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12/4/2016

SDE0906 – BIOLOGIA CELULAR


Organelas Citoplasmáticas:
Aula 09:
Mitocôndrias e Cloroplastos

Biologia Celular
Organelas citoplasmáticas

• São pequenos compartimentos


localizados no citoplasma, onde ocorrem
determinadas reações químicas celulares;
• Características das células eucariontes;
• Algumas, como os ribossomos, não são
compartimentos membranosos.

Célula Eucarionte

AULA 09: Organelas Citoplasmáticas: Mitocôndrias e Cloroplastos

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Mitocôndrias

As mitocôndrias são organelas presentes


em quase todos os tipos de células
eucariontes.
A quantidade de mitocôndrias em uma
célula varia de acordo com a atividade
metabólica da célula.

As mitocôndrias podem ter vários


formatos diferentes, dependendo do
tipo de célula.

Mitocôndria e sua estrutura

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Estrutura das mitocôndrias

São dotadas de duas membranas, uma


externa lisa e uma interna cheia de pregas,
denominadas cristas.

Entre as das membranas existe um pequeno


espaço, chamado de espaço
intermembranar.

O seu interior é preenchido por uma


matriz mitocondrial.

Micrografia eletrônica de duas mitocôndrias de pulmão

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Funções das mitocôndrias

As mitocôndrias são o local onde ocorre a produção da maior parte da


energia que a célula precisa para manter as suas funções vitais.

O processo de produção de energia com participação das mitocôndrias


se chama Respiração Celular Aeróbia.

Na respiração celular aeróbia acontece a produção de ATP (adenosina


tri fosfato), que é utilizada como fonte direta de energia pela célula.

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Importância do ATP

O ATP, produzido pela respiração celular


aeróbia, pode ser prontamente quebrado,
liberando a energia que está armazenada
em sua molécula, na ligação com o terceiro
fosfato.

ATP ADP + Pi + Energia

ATP – adenosina trifosfato


ADP – adenosina difosfato
Pi – fosfato inorgânico

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Produção de ATP

Na respiração celular aeróbia ocorre a


fosforilação oxidativa do ADP em ATP.

ADP + Pi + Energia ATP

ATP – adenosina trifosfato


ADP – adenosina difosfato
Pi – fosfato inorgânico

A energia utilizada para isso é proveniente


da quebra dos nutrientes (carboidratos,
aminoácidos e ácidos graxos).

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Respiração celular aeróbica

A respiração celular aeróbia é composta


por um conjunto de reações de oxidação
e redução, que conta, portanto, com a
participação do oxigênio.

A glicose, proveniente dos carboidratos


da alimentação, é a principal fonte de
energia, embora existam outras.

O esquema mostra as principais fontes de energia e como


se comportam metabolicamente.

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Reação geral da respiração celular aeróbica

Quando a glicose é utilizada como fonte de energia, temos a reação geral:

C6H12O6 + 6 O2 6 CO2 + 2 H2O + Energia

Portanto, é a oxidação da glicose até haver a produção de gás carbônico,


água e liberação de energia.

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Respiração celular aeróbica

A primeira etapa da respiração celular aeróbica, quando a glicose é utilizada, é sua quebra em
duas moléculas de ácido pirúvico, denominada glicólise.
Esta etapa ocorre ainda no citoplasma.

Reação compacta da glicólise

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Respiração celular aeróbica

As duas moléculas de ácido pirúvico entram na mitocôndria e dentro dela geram, cada uma, uma
molécula de Acetil-coenzima A.

Reação que acontece na matriz da mitocôndria.

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Respiração celular aeróbica

As duas moléculas de Acetil-coA


passam por uma série de reações
químicas denominadas de
Ciclo de Krebs.

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Respiração celular aeróbica

No Ciclo de Krebs são liberados elétrons, que são transportados por duas
moléculas, o NAD+ (nicotinamida adenina dinucleotídeo) e o FAD (Flavina
adenina dinucleotídeo).

O NADH e o FADH2 formados vão para a última etapa, denominada


Fosforilação Oxidativa, quando a maior parte do ATP é produzida.

Os elétrons passam de forma sequencial para as moléculas presentes na


membrana das cristas mitocondriais, liberando energia.

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Respiração celular aeróbica

A energia liberada é utilizada pela enzima ATPsintase para produção de moléculas de ATP,
fosforilando o ADP.

Cadeia respiratória: Fluxo de


elétrons (e- ) provenientes do
NADH e FADH2 acoplado
+
a um bombeamento de H para o
espaço intermembranar. Prótons
H +retornando para a
matriz mitocôndia ativando a
enzima ATPsintate, resónsável
pela síntese de ATP

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DNA mitocondrial

As mitocôndrias possuem DNA próprio,


várias cópias de pequenas moléculas
circulares que codificam algumas
proteínas que participam da fosforilação
oxidativa.

A maior parte das proteínas mitocondriais


são codificadas por genes que estão
localizados no núcleo da célula.

DNA (genoma) de uma mitocôndria

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Teoria da endossimbiose

A teoria da endossimbiose consiste em supor


que mitocôndrias (e cloroplastos), em um
passado distante, eram bactérias aeróbias que
foram incorporadas pelas células eucariontes
anaeróbias.
As células eucariontes passaram a poder utilizar
o oxigênio para produção de energia, de forma
muito mais eficiente, e forneceram proteção
com relação ao meio externo às “células
invasoras”.

Lynn Margulis, fundadora da Teria da Endossimbiose

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Teoria da endossimbiose

A teoria da endossimbiose consiste em supor


que mitocôndrias (e cloroplastos), em um
passado distante, eram bactérias aeróbias que
foram incorporadas pelas células eucariontes
anaeróbias.
As células eucariontes passaram a poder utilizar
o oxigênio para produção de energia, de forma
muito mais eficiente, e forneceram proteção
Clique aqui para assistir
com relação ao meio externo às “células a Teoria da Endossimbiose.

invasoras”.

Lynn Margulis, fundadora da Teria da Endossimbiose

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Teoria da endossimbiose

Algumas evidências suportam a teoria da endossimbiose, como por


exemplo:

• A presença de DNA próprio;


• O DNA é circular como nas bactérias e segue o mesmo código
genético;
• Os ribossomos mitocondriais se assemelham aos ribossomos
bacterianos;
• A membrana interna da mitocôndria se assemelha à membrana
das bactérias;
• A capacidade de se multiplicar dentro da célula, por fissão, da
mesma forma que as bactérias se multiplicam.

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Cloroplastos

Os cloroplastos fazem parte de um grupo de


organelas chamadas de plastídeos.
Estão presentes em células vegetais e de algas.
São as organelas que conferem coloração verde
às algas e plantas, devido ao seu conteúdo de
clorofila, um pigmento verde.
São responsáveis pelo processo de fotossíntese.

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Estrutura dos cloroplastos

Estrutura de um cloroplasto

Possuem duas membranas, que formam o envelope do


cloroplasto. Entre as duas membranas há um espaço
intermembranas.

No seu interior existem os tilacoides, que são como


sacos achatados e empilhados, formando o granum
(plural: grana).

Nos tilacoides ocorre uma importante etapa da


fotossíntese, a captação da energia luminosa.

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Estrutura dos cloroplastos

Cloroplasto dentro de uma célula

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Fotossíntese

O processo de fotossíntese consiste na utilização de energia luminosa para


fixação do carbono, do gás carbônico da atmosfera, produzindo glicose.

Luz + clorofila
6 CO2 + 12 H2O C6H12O6 + 6 O2 + 6 H2O

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Importância da fotossíntese

A fotossíntese é a fonte de carboidratos (glicose) utilizados por todos os seres vivos


para produção de energia.

É também por meio da fotossíntese que é produzido o oxigênio que os seres vivos respiram.

A fotossíntese ainda promove a redução da quantidade de gás carbônico da atmosfera.

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Cloroplasto e mitocôndria

Colaboração entre cloroplasto e mitocôndria

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Cloroplasto e mitocôndria

Colaboração entre cloroplasto e mitocôndria

Clique aqui para assistir a


Experiência da Fotossíntese
em Elodea.

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Exercício

1) (Fuvest-SP) As mitocôndrias são consideradas as “casas de força”


das células vivas. Tal analogia refere-se ao fato de as mitocôndrias:

a) Estocarem moléculas de ATP produzidas na digestão de alimentos.


b) Produzirem ATP com utilização de energia liberada na oxidação de
moléculas orgânicas.
c) Consumirem moléculas de ATP na síntese de glicogênio ou de
amido a partir de glicose.
d) Serem capazes de absorver energia luminosa utilizada na síntese
de ATP.
e) Produzirem ATP a partir da energia liberada na síntese de amido
ou de glicogênio.

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Exercício

2) (Fuvest-SP) Em artigo publicado no suplemento mais!, do jornal Folha de São Paulo, de 6 de agosto
de 2000, José Reis relata que pesquisadores canadenses demonstraram que a alga unicelular
Cryptomonas resulta da fusão de dois organismos, um dos quais englobou o outro ao longo da
evolução. Isso não é novidade no mundo vivo. Como relata José Reis:[...] É hoje corrente em
Biologia, após haver sido muito contestada inicialmente, a noção de que certas organelas [...]
são remanescentes de células que em tempos idos foram ingeridas por célula mais desenvolvida.
Dá-se a esta o nome de hospedeira e o de endossimbiontes às organelas que outrora teriam sido
livres.
São exemplos de endossimbiontes em células animais e em células de plantas, respectivamente:

a) Aparelho de Golgi e centríolos.


b) Centríolos e vacúolos
c) Lisossomos e cloroplastos.
d) Mitocôndrias e vacúolos.
e) Mitocôndrias e cloroplastos.

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VAMOS AOS PRÓXIMOS PASSOS?

Ler o capítulo 5 - Componentes


Citoplasmáticos

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A APRESENTAÇÃO.

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