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CIVILIZAÇÃO FENÍCIA

História do Povo

Origem do Povo... Os fenícios era semitas pertencentes ao ramo dos cananeus. Sua
origem é praticamente desconhecida, mas certamente, não eram autóctones. Segundo o
Herótodo, teriam vindo do oceano Índico. É provável que tenham imigrado da região
compreendida entre o mar Morto e o Mar Vermelho, mas ainda hoje é esse um ponto
discutível. Denominava-se a região onde se estabeleceram, na Síria de Canaã.

Entre si denominavam-se cananeus – e sidonianos. Esses termos são encontrados nos


documentos fenícios, assírios, no velho testamento e mesmo em passagens de Homero.
A designação de fenícios, assírios, no velho testamento e mesmo em passagens de
Homero. A designação de fenícios foi lhe atribuída pelos gregos milênio, que
estabeleceram contatos comerciais com Canaã, por volta do fim do II milênio.
Originalmente a palavra expressava uma tonalidade de avermelhada, que os gregos
acreditavam ver na pele dos fenícios.

Importância histórica dos fenícios. Ao contrário de outros povos da Antigüidade, que se


destacam como criadores de formas próprias e inéditas de civilização, os fenícios
apresentam-se como expressão de uma cultura sincrética, sem muita originalidade, mas
que, imbuída de um senso prático agudo, soube adaptar e aperfeiçoar com êxito
conquistas alheias. A concretização mais significativa desse traço foi, sem dúvida
alguma, invenção do alfabeto de 22 letras, que veio substituir o intricado sistema
hieroglífico ou cuneiforme utilizado na época. O alfabeto fenício – seu maior legado
para a cultura ocidental – nasceu pela necessidade de existência de um meio de
comunicação e documentação e documentação simplificado, dado ser o comércio a
atividade básica do povo.

Atividade comercia; intensa transformou os fenícios em importantíssimos transmissores


de culturas de umas regiões para outras, as quais, por via direta, talvez só muito mais
tarde tivessem estado em contato. Na própria antigüidade , escritores como Herótodo,
Tucídides, Estrabão e outras já salientavam o papel relevante dos fenícios como
intermediários na divulgação de técnicas e de idéias. Para o geógrafo Estrabão, por
exemplo, os fenícios seriam a fonte utilizada para compor as rotas constantes da
Odisséia.

De outro lado, os fenícios diferenciam-se por terem constituído, não um Estado


unificado, mas uma cultura peculiar, subordinada a traços comuns de língua, religião,
tendências, interesses e uma mentalidade pragmática característica, estivessem ele em
Sídon ou na Sicília.

Os fenícios eram semitas pertencentes ao ramo dos cananeus. Sua origem é


praticamente desconhecida, mas, certamente, não eram autócnes. Segundo Heródoto,
teriam vindo do oceano Índico. É provavel que tenham emigrado da região
compreendida entre o mar morto e o mar vemelho, mas ainda hoje é esse um ponto
discutível. Denominavam a região onde se estabeleceram, na Síria, de canaã. Entre si
denominavam-se cananeus – apesar de terem desenvolvido um tipo de vida totalmente
diverso do dos cananeus do interior – e sidonianos. Esses termos são encontrados nos
documentos fenícios, assírios, no velho testamento e o mesmo em passagens de
Homero. A designação de fenícios foi lhes atribuída pelos gregos micênicos, que
estabeleceram contatos comerciais com Canaã, por volta do fim do II milênio.
Originalmente a palavra expressava uma tonalidade avermelhada, que os gregos
acreditavam ver na pele dos fenícios.

Localização

A fenícia correspondia à maior parte do litoral do Líbano atual. Ao sul, seus limites
alcançavam o monte Carmelo, e, em algumas ocasiões, até mesmo Dor ou Jaffa; na
região norte limitavam-se com o território da cidade de Árado; a leste com a cadeia do
Líbano e a oeste com o mar. Essa posição geográfica, nas proximidades de importantes
áreas de civilização, o pequeno território de que dispunha para a agricultura, a costa
acidentada e a presença de grande quantidade de madeira na região montanhosa
determinaram, em parte, o rumo tomado pelo seu desenvolvimento histórico – voltado
para o mar, sujeito às dominações políticas de grandes potências, sem unificação
política e economicamente baseado no comércio e na indústria

Economia e expansão marítima

A agricultura e a pecuária eram importantes para a sobrevivência dos fenícios, mas suas
principais atividades econômicas se concentravam no comércio e no artesanato. Com as
excelentes madeiras de suas florestas, construíam navios. Fabricavam jóias de âmbar,
ouro, prata e marfim. Produziam o vidro transparente e descobriram a púrpura, matéria
corante vermelho- escuro que usavam para tingir tecidos. Essas manufaturas, bem como
suas madeiras, eram comerciadas do mar Negro até o Egeu.

Os fenícios eram exímios navegadores, em função de suas atividades comerciais. Em


suas viagens, orientavam-se durante o dia pelo sol e durante a noite pela Ursa Maior.
Utilizavam em seus barcos a combinação de remos e velas, o que lhes proporcionava
maior velocidade. Comerciavam todas as "mercadorias" imagináveis ( inclusive
escravos) e isso fez com que navegassem a lugares muito distantes para a época.

Os comerciantes de Tiro chegaram à ilha de Malta, onde estabeleceram uma de suas


principais bases. Fundaram colônias desde a Sicília até o estreito de Gibraltar,
destacando-se Cartago. Adotavam três sistemas para o estabelecimento de bases
comerciais: simples entrepostos, associação com outros povos e colônias de dominação.

Segundo Herótodo, esse povo foi o primeiro a contornar o continente africano, a serviço
do faraó Necao.