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DISCENTES: BEATRIZ SARAIVA, LESLIE BRAZ E RODRIGO

CABRAL
DOCENTE: THAISA AMORIM
DISCIPLINA: FARMÁCIA HOSPITALAR
INTRODUÇÃO
❖Terapia medicamentosa durante a gravidez > estimar para a gestante e para o feto
a relação risco/benefício de farmacoterapias.
❖Tragédia com a Talidomida.
❖Classificação em categorias de risco.
❖A gestação oferece, no entanto, barreiras éticas e técnicas à realização de ensaios
clínicos > Farmacovigilância.
❖Baseada no conceito do Uso Racional de Medicamentos, a Organização Mundial
de Saúde (OMS) desenvolveu indicadores do uso de medicamentos.
❖RDC Nº 60, 2010 – Capítulo III, Art. 12 - substâncias ou classes terapêuticas e suas
categorias de risco na gravidez e no aleitamento necessitam de frases de alerta.
OBJETIVO
Averiguar os indicadores de prescrição descritos pela OMS em gestantes atendidas
no serviço de referência ao pré-natal de alto risco

Automedicação Ocorrência de possíveis


Doenças de alto risco
reações adversas

identificando os medicamentos e
Possíveis interações em prescrições que
suas respectivas classes
contém mais de um medicamento
farmacológicas mais prescritas

Classificar conforme FDA em E assim, agregando a


categorias de risco para o uso importância da Atenção
de medicamentos na gravidez
Farmacêutica.
METODOLOGIA
Policlínica Francisco Carlos Cavalcante Roque, Quixadá- CE

Período de março a maio de 2016.

População composta inicialmente por 120 gestantes atendidas


pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

Exclusão de 25 gestantes que não


foram geradas prescrições e 10 Foram analisadas prescrições de
menores de idade e 5 que 80 gestantes de alto risco
recusaram a participação
METODOLOGIA 2ª
1ª ETAPA
ETAPA
Foi traçado o perfil sócio econômico e
colhido informações em relação a
doença, automedicação, motivos do
uso dos medicamentos e possíveis
ocorrências de reações adversas

Conforme a OMS, baseados


no manual How to Investigate
Drug Use em Health Facilities
METODOLOGIA
❖Para identificar os medicamentos padronizados e não padronizados –
Utilizou-se a Relação Municipal de Medicamentos (REMUME) vigente na
Secretaria Municipal da Saúde do município de Quixadá-CE para o ano de
2016.
❖Para que o medicamento fosse considerado prescrito pela denominação
genérica
Foi utilizada como referência a Denominação Comum Brasileira (DCB) e
nos casos onde esta não estava presente, utilizava-se a Denominação Comum
Internacional (DCI).
❖Para a avaliação da qualidade da prescrição
Analisou-se a proporção dos critérios propostos baseado no Guia para Boa
Prescrição Médica.
METODOLOGIA
❖Para avaliar a legibilidade das prescrições
Utilizou-se a classificação adotada por Rosa et al., que recomenda que as palavras sejam
examinadas separadamente, evitando interpretação ou dedução.
❖A classificação dos medicamentos prescritos em categorias de risco
Foi conforme o preconizado pela FDA (Food and Drug Administration) para o uso de
medicamentos na gravidez.
Classe A - que designa drogas seguras na gravidez
Classe B - que incorpora drogas sem riscos
fetais em animais, mas sem estudos em humanos
Classe C - que contém drogas teratogênicas em
animais, porém sem estudos em humanos Classe D - que designa drogas que geram
efeitos adversos ao feto, mas pode-se
considerar relação risco benefício
Classe X - cujas drogas são contraindicadas na
gestação por prover teratogenicidade em humanos
METODOLOGIA
❖A análise de interações medicamentosas potenciais, gravidade e possíveis efeitos
Foram realizadas através do programa Drug Interaction Facts on Disc®, ano de
1999, do (PR) Vade-Mécum® 2005-2006, e de revisão da literatura.
❖Assim, após estruturação dos dados, as informações pertinentes foram analisadas
estatisticamente. A abordagem quantitativa foi avaliada pelo método de SPSS.
RESULTADOS
● Idade gestacional: 8 a 39 semanas / média
24 semanas;

● 5 gestantes são fumantes e 0 gestantes que


fazem uso de drogas;

● A fonte de orientação sobre o uso de


medicamentos:

Médicos: 39 gestantes;
Farmacéutico: 28 gestantes;
Enfermeiros: 12 gestantes;
Internet: 1 gestante;
RESULTADOS
AUTOMEDICAÇÃO MEDICAMENTO
● 27 gestantes; ● Dipirona
● 3 sentiram-se mal; ● Ibuprofeno
● cefaleia, êmese ● Dimenidrinato
e náuseas
INDICAÇÃO
● 2 gestantes
pela mãe; 33 medicamentos usados pela
automedicação

● 25 por conta ●


Ibuprofeno (27%)
Dipirona (18%)
Bromoprida (6%)

própria; ●

Paracetamol (40%)
Dimenidrato (9%)
RESULTADOS
RESULTADOS
● 80 prescrições: 99
medicamentos prescritos

● Metildopa (20%); Sulfato


ferroso (11%); Cefalexina
(8%).

● 29 (36,25%) Nome comercial


69 (86,25%) Nome genérico
CLASSIFICAÇÃO PORCENTAGEM (%)
TERAPÊUTICA

RESULTADOS Antianêmicos 20,2

Anti-hipertensivo 19,1

Anti-inflamatório Não 14,1


● Drug Interaction Facts on Disc e Esteroidais (AINEs)
Programa (RP) Vade-Mécum:
não foram detectadas interações Antibiótico 13,1
entre os medicamentos Antiasmático 10,1
prescritos.
Anticoagulante 4,1

Antiviral 2
● 80% comprimidos, 6% solução Antifibrinolítico 2
oral; 5% solução injetável; 3% anti-hemorrágico
cápsula; 3% spray e 2%
Imunossupressores 1
creme/pomada.
Antiespasmódicos 1

Antidiabético oral 1
RESULTADOS
RESULTADOS 22% Categoria A bastante remota a
possibilidade de dano
fetal.
● 3º semestre da gravidez foi
o período mais relatado
44,4% Categoria B prescrição com cautela.
pelas gestantes;
equivalente a 27º a 40º
semana; 27,4% Categoria C prescrição com risco.

6% Categoria D prescrição com Alto


● Classificação em categorias Risco.
de risco para o uso de
medicamentos na gravidez 0 Categoria X prescrição
(contraindicada).
de acordo com a FDA;
RESULTADOS GUIA PARA BOA PRESCRIÇÃO MÉDICA
● 100% delas os dados de
MEDICAMENTOS CATEGORIA C identificação do paciente não
apresentaram idade e sexo.

● LORAZEPAM
● DIPROPIONATO DE MEDICAMENTOS CATEGORIA D ● Todas possuíam o nome do
BECLOMETASONA medicamento ou da substância
● SALBUTAMOL prescrita sob a forma da DCB.
● ESCOPOLAMINA
ASSOCIADO A
DIPIRONA ● 51,25% das gestantes consideraram
● IBUPROFENO
legível as informações.
DISCUSSÃO
● Faixa etária: 13 a 45
anos;
● Predominante: 28 a 38 ● Maior prevalência 29-39 anos: Ministério da
anos - 54 mulheres;
Saúde evidencia que < 18 ou > 30 são
fatores geradores de risco na gestação

● 53 (36,55%) mulheres
Beserra et al apresentaram ensino
145 gestantes médio completo;

● Escolaridade =
repercussão na
● 64 (44,14%) 1 salário; qualidade e assistência
pré-natal;

● 70 (48,28%) 1-2
salários;
● Grau de instrução e uso do medicamento durante a
gestação - não teve diferença estatisticamente significativa;

DISCUSSÃO ● Automedicação - 33,75% - Orçamentário limitados e


estrutura organizacional representada pelo SUS não
apresenta patamar suficientemente eficiente;
● Média de idade
apresentou 23,7
anos - 80 (40%) das ● Sores et al.: 8,25% automedicação - 245 gestantes;
mulheres.

● 70-34,1% Ensino
Melo et al. Fundamental Nunes et al.
205 gestantes Incompleto;

● 95 (46,4%) casadas; ● Dimenidrato e


Ibuprofeno -
eméticos;
DISCUSSÃO ● Não foi possível realizar uma relação
tabagismo e ingestão de bebida alcóolica com
má formação fetal;
● 11,3% fumantes
durante a gestação;
● 75,7% até o final da
gestação;

Doenças de alto risco

Rocha et al. ● Infecção - 39% - Urinária,


336 gestantes Vaginal e Intestinal;

● Hipertensão Gestacional - 25%

● 16% relataram a
ingestão de bebidas
alcóolicas;
● 59,6% até final do 3º
trimestre;
DISCUSSÃO
● Doença hipertensiva
específica da
● De acordo com prontuário médico 368 gravidez - 135
(36,7%);
(60,2%) das entrevistadas apresentaram
algum tipo de morbidade na gravidez por
ocasião do internamento;

Carvalho e Araújo
612 no pós parto

Ministério da Saúde
Complicações hipertensivas na gravidez são a
maior causa de morbidade e mortalidade materna e ● Pré-eclâmpsia 107
fetal - 10% de todas as gestações. (29,1%)
DISCUSSÃO
ANTI INFLAMATÓRIO ANALGÉSICO MAIS ANTI HIPERTENSIVO ANTIBIÓTICO MAIS
MAIS INDICADO INDICADO MAIS INDICADO CITADO

PREDNISONA PARACETAMOL METILDOPA CEFALEXINA


DISCUSSÃO
● Princípios ativos utilizados com maior frequência

Ácido Fólico
Butilescopolamina (23,7%) Sulfato Ferroso
(5,5%) (21,6%)

Menezes et al.

Dimenidrinato Paracetamol
(6,9%) (12,4%)
Vitaminas
(10,4%)
DISCUSSÃO ● Automedicação foi
referida por 37 (11,3%)
gestantes.
● Os tipos de medicamentos mais utilizados por Rocha et al.

57.7% 14,1% 10% 5,2%

3% 2,6% 1,4% 0,9% 0,1%


DISCUSSÃO
● No estudo de Galato et al., foi citado que 18,8% das gestantes faziam uso em
uso de pelo menos um medicamento pertencente à classe D e X.

● O baixo percentual de medicamentos prescritos pelo nome genérico repercute na


necessidade de medidas voltadas à conscientização e à capacitação dos
prescritores quanto às vantagens inerentes dessa nomenclatura na prescrição de
medicamentos.

● Albuquerque e Tavares avaliaram 1.138 prescrições do mês de junho de 2009, e


obtiverem uma média de 7,5 medicamentos por prescrição, sendo considerado um
valor alto ressaltando as grandes possibilidades da ocorrência de reações
adversas à interações medicamentosas
DISCUSSÃO

● Quando o indicador analisado foi prescrição pela LMP (Lista de Padronização


de Medicamentos), o resultado foi de 87,3%, o que aponta uma alta aceitação
da lista, sugerindo uma padronização correta baseada na necessidade da clínica,
já a porcentagem de medicamentos prescritos pelo nome genérico foi de 64%.

● Mortari, Henn e Paniz sobre os indicadores de prescrição da OMS, obteve um


número médio de medicamentos por receita de 2,6, com 21,5% de medicamentos
prescritos pelo nome genérico, 40% de receitas que continham pelo menos um
antibiótico, 59,4% de receitas em que se prescreveu ao menos um medicamento
injetável e 58% de medicamentos prescritos incluídos na lista de medicamentos
essenciais para o município de Mirassol.
CONCLUSÃO
● Os resultados indicaram baixa tendência à polifarmácia, ressaltando a importância da
análise, com o intuito de eliminar a presença de medicamentos desnecessários, levando em
conta o custo-benefício e promovendo a segurança da paciente.
● Quanto à qualidade da prescrição, o estudo identificou a ausência de informações essenciais
para a utilização correta e segura dos medicamentos. Os resultados mostram lacunas
importantes no processo que envolve o ato de prescrever e não observação desses critérios
compromete a integridade física, e até mesmo a vida dos usuários em questão (a mãe e o
bebê).
● Portanto o presente estudo considera a necessidade de melhorar a informação aos
prescritores sobre o uso racional de medicamentos, visando à segurança das gestantes. Além
disso, deve-se avaliar a necessidade de conscientizar os profissionais a respeito dos cuidados
na adoção da denominação genérica de medicamento no âmbito dos serviços de saúde.
REFERÊNCIAS
❖SILVA, N. F. Atenção Farmacêutica em Gestantes. Universidade Estadual Paulista.
Araraquara-SP, 2013
❖RESOLUÇÃO - RDC Nº 60, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2010. Agência Nacional de
Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde.
FIM!!