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BONIFICAÇÃO E DESPESAS INDIRETAS

NAS OBRAS INDUSTRIAIS

2ª EDIÇÃO
MAIO/2010
S616b

Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais.


Bonificação e despesas indiretas nas obras industriais. 2.ed.
Belo Horizonte: SINDUSCON-MG, 2010.
88 p. il.

1. Obra de Engenharia 2. Bonificação e. Despesa Indireta 3. Custo


Indireto I. Título

CDU: 657.446:725

Catalogação na Fonte: Juliana de Azevedo e Silva – CRB1412 – 6ª Região


SINDUSCON-MG
CONSTRUINDO SOLUÇÕES

SINDUSCON-MG
CONSTRUINDO SOLUÇÕES

Diretoria Sinduscon-MG – Triênio 2009-2011

Presidente
Luiz Fernando Pires

1º Vice-Presidente
André de Sousa Lima Campos

Vice-Presidentes
Área Imobiliária: José Francisco Couto de Araújo Cançado
Obras Industriais e Públicas: João Bosco Varela Cançado
Política, Relações Trabalhistas e Recursos Humanos: Bruno Vinícius Magalhães
Área de Materiais, Tecnologia e Meio Ambiente: Geraldo Jardim Linhares Júnior
Administrativo-Financeiro: Eduardo Kuperman
Comunicação Social: Werner Cançado Rohlfs

Diretores
Diretoria de Programas Habitacionais: Bruno Xavier Barcelos Costa
Diretoria da Área de Materiais e Tecnologia: Cantídio Alvim Drumond
Diretoria da Área de Meio Ambiente: Eduardo Henrique Moreira
Diretoria de Comunicação Social: Jorge Luiz Oliveira de Almeida
Diretor da Área de Política e Relações Trabalhistas: Ricardo Catão Ribeiro
Diretoria da Área Imobiliária: Bráulio Franco Garcia
Diretoria de Projetos: Oscar Ferreira da Silva Neto
Diretoria da Área de Obras Industriais: Ilso José de Oliveira
Diretoria da Área de Obras Públicas: José Soares Diniz Neto
Diretoria de Relações Institucionais: Werner Cançado Rohlfs

Coordenador Sindical
Daniel Ítalo Richard Furletti
SINDUSCON-MG
CONSTRUINDO SOLUÇÕES

SINDUSCON-MG
CONSTRUINDO SOLUÇÕES

FICHA TÉCNICA

REALIZAÇÃO
Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais - Sinduscon-MG
Rua Marília de Dirceu, 226 - 3º e 4º andares - Lourdes
CEP 30170-090 - Belo Horizonte-MG
Telefone: (31) 3253-2666 - Fax: (31) 3253-2667
www.sinduscon-mg.org.br
e-mail: sinduscon@sinduscon-mg.org.br

ELABORAÇÃO
Reta Engenharia Ltda.
Carlos Domingos Batista - CREA/MG 57.737/D
PMP – Project Manegement Professional

COLABORAÇÃO
Roberto Mauro do Couto
Engenharia de Contratos - CREA/MG 50.247/D

PROJETO GRÁFICO
Interativa Comunicação

REVISÃO
Rita Lopes
SUMÁRIO
Comentários Iniciais 7

Palavra do Presidente 9

Acesso ao Conhecimento 11

Introdução 13

Conceito 13

Definição de cada grupo de custo que integra o BDI 16

Resumo e exemplos de composição do BDI 22

Modelo Matemático para cálculo do BDI 24

Anexos 26

A formação de preços no âmbito das obras civis industriais 27

A formação de preços na visão da CVRD 45

BDI no âmbito da REGAP / Petrobras 57

Aspectos tributários e trabalhistas na formação de preços no âmbito


das obras industriais 63

Conclusões 81

Bibliografia Complementar 85

SINDUSCON-MG | BDI | 5
COMENTÁRIOS INICIAIS
Esta cartilha é uma reedição da publicação lançada em 2007, após workshop que teve o
objetivo de debater o assunto entre as empresas tomadoras e prestadoras de serviço,
além das respectivas entidades de classe.

Por se tratar de um tema de extrema relevância e pela necessidade de tornar seu enten-
dimento cada vez mais simples, o Sinduscon-MG decidiu transformar a publicação de
2007 em uma cartilha, acompanhada das apresentações já realizadas e das conclusões do
grupo que participou do referido workshop.

Na introdução, foi feita uma descrição sucinta sobre o conceito do BDI e suas interpretações.

No capítulo 2, apresenta-se, de forma objetiva, a definição de cada grupo de custo que


integra o BDI, simulando sua representatividade no Preço de Venda de um serviço.

No capítulo 3, destaca-se um resumo do capítulo 2, com duas alternativas de composi-


ção do BDI.

No capítulo 4, apresenta-se um modelo matemático que esclarece a metodologia do seu


cálculo.

No capítulo 5, foram anexadas as apresentações do workshop de 2007, com um sucinto


comentário.

Por fim, no capítulo 6 foram reeditadas, na íntegra, as conclusões do grupo do workshop.

Esperamos simplificar para todos a interpretação do BDI, estimular uma visão mais con-
sensual do seu valor e contribuir para o aumento da transparência nas contratações de
obras e serviços de engenharia.

Observamos, finalmente, que esse tema deve ser sempre tratado agregando-se conhecimen-
tos complementares. Por isso, faremos sugestões de outras cartilhas do Sinduscon-MG, cita-
das na Bibliografia Complementar e que consideramos importantes para o leitor.

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PALAVRA DO PRESIDENTE
Os tempos atuais clamam por uma eficaz gestão na implantação dos projetos. Os prazos
cada vez mais curtos, além da necessidade de desenvolvimento simultâneo das ativida-
des de detalhamento do projeto e da construção, requerem um maior nível de confiança
e transparência nas relações entre as empresas prestadoras e tomadoras de serviço de
engenharia.

Um dos objetivos do Sinduscon-MG é contribuir para o aprimoramento dessa relação.

Na busca dessa meta, a entidade, por meio de sua Comissão de Obras Industriais, reali-
zou em 2007 um workshop sobre “Composição do BDI”, para o qual foram convidadas
empresas prestadoras e tomadoras de serviço e empresas consultoras especializadas em
planejamento e orçamento que lidam diariamente com o tema.

Tratou-se de excelente evento para se debater o assunto e para que essas empresas tives-
sem a oportunidade de expor seus pontos de vista. O Sinduscon-MG publicou, então,
uma cartilha contendo os trabalhos apresentados e as conclusões com os pontos consen-
suais a que chegaram as empresas participantes.

Como o tema está sempre presente nas negociações da construção civil, sejam elas no
ambiente de obras públicas ou privadas, estamos agora lançando esta nova publicação,
sem perder o rico conteúdo do workshop.

Como são muitas as variáveis que contribuem para transformar o BDI em ponto de con-
flito nas negociações, acreditamos que haverá maior convergência para uma negociação
“Ganha-Ganha”, se as partes tiverem um melhor entendimento dos conceitos e das for-
mas de cálculo que envolvem o assunto.

Com essa visão o Sinduscon-MG decidiu produzir esta publicação, priorizando, desta
feita, uma abordagem simples, didática e esclarecedora sobre o BDI, sem perder a dire-
ção dada em 2007.

Nossa pretensão é convergir conceitos e estimular o permanente aprimoramento da com-


preensão desse assunto - tão abrangente e polêmico. Para que isso seja possível, temos,
primeiramente, que desmistificar sua complexidade e simplificá-lo, a fim de proporcio-
nar fóruns de discussão mais objetivos e eficazes. Acreditamos que esta cartilha cumpre
esse papel.

Luiz Fernando Pires


Presidente do Sinduscon-MG

SINDUSCON-MG | BDI | 9
ACESSO AO CONHECIMENTO
O SEBRAE-MG apoia projetos para o fortalecimento de micro e pequenas empresas do
setor de construção civil. São capacitações técnicas e gerenciais que preparam os
empreendedores para os desafios do mercado e contribuem para a melhoria de produtos
e processos.

A publicação da segunda versão da cartilha Bonificação e Despesas Indiretas nas Obras


Industriais é uma destas iniciativas. A edição reúne informações práticas e didáticas que
orientam e esclarecem os gestores e empresários do setor. Assim, eles podem acompa-
nhar os acontecimentos do mercado.

A informação é hoje um dos mais importantes diferenciais competitivos, que ajudam as


empresas a ganhar produtividade e se colocar à frente dos concorrentes. Seguem o cami-
nho da excelência e do desenvolvimento.

As micro e pequenas empresas de Minas Gerais precisam deste apoio. E esta é a missão
do SEBRAE-MG: promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos
pequenos negócios em Minas Gerais.

Roberto Simões
Presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE-MG

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INTRODUÇÃO
1 - Conceito
BDI é uma sigla de origem anglo-saxônica que significa “Budget Diference Income”. A
expressão, traduzida para o português, quer dizer “Orçamento Diferença Renda”, termo
difícil de se relacionar com o seu real uso no cotidiano. No Brasil, as definições mais
comuns para a sigla BDI são:
4 Benefícios e Despesas Indiretas;
4 Bônus e Despesas Indiretas.

As duas opções dão a entender que a sigla BDI significa apenas o Lucro mais as Despesas
Indiretas de um determinado Preço de Venda. Existem estudos e sugestões no Brasil que
propõem a mudança da sigla para LDI (Lucro e Despesas Indiretas).

É fundamental, então, que a definição de BDI seja mais clara e específica. Como o “B”
significa Bônus, Benefícios ou Lucro, torna-se fácil a correlação, pois são palavras simi-
lares e, dependendo do contexto, têm o mesmo significado. Ou seja, o valor ou percen-
tual que um proponente ou contratado pretende ganhar após a conclusão de uma pres-
tação de serviço ou fornecimento. O “DI”, Despesas Indiretas, é um pouco mais abran-
gente e pode ser interpretado ou caracterizado de diversas formas, dependendo do
ambiente onde for citado.

Essas Despesas Indiretas (“DI”) podem incluir, no mínimo, os seguintes grupos de custo:

4 Administração Local;
4 Administração Central;
4 Equipamentos;
4 Canteiro de Obras;
4 Despesas Financeiras;
4 Risco do Negócio;
4 Contingências;
4 Impostos;
4 Seguros e Garantias.

SINDUSCON-MG | BDI | 13
Cada um desses grupos de custo pode fazer parte do BDI, parcialmente ou integralmen-
te, dependendo da solicitação do comprador. Caberá ao proponente interpretar e fazer a
melhor distribuição desses custos em sua proposta ou contrato.

Para nivelar nossa linguagem técnica, faremos também outras definições que serão úteis
no entendimento dos próximos capítulos:

Preço de Venda = PV é o valor monetário que totaliza a proposta ou contrato.

Custo Direto = CD é o valor equivalente à soma de todos os custos que podem ser atri-
buídos a serviços específicos, por exemplo, alvenaria (m2), concreto (m3), forma (m2) etc.

Podemos afirmar então que: PV = CD + BDI em valor.

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Ou ainda que:
PV = CD + (CD x BDI em percentual do CD) ou
PV = CD x (100% + BDI em percentual do CD)

Onde:
BDI (%) = BDI (Valor) / CD (Valor) x 100

Essa equação é muito simples, basta considerar que o Custo Direto (CD) é um valor
monetário e o BDI é expresso em percentual incidente sobre o Custo Direto (CD), lem-
brando que alguns dos grupos de custo indireto que compõem o DI são calculados na
base do Preço de Venda (PV). Agora o processo já parece um pouco mais complicado,
por isso, vamos construir, no capítulo 4, um modelo matemático para melhorar a inter-
pretação dessa equação.

SINDUSCON-MG | BDI | 15
2 – Definição de cada grupo de custo que integra o BDI
Agora vamos detalhar cada grupo de custo que integra o BDI e admitir um valor hipoté-
tico para ele, com o objetivo de construir um modelo de composição e entender a equa-
ção descrita no capítulo anterior.

2.1 – Bônus / Benefício / Lucro

O Lucro é arbitrado por cada empresa em função de seu planejamento estratégico.


Também pode ser denominado Bônus ou Benefício, na definição anteriormente
descrita para o BDI.

O valor hipotético arbitrado já inclui a CSLL e IRPJ, ou seja, equivalente ao Lucro


Bruto.

Valor hipotético para nosso modelo matemático – 2.1 8,00% sobre (PV)

2.2 - Administração Local

A Administração Local é um grupo de custos indiretos que inclui, dentre outras,


todas as despesas para manter a equipe gerencial e o pessoal técnico e administra-
tivo necessário à execução do objeto da proposta no local da obra e que não exe-
cutam diretamente os serviços. No caso da construção civil, a definição, o dimen-
sionamento e os custos de manutenção de pessoal para a obra dependem do “know
how” de cada empresa, bem como das necessidades informadas pelo comprador
na solicitação da proposta. A seguir, relacionamos algumas categorias profissionais
que podem ser reconhecidas nesse grupo de custos:

4 Gerentes de obras;
4 Engenheiros;
4 Coordenadores;
4 Gestores de Qualidade;
4 Técnicos;
4 Consultores Técnicos;
4 Pessoal de Segurança e Meio Ambiente;
4 Apoio de campo de energia e água;
4 Pessoal de manutenção;
4 Pessoal administrativo;

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4 Pessoal de limpeza;
4 Encarregados de frente de serviço;
4 Outros.

Esse custo deve ser calculado agregando-se todos os custos necessários e específi-
cos à gestão do projeto no local de prestação dos serviços, como os custos para a
manutenção do pessoal de gerenciamento e administrativo (salários, encargos, ali-
mentação, transporte, estadas, EPIs, uniformes, tempo para treinamentos especiais,
enfim, tudo que for necessário para se cumprir a legislação vigente).

Também fazem parte dessa categoria os custos operacionais para que essa equipe
de administração e gerenciamento exerça suas atividades, como as despesas com
energia elétrica, água, telefone, aluguéis, material de escritório etc.

Valor hipotético para nosso modelo matemático – 2.2 11,00% sobre (PV)

2.3 - Administração Central

A Administração Central é um grupo de custos indiretos que inclui todas as despe-


sas para se manter o pessoal técnico e administrativo necessário à manutenção do
“staf ”1 da proponente em seu escritório central, e que é responsável por dar apoio
à equipe da obra. No caso da construção civil, esse “staf” está diretamente ligado
ao tamanho da empresa, sua cultura organizacional, seu faturamento anual.

Podemos ainda definir esse grupo de custo como o valor com que cada contrato
deve remunerar o escritório da contratada.

Valor hipotético para nosso modelo matemático – 2.3 6,00% sobre (PV)

2.4 - Equipamentos

Todo equipamento que não é específico à execução de um serviço normalmente é


incorporado ao BDI. Esse valor deve ser calculado com o mesmo método sugerido
para a Administração Local. Podem-se citar alguns exemplos, como:
4 Gruas;
4 Elevadores de carga;
1 Staf – Toda estrutura organizacional da empresa.

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4 Rádios de comunicação;
4 Veículos;
4 Grupos geradores e seu combustível;
4 Computadores;
4 Outros.

Valor hipotético para nosso modelo matemático – 2.4 4,00% sobre (PV)

2.5 - Canteiro de Obras

O Canteiro de Obras é um grupo de custo que será dimensionado em função da


demanda do comprador e das condições da obra que será contratada. Normalmente,
tem sido considerado no custo direto, ou seja, é um item de planilha. Esse custo
pode estar no Custo Direto (CD) ou no BDI.

Valor hipotético para nosso modelo matemático – 2.5 4,00% sobre (PV)

2.6 - Despesas Financeiras

As despesas financeiras são geradas em função da diferença de prazo entre o rece-


bimento pelos serviços prestados e o prazo de pagamento aos fornecedores, mão
de obra, equipamentos etc.

Existem vários métodos de cálculo dessa despesa, mas entendemos que um fluxo
de caixa bem elaborado, indicando a necessidade de capital a ser mobilizado, é o
método mais adequado.

Valor hipotético para nosso modelo matemático - 2.6 1,00% sobre (PV)

2.7 – Riscos do Negócio / Inflação / Despesas Diversas

Os riscos do negócio correspondem ao valor calculado ou arbitrado pela proponen-


te, considerando-se o ambiente em que a proposta é oferecida. A grandeza do risco
pode variar em função do nível de informação oferecida pelo comprador, das incer-
tezas de mercado ou da confiança no comprador. Considera-se que é uma análise
estratégica de cada empresa.

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Para cálculo do risco existem métodos específicos, como por exemplo o método de
Monte Carlo, que avalia vários cenários possíveis e define uma base probabilística
do risco. Esta mensuração pode ser de prazo ou custo, mas, de qualquer forma,
poderá interferir no BDI.

A inflação é um valor calculado que considera a expectativa do mercado ao longo


do prazo da obra, levando-se também em consideração o grupo de insumos da obra
que será afetado pela variação. Esse custo deve ser avaliado em função dos indica-
dores econômicos com visão do futuro, normalmente feita por especialistas.

As Despesas Diversas podem ou não ser consideradas no BDI. Esta decisão depen-
derá do nível de assertividade que a proponente considera ter do cálculo do Custo
Direto.

Valor hipotético para nosso modelo matemático – 2.7 0,50% sobre (PV)

2.8 - Contingências

As contingências correspondem ao valor calculado ou arbitrado pela proponente, con-


siderando-se o ambiente em que a proposta é oferecida e normalmente é definida pela
direção da empresa. A grandeza da contingência pode variar na mesma base de varia-
ção do risco, acima descrita, além de ser uma análise estratégica de cada empresa.

O método de Monte Carlo também pode ser utilizado para avaliação da contingên-
cia, não sendo seu uso muito comum.

Valor hipotético para nosso modelo matemático – 2.8 1,00% sobre (PV)

2.9 - Impostos

Os impostos devem ser tratados com muito cuidado, observando-se principalmen-


te a legislação em vigor à época da estruturação do Preço de Venda.

Os impostos têm várias bases de cálculo:


Impostos cuja base de cálculo são custos que estão claramente identificados na
parcela do Custo Direto:
4 INSS, sobre o valor da mão de obra;

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4 IPI, ICMS sobre o valor de materiais.

Impostos cuja base de cálculo é o Preço de Venda (que ainda será calculado):
4 PIS;
4 COFINS.

Imposto cuja base de cálculo é parte do Preço de Venda:


4 ISSQN, que incide sobre um valor demonstrado ou estimado da fatura e depen-
de do município onde o serviço está sendo prestado.

Impostos cuja base de cálculo é o Lucro e que dependem ainda da opção ou obri-
gação da empresa enquadrar-se na forma do Lucro Presumido ou na forma do
Lucro Real:
4 CSLL, que incide diretamente sobre o Lucro;
4 IRPJ, que incide diretamente sobre o Lucro.

Esses impostos normalmente já estão inseridos no percentual de Lucro e a forma


de tratamento desses impostos é função do planejamento estratégico de cada
empresa. Podemos assim caracterizar o Lucro Bruto e o Lucro Líquido. Nesta car-
tilha, não vamos detalhar esse tema, pois estamos considerando o Lucro Bruto
quando arbitramos no item 2.1.

Sugerimos a consulta da Cartilha de Tributos na Construção Civil - Obras Industriais.

Valor hipotético para nosso modelo matemático – 2.9 6,00% sobre (PV)

2.10 - Seguros e Garantias

Os seguros e garantias normalmente são definidos em uma minuta de contrato e


devem ser avaliados por especialistas, devendo o seu custo ser incorporado como
despesa indireta.

Valor hipotético para nosso modelo matemático – 2.10 0,50% sobre (PV)

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BDI

SINDUSCON-MG | BDI | 21
3 - Resumo e exemplos de composição do BDI
Apresentam-se, a seguir, duas hipóteses de agrupamento de custos para se construir um
modelo matemático para cálculo e definição do BDI.

A 1ª hipótese considera que todos os grupos de custo, descritos no capítulo 2, fazem


parte do BDI.

A 2ª hipótese considera que a Administração Local e o Canteiro, descritos no capítulo


2, fazem parte do Custo Direto. Apesar de não ser muito comum que a Administração
Local seja alocada ao Custo Direto (CD).

A partir desses exemplos, o leitor poderá fazer qualquer outra simulação. Ressalta-se que
esses custos não deixam de existir, apenas mudam de lugar na composição do Preço de
Venda.

1ª hipótese – Todos estes grupos de custo são partes integrantes do BDI:

Incidência sobre o Preço de Venda


Grupo de Custo
que integra o BDI
1 Lucro 8,00%
2 Administração Local 11,00%
3 Administração Central 6,00%
4 Equipamentos 4,00%
5 Canteiro de Obras 4,00%
6 Despesas Financeiras 1,00%
7 Risco do Negócio 0,50%
8 Contingências 1,00%
9 Impostos 6,00%
10 Seguros e Garantias 0,50%
Total 42,00%

De uma forma simplista, pode-se dizer que o BDI são 42,00% no nosso modelo hipoté-
tico. Porém, esse percentual incide sobre o Preço de Venda (PV) e não sobre o Custo
Direto (CD). Há que se definir um método para essa relação.

22 | BDI | SINDUSCON-MG
2ª hipótese – Os custos com Administração Local e Canteiro passam a ser parte integran-
te do Custo Direto (CD):

É obvio que com essa consideração o Custo Direto (CD) aumenta, portanto, o BDI diminui,
mas o Preço de Venda (PV) não se altera. Essa condição deve ser avaliada caso a caso, para
não afetar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato a nenhuma das partes. Sugerimos
que essa condição seja explícita no contrato a ser firmado, por ser relevante no resultado
pretendido por ambas as partes.

Incidência sobre o Preço de Venda


Grupo de Custo
que integra o BDI
1 Lucro 8,00%
3 Administração Central 6,00%
4 Equipamentos 4,00%
6 Despesas Financeiras 1,00%
7 Risco do Negócio 0,50%
8 Contingências 1,00%
9 Impostos 6,00%
10 Seguros e Garantias 0,50%
Total 27,00%

De uma forma simplista, pode-se dizer que o BDI são 27,00% no nosso modelo hipotéti-
co. Porém, esse percentual incide sobre o Preço de Venda (PV), que se mantém o mesmo
da 1ª hipótese. E não sobre o Custo Direto (CD), que nessa hipótese tem um valor maior,
pois foram incorporados os custos da Administração Local e do Canteiro de Obras.

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4 – Modelo Matemático para cálculo do BDI
Considerando todos os conceitos anteriores, segue tabela de valores na qual o Preço de
Venda (PV) é de R$ 100.000,00.

Calculando o BDI no modelo da 1ª hipótese:

Item Grupo de Custo 1ª Hipótese 2ª Hipótese


A Custo Direto R$ 58.000,00 R$ 73.000,00
B Bônus + Despesas Indiretas R$ 42.000,00 R$ 27.000,00
B.1 Lucro R$ 8.000,00 R$ 8.000,00
B.2 Administração Local R$ 11.000,00 -
B.3 Administração Central R$ 6.000,00 R$ 6.000,00
B.4 Equipamentos R$ 4.000,00 R$ 4.000,00
B.5 Canteiro de Obras R$ 4.000,00 -
B.6 Despesas Financeiras R$ 1.000,00 R$ 1.000,00
B.7 Risco do Negócio R$ 500,00 R$ 500,00
B.8 Contingências R$ 1.000,00 R$ 1.000,00
B.9 Impostos R$ 6.000,00 R$ 6.000,00
B.10 Seguros e Garantias R$ 500,00 R$ 500,00
Total – Preço de Venda (PV) = A+B R$ 100.000,00 R$ 100.000,00

Como já conceituado no capítulo 1:


PV = CD + BDI em valor ou
PV = CD + (CD x BDI em percentual do CD)
BDI (%) = BDI (Valor) / CD (Valor) x 100

Para calcular o valor do BDI em percentual sobre o Custo Direto (CD), tem-se:
BDI em percentual sobre o Custo Direto (CD) é igual a (B) / (A) x 100
BDI = R$ 42.000,00 / R$ 58.000,00 x 100 = 72,41379%

Ou seja, para calcular o PV, tem-se:


R$ 58.000,00 (CD) + (R$ 58.000,00 x 72,41379%) = R$ 100.000,00 (PV)

24 | BDI | SINDUSCON-MG
Calculando o BDI no modelo da 2ª hipótese:

Item Grupo de Custo 1ª Hipótese 2ª Hipótese


A Custo Direto R$ 58.000,00 R$ 73.000,00
B Bônus + Despesas Indiretas R$ 42.000,00 R$ 27.000,00
B.1 Lucro R$ 8.000,00 R$ 8.000,00
B.2 Administração Local R$ 11.000,00 -
B.3 Administração Central R$ 6.000,00 R$ 6.000,00
B.4 Equipamentos R$ 4.000,00 R$ 4.000,00
B.5 Canteiro de Obras R$ 4.000,00 -
B.6 Despesas Financeiras R$ 1.000,00 R$ 1.000,00
B.7 Risco do Negócio R$ 500,00 R$ 500,00
B.8 Contingências R$ 1.000,00 R$ 1.000,00
B.9 Impostos R$ 6.000,00 R$ 6.000,00
B.10 Seguros e Garantias R$ 500,00 R$ 500,00
Total – Preço de Venda (PV) = A+B R$ 100.000,00 R$ 100.000,00

Como já conceituado no capítulo 1:


PV = CD + BDI em valor ou
PV = CD + (CD x BDI em percentual do CD)
BDI (%) = BDI (Valor) / CD (Valor) x 100

Para calcular o valor do BDI em percentual sobre o Custo Direto (CD), tem-se:
BDI em percentual sobre o Custo Direto (CD) é igual a (B) / (A) x 100
BDI = R$ 27.000,00 / R$ 73.000,00 x 100 = 36,98630%

Ou seja, para calcular o PV, temos:


R$ 73.000,00 (CD) + (R$ 73.000,00 x 36,98630%) = R$ 100.000,00 (PV)

Conclusão:
A incidência do BDI sobre o Custo Direto tem um valor maior que a incidência do
BDI sobre o Preço de Venda. Na hipótese anterior, 27% sobre Preço de Venda (PV)
é igual a 36,98630% sobre o Custo Direto (CD).

SINDUSCON-MG | BDI | 25
ANEXOS
1ª EXPOSIÇÃO:
“A FORMAÇÃO DE PREÇOS NO ÂMBITO
DAS OBRAS CIVIS INDUSTRIAIS”

EXPOSITOR:
ILSO JOSÉ DE OLIVEIRA
DIRETOR-SUPERINTENDENTE DA RETA ENGENHARIA

A apresentação a seguir é bastante técnica, com modelos práticos de alocação de custos e cálcu-
lo do BDI.

Essa apresentação abordou todos os aspectos matemáticos e conceituais do BDI.


28 | BDI | SINDUSCON-MG
Formação do preço de uma obra
Composição do custo de insumos
Simulação do fechamento do preço de
venda
Parâmetros técnicos
Conclusão

SINDUSCON-MG | BDI | 29
30 | BDI | SINDUSCON-MG
SINDUSCON-MG | BDI | 31
Mão-de-obra direta
Materiais
Serviços de terceiros
Equipamentos específicos
Dispositivos de segurança
Canteiro de obras

32 | BDI | SINDUSCON-MG
SINDUSCON-MG | BDI | 33
34 | BDI | SINDUSCON-MG
SINDUSCON-MG | BDI | 35
36 | BDI | SINDUSCON-MG
SINDUSCON-MG | BDI | 37
38 | BDI | SINDUSCON-MG
Custo Indireto ou Administração Local
Impostos e Despesas Financeiras
Administração Central
Lucro (bonificação).

SINDUSCON-MG | BDI | 39
40 | BDI | SINDUSCON-MG
SINDUSCON-MG | BDI | 41
42 | BDI | SINDUSCON-MG
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EXEMPLO DE BDI

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2ª EXPOSIÇÃO:
“A FORMAÇÃO DE PREÇOS
NA VISÃO DA CVRD”

EXPOSITOR:
MARCELO E. FIGUEIREDO
COORDENADOR EXECUTIVO DE IMPLANTAÇÃO
DE PROJETOS DA CVRD

À época desta apresentação, a atual Vale denominava-se CVRD, mas o conceito do BDI é bastan-
te atual.

Para que a CVRD concluísse sua apresentação sobre o tema, foi feita uma abordagem bastante
interessante de como as diversas fases de estimativa de custo de um projeto evoluem até viabili-
zar um projeto interno.
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3ª EXPOSIÇÃO:
“BDI NO ÂMBITO DA REGAP/PETROBRAS”

EXPOSITOR:
GERALDO DE MIRANDA NUNES
GERENTE SETORIAL DE CONTRATAÇÃO
DA REGAP/PETROBRÁS

Apesar da sua abordagem sucinta, o expositor demonstra excelente conhecimento do tema, reco-
nhecendo, como forma mais coerente da sua utilização, formação de um Preço em uma Proposta
ou Contrato.
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4ª EXPOSIÇÃO:
“ASPECTOS TRIBUTÁRIOS E TRABALHISTAS
NA FORMAÇÃO DE PREÇOS NO ÂMBITO
DAS OBRAS INDUSTRIAIS”

EXPOSITOR:
LUIZ FERNANDO PIRES
DIRETOR-PRESIDENTE DA MASCARENHAS
BARBOSA ROSCOE

Esta abordagem trata de um componente importante na formação de um Preço de Venda, porém,


sem uma relação direta com o BDI. Todos os pontos são de extrema relevância e podem, inclusi-
ve, ser mais bem compreendidos com a leitura das cartilhas de “Tributos na Construção Civil –
Obras Industriais” e “Encargos Previdenciários e Trabalhistas no Setor da Construção Civil”, publi-
cadas pelo Sinduscon-MG.
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CONCLUSÕES
I – Introdução
A presente conclusão tem o objetivo de registrar, de forma sintética, objetiva e imparcial,
os pontos de vista consensuais, além de indicar caminhos e procedimentos apontados
pelas tomadoras e prestadoras de serviços, os quais, se adotados, eliminarão boa parte dos
pontos de conflitos identificados como os de maior ocorrência nos contratos.

II – Pontos de melhoria definidos em consenso e que


requerem, portanto, entendimento e implantação
É necessário e desejável aprimorar o nível de transparência na relação contratante e
contratado.

Deve-se ter um mínimo de informações disponíveis para se licitar a construção de um


empreendimento, sem o qual a formação do preço fica comprometida.

Uma taxa de BDI não pode e não deve ser avaliada apenas pelo seu valor e, sim, anali-
sando cada parcela que a compõe. A análise deve levar em conta as condições técnicas
e comerciais do empreendimento. Somente após essa análise é que se pode concluir pela
pertinência ou não da taxa calculada para o empreendimento em questão.

É importante, para uma relação contratual salutar, onde ajustes de rota em função de
fatos novos ocorridos possam ser efetivados sem traumas e pautados nas condições de
formação dos preços, que passem a fazer parte dos contratos os detalhamentos e
demonstrativos de todas as parcelas do BDI, exceto a Administração Central e o Lucro,
que são valores arbitrados por cada empresa prestadora de serviço.

Deve também fazer parte das composições uma planilha demonstrando os salários de
mão de obra direta, assim como encargos sociais, horas gastas durante o pedido de recru-
tamento, treinamento, exames admissionais, equipamentos de proteção individual, den-
tre outros. Todos esses custos deverão fazer parte dos salários que formarão as CPUs e o
Custo Direto, não sendo, portanto, esses dados, inseridos na taxa de BDI.

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As partes tomadoras e prestadoras de serviços devem ter consciência de que quanto
melhor for o nível de informações existentes para formação do preço e quanto maior o
nível de detalhamento das condições em que os preços foram formados, menores serão
os pontos de conflito durante a execução do contrato.

Na formação do preço, as partes devem analisar caso a caso todas as possibilidades de


redução de custos, desde que estejam dentro da legislação em vigor. Portanto, devem
estudar os faturamentos diretos de insumos, dentre outras possibilidades.

As partes devem reconhecer que os preços de um empreendimento devem ser formados


de modo a assegurar sua viabilidade sendo, portanto, competitivos e compatíveis com as
condições de mercado. Sem, entretanto, deixarem de assegurar o “overhead” da empre-
sa executora, pois é esta a única forma de se manter a perenidade das empresas, contri-
buindo cada uma delas com o crescimento da economia.

III – Forma alternativa de remuneração da Administração


Local e dos Equipamentos, ou seja, da parcela dos
custos fixos de uma obra
A informação dada pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), de que se encontra em
estudo nesta empresa a implantação de uma nova forma para remuneração dos custos
fixos com administração local ou MOI e com equipamentos de uma obra, foi analisada
pelos grupos com o seguinte resultado:

4 Foi entendido como passo muito positivo, no sentido de aumentar a transparência


do processo e minimizar conflitos e discussões acerca de pedidos de ressarcimento
de custos indiretos por extensão de prazo, o que hoje é comum em boa parte dos
contratos;

4 Deve ser analisada com atenção a forma de cálculo e pagamento para que o instru-
mento não se transforme em um inibidor do esforço conjunto, no sentido de se bus-
car uma redução de prazo do empreendimento.

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IV – Considerações Finais
O fato das empresas tomadoras e prestadoras de serviços se disporem a discutir, de
forma franca e aberta a questão da “Formação dos Preços”, demonstra evolução na ges-
tão contratual.

Os encontros para discussão deste e de outros temas devem continuar, pois esta prática
possibilita o aprimoramento do conhecimento de todos os envolvidos, contribuindo para
a qualificação de empresas e profissionais.

O Sinduscon-MG agradece o apoio das empresas tomadoras de serviços e também das


empresas associadas e reafirma sua disposição em dar continuidade ao processo.

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BIBLIOGRAFIA
COMPLEMENTAR
Sugerimos como bibliografia complementar as seguintes cartilhas do Sinduscon-MG:
4 Tributos na Construção Civil – Obras Industriais
4 Encargos Previdenciários e Trabalhistas no Setor da Construção Civil

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Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais
SEBRAE-MG

Av. Barão Homem de Melo, 329 - Nova Suíça


CEP 30460-090 - Belo Horizonte - MG
Central de Atendimento: 0800 570 0800
www.sebraemg.com.br

Presidente do Conselho Deliberativo


Roberto Simões

Diretor-Superintendente
Afonso Maria Rocha

Diretor de Operações
Matheus Cotta de Carvalho

Diretor Técnico
Luiz Márcio Haddad Pereira Santos

Gerente da Unidade de Atendimento Coletivo da Indústria e Territoriais


Marise Xavier Brandão

Coordenadora Estadual da Construção Civil


Vanessa Visacro

Gerente da Macrorregião Centro


Antônio Augusto Vianna de Freitas

Gestora da Construção Civil da Macro Centro


Denise Fernandes de Andrade Duarte

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