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CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

COORDENAÇÃO DO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO


DISCIPLINA CLIMA E CONFORTO DO AMBIENTE CONSTRUÍDO URBANO

PROJETO DE PESQUISA DE CAMPO

Conforto térmico em espaços arquitetônicos significativos de Macapá

Disciplinas: CLIMA E CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO


CONFORTO TÉRMICO
METODOLOGIA DA PESQUISA
Professores: JOÃO PAULO NARDIN TAVARES
ANA MARIA SILVA PANTOJA

Macapá-AP
2011
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ
COORDENAÇÃO DO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO
DISCIPLINA CLIMA E CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO

DADOS GERAIS DO PLANO DE AULA

IDENTIFICAÇÃO: PROJETO DE PESQUISA DE CAMPO


Os acadêmicos do 5º semestre de Arquitetura e Urbanismo, vespertino e noturno, visitarão
o espaço arquitetônico “Casa do Artesão” em Macapá-AP, a fim de verificar o conforto
térmico no local.
TIPO DE TRABALHO: Pesquisa de Campo

COORDENADOR: Prof. João Paulo Nardin Tavares, Meteorologista e Mestre em Ciências


Ambientais
PARTICIPANTES:
Acadêmicos da Turma: 5º semestre
CURSO:
Nome do Curso: Arquitetura e Urbanismo
COORDENADOR (A) DE CURSO:
Nome do (a) Coordenador (a) do Curso: Prof. Elizeu Correa dos Santos
TELEFONES INSTITUCIONAIS: CELULAR: E-mail:
3261 2133 8111-1858 arquitetoelizeu@yahoo.com.br
LOCAL:
Casa do Artesão (Centro de Macapá)
HORÁRIOS:
16:00 e 20:00 h
PERÍODO:
Outubro de 2011
CARGA HORÁRIA DA ATIVIDADE:
60 horas
ASSINATURA DA COORDENAÇÃO DE CURSO:
___________________________________
ASSINATURA DO PROFESSOR COORDENADOR:
___________________________________
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ
COORDENAÇÃO DO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO
DISCIPLINA CLIMA E CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO

DADOS GERAIS DO PROJETO

1. ÁREA DE ESTUDO: Conforto ambiental

2. OBJETIVO GERAL:
Fazer visita de campo na Casa do Artesão com propósito de verificar o conforto térmico

3. OBJETIVOS ESPECIFICOS:
Comparar a sensação térmica das pessoas que ali exercem suas atividades (trabalhadores,
turistas, etc.) com os índices de conforto térmico, e assim, poder determinar o conforto térmico
naquele espaço arquitetônico.
Sugerir modificações no projeto arquitetônico, se forem constatadas condições de desconforto.

4. JUSTIFICATIVA:
À Arquitetura cabe oferecer espaços compatíveis ao conforto térmico humano no interior dos
edifícios, sejam quais forem as condições climáticas externas. O projeto arquitetônico deve tanto
amenizar as sensações de desconforto impostas por climas muito rígidos, tais como os de
excessivos calor, frio ou ventos, como também propiciar ambientes que sejam, no mínimo, tão
confortáveis como os espaços ao ar livre em climas amenos (FROTA; SCHIFFER, 2001).
O município de Macapá (00o, 051oW) possui clima megatérmico, com marcante sazonalidade da
precipitação, temperaturas altas e pequena amplitude térmica durante o ano todo (INMET). Na
estação seca (Julho a Novembro) (FIGUEROA; NOBRE, 1990) a pouca cobertura de
nebulosidade que serve como barreira à radiação solar direta faz com que a temperatura à
superfície aumente, o que pode tornar o ambiente mais desconfortável.
Vários índices de conforto térmico foram criados para se avaliar o quanto um ambiente é
confortável (ou não). Diversos estudos utilizando esses índices foram conduzidos no Brasil,
como, por exemplo, Silva e Corrêa (2006); Costa et al (2006); Pereira et al (2004), etc.
Entretanto, poucos deles na Amazônia. O Estado do Amapá não dispõe de nenhum estudo dessa
natureza, então, a publicação desse estudo contribuirá para a produção do conhecimento
técnico-científico.
5. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
Para analisar as condições térmicas a que estão sujeitos as pessoas que visitam ou trabalham no
espaço considerado, serão realizadas duas medições das variáveis meteorológicas (temperatura
do ar e umidade relativa) por dia, no horário de funcionamento do espaço: a primeira no turno da
da tarde (16:00, medição 1) e a segunda no turno da noite (20:00, medição 2), no período de 01 a
30 de Outubro (perfazendo um mês de dados diários). Serão aplicados os índices de conforto
térmico humano (Rosenberg, 1983) e o índice de Conforto Equatorial de Webb, conforme
descritos a seguir.
5.1 Índice de Conforto Térmico Humano (I.C.H.)
O Índice de Conforto Humano (ICH) foi calculado pela fórmula descrita por
Anderson (1965), citada por Rosenberg (1983):

5
𝐼𝐶𝐻 = 𝑇𝑎 + 9 (𝑒𝑎 ) − 10 (1)

Para a qual Ta é a temperatura do ar em graus Celsius; ea é a pressão de vapor que pode ser
calculada do seguinte modo:

(𝑒𝑠 ∗𝑈𝑅)
𝑒𝑎 = (2)
100
Na qual, UR é a umidade relativa em porcentagem e es é a pressão de vapor do ar saturado e
pode ser calculada usando a equação de Tetens (1973):

7,5∗𝑇𝑎
[ ]
𝑒𝑠 = 6,1𝑋10 (237,3+𝑇𝑎 (3)

Na Tabela 1 encontra-se a classificação do grau de conforto térmico em função dos


valores de ICH obtidos.

Tabela 1 – Indices de conforto térmico humano


Valores de ICH Grau de conforto térmico humano
20-29 Confortável
30-39 Levemente desconfortável
40-45 Desconforto suportável
>45 Desconforto insuportável
Fonte: Adaptado de Anderson (1965)

5.2 Índice de Conforto Equatorial (I.C.E.)


Webb desenvolveu este índice para ser aplicado a habitantes de climas tropicais, de preferência
quente e úmido. Baseou-se em observações feitas em Cingapura, em habitações correntes e em
uma escala climática desenvolvida especialmente para condições tropicais, procurando
correlacionar os valores dessa escala com a sensação de calor, e chegou a um nomograma. O
gráfico de conforto de Cingapura foi elaborado com base em dados obtidos a partir da psicologia
experimental e análise de testes aplicados em indivíduos completamente aclimatados na região.
Esse gráfico indica a existência de um optimum em conforto na faixa de 25,5°C na escala I.C.E.
Webb estende a aplicabilidade de seu índice e de seu gráfico de conforto a habitantes de regiões
climáticas semelhantes a Cingapura, como, por exemplo, a Amazônia.
Serão também aplicados questionários às pessoas presentes no local e serão feitas observações
visuais das condições meteorológicas.
Para tanto, os alunos serão supervisionados no início, para aprender a manusear os
instrumentos, e depois procederão as medidas sozinhos. A análise dos dados ficará a cargo dos
alunos.
EFEITOS ESPERADOS:
Os resultados mostrarão as condições de conforto térmico no espaço arquitetônico Casa do
Artesão. Numa segunda etapa avaliativa, poderá ser elaborado artigo científico e submetido à
publicação em revista especializada em Arquitetura e Urbanismo.
DEMANDAS NECESSÁRIAS:
Visita ao espaço arquitetônico Casa do Artesão
RECURSOS:
Humanos: Acadêmicos e Professores
MATERIAIS:
Ofício do CEAP a instituição visitada.
Instrumentos de medição meteorológica (Termohigrômetro) fornecidos pelo CEAP
Pranchetas, papeis, canetas e lápis fornecidos pelo CEAP
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
COSTA, M.S.; FILHO, M.R.T.; CALHEIROS, A.F.; SANTOS, E.V. Avaliação do Conforto térmico
em enfermarias do Hospital Universitário da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). XIV
Congresso Brasileiro de Meteorologia, Florianópolis, 2006. Disponível em: <www.cbmet.com>
FIGUEROA, S.N.; NOBRE, C.A. Precipitations distribution over Central and Western Tropical
South America. Climanálise - Boletim de Monitoramento e Análise Climática, v. 5, n.6, p.36-45.
1990
FROTA, A.B., SCHIFFER, S.R. Manual de conforto térmico: Arquitetura, urbanismo. 5.ed. São
Paulo: Studio Nobel, 2001
INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA (INMET). Normais Climatológicas do Brasil 1961-
1990. Ver. Rev. Ampl. Brasília: Instituto Nacional de Meteorologia – Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, 2010.
PEREIRA, C.M.M.; COSTA, A.C.L.; GONÇALVES, P.H.L.; SILVA JUNIOR, J.A.S.; BRAGA, A.P.
Estudo do Conforto térmico no interior da Biblioteca Central do Campus Básico da UFPA. XIII
Congresso Brasileiro de Meteorologia, Fortaleza, 2004. Disponível em: <www.cbmet.com>
SILVA, T.F.; CORRÊA, M.P. Avaliação do Conforto Térmico em um ambiente hospitalar. XIV
Congresso Brasileiro de Meteorologia, Florianópolis, 2006. Disponível em: <www.cbmet.com>

PARTICIPANTES:

Turma Nome ASSINATURA


1 5ARQN ABENOR PENA AMANAJAS
5ARQN
2 ACASSIO ALMEIDA SOUTO
5ARQN
3 AILA QUERLEN DA SILVA PANTOJA
5ARQN
4 ANTONIA LIMA DE OLIVEIRA
5ARQN
5 EIDSON PAES LOBATO NEVES
5ARQN
6 ELIELTON SILVA SOARES
5ARQN
7 EMERSON SANTOS DOS SANTOS
5ARQN
8 FLAVIO DA SILVA
5ARQN
9 HERALDO DE CASTRO SILVA JUNIOR
5ARQN
10 IGUARACA GOUVEIA DOS SANTOS JUNIOR
5ARQN
11 JEOVANE ALMEIDA GUIMARÃES
5ARQN
12 JOSIMAR COELHO PINHEIRO
5ARQN
13 KARLA CRISTIANE GOMES DA SILVA
5ARQN
14 SAMARA KELLY MOITA DA SILVA
5ARQN
15 ULISSES FERNANDES CARDOSO
5ARQN
16 VANESSA DUARTE TORK
CEAP
17 JOÃO PAULO NARDIN TAVARES (PROFESSOR)
CEAP
18 ANA MARIA SILVA PANTOJA (PROFESSORA)

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ASSINATURA DOS PROFESSORES