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Ana Catarina Pereira Antonio

Gabrielle Silva Gardim


Ingrid Fernandes de Souza
Laura Carvalho Oliveira
Leonardo Nascimento Drozino

TRABALHO PRÁTICO
TP-01: ANÁLISE DE QUALIDADE

Trabalho referente ao conteúdo


ministrado em aula da disciplina de
Cadastro Territorial Multifinalitário do
curso de Engenharia Cartográfica e de
Agrimensura da FCT/UNESP.
Prof. Amilton Amorim.

UNESP – Presidente Prudente


Maio de 2019
Sumário
1.INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 3

2.OBJETIVO ....................................................................................................................... 3

3.PROCEDIMENTOS E MATERIAIS .................................................................................... 4

3.1. Intervalo de confiança ...................................................................................... 5

3.2. Analise de tendência (Teste t-Student) ............................................................ 5

3.3. Teste qui-quadrado........................................................................................... 6

3.4. A classe da carta ............................................................................................... 6

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES ......................................................................................... 7

4.1. Verificação da isenção de erros sistemáticos ................................................ 10

4.2. Análise de precisão ......................................................................................... 12

5. CONCLUSÃO ............................................................................................................... 14

6. BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................. 15
1.INTRODUÇÃO
O Cadastro Técnico Multifinalitário pode ser entendido como um sistema
de registro dos elementos espaciais que representam a estrutura urbana,
constituído por uma componente geométrica e outra descritiva que lhe
conferem agilidade e diversidade no fornecimento de dados para atender
diferentes funções.

Com o passar do tempo o Cadastro Técnico Multifinalitário vem se


modernizando juntamente com as tecnologias, e a utilização de softwares se
tornou essencial.

Neste trabalho iremos comparar as coordenadas verdadeiras de um


levantamento com as coordenadas de uma imagem proporcionada por um
software, para fins de estudo, fazendo analise e comparações por meio de
fórmulas matemáticas e estatística e assim verificar a influência dos erros no
cadastramento.

2.OBJETIVO
O objetivo desta atividade e realizar a análise do controle geométrico de
dados cadastrais, através da carta com formato (DWG) e as coordenas dos
pontos (E, N) fornecidas, e analisar os resultados obtidos.
3.PROCEDIMENTOS E MATERIAIS
Os procedimentos foram feitos com base no material disponibilizado pelo
professor.

Primeiramente foram se medidos pelo Microstation, os valores das


coordenadas (E, N). Assim obtivemos o material para o segundo procedimento.

Segundo procedimento foi obter as discrepâncias entre as coordenadas


verdadeiras e as coordenadas obtidas.

Pelas seguintes fórmulas:

ΔE(m) = E(verdadeiro) – E(imagem)

ΔN(m) = N(verdadeiro) – N(imagem)

Terceiro passo verificar se o produto está isento de efeitos sistemáticos


e verificar seu intervalo de confiança.

Começando com a média, que é o somatório dos elementos, divididos


por n (número total de pontos).

Em seguida o desvio padrão mostra em média qual será o erro


cometido, substituindo cada observação pela média, aplicando as coordenadas
(E, N).

Variância são as medidas de dispersão mais utilizadas, referente aos


quadrados dos erros em relação à média. Mostrando as distâncias entre os
valores e a média.
Onde:

𝛥X = a média das discrepâncias;

SX = o desvio padrão amostral;

(n-1) = graus de liberdade

3.1. Intervalo de confiança


O intervalo de confiança é dado pela seguinte expressão:

Vale lembrar que uma vez que a estatística amostral T esteja fora do
intervalo de confiança a carta não pode ser considerada como livre de
tendências significativas nas coordenadas testadas, para 𝛼=90%.

3.2. Analise de tendência (Teste t-Student)


A distribuição t-Student é uma das distribuições mais importantes na
estatística, para avaliar diferenças entre médias de dois grupos. Tem forma de
sino assim como a distribuição normal, porém reflete maior variabilidade. O
parâmetro V que a defini caracteriza sua forma é o número do grau de
liberdade.

A estatisitca deve ser calculada pela seguinte fórmula:


O intervalo de aceitação é verificado por:

Considerando 𝛼= 90%.

3.3. Teste qui-quadrado


Teste que se destina a encontrar um valor de dispersão para duas
variáveis. Muito utilizado para verificar a frequência que determinado
acontecimento ocorre em uma amostra, e se desvia da frequência esperada ou
não.

3.4. A classe da carta


Para analisar se a carta está dentro dos valores de precisão exigidos, se
consulta a tabela padrão de exatidão Cartográfica (PEC).

A PEC é utilizada para encontrar erro de posicionamento de feições


gráficas causadas pela escala utilizada, erro que está ligado a classificação de
uma carta segundo sua exatidão, utilizado para controle de qualidade de
trabalhos cartográficos.

Encontrada nas Normas Técnicas de Cartografia Nacional, que classifica


as cartas em classes sendo elas A, B e C. A PEC é um indicador estatístico de
dispersão relativo a 90% de probabilidade que define a exatidão de trabalhos
cartográficos.

A probabilidade de 90% corresponde a 1,6449 vezes o erro padrão,


igual a 1,6449 EP. EP isolado em trabalho cartográfico, não ultrapassará 60,8%
do PEC. O PEC estabelece que 90% dos pontos bem definidos em uma carta,
quando testados no terreno não deverão apresentar erro superior ao Padrão de
Exatidão Cartográfica estabelecido.

Erro de Padrão Planimétrico:


Classes da carta:

Tabela 1: Tipos de Cartas

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Para obter as coordenadas dos pontos na imagem utilizamos do
programa Microstation.

Figura 1 e 2: Carta utilizada para coletar as coordenadas, mais distante


e mais próxima, respectivamente.

Figura 1 (fonte: o autor)


Figura 2 (fonte: o autor)

As coordenadas verdadeiras foram obtidas pela tabela disponibilizada


nas instruções do trabalho, que por sua vez pode ser analisada na Tabela 2.

Coordenadas Verdadeiras
E N
P1 468.446,8370 7.589.710,9849
P2 468.050,5324 7.589.122,2627
P3 469.076,1719 7.587.498,1196
P4 468.180,9477 7.586.726,2778
P5 470.194,9470 7.586.464,0244
P6 471.328,1749 7.587.094,1430
P7 470.985,0481 7.588.617,9592
P8 470.732,3866 7.589.540,6290
P9 472.191,1777 7.588.733,8937
P10 472.400,6585 7.587.715,2647
P11 473.437,1375 7.585.809,3014
P12 473.764,2812 7.587.185,1902
P13 473.433,1418 7.588.463,0500
P14 472.863,0634 7.588.979,6910

Tabela 2: CARTA 050031 (fonte: instruções para o trabalho)

Para obter as coordenadas (E, N) da imagem no Microstation,


posicionamos o cursor do mouse no centro do ponto que desejávamos, assim
obtivemos os seguintes valores que seguem na Tabela 3.
Coordenadas da Imagem
Pontos E N
P1 468446,6194 7589709,1622
P2 468051,0376 7589119,8366
P3 469076,2419 7587496,6971
P4 468181,2922 7566725,3868
P5 470195,2796 7586463,3833
P6 471329,2571 7587091,4140
P7 470987,0106 7588614,4009
P8 470733,0400 7589539,7593
P9 472192,1331 7588732,3487
P10 472401,4035 7587713,5986
P11 473437,5032 7585808,5775
P12 473764,5431 7587184,5466
P13 473433,3584 7588462,4486
P14 472864,0655 7588978,1275

Tabela 3 (fonte: o autor)

As discrepâncias foram calculadas individualmente por meio da


diferença entre o valor verdadeiro e o valor observado na imagem para as
coordenadas, X (E) e Y (N) de cada um dos 14 pontos.

A média e desvio padrão foram calculados por meio de equações do


Excel. Temos o resultado para média, desvio padrão (E, N) na Tabela 4.

Pontos E N
P1 0,2176 1,8227
P2 -0,5052 2,4261
P3 -0,07 1,4225
P4 -0,3445 0,891
P5 -0,3326 0,6411
P6 -1,0822 2,729
P7 -1,9625 3,5583
P8 -0,6534 0,8697
P9 -0,9554 1,545
P10 -0,745 1,6661
P11 -0,3657 0,7239
P12 -0,2627 0,6436
P13 -0,2166 0,6014
P14 -1,0021 1,5635
Média -0,59145 1,507421
Desvio Padrão -0,5721 0,89883

Tabela 4 (fonte: o autor)

4.1. Verificação da isenção de erros sistemáticos


Para verificar se o produto está isento de erros sistemáticos, deve-se
testar a estatística amostral T para as coordenadas E, N, por meio da equação
abaixo:

𝑡 ∆𝑋̅
𝑥= 𝑛
𝑆∆𝑋 √

Sendo:

∆𝑋̅ = média das discrepâncias

𝑆∆𝑋 =o desvio padrão.

Aplicando a estatística T para E:

𝑡 ∆𝐸̅ −,572085714
𝐸= 𝑛= = −1,687461844
𝑆∆𝐸 √ 1,269832405 √14

Aplicando para N:

𝑡 ∆𝑁̅ 1,507421
𝑁= 𝑛= = 6,306961858
𝑆∆𝑁 √ 0,898834196√14

Para que o produto esteja isento de erros sistemáticos, a estatística


amostral T para E, N devem fornecer valores menores que o descrito na Tabela
t Student, para α = 90%, conforme indicado na equação:

|𝑡𝑥 | < 𝑡(𝑛−1,𝛼)


2

O valor de tα para 13 graus de liberdade é de 1,77.


Tabela 5: Tabela de probabilidade.

Logo, evidencia-se que a coordenada E está dentro do intervalo de


confiança para o teste amostral, enquanto a coordenada N não está –
indicando que a coordenada N não está isenta de erros sistemáticos.
Gráfico de tendência, obtido com a utilização do MatLab.

Gráfico 1: Localização dos pontos.

4.2. Análise de precisão


Utilizando-se da Classe A para testar a precisão da carta, com escalas
de 1/5000 e 1/10000:

Erro padrão: 0,3mm x denominador da escala

EP = 0,3mm x 5000 = 1500 mm = 1.5 m

EP = 0,3mm x 10000 = 3000 mm = 3 m

Desvio Padrão:

𝐸𝑃
𝜎𝑥 =
√2

Para EP = 1, 5 m

1,5
𝜎𝑥1 = = 1,06 𝑚
√2
Para EP = 3 m

3
𝜎𝑥2 = = 2,12 𝑚
√2

Calcular a estatística para as coordenadas E, N e os Eps1,5m e 3m:

2
𝑆∆𝑋
𝜒𝑥2 = (𝑛 − 1)
𝜎𝑋2

Sendo:

𝜎𝑥 = o desvio padrão planimétrico esperado;

2
𝑆∆𝑋 = o quadrado do desvio padrão (variância).

Tabela 6 – Teste estatístico para as coordenadas E e N e os desvios


padrão esperados.

Coordenadas 𝝈𝒙𝟏 𝝈𝒙𝟐

E 3,3786 0,9466

N 9,3473 2,3368

Tabela 6: Desvio padrão das coordenadas (fonte: o autor)

Com as estatísticas calculadas, é preciso verificar se elas estão dentro


do intervalo de aceitação, para α= 90%, na tabela Qui Quadrado. Verificando-
se para o grau de liberdade 13, o valor tabelado corresponde a 19,812.

Todas as coordenadas estão dentro do intervalo esperado para as


escalas 1/10000 e 1/5000. Logo, é possível enquadrar a carta na Classe A,
visto que atende os critérios de precisão.
5. CONCLUSÃO
Por meio dos testes estatísticos, comprava-se que a carta atende aos
requisitos de precisão necessária, embora não possa ser considerada livre de
tendências significativas em uma das coordenadas testadas.
6. BIBLIOGRAFIA

SPIEGLE, M. R., PROBABILIDADE E ESTATISTICA. SÃO PAULO:


MCGRAW-HILL DO BRASIL,1978.

BUSSAB, W.O.; MORETTIN, P.A. ESTATÍSTICA BÁSICA. 5A EDIÇÃO,


EDITORA SARAIVA, 2006.

BLACHUT, T. ET AL. CADASTRE AS A BASIS OF A GENERAL LAND


INVENTORY OF THE COUNTRY. CANADA: NATIONAL COUNCIL, 1974.

AMILTON AMORIM, MARCOS AURÉLIO PELEGRINA, RUI PEDRO


JULIÃO. CADASTRO E GESTÃO TERRITORIAL, EDITORA UNESP DIGITAL.
1ª EDIÇÃO 2018.