configuração deformada da estrutura (i. ver EN 1993-1-5. Neste caso. uma análise plástica não linear em que é considerada a plastificação parcial dos elementos ao longo das zonas plásticas. 5.5 e 5.2. (3) A análise global plástica só deverá ser utilizada quando for possível assegurar a estabilidade dos elementos onde se formem as rótulas plásticas. Este comportamento deverá ser modelado por um dos seguintes métodos: – uma análise elasto-plástica em que as secções e/ou ligações plastificadas são modeladas como rótulas plásticas. ver 6.4.8 poderá ser utilizada para as classes de aço estrutural especificadas na secção 3. Figura 5.5. ver 6. (4) A relação tensão-deformação bilinear indicada na Figura 5. (6) Os efeitos associados à configuração deformada da estrutura e a sua estabilidade deverão ser tidos em consideração de acordo com os princípios indicados em 5.1 Bases (1) A classificação das secções transversais tem como objectivo identificar em que medida a sua resistência e a sua capacidade de rotação são limitadas pela ocorrência de encurvadura local.5.3. 5.2.

2. essa secção poderá ser classificada como sendo da Classe 2. (10) No entanto.3. quando a verificação da resistência à encurvadura de um elemento é efectuada de acordo com a secção 6.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.2 considerando o valor de ε multiplicado por f y / γ M0 σ com. obtido através de uma análise de primeira ordem ou. a classificação de uma secção transversal poderá ser definida pela indicação simultânea da classe do banzo e da classe da alma. (3) A classificação de uma secção transversal depende da relação entre a largura e a espessura dos seus componentes comprimidos. ser de classes diferentes. as secções transversais da Classe 2 são aquelas que podem atingir o momento plástico resistente.4. mas em que a encurvadura local pode impedir que o momento plástico resistente seja atingido. com a capacidade de rotação necessária para uma análise plástica. da seguinte forma: – as secções transversais da Classe 1 são aquelas em que se pode formar uma rótula plástica. NOTA: No caso da encurvadura da alma induzida pelo banzo. (6) Uma secção transversal é classificada de acordo com a classe mais elevada (menos favorável) dos seus componentes comprimidos. 5.Ed é o máximo valor de cálculo da tensão de compressão no componente.2. ver a EN 1993-1-5.2. – – – (2) Nas secções transversais da Classe 4 poderão adoptar-se larguras efectivas para ter em consideração as reduções de resistência devidas aos efeitos da encurvadura local. (5) Os diversos componentes comprimidos de uma secção transversal (tais como uma alma ou um banzo) podem.2.4(1). (9) Excepto no caso indicado em (10). ver a EN 1993-1-5.5. de segunda ordem.2.2. (7) Em alternativa. 3 ou 4. deverão ser sempre adoptados para a Classe 3 os limites indicados no Quadro 5. mas cuja capacidade de rotação é limitada pela encurvadura local. as secções da Classe 4 poderão ser consideradas como sendo da Classe 3 se as relações largura-espessura forem inferiores aos limites da Classe 3 indicados no Quadro 5. apenas em função da classe dos banzos. em que σ com .2. (8) Os valores limites da relação entre as dimensões dos componentes comprimidos das Classes 1. em geral. as secções transversais da Classe 4 são aquelas em que ocorre a encurvadura local antes de se atingir a tensão de cedência numa ou mais partes da secção transversal. 49 de 116 5. pode atingir o valor da tensão de cedência.1(10) e 6. sem redução da sua resistência. 2 e 3 são indicados no Quadro 5. calculada com base numa distribuição elástica de tensões.2 Classificação (1) São definidas quatro classes de secções transversais. (4) Os componentes comprimidos incluem todas as partes de uma secção transversal que se encontrem total ou parcialmente comprimidas sob o carregamento considerado. excepto nos casos especificados em 6. Ed .2. Um componente que não satisfaça os limites da Classe 3 deverá ser considerado como sendo da Classe 4. (11) As secções transversais com uma alma da Classe 3 e banzos da Classe 1 ou 2 poderão ser classificadas como sendo da Classe 2 desde que seja adoptada uma alma efectiva de acordo com 6. se necessário.2. (12) Quando numa secção transversal se considera que a alma resiste apenas ao esforço transverso e se admite que não contribui para a resistência à flexão e ao esforço normal. . as secções transversais da Classe 3 são aquelas em que a tensão na fibra extrema comprimida.

em que d é definido em (3)a). medida a partir do local da rótula. (4) Nas zonas adjacentes a uma rótula plástica. sendo d a altura livre da alma nesse local. o banzo comprimido deverá ser da Classe 1 numa extensão medida ao longo do elemento. não inferior ao maior dos seguintes valores: – 2d. ver 6.5(4) ao longo da distância definida em (3)b).2. de encurvadura do elemento e de encurvadura global da estrutura. . – distância à secção adjacente em que o momento actuante no elemento diminui para 0. qualquer furo de uma ligação em zona traccionada deverá satisfazer 6. a espessura da alma não deverá ser reduzida numa extensão de pelo menos 2d ao longo do elemento.NP EN 1993-1-1 2008 p. incluindo os efeitos combinados dos fenómenos de encurvadura local.8 vezes o momento resistente plástico na secção considerada. o banzo comprimido deverá ser da Classe 1 ou 2 e a alma deverá ser da Classe 1. possam vir a existir ou tenham existido rótulas plásticas sob as cargas de cálculo. poderá considerar-se que a capacidade de redistribuição plástica de momentos é suficiente se forem satisfeitos os requisitos de (2) a (4) em todos os elementos em que existam. (3) No caso de a secção transversal do elemento variar ao longo do seu comprimento. (2) Num elemento de secção constante. deverão ser colocados reforços da alma a uma distância não superior a h/2 da rótula plástica. sendo h a altura da secção transversal nesse local. deverão ser satisfeitos os seguintes critérios adicionais: a) nas zonas adjacentes a uma rótula plástica. b) no caso de se aplicar à alma da secção transversal onde se situe uma rótula plástica uma força transversal superior a 10 % da resistência ao esforço transverso dessa secção. b) nas zonas adjacentes a uma rótula plástica.6 Requisitos das secções transversais para uma análise global plástica (1) No local onde se situe uma rótula plástica. de cada um dos lados da rótula plástica. poderá admitir-se que a capacidade de rotação numa rótula plástica é suficiente se forem satisfeitas as duas condições seguintes: a) o elemento tem secções transversais da Classe 1 nos locais onde se situem rótulas plásticas. (5) No que se refere aos requisitos das secções transversais para o cálculo plástico de um pórtico.6. (6) Nos casos em que se utilize um método de análise global plástico que tenha em consideração as distribuições reais de tensões e extensões ao longo do elemento. 50 de 116 Para voto final da CT 115 5. a secção transversal do elemento onde se forma a rótula plástica deverá ter uma capacidade de rotação superior ou igual à necessária nesse local. c) nas restantes zonas do elemento. de cada um dos lados dessa rótula.2. não é necessário considerar os requisitos (2) a (5). 2 ou 3.

51 de 116 Quadro 5.75 460 0.2 (página 1 de 3) – Limites máximos das relações largura-espessura para paredes comprimidas Paredes internas comprimidas c t t c t c t c Eixo de flexão t c t c t c Classe Distribuição das tensões nas paredes (compressão positiva) Parede solicitada à flexão fy + c fy t c Eixo de flexão Parede solicitada à compressão fy + c fy - Parede solicitada à flexão e à compressão fy + fy αc c 1 c / t ≤ 72ε c / t ≤ 33ε 396 ε 13 α − 1 36 ε quando α ≤ 0.5 : c/t ≤ α 2 c / t ≤ 83ε fy c / t ≤ 38ε fy Distribuição das tensões nas paredes (compressão positiva) fy + c + c/2 + c ψ fy c fy 3 c / t ≤ 124ε fy ε 235 1.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.5 ε α ≤ 0.71 *) ψ ≤ -1 aplica-se ou quando a tensão de compressão σ ≤ fy ou quando a extensão de tracção εy > fy / E .92 quando ψ > −1 : c/t ≤ 42ε 0.81 420 0.67 + 0.5 : c/t ≤ α quando α > 0.5 : c/t ≤ 456 ε 13 α − 1 41.33ψ quando ψ ≤ −1*) : c/t ≤ 62ε2ε− ψ) (−ψ) ε = 235 / f y 355 0.00 c / t ≤ 42ε 275 0.5 : c/t ≤ quando quando α > 0.

75 460 0.71 . 52 de 116 Para voto final da CT 115 Quadro 5.2 (página 2 de 3) – Limites máximos das relações largura-espessura para paredes comprimidas Banzos em consola c t t c c t t c Secções laminadas Classe Distribuição das tensões nas paredes (compressão positiva) 1 Parede solicitada à compressão Secções soldadas Parede solicitada à flexão e à compressão Extremidade comprimida αc Extremidade traccionada αc + c + c + c - c / t ≤ 9ε c/t ≤ c/t ≤ 9ε α 10ε α + c/t ≤ c/t ≤ 9ε α α 10ε α α 2 Distribuição das tensões nas paredes (compressão positiva) 3 c / t ≤ 10ε + c c c c / t ≤ 14ε fy ε 235 1.00 275 0.NP EN 1993-1-1 2008 p.92 c / t ≤ 21ε k σ Para kσ ver a EN 1993-1-5 ε = 235 / f y 355 0.81 420 0.

81 0. 53 de 116 Quadro 5.85 355 0.51 ε = 235 / f y ε ε2 .92 0.5ε 2t Secções tubulares t d Classe 1 2 3 Secção em flexão e/ou compressão d / t ≤ 50ε 2 d / t ≤ 70ε 2 d / t ≤ 90ε 2 NOTA: Para d / t > 90ε 2 ver a EN 1993-1-6.75 0.71 0. fy 235 1.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.56 460 0.2 (página 3 de 3) – Limites máximos das relações largura-espessura para paredes comprimidas Cantoneiras h t b Não se aplica a cantoneiras em contacto contínuo com outros componentes Consultar também “Banzos em consola” (ver página 2 de 3) Classe Distribuição das tensões na secção (compressão positiva) 3 Secção comprimida + fy + h / t ≤ 15ε : b+h ≤ 11.00 1.00 275 0.66 420 0.

25 6. qualquer que seja a sua classe. ver a EN 1993.NP EN 1993-1-1 2008 p. sejam utilizadas as propriedades da secção transversal efectiva. no caso da verificação das secções transversais da Classe 4.1) σ x . o seu efeito combinado não deve exceder a resistência correspondente a essa combinação. Parte 2 a Parte 6.1 Generalidades (1) Os coeficientes parciais γM definidos em 2.2 Resistência das secções transversais 6. no caso de vários efeitos de acções actuarem simultaneamente.Ed  σ z . .3 deverão ser aplicados.Ed   σ z . o Anexo Nacional poderá definir os coeficientes parciais γMi .1 Generalidades (1)P O valor de cálculo do efeito de uma acção em cada secção transversal não deve ser superior ao valor de cálculo da resistência correspondente e. (3) Os valores de cálculo da resistência deverão depender da classificação da secção transversal.2.Ed   σ x . Os valores numéricos recomendados para edifícios são os seguintes: γM0 = 1. σ z . avaliada através de verificações individuais de cada elemento: resistência à rotura de secções transversais traccionadas em zonas com furos de ligação: resistência das ligações: γM0 γM1 γM2 ver a EN 1993-1-8 – – NOTA 1: Para outros valores numéricos recomendados. Parte 2 a Parte 6. aos diversos valores característicos da resistência indicados na presente secção.  σ x .00 γM2 = 1. (2) Os efeitos de “shear lag” e os efeitos da encurvadura local deverão ser tidos em conta através de uma largura efectiva. (5) O critério de cedência seguinte poderá ser utilizado para a verificação elástica. (4) Todas as secções transversais poderão ser objecto de uma verificação elástica.8 a 6. Para estruturas não abrangidas pela EN 1993.4. NOTA 2B: Os coeficientes parciais γMi para edifícios poderão ser definidos no Anexo Nacional. de acordo com a EN 1993-1-5.Ed valor de cálculo da tensão transversal local actuante no ponto considerado. ver 6. em relação à sua resistência elástica. de um ponto crítico da secção transversal. de acordo com a EN 1993-1-5.Ed   τ Ed    +  −   + 3  ≤1  f γ   f γ   f γ  f γ   f γ   y M 0   y M 0   y M 0  y M 0   y M 0  em que: 2 2 2 (6. Os efeitos da encurvadura por esforço transverso também deverão ser considerados. do seguinte modo: – – resistência das secções transversais de qualquer classe: resistência dos elementos em relação a fenómenos de encurvadura. a não ser que sejam aplicáveis outras fórmulas de interacção.00 γM1 = 1.10. desde que. recomenda-se que os coeficientes parciais γMi sejam obtidos a partir da EN 1993-2. τ Ed valor de cálculo da tensão tangencial local actuante no ponto considerado. 54 de 116 Para voto final da CT 115 6 Estados limites últimos 6.Ed valor de cálculo da tensão longitudinal local actuante no ponto considerado.2.2.

(9) Quando todos os elementos comprimidos de uma secção transversal são da Classe 3. (10) A determinação da resistência de uma secção transversal da Classe 3. Não é necessário deduzir os furos das ligações. poderá ser utilizada como uma estimativa conservativa para todas as classes de secções transversais. correspondentes a cada esforço actuante. (8) Poderá considerar-se que uma secção transversal é capaz de desenvolver toda a sua resistência plástica à flexão quando todos os seus elementos comprimidos são da Classe 1 ou da Classe 2. uma vez que exclui a distribuição plástica parcial de tensões. poderá considerar-se que as fibras extremas se situam no plano médio dos banzos. NOTA: Esta soma máxima traduz a posição da linha crítica de rotura. 2 ou 3. poderá tomar em consideração a reserva de resistência plástica da zona traccionada. (3) Desde que os furos não estejam dispostos em quincôncio. os quais dependem da classe da secção transversal e incluem qualquer redução associada aos efeitos do esforço transverso.Ed.2. a qual é permitida no cálculo elástico.2. MRd e VRd. a dedução de um furo de ligação deverá corresponder à área bruta da secção transversal do furo no plano do seu eixo. Área útil (1) A área útil de uma secção transversal deverá ser considerada igual à sua área bruta deduzida de todas as parcelas relativas a furos e a outras aberturas. ver a EN 1993-1-9. a sua resistência deverá ser calculada com base numa distribuição elástica de extensões na secção.2. No caso das secções transversais de Classe 1.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.Rd e Mz. ver 6.Rd (6. ver 6. (2) No cálculo das propriedades da secção útil. este método poderá ser aplicado através do seguinte critério: N Ed M y . admitindo uma plastificação parcial dessa zona. My. 55 de 116 NOTA: A verificação de acordo com (5) pode ser conservativa. As tensões de compressão nas fibras extremas deverão ser limitadas à tensão de cedência. sujeitas a uma combinação de esforços NEd .2.1). 6. Para a fadiga. Por este motivo só deverá ser realizada nos casos em que não se possa efectuar a verificação com base nas resistências NRd . (6) A resistência plástica das secções transversais deverá ser verificada através de uma distribuição de tensões em equilíbrio com os esforços internos. em que não seja excedida a tensão de cedência.8. a área total de furos a deduzir deverá ser o valor máximo da soma das áreas das secções dos furos em qualquer secção transversal perpendicular ao eixo do elemento (ver plano de rotura 2 na Figura 6.2) em que NRd .3(2).9.Rd M z . .Ed M z . NOTA: Para as secções transversais da Classe 4. 6.Rd são os valores de cálculo dos esforços resistentes.1 Secção transversal bruta (1) As propriedades da secção bruta deverão ser determinadas com base nas suas dimensões nominais. NOTA: Para as verificações em relação ao estado limite último.Ed e Mz. em que a plastificação ocorra primeiro no lado traccionado dessa secção.2. Os elementos de cobrejunta não deverão ser incluídos.2.2 Propriedades das secções 6. (7) A soma linear das relações esforço/resistência.2. No caso de furos escareados deverá tomar-se em consideração a profundidade do escareamento.Ed + + ≤1 N Rd M y . mas outras aberturas maiores deverão ser tomadas em consideração. Esta distribuição de tensões deverá ser compatível com as deformações plásticas que lhe estão associadas. My.

(5) Numa cantoneira ou noutro elemento com furos em mais do que um plano. ou parte dele.3) passo em quincôncio.1. diâmetro de um furo.NP EN 1993-1-1 2008 p. espessura.2).1 – Furos em quincôncio e linhas críticas de rotura 1 e 2 Figura 6.2 – Cantoneiras com furos nas duas abas . a deduzir quando os furos não estão dispostos em quincôncio. número de furos ao longo de qualquer linha que atravesse totalmente a largura de um elemento. a distância p deverá ser medida ao longo do plano médio da espessura do material (ver Figura 6. entre eixos de dois furos consecutivos de alinhamentos adjacentes. ver Figura 6. medido na direcção do eixo do elemento. 56 de 116 Para voto final da CT 115 (4) Quando os furos estão dispostos em quincôncio. distância entre alinhamentos de furos adjacentes medida na direcção normal ao eixo do elemento. a área total de furos a deduzir deverá ser o maior dos seguintes valores: a) a área definida em (3). Figura 6. em diagonal ou ziguezague. b)  s2   nd 0 − ∑  t 4p    em que: s p t n d0 (6.

4 Propriedades efectivas das secções transversais com almas da Classe 3 e banzos das Classes 1 ou 2 (1) No caso de uma secção transversal com uma alma da Classe 3 e banzos das Classes 1 ou 2.2. classificada como uma secção transversal efectiva da Classe 2.2.3 Efeitos de “shear lag” (1) O cálculo das larguras efectivas é coberto pela EN 1993-1-5.3 – Alma eficaz da Classe 2 6.2(11).5 Propriedades da secção efectiva das secções transversais da Classe 4 (1) As propriedades da secção efectiva das secções transversais da Classe 4 deverão basear-se nas larguras efectivas das suas partes comprimidas. 1 20 ε t w 4 3 20 ε t w fy + 2 fy 2 1 1 2 3 4 compressão tracção eixo neutro plástico desprezar Figura 6. (2) No caso de secções de parede fina enformadas a frio.4) . ver 5.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. 57 de 116 6. 6.1. (3) As larguras efectivas das partes comprimidas deverão ser definidas com base na EN 1993-1-5. ver 1. ver a EN 1993-1-3. e por outro elemento de alma de altura igual a 20εtw adjacente ao eixo neutro plástico da secção transversal efectiva. a parte comprimida da alma deverá ser substituída por um elemento de alma de altura igual a 20εtw adjacente ao banzo comprimido.5.2(1) e a EN 1993-1-3. (4) Quando uma secção transversal da Classe 4 está sujeita a um esforço normal de compressão.2.2. (2) A interacção entre o “shear lag” e a encurvadura local nas secções de Classe 4 deverá ser considerada de acordo com a EN 1993-1-5. conforme se indica na Figura 6.2.3. deverá utilizarse o método indicado na EN 1993-1-5 para determinar o eventual afastamento eN entre os centros de gravidade das áreas das secções efectiva (Aeff) e bruta e o resultante momento adicional: ∆M Ed = N Ed e N (6.2. NOTA: Para elementos finos enformados a frio.

Rd (definido em 6. o valor de cálculo do esforço normal plástico resistente. 6. Npl. da secção útil na zona com furos de ligação.3(2) a)). o valor de cálculo do esforço normal resistente de tracção Nt.7) (3) Nos casos em que seja necessário assegurar a sua capacidade de deformação plástica. ver a EN 1993-1-6.3(2). ver também a EN 1993-1-8.9.Rd (6.9) (2) O valor de cálculo do esforço normal resistente à compressão uniforme Nc.4 Compressão (1)P O valor de cálculo do esforço de compressão actuante NEd em cada secção transversal deve satisfazer a condição: N Ed ≤ 1. deverá ser inferior ao valor de cálculo do esforço normal resistente último da secção útil na zona com furos de ligação. em que: N net .3(1)). 58 de 116 Para voto final da CT 115 NOTA: O sinal do momento adicional depende do seu efeito na combinação de esforços.2(1).6) b) o valor de cálculo do esforço normal resistente último da secção útil na zona com furos de ligação N u .Rd = Afy γ M0 (6.Rd = A fy γ M0 para as secções transversais das Classes 1.0 N c .8) (5) No caso de cantoneiras ligadas por uma aba.2. deverá ser considerado igual a Nnet.Rd deverá ser determinado do seguinte modo: N c. 3.2.Rd. (5) No caso de secções circulares ocas com secções transversais da Classe 4.Rd (definido em 6. O mesmo procedimento deverá ser seguido nos casos de outros tipos de secções ligadas por componentes salientes. 2 ou 3 (6. 6.3 Tracção (1)P O valor de cálculo do esforço de tracção NEd em cada secção transversal deve satisfazer a condição: N Ed ≤ 1.5) (2) No caso de secções com furos.4.2.2.(definido em 6.0 N t .Rd = A net f y γ M0 (6. Nt.2. ver 6.3.3(2) b)).Rd (6.2. Nu.Rd = 0.NP EN 1993-1-1 2008 p.Rd deverá ser considerado igual ao menor dos seguintes valores: a) o valor de cálculo do esforço normal plástico resistente da secção bruta N pl. 3.Rd. ver a EN 1998.10) .6.9A net f u γ M2 (6. o valor de cálculo do esforço normal resistente de tracção. (4) Nas ligações da Categoria C (ver EN 1993-1-8.

devido ao afastamento entre os centros de gravidade das áreas das secções efectiva (Aeff) e bruta.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.0 M c. ≥ Af fy γ M0 (6. 59 de 116 N c.9.net 0.min f y γ M0 para as secções transversais da Classe 4 (6.8) na zona das rótulas plásticas.Rd = M pl.16) NOTA: O critério indicado em (4) assegura a verificação do “capacity design” (ver 1.5 Momento flector (1)P O valor de cálculo do momento flector actuante MEd em cada secção transversal deve satisfazer a condição: M Ed ≤ 1.Rd = M c . em relação a ambos os eixos principais da secção. (3) No caso de flexão desviada.min f y γ M0 para as secções transversais das Classes 1 ou 2 (6. . (5) Os furos das ligações na zona traccionada da alma não necessitam de ser considerados desde que o limite indicado em (4) seja respeitado na totalidade da zona traccionada.2.5(4).15) em que Wel.14) M c .Rd é determinado tendo em conta os furos das ligações.min se referem à fibra da secção onde a tensão elástica é mais elevada.Rd = M el. (4) Os furos das ligações no banzo traccionado poderão ser ignorados desde que nesse banzo: A f .2.5.3. (6.9 f u γ M2 em que Af é a área do banzo traccionado.2.2.11) (3) Os furos das ligações nos elementos comprimidos não necessitam de ser considerados desde que se encontrem preenchidos com elementos de ligação. 6.min e Weff.12) (2) O valor de cálculo do momento flector resistente de uma secção transversal em relação a um dos seus eixos principais é determinado do seguinte modo: M c .13) para as secções transversais da Classe 3 (6.2.9.Rd = A eff f y γ M0 para as secções transversais da Classe 4 (6. incluindo o banzo traccionado e a zona traccionada da alma. ver (4) a (6).Rd = Weff . (4) No caso de secções assimétricas da Classe 4 deverá adoptar-se o método indicado em 6. ver 6.Rd em que Mc.Rd = Wpl f y γ M0 Wel. deverão ser utilizados os métodos indicados em 6. para se tomar em consideração o momento adicional actuante ∆MEd. excepto nos casos de furos sobredimensionados ou ovalizados conforme definido na EN 1090.

carga paralela à alma η ∑ (h w w t ) e) secções soldadas em I. excepto nos casos de furos sobredimensionados ou ovalizados.Rd representa o valor de cálculo do esforço transverso resistente elástico.0 Vc . calculado de acordo com (4) e (5). 6.Rd é o valor de cálculo do esforço transverso resistente. carga paralela à alma A − 2bt f + (t w + 2r ) t f mas não inferior a ηh w t w A − 2bt f + (t w + r ) t f 0. H. 60 de 116 Para voto final da CT 115 (6) Os furos das ligações na zona comprimida da secção transversal não necessitam de ser considerados desde que se encontrem preenchidos com elementos de ligação.17) em que Vc.Rd = em que Av é a área resistente ao esforço transverso.18) (3) A área resistente ao esforço transverso Av poderá ser calculada do seguinte modo: a) secções laminadas em I e H. espessura dos banzos. No caso de um cálculo plástico. carga paralela à alma b) secções laminadas em U. o valor de cálculo do esforço transverso plástico resistente é obtido por: Vpl. A- ∑ (h w tw ) Ah/(b+h) Ab/(b+h) 2A/π espessura da alma (se a espessura da alma não for constante. (2) Na ausência de torção. raio de concordância.NP EN 1993-1-1 2008 p. U e caixão. Vc. carga paralela à alma c) secção laminada em T.2.9 (A − bt f ) d) secções soldadas em I. H e caixão. Av fy / 3 γ M0 ( ) (6. Vc.Rd representa o valor de cálculo do esforço transverso plástico resistente Vpl. No caso de um cálculo elástico.Rd.6 Esforço transverso (1)P O valor de cálculo do esforço transverso actuante VEd em cada secção transversal deve satisfazer a condição: VEd ≤ 1.Rd (6. altura total. definido em (2). carga paralela aos banzos f) secções laminadas rectangulares ocas de espessura uniforme: carga paralela à altura carga paralela à largura g) secções circulares ocas e tubos de espessura uniforme: em que: A b h hw r tf tw área da secção transversal. largura total. altura da alma. tw deverá ser considerado igual à espessura .

a qual é permitida no cálculo elástico. se: hw ε > 72 tw η Para obter o valor de η ver secção 5 da EN 1993-1-5.22) (7) Os furos das ligações não necessitam de ser considerados na verificação em relação ao esforço transverso. de forma conservativa.2. ver (5). NOTA: O valor de η poderá ser considerado igual a 1. (4) Para se verificar o esforço transverso resistente elástico. 6.Rd.7(9). a tensão tangencial na alma poderá ser considerada igual a: τ Ed = em que: Af área de um banzo.2. S I t momento estático da parte da secção transversal limitada pelo eixo que passa pelo ponto considerado. (5) No caso de secções em I ou H. Aw área da alma: Aw = hw tw. uma vez que exclui a distribuição plástica parcial das tensões tangenciais. de acordo com a expressão (6. NOTA: O valor de η poderá ser considerado igual a 1. excepto na determinação do seu valor de cálculo nas zonas de ligação indicadas na EN 1993-1-8.Rd deverá ser reduzido conforme especificado em 6. (8) Nos casos em que o esforço transverso se encontre associado a um momento torsor.21) (6) Além disso. no caso de almas sem reforços intermédios. Vc. de forma conservativa.0. a não ser que se aplique a verificação em relação à encurvadura especificada na secção 5 da EN 1993-1-5: fy em que τEd poderá ser obtido de: τ Ed = em que: ( τ Ed 3 γ M0 ) ≤ 1. Por este motivo só deverá ser realizada nos casos em que não se possa efectuar a verificação com base na resistência Vc.17). η ver a EN 1993-1-5. poderá utilizar-se o seguinte critério relativo a um ponto crítico da secção transversal. momento de inércia da totalidade da secção transversal. NOTA: A verificação de acordo com (4) é conservativa. a verificação da resistência à encurvadura por esforço transverso deverá ser efectuada de acordo com a secção 5 da EN 1993-1-5. 61 de 116 mínima). VEd se A f / A w ≥ 0.6 Aw (6. o valor de cálculo do momento torsor actuante TEd em cada secção transversal deverá satisfazer a condição: .Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. espessura da secção no ponto considerado. (6.20) VEd valor de cálculo do esforço transverso actuante. o esforço transverso plástico resistente Vpl.Rd.0.19) VEd S It (6.0 (6.7 Torção (1) No caso de elementos sujeitos a torção em que as deformações de distorção poderão ser ignoradas.

Ed e Tw. Também a título simplificativo.0 Vpl.Ed associadas à torção não uniforme Tw. tendo em conta as propriedades da secção do elemento. (7) A título simplificativo. Ed momento torsor não uniforme (de empenamento) actuante.Ed devidas à torção de St. (3) Os valores de Tt.T.T . o valor de cálculo do esforço transverso plástico resistente com torção deverá ser reduzido de Vpl.Ed + Tw. (6) No caso da determinação do momento flector plástico resistente de uma secção transversal em flexão e torção. (9) No caso de uma combinação de esforço transverso e momento torsor. (6.1(5).0 TRd em que: TRd valor de cálculo do momento torsor resistente da secção transversal.Ed. e o valor de cálculo do esforço transverso actuante deverá satisfazer a condição: VEd ≤ 1. podem ser ignorados.NP EN 1993-1-1 2008 p. ver (3). Venant Tt.Rd.26) .Ed momento de torção de St.Ed. (4) Deverão ser tomadas em consideração as seguintes tensões devidas à torção: – – (6. conforme indicado na EN 1993-1-5.Ed em qualquer secção transversal poderão ser determinados a partir de TEd através de uma análise elástica.Ed em que: Tt.Rd para Vpl.Ed ) Vpl.24) as tensões tangenciais actuantes τt. as tensões normais longitudinais actuantes σw. podem ser ignorados. como num perfil tubular.T .23) (2) O momento torsor total actuante TEd em qualquer secção transversal deverá ser considerado igual à soma de dois efeitos internos: TEd = Tt. poderá considerar-se que os efeitos da torção de S. como num perfil em I ou H. Tw.Rd poderá ser determinado através de uma das expressões seguintes: – (6. poderá considerar-se que os efeitos de empenamento por torção num elemento de secção transversal oca fechada. (5) No caso de uma verificação elástica poderá aplicar-se o critério de resistência indicado em 6. 62 de 116 Para voto final da CT 115 TEd ≤ 1. Venant actuante.2. as condições de ligação nos apoios e a distribuição das acções ao longo do elemento.25) para uma secção em I ou H: Vpl.Rd O valor de Vpl. apenas os efeitos de torção BEd deverão ser determinados a partir de uma análise elástica.Ed devidas ao bimomento BEd e as tensões tangenciais actuantes τw.Rd (6.Rd = 1 − 1.T. Venant num elemento de secção transversal aberta. (8) No cálculo do momento torsor resistente TRd de secções ocas fechadas deverão ser considerados os valores de cálculo do esforço transverso resistente das componentes individuais da secção transversal.25 f y / 3 /γ M 0 ( τ t.

o seu efeito sobre o momento flector resistente poderá ser desprezado.T . Rd  seu valor deverá ser considerado igual a 0 quando VEd ≤ 0. o valor de cálculo do momento flector plástico resistente. (2) Nos casos em que o esforço transverso seja inferior a metade do esforço transverso plástico resistente. ser calculado do seguinte modo: 2  ρAw  Wpl.2. o momento flector resistente reduzido deverá ser considerado igual ao valor de cálculo da resistência da secção transversal. V .30) em que My. flectidas em relação ao eixo principal de maior inércia.25 f y / 3 /γ M 0 f y / 3 /γ M 0     ( ) ( ) (6.T . ρ deverá ser calculado a partir de ρ =  − 1 . poderá.29)  2 VEd  em que ρ =  − 1 e Vpl.Rd = 1 −  Vpl. .Ed Vpl. ver a EN 1993-1-5.8 Flexão com esforço transverso (1) Na presença de esforço transverso.Rd Vpl. na área resistente ao esforço transverso.Rd. Rd ≤ M y .7.Rd (6. uma tensão de cedência reduzida: (1 – ρ) fy (6. ver secção 7 da EN 1993-1-5.6. esforço transverso e efeitos locais das cargas transversais.2.T.Rd  NOTA: Ver também 6. os seus efeitos deverão ser tomados em consideração no cálculo do momento flector resistente.c.Rd é calculado de acordo com 6.10(3).Rd =  1 − − 1. ver 6.2. 6. Rd mas M y .Ed τ w .Ed  Vpl.2. (5) No caso de secções transversais com banzos iguais em I. 2  2 VEd  (4) No caso da existência de torção.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.27) – para uma secção estrutural oca:   τ t.28) em que Vpl. V . mas o V   pl. V   pl.5(2) e Aw = hw tw (6) No caso de interacção entre flexão.T . em alternativa. (3) No caso contrário. reduzido para ter em conta o esforço transverso. y −   fy 4tw    = γ M0 2 M y .Rd é calculado de acordo com 6.Rd é calculado de acordo com 6. adoptando-se.5Vpl.6(2). 63 de 116 para uma secção em U: –   τ t.2.c . excepto se a resistência da secção for reduzida pela encurvadura por esforço transverso.2.Rd f y / 3 /γ M 0     ( ) (6.

31) em que MN. poderão utilizar-se as seguintes expressões aproximadas.NP EN 1993-1-1 2008 p.Rd 1 −     n −a   1− a  2     (6. o seu efeito no cálculo do momento flector plástico resistente deverá ser tomado em consideração.38) em que: n = NEd / Npl.y. (3) No caso de uma secção rectangular cheia sem furos para ligações.Rd = M pl. e de secções soldadas em I ou H com banzos iguais.35) (5) No caso de secções laminadas correntes em I ou H.y. 64 de 116 6.2.Rd (6.z.Rd ) [ 2 ] (6.9.37) para n > a: MN. H ou outras. não é necessário ter em conta o efeito do esforço normal no cálculo do momento flector plástico resistente. em relação ao eixo z-z.y.Rd e N Ed ≤ 0.Rd (1-n)/(1-0.5a) para n ≤ a: MN.Rd = Mpl.z.1 Secções transversais das Classes 1 e 2 (1) Na presença de um esforço normal.z.9 Flexão composta Para voto final da CT 115 6.Rd a = (A-2btf )/A mas a ≤ 0.33) (6.Rd = Mpl. quando: N Ed ≤ hw tw fy γ M0 (6.34) No caso de secções duplamente simétricas.Rd ≤ Mpl. em I. em I ou H. deve ser satisfeito o seguinte critério: MEd ≤ MN.32) (4) No caso de secções duplamente simétricas com banzos.Rd mas MN. MN. não é necessário ter em conta o efeito do esforço normal no cálculo do momento flector plástico resistente. (2)P No caso de secções transversais das Classes 1 e 2.2.Rd deverá ser determinado de acordo com: M N . quando não for necessário tomar em consideração os furos das ligações: MN.25 N pl.z.Rd = Mpl.Rd (6.Rd 1 − (N Ed / N pl.y. quando os dois critérios seguintes são satisfeitos: N Ed ≤ 0.Rd é o valor de cálculo do momento flector plástico resistente reduzido pelo esforço normal NEd. em relação ao eixo y-y.5 h w t w f y γ M0 (6.36) (6.5 .

z.2bt)/A aw = (A-2btf)/A af = (A .2.Rd   M N .4 e 6. os furos das ligações.Rd (6. e na ausência de esforço transverso. ou então ser calculadas do seguinte modo: – secções em I e H: α = 2 . .41) em que α e β são constantes que poderão.Rd (1 . tendo em conta.2.Rd = Mpl.13 n 2 mas α = β ≤ 6 em que n = NEd / Npl.z . de forma conservativa.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.z.y.39) (6.n)/(1 . quando necessário.5.5 para secções em caixão soldadas α β mas MN.Rd ≤ Mpl.5af ) em que: aw = (A .y.40) (6) No caso de flexão desviada poderá adoptar-se o seguinte critério:  M y . β = 5n α = 2.Rd      (6.5 para secções ocas mas aw ≤ 0.Rd ≤ Mpl.Rd (1 . ver 6.2ht)/A af = (A-2htw )/A mas aw ≤ 0.2.Rd mas MN.5aw) MN.Ed   M z .0. y .9.Rd = Mpl.42) em que σ x . 65 de 116 No caso de secções rectangulares ocas de espessura uniforme. 6.Ed ≤ fy γ M0 (6.β= 2 mas β ≥ 1 – secções circulares ocas: secções rectangulares ocas: – α=β= 1. poderão utilizar-se as seguintes expressões aproximadas.66 1 − 1. quando não for necessário tomar em consideração os furos das ligações: MN.2.z. a tensão longitudinal máxima deve satisfazer o critério: σ x .n)/(1 .y.Rd . 6.3.Ed    +  ≤1  M N . e de secções soldadas em caixão com banzos e almas iguais.y.0. ser consideradas iguais à unidade.5 para secções ocas mas af ≤ 0.2 Secções transversais da Classe 3 (1)P No caso de secções transversais da Classe 3.Ed é o valor de cálculo da tensão longitudinal local actuante devida ao momento flector e ao esforço normal.5 para secções em caixão soldadas mas af ≤ 0.z.

quando necessário. My.2.Ed ≤ fy γ M0 (6.3 Secções transversais da Classe 4 (1)P No caso de secções transversais da Classe 4.2. tendo em conta.3.45) .9.2.2. os furos das ligações. a tensão longitudinal actuante máxima σx. uma tensão de cedência reduzida (1-ρ)fy em que: ρ= (2VEd / Vpl.Ed + N Ed e Nz N Ed + + ≤1 A eff f y / γ M 0 Weff . quando submetida apenas a um momento flector em relação ao eixo considerado. não é necessário proceder a qualquer redução dos esforços resistentes definidos em 6.2(2)). (2) O critério seguinte deverá ser satisfeito: M y .Ed. 6. NOTA: Em vez de se reduzir a tensão de cedência. deve satisfazer o critério: σ x .Rd calculado de acordo com de 6.z .Ed é o valor de cálculo da tensão longitudinal local actuante devida ao momento flector e ao esforço normal.Ed + N Ed e Ny M z . 6.Rd.min f y / γ M 0 em que: Aeff área efectiva da secção transversal. calculada com base nas secções transversais efectivas (ver 5.Rd. (2) Se o valor de cálculo do esforço transverso actuante VEd não exceder 50 % do valor de cálculo do esforço transverso plástico resistente Vpl. na área resistente ao esforço transverso.NP EN 1993-1-1 2008 p.4 e 6. ver 6. 66 de 116 Para voto final da CT 115 6.44) Weff. (6. eN afastamento entre os centros de gravidade da área efectiva (Aeff) e da área bruta da secção transversal.2.Rd-1)2 Vpl.2. quando esta se encontra submetida apenas à compressão. (3) No caso de VEd exceder 50 % de Vpl.2. e na ausência de esforço transverso.5. quando submetida a compressão uniforme.min módulo de flexão efectivo da secção transversal (referente à fibra da secção onde a tensão elástica é mais elevada).5. ver 6. os seus efeitos deverão ser tomados em consideração no cálculo do momento flector resistente. também se poderá reduzir a espessura da parede da parte relevante da secção transversal. (6. ver a EN 1993-1-5. y .Ed e ∆Mi = NEd e Ni dependem da combinação das respectivas tensões normais.43) em que σ x . Mz.2.2.9 para a flexão composta.Ed .5(4). NOTA: Os sinais de NEd . os valores de cálculo da resistência da secção transversal à flexão composta deverão ser calculados adoptando-se.6(2).10 Flexão composta com esforço transverso (1) Na presença de esforço normal e de esforço transverso.min f y / γ M 0 Weff . excepto se a resistência da secção for reduzida pela encurvadura por esforço transverso.

49) Φ = 0.3.3. 6.2.47) (6. correspondente à adequada esbelteza adimensional λ . Para a verificação da encurvadura fora do plano.5(4).Rd valor de cálculo da resistência à encurvadura do elemento comprimido. o valor de χ.1. NOTA: Na determinação da resistência à encurvadura de elementos de secção variável ou no caso de uma distribuição não uniforme do esforço axial. 67 de 116 6. a partir de: χ= em que: 1 Φ+ Φ −λ 2 2 mas χ ≤ 1.46) (2) No caso de elementos com secções assimétricas da Classe 4.2.3.4 ou 6. 2 e 3.Rd = χ A fy N b . (4) Para a determinação de A e Aeff.1 Resistência à encurvadura (1) Um elemento comprimido deverá ser verificado em relação à encurvadura através de: N Ed ≤ 1. ver também 6.3.3.4(2). 2 e 3 para as secções transversais da Classe 4 (6.0 N b .Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.Rd em que: NEd valor de cálculo do esforço axial de compressão. (3) O valor de cálculo da resistência à encurvadura de um elemento comprimido deverá ser considerado igual a: N b . não é necessário ter em conta os furos das ligações nas extremidades das colunas.3. ver também 6.1 Elementos uniformes comprimidos 6.Rd = em que: γ M1 χ A eff f y para as secções transversais das Classes 1. deverá considerar-se o momento adicional ∆MEd associado à excentricidade do eixo neutro da secção efectiva. .48) γ M1 χ coeficiente de redução para o modo de encurvadura relevante.2 + λ [ ( ) 2 ] λ= Af y N cr para as secções transversais das Classes 1. deverá ser determinado a partir da curva de encurvadura relevante. Nb.2 Curvas de encurvadura (1) No caso de elementos solicitados à compressão axial. poderá efectuar-se uma análise de segunda ordem de acordo com 5.1. e verificar-se os efeitos da interacção de esforços de acordo com 6. (6.0 (6.3.5 1 + α λ − 0.3.3 Resistência dos elementos à encurvadura 6.4.

Ncr valor crítico do esforço normal associado ao modo relevante de encurvadura elástica relevante.34 c 0. factor de imperfeição.NP EN 1993-1-1 2008 p.2 ou para N Ed ≤ 0. deverá ser obtido do Quadro 6.1.76 (3) Os valores do coeficiente de redução χ correspondente à esbelteza adimensionalλ poderão ser obtidos da Figura 6.13 a 0.1 – Factores de imperfeição para as curvas de encurvadura Curva de encurvadura Factor de imperfeição α a0 0. baseado nas propriedades da secção transversal bruta. 68 de 116 Para voto final da CT 115 λ= α A eff f y N cr para as secções transversais da Classe 4.4.49 d 0.21 b 0. (4) Nos casos em que a esbelteza λ ≤ 0.2. Quadro 6. indicada no Quadro 6. .04 os efeitos da encurvadura poderão ser N cr ignorados devendo ser apenas efectuadas as verificações de segurança das secções transversais. (2) O factor de imperfeição α correspondente à curva de encurvadura apropriada.

2 tf z tf ≤ 40 mm 40 mm < tf ≤ 100 tf ≤ 100 mm tf > 100 mm tf ≤ 40 mm y–y z–z y–y z–z y–y z–z y–y z–z y–y z–z y–y z–z qualquer S 235 S 275 S 355 S 420 a b b c b c d d b c c d a S 460 a0 a0 a a a a c c b c c d A0 h y y z b Perfis I soldados tf y z y y z tf y h/b ≤ 1.2 – Escolha da curva de encurvadura em função da secção transversal Encurvadura em relação ao eixo Curva de encurvadura Secção transversal Limites Perfis laminados h/b > 1.2 tf > 40 mm Secções tubulares acabadas a quente enformadas a frio z tf qualquer c c Secções em caixão soldadas em geral (excepto como qualquer abaixo indicado) y b b h y tw z b soldaduras espessas: a > 0. 69 de 116 Quadro 6. T e secções cheias qualquer c c Cantoneiras qualquer b b .Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.5tf b/tf < 30 h/tw <30 qualquer c c Perfis U.

0 _ 2.6 1.4 0.3 Esbelteza para a encurvadura por flexão (1) A esbelteza adimensional λ é obtida por: λ= Af y N cr = L cr 1 i λ1 = L cr i A eff A λ1 para as secções transversais das Classes 1.8 1.3 0.0 0.0 0.1 0.51) Lcr comprimento de encurvadura no plano de encurvadura considerado.4 – Curvas de encurvadura 6.8 2.2 1. determinado utilizando as propriedades da secção transversal bruta.1 1.2 2.3.NP EN 1993-1-1 2008 p. λ1 = π E = 93.9 0.0 1.50) λ= em que: A eff f y N cr para as secções transversais da Classe 4 (6.8 3.6 0.0 Esbelteza adimensional λ Figura 6. 2 e 3 (6.4 1.9ε fy .8 Coeficiente de redução χ χ 0.4 2. 70 de 116 Para voto final da CT 115 1.2 0.4 0.7 0. i raio de giração em relação ao eixo apropriado.0 0.6 2.1.2 0.6 a0 a b c d 0.5 0.

2 considerando as curvas relativas ao eixo z. Além disso.4 Esbelteza para a encurvadura por torção ou por torção-flexão (1) No caso de elementos com secções abertas. 71 de 116 ε= 235 fy (fy em N/mm2) NOTA B: Para a encurvadura elástica de componentes em estruturas de edifícios. (2) Para a encurvadura por flexão.1.3.Rd valor de cálculo do momento flector actuante. (2) A esbelteza adimensional λ T para a encurvadura por torção ou por torção-flexão deverá ser determinada através de: λT = λT = em que: Af y N cr A eff f y N cr para as secções transversais das Classes 1.2.3. Ncr. 2 e 3 (6.Rd em que: MEd Mb.54) (2) As vigas cujo banzo comprimido tem um travamento lateral suficiente não são susceptíveis à encurvadura lateral. (6. 6. valor de cálculo do momento resistente à encurvadura. secções circulares soldadas ou secções em caixão quadradas.T Ncr.T valor crítico do esforço axial associado ao modo de encurvadura elástica por torção. deverá considerar-se a possibilidade de a resistência do elemento quer à encurvadura por torção ou à encurvadura por torção-flexão poder ser inferior à sua resistência à encurvadura por flexão.0 M b .TF valor crítico do esforço axial associado ao modo de encurvadura elástica por torção-flexão.3.2 Elementos uniformes em flexão 6. a curva de encurvadura apropriada poderá ser determinada a partir do Quadro 6. (3) O valor de cálculo do momento resistente à encurvadura de uma viga sem contraventamento lateral deverá ser considerado igual a: . as vigas com certos tipos de secções transversais.2. não são susceptíveis à encurvadura lateral. ver o Anexo BB.TF mas N cr < N cr.52) para as secções transversais da Classe 4 (6.1 Resistência à encurvadura (1) Um elemento sem travamento lateral e solicitado à flexão em relação ao eixo principal de maior inércia deverá ser verificado em relação à encurvadura lateral através de: M Ed ≤ 1. 6. (3) Para a encurvadura por torção ou por torção-flexão. como por exemplo secções tubulares quadradas ou circulares. a curva de encurvadura apropriada deverá ser determinada a partir do Quadro 6.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.53) N cr = N cr .

34 c 0. 6.49 d 0.3. para as secções transversais da Classe 4. para elementos em flexão com secções transversais constantes.3. [ ( ) 2 ] λ LT = Mcr Wy f y M cr momento crítico elástico para a encurvadura lateral. Quadro 6.3. NOTA: O factor de imperfeição αLT correspondente à curva de encurvadura apropriada poderá ser definido no Anexo Nacional.y Wy = Wel.76 As recomendações para a escolha das curvas de encurvadura lateral são indicadas no Quadro 6.4.4(3). para as secções transversais da Classe 3. Para a encurvadura fora do plano.Rd = χ LT Wy em que: Wy fy γ M1 (6.2. .NP EN 1993-1-1 2008 p.3 – Valores recomendados dos factores de imperfeição para as curvas de encurvadura lateral Curva de encurvadura Factor de imperfeição αLT a 0. NOTA 2B: Para a encurvadura de elementos de estruturas de edifícios. Os valores recomendados de αLT são indicados no Quadro 6. não é necessário ter em conta os furos das ligações na extremidade da viga.3. a distribuição real dos momentos flectores e os travamentos laterais.56) em que: Φ LT = 0. χLT coeficiente de redução para a resistência à encurvadura lateral. (4) Na determinação de Wy.2. (2) Mcr baseia-se nas propriedades da secção transversal bruta e tem em consideração as condições de carregamento.3.4.2 + λ LT α LT factor de imperfeição. ver 6.21 b 0.2 Curvas de encurvadura lateral – Caso geral (1) Salvo indicação em contrário. o valor de χLT correspondente à esbelteza adimensional λ T deverá ser determinado a partir de: χ LT = 1 Φ LT + Φ 2 − λ LT LT 2 mas χ LT ≤ 1.55) módulo de flexão adequado considerado do seguinte modo: Wy = Wpl.y Wy = Weff.0 (6.y para as secções transversais das Classes 1 ou 2. ver também 6.5 1 + α LT λ LT − 0.3. ver também o Anexo BB. NOTA 1: A determinação da resistência à encurvadura de vigas de secção variável poderá ser efectuada por uma análise de segunda ordem de acordo com 5. 72 de 116 Para voto final da CT 115 M b .

0 (ver 6.3). os efeitos da encurvadura Mcr lateral poderão ser ignorados sendo apenas efectuadas as verificações de resistência das secções transversais.75 (valor máximo) (valor mínimo) As recomendações para as curvas de encurvadura são indicadas no Quadro 6. poderão ser indicados no Anexo Nacional.4.3 Curvas de encurvadura lateral para secções laminadas ou de secções soldadas equivalentes (1) No caso de secções laminadas ou de secções soldadas equivalentes sujeitas à flexão.5 – Curvas de encurvadura lateral recomendadas para secções transversais.3.4 – Curvas de encurvadura lateral recomendadas para secções transversais quando é utilizada a expressão (6. Os valores seguintes são recomendados para secções laminadas ou secções soldadas equivalentes: λ LT 0 = 0. (4) Para as esbeltezas λ LT ≤ λ LT.2.5. quando é utilizada a expressão (6.57) Secção transversal Secções em I laminadas Secções em I soldadas Limites h/b ≤ 2 h/b > 2 h/b ≤ 2 h/b > 2 Curva de encurvadura b c c d (2) Para ter em conta a distribuição de momentos flectores entre os travamentos laterais dos elementos. Quadro 6. 73 de 116 Quadro 6. os valores de χLT correspondentes à esbelteza adimensional apropriada poderão ser determinados a partir de: χ LT = 1 Φ LT + Φ Φ LT = 0.2.56) Secção transversal Secções em I laminadas Limites h/b ≤ 2 h/b > 2 Secções em I soldadas Outras secções transversais h/b ≤ 2 h/b > 2 Curva de encurvadura a b c d d (3) Os valores do coeficiente de redução χLT correspondente à adequada esbelteza adimensionalλLT adequada poderão ser obtidos da Figura 6.0 (ver 6. o coeficiente de redução χLT poderá ser modificado da seguinte forma: .5 1 + α LT λ LT − λ LT.4 β = 0.3) ou para 2 MEd ≤ λ LT. 6. assim como qualquer eventual limitação de validade relativa à altura da viga ou à relação h/b.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.2.3. 0 e β.0  mas χ ≤ 1  LT λ 2 LT  (6.3.57) ( ) 2 ] NOTA: Os parâmetros λ LT . 0 + βλ LT [ 2 LT − βλ 2 LT χ LT ≤ 1.

mod = χ LT f mas χ LT .6.0 ψ=1 1 1.86 0. M c .33ψ -1 ≤ ψ ≤ 1 0.82 6.0 Quadro 6.2.Ed (6.5(1 − k c )[1 − 2.4 Métodos simplificados para vigas com travamentos laterais em edifícios (1)B Os elementos cujo banzo comprimido tem travamentos laterais discretos.90 0.z λ1 M y .59) My.Ed valor de cálculo do momento flector máximo entre travamentos.94 0. Recomendam-se os seguintes valores mínimos: f = 1 − 0.3.91 0.6 – Factores de correcção kc Distribuição de momentos kc 1.33 − 0.58) NOTA: Os valores de f poderão ser definidos no Anexo Nacional. mod ≤ 1 (6.Rd k cLc ≤ λ c0 i f . 74 de 116 Para voto final da CT 115 χ LT.8) 2 ] kc é um factor de correcção obtido do Quadro 6. não são susceptíveis à encurvadura lateral se o comprimento Lc entre os travamentos ou a esbelteza resultante λ f do banzo comprimido equivalente satisfizerem a condição seguinte: λf = em que: M c .NP EN 1993-1-1 2008 p.Rd = Wy fy γ M1 .77 0. mas f ≤ 1.0(λ LT − 0.

Recomenda-se o valor limite λ c 0 = λ LT. Aeff. Recomenda-se o valor kfℓ = 1. λ1 = π E = 93.10.z = A eff . (2)B Se a esbelteza do banzo comprimido λ f for superior ao limite indicado em (1)B.6.f em que: Ieff.0 + 0. o valor de cálculo do momento resistente à encurvadura poderá ser considerado igual a: M b .c 3 momento de inércia efectivo do banzo comprimido em relação ao eixo de menor resistência da secção.Rd = k fl χ M c . em que: h espessura total da secção.z poderá ser considerado igual a: i f . if.9ε fy ε= 235 (fy em N/mm2) fy NOTA 1B: Para as secções transversais da Classe 4. ver 6. (6. NOTA B: O factor de correcção poderá ser indicado no Anexo Nacional. do banzo comprimido equivalente. 75 de 116 Wy kc if. NOTA 2B: O valor limite da esbelteza λ c0 poderá ser indicado no Anexo Nacional.2. w . factor de correcção da esbelteza tendo em consideração a distribuição de momentos entre travamentos.0 módulo de flexão adequado relativo ao banzo comprimido. constituído pelo banzo comprimido acrescido de 1/3 da zona comprimida da alma.c área efectiva da zona comprimida da alma.f Aeff.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. área efectiva do banzo comprimido. valor limite da esbelteza do banzo comprimido equivalente anteriormente definido.Rd em que: χ coeficiente de redução para o banzo comprimido equivalente determinado com λ f . (3)B Na aplicação de (2)B. ver o Quadro 6. para secções soldadas. em relação ao eixo de menor resistência da secção. para todas as outras secções.3.3.z λ c. raio de giração.Rd ≤ M c. deverão considerar-se as seguintes curvas de encurvadura: curva d.f 1 + A eff .f I eff . h ≤ 44ε tf .Rd mas M b.1 . desde que: curva c.60) k fl factor de correcção que tem em conta a natureza conservativa do método do banzo comprimido equivalente.w.

Ed + ∆M z . elementos susceptíveis às deformações por torção. 76 de 116 tf Para voto final da CT 115 espessura do banzo comprimido. kyz. por exemplo.Ed N Ed + k yy + k yz ≤1 χ y N Rk M y . momentos devidos ao deslocamento do eixo neutro de acordo com 6. ver o Quadro 6. deverá verificar-se que a resistência das secções transversais em cada extremidade do elemento satisfaz os requisitos indicados em 6.61) (6. secções tubulares circulares ou secções travadas em relação à torção. NOTA B: Para a encurvadura de elementos com travamentos em estruturas de edifícios. kzz (6.1.3. em relação aos eixos y-y e z-z.Ed χ y e χz χLT kyy. com apoios simples “em forquilha” nas suas extremidades. NOTA 1: As fórmulas de interacção baseiam-se no modelo de um elemento com um único vão. É necessário ter em consideração os efeitos de segunda ordem devidos ao deslocamento lateral do sistema (efeitos P-∆). conforme 6. (4) Os elementos solicitados à flexão composta com compressão deverão satisfazer as seguintes condições: M y .NP EN 1993-1-1 2008 p.9.4.3.2. (3) A verificação da resistência de elementos de sistemas estruturais poderá ser efectuada com base em elementos individuais de vão simples. ver 6. Rk χ LT γ M1 γ M1 γ M1 M y .2.3.Ed ∆My.62) valores de cálculo do esforço de compressão e dos momentos máximos no elemento.Ed N Ed + k zy + k zz ≤1 χ z N Rk M y .Ed M z .7. respectivamente. – (2) Além disso. Rk M z . respectivamente.3. . coeficiente de redução devido à encurvadura lateral.2. Ed + ∆M y .Ed e Mz. 5.Ed + ∆M z . por exemplo.2(3)c) e 5. elementos com secções transversais abertas e não travadas em relação à torção. Ed + ∆M y . quer na determinação dos momentos nas extremidades do elemento quer por meio de comprimentos de encurvadura adequados. Rk χ LT γ M1 γ M1 γ M1 em que: NEd. ∆Mz. considerados como retirados do sistema. onde se faz uma distinção entre: – elementos não susceptíveis às deformações por torção. por momentos de extremidade e/ou por cargas transversais. a estabilidade dos elementos uniformes com secções transversais duplamente simétricas não susceptíveis à distorção deverá ser verificada como indicado nesta secção.3.2.2. com ou sem travamento lateral contínuo e solicitado por um esforço normal de compressão.2. ver. factores de interacção. coeficientes de redução devidos à encurvadura por flexão. My.3.Ed M z . conforme 6. 6.Rk M z . ver também o Anexo BB.Ed. kzy.3 para as secções da Classe 4. NOTA 2: Nos casos em que as condições referidas em (1) e (2) não são satisfeitas.2(8).3 Elementos uniformes em flexão composta com compressão (1) A não ser que seja efectuada uma análise de segunda ordem utilizando as imperfeições como indicado em 5.

considerando o seu comportamento no plano do carregamento sem ter em conta o varejamento ou o bambeamento.1. kzy e kzz dependem do método escolhido. NOTA 1: Os factores de interacção kyy.0 (6. mas que não contêm rótulas plásticas com rotações não nulas. NOTA 3: Como simplificação.Ed ∆Mz.2 e 6.3.z eN.63) χ op factor de amplificação mínimo a aplicar às acções de cálculo para atingir o valor característico da resistência da secção transversal mais crítica do componente estrutural. NOTA: O Anexo Nacional poderá especificar o campo e os limites de aplicação deste método.Rk = fy Wi e ∆Mi.Ed Classe Ai Wy Wz ∆My. (5) Os factores de interacção kyy .z 0 0 3 A Wel.z 0 0 4 Aeff Weff. (2) A resistência global à encurvadura fora do plano de qualquer componente estrutural em conformidade com o campo de aplicação de (1) pode ser assegurada verificando a seguinte condição: χ op α ult . . kyz .k ≥ 1.z NEd NOTA: No caso de elementos não susceptíveis à deformação por torção.y Wpl.4 Método geral de verificação da encurvadura por flexão e da encurvadura lateral de componentes estruturais (1) O método seguinte poderá ser utilizado nos casos em que não sejam aplicáveis os métodos indicados em 6. ver (3).y NEd eN.y Weff.3. de secção uniforme ou variável e com quaisquer condições de apoio).Ed 1 A Wpl. globais e locais. Mi.3. para ter em conta o varejamento e o bambeamento. coeficiente de redução calculado para a esbelteza adimensional λ op .7 – Valores de NRk = fy Ai.y Wel. 6. kzy e kzz foram deduzidos a partir de dois métodos alternativos. as verificações poderão efectuar-se apenas no domínio elástico.0.3. Os valores destes factores poderão ser obtidos no Anexo A (método alternativo 1) ou no Anexo B (método alternativo 2). mas tendo no entanto em conta todos os efeitos devidos à deformação geométrica no plano e às imperfeições. kyz.3.y Wpl.k γ M1 em que: αult. NOTA 2: O Anexo Nacional poderá definir a escolha entre o método alternativo 1 e o método alternativo 2. Este método permite a verificação da resistência à encurvadura lateral e à encurvadura por flexão de componentes estruturais tais como: – elementos isolados (simples ou compostos. ter-se-ia χLT = 1. 6. ou pórticos planos ou estruturas porticadas secundárias constituídos por aqueles elementos.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. – solicitados à compressão e/ou à flexão uniaxial no seu plano.z 0 0 2 A Wpl. 77 de 116 Quadro 6.

no caso em que αult.Rk este método conduz a: M y .k é determinado pela verificação da resistência da secção transversal 1 α ult .3. Ed + N Rk M y . NOTA: Por exemplo.64) factor de amplificação mínimo a aplicar às acções de cálculo actuantes no plano para atingir a resistência crítica elástica do componente estrutural em relação ao varejamento ou ao bambeamento. no caso em que αult. 78 de 116 Para voto final da CT 115 (3) A esbelteza adimensional global λ op do componente estrutural deverá ser determinada a partir da expressão seguinte: λ op = em que: αult. α ult .op definido em (2). Ed N Ed + ≤ χ op N Rk γ M1 M y .k α cr .k αcr.k poderá ser feita a partir de uma análise por elementos finitos.NP EN 1993-1-1 2008 p.Ed N Ed + ≤1 χ N Rk γ M1 χ LT M y . k = N Ed M y .1 Generalidades (6.1.op e αult. cada um calculado para a esbelteza adimensional global λ op .3.3.3.5.2.3. Rk γ M1 6. e .5 Encurvadura lateral de elementos com rótulas plásticas 6.k é determinado pela verificação da resistência da secção transversal 1 α ult . NOTA: A determinação de αcr. Rk γ M1 (6.op (6. (4) O coeficiente de redução χ op poderá ser determinado por um dos seguintes métodos: a) o valor mínimo de: χ para o varejamento de acordo com 6.2.66) (1)B As estruturas poderão ser dimensionadas com base na análise plástica desde que a encurvadura lateral no pórtico seja impedida pelas seguintes formas: a) existam travamentos nas posições das rótulas plásticas com rotação plástica não nula.k na secção transversal crítica.65) b) um valor interpolado entre os valores χ e χLT como determinados em a) utilizando a fórmula que permite obter αult. k = N Ed M y . NOTA: Por exemplo. χLT para o bambeamento de acordo com 6. Ed + N Rk M y .5. sem ter em conta a encurvadura por flexão no plano. ver 6.Rk este método conduz a: M y .

Este travamento poderá ser realizado pelo travamento lateral de um dos banzos e pelo travamento rígido em relação à torção da secção transversal.6 – Exemplo típico de travamento lateral e em relação à torção do banzo comprimido através de uma laje (3)B No local de cada uma das rótulas plásticas. (2)B Não é necessário qualquer travamento no caso em que a rótula plástica tenha uma rotação plástica nula tendo em consideração todas as combinações de acções no estado limite último. em que h é a altura total da secção transversal em que se forma a rótula plástica.2 Travamentos nas rótulas plásticas com rotação plástica não nula (1)B No local de cada rótula plástica com rotação plástica não nula. a distorção da secção transversal deverá ser impedida ao nível das rótulas plásticas (por exemplo.5.5. ligação à laje. não sendo esta força combinada com quaisquer outras cargas. através de um travamento lateral e de torção do banzo comprimido (por exemplo. através do travamento lateral de ambos os banzos.5 % de Nf.5. . as ligações (por exemplo.2(5)B) transmitida pelo banzo no seu plano e perpendicular ao plano da alma. e qualquer elemento intermédio de transmissão de esforços (por exemplo. nos quais o banzo comprimido está em contacto com uma laje de pavimento. 6. – Figura 6. através de um reforço da alma ligado ao banzo comprimido e de uma ligação rígida do banzo comprimido à laje).6).3. um travamento diagonal) deverão ser dimensionados para resistir a uma força local com um mínimo de 2. ver a Figura 6. a secção transversal deverá possuir um elemento de travamento eficaz em relação à encurvadura com a resistência adequada às forças laterais e à torção induzidas pelas deformações plásticas que ocorrem nesse local do elemento.5. No caso de secções transversais mais esbeltas do que secções em I e H laminadas. uma madre). o travamento deverá ser colocado a uma distância medida ao longo do elemento não superior a h/2. ver Figura 6. (4)B Quando na prática não for possível realizar um travamento desse tipo directamente na posição da rótula.3.3. (2)B Deverá adoptar-se um travamento eficaz no caso de: – elementos solicitados à flexão simples ou à flexão composta com esforço normal.Ed (definido em 6. impedindo o deslocamento lateral do banzo comprimido em relação ao banzo traccionado. 79 de 116 b) seja verificada a existência de um comprimento estável para os troços de elemento situados entre esses travamentos e outros travamentos laterais.5 – Exemplo típico de um travamento rígido em relação à torção 1 1 banzo comprimido Figura 6. elementos solicitados à flexão simples ou à flexão composta com esforço normal de tracção.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. ver 6.3. pernos) do banzo comprimido ao elemento de travamento nesse ponto (por exemplo.

3.3.Rd = relação entre os momentos nas extremidades do troço NOTA B: Para o comprimento estável de um troço. ver também o Anexo BB. (2)B Quando se forma uma rótula plástica na proximidade imediata da extremidade de um esquadro.min M pl.3.5.3 deverá verificar-se que o sistema de contraventamento é capaz de resistir aos efeitos das forças locais Qm aplicadas em cada elemento estabilizado ao nível das rótulas plásticas. NOTA B: Para mais informações.3.3. 80 de 116 Para voto final da CT 115 (5)B No cálculo de sistemas de contraventamento.4 Elementos compostos uniformes solicitados à compressão 6.Ed esforço normal no banzo comprimido do elemento estabilizado ao nível da rótula plástica. não é necessário tratar o troço de secção variável como um troço adjacente a uma rótula plástica se forem satisfeitos os seguintes critérios: a) o travamento ao nível da rótula plástica deverá estar situado a uma distância não superior a h/2 do lado do troço de secção variável e não do troço uniforme. 6. ver Anexo o BB.3 Verificação do “comprimento estável” de um troço de elemento (1)B A verificação em relação à encurvadura lateral de troços entre travamentos poderá ser efectuada verificando que o seu comprimento não é superior ao “comprimento estável”. o “comprimento estável” poderá ser obtido a partir de: L stable = (60 − 40ψ ) ε i z em que: L stable = 35 ε i z para 0.3.1 Generalidades (1) Os elementos compostos uniformes solicitados à compressão com extremidades articuladas e com apoios laterais deverão ser calculados com o seguinte modelo. sob a acção de um tf momento linearmente variável e sem compressão axial significativa. ver também 5.7: .3(5).5 α m em que: N f . 6.67) Nf.3.625 (6.68) ε= 235 f y N/mm 2 [ ] ψ= M Ed.Ed 100 (6. em que: Q m = 1. para além da verificação das imperfeições de acordo com 5. b) o banzo comprimido do esquadro mantém-se elástico ao longo do seu comprimento. ver a Figura 6.4. αm de acordo com 5. No caso de troços de vigas uniformes com secções em I ou H em que h ≤ 40ε .3. ver 5.3(1). NOTA: Para a combinação com acções exteriores.NP EN 1993-1-1 2008 p.625 ≤ ψ ≤ 1 para − 1 ≤ ψ ≤ 0.

(2) O modelo de elemento composto uniforme solicitado à compressão aplica-se quando: 1.7 – Colunas compostas uniformes constituídas por estruturas travadas por diagonais e travessas de ligação . As deformações elásticas dos elementos transversais (diagonais ou travessas). ver a Figura 6. poderão ser consideradas através de uma rigidez ao esforço transverso contínua (distribuída) SV da coluna. eles próprios. as diagonais ou as travessas são constituídas por módulos iguais de cordas paralelas. ou serem. NOTA: Esta hipótese permite considerar a estrutura como regular e distribuir de uma forma contínua as suas características discretas. 2. 81 de 116 1. também constituídos por estruturas travadas por diagonais ou travessas de ligação dispostas no plano perpendicular. (3) O método de cálculo é aplicável a elementos compostos constituídos por estruturas com travamentos dispostos em dois planos. ver a Figura 6. NOTA: Para outras condições de extremidade poderão ser efectuadas as modificações apropriadas. o número de módulos no elemento composto é no mínimo de três. (4) Os montantes poderão ser maciços.8. O elemento poderá ser considerado como uma coluna com uma imperfeição em arco de aplitude e0 = L 500 2.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. e0 = L/500 Figura 6.7.

o esforço de cálculo Nch. 82 de 116 Para voto final da CT 115 Lch = 1. valor de cálculo do momento máximo actuante a meio do elemento composto considerando os efeitos de segunda ordem.Ed.52a Lch = 1. resultantes do esforço de compressão NEd e dos momentos MEd actuantes a meio vão do elemento composto.69) M Ed = N Ed e 0 + M IEd N N 1 − Ed − Ed N cr Sv N cr = NEd MEd π 2 EI eff esforço crítico efectivo do elemento composto.Ed deverá ser determinado a partir de: N ch . L2 valor de cálculo do esforço de compressão no elemento composto. Nch.NP EN 1993-1-1 2008 p. .28a Lch = a Figura 6. Ed = 0. (6) No caso de um elemento com duas cordas idênticas.8 – Estruturas travadas nos quatro lados e comprimento de encurvadura Lch das cordas (5) Deverão efectuar-se as verificações das cordas para os valores de cálculo dos seus esforços normais.5 N Ed + em que: M Ed h 0 A ch 2I eff (6.

(2) Para as cordas. a verificação em relação à encurvadura deverá ser efectuada da seguinte forma: N ch . (7) As verificações dos elementos transversais (diagonais e travessas) dos elementos compostos de estrutura reticulada ou dos momentos e dos esforços transversos dos módulos em quadro nos elementos compostos apenas por travessas deverão ser efectuadas para o módulo de extremidade.3.1Resistência dos componentes de elementos comprimidos de estrutura triangulada (1) Os montantes e as diagonais solicitadas à compressão deverão ser verificados em relação à encurvadura.2 Elementos comprimidos de estrutura triangulada 6.4.Rd em que: Nch.4.2.8. distância entre os centros de gravidade das secções das cordas.72) . rigidez ao corte dos módulos travados por diagonais e travessas. ver 6.4.71) valor de cálculo do esforço de compressão no montante a meio do elemento composto de acordo com 6.1(6).5h 0 A ch (6. (4) O momento de inércia efectivo dos elementos compostos de estrutura reticulada poderá ser considerado igual a: 2 I eff = 0.Rd ≤ 1.70) 6.9.2 e 6. valor de cálculo da resistência do montante à encurvadura.Ed Nb. ver 6.Ed N b .4. considerando o comprimento de encurvadura Lch indicado na Figura 6.3. (3) A resistência ao corte SV dos elementos transversais deverá ser obtida da Figura 6.4.2 e 6. NOTA: Os momentos secundários poderão ser desprezados.4.4. área da secção transversal de uma corda. momento de inércia efectivo do elemento composto. tendo em consideração o esforço transverso no elemento composto obtido por: VEd = π M Ed L (6.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. 83 de 116 M IEd h0 Ach Ieff Sv valor de cálculo do momento máximo actuante a meio do elemento composto sem considerar os efeitos de segunda ordem.0 (6.

como representado na Figura 6. (3) Deverão dispor-se painéis de travamento nas extremidades dos sistemas reticulados. como representado na Figura 6. (2) No caso em que as estruturas constituídas apenas por diagonais em “V” localizadas em duas faces opostas do elemento composto estejam dispostas em oposição uma com a outra.10(a). deverão ser dispostas em correspondência uma com a outra. 84 de 116 Para voto final da CT 115 Sistema SV nEA d ah 2d 3 2 0 nEA d ah d3 2 0 2 nEA d ah 0  A h3  d 3 1 + d 0  3  AVd  n é o número de planos de ligação Ad e AV referem-se à área da secção transversal dos elementos transversais Figura 6. .2 Disposições construtivas (1) As estruturas constituídas apenas por diagonais simples isoladas localizadas em duas faces opostas do elemento composto. deverão ser tidos em conta no elemento composto os efeitos de torção que daí resultam. assim como nas secções onde a triangulação é interrompida e ao nível das ligações com outros elementos. de tal modo que tenham a mesma sombra.10(b).2.NP EN 1993-1-1 2008 p.4.9 – Rigidez ao esforço tranverso dos travamentos de elementos compostos 6.

10 – Sistemas de diagonais simples isoladas localizados em faces opostas de um elemento composto com dois planos reticulados paralelos .Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. 85 de 116 montante montante Reticulado na face A Reticulado na face B Reticulado na face A Reticulado na face B a) Sistema de ligação em correspondência (Sistema recomendado) b) Sistema de ligação em oposição (Não recomendado) Figura 6.

11 – Esforços actuantes num painel de extremidade de um elemento composto com travessas de ligação (2) A rigidez ao corte SV deverá ser calculada do seguinte modo: Sv = 24EI ch  2I h  a 2 1 + ch 0  nI b a   ≤ 2π 2 EI ch a2 (6.11. Figura 6.3.4.1 Resistência dos componentes de elementos comprimidos associados por travessas (1) Os montantes e as travessas de ligação.74) em que: .NP EN 1993-1-1 2008 p.73) (3) O momento de inércia efectivo dos elementos compostos com travessas de ligação poderá ser calculado por: 2 I eff = 0. os esforços máximos nos montantes Nch. deverão ser verificados em relação aos momentos e a outros esforços.3 Elementos comprimidos associados por travessas 6.4. como indicado na Figura 6. NOTA: Como simplificação.5h 0 A ch + 2µI ch (6.Ed poderão ser combinados com o esforço transverso máximo VEd. no painel de extremidade e a meio comprimento do elemento. assim como as ligações destas aos montantes. 86 de 116 Para voto final da CT 115 6.

(3) Também se deverão dispor travessas nos níveis intermédios em que sejam aplicadas cargas ou em que existam travamentos laterais.9. as travessas situadas em cada plano deverão estar dispostas opostas umas às outras.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. ver a Figura 6. deverão ser verificados em relação à encurvadura como um único elemento homogéneo ignorando o efeito da rigidez ao esforço transverso (SV = ∞). I1 = 0. Quadro 6.0 λ 75 L .5h 0 A ch + 2I ch 2A ch 6. ver a Figura 6.8.4 Elementos compostos com montantes pouco afastados (1) Os elementos compostos comprimidos constituídos por cordas em contacto ou pouco afastados entre si e ligados por forras. ou cujos elementos são cantoneiras dispostas em cruz ligadas em dois planos perpendiculares por pares de travessas.13. i0 = i0 I1 2 .4.2 Disposições construtivas (1) Deverão colocar-se travessas nas extremidades do elemento. desde que sejam satisfeitas as condições do Quadro 6. momento de inércia de uma travessa. 6.12. 87 de 116 Ich Ib µ n momento de inércia de uma corda.3. z z z z y y y y y y y y z z z z Figura 6.8 – Factor de eficiência µ Critério λ ≥ 150 75 < λ < 150 λ ≤ 75 em que λ = Factor de eficiência µ 0 µ=2− 1.4.12 – Elementos compostos com perfis pouco afastados . factor de eficiência obtido do Quadro 6. número de planos de ligação. (2) No caso em que o elemento tenha travessas dispostas em planos paralelos.

9 – Afastamentos máximos das ligações em elementos compostos com perfis pouco afastados ou constituídos por cantoneiras dispostas em cruz Tipo de elemento composto Montantes de acordo com a Figura 6. .13 ligados entre si por pares de travessas *) distância entre os centros das ligações imin é o raio de giração mínimo de um montante ou de uma cantoneira (2) Os esforços transversos a transmitir pelas travessas deverão ser determinados de acordo com 6.15 (6. assim como os modelos de análise e os carregamentos a eles associados. deverão os seus efeitos ser considerados. 88 de 116 Para voto final da CT 115 Quadro 6. (4) Quando é utilizada uma análise global plástica na verificação dos estados limites últimos.12 e ligados entre si por parafusos ou por soldaduras Elementos de acordo com a Figura 6. poderão ocorrer redistribuições plásticas dos esforços para os estados limites de utilização.13.1(1).1Generalidades (1) Uma estrutura de aço deverá ser projectada e construída de forma a que sejam satisfeitos todos os critérios de utilização relevantes. a encurvadura em relação ao eixo y-y poderá ser verificada admitindo que: Afastamento máximo entre ligações *) 15 imin 70 imin iy = i0 1. (3) No caso de cantoneiras com abas desiguais. (3) Para um dado projecto. (2) Os requisitos gerais relativos aos estados limites de utilização são indicados na secção 3.4. ver a Figura 6. Neste caso. y v v z v v y Figura 6.4 da EN 1990.75) em que i0 é o raio de giração mínimo do elemento composto. deverão ser especificados todos os estados limites de utilização.13 – Elementos compostos por cantoneiras dispostas em cruz z 7 Estados limites de utilização 7.3.NP EN 1993-1-1 2008 p.

1 deverão ser especificados para cada projecto e acordados com o dono de obra.2 deverão ser especificados para cada projecto e acordados com o dono de obra.2. 89 de 116 7.2.4.2. os limites para os deslocamentos verticais definidos na Figura A1. as vibrações das estruturas acessíveis ao público deverão ser limitadas de forma a evitar um desconforto significativo para os utentes. NOTA B: O Anexo Nacional poderá especificar limites para as vibrações dos pavimentos.3 Efeitos dinâmicos (1)B Considerando como referência a EN 1990 – Anexo A1. 7. NOTA B: O Anexo Nacional poderá especificar esses limites.2 Deslocamentos horizontais (1)B Considerando como referência a EN 1990 – Anexo A1. os limites para os deslocamentos horizontais definidos na Figura A1.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.4. .1 Deslocamentos verticais (1)B Considerando como referência a EN 1990 – Anexo A1.4.4. NOTA B: O Anexo Nacional poderá especificar esses limites. e os seus limites deverão ser especificados para cada projecto e acordados com o dono de obra.2 Estados limites de utilização para os edifícios 7. 7.

Classe 4 Classe 1. y    com b LT = 0.6 N C wz 1 − Ed zy N cr .6 2 1.6 2 2  C yy = 1 + (w y − 1)  2 − C my λ max − C my λ max  n pl − b LT  ≥  wy wy   Wpl.5 a LT λ 0 2 M y . um carácter normativo.z µz = N 1 − χ z Ed N cr . y N cr .6 N Ed C yz 1− N cr . y 1−   Wel.3(4) Quadro A. z wz wy kyy kyz kzy C my C mLT µz N 1 − Ed N cr . y .z LT  pl w y Wpl.z . . Classe 2 µy µy 1 C my C mLT C my C mLT N Ed N Ed C yy 1− 1− N cr . 90 de 116 Para voto final da CT 115 Anexo A (informativo)∗ Método 1: Factores de interacção kij para a fórmula de interacção indicada em 6. y µz 1 N Ed C zz 1− N cr .6 w z Wel. z kzz Termos auxiliares: C mz µz N Ed 1− N cr .Rd M pl.1 – Factores de interacção kij (6. em Portugal. este Anexo tem. y µy = N Ed 1− χy N cr . z C mz N Ed N cr .z    N 1 − Ed N cr .3. y C my C mLT wy µz 1 0.3(4)) Factores de interacção Hipóteses de cálculo Propriedades elásticas das secções Propriedades plásticas das secções transversais transversais Classe 3.Rd C yz 2 2   2 − 14 C mz λ max = 1 + (w z − 1)  w5  z  ∗ NOTA NACIONAL: De acordo com o disposto no Anexo Nacional NA.3.Ed M z .z χ LT M pl.NP EN 1993-1-1 2008 p.Ed    n − c  ≥ 0. z C mz µy 1 0 . y C mz µy N Ed 1− N cr . y 1.

2 C1 4 1 −    N Ed N cr . y   M z .z .TF   C my = C my . Venant.z Ncr.2 esbelteza adimensional para o bambeamento λ LT = Se λ 0 ≤ 0.0 CmLT = 1. 0 + (1 − C my .z Wel. y para as secções transversais das Classes 1. ou seja.Ed com d LT = 2 a LT λ0 0.y Ncr.T      ≥1 εy = εy = Ncr.1 + λ 4 z M y . y LT  pl  w z Wpl.2 C my χ LT M pl. y Wel.2 C1 4 1 −    N Ed N cr . y .5 C zy N Ed N Rk / γ M1 IT ≥0 Iy 2 2   2 − 14 C my λ max = 1 + (w y − 1)   w5 y     n − d  ≥ 0.7 a LT  W   n pl − e LT  ≥ el. 0 ) ε y a LT 1 + ε y a LT C mz = C mz.Ed 4 0.0 Cmz = Cmz. y . z   N 1 − Ed  N cr .0 Se λ 0 > 0.Ed 5 + λ C my χ LT M pl.0 no Quadro A. 2 e 3 M y .6 2 1.Rd wz = n pl = Wpl.Ed Cmy ver Quadro A.z    Wpl.6 2 2 C zz =1 + (w z − 1)  2 − C mz λ max − C mz λ max  wz wz  com e LT = 1.6 w y Wel. y .Rd λ max λ = max  λ y z λ0 = esbelteza adimensional para o bambeamento no caso de momento flector uniforme.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. y para as secções transversais da Classe 4 = esforço normal crítico de encurvadura elástica por flexão em relação ao eixo y-y = esforço normal crítico de encurvadura elástica por flexão em relação ao eixo z-z = esforço normal crítico de encurvadura elástica por torção = inércia de torção de St. y ≤ 1.TF   Cmy = Cmy. 91 de 116 wy = Wpl. z  N  1 − Ed  :  N  cr .0 C mLT = C 2 my a LT  N  1 − Ed  N cr .z ≤ 1.Ed A eff N Ed Weff .Ed N Ed A Wel.5 com c LT = 10 a LT λ0 2 4 z M y .Rd C mz M pl.z  N  1 − Ed  :  N  cr .T IT M y . ψy =1.Rd a LT = 1 −  1.z λ0 M y .1 + λ z C my χ LT M pl. Iy = momento de inércia em relação ao eixo y-y .

0 = 1 + 0. 92 de 116 Para voto final da CT 115 Quadro A.0 C mi .2 – Coeficientes de momento uniforme equivalente Cmi.i −1 ≤ ψ ≤ 1 M(x) C mi .i .36(ψ i − 0.79 + 0.21ψ i + 0. 0 M(x)  π 2 EI i δ x N = 1+  2 − 1 Ed  L M i .Ed (x) é o momento máximo My.33) N Ed N cr.0 Diagrama de momentos M1 ψM1 C mi .03 N Ed N cr.i C mi .i   Mi. 0 = 1 − 0.Ed ( x )  N cr.Ed |δx| é a flecha máxima ao longo do elemento C mi . 0 = 0.NP EN 1993-1-1 2008 p.18 N Ed N cr.Ed ou Mz.

1 – Factores de interacção kij para elementos não susceptíveis às deformações por torção Hipóteses de cálculo Factores de interacção Tipo de secções Propriedades elásticas das secções transversais Classe 3.2  χ y N Rk / γ M1      N Ed  ≤ C my 1 + 0. ∗ NOTA NACIONAL: De acordo com o disposto no Anexo Nacional NA. 93 de 116 Anexo B (informativo)∗ Método 2: Factores de interacção kij para a fórmula de interacção indicada em 6.2  χ z N Rk / γ M1      N Ed  ≤ C mz 1 + 0.8  χ z N Rk / γ M1    ( ) ( ) Para secções em I e H e para secções ocas rectangulares em compressão axial e em flexão recta My.4  χ z N Rk / γ M1      N Ed  C mz 1 + λ z − 0.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. em Portugal. Classe 2   N Ed  C my 1 + 0. . Classe 4 Secções em I kyy Secções ocas rectangulares Secções em I kyz Secções ocas rectangulares Secções em I kzy Secções ocas rectangulares 0.6λ z  χ z N Rk / γ M1      N Ed  ≤ C mz 1 + 0.6  χ z N Rk / γ M1      N Ed  C mz 1 + 2λ z − 0.3.6  χ z N Rk / γ M1      N Ed  ≤ C mz 1 + 1. o factor kzy poderá considerar-se kzy = 0.8  χ y N Rk / γ M1    ( ) Secções em I kzz Secções ocas rectangulares   N Ed  C mz 1 + 0.6 kyy kzz 0.8 kyy 0. um carácter normativo.6λ y  χ y N Rk / γ M1      N Ed  ≤ C my 1 + 0.6  χ y N Rk / γ M1      N Ed  C my 1 + λ y − 0.6 kzz Propriedades plásticas das secções transversais Classe 1.Ed.3(4) Quadro B. este Anexo tem.

6 + λ z ≤ 1 − kzz kzz do Quadro B.05 ≥ 1 −   (C mLT − 0.1 .1 kyz do Quadro B. Classe 4 kyy kyz kyy do Quadro B.4 : k zy = 0.25) χ z N Rk / γ M1    N Ed 0.1λ z 1 −   (C mLT − 0.1 Propriedades plásticas das secções transversais Classe 1.25) χ z N Rk / γ M1    N Ed 0. Classe 2 kyy do Quadro B.1 kzy   N Ed 0.1 ≥ 1 −   (C mLT − 0.05λ z 1 −   (C mLT − 0.1 N Ed 0.25) χ z N Rk / γ M1  para λ z < 0.1λ z (C mLT − 0.NP EN 1993-1-1 2008 p. 94 de 116 Para voto final da CT 115 Quadro B.25) χ z N Rk / γ M1 kzz do Quadro B.1 kyz do Quadro B.25) χ z N Rk / γ M1    N Ed 0.2 – Factores de interacção kij para elementos susceptíveis às deformações por torção Hipóteses de cálculo Factores de interacção Propriedades elásticas das secções transversais Classe 3.

10αh(1+2ψ) Em elementos com modos de encurvadura associados a deslocamentos laterais.4ψ ≥ 0.4 0.05αh 0.95 + 0. Cmy .4 0.05αh 0.2 + 0.05αh(1+2ψ) 0.2 + 0.2 Diagrama de momentos Domínio -1 ≤ ψ ≤ 1 0 ≤ αs ≤ 1 -1 ≤ αs < 0 0 ≤ αh ≤ 1 -1 ≤ αh < 0 -1 ≤ ψ ≤ 1 0≤ψ≤1 -1 ≤ ψ < 0 -1 ≤ ψ ≤ 1 0≤ψ≤1 -1 ≤ ψ < 0 Cmy e Cmz e CmLT Carga uniforme Carga concentrada 0.3 – Coeficientes de momento uniforme equivalente Cm dos Quadros B.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.95 + 0.8αs ≥ 0. respectivamente.4 0.8αs ≥ 0.4 0. 95 de 116 Quadro B.0.90 + 0.10αh 0. o coeficiente de momento uniforme equivalente deverá tomar-se igual a Cmy = 0.8αs ≥ 0.2(-ψ) .8αs ≥ 0.4 -0.90 .9 ou Cmz = 0. da seguinte forma: coeficiente de momento Cmy Cmz CmLT eixo de flexão y-y z-z y-y travamento na direcção z-z y-y y-y .9.0.90 + 0.95 + 0.1 .8αs ≥ 0.0. Cmz e CmLT deverão ser obtidos de acordo com o diagrama dos momentos flectores entre os pontos de travamento.6 + 0.10αh 0.4 0.4 0.0.1 e B.8αs ≥ 0.1(1-ψ) .

b) aplicar a totalidade dos valores de cálculo das cargas permanentes e variáveis (γG Gk + γQ Qk) em quaisquer dois vãos adjacentes.NP EN 1993-1-1 2008 p. AB.2 Disposições simplificadas para o projecto de vigas de pavimento contínuas (1)B No caso de vigas contínuas de edifícios ligadas a lajes. os valores de cálculo de cada acção permanente ou variável deverão ser aumentados de forma proporcional. ficando os restantes vãos submetidos apenas com os valores de cálculo das cargas permanentes γG Gk. sem troços em consola e submetidas predominantemente a cargas uniformemente distribuídas. os efeitos das acções numa estrutura poderão ser determinados através de uma abordagem que envolva a aplicação incremental dos valores de cálculo das acções. (2)B Nesta abordagem incremental.. .1 Análise estrutural tomando em consideração a não linearidade material (1)B No caso de materiais com comportamento não linear. NOTA 1: a) refere-se aos momentos positivos. a considerar para a situação relevante de projecto. é suficiente considerar apenas os seguintes casos de carregamento: a) aplicar a totalidade dos valores de cálculo das cargas permanentes e variáveis (γG Gk + γQ Qk) em vãos alternados. b) refere-se aos momentos negativos. ficando os restantes vãos submetidos apenas com os valores de cálculo das cargas permanentes γG Gk. NOTA 2: O presente Anexo destina-se a ser transferido para a EN 1990 numa fase posterior. 96 de 116 Para voto final da CT 115 Anexo AB (informativo) Disposições de projecto adicionais AB.

excepto no caso das cantoneiras.1.1. 97 de 116 Anexo BB (informativo) Encurvadura de componentes de estruturas de edifícios BB. excepto se for possível justificar valores inferiores através de uma análise da estrutura. em estruturas trianguladas correntes os comprimentos de encurvadura Lcr dos elementos de alma relativos à encurvadura no plano.9L.2. em geral.3(1)B.2. pelo menos 2 parafusos).1) . as excentricidades poderão ser desprezadas e poderá tomar-se em consideração o encastramento das secções extremas das cantoneiras utilizadas como elementos da alma comprimidos.z = 0.1.1.50 + 0. e da encurvadura para fora do plano dos elementos de alma. para a encurvadura no plano. (2)B O comprimento de encurvadura Lc de uma corda com secção em I ou H poderá tomar-se igual a 0.3. poderá ser efectuada adoptando um comprimento de encurvadura inferior ao comprimento real.1 Generalidades (1)B No caso das cordas. BB.7λ v para a encurvadura em relação ao eixo v-v λ eff . em relação à encurvadura no plano. desde que as cordas forneçam restrições adequadas às suas secções extremas e as ligações de extremidade assegurem um grau de encastramento adequado (no caso das ligações aparafusadas. para a encurvadura em relação ao eixo z-z (BB.2.7λ z em queλ é definido em 6. e o comprimento de encurvadura Lcr deverá tomar-se igual ao comprimento real do elemento L. ver BB. (2)B Quando se utiliza apenas um parafuso nas ligações das extremidades das cantoneiras utilizadas como elementos de alma. A esbelteza normalizada efectivaλeff poderá ser obtida da seguinte forma: λ eff .9.v = 0.35 + 0.1. através de 6. e a 1.2 Cantoneiras utilizadas como elementos de alma (1)B Desde que as cordas forneçam restrições adequadas às secções extremas dos elementos de alma formados por cantoneiras e as ligações de extremidade desses elementos assegurem um grau de encastramento adequado (no caso das ligações aparafusadas. excepto se for possível justificar um valor inferior através de uma análise da estrutura.9L. o comprimento de encurvadura Lc poderá tomar-se igual ao comprimento real L. ver BB.50 + 0. deverá tomar-se em consideração a excentricidade. y = 0.7λ y para a encurvadura em relação ao eixo y-y λ eff . (3)B A verificação de segurança dos elementos de alma.1 Encurvadura por flexão de elementos de estruturas trianguladas e terliçadas BB. para a encurvadura fora do plano. (4)B Nestas condições.0L. poderão tomar-se iguais a 0.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. pelo menos 2 parafusos).

3) . Se a chapa estiver apenas ligada à viga em nervuras alternadas.2). para as quais a relação entre o diâmetro ou a largura das diagonais e da corda β seja inferior a 0. a viga poderá admitir-se travada lateralmente.3 Elementos com secção tubular (1)B O comprimento de encurvadura Lcr de uma corda com secção tubular poderá tomar-se igual a 0. O comprimento real fora do plano é a distância entre os apoios laterais.0L tanto para a encurvadura no plano como fora do plano.20S.2 Travamentos à torção contínuos (1)B Uma viga poderá considerar-se suficientemente travada em relação às deformações por torção se: C ϑ.2 Travamentos contínuos BB. S deverá ser substituído por 0. desde que as respectivas ligações sejam devidamente projectadas. nas ligações.2) poderá também utilizar-se para avaliar a estabilidade lateral dos banzos de vigas ligados a componentes de outros tipos de revestimento que não sejam chapas perfiladas trapezoidais. momento de menor inércia da secção. excepto se for possível justificar um valor inferior através de ensaios ou cálculos.1.9L tanto para a encurvadura no plano como para a encurvadura fora do plano. NOTA: A expressão (BB.k pl EI z K ϑK υ (BB.2.2. (3)B No caso de vigas reticuladas com cordas paralelas e diagonais. 98 de 116 Para voto final da CT 115 BB. de acordo com a EN 1993-1-3.1 Travamentos laterais contínuos (1)B Se. poderá. BB. constante de torção. no plano da chapa.2) rigidez de esforço transverso (por unidade de comprimento da viga) proporcionada pelas chapas transversais à viga.6. excepto se for possível justificar um valor inferior através de uma análise da estrutura. NOTA: O Anexo Nacional poderá incluir mais informações sobre os comprimentos de encurvadura. ao longo do seu perímetro.75L tanto para a encurvadura no plano como fora do plano. em geral. k > em que: M 2 . (2)B O comprimento de encurvadura Lcr de uma diagonal com secção tubular (elemento de alma) e ligações aparafusadas poderá tomar-se igual a 1. relativa à sua deformação no plano da chapa a ser ligada à viga em cada nervura. altura da viga. constante de empenamento.   70 π2 π2 S ≥  EI w 2 + GI t + EI z 2 0. tomar-se igual a 0. comprimento da viga. uma chapa perfilada trapezoidal estiver ligada a uma viga e for satisfeita a condição (BB. o comprimento de encurvadura Lcr de uma diagonal com secção tubular sem entalhe ou achatamento. em que L é o comprimento real teórico no plano relevante considerado.25h 2  2  h L L   em que: S Iw It Iz L h (BB.NP EN 1993-1-1 2008 p. e cuja secção extrema está soldada a cordas também de secção tubular. BB. O comprimento real no plano é a distância entre as ligações.

7 (2)B A rigidez de rotação conferida à viga pelo elemento contínuo de travamento poderá ser calculada a partir de: 1 1 1 1 = + + C ϑ. e o tipo de travamento.0 M Com travamento à translação 0 1 M 2a M 0. rigidez de rotação (por unidade de comprimento da viga) da ligação entre a viga e o elemento contínuo de travamento.00 para a análise plástica.23 3 4 M M 2.35 para a análise elástica. k C ϑC. Quadro BB.6 0 1. uma estrutura de cobertura) e pelas ligações. coeficiente para ter em conta a distribuição dos momentos. k C ϑR .k (BB.8 1.k C ϑD . Mpl.1.1 – Coeficiente Kϑ para ter em conta a distribuição dos momentos e o tipo de travamento Caso Distribuição dos momentos Sem travamento à translação 4.k Kυ Kυ Kϑ rigidez de rotação (por unidade de comprimento da viga) conferida à viga pelo elemento contínuo de travamento (por exemplo. 1.k em que: CϑR. .0 0.5 M M 2b M 0.12 3.k CϑC.0 5 1. 0. ver Quadro BB.k valor característico do momento plástico da viga.4) rigidez de rotação (por unidade de comprimento da viga) conferida à viga pelo elemento contínuo de travamento admitindo uma ligação rígida à viga. 99 de 116 Cϑ.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.

em relação à encurvadura fora do plano de troços de elementos contendo rótulas plásticas BB.3.1 Comprimentos estáveis entre travamentos laterais adjacentes (1)B Os efeitos da encurvadura lateral poderão ser ignorados sempre que o comprimento L do troço compreendido entre a secção travada onde se forma uma rótula plástica e o travamento lateral adjacente não seja superior a Lm. 100 de 116 Para voto final da CT 115 CϑD. Ls é superior a Lm.k = ∞. o caso dos perfis laminados correntes). y   + 2 57.3.NP EN 1993-1-1 2008 p.2 e a Figura BB. NOTA: Em geral. a obter na literatura da especialidade. tensão de cedência em [N/mm²].1. . quando um dos banzos se encontra comprimido ao longo de todo o comprimento do troço. como estipulado em 6.3 Comprimentos estáveis. Wpl. por exemplo.3. na qual o banzo comprimido é o banzo livre.5) em que: NEd A It fy C1 valor de cálculo do esforço axial de compressão [N] que actua no elemento. constante de torção de St.1. ou através de um travamento à torção. ou através de um travamento lateral nessa extremidade do troço combinado com um travamento à torção situado a uma distância que satisfaça os valores estipulados para Ls .k rigidez de rotação (por unidade de comprimento da viga) resultante de uma análise das deformações por distorção das secções transversais da viga.y módulo de flexão plástico da secção do elemento. área da secção transversal [mm²] do elemento.4  A  756 C1  AI t   f y     235     2 (BB. CϑD. BB. e de a outra extremidade do troço esteja travada: – ou através de um travamento lateral do banzo comprimido. no caso de o banzo comprimido ser o banzo ligado ou quando as deformações por distorção das secções poderão ser desprezadas (como é. Venant da secção do elemento. – – ver a Figura BB.5.1 Elementos uniformes constituídos por perfis laminados ou por perfis soldados em I de dimensões equivalentes BB. a Figura BB. ver a EN 1993-1-3.3. coeficiente para ter em conta a distribuição de momentos e as condições de apoio nas extremidades. onde: Lm = 38i z 2 1  N Ed  1  Wpl. NOTA: Para mais informações. desde que o elemento esteja travado na secação onde se forma a rótula plástica.

χ e χLT obtidos a partir de Ncr e Mcr.1) 3 zona elástica (ver 6. com travamento do banzo traccionado.7) ou (BB. 101 de 116 Legenda: 1 banzo traccionado 2 comprimento estável plástico (ver BB.8)) 9 zona elástica. comprimento estável = Ls (ver BB. considerando o travamento do banzo traccionado Figura BB. com travamento do banzo traccionado (ver 6.3).1.2.1.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.3) 4 rótula plástica 5 travamentos 6 diagrama de momentos flectores 7 banzo comprimido 8 zona plástica.3.1 – Verificações num elemento sem esquadro de reforço . expressão (BB.3.

2 – Verificações num elemento com um esquadro de reforço envolvendo três banzos .2.3) rótula plástica travamentos diagrama de momentos flectores banzo comprimido comprimento estável plástico (ver BB.3.3.1) ou elástico (ver 6.5.3). χ e χLT obtidos a partir de Ncr e Mcr considerando o travamento do banzo traccionado 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Figura BB.1.3(2)B) comprimento estável plástico (ver BB.2) ou elástico (ver 6.3.3.5.2) zona elástica(ver 6.NP EN 1993-1-1 2008 p. 102 de 116 Para voto final da CT 115 Legenda: 1 2 3 banzo traccionado zona elástica (ver 6.1.3.3) comprimento estável plástico (ver BB.3.1) zona elástica (ver 6.3(2)B) comprimento estável plástico (ver BB.

3.2) comprimento estável plástico (ver BB.2 Comprimento estável entre travamentos em relação à torção (1)B Os efeitos da encurvadura lateral poderão ser ignorados sempre que o comprimento L do troço de elemento compreendido entre a secção travada onde se forma uma rótula plástica e o travamento adjacente à torção.1) zona elástica (ver 6. em que: 600f y  h    5. χ e χLT a partir de Ncr e Mcr incluindo o travamento do banzo traccionado Figura BB.3.6) (2)B Os efeitos da encurvadura lateral poderão ser ignorados sempre que o comprimento L do troço de elemento compreendido entre a secção travada onde se forma uma rótula plástica e o travamento adjacente em relação à torção e submetido a um diagrama de momentos flectores linear e a compressão axial.3. desde que: – o elemento esteja travado na secção onde se forma a rótula plástica.3) comprimento estável plástico (ver BB.4   − 1     E  t f  (BB. ver BB. submetido a um diagrama de momentos flectores constante.4 +   i z  E  t f     Lk = 2  f y  h  5. não seja superior a Ls .1. não seja superior a Lk. e .3. conforme estipulado em 6.2.1. e existam um ou vários travamentos laterais intermédios entre os travamentos à torção com afastamentos que satisfaçam os valores estipulados para Lm. conforme estipulado em 6.1) comprimento estável plástico (ver BB.3 – Verificações num elemento com um esquadro de reforço de dois banzos BB. 103 de 116 Legenda: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 banzo traccionado zona elástica (ver 6.3) rótula plástica travamentos diagrama de momentos flectores banzo comprimido comprimento estável plástico (ver BB.1.1.3.3.5.3.1.3).Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.2) secção elástica (ver 6.3. desde que: – – o elemento esteja travado na secção onde se forma a rótula plástica.5.

3.3): L m = 0.4  A  756 C1 W   AI t  2 pl .Rk + aN Ed Cm a     (BB.2 e a Figura BB. y  f y     235    2 (BB.2. desde que: – – o elemento esteja travado na secção onde se forma a rótula plástica.y.5.1. distância entre o centro de gravidade do elemento que contém a rótula plástica e o centro de gravidade dos elementos de travamento.3. ver BB.1.3.10) em que: NEd valor de cálculo do esforço de compressão [N] que actua no elemento. . submetido a um diagrama de momentos flectores variável não linear e a compressão axial.3.1. MN.Rk valor característico do momento plástico da secção transversal relativo à flexão em torno do eixo y-y. não seja superior a Ls.Rk Ls = Cm Lk  M  N .NP EN 1993-1-1 2008 p. em que:  M pl.7) coeficiente para ter em conta a variação linear do momento. Cn ver a Figura BB.1 Comprimento estável entre travamentos laterais adjacentes (1)B Os efeitos da encurvadura lateral poderão ser ignorados sempre que o comprimento L do troço de um elemento compreendido entre a secção travada onde se forma uma rótula plástica e o travamento lateral adjacente não seja superior a Lm.2 Elementos laminados ou soldados equivalentes de secção em I com esquadro de reforço ou secção variável BB. BB.4  A  756 C1 2  Wpl.1.3.Rk valor característico do momento plástico da secção transversal relativo à flexão em torno do eixo y-y reduzida pela interacção com o esforço normal NEd.y. ver BB.8) coeficiente para ter em conta a variação não linear do momento.3.3.85 38i z 1  N Ed  1  + 2 57. em que: Ls = Cn Lk (BB.9) – para esquadros de reforço envolvendo dois banzos (ver a Figura BB. ver BB. onde: – para esquadros de reforço envolvendo três banzos (ver a Figura BB. 104 de 116 Para voto final da CT 115 – existam um ou vários travamentos laterais intermédios entre os travamentos à torção com afastamentos que satisfaçam os valores estipulados para Lm. y .3. y . a Figura BB.2): Lm = 38i z 1  N Ed  1  + 2 57.1.3.1. Mpl. e existam um ou vários travamentos laterais intermédios entre os elementos de travamentos à torção com afastamentos que satisfaçam os valores estipulados para Lm. (3)B Os efeitos da encurvadura lateral poderão ser ignorados sempre que o comprimento L de um troço de elemento compreendido entre a secção travada onde se forma uma rótula plástica e o travamento adjacente à torção.2.3. ver BB. y   AI t   f y     235     2 (BB. conforme estipulado em 6.

3.5.y It fy iz valor máximo no troço. y área da secção transversal do elemento [mm²] onde módulo plástico de flexão da secção do elemento. e existam um ou vários travamentos laterais intermédios entre os travamentos à torção com afastamentos que satisfaçam os valores estipulados para Lm. ver BB.12) comprimento determinado para um elemento uniforme com secção transversal igual à menor secção do elemento considerado.85 em que: Lk Cn c (BB. e a compressão axial.3. conforme estipulado em 6.3. tensão de cedência [N/mm²].2. ou através de um travamento à torção.3.3. desde que o elemento esteja travado onde se forma a rótula plástica.3.3. e a outra extremidade do troço esteja travada: – ou através de um travamento lateral do banzo comprimido. factor de variação da secção definido em BB.11) – para esquadros de reforço envolvendo dois banzos (ver a Figura BB. constante de torção de St.2.1.2 Comprimento estável entre travamentos à torção (1)B No caso de elementos de secção variável com banzos uniformes submetidos a diagramas de momentos flectores variáveis linearmente ou não.2.2): Ls = Cn Lk c Cn Lk c (BB.1. y AI t A Wpl. 2 Wpl. ver BB. AI t é máximo.5. os efeitos da encurvadura lateral poderão ser ignorados sempre que o comprimento do troço compreendido entre a secção travada onde se forma uma rótula plástica e o travamento adjacente à torção não seja superior a Ls.3. quando um dos banzos se encontra comprimido ao longo de todo o comprimento do troço. conforme estipulado em 6.2. valor mínimo do raio de giração da secção no troço. em que: – para esquadros de reforço envolvendo três banzos (ver a Figura BB. .Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.3): L s = 0.3. – – BB. Venant da secção do elemento. 105 de 116 2 Wpl. desde que: – – o elemento esteja travado na secção onde se forma a rótula plástica. ou através de um travamento lateral nessa extremidade do troço combinado com um elemento de travamento à torção situado a uma distância que satisfaça os valores estipulados para Ls.3. ver BB.

3 Coeficientes de correcção para diagramas de momentos flectores variáveis que actuam em elementos travados lateralmente ao longo do banzo traccionado BB. Os momentos que provocam compressão no banzo não travado deverão ser considerados positivos. Se a relação for inferior a –1. tomados com os seus valores algébricos.1 Diagramas de momentos flectores lineares (1)B O coeficiente de correcção Cm poderá ser determinado a partir de: Cm = em que: 1 2 B 0 + B1β t + B 2 β t (BB. 2 is = i 2 + i 2 + a 2 y z em que: a βt distância entre o centro de gravidade do elemento travado e o centro de gravidade dos elementos de travamento.0. relação entre o menor e o maior momento de extremidade. . e com travamento lateral intermédio efectivo do banzo traccionado.13) B0 = B1 = B2 = 1 + 10η 1 + 20η 5 η π + 10 η 0. 106 de 116 Para voto final da CT 115 BB.4. deverá tomar-se para βt o valor –1. tal como no caso de madres que travam travessas.3.3.0.NP EN 1993-1-1 2008 p.5 1+ π η − 0. ver a Figura BB.3. N crT  1  π 2 EI z a 2 π 2 EI w = 2 + + GI t  carga crítica de encurvadura elástica por torção para uma secção 2 2  is  L t Lt   em I e comprimento igual ao espaçamento Lt entre as secções travadas em ambos os banzos.5 1 + 20η η= N crE N crT π 2 EI z Lt 2 N crE = L t distância entre os travamentos à torção.

5 + 200 – − 200 = −2 + 100 mas β t ≥ −1.5 – Relações de momentos R5 . 107 de 116 + 200 + 100 100 200 – βt = − 100 = −0. RE RS RE R2 R3 R4 RS R5 RE R1 R2 R3 R4 R5 R1 RS = RE R1 R2 R3 R4 RE R1 R2 R3 R4 R5 RS Figura BB. onde: – – RE é o maior dos valores R1 ou R5.3.5. só deverão considerar-se também valores positivos de (RS – RE). e deverão apenas ser considerados valores positivos de R.3.14) onde R1 a R5 são os valores de R fornecidos em (2)B nas secções de extremidade.4 – Valor de βt BB. quartos de vão e meio vão. ver a Figura BB. Rs é o valor máximo de R ao longo do comprimento Ly.0 então β t = −1. Para além disso.0 βt = Figura BB.2 Diagramas de momentos flectores não lineares (1)B coeficiente de correcção Cn poderá ser determinado a partir de: Cn = 12 [R 1 + 3R 2 + 4R 3 + 3R 4 + R 5 + 2(R S − R E )] (BB.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.

2b e h/tf ≥ 20. comprimento entre os pontos de travamento lateral do banzo comprimido. tal como no caso de madres que travam travessas. h min hs Lh hs Ly Lh hmax hh Ly Ly hh (a) Troço de secção variável (b) Troço com esquadro de reforço (c) Troço com esquadro de reforço x = travamento Figura BB.16) – para elementos ou troços com esquadro de reforço. ver Figura BB.NP EN 1993-1-1 2008 p. comprimento do esquadro incluído no comprimento Ly . o factor de variação da altura c deverá ser obtido da seguinte forma: – para elementos ou troços de secção variável. ver a Figura BB. y (BB.15) distância entre o centro de gravidade do elemento travado e o centro de gravidade dos elementos de travamento.3. (h/tf) é determinado para a menor secção transversal do elemento ou troço. altura da secção sem esquadro. ver a Figura BB. ver a Figura BB. ver a Figura BB.6(c):  hh  c = 1+ h   hs  − 9  t   f  Lh Ly (BB.6.6 – Dimensões que definem o factor de variação da altura da secção transversal . BB.3.17) em que: hh altura adicional do esquadro ou devida à variação da secção transversal.6(a): c = 1+  h max   − 1  h  h   − 9   min t   f  3 3     2/3 2/3 (BB.6.6. ver as Figuras BB. hmin hs Lh Ly altura mínima da secção transversal no comprimento Ly .Ed + a N Ed f y Wpl.3 Factor de variação da altura (1)B No caso de elementos de secção variável com banzos uniformes com h ≥ 1. medida na vertical.6. ver a Figura BB. hmax altura máxima da secção transversal no comprimento Ly . 108 de 116 Para voto final da CT 115 (2)B O valor de R deverá ser obtido a partir de: R= em que: a M y .6.6(b) e BB.

c) informações complementares não contraditórias. Nota B .3 referem-se. (Documento ainda não disponível) NA. os lapsos identificados naquele documento já foram corrigidos na presente Norma.1(1). da NP EN 1993-1-1:2008 – “Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço.3.4(1).2(3) – 6.2(1) – 3. as quais se referem aos seguintes aspectos: a) Parâmetros Determinados a nível Nacional (NDP). A inclusão de um Anexo Nacional na NP EN 1993-1-1:2008 decorre do disposto no Preâmbulo desta Norma.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. respectivamente.2. o qual constitui uma Errata da versão inglesa da EN 1993-1-1:2005.2. os Princípios e Regras de Aplicação sem prescrições a nível nacional e com prescrições a nível nacional.2.1 – Generalidades Os Parâmetros Determinados a nível Nacional (NDP) relativos aos Princípios e às Regras de Aplicação onde são permitidas opções nacionais são estabelecidos no Preâmbulo da presente Norma. b) utilização dos Anexos informativos. indicadas na secção NA.1(3) – 5.2 – Princípios e Regras de Aplicação sem prescrições a nível nacional Relativamente a: – 3. 109 de 116 Anexo Nacional NA Introdução O presente Anexo Nacional foi elaborado no âmbito da actividade da Comissão Técnica Portuguesa de Normalização CT 115 – Eurocódigos Estruturais.3(3)B – 3.2 e NA.2.2. produzido pela Subcomissão SC 3 “Design of steel structures” da Comissão Técnica CEN/TC 250 "Structural Eurocodes".1 – Campo de aplicação Este Anexo Nacional estabelece as condições para a implementação.1(1) – 6. Parte 1-1: Regras gerais e regras para edifícios”. Nota 3B – 5.2.2.2. cuja coordenação é assegurada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) na sua qualidade de Organismo de Normalização Sectorial (ONS) no domínio dos Eurocódigos Estruturais.3. em Portugal. As prescrições a nível nacional. NA. são referenciadas do mesmo modo que no corpo da Norma mas precedidas de “NA – “. NA. A elaboração do presente Anexo Nacional teve em conta o documento N XXX.2. Nas secções NA.2 – Parâmetros Determinados a nível Nacional (NDP) NA.

Em condições particulares.2. devendo adoptar-se as correspondentes prescrições constantes desta Norma e. 110 de 116 Para voto final da CT 115 – 6. Refira-se que alguns desses valores são inferiores aos do Quadro 3.3.1 está condicionada à aposição da marcação CE aos produtos em questão. deve considerar-se igualmente a acção sísmica quantificada na NP EN 1998-1:2008.3(2) – 6.5 em vez do Quadro 6.3. os procedimentos ou os valores aí recomendados.3.3.3 – Princípios e Regras de Aplicação com prescrições a nível nacional a) NA–2. e) NA–5.2 e β = 1 e o Quadro NA–6.1(2) A utilização de aços estruturais e outros produtos distintos dos incluídos no Quadro 3.2(4).1.2.3. isto é. se tal for o caso.4(2)B prescinde-se de introduzir prescrições a nível nacional.3.3.2. b) NA–3.1(1) Para além das acções quantificadas nas diversas Partes do Eurocódigo 1.5. o caderno de encargos da obra pode estipular valores mais baixos para a temperatura mínima de serviço.2.2. g) NA–5.1.4(3) O valor k = 0. c) NA–3.NP EN 1993-1-1 2008 p. f) NA–5. h) NA–6.2(8) Não é permitida a aplicação deste método.3.1(1) Adopta-se a opção a).2. NA.3(1) Adoptam-se os valores λ LT .2.0 = 0 .2(11) Não é permitida a aplicação deste método.2(2) – 6.2. .5 recomendado pode ser adoptado desde que o elemento satisfaça as condições estipuladas em 6. d) NA–3. bem como as acções geotécnicas quantificadas na NP EN 1997-1:2008. os valores da tensão de cedência (fy) e da tensão última (fu) devem ser os indicados na respectiva norma de produto.3(1)P Deve adoptar-se o valor da temperatura mínima de serviço recomendado na NP EN 1991-1-5:2008.

I.2. Nota Este método não tem carácter normativo e só pode ser aplicado nos casos não cobertos nas secções 6.2).3. com estes valores de λ LT . variação da flecha da viga devida às acções permanentes imediatamente após a sua aplicação.3(5).0 e β e a alteração do Quadro 6.4(1). consideram-se secções soldadas equivalentes as secções soldadas que respeitem as seguintes condições: a relação da inércia dos banzos no seu plano deve ser inferior a 1. (estado (0)).max/tw ≤ 3 e d/tw ≤ 72ε/η. para o caso de uma viga simplesmente apoiada. δ0 δ1 δ2 contra-flecha da viga no estado não carregado. Nota 2 Qualquer dos dois métodos alternativos (Método 1 e Método 2) pode ser utilizado na verificação de segurança de colunas-viga. variação da flecha da viga devida aos valores reduzidos das acções variáveis utilizados nas combinações características (estado (2)). a secção deve ser simétrica em relação à alma. Para a aplicação desta secção.3.δ0 em que: δmax flecha no estado final relativamente à linha recta que une os apoios. (estado (1)). j) NA–6.3.1(1)B No caso de não serem acordados outros valores com o dono de obra. 6. em que η é um parâmetro definido na NA-EN 1993-1-5.3.3) conduz aos mesmos valores de χLT do método geral (descrito em 6.2. tendo-se: δmax = δ1 + δ2 .3. l) NA–7. os valores limites recomendados para os deslocamentos verticais em edifícios são os indicados no Quadro NA.3.2.2. Nota 2B Adopta-se o valor λc 0 = 0. quando é utilizada a expressão (6. 111 de 116 Quadro NA–6.3 .57) Secção transversal Secções I laminadas Secções I soldadas Limites h/b ≤ 2 h/b > 2 h/b ≤ 2 h/b > 2 Curva de encurvadura a b c d Chama-se a atenção para o facto de que.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p.1.5.2.2 e 6.3 desde que a curva utilizada para determinar χop seja devidamente justificada. k) NA–6.3.4(1). . i) NA–6.I.3. tf. o método alternativo (descrito em 6. e ilustrados na Figura NA.5 – Curvas de encurvadura lateral para secções transversais.

L representa o vão da viga.I – Deslocamentos verticais a considerar m) NA–7. (0) (1) (2) δ1 δ0 δ2 δmáx L Figura NA. os limites recomendados para os deslocamentos horizontais no topo dos pilares para as combinações características são os seguintes: – Pórticos sem aparelhos de elevação: – Outros edifícios de um só piso: – Em edifícios de vários pisos: h/150 h/300 .I) δmax L/200 L/250 L/250 L/250 L/400 L/250 δ2 L/250 L/300 L/300 L/350 L/500 - NOTA: No caso geral.2(1)B No caso de não serem acordados outros valores com o dono de obra.2. 112 de 116 Para voto final da CT 115 Quadro NA. para além do pessoal de manutenção Pavimentos em geral Pavimentos e coberturas que suportem rebocos ou outros acabamentos frágeis ou divisórias não flexíveis Pavimentos que suportem pilares (a não ser que o deslocamento tenha sido incluído na análise global para o estado limite último) Quando δmax possa afectar o aspecto do edifício Limites (ver figura NA.NP EN 1993-1-1 2008 p.I – Valores recomendados para os limites dos deslocamentos verticais Condições Coberturas em geral Coberturas utilizadas frequentemente por pessoas. No caso de vigas em consola. L representa duas vezes o vão real da consola.

4(1).75 L. No caso de ser efectuada uma análise dinâmica. h/300 h0/500 n) NA–7. Comentários Ginásios. as acelerações verticais máximas devem ser limitadas aos valores indicados no Quadro NA.II – Níveis máximos de aceleração aceitáveis Tipo de estrutura Passadiços e outras estruturas pedonais Edifícios Nível máximo de aceleração a ≤ 0. em estruturas de ginásios ou edifícios com funções semelhantes.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. Se tal não for possível. ou a 10 mm. os Anexos AB e BB mantêm o carácter informativo e os Anexos A e B passam a ter carácter normativo. só pode ser adoptado para comprimento de encurvadura na direcção normal ao plano da estrutura quando tal for devidamente justificado com base na rigidez de torção das cordas e/ou a rigidez de flexão de elementos concorrentes nos nós das barras.3 – Utilização dos Anexos informativos A. sejam inferiores a 28 mm.10g. salas de dança e salas de concerto a ≤ 0.05g O cálculo de frequências próprias ou a análise dinâmica podem ser dispensados sempre que as flechas. em que L é o comprimento da barra. habitação e instalações similares ou a 5 Hz. em estruturas de ginásios ou edifícios com funções semelhantes. recintos desportivos.1. 113 de 116 Em cada piso: Na estrutura globalmente em que: h h0 altura do pilar ou do piso. em estruturas de edifícios de escritórios. altura da estrutura. deve adoptar-se o valor L para esse comprimento de encurvadura.10g a ≤ 0.II. devidas às cargas permanentes e à parcela frequente das sobrecargas.2. o) NA–BB. B. é necessário que as suas frequências próprias associadas a modos verticais sejam superiores a 3 Hz. sempre que eventuais regras de projecto resultantes da aplicação desses anexos possuam um cariz alternativo às Regras de Aplicação estabelecidas nesta Norma.3(1)B Para ser dispensada a verificação das acelerações verticais máximas de uma estrutura. o limite pode passar a 0. AB e BB Em Portugal. Os Anexos de carácter informativo só poderão ser aplicados desde que tal não prejudique os Princípios estabelecidos na presente Norma e se tenha em conta o disposto em 1. NA.3(3)B O valor 0. em edifícios correntes. Quadro NA. .02g Se os efeitos acústicos forem pequenos e se as vibrações afectarem apenas as pessoas no pavimento cuja vibração se está a analisar.

– Estabilidade Estrutural. e Camotim. no caso de Portugal. De entre essas normas têm particular relevância as relativas ao aço estrutural. Assim. A.1 dizerem respeito ao método de verificação da resistência da secção (e não ao método utilizado para determinar os esforços na barra ou na estrutura). acções sísmicas e regras para edifícios”.NP EN 1993-1-1 2008 p. visando auxiliar a sua aplicação. O projecto de estruturas de aço deve igualmente satisfazer os requisitos de todas as outras normas e especificações aplicáveis. 114 de 116 Para voto final da CT 115 NA. Jaspart. cujo valor depende das condições de apoio e carregamento e deve ser obtido de literatura especializada. D. Greiner R.2(3)) Chama-se a atenção para o facto de as designações “análise elástica” e “análise plástica” que figuram no Quadro 5.3. 2001 . Mc Graw Hill. Parte 1: Regras gerais.4 – Informações complementares NA.4.1 – Objecto Na secção NA. NA.2 – Informações gerais a) Relação da NP EN 1993-1-1 com outros Eurocódigos e com outras normas relativas a produtos de construção A NP EN 1993-1-1 faz parte de um conjunto de normas correntemente designadas por Eurocódigos Estruturais. o projecto de estruturas de aço deve ter em conta o disposto nos diversos Eurocódigos que se interligam com a presente Norma.3 – Informações específicas a) Imperfeições para a análise global dos pórticos (5.4 são dadas informações complementares não contraditórias com as prescrições da presente Norma. os requisitos estabelecidos na NP EN 1998-1:2008 – “Eurocódigo 8: Projecto de estruturas para resistência aos sismos. relativas ao projecto estrutural e geotécnico de edifícios e de outras obras de engenharia civil. nomeadamente: – Boissonnade N. JP e Lindher J (2006) – Rules for Member Stability in EN 1993-1-1Background Documentation and Guidelines . salientando-se.4.º 119 – Reis. já que esses requisitos podem envolver aspectos relativos ao cálculo ou à pormenorização dos elementos estruturais. NA. ECCS publications N. b) Coeficiente C1 (Anexo A) O coeficiente C1 é uma constante que figura na expressão do momento crítico de encurvadura lateral de vigas.4.

Parte 1. Parte 1.1: Acções gerais – Pesos volúmicos. pesos próprios. Parte 1. Parte 1. sobrecargas em edifícios Eurocódigo 1: Acções em estruturas.4: Acções gerais – Acções do vento Eurocódigo 1: Acções em estruturas.5: Elementos de placa Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço.5 – Correspondência entre documentos normativos (títulos sujeitos a alteração) Referência da EN EN 1990:2002 Referência da NP NP EN 1990:2008 Título da NP Eurocódigo: Bases para o projecto de estruturas Eurocódigo 1: Acções em estruturas. Parte 1. 115 de 116 NA. Parte 1.3: Acções gerais – Acções da neve Eurocódigo 1: Acções em estruturas. Parte 1. Parte 1. Parte 2: Condições técnicas de fornecimento para aços de construção não ligados EN 1991-1-1:2002 NP EN 1991-1-1:2008 EN 1991-1-2:2002 NP EN 1991-1-2:2008 EN 1991-1-3:2003 NP EN 1991-1-3:2008 EN 1991-1-4:2005 NP EN 1991-1-4:2008 EN 1991-1-5:2003 NP EN 1991-1-5:2008 EN 1993-1-1:2005 NP EN 1993-1-1:2008 EN 1993-1-2:2005 NP EN 1993-1-2:2008 EN 1993-1-5:2006 NP EN 1993-1-5:2008 EN 1993-1-8:2005 NP EN 1993-1-8:2008 EN 1993-1-9:2005 NP EN 1993-1-9:2008 EN 1993-1-10:2005 NP EN 1993-1-10:2008 EN 10025-2:2004 NP EN 10025-2:2007 . Parte 1.8: Projecto das ligações Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço.5: Acções gerais – Acções térmicas Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço.2: Regras gerais – Verificação da resistência ao fogo Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço.2: Acções gerais – Acções em estruturas expostas ao fogo Eurocódigo 1: Acções em estruturas.1: Regras gerais e regras para edifícios Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço. Parte 1.9: Fadiga Eurocódigo 3: Projecto de estruturas de aço.Para voto final da CT 115 NP EN 1993-1-1 2008 p. Parte 1.10: Tenacidade dos materiais e propriedades no sentido da espessura Produtos laminados a quente de aços de construção.

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