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paraná santa catarina rio gr. do sul edição nº 47 | março 2014 | r$

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hERCíLIO LUz
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A polêmica ponte que todo mundo ama
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Lagoa da ConCeição O Mar de dentrO de FlOripa
Lagoa da ConCeição
O Mar de dentrO de FlOripa
mundo ama Lagoa da ConCeição O Mar de dentrO de FlOripa REMÉDIOS CONTRA ENJOO O que

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MEU PRIMEIRO BARCO

12 dúvidas na hora de escolher e comprar

ESTALEIRO EM CRESCIMENTO

A nova fase da Sessa em Santa Catarina

PRIMEIRO BARCO 12 dúvidas na hora de escolher e comprar ESTALEIRO EM CRESCIMENTO A nova fase
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BARCO.

Aconteceu Embaixada FErrEtti Em JurErê intErnacional A Ferretti elegeu a praia mais famosa de Santa

Aconteceu

Embaixada FErrEtti Em JurErê intErnacional

Aconteceu Embaixada FErrEtti Em JurErê intErnacional A Ferretti elegeu a praia mais famosa de Santa Catarina
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A Ferretti elegeu a praia mais famosa de Santa Catarina para receber convidados e mostrar
A Ferretti elegeu a praia mais famosa
de Santa Catarina para receber
convidados e mostrar o seu novo barco
O Simple
on the Beach
foi o local
escolhido
para virar
“embaixada”
de praia da
marca no país
novo evento
No quente
verão de Jurerê
Internacional,
Romain Jousselin,
Helô e Jaimes
de Almeida, Cris
Tedesco, Eduardo
Gutierrez, Lisa
Reidt e Ricardo
Kurtz brindaram
com Marcio
Christiansen,
dono do estaleiro
(abaixo)
A nova Ferretti foi apresentada pela
primeira vez no Brasil nas águas de Jurerê
náutica Sul
11
jorge de souza
fotos divulgação/adriel douglas

fotos divulgação

fotos divulgação “ O passeio foi organizado pela revenda Jetpoint e levou os jets até Porto
fotos divulgação “ O passeio foi organizado pela revenda Jetpoint e levou os jets até Porto

O passeio foi

organizado pela revenda Jetpoint e levou os jets até Porto Belo

Aconteceu

JEt-paSSEio Em balnEário camboriú

Praias de Santa Catarina abriram a temporada nacional de passeios Sea Doo

muitos jets

O dia bonito

contribuiu para que muitos donos de jets aderissem ao passeio, que

incluiu várias praias da região e animou bastante

a turma

fotos divulgação
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volta na ilha

Perto de 100 jets participaram do mais famoso passeio náutico de Floripa: a volta na Ilha de Santa Catarina

náutico de Floripa: a volta na Ilha de Santa Catarina “ O passeio durou cinco horas
náutico de Floripa: a volta na Ilha de Santa Catarina “ O passeio durou cinco horas
náutico de Floripa: a volta na Ilha de Santa Catarina “ O passeio durou cinco horas

O

passeio durou cinco horas e foi organizado pela loja Mega Jet

horas de mar

Durante a longa travessia, os

participantes

fizeram uma

parada para

reabastecimento

e outra na Ilha do

Campeche, para

voltar a reunir

o grupo

Dar a volta

na ilha é o sonho de qualquer dono de jet

12 náutica Sul

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SUA VIDA A BORDO DE NOVAS SENSAÇÕES.

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Aconteceu

Aconteceu GRANDIOSOæ NOæ PROJETO.æ vElaS latinoamErica Itajaí sediou a única escala brasileira da regata dos barcos
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vElaS latinoamErica

Itajaí sediou a única escala brasileira da regata dos barcos mais bonitos da América do Sul

da regata dos barcos mais bonitos da América do Sul MINUCIOSOæ NOSæ DETALHES.æ PRECIOSOæ NAæ LOCALIZAâ

MINUCIOSOæ NOSæ DETALHES.æ

PRECIOSOæ NAæ LOCALIZAâ

O.

MINUCIOSOæ NOSæ DETALHES.æ PRECIOSOæ NAæ LOCALIZAâ O. “ Mais de 25 000 pessoas visitaram os grandes

Mais de 25 000 pessoas visitaram os

grandes veleiros, de seis países diferentes

Grandes e coloridos Na regata, só participam grandes barcos das marinhas de países latino-americanos e, em cada porto, eles são abertos para visitação. Em Itajaí, o público compareceu em massa

í

visitação. Em Itajaí, o público compareceu em massa í 3 ou 4 SUÍTES VISITE O ESPAÇO
3 ou 4 SUÍTES
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Em Itajaí, o público compareceu em massa í 3 ou 4 SUÍTES VISITE O ESPAÇO DE

VISITE O ESPAÇO DE VENDAS MAIS CHARMOSO DA CIDADE, NA AV. BATEL, 1550.

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Todas as imagens utilizadas neste material são meramente ilustrativas. Possíveis alterações de projeto serão executadas de acordo com o memorial descritivo do empreendimento. Incorporação Registrada sob o R2 da matrícula nº 102.570 do Livro nº 2 – Registro Geral do Ofício de Registro de Imóveis da 6ª Circunscrição da Comarca de Curitiba-PR. Efetivado em 18/06/2013.

divulgação/nelson robledo
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de Imóveis da 6ª Circunscrição da Comarca de Curitiba-PR. Efetivado em 18/06/2013. divulgação/nelson robledo
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bruna passos

Aconteceu

ElEiÇÃo na amFri

Ana Paula da Silva, prefeita de Bombinhas, é a nova presidente da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí

da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí a e A nova presidente da entidade

a

e

A nova

presidente da

entidade e o

segundo vice,

o prefeito de

Ilhota, Daniel

Bosi

Primeira

o seGundo

Dez municípios fazem

parte da associação, que visa melhorar toda a região

criaÇÃo do Grupo náutico

Governo catarinense cria Grupo de Trabalho para estimular as ações náuticas no estado

de Trabalho para estimular as ações náuticas no estado fotos divulgação lEGaliZaÇÃo dE marinaS Através da
fotos divulgação
fotos divulgação
estimular as ações náuticas no estado fotos divulgação lEGaliZaÇÃo dE marinaS Através da Acatmar, oito marinas

lEGaliZaÇÃo dE marinaS

Através da Acatmar, oito marinas de Santa Catarina foram regulamentadas

Acatmar, oito marinas de Santa Catarina foram regulamentadas juntos é mais fácil A Associação de Marinas

juntos é

mais fácil

A Associação

de Marinas

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jorge de souza

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barcos a

quatro mãos José Galízio Neto

e Massimo Radice

agora mais juntos

do que nunca e com o objetivo

de transformar

a Sessa em líder

na sua faixa de

mercado

Força dupla

Ao contrário da grande maioria dos estaleiros brasileiros, a Intech Boating, de Santa Catarina, vai bem, obrigado, como garante o empresário José Neto, que, no ano passado, incorporou a Sessa Brasil, mas manteve

Massimo Radice na casa

a Sessa Brasil, mas manteve Massimo Radice na casa por jorge de souza C inco anos

por jorge de souza

C inco anos atrás, o estaleiro italiano Sessa Marine de- sembarcou no país, atraído pelo então estupendo crescimento do mercado brasileiro de barcos. Seu ob- jetivo era exportar alguns de seus barcos para cá e fa-

bricar outros modelos aqui – razão pela qual já chegou procu- rando um parceiro local, que os produzisse no Brasil. Cinco anos depois, o mercado mudou e os planos da Sessa, também – mas ela continua no país e, agora, mais firme do que nunca. No final do ano passado, a Sessa Brasil foi incorporada pela In- tech Boating, de Santa Catarina, em cujas instalações já eram pro- duzidos os barcos da marca italiana no Brasil. E a incorporação está dando um excepcional empurrão à marca no país, como contam, nas páginas seguintes, os dois responsáveis pela nova fase da Sessa, o empresário José Antônio Galizio Neto, dono da Intech, e Massimo Radice, diretor de produção dos barcos no Brasil.

Náutica Sul

21

fotos jorge de souza

SeSSa

fotos jorge de souza SeSSa nova fábrica Na moderna nova sede da Intech Boating, em Palhoça,

nova fábrica Na moderna nova sede da Intech Boating, em Palhoça, o galpão está repleto de lanchas sendo construídas e não há sinais de crise

duo o trabalho de conquistar novos clientes, porque o com- prador agora é bem mais exi- gente. Além disso, a oferta au- mentou bastante e, felizmente, por conta da chegada dos im- portados, a qualidade dos bar- cos nacionais também. Mas penso que os fabricantes em ge- ral precisam se acostumar a tra- balhar com margens de lucro bem menores do que no passa- do, porque esta é a nova reali- dade. Não existe mais margens de lucro de 30 ou 40%, como era antigamente. Hoje, 10 a 12% tem que ser o objetivo e, nes-

te momento, 5 ou 6% é o que está dando para atingir. Nós es- tamos sacrificando a nossa mar- gem, mas fazemos isso com os dois pés no chão, porque faz parte da nossa estratégia para conquistar mercados. Está, sem dúvida, pior para quem produz, mas bem melhor para quem quer comprar ou trocar de bar- co, porque a oferta aumentou,

a qualidade também, mas não

os preços. De maneira geral, os

estaleiros precisam reaprender

o próprio negócio deles.

Dê um exemplo disso (José Neto) A questão dos for- necedores de equipamentos

C onstruir barcos de passeios já estava nos planos do paulistano, ra- dicado há mais de 30 anos em Santa Catarina, José Neto, quan- do ele fundou a Intech Boating, inicialmente para produzir ape- nas barcos de serviço. Mas ele não queria fazer isso sozinho e

imaginou que, um dia, poderia se associar a alguma marca estrangeira. Não poderia ter havido situação mais perfeita do que quando ele conhe- ceu o italiano (hoje mais apaixonado por Florianópolis do que muito ma- nezinho da ilha) Massimo Radice, que buscava justamente aquilo: um es- taleiro parceiro brasileiro. Há três anos, a Intech começou a produzir os barcos brasileiros da Sessa na sua antiga fábrica, em São José, na Gran- de Floripa. E, no ano passado, incorporou de vez a marca, depois de um acordo entre Neto e Massimo — o primeiro ficou dono do negócio e o outro passou a cuidar diretamente da produção dos barcos, na nova e bo- nita fábrica em Palhoça, também nos arredores de Florianópolis. “Duas cabeças pensam melhor do que uma e quatro mãos fazem mais do que duas”, brincam os dois empreendedores, agora mais do que nunca uni- dos no objetivo de fazer a marca Sessa, que já vendeu quase 100 barcos no país, ser uma das maiores do segmento das lanchas de médio porte no Bra- sil nos próximos cinco anos, como contam nesta dupla entrevista a seguir.

“Para nós, está bom”

O que mudou com a incor- poração da Sessa Brasil pela Intech? (José Neto) Na teoria, Sessa e Key Largo passaram a ser linhas de barcos da Intech Boating, que também continuará produ- zindo os barcos de serviço da marca Intech. Mas, na prática, nada mudou, porque a Intech já vinha produzindo, desde o prin- cípio, todos os barcos da Sessa Marine no Brasil. A diferença é que, antes, a Sessa era clien- te da Intech e hoje é parte inte- grante dela, digamos assim. De novidade mesmo, só há a nossa nova fábrica, que já foi construí- da pensando nesta incorporação

e no crescimento da produção.

Tanto que ela é bem maior do que a anterior.

Como está o mercado náuti- co brasileiro no momento? (José Neto) Não posso falar por todos, mas, para nós, está bom. Estamos produzindo qua-

tro barcos por mês, entre as li- nhas Key Largo e Sessa e temos

a nossa produção já vendida

pelos próximos quatro meses, podendo chegar a seis barcos mensais. Claro que a situação do mercado já esteve melhor

tempos atrás, que ele está mais competitivo do que aquecido,

e que, a cada dia, fica mais ár-

do que aquecido, e que, a cada dia, fica mais ár- para os barcos, por exemplo.

para os barcos, por exemplo.

A

maioria dos estaleiros sufo-

ca

os seus fornecedores, porque

não permite que eles trabalhem para outras marcas. Todos que- rem “exclusividade”, porque te- mem que eles ajudem a me- lhorar os concorrentes. Isso é uma maldade com os coitados, que não fazem parte do estalei- ro, mas, se ele for mal e fechar as portas, eles quebram tam- bém. Fornecedor que fica pre- so a apenas um estaleiro não cresce, porque depende só da produção dele, e, se o fornece-

dor não crescer, também não terá como investir nem, con- sequentemente, como melho- rar a qualidade do que produz. Mas, infelizmente, poucos esta- leiros pensam – e agem – como nós, que tratamos muito bem os nossos fornecedores.

Estamos

produzindo quatro barcos por mês e nossa produção de quatro meses já está vendida”

José Neto

produção de quatro meses já está vendida” José Neto A Sessa veio para o Brasil cinco

A Sessa veio para o Brasil

cinco anos atrás. Onde ela

pretende estar daqui a cin-

co anos?

meta

é crescer entre 10 a 15% por ano, tanto em produção quanto em faturamento. Sabemos que não

(MassiMo Radice)

Nossa

é algo fácil, especialmente nes- tes tempos, mas temos um plano bem realista para atingir isso. Nos próximos anos, vamos lançar mais três ou quatro novos modelos de barcos, mas todos dentro da fai- xa que elegemos para ser a nossa praia: a das lanchas entre 30 e 50 pés de comprimento. É nela que queremos ser líder de mercado. Ou, pelo menos, estar bem perto disso daqui a cinco anos.

Vocês, então, veem o merca- do com otimismo (José Neto) Eu diria que nós confiamos bastante, tanto no potencial do mercado brasileiro de barcos de lazer, que, a bem da verdade, ainda é tão peque- no que só tende a crescer, quan- to na qualidade dos barcos que produzimos frente à nossa con- corrência. Tenho ouvido bastan-

22

Náutica Sul

Náutica Sul

23

SeSSa

te os outros fabricantes falarem em “crise no setor”, mas altos e baixos fazem parte de qualquer atividade. Se, neste instante, não se está vendendo tantos barcos quanto há três anos é porque a realidade mudou e é preciso se ajustar a isso. Mas gente interes- sada em ter um barco para passe- ar nos fins de semana continua existindo. Cada vez mais, por si- nal. Cabe aos estaleiros conse- guir meios de chegar até eles.

Muitos estaleiros têm opta- do por lançar barcos cada vez maiores como forma de aumentar o lucro nas unida- des vendidas e ainda ganhar prestígio com isso. A Sessa, que produz lanchas de até 68 pés fora do país, não pensa em fazer o mesmo aqui?

(MassiMo Radice) Por enquan-

to, não. Claro que sabemos construir lanchas maiores e te- mos todos os recursos para isso, tanto de mão de obra nacio- nal quanto de engenharia ita- liana naval. Mas nosso plano, por hora, é ficar mesmo na fai- xa dos barcos de 30 a 50 pés. Não queremos abraçar todo o mercado de uma só vez, pro- duzindo barcos de 18 a 90 ou 100 pés, porque isso não dá cer- to. Os compradores desses ti- pos de barcos são bem distin- tos entre si e isso implica em operações distintas para ven- der e, principalmente, atendê- los. Não dá para misturar tudo nem querer ser líder em todos os segmentos. São quase como marcas diferentes. Temos ple-

os segmentos. São quase como marcas diferentes. Temos ple- linha sessa Em breve, o modelo F42

linha sessa Em breve, o modelo F42 (acima) ganhará uma versão sem

flybridge e a linha

C (ao lado) terá

mais barcos no cardápio, garante

a dupla

fotos divulgação
fotos divulgação

Os estaleiros

precisam aprender a trabalhar com margens de lucro menores. Acabou a era dos 30%”

José Neto

margens de lucro menores. Acabou a era dos 30%” José Neto na consciência disso e optamos

na consciência disso e optamos por crescer dentro de uma faixa apenas. Por enquanto.

Mas nesta faixa a concorrên- cia é bem forte, não? (José Neto) Sim, mas isso não é de todo ruim para nós. Eu até diria que é bom, porque, como sabemos que produzimos bar- cos de qualidade, a comparação

é algo favorável para nós. Adora- mos quando alguém pede para

testar nosso barco e sentir como ele navega. Somos os primeiros

a estimular isso, porque temos

certeza de que, depois de sen- tir a extrema tranquilidade da navegação das nossas lanchas, a pessoa irá pensar duas vezes an- tes de optar por outro barco. E, se optar, ficará com aquela sen- sação gravada na mente e isso, um dia, a levará a ter uma Ses- sa ou Key Largo, dependendo do estilo de barco que ela prefi- ra. Outro dia, fui apresentado a um rapaz que tem barco de ou- tra marca, mas que já navegou no nosso. Ao saber que eu era da Sessa, ele disse: “É o meu sonho de consumo; um dia eu terei uma!”. É nisso que acreditamos:

na qualificação cada vez maior dos donos de barcos, que já não são bobos e sentem a diferença entre um barco e outro. Quan- to mais pessoas experimenta-

que já não são bobos e sentem a diferença entre um barco e outro. Quan- to
que já não são bobos e sentem a diferença entre um barco e outro. Quan- to
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divulgação

SeSSa

rem os nossos barcos, melhor – tanto para eles quanto para nós.

Qual, na opinião de vocês, é o maior problema do se- tor náutico do Brasil atual- mente? (José Neto) A falta de vontade política de fazer o setor crescer. Como a questão das marinas, por exemplo, que talvez seja o maior gargalo do setor atual- mente. Canso de ver gente que não tem onde guardar o barco que comprou ou, se já tem um barco, não pode trocá-lo por ou- tro maior, porque a sua mari- na não comportaria isso. Clien- tes nossos já deixaram de trocar a Sessa C36 pela C40 porque os equipamentos da marina não su- portariam o maior peso do mo- delo maior. É o mesmo que o sujeito não poder trocar de car- ro, mesmo tendo recursos para isso, porque na vaga que ele tem no estacionamento só cabe car- ro pequeno. A carência de ma- rinas, causada, em boa parte, pe- las dificuldades em conseguir todas as licenças ambientais para construí-las, e a precarieda- de da grande maioria das já exis- tentes, que não conseguem am- pliar pelo mesmo motivo, são, na minha opinião, os dois gran- des entraves práticos do setor no momento. Mas há outros.

Quais?

(José Neto) Xi, a lista é enor-

E não atinge só os que pro-

duzem barcos, mas também os que os usam, ou seja, os do- nos de barcos também sofrem

me

que os usam, ou seja, os do- nos de barcos também sofrem me um bocado. Eles

um bocado. Eles sofrem no bol- so, na marina, na burocracia e, principalmente, na manuten- ção da embarcação. Barco, no Brasil, é pouco usado e, quan- to menos você usar um barco, mais ele precisará de manuten- ção, para estar realmente pronto quando você for usá-lo. Quem não cuida da manutenção ou não tem um barco de qualidade excepcional que exige um pou- co menos disso, corre o sério ris- co de não poder usá-lo quando, finalmente, surgir a oportunida- de. O cara chega na marina sá- bado de manhã, todo entusias- mado, e descobre que a bateria está arriada ou a fiação em cur- to. Por isso, também é tão im- portante que o barco seja bem construído. Barco de qualidade exige menos manutenção, mas, ainda assim, precisa dela — e é aí que as marinas muitas vezes

projetos com cautela Por enquanto, a empresa ficará na faixa dos barcos de 30 a 50 pés de comprimento, embora o escritório da Sessa na Itália já tenha lanchas maiores projetadas

Vamos lançar

mais três ou quatro barcos, mas todos na faixa entre 30 e 50 pés de comprimento”

MassiMo Radice

na faixa entre 30 e 50 pés de comprimento” MassiMo Radice falham. Por isso, nas nossas

falham. Por isso, nas nossas pes- quisas, dedicamos mais atenção

ao tipo de uso que o cliente faz

com o barco do que ao tipo de barco que ele prefere. Daí, por exemplo, as churrasqueiras, que não existem nas Sessas italianas. Brasileiro gosta de fazer chur- rasco no barco e, portanto, todo barco tem que ter churrasqueira. Isso é adequar um barco ao uso que dele se espera.

A decisão da Sessa Brasil de se estabelecer em Sant a Ca- tarina foi acertada? (José Neto) Não conheço ou- tro estado melhor para uma fá- brica de barcos. Atualmente, o Rio de Janeiro até oferece mais

vantagens fiscais, mas, em Santa Catarina, o governo entende os problemas do setor e tenta aju- dar os empresários da área náu- tica, embora ainda exista muito

a ser feito, como no caso das ma- rinas, por exemplo. Mas, pelo menos, existe boa vontade e ca-

pacidade de ouvir o que o setor precisa. O estado quer realmen-

te crescer e já tem uma cultura

industrial arraigada. Além disso, tem o benefício da rede de for- necedores náuticos já estabele- cida e da mão de obra bem qua- lificada, além de trabalhadora.

O fato de possuir estaleiros do

gênero há muito tempo, como

a Schaefer, a quem atribuo mui-

tos méritos por isso, contribuiu para formar gente especializada,

26 Náutica Sul

como a Schaefer, a quem atribuo mui- tos méritos por isso, contribuiu para formar gente especializada,

SeSSa

que sabe – e gosta – de construir barcos. Santa Catarina é, hoje, o melhor porto para qualquer es- taleiro de barco de passeio.

Mas quando a Sessa chegou ao Brasil, pensava, também, em importar barcos da Itália, além de produzir alguns mo- delos aqui. Isso continua?

(MassiMo Radice) Sim, mas não

é mais o nosso objetivo. Hoje so- mos uma fábrica brasileira, que produz barcos projetados na Itá- lia e que, se ainda usam alguns componentes importados, é para melhora de qualidade, como, por exemplo, os tecidos dos es- tofados. As importações de bar- cos inteiros, embora possíveis de serem feitas e que faziam parte do plano inicial da Sessa, foram penalizadas pela alta do dólar e pelo injusto aumento nas taxas de importação, que praticamen- te inviabilizaram essas opera- ções. No começo, usamos tam- bém os barcos importados para “testar” o mercado brasileiro e avaliar a aceitação que os nossos modelos teriam aqui. Quando o

Adoramos

quando alguém pede para testar nossos barcos e sentir como eles navegam”

José Neto

nossos barcos e sentir como eles navegam” José Neto sucesso ficou claro, passamos a produzi-los no

sucesso ficou claro, passamos a produzi-los no país, o que já es- tamos fazendo há três anos. E es- tamos tão empenhados nisso que praticamente demos um tempo na produção dos barcos de ser- viço da Intech, para concentrar esforços na produção das linhas Sessa e Key Largo. Neste mo- mento, há seis unidades sendo construídas ao mesmo tempo, o que ocupa a fábrica inteira.

Ao que vocês atribuem o su- cesso da marca no Brasil?

outra linha Além da linha Sessa, a marca também possui a série Key Largo, de lanchas abertas, que também são produzidas no Brasil pela Intech

divulgação
divulgação

(MassiMo Radice) A alguns fato-

res, como o bom tripé de susten- tação que temos: a forte marca Sessa, a experiência e recursos para construir bons barcos da Intech e a penetração e força de venda – e pós-venda – das lojas Regatta, que são nosso maior re- presentante no Brasil. Já no que diz respeito aos barcos, um de- les, certamente, é o design mo- derno, algo também muito valo- rizado pelos brasileiros. Mesmo na Itália, país com larga tradi- ção em design, nossos barcos sempre foram muito elogiados

pelo estilo, cuja inspiração, mui- tas vezes, veio dos automóveis

– e os brasileiros também ado-

ram carros. Outro ponto forte é

a qualidade dos barcos, tanto na

construção quanto na navega- ção. Eles são seguros, têm nave- gação excepcional e baixíssima depreciação no mercado, coisa de apenas 15% em dois ou três anos de uso, o que não se vê por aí. Também navegam bem e rá- pido. Tanto que fazemos ques- tão de colocar os números de performance nas fichas técni- cas, como garantia de que se- rão atingidos. E ainda pratica- mos preços justos, idênticos para qualquer cliente e na média das faixas, embora nossos barcos es- tejam bem acima disso. Ou seja, para o que eles oferecem, são ótimos negócios, porque têm ex- celente valor agregado. E falo isso com absoluta tranquilida- de, porque sei que não serei des- mentido pelos fatos.

(José Neto) E eu assino embaixo.

tranquilida- de, porque sei que não serei des- mentido pelos fatos. (José Neto) E eu assino
tranquilida- de, porque sei que não serei des- mentido pelos fatos. (José Neto) E eu assino
tranquilida- de, porque sei que não serei des- mentido pelos fatos. (José Neto) E eu assino

patrick rodrigues

texto e fotos jorge de souza

a

lagoa

uma que

são duas Um caprichoso filete de água, sobre o qual passa

a única ponte que

atravessa a Lagoa da Conceição, a divide em duas: a Lagoa de Dentro

e a de Fora. Mas a beleza não muda

da

Com praias, água salgada e muito espaço para navegar, a LAGOA DA CONCEIÇÃO, em Floripa,
Com praias, água salgada e
muito espaço para navegar,
a LAGOA DA CONCEIÇÃO,
em Floripa, é quase um mar
do lado de dentro da ilha

I lHa

lagoa da conceição

A

Lagoa da Conceição

não é apenas um dos car-

tões-postais da ilha que abriga Florianópolis, ao lado das suas

lindas praias e da Ponte Hercílio Luz

(tema de outra reportagem desta edição).

Também não é apenas o local mais vene- rado pelos moradores da ilha, que, com raras

exceções, adorariam viver ou ter uma casa nas suas margens. Tampouco é um mero acidente geográfi-

co no centro da grande Ilha de Santa Catarina, rodeado de morros e cheio d´água. A maior lagoa de Floripa e tudo o que a rodeia formam uma espécie de ilha dentro da outra, com vida,

moradores e costumes próprios — a começar pelo saudável hábito de usar a própria lagoa como meio de sustento, locomoção e lazer. É qua- se outra ilha. Ou uma ilha do avesso (um punhado de água cercado de ter- ra por todos os lados e não o contrário), na qual muitos dos seus moradores não sentem a menor falta do restante da cidade para viver bem. A Lagoa da Concei- ção é um mundo à parte, dentro do universo de belezas e virtudes de Florianópolis.

dentro do universo de belezas e virtudes de Florianópolis. só de barco Os restaurantes da Costa

só de barco Os restaurantes da Costa da Lagoa (acima) e a praia do Saquinho (ao lado), no extremo norte da lagoa. Para chegar a estes dois lugares, só mesmo pela água

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Náutica Sul

Náutica Sul

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lagoa da conceição

lagoa da conceição tudo na água Bonitas pedras dentro d´água ajudam a tornar a paisagem da
lagoa da conceição tudo na água Bonitas pedras dentro d´água ajudam a tornar a paisagem da

tudo na água Bonitas pedras dentro d´água ajudam a tornar a paisagem da lagoa ainda mais bonita para quem sai em passeios de barco. Que, aliás, é o que mais se faz por lá

Na água, a

areia cria linhas bem definidas entre o fundo

e o raso. Que

é bem raso mesmo

bem definidas entre o fundo e o raso. Que é bem raso mesmo A ntes mais

A ntes mais nada,

é bom saber que

a Lagoa da Con-

ceição é grande. No mínimo, bem

maior do que costumam ser as lagoas ur- banas, aquelas que foram engolidas pelas cidades, como a da Pampulha, em Belo Ho- rizonte, e Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. De uma ponta a outra são cerca de 15 quilômetros

de extensão, o que significa um bom tempo de na- vegação nos barquinhos de transporte de passageiros, que ali servem de ônibus para os moradores das comuni- dades que se espalham ao longo da lagoa. É tão ampla que, informalmente, é dividida em duas: a Lagoa de Dentro e a de Fora, separadas apenas por uma caprichosa passagem bem estrei- ta de água, sobre a qual passa uma ponte (igualmente acanhada) na principal (na verdade, única) rua que cruza e margeia a parte cen- tral da lagoa. Água é o que não lhe falta. Por isso mesmo, para os donos de barcos e amantes dos esportes náuti- cos, a lagoa é como um parque natural de diversões. Suas águas, abrigadas e sem ondas, como as de toda lagoa, são suficientemente seguras mesmo para os

Divisão das águas

Na lagoa, a profundidade está na cara

E mbora receba todas as águas que escorrem dos morros ao seu redor, tanto das
E mbora receba todas as águas que
escorrem dos morros ao seu redor, tanto
das chuvas quanto das nascentes, e tenha
uma única — e estreita — entrada e saída
para o mar, a Lagoa da Conceição é 100%
salgada ou, quando muito, bem salobra. É,
portanto, uma lagoa feita de água do mar
— ou um naco do mar em forma de lagoa, o
que é ainda mais curioso. É, também, bem
rasa em certas partes, como nitidamente
denuncia a diferença na cor da sua água. Ela
é bem escura nos trechos mais profundos,
mas verdinha e clarinha nas margens, onde
deixa ver a areia do fundo. Como nesta
grande área da sua margem nordeste, onde
a profundidade não passa de meio metro,
mesmo na maré alta — algo proibitivo para os
barcos, mas uma delícia para banhos de mar.
Quer dizer, de lagoa.

lagoa da conceição

quem não tem barco, embarca Pequenas escunas fazem passeios pela área central da lagoa. Mas para conhecê-la direito, o melhor é alugar um barco ou embarcar no programa Floripa by Boat, que leva os visitantes para um tour pela lagoa

by Boat, que leva os visitantes para um tour pela lagoa “ A lagoa é um

A lagoa é um

centro náutico por natureza. Mas a altura das pontes limita o tamanho dos barcos

pilotos e velejadores menos experien- tes, e os ventos que a brindam (espe- cialmente à tarde) têm a intensidade cer- ta para as manobras de windsurf e kitesurf, que sempre tiveram a lagoa como uma espé- cie de templo sagrado – mas, de tempos para cá, também tiveram que dividir a água com as pranchas de stand up padlle, a exemplo de um fe- nômeno que hoje acontece em qualquer canto.

de um fe- nômeno que hoje acontece em qualquer canto. D adas as suas proporções, a

D adas as suas proporções, a lagoa é quase

como um mar de dentro, já que até a sua

água é salgada. Quando muito (bem) salobra,

já que sua única ligação com o mar acontece

através de um estreito, sinuoso e pitoresco canal,

por onde entram e saem todos os barcos. Quer dizer, nem todos, porque a maioria dos proprietários prefere usá-los lá mesmo e nem sente falta ou necessidade de sair para o mar. E ainda ficam a salvo dos humores do tempo, porque toda a lagoa é abrigada dos ventos. “Aqui, dá para usar o barco todos os dias, o ano inteiro”, garante e comemora Alfre- do Jorge, que ninguém conhece pelo nome mas sim pelo apelido “Frango”, dono da maior marina da lagoa, a homônima Marina Lagoa da Conceição, que sabe bem o que diz porque faz isso diariamente – seja a serviço ou a passeio, já que quem vive na beira da lagoa dificilmente resiste aos seus apelos.

vive na beira da lagoa dificilmente resiste aos seus apelos. vela e pesca Embora seja brindada

vela e pesca Embora seja brindada com bons ventos, há poucos veleiros na lagoa, por causa da profundidade e da altura dos mastros, que não passam sob as pontes. Já os barcos de pesca são abundantes no canal da Barra da Lagoa, onde os manezinhos da ilha ainda falam um idioma quase próprio, expresso nos próprios barcos

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Náutica Sul

Náutica Sul

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lagoa da conceição

O outro lado da lagoa

Na Costa da Lagoa, só se chega de barco, o que a torna melhor ainda

V ocê pode já ter ido uma dúzia de vezes a Florianópolis. Mas, se não tiver um amigo bem informado na cidade ou, melhor ainda,

um amigo com um barco na Lagoa da Conceição, muito provavelmente jamais ouviu falar deste lugar — que, no entanto, é um dos recantos mais peculiares da ilha e um programão para quem quer almoçar bem e ainda visitar um local aonde poucos turistas vão. A Costa da Lagoa, um povoado de pequenas casas, uma igrejinha e cerca de uma dúzia de rústicos restaurantes à beira d´água, é a mais isolada comunidade da Lagoa da Conceição e só se chega lá a pé (ao cabo de mais de uma hora de caminhada) ou de barco — particular ou nos que fazem a travessia do centrinho da lagoa ou da margem do Rio Vermelho até lá. É um passeio bem gostoso (no duplo sentido, porque os frutos do mar servidos nos restaurantes são bem saborosos), diferente (só a travessia da lagoa já diverte bastante) e que mostra um lado bem pouco conhecido da ilha — aquele que o turismo de massa ainda não revelou para o país inteiro.

40

Náutica Sul

ainda não revelou para o país inteiro. 40 Náutica Sul para ver e comer A Costa

para ver e comer A Costa da Lagoa é uma comunidade bem típica, com uma dúzia de restaurantes à beira d´água, que servem basicamente frutos do mar — até nos recheios dos pastéis. Barquinhos da cooperativa dos barqueiros levam os visitantes até lá

da cooperativa dos barqueiros levam os visitantes até lá “ A Costa da Lagoa fica tão
da cooperativa dos barqueiros levam os visitantes até lá “ A Costa da Lagoa fica tão

A Costa da Lagoa fica tão isolada que não tem ruas nem carros

levam os visitantes até lá “ A Costa da Lagoa fica tão isolada que não tem

Náutica Sul

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alberto sodré

lagoa da conceição

alberto sodré lagoa da conceição U m dos apelos mais irresistí- veis da lagoa é a

U m dos apelos mais irresistí- veis da lagoa é a própria be- leza do seu entorno. Como ela fica encravada entre morros e boa parte da região é área de preserva-

Na lagoa, os pescadores não reclamam. Saem de manhã para buscar o almoço

não reclamam. Saem de manhã para buscar o almoço tudo na água Pelo canal da Barra

tudo

na água Pelo canal da Barra da Lagoa (abaixo) entra e sai toda

a

água da lagoa.

E

junto com ela,

muitos peixes, que enchem as tarrafas

dos pescadores

ção ambiental, predomina o verde na paisagem, quebrado, aqui e acolá, por prainhas de areia amare- lada e grandes pedras roliças e claras, que mais pare- cem esculturas da natureza. Além disso, num certo tre- cho, ela é margeada (ou quase isso, já que existe uma rua no meio) pelo mar de dunas brancas que avança até a vizi- nha praia da Joaquina. Quem subir até um dos mirantes da lagoa (como os que há nos restaurantes Mar Massas e Kampai, embora a vista que se tem do alto da rampa de parapente ainda seja a melhor de todas), verá ainda nítidos desenhos na água — tão

nítidos que parece que foram pintados. Eles ilustram de maneira cla-

ra (nos dois sentidos

racterística da lagoa, que, nas partes rasas, é rasa mesmo. É, talvez, o úni- co cuidado que os donos de barcos devem ter. De resto, é só prazer.

),

as bruscas mudanças de profundidade, outra ca-

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Náutica Sul

Peixe é o que não falta

Com menos gente pescando, sobram mais peixes para os que continuam

A Lagoa da Conceição talvez seja o único lugar do mundo onde a quantidade de
A Lagoa da Conceição talvez seja
o único lugar do mundo onde a
quantidade de peixes vem aumentando
e não diminuindo para os pescadores.
Quem garante isso é um deles, morador
da Costa da Lagoa, que se baseia
em dois fatos para contradizer as
evidências contrárias mundo afora. A
primeira: todos os dias, ele sai de casa
para garantir o almoço, ali mesmo, na
lagoa, e jamais volt de mãos vazias — ao
contrário, sempre retorna com peixes de
sobra. E a segunda, bem mais reveladora
do porquê disso: como, atualmente,
há bem menos gente pescando na
comunidade, porque muitos foram
embora, trabalhar na cidade, sobram
mais peixes para os que ficaram
É uma
teoria que faz sentido, como atestam
as tainhas que vivem saltando fora
d´água com a passagem dos barcos e
as tarrafadas que, quase sempre, não
decepcionam os pescadores.

Náutica Sul

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ricardo wilges

ricardo wilges praia e mata O verde domina a paisagem, só quebrado pelas prainhas, como a

praia e mata

O verde domina

a paisagem, só

quebrado pelas prainhas, como a do Saquinho

(ao lado), onde só

se chega de barco.

E eles chegam

até a areia, para garantir a cerveja sempre gelada

Nas prainhas, os barcos param na areia, o que só aumenta o prazer dos passeios

param na areia, o que só aumenta o prazer dos passeios S air de barco para

S air de barco para comer é um

Suas comunidades têm tradição

dos maiores prazeres na lagoa.

no preparo de frutos do mar, que

ali vão além da habitual sequência

de camarão — que, no entanto, goza, também, da fama de ser a melhor da ilha. A Costa da La- goa, por exemplo, a mais isolada comunidade da lagoa, só acessível de barco, é quase um polo rús- tico-gastronômico, com cerca de uma dúzia de res- taurantes à beira d´água, onde são servidos peixes, siris

e camarões que não raro foram tirados horas antes das

águas da própria lagoa — que, a despeito da crescente po- luição em certos trechos, ainda tem bastante peixe. Além de almoços e petiscos, a Costa da Lagoa ainda tem outro atrativo para oferecer: a sua própria comunidade, uma das mais preservadas da ilha, até por conta do próprio iso- lamento geográfico. Lá, as tradições ainda são seguidas à ris- ca, a pesca segue orientando a vida, a conversa com quem che-

ga rola fácil, apesar do sotaque manezinho ainda mais carregado,

e as benzedeiras costumam ser mais procuradas do que os médicos

do centro de Florianópolis. É um pedaço da ilha como ela era anti- gamente, a começar pelo detalhe curioso de que não há nenhum car- ro na Costa da Lagoa, porque sequer há ruas. Mas, pensando bem, pra que ruas, se só se chega lá a pé ou de barco? Também nas demais comunidades da lagoa, em certos aspectos, os morado- res mais antigos continuam vivendo do mesmo jeito que seus antepassados – ape-

lagoa da conceição

jeito que seus antepassados – ape- lagoa da conceição Litoral? Não. Lagoa Nas margens, surgem prainhas

Litoral? Não. Lagoa

Nas margens, surgem prainhas como as de ilhas desertas

A Praia do Saquinho, também conhecida como Praia dos

Macacos (ou vice-versa, já que ela não

tem nome oficial, só apelidos), é a praia mais afastada (fica no extremo norte da lagoa, nos limites de uma área de preservação ambiental) e, por isso mesmo, a mais preservada da lagoa (tem mata nativa dos dois lados, daí os tais “macacos”, que ali existem de fato).

É, também, a mais procurada pelos

donos de barcos quando buscam sossego e tranquilidade, além de um

visual de praia de ilha deserta (veja

a foto maior e diga se não parece?).

Mas está longe de ser o único reduto do gênero na lagoa. A margem que antecede a ponte do canal da barra

é repleta de outras prainhas, todas pequenas, sem nenhuma marolinha

e ornamentadas com grandes pedras

dentro d´água. São as preferidas das escunas que fazem passeios e dos donos de barcos que preferem ficar meio a bordo, meio na praia, já que as lanchas chegam até a areia. E a cerveja fica sempre gelada. Mesmo depois de horas de praia.

chegam até a areia. E a cerveja fica sempre gelada. Mesmo depois de horas de praia.

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Náutica Sul

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mozart latorre

Jorge de souza

lagoa da conceição

A água da lagoa é salgada. Porque o mar a invade pelo canal da Barra

lagoa é salgada. Porque o mar a invade pelo canal da Barra O entra e sai
lagoa é salgada. Porque o mar a invade pelo canal da Barra O entra e sai

O entra e sai da lagoa

o canal da Barra da Lagoa é a única ligação da lagoa com o mar e onde ela é mais peculiar

O estreito e sinuoso canal de águas verdes que você vê nestas fotos é o único elo entre o mar e a Lagoa da

Conceição. Dada as proporções quase oceânicas da lagoa, é

quase como se fosse um riacho por onde entrasse e escoasse

o Rio Amazonas. Ok, ok, não chega a tanto, claro, mas é

igualmente curioso que este fiapo de água, que mal se vê nos mapas, alimente uma lagoa inteira, que, de tão grande, é a primeira coisa que se vê em qualquer imagem aérea da ilha onde fica Floripa. Curioso, também, é saber que, antigamente, nem existia um canal e sim um mero braço de água, que só nas marés mais violentas passava por cima da areia da praia e permitia sair da lagoa e entrar no mar — ou vice-versa. Mas a construção de um molhe de pedras na praia e o alargamento do seu pequeno curso, até a lagoa, mudou a cara da região. Hoje, a Barra da Lagoa abriga alguns simpáticos restaurantes onde a maior distração é ver os barcos passar quase rente às mesas, e uma peculiar mistura de modernidade com as

tradições dos velhos moradores. Ou seja, lanchas reluzentes ao lado de barcos pesqueiros, mansões de fim de semana coladas

a casinhas de madeira e visitantes milionários papeando com

pescadores manezinhos, cujas famílias vivem ali desde o tempo em que nem existia o canal. Pelo menos, não com este formato.

que nem existia o canal. Pelo menos, não com este formato. tudo passa pelo canal O

tudo passa pelo canal O sinuoso e pitoresco canal da Barra, que os moradores ainda atravessam de canoa, desemboca na praia e tem alguns restaurantes nas margens, onde a diversão é ver os barcos passar

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Náutica Sul

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lagoa da conceição

lagoa da conceição preservando as tradições A procissão de Nossa Senhora dos Navegantes e as casinhas
lagoa da conceição preservando as tradições A procissão de Nossa Senhora dos Navegantes e as casinhas

preservando as tradições A procissão de Nossa Senhora dos Navegantes e as casinhas com barco na porta fazem parte da história da região, que também é contada pelos voluntários do Projeto Barca dos Livros (abaixo), num barco, no meio da lagoa

Florianópolis lagoa da conceição
Florianópolis
lagoa da conceição

Uma ilha dentro da outra

lagoa da conceição Uma ilha dentro da outra A Lagoa da Conceição é um bairro-distrito de

A Lagoa da Conceição

é um bairro-distrito

de Florianópolis, mas tem vida quase própria e ocupa boa parte da ilha. De uma ponta a outra, tem cerca de 15 quilômetros de extensão e quase 20 km 2 de água, bem no centro da Ilha de Santa Catarina. De tão grande, em qualquer mapa, é a primeira coisa que aparece

A lagoa é como

um mar de dentro. Ou uma ilha do avesso, cercada

de terra por todos os lados

sar do progresso desenfreado da cidade

e da especulação imobiliária acelerada,

especialmente na faixa à beira d´água. A procissão em louvor de Nossa Senhora dos Navegantes, padroeira da lagoa, que aconte- ce uma vez por ano, há quase 70 anos, conti- nua atraindo muitos barcos e fiéis emocionados, mesmo após a morte do seu mais tradicional pro- motor, Seu Inacinho, no ano passado. E as casi- nhas de madeira com um barquinho na porta ainda são tão frequentes na paisagem quanto as rendas de bilro nas lojinhas da Avenida das Rendeiras – que, por

sinal, não tem esse nome por acaso.

M uito mais do que um mero bairro-distrito de

Florianópolis, a Lagoa da Conceição é um

reduto de pessoas que amam a lagoa e, cada

um a sua maneira, tenta fazer algo para melho-

rá-la e torná-la ainda mais atraente a todos. É o

caso do projeto Barca dos Livros, uma espécie de biblioteca comu- nitária a bordo de um barco (pago, quase sempre, pelas próprias do- nas da ideia, as irmãs Tânia, Telma e Tanira Piacentini), que, uma vez por mês, convida quem quiser a ouvir histórias no meio da lagoa. Nada mais apropriado. Quando o barquinho desliga o motor, no meio

da lagoa, e uma das voluntárias do projeto começa a contar as histórias, com o barulhinho da água batendo no casco e o vento suave massageando

o rosto, qualquer um entende por que a Lagoa da Conceição é muito mais do que um simples cartão-postal de Floripa. É quase outra ilha.

um simples cartão-postal de Floripa. É quase outra ilha. prainhas e trapiches Nas margens, sempre algo
um simples cartão-postal de Floripa. É quase outra ilha. prainhas e trapiches Nas margens, sempre algo

prainhas e trapiches Nas margens, sempre algo de bom aguarda os frequentadores da lagoa. Como as prainhas tranquilas e sem ondas ou os restaurantes da Costa da Lagoa (acima)

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Náutica Sul

Náutica Sul

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lagoa da conceição

lagoa da conceição Melhor que o mar Na lagoa, não há vento nem mau tempo que
lagoa da conceição Melhor que o mar Na lagoa, não há vento nem mau tempo que

Melhor que o mar

Na lagoa, não há vento nem mau tempo que impeça de usar o barco

D entro da Lagoa da Conceição há uma dezena de pequenas marinas e uma frota estimada de

muita água

A lagoa é bem

maior do que se possa imaginar.

Mas sempre há um local para

desembarcar,

seja nas marinas, nos restaurantes ou nas casas

cerca de 500 barcos de passeio — todos, contudo, de pequeno porte, porque a altura das duas velhas pontes que cruzam a lagoa limitam o tamanho dos

cascos e os mastros dos veleiros. Será que passa?

é a pergunta que todos fazem ao quase raspar a

cabeça no teto da precária ponte que separa a lagoa

em duas partes — e que, por isso mesmo, limita o uso de suas águas por mais barcos. Não fosse isso,

o movimento seria bem maior, porque, sob o ponto

de vista da navegação, só há vantagens na lagoa em relação ao mar, que fica ao lado. A começar pelo fato de que, por ser uma lagoa, não há vento nem mau tempo que impeça alguém de sair para navegar. Na

particulares, lagoa, todo dia é dia de passear de barco.

algumas tão

grandes quanto

o tamanho dos

seus píers

(ao lado)

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Náutica Sul

O mar fica ao lado. Mas muitos donos de barco nem saem da lagoa, onde sempre dá para navegar

passeio garantido Nas águas abrigadas e sem ondas da lagoa, todo dia é dia de navegar. Não importam o vento nem as mudanças no tempo. Por isso, muita gente nem sai de lá para o mar

Náutica Sul

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lagoa da conceição

lagoa da conceição Os ônibus d’ água Para chegar às comunidades mais afastadas da lagoa, só

Os ônibus d’ água

Para chegar às comunidades mais afastadas da lagoa, só mesmo de barco

A Lagoa da Conceição não fica em Veneza, mas nela, tal qual na cidade mais aquática

do mundo, até os ônibus são barcos. Linhas regulares partem do centrinho da lagoa com intensa frequência para as comunidades ao longo das margens e vão parando em “pontos”

instalados em trapiches cobertos e organizados

— tal qual na famosa cidade italiana. “A diferença dos nossos ‘ônibus’ é que eles têm casco em vez de rodas”, brinca o condutor de um dos barcos, que, como todos os demais colegas de profissão, faz parte da própria comunidade local. Na Costa da Lagoa, aonde só se chega a pé ou de barco, os moradores foram ainda mais longe e criaram sua própria cooperativa de transporte até o outro lado da lagoa, para atender os moradores

e clientes dos restaurantes do vilarejo. Para

tanto, usaram os mesmos cascos adaptados das antigas baleeiras nas quais seus antecedentes pescavam, muitas delas com mais de 100 anos de mar. Isso, nem Veneza tem.

delas com mais de 100 anos de mar. Isso, nem Veneza tem. isso ou “ Num
isso ou “ Num certo trecho, a aquilo? O mar é tão verde quanto lagoa
isso ou
“ Num certo trecho, a
aquilo?
O mar é tão
verde quanto
lagoa encontra as dunas.
a vegetação
que emoldura a
praia e contrasta
E fica ainda mais bonita
violentamente
com o branco
da areia. Mas
quase ninguém
desembarca,
transporte
típico
Cooperativas da
lagoa cuidam do
transporte das
pessoas de uma
comunidade
a outra. O
serviço é bem
organizado, farto
e transforma
trapiches em
“pontos de
ônibus”. Só que
os da lagoa tem
casco em vez
de rodas

Do barco para a mesa

o Cabral é o restaurante preferido dos donos de barcos na Costa da Lagoa e por bons motivos

A Costa da Lagoa tem quase 15 restaurantes à beira d´água, um ao lado do outro, com mesas em grandes trapiches, onde, ali mesmo, param

os barcos que levam os clientes para almoçar — de segunda a segunda, já que alguns deles nunca fecham. Todos oferecem, basicamente, os mesmos pratos: muito peixe, siri e camarão no cardápio. Mas, no universo rústico-gastronômico da Costa da Lagoa, um restaurante se destaca e, não por acaso, é o preferido dos donos de barcos: este aqui, o Cabral, que serve um refogado de siri que faz muita gente pôr o barco na água só para ir até lá almoçar. Ele tem píer próprio, que permite parar, literalmente, ao lado da mesa. Além disso, seu espaço e conforto são maiores, o que torna qualquer prato ou petisco na beira da lagoa ainda mais prazeroso.

cabral

Boa cozinha,

e barco junto

à mesa

prato ou petisco na beira da lagoa ainda mais prazeroso. cabral Boa cozinha, e barco junto

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prato ou petisco na beira da lagoa ainda mais prazeroso. cabral Boa cozinha, e barco junto
ENJOO Como conviver bem com O MAL DO MAR Dependendo da situação, a grande maioria
ENJOO
Como
conviver
bem
com
O MAL DO MAR
Dependendo da situação, a grande maioria das pessoas enjoa
no mar. E o maior problema é que, depois que o mal-estar começa,
não há remédio que dê jeito. Mas prevenir é possível. Veja como
POR REGINA HATAKEYAMA
S quem já sentiu na própria pele — ou,
melhor dizendo, no estômago, embora
ó
o
principal causador não seja ele — o
desconforto causado pelo balanço inter-
mitente de um barco na água, sabe o quanto o
enjoo incomoda. E raros são os que nunca sen-
tiram isso, já que a grande maioria das pessoas
enjoa no mar. Mas só mesmo quem já teve von-
tade de se atirar na água e voltar nadando em
busca de alívio imediato sabe, de fato, o quanto
o enjoo no mar pode perturbar — bem mais do
que apenas “incomodar”. Quando isso aconte-
ce, tudo o que se quer é sair dali. E uma pergun-
ta fica martelando na cabeça: por que eu vim?
Geralmente, o enjoo começa com um ou
outro bocejo, acompanhado de uma leve tontu-
ra. Em seguida, o rosto vai ficando pálido e o cor-
po, pesado, como se estivesse fatigado. Logo de-
pois, vêm as náuseas — que tanto podem ser leves
quanto evoluírem para o vômito, dependendo do
organismo de cada pessoa. E o pior é que vomi-
tar nem sempre traz alívio imediato. Muitas ve-
zes, não traz alívio algum e ainda faz com que as
outras pessoas também fiquem enjoadas. Ou seja,
acaba o passeio de todo mundo e não apenas de
quem está mareado. É um transtorno só.
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MONICA SOBRAL

ENJOO

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Quando alguém

no barco enjoa, todo mundo sofre. Ou, pior ainda, enjoa junto

barco enjoa, todo mundo sofre. Ou, pior ainda, enjoa junto zonzeira, enquanto outros desabam logo nos

zonzeira, enquanto outros desabam logo nos pri- meiros balanços do barco. Estes, em geral, pade- cem do mal desde a infância, quando até as cur- vas de uma estrada sinuosa ou certos brinquedos de ação do parquinho de diversões transforma- vam-se em pesadelos instantâneos.

A diferença é que, naqueles casos, bas- tava parar e descer. Já num barco fica mais difícil e, por isso, é preciso estar preparado para lidar com a própria pro-

pensão a enjoar. Antes de mais nada, é preciso saber que dormir pouco, beber muito ou comer exageradamente antes ou durante a saída de bar- co são um atalho certeiro para a indisposição. Além disso, recomenda-se evitar fumar, comer doces, tomar café ou qualquer outra bebida à base de cafeína, como a Coca-Cola, que, inclusi- ve, erroneamente costuma ser sugerida como an- tídoto para os desarranjos estomacais. Nada po- deria ser mais bombástico para um mareado…

O correto é: quem costuma marear deve procurar um médico, que, muito pro- vavelmente irá receitar um antieméti- co, nome que se dá aos medicamentos

contra enjoo. Ele deve ser tomado bem antes de embarcar no barco, de preferência já no dia ante- rior, porque depois que o enjoo começa os remé- dios são de pouca serventia. O enjoo é o típico caso em que prevenir é mesmo o único remédio. Deve-se, também, ficar sempre fora da cabi- ne e onde o balanço do barco seja menos per- ceptível, como na popa e jamais na proa. Mas é necessário fugir de cheiros fortes, como o de combustível ou comida, e tentar olhar só para o horizonte, evitando movimentar a cabeça. Ou- tro cuidado importante é sentar-se perto da bor- da de sotavento (ou seja, por onde o vento “sai” do barco), para, caso precise vomitar, o vento le- var tudo para a água — e não para dentro do bar- co, o que fatalmente fará com que os outros pas- sageiros enjoem e até vomitem também. Entrar na cabine, ficar olhando para baixo ou tentar ler é tudo o que não se deve fazer. Pro-

Além disso, surge uma sensação de cansaço, tão insuportável que tira a disposição até mesmo para conversar. Por isso, a pessoa enjoada qua- se sempre fica calada e recolhida num canto do barco (muitas vezes na cabine, o que é pior ain- da, porque a falta de ventilação só agrava o mal- estar), na esperança de que o enjoo vá embora sozinho. Até porque a “vergonha” de estar na- quela situação constrangedora, enquanto todos os outros a bordo se divertem, é ainda mais hu- milhante. Nessas horas, tudo o que se quer é che- gar logo onde quer que seja ou tentar dormir, so- nhando em acordar como quem desperta de um pesadelo.

E xagero? Quem costuma sofrer deste

mal, que os médicos chamam de “cine-

tose” ou “enjoo do movimento”, sabe

muito bem que não existe exagero al-

gum nisso. E quem já testemunhou alguém pro- fundamente mareado a bordo sabe o quanto os outros passageiros sofrem junto. Seja pela preo- cupação com a vítima (que pode até desidratar seriamente, se não parar de vomitar, especial- mente se for criança) ou porque o próprio pas-

seio pode terminar mais cedo, justamente por causa disso — já que, às vezes, a única saída é retornar ao porto e desembarcar a pessoa. Mas, uma vez em terra firme, tudo passa em questão de minutos. Porém, nem todo mundo enjoa da mesma maneira. Há os que sentem apenas uma leve

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todo mundo enjoa da mesma maneira. Há os que sentem apenas uma leve 58 NÁUTICA SUL
todo mundo enjoa da mesma maneira. Há os que sentem apenas uma leve 58 NÁUTICA SUL
todo mundo enjoa da mesma maneira. Há os que sentem apenas uma leve 58 NÁUTICA SUL

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ENJOO

O que causa o

enjoo é o desencontro de informações entre o que os olhos veem e os labirintos dos ouvidos sentem

entre o que os olhos veem e os labirintos dos ouvidos sentem tem como uma de

tem como uma de suas funções comandar os movimentos e a postura do corpo. O resultado dessa confusão é uma espécie de pane de comandos e uma série de alterações orgânicas, como contração do estômago, secre- ção de sucos gástricos, tontura, suor frio, mal-es- tar, vômitos, fraqueza e palidez — que podem piorar muito se o enjoo for prolongado e o mare- ado acabar ficando desidratado. Daí a recomen- dação de, após seguidos vômitos, servir água para a pessoa mareada.

cedimentos assim funcionam como um gatilho para o enjoo e levam, inevitavelmente, ao mal- estar estomacal, embora não exista nada de erra- do com o estômago e sim com o cérebro, porque é ele que está recebendo informações contradi- tórias, principalmente dos olhos e do labirinto, uma parte do ouvido responsável pelo equilíbrio do corpo. Assim, enquanto o labirinto informa ao cérebro que a cabeça está se movendo, os olhos mostram que tudo está parado. E é este confli- to que embaralha o sistema nervoso central, que

“A causa mais comum do enjoo do movimento é a hipersensibilida- de do labirinto, mas o problema pode, também, ser provocado

por uma labirintopatia, aquilo que de manei- ra geral chamamos de labirintite”, explica Fer- nando Ganança, especialista em otoneurologia, ciência que estuda a audição e o equilíbrio do corpo. “Mas este problema só é encarado como doença quando traz limitações sérias ao cotidia- no da pessoa, como quando uma criança não consegue sequer ir para a escola sem ficar enjo- ada no carro”.

Remédios: para prevenir, não para remediar S e você sabe ou suspeita que pode ficar

Remédios: para prevenir, não para remediar

S e você sabe ou suspeita que pode ficar mareado, deve tomar algum remédio contra
S e você sabe ou suspeita
que pode ficar mareado,
deve tomar algum remédio
contra enjoo um bom tempo
antes mesmo de embarcar. A
tontura, náusea, suores frios,
palidez e outros sintomas
ligados ao enjoo do movimento
são causados pelo aumento
de uma ou mais substâncias
no organismo, chamadas
receptores neurais, como a
dopamina, histamina, serotonina
e acetilcolina, que afetam as
estruturas relacionadas ao
vômito e ao equilíbrio. São
nestes receptores neurais que
agem os medicamentos — boa

parte deles vendidos livremente nas farmácias, embora com um ou outro efeito colateral. Por isso, o correto é sempre consultar previamente um médico, para que ele indique

o

medicamento mais eficaz e

o

modo mais seguro de usá-

lo. Esta regra se aplica, também, aos medicamentos fitoterápicos

e homeopáticos. Os primeiros

podem provocar efeitos tóxicos, se não administrados corretamente. Já os homeopáticos

podem simplesmente não surtir efeito algum — mas, em situações de emergência, podem ser tomados em conjunto com os

convencionais, pois não ‘brigam’ com eles. De todos os medicamentos do gênero, o mais popular é o Dramin, que é considerado seguro, mas com o inconveniente

de provocar sonolência, o que

pode acabar com a graça dos passeios. Mas também são bastante usados o Dramamine,

Plasil, Meclin, Stugeron e até Buscopan e Racutan. As reações (boas ou ruins) aos fármacos,

contudo, variam de uma pessoa para outra. Por isso, algumas preferem alternativas como os adesivos de escopolamina, que liberam o medicamento gradualmente por até três dias, ou, ainda, acupuntura e outros métodos naturais. Certo mesmo é que não adianta tomar o remédio que for quando o enjoo já começou. O correto é tomá-lo sempre antes, bem antes, de embarcar, para dar tempo de fazer efeito.

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Pilotar o barco é bom para combater o enjoo. VERDADE porque o piloto tem o
Pilotar o barco é bom para combater o enjoo. VERDADE porque o piloto tem o
Pilotar o barco é bom para
combater o enjoo.
VERDADE porque o
piloto tem o controle
parcial da situação e isso
ajuda a diminuir o
conflito de informações
que gera o enjoo.
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Para os que enjoam,

uma boa notícia: já existem exercícios que “acostumam” o corpo aos balanços de um barco

que “acostumam” o corpo aos balanços de um barco T rata-se de uma forma de terapia

T rata-se de uma forma de terapia ainda pou- co conhecida, baseada em exercícios fre- quentes para os olhos, cabeça e corpo, que estimulam a parte do labirinto que respon-

de pelo equilíbrio — como uma espécie de simula- ção do balanço do mar. “Normalmente, são neces- sárias cerca de oito a doze sessões no consultório de um otoneurologista para surgirem os primeiros resul- tados”, diz Fernando Ganança. “Depois disso, o pa- ciente aprende os exercícios e pode fazê-los em casa mesmo”. “Com a reabilitação vestibular, o organis- mo da pessoa se acostuma de tal forma com a movi- mentação que o balanço do barco vira apenas mais um deles e o corpo nem sente”, completa a otorri- nolaringologista Maria Cristina Cury, professora da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. É um sopro de esperança para quem vive de- pendente de medicamentos contra enjoos (Dra- min, adesivos de escopolamina, etc., etc.), que por atuarem no sistema nervoso quase sempre causam sonolência. E sonolência, tal qual o pró- prio enjoo, também tira a graça de qualquer pas- seio no mar. Portanto, o negócio é prevenir, por- que, depois que o enjoo começa, nem remédio ajuda. Só mesmo voltar para terra firme.

Portanto, relaxe: não há nada de errado com o fato de você, eventualmente, ficar en- joado. Mesmo quem vive na água está sujei- to ao “mal do mar”. Se serve de consolo, gran- des navegadores também enjoam. Amyr Klink, por exemplo. Mas também é verdade que, com o tempo,

o

corpo se “acostuma” aos movimentos do barco

e

a pessoa passa a enjoar cada vez menos. Tan-

to que já existe até um tipo de treinamento para isso, chamado “reabilitação vestibular”.

Enjoo: o que é mito e o que é verdade?

Embarcar de estômago vazio evita o enjoo. MITO O certo é alimentar- se normalmente antes, mas apenas com refeições leves.

Fechar os olhos diminui o desconforto causado pelo enjoo. VERDADE porque cessa o conflito entre as informações vindas da visão e do labirinto.

Beber refrigerante alivia a náusea, já que provoca arrotos. MITO As bebidas gasosas aumentam a sensação de estômago cheio e, por

isso, fazem o enjoo piorar.

É possível habituar-se ao balanço dos barcos. VERDADE porque, com o tempo e as saídas frequentes de barco, o organismo se adapta aos estímulos que provocam o enjoo do movimento.

Os medicamentos são inúteis depois que o enjoo já começou. VERDADE Eles devem ser tomados preventivamente antes dos estímulos conflitantes que desencadeiam o enjoo. Depois, pode ser difícil até

reter o medicamento no estômago.

Bebês não sofrem de enjoo causado pelo movimento. VERDADE Crianças recém-nascidas não têm, ainda, o sentido da visão completamente desenvolvido e, por isso, não sofrem com o “equívoco” das informações.

Conversar evita enjoar. MITO Conversar apenas distrai. Mas pode atenuar o desconforto se a pessoa ficar olhando para fora do barco e não para a outra pessoa diretamente.

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olhando para fora do barco e não para a outra pessoa diretamente. 62 NÁUTICA SUL 62-63
olhando para fora do barco e não para a outra pessoa diretamente. 62 NÁUTICA SUL 62-63
olhando para fora do barco e não para a outra pessoa diretamente. 62 NÁUTICA SUL 62-63

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ENJOO

ILUSTRAÇÕES ANDRE VALENTE

O que pode e o que não pode! As comidinhas e bebidas que fazem bem
O que pode
e o que
não pode!
As comidinhas e bebidas
que fazem bem — ou bem
mal — para os mareados
PODE
NÃO PODE
Pão
Salgadinhos
Bolacha água e sal
Biscoitos em geral
Banana
Doces em geral
Melão
Carne
Granola
Maionese
Arroz
Camarão
Água sem gás
Cerveja
Suco de fruta
Refrigerante
Água de coco
Bebidas destiladas
OS EXERCÍCIOS QUE AJUDAM UM BOCADO 5 Com um dos braços O que você pode
OS EXERCÍCIOS QUE
AJUDAM UM BOCADO
5 Com um dos braços
O que você pode praticar, em casa, para não sofrer no barco
estendidos, acompanhe
7 Novamente de pé, jogue
com os olhos e a cabeça
a
bolinha na parede e
fixa, o dedo indicador
em um movimento que
descreva um grande
círculo, nos sentidos
horário e anti-horário.
pegue-a de volta, sem
desgrudar os olhos dela.
12
12
9 Fique descalço e
De pé, levante
1 Com a cabeça
2 Com um dos braços
ande em linha reta,
um dos joelhos
fixa, movimente
estendido, aproxime
tomando o cuidado
3 Movimente a cabeça
4 Dando uma de
10 Em seguida,
e passe uma
seguidamente, por
e afaste o dedo
alternadamente para
malabarista, jogue
sem parar, ande
bolinha por baixo
dez vezes, os olhos
para a direita e a
esquerda. Depois,
repita o exercício
erguendo os olhos
para cima e para
baixo.
indicador do nariz,
acompanhando o
movimento com os
olhos. Faça isso até
que sinta um ligeiro
desconforto, ou seja,
quando seu braço
começar a perder
força e coordenação.
a
direita e para a
uma pequena bola
por mais alguns
esquerda, para cima e
de uma mão para a
da coxa. Repita o
movimento, com
para baixo. Faça isso
outra, fazendo-a passar
6 Sentado, jogue uma
11 Continue andando
o lado oposto.
o
mais rápido que
por cima da cabeça.
bolinha para cima,
em linha reta,
conseguir.
O mais importante
pegando-a com a mesma
8 É
o exercício mais
só que agora
é acompanhar os
mão. Acompanhe o
movimento com os olhos.
Faça isso 20 vezes. E
repita o processo em pé.
simples — e o mais
de manter a cabeça
erguida e olhando
sempre para a frente,
como uma modelo
na passarela. Faça
isso entre três e cinco
minutos.
movimentos da bola
com os olhos.
minutos em linha
reta, olhando
para os lados,
alternadamente
para a direita e a
esquerda.
olhando para
cansativo. Sente e
levante de uma cadeira
por dez vezes seguidas.
cima e para baixo,
alternadamente.
1 Tome remédio contra enjoo no o balanço do mar. Coca-Cola. Fumar a recuperar as
1 Tome remédio
contra enjoo no
o balanço do mar.
Coca-Cola. Fumar
a recuperar as
também pode.
bem ventilado
do convés para
pensar em nada.
deixa a pessoa
debilitada.
forças, faz passar
mínimo uma hora
antes de embarcar,
para dar tempo de
fazer efeito, já que
os medicamentos
são preventivos, não
corretivos.
3 Alimente-se
pelo menos, se
acostume um
pouco com o
balanço do corpo.
ficar. Mas sempre
do lado de fora!
10 Não
pequenos, mas
bem longe de
qualquer tipo de
fumaça de motor,
o tempo e permite
normalmente
5 Evite entrar
tente
13 Deitar
conviver melhor
antes do passeio,
mas sem exageros.
Estômago cheio
provoca enjoo. Vazio
demais, também.
na cabine
É melhor sentir
o que, infelizmente,
logo
com o mal-estar.
ou olhar para baixo.
Pode dar tontura na
7 Nem tente
ler, fotografar,
é frequente nas
lanchas.
15 Se
hora. Se for sair para
pescar, apronte todo
cozinhar, olhar
pelo binóculo e
frio do que ficar
zonzo dentro do
aconchego da
cabine.
após comer pode
provocar náusea
intensa. Dê um
resolver
12 Só coma
truques
15
2 Durma
4 A bordo,
o material antes de
subir no barco.
alimentos
tempo após cada
lanche. Mas,
dar um mergulho
no mar, evite
9 Mantenha
fáceis de digerir
se o enjoo apertar,
beber água
bastante e
evite
o olhar
e em pequenas
para(tentar)
bem no dia anterior
e não tome nenhum
tipo de bebida
alcoólica na véspera.
Cansaço e ressaca
não combinam com
gorduras,
temperos, coisas
demasiadamente
salgadas ou bebidas
com cafeína, como,
por exemplo,
6 Se tiver que
entrar na
ficar mandando
mensagens pelo
celular, porque
tudo isso acentua
o mal-estar.
fixo no horizonte,
quando o barco
estiver em
movimento, sem
ficar compensando
o balanço natural
do barco com o
seu corpo. Faça
como se estivesse
montado num
cavalo: suba e
desça com o
movimento dele.
deite e fique de
olhos fechados.
nãoenjoar
cabine, evite fazê-lo
no início do passeio,
11 Fique
14 Se
8 Escolha
na popa,
enjoar,
salgada, porque ela
costuma provocar
enjoo imediato —
apesar de
muitas pessoas
a fim de permitir
um lugar
ficar olhando para
onde balança
porções de cada
vez, durante o
passeio. E beba
bastante água.
Ficar sem
tente dormir.
dizerem
que seu organismo,
confortável e
a água, e tente não
menos nos barcos
ingerir nada
O sono ajuda
o contrário.

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FOTOS jOEl pAchEcO

FOTOS ROGER SANTOS

a ponte que o encanta

ele e a ponte O visual da ponte-símbolo de Florianópolis sempre fez parte da vida
ele e a ponte
O visual da
ponte-símbolo
de Florianópolis
sempre fez parte
da vida de Joel
Pacheco, que, ao
virar fotógrafo,
passou a
documentá-la nos
mais diferentes
ângulos e
horas do dia

68 Náutica Sul

o

arquiteto

e

fotógrafo

joel pacheco cresceu vendo a ponte hercílio luz do quintal

de sua casa. Para homenageá-la, criou uma linda exPosição

fotográfica

E ra uma vez um garoto que cresceu ven- do esta paisagem no quintal de sua casa — que ficava praticamente debai- xo da ponte. Muitos anos depois, já cres-

cido e formado em arquitetura (não poderia ter ha-

vido inspiração maior

fotografia. E passou a registrar, sob os mais diferen- tes ângulos e horas do dia, a ponte que frequentava suas mais tenras lembranças da infância, quando lançava barquinhos de papel nas águas do Estreito, entre a ilha e o continente, só para vê-los passar por debaixo da ponte magnífica, que tanto orgulhava os moradores de Florianópolis.

),

ele descobriu o prazer da

Se, para qualquer catarinense, a quase cen- tenária Hercílio Luz é um símbolo do próprio es- tado e uma imagem que ninguém se cansa de admirar (apoie-se ou não a milionária novela na qual se transformou a sua reforma, que, por si- nal, ninguém aposta um centavo de que vá ficar pronta no final deste ano, como prometido pe- las autoridades), para o florianopolitano — e or- gulhoso manezinho da ilha — Joel Pacheco, ela é bem mais do que isso. É uma velha amiga des- de os tempos de criança, que ele recentemente homenageou com uma linda exposição fotográ- fica, aqui reproduzida em parte.

FOTOS jOEl pAchEcO

hercílio luz

FOTOS jOEl pAchEcO hercílio luz “ De qualquer ângulo que se olhe, ela enche os olhos.

De qualquer ângulo que se olhe, ela enche

os olhos. ‘É a nossa Golden Gate’, diz o fotógrafo

os olhos. ‘É a nossa Golden Gate’, diz o fotógrafo 70 70 Náutica Sul Náutica Sul

70

70

Náutica Sul

Náutica Sul

dois símbolos da ilha Duas paixões de Joel, juntas, no mesmo cenário:

a ponte quase centenária e uma típica canoa baleeira, outro símbolo de Floripa

no mesmo cenário: a ponte quase centenária e uma típica canoa baleeira, outro símbolo de Floripa

Náutica Sul

71

FOTOS jOEl pAchEcO

hercílio luz

dia e noite Sempre que surge um novo ângulo, luz ou inspiração, Joel sai para fotografar a ponte, que fica praticamente sobre sua antiga casa, ao lado do forte (no detalhe)

7272 NáuticaNáutica SulSul

A lém de arquiteto, fotógrafo e programador visual, Joel Pacheco também é um pro- fícuo pesquisador da cultu-

ra da ilha de Santa Catarina e sua es- treita ligação com os Açores, de onde vieram muitos dos seus primeiros habi- tantes. Tanto que já produziu três livros do gênero, sendo um deles dedica- do apenas às baleeiras, barcos-íco- nes tanto em Florianópolis quanto nas suas irmãs portuguesas. O mais recen- te deles, Arquitetura e Paisagem — Flo-

rianópolis e Açores, foi lançado no final do ano passado e, como não podia dei- xar de ser, no caso de um competente fotógrafo, com lindas imagens. Sobre a ponte Hercílio Luz, ele diz. “É uma obra belíssima e de uma fotogenia que enche os olhos de qualquer fotógra- fo. Para quem, como eu, se acostumou a vê-la todos os dias, desde os tempos de garoto, seria de se esperar certa indife- rença, com o passar dos anos. Mas isso jamais aconteceu. Nunca me cansei de admirá-la. É a nossa Golden Gate”.

Nunca me cansei de admirá-la. É a nossa Golden Gate”. Quando criança, ele fazia barquinhos de

Quando

criança, ele fazia barquinhos de papel e os lançava sob a ponte, que fica sobre o quintal de sua antiga casa

Quando criança, ele fazia barquinhos de papel e os lançava sob a ponte, que fica sobre

FOTOS jOEl pAchEcO

hercílio luz

visual que não cansa Joel é apenas mais um que não cansa de olhar para
visual que
não cansa
Joel é apenas
mais um que não
cansa de olhar
para a ponte,
mas transformou
este gosto em
belas imagens,
que continuam
sendo
produzidas.
Como as
obras da sua
interminável
reforma (acima),
que ele também
critica
interminável reforma (acima), que ele também critica “ Ninguém acredita que a reforma da ponte fique

Ninguém acredita que a reforma

da ponte fique pronta este ano. Nem o engenheiro que fiscaliza a obra

fique pronta este ano. Nem o engenheiro que fiscaliza a obra 74 Náutica Sul Será que
fique pronta este ano. Nem o engenheiro que fiscaliza a obra 74 Náutica Sul Será que

74

Náutica Sul

ano. Nem o engenheiro que fiscaliza a obra 74 Náutica Sul Será que agora vai? A

Será que agora vai?

A polêmica

reforma

da ponte-

símbolo de

Santa Catarina

continua

dando o

que falar.

E reclamar

uma ponte

em quatro

tempos

O Estreito

antes da ponte

(abaixo) e ela sendo construída, até ficar pronta, em 1926. Em 1982,

É uma unanimidade na cidade,

tanto quanto a que a coloca

como símbolo maior da ilha

e do próprio estado: com a

dinheirama que já foi gasta nas ações de reforma da Hercílio Luz (nenhuma delas concluídas na sua integralidade), daria para

construir várias pontes como ela. Dez em cada dez moradores de Floripa garantem isso e revoltam- se com a “roubalheira” que, segundo eles, sempre norteou a tão falada reforma da ponte, uma

novela que se arrasta desde 1982

e que, agora, está tendo mais

um capítulo — aparentemente,

o mais sério de todos, embora

ainda esteja longe de um final feliz. Mas há quem discorde.

começaram Para o engenheiro Wenceslau

os problemas

e a novela da

reforma, que se arrasta até hoje

Diotallévy, responsável pela fiscalização dos trabalhos de

reforma da ponte, com os estimados R$ 200 milhões que

devem custar a reforma da Hercílio

Luz (talvez, um pouco mais

se construiria nem metade dela. Ou, melhor dizendo, isso sequer seria feito, porque não existem mais pontes iguais a ela, que usa um sistema hoje único no mundo, de barras de aço com olhais em

vez de cabos. “A reforma da ponte

é uma obra bem mais complexa

do que as pessoas imaginam”, diz. “Mas o pior já passou”. Por “pior” entenda-se a

construção de uma base (meio submarina, meio fora d´água, que,

na concepção, é quase outra ponte

em si), sobre a qual será apoiado

o vão central da Hercílio Luz, para

que ela possa, enfim, ser reformada. Ou seja, na ponte mesmo, nada ainda foi feito. Até agora, todo

),

não

o trabalho (“que ninguém via,

porque era feito debaixo d´água”, defende-se o engenheiro) foi de infraestrutura para permitir a reforma, o que deixa antever que

o prazo estipulado pelo governo,

mais uma vez, não será cumprido. “Acho bem difícil a ponte ficar pronta até o final deste ano, como prometido, mas talvez só atrase alguns meses”, diz o engenheiro,

que, no entanto, garante que, se ela não fosse reformada, não duraria muito tempo mais. “Do jeito que

a sua estrutura está deteriorada,

eu não daria mais do que uma ou

duas décadas para ela vir abaixo

e, aí sim, seria uma tragédia para

todos os catarinenses, porque seria

como se o Rio de Janeiro perdesse

o seu Cristo Redentor.” Wenceslau

é outro apaixonado pela ponte que simboliza o seu estado.

seu Cristo Redentor.” Wenceslau é outro apaixonado pela ponte que simboliza o seu estado. REpROduçõES Náutica
REpROduçõES
REpROduçõES

Náutica Sul

75

por giselle gAmbiAzi

Mar que vira parque

Em Balneário Camboriú, o Acquática, um curioso parque inflável que diverte crianças e adultos em plena praia, está com os dias contados — porque está terminando mais uma temporada. Mas ainda dá tempo!

S eus filhos vão adorar. E você também vai cur- tir. Mas é preciso correr, porque o parque inflável

Acqualândia, o maior do gênero na América Latina, montado den- tro do mar da praia da Barra Sul, em Balneário Camboriú, só fica- rá em atividade até o final deste mês de março. Depois, só no ve-

rão do ano que vem. Mas vale a pena tentar chegar lá a tempo de colocar os pequenos (ou nem tão pequenos assim, já que mesmo os adultos podem se divertir, além de serem acompanhantes obriga- tórios no caso de crianças abaixo

dos oito anos de idade) para pular nas camas elásticas, deslizar nos escorregadores, escalar uma mon- tanha de cinco metros de altura e até ser ejetado por uma catapulta, tudo inflável, à prova de machu- cados e dentro d´água, em plena praia, a poucos metros da areia. É uma grande folia. E ainda quei- ma muitas calorias. “A criançada pira com os brinquedos e o pessoal que fre- quenta academia também cur- te adoidado o parque, porque ele exercita o corpo inteiro”, diz o dono da brincadeira, Thauan Bar- duzzi, que é surfista e sempre so-

nhou em trabalhar perto da água. Um dia, pesquisando na internet, ele descobriu uma empresa ale- mã que fabrica estes brinquedos infláveis de grandes proporções, para uso em piscinas, represas ou águas abrigadas, e o transformou num negócio, que só em Balneá- rio já existe há cinco anos. “Hoje, a praia é o meu escritório”, diver- te-se ele, também, por sinal. O Acqualândia ocupa uma área de 900 metros quadrados no trecho mais tranquilo da praia, onde não há ondas e a profundi- dade, dependendo da maré e do tipo de brinquedo, varia entre 80

dependendo da maré e do tipo de brinquedo, varia entre 80 Grande área de lazer O

Grande área

de lazer

O Acquática

ocupa uma área

de 900 metros quadrados na

beira da praia

e oferece um

“circuito” de brinquedos que diverte e exercita qualquer pessoa

de brinquedos que diverte e exercita qualquer pessoa FOTOS DIVULGAÇÃO coisa de louco centímetros a dois
FOTOS DIVULGAÇÃO
FOTOS DIVULGAÇÃO

coisa

de louco

centímetros a dois metros. Não

O Iceberg

(ao lado), que mistura escalada

com mergulhos

de cinco metros de altura, é

o brinquedo

favorito da temporada. E não são só as crianças que se divertem nele

há risco algum, apesar dos tom- bos e mergulhos que fazem parte da própria brincadeira. Crianças pequenas brincam acompanha-

das por um adulto (que nem paga para se divertir também) e, quan- do o mar fica de ressaca, os brin- quedos são recolhidos e o parque não abre – embora isso seja bem raro naquele ponto da praia. Gostou? Então, corra, por- que estes são os últimos dias da temporada deste ano do parque aquático mais inusitado do país. E que custa R$ 25 por uma hora ou R$ 70 o dia inteiro.

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Náutica Sul

Náutica Sul

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fotos arquivo náutica

Você e seu barco

fotos arquivo náutica Você e seu barco 12 dúvidas na hora de escolher e comprar o

12 dúvidas

na hora de escolher e comprar o primeiro barco

O que é bom saber, para escolher (bem) o barco certo para você

é bom saber, para escolher (bem) o barco certo para você 1 Comprar antes ou depois
é bom saber, para escolher (bem) o barco certo para você 1 Comprar antes ou depois

1

Comprar antes ou

depois do verão?

Após o verão, os preços tendem a

diminuir um pouco — mas não muito. Mas a maior vantagem de comprar um barco após o verão é que, se ele for novo, a entrega acontece mais rápido, porque, com menos pedidos, os estaleiros produzem os barcos em menos tempo. Mas, a partir de setembro, o movimento aumenta de novo.

2

Com broker

ou diretamente?

Os brokers têm conhecimento do mercado

náutico e podem apresentar boas opções, além de dar orientação para a compra. Mas se você preferir agir sozinho, frequente clubes náuticos e converse bastante com marinheiros e donos de barcos, para se informar bem sobre os modelos.

3

Barco grande ou pequeno?

Escolha o tamanho exato da sua

experiência e do seu bolso. Na dúvida,

comece com um barco pequeno, que exige menos — menos manutenção, menos

experiência, menos dinheiro. Aqueles que

já começam com os maiores podem se

frustrar com as peculiaridades de uma atividade que ainda não conhecem bem. Deixe os grandões para depois.

4

lo

Novo ou usado?

Se o barco for novo, você poderá montá- da maneira que quiser, escolhendo

o motor e os equipamentos. Também

terá a certeza da procedência, garantia e ainda pode pagar a prazo. Já a principal vantagem do barco usado é o preço mais acessível, o que também diminui a diferença a menos em dinheiro na hora de vendê-lo.

5

A vela ou a motor?

Veleiros exigem muito mais

conhecimento, ou seja, será necessário

aprender a velejar razoavelmente bem para manejá-lo. Mas são barcos que não fazem ruídos, tornando a navegação

bem mais prazerosa. No entanto, são bem mais lentos, embora tenham um custo de uso de praticamente zero em relação aos barcos a motor, já que o seu combustível é o vento — que é grátis.

6

Para o mar

ou para a represa?

Esta é uma decisão importante, porque

barcos para uso no mar precisam ser um pouco maiores, por questões de segurança — ondas, por exemplo. Já para uso em águas abrigadas, como as de baías ou represas, qualquer barquinho na faixa dos 18/20 pés serve.

7

Para usar com

a

família ou sozinho?

Isso irá definir até o tamanho do próprio

barco e se ele precisa de cabine ou não. Se o seu objetivo principal for, por exemplo, pescar, dificilmente sua família irá junto nos passeios, portanto, basta um barco menor e aberto. Mas o ideal é ter um barco que contemple as duas coisas, ou seja as saídas com muitas ou poucas pessoas, dependendo do dia. Detalhe importante: se o barco for para uso da família inteira, envolva pelo menos a sua esposa na escolha do modelo, para criar mais “intimidade” do barco com todos de casa.

8

À

vista ou parcelado?

Não empate todo o seu dinheiro na compra

de um barco novo. Até porque você irá

precisar gastar um pouco mais com equipamentos. A maioria dos estaleiros já oferece opção de parcelamento e alguns bancos já financiam a compra de barcos. Mas

se for um barco usado, tente comprá-lo à vista,

já que, parcelado, os juros são mais altos.

9

Para dormir ou apenas passear?

Se você quer um barco apenas para passear,

ou seja para sair e voltar horas depois, prefira

uma lancha aberta e com bons sofás, já que todo mundo acabará ficando o tempo todo no convés mesmo. Mas se o seu objetivo for dormir uma noite ou outra a bordo, ou ter um lugar para descansar durante os passeios, opte por uma lancha com cabine ou, então, um veleiro.

10

Proa aberta ou fechada?

A

maioria das lanchas pequenas, de até 23

pés, tem a proa aberta, ou seja, com sofás

também na frente do barco. Com isso, cabem até mais pessoas a bordo. Já nos barcos com proa fechada, o que significa que tem cabine, esta área coberta é bem útil para descansar ou guardar objetos durante os passeios — além de, eventualmente, permitir dormir a bordo.

11 O

Lancha com motor de popa ou

centro-rabeta?

motor de popa é mais barato, deixa mais

espaço a bordo e tem manutenção mais fácil. Já o motor de centro-rabeta tende a ser mais silencioso, não ocupa espaço na plataforma de popa e dá mais estabilidade ao casco, porque distribui melhor o peso a bordo.

12

Motor a diesel ou a gasolina?

Se a lancha for usada para esquiar, por

exemplo, o motor deverá ser a gasolina, para

gerar arrancadas mais rápidas. Por outro lado,

o consumo e a autonomia são bem melhores

com motores a diesel. Na hora da compra, o motor a gasolina leva vantagem, pois é mais barato. Mas, na hora de vender, os motores a diesel valorizam o barco.

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náutica sul

náutica sul

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Você e seu barco Fogo o risco maior na água 15 cuidados para evitar o
Você e seu barco
Fogo
o risco maior na água
15 cuidados para evitar o inimigo número um dos barcos — que, não, não são os naufrágios!
1
Antes de dar a partida no motor, respire fundo. Se sentir cheiro
de combustível a bordo, não ligue.
2
Se o barco tiver motor de centro, instale um exaustor no paiol, para
eliminar os vapores do combustível, principal risco de explosões.
3
Jamais guarde gasolina nos paióis, especialmente dentro de
embalagens plásticas, que nem de longe são apropriadas para isso.
4
Nada de gambiarras na parte elétrica do barco. Fios e conectores
são os principais gatilhos na maioria dos incêndios a bordo.
5
Curto-circuitos são a principal causa de incêndios em barcos. E os
maiores motivos, mau estado dos fios e sobrecarga de energia.
6
Todos os fios devem ser estanhados, para evitar a corrosão. E os
circuitos devem ser protegidos por disjuntor ou fusível.
7
O motor de arranque precisa ter fusível próprio, para que, em
caso de pane, não haja curto-circuito.
8
A bateria deve ficar longe do motor, bem presa e sempre acima da
linha d’água do casco. Bateria solta e molhada é risco na certa.
E se o fogo
começar?
9
Álcool perto da churrasqueira e da cozinha é sempre um perigo.
Mantenha-o longe e prefira o gel em vez do líquido.
10
Botijões de gás, quando inevitáveis a bordo, devem ficar nas áreas
externas do barco, mas protegidos do sol.
O ABC da emergência
11
Mantenha sempre um extintor perto do piloto. Nos barcos maiores,
o ideal são três: um com ele, outro na proa e um terceiro na popa.
A Desligue imediatamente a
12
chave geral do barco
Os tanques de gasolina devem ficar bem afastados do motor, a fim
de evitar o contato com o calor gerado por eles.
B Corte a passagem de
13
Prefira tanques de alumínio ou polietileno. Os de aço inox podem
causar vazamento nas soldas se as chapas forem finas demais.
combustível para o motor
14
C Dispare o extintor e
Vistorie todas as braçadeiras das mangueiras por onde passa o
combustível a cada seis meses. E use duas em vez de apenas uma.
feche o ambiente, para
abafar o fogo
15
Se permitir que fumem a bordo, faça com que isso aconteça
apenas do lado de fora, jamais dentro da cabine.
80
náutica sul

Onde encontrar

PARANÁ

EstalEirosOnde encontrar PARANÁ • Bassboat Tel. 41/3029-0512 www.bassboat.com.br Lanchas para pesca C uritiba • Engetec

Bassboat

Tel. 41/3029-0512 www.bassboat.com.br Lanchas para pesca

Curitiba

Engetec

Tel. 41/3383-0182 www.engetecbrasil.com.br Botes de alumínio, infláveis e lanchas

São JoSé doS PinhaiS

Vom Wasser

Tel. 41/3344-5806

www.evw.com.br

Lanchas

Curitiba

Way Brasil

Tel. 41/3278-7433 www.waybrasil.com Lanchas Triton e Quest

Curitiba

Wind Náutica

Tel. 41/3383-1865

www.windnautica.com.br

Veleiros

Curitiba

MoTores eTel. 41/3383-1865 www.windnautica.com.br Veleiros C uritiba eQuipaMenTos • Britanite Tel. 41/3671-8200

eQuipaMenTos

Britanite

Tel. 41/3671-8200 bsd@britanite.com.br Material de salvatagem

Quatro barraS

Fort Car

Tel. 41/3673-2386 www.fortcarreboques. com.br Fábrica de carretas

Curitiba

Mar Sul

Tel. 41/3443-6024 www.marsulservicos.com.br Motores Man

Guaratuba

Nautimax

Tel. 41/3333-0410 www.nautimax.com.br Motores Volvo penta

Curitiba

Piqui Naval

Tel. 41/3472-1327 piquinaval@hotmail.com acessórios de aço inox

Guaratuba

Retipar

Tel. 41/3016-0206

www.retipar.com.br retífica, peças e acessórios

Curitiba

Separ

Tel. 41/3324-7205 www.separ.com.br Carregadores de bateria, divisores e conversores

Curitiba

Volvo Penta Brasil

www.volvopenta.com.br Fabricante de motores

Curitiba Lojas e serViços
Curitiba
Lojas e serViços

Bankoc/Almir

Capotas

Tel. 41/3282-4804 www.bankoc.com.br

Capotas e revestimentos

São JoSé doS PinhaiS

Berneck

Tel. 41/2109-1513 www.berneck.com.br

painéis de madeira teca

arauCária

Centro Náutico

Tel. 41/3366-7677

www.centronautico.net

Barcos, motores

e equipamentos

Curitiba

Ciclonáutica

44/3425-1267

www.ciclonautica.

com.br

Lanchas Ventura

e

e

rionáutica, jets

motores Yamaha

Loanda

Despachante

Marítimo JB

Tel. 41/3333-6660

Legalizações,

registros e

cursos náuticos

Curitiba

Diprofiber

Tel. 41/3373-0057

www.diprofiber.com.br

Material para laminação

Curitiba

First Yacht

Tel. 41/3333-0410 www.firstyacht.com.br

Lanchas azimut e atlantis

Curitiba

Horst Transporte

Tel. 41/3275-7228

Transporte de barcos

Curitiba

Interyachts

Tel. 41/4102-7362

www.interyachts.com.br

Lanchas intermarine

Curitiba

Kapazi Tapetes

Tel. 41/3232-8282

www.kapazi.com.br

Tapetes náuticos

Curitiba

Kapot Capotaria

Tel. 41/3333-7122 www.kapot.com.br Fábrica de capotas

Curitiba

Lakshmi

Tel. 41/3392-6002 www.moveislakshmi.com.br Marcenaria com teca

CamPo LarGo

Loba do Mar

Tel. 41/3027-7788

www.lobadomar.com.br

eletrônicos,

despachante, cursos

Curitiba

Londrináutica

Tel. 43/3328-5858 www.londrinautica.com.br

Lanchas, jets e motores

Londrina

Marine Service

Tel. 41/3665-9393 oficina, motores, elétrica

Curitiba

MM Náutica

Tel. 41/3333-9011

www.mmnautica.com.br

Lanchas, motores,

equipamentos

C uritiba

Náutica Gold Fish

Tel. 43/3347-1509 www.nauticagoldfish.com.br Lanchas Mestra, Metal

Glass; motores evinrude; jets sea Doo

Londrina

Náutica Paraná

Tel. 43/3336-1900

www.nauticaparana.com.br Lanchas Fs e Ventura; jets e motores Mercury

Londrina

Náutica Wilke

Tel. 41/3442-2519

www.nauticawilke.com.br

Manutenção e fabricação de peças. representante Fischer panda

Guaratuba

Nautipar

Tel. 41/3016-0020

www.nautipar.com.br

representante Ferretti

Curitiba

Paraná Boats Broker

Tel. 41/7819-1854

www.paranaboats.com.br

Lanchas singular

Curitiba

Piçarras

Tel. 41/3472-1438 posto e equipamentos

Guaratuba

Promar

Tel. 41/3254-1502 www.promar.com.br Fábrica de tintas

Curitiba

Rionáutica

Tel. 44/3262-6365 www.rionautica.com Lanchas, jets e motores evinrude

marinGá

Sailing Shop Náutico

Tel. 41/3079-3040 www.shopnautico.com.br Veleiros e acessórios

Curitiba

Schneider Naval

Tel. 41/3283-5893 www.schneidernaval.com.br peças de inox e madeira

Curitiba

Separ

Tel. 41/3324-7205

www.separ.com.br

Lanchas singular

Curitiba

SP Marine

Tel. 41/3233-3636

www.spmarine.com.br

Lanchas intermarine

Curitiba

Sport Náutica Foz

Tel. 45/3573-3151 www.sportnauticafoz.com.br Lanchas, jets e motores Mercury

Foz do iGuaçu

Vip Boat

Tel. 41/9841-3838

www.vipboat.com.br

Lanchas nacionais

e importadas

Curitiba

Yamanáutica

Tel. 41/3333-3738

www.yamanautica.com.br Lanchas, motores suzuki e Yamaha e jets Yamaha

Curitiba

Yacht Brasil

Tel. 41/3343-6800 www.yachtbrasil.com Lanchas importadas azimut Grande, Benetti, Cabo e sea ray

Curitiba

SANTA

CATARINA esTaLeiros
CATARINA
esTaLeiros

Armada Yachts

Tel. 48/3242-9600

www.armada.com.br

Lanchas

PaLhoça

Azimut Yachts

Tel. 47/3249-7700

www.azimutyachts.com.br

Lanchas

itaJaí

BB Barcos

Tel. 48/3255-3590

www.bbbarcos.com Veleiros

e catamarãs

imbituba

Blujoi Catamarãs

Tel. 47/4009-0341 www.blujoi.com.br Trawlers e catamarãs

JoinviLLe

Brasboats

Tel. 48/3242-4927

www.brasboats.com.br

Lanchas

PaLhoça

Brunswick

Boat Group

Tel. 47/3025-4984 www.bayliner.com.br Lanchas Bayliner e sea ray

JoinviLLe

Catarina Yachts

Tel. 47/3404-6801 www.catarinayachts.com Lanchas e veleiros

naveGanteS

Century Yachts

Tel. 48/9119-1991

www.centuryachts.com.br

Lanchas

itaJaí

Dream Boats

www.dreamboats.com.br Canoas de madeira

JaraGuá do SuL

Fibrafort

Tel. 47/3249-9958

www.fibrafort.com.br

Lanchas Focker

itaJaí

FS Yachts

Tel. 48/3243-1990

www.fsyachts.com.br

Lanchas

biGuaçu

Gamper Náutica

Tel. 47/3442-2456 www.gampernautica.com.br infláveis

São FranCiSCo do SuL

Império Yachts

Tel. 47/3045-3080

www.imperioyachts.com.br

Lanchas DM

itaJaí

Intech Boating

Tel. 48/3259-0484

www.intechboating.com

Lanchas

São JoSé

Kalmar

Tel. 47/3348-2916 www.kalmar.com.br Lanchas e veleiros

itaJaí

Krause Boats

Tel. 48/4107-0260

www.estaleirokrause.

com.br

Lanchas

PaLhoça

Lancer

Tel. 48/32429840

www.lanceryachts.com.br

Lanchas

PaLhoça

Mastro d’Ascia

Tel. 48/3238-2314

www.mastrodascia.com.br

Lanchas nomad

FLorianóPoLiS

Ocean Life

Tel. 48/3342-0204

www.evolveboats.com.br

Lanchas evolve

biGuaçu

Psari Boats

Tel. 47/3365-0906

www.psari.com.br

Lanchas

Camboriú

Sail Master

Tel. 48/3343-8930

www.sail-master.com.br

infláveis

São JoSé

Schaefer Yachts

Tel. 48/2106-0001 www.schaeferyachts.com.br Lanchas phantom PaLhoça

Sea Crest

Tel. 48/3278-1252

www.seacrest.com.br

Lanchas

São JoSé

Sessa Marine

Brasil

www.sessamarine.com

Tel. 48/3278-1169

Lanchas

São JoSé

Singular Boats

Tel. 48/3341-3343

www.singularboats.com

Lanchas

PaLhoça

Top Line Yachts

Tel. 48/4109 -0414 www.toplineyachts.com.br.

Lanchas

biGuaçu

Zeta Yachts

Tel. 48/9982-2118

www.zetaestaleiro.com.br

Lanchas

PaLhoça

Tel. 48/9982-2118 www.zetaestaleiro.com.br Lanchas P aLhoça MoTores e eQuipaMenTos • Boa Vista Reboques Tel.

MoTores e

eQuipaMenTos

Boa Vista Reboques

Tel. 47/3433-4815 www.boavistareboques. com.br Fábrica de reboques

itaJaí

De Vento em Popa

Tel. 47/9977-0676 Mecânica de motores

Camboriú

Elber

Tel. 47/3542-3000 www.elber.ind.br Geladeiras e freezers

aGronômiCa

Formula Import

Tel. 47/3473-0088

www.formulaimport. com.br Geradores, gaiutas, vigias, condicionadores de ar e

equipamentos hidráulicos

JoinviLLe

Hoffmann

Tel. 47/3348-1069

www.heliceshoffmann. com.br Fábrica de hélices

itaJaí

Motor Marine

Tel. 47/3264-1439

assistência técnica

de motores

baLneário Camboriú

Nautcar Carretas

Tel. 48/3257-6243 www.nautcar.com Fabricante de carretas

FLorianóPoLiS

Optolamp – HE

Tel. 47/3369-4184 www.optolamp.com iluminação e sinalização para barcos

Porto beLo

Pirâmide Reboques

Tel. 47/3473-1078 www.piramidereboques. com.br Fábrica de reboques

JoinviLLe

Real Marítima

Tel. 48/3348-7885

autorizada Volvo

FLorianóPoLiS

Xexeumar

Tel. 48/3243-2726 www.xexeumar.com.br Fábrica de peças de inox

biGuaçu

www.xexeumar.com.br Fábrica de peças de inox b iGuaçu Lojas e serViços • American Boat Tel. 47/3427-2143

Lojas e serViços

American Boat

Tel. 47/3427-2143

www.americanboat.com.br Lanchas importadas Chris Craft

JoinviLLe

Acrilatec

Tel. 48/3257-1038 www.acrilatec.com.br peças em acrílico

São JoSé

AJX

Tel. 48/3222-7752

www.ajxtec.com.br Torres de abastecimento e equipamentos de fibra para marinas

FLorianóPoLiS

Alenáutica

Tel. 48/3244-4466

www.alenautica.com.br Lanchas Ventura, oficina e loja náutica

FLorianóPoLiS

Armazém Naval

Tel. 48/3225-9370

www.armazemnaval.com.br Loja Yanmar e Holt nautos; oficina

FLorianóPoLiS

Beneteau

Tel. 48/3066-2222 Lanchas e veleiros

biGuaçu

Boat Sul

Tel. 47/3367-6813

www.boatsul.com.br

Lanchas importadas sunseeker e Cobalt

biGuaçu

Brasil Adventure

(by Dente)

Tel. 47/3366-3114

www.bydente.com.br Venda e reparo de jets

Camboriú

Brisa Yachts

Tel. 48/9133-7418

www.brisayachts.com.br

Lanchas singular

FLorianóPoLiS

Calamar

Tel. 48/3244-3863

www.calamarsc.com.br peças e serviços náuticos

FLorianóPoLiS

Cleo Muller

Tel. 47/3043-0497 Lanchas sea Gold

JoinviLLe

Cia. da Praia

Tel. 48/3269-5988 www.companhiadapraia. com.br Barcos e equipamentos

FLorianóPoLiS

Coltri Sub

Tel. 48/3348-2114 www.coltrisub.it Compressores para recarga

de ar FLorianóPoLiS

Estofatec

Tel. 48/7812-6727

revestimentos náuticos

São JoSé

First Yacht

Tel. 48/3027-1038

www.firstyacht.com.br

FLorianóPoLiS e

baLneário Camboriú

Floripa Náutica

Tel. 48/3243-2232 www.floripanautica.

com.br

Lanchas e motores

biGuaçu

Guaíba

Tel. 48/3304-7223 www.guaibanautica.

com.br Barcos e equipamentos

FLorianóPoLiS

Gurupés Náutica

Tel. 47/3366-1410 www.gurupes.com.br Veleiros Bramador e catracas sea Winch

baLneário Camboriú

Inter Coatings

Tel. 48/3349-9090

www.intercoatings.com.br

Tintas marítimas

itaJaí

Interyachts

Tel. 48/3365-9570

www.interyachts.com.br

Lanchas intermarine

FLorianóPoLiS

Jet Hause

Tel. 48/3232-5451

jet-hause@hotmail.com Venda e manutenção de jets

FLorianóPoLiS

Katavento Capas

Náuticas

Tel. 48/3225-7600 www.kataventocapas nauticas.com.br

Capas e reparos de velas

FLorianóPoLiS

Jet Point

Tel. 47/3361-0294 www.jetpoint.com.br Venda e manutenção de

jets

Camboriú

L.A. Infláveis

Tel. 47/3369-4711 www.lainflaveis.net

infláveis, serviços náuticos

Porto beLo

82

Náutica Sul

Náutica Sul

83

Divulgação

Onde encontrar

Mar & Cia

Tel. 47/3423-3351 Loja, oficina e despachante

JoinviLLe e São

FranCiSCo do SuL

Mar&Mar Náutica

Tel. 48/3365-9570

www.maremarnautica.

com.br

Venda de barcos novos

e usados; aluguel

FLorianóPoLiS

Marina da Conceição

Tel. 48/3232-0345 www.marinada conceicao. com.br Venda de lanchas

FLorianóPoLiS

Marine Express

Tel. 47/3367-7167

www.marinexpress.com.br

eletrônicos, geradores e

equipamentos

Camboriú

Mega Jet & Boats

Tel. 48/3246-4546 www.megajet.net revenda e assistência

técnica de jets, lanchas

e motores de popa

São JoSé

Mídia Signs

Tel. 47/3367-2192 www.midiasigns.com.br adesivos para barcos

Camboriú

Moto Jeans

Tel. 49/3319-2480 www.motojeans.com.br Lanchas Ventura, jets sea Doo e motores envirude

ChaPeCó

Náutica Mané Ferrari

Tel. 48/7811-8391 www.nauticamaneferrari. com.br. Lanchas, equipamentos, transporte e serviços gerais

FLorianóPoLiS

Náutica Tecnimar

Tel. 47/3361-1120

e 47/9117-6622

www.tecnimar.com.br Manutenção e reparos

Camboriú

Nautipar

Tel. 47/3363-1336

www.nautipar.com.br

representante Ferretti

Camboriú

Nautiservi

Tel. 47/3369-9001

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