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Índice

1.Introdução .................................................................................................................................................. 1
2. Objectivos ................................................................................................................................................. 2
2.1 Objectivo geral .................................................................................................................................... 2
2.2 Objectivos específicos ........................................................................................................................ 2
3. Metodologia .............................................................................................................................................. 3
3.1 Materiais, equipamentos e reagentes .................................................................................................. 3
4. Procedimento ............................................................................................................................................ 3
5. Resultados e discussão .............................................................................................................................. 4
5.1 Resultados ........................................................................................................................................... 4
5.2 Discussão ............................................................................................................................................ 4
6. Conclusões ................................................................................................................................................ 5
7. Referências bibliográficas ......................................................................................................................... 6
8. Anexos ...................................................................................................................................................... 7
ESSÊNCIA DO MÉTODO DE COLORAÇÃO DE GRAM

1.Introdução
A Coloração de Gram é um passo muito importante na caracterização e classificação inicial das
bactérias. Afinal, esse método de coloração permite que as bactérias sejam visualizadas no
microscópio óptico, uma vez que sem a coloração é impossível observa-las ou identificar sua
estrutura (Case, Funke e Tortorora, 2012).
Uma coloração simples é uma solução aquosa ou alcoólica de um único corante básico. Embora
diferentes corantes se liguem especificamente a diferentes partes das células, o objectivo
primário de uma coloração simples é destacar todo o microorganismo, para que as formas
celulares e as estruturas básicas fiquem visíveis (Pelczar, 1993).
A coloração de Gram é um dos mais importantes métodos de coloração utilizados em
laboratórios de microbiologia e análises clínicas, sendo quase o primeiro passo para a
caracterização e identificação das bactérias. Através da coloração é possível identificar os dois
principais grupos de bactérias, sejam gram-positivas ou gram-negativas (Case, Funke e
Tortorora, 2012).
A coloração gram envolve três etapas principais: coloração com violeta de cristal (um corante
solúvel em água, roxo), a descoloração (utilizando etanol ou acetona), a contra-coloração
(utilizando corante safranina, vermelho) (Pelczar, 1993).

O método consiste em tratar sucessivamente um esfregaço bacteriano, fixado pelo calor, com os
reagentes violeta de genciana, lugol, etanol-acetona (descorante) e fucsina. As bactérias que
adquirem a coloração azul violeta são chamadas de gram-positivas e aquelas que adquirem a
coloração vermelha são chamadas de gram-negativas (Ribeiro, 1993).

O corante púrpura e o iodo se combinam no citoplasma de cada bactéria, corando-a de violeta


escuro ou púrpura. As bactérias que retém essa cor após a tentativa de descolori-las com álcool
são classificadas como gram-positivas, pois elas possuem uma camada espessa de peptidoglicano
em suas paredes celulares, não obstante as que perdem a cor violeta escuro ou púrpura após a
descoloração são classificadas como gram-negativas, devido a camada fina de peptidoglicano
que elas possuem na parede celular (Ribeiro, 1993).

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Segundo Pelczar (1993), como as bactérias gram-negativas são incolores após a lavagem com
álcool, elas não são mais visíveis. E por isso que o corante básico safranina e aplicado; ele cora a
bactérias gram-negativas de rosa. Os corantes como a safranina, que possuem uma cor
contrastante com a coloração primária, são denominados contra-corantes. Como as bactérias
gram-positivas retém a cor púrpura original, não são afectadas pelo contra-corante safranina.
Alguns exemplos de bactérias gram-positivas são Bacillus, Staphylococcus, Streptomyces,
Streptococcus e Lactobacillus. E gram-negativas são a salmonela, chlamydia, pseudomonas e
Escherichia.

2. Objectivos

2.1 Objectivo geral


 Compreender o método de coloração Gram

2.2 Objectivos específicos


 Comparar bactéria gram-positivas e negativa; e
 Verificar o tipo de gram de bactéria presente no iogurte;

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3. Metodologia

3.1 Materiais, equipamentos e reagentes


Na tabela 1 estão presentes todos os materiais, equipamentos e reagentes úteis à experiência.

Tabela 1: Materiais, equipamentos e reagentes

Materiais Material biológico Equipamento Reagentes


Lâmina Iogurte (fonte de Microscópio óptico Solução Cristal violeta
cultura bacteriana)
Ansa bacteriológica Solução de Iodo
Papel absorvente Álcool
Lamparina Solução de safranina
Água
Óleo de imersão

4. Procedimento
Colocou-se uma gota de água sobre a lâmina de vidro. Com o auxílio da ansa bacteriológica,
retirou-se uma porção da amostra (iogurte) e, emulsionou-se o material na gota de água. Deixou-
se secar. Por sua vez, passou-se o esfregaço na lamparina de modo a fixar o material. Por
conseguinte, cobriu-se o esfregaço com a solução de cristal violeta e, deixou-se secar por 1
minuto. De seguida, retirou-se o excesso de corante mantendo-se a lâmina na posição oblíqua, e
passando-se por água corrente durante 4 segundos. Por sua vez, depois de cobrir-se a lâmina com
solução de iodo durante 1 minuto, lavou-se com água corrente. Por conseguinte, descorou-se
com álcool gota-a-gota durante 15 segundos e, lavou-se com água corrente. De seguida, cobriu-
se a lâmina com a solução de safranina por um 1 minuto. Por sua vez, lavou-se a lâmina com
água corrente e, secou-se entre duas folhas de papel absorvente.

Por conseguinte, colocou-se óleo de imersão e, observou-se ao Microscópio com a objetiva de


imersão.

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5. Resultados e discussão

5.1 Resultados
No âmbito da observação da amostra ao Microscópio, foi possível visualizar bactérias
streptococos gram-positiva (gram+), dispostas em forma de cadeias, outras em forma de
diplococos e outras isoladas. No entanto, identificou-se bactérias gram-positiva (gram +) através
da cor violeta escuro que apresentavam. Vide os desenhos das figuras nos anexos.

5.2 Discussão
A identificação das bactérias em gram-positiva, tornou-se possível através da cor visualizada ao
microscópio, isto é, violeta escuro. Ou seja, segundo Ribeiro (1993), estas bactérias retém a cor
após aplicação do método de coloração, devido a camada espessa de peptidoglicano em suas
paredes celulares. Por outro lado, verificou-se devido a disposição das bactérias, isto é,
streptococos. No entanto, não são gram-negativas (gram -) porquanto da não perda de cor e a
disposição de cocos.

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6. Conclusões
As bactérias gram-positivas (gram +) mantém a cor após coloração com álcool e, as bactérias
gram-negativas perdem a cor após coloração.

O tipo de gram presente na bactéria do iogurte é positivo.

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7. Referências bibliográficas
 Tortora, J. G., Funke, B. R., Case, C. L. (2012). Microbiologia. 10aedição. Porto alegre:
ARTMED. São Paulo.
 Pelczar Jr, M.J; Chan, E.C.S.; Krieg, N. R.; Edwards, D.; Pelczar, M.F. (1993).
Microbiologia conceitos e aplicações. Vol.1. 2aed. Pearson Makronbooks.
 Ribeiro, M.C; Soares, M.R. (1993). Microbiologia prática. Washington DC.

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8. Anexos

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