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Josinaldo Salustiano Belo 05074573408

Estudo de Conformidade Ambiental

2019
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 3
2. INFORMAÇÕES GERAIS .......................................................................................... 5
3. JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO .......................................................... 7
4. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ................................................... 8
5. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL .................................................................................... 15
6. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL ................................................................................ 19
7. IMPACTOS AMBIENTAIS E MEDIDAS MITIGADORAS ................................. 21
8. CONCLUSÃO .............................................................................................................. 22
9. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ........................................................................... 23
10. DADOS DO RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO DO DOCUMENTO ........ 24
11. ART ............................................................................................................................... 13

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1. INTRODUÇÃO

Empreendimentos multiuso, ou seja, aqueles condomínios que reúnem moradia e


comércio, são tendência no mercado imobiliário. Para pequenos empresários, a principal
vantagem de ter um negócio num condomínio é a de ficar bem perto dos clientes. Em São
Paulo, um condomínio da Zona Oeste da cidade tem 123 mil m² de terreno e 27 torres de
apartamentos, com ruas, pontos de táxi, comércio e um cobiçado potencial de consumo.

A ex-bancária Rose Dias Magro, por exemplo, montou uma perfumaria dentro do
condomínio. Ela participou de uma licitação e, em fevereiro de 2014, montou o negócio.
A empresária paga R$ 2 mil por mês de aluguel por uma loja com 12 m². Ela oferece 68
itens de perfumaria e maquiagem. O negócio ainda está no começo, mas já dá lucro. A
empresária fatura R$ 3 mil por mês e atende, em média, 20 clientes por dia. Outro negócio
que funciona no mesmo condomínio é a imobiliária de Regina Batista e Jorge de Araújo,
que faz venda e locação dos imóveis do condomínio. A imobiliária fatura R$ 45 mil por
mês, em comissões.

Já a empresária Roberta de Marco montou uma padaria dentro do condomínio de


Pirituba, onde mora há sete anos. Ela foi atraída pela facilidade de morar e trabalhar no
mesmo lugar. Para a empresária, outra vantagem de um negócio dentro de condomínio é
que os custos são menores. Roberta paga R$ 2.300 por mês de aluguel e não precisa gastar
muito com propaganda. No último ano, a empresária faturou R$ 120 mil com o negócio,
e chega a atender 500 clientes por dia.

O presente estudo é destinado para regularização de empreendimento localizado


na cidade de Satuba, o qual faz parte da região metropolitana de Maceió – AL, criada pela
Lei Complementar Estadual nº18 de 1988 (DADOS AL, 2019), mais especificamente em
no Condomínio Recanto da Alegria.

É certo que o porte do condomínio e da cidade em questão não alcança os


faturamentos acimada citados para os pequenos comércios instalados, porém demonstram
que é cada vez mais comum a instalação de pontos comercias em conjuntos habitacionais,
principalmente naqueles localizados a uma certa distância de centros comerciais.

Qualquer tipo de estabelecimento comercial deve manter cuidados higiênicos e


sanitários para evitar, por exemplo, a proliferação de vetores e consequentemente de
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doenças, como também, reduzir os impactos ao meio ambiente, com o descarte adequado
de resíduos sólidos, líquidos e gasosos. Todos esses quesitos são avaliados por órgão
competentes, os quais utilizam de ferramentas pertinentes para analisar essas questões e
emitir pareceres.

A instalação e operação de pequenos empreendimentos não afasta a necessidade


da regularização, que deve se enquadrar de acordo com a tipologia e porte. Um dos
documentos pertinentes e obrigatórios é a Licença Ambiental, que podem ser basicamente
prévia, de instalação ou de operação, cada uma adequada para as etapas em que se
encontra o empreendimento, são elas, escolha do local, início das obras e operação da
empresa.

Quando o empreendimento pula o licenciamento de qualquer uma dessas etapas,


o órgão competente deverá tomar as medidas cabíveis e uma delas é a obrigatoriedade de
abertura de processo administrativo para regularização da situação, que foi o que
aconteceu no presente caso. Portanto a necessidade de realização do Estudo de
Conformidade Ambiental (ECA) para apresentar ao órgão competente, Instituto de Meio
Ambiente de Alagoas (IMA), um diagnóstico e prognóstico da atividade. Pois, segundo
a Resolução CEPRAM nº 10/2018, para fins de regularização de licenças ambientais de
atividades em fase de instalação e/ou operação, o estudo ambiental a ser apresentado nos
processos de licenciamento será o Estudo de Conformidade Ambiental.

O mercadinho Josinaldo Salustiano Belo 05074573408, também conhecido nas


redondezas por Mercadinho Mini Box, está localizado no Condomínio Recanto da
Alegria, nº 242, no centro da cidade de Satuba – AL. O ponto comercial já está em
funcionamento, porém, no momento, interditado devido irregularidades.

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2. INFORMAÇÕES GERAIS

O objeto de estudo trata de um pequeno comércio, mercearia, instalado em um


condomínio residencial denominado Recanto da Alegria na cidade de Satuba, Alagoas,
cidade a qual faz parte da região metropolitana de Maceió.
O empreendimento foi construído na mesma área que antes era uma das unidades
habitacionais do Recanto da Alegria. O empresário modificou a arquitetura da casa para
atender as necessidades da mercearia e deu início a operação da mesma.
O IMA, no uso de suas atribuições, multou e interditou o funcionamento do
estabelecimento, tendo em vista que o mesmo não possuía Licença Ambiental de
Operação, a qual é cabível para a tipologia segundo a Resolução CEPRAM nº 10/2018.
Dentro destas condições, foi dado início a processo administrativo para
regularização, licenciamento, ambiental, do empreendimento junto ao órgão, portanto a
necessidade da produção de um Estudo de Conformidade Ambiental, que se aplica ao
presente caso (Resolução CEPRAM nº 10/2018).
Seguem as informações do empreendedor, empresa e o responsável pela
elaboração deste estudo.

2.1 Empreendedor

Nome: Josinaldo Salustiano Belo

CPF: 050.745.734-08

Endereço: Condomínio Recanto da Alegria, nº 242, centro, Satuba, Alagoas.

2.2 Empresa

Nome: Josinaldo Salustiano Belo 05074573408

CNPJ: 12.200.333/0001-43

Endereço: Condomínio Recanto da Alegria, nº 242, centro, Satuba, Alagoas.

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2.3 Responsável pelo Estudo

Nome: Pedro Henrique de Omena Toledo

Profissão: Engenheiro Sanitarista e Ambiental

Número do Conselho de Classe: 021329503-2

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3. JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO

Satuba é uma pequena cidade, com população estimada para 2018 de


aproximadamente 14.000 habitantes numa área de 42.559 km² (IBGE, 2019). E que
apesar de fazer parte da região metropolitana de Maceió, não possui tantos benefícios
quanto a capital, por exemplo belezas naturais exploráveis e turismo.
Todavia as cidades circunvizinhas a capital de Alagoas vem sofrendo grande
pressão imobiliária, motivada por diversas razões. Com Satuba não é diferente. O
município está recebendo condomínios com grandes números de unidades habitacionais
no padrão minha casa minha vida, que faz parte do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC).
Devido ao padrão de construção estes empreendimentos são construídos um tanto
distantes de centros comerciais, ficando, os morados, isolados e com acesso dificultado a
empreendimentos de apoio, como lojas, mercearias, padarias, etc.
Diante deste quadro, o empresário Josinaldo decidiu por investir em uma pequena
mercearia na área da sua residência dentro do Condomínio Recanto da Alegria. Assim,
reformulou a construção de sua unidade habitacional, de forma a atender a um padrão de
mercadinho, tendo em vista a necessidade dos moradores de seu conjunto, assim como
também uma forma de ter uma renda.

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4. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

4.1 Condomínio Recanto da Alegria

O condomínio Recanto da Alegria, no qual o Mercadinho Mini Box está inserido,


fica localizado no município de Satuba – AL e possui uma área de aproximadamente 145
hectares (Figura 1).

Figura 1 - Condomínio Recanto da Alegria

Fonte: Google Earth Pro, 2019.

O condomínio em questão faz parte do programa “Minha casa, Minha vida” e as


unidades habitacionais foram destinadas à famílias de baixa renda.

O abastecimento de água é realizado por água subterrânea, através de poço de


captação, o qual possui outorga de direito de uso. Já os efluentes líquidos são destinados
a uma Estação de Tratamento de Esgoto – ETE inserida dentro do condomínio e o esgoto
tratado é destinado para ponto de lançamento também outorgado.

Antes da implantação do Recanto da Alegria, a cobertura vegetal do solo era


rasteira, não possuindo vegetação de grande importância/impacto ambiental (Figura 2).

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Figura 2 - Cobertura Vegetal Antes da Implantação do Condomínio Recanto da Alegria

Fonte: Google Earth Pro, 2019.

Aparentemente o solo era utilizado para agricultura, devido as demarcações do


solo em polígonos bem definidos.

A Figura 3 apresenta uma visão mais ampla do condomínio dentro do contexto da


cidade.

Figura 3 - Visão mais ampla do Condomínio Recanto da Alegria dentro do contexto da Cidade

Fonte: Google Earth Pro, 2019.


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Percebe-se através da Figura 3 a presença a leste e sul do condomínio a presença
de vegetação densa, tendo uma importância e impacto significante para o meio ambiente,
sendo necessário a conservação desta área.

Além disso, dentro desta área de vegetação mais densa há a presença de um


espelho d’água com área de aproximadamente 1 km², a uma distância de 1.300 metros do
condomínio.

4.2 Mercadinho Mini Box

O ponto comercial, mercadinho Mini Box, tem sua localização na cidade de


Satuba - AL, com endereço no Condomínio Recanto da Alegria, nº 242, no centro da
cidade, correspondendo a uma área construída de 74,75 m², numa área total do terreno de
120 m².

A localização geográfica do comércio é com latitude 9°32'41.49"S e longitude


35°48'46.28"O (Figura 4).

Figura 4 - Localização do Mercadinho Mini Box

Fonte: Google Earth Pro, 2019.

A princípio na área do empreendimento estava estabelecida uma unidade


habitacional como as demais existentes no condomínio, o qual possui um padrão de

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construção. Todavia os proprietários modificaram a arquitetura da casa e construíram uma
mercearia no térreo e no primeiro andar uma residência.

Neste caso, o foco do estudo é o mercadinho, o qual é um comércio e está


enquadrado na Resolução CEPRAM º10/2018 como tipologia que necessita de Licença
Ambiental para funcionamento.

Aspectos como abastecimento de água e esgotamento sanitário seguiram as


condições locais, ou seja, o mesmo padrão do local no qual o empreendimento se inseriu,
Condomínio Recanto da Alegria.

O condomínio Recanto da Alegria possui um poço para abastecimento dos seus


moradores e os efluentes líquidos são direcionados para uma Estação de Tratamento de
Esgoto. Tanto o sistema de abastecimento de água como o sistema de tratamento de
esgoto são licenciados, portanto o condomínio é o responsável por fornecer água em
condições adequadas para o uso e utilizar a fonte e quantidade outorgada pelo órgão
competente, assim como também, é do Recanto da Alegria a responsabilidade por tratar
e descartar os resíduos líquidos no local correto e nas condições padronizadas.

Como sendo um estabelecimento comercial, onde não há produção de alimentos


ou quaisquer outros produtos, não há muito o que se questionar quanto a geração de
resíduos sólidos e líquidos. A produção destes é em pequena quantidade, os resíduos
sólidos são destinados para a coleta municipal, dentro dos padrões do condomínio, já os
efluentes líquidos seguem para a ETE em rede de esgoto interna.

A princípios as instalações prediais seguiam o padrão do condomínio Recanto da


Alegria, porém foram feitas diversas reformas para que se adequasse a instalação da
tipologia da empresa.

Hoje o mercadinho está com todas as instalações finalizadas e em funcionamento,


ou seja, na fase de operação. É certo que, os proprietários não tinham ciência da
necessidade da solicitação quanto ao órgão ambiental das licenças para instalação e
operação do mesmo, porém estão totalmente solícitos a atender todos os requisitos legais
necessários para regularização do ponto comercial, o qual se encontra interditado.

As figuras a seguir mostram como se encontra o estabelecimento atualmente.

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Figura 5 – Fachada do Estabelecimento

Figura 6 – Visão Interna do Estabelecimento

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Figura 7 – Visão Interna do Estabelecimento em outro Ângulo

Como pode ser visto, trata-se de um pequeno comércio para venda de alimentos e
utilitários que fazem parte do cotidiano de residências. Segundo o proprietário, não há
depósito para armazenamento de excedentes.

Além disso, há um banheiro para atender as necessidades dos funcionários (Figura


8).

Figura 8 - Banheiro do Mercadinho Mini Box

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O mercadinho Mini Box, Josinaldo Salustiano Belo 05074573408, possui
interligação ao sistema de coleta de esgoto do condomínio, o qual é tratado por uma
Estação de Tratamento de Esgoto – ETE, portanto não há o que se discutir quanto a
possíveis contaminações ao lençol freático ou solo por águas residuais, a responsabilidade
pelo tratamento e disposição do efluente líquido tratado é do condomínio.

O abastecimento de água é realizado por um poço de captação, que também é de


responsabilidade do condomínio, o qual deve possuir outorga de uso água.

Os resíduos sólidos gerados serão aqueles advindos de trabalho de escritório, ou


seja, papel, clipe, plástico, etc. Também são gerados aqueles relativos as embalagens dos
produtos que são vendidos no mercadinho. Não havendo geração de resíduos perigosos
ou que necessitem de tratamento especial. Estes resíduos seguem para coleta dentro do
próprio condomínio.

Tais características citadas levam a perceber o baixo impacto causado pela


instalação do empreendimento na região, o qual tem um alcance pequeno, ou seja,
somente as pessoas que moram ou tem acesso ao condomínio, mas principalmente por
estar inserido em área totalmente urbanizada, existindo sim, uma área de mata, mas que
em nada o empreendimento em questão gera impacto considerável, sendo o possível
impacto advindo do condomínio no qual o estabelecimento está inserido, porém o aquele
já é licenciado pelos órgãos competentes.

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5. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL

Segundo a Resolução CONAMA nº 1/86, considera-se impacto ambiental


qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente,
causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que,
direta ou indiretamente, afetam:

I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população;

II - as atividades sociais e econômicas;

III - a biota;

IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;

V - a qualidade dos recursos ambientais.

Além disso, a resolução coloca sob responsabilidade dos órgãos ambientais a


compatibilização dos processos de licenciamento com as etapas de planejamento e
implantação das atividades modificadoras do meio ambiente, respeitando critérios,
diretrizes e tendo por base a natureza o porte e as peculiaridades de cada atividade.

A Instrução Normativa nº 184/2008 determina como devem ser as etapas que os


empreendimentos devem passar para seguir todo o rito de procedimentos do
licenciamento ambiental, são elas:

Licença Prévia (LP) – concedida na fase preliminar do planejamento do


empreendimento ou atividade, aprovando sua localização e concepção; atestando a
viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem
atendidos nas próximas fases de sua implantação.

Licença de Instalação (LI) – autoriza a instalação do empreendimento ou


atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos
aprovados, incluindo as medidas de controles ambientais e demais condicionantes, da
qual constituem motivo determinante.

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Licença de Operação (LO) – autoriza a operação da atividade ou empreendimento,
após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as
medidas de controles ambientais e condicionantes determinados para a operação.

Todavia, aqueles empreendimentos que não passaram pelo rito normal de


licenciamento ambiental, podem se regularizar, além de sofrer as penalidades cabíveis.

A Resolução CEPRAM Nº 10/2018 define os procedimentos de aprovação dos


processos de licenciamento de competência do estado de Alagoas. E define que para fins
de regularização de licenças ambientais de atividades em fase de instalação e/ou operação,
o estudo ambiental a ser apresentado nos processos de licenciamento será o Estudo de
Conformidade Ambiental (ECA), que deverá ser compatível com o porte e o potencial
poluidor da atividade/empreendimento, compreendendo, no mínimo:

I. Diagnóstico atualizado do ambiente;

II. Avaliação dos impactos gerados pela implantação e operação da atividade


/empreendimento, incluindo os riscos;

III. Medidas de controle, mitigação, reparação, reposição e/ou compensação, se


couber;

IV. Nos casos em que forem verificadas as medidas previstas no item anterior,
deverá ser apresentado, obrigatoriamente, o Projeto de Reparação de Áreas Degradadas
– PRAD, Compensação e/ou Reposição Florestal.

Quanto a retirada de vegetação o novo código florestal, Lei nº 12.651/2012,


determina que são áreas de preservação permanente, ou seja, aquelas que não devem
sofrer interferências:

I - as faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente, excluídos


os efêmeros, desde a borda da calha do leito regular, em largura mínima de:

a) 30 (trinta) metros, para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros de largura;

b) 50 (cinquenta) metros, para os cursos d’água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta)


metros de largura;

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c) 100 (cem) metros, para os cursos d’água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos)
metros de largura;

d) 200 (duzentos) metros, para os cursos d’água que tenham de 200 (duzentos) a 600
(seiscentos) metros de largura;

e) 500 (quinhentos) metros, para os cursos d’água que tenham largura superior a 600
(seiscentos) metros;

II - as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura mínima de:

a) 100 (cem) metros, em zonas rurais, exceto para o corpo d’água com até 20 (vinte)
hectares de superfície, cuja faixa marginal será de 50 (cinquenta) metros;

b) 30 (trinta) metros, em zonas urbanas;

III - as áreas no entorno dos reservatórios d’água artificiais, decorrentes de barramento


ou represamento de cursos d’água naturais, na faixa definida na licença ambiental do
empreendimento;

IV - as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes, qualquer que seja sua
situação topográfica, no raio mínimo de 50 (cinquenta) metros;

V - as encostas ou partes destas com declividade superior a 45°, equivalente a 100% (cem
por cento) na linha de maior declive;

VI - as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues;

VII - os manguezais, em toda a sua extensão;

VIII - as bordas dos tabuleiros ou chapadas, até a linha de ruptura do relevo, em faixa
nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais;

IX - no topo de morros, montes, montanhas e serras, com altura mínima de 100 (cem)
metros e inclinação média maior que 25°, as áreas delimitadas a partir da curva de nível
correspondente a 2/3 (dois terços) da altura mínima da elevação sempre em relação à
base, sendo esta definida pelo plano horizontal determinado por planície ou espelho

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d’água adjacente ou, nos relevos ondulados, pela cota do ponto de sela mais próximo da
elevação;

X - as áreas em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a
vegetação;

XI - em veredas, a faixa marginal, em projeção horizontal, com largura mínima de 50


(cinquenta) metros, a partir do espaço permanentemente brejoso e encharcado.

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6. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL

Considera-se a Área Diretamente Afetada – ADA a área necessária para a


implantação do empreendimento, incluindo suas estruturas de apoio, vias de acesso
privativas que precisarão ser construídas, ampliadas ou reformadas, bem como todas as
demais operações unitárias associadas exclusivamente à infraestrutura do projeto, ou seja,
de uso privativo do empreendimento.
Neste caso, a área diretamente afetada para implantação do Mercadinho Mini Box
é considerada a própria área do empreendimento, cerca de 74,75 m².

O mercadinho de variedades, como já relatado anteriormente, está localizado em


área antropizada, mas que possui área de vegetação ao entorno do condomínio no qual
está inserido.

A Figura 9 mostra a localização da empresa seguidos de dois raios de abrangência,


onde é possível perceber que dentro deles e ainda o entorno dos raios são áreas totalmente
antropizadas.

Figura 9 - Localização com vista mais ampla da Empesa Mini Box

Fonte: Google Earth Pro, 2019.

O entorno do estabelecimento é composto basicamente por unidades


habitacionais, justamente por estar inserido em um condomínio residencial, que é o
público alvo, ou seja, clientes. Dentro do entorno, num raio de 100m como num raio de
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não é possível observar a presença de vegetação caracterizada como de Preservação
Permanente, considerando o novo Código Florestal. Também não há presença de rios e/ou
espelhos d’água. Já num entorno com alcance de 300m há a presença de vegetação um
pouco mais densa, no extremo leste, que pode se enquadrar como vegetação de
preservação permanente, mas que já foi antropizada, ficando evidente o solo a mostra.

Como mostrado anteriormente, o espelho d’água mais próximo fica a cerda de


1300m de distância do condomínio, mais de 2000m de distância da ADA.

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7. IMPACTOS AMBIENTAIS E MEDIDAS MITIGADORAS

Os impactos negativos causados pela instalação/operação do empreendimento,


Mercadinho Mini Box, em si, não são de grande relevância, tendo em vista que os
resíduos sólidos e líquidos resultantes da operação possuem destinação adequada. O não
tratamento correto destes resíduos ou direcionamento final incorreto, que poderia causar
transtornos ambientais impactantes, são de responsabilidade do condomínio e da empresa
de coleta municipal.

Uma ação que pode ser utilizada pelo proprietário é a destinação dos resíduos
sólidos recicláveis para uma cooperativa de catadores do município, caso haja, ou seja, a
manutenção dentro do estabelecimento de coleta seletiva.

Destacam-se os impactos positivos, como a geração de renda para os proprietários,


num quadro de desemprego que se encontra o país; suprir a necessidade dos moradores
do condomínio, que por vezes teriam que se deslocar por maior distância para conseguir
ter acesso a produtos básicos, ganhando com o mercadinho Mini Box comodidade; a
Prefeitura Municipal de Satuba já concedeu Alvará de Funcionamento para o
estabelecimento, por entender que sua instalação segue os preceitos de ocupação do
município.

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8. CONCLUSÃO

Diante do exposto, não se percebem óbices para a regularização do


empreendimento, que é de baixíssimo impacto ambiental, porém com impacto social
importante. Além de já possuir Alvará de Funcionamento do município no qual se
encontra inserido.

O proprietário se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos e apresentar


documentos pertinentes ao processo.

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9. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Dados AL. Disponível em <http://dados.al.gov.br/dataset/mapas-de-caracterizacao-


territorial/resource/e83e28b3-6fad-470e-b918-4a161c01faea. Acessado em 29 de abril de
2019 as 18h.

IBGE. 2019. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em <


https://cidades.ibge.gov.br/brasil/al/satuba/panorama>. Acessado em 29 de abril de 2019
as 22h.

Resolução CONAMA nº 1, de 23 de janeiro de 1986.

Instrução Normativa nº 184, de 17 de julho de 2008.

Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012.

Resolução CEPRAM nº10/2018. Conselho Estadual de Proteção Ambiental.


Procedimentos de aprovação dos processos de licenciamento ambiental de competência
do órgão estadual.

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10. DADOS DO RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO DO DOCUMENTO

Responsável: Pedro Henrique de Omena Toledo


Telefone: (82) 9 9914-4794
Número do Conselho de Classe: 021329503-2
E-mail: ph_mcz@hotmail.com

Pedro Henrique de Omena Toledo


Engenheiro Sanitarista e Ambiental
CREA/AL: 021329503-2

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