Você está na página 1de 57

Treinando quem Treina

1
Unidade 1 – Introdução
Reflexão

Como são ministrados os treinamentos nas empresas?


Geralmente, por profissionais com experiência
comprovada na parte técnica mas sem experiência em sala
de aula.
Quais os problemas podem ocorrer?

 Desperdício de conhecimento, tempo e material;


 Desgaste da imagem do profissional que se propõe
a ministrar o curso;
 Frustação e desgaste do Setor de Treinamento;
 Frustação quanto aos resultados esperados, tanto
para o instrutor quanto para o treinando – as
necessidades que geraram o treinamento não são
plenamente atendidas.

Não se improvisa com treinamento.

O profissional que ensina precisa aprender como as pessoas


aprendem, para que possa decidir o que ensinar e como ensinar.

Tanto quem ensina quanto quem aprende tem responsabilidades


no processo ensino-aprendizagem.

2
Unidade 2- Definição de Treinamento
Definição de Treinamento

Treinamento é um processo educacional ministrado de


forma sistemática e organizada, através do qual as pessoas
adquirem conhecimentos, atitudes e habilidades em
função dos objetivos definidos.
O treinamento tem como finalidade oportunizar aos
empregados de todos os níveis uma organização prática e
a conduta desejada da empresa.
É um investimento empresarial estratégico destinado a
capacitar sua mão-de-obra e reduzir/ eliminar a diferença
entre o atual desempenho e o desejado para que a
organização possa alcançar seus objetivos empresariais e
econômicos.
O instrutor, chave deste processo, deve estar ciente das
necessidades da organização em relação a especializações
e desenvolvimento de competências dos seus
funcionários, para que se cumpram as estratégias e
políticas da empresa. Deve, ainda, observar a relação
direta da necessidade do desenvolvimento do conteúdo
com a sua aprendizagem efetiva, sua prática e sua
contribuição para o sucesso da organização.
O processo educativo quando intencional deve ter um
planejamento que considere o tipo de público que irá e os
objetivos maiores do curso, focar o processo no treinando
(que é o principal sujeito da própria aprendizagem) e
precisa estabelecer critérios claros para avaliar o resultado

3
final, ou seja, a aprendizagem. Caso contrário, o
treinamento não será válido.

Unidade 3 – Organização do Treinamento


Etapas da Organização

Considerando que a didática é um conjunto de


procedimentos destinados a direcionar a aprendizagem da
maneira mais eficiente possível, a dinâmica da ação
docente constitui-se em um conjunto de atividades que
permitam melhor dirigir e orientar o processo de ensino/
aprendizagem.
Um treinamento compreende três grandes momentos:
Planejamento, Orientação da Aprendizagem (aula/
treinamento) e Controla da Aprendizagem (avaliação).

 Planejamento
Permite assegurar maior eficiência e consequente eficácia
nas ações a serem desenvolvidas, trazendo resultados
mais rentáveis e adequados aos objetivos do treinamento,
tendo em mente o espaço de tempo, os recursos materiais
e humanos e mediante que procedimentos, estratégias e
técnicas o treinamento desenvolverá.
Compreende quatro etapas, a seguir: elaboração,
execução, avaliação e controle.
Estas etapas são sucessivas de modo a permitir o
encadeamento das ideias, conceitos e procedimentos.

4
O Planejamento se divide em Plano de Curso (anexo 1) e
Plano de Ensino/ Aula (anexo 2).
O primeiro é o mais geral, que dará as diretrizes gerais do
curso/ treinamento em sua totalidade. Já o segundo será
utilizado para o detalhamento (o que, como e quando) das
atividades cotidianas, aula a aula, que culminarão no
sucesso de todo o processo desde a sua idealização.
Fazendo uma comparação, podemos dizer que o Plano de
Curso é o alicerce e o Plano de aula as paredes, onde
aparece tijolo sobre tijolo.

Elaboração do Plano de Curso


É a fase em que são definidos os objetivos, justificativas,
conteúdos, metodologias para as aulas, para as avaliações
e recursos didáticos que serão utilizados.
De uma forma mais geral, tudo o que pode e deve ser feito
para que se alcance os objetivos propostos deve estar
contido no Plano de Curso.
Para que um treinamento seja eficiente deve-se observar
as seguintes características:
a. Unidade: adequação de todas as atividades a uma
ideia fundamental unificadora, tendo em vista os
objetivos fixados.
b. Continuidade: previsão das etapas do trabalho do
início ao fim com as experiências organizadas em
sequência natural de forma lógica e coerente,

5
dando sempre a ideia do todo, sem interrupções,
avanços e retrocessos.
c. Graduação: as experiências devem ser propostas
obedecendo a uma graduação, isto é, das mais
simples para as mais complexas, das mais fáceis
par aas mais difíceis, com base nas experi~encias
anteriores;
d. Flexibilidade: previsão de uma margem a possíveis
reajustes quando do seu desenvolvimento, sem
quebra da unidade e continuidade;
e. Objetividade e realidade: tomar por base as
circunstâncias presentes e os problemas da
realidade, considerando recursos disponíveis
entre outros;
f. Precisão e clareza: nos seus enunciados com
indicações exatas e sugestões concretas do
trabalho a ser realizado.
g. Equilíbrio: significa dosagem harmoniosa dos
elementos do plano, de modo que este contenha
uma estrutura geral bem definida.
Os componentes de um Plano de Curso e de um Plano
de Ensino são basicamente os mesmos: Objetivos,
Justificativas, Ementa, Conteúdos, Estratégia
Educacional (metodologia), Recursos Didáticos,
Carga Horária e Avaliação. Variando apenas no
tempo, o primeiro engloba toda a dimensão do curso e
segundo se refere às atividades diárias.
Objetivos: são as definições do que se espera alcançar
no final do processo educativo. Podem ser separados
em gerais/ indiretos (se dirigem ao curso como um

6
todo) ou específicos/ diretos (mais detalhados,
geralmente fazendo a correspondência entre uma
atividade e seu resultado, o que é explicitado no Plano
de Aula).
Justificativas: explicam a pertinência do curso dentro
de um determina contexto, o qual também deve ser
explicitado.
Ementa: é a apresentação concisa do que será o curso.
Conteúdos: podem ser dispostos em tópicos, podendo
ou não conter subitens. Devem ser claros e de
preferência ordenados segundo uma lógica evolutiva
de ideias, ou seja, que privilegie conceitos mais
básicos, seguindo para os mais complexos. Devem ter
uma ligação direta com o resultado esperado. O que
não tiver relação é porque não é pertinente ou precisa
ser adaptado.
Estratégicas educacionais (metodologia): são as
formas/ metodologias (definidas desde a elaboração
do plano de curso) de ensinar e verificar a
aprendizagem de determinado conhecimento. As
metodologias mais comuns para dar aula são: aula
expositiva, exposição participativa dialogada e
apresentações em grupos e ou individuais, além de
dinâmicas com a turma. Já para avaliar, são provas e
outras atividades escritas ou vivenciais, podendo
também apresentar outros critérios como:
participação, assiduidade, comportamento e
desempenho. A

7
A ideia é que a metodologia esteja em pleno acordo
com o que se espera alcançar, ou seja, com os
objetivos. Se quero desenvolver a habilidade de
argumentação não devo utilizar uma prova objetiva
como sistema único de avaliação, pois esta é muito
limitada no sentido de que não permite ao aluno expor
a defesa ou crítica das ideias apresentadas.
Recursos Didáticos: são os materiais que serão
utilizados durante a aula, como flip chart, quadro
branco, computador, etc.
Carga Horária: é a definição das atividades em
função do tempo.
Avaliação: é o instrumento que comprovará o que os
treinandos aprenderam de fato. Deve estar em acordo
com os objetivos.
A Execução
A execução do Plano de Curso significa o cumprimento
das atividades e critérios planejados, a ação do que foi
idealizado na busca de determinados resultado. É
importante ressaltar que da mesma forma que um
Plano de Curso deve ser seguido com rigor, até para
evitar que o curso no decorrer perca suas
características, também deve ser refletido e alterado
caso seja percebida alguma falha ou ponto ineficiente.
Avaliação e Controle
As experiências adquiridas no cotidiano do curso devem
ser levadas em consideração visando um aperfeiçoamento

8
do mesmo, caso sejam identificados aspectos irrelevantes,
devendo ser retirados ou modificados, ou pontos de
grande sucesso, os quais podem ter maior ênfase. Pontos
que devem ser avaliados: ordenação no cumprimento de
prazos, efeitos esperados e obtidos, além de
replanejamentos necessários.
Orientação da Aprendizagem
Definição do conteúdo programático
A maneira de apresentar um conteúdo (Metodologia) é
muito importante, na medida em que desperta o interesse
dos treinandos, tornando-os mais participativos. Sendo o
veículo facilitador da aprendizagem, deve promover a
motivação, participação e a troca de experiências. Para
selecionar o método utilizado, devemos levar em
consideração:
a. Adequação ao assunto e ao grupo: é preciso refletir
sobre esta questão e escolher a metodologia
baseando-se no tripé “público, objetivo e
conteúdo”. Não se deixe levar por modismos, ou
formas demasiadamente tradicionais que chamam
atenção por já terem funcionado em muitos outros
cursos. Cada caso é específico e o tripé SEMPRE
deve ser considerado.
b. Familiaridade com o método: é imprescindível que
o instrutor tenha familiaridade com o método, ou
seja, que o mesmo se adeque às características
pessoais do instrutor. Por exemplo, se o instrutor
é hábil para expor matérias, mas não leva jeito
para conduzir debates, deve dar preferência à aula

9
expositiva e complementá-la com uma atividade
para ter o feedback do aluno.
c. Disponibilidade de tempo e facilidades físicas: a
disponibilidade de tempo para a realização do
curso do curso e os recursos materiais disponíveis
também irão influenciar a escolha da metodologia.
Por exemplo, se o tempo é curto e há a necessidade
de uma exposição oral sobre o tema, não cabe
realizar atividades participativas.

A definição da carga horária deve considerar:


o O público alvo;
o O conhecimento do tema pelos
participantes;
o O grau de aprofundamento desejado;
o O tempo destinado às perguntas dos
treinados;
o O tempo destinado às atividades
participativas, se for o caso, como
dinâmicas, debates, jogos, filmes, etc.
d. Tamanho do grupo: quando o modelo do
treinamento exigir mais prática deve se dar
preferência a grupos pequenos. Em casos de
palestras ou treinamentos mais teóricos/
expositivos o público poderá ser mais numeroso.

10
Unidade 4 – O Facilitador e o Processo
de Comunicação
Tarefa Individual

Reflita sobre as características apresentadas pelos grupos


e preencha o quadro abaixo, pensando em suas
características pessoais que podem ajudar ou atrapalhar
sua atividade de Instrutor/ Facilitador. Este exercício é
pessoal e deve ser guardado e refeito em uma
autoavaliação futura

Minhas Características pessoais Data:

Acredito Possuir Preciso Desenvolver Falta em mim

11
Competências necessárias para o
Facilitador

Rigorosidade: é a responsabilidade com o planejamento


feito com base no conteúdo definido, o que garante uma
maior eficiência e uma menor dispersão do tempo.

Respeito à individualidade e à coletividade: estabelecer


relações pautadas no respeito é fundamental, tratar a
todos com igualdade respeitando as diferenças.

Capacidade de análise crítica, estética e ética: o


profissional especializado em ensino-aprendizagem deve
estar constantemente se questionando sobre seu
conhecimento, sua prática e sobre as consequências deste
processo. A estética e a ética são importantes na medica
que são o equilíbrio necessário entre o bom conteúdo e o
conteúdo adequado àquela situação específica.

Boa Comunicação: Capacidade de comunicar-se com


excelência.

Postura: atente-se à postura, pois mesmo durante um


treinamento também se está educando (todos se educam
mutuamente, principalmente através da postura
assumida perante as situações cotidianas) e formando
(desenvolvendo características, competências e
comportamentos, que podem ser desejáveis ou não).
Sendo assim, o instrutor deve se preocupar em ocupar um
lugar que se torne uma referência positiva para os seus
alunos.

12
Aceitação do risco e do novo, consciência do inacabado:
a partir do entendimento de que a Educação é contínua e
permanente, passa a ser indispensável a aceitação do risco
e do novo, pois a cada conhecimento novo adquirido toda
uma gama de conceitos anteriores é repensada e
modificada. Ousar e arriscar, com responsabilidade,
engrandecem muito este processo.
Improviso: capacidade de improviso é uma habilidade
fundamental, pois é somente no cotidiano e no desenrolar
das práticas que as dificuldades e imprevistos aparecem.
Logo, o instrutor deve agir rapidamente para contornar
isso.
Segurança e competência profissional: deve ser um guia
estimulante e um orientador seguro e não um mero
repetidor de conteúdo. Frente às próprias limitações não
deve se passar por “sabedor de tudo” e sim assumir suas
limitações buscando superá-las, o que também será um
bom exemplo para a turma.
Liberdade e autoridade: a autoridade do instrutor se
constrói principalmente através da sua conduta, tomada
de decisão, mostrando para os alunos a pertinência do que
está sendo mostrado e dando a liberdade para que os
mesmos coloquem seus questionamentos.
Saber escutar: é a melhor forma de saber as necessidades,
inquietações, dúvidas e potencialidades dos treinadores.
Controle emocional e disponibilidade para o diálogo: a
interação entre instrutor e aluno é cada vez mais
reconhecida como indispensável ao processo educativo.

13
Mais do que observar, o instrutor deve estar em
permanente interação e diálogo com seus alunos,
investigando as carências, motivações, dificuldades e os
resultados à medida que vão sendo conquistados.
significa fazer de tudo para garantir a aprendizagem da
turma, o que implica na preocupação e ação contínuas
para facilitar o aprendizado.

Qualidades do Orador

14
O Processo de Comunicação
Comunicação significa a ação de tornar algo comum a
muitos. É o estabelecimento de uma corrente de
pensamento ou mensagem, dirigida de um indivíduo a
outro, com o fim de informar, persuadir, ou divertir.
Significa, também, a troca de informações entre um
transmissor e um receptor, e a inferência (percepção) do
significado ente os indivíduos envolvidos.

 Comunicação é uma atividade própria e natural do


ser humano, através da qual se torna possível o
relacionamento entre os indivíduos, permitindo
que troquem informações ou experiências.
 Não existe uma só atividade humana que não seja
afetada ou que não possa ser promovida através da
comunicação
Pode-se dizer, então, que comunicar é transmitir
informações a alguém, de modo que ele compreenda
exatamente aquilo que se pretendeu informar.
O processo de Comunicação em sala de aula só é eficaz se
produzir os resultados pré-definidos pelo facilitador.
Objetivos da Comunicação aplicados à atividade de
treinamento: Informar, persuadir, motivar para a ação,
conseguir informação, compreender sentimentos,
solicitar opiniões, divertir, encorajar, explicar, aconselhar,
resumir, etc.
Transmissão da Mensagem
Uma mensagem pode ser transmitida de modo:

15
1. Verbal: s comunicação é o modo de comunicação
mais familiar e mais frequentemente usado.
Divide-se em:
a. Verbal-oral: refere-se a instruções como
informar alguma coisa a alguém, e assim por
diante.
b. Verbal-escrita: refere-se a apostilas, textos,
memorandos, relatórios por escrito, normas e
procedimentos.

2. Simbólica: as pessoas cercam-se de vários


símbolos, os quais podem comunicar muito a
outras pessoas. O lugar onde moramos, as roupas
que usamos, o carro que dirigimos, a decoração do
escritório e outras coisas expressam parte da nossa
personalidade.

3. Não-verbal: a comunicação não-verbal refere-se à


transmissão de uma mensagem por algum meio
diverso de fala e da escrita, e é uma das facetas
mais interessantes da comunicação. Incorpora
coisas como o modo com que usamos o nosso
corpo, os nossos gestos e nossa voz para transmitir
certas mensagens.

16
Dinâmica da Percepção
Percepção e Comunicação

Comunicação Verbal
Oral e Escrita
Deve haver total congruência entre o que dizemos e o que
mostramos, ou seja, nos comunicamos não somente pelas
palavras, mas por outros processos muitas vezes
inconsistentes e que são facilmente percebidos por nossos
ouvintes.
Se o que dizemos não está coerente com o que
demostramos, a comunicação torna-se ineficaz.
Quando a comunicação escrita, o facilitador deve cuidar
para que seja realmente eficiente e objetiva.

17
Deve-se organizar os conteúdos em blocos de informações
tendo o cuidado de promover o encadeamento dos
assuntos, considerando possíveis pré-requisitos de
informação, procurando evitar repetição de assuntos e a
abordagem de temas que ainda não foram desenvolvidos
pelo facilitador.
Comunicação não-verbal
Realizada por gestos, postura, olhar, sorriso etc e
percebida pelos sentidos humanos.
“A informação não verbal parece, sob muitos aspectos,
superior à informação verbal. Seu impacto é imediato.
Quer essa informação seja consciente ou inconsciente,
intencional ou não intencional, só muito dificilmente ela
poderia ser anulada pelo conteúdo verbal da mensagem”
(T. Mils)
A grande maioria das pessoas ignora a existência da
linguagem do corpo. Os resultados das pesquisas mostram
que o impacto total de uma mensagem é:

 7% Verbal (apenas palavras ecritas0;


 38% Vocal (incluindo tom de voz, inflexões e
outros sons);
 55% Não-verbal (gestos e movimentos).
Numa conversa frente a frene, o impacto é:
35% Verbal (palavras);

 65% Não-verbal (gestos e movimentos).

18
A maioria dos pesquisadores concorda que:

 O canal verbal é usado para transmitir


informações;
 O canal não-verbal é usado para negociar atitudes
entre as pessoas e como substituto de mensagem
verbal.
Independente da cultura, as palavras, os gestos e os
movimentos acontecem juntos. O ser humano raramente
está ciente dessas atitudes, que podem contar uma
história enquanto sua voz está contando outra.

Atenção: quando a linguagem do corpo não está de acordo


com a linguagem verbal, temos a percepção da falta de
convicção ou mentira.

DICAS
A Comunicação Corporal

O Corpo fala mais do que você imagina. Fique sempre atento à


sua postura. Procure não se sentar de maneira desleixada, não
fique se escorando nas paredes nem passe o tempo todo olhando
para as pontas dos próprios pés.

Comunicação não-verbal são palavras ouvidas com os olhos. A


comunicação não-verbal predomina sobre a verbal.

19
Postura
Nem sempre transmitimos mensagens somente pela fala.
O nosso corpo também cria uma comunicação através dos
gestos. Esta linguagem pode ser utilizada para reforçar a
mensagem, mas cuidado com o exagero, pois poderá levar
a distração da turma.
Se você estiver tranquilo e relaxado para a apresentação,
sua linguagem corporal reforçará sua mensagem, além de
disfarçar o nervosismo do momento.
Olhar nos olhos dos alunos demonstra confiança,
estabelece credibilidade e intimidade com o público. Desta
forma, o público se sentirá mais relaxado e receptivo aos
seus conceitos.
Não se esqueça de atender visualmente a toda a plateia, ou
seja, olhe para todos seus alunos igualmente para que
alguns membros do grupo não se sintam excluídos de sua
apresentação.
Barreiras à comunicação eficaz
1. Sobrecarga de Informações: quando temos mais
informações do que somos capazes de ordenar e
utilizar.
2. Tipos de informações: as informações que se
encaixarem com o nosso auto-conceito tendem a
ser recebidas e aceitas muito mais prontamente do
que dados que venham a contradizer o que já
sabemos. Em muitos casos negamos aquelas que
contrariam nossas crenças e valores.

20
3. Fonte de informações: como algumas pessoas
contam com mais credibilidade do que outros
(status), temos tendências a acreditas nessas
pessoas e desconfiar das informações recebidas de
outras.
4. Defesa: umas das principais causas de muitas
falhas de comunicação ocorre quando um ou mais
dos participantes assume a defensiva. Indivíduos
que se sintam ameaçados tendem a reagir
diminuindo a probabilidade de entendimento
mútuo.
Desenvolvimento de Novas Habilidades
Como melhorar a Comunicação
Interpessoal

a. Habilidades de transmissão
1. Usar linguagem apropriada e direta (evitando
o uso de jargão e termos eruditos quando
palavras simples forem suficientes).
2. Fornecer informações claras e completas.
3. Usar canais múltiplos para estimular vários
sentidos do receptor (audição, visão etc.).
4. Usar comunicação face a face sempre que for
possível.

b. Habilidades auditivas
1. Escuta ativa. A chave para a escuta ativa é a
vontade e a capacidade de escutar a mensagem

21
inteira (verbal, simbólica e não-verbal), e
responder apropriadamente ao conteúdo e à
intenção (sentimentos, e emoções etc.) da
mensagem.
2. Empatia. Em sua essência, empatia significa
colocar-se na posição ou situação da outra pessoa,
num esforço para entendê-la.
3. Reflexão. Uma das formas de se aplicar a escuta
ativa é reformular sempre a mensagem que tenha
recebido. A chave é refletir sobre o que foi dito
sem incluir um julgamento, apenas para testar o
entendimento da mensagem.
4. Feedback. Como a comunicação eficaz é um
processo recíproco, o uso de feedback é mais uma
maneira de se reduzir falhas de comunicação e
distorções.

c. Habilidades de feedback
1. Assegurar-se de que quer ajudar (e não se
mostrar superior).
2. No caso de feedback negativo, vá direto ao
assunto; começar uma discussão com questões
periféricas e rodeios geralmente cria ansiedades
ao invés de minimizá-las.
3. Descreva a situação de modo claro, evitando
juízos de valor.
4. Concentre-se no problema (evite sobrecarregar o
receptor com excesso de informações ou críticas).

22
5. Esteja preparado para receber feedback, visto que
o seu comportamento pode estar contribuindo
para o comportamento do receptor.
6. Ao encerrar o feedback, faça um resumo e reflita,
para que tanto você como o receptor estejam
deixando a reunião com o mesmo entendimento
sobre o que foi decidido

DICAS
Como motivar e manter a atenção da plateia
As pessoas que comparecem a uma palestra/aula,
geralmente o fazem por duas razoes: por interesse pessoa
(informação e aprimoramento profissional) ou por
obrigação (para representar ou substituir alguém), ou
] ainda porque outro decidiu sobra a importância. Seja ela
qual for o instrutor/facilitador, além de estar bem
preparado em relação ao conteúdo que irá trabalhar, deve
ter a preocupação de conhecer previamente os motivos que
levaram os ouvintes a participar de tal palestra/aula.
No nosso caso mais específico (treinamento), supõe-se que
os alunos compareçam à aula para aprimoramento
profissional, por isso durante toda aula deve-se ter o
cuidado de fazer a ligação, coerente, entre o conteúdo e sua
utilização para a melhoria da pratica profissional.
O instrutor/facilitador poderá, assim, evitar
superficialidades de assuntos desconhecidos que deveriam
ser discutidos com maior profundidade, como também o
exagero de falas explicando assuntos que já são conhecidos
dos seus ouvintes.

23
De qualquer forma, é sempre bom estar atento a outros
pontos que ajudarão a motivar o grupo. Deve-se considerar
hábitos, valores e crenças da organização, possibilitando
assim, uma atitude mais receptiva frente ao
instrutor/facilitador e ao conteúdo trabalhado.

Cuide da aparência
A aparência é fundamental para o instrutor. Ela transmite
credibilidade e aceitação dos alunos ou treinandos,
abrindo assim a primeira porta para um excelente
treinamento. A primeira impressão é realmente a que fica,
pois com uma boa aparência o aluno já estará predisposto
a escutá-lo. Caso contrário será muito difícil mudar a sua
imagem perante a turma ou algum aluno especificamente.
Inicie o seu trabalho através de seus amigos ou familiares,
procurando saber a opinião deles sobre a sua maneira de
se vestir, sua postura e qual é a imagem que você
transmite. Depois trabalhe cm a sua imagem no espelho,
procure estudá-la para perceber o que você pode melhorar
ainda mais transmitindo uma aparência agradável.
Um instrutor desarrumado, descabelado e nervoso passa
despreparo para o público que irá assisti-lo. Até mesmo
uma roupa menos discreta pode desviar a atenção dos
alunos e por uma pequena coisa você poderá não ter
sucesso em sua apresentação.

24
Durante a preparação de sua palestra, comece a investigar
um pouco mais sobre o seu publico para que você possa se
adequar a ele. Não só na aparência, mas na linguagem e
nos gestos.
Alem disso, você se sentira muito mais confortável tendo
informações antecipadas sobre os alunos e será mais fácil
ajustar a sua imagem ao perfil da turma.
Veja algumas dicas:
A camisa e calças não devem estar amarrotadas;
Os sapatos devem estar lustrados;
Verifique o penteado;
A voz
A colocação da voz envolve o volume e o tom correto.
Procure falar pausadamente. A respiração correta é sua
grande aliada. Ela ajuda a melhorar o fluxo sanguíneo
para o cérebro e para as cordas vocais proporcionando
clareza à voz e calma.
Não se preocupe de controlar a entonação e a altura de sua
voz adaptando ao ambiente e a propagação do som. Caso
você esteja utilizando microfone não é preciso falar muito
alto, e procure não encostar nele, pois produzirá um som
incômodo para seus ouvintes.
Com a dinâmica sugerida você terá um bom exercício de
aquecimento de voz para ajudar na sua preparação
durante a aula.

25
Unidade 5 – Desenvolvimento da Aula
Abertura
É importante causar logo de inicio uma boa impressão.
Demonstre organização e profissionalismo.
Abra treinamento cumprimentando rápido e
adequadamente a plateia, e em seguida faça de improviso
uma breve explanação dos temas que serão apresentados
no treinamento, seus objetivos gerais etc.
Em seguida, é adequado usar uma estratégia para atrair a
atenção do público, que pode ser uma historia engraçada
ou uma dinâmica de aquecimento (quebra-gelo).
As ideias mais importantes devem ser guardadas para um
próximo momento, visto que a plateia ainda não esta com
atenção total, ou seja, “suficientemente aquecida”.
Desenvolvimento da Aula
Aproveite o interesse gerado pelo assunto para propor aos
estudantes novas leituras relacionadas ao tema.
Prepare-se. Não confie no improviso.
Fale de forma descomplicada.
Seja breve, objetivo.
Certifique-se de que a mensagem foi compreendida.
É bom que você tenha experiência significativa com o
conteúdo, podendo concentrar-se na parte didática.

26
Varie as estratégias de ensino, faça os alunos se mexerem
de vez em quando. Lance perguntas, faça-os trabalhar em
dupla ou em grupo.
Certifique-se de eu estão acompanhando. Um conceito
perdido compromete o restante da aula.
Dirija-se a um aluno especifico. Alguns alunos nunca
abrem a boca por iniciativa própria, talvez por medos
como gozações de colegas ou “pagar mico”.
Cuidado com o tempo: Ultrapassar o tempo estipulado de
um discurso deixara os seus ouvintes ansiosos, inquietos
e desatentos. Além disso, mostra desorganização pessoal
e desrespeito com a programação. Logo, um olho na
plateia, outro no relógio!
Usando o microfone
1. Evite segurar o microfone caso ele já esteja em um
pedestal.
2. Procure ajustá-lo em direção ao seu queixo.
3. Não encoste a boca no microfone ao falar.
4. Evite testar o microfone dando tapinhas nele. É
muito melhor falar alguma coisa para que o
operador possa ajustar a qualidade e o volume do
som.

27
DICAS
No momento da apresentação

 Seja positivo, firma;


 Fale com motivação;
 Fale olhando para a plateia;
 Fale devagar;
 Aponte para os slides para orientar a plateia;
 Use as mesmas palavras dos slides;
 Nos slides de gráficos, sempre indique o que
significam;
 Não distraia a plateia;
 Tente responder as perguntas;
 É preciso motivar classe, despertando o interesse
para o tema que será apresentado;
 Se estiverem inquietos, altere sua programação.
Faça um intervalo ou aplique uma dinâmica;
 Reserve espaço para que os alunos façam
comentários. É uma forma de aumentar o
envolvimento de todos com o assunto e medir o
nível de compreensão.

28
Metodologia
A metodologia deve ser escolhida com base no espaço
físico disponível, nos equipamentos, no público-alvo, na
experiência do facilitador em trabalhar com esse método
etc.
Métodos/ Técnicas de Apresentação
Exposição oral
É o processo mais comum de apresentar os temas
previstos no programa. Consiste na sustentação oral e
sistemática do assunto pelo instrutor, considerando três
fases:

 Introdução – motivação para o tema;


 Desenvolvimento – orientação e aprendizagem;
 Conclusão – fixação ou conclusão – fixação e
verificação de aprendizagem.

A exposição didática exige:

 Segurança de conhecimento do tema (passível de


interrogatório constante);
 Exatidão e objetividade dos dados apresentados;
 Organização – sequência e encadeamento de
informações;
 Clareza e sobriedade de estilo;
 Conclusão ou discussão organizada para conclusão
final.

29
DICAS
O show tem que continuar
O instrutor deve providenciar todo o material antes da
apresentação e garantir uma segunda opção para o caso de
haver algum problema. A apresentação não deve ser
interrompida. O “show” não pode parar.

Esta técnica pode e deve ser intercalada de outros


procedimentos didáticos: dinâmicas de aquecimento ou
quebra-gelo, integração dos participantes,
relacionamento, entre outros.
Metodologia participativa
Pode e deve ser utilizada, devidamente encadeada com a
metodologia oral e dentro dos objetivos propostos,
permitindo a alternância de metodologias. Faz com que o
treinamento fique mais agradável e estimula a troca de
experiências e a participação de todos.

Técnicas de trabalho em grupo


Dinâmica de grupo
A utilização de dinâmicas de grupo em treinamentos,
como processos educacionais alternativos, visa

30
proporcionar aos alunos situações vivenciais e
experiências que permitam confrontar comportamentos,
hábitos, valores, conhecimentos. Através deste processo,
espera-se provocar nos treinandos uma reavaliação, uma
reelaboração individual evolutiva, potencializando o
grupo no aprimoramento do próprio processo de
educação e construção do conhecimento e da pratica
social.
Considerando as três etapas de uma aula, como
introdução, desenvolvimento e conclusão, temos:
Introdução: é um momento de apresentação, motivação e
integração. Aconselhamos as dinâmicas rápidas, de curta
duração e que envolvam a participação de todos.
Desenvolvimento: é quando será proposto o tema
principal da atividade, devem ser utilizadas dinâmicas que
facilitem a reflexão e o aprofundamento. Soa dinâmicas
que demandam tempo.
Conclusão: é o momento da síntese final e das avaliações.
Indicamos atividades de avaliação rápida e objetiva.
Ao instrutor cabe em todos os casos a tarefa de explicar e
acompanhar a realização da dinâmica e propiciar o
momento de reflexão do grupo, auxiliando-o na
sistematização da vivencia.
Dentre as dinâmicas de grupo mais utilizadas e eficazes
num processo de treinamento, podemos citar:
dramatização. Mini-aula, painel integrado, painel aberto,
discussão, estudo de casos, interrogatório e jogos.

31
Dramatização
Método que envolve comportamento real em situações
imaginárias. Seus objetivos são alcançados pela
interpretação de papéis numa situação hipotética ou real.
Mini-aula
Técnica de motivar os trabalho de um grupo. Permite que
o aluno estudo com o grupo e prepare-se para apresentar
uma “aulinha” sobre o tema determinado pelo instrutor.
Mini-grupo
Essa técnica consiste em dividir a turma em pequenos
grupos (três participantes no mínimo, para evitar a
polarização). Após a discussão no mini-grupo os temas são
apresentados para a turma.
Objetivos:
a. Discussões mais objetivas, permitindo a
participação de todos;
b. Divisão de temas permitindo o aprofundamento.

Painel integrado
É aplicado após o mini-grupo. Consiste em formar novos
grupos com participantes de outro grupo (anterior).
Objetivos:
a. Reestruturar e ordenar numa totalidade o assunto
discutido;
b. Exercitar o poder de síntese de cada participante;

32
c. Levar todos os participantes a contribuir.

FIGURA

Painel aberto
Consiste em levar ao grupo em geral as conclusões dos
painéis integrados para serem refletidos novamente
(agora dentro da totalidade), com orientação do
facilitador.
Discussão
Os membros de um grupo reduzido realizam um
intercambio de opiniões sobre um tema dado, sob direção
e animação do instrutor que deve promover a participação
de todos. O instrutor deve fazer com que o grupo chegue a
certas conclusões predeterminadas, seja por meio de
perguntas e exemplos ou promovendo idéias
controvérsias.
Objetivos:
a. Levar os treinando s a desenvolver habilidades de
expor suas idéias com clareza e exatidão;
b. Recapitular o tema já explanado;
c. Diagnosticar a compreensão dos treinandos sobres
os assuntos tratados na aula.

Estudo de casos

33
Cada grupo estuda um caso real, dado com detalhes para
que cheguem a soluções possíveis.
Objetivos:
a. Desenvolver a capacidade de analise;
b. Fornecer aplicações praticas dos conhecimentos,
das experiências e motivações dos membros dos
grupo na procura de soluções;
c. Desenvolver a percepção de que um caso comporta
mais de uma solução;
d. Exercitar os alunos no estudo de situações típicas
de seu campo profissional.

Interrogatório
É um método indutivo e reflexivo aplicado através de
perguntas e respostas.
Funções:
a) Preparadora ou de sondagem – feito no inicio da
aula de forma rápida e incisiva;
b) Reflexiva – para estimular o pensamento reflexivo
e a descoberta pessoal.

Jogos
Ao trabalhar com jogos em empresas, o instrutor tem a
possibilidade de fazer uma abordagem mais diretiva ou
mais participativa, ambas fundamentadas na participação
ativa do grupo, que deverá se comprometer com

34
mudanças construindo sua aprendizagem a partir da
experiência vivenciada.
Uso de jogos em treinamento
Sugestões iniciais:

 O jogo deve reproduzir situações semelhantes às


vivenciadas pelos participantes em suas empresas,
permitindo a interligação entre a teoria e a pratica;
 O jogo deve ter regras claras. Devem estar fixadas
em local visível ao grupo e permanecerem até que
a atividade termine. A linguagem deve ser
acessível a todos. É indispensável no final do
processo que o objetivo que a norteou seja
esclarecido, ou não terá sentido;
 O jogo deve ter papeis claros, o participante deve
saber se o comportamento que deve adotar será
estabelecido, semi-estruturado (genérico) ou
desestruturado (livre);
 As condições de atrativo e envolvente devem se
componentes fundamentais do jogo.
Contextualizando os objetivos ao invés de
simplesmente os expor, convidando à interação e
à utilização da imaginação e da criatividade.

Vale ressaltar que esta divisão é puramente


operacional, pois na pratica todos os tipos abordam
aspectos dos demais, o que muda é a ênfase.
Como estruturar e aplicar um jogo

35
Passo a passo
1. Verifique quais os objetivos;
2. Busque auxilio técnico (se for o caso);
3. Levante os recursos necessários;
4. Verifique o nível de complexidade da tarefa a ser
proposta;
5. Analise os participantes;
6. Verifique o espaço disponível para a atividade;
7. Realize um laboratório-teste/
8. Planeje e organize os detalhes: ambiente, regras,
material de apoio, material didático especifico etc.

Cabe ao facilitador

 Atuar como educador;


 Identificar atividades e atuar dentro das
necessidades de cada grupo;
 Reconhecer e proporcionar atividades de acordo
com cada grupo;
 Permitir a troca de opiniões e experiências;
 Encorajar a ação.

Vantagens desta metodologia:

 Rápida integração de instrutor e participantes;


 Aquisição de conceitos através da vivência de
problemas reais que são trabalhados de forma
lúdica, participava e envolvente;

36
 As discussões orientadas favorecem o
desenvolvimento de habilidades como aplicação,
analise e síntese;
 A socialização é reforçada e trabalhada pelo
próprio grupo;
 A mudança de atitude parte do próprio sujeito, a
partir do feedback do grupo e da autoavaliação.

DICAS
Erros que devem ser evitados
1. Pensar que sabe tudo sobre jogos e não se atualizar;
1. Usar o jogo pelo jogo
2. Colocar-se numa postura inflexível e agressiva
perante ao grupo;
3. Aplicar jogos sem planejamento prévio;
4. Ignorar as necessidades do grupo durante as
vivencias.

Manejo de turma
É o controle efetivo e indispensável que o facilitador dever
exercer sobre os treinando.
O manejo de turma visa garantir um clima de ordem,
disciplina e trabalho, incluindo ainda senso de
responsabilidade.

37
Caso ocorra um conflito, todos esperam que você seja o
mediador. É preciso ser firme e evitar que o problema
aumente. Uma boa estratégia é interferir com vigor
informando que todos terão a oportunidade de falar. Em
seguida traga todos ao assunto principal, lembrando aos
alunos os objetivos da aula/apresentação.
Existem três aspectos no manejo de turma que devem ser
exercidos pelo instrutor: o aspecto preventivo, o aspecto
corretivo e o aspecto educativo.

DICAS
Divulgue as regras e mantenha as rédeas
É essencial que o instrutor já de antemão preestabeleça as
regras e mantenha-se firme e permanentemente no
controle da turma usando simpatia, mas sem deixar de ser
enérgico sempre que for necessário.

38
Alguns tipos de participantes/
Recomendações ao Facilitador
Figura Motivado ou receptivo (participativo)
A plateia se interessa pelo assunto, conhece ou tem
referência da competência do instrutor, ou seja, estão
dispostas a ouvir.

Figura amistoso
Esta plateia recebe o instrutor sem colocar nenhuma
resistência, mas não há garantia de que gostarão. Isso só
dependerá do desempenho do orador.

Figura hostil, rebelde


Pode hostilizar o tema, o orador e/ou ambiente.
O primeiro conceito é evitar provocações. Para lidar com
este tipo é preciso ser firme, porem educado. Seu objetivo
é colocar a plateia ao seu lado. Se alguém o desafiar ou for,
de alguma forma, agressivo com você, mantenha a calma.
Não comece uma discussão. Se estiver apresentando um
fato e não uma opinião, deixe isso claro e apresente a
evidencia.
Responda as questões difíceis citando fontes respeitadas.
Se for uma opinião seja franco. Deixe-o falar, respeite a
opinião dele, mas deixe claro (sutilmente ou não) que a
aula é sua e não dele.

39
Qualquer ponto de concordância com o perturbador deve
ser enfatizado.
O instrutor deve ter a tranquilidade e dialogo para
identificar o motivo da hostilidade e buscar a solução caso
a caso.

Figura apático, indiferente, calado


Essas pessoas não possuem, por algum motivo, a
motivação necessária. É um dos mais difíceis de enfrentar,
pois os pensamentos do instrutor ficam vagos. É preciso
esforço extra para motivar essas pessoas que muitas vezes
nem sabem por que estão ali.

Figura desatento, distraído

O desatento ate pode ter interesse pelo tema, mas por


algum motivo se distrai. Este comportamento pode
aparecer ate mesmo em platéias motivadas ou amistosas
em algum momento da apresentação.

Figura conversador

O instrutor deve estimular a sua participação dentro de


limites, sobretudo quando ele estiver agregando. Pode ser

40
necessária alguma intervenção por parte do instrutor para
que os objetivos sejam atingidos. Estimule-o a trazer para
todos seus exemplos e comentários, pois assim todos
ganham.
Recursos audiovisuais de apoio/espaço físico

Figura

O facilitador deve trabalhar a forma como são


transmitidos os conteúdos e o seu impacto, analisando
caso a caso quais são as mais apropriadas (exposição oral,
exposição dialogada, filmes, dinâmicas, mesas redondas,
seminários, resenhas).
A utilização dos recursos didáticos e tecnológicos
O instrutor deve utilizar os recursos tecnológicos
disponíveis (CD-ROm, intranet, internet, web aula),
sempre objetivando um melhor aproveitamento do
conteúdo.
Flip-chart
É um recurso visual composto por uma serie de folhas no
qual são anotados os tópicos e/ou feitas ilustrações de
interesse do instrutor. Deve ser colocado num ponto
visível a todos.

41
Vantagens: desperta interesse, facilita anotações corretas
por parte do aluno e assegura o desenvolvimento de
tópicos importantes em seqüência adequadas.
Quadro branco
Recurso bastante comum nas salas de aula. O instrutor
deve posicionar-se ao lado deste sempre de frente para a
turma. Apague de maneira uniforme de cima para baixo.
Procure usar letra legível e de tamanho que a turma possa
ler sem dificuldade.
Divida-o em partes e organize o conteúdo de forma
seqüencial.
Vantagens: facilidade na utilização, baixo custo,
versatilidade (adequar a apresentação ao nível da turma),
facilidade de correção e alteração.
Projeções luminosas
Podem ser fixas e animadas.
Fixas: transparências, slides, apresentações em
PowerPoint, fotos, etc.
Equipamentos: retroprojetor, projetor de slides.

Animadas: filmes.

Equipamentos: projetor multimídia/ datashow.

42
Retroprojetor
Equipamento utilizado para projetar transparência.
Usar “máscara” para cobrir as informações que não
interessam no momento.
Não deixar o retroprojetor ligado nos intervalos das
projeções, pois o custo das lâmpadas é alto e sua vida útil
é reduzida. Após desligar o aparelho, só retire da tomada
depois que o ventilador interno desligar.
Vantagens : não exige o escurecimento total da sala,
permite superposição, as projeções podem ser coloridas e
feitas a mão sobre o acetato.
Muito prático para apresentação de esquemas, gráficos,
quadros sinópticos etc.

Projetor multimídia / Datashow


Produz uma excelente qualidade de apresentação.
Os conteúdos devem ser desenvolvidos e apresentados
numa seqüência.
Trabalha com cores (para chamar a atenção, detalhes
etc.). Usar no máximo três cores e manter um padrão de
fundo.
Vantagens: permite interrupção e retorno em caso de
dúvidas e possibilita trabalhar os conceitos passo a passo,

43
além de divulgar permanentemente a marca da empresa,
como cabeçalho ou rodapé.
DICAS
Como preparar projeções fixas
(transparência/PowerPoint)

 Inclua o titulo;
 Use letras minúsculas, exceto o TÍTULO;
 Certifique-se que todos na sala estarão vendo
perfeitamente;
 Não use fontes pequenas demais – dependendo
do tamanho da sala, usar fonte 16 em diante é
razoável;
 Não polua a tela. Utilize no máximo 7 linhas e 7
palavras por linha;
 Use aproximadamente 1 3 minutos para cada tela;
 Não leia integralmente (monotonia);
 Se for mostrar dados de outros autores, coloque
a referência;

TV/ Videocassete /DVD


Este recurso é de grande valia e proporciona uma variação
de metodologia, evitando a monotonia. Escolha filmes que
sejam adequados aos objetivos do treinamento como um
todo ou que tenham relação com alguma unidade.
Após a apresentação, que pode ser integral ou de partes do
filmes, promova debates e permita que todos participem,

44
seja individualmente ou através de analise por grupos em
posterior apresentação.
Espaço físico
Deve ser avaliado nos mínimos detalhes para que o
instrutor possa ter domínio de tudo.
Visite o local escolhido antes da apresentação e verifique
as condições existentes.
Anote tamanho e o clima do local. Este ditará o espírito da
apresentação.
Cheque tomadas, interruptor de luzes e todos os detalhes
que serão importantes.
Decida o posicionamento dos recursos visuais, verificando
a operacionalização dos mesmos, como tomadas,
escurecimento do local etc.
Outros cuidados: avalie a localização, o acesso e a saída
dos participantes do local e também a da sala, em caso de
emergência.
Arranjos da sala mais comuns
1. Semicírculo – A arrumação em “u” permite que o
orador veja toda a platéia, alem de proporcionar
uma melhor acústica.
Desvantagem: ocupa mais espaço.

2. Sala de aula / Auditório – As pessoas que sentarem


no fundo terão dificuldade de ver e ouvir o

45
palestrante, pois a visão assim como a acústica são
prejudicadas. A vantagem é o melhor
aproveitamento do espaço.

Dinâmica
Decágono de bom instrutor
1. Planejamento
2. Pontualidade
3. Motivação
4. Domínio do conteúdo
5. Comunicação
6. Liderança
7. Postura
8. Observação
9. Criatividade
10. Relacionamento interpessoal

Conclusão
É de suma importância que a conclusão seja bem-feita e
que estimule os alunos a refletir e atuar sobre os temas que
foram trabalhados em sala de aula, alem de provocar a
sensação de que valeu a pena estar ali.
A conclusão deve ser breve e conter:

 Sinalização do final;
 Uma rápida síntese do que foi o treinamento;
 A conclusão propriamente dita.

46
DICAS
Para a conclusão
Levantar uma reflexão – pedir aos alunos que reflitam
sobre o assunto e deixar uma conclusão preparada pelo
instrutor.
Usar uma citação ou uma frase poética – causa impacto e
deve ser coerente com o tema.
Pedir ação – apresentar um problema e propor sua
solução. Esta conclusão pode ser usada como
complemento para levantar uma reflexão, produzindo
bons resultados. Elogiar o auditório – caso seja adequado,
pode ser feito e causará um desfecho simpático por parte
do facilitador.
Aproveitar um fato bem-humorado – nesse caso o
instrutor pode ter encontrado uma determinada
informação ou situação nascida no próprio treinamento e
que, sendo utilizada com cuidado e bom senso, pode
deixar o público encantado com sua capacidade de
improviso e motivá-los à ação esperada.
Provocar arrebatamento – se o instrutor sentir que tem
espaço, deve concluir com uma mensagem forte e
vibrante, usando a voz e a expressão corporal adequados.
Demonstrando clara e sincera emoção poderá arrebatar a
platéia.

47
Encerre a apresentação com um conceito forte, positivo,
incontestável e afirmativa.

UNIDADE 6 –Controles na Aprendizagem


Instrumentos de Avaliação de Treinamento

 Avaliação dos instrumentos

O controle da aprendizagem consiste em observar e


analisar vários aspectos do rendimento, constatando
problemas ou dificuldades com a finalidade determinar
causas para pode prevenir e corrigi-las. Este processo deve
ser utilizados para monitorar durante todo o tempo os
treinandos. Tem a finalidade de acompanhar o
desenvolvimento dos participantes nas diferentes
experiências de aprendizagens propostas, evidenciando
mudanças comportamentais.
Há dois modelos de verificação de aprendizagem:
Formal: revestidos de formalidade e destinados a
verificação parcial ou final. Ex.: testes, provas (escritas ou
orais) etc.
Informal: processos utilizados durante o
ensino/aprendizagem sem qualquer formalidade. Servem
para fornecer indicações sobre o andamento do
treinamento. Ex.: discussões em grupo, exercícios de
fixação, perguntas direcionadas etc.

 Avaliação do treinamento

48
É o processo de verificar se os objetivos foram alcançados.
Consiste em avaliar a reação dos participantes, o processo
utilizado e, quando for possível, avaliar os resultados.

 Avaliação da reação

É a avaliação da percepção dos instrumentos sobre o


treinamento. É um instrumento de “feedback” para que se
possa manter o que deu certo e modificar/melhorar o que
não foi tão perfeito.
Pode ser realizada de duas maneiras:
Através de documento escrito, no qual é facultada a
identificação do instruendo e realizada logo após a fase da
conclusão do treinamento.
Informal:
Deve ocorrer no mesmo momento da formal e pode ser
feita com os participantes sentados em círculo ou em “U”,
onde o facilitador solicita os pontos fortes e fracos da
atividade de treinamento e sugestões, que obviamente
devem ser registradas. Neste momento não cabe ao
instrutor fazer nenhuma justificativa, a não ser que seja
solicitado.
Sugere-se a tabulação de todas as respostas para posterior
análise de desempenho.

 Avaliação de processo

49
Realizada pelo facilitando/equipe. Deve Ser realizada
logo após o treinamento para que nenhuma informação se
perca.
O objetivo é levantar as falhas ocorridas e tomar as
providências para que nos próximos as mesmas não
voltem a se repetir.
Devem ser levantadas também outras formas de melhorar,
incluindo coisas novas ou eliminando aqueles processos,
conteúdos ou dinâmicas que não foram satisfatórios.
Avaliação de resultados – quando for possível mensurar
os resultados, isto deve ser feito na tentativa de avaliar o
desempenho dos instruendos antes e depois da
participação no treinamento.
Pode ser realizada durante o processo, imediatamente
após o término e/ou posteriormente, como por exemplo,
no caso de incremento de vendas.
Plano de curso
Curso de formação de instrutores e multiplicadores Shell
Facilitador: Stanley Pacheco

Objetivos>:_______________________________
_______________________________________
_______________________________________
_____________________________

50
Justificativa:
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_____________________________________
Ementa:
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_____________________________________
Conteúdo Programático:
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_____________________________________

Estratégias Educacionais:
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
____________________________________
Recursos Didáticos:
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_____________________________________
Avaliação:
_______________________________________

51
_______________________________________
_______________________________________
_____________________________________
Carga Horária:
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_____________________________________

Plano de aula
Curso de formação de instrutores e multiplicadores Shell
Facilitador: Stanley Pacheco

Data: / /
Objetivos:
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_____________________________________

Conteúdo Programático
_______________________________________
_______________________________________

52
_______________________________________
____________________________________
Estratégias Educacionais
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_____________________________________
Recursos Didáticos
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_____________________________________
Avaliação
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_____________________________________
Carga Horária:
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_____________________________________

Curso de Formação de Instrutores e Multiplicadores Shell


Facilitador: Stanley Pacheco

53
Aula 1
Data: / /
Objetivos
Conteúdo programático
Estratégias educacionais
Recursos didáticos
Avaliação
Carga horária

Curso de Formação de Instrutores e Multiplicadores Shell


Facilitador: Stanley Pacheco
Nome:
_______________________________________
_______________________________
Data: / /
(Sua identificação é facultativa)

Avaliação de Reação
Este instrumento devera ser preenchido por você e
devolvido ao instrutor.

54
Sua colaboração será valiosa para o aprimoramento deste
treinamento.
1. Voce percebe que os conteúdos transmitidos serão
úteis no seu dia-a-dia?
( ) Sim
( ) Sim, parcialmente
( ) Sim, acima das expectativas
( ) Não
Comente, por favor:
__________________________________
__________________________________
__________________________________
__________________________________
_____

2. As informações foram claras e objetivas?


( ) Sim
( ) Sim, parcialmente
( ) Sim, acima das expectativas
( ) Não
Comente, por favor:
__________________________________
__________________________________
__________________________________
__________________________________
_____

3. Voce sentiu vontade de participar das atividades


propostas?
( ) Sim

55
( ) Sim, parcialmente
( ) Sim, acima das expectativas
( ) Não
Comente, por favor:
__________________________________
__________________________________
__________________________________
__________________________________
_____

4. Fale sobre a Metodologia utilizada. Ela afinou com


suas expectativas?
( ) Sim
( ) Sim, parcialmente
( ) Sim, acima das expectativas
( ) Não
Comente, por favor:
__________________________________
__________________________________
__________________________________
__________________________________
_____
5. Voce teria alguma sugestão para as próximas
aulas?
__________________________________
__________________________________
__________________________________
__________________________________
______

56
6. Destaque o (s) principal (ais) aspecto (s)
positivo(s) e/ou negativo(s) referente (s) ao
desempenho do instrutor.

_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
__________________________

57