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PROCESSO Nº TST-AgR-E-ED-RR-165500-85.2006.5.04.

0030

A C Ó R D Ã O
SbDI-1
JOD/tb/jv
AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS.
VIOLAÇÃO DE DISPOSITIVO DE LEI
E DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
1. De conformidade com a
redação emprestada ao art. 894,
II, da CLT pela Lei nº
13.015/2014, a admissibilidade
do recurso de embargos
encontra-se jungida à
demonstração de divergência
jurisprudencial entre Turmas ou
entre Turma e a Seção de
Dissídios Individuais, ou,
ainda, de contrariedade a
Súmula ou a Orientação
Jurisprudencial da SbDI-1 do
Tribunal Superior do Trabalho
ou a Súmula vinculante do
Supremo Tribunal Federal.
2. Não   se   admitem,   pois,
embargos  fundamentados na
indicação   de   violação   de
dispositivos   de   lei   e   da
Constituição   Federal   e   na
transcrição de arestos emanados
de   Tribunais   Regionais   do
Trabalho,   por   ausência   de
previsão legal.
3. Agravo regimental a que se
nega provimento.
Vistos, relatados e discutidos estes autos
de Agravo Regimental em Embargos em Embargos de Declaração
em Recurso de Revista n° TST-AgR-E-ED-RR-165500-
85.2006.5.04.0030, em que é Agravante DIMED S/A -

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DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS e é Agravada MARLETE


TEIXEIRA SCHMIDT E OUTROS.
Mediante a v. decisão monocrática de fls.
1.245/1.248 da visualização eletrônica, o Exmo. Ministro
Vieira de Mello Filho, na condição de Presidente da Sétima
Turma do TST, denegou seguimento aos embargos interpostos
pela Reclamada.
Em face de tal decisão, a Reclamada
interpõe agravo regimental (fls. 1.250/1.258).
É o relatório.
1. CONHECIMENTO
Conheço do agravo regimental, porquanto bem
formalizado.
2. MÉRITO DO AGRAVO REGIMENTAL
2.1. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL.
ACÓRDÃO TURMÁRIO. ACIDENTE DE TRABALHO. ASSALTO. MORTE.
RESPONSABILIDADE DA RECLAMADA
O Exmo. Ministro Vieira de Mello Filho, na
condição   de   Presidente   da   Sétima   Turma   do   TST, denegou
seguimento aos embargos interpostos pela Reclamada sob a
égide da Lei nº 13.015/2014.
No que diz respeito ao tema "NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL — RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE
DA LEI Nº 13.015/2014", asseverou:
"[...] a jurisprudência da SBDI-1 consagrou entendimento de que
não cabe recurso de embargos com alegação de nulidade por
negativa de prestação jurisdicional, tendo em vista que o tema
não aciona a função primordial da Subseção, que é a de

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uniformizar a jurisprudência. Ademais, apenas por violação dos


arts. 93, X, da Constituição Federal, 832 da CLT e 458 do CPC é
que a devolução da matéria se viabilizaria, mas, em se tratando
de recurso de embargos interpostos sob a regência da Lei nº
11.496/2007 (sic), não se há de falar em violação como
pressuposto intrínseco do apelo previsto no art. 894 da CLT.
Não admito, pois, no particular." (fls. 1.245/1.246)
Com relação ao tema "ACIDENTE DE TRABALHO —
ASSALTO À MÃO ARMADA — RESPONSABILIDADE — NON REFORMATIO
IN PEJUS", fê-lo sob o seguinte entendimento:
"[...] Verifica-se que a reclamada limitou-se a indicar violação de
preceitos legais e de estatura constitucional, o que não viabiliza
o conhecimento do recurso de embargos, nos termos do art. 894,
II, da CLT, o qual condiciona o seu êxito apenas à demonstração
de divergência jurisprudencial de Turmas ou das decisões
proferidas pela Seção de Dissídios Individuais, salvo se a
decisão recorrida estiver em consonância com súmula ou
orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho ou
do Supremo Tribunal Federal.
Assim, não admito." (fl. 1.246)
No agravo regimental de fls. 1.250/1.258, a
Reclamada renova a alegação de afronta de dispositivos de
lei e da Constituição Federal.
Não lhe assiste razão, contudo.
Conforme bem asseverou a r. decisão
denegatória, afasta-se a possibilidade de exame da
arguição de afronta aos dispositivos de lei e da
Constituição Federal invocados pela Reclamada.
Como cediço, consoante a redação emprestada
ao art. 894, II, da CLT pela Lei nº 13.015/2014, a
admissibilidade do recurso de embargos encontra-se jungida
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à demonstração de divergência jurisprudencial entre Turmas


ou entre Turma e a Seção de Dissídios Individuais, ou,
ainda, de contrariedade a Súmula ou a Orientação
Jurisprudencial da SbDI-1 do Tribunal Superior do Trabalho
ou a Súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal.
Nessas circunstâncias, não   se   admitem
embargos  fundamentados estritamente na  indicação   de
violação de dispositivos de lei e da Constituição Federal,
uma   vez   que   não   atendem   os   pressupostos   intrínsecos   de
admissibilidade previstos no art. 894, II, da CLT.
Merece, portanto, ser mantida a v. decisão
que denegou seguimento dos embargos.
2.2. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E MATERIAL.
ACIDENTE DE TRABALHO. NEXO CAUSAL
O Exmo. Ministro Vieira   de   Mello   Filho,
Presidente da Sétima Turma do TST, denegou seguimento aos
embargos interpostos pela Reclamada quanto ao tema.
No particular, asseverou:
"Como dito acima, a indicação de violação de preceito legal ou
mesmo constitucional não viabiliza o conhecimento do recurso
de embargos, nos termos do art. 894, II, da CLT, o qual
condiciona o seu êxito apenas à demonstração de divergência
jurisprudencial com arestos de Turmas desta Corte Superior.
Por outro lado, os arestos colacionados não viabilizam a
comprovação da divergência jurisprudencial, uma vez que são
oriundos de Tribunais Regionais, órgãos diversos daqueles
mencionados no art. 894, II, da CLT." (fl. 1.247)
Daí a interposição do presente agravo
regimental.

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A ora Agravante insiste na alegação de


afronta de dispositivos de lei e da Constituição Federal,
bem como na caracterização de divergência jurisprudencial
acerca da matéria.
Não lhe assiste razão.
No que tange à violação de dispositivos de
lei e da Constituição Federal, não impulsiona os embargos
ao conhecimento, porquanto interpostos já sob a égide da
Lei nº 13.015/2014.
De igual modo, não   se   admitem   embargos
fundamentados na  indicação   de   arestos   emanados   de
Tribunais  Regionais do  Trabalho, uma  vez que  não atendem
aos  pressupostos  intrínsecos  de  admissibilidade  previstos
no art. 894, II, da CLT.
Não merece reparos, portanto, a v. decisão
que denegou seguimento dos embargos.
Nego provimento ao agravo regimental.
ISTO POSTO
ACORDAM os Ministros da Subseção I
Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal
Superior do Trabalho, por unanimidade, negar provimento ao
agravo regimental.
Brasília, 01 de outubro de 2015.

Firmado por assinatura digital (MP 2.200-2/2001)


JOÃO ORESTE DALAZEN
Ministro Relator

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