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DGEstE – DIREÇÃO SERVIÇOS REGIÃO ALENTEJO

Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício, Évora


Escola Básica Manuel Ferreira Patrício

Nome______________________________________________________N.º____ Ano/Turma:______
Data__/__/___ Professor(a)_________________________ Entregue: __/__/___
Encarregado de Educação: ________________________________________________________
Teste de Português – 6.º ano
Grupo I – Leitura/Compreensão

Texto A

José Mourinho em entrevista

«Não quero um Ferrari e uma quinta. Quero a alegria e ser reco- nhecido», diz José Mourinho que nasceu a 20 metros do estádio
doBonfim, aprendeu a andar no rel- vado do estádio do Setúbal, jogou à bola com o pai (o antigo guarda redes Félix Mourinho),
a quem disse que queria ser treinador de futebol. A ambição, extraordinária, é da medida do seu talento. Nin- guém duvida que a
carreira, a pro- cissão, ainda vai no adro.por Anabela Mota Ribeiro

Selecções do Reader`s Digest (SRD): Formou-se no ISEF aos 24 anos e completou um curso para treinadores na Escócia. Não é
muito comum no mundo do futebol esta preocupação com a instrução.
José Mourinho (JM): Sempre existiu em mim a ambição de me licen- ciar, independentemente da minha vocação. Talvez influenciado
pela minha família: «Não sabes qual vai ser o teu futuro no futebol, pelo menos constrói algo sólido
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Escola Básica Manuel Ferreira Patrício

SRD: Havia essa preocupação?


JM: Havia. O meu pai esteve a vida toda ligado ao futebol com todas as dificuldades inerentes ao
mesmo. Se eu tivesse sido mal sucedido nesta minha aposta, como treinador, na pior das hipóteses
era professor de educa- ção física. Paralelamente a esta preocupação, sabia o que aquilo me podia
dar. Tenho uma máxima, que não é minha, mas que ouvi em qualquer lado e que guardei para mim:
«Um treinador de futebol que só sabe de futebol é um péssimo treinador de futebol.
SRD: De que outras coisas tem de saber?
JM: De tudo. Há áreas científicas que nos podem ajudar no nosso traba- lho, nomeadamente
psicologia, pedagogia, fisiologia. Posso falar com o meu departamento médico sobre lesões, músculos,
biomecânica, teoria do treino. São temas que domino. Dominar as competências psicológicas, é
fundamental. Pode fazer a diferença. (…)
SRD: Aos 15 anos teve a noção de que queria ser treinador. E essa noção era acompanhada
de uma outra: a de que dificilmente seria um joga- dor de exceção.
JM: Sim.
SRD: Ora o que queria para si era justamente a exceção. Porquê?
JM: Como qualquer miúdo, cresci a adorar jogar. Não posso dizer que não era um miúdo com
talento. No meu grupo de amigos, era dos mais talentosos. Mas a via académica exigia-me
responsabilidades, tive de fazer asminhas escolhas. Senti que não valia a pena arriscar porque as
possibilida- des de sucesso não eram grandes.
SRD: Isso é que é a coisa extraordinária: ter tido essa lucidezaos 15anos. JM: Sabia das minhas
limitações e das minhas qualidades. O meu skill não era melhor do que o skill dos outros. As
minhas qualidades físicas não eram de exceção; não era rápido, e a velocidade é fundamental para o
fute- bol de alto nível. Aquilo que me fazia melhor do que os outros era a minha capacidade de ler,
analisar equipas. A visão que tinha da situação. Eu conse- guia ver coisas que os outros não
conseguiam, inclusive adultos.
SRD: É verdade que o seu pai lhe pedia para fazer a observação das equipas adversárias?
JM: Sim.
SRD: Foi verdadeiramente a sua escola?
JM: A escola de qualquer treinador começa aí. Na capacidade de assistir a jogos com outros olhos.
Não é ir para o futebol e ver o jogo como um adepto normal, preocupado se A ganha ou B ganha.
É tentar perceber como é que uma equipa funciona, quais são os seus princípios de jogo.

http://www.seleccoes.pt (texto com supressões)


1
Faz a correspondência entre as duas colunas de forma a obteres afirmações corretas.
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Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício, Évora
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A B

a. José Mourinho fez um curso de treinadores 1. já que não sabia como iria ser a sua carreira
no futebol.
b. A família sempre o incentivou a licenciar-se,
2. porque sabia que seria um jogador vulgar.
c. Para se ser treinador de futebol não basta
saber de futebol: 3. por isso pedia-lhe que observasse as equipas
adversárias.
d. Desde os quinze anos que queria ser
treinador de futebol, 4. após ter concluído o curso no ISEF.

e. No entanto, tinha uma talento que fez dele 5. é preciso ter conhecimento nas áreas da
o treinador que hoje é: psicologia, pedagogia e fisiologia.

f. O seu talento excecional era reconhecido 6. é a sua capacidade de ler a equipa adversária.
pelo pai,
7. a capacidade de observar e analisar o jogo.
g. O que distingue um treinador de um adepto
normal

Texto B

A Noite de Natal
Joana tinha nove anos e já tinha visto nove vezes a árvore do Natal. Mas era sempre como se
fosse a primeira vez. Da árvore nascia um brilhar maravilhoso que pousava sobre todas as
coisas. Era como se o brilho de uma estrela se tivesse aproximado da Terra. Era o Natal. E por
isso uma árvore se cobria de luzes e os seus ramos se carregavam de extraordinários frutos
em memória da alegria que, numa noite muito antiga, se tinha espalhado sobre a Terra.
E no presépio as figuras de barro, o Menino, a Virgem, São José, a vaca e o burro, pareciam
continuar uma doce conversa que jamais tinha sido interrompida. Era uma conversa que se via
e não se ouvia.
Joana olhava, olhava, olhava.Às vezes lembrava-se do seu amigo Manuel.
Um dos primos puxou-a por um braço.
— Joana, ali estão os teus presentes.
Joana abriu um por um os embrulhos e as caixas: a boneca, a bola, os livros cheios de
desenhos a cores, a caixa de tintas.
À sua volta todos riam e conversavam.
Todos mostravam uns aos outros os presentes que tinham tido, falando ao mesmo tempo.
E Joana pensava:
— Talvez o Manuel tenha tido um automóvel.
E a festa do Natal continuava.
As pessoas grandes sentaram-se nas cadeiras e nos sofás a conversar e as crianças
sentaram-se no chão a brincar.
Até que alguém disse:
— São onze horas e meia. São quase horas da missa. E são horas de as crianças se irem
deitar.
Então as pessoas começaram a sair.
O pai e a mãe de Joana também saíram.
— Boa noite, minha querida. Bom Natal — disseram eles.
E a porta fechou-se.
Daí a um instante saíram as criadas.
A casa ficou muito silenciosa. Tinham ido todos para a Missa do Galo, menos a velha
Gertrudes, que estava na cozinha a arrumar as panelas.
E Joana foi à cozinha. Era a altura boa para falar com a Gertrudes.
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— Bom Natal, Gertrudes — disse Joana.


— Bom Natal — respondeu a Gertrudes. Joana calou-se um momento.
Depois perguntou:
— Gertrudes, aquilo que disseste antes do jantar é verdade?
— O que é que eu disse?
— Disseste que o Manuel não ia ter presentes de Natal porque os pobres não têm presentes.
— Está claro que é verdade. Eu não digo fantasias: não teve presentes, nem árvore do Natal,
nem peru recheado, nem rabanadas. Os pobres são os pobres. Têm a pobreza.
— Mas então o Natal dele como foi?
— Foi como nos outros dias.
— E como é nos outros dias?
— Uma sopa e um bocado de pão.
— Gertrudes, isso é verdade?
— Está claro que é verdade. Mas agora era melhor que a menina se fosse deitar porque
estamos quase na meia-noite.
— Boa noite — disse Joana. E saiu da cozinha.
Subiu a escada e foi para o seu quarto. Os seus presentes de Natal estavam em cima da
cama. Joana olhou-os um por um. E pensava:
— Uma boneca, uma bola, uma caixa de tintas e livros. São tal e qual os presentes que eu
queria. Deram-me tudo o que queria. Mas ao Manuel ninguém deu nada.
E sentada na beira da cama, ao lado dos presentes, Joana pôs-se a imaginar o frio, a
escuridão e a pobreza. Pôs-se a imaginar a Noite de Natal naquela casa que não era bem uma
casa, mas um curral de animais.
«Que frio lá deve estar!», pensava ela.
«Que escuro lá deve estar!», pensava ela.
«Que triste lá deve estar!», pensava.
E começou a imaginar o curral gelado e sem nenhuma luz onde Manuel dormia em cima das
palhas, aquecido só pelo bafo de uma vaca e de um burro.
— Amanhã vou-lhe dar os meus presentes — disse ela. Depois suspirou e pensou:
«Amanhã não é a mesma coisa. Hoje é que é a Noite de Natal.»

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Noite de Natal

1. Numera as afirmações seguintes, de acordo com a ordem dos acontecimentos narrados.

a) Joana observava o presépio junto à árvore de Natal.


b) A menina verificou pela segunda vez os presentes que tinha recebido.
c) Joana decidiu que ia dar os presentes ao amigo naquela noite.
d) A determinada altura, alguém disse que era a hora da missa.
e) Sozinha no quarto, Joana pensou no amigo Manuel.
f) A menina perguntou à Gertrudes se o Manuel não teria presentes.
g) Um dos primos puxou Joana pelo braço para ir ver as prendas de Natal.
h) Os pais de Joana saíram.

2. No início do texto, é descrita a árvore de Natal à volta da qual se reúne toda a família de
Joana. Apresenta as características da árvore, de acordo com a descrição --presente no
primeiro parágrafo.
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Escola Básica Manuel Ferreira Patrício

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3. Identifica o motivo que terá levado Joana a pensar no amigo Manuel, quando recebeu os
presentes de Natal?
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4. Retira do texto seis palavras que te permitam formar um campo lexical relacionado com o
Natal.
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5. Joana decidiu ir levar os presentes ao amigo naquela mesma noite.


Imagina que a menina tinha passado pela cozinha para levar um bolo feito pela cozinheira
Gertrudes para o dia de Natal, de forma a partilhá-lo com o amigo. Resolveu também copiar a
receita para oferecer à mãe do Manuel, mas quando chegou à cozinha viu que a Gertrudes a
tinha desordenado, para manter o segredo do seu melhor bolo.
Numera as instruções de 1 a 8, de forma a reconstituir a receita. O último passo já está
numerado.

Grupo II

1.Retira do texto “ A Noite de Natal” exemplos das seguintes classes de palavras:


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Nomes Próprios (2)______________________________________________

Nomes Comuns(3)_______________________________________________

Adjetivos(4)_____________________________________________________

2. A receita está em que tempo verbal?

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3. Faz a análise sintática


a) A casa ficou muito silenciosa.
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b) Joana foi à cozinha.

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Grupo III

Elabora um pequeno texto entre 80 a 100 palavras sobre o significado do Natal para ti.

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