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REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES

Art. 2º Para os efeitos desta Lei, Servidor Público é a pessoa legalmente investida em Cargo Público.
Art. 3º Cargo Público é o criado em Lei, em número certo, com denominação própria, remunerado pelos cofres
municipais, ao qual corresponde um conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a Servidor Público.

Parágrafo único. Os Cargos Públicos serão de provimento efetivo ou em comissão.

Art. 4º A investidura em Cargo Público depende de aprovação prévia em concurso público de


provas ou e provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargos em comissão declarados em lei de livre
nomeação e exoneração.

§ 1º A investidura em Cargo de Magistério Municipal será por concurso de provas e títulos.


§ 2º Somente poderão ser criados cargos de provimento em comissão para atender encargos de
direção, chefia ou assessoramento.

Art. 7º São requisitos básicos para ingresso no Serviço Público Municipal:


I – ser brasileiro;
II – ter idade mínima de dezoito anos;
III – estar quite com as obrigações militares e eleitorais;
IV – gozar de boa saúde física e mental, comprovada mediante exame médico;
V – ter atendido as condições prescritas em lei para o cargo.

Art. 8º Os cargos Públicos serão providos por:


I – nomeação;
II – recondução;
III – readaptação;
IV – reversão;
V – reintegração;
VI – aproveitamento;
VII – promoção.

Art. 11 O prazo de validade do concurso será de até dois anos, prorrogável, uma vez, por igual
prazo.

Art. 12 A nomeação será feita:


I – em comissão, quando se tratar de cargo que, em virtude de lei, assim deva ser provido;
II – em caráter efetivo, nos demais casos.

Art. 14 Posse é a aceitação expressa das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes ao cargo
público, com o compromisso de bem servir, formalizada com a assinatura de termo pela autoridade
competente e pelo compromissando.

§ 1º A posse dar-se-á no prazo de até cinco dias úteis contados da data de publicação do ato de
nomeação.
§ 2º No ato da posse o servidor apresentará, obrigatoriamente, declaração sobre o exercício de outro
cargo, emprego ou função pública, e, nos casos que a Lei indicar, declaração de bens e valores que
constituem seu patrimônio.

Art. 15 Exercício é o desempenho das atribuições do cargo pelo servidor.


§ 1º É de cinco dias o prazo para o servidor entrar em exercício, contados da data da posse.
§ 2º Será tornado sem efeito o ato de nomeação, se não ocorrer a posse e o exercício, nos prazos legais.
§ 3º O exercício deve ser dado pelo chefe da repartição para a qual o servidor for designado.
Art. 21 O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou mediante
processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa.

Art. 23 Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado.


§ 1º A recondução decorrerá de:
a) falta de capacidade e eficiência no exercício de outro cargo de provimento efetivo; e
b) reintegração do anterior ocupante.

Art. 24 Readaptação é a investidura do servidor em cargos de atribuições e responsabilidades


compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, verificada em inspeção
médica.
§ 1º A readaptação será efetivada em cargo de igual padrão de vencimento ou inferior.
§ 2º Realizando-se a readaptação em cargo de padrão inferior, ficará assegurado ao servidor
vencimento correspondente ao cargo que ocupava.
§ 3º Inexistindo vaga serão cometidas ao servidor as atribuições do cargo indicado, até o regular
provimento.

Art. 25 Reversão é o retorno do servidor aposentado por invalidez à atividade no serviço público
municipal, verificado em processo, que não subsistem os motivos determinantes da aposentadoria.
§ 1º A reversão far-se-á a pedido ou de ofício, condicionada sempre à existência de vaga.
§ 2º Em nenhum caso poderá efetuar-se a reversão sem que, mediante inspeção médica, fique
provada a capacidade para o exercício do cargo.
§ 3º Somente poderá ocorrer reversão para cargo anteriormente ocupado ou, se transformado, no resultante da
transformação.
Art. 27 Não poderá reverter o servidor que contar setenta anos de idade.
Art. 28 A reversão dará direito a contagem do tempo em que o servidor esteve aposentado,
exclusivamente para nova aposentadoria.

Art. 29 Reintegração é a investidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, quando invalidada
a sua demissão por decisão judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.
Parágrafo único. Reintegrado o servidor e não existindo vaga, aquele que houver ocupado o cargo será
reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em
disponibilidade.

Art. 30 Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em


disponibilidade remunerada.
Art. 31 O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento em cargo
equivalente por sua natureza em retribuição àquele que era titular.
Parágrafo único. No aproveitamento terá preferência o que estiver há mais tempo em disponibilidade, e, no
caso de empate, o que contar mais tempo de serviço público municipal.
Art. 35 A vacância do cargo decorrerá de:
I – exoneração;
II – demissão;
III – readaptação;
IV – recondução;
V – aposentadoria;
VI – falecimento;
VII – promoção.

Art. 36 Dar-se-á a exoneração:


I – a pedido;
II – de ofício quando:
a) se tratar de cargo em comissão;
b) de servidor não estável nas hipóteses do artigo 22, desta Lei.
c) ocorrer posse do servidor não estável em outro cargo inacumulável, observado o disposto nos §§ 1º e 2º do
artigo 142 desta Lei.

Art. 41 Remoção é o deslocamento do servidor de uma para outra repartição.


§ 1º A remoção poderá ocorrer:
I – a pedido, atendida a conveniência do serviço;
II – de ofício, no interesse da Administração.

Art. 45 A função gratificada é instituída por lei para atender encargos de direção, chefia ou assessoramento
ou Motorista do Prefeito Municipal, quando não justificar a criação de cargo em comissão.
Art. 54 O horário normal de trabalho de cada cargo ou função é o estabelecido na Legislação específica, não
podendo ser superior a oito horas diárias e a quarenta e quatro horas semanais.

Art. 55 Atendendo a conveniência ou a necessidade do serviço, e mediante acordo escrito ou convenção


coletiva de trabalho, poderá ser instituído sistema de compensação de horário, hipótese em que a jornada diária
poderá ser superior a oito horas, sendo o excesso de horas compensado pela correspondente diminuição em
outro dia, observada sempre a jornada máxima semanal.

§ 1º O serviço extraordinário será remunerado por hora de trabalho que exceda o período normal, com
acréscimo de cinqüenta por cento em relação a hora normal.

§ 2º Salvo casos excepcionais, devidamente justificados, não poderá o trabalho em horário extraordinário
exceder a duas horas diárias.

Art. 58 O serviço extraordinário, excepcionalmente, poderá ser realizado sob a forma de plantões para
assegurar o funcionamento dos serviços Municipais ininterruptos.

Art. 60 O servidor tem direito a repouso remunerado, num dia de cada semana, preferencialmente aos
domingos, bem como nos dias feriados civis e religiosos.

Art. 63 Vencimento é a retribuição paga ao servidor pelo efetivo exercício do cargo, correspondente ao valor
básico fixado em lei.
Art. 64 Remuneração é o vencimento acrescido das vantagens pecuniárias, permanentes ou temporárias,
estabelecidas em lei.

Art. 71 Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens:


I – indenizações;
II – gratificações e adicionais;
III – prêmio por assiduidade;
IV – auxílio para diferença de caixa;
§ 1º As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.
§ 2º As gratificações, ou adicionais, os prêmios e os auxílios incorporam-se ao vencimento ou provento, nos
casos e condições indicados em lei.

Art. 72 As vantagens pecuniárias não serão computadas nem acumuladas para efeito de concessão de
quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento.

Art. 73 Constituem indenizações ao servidor:


I – diárias;
II – ajuda de custo.

Art. 74 Ao servidor que, por determinação da autoridade competente se deslocar eventual ou


transitoriamente do Município, no desempenho de suas atribuições, ou em missão ou estudo de
interesse da Administração, serão concedidas, além do transporte, diárias para cobrir as despesas de
alimentação, pousada e locomoção urbana.
Parágrafo único. O valor das diárias será estabelecido em lei específica.

Art. 75 Se o deslocamento do servidor constituir exigência permanente do cargo, não fará jus a
diárias.
Art. 76 O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-
las integralmente, no prazo de três dias.
Parágrafo único. Na hipótese de o servidor retornar ao Município em prazo menor do que o previsto para o
seu afastamento restituíra as diárias recebidas em excesso, em igual prazo.

Art. 77 A ajuda de custo destina-se a cobrir as despesas de viagem e instalação do servidor que for designado
para exercer missão ou estudo fora do Município, por tempo que justifique a mudança temporária de
residência.

Art. 78 A ajuda de curso não poderá exceder o dobro do vencimento do servidor, salvo quando o deslocamento
for para o exterior, caso em que poderá ser de até quatro vezes o vencimento, desde que arbitrada
justificadamente.

Art. 79 Constituem gratificações e adicionais dos servidores municipais:


I – gratificação natalina;
II – adicional por tempo de serviço;
III – adicional pelo exercício de atividades em condições penosas, insalubres ou perigosas;
IV – adicional noturno.

Art. 84. O adicional por tempo de serviço é devido à razão de 5% (cinco por cento) a cada três anos de serviço
público prestado ao Município de Carlos Barbosa, incidente sobre o vencimento do servidor ocupante de cargo
de provimento efetivo, e devido a partir do mês em que completar o terceiro ano.

Art. 84-A. As seguintes ocorrências suspendem, retardando pelo período indicado, a concessão do adicional
por tempo de serviço:
I – licenças para tratamento de saúde e os auxílios-doença, salvo se decorrentes de acidente em
serviço ou moléstia profissional, que atinjam 180 (cento e oitenta) dias ou mais, consecutivos ou não, dentro
do período aquisitivo do adicional, em período igual ao número de dias de afastamento;
II – licença por motivo de doença em pessoa da família, em período igual ao número de dias de
afastamento;
III – licença para o serviço militar obrigatório, em período igual ao número de dias de afastamento;
IV – falta injustificada, na proporção de 30 (trinta) dias para cada falta;
V - penalidade disciplinar de suspensão, em período igual ao número de dias de afastamento.

Art. 84-B. Interrompe o período aquisitivo do adicional por tempo de serviço o afastamento do
cargo em virtude de licença para tratar de interesses particulares, reiniciando a contagem de novo período
aquisitivo de três anos na data em que o servidor retornar ao exercício do cargo no Município.

Art. 86 O exercício de atividade em condições de insalubridade, assegura ao servidor a percepção de um


adicional respectivamente de dez, vinte e trinta por cento, segundo a classificação nos graus mínimo, médio e
máximo.

Art. 90 O servidor que prestar trabalho noturno fará jus a um adicional de vinte por cento sobre o vencimento
do cargo.
§ 1º Considera-se trabalho noturno para efeitos deste artigo, o executado entre as vinte e duas horas de um dia
e as cinco horas do dia seguinte.

Art. 91. Após cada 5 (cinco) anos ininterruptos de serviço prestado ao Município, a contar da investidura em
cargo de provimento efetivo, o servidor municipal fará jus a uma licença de três meses, como prêmio por
assiduidade, presentes as premissas para a aquisição do prêmio previstos nesta Lei, mesmo que esteja em
exercício de cargo em comissão ou função gratificada.
Art. 98. São causas suspensivas e interruptivas do período aquisitivo de férias: (Redação dada pela Lei
Municipal nº 3.317, de 27 de junho de 2016)
I – Suspendem, retardando a contagem do período aquisitivo de férias, as seguintes ocorrências, pelo período
indicado,:
a – licença por motivo de doença em pessoa da família, pelos dias que perdurar a mesma;
b – licença para exercício de mandato eletivo, pelos dias que perdurar a mesma;
c - licença para o serviço militar obrigatório, pelos dias que perdurar a mesma;
d – disponibilidade remunerada, pelos dias que perdurar a mesma.
II – Interrompem o período aquisitivo de férias as seguintes ocorrências:
a – mais de trinta e duas faltas injustificadas ao serviço;
b – licença saúde por mais de 06 (seis) meses, mesmo que descontínuos;
c – licença para tratar de interesses particulares.

Art. 104 Conceder-se-á licença ao servidor:


I – por motivo de doença em pessoa da família;
II – para o serviço militar;
III – para concorrer a cargo eletivo;
IV – para tratar de interesses particulares;
V – para desempenho de mandato classista.
§ 1º O servidor não poderá permanecer em licença da mesma espécie por período superior a vinte e quatro
meses, salvo nos casos dos incisos II, III e V.
§ 2º A licença concedida dentro de sessenta dias do término de outra da mesma espécie será considerada como
prorrogação.

Art. 105. Poderá ser concedida licença ao servidor ocupante de cargo efetivo, por motivo de doença do cônjuge
ou do companheiro, do pai ou da mãe, do filho ou do menor sob guarda, do enteado, e do irmão em caso de
arrimo, mediante inspeção de saúde oficial.

§ 2º A licença será concedida sem prejuízo da remuneração, até um mês, e , após , com os seguintes
descontos:
I – de 1/3 (um terço), quando exceder a um mês e até dois meses;
II – de 2/3 (dois terços), quando exceder a dois meses até cinco meses;
III – sem remuneração, a partir do sexto mês até o máximo de dois anos.

Art. 106 Ao servidor que for convocado para o serviço Militar ou outros encargos de segurança nacional será
concedida licença sem remuneração.

Art. 107 O servidor ocupante de cargo efetivo que concorrer a mandato eletivo federal, estadual, distrital ou
municipal, fará jus a licença remunerada.

Art. 108 A critério da Administração, poderá ser concedida ao servidor estável licença para tratar de assuntos
particulares, pelo prazo de até dois anos consecutivos, sem remuneração.
§ 1º A licença poderá ser interrompida a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no interesse do serviço.
§ 2º Não se concederá nova licença antes de decorridos dois anos do término ou ininterruptos da anterior.
§ 3º Não se concederá a licença a servidor nomeado ou removido, antes de completar um ano de exercício no
novo cargo ou repartição.

Art. 109 É assegurado ao servidor o direito à licença para o desempenho de mandato em confederação,
federação ou sindicato representativo da categoria, sem remuneração.
§ 1º Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção ou representação nas referidas
entidades, até o máximo de três, por entidade.
§ 2º A licença terá duração igual à do mandato podendo ser prorrogado no caso de reeleição e por uma única
vez.
Art. 110 O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos poderes da União,
dos Estados e dos Municípios ou a entidades assistenciais ou educacionais privadas, sem fins lucrativos, nas
seguintes hipóteses:
I – para exercício de função de confiança;
II – em casos previstos em leis específicas; e
III – para cumprimento de convênio.

Art. 111. Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço:


I – até 02 (dois) dias consecutivos, a partir da data do evento, por motivo de:
a) falecimento de avô, de avó, de genro, de nora, de neto, de sogro ou de sogra;
b) alistamento eleitoral;
II – até 03 (três) dias, alternados, num período de 12 (doze) meses, para doação de sangue;
III – até 05 (cinco) dias consecutivos, por motivo de:
a) casamento;
b) falecimento do cônjuge, companheiro ou companheira, pais, padrasto ou madastra, filho ou menor sob a
guarda, enteado e irmão.
IV – até 05 (cinco) vezes no ano, para acompanhar cônjuge, companheiro ou companheira, pais, filho e menor
sob guarda, por motivo de doença, para realização de tratamento de saúde, com apresentação do respectivo
atestado médico de acompanhamento.
Parágrafo único. No caso deste inciso IV, cada ausência é computada, no máximo, como um dia de trabalho.
V – por uma hora por dia para amamentar o próprio filho, por três meses, se a saúde do mesmo assim exigir e
mediante prescrição médica, sendo que a hora poderá ser fracionada em dois períodos de meia hora, se a
jornada for de dois turnos.”

Art. 114 Além das ausências ao serviço previstas no art. 111 são considerados como de efetivo exercício os
afastamentos em virtude de:
I – férias;
II – exercício de cargo em comissão, no Município;
III – convocação para o serviço Militar;
IV – júri e outros serviços obrigatórios por lei;
V – licença:
a) à gestante, à adotante e à paternidade;
b) para tratamento de saúde, inclusive por acidente em serviço ou moléstia profissional; e
c) licença para tratamento de saúde de pessoa da família, quando remunerada;

Art. 118 É vedada a contagem acumulada de tempo de serviço simultâneo.

Art. 119 É assegurado ao servidor o direito de requerer, pedir reconsideração, recorrer e representar, em defesa
de direito ou de interesse legítimo.
Parágrafo único. As petições, salvo determinação expressa em lei ou regulamento, serão dirigidas ao Prefeito
Municipal e terão decisão final no prazo de trinta dias.

Art. 126 São deveres do servidor:


I – exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
II – lealdade às instituições a que servir;
III – observância das normas legais e regulamentares;
IV – cumprimento às ordens superiores, exceto quando manifestadamente ilegais;
V – atender com presteza:
a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo.
b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse
pessoal; e
c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.
VI – levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo;
VII – zelar pela economia do material e conservação do patrimônio público;
VIII – guardar sigilo sobre assuntos da repartição;
IX – manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
X – ser assíduo e pontual ao serviço;
XI – tratar com urbanidade as pessoas;
XII – representar contra ilegalidade ou abuso de poder;
XIII – apresentar-se ao serviço em boas condições de asseio e convenientemente trajado ou com o uniforme
que for determinado;
XIV – observar as normas de segurança e medicina do trabalho estabelecidas, bem como o uso obrigatório
dos equipamentos de proteção individual (EPI) que lhe forem fornecidos;
XV – manter espírito de cooperação e solidariedade com os colegas de trabalho;
XVI – freqüentar cursos e treinamentos instituídos para seu aperfeiçoamento e especialização;
XVII – apresentar relatórios ou resumos de suas atividades nas hipóteses e prazos previstos em lei ou
regulamento ou quando determinado pela autoridade competente; e
XVIII – sugerir providências tendentes à melhoria ou aperfeiçoamento do serviço.

Art. 127 É proibido ao servidor qualquer ação ou omissão capaz de comprometer a dignidade e o decoro da
função pública, ferir a disciplina e a hierarquia, prejudicar a eficiência do serviço ou causar dano à
Administração Pública, especialmente:
I – ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;
II – retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição;
III – recusar fé a documentos públicos;
IV – opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo, ou execução de serviço;
V – promover manifestação de desapreço no recinto da repartição;
VI – referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades públicas ou aos atos do Poder Público,
mediante manifestação escrita ou oral;
VII – cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de encargo que
seja de sua competência ou de seu subordinado;
VIII – compelir ou aliciar outro servidor no sentido de filiação à associação profissional ou sindical, ou a
partido político.
IX – manter sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro ou parente até segundo grau civil, salvo se
decorrente de nomeação por concurso público;
X – valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função
pública;
XI – atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar
de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau.
XII – receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
XIII – aceitar comissão, emprego ou pensão de Estado estrangeiro, sem licença prévia nos termos da lei;
XIV – praticar usura sob qualquer de suas formas;
XV – proceder de forma desidiosa no desempenho de suas funções;
XVI – cometer a outro servidor atribuições estranhas às do cargo que ocupa, exceto em situações de
emergência e transitórias;
XVII – utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares; e
XVIII – exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o
horário de trabalho.

Art. 130 O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições.
Art. 131 A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em
prejuízo ao Erário ou a terceiros.
§ 3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor
da herança recebida.

Art. 134 As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si.
Art. 135 A responsabilidade civil ou administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal
que negue a existência do fato ou a sua autoria.

Art. 136 São penalidades disciplinares:


I – advertência;
II – suspensão;
III – demissão;
IV – cassação de aposentadoria e disponibilidade; e
V – destituição de cargo ou função de confiança.

Art. 138 Não poderá ser aplicada mais de uma pena disciplinar pela mesma infração.
Parágrafo único. No caso de infrações simultânea, a maior absorve as demais, funcionando estas como
agravantes na gradação da penalidade.

Art. 140 A pena de suspensão não poderá ultrapassar a sessenta dias.

Art. 141 Será aplicada ao servidor a pena de demissão nos casos de:
I – crime contra a administração pública;
II – abandono de cargo;
III – indisciplina ou insubordinação graves ou reiteradas;
IV – inassiduidade ou impontualidade habituais;
V – improbidade administrativa;
VI – incontinência pública e conduta escandalosa;
VII – ofensa física contra qualquer pessoa, cometida em serviço, salvo em legítima defesa;
VIII – aplicação irregular de dinheiro público;
IX – revelação de segredo apropriado em razão do cargo;
X – lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio municipal;
XI – corrupção;
XII – acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções;
XIII – transgressões do art. 127, incisos X a XVI;

Art. 149 O ato de aplicação da penalidade é de competência do Prefeito Municipal.


Parágrafo único. Poderá ser delegada competência aos Secretários Municipais para aplicação da pena de
suspensão ou advertência.

Art. 150 A demissão por infringência ao art. 127 incisos X e XI, incompatibiliza o ex-servidor para nova
investidura em cargo ou função pública do Município, pelo prazo de cinco anos.

Parágrafo único. Não poderá retornar ao serviço público municipal o servidor que for demitido por
infringência do art. 141, incisos I, V, VII, X e XI.

Art. 152 As penalidades aplicadas ao servidor serão registradas em sua ficha funcional.

Art. 153 A ação disciplinar prescreverá:


I – em cinco anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria e disponibilidade,
ou destituição de função de confiança.
II – em dois anos, quanto às infrações puníveis com suspensão e advetência.
§ 3º A abertura da sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição.

Art. 154 A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua
apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar sob pena de incorrer nas
previsões do parágrafo único do art. 126.

Art. 155 As irregularidades e faltas funcionais serão apuradas em processo regular com direito a plena defesa,
por meio de:
I - sindicância investigatória, quando não houver dados suficientes para sua determinação ou para apontar o
servidor faltoso;
II - sindicância disciplinar, quando a ação ou omissão torne o servidor passível de aplicação das penas de
advertência e suspensão.
III - processo administrativo disciplinar, quando a gravidade da ação ou omissão torne o servidor passível de
demissão, cassação da aposentadoria ou da disponibilidade.

Art. 158 A sindicância investigatória será cometida a servidor efetivo, considerando o fato a ser apurado, à
comissão de três servidores efetivos, podendo estes serem dispensados de suas atribuições normais até a
apresentação do relatório.

Art. 188 O Município manterá, mediante sistema contributivo, Plano de Seguridade Social para o servidor
submetido ao regime de que trata esta Lei, e para sua família.
Parágrafo único. O plano de que trata este artigo poderá, no todo ou em parte, ser satisfeito por instituição
oficial de previdência, assistência à saúde ou assistência social, para a qual contribuirão o Município e o
servidor.

Art. 190 Os benefícios do Plano de Seguridade Social compreendem:


I – Quanto ao servidor:
a) a aposentadoria;
c) salário-família;
d) licença para tratamento de saúde;
e) licença maternidade; (Redação dada pela Lei Municipal 2.413, de 04 de maio de 2010)
f) licença por acidente em serviço.
II – Quanto ao dependente:
a) pensão por morte;
c) auxílio reclusão.
210-A. Será concedido ao servidor, a contar da data do nascimento de filho, licença paternidade de cinco (05)
dias consecutivos, prorrogável por mais 15 (quinze) dias consecutivos, sem prejuízo da remuneração.
(Incluído pela Municipal nº 3.317, de 27 de junho de 2016)

Art. 227 O Plano de Seguridade Social será custeado com o produto da arrecadação de contribuições sociais
obrigatórias:
I – dos servidores Municipais na qualidade de servidores efetivos e ocupantes de funções gratificadas;
II – do Município, inclusive Câmara Municipal, autarquias e fundações;

Art. 229. Para atender a necessidades temporárias de excepcional interesse público, poderão ser efetuadas
contratações de pessoal por tempo determinado, através de processo seletivo simplificado.

Art. 230 Consideram-se como de necessidade temporária de excepcional interesse público, as contratações
que visam a:
I – atender a situações de calamidade pública;
II – combater surtos epidêmicos;
III – atender outras situações de emergência que vierem a ser definidas em lei específica.
IV – substituir servidor afastado de suas atividades por motivos de licença para tratamento de saúde ou por
acidente de trabalho.

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE CARLOS BARBOSA-RS

Art. 1º – A organização político administrativa do Município de CARLOS BARBOSA, como entidade


federativa rege-se por esta LEI ORGÂNICA, e demais leis que adotar, observados os preceitos estabelecidos
pelas Constituições Federal e Estadual.
§ 1º – Mantém-se o atual território do Município, cuja divisão em Distritos e sub-distritos, será feita por Lei
Municipal, observada a Legislação estadual.
§ 2º – A cidade de CARLOS BARBOSA é a sede do MUNICÍPIO.
§ 3º – São símbolos do Município: o hino, a Bandeira e o Brasão.

Art. 3º – São poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo e o Executivo.
Parágrafo Único – Salvo as exceções previstas na Constituição Federal é vedado a qualquer dos poderes
delegar atribuições; quem for investido na função de um deles não poderá exercer a de outro.

Art. 5º – Compete ao Município, no exercício de sua autonomia:


I – administrar seus bens;
II – disciplinar, através de leis, e medidas, todos os assuntos de interesse local;
III – organizar seus serviços administrativos;
IV – desapropriar por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, nos termos da Lei;
V – estabelecer o planejamento municipal, com a colaboração das associações representativas;
VI – dispor sobre serviços civis auxiliares de combate ao fogo, de prevenção de incêndio e de atividades de
defesa civil;
VII – licenciar estabelecimentos industriais, comerciais, de prestação de serviços e outros, fixar seus horários
de funcionamento, caçar os alvarás de licença dos que se tornarem danosos à saúde, à higiene, ao bem-estar
público, aos bons costumes e ao meio ambiente;
VIII – disciplinar, organizar e prestar diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, através de
licitação, os serviços públicos de interesse local, como: consumo de água, gás, luz, energia elétrica, transporte
coletivo e todos os demais serviços de uso e caráter coletivo;
IX – organizar os quadros e estabelecer o regime jurídico de seus servidores;
X – conceder e permitir os serviços de transporte coletivo, táxis e outros, fixando tarifas, itinerários, horários
de funcionamento, paradas e pontos de estacionamento;
XI – regulamentar a utilização dos logradouros públicos e sinalizar as faixas de rolamento e zonas de silêncio;
XII – fixar os feriados municipais;
XIII – legislar sobre serviços funerários e cemitérios, fiscalizando os que pertencem a entidades particulares;
XIV – interditar edificações em ruínas ou em condições de insalubridade e fazer demolir construções que
ameacem a segurança coletiva;
XV – regulamentar e fiscalizar cartazes, anúncios, emblemas e quaisquer outros meios de propaganda e
publicidade, atendida a legislação federal;
XVI – regulamentar e fiscalizar a instalação e funcionamento dos espetáculos e os divertimentos públicos;
XVII – disciplinar os serviços de cargas e descargas e fixação de tonelagem máxima permitida;
XVIII – legislar e arrecadar tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas convenientemente;
XIX – criar a guarda municipal;
XX – promover a proteção ambiental, preservando os mananciais e coibindo práticas que ponham em risco a
função ecológica da fauna e da flora, provoquem a extinção da espécie ou submetam os animais à crueldade;

Art. 6º – São bens municipais todas as coisas, semoventes, móveis e imóveis, direitos e ações que, a qualquer
título pertençam ao Município.
§ 1º – Cabe ao Prefeito Municipal a administração dos bens municipais, respeitada a competência da Câmara
Municipal, quanto àqueles utilizados nos seus serviços;
§ 3º – A aquisição de bens imóveis, por compra, permuta ou doação, dependerá de prévia autorização
legislativa e será precedida de avaliação, observadas as demais exigências legais.

Art. 10 – O uso de bens públicos municipais móveis e imóveis, por terceiros, poderá ser feito, nos termos da
lei, através de concessão, permissão ou autorização, observado o interesse público.

Art. 11 – A administração pública municipal, observará os princípios da legalidade, impessoalidade,


moralidade, publicidade e eficiência.

Art. 13 – A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de
provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma
prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e
exoneração.

1º – O prazo de validade do concurso público será de até dois (2) anos, prorrogável, uma vez por igual período.
2º – Durante o prazo improrrogável, previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público
de provas ou de provas e títulos, será convocado, com prioridade, sobre novos concursados para assumir cargo
ou emprego, na carreira.

Art. 14 – As funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargos efetivo, e os
cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais
mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento.

Art. 16 – É garantido ao servidor público civil, o direito à livre associação sindical.

Art. 19 – Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder
Executivo:
§ 1º – É vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de
remuneração de pessoal do serviço público municipal.

§ 2º – Os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para
fins de concessão de acréscimos ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento.

Art. 21 – A administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e
jurisdição, procedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei.

Art. 22 – Somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública,
de sociedade de economia mista e de fundação, obedecido, neste último caso, o estabelecido em lei
complementar federal, quanto à área de atuação.

Art. 23 – A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverão ter
caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens
que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou de servidores públicos.

Art. 24 – Os atos de improbidade administrativa importarão, nos termos da legislação federal, na suspensão
dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem
prejuízo da ação penal cabível.

Art. 31 – Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato


eletivo, aplicam-se as seguintes normas:

I – tratando-se de mandato eletivo federal e estadual, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função;
II – investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar
pela sua remuneração;
III – investido no mandato de vereador, havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu
carro, emprego ou função, sem prejuízo de remuneração do cargo eletivo e não havendo compatibilidade, será
aplicada a norma do inciso anterior;
IV – em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será
contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;
V – para efeito de beneficio previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão determinados como se
no exercício estivesse.

Art. 32 – O Poder Legislativo é exercido pela Câmara de Vereadores.


Parágrafo Único – O número de vereadores, para a Câmara de Carlos Barbosa, será de onze (11), nos termos
Constituição Federal.

Art. 34 – No primeiro ano de cada legislatura, a Câmara Municipal reunir-se-á no dia 1º de janeiro para dar
posse aos Vereadores, ao Prefeito e ao Vice-Prefeito, bem como eleger sua Mesa, para mandato de um ano,
assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que
participam do colegiado.
§1º – No primeiro ano de cada legislatura, a Câmara não entrará em recesso no mês de janeiro.
Art. 35 – A convocação extraordinária da Câmara Municipal, ou para sessões extraordinárias, cabe ao seu
Presidente, a requerimento da maioria de seus membros, à Comissão Representativa e ao Prefeito, em caso de
urgência ou interesse público relevante, em qualquer dos casos com aprovação da maioria absoluta.
§ 2º – Nas sessões legislativas extraordinárias, a Câmara somente deliberará sobre a matéria da convocação,
vedado o pagamento de parcela indenizatória, em razão da convocação.

Art. 42 – Compete a Câmara Municipal de Vereadores, com sanção do Prefeito:

I – legislar sobre assuntos de interesse municipal;


II – legislar, em caráter suplementar à legislação federal ou estadual, onde couber;
III – legislar sobre tributos de competência municipal;
IV – criar, organizar e suprimir distritos e sub-distritos, nos termos da legislação estadual;
V – dispor sobre o Plano Plurianual;
VI – dispor sobre a lei de diretrizes orçamentárias e sobre a lei de orçamento anual;
VII – criar, transformar e extinguir cargos, empregos ou funções públicas;
VIII – criar, estruturar e definir as atribuições das Secretarias e órgãos de Administração Municipal;
IX – disciplinar a concessão e permissão dos serviços públicos municipais;
X – deliberar sobre empréstimos e operações de crédito;
XI – transferir, temporariamente, a sede do Município;
XII – dispor sobre o funcionamento, no que tange ao horário do comércio local;
XIII – regular o tráfego e o trânsito nas vias públicas, atendidas as necessidades de locomoção das pessoas
portadoras de deficiências;
XIV – disciplinar a localização de substâncias potencialmente perigosas, nas áreas urbanas e rurais;
XV – cancelar, nos termos da lei, a dívida ativa do Município, autorizar a suspensão de sua cobrança e a
relevação de ônus e juros;
XVI – conceder título de cidadão honorário ou qualquer outra honrária ou homenagem a pessoas que,
reconhecidamente, tenham prestado relevantes serviços ao Município.
XVII – fixar os subsídios dos Vereadores, do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais.

Art. 43 – Compete, exclusivamente à Câmara de Vereadores, além de outras atribuições previstas nesta Lei
Orgânica:

VI – julgar, anualmente, as contas do Prefeito e da Mesa da Câmara de Vereadores;


VII – apreciar os relatórios sobre a execução dos Planos de governo;
VIII – fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta;
IX – sustar os atos normativos do Poder Executivo, que exorbitem do poder regulamentar;
X – receber o compromisso do Prefeito e do vice-Prefeito, dar-lhes posse, conceder-lhes licença e receber
renúncia;
X – receber o compromisso do Prefeito e do Vice-Prefeito, dar-lhes posse, conceder-lhes licença e receber sua
renúncia;
XI – autorizar o Prefeito e o Vice-Prefeito a afastarem-se do Município, no exercício do cargo, por mais de
quinze dias;
XII – autorizar o Município a contrair empréstimos;
XVI – autorizar referendo e convocar plebiscito, na forma da lei;
XVII – mudar, temporariamente, a sua sede;
XVIII – autorizar previamente a alienação de bens imóveis do Município;
XIX – receber renúncia de vereador;
XX – declarar a perda de mandato do vereador, por maioria absoluta de seus membros, nos casos previstos
em lei;
XXI – convocar Secretários Municipais ou equivalentes para prestar informações sobre assuntos de sua
competência, previamente determinados;
XXII – autorizar, pelo voto de (2/3) de seus membros, a instauração de processo para apuração de infrações
político-administrativas, previstas em lei, contra o Prefeito e o Vice-Prefeito;
XXIII – apreciar os vetos do Prefeito;
XXIV – solicitar, informações, por escrito ao Executivo;
XXV – emendar a Lei Orgânica
XXVI – tomar a iniciativa de projetos de leis estaduais, nos casos e na forma previstos na Constituição
Estadual;
Art. 44 – Os vereadores são invioláveis, por suas opiniões, palavras e votos, no exercício do mandato e na
circunscrição do Município.

Art. 45 – É vedado ao vereador:


I – Desde a expedição do diploma;
a) Celebrar contratos com a administração pública, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;
b) Aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado do Município ou de suas entidades autárquicas,
sociedade de economia mista, empresas públicas ou concessionárias, que sejam de confiança do Executivo.
II – Desde a posse:
a) Ser Diretor, proprietário ou sócio de empresa beneficiada com privilégios, isenções ou favores, em virtude
de contrato com a administração pública municipal.
b) Ser titular de outro mandato eletivo.

Art. 46 – Sujeita-se a perda do mandato, o vereador que:


I – infringir qualquer das disposições estabelecidas no artigo anterior;
II – utilizar-se do mandato para a prática de atos de corrupção, de improbidade administrativa ou atentatória
às instituições vigentes;
III – proceder, de modo incompatível com a dignidade da Câmara ou faltar com o decoro parlamentar. Em sua
conduta pública;
IV – deixar de comparecer, em cada sessão legislativa anual, à terça parte das sessões ordinárias, salvo por
motivo de doença comprovada, licença ou missão autorizada, ou ainda, deixar de comparecer a cinco sessões
extraordinárias convocadas pelo Prefeito, por escrito e mediante recibo para apreciação de matéria urgente,
assegurada ampla defesa, em ambos os casos;
V – fixar residência fora do Município;
VI – sofrer condenação criminal com sentença transitada em julgado;
VII – perder ou tiver suspensos os direitos públicos;
VIII – quando o decretar a justiça eleitoral.

Art. 49 – O processo Legislativo compreende a elaboração de:


I – emendas à Lei Orgânica;
III – leis ordinárias;
IV – decretos legislativos;
V – resoluções.

Art. 50 – Se ainda, entre outras, objeto de deliberação da Câmara, na forma do Regimento Interno:
I – autorizações;
III – requerimentos.
Art. 51 – A lei Orgânica poderá ser emendada por proposta:
I– de um terço (1/3) dos vereadores;
II – do Prefeito Municipal;
III – de cinco por cento (5%) dos eleitores do Município.

§ 2º – As propostas serão discutidas e votadas em (2) sessões, com interstício mínimo de dez dias e tidas como
aprovadas quando obtiverem, em ambas as votações, a confirmação, no mínimo, dois terços dos membros da
Câmara Municipal.
§ 2º – A iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, será exercida por
manifestação de pelo menos cinco por cento (5%) do eleitorado do Município.

Art. 54 – O Prefeito Municipal poderá solicitar que a Câmara de Vereadores aprecie, em regime de urgência,
os projetos de sua iniciativa.
Art. 63 – O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito Municipal.
Art. 66 – Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito ou vacância dos respectivos cargos, assumirá
o Poder Executivo o Presidente da Câmara de Vereadores.
Parágrafo Único – Em caso de vacância de ambos os cargos, far-se-á nova eleição noventa dias depois de
aberta a segunda vaga, e os eleitos completarão os períodos de seus antecessores, salvo se
a segunda vaga ocorrer a menos de um ano do término do quadriênio, caso em que o Poder Executivo será
exercido pelo Presidente da Câmara.

Art. 67 – O Prefeito e o Vice-Prefeito não poderão, sem licença da Câmara de Vereadores, ausentarem-se do
Município por mais de quinze (15) dias consecutivos, sob pena da perda do cargo.

Art. 69 – Compete, privativamente, ao Prefeito Municipal:

I – representar o Município judicial e extrajudicialmente;


II – iniciar o processo legislativo, nos casos e na forma previstos nas Constituições da República, do Estado e
nesta Lei Orgânica;
III – enviar à Câmara, no prazo estabelecido nesta Lei Orgânica, os projetos de lei do plurianual, lei de
diretrizes orçamentárias e orçamento anual;
XVII – administrar os bens municipais e as rendas públicas, promovendo o lançamento, a fiscalização e a
arrecadação dos tributos, bem como das tarifas ou preços públicos municipais;
XXII – aprovar projetos de edificações e planos de loteamentos, arruamentos, desmembramentos e
zoneamento urbano ou para fins urbanos;
Art. 73 – Extingue-se o mandato do Prefeito e do Vice-Prefeito, e, assim deve ser declarado pelo Presidente
da Câmara de Vereadores, quando:
I – ocorrer falecimento, renúncia por escrito, cassação dos direitos políticos, ou condenação por crime
funcional ou eleitoral;
II – deixar de tomar posse, sem motivo justo aceito pela Câmara, dentro do prazo estabelecido em lei;
III – incidir nos impedimentos para o exercício do cargo, estabelecidos em lei, e não se desincompatibilizar
até a posse, e, nos casos supervenientes, no prazo que a lei ou a Câmara fixar;
Parágrafo Único – A extinção do mandato independe de deliberação do plenário e se tornará efetiva desde a
declaração do fato ou ato extintivo pelo Presidente e sua inserção em ata.

Art. 74 – O Prefeito deverá solicitar licença à Câmara, sob pena de perda do mandato, nos casos de:
I – tratamento de saúde por doença comprovada;
II – afastamento, no exercício do cargo, por mais de quinze (15) dias consecutivos.

§ 1º – A remuneração do Prefeito será composta de subsídios e verba de representação.


§ 2º – A verba de representação não poderá, no caso do Prefeito, exceder a (50%) cinquenta por cento de seus
subsídios.
§ 3º – A verba de representação do Vice-prefeito, não poderá exceder a (50%) cinquenta por cento da que for
fixada para o Prefeito.
§ 4º – A remuneração dos vereadores será dividida em parte fixa e variável, vedados acréscimos a qualquer
título.
§ 5º – A verba de representação do Presidente da Câmara não poderá exceder, mensalmente, a 40% (quarenta
por cento) da remuneração total do vereador, isto é, da parte fixa, variável e das sessões extraordinárias.

Art. 78 – Os Poderes Executivo e o Legislativo, ressalvados os casos em que o interesse público impuser, são
obrigados a fornecer no prazo máximo de 15 (quinze) dias a qualquer interessado, certidão de atos e outras,
sob pena de responsabilidade do servidor que negar ou retardar a sua expedição.

Art. 79 – São tributos de competência municipal:


I – Impostos sobre:
a) a propriedade predial e territorial urbana;
b) a transmissão “intervivos”, a qualquer título, por ato oneroso de bens imóveis, por natureza ou cessão lícita
e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como a cessão de direitos a sua aquisição;
d) serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, da Constituição Federal, definidos em lei
complementar;
II – taxas;
III – contribuição de melhoria, contribuição para o custeio de iluminação pública e contribuições especiais.

Art. 86 – Os projetos de leis sobre o Plano Plurianual, Diretrizes Orçamentárias e Orçamentos Anuais, serão
enviados pelo Prefeito ao Poder Legislativo, nos seguintes prazos:
I – o projeto de lei do Plano Plurianual: até 15 (quinze) de julho
II – o projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias: até 15 (quinze) de setembro
III – o projeto de lei do Orçamento Anual: até 15 (quinze) de novembro

Art. 87 – Os projetos de leis de que trata o artigo 86, após apreciação pelo Poder Legislativo, deverão ser
encaminhados para sanção nos seguintes prazos, salvo hipótese do parágrafo único do artigo 86 em que o
prazo será ampliado na mesma proporção:
I – o projeto de lei do Plano Plurianual: até 15 (quinze) de agosto;
II – o projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias: até 15 (quinze) de outubro;
III – o projeto de lei do Orçamento Anual: até 15 (quinze) de dezembro.

Art. 89 – A fiscalização financeira e orçamentária do Município é exercida mediante controle externo da


Câmara e pelo controle interno feito pelo Executivo Municipal.

Art. 101 – É assegurada a gratuidade no transporte coletivo municipal:


I – às pessoas com idade mínima de sessenta (60) anos, nos termos da lei;
II – aos portadores de necessidades especiais, nos termos da lei.

Art. 106 – Os recursos públicos destinados à educação serão aplicados no ensino público municipal, no pré-
escolar e creches, podendo também ser dirigidos às demais escolas, bem como às classes de alfabetização de
adultos e educação básica supletiva.

Art. 135 – A soberania popular será exercida, nos termos do artigo 14 da Constituição Federal pelo sufrágio
universal e pelo voto direto ou secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I – plebiscito;
II – referendo;
III – iniciativa popular de lei ou emenda à lei orgânica;
IV – participação direta, através de entidades representativas na cogestão da administração ou órgãos públicos
e na fiscalização dos serviços e contas municipais;

Parágrafo Único – O plebiscito e o referendo poderão ser propostos pelo Prefeito, pela Câmara de Vereadores
ou por cinco por cento (5%) do eleitorado do Município, quorum este, também exigido para a iniciativa
popular de projeto de lei.

Art. 137 – As contas municipais ficarão durante (60) sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer
contribuinte para exame e apreciação no quadro mural da Prefeitura.