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A CLASSE HOSPITALAR NO CONTEXTO DAS DOENÇAS

INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
Leyliane de Paula Vidal[1]
Jaivana de Jesus Conceição

A Classe Hospitalar no Hospital Couto Maia atua vinculada ao contexto do Serviço de


Terapia Ocupacional como uma ação escolar em parceria com a Secretaria Municipal da
Educação, Cultura, Esporte e Lazer, tendo como propósito garantir a escolarização dos
alunos pacientes com um atendimento pedagógico-educacional hospitalar. A Classe
Hospitalar vem atuando há 06 anos com significativa contribuição à pediatria deste
hospital, reconhecido na história da Bahia desde seu ato de fundação, há 159 anos, por
prestar assistência a pacientes com febre amarela provenientes de navios mercantes que
aportavam na capital. São desafios diários vividos neste espaço, tanto pelo aluno doente
quanto pelo professor hospitalar: superar os conflitos emocionais vividos na condição de
isolamento físico e de contato muitas das vezes enfrentados por acometimentos da
patologia infecciosa e parasitária; vencer temores emergidos no processo medicamentoso
e de hospitalização; ultrapassar os limites de sequelas neurológicas, psicológicas,
emocionais e motoras deixadas por patologias como as meningites. Inserido neste
contexto hospitalar o docente adapta a sua prática pedagógica, ressignificando as rotinas
hospitalares por meio de estratégias e mediações que auxiliam cada sujeito na construção
de novos conhecimentos, na vivência de aprendizagens significativas considerando o
estado de saúde, o currículo oculto, as competências e habilidades já construídas. A
dinâmica escolar se estrutura em um planejamento flexível com metodologias e
procedimentos lúdicos que favoreçam o desenvolvimento de estratégias cognitivas que
conduzam o aluno a ser sujeito da sua própria aprendizagem. É preciso destacar a
condição de parceria entre a equipe do hospital e os professores desta escola para que
possam lidar adequadamente com a complexidade das sequelas deixadas por patologias
recorrentes neste espaço. Os projetos pedagógico educacionais da escola são estruturados
considerando as necessidades e os interesses de cada aluno, contemplando as diversas
áreas do conhecimento e os conteúdos programáticos de acordo com a faixa etária e o ano
escolar de cada um. O atendimento pedagógico educacional em ambiente hospitalar
mostra que este processo, em um momento atípico da vida, altera sensivelmente o modo
como a criança lida com a internação.

Palavras-Chave: Classe Hospitalar. Escolarização. Doenças Infecciosas Parasitárias

[1] Professoras da Rede de Educação Municipal atuando na Classe Hospitalar do Hospital Couto Maia.
Rua Bráz do Amaral, nº17. Ed. São Jorge, Aptº 401. Bonfim. Salvador – Bahia. CEP.: 40.415.130. E-mail:
leylianedepaula@hotmail.com e . Tel.: (71) 99262996 e 92543727/ (71) 8806.5238
A ESCOLARIZAÇÃO DE CRIANÇAS NO HOSPITAL OPHIR
LOYOLA, EM BELÉM-PA

Érika Amorim da Silva - SEDUC/PA [1]


Gilda Maria Maia Martins Saldanha - SEDUC/PA[2]
Eliana Pacheco Vilhena - SEDUC/PA[3]
Helena Lúcia Damasceno Ferreira - SEDUC/PA [4]

O presente trabalho objetiva apresentar o trabalho de escolarização do Hospital Ophir Loyola e


as ações pedagógicas desenvolvidas pelos docentes com as crianças em tratamento oncológico
nessa instituição de saúde. A escola hospitalar que funciona no HOL pode ser conceituada como
um ambiente especial de ensino e aprendizagem, onde a educação acontece de maneira formal e
informal para crianças e jovens impossibilitados de frequentar a escola regular por problemas de
saúde. Utilizamos o estudo de caso descritivo e foram ouvidos seis professores que desenvolvem
atividades pedagógicas com as crianças. Os resultados mostraram que os atendimentos
educacionais são realizados em sala de aula, no leito e na brinquedoteca durante o período em que
os alunos pacientes estão internados na pediatria, hospital dia, ou mesmo no atendimento
ambulatorial na quimioterapia infantil. Todas as tarefas educativas são efetivadas de acordo com
as possibilidades dos alunos e a educação escolar é sistematizada, planejada e devidamente
adaptada às necessidades das crianças em tratamento oncológico. O trabalho confirma a eficácia
das ações pedagógicas desenvolvidas pelos docentes na vida escolar das crianças que ali são
acompanhadas, durante e após o tratamento. E comprovam que a estada das crianças no hospital
pode ser mais ou menos traumática, dependendo da forma como elas forem cuidadas em todos os
seus aspectos biopsicossociais.

Palavras-Chave: Escolarização Hospitalar. Crianças. Práticas Pedagógicas

[1]
Graduada em História. Mestre em História Social- PUC/SP.
[2] Pedagoga. Mestre em Educação pela UFPA.
[3]
Pedagoga. Esp. Metodologia do Ens. da Ed. Especial – UEPA.
[4]
Licenciada em Matemática. Ms em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano, UNAMA/PA.
A IMPORTÂNCIA DA EXPRESSÃO ORAL COMO DISPARADORA DE
SABERES

Ana Paula Silva Dias[1]


Amália Neide Covic
Fabiana Aparecida de Melo Oliveira
Cinthia Takeyama Gomes

O seguinte pôster tem por objetivo problematizar o ensino na área de Linguagem em


desenvolvimento junto a alunos atendidos pelo Projeto Atendimento Escolar ao Aluno da
Associação Brasileira de Distrofia Muscular (Abdim). Nesse sentido, tomamos como objeto de
estudo o papel dedicado à oralidade na composição de currículos voltados à garantia da oferta
educacional a crianças e a adolescentes com retardo no desenvolvimento neuropsicomotor
atrelado ao diagnóstico de distrofia muscular de Duchenne. Destacamos, ainda, como objetivo
analisar o currículo e estratégias de ensino empregadas junto a alunos-pacientes que apresentam
comprometimento nas habilidades vinculadas ao domínio verbal, tais como aquelas associadas a
funções como nomeação, fluência verbal, linguagem expressiva e receptiva e leitura. A
metodologia empregada apoia-se nas contribuições da pesquisa centrada na modalidade estudo
de caso. Para tanto, selecionamos um caso de ensino explicitando as estratégias e parte do
currículo posto em prática com um aluno de 19 anos, não alfabetizado, com experiência anterior
em escola especial. Os resultados da intervenção pedagógica centrada no incentivo à expressão
oral, entendendo-a como um movimento disparador e integrador de saberes, revelam um
rompimento da dicotomia oralidade e escrita no currículo da área de Linguagem, como
preconizam documentos norteadores do ensino em nosso país, dentre os quais ressaltamos, por
exemplo, os Parâmetros Curriculares Nacionais. Revelam, ainda, uma consonância com a
contribuição de pesquisadores das áreas de Linguística e Literatura, como Marcuschi (2001),
Fávero, Andrade, Aquino (1999), Castilho (2000) e Fernandes (2003, 2007a, 2007b). Levando-
se em conta as possibilidades reais e atuais de interação com esse aluno, que além de não ter
movimento para produção escrita apresenta comprometimento cognitivo tido até então como
impeditivo para a aprendizagem de conteúdos escolares, temos percebido que, ao optar pela não
supremacia da escrita no desenvolvimento do currículo na área de Linguagem, a produção e
apropriação de conhecimento por parte desse aluno têm sido factível e bastante positiva. Tem
permitido, por exemplo, a apropriação da prática de nomear e atribuir sentidos ao que está no seu
entorno, revelando, pouco a pouco, formas de conceber, interpretar, interagir e ressignificar o
mundo e as situações comunicativas a sua volta.

Palavras-Chave: Expressão Oral. Linguagem. Ensino


[1]
Rua Manoel Ferreira Torres do Granja, 90 - CEP: 06774-300 - Taboão da Serra – SP. Telefone:
92967482. ana9.pauladias@gmail.com. Instituição: Associação Brasileira de Distrofia Muscular (Abdim).
Rua Engenheiro Teixeira Soares, 715 - Butantã - CEP: 05505-030 - São Paulo- SP. Telefone: 3814-8562 r.
6. escolarização@abdim.org.br
A LUDICIDADE NO AMBIENTE HOSPITALAR: UM OLHAR
SOBRE A ATUAÇÃO DO PEDAGOGO EM BELÉM

Tatiane Marcelle Rosa Muniz[1]


Wilza Maria de Pinho Moraes[2]

Este trabalho aborda a prática pedagógica do professor em um ambiente hospitalar que utiliza a
ludicidade como uma estratégia metodológica estimulante no processo de ensino e aprendizagem
de crianças atendidas em classes hospitalares pertencentes ao sistema público de ensino do estado
do Pará. Analisa-se a ludicidade como uma ferramenta de ensino que tem como objetivo promover
o desenvolvimento emocional, cognitivo e psíquico-social da criança, a qual é atendida através
de uma Pedagogia Hospitalar muito bem programada e adaptada face à disponibilidade da criança
enferma. Por se tratar de um ambiente bastante diferente do espaço escolar, observa-se que o
hospital pode ser considerado hostil pela criança, que o rejeita naturalmente, porém com uso de
atividades escolares que incorporem a tendência pedagógica da Ludo educação na Formação de
Professores, este sentimento pode ser amenizado. Nesta pesquisa, busca-se responder a seguinte
questão: De que forma a ludicidade está presente na prática pedagógica dos professores que
realizam atendimento com crianças em ambientes hospitalares? Mediante a este questionamento
tem-se como objetivo geral: analisar as práticas pedagógicas lúdicas que são utilizadas como
atividades educacionais estimulantes no processo de ensino-aprendizagem das crianças em
atendimento hospitalar. A perspectiva da pesquisa qualitativa orientou a coleta de dados e sua
analise. O uso de fontes bibliográficas e a pesquisa de campo subsidiaram metodologicamente as
analises dos dados de forma crítica e reflexiva. Como resultado parcial aponta-se que a oferta de
ensino no ambiente hospitalar é um processo alternativo de educação continuada que ultrapassa
o contexto formal da escola e tem como finalidade possibilitar à criança enferma o direito à
educação, permitindo o seu desenvolvimento e o resgate de sua saúde.

Palavras-Chave: Educação Hospitalar. Ludicidade. Prática Pedagógica


[1]
Acadêmica do 9º semestre do Curso de Pedagogia do Campus Universitário de Castanhal/ UFPA. Rua
Euclides da Cunha nº 54, Castanheira. Telefone: (91) 83821268. Email: taty_marcelle@yahoo.com.br
[2]
Profª. Msc. do Curso de Pedagogia do Campus Universitário de Castanhal/ UFPA. Av. Julio Cesar,
Conjunto Bela Vista, Rua São Luis nº 3247, Val-de-Cães. Telefone (91) 83207475. Email: wilza@ufpa.br
CORRELAÇÃO DE PERTENCIMENTO DO ALUNADO DA CLASSE
HOSPITALAR AO PERFIL DA INTERNAÇÃO PEDIÁTRICA DO HUPES

Adriana Santos de Jesus[1]


Alessandra Santana Soares e Barros[2]
Thaiana Andrade de Souza Freire[3]
Thais Campos de Carvalho[4]

A Classe Hospitalar do Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES), da


Universidade Federal da Bahia-UFBA, funciona desde 2008 sob os cuidados da Faculdade de
Educação da mesma instituição. Há 3 anos um “Estudo do perfil socioeducacional dos pacientes
em idade escolar internados na enfermaria pediátrica do Hospital das Clínicas da UFBA”
descreveu o perfil do alunado potencial da Classe em questão. O resultado apontou para a maior
admissão de crianças de zero a 02 anos de idade (durante 1 a 5 dias) e adolescentes com raridade,
sendo as doenças respiratórias as mais frequentes. A predição dos valores que podem alcançar
estas variáveis (durações da internação, perfil etário, diagnóstico e frequência de reinternações) é
indispensável para o trabalho com turmas heterogêneas, típicas da Classe Hospitalar. Nova
pesquisa buscou então estimar a internação pediátrica nos anos de 2009 e 2010, o número médio
de pacientes para cada estrato etário internado nas enfermarias do HUPES; a frequência dos
seguimentos de duração das internações; o perfil dessa clientela em termos que permitam
identificar a frequência de reinternações, tendo em vista o impacto negativo adicional desse
padrão de adoecimento na vida escolar de uma criança. Responder à pergunta “Quem é – de fato
– o alunado da Classe Hospitalar?”, utilizando as planilhas que enumeram as internações
pediátricas segmentadas por CID (diagnóstico principal), sexo paciente, idade, data da admissão
e da alta e duração da internação dos pacientes, procedimentos realizados do SAME – Serviço de
Arquivo Médico-Hospitalar, para os anos de 2009 e 2010. Os resultados revelaram que 2.150
crianças e adolescentes (entre 0-18 anos) foram internados em 2009, e 1.982 em 2010. A resposta
encontrada nestes anos não se difere das dos anos anteriores: as crianças de 0 a 2 anos continuaram
sendo a maior parcela dos internados e a duração média dessa internação foi de 5 dias. Já as
crianças entre 5 a 12 anos ficaram internadas em média por 03 dias, sendo que as doenças
respiratórias permaneceram como as vilãs das internações. Assim, o melhor investimento
pedagógico destinado a essas crianças deverá ser aquele fundado nas premissas da Educação
Infantil, na qual o peso do elemento lúdico deverá ser tal, que praticamente se torne indistinguível
escolarização e recreação.

Palavras-Chave: Escolarização em Hospitais. Educação Especial. Morbidade na Infância.


[1]
Pedagoga, mestranda em Educação pela UFBA, professora da Classe Hospitalar do HUPES - adriana.ufba@hotmail.com
[2]
Doutora em Antropologia, professora adjunta da FACED/UFBA, Supervisora da Classe Hospitalar do HUPES - alssb@ufba.br
[3]
Graduanda em Pedagogia pela FACED/UFBA, professora da Classe Hospitalar do HUPES - thaiasf_1309@@hotmail.com
[4]
Graduanda em Pedagogia pela FACED/UFBA, professora da Classe Hospitalar do HUPES -
tucaccarvalho@yahoo.com.br
ESTUDO DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA CLASSE DE QUEIMADOS

Denise Oliveira Ramos[1]


Jociane Santa Brígida Barros[2]

Este estudo é fruto da experiência de práticas pedagógicas ocorridas no Centro de Tratamento de


Queimados do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência-HMUE foi iniciado em abril
de 2011 até dezembro deste mesmo ano. O eixo central é a prática pedagógica com crianças dos
anos iniciais internadas e foi realizado na sala de aula da classe hospitalar deste centro que atende
a todo o estado. A classe hospitalar é um espaço pedagógico no hospital com propostas educativo-
escolares voltadas ao atendimento de crianças e adolescentes internados vítimas de queimaduras.
A resolução n° 02/2001 – CEB/CNE, no artigo 13, parágrafo 1°, na qual estabelece que as classes
hospitalares devem dar continuidade ao processo de ensino-aprendizagem, contribuindo para o
retorno e reintegração destes educandos a sua escola de origem. No desenvolvimento do estudo
foi necessário observar o espaço da sala de aula e principalmente o contato e aproximação das
crianças que frequentam a classe, inclusive as imobilizadas no leito em virtude da necessidade do
enxerto. O período de hospitalização é um momento de vida em que ocorrem algumas mudanças
no contexto de vida de uma criança e/ou adolescente. Na impossibilidade de frequentar a escola
durante o tratamento de saúde, as crianças e adolescentes necessitam de alternativas para a
organização e oferta do ensino de modo a cumprir com os direitos a educação e a saúde. As
práticas educacionais desenvolvidas nas classes hospitalares estão em sua maioria centradas nos
encaminhamentos pedagógicos educacionais, trabalhados de forma lúdica e atraente. A proposta
de intervenção considerou a rotatividade das crianças com queimaduras, umas internadas por
longos períodos e outras por um tempo menor. Nesse sentido, torna-se imprescindível a
organização de um planejamento para a classe hospitalar de queimados e a prática pedagógica
deve partir da premissa de que as atividades respeitem a disponibilidade patológica de cada
criança, que através da mediação da professora e das interações com os demais colegas, quando
possível, assegura a continuação do seu processo de escolarização. Partindo do pressuposto de
que a expressão lúdica também é uma forma de linguagem e organização do pensamento que
contribui muito na construção de novos saberes, o estudo tem o objetivo subsidiar novos
significados para as práticas pedagógicas. Sendo a classe hospitalar de alunos vítimas de
queimaduras um ambiente diferenciado de aprendizagem, deve-se priorizar um planejamento que
contemple a continuação dos estudos das crianças e a construção de novos saberes, aliado as
vivências e experiências que cada criança traz.

Palavras-Chave: Prática Pedagógica. Classe de Queimados. Artes Lúdicas

[1] Professora da Rede Estadual de Ensino Ciclos da Infância I e II, da Escola Barão do Rio Branco/Anexo I- Classe Hospitalar
do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE).
Endereço: Av.: Rodolfo Chermont, Passagem Santa Marta, n° 50 Marambaia Celular: (91) 87226272 / 82568978. E-
mail: ramosdenise2005@yahoo.com.br
[2] Enfermeira no Hospital Metropolitano Centro de queimados. Endereço:Av. : Magalhães Barata n°1050, São Braz
;Celular:((91)81356475. E-mail: jocisanta@hotmail.com
O ATENDIMENTO PEDAGÓGICO-EDUCACIONAL AO ESCOLAR
ENFERMO
Janilson Barbosa de Melo[1]
Márcia Vieira Cardoso

Desde os primórdios a educação tem apresentado deficiências e o processo educacional no Brasil


tem revelado grandes falhas, muitas vezes em função da manutenção de interesses particulares.
Os cursos de formação de professores não contemplam eficazmente as habilitações pedagógicas
do profissional da educação, saindo este despreparado para novas situações ou atuação em
ambientes diferenciados. O principal objetivo deste trabalho é o de enfatizar a necessidade da
intervenção pedagógica no ambiente hospitalar, propondo um desafio aos cursos de pedagogia
para a qualificação adequada nessa nova modalidade de atendimento especializado.
Esta investigação partiu de nossa inquietação devido ao espaço de atuação do pedagogo parecer
limitar-se ao ambiente escolar. Por isso recorremos a bibliografias que tratam dessa nova vertente:
a Pedagogia Hospitalar. Nessa perspectiva, procuramos saber a origem desta, suas finalidades e
importância, bem como as funções desempenhadas pelo pedagogo no interior do hospital. Além
da pesquisa bibliográfica, nos utilizamos da pesquisa de campo, por meio de entrevistas e
questionários aplicados a funcionários do Hospital Municipal de Breves, e a pais e crianças
hospitalizadas.
Nossas investigações constataram que as proposições da Pedagogia Hospitalar futuramente
poderão estar presentes neste município e que a implantação de uma Brinquedoteca e até mesmo
de uma Classe hospitalar é possível, em virtude de a instituição pesquisada dispor de espaço físico,
além do interesse demonstrado pelo diretor e funcionários que lá trabalham. Obviamente tal
empreendimento só será possível mediante a elaboração e aplicação de políticas públicas voltadas
para o melhor atendimento da criança e do adolescente enfermos, também através dos esforços
da própria administração do hospital, juntamente dos seus funcionários e demais interessados na
promoção do bem-estar e humanização desta clientela, e mais importante, pela melhor
qualificação do pedagogo para esta nova modalidade de atendimento pedagógico-educacional.

Palavras-Chave: Intervenção Pedagógica. Pedagogia Hospitalar. Classe Hospitalar.


[1]
Universidade Federal do Pará – Campus de Breves.
Travessa Vereador Turíbio Vieira, 25 – Centro – Juruti – Pará.
(93) 81217778 / 91335807.
j_janilson@hotmail.com.
O CURSO DE PEDAGOGIA DA UFPI E A DISCUSSÃO SOBRE
PEDAGOGIA HOSPITALAR

Lilian Rodrigues Aguiar[1]


Louise Soares de Oliveira[2]
Luciana de Sousa Lima Soares[3]
Mariana Pereira Sousa[4]

Atualmente, a formação em Pedagogia é baseada nas Diretrizes Curriculares Nacionais


(Resolução nº 1/2006- CNE), que institui a licenciatura em Pedagogia como uma formação que
deve contemplar o preparo para a “docência na Educação Infantil, anos iniciais do Ensino
Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal, e em cursos de Educação
Profissional na área de serviços e apoio escolar”. Todavia, muitos cursos ainda não se
organizaram para favorecer essa formação, levando em conta os diferentes espaços onde o
pedagogo pode atuar, os quais ultrapassam os muros escolares. Tendo em vista a necessidade de
este profissional compreender que os processos educativos não se limitam à sala de aula, o
pedagogo deve estar apto a contribuir em outros espaços nos quais a assistência pedagógico-
educativa faz-se indispensável. Nessa perspectiva, o presente estudo visa apresentar a realidade
do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Piauí no que diz refere à discussão sobre a
Pedagogia Hospitalar. Para isso, iremos analisar o Projeto Político Pedagógico do referido curso,
enfatizando a organização curricular do mesmo e o que se tem feito para inserir, na formação do
acadêmico de pedagogia, os fundamentos e práticas em outros ambientes educativos, sobretudo
no contexto hospitalar. Mesmo se tratando de um atendimento pedagógico-educacional, o
professor da escola hospitalar necessita de noções sobre as doenças e suas consequências para os
alunos, bem como conhecimentos sobre as técnicas e terapias utilizadas na enfermaria, para que
possa agir de forma flexível diante da situação especial de cada criança hospitalizada. O direito
da continuidade da escolarização das crianças e adolescentes hospitalizados é reconhecido
legalmente, por isso a formação do pedagogo deve contemplar os conhecimentos sobre a
pedagogia hospitalar, possível lócus de atuação desse profissional. O currículo analisado não
oferece ao egresso de pedagogia tal conhecimento, dessa forma o profissional formado por este
currículo não está capacitado para trabalhar nesse contexto. Portanto, fica evidente a necessidade
da inclusão da disciplina referente à Pedagogia Hospitalar no currículo do curso de Pedagogia da
Universidade Federal do Piauí, tendo em vista a deficiência dessa discussão no currículo atual.

Palavras-Chave: Currículo. Formação de Pedagogo. Pedagogia Hospitalar

[1]
Acadêmica de Pedagogia da Universidade Federal do Piauí.
[2]
Acadêmica de Pedagogia da Universidade Federal do Piauí.
[3]
Professora da Universidade Federal do Piauí. E-mail: lufacime@hotmail.com
[4]
Acadêmica de Pedagogia da Universidade Federal do Piauí. E-mail: mariana-20a@hotmail.com
O LÚDICO E O FOLCLORE COMO MEDIADORES DE COMUNICAÇÃO E
CULTURA NA CLASSE HOSPITALAR

Anna Elvira da Silva


Roberto de Mendonça França Júnior
Zoê Cotta dos Prazeres[1]

Ao aliar Arte e Ludicidade como proposta pedagógica na classe hospitalar, possibilita-se ao aluno
hospitalizado, por meio do brincar espontâneo, a expressão de uma realidade interior que pode
estar bloqueada pela necessidade de ajustamento às expectativas sociais e familiares por motivo
da internação e do tratamento invasivo. Objetivo: entender os percursos da Arte e Educação Física
para a criança/adolescente hospitalizados como um instrumento mediador de comunicação, de
sentimentos de linguagem, valorização social e motora. Metodologia: a metodologia foi iniciada
com a proposta de realização da Festa Junina, conforme calendário escolar do programa,
utilizando como temática a dança do coco, e sendo realizada pesquisa musical a partir do
repertório do maestro Waldemar Henrique, seguida de oficinas de arte e culminância com a dança
do coco, além de exposição de trabalhos dos alunos atendidos pelo programa. Resultado da
pesquisa: o atendimento educacional em situação de hospital, ao refletir sobre as manifestações
folclóricas em ambiente hospitalar, proporciona, entre outras possibilidades, a obtenção de
conhecimento, pois essas crianças, nas intercorrências hospitalares, executam suas tarefas de
modo coletivo, adquirem consciência de seu potencial, além da capacidade para redimensionar o
real valor de suas deficiências. Considerações finais: compreendem-se as ações de arte educação
e práticas lúdicas na classe hospitalar como um suporte psico-sócio-pedagógico dos mais
importantes, porque não isola o escolar na condição pura de doente, mas, sim, mantém-no
integrado em suas atividades da escola e da família e apoiado pedagogicamente na sua condição
de doente.

[1]
Professora da SEDUC/PA.
PRÁTICA EDUCACIONAL NA CLASSE HOSPITALAR: UMA NOVA
FORMA DE TRABALHAR COM CRIANÇAS HOSPITALIZADAS
Claudiene S. R. Beckman

Débora Regina Melo

Leonice da Rocha Cardoso[1]

Maria Odenir da Silva Oliveira

Relatar uma prática pedagógica em classe hospitalar nos remete a necessidade relembrar ou até
compreender, mesmo que sucintamente, que o processo de adoecimento quando na
infância conduz a criança para uma nova realidade, como mudanças na sua rotina e vivências de
dor e desamparo. Uma das mais importantes perdas referentes a esse período é quando a criança
encontra-se em idade escolar e precisa parar de frequentar a escola, de conviver com seus colegas
e de realizar as tarefas as quais estava acostumada. Nesse contexto, portanto, a prática
educacional deve apresentar elementos que favoreçam a aprendizagem dessas crianças
hospitalizadas, propiciando espaços de trocas que as mantenham em condições de retornar para
a sala de aula ao receberem alta. Tendo em vista o trânsito de crianças hospitalizadas na Pediatria
do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) ser intenso e sua permanência
algumas vezes pequena, fez-se necessário criar uma forma de repassar os conteúdos de todas as
áreas de conhecimentos trabalhadas nos Ciclos da Infância I e II (Conhecimento de Códigos e
Linguagens, Lógico-Matemático, Natural e de Mundo). Assim sendo, são criadas matrizes em
papel A4 onde constam questões de todas as áreas de conhecimentos a partir de um tema gerador
para o ano letivo e de um subtema para cada semestre, que são incorporados aos conteúdos dos
anos trabalhados (1º ao 5º ano). Este tipo de didática pedagógica tem demonstrado uma aceitação
importante por parte das crianças, refletidas em seu interesse em realizá-las. Essas atividades
Pedagógicas são dinâmicas, pois envolvem questões interligadas pelo tema e subtema, porém
com conteúdos totalmente diferentes, dando a oportunidade de a criança hospitalizada ganhar
tempo e mais conhecimentos a partir destes multi questionamentos das áreas e dos conteúdos,
além de serem pensados justamente em função daquela população, com dificuldades motoras,
lesões em membros superiores e/ou inferiores, traumatismo raquimedular, crânio encefáfico
entre outros casos, incluindo a todos no processo de aprendizagem.
Palavras-Chaves: Prática Educacional. Classe Hospitalar. Crianças Hospitalizadas

[1] Professora da Rede Estadual de Ensino Ciclos da Infância I e II, da Escola Estadual de Ensino
Fundamental e Médio Barão do Rio Branco/Anexo I- Classe Hospitalar do Hospital Metropolitano de
Urgência e Emergência (HMUE) e Coordenadora Pedagógica da Escola Municipal Ruy da Silveira Britto.
Endereço: Av.: Almirante Barroso-Alameda B, 3646-Bloco 12b-Ap.306
PROJETO ENCANTAMENTO EM RETALHOS

Maria Aparecida de L. R. Roveran


Angela Maria Sanchez

Se atualmente temos a oportunidade de trocar experiências acerca do trabalho desenvolvido nas


classes hospitalares, através de encontros regionais e nacionais, este intercâmbio ainda é pequeno,
além da dificuldade de reunir, com maior frequência, educadores que atuam nessa área. Refletindo
sobre os aspectos mencionados propomos o projeto “Encantamento em retalhos” com o
objetivo de criar um intercâmbio entre as classes hospitalares, através da leitura de histórias
infantis, proporcionando aos alunos-pacientes o resgate da prática de leitura das referidas histórias
e promovendo a socialização destas através da reescrita e/ou ilustração, de acordo a interpretação
de cada um. Nossa proposta inicial contemplou 04 classes hospitalares: Hospital Infantil Cândido
Fontoura, Hospital São Paulo e Hospital Infantil Darcy Vargas (os três de São Paulo) e Hospital
Municipal Jesus (RJ). O público alvo foi composto de crianças e adolescentes hospitalizados.
Utilizamos como recursos: Contos de Fadas, Lendas e Fábulas; tecido; caneta para tecido; giz de
cera e outros materiais, a critério de cada equipe. No tocante à metodologia, selecionamos várias
opções de livros de histórias e deixamos disponíveis para os alunos. Para alunos/grupos de alunos
não-leitores, o educador leu a(s) história(s) escolhida(s). Convidamos as crianças e/ou
adolescentes para fazer a reescrita e/ou ilustração da(s) história(s) escolhida(s). Para aumentar o
empenho deles na atividade foi importante que soubessem desde o início que sua produção,
somada à dos colegas, se transformaria em um painel para ser exposto em diversos espaços. Na
sequência, cada aluno produziu sua reescrita e/ou ilustrações, fez suas revisões e adequações no
papel. Em seguida, o produto final foi transposto para o tecido (algodão cru), utilizando os
materiais escolhidos e identificado com: nome, idade, nome do hospital e cidade onde o mesmo
está localizado. Cada classe confeccionou cinco quadros em tecido e os mesmos foram enviados
ao HICF para compor o painel final que será exposto em Junho/12, durante o 7º Encontro
Nacional de atendimento escolar hospitalar, em Belém – PA, bem como nas dependências das
instituições hospitalares envolvidas.

Palavras-Chave: Classes Hospitalares. Intercâmbio. Reescrita e Ilustração de Histórias


TATIANE PATRICIO
pedagoga hospitalar
Secretaria Municipal de Educação de Carapicuiba/SP
semeduc.carapicuiba@gmail.com

Introdução:

Atendimento pedagógico especializado destinado as crianças internadas no Hospital Geral de


Carapicuíba.

Objetivos:
•Evitar a evasão escolar;
•Recuperar;
•Socializar;
•Promover bem estar e segurança;
•Tornar o tempo de internação o mais prazeroso possível
•Manter o vinculo com a escola de origem;

Histórico:

•O Hospital Geral de Carapicuíba – Cruzada Bandeirante São Camilo – Organização Social de


Saúde (O.S.S.) é totalmente dedicado ao atendimento para os usuários dos serviços públicos da
Rota dos Bandeirantes: Barueri, Carapicuíba, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana
do Parnaíba, e Vargem Grande Paulista, por meio do Sistema Único de Saúde (S.U.S.)
•Das cidades referenciadas 78% dos pacientes são do município de Carapicuíba que tem sua
população estimada em 369.908 habitantes
•Leitos:
•15 leitos de enfermaria;
•03 Clinica cirúrgica;
•01 isolamento.

Atendimento pedagógico:

Inicio fevereiro de 2011 em parceira com a secretaria da educação do município de


Carapicuíba.
Demanda de atendimento;

Respiratória,
Ortopedia,
Clinica cirúrgica.

Tipos de atendimentos:
Acompanhamento escolar;
Suporte pedagógico e Brinquedoteca

Acompanhamento escolar:
Abordagem a criança e família;

Contato com a escola;


Avaliação diagnóstica;
Atividades adequadas para faixa etária e enviadas pela escola;
Relatório enviado para a escola após alta médica.

Atividades lúdicas,

Currículo flexível,
(jogos, brincadeiras, cruzadinha, caça palavras, enigmas, construção de texto coletivo,
leitura, contação de historias, artes (dobradura, pintura, confecção de jogos).....

Suporte Pedagógico.
Jogos e brincadeiras adequadas a cada faixa etária.
Como:
*Jogos em grupo;
-Atividades de pinturas, colagem, desenhos, oficinas de reciclagem;
Destinados as crianças com internação inferior a uma semana e eletiva;
Matriculadas no ensino fundamental.

Brinquedoteca
Atendimento destinados as crianças menores de cinco anos matriculados ou não na educação
básica.
Em parceria com terapia ocupacional estagiários de fisioterapia.

Parceiros:

Prefeitura municipal de Carapicuíba, Secretaria Municipal de Educação de Carapicuíba,


Hospital Geral de Carapicuíba, Terapia Ocupacional, Psicologia, Nutrição, Enfermagem,
Equipe Médica e estudantes de Fisioterapia
AGENESIA DO SEPTO PELÚCIDO: A SAÚDE ENVOLVIDA COM A
PRÁTICA PEDAGÓGICA

Claudiene S. R. Beckman1

Pontuar questões sobre determinadas patologias em crianças em idade escolar e como estas
influenciam em sua vida educacional, é relevantes tanto para o mundo pedagógico quanto para a
saúde. Assim sendo, a busca de conhecimento sobre a agenesia do septo pelúcido e seu
entendimento como uma má formação no momento de desenvolvimento das lâminas laterais do
tubo neural, não permitindo que os cornos anteriores dos ventrículos laterais se separem,
podendo causar retardo mental, distúrbios áudios-visuais, físicos e envolvendo drasticamente a
cognição, foi decisivo para a boa compreensão do desenvolvimento educacional de um aluno
regularmente matriculado em uma Creche do Município de Belém. Desta forma, objetivou-se
articular a prática pedagógica ao conhecimento de saúde sobre o caso, com total apoio de
Pedagogo, Fisioterapeuta e de sua família. Como forma de integrar mais escola e família,
algumas reuniões para estudos e discussões sobre o caso levantando questões educacionais e de
saúde foram realizadas com a participação do professor de sala da criança, um Fisioterapeuta
(voluntário) e seus pais, além da criação de materiais específicos para a aprendizagem da criança.
No que se refere às reuniões quinzenais houve muitas trocas de informações entre escola,
Fisioterapeuta e família, com palestras e demonstrações, no sentido de não mais ficarem tão
desinformados a respeito do que ocorreu com sua criança e o que ela agora já consegue
desenvolver na escola e em casa. As atividades criadas especificamente para esta criança foram
incorporadas as suas dificuldades principais como: baixa visão, nistagmo e incordenação motora,
de acordo com os conteúdos trabalhados em sala de aula, permitindo à criança acompanhar, quase
que no mesmo rítimo, a turma na qual estava matriculada. Hoje é semi-independente, tanto na
escola quanto em casa, participa das atividades propostas em seu meio educacional, estando
agora no 3º ano do Ciclo I do ensino de 9 anos, porém ainda apresenta alguma dificuldade motora
e acuidade visual, o que não a impede de realizar as suas atividades da vida diária.

[1] Claudiene S. R. Beckman, Professora da Rede Estadual de Ensino Ciclos da Infância I e II, das Escolas
Estaduais de Ensino Fundamental e Médio Manoel de Jesus Moraes - Classe Regular e Barão do Rio
Branco/Anexo I- Classe Hospitalar do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE).
Endereço: Av.: Duque de Caxias-Ps: Gama Malcher, 87. E-mail: claubeckman@hotmail.com
O PAPEL DA CLASSE HOSPITALAR NA ADESÃO AO TRATAMENTO DOS
PACIENTES COM MUCOPOLISSACARIDOSE: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Aline Daiane Nunes Mascarenhas[1]


Rosane Santos Gueudeville[2]
Adriana Santos de Jesus3

O presente estudo tem como objetivo relatar a experiência educativa realizada junto a pacientes
com Mucopolissacaridose (MPS) em tratamento no Hospital Universitário Professor Edgar
Santos (HUPES/UFBA), que é referência no tratamento dessa doença que se caracteriza pelo
acúmulo de glicosaminoglicanos (GAGS), secundário à deficiência da atividade de uma enzima
lisossômica envolvida na degradação dessas moléculas. O tratamento é realizado por equipe
multidisciplinar (Psicólogo, Fisioterapeuta, Nutricionista, Assistente Social, Fonoaudiólogo,
Médico, Enfermeiro e Terapeuta Ocupacional), tendo recebido recentemente contribuições
pedagógicas de alunas de Pós-graduação em Educação e graduandas do curso de Pedagogia da
UFBA. Os “alunos- pacientes” estão no hospital uma vez por semana e são atendidos
pedagogicamente nos leitos, considerando as habilidades das faixas etárias, além do currículo da
série em que eles se encontram, tendo assim garantido o direito educativo através da Política
Nacional de Educação Especial (MEC/SEESP, 1994). A MPS é uma doença crônica que pode
comprometer a audição, visão, mobilidade, respiração e causar atraso cognitivo. Pensar em tais
especificidades da doença é importante no trabalho docente, já que se deve analisar e traçar ações
pedagógicas, pois essa doença requer longos períodos de internação, o que acarreta afastamento
escolar. A intervenção pedagógica provoca avanços que não ocorreriam espontaneamente, então
o professor assume o papel de mediador da construção do conhecimento no hospital e deve ser
um agente que mobiliza os seus saberes, reconhecendo, acima de tudo, a condição de diversidade,
de alteridade, a fim de garantir a participação de qualquer aprendiz no processo educativo,
superando qualquer forma de discriminação por questões físicas, étnicas, socioeconômicas, de
gênero ou de classe social. Os familiares dos alunos-pacientes afirmam que esse atendimento é
significativo, pois proporciona aprendizagem às crianças, redução da ociosidade e ansiedade,
possibilita socialização, facilita a internalização e permite às crianças que ainda não estão na
escola, estabelecer contato com o mundo escolar. Esperamos fomentar estudos no campo
educativo sobre os alunos com MPS, favorecendo maior entendimento dos educadores acerca
desses educandos, tendo em vista práticas pedagógicas diferenciadas.

Palavras-chave: Doença Crônica. Classe Hospitalar. Educação Especial


[1]
Doutoranda em Educação pela UFBA e Professora da Classe Hospitalar do Hospital Universitário
Professor Edgard Santos – HUPES/ UFBA. E-mail: aline_mascarenhas@hotmail.com
[2]
Mestranda em Educação pela UFBA e Professora da Classe Hospitalar do Hospital Universitário
Professor Edgard Santos – HUPES/ UFBA. E-mail: gueudeville@gmail.com.
3
Mestranda em Educação pela UFBA e Professora da Classe Hospitalar do Hospital Universitário
Professor Edgard Santos – HUPES/ UFBA. E-mail: adriana.ufbahotmail.com
AS ATIVIDADES EXTRA-HOSPITALARES COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA
NO ESTÍMULO À MAIOR ADESÃO AO TRATAMENTO CLÍNICO-
ONCOLÓGICO PEDIÁTRICO. RELATO DE EXPERIÊNCIA
Walgner Tarcísio Santiago Cardoso[1]

Silvana Lúcia Mileo de Oliveira Almeida[2]

Anna Elvira da Silva[3]

INTRODUÇÃO: vários trabalhos nacionais e internacionais demonstram que a implantação de


classes hospitalares nos hospitais que realizam tratamentos oncológico pediátricos melhoram
significativamente tais tratamentos e reduzem a permanência do paciente no
hospital. OBJETIVO: alterar a rotina dos pacientes participantes do Programa Prosseguir do
Hospital Ophir Loyola através da realização de aula-passeio, de forma a gerar um maior estímulo
à adesão do tratamento. MÉTODOS: utilizando-se o método fenomenológico e aplicando-se a
técnica pedagógica da aula-passeio freinetiana, realizou-se uma visita à exposição
itinerante Intestino Gigante, promovida pela Universidade Federal do Pará. RELATO DA
EXPERIÊNCIA: inicialmente, realizou-se um preparo didático-pedagógico com 5 alunos do
referido programa educacional, com informações a respeito do conteúdo abordado na aula-
passeio. Em seguida, realizou-se a aula-passeio pela exposição, acompanhando os alunos em um
percurso guiado dentro de um intestino gigante inflável, ao longo do qual eram apresentadas aos
alunos as diversas patologias benignas ou malignas que podem afetar cada segmento do intestino
humano. Os alunos registravam as informações por eles consideradas mais importantes, através
de pranchetas e gravadores. Como mediação do conhecimento, estimulou-se a interação dos
alunos com os orientadores para que recebessem o maior número possível de informações e
tirassem todas suas dúvidas. Procurou-se promover uma quebra da rotina hospitalar a partir da
busca pelo conhecimento, tornando-os agentes ativos dessa aprendizagem, o que aumentou sua
autoconfiança e autoestima, trazendo-lhes a noção de continuidade da vida mesmo diante da
doença e suas implicações, demonstrando ao mesmo tempo o comprometimento da equipe
multidisciplinar em busca da total recuperação, física e emocional dos mesmos, considerando-se
as dificuldades de se enfrentar uma doença oncológica. Ao final da aula-passeio, foi proposto que
nas aulas seguintes em sala os alunos produzissem um relato individual e coletivo desta
experiência, de modo que o conhecimento pudesse ser compartilhado com os outros alunos do
programa. CONCLUSÃO: uma equipe multidisciplinar integrada e comprometida, utilizando-se
de práticas humanizadoras como a que descrevemos neste trabalho, pode alterar a rotina do
paciente oncológico por meio da busca de conhecimento fora da realidade vivenciada pelos
mesmos, o que gera um maior estímulo à adesão do tratamento.

[1]
Médico atuante em Clínica Geral e Pediatria. Professor licenciado pleno em Ciências
Biológicas. Professor da SEDUC-PARÁ.
[2]
Pedagoga. Pós-graduanda em Educação Inclusiva. SEDUC-PARÁ.
[3]
Educadora Física. SEDUC-PARÁ