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Profa.

Marília Santana Sousa de Lacerda


OBESIDADE
Aspectos
Fisiológicos
 A obesidade pode ser definida como uma
síndrome multifatorial que consiste em
alterações fisiológicas (de funcionamento),
bioquímicas (da composição), metabólicas
(modificações químicas), anatômicas (estrutura
corporal, aparência).
 Alterações psicológicas e sociais, sendo
caracterizada pelo aumento de adiposidade
(acúmulo de gordura no tecido subcutâneo) e
de peso corporal.
 O que poderia ser feito hoje, para que as
crianças não se tornassem adultos obesos
amanhã?
 A obesidade pode ser desencadeada em consequência
de momentos críticos passíveis de ação, como: físicos
(menarca, gravidez, menopausa, medicamentos,
doenças, cirurgia, álcool e dietas); psicológicos
FATORES DE (nascimento, morte, estresse, tédio, tristeza, raiva,
frustrações, divórcio); sociais (condições econômicas,
RISCO festa, trabalho, reuniões, viagem e publicidade).
 Ao identificar esse momento como uma situação
atípica, é mais fácil recuperar o estado nutricional
normal.
 Os genes podem influenciar tanto as vias eferentes
(que saem do sistema nervoso central para a
periferia) como as vias aferentes (que saem da
periferia e alcançam o sistema nervoso central),
estimulando os sinais de controle da ingestão e de
saciedade dos indivíduos

 Um dos mecanismos pelo qual a suscetibilidade


genética poderia influenciar no desenvolvimento da
obesidade é por meio do metabolismo basal (o gasto
energético em condições de repouso) e o baixo
poder de oxidação, baixa massa muscular, alterações
da ingestão, modificações do perfil de manutenção
da insulina e ainda muitos outros fatores.
Determinantes  Alimentação tem componente social e valor
ambientais, simbólico: alimentar é um ato voluntário necessário
para atender as funções fisiológicas do organismo e
socioculturais está fortemente associado a sensação de prazer,
e emoções, hábito cultural, socialização, acolhimento,
entre outros fatores. Isso faz com que a pessoa tenha
comportament um consumo alimentar acima do recomendado
ais: diariamente, proporcionando assim aumento de peso
Determinantes
ambientais,  Estímulos olfatório/visual/auditivo: estímulos
socioculturais sensoriais estimuladores proporcionam mais
e vontade de comer sendo mais difícil de
controlar o consumo alimentar.
comportament
ais:
 Estímulos olfatório/visual/auditivo: estímulos
sensoriais estimuladores proporcionam mais
Determinantes vontade de comer sendo mais difícil de
ambientais, controlar o consumo alimentar.
socioculturais
e Comportamentos aprendidos
comportament /resposta à estímulos: são costumes e
ais: hábitos adquiridos que refletem o
consumo alimentar no decorrer da vida.
 Disponibilidade de alimentos: indivíduos com
Determinantes maior acesso à alimentação e variedade, bem
ambientais, como aqueles que não possuem
socioculturais disponibilidade alimentar, podem fazer
e escolhas inadequadas aumentando seu
consumo energético diário, desencadeando
comportament excesso de peso
ais:
 A regulação da ingestão alimentar e o
armazenamento de energia, interagem e
atuam de várias formas no organismo,
contribuindo assim para a obesidade.
 O hipotálamo é o órgão central que regula a
ingestão alimentar, gasto energético e apetite
(fome) e saciedade.
Fatores
neuronais:
 Abriga duas populações vizinhas de neurônios:
peptídeo relacionado ao gene agouti (AgRP) e
os pró-ópio melanocortina (Pomc).
 Sistema neuro-humoral que minimiza o
impacto de pequenas flutuações no balanço
Fatores energético e controla a homeostase
endócrinos e energética.
adipocitários:  Os hormônios como leptina e insulina, são
elementos desse controle e são secretados em
proporção à massa adiposa.
 A leptina produzida no tecido adiposo branco atua no
hipotálamo liberando a sensação de saciedade, além
de regular o balanço energético.

Fatores
endócrinos e
adipocitários:
 O hormônio grelina, secretado na mucosa
gástrica, sinaliza o início da ingestão alimentar
(aumenta o apetite), estimulando também, as
Fatores secreções digestivas e a motilidade gástrica.
endócrinos e
 A concentração alta no jejum e antes das
adipocitários: refeições, reduzem imediatamente após a
alimentação. O aumento da grelina reduz a
leptina e vice-versa.
 O hipotálamo é o órgão central que regula a
ingestão alimentar, gasto energético e apetite
(fome) e saciedade.
 A concentração sérica de insulina também é
proporcional à adiposidade.
Fatores  Insulina incita a saciedade e aumenta o gasto
endócrinos e energético, regula a ação da leptina, aumenta a
adipocitários: secreção de hormônio Glucagon-like peptide-1 (GLP
1) (inibe esvaziamento gástrico desencadeando uma
saciedade prolongada).
O glucagon-like peptide 1 (GLP-1) é um hormônio
produzido no ílio, porção final do intestino delgado, pela
célula L. É secretado quando o alimento chega nessa
parte do intestino.

.
 dipeptil peptidase 4 (DPP-4): diminuir a
liberação de insulina.
GLP1 = AUXILIA NA MODULAÇÃO DA GLICEMIA,
REDUÇÃO DO APETITE E ESTIMULA AS CÉLULAS BETA
PANCREÁTICAS.
RESUMINDO..
. Alimento que estimulam o GLP1: Fibras e gorduras
monoinsaturadas, arginina e glutamina.
 No TGI existem células secretoras de peptídeos que,
combinadas a outros sinais, regulam o processo digestivo e
atuam no sistema nervoso central (SNC) para a regulação da
fome e da saciedade.


PEPTÍDEO YY
CCK
 CCK é um peptídeo produzido pelas células I do
duodeno e jejuno, assim como no cérebro e no sistema
nervoso entérico. A CCK é secretada em resposta aos
nutrientes no lúmen intestinal, especialmente
COLECISTOQUI gorduras e proteínas.
NINA - CCK
 Há dois tipos distintos de receptores para a CCK. O
receptor CCK1 predomina no tubo digestivo enquanto
o receptor CCK 2 predomina no cérebro.
 Com a presença de gordura e proteína no TGI, ocorre a
liberação de CCK por células intestinais, inibindo a
ingestão, reduzindo a secreção pancreática, biliar e
contração vesicular.

CCK
 Peptídeo YY (PYY), codificado pelo gene PYY, é
liberado por células endócrinas L no trato
PEPTÍDEO YY gastrointestinal distal, especialmente íleo e cólon, após
a alimentação.

 Comunica-se com o cérebro, tendo a função de reduzir


o apetite. Além disso, PYY diminui a motilidade
intestinal e aumenta a absorção de água e eletrólitos
no intestino grosso.

 Peptídeo YY é liberado proporcionalmente à


quantidade de calorias ingeridas.
DISBIOSE
INTESTINAL
Distúrbios provocados pelas alterações dos horários de sono,
causam prejuízo na duração e qualidade do sono,
dessincronizam o relógio biológico, geram desajustes
endócrinos que influenciam no apetite, na saciedade e na
ingestão alimentar, favorecendo a obesidade (Crispim, et al.,
2007).

SONO X
OBESIDADE
JÁ FEZ A SUA?  ANAMNESE NUTRICIONAL PARA OBSIDADE