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Universidade Federal de Uberlândia

Instituto de Ciências Humanas – ICH


Campus Pontal - UFU

Leonardo Santos Pitta


Maria Paula Menezes Leite
Sara Pestana Scarparo Silva
Rayane Aparecida Castro Silva

Relatório De Leitura – História da África

ITUIUTABA
2018

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Leonardo Santos Pitta
Maria Paula Menezes Leite
Sara Pestana Scarparo Silva
Rayane Aparecida Castro Silva

Relatório De Leitura – História da África

Relatório de Leitura apresentado ao Curso de História do ICH


como requisito parcial para aprovação na disciplina História da
África.
Profº. Drº. Aurelino José Ferreira Filho

ITUIUTABA
2018

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Universidade Federal de Uberlândia
Instituto de Ciências Humanas – ICH
Campus Pontal - UFU

Relatório de Leitura

De acordo com a autora Leila Leite, entre a segunda metade do século XVIII e
primeira metade do século XIX, o pensamento ocidental alça-se a um novo patamar de
organização e disposições acerca do conhecimento produzido cientificamente: passa a
imperar a ideia da racionalidade europeia.

Para a autora, através da disseminação destes ideais, pretende-se legitimar sob o


aval da racionalidade científica europeia o conhecimento produzido acerca de outros povo
e nações, e a partir do texto, discute-se a invenção de uma África construída e reproduzida
intelectualmente nas ciências humanas a partir de uma ótica universalizante ocidental,
permeada por interesses ideológicos, políticos e econômicos ainda nos dias de hoje.

A partir de um sistema hierárquico de classificação repleto de pré-conceitos e


limitado pelas definições ocidentais de conhecimento, estrutura política, História e
cultura, constrói-se a imagem de uma África a-histórica subdividida em diferentes
“níveis” que dizem respeito às diversas formas como estes elementos vêm se construindo
nas tantas etnias e nações dos povos africanos. De acordo com a autora, estes preceitos
ocidentais legitimam por um longo período a superioridade ocidental, que busca justificar
várias atrocidades cometidas contra o continente africano, bem como a disseminação e a
criação de uma África mítica, que apenas faz sentido levando em consideração as
limitações ocidentais.

Terence, afirma a importância da ideologia monárquica para a colonização


britânica e alemã na África Oriental. Era necessário infundir no ideário a importância da
monarquia e do monarca. O caso britânico merece mais atenção do autor, que traz trechos
de um documento que demostra a grandiosidade dos ritos de coroação, teatrais. A
ideologia monárquica não estava presente apenas nos discursos da Igreja, mas também
dos próprios administradores, que conseguiam implantar a manipulação colonial as

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colônias. Era mais fácil inventar uma nova tradição do que modifica-la e logo após
reinventa-la.

Esse conceito de tradição inventada de Terece, afirma que costumes e tradições


são modificados e inventados ao longo do tempo. No caso africano, essas tradições eram
levadas em diversos aspectos, seja religioso, politico ou social. Na sociedade esses
aspectos são absorvidos ou não, em alguns casos é realizado um hibridismo. E é nesse
contexto que o autor alerta aos historiadores que queiram realizar a pesquisa sore a África,
muita da história que encontramos hoje do continente foi escrita e analisada por esses
“inventores de tradição”. É necessário fazer um questionamento, o que é “tradicional”
africano? Senão uma história que, em vários momentos foi contada pelo olhar de fora e
que tentou implantar essas mesmas tradições.

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Referências Bibliográficas

HERNANDEZ, Leila Leite. O olhar imperial e a invenção da África. In: A África na sala
de aula- visita a história contemporânea. SP: Selo Negro, 2008.

RANGER, Terence. A invenção da tradição na África colonial. In: HOBSBAWM, Eric;


RANGER, Terence. A invenção das tradições. São Paulo, Paz e Terra, 2008.