Fotografia de Retrato: Guia Completo
Fotografia de Retrato: Guia Completo
RETRATO
RETRATO
Outubro de 2016
Dedicatória
RESUMO
A fotografia de retrato pode ser considerada um dos mais antigos estilos fotográficos. A fotografia
surgiu em meados do século 19, mesmo não sendo o primeiro estilo da área a ter vida, reinou por
muitas décadas no inicio. Todos queriam registrar o momento e fazer um retrato de família, uma
pessoa querida, um grande amor. O estilo de fotografia ficou tão famoso que rodou o mundo, e foi
cobiçado por muitos.
Fotografar não é simplesmente pegar a câmera e “shoot”, há muito mais envolvido. Principalmente
quando este é desenvolvido como atividade profissional, não basta o dinheiro, o reconhecimento. É
preciso amar o que faz.
Pode se dizer que a fotografia de retrato envolve muito sentimento, tanto do fotógrafo quanto do
retratado. Mesmo sendo uma fotografia criada, quanto a espontânea.
Nas próximas páginas veremos um pouco da história de grandes e renomados fotógrafos que
se destacaram, e que ainda se destacam no mundo da arte. E um pouco deste estilo tão mágico da
fotografia.
ABSTRACT
The portrait photography can be considered one of the oldest photographic styles. The photograph
appeared in the mid-19th century, although not the first style of the area to life reigned for many
decades in the beginning. Everyone wanted to record the moment and make a family portrait, a loved
one, a great love. The style of photography was so famous that ran the world, and was coveted by
many.
Shooting is simply not pick up the camera and "shoot", there is much more involved. Especially when
it is developed as a professional activity, not just the money, recognition. You have to love what you
do.
It can be said that the portrait photography involves much feeling, so much as the photographer
portrayed. Although a photograph created, as spontaneous.
In the following pages we'll see a bit of history of large and renowned photographers stood,
and still stand out in the art world. And a little of this style so magic of photography.
Palavras-chaves
A primeira fotografia reconhecida foi feita em 1826, pelo francês Joseph Nicéphore
Niépce, no entanto o desenvolvimento da fotografia não pode ser atribuído apenas a uma
pessoa. Diversas descobertas ao longo do tempo foram somadas para que fosse possível
desenvolver a fotografia como é conhecida hoje. Químicos e físicos foram os pioneiros
nesta arte, já que os processos da revelação e da fixação da fotografia são essencialmente
físico-químicos, numa associação de condições ambientais e de iluminação a produtos
químicos.
Com o passar do tempo à essência da forma de fazer fotografia não mudou, no entanto, os
avanços tecnológicos permitem cada vez mais melhorar a qualidade da fotografia,
aumentar a resolução e a realidade das cores. A busca pela acessibilidade da fotografia
também era grande preocupação logo em seu surgimento, a busca era intensa por
materiais duráveis, eficazes e de baixo custo e pela aceleração no processo de revelação.
A fotografia abrange várias áreas da vida e do cotidiano humano, pois é o mecanismo que
permite arquivar um momento. A fotografia, logo que surgiu, não era considerada arte, e
atualmente ainda existe uma gama de opiniões adversas quanto a isso. Para alguns
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críticos, a fotografia não pode ser considerada arte por conta da facilidade que existe em
produzi-la, em contrapartida, outros críticos acreditam que ela pode ser considerada como
arte a partir do momento em que ela é uma interpretação da realidade, e não apenas uma
cópia.
FOTOGRAFIA DE RETRATO
Retrato é um dos tipos de fotografia mais antigos. Tem como principal objetivo o registro
exato do que a pessoa fotografada realmente é, ou, então, da personalidade ou essência do
sujeito ou grupo de sujeitos fotografados.
Registrar o rosto de alguém sem distorcê-lo é o principal objetivo dos retratos tradicionais.
As lentes mais conhecidas para esta tarefa são aquelas de distância focal entre 70mm e
100mm. Distâncias focais menores que 70mm começam a causar distorção.
Lentes acima de 100mm causam um achatamento que, embora seja menos perceptível,
também não é muito desejado.
Lentes claras
Outra sugestão tradicional é o uso de aberturas bem grandes, para desfocar o fundo e dar
total destaque para a pessoa fotografada (algo importante em retratos.)
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Lentes com aberturas f/1.8 e f/2.8 são as mais acessíveis, mas também dá para usar
lentes f/1.2 ou f/1.4.
1. STEVE MCCURRY
2. LEE JEFFRIES
Fotografia nunca foi sua principal ocupação. Lee Jeffries é contador e fotografa nas horas
vagas. Tudo o que sabe aprendeu sozinho, se inspira em pinturas, filmes e documentários
que mostram o mundo à sua volta, em particular a condição humana, vendo o que outras
pessoas fizeram e abrindo seus olhos.
3. JIMMY NELSSON
Britânico nascido em Stevenoaks, Jimmy Nelson carregou sua câmera de grande formato
durante três anos por 44 países, do Deserto da Namíbia às quase inacessíveis ilhas da Oceania.
Fotógrafo desde 1987 tornou-se conhecido quando, após passar 10 anos em um internato
jesuíta ao norte da Inglaterra, decidiu cruzar o Tibete a pé. A viagem durou um ano e seus
registros dela fizeram um enorme sucesso. Depois disso, cobriu histórias na Rússia e no
Afeganistão e conflitos em curso como as tensões entre a Índia e o Paquistão e o início da
guerra na ex-Iugoslávia.
No projeto, a força dos retratos dos guardiões dessas tradições contrasta com a ameaçadora e
implícita fragilidade de culturas que se mantém por séculos. É possível sentir a importância
do trabalho, por exemplo, nas imagens da tribo neozelandesa Maori, cujas origens podem ser
rastreadas até o século 13, com a mítica pátria Hawaiki na Polinésia Oriental. Mesmo após a
chegada dos colonizadores europeus no século 18, a tribo sobreviveu, isolada, estabelecendo
uma sociedade distinta, com arte, linguagem e mitologia características. Um de seus
provérbios angustia o espectador diante de seu possível fim: “minha língua é meu despertar, a
minha língua é a janela para a minha alma”.
O fotógrafo conta que para apenas uma foto chegava a passar três horas, entre planejamento e
execução. Como manda a metodologia antropológica, que renega o etnocentrismo e vê o novo
sem julgá-lo, o fotógrafo buscava incorporar os costumes e ser aceito pelos grupos, tornando-
se amigo das tribos antes de sacar a câmera. Muitas vezes, em lugares onde os nativos
andavam nus, até se desfazia das roupas.
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4. DAVID LACHAPELLE
Inusitado, colorido, irreverente, glamour, beleza, bizarro, fantasia, absurdo, exagero, humor,
ironia, surreal, nudez, sexo, pop, atraente, extravagante, polêmico e ousado.
Definições não faltam para descrever David LaChapele, fotógrafo estadunidense, nascimento
em 1969.
Além de estudar arte, LaChapelle iniciou seu trabalho fotográfico com a revista Interview,
que tinha como fundador Andy Warhol. Foi entre as décadas de 80 e 90 que LaChapelle
começou a ser reconhecido.
O fotógrafo já trabalhou em revistas como: Vogue, Vanity Fair e Rolling Stones. Na
publicidade, marcas como L‟Oreal, MTV e Ford estão no seu currículo. Além dos retratos
com famosos, entre eles: Madonna, Elton John e Mariah Carey.
LaChapelle também seguiu a carreira de diretor de vídeo-clipes, trabalhando com algumas
cantoras famosas, entre elas: Avril Lavigne, Jennifer Lopez e Christina Aguilera.
Com ensaios bem elaborados e dirigidos, raramente as fotos de LaChapelle são espontâneas.
Outra característica, é que suas fotografias fazem críticas à sociedade conservadora, tornando-
se assim um artista polêmico.
Muito visual, as obras de LaChapelle que a princípio parecem o caos, são limpas e nítidas e
suas personagens estão sempre se comunicando com o corpo, não de uma forma ereta ou
neutra, mas sempre se assemelhando à animais.
Uma das maiores características de David LaChapelle são as cores saturadas, sempre fortes e
vivas que geram um grande contraste, além da luz que deixa suas imagens surreais. Indo
satiricamente para o mundo do absurdo, compondo uma fantasia perfeita e fugindo do senso-
comum.
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5. ANNIE LEIBOVITZ
Annie Leibovitz podia ser apenas mais um nome no canto de uma foto. Mas não. A fotógrafa
americana, nascida Anna-Lou Leibovitz, em Connecticut, em 2 de outubro de 1949, contou
tão bem as histórias dos outros por meio de suas imagens que não conseguiu sair
despercebida.
Ela extraiu da realidade histórias que ninguém mais conseguia ver. Não é à toa que artistas,
músicos, políticos, editoras de moda e publicitários se renderam às imagens e ao senso
estético de Annie, uma mulher que se importa muito mais com o que vê do que como é vista
Sua primeira experiência como fotógrafa foi na Rolling Stone, em 1969, quando a revista
ainda era uma pequena publicação de São Francisco, na Califórnia, sob o comando do editor
Jann Wenner. Na época, Annie estava no terceiro ano de um curso do Instituto de Artes de
São Francisco, onde tinha entrado, inicialmente, para se tornar professora de arte.
Foi só ao fazer um workshop de fotografia que ela percebeu que a pintura não era sua
verdadeira vocação. Na revista, Annie registrou momentos decisivos da história americana e
da vida dos principais músicos das décadas de 1970 e 80. Ela pôde, por exemplo, fotografar o
casal John Lennon e Yoko Ono (por duas vezes!), a renúncia do presidente Richard Nixon e
momentos íntimos de vários artistas, como os The Rolling Stones.
No início da carreira, a fotógrafa seguia uma estética do acaso, sem grandes produções, e dava
preferência às fotos em preto e branco. Era um momento de inspiração para Annie, que tinha
como ídolos os fotógrafos Robert Frank e Henri Cartier-Bresson, conhecidos por tornar a
fotografia algo mais real, mais próximo do cotidiano.
“Coisas acontecem na sua frente e você tem de estar preparado para decidir quando usar a
câmera. Esse é um dos aspectos mais interessantes e misteriosos da fotografia”, revelou Annie
em seu livro At Work.
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6. LISA KRISTINE
Lisa Kristine é uma excepcional fotografa americana, nascida em San Franscisco, já lançou
cinco livros, foi tema de quatro documentários e em 2014 vai ser tema de dois filmes,
inclusive, um será com a Emma Thompson e será interpretada pela Gillian Anderson.
A fotógrafa Lisa Kristine é uma ativista que está há 28 anos retratando culturas indígenas ao
redor do mundo, mas foi em 2009 que se deparou com o problema da escravidão dos tempos
modernos. A estimativa de que existem mais de 27 milhões de pessoas escravizadas e a sua
falta de conhecimento sobre o tema a envergonhava. Assim começou seu trabalho, que deu
origem ao projeto Modern Day Slavery, com uma série de fotografias chocantes de escravidão
moderna.
Nos últimos anos, Lisa vem lutando, ao lado da ONG Free the Slaves, contra a escravidão no
mundo. Já conseguiram salvar milhares de pessoas, e o papel da Lisa é crucial neste projeto,
ela precisa dar voz a todas essas pessoas.
Mas, a fotógrafa Lisa Kristine, que apesar de ser já conhecida mundialmente com seu projeto
que denuncia a escravidão dos tempos modernos, apresenta também belas fotografias
humanistas de diversos povos pelo mundo.
"Uma obra de arte é como um som que cativa cada vez que ele é ouvido. Esse trabalho tem a
capacidade de produzir uma variedade de respostas do espectador e o dom de formar um
relacionamento com elas. Através do meu trabalho, desejo encorajar um diálogo sobre a
beleza, a diversidade e as dificuldades do nosso mundo. Quanto mais significado brotar em
minhas imagens, mais profundo poderão ser o diálogo com elas. E a esperança é de que o
diálogo incentive algum interesse em uma questão maior, que é de ajudar a humanidade",
disse a fotógrafa Lisa Kristine.
O site oficial de Lisa Kristine publicou um texto em relação às fotografias sobre os diversos
povos: “nesta coleção fotográfica de retratos humanistas que abrangem o nosso planeta,
somos apresentados à noção inseparável, indivisível de que estamos todos conectados”.
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7. DOROTHEA LANGE
Dorothea Lange (1895 – 1965) foi uma influente fotógrafa documental e fotojornalista
norte-americana conhecida por seus retratos da Grande Depressão para a Farm Security
Administration (FSA). Suas imagens ajudaram a humanizar as consequências da Crise de
1929 e influenciaram o desenvolvimento da fotografia documental
Com a Crise de 1929 logo depois do nascimento de John, Lange tirou sua câmera do
estúdio para clicar a situação das ruas. As imagens que fez dos desabrigados chamaram a
atenção de outros fotógrafos, o que a levou a trabalhar na Ressettlement Administration
(RA), depois chamada de Farm Security Administration (FSA), uma instituição criada
com o objetivo de combater a pobreza rural, uma das principais consequências da Grande
Depressão. Seu segundo marido, o professor de economia Paul Taylor, foi reponsável por
politizá-la ainda mais.
De 1935 a 1939, Lange retratou para a FSA o sofrimento dos pobres e esquecidos,
especialmente das famílias rurais deslocadas e dos trabalhadores imigrantes. Suas imagens
eram distribuídas gratuitamente a jornais de todo o país, tornando-se fortemente
representativas da época. A fotografia mais conhecida deste período é “Migrant Mother”,
um dos mais icônicos registros da história da fotografia, que retrata uma imigrante
chamada Florence Owens Thompson com três de seus sete filhos. A foto original contava
com a mão de Florence segurando um dos alicerces da barraca, mas a imagem foi retocada
para que seu polegar fosse escondido. O dedo indicador permaneceu intacto e pode ser
visto na parte inferior direita da imagem.
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8. PHIL BORGES
Phil Borges (nascido em 1942, EUA), fotógrafo americano. Seu trabalho é focado
principalmente em retratos humanitárias, grupos étnicos e povos do mundo e grupos
culturais em perigo de desaparecer.
Seu trabalho humanitário de fotografia remonta à década de 1970, com o seu trabalho
notável sobre os tibetanos que fugiram Tiber depois da invasão da China para o seu país.
Suas maiores influências foram Irving Penn e Edward Curtis.
Entre seus muitos esforços humanitários é o seu projeto chamado Enduring Espírito, feita
para a Anistia Internacional e The Gift (presente), que documenta o trabalho de cirurgiões
plásticos operar crianças livres com lábio leporino, queimaduras e outros problemas
físicos, de forma gratuita, país em desenvolvimento.
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9 RICHARD AVEDON
Natural de Nova Iorque, Richard Avedon nasceu em 1923 em uma família de origem
judaico-russa e teve os primeiros contatos com a fotografia aos 12 anos, no YMHA
Câmera Club (link) Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, Avedon serviu as
forças armadas como fotógrafo Segunda Classe da Marinha Mercante.
Durante os dois anos que esteve lá, usou a Rolleiflex com lente dupla que havia ganhado
de presente de seu pai para fazer os retratos de identificação dos tripulantes. Foi nessa
época em que adquiriu mais conhecimentos técnicos e começou a desenvolver um estilo
dinâmico. Após dois anos, Avedon deixou a Marinha Mercante para trabalhar com
fotografia de moda e estudar com o diretor de arte Alexey
Em 1945, ele montou estúdio próprio e passou a trabalhar como fotógrafo freelancer para
diversas revistas como Theater Arts, Life, Look Magazines e Harpe‟s Bazaar, onde se
destacou rapidamente e, com o apoio de Brodovitch, teve ascensão meteórica. Lá ele
desenvolveu uma abordagem original para fazer fotografias de moda: incentivadas por
Avedon, as modelos eram colocadas em ação, atuando e sorrindo
Também nesta época, inspirado pelo fotojornalista e fotógrafo de moda Martin Munkacsi,
Avedon saiu do estúdio e fotografou modelos nas ruas, em casas noturnas, arenas de circo
e em outros lugares até então incomuns.
10 BOB WELFENSON
Desde que iniciou sua trajetória profissional, aos dezesseis anos, no estúdio da Editora
Abril, o paulistano Bob Wolfenson (1954) já trabalhou com os principais gêneros
fotográficos. E o fez com sucesso, tanto em seu estúdio como em viagens pelo Brasil e
mundo afora – tomando café da manhã no salão vazio do Hotel Glória em Caxambu ou
pedindo o room service do Copacabana Palace. Uma das referências nacionais como
retratista, fotógrafo de nu e de moda, Wolfenson transita entre a publicidade e a arte.
Possui obras nos acervos do Museu de Arte de São Paulo (Coleção Pirelli-Masp), do
Museu de Arte Moderna de São Paulo, do Museu de Arte Brasileira da Faap, do Itaú
Cultural, entre outras coleções.
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EQUIPAMENTOS
Softbox – Os softbox, ou caixas de luz, são ótimas difusoras de luz.
Refletor- É ideal para fotos que necessitam de uma iluminação mais centrada, ele tem o
objetivo de proporcionar uma limitação de luz ao redor da cena.
No entanto, essa luz pode variar de várias maneiras. A bela luz dourada da chamada hora
mágica (aproximadamente meia hora após o nascer do sol e meia hora antes do pôr do sol) é
muito diferente da luz suave de um dia nublado ou da luz dura um dia de sol fortíssimo.
Luz Artificial
São luzes artificiais todas as formas de iluminação elétrica que temos à nossa disposição,
desde luzes contínuas até as luzes do flash.
Luz Ambiente/Disponível
É a luz que você tem disponível em determinado ambiente quando começa a fotografar. Não é
necessariamente composta somente com luz natural ou somente com luz artificial. A luz que
você tem, independente de qual fonte, forma a luz ambiente, ou, caso prefira, luz disponível.
Alguns exemplos:
1) Em um parque ao ar livre, ao meio dia, por exemplo, temos uma enorme fonte de luz
natural, que é o sol, nos iluminando. Aqui, temos à disposição uma gigantesca quantidade
de luz natural.
3) A luz do sol que entra ao final da tarde em uma casa, misturada à luz ambiente de dentro da
própria casa (que pode ser composta por lâmpadas fluorescentes, incandescentes ou qualquer
outra fonte de luz artificial) é um exemplo de luz ambiente. Veja que nesse ambiente não
temos 100% de luz natural nem 100% de luz artificial, mas sim a mescla das duas, formando
assim a luz ambiente/disponível.
No retrato clássico existem várias coisas que você precisa controlar e observar para fazer uma
foto lisonjeira de seus assuntos, incluindo: a proporção da luz, a iluminação padrão, a visão do
rosto, e o ângulo de visão.
O que eu defino como padrão de iluminação é o modo como a luz e a sombra atuam por todo
o rosto para criar diferentes formas. Em termos simples, é a forma que a sombra tem na face.
Existem quatro padrões de iluminação comuns em retratos, são eles:
Há também a iluminação ampla e a curta, que são mais do que um estilo, e podem ser usadas
com a maioria dos padrões acima. Vamos olhar para cada um deles individualmente.
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OS 6 PADRÕES DE ILUMINAÇÃO
1. ILUMINAÇÃO DIVIDIDA
A Iluminação dividida ou „split‟, é exatamente como o nome indica – ela divide o rosto
exatamente em duas metades iguais, com um lado sob a luz, e o outro na sombra. Ele é
frequentemente usado para criar imagens dramáticas para as coisas, como um retrato de um
músico ou de um artista. Este padrão tende a ser mais masculino e, como tal, é geralmente
mais adequado, ou aplicável, em homens do que nas mulheres
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2. ILUMINAÇÃO CURVA
A iluminação curva ou „loop‟ é feita através da criação de uma pequena sombra do nariz do
assunto sobre as suas bochechas. Para criá-la, a fonte de luz deve estar levemente mais alta do
que o nível dos olhos, e a cerca de 30º – 45º da câmera – isso depende de cada pessoa, você
tem que aprender a ler os rostos delas.
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3. A ILUMINAÇÃO DE REMBRANDT
A iluminação de Rembrandt é assim chamada porque Rembrandt, o pintor, muitas vezes usou
esse padrão de luz em suas pinturas. Ela é identificada pelo triângulo de luz no rosto. Ao
contrário da iluminação curva, onde a sombra do nariz e a da bochecha não se tocam, na
iluminação de Rembrandt, elas se encontram, o que cria esse pequeno triângulo de luz, fixo
no centro da face.
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Para criar a iluminação de Rembrandt, o assunto deve virar ligeiramente para longe da luz.
Esta deve estar acima do topo de sua cabeça para que a sombra de seu nariz caia na direção da
face. Nem todo rosto é ideal para esse tipo de iluminação. Se for alguém com ossos altos ou
proeminentes, ele provavelmente funcionará. Quando se tem um nariz achatado, ou pequeno,
pode ser difícil de conseguir criá-lo.
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4. ILUMINAÇÃO BORBOLETA
A iluminação borboleta é assim chamada, apropriadamente, pois cria uma sombra em forma
de borboleta sob o nariz, ao se colocar a principal fonte de luz acima, e logo atrás da câmera.
O fotógrafo basicamente tira a foto de sob a fonte de luz neste padrão. Ele é mais
frequentemente usado em fotografias de estilo glamouroso e para criar sombras sob as
bochechas e o queixo. Ele também é lisonjeiro com indivíduos mais velhos, uma vez que
enfatiza menos as rugas do que a iluminação lateral.
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5. ILUMINAÇÃO AMPLA
magra, não maior, de modo que esse padrão não seria apropriado para alguém que é mais
pesado ou que tem o rosto redondo.
6. ILUMINAÇÃO CURTA
A iluminação curta é o oposto da ampla , ela coloca o lado da face virado para a câmera – o
que parece maior, mais à sombra. Ele é frequentemente usado no estilo “low-key”, ou em
retratos mais escuros. Este padrão coloca mais do rosto na sombra, é mais escultural, adiciona
qualidades 3D, e afina os traços, e é mais lisonjeiro para a maioria das pessoas.
Na iluminação curta, a face está voltada para a fonte de luz neste momento. Observe como a
parte do rosto que se afastou da câmera tem mais luz sobre ele, e as sombras estão caindo
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sobre o lado que está mais próximo. De modo geral, este padrão tem sombras na maior parte
da face que está à mostra.
Para obter o máximo da câmera digital é necessário elaborar um fluxo de trabalho consistente.
Isso pode parecer complicado, mas, na verdade, é apenas uma série de etapas para concluir
uma tarefa.
Em um fluxo de trabalho de fotografia digital há etapas básicas a serem seguidas antes de
fotografar, transferir fotos para o computador, fazer backup de fotos e muito mais. Um bom
fluxo de trabalho não atrapalha a criatividade ou limita a diversão com a fotografia digital.
Em vez disso, ele melhora tudo isso.
O fluxo de trabalho digital compõe-se de cinco estágios diferentes: Tirar fotos, organizá-las,
corrigi-las, imprimi-las e compartilhá-las.
Dos cinco estágios, os primeiros dois são os mais críticos. Se desenvolver o bom hábito ao
tirar fotos digitais, classificá-las e armazená-las com cuidado, as etapas restantes - corrigir,
imprimir e compartilhar - serão muito mais fáceis.
Fotografar
Sem tirar uma foto não há fluxo de trabalho e é disso que trata este estágio. Mas os estágios
por que se passa antes de pegar a câmera podem produzir ou arruinar uma foto antes que se
tire a primeira delas. Por exemplo:
Carregar as baterias. Verificar se a câmera está pronta para tirar fotos ao mesmo tempo em
que você.
Definir ou verificar a data e a hora da câmera. Saber quando se tirou uma foto pode ser uma
informação valiosa, mas não vale nada se o relógio da câmera estiver acertado incorretamente.
Verificar se o formato do arquivo, a resolução e balanço de brancos estão de acordo com suas
preferências. Se a câmera tiver um modo que automatiza tudo, confirme se ele está realmente
selecionado, pois é fácil alterar acidentalmente as configurações quando a câmera está na
capa, no bolso ou na bolsa. Algumas câmeras digitais também têm a opção de armazenar uma
configuração pessoal.
Esta é a melhor atitude que se pode tomar para certificar-se de que o cartão de memória esteja
pronto para registrar fotos. Não formatar o cartão antes de fazer um CD de backup das fotos
que já estão nele.
Organizar
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Após tirar fotos transferi-las para o computador, classifica-las usando a pasta Minha imagens
do Windows XP, grava-las em um CD e assim por diante:
Usar o assistente de scanner e câmera do Windows XP para transferir as fotos para o
computador. Isto não somente simplifica o processo de transferência, mas também ajuda a
consolidar as fotos dentro de Minhas imagens. Manter as fotos em uma local central é a
melhor maneira de evitar fotos importantes se extraviem.
A câmera fotografa o equivalente a um negativo digital. Esta versão original das fotos é
preciosa, pois sem ela perdesse a capacidade de imprimir ou compartilhar uma memória
importante no futuro. Logo após transferir as fotos para o computador, copia-las para um CD
para proteção.
Corrigir erros
Após armazenar e organizar as fotos, a edição é a próxima etapa. Existem muitos pacotes de
softwares de edição de imagens disponíveis. A maioria deles tem muitos recursos e são fáceis
de usar. Eles oferecem a possibilidade de ajustar o brilho, o contraste, limpar cores
indesejadas e conversão de fotos para preto e branco. Alguns reduzem a aparência de olhos
vermelhos. Lembre-se de sempre trabalhar em uma cópia de sua foto, não na original. As
tarefas de reparo incluem:
Reduza olhos vermelhos. Quando se usa flash, especialmente em salas escuras, pode ser
difícil evitar olhos vermelhos. Se as pessoas das fotos que você tira ficam com os olhos
vermelhos, recorra a um editor de imagem para obter ajuda. Alguns oferecem uma ferramenta
que remove olhos vermelhos rápida e efetivamente. Saiba mais sobre redução de olhos
vermelhos.
Imprimir
Ainda não há uma maneira de exibir uma foto melhor do que com a impressão. Em um
passado não muito distante, a impressão de fotografias digitais era um processo complicado.
As dicas para impressão incluem:
Assegure-se de que a foto tem resolução suficiente. Quer esteja imprimindo ou transferindo as
fotos para um serviço de impressão online, uma impressão detalhada e clara somente será
possível se a foto tiver resolução suficiente. Traduzindo, isto significa que a foto deve ter
pixels suficientes para o tamanho de impressão que você selecionou. Por exemplo, uma
impressão de 4" x 6" de boa qualidade, requer um mínimo de 800 pixels x 600 pixels; uma
impressão de 5" x 7", requer 1024 pixels x 768 pixels.
Compartilhar
As fotografias digitais oferecem uma grande variedade de novas oportunidades para
compartilhar suas fotos com outras pessoas. Se quiser publicar as fotos em um site da Web,
criar um CD para um colega, enviar fotos por e-mail através do mundo para familiares e
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Para termos coragem é necessário ter autoconfiança. Na foto o amor, a entrega e a sinergia
entre o casal foram mais fortes do que o Medo da dureza da pedra que os esperava no
impacto.
O MERCADO DE TRABALHO
O curso de Fotografia é oferecido nas duas modalidades de ensino superior: tecnológica e
bacharelado. O curso tecnológico concentra-se em disciplinas mais práticas, enquanto o
bacharelado apresenta maior duração: quatro anos, contra dois da formação tecnológica.
As disciplinas que ampliam a formação em fotografia digital são o foco dos cursos de âmbito
tecnológico. Os bacharelados contam com disciplinas tanto teóricas como práticas.
O profissional formado nas duas modalidades pode atuar em estúdio fazendo, por exemplo,
fotos de moda para revistas, reportagens jornalísticas, fotografia artística, cobertura de
eventos como casamentos, batizados, festas, reuniões em geral, publicidade e em perícias
criminais, entre outras áreas.
Fotógrafos renomados podem receber grandes somas ao serem requisitados por revistas. O
mesmo acontece com fotos especialmente importantes, seja porque tiradas em momentos
relevantes, seja pela qualidade da imagem.
O trabalho de fotógrafo não tem como requisito a formação universitária. Cursos técnicos ou
livres também possibilitam a atuação na área. A remuneração básica, segundo a Associação
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QUANTO COBRAR
Custos Fixos - Tenha sempre em mente o que você gasta por mês, o que precisa para manter
seu trabalho ativo, ou seja, sua gasolina, prestação do seu carro, caso tenha estúdio fixo
aluguel, pois essas despesas você trabalhando ou não elas tem que estar presentes nas suas
contas.
Custo do serviço - Com o serviço do cliente você gasta seja em revelação, fotolivro,
encadernação, caso não seja você quem diagrame ou trate as fotos também vai um custo
maior, é preciso colocar tudo na ponta do lápis antes de atender um cliente e agir por emoção
na hora de dar o preço. Caso você seja um fotógrafo que pretende vender imagens (stock
image) é interessante olhar um gerador do valor de licença, no caso este é o mais conhecido
que temos no país. Aí nesse caso vai o valor do serviço + licença de uso.
Bom, pra manter o seu “status” de fotógrafo você precisa mais do que cursos ou afins você
tem gastos com aluguel, vestuário, água, luz, telefone, internet, celular, gasolina, isso é o
mínimo que levamos em consideração pra manter esse nome fotógrafo aparecendo, claro que
mais pra frente você precisa de ajuda para a questão de marketing, identidade visual, enfim, as
coisas vão acontecendo e você precisa ir se atualizando.
Outra coisa que nunca é analisada pelos fotógrafos é o valor de depreciação do equipamento,
parece besteira colocar isso em orçamento, mas a cada dia que passa sua câmera vai ficando
mais velhinha, seu computador ficando obsoleto então você tem que colocar o valor de
depreciação, pois nossas câmeras tem vida útil e um dia você vai precisar trocar. Então vou
colocar de forma simplificada o que faço. Então aconselho a fazer um cálculo pra cada dois
anos estar trocando de corpo de câmera, pois é um tempo bom para que elas fiquem obsoletas.
Então se, por exemplo, você gastou em uma 6D hoje R$6.000,00 você divide esse valor por
24 (número de meses que você pretende trocar de corpo), você vai ver que a cada mês sua
câmera deprecia R$250,00, nisso você faz uma média da quantidade de trabalhos e divide
esse valor, pra não ter que tirar do bolso uma câmera novinha quando tiver que trocar de
equipamento.
Álbum + Revelação
Assistentes
Notebook
Tratamento de Imagens
Aluguel
Depreciação
63
30% de lucro
10% insumo fiscal
ANÁLISE DE MERCADO
Observe seu concorrente, não adianta você cobrar R$7000,00 enquanto tem empresas que
prestam o mesmo serviço que você fazendo ele por R$4000,00. A não ser que você já tenha
um grande nome no mercado. Coloque também gastos de assistentes, segundo fotógrafo,
maquiadores, produtores, iluminador, tenha em mente o que você precisa para executar o
serviço.
Não há nada de errado em querer utilizar da fotografia para viajar, para ir ao cinema, afinal se
o seu trabalho não te proporciona isso quem vai fazer? Mas tenha bom senso na hora de
discriminar um orçamento. Lembrando sempre que conhecimento não ocupa espaço,
atualizações são sempre bem vindas.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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