Curso: Eletroeletrônica Docente: Assinatura

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Módulo: II Turno:

Carga Horária: 80h Turma: 3

APRESENTAÇÃO
“O uso da energia e sua sustentabilidade, tem sido a grande preocupação do homem no último século. Racionamentos e apagões tem sido a rotina de muitos povos ao longo dos últimos anos. Para isso, é de suma importância o desenvolvimento e aplicação de alternativas para uso sustentável dessa fonte imprescindível á sobrevivência da vida humana. O objetivo dessa disciplina é apresentar de que forma o uso da energia pode ser maximizado nos projetos elétricos para edificações prediais e industriais. Nós, como profissionais da área de eletrônica, podemos e devemos trabalhar na elaboração de projetos para tornar o uso da energia mais racional através da pesquisa e aplicação dos nossos conhecimentos”. Prof. Luiz Tadeu

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Sumário
1. Noções de Eletricidade 1.1 Energia e Energia Elétrica 1.2 Tensão e Corrente Elétrica 1.3 Resistência Elétrica – Lei de Ohm 1.4 Potência e Energia Elétrica 1.5 Aparelhos de Testes 1.6 Aparelhos de Medição 1.7 Corrente Alternada 1.8 Potência em Corrente Alternada (CA) 1.9 O Fator de Potência 2. Os Circuitos Elétricos Residenciais e Diagramas de Ligações 2.1 Tipos de Instalações Elétricas 2.2 Símbolos e Convenções 2.3 Dimensionamento de Carga e Fator de Demanda 2.4 Divisão de Circuitos e Seção Mínima dos Condutores 2.5 Interruptores e Tomadas 2.5.1 Número de Tomadas por Cômodo 2.6 Esquemas de Ligações 2.7 “Three Way” (paralelo) e “Four Way” (intermediário) 2.8 Cálculo de Corrente 2.9 Outros Circuitos 3. Dimensionamento de Condutores 3.1 Tipos de Condutores 3.2 Maneiras de Instalar 3.3 Cálculo dos Condutores 3.3.1 Limite de Condução de Corrente 3.3.2 Limite de Queda de Tensão 3.4 Exemplos de Cálculos de Condutores 4. Proteção dos Circuitos Elétricos 4.1 Elementos Básicos 4.1.1 O Neutro 4.1.2 O Aterramento 4.1.3 Distúrbios nas Instalações Elétricas 4.1.4 Fugas de Corrente – Perdas – Sobrecarga 4.1.5 Curto – Circuito 4.2 Distúrbios nas Instalações Elétricas 4.2.1 Fugas de Corrente – Perdas - Sobrecargas 4.2.2 Curto – Circuito 4.3 Equipamento de Proteção 4.4 Dispositivo Diferencial Residual 4.4.1 Contato Direto 4.4.2 Contato Indireto 4.4.3 Fuga de Corrente 5. Projeto das Instalações 5.1 Importância do Projeto 5.2 O Traçado do Diagrama – Convenções 5.3 Exemplo de Projeto 5.4 Circuitos Especiais 6 6 7 8 8 9 9 11 12 13 15 15 17 17 19 20 21 21 22 23 23 23 23 26 28 28 31 34 35 35 36 36 36 36 37 37 37 38 38 38 41 41 41 43 43 44 44 52

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9 Máquina de Lavar Louça 8.8 Condicionador de Ar 8.3 Recomendações Úteis para Utilização Adequada das Lâmpadas 8.1 Prevenção 7.2 Instalações em Eletrodutos 6.1 Condutores de Proteção 7.1 Medidas de Conservação de Energia Elétrica na Residência 8.4 Situações nas quais as Pessoas possam estar Imersas 8.3. Conservação de Energia Elétrica na Residência 8.11 Secadora de Roupa 8.2 Tensão de Contato 7.6. Segurança 7.12 Horário de Ponta ou Pico 8.7 Ferro Elétrico 8.6 Televisor 8.14 Dicas de Segurança Bibliografia 53 53 55 57 57 58 58 59 60 60 60 61 61 68 68 71 72 72 72 72 73 73 73 73 77 75 6 .3 Algumas Observações Importantes sobre Instalações Elétricas 7.1 Instalações em Linhas Aéreas 6.4 Geladeira ou Freezer 8.2 Luminotécnica e Iluminação 8.1 Choque Elétrico 7.5 Aquecimento de Água 8.13 Leitura e Controle do Consumo de Eletricidade 8. Execução das Instalações Residenciais 52 6.2.3 Isolação e Classes de Proteção 7.10 Máquina de Lavar Roupa 8.

indústrias e fazendas. Uma das mais importantes características da energia é a possibilidade de sua transformação de uma forma para outra. para o comércio e outros locais de consumo no nível de tensão adequado a utilização. os transformadores instalados nos postes das cidades fornecem a energia elétrica diretamente para as residências. às ruas. ainda. Assim. Por exemplo. postes e cabos de cobre e alumínio até as residências. ela não pode ser transportada. a sua fonte de energia primária. Energia Atômica. Para realizar este transporte é que são construídas as subestações e as linhas de transmissão. Energia Elétrica. energia química em energia elétrica (pilhas) etc. Por isto é preciso transportar a energia elétrica produzida nas usinas até os locais de consumo: cidades. etc. ela percorre um longo caminho desde a usina. a energia térmica pode ser convertida em energia mecânica (motores de explosão). Entretanto na maioria das formas em que a energia se apresenta. óleo combustível ou. na fissão do urânio (nuclear). ela tem que ser utilizada no mesmo local em que é produzida. Energia Térmica. A rede de distribuição recebe a energia em um nível de tensão adequado à sua distribuição por toda a cidade. Esta rotação é causada por diferentes fontes primárias. porém inadequada para sua utilização imediata. composta de torres. A energia elétrica passa pelas seguintes fases: Geração: A energia elétrica é produzida a partir da energia mecânica de rotação de um eixo de uma turbina que movimenta um gerador. Distribuição: Nos centros consumidores.1. ao seu trabalho. A energia gerada através da força da água nas turbinas é levada para as subestações e distribuída através de linhas de transmissão. Energia Química. como a força de água que cai (hidráulica). as nossas usinas são hidroelétricas.1 Energia e Energia Elétrica Energia é a capacidade de produzir trabalho e apresenta-se sob várias formas. Energia Elétrica A energia elétrica é uma forma de energia que pode ser transportada com facilidade. a força do vapor (térmica) que pode ter origem na queima do carvão. Noções de Eletricidade 1. Para chegar à sua casa. 7 . Sua função é baixar a tensão do nível de transmissão (muito alto) para o nível de distribuição. são construídas as subestações transformadoras. A CEMIG valendo-se das características do Estado de Minas-Gerais onde são inúmeras as quedas d’água tem. Transmissão: As usinas hidroelétricas nem sempre se situam próximas aos centros consumidores. na força hidráulica. Energia Mecânica. Portanto.

A energia elétrica é transportada sob a forma de uma corrente elétrica e esta se apresenta sob duas formas: CORRENTE CONTÍNUA – CC CORRENTE ALTERNADA – CA A corrente contínua é aquela que mantém sempre a mesma polaridade. Para fazermos idéia do comportamento da corrente elétrica. Dependendo do tipo de trabalho que temos de executar. etc. Temos um pólo positivo e um negativo. forma então uma corrente de elétrons. A quantidade de água que flui pelo cano vai depender desta pressão. provocado pela tensão. Para que estes elétrons se movimentem de forma ordenada nos fios é necessário ter uma força que os empurre. como os motores de indução. A pressão que a água faz depende da altura da caixa. Ao número de variações que a corrente faz por segundo dá-se o nome de freqüência e a sua unidade é Hertz (Hz). Este movimento ordenado de elétrons. A corrente alternada tem a sua polaridade invertida certo número de vezes por segundo. A corrente continua (CC) é pouco utilizada. A esta força chamamos de tensão elétrica (U). como é o caso das pilhas e baterias. no caso da energia elétrica. iluminação. podemos compará-la com uma instalação hidráulica. podemos necessitar de corrente continua (CC) ou corrente alternada (CA). fornecendo uma tensão constante. temos: A pressão da energia elétrica é chamada tensão e sua unidade é o Volt (V): a corrente elétrica que circula pelo circuito e que depende da tensão e da resistência.1. 8 . os eletrodomésticos. daí ser comum falar em “ciclo por segundo” ao invés de Hz. da grossura do cano. e da abertura da torneira. tem como unidade o Ampére (A): e a resistência que o circuito oferece à passagem da corrente é medida em Ohms ( ). A esta corrente de elétrons chamamos de corrente elétrica (I). De maneira semelhante. A maioria dos equipamentos elétricos funciona em corrente alternada (CA). Um Hertz corresponde a um ciclo completo de variação da corrente.2 Tensão e Corrente Elétrica Chamamos de elétrons as partículas invisíveis existentes nos fios. que estão em constante movimento desordenado.

Então: P = U x I U Como U = R x I e R = . Outras unidades de potência. etc. Deste modo.motores de corrente continua. equipamentos que funcionam com pilhas ou baterias. uma tensão de 1V. estabelece que: Se aplicarmos a um circuito. Como exemplo. uma lâmpada ao ser percorrida por uma corrente elétrica se acende e se aquece. Lei de Ohm Assim chamada devido ao físico que a descobriu. temos: sistema de segurança. são o HP (Horse Power) que equivale a 746W e o cv (Cavalo Vapor) que equivale a 735. A luz e o calor produzido nada mais são do que o resultado da potência elétrica que foi transformada em potência luminosa (luz) e potência térmica (calor). alimentado por corrente alternada. E = U x I x h ou E = P x h Quando se tratar de circuito alimentado por corrente continua ou de circuito composto somente de resistência. 9 → P = U2 / R . A unidade de energia elétrica é o Wh (Watt – hora).5W. Corrente alternada Corrente contínua 1. podemos calcular a potência P dos seguintes modos: I P = (R x I) x I → P = R x I2 e P = U x U R Energia Elétrica (E): é a potência vezes o tempo de utilização (em horas. por exemplo). Sendo que 1W equivale a 1V x 1A. a corrente que circulará pelo mesmo será de 1A. Assim: U I= R desta relação podemos tirar outras como: U=RxIeR= U I 1.3 Resistência Elétrica – Lei de Ohm Chamamos de resistência elétrica a oposição que o circuito oferece à circulação da corrente elétrica. cuja resistência seja de 1 .4 Potência e Energia Elétrica Potência Elétrica (P): é calculada através da multiplicação da tensão pela corrente elétrica de um circuito. a potência encontrada é medida em Watts (W). também muito usadas. Todas as unidades citadas até o momento. possuem múltiplos e submúltiplos.

Todas as unidades de medidas elétricas possuem múltiplos de submúltiplos. se a lâmpada permanecer apagada. Nota: o equipamento a ser testado deverá estar desernegizado quando do uso da lâmpada série. As ligações desses medidores são feitas de duas maneiras: em série com a carga. a presença de tensão no local pesquisado. Teste da Lâmpada Para identificarmos os fios fase e neutro de uma instalação elétrica. em sistemas de neutro aterrado (quando se encosta a ponta na fase. Um exemplo de sua utilização é a pesquisa de fase em uma instalação. que nos ajudam a verificar defeitos em instalações elétricas assim como nos auxiliam a identificar o fio fase (tais aparelhos não medem os valores das grandezas elétricas. se a lâmpada for de 127V. ela poderá estourar no teste. podemos fazê-lo através de uma lâmpada incandescente de 220 volts. Lâmpada néon Trata-se de uma lâmpada que tem a característica de acender quando um dos seus terminais é posto em contato com um elemento energizado e outro é posto em contato com a terra. é apresentada sob a forma de uma caneta ou chave de parafusos onde um dos terminais é a ponta da caneta (ou da chave) e o outro faz terá através do corpo do próprio operador. que já foram estudados em eletricidade I. Um dos seus terminais é posto em contato com um dos fios e o outro terminal é posto em contato com um condutor devidamente aterrado (uma haste de terra cravada no chão).5 Aparelhos de Testes Antes de falarmos sobre os aparelhos que medem as grandezas elétricas vejamos alguns instrumentos simples. Daí. a fim de limitar os valores da corrente. gráficos ou outros recursos semelhantes (por ex.: dígitos). sua construção é a representada na figura. pois pode ser que os dois fios sejam fase-fase (220V) ou que o transformador que alimenta a instalação elétrica seja de 220V entre fase e neutro. Caso contrário. Lâmpada série É um instrumento de fabricação caseira que serve para verificar a continuidade de um circuito ou equipamento elétrico. provocando um acidente com o eletricista. quando se deseja saber a 10 . evitando danos ao equipamento sob teste. Devido a grande resistência interna da lâmpada. 1. significa que o fio utilizado é o neutro. Importante: a lâmpada incandescente utilizada tem que ser para a tensão de 220V. Se a lâmpada acender significa que o fio utilizado é o fio fase. sendo recomendada a utilização de uma lâmpada de potência bem baixa (no máximo 10 à 15W). através de escalas. 1. nos fornecem os valores numéricos das grandezas que estão sendo medidas. a lâmpada acende e o neutro não). mas simplesmente testam a existência ou não das mesmas). Normalmente.6 Aparelhos de Medição Os aparelhos de medição são instrumentos que. de maneira simples. A grande vantagem deste instrumento é a sua robustez e o fato de indicar. entretanto seu uso é restrito a circuito de baixa tensão. a corrente circulante não é suficiente para produzir a sensação de choque.

quando se deseja conhecer a tensão (V) aplicada (voltímetro). ao ser percorrida por uma corrente. Essas garras funcionam como núcleo de um transformador em que o primário é o condutor. Deste modo. 11 . Obs.: O uso do instrumento de medida deve obedecer todos os procedimentos operacionais a fim de evitar possíveis danos materiais. que associa as funções do voltímetro e do amperímetro (este aparelho tem indicações de qual deve ser o terminal comum que deve ser ligado ao lado da carga). o qual estamos realizando a medida. a corrente máxima que a (bobina) suporta. Um tipo desses instrumentos. O wattímetro é uma aplicação do mesmo principio somente que neste caso. esse instrumento possui dois terminais nos quais são conectados os fios que serão colocados em contato com o local a ser medido. podem ser: Indicadores São aparelhos que. e o secundário é uma bobina enrolada que está ligada ao medidor propriamente dito. ir diminuindo a escala para efetuarmos a medição corretamente. tipo alicate. segundo a maneira de indicar os valores. Ele possui garras que abraçam o condutor onde passa a corrente elétrica a ser medida. devemos ajustar o aparelho para a maior escala de corrente ou tensão e se for o caso.corrente (A) circulante (amperímetro): e em paralelo com a carga. No caso de se medir tensão. conforme indica a figura. tendo sido adaptada à extremidade do ponteiro uma pena. Nota: esse instrumento possui escalas para corrente e tensão. como para medir tensão. onde se coloca tinta: sob a pena corre uma tira de papel com graduação na escala conveniente: a velocidade da tira de papel é constante e dada por um mecanismo de relojoaria. provoca a deflexão de um ponteiro (a deflexão é proporcional a corrente que passa). As figuras abaixo mostram o esquema de ligação: Os aparelhos de medição. através do movimento de um ponteiro em um quadrante com escala (ou de uma tela digital). é o medidor de corrente e tensão. Obs. Se não temos uma idéia do valor da corrente ou da tensão a ser medida. para cada caso utilizam-se resistências em série ou em paralelo com a bobina de tal forma que só circula na mesma. Estes instrumentos possuem uma bobina que. Deverá ser ajustado antes de ser feita a medição. no máximo. teremos os valores da grandeza medida a cada instante e durante o tempo que quisermos. largamente utilizado. a deflexão do ponteiro se deve a duas bobinas (uma de tensão e outra de corrente) ligadas convenientemente. o wattímetro. A medição de potência elétrica (W) é feita por um aparelho. sendo que.: O amperímetro deverá abraçar apenas o(s) fio(s) da mesma fase. Registradores Têm o principio de funcionamento idêntico ao dos instrumentos indicadores. Geralmente a escala de corrente esta escrita na cor preta e a escala de tensão na cor vermelha. nos dão os valores instantâneos das grandezas medidas. Este sistema é adotado tanto para medir corrente.

As duas bobinas são enroladas sobre o mesmo núcleo de ferro. circulará certa corrente no circuito (I = U/R) de tal forma que basta construir a escala convenientemente e. nas instalações residenciais. considera-se o de menor valor. monofásicos e circuitos de duas fases e neutros. Deve-se tomar cuidado.7 Corrente Alternada (CA) Até agora os raciocínios foram feitos considerando-se somente a corrente continua. Obs. ligada em paralelo com a carga e uma de corrente. quando o ponteiro esta entre dois números. são os medidores de energia de nossas residências. Através de um sistema de engrenagens. Observe a figura abaixo: Como temos a tensão constante. A leitura destes medidores é feita seguindo a seqüência natural dos algarismos. quando ligarmos uma resistência ao circuito. a forma mais comum em que a corrente elétrica se apresenta é a corrente alternada. no caso dos medidores de ponteiro: uma vez que cada ponteiro gira quase sempre em sentido inverso ao de seus vizinhos. podendo neste caso.Alguns instrumentos deste tipo utilizam um disco ao invés de tira (rolo) de papel. o segundo as centenas e assim por diante. uma no final e outra no inicio do respectivo período. entretanto. Nota: o número que se deve considerar é aquele pelo qual o ponteiro acabou de passar. Circuitos Monofásicos 12 . Nesses medidores o valor relativo a certo período de tempo corresponde à diferença entre as duas leituras realizadas. 1. para cada valor de resistência. de modo geral.: Quase todos os medidores existentes se baseiam em um dos tipos citados com adaptações no seu sistema de ligações. teremos o seu valor em ohm ( ) na escala. Os circuitos de corrente alternada são. Por exemplo. o ohmímetro (medidor de resistência). isto é. nada mais é do que um medidor de corrente ligado em série com uma pilha. ou seja. O medidor convencional de energia elétrica compõe-se de duas bobinas: uma de tensão. passa a girar com velocidade proporcional a energia consumida. Integradores São aparelhos que somam os valores instantâneos e dão. os resultados acumulados em um sistema registrador que pode ser de ponteiros ou de ciclômetro (o medidor tem janelinhas onde aparecem os números) um exemplo. a corrente vai variar de acordo com a resistência que ligarmos ao circuito. se forem quatro ponteiros. a cada instante. ser substituído pela “lâmpada série” uma vez que os circuitos internos são semelhantes e na verificação de continuidade não nos interessam valores de corrente. Assim. ligada em série com a carga. a rotação do disco é transportada a um mecanismo integrador. entretanto. O ohmímetro também é frequentemente usado para se verificar a continuidade de um circuito. o primeiro a esquerda indica os milhares. por força dos campos magnéticos formados (de tensão e de corrente) quando a carga esta ligada. neste caso o tempo da medição é limitado a uma volta do disco. Um disco colocado junto ao núcleo. ou quatro janelas. impropriamente chamados de bifásicos.

quando se tratar de capacitor.XC XL > XC XC > XL Circuito Indutivo Circuito Capacitivo Os valores da resistência. chamamos a este gerador de “gerador monofásico”. Circuitos Trifásicos Quando temos um gerador com três bobinas. F3 e N). X = XL .8 Potência em Corrente Alternada Quando fazemos passar por uma bobina uma CC. Nos geradores de corrente alternada monofásicos convencionou-se chamar um dos terminais deste gerador de neutro (N). 1. Podemos ter os circuitos trifásicos a três fios (F1. então. a não ser a queda devido à resistência do fio com que foi construída a bobina ( U = RI. Assim temos: Resistência Reatância Indutiva (bobinas) Reatância Capacitiva (capacitores) Impedância (soma vetorial) R XL XC Z A reatância capacitiva opõe-se à indutiva. a tensão entre fase e neutro. No circuito trifásico aparecem. ele é um gerador trifásico e da origem a um circuito trifásico. quando ligamos a CA aparecerá uma corrente circulando por ele (pode-se demonstrar que. Demonstra-se que: V VL = 3 × VF ou VF = L sendo que 3 = 1. quando circula pela bobina o mesmo valor de CA verifica-se uma queda de tensão. A esta oposição à passagem da corrente dá-se o nome de reatância indutiva. com relação às tensões. Verifica-se. verificaremos que não haverá nenhuma circulação de CC: entretanto. quanto maior a capacidade. ou tensão de fase (VFN ou VF) e a tensão entre fases ou tensão de linha (VFF ou VL). Obs. quando se tratar de bobinas. das retas e da impedância podem ser representados graficamente através de um triangulo retângulo. Se substituirmos a bobina por um condensador ou capacitor.732 3 Os circuitos trifásicos são mais usados em indústrias e grandes instalações. teremos um circuito monofásico. maior a corrente alternada circulante). Entretanto. ligadas conforme a figura. como abaixo: Onde: 13 . F2 e F3) e a quatro fios (F1. Se ligarmos este gerador a um circuito. e o outro de fase (F). A soma vetorial das reatâncias com a resistência.: Usa-se chamar os geradores de corrente alternada de “alternadores”.Se tivermos um gerador com uma só bobina que ao funcionar gera uma tensão entre seus terminais. um circuito monofásico é aquele que tem uma fase e um neutro (F e N) e a tensão no circuito é igual à tensão entre fase e neutro. que as bobinas e capacitores se comportam de maneira diferente em relação à CA. Assim a reatância total do circuito (X) é dada pela diferença entre XL e XC (o maior destes dois valores determina se o circuito é indutivo ou capacitivo). e reatância capacitiva. dá-se o nome de “impedância” (Z). F2. Portanto. também chamada de tensão de fase (VFN ou VF). verificamos que praticamente não há queda de tensão.

a potência elétrica solicitada. A soma 14 .: 1 – os valores de cos. sen e tg podem ser obtidos através de uma tabela de funções trigonométricas. 2 – anexo uma tabela com formas utilizadas para calculo das grandezas elétricas mais comuns. temos sempre uma impedância. 1. ou seja: kVA kVAr 90° kW kVA2 = kW2 + kVAr2 cos Ø = kW / kVA tg Ø = kVAr / kW Este triângulo é chamado. Num copo de cerveja temos uma parte ocupada só pelo liquido e outra ocupada só pela espuma. conforme veremos. por um motor elétrico comum. é utilizada para produzir o fluxo magnético necessário ao funcionamento dos motores e transformadores. constituída de resistência e reatância. termos: X x I2 = VA Expressão da potência reativa desenvolvida no circuito e que depende das reatâncias existentes.9 O Fator de Potência A potência ativa (kW) é a que efetivamente produz trabalho. ou magnetizante. é composta de potência ativa (kW) que corresponde ao liquido. por exemplo. que é a soma vetorial das duas potências ativa e reativa. Assim temos: Var = X x I2 VA = Z x I2 = U x I W = R x I2 Onde: W = potência ativa (ou kW. que corresponde a 1000W) VAr = potência reativa (ou kVAr. e potência reativa (kVAr) que corresponde a espuma. o ângulo Ø é o ângulo do fator de potência (cos Ø = FP). podemos tomar as três acima e construir um triangulo com seus valores. podem-se obter as seguintes expressões matemáticas: Ø kVA = √kW2 + kVAr2 kW = kVA x cos Ø kVAr = kVA x sen Ø Obs. Partindo do triângulo das potências. devendo ser acrescida à expressão um outro fator.Uma carga ligada a um circuito de corrente alternada é. de maneira semelhante ao copo de cerveja. vamos fazer uma analogia com um copo de cerveja. A potência reativa (kVAr). Para termos uma idéia do que vem a ser as duas formas de energia. Pela Lei de Ohm. ou seja. Se quisermos aumentar a quantidade de liquido teremos que diminuir a espuma. quase sempre. normalmente de “triângulo das potências”. Ao produto V x I (ou Z x I2) = VA chamamos de potência aparente. que corresponde a 1000Var) VA = potência aparente (ou kVA. Assim. a expressão de potência W = U x I. em geral não é válida para circuitos de corrente alternada. temos que a potência desenvolvida em um circuito é: R x I2 = W (Watts) Por outro lado se substituirmos na expressão acima a resistência pela reatância total. que corresponde a 1000VA) Assim como no caso anterior. Assim.

Um transformador de 15kVA trabalhava a plena carga (100%). trabalham a vazio desnecessariamente durante grande parte do seu tempo de funcionamento.50 e qual a corrente que circula pelo circuito para a tensão igual a 220V? (Calcular também para FP = 1. etc.000 / 220 I = 90A I = 45A Resposta: Resposta: Transformador de 20 kVA Transformador de 10kVA Corrente de 90A Corrente de 45A Pelo exemplo. alimentando uma carga de 7.5kW. e qual a corrente que circula pelo circuito para tensão igual a 220V? 2. Lâmpadas de descarga fluorescentes.00 PkVA = PkW / cos Ø PkVA = PkW / cos Ø PkVA = 10 / 0. etc. se quisermos aumentar a potência ativa em um circuito. verifica-se que quanto menor o FP mais problemas trará o circuito transformadores maiores.8. de um circuito elétrico (fiação.92. devido a operações incorretas.vetorial (em ângulo de 90°). Exercícios: 1.5cv com FP = 0.50 Para FP = 1.00) 1º Caso: 2º Caso: Para FP = 0. durante longos períodos. necessária para se ligar um motor de 10kW com FP = 0. somente pequenas cargas. Motores super dimensionados para as respectivas máquinas. que é igual ao coseno do ângulo Ø do triângulo do item 1.1 Tipos de Instalações Elétricas 15 . transformadores.000 / 220 I = 10. FP = cos Ø FP = kW / kVA Para ilustrarmos a importância do fator de potência (FP).00 PkVA = 20kVA PkVA = 10kVA I = PVA / V I = PVA / V I = 20. quando o mesmo é inferior a 0.: sem a necessária correção individual do FP. fiação mais grossa. temos que reduzir a potência reativa.6. pela potência aparente (kVA). Qual a potência do transformador necessária para se ligar um motor de 7. O fator de potência é o quociente da potência ativa (kW). é interessante corrigirmos o fator de potência de uma instalação para os valores mais próximos possíveis da unidade (as companhias de energia elétrica cobram um ajuste sobre o FP. Motores que. também a capacidade em kVA. Os Circuitos Elétricos Residenciais e Diagramas de Ligações 2.50 PkVA = 10 / 1. das potências ativa e reativa á a potência aparente (kVA) que corresponde ao volume do copo (liquido mais espuma). Transformadores desnecessariamente ligados a vazio por períodos longos. vejamos o seguinte exemplo: Qual a potência do transformador. As causas mais comuns do baixo FP são: Nível de tensão elevado acima do valor nominal. Grandes transformadores de força sendo usados para alimentar. etc. de acordo com a legislação do FP). Qual o fator de potência do sistema? 2. Logo. vapor de mercúrio.) é limitada de tal forma que. Assim como o voluma do copo é limitado.

Para efeito da classificação acima.000V As instalações elétricas de baixa tensão são regulamentadas pela Norma Brasileira NBR – 5410/90 “Instalações Elétricas de Baixa Tensão” da ABNT – Associação Brasileira de As unidades consumidoras ligadas em baixa tensão podem ser atendidas das seguintes maneiras: A dois fios (uma fase e um neutro) A três fios (duas fases e um neutro) A quatro fios (três fases e um neutro).três fases e um neutro .tensões de 127 e 220V A tabela abaixo mostra o exemplo de uma norma que classifica os consumidores em 6 tipos: FORNECIMENTO DE TENSÃO SECUNDARIA – REDE DE DISTRIBUIÇÃO AÉREA Tipo Especificações Ligação 16 . Obs.tensões de 127 e 254V Fornecimento a quatro fios . 2.duas fases e um neutro . Fornecimento a dois fios .tensão de 127V Fornecimento a três fios .Normas Técnicas.tensões de 127 e 220V . desde que atenda a conveniências especificas do concessionário e/ou do consumidor e que seja obtida autorização do DNAEE. por sua vez. são considerados os seguintes limites: Tensão secundaria de distribuição: Tensão primaria de distribuição: Tensão de transmissão: V < 600V 2300V ≤ V < 34.uma fase e um neutro . classificam os consumidores de acordo com a carga instalada. As concessionárias de energia elétrica.: 1. O atendimento poderá ser feito fora dos limites requeridos. de conformidade com a legislação sobre “Condições Gerais de Fornecimento” (Portaria DNAEE – Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica). que estabelecem os seguintes limites para atendimento: Tensão secundaria de distribuição: quando a carga instalada na unidade consumidora for igual ou inferior a 50kW: Tensão primaria de distribuição: quando a carga instalada na unidade for superior a 50kW e a demanda contratada ou estimada pelo concessionário para o fornecimento for igual ou inferior a 2500kW: Tensão de transmissão: quando a demanda contratada ou estimada pelo concessionário para o fornecimento for superior a 2500kW.000V V ≥ 34.

com potência superior 3 4 a 30kVA.5cv. alimentados em 220V ou 254V. alimentados a 254V. alimentadas a 220V ou 254V com potência superior a 9kVA Aparelhos vedados ao fornecimento tipo A. Essa entrada de energia fornecida pela concessionária e denominada de ENTREGA DE ENERGIA. Máquina de solda a transformador com potência superior a 30kVA e com retificação em ponte trifásica alimentada em 220V – 3 fases. Máquina de solda a transformador. Uma vez pronto o padrão de entrada estando ligados o medidor e o ramal de serviço. se alimentados em tensão fase-neutro (127V) Motores monofásicos.5kW (rural) Até 75kW (rural) F Não Pode Constar Fases Fios Motores monofásicos com potência superior a 2cv. Aparelhos vedados a consumidores tipo A. a energia elétrica entregue pela concessionária estará disponível para ser utilizada. e alimentados em 220V. com 2 3 potência superior a 5cv. se alimentados em 127V. se alimentados em 127V. e alimentados em 254V.v invertida.2 Símbolos e Convenções 17 .Carga A Até 10kW Entre 10kW e 15kW Entre 10kW e 20kW B C D Até 75kW E Até 37. Obs: Essa norma não é um padrão. Motores de indução trifásicos com potência superior a 15cv. Aparelhos vedados ao fornecimento tipo A. alimentada em 220V – 2 fases ou 2220V – 3 fases em ligação V . se alimentados em 127V. 1 2 Máquina de solda a transformador com potência superior a 2kVA. Motores monofásicos com potência superior a 5cv. 2. Máquina de solda a transformador com potência superior a 15kVA. alimentados em 220V. 2 3 Motores monofásicos com potência superior a 5cv. 3 4 Motores monofásicos com potência superior a 10cv. 2 3 Motores monofásicos com potência superior a 12. Aparelhos vedados ao fornecimento tipo A. pois cada concessionária pode estabelecer critérios didferentes para classificar os consumidores. Máquina de solda tipo motor-gerador. Motores de indução trifásicos com potência superior a 50cv.

a potência das lâmpadas e dos equipamentos elétricos. Para determinar a carga de uma instalação elétrica residencial. a titulo de referencia. lavanderia (com carga de 600VA por tomada. e 100VA por tomada para as excedentes). copa. até 3 tomadas.A tabela a seguir mostra a simbologia utilizada nas instalações prediais: 2. deve-se somar a carga prevista para as tomadas de corrente. poderão ser utilizados os valores da tabela a seguir: Local Carga Mínima de Iluminação (W/m2) 18 . Entretanto. área de serviço. A carga de iluminação deve ser calculada de acordo com a NBR-5413/92 – Iluminação de Interiores. As tomadas de corrente deverão ser consideradas como sendo de 100VA cada. Para as tomadas de uso especifico deve-se considerar a potência nominal do aparelho a ser alimentado.3 Dimensionamento de Carga e Fator de Demanda A carga pode ser considerada a potência elétrica de cada aparelho elétrico. com exceção das tomadas ligadas a um circuito especial que deverá atender: cozinha.

é necessário que seja obedecido o critério do FATOR DE DEMANDA (FD).Salas Quartos Escritórios Copa Cozinha Banheiro Dependências Incandescente 25 20 25 20 20 10 10 Fluorescente 4 4 4 3 3 Exemplo: Qual a potência mínima de iluminação incandescente a ser instalada num quarto de 3m de largura e 4m de comprimento? Área do quarto: 3m x 4m = 12m2 Iluminação mínima: 20W/m2 (tabela acima) Potência total de iluminação: 20 x 12 = 240W Obs: Para que cada consumidor possa ter a instalação elétrica dentro dos padrões estabelecidos pela concessionária.00 1.44 0. como chuveiro elétrico.54 0.38 19 . onde se utiliza duas tabelas: A primeira relaciona o consumo em Kilowatts com o FD.70 0.60 0.84 0.66 3001 – 4000 0. A Segunda relaciona a quantidade de circuitos especiais.27 Acima de 10000 0.65 0.59 4001 – 5000 0.49 0.39 0. com o fator de demanda.52 5001 – 6000 0.00 0.57 0.40 0.31 9001 – 1000 0.45 6001 – 7000 0.45 0.24 demanda para as tomadas de uso (TUE´S) em relação ao número de 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 1.52 0.40 0.38 0.40 0. para iluminação e tomadas elétricas. Fatores de demanda para iluminação e tomadas Fator de de uso geral (TUG´S) especial circuitos Potência (W) Fator de Demanda 0 a 1000 0.46 0.86 1001 – 2000 075 2001 – 3000 0.76 0.39 0.39 0.40 0.48 0.43 0.40 7001 – 8000 0.35 8001 – 9000 0.

Os circuitos deverão partir de um quadro de distribuição. onde serão instalados os dispositivos de proteção (independentes para cada circuito). abajures. máx. módulos 32 30 29 29 Modelo QDC-18 Modelo QDC-24 Modelo QDC-32 Deverá haver um condutor neutro para cada circuito.2.0mm2 Nos cordões flexíveis para ligação de aparelhos eletrodomésticos. Quadro de distribuição de circuitos (QDC) é o centro de distribuição de toda a instalação elétrica de uma residência. para que a proteção possa melhor dimensionada e para reduzir as quedas de tensão.5mm2 2. com vários disjuntores de capacidades menores. A seção mínima dos condutores deverá ser especificada de acordo com as referencias abaixo: Iluminação Tomadas de correntes em quartos. determina que os circuitos elétricos de tomada. módulos 24 22 21 21 Quant. devem ter seus circuitos elétricos independentes. Divide-se uma instalação elétrica em circuitos parciais para facilitar a manutenção.75mm2.5mm2. iluminação e equipamentos de corrente nominal superior a 10A (1270W em 127V) como chuveiros elétricos. não podendo ser o neutro seccionado para instalação de 20 . salas e similares Aquecedor de água (boiler) Chuveiro elétrico Aparelhos de ar condicionado Fogões elétricos 1. Modelos de QDC Seccionador geral nenhum Bipolar Tripolar Interruptor DR Seccionador geral nenhum Bipolar Tripolar Interruptor DR Seccionador geral nenhum Bipolar Tripolar Interruptor DR Quant. fornos. Nos circuitos de controle e sinalização (campainha) a bitola do condutor pode ser reduzida até 0.4 Divisão de Circuitos e Seção Mínima dos Condutores A norma NBR 5410/90 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão. pode ser usado um condutor de 0. Ora. lustres e aparelhos semelhantes.3).0mm2 2.5mm2 2. máx. módulos 18 16 15 15 Quant. máx. se temos um só circuito. Sabe-se que o disjuntor (ou fusível) é calculado para toda a carga dói circuito.5mm2 6. Entretanto. aquele curto poderá ser percebido por um desses disjuntores que desligará somente o circuito parcial onde estiver ocorrendo um curto-circuito (ver item 4. teremos um disjuntor de grande capacidade e um pequeno curto-circuito não será percebido por ele. etc. se tivermos vários circuitos.5mm2 4.

000 mudanças de posição (manobras). alem de um fator de potência extramente desfavorável (0. Para exemplificar. e o produto não pode apresentar rachadura por onde pudesse ter acesso as partes energizadas do produto – NBR nº 6275. Como podemos observar.000 mudanças de posição. analisam as máquinas. 2. ou seja. 1) Os organizadores vão reconhecer a fábrica. O desenho abaixo mostra um circuito elétrico de uma residência com seus pontos de carga. durante 1h. interruptor passa por mais de 40. que é de 5megaohms – NBR nº 6271. 5) Resistência mecânica: recebe o impacto de um martelo de 150g a uma altura de 10cm. 3) Elevação de Temperatura: ligam um condutor apertando um pouco o parafuso do borne do interruptor. iremos relacionar alguns testes que o interruptor tem que se submeter para comprovar que esta dentro das normas da ABNT e receber a marca de conformidade do Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial – INMETRO. Após aprovarem tudo. Retira-se o fio em menos de 30s e o papel de seda são deve inflamar com o gotejamento – NBR nº 6272. laboratórios e a equipe técnica. 2) Isolamento e rigidez elétrica: o interruptor tem que resistir a 2000V. com corrente e tensão e tensão nominal. 7) Prova de resistência ao calor anormal ou fogo: em fio incandescente a 850°C. ou seja. que provoca que provoca fogo é colocado sobre o produto e embaixo deste é colocado um papel de seda a uma altura de 20cm.3): segundo. 220V e 10A – NBR nº 6269. sem umidade. o interruptor tem que resistir a 40. com 21 .5 Interruptores e Tomadas Como foi explicado anteriormente. 4) Sobrecorrente e durabilidade: primeiro o interruptor tem que resistir a 200 mudanças de posição. com resistência superior a mínima aceitável. iniciam as provas nos produtos.proteção ou para qualquer outro fim. 100 liga-deslida com tensão 10% e corrente 25% superior a nominal. durante uma hora e não pode apresentar deformações – NBR nº 6266. sem deixar passar corrente. todo produto deve estar em conformidade com as normas da ABNT. passando 35% da corrente nominal e o interruptor não pode aquecer mais de 45°C – NBR nº 6278. 6) Resistência ao calor: o produto em uma estufa a 100°C.

resistência a impactos. para áreas maiores que 6m2. 1 tomada para cada 3. ou fração de perímetro. cozinhas.000 em vazio (sem carga). 1 tomada para cada 5m. Plugues monoblocos – 10. Uma sala de estar. Disjuntor – 20. abajures.000 com corrente e tensão nominal 8.000 mudanças de posição (inserção e retirada do plugue). 1 tomada junto ao lavatório.5m. evitando contatos acidentais e a resistência a impactos. sótãos. por exemplo. sendo 12. e calculado somando o comprimento de cada lado deste cômodo.000 mudanças de posição (inserção e retirada da tomada) prensa cabo que não permite que o cabo solte quando puxado. garagens e varandas. Tomadas – 10. T – Terra F – Fase N – Neutro 22 . 1 tomada em subsolos.6 Esquemas de Ligações As ilustrações a seguir mostram alguns exemplos de instalações elétricas: Ligação de duas lâmpadas incandescentes Ligação de duas lâmpadas incandescentes e uma tomada bipolar O fio neutro deve estar sempre ligado à boquilha da lâmpada. etc. enceradeira. para copas. ou maior. deve ter tomadas para: televisor. aparelho de som. evitando contatos acidentais. 2. A norma NBR 5410/90 determina as seguintes quantidades mínimas para instalação de tomadas: 1 tomada por cômodo para área igual. ou fração de perímetro. mesmo que o interruptor esteja ligado. deve ser prevista uma tomada.000 mudanças de posição (manobras). sendo que acima de cada bancada de 30cm.tensão e corrente nominal. ou menor que 6m2. e o fio fase ao interruptor. bornes enclausurados. bornes enclausurados. atuação imediata contra curto-circuito. Esta medida evita que você tome choque quando for tocar a lâmpada. em banheiros.1 Numero de Tomadas por Cômodo Cada cômodo de uma residência deverá ter tantas tomadas quantos forem os aparelhos a serem instalados dentro do mesmo. vídeo. Nota: o perímetro de um cômodo. 2.5.

ou conjunto de lâmpadas de mais de dois pontos. Nestes casos utiliza-se um conjunto de interruptores “Three Way” (paralelo) ou em conjunto “Four Way” (intermediário). “Three Way” (paralelo) Esquema de instalação de um sistema “Three Way” para acionamento de uma lâmpada incandescente “Four Way” (intermediário) É usado quando se deseja usar uma lâmpada. para que possamos acendê-la quando chegarmos e apaga-la quando atingirmos a outra extremidade da escada. ao energizarmos o circuito. Isto se faz em obediência à norma (NBR5410) que diz que o neutro nunca deve ser seccionado.8 Cálculo da Corrente total do circuito em função da potência das cargas Como sabemos. Funciona invertendo as ligações entre dois interruptores no sistema “Three Way” que ficam nas extremidades. Este curto circuito pode ocorrer quando ao enfiar os fios na tubulação. Por exemplo. mesmo com o interruptor desligado. a lâmpada permanecerá acesa. ligados à mesma lâmpada.Consideremos um cômodo tem o interruptor ao lado da porta com uma tomada abaixo dele (a 30cm do piso) e uma tomada adicional. o fio raspa na entrada do tubo danificando o isolamento e fazendo o contato e o condutor e o eletroduto. O fio fase nunca deve ser ligado à lâmpada e sim ao interruptor. Com defeito. numa escada é bom que haja um interruptor em cada extremidade. se uma instalação em eletrodutos metálicos aterrada houver um curto circuito.7 “Three Way” (paralelo) e “For Way” (intermediário) Às vezes tem-se a necessidade de controlar uma ou varias lâmpadas de mais de um ponto. Os esquemas representam as ligações de lâmpadas incandescentes 2. a corrente de um aparelho é determinada pela fórmula: 23 . 2.

normalmente a resistividade é referida a 20°C. Resistividade – 0. TV a cabo.5m de largura por 6. 3. etc.0A . Exemplo de calculo de corrente: Alimentação da rede elétrica: 127V . ou dos fabricantes dos aparelhos. etc. ou seja. Esses circuitos deverão ser instalados com fiação / tubulação diferente dos demais circuitos elétricos. Exercício: Dimensionar a carga de iluminação de uma sala de 4.0179 mm2/m a 20°C cobre recozido 0.1 Tipos de Condutores Todo metal é condutor de corrente de corrente elétrica. Resistividade – cobre duro 0.). fax. Entretanto. sendo medida em siemens por metro (s/m).utilizada em pastilhas de contato de contatores e reles.I = VA / U Para determinarmos a corrente de um circuito. alguns oferecem menor resistência à passagem de corrente elétrica. Calcular a corrente dessa carga. Onde: Unidade R = Resistência r = Resistividade (varia com o material empregado) mm2/m L = Comprimento do condutor m S = Seção (área) transversal do condutor mm2 Nos metais. p1 a resistividade à temperatura θ1 e α1 o coeficiente de temperatura relativo a θ1.9 Outros Circuitos Em uma instalação residencial podem existir outros circuitos tais como telefone. sendo essa variação expressa pela formula: p2 = p1 [1 + αθ2 – θ1)] sendo p2 a resistividade à temperatura θ2 . tomadas. num circuito comum.Tomadas: 4 x 100 = 400VA Corrente 12 = 400VA / 127V = 3. Dimensionamento de Condutores 3. 1 σ = ( s / m) P Os metais mais usados para condução de energia elétrica são: Prata . A condutividade σ é definida como o inverso da resistividade. A resistência de um condutor depende de 4 fatores: material.0m de comprimento. Para execução desses circuitos. somamos toda a carga ligada ao mesmo (lembre-se que.2A 2. área de seção e temperatura. cada tomada corresponde a uma carga de 100VA) e dividirmos pela tensão. interligação de computadores. a resistividade aumenta com a temperatura. antenas para televisão. deverão ser consultadas as normas e instruções dos concessionários dos serviços. comprimento.0172 mm2/m a 20°C 24 .016 mm2/m a 20°C Cobre – utilizado na fabricação de fios em geral e equipamentos elétricos (chaves. interruptores. alguns conduzem melhor que outros.Lâmpadas: 100 + 60 + 100 + 60 + 60 = 380VA Corrente 11 = 380VA / 127V = 3.

“Isolação” é um termo qualitativo referindo-se ao produto que cobre o condutor “isolamento” é quantitativo. ou por um encordoamento de fios sólidos. com isolação normalmente feita por compostos orgânicos. È conveniente aqui estabelecer a diferença entre os termos isolação e isolamento. Os primeiros só podem ser utilizados em instalações aéreas.5mm2 a 500mm2 (para transporte de energia). . utilizada em aparelhagem elétrica. Alumínio – utilizado na fabricação de condutores para linhas e redes por ser mais leve e de custo mais baixo. Os fios e cabos de alumínio podem ser de: CA – alumínio puro CAA – alumínio enrolado sobre um fio ou cabo de aço (alma de aço) Resistividade – 0. Os condutores são construídos em dois tipos: “à prova de tempo” e para instalações embutidas. salvo para o caso de condutores de aterramento e proteção. A escala de fabricação dos condutores adotada no Brasil é a “serie métrica” onde os condutores são representados pela sua seção transversal (área) em mm2. cabos multiplexados e cabos nus. seja por termofixos (vulcanização) como o EPR e o XLPE.Condutores isolados (fios) 25 . os condutores podem ser formados por um único fio sólido. A NBR – 5410/90 prevê em instalações de baixa tensão o uso de condutores isolados.6 / 1 70 PVC / B Cloreto de polivinila 12 / 20 70 PE Polietileno Termoplástico 12 / 20 70 Borracha EtilenoEPR 27 / 35 90 Propileno Polietileno reticulado XLPE 27 / 35 90 quimicamente Onde: Vo = tensão entre o condutor e a terra (kV) V = tensão entre condutores (kV) t = temperatura máxima de operação continua (°C) De acordo com a construção. Os outros podem ser usados em qualquer situação. nas instalações residenciais. Resistividade – bronze silício 0.Bronze – liga de cobre e estanho. Um condutor isolado é constituído por um fio ou cabo recoberto apenas por isolação.0246 mm2/m a 20°C Latão – liga de cobre e zinco. As normas brasileiras só admitem. que tem especificações próprias. utilizada em equipamentos elétricos e linhas de tração elétrica. cabos unipolares. cabos multipolares. formando um cabo. De acordo com o tipo de isolante utilizado os condutores podem ser: Características Tipo de Condutor Isolação Vo / V t PVC / A Cloreto de polivinila 0. Normalmente são fabricados condutores de 0. referindo-se à tensão para a qual o condutor foi projetado. uma vez que a sua isolação não tem a resistência mecânica necessária para a sua instalação em dutos.028 mm2/m a 20°C Os fios e cabos utilizados em instalações elétricas podem ser de alumínio ou cobre. seja por termoplásticos como o PVC e o PE. nas seções menores (até 16mm2). o uso de condutores de cobre. Resistividade – aproximadamente a mesma do cobre. Sobre o condutor assim formado é aplicada uma camada de isolação.

como mostra a tabela abaixo: Ref. permitidas nas instalações elétricas de baixa tensão. que da a forma redonda a seção do cabo) e com uma cobertura. Cabos uni e multipolares (0. Descrição 26 . em sua forma mais simples.Condutores isolados (cabos) Cabo múltiplo blindado com trança metálica .Condutores isolados (cabos flexíveis) Cabo múltiplo blindado com fita de alumínio Um unipolar é constituído. em sua forma mais simples.2 Maneiras de Instalar A NBR 5410/90 estabelece as maneiras de instalar. Um cabo multipolar é constituído.6 / 1kV) 3. usada para proteger a isolação.Cabo isolado por borracha . conforme mostramos na ilustrações anteriores. por dois ou mais condutores isolados envolvidos por uma capa interna (de material isolante. por um condutor isolado recoberto por uma cobertura (também de material isolante.

Condutores isolados. de seção circular ou não. poços e galerias). As linhas elétricas podem ser constituídas apenas por condutores com os respectivos elementos de fixação e/ou de suporte. como é o caso de condutores fixados em paredes ou tetos e de condutores fixados sobre isoladores (em postes ou mesmo em paredes ou tetos). Cabos unipolares ou multipolar contido(s) em blocos alveolados Cabos unipolares ou cabo multipolar diretamente fixados em parede ou teto Cabos unipolares ou cabo multipolar embutido(s) diretamente em alvenaria Cabos unipolares ou multipolar em canaleta aberta ou ventilada Cabo multipolar ou eletroduto aparente Cabo multipolar em calha Cabos multipolares ou cabo multipolar em eletroduto enterrado no solo Cabos unipolares ou cabo multipolar enterrado(s) diretamente no solo Cabos unipolares ou cabo multipolar em canaleta fechada Cabo multipolar ao ar livre Condutores isolados e cabos unipolares agrupados ao ar livre Condutores isolados e cabos unipolares agrupados ao ar livre Cabos multipolares em bandejas não perfuradas ou em prateleiras Cabos multipolares em bandejas Cabos multipolares em bandejas verticais perfuradas Cabos multipolares em escadas para cabos ou em suportes Cabos unipolares em bandejas ou prateleiras Cabos unipolares em bandejas perfuradas Cabos unipolares em bandejas verticais perfuradas Cabos unipolares em escadas para cabos ou em suportes A seguir apresentamos as definições e comentários relativos aos componentes das chamadas “linhas elétricas”. Condutores isolados ou cabos unipolares em eletroduto aparente Condutores isolados ou cabos unipolares em calha Condutores isolados ou cabos unipolares em moldura Condutor isolados. cabos unipolares ou multipolar em eletroduto contido em canaleta fechada. (eletrodutos. canaletas. cabos unipolares ou cabo multipolar em eletroduto em parede termicamente isolante. como a retirada destes por puxamento. o uso de vários tipos de condutos. a saber. molduras. Cabos unipolares ou cabo multipolar embutido(s) diretamente em parede isolante Condutores isolados. escadas para cabos. bandejas. cabos unipolares ou cabo multipolar em eletroduto embutido em alvenaria. de proteção mecânica. com os elementos de sua fixação e suporte e. se for o caso. A NBR 5410/90 prevê. como ao conduto formado por diversos tubos. destinado a transportar energia elétrica ou a transmitir sinais elétricos. blocos alveolados. Podem também ser constituídos por condutores contidos em condutos. destinado a conter produtos elétricos. Conduto (elétrico) – canalização destinada a conter condutores elétricos. permitindo tanto a enfiação.A B C D E F G H J K L M N P Q 1 2 3 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 1 2 3 - Condutor isolados. nas instalações elétricas de baixa tensão. Os eletrodutos podem ser 27 . Linha elétrica – conjunto constituído por um ou mais condutores. calhas. cabos unipolares ou cabo multipolar em eletroduto contido em canaleta aberta ou ventilada. Na pratica o termo se refere tanto ao elemento (tubo). Eletroduto – elemento de linha elétrica fechada.

3. alumínio) ou de material isolante (PVC.). destina-se a evitar danos à isolação dos condutores por eventuais rebarbas. Condulete – caixa de derivação usada em linha aparente e dotada de tampa própria. sem cobertura. durante o puxamento.3 calculo dos condutores Poço – conduto vertical formado na estrutura do prédio. ferro. etc. usadas como eletrodutos rígidos. removíveis e instaladas em toda sua extensão. mas sem a ajuda de um outro meio e que é destinado a ser frequentemente dobrado em serviço. deformado sob ação de uma força transversal aplicada durante um curto intervalo de tempo. Caixa de derivação – caixa (metálica ou isolante) utilizada para passagem e/ou ligação de condutores entre si e/ou com dispositivos nela instalados. tais como interruptores e tomadas de corrente. como definimos a seguir. Eletroduto curvável – eletroduto que pode ser curvado com a mão. Os termos “leito de (para) cabos” e “eletrocalha”. são usados em linhas elétricas embutidas ou aparentes. Numa linha elétrica constituída por condutores contidos em eletrodutos encontra-se alem das curvas (de 45° e 90°). podendo ser maciças e/ou ventiladas. formada por travessas ligadas a duas longarinas longitudinais. Calha – conduto fechado utilizado em linhas aparentes. conduletes. polietileno. Eletroduto transversalmente elástico – eletroduto curvável que. são em geral metálicas (aço. Box – peça destinada a fixar um eletroduto flexível a uma caixa de derivação ou a um eletroduto rígido.evitado o uso do termo conduite. ambos não constantes da terminologia oficial. é considerada perfurada se a superfície retirada da base for superior a 30% do total. com tampas desmontáveis em toda a sua extensão. usando uma força razoável. Deve ser Os eletrodutos podem ser rígidos. ao nível do solo. As bandejas. para permitir a instalação e a remoção de condutores. Canaleta – conduto com tampas. luvas. a não ser com ajuda mecânica. Eletroduto flexível – eletroduto curvável que pode ser dobrado com a mão. instalada na parte interna da caixa de derivação. e usado muitas vezes para designar bandejas ou escadas para cabos. Escada para cabos – suporte constituído por uma base descontinua. fibra-cimento. usada em eletrodutos rígidos destinada a unir dois tubos ou um tubo e uma curva. retoma sua forma original logo após a cessação da força. alumínio) ou isolantes (plásticos) suas paredes podem ser maciças ou perfuradas e a tampa pode ser simplesmente encaixada ou fixada com auxilio de ferramenta. buchas. complementando a fixação do eletroduto a caixa. 28 . Eletroduto rígido – eletroduto que não pode ser curvado. curváveis. transversalmente elásticos ou flexíveis. podendo ou não ser perfurada. caixas de derivação (também usadas em linhas com calhas e molduras). colocada na parte externa da caixa de derivação. como definimos a seguir. arruelas e boxes. alumínio). As travessas devem ocupar menos de 10% da área total da base. Bandeja – suporte de cabos constituído por uma base continua com rebordos e sem cobertura. Bucha – peça de arremate das extremidades dos eletrodutos rígidos. Luva – peça cilíndrica rosqueada internamente. metálicos (aço. com uma força razoavelmente reduzida. As calhas podem ser metálicas (aço. mas sem qualquer outra ajuda. devem ser retirados. Arruela – peça rosqueada internamente (porca). Duto – eletroduto utilizado em linhas subterrâneas. bem como as escadas para cabos.

e o calor gerado é transferido ao ambiente ao redor. deverá ser adotado o fio ali indicado. calhas. sejam especificados para uma temperatura de trabalho de 70°C (PVC/70°C) e as tabelas de capacidade de condução de corrente são calculadas tomando como base este valor e a temperatura ambiente de 30°C. Nos circuitos de sinalização e controle (campainhas. Quando existem vários condutores no mesmo eletroduto. de acordo com a potência exigida.5mm2. portanto. para instalações residenciais.A Norma NBR 5410/90 define. observados os dois critérios separadamente. Se o condutor está instalado em um eletroduto a dissipação é menor. geradas em cada um deles. Após a analise.) onde poderão ser utilizados condutores de 0. A NBR 5410/90 define que os condutores com isolamento termoplástico.3. e ao ar livre ou em instalações expostas. A seção dos condutores só poderá ser inferior a 1. A tabela seguinte dá a capacidade de condução de corrente para condutores instalados em eletrodutos. se somam. condutos. dois critérios básicos a serem observados: Limite de condução de corrente. Observe que a seção mínima admissível. Se o condutor está instalado ao ar livre a dissipação é maior. que deixa de cumprir a sua finalidade. o mesmo se aquece.75mm2. no caso de um defeito. para a determinação da seção dos condutores. o condutor tenderia a se resfriar mais depressa quando a corrente deixasse de circular pelo mesmo. antes de causar danos aos condutores. a partir dos quais começa a haver uma alteração nas características do isolamento. caso chegue a um condutor mais fino do que aquele. os dispositivos de proteção deverão estar dimensionados de forma a operar (abrir o circuito). as quantidades de calor. para instalações prediais.5mm2 nos seguintes casos: Nos cordões flexíveis para a ligação de aparelhos domésticos e aparelhos de iluminação (nas ligações internas dos lustres). dissipando-se.4. Os condutores são fabricados para operar dentro de certos limites de temperatura. Limites de Condução de Corrente 29 . Limite de queda de tensão. etc. deverá ser adotado o resultado que levou ao condutor de maior seção. 3. é aquela definida no item 2. Nos casos de redução da seção. a seção dos condutores poderá ser reduzida. ou seja. ate 0. etc.1 Limite de Condução de Corrente Quando a circulação de corrente em um condutor. aumentando ainda mais a temperatura.

0 30.0 51.Seção Nominal mm2 1.0 101.5 2. temperatura 70°C no condutor Quando o número de condutores instalados no mesmo eletroduto for superior a 3 e/ou a temperatura ambiente for superior a 30°C os valores da tabela de limites de condução de corrente (coluna “2 condutores carregados”) deverão ser multiplicados pelos seguintes fatores de redução indicados: Temperatura Ambiente (°C) 35 40 45 50 55 60 Nº de condutores no mesmo conduto 4 6 8 10 12 14 ≥16 Fator de Redução 0.0 60.5 12.0 89.0 207.0 328. pisos.0 232.0 239.0 76.71 0.87 0.94 0.0 134.0 115.0 126.0 10.0 95.0 57.50 0.0 276.0 3 condutores carregados 13.0 41.0 50.5 15.0 196.0 282.0 43.61 0.0 238.0 Condutores de cobre com isolamento de PVC.0 70.0 68. Assim temos: Circuito trifásico sem neutro = 3 condutores carregados Circuito trifásico com neutro = 4 condutores carregados Circuito monofásico a 2 condutores = 2 condutores carregados Circuito monofásico a 3 condutores = 3 condutores carregados Circuito bifásico a 2 condutores = 2 condutores carregados Circuito bifásico a 3 condutores = 3 condutores carregados 30 . paredes 2 condutores 3 condutores carregados carregados 13.0 Eletrodutos aparentes ou embutidos em alvenaria.0 120.5 18.0 148.5 24.0 21.0 40.0 70.45 0.0 232.0 17.0 36.0 151.79 0.0 101.0 171.0 32.0 80.0 34.0 Ao ar livre 2 condutores carregados 15.0 153.5 25.0 6.50 Fator de Redução 0.45 0. lajes.0 22.0 181.55 0.0 50.0 25.0 111.0 1.0 94.0 125.50 0.0 28.0 192.40 O número de condutores a considerar num circuito é o dos condutores efetivamente percorridos por correntes.0 16.65 0.5 4.0 269.0 35.

55 fat.2 Limite de Queda de Tensão 31 . uma corrente de 35 A nos três casos indicados a seguir: a .dois condutores instalados em eletroduto e temperatura ambiente de 30º C. red.79 35A 0. na qual já foram considerados os fatores de redução relacionados ao número de condutores. Serão aplicados simultaneamente os dois fatores (temperatura e número de condutores) quando as duas condições se verificarem ao mesmo tempo. ate se obter um número compatível com a corrente a ser transportada.435 = 80. 3 condutores carregados. b . consultando a primeira coluna “2 condutores carregados”. ainda na mesma coluna verifica-se que o condutor apropriado é o de 25mm2. b – 35A – 6 condutores no eletrodo a 30°C. com segurança.55 Consultando agora a mesma tabela.3. = 0.55 = 63.6A Consultando agora a tabela.seis condutores instalados em eletroduto e temperatura ambiente de 30º C. portanto. c – 35A – 6 condutores no eletroduto – 45°C: 6 condutores 45°C I= 35A 0. entretanto.5A fat. Ao final deste volume encontra-se uma tabela para condutores em eletrodutos. verifica-se que é necessária a utilização do fio de 16mm2 (poderia ser feita também a multiplicação do fator de redução pelos valores tabelados. red. 3. c – seis condutores instalados em eletroduto e temperatura ambiente de 45°C. o que se faz dividindo a corrente a ser transportada pelo fator de redução considerado: 6 condutores I= 35A 0.55 x 0.Notas: 1. assim. red. = 0. a – 35A – 2 condutores no eletroduto – 30°C Trata-se de aplicação direta da tabela da pagina 28. 2. considerando-se. o condutor neutro não deve ser computado. Quando num circuito trifásico com neutro as correntes são consideradas equilibradas. este método é mais trabalhoso). verifica-se que o fio de 6mm2 é suficiente. = 0.79 = fat. Exemplo: Determinar o condutor capaz de transportar. neste caso deve ser aplicado o fator de redução correspondente ao número de condutores.

onde o condutor for mais fino que o traçado total. se não houvesse a queda de tensão U.com condutor fino: 2 – com condutor grosso: U = RI Como o condutor grosso praticamente não tem resistência.U)I Ou seja. A potência na carga será então: W = RI2 W = UI W = 1 x (10)2 W = 100 x 10 W = 100W W = 1000W W = (U . a queda de tensão no trecho A – B é dada por: UAB = U = RI A potencia dissipada (perda de potencia) no trecho A – B é: WAB = UI = (RI)I WAB = W = RI2 Onde a tensão aplicada à carga será igual a U = U. o segundo com todos os condutores de seção grossa (sem resistência).U)I W = (100 – 10)10 W = 90 x 10 W = 900W A resistência dos condutores depende de uma serie de fatores. Queda de Tensão Percentual A queda de tensão é. anexa. espessura do fio. qualidade do material. perda de potência U = 10V ( W). como a potência é determinada pelo produto de corrente pela tensão aplicada. de características dos condutores. uma queda de tensão no condutor. haverá uma queda de tensão neste trecho. tais como. todo condutor tem certa resistência e quando circula corrente por uma resistência há uma dissipação de potência em forma de calor e.Como vimos no inicio deste capitulo. encontra-se os valores de resistência dos tipos mais comuns de condutores utilizados em instalações prediais. expressa em percentagem (%) e seu valor é calculado da seguinte maneira: U (%) = U de entrada – U na carga x 100% U de entrada No exemplo anterior tinha-se: 32 . Se em um circuito alimentado por uma tensão V tiver um trecho (A-B). A tensão aplicada é U = 100V e a corrente I = 10A. portanto. freqüência da rede. consequentemente. 1 . com dois aspectos: O primeiro com o fio mais fino (resistência R = 1Ohm). teremos na carga: W = (U . etc. Observe a ilustração A B V (tensão) Segundo a lei de Ohm. um valor menor que a potencia obtida. normalmente. U = 1 x 10 não há queda de tensão ( U) e. Exemplo numérico: Consideraremos o mesmo circuito anterior. temperatura de trabalho. Na tabela.

(m) desde o ponto de entrada de energia ate o final do circuito: Me = A.m) – Condutores em eletrodutos 127V – monofásico 220V – monofásico 220V – trifásico 1% 2% 4% 1% 2% 4% 1% 2% 4% 33 . Condutor (mm2) 1 1.U de entrada = 100V U na carga = 10V U na carga = 1000 – 10 = 90V A queda de tensão: U (%) = 100 – 90 x 100 = 10% 100 A NBR 5410/90 determina que a queda de tensão entre a origem de uma instalação e qualquer ponto de utilização não deve ser maior que 4% para as instalações alimentadas diretamente por um ramal de baixa tensão a partir de uma rede de distribuição pública de baixa tensão.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 Momento elétrico (A. Para maior facilidade foram organizadas tabelas que. para uma dada tensão aplicada ao circuito (U de entrada) e considerando-se a queda de tensão admissível (%). dão os valores do momento elétrico para cada condutor. Momento elétrico (Me) é igual ao produto da corrente (A) que passa pelo condutor.m As tabelas a seguir foram calculadas para condutores com isolamento em PVC/70°C.m) – Condutores em instalações aéreas 127V – monofásico 220V – monofásico 220V – trifásico 1% 2% 4% 1% 2% 4% 1% 2% 4% 37 74 149 65 130 259 75 150 299 55 110 221 96 192 383 111 222 443 91 182 363 157 314 628 179 358 715 141 282 564 244 488 977 282 564 1127 218 436 871 357 714 1427 412 824 1648 332 664 1327 574 1148 2297 666 1332 2664 498 996 1992 863 1726 3451 995 1990 3981 726 1452 2903 1257 2514 5028 1457 2914 5828 941 1882 3763 1630 3260 6519 1880 3760 7521 1176 2352 4704 2037 4074 8148 2340 4680 9361 1494 2988 5976 2588 5176 10353 3014 6028 12055 1841 3682 7363 3188 6376 12753 3667 7334 14667 Condutor (mm2) Momento elétrico (A. Esses 4% de queda de tensão admissíveis serão assim distribuídos: Ate o medidor de energia: 1% Do medidor ate o quadro de distribuição dos circuitos (QDC): 1. para instalações elétricas e em eletrodutos. envolvendo fatores que nem sempre estão definidos no mesmo.0% A partir do QDC: 2.0% O calculo da queda de tensão através dos dados do circuito é relativamente complexo. pela distancia.5 2.

m O valor calculado (2600A.m V% = 4% Me calculado 2600A.4 Exemplos de Cálculos de Condutores 34 . basta realizar uma regra de três: Me do cond. Solução: O momento elétrico neste caso é: 20A x 130m = 2600A.1 1. verifica-se: Fio de 6mm2 – momento elétrico = 1648A.90% 3. o que nos obriga a escolher o condutor mais grosso. o fio de 10mm2. Solução: Como o momento elétrico calculado (2600A.m Fio de 10mm2 – momento elétrico = 2664A.m) a queda de tensão será menor e.m) é menor que o do circuito utilizado (2664A.5 2.m Consultando a tabela de “condutores em instalações aéreas” na coluna referente a circuitos trifásicos. ou seja. 2664A.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 37 55 91 146 219 363 552 847 1146 1530 2082 2702 74 110 182 292 438 726 1104 1694 2292 3060 4164 5404 149 221 363 584 876 1451 2208 3386 4586 6121 8328 10809 65 96 157 253 379 395 957 1467 2000 2651 3607 4681 130 192 314 506 758 790 1914 2934 4000 5302 7214 9362 259 383 628 1012 1517 1581 3867 5867 8000 10603 14427 18724 76 110 183 293 431 733 1128 1732 2316 3056 4151 5366 152 220 366 586 862 1466 2256 3464 4632 6112 8302 10732 304 440 733 1173 1725 2933 4513 6929 9263 12223 16604 21464 Exemplo de utilização das tabelas de momentos elétricos: A – determinar a bitola dos condutores aéreos a serem ligados a uma carga trifásica situada a 130m de distancia e cuja corrente é de 20A.m V% = ? 2600 x 4 2664 V% = = 3. B – determinar a queda de tensão percentual que realmente ocorre no caso acima. 220V e 4% de queda de tensão.m) esta situado entre estes dois. para determinar o seu valor. sabendo-se que a tensão do circuito é de 220V e a queda de tensão não pode ultrapassar a 4%.

que é a corrente que a instalação irá apresentar. devendo a fiação ser instalada em um eletroduto. para o dimensionamento de condutores de um circuito. deverá ser alimentada através de uma rede monofásica de 127V. escolhem-se os condutores que deverão ser utilizados. U = 2% Carga: 14kW = 14000W Calculo da corrente: I= W √3 x U Calculo do momento elétrico: 35 I= 14000 √3 x 200 10m c = 36. Resposta: 10m de fio de 10mm2. Desta forma. “deverá sempre ser adotado o resultado que levar o condutor de maior seção”. com carga a seguir. e o seu momento elétrico (A. verifica-se que o fio indicado é o de 10mm2.8A.m). explica de maneira mais clara o processo de calculo: Exemplo 1: Uma residência. deve ser ligada a partir do QDC. 220V. Dimensionar os condutores. verifica-se que a corrente máxima admissível para o fio de 10mnm2. o fio 10mm2 satisfaz perfeitamente. Exemplo 2: Uma instalação de carga trifásica. calculada acima. deve ser determinada a corrente (A) que circulara pelo mesmo. Assim. Dimensionar e escolher os condutores para o ramal aéreo de 5m. Carga da residência: 1 chuveiro: 10 lâmpadas de 60W 1 ferro elétrico: 1 TV: Outros: Total: Calculo da corrente: I= W U Calculo do momento elétrico: M=Axm M = 52. com isolamento a prova de tempo. Consultando as tabelas de “limites de condução de corrente” e “momentos elétricos”.8A .8A 4400W 600W 1000W 100W 600W 6700W RAMAL 5m Consultando a tabela de momentos elétricos (127V – 1%).2. de 14kW. portanto. Os exemplos que se seguem.8 x 5 = 264 Ampéres x metros I= 6700 127 = 52. por um alimentador situado a 10m de distancia. em instalação ao ar livre (2 condutores carregados) é de 70A. Consultando a tabela de limites de condução de corrente. superior a 52.Como foi explicado no irem 3.

M=Axm

10 = 368 Ampéres x metros

M = 36.8 x

Consultando a tabela “condutores em eletrodutos” do momento elétrico, verificamos que o fio indicado é o de 4,0mm2. Entretanto, pela tabela de limites de condução de corrente, a corrente máxima admissível para o fio de 4,0mm2 instalado em eletroduto é de 28A. Para a corrente calculada (36.8A) deveremos utilizar o fio de 10mm2, cuja corrente máxima admissível é de 50A. Resposta: 30m de fio de 10mm2. Exercícios 1 – Determinar o condutor capaz de transportar ema corrente de 50A nos 3 casos a seguir: a) dois condutores instalados em eletroduto e temperatura ambiente 30°C; b) oito condutores instalados em eletroduto e temperatura ambiente 30°C; c) oito condutores instalados em eletroduto e temperatura ambiente 40°C. 2 – Determinar a bitola dos condutores aéreos a serem ligados a uma carga trifásica localizada a 80m de distancia e cuja corrente é de 15A. Sabe-se que a tensão é de 220V e a queda de tensão não pode ultrapassar 4%. a) determinar a queda de tensão que realmente ocorre no caso acima. 3 – Dimensionar os condutores que deverão atender uma instalação com uma carga trifásica de 20kW, 220V. A carga deverá ser ligada a um alimentador situado a 18m de distancia devendo a fiação ser instalada em eletroduto. Queda de tensão máxima de 1%. ALIM. C 18m

4. Proteção dos Circuitos Elétricos
Uma instalação elétrica esta sujeita a acidentes de toda natureza e, para tanto, é necessária a existência de um sistema de proteção, a fim de danos maiores. A Norma NBR 5410/90 estabelece os critérios básicos para proceder na determinação da proteção a ser utilizada em uma instalação, proteção esta que pode ser do circuito (sobrecargas, curto – circuitos) ou de terceiros (incêndios, choques elétricos).

4.1 Elementos Básicos
Para um funcionamento eficiente dos dispositivos de proteção, dois elementos básicos da instalação devem ser bem dimensionados e distribuídos: O neutro; O aterramento. 4.1.1 O Neutro 36

forma.

O condutor neutro é o elemento do circuito que estabelece o equilíbrio de todo o sistema, assim, o mesmo não poderá ser seccionado por chaves, fusíveis ou de qualquer outra

A figura acima mostra a conexão correta do neutro e da fase em interruptores O neutro, como sabemos, é aterrado. Se a tubulação for metálica e aterrada, haverá um ponto comum entre a tubulação e o condutor neutro. Se houver uma passagem de corrente (fio desencapado) entre o condutor e a tubulação, conforme o indicado em A, quando desligarmos a lâmpada, o circuito se fará entre os pontos A, B e C, mantendo-a acesa. Devera haver um condutor neutro para cada circuito parcial, partindo do quadro de distribuição. 4.1.2 O Aterramento Denomina-se aterramento a ligação intencional com a terra, isto é, com a massa condutora da Terra. Todo equipamento elétrico devera, por razões de segurança, ter o seu corpo aterrado. Também as instalações (eletrodutos metálicos, caixas, quadros de derivação, etc.) deverão ser bem aterradas. Isto é necessário porque poderá haver circulação de corrente entre a parte elétrica e a parte mecânica do aparelho (o caso mais comum é o do fio desencapado encostado na estrutura). Estando o aparelho aterrado esta corrente será desviada para a terra e poderá operar o dispositivo de proteção do circuito, mas se o aparelho não estiver aterrado, o caminho mais fácil para esta corrente poderá ser o corpo do próprio operador, causando danos às vezes irreparáveis. Dois são os tipos de aterramento a considerar: O aterramento do sistema ou aterramento por questões funcionais; O aterramento do equipamento ou aterramento por questão de proteção. Um sistema aterrado possui o neutro ou outro condutor intencionalmente ligado a terra, diretamente ou através de uma impedância (resistência ou reatância). O aterramento de um equipamento de uma instalação elétrica consiste na ligação a terra, através dos condutores de proteção, de todas as massas (condutos metálicos, armações de cabos, carcaças de motores, caixas metálicas de equipamentos, etc.) e dos elementos condutores estranhos a instalação. Algumas maquinas elétricas portáteis vem com uma tomada de 3 pinos (um para aterramento), sendo comum colocar um adaptador que elimina o pino de aterramento. Isto não deve ser feito porque o aterramento, como foi dito anteriormente, evita que o operador venha a se acidentar quando utilizar o aparelho. Os aterramentos são efetuados com eletrodos de aterramento que podem ser: hastes, perfis, barras, cabos nus, fitas, etc. O termo eletrodo refere-se sempre ao condutor ou ao conjunto de condutores em contato com a terra e, portanto, abrange desde uma simples haste isolada até uma completa “malha de aterramento”, constituída pela associação de hastes com cabos. O “padrão” devera ser aterrado através de haste de terra de comprimento não inferior a 2,4m observadas as instruções da Norma ND – 5.1 – “Fornecimento em Tensão Secundária – Rede de Distribuição Aérea”. 37

4.2 Distúrbios nas Instalações Elétricas
Os principais distúrbios de natureza elétrica que podem ocorrer em uma instalação são: Fugas de corrente, perdas e sobrecargas; Curto – circuito 4.2.1 Fugas de corrente – Perdas – Sobrecarga A seta indica um ponto do circuito onde existe um mau isolamento. Ponto de baixa isolação Proteção Fugas de corrente: Se numa instalação uma fase estiver mal isolada e fizer contato com a terra (a tubulação, por exemplo), por esse ponto fluirá uma corrente de fuga que poderá causar problemas a instalação. Se, por exemplo, numa instalação tivermos uma fuga de corrente entre a proteção e a carga, a corrente de fuga se somara a corrente de carga e poderá fazer com que a proteção atue, desligando o circuito. Para verificarmos se existem fugas de corrente em uma instalação devemos desligar todos os equipamentos elétricos ligados ao circuito e verificar se circula, ainda, alguma corrente (isto pode ser feito através do próprio medidor de energia). Verifique se o disco do medidor continua girando. Se estiver, é porque existe fuga de corrente na instalação elétrica. Procedendo desta maneira e desligando os circuitos parciais gradualmente, conseguimos determinar em qual circuito e em que ponto esta acontecendo a fuga. Uma das causas mais comuns de fugas são as emendas, por isso não se deve passar em uma tubulação fios emendados, as emendas deverão ser feitas nas caixas próprias e deverão ser isoladas. Também deverão ser verificados os bornes de ligação dos aparelhos e equipamentos, para evitar a possibilidade de contato com partes metálicas. Perdas: As perdas de energia se caracterizam por só surgirem quando há carga ligada ao circuito, ou seja, quando há circulação de corrente. Assim, quando circula por um condutor uma corrente, o mesmo aquece e o calor despendido por ele será a perda, que é igual a R x I2 (R = resistência ao condutor). Quando a queda de tensão R x I for superior ao limite admissível, deve-se redimensionar o condutor para evitar que a perda assim provocada tenha valor significativo. Quando os terminais de um aparelho não estiverem firmemente ligados ao circuito, poderá haver um faiscamento, com conseqüente produção de calor e, portanto, perda de energia. Sobrecarga: Se ligarmos a um circuito cargas acima do limite para o qual o mesmo foi dimensionado, a sobrecorrente que circulara, produzira perdas e danificara os equipamentos (interruptores, tomadas, etc.) existentes e, se a proteção não estiver bem dimensionada poderá criar problemas como perdas de energia, queda de tensão, mal funcionamento dos aparelhos ligados ao circuito. A solução, neste caso, seria: ou retirar as cargas em excesso ou redimensionar o circuito. 4.2.2 Curto – Circuito O curto – circuito é como o próprio nome indica um caminho mais curto (ou mais fácil) para a corrente elétrica. 38 Carga

ligações frouxas.278 = 457A Esse valor de curto – circuito para o cabo de 0. Assim. No circuito da figura anterior. . 4. a corrente que circulava pelas duas lâmpadas colocadas em serie.5mm2 implica na sua fusão com os riscos de incêndio. se a instalação fosse feita com fio de 0. Assim. cuja resistência é igual a 27. resistências dos contatos e das conexões. Deve-se observar que os efeitos elétricos de um curto – circuito só atinge a região entre o local do curto e a fonte de energia. quando utilizados corretamente protegem a instalação contra curto – circuito e sobrecorrente. O elemento fusível é constituído de um material mais fraco do que o circuito onde o mesmo esta ligado e quando ocorre o curto – circuito a corrente circulante provoca o aquecimento e consequentemente. quando ocorrer o curto – circuito. como indicam as setas.278 Corrente de curto – circuito: Icc = 127V / 0.5mm2. a utilização dos disjuntores é muito mais eficiente.8 /km Comprimento do circuito: 2 x 5m = 10m Resistência total do circuito: 27.Fusíveis São elementos de proteção contra curto – circuitos. Se 39 . Quando acontece um curto – circuito. tem-se: Icc = U / R R do fio: 27. Para se evitar a possibilidade de curto – circuito deve-se manter a instalação sempre em bom estado. um curto – circuito na rede de distribuição da rua. os fusíveis acoplados a uma chave faca “queimam” necessitando serem substituídos. acontece apenas o desarme e para religá-lo basta acionar a alavanca. assim a corrente de curto – circuito tem o seu valor limitado pela resistência do circuito por onde ela passa (resistência dos condutores. etc. Em ambos os casos.V Carga Na primeira figura a corrente que circulava pela carga. a corrente passou a circular pelo caminho de menor resistência. a fim de. não atinge a instalação elétrica do consumidor. pois. passa somente a circular somente pela segunda lâmpada.). No padrão de entrada a CEMIG só permite a utilização de disjuntores.3 Equipamento de Proteção Os equipamentos de proteção normalmente utilizados em instalações elétricas residenciais são seccionadores (chave faca) com fusíveis e disjuntores. passa a circular pelo ponto onde houve o curto – circuito. ser desligada a energia elétrica. Corrente curto – circuito A corrente de um circuito é determinada pela expressão I = U / R.8 /km. evitando-se emendas malfeitas. o dispositivo de proteção deverá estar bem dimensionado. Também.8 /km x 10m / 1000 = 0. No caso de ser um disjuntor. na segunda figura. a fusão do elemento fusível interrompendo o circuito. etc.

Disjuntores São dispositivos “termomagnéticos” que fazem a proteção de uma instalação contra um curto – circuito e contra sobrecargas. As curvas “tempo x corrente” dos disjuntores são semelhantes as dos fusíveis e também são fornecidas pelo fabricante. Disjuntores de 10 a 60A. que ao ser percorrida por uma corrente. Em contrapartida o seu preço é mais elevado que o do fusível. destravando a alavanca do contato móvel.lançarmos em um gráfico o tempo que o fusível gasta para abrir um circuito para determinados valores de corrente. A combinação dos disparadores protege o circuito contra correntes de alta intensidade e de curta duração. atrai a trava. que são as correntes de curto – circuito (disparador magnético) e contra as correntes de sobrecarga (disparador térmico). basta liga-lo novamente). Isso porque se o 40 . que é puxado pela mola. b) disparador magnético – é formado por uma bobina intercalada ao circuito. liberando a alavanca do contato móvel. de tal maneira que podemos especificar a proteção de um circuito através das mesmas. desligando o circuito. Disjuntores de 70 a 100A. Características de atuação com partida a frio a uma temperatura ambiente de θ a = 40°C. Os fusíveis queimados deverão ser substituídos por outros iguais e nunca “consertados”. . desligando o circuito. I = corrente efetiva IN = corrente nominal do disjuntor Observações: Os fusíveis e disjuntores deverão ser instalados em painéis. de tal forma que se possa identificar rapidamente qual o equipamento desligado. que ao ser percorrida por uma corrente elevada aquece e entorta. Características de atuação com partida a frio a uma temperatura ambiente de θ a = 20°C. em catálogos de seus produtos. Os fabricantes de fusíveis fornecem estas curvas. Componentes de um disjuntor de proteção - Contato fixo Contato móvel Corpo ou encapsulamento isolante Mola Trava Acionador O disjuntor pode ser dividido em duas partes: a) disparador térmico – consiste em uma lâmpada bimetálica (dois metais de coeficientes de dilatação diferentes). Uma das vantagens evidentes do disjuntor sobre o fusível é a durabilidade (quando o mesmo opera. teremos a curva “Tempo x Corrente” do mesmo.

0 38.8 13.3 14.0 21.) têm por finalidade principal proteger os condutores dos respectivos circuitos contra sobrecargas (correntes de sobrecarga e correntes de curto – circuito) e.2 18.5 13. atuará a partir de 72.0 45.3 22. além do profissional estar ciente das suas responsabilidades. esta deverá esta de acordo com as normas da ABNT.0 42. tais dispositivos devem ser dimensionados de acordo com os dispositivos e condutores a proteger. A tabela a seguir da as correntes nominais dos disjuntores que atendem à NBR 5361 em função de temperatura ambiente.0 9.8 24. fusíveis. se instalado num quadro de 30°C. Eletricidade não se vê.0 Correntes 30 28. um disjuntor tripolar de 70A.9A.0 35.5 72.8A e se instalado num quadro a 50°C.8 15 14.0 100 97. Por outro lado.5 48.2 50 47. In 35 33. 4. Assim.0 46.4 Dispositivo Diferencial Residual Ao fazermos uma instalação elétrica interna.3 93. calibrados a 20 ou 40°C.8 34.5 32.0 19. Caso contrário um problema em um ponto da instalação poderá ocasionar uma interrupção no fornecimento geral de energia. Nessas condições. Correntes Nominais em Função da Temperatura Ambiente Temperatura Ambiente (°C) 20 30 40 50 Unipolar Multipolar Unipolar Multipolar Unipolar Multipolar Unipolar Multipolar 10 9. os equipamentos de utilização ligados ao circuito.5 26. não poderemos ter no quadro de distribuição de um circuito de uma residência disjuntores de 50A. apenas sentimos e isto é o que a torna perigosa.6 25. a partir de 67.9 73.0 36. A qualidade da instalação é fundamental.0 18.2 29.0 55.8 70 67. A proteção de uma instalação deverá ser coordenada de tal forma que atuem em primeiro lugar as proteções mais próximas às cargas e as demais seguindo a seqüência.0 17. o quadro será considerado a 40°C.8 30.0 Observações: os disjuntores de 10 a 60A são referidos a temperatura de 20°C e os de 70 a 100A são referidos a 40°C.5 8.0 57. Assim.6 25 23. se instalado num quadro a 40°C atuará a partir de 27A. Abordaremos 41 .8 77 74.5 9. se os condutores forem considerados a 30°C.2 8.3 107 104.3. instalados em quadro de distribuição. Nas instalações residenciais são usados em geral disjuntores em caixa moldada. Nos dispositivos porta – fusíveis só poderão ser colocados os fusíveis de capacidade recomendada e nunca de capacidade superior.0 27. Neles a temperatura ambiente (interna) é geralmente superior a do local onde estão instalados os condutores.8 12. 4. poderá causar danos ao circuito que ele esta protegendo. por extensão.8 27. A tabela abaixo nos informa.5 28.2 51.0 22.8 (A) 40 38. proporcionando segurança e conforto para o usuário.3 33. etc.5 44. que é calibrado a 20°C.5 23.0 52.2 20 19.4 17.4 36.0 60 57.6 31.1 Dimensionamento da Proteção Numa instalação.fusível for substituído por outro de capacidade maior.2 67.6 90 87. os dispositivos de proteção (disjuntores.4 Nominais.4 13.9 96. se o disjuntor geral instalado no “padrão” for de 40A.6 9.6 54. que é calibrado a 40°C. se não obedecermos a essas normas. que um disjuntor unipolar de 30A. como regra básica admiti-se uma diferença de 10°C. por exemplo.

Esta fuga de corrente é prejudicial porque pode causar curto – circuitos.2 Contato Indireto É o contato entre uma pessoa e uma parte metálica de uma instalação ou de um componente normalmente sem tensão. por ruptura ou remoção indevida de partes isolantes. Mas.4. torneiras. DISJUNTORES RESIDUAIS DIFERENCIAIS (DDR) São dispositivos que protegem contra sobrecargas. 4. joelhos. para a conservação da energia das instalações. ocorrerá uma fuga de água do encanamento. ou seja. choque elétrico e incêndios. mas se ocorrer um vazamento. estará sujeita a efeitos fisiológicos irreversíveis. Exemplo: encostar-se à carcaça de uma maquina de lavar.4. choque elétrico e incêndios de origem elétrica. onde os músculos se contraem e as pessoas ou animais ficam “agarrados” não conseguindo se soltar. porque o usuário não suspeita de energização acidental e não esta em condições de evitar um acidente.1 Contato Direto Entende-se por contato direto o contato acidental. afinal. pois tais dispositivos não admitem correntes de fugas excessivas. que é composta por encanamentos. etc. um pouco de água se perderá pelo caminho. Os DR’s podem ser de acordo com as funções: Disjuntores Diferenciais Residuais e Interruptores Diferenciais Residuais É importante saber que ambos exercem também a função de comando e de proteção. derivações. perda desnecessária de energia.alguns conceitos para facilitar o entendimento das definições apresentadas neste capitulo.3 Fuga de Corrente Vamos imaginar a parte hidráulica de uma residência. portanto fazem também a proteção das instalações. Exemplo: uma pessoa em contato com um fio energizado e desencapado. Podemos verificar que se uma pessoa for vitima de um choque de 50mA em 2s. o que por outro lado. O efeito do choque elétrico nas pessoas e animais pode causar conseqüências graves e irreversíveis. como parada cardíaca e respiratória. fugas de corrente. 4. como fibrilação cardíaca e parada respiratória (Conforme Zona 4). Podemos fazer uma analogia com o circuito elétrico e concluir que a fuga de corrente é uma perda de energia devido a uma falha no isolamento da instalação ou por uma falha interna nos equipamentos. salvando vidas. A proteção contra choques elétricos poderá ser feita através de DISPOSITIVOS DIFERENCIAIS RESIDUAIS – DR. mas que pode ficar energizada por falha de isolamento ou por uma falha interna (curto). 4. É perigoso. Causa o efeito tetanização. curtos – circuitos. Esses equipamentos possuem disjuntores acoplados ao Diferencial. seja por falha do isolamento. Na NBR 5410/90 foi destacada e ampliada e proteção contra choques elétricos. Em condições normais a água circulará pelos canos ate a torneira. ou por atitude imprudente de uma pessoa com uma parte elétrica normalmente energizada (parte viva). INTERRUPTORES DIFERENCIAIS RESIDUAIS (IDR) 42 . contribui pela redução das perdas. em particular. o que é um DR? Dispositivos Diferenciais Residuais são equipamentos que garantem a qualidade da instalação. com o objetivo de tornar cada vez mais seguras e confiáveis às instalações elétricas de baixa tensão.4.

Para a instalação dos DR’s é necessário que exista um aterramento na instalação e o fio terra não passe pelo equipamento (ao contrario do neutro). cozinha. por ter uma dimensão menor. trazendo segurança e economia para o usuário. ligado aos disjuntores conforme configuração da tabela passada. acione o botão “teste”. Por exemplo: 1) quadro geral (somatório das correntes de todos os circuitos) com 60A = DDR de 60A 2) chuveiro 35A = DDR de 35A 3) se tivermos uma corrente de 50A. Os DR’s ocupam normalmente no quadro de distribuição um espaço de três disjuntores. Nas instalações a projetar (não executadas). representem um risco a segurança do usuário e devem ser substituídos por um com carcaça plástica ou com resistência blindada. fica por conta do disjuntor. etc. pode-se fazer uma seletividade nos circuitos mais críticos. Os DR’s e IDR’s podem ser instalados conforme configurações abaixo: Proteção de aparelhos: O neutro passa por dentro dos DR’s se o condutor de proteção (PE) não passa pelo equipamento. Existem disjuntores diferenciais residuais que ocupam um espaço de 5 disjuntores. Torneiras elétricas ou chuveiros com carcaça metálica e resistência nua. e banheiras de hidromassagem. como por exemplos: circuitos do chuveiro. O condutor PE não é seccionado. Ele deve ser instalado no quadro de distribuição de circuitos. salvando vidas. Já as sensibilidades de 300mA e 500mA.: o mais utilizado é um DR para todos os circuitos. Nas instalações já existentes podemos instalar já nos quadros de distribuição tanto o DDR quanto o IDR. As sensibilidades dos DR’s são de 30mA. Para verificar se o dispositivo esta instalado e em perfeito funcionamento. desligando todo o circuito. ou de um disjuntor tripolar (DR com sensibilidade de 30mA). é só verificar a corrente total do circuito. o IDR. da área de serviço. Devemos estar atentos para algumas observações na instalação para o correto funcionamento. se houver qualquer problema de fuga de corrente. apresentam geralmente fugas de corrente elevadas que não permitem que o DISPOSITIVO DIFERENCIAL RESIDUAL fique ligado. Atenção: em nenhum caso interligar o terra ao neutro após o DR. Banheiras de hidromassagem – devem utilizar os DR’s nos aquecedores com resistência blindada. não há seletividade. 43 . o DDR ou IDR atuam. Os de 30mA são chamados de alta sensibilidade e protegem as pessoas e animais contra choques elétricos.São destinados somente á proteção contra fugas de corrente. Ao utilizá-lo é necessária a instalação de disjuntores em serie. ou seja. Não possuem Disjuntores acoplados. além de proteger contra incêndios de origem elétrica. conforme a configuração dada no item anterior. Nesta situação. A proteção contra sobrecargas e curto – circuitos. Para calcular qual o DDR a ser utilizado. estes DR’s ocupam um espaço de 8 disjuntores no quadro de distribuição. é o mais viável. É bom lembrar que o quadro de distribuição normalmente está com sua capacidade física quase no limite. choques elétricos e incêndio de origem elétrica. no lugar da chave geral ou em serie com a mesma. pois o IDR protege apenas contra fugas de corrente. utilizar o DR apenas com chuveiros de carcaça de plástico ou resistência blindada. Portanto. protegem as instalações contra fugas de correntes excessivas e incêndios de origem elétrica trazendo economia para o usuário. Projeta-se um quadro maior e instala-se um DR para cada circuito escolhido. Obs. 300mA e 500mA. não sobrando espaço físico. Isto significa que estes equipamentos de resistência nua. deve-se colocar um DDR ou IDR para cada circuito. Para obter seletividade.

ela venha a funcionar perfeitamente. o DDR e o IDR são equipamentos de suma importância que devem estar sempre presentes na instalação elétrica. de medição de energia elétrica e demais acessórios. Dimensionar a proteção a ser utilizada sabendo-se que a tensão é de 127V. Exercícios: 1) Calcular a corrente do circuito que deverá alimentar 3 tomadas especiais de 600VA e 1 tomada de 100VA em uma cozinha. Assim. definir o tipo e a localização dos dispositivos de proteção. os condutores e eletrodutos a serem usados. condutos e proteções). Atestado de Responsabilidade técnica 5. · Dimensionar. de comando. 2) Dimensionar a proteção necessária para proteger um circuito elétrico dos seguintes elementos: Quarto Sala de TV Corredor A tensão é de 127V 2 1 2 1 1 1 tomadas de 100VA ponto de luz de 150VA tomadas de 100VA ponto de luz de 180VA tomada de 100VA ponto de luz de 60VA 5.3 Exemplo de Projeto 44 . Neste diagrama deverão ser anotados todos os detalhes necessários a perfeita execução do mesmo.1 Importância do Projeto Quando executamos um trabalho qualquer é necessário que antes tenhamos verificado o que fazer e como fazer. 5. uma vez pronta a instalação. quando necessários. a fim de que no momento da execução não venhamos a ter duvidas. · Detalhes de montagem. devidamente dimensionados.2 O Traçado do Diagrama – Convenções Para facilitar o entendimento do projeto.). controlando o isolamento da instalação. · Memorial descritivo. instalação de telefones: enfim. atendendo a todas as necessidades para as quais foi especificada. é necessário traçar-se um diagrama com a disposição física dos elementos da instalação. devemos fazer um projeto detalhado da mesma. utilizando-se as convenções definidas pela NBR 5410. todos os detalhes para que. antes de executar uma instalação elétrica. impedindo o desperdício de energia por fuga excessiva de corrente e salvando vidas. Projeto de Instalações elétricas prediais e residenciais 5. · Dimensionar. · ART. · Memória de cálculo (dimensionamento de condutores. interruptores. tomadas. · Esquemas (unifilares e outros que se façam necessários). Projetar uma instalação elétrica de uma edificação predial ou industrial consiste em: · Quantificar e determinar os tipos e localizar os pontos de utilização de energia elétrica. conforme a NBR 5410/90. Partes componentes de um projeto elétrico: O projeto é a representação escrita da instalação e deve conter no mínimo: · Plantas. etc.Enfim. os circuitos especiais como antenas para TV. definir o tipo e o caminhamento dos condutores e condutos. para garantir a qualidade e segurança. onde conste: a localização dos equipamentos (proteção.

5W: pelo menos uma tomada: 100VA 1 x 100VA 200 3 x 20VA 20VA 1 x 100VA 180 Total (VA) Sala Área Perímetro Iluminação Tomadas 4.25m2 -----8. vamos projetar a instalação da residência com os seguintes cômodos e Nome do cômodo Quantidade Sala 01 Cozinha 01 Quartos 03 Banheiro social 01 Banheiro suite 01 Depósito 01 Garagem 01 Área de serviço 01 Exercício: Esboçar a planta baixa da residência de acordo com a divisão apresentada. utilizando as medidas na escala 1:1 A partir da planta baixa de uma residência.4m = 23. somar as cargas de cada cômodo.3m x 5.3m + 2 x 5.4W (mais 3 x 6.8m2 2 x 3.4 / 5 = 3. Total (VA) Varanda Área Perímetro Iluminação Tomadas Garagem Área Perímetro Iluminação Tomadas 3.5W do reator) pelo menos uma tomada 5.6m 19. devemos adotar os seguintes procedimentos: calcular o perímetro e a área de cada cômodo. a partir do perímetro.0m = 19. Isto permitira elaborar a divisão dos circuitos.8m2 x 3W/m2 = 59.3m x 6.88 600VA 4 x 100VA 1000 45 .2m2 2 x 4. calcular o número de tomadas de cada cômodo.3m + 2 x 6.respectivas dimensões: Para que possamos visualizar melhor.0m = 18.5m = 8.4m = 19. a partir da área.2m2 x 25W/m2 = 580W 19. Em seguida estão representados estes cálculos para cada cômodo. calcular a carga de iluminação.5m x 1.25m2 x 10W/m2 = 82.4m 23.

2m2 x 20W/m2 = 204W 12.9m = 4.2m2 x 20W/m2 = 204W 12.5m = 11.0m x 1.3m2 x 10W/m2 = 43W (mais uma arandela de 60W) pelo menos uma tomada 3.0m2 2 x 4.9m = 8.25m2 2 x 2.9m = 7.3m2 2 x 3.4m x 3.5W) pelo menos uma tomada 20VA 6.2m2 2 x 3.72 3.0m = 12.4m + 2 x 3.4m + 2 x 3.8 / 5 = 2.2m2 2 x 3.75W (mais um reator de 6.0m 6.5m = 6.0m = 12.Banho social Área Perímetro Iluminação Tomadas Quarto 1 Área Perímetro Iluminação Tomadas Quarto 2 Área Perímetro Iluminação Tomadas Quarto 3 Área Perímetro Iluminação Tomadas Banho suíte Área Perímetro Iluminação Tomadas 1.56 3.9m = 10.25m2 x 3W/m2 = 21.9m = 13.8m 4.3m2 2 x 1.5VA 1 x 100VA 127 46 .5m + 2 x 2.0m = 10.5m x 2.6 / 5 = 2.9m = 11.4m x 3.0m2 x 10W/m2 = 60W (mais uma arandela de 60W) pelo menos uma tomada: 60VA 60VA 1 x 100VA 220 200VA 3 x 100VA 500 200VA 3 x 100VA 500 220VA 3 x 100VA 520 60VA 60VA 1 x 100 VA 200 Total (VA) Deposito Área Perímetro Iluminação Tomadas 2.8 / 5 = 2.56 4.3m2 x 20W/m2 = 226W 13.5m x 2.8m 7.8m 10.0m + 2 x 1.8m 10.5m + 2 x 2.6m 11.0m = 10.9m + 2.9m x 2.

7m x 4.6m 13.0m = 13.92 1 x 600VA + 2 x 100VA 853 2 x 20VA 13VA 2 x 600VA + 2 x 100VA 1453 Alem destas cargas deverá ser considerada.5m = 7. somando 7 circuitos. de aproximadamente 4400W para cada um.5W) 13VA 14.4m 10. ainda.3m + 2 x 4.5m2 x 10W/m2 = 75W pelo menos uma tomada 100VA 1 x 100VA 200 2. a carga de dois chuveiros elétricos.2m2 2 x 3.7m + 2 x 4. dois circuitos para tomadas comuns.0m = 14.6W 2 x 20VA (mais dois reatores de 6.8m2 x 4W/m2 = 43.2W) 13. a instalação deverá ser dividida em dois circuitos de iluminação.6/5 = 2.8m2 2 x 2.5m2 7.5 = 3.4. um circuito para tomadas especiais da cozinha e área de serviço e dois circuitos para chuveiro elétrico.Área de serviço Área Perímetro Iluminação Tomadas Cozinha Área Perímetro Iluminação Tomadas Corredor Área Perímetro Iluminação Tomadas 1m x 7.83 3. assim distribuídos: Totais Circuito 1 (iluminação) Varanda Garagem Sala Banho social Cozinha Área de serviço Deposito Circuito 2 (iluminação) Quarto 1 Quarto 2 Quarto 3 Banho suíte Corredor Circuito 3 (tomadas simples) 47 200VA 200VA 220VA 120VA 100VA 100VA 80VA 600VA 120VA 53VA 53VA 27VA 1033VA Totais 840VA .0m = 13.0m = 10.4/3. Com base no item 2.2W (mais dois reatores de 6.3m x 4.2m2 x 3W/m2 = 39.

O próximo passo é interligar os elementos de cada circuito através de eletrodutos. de duas dimensões diferentes). com oito furos. Esta distancia deverá ser reduzida para 3m para cada curva de 90° intercalada no trecho 48 .773VA Em seguida vamos dimensionar os pontos de iluminação e tomada de cada cômodo. seguir o caminho mais curto. procurando respeitar algumas regras básicas: o traçado do circuito deverá. normalmente. sempre que possível. a partir do quadro de distribuição de circuitos (QDC). sempre deverá ser feita através das caixas para luminárias. para não comprometer a rigidez estrutural da lage. a distancia máxima entre duas caixas consecutivas não deverá ultrapassar 15m nos trechos retos. situadas no teto (lembrando-se que estas caixas são feitas. evitando-se o retorno dos condutores no sentido do QDC.Sala Banho social Cozinha Área de serviço Deposito Corredor Circuito 4 (tomadas simples) Quarto 1 Quarto 2 Quarto 3 Banho suíte Sala Circuito 5 (tomadas especiais) Cozinha Área de serviço Circuito 6 (chuveiro elétrico) Banho social Circuito 7 (chuveiro elétrico) Banho suítes Total Geral: 100VA 200VA 200VA 100VA 100VA Varanda Garagem 300VA 100VA 100VA 1200VA 300VA 300VA 300VA 100VA 100VA 1100VA 1200VA 600VA 1800VA 4400VA 4400VA Totais (VA) 4400VA 4400VA 14. o cruzamento entre os eletrodutos deve ser evitado. a interligação entre os diversos trechos dos circuitos.

16 0.17 CORRENTE (A) (127V) 20 Deve-se lembrar que.73 2.m (0. os mesmos deverão ser identificados. Por exemplo. deve ser adotado para esse trecho.5mm2 que.30) de fiação. Devem ser considerados ainda os condutores mínimos especificados por norma para cada tipo de instalação (ver item 2. depois. Ao tomar as medidas de comprimento dos circuitos. superior aquela calculada. ou seja. sendo a distancia entre as luminárias. fazer uma tabela com os valores das correntes das cargas de trecho do circuito para evitar que. condutor de 1. usa-se desenhar o diagrama por partes.79 1. Exercício: Executar o traçado de cada circuito a fim de fazer a conexão com o distribuidor geral Calculo dos Condutores Para a determinação de seção dos condutores a serem usados. no primeiro trecho do circuito. No primeiro trecho. na aparece no desenho. O condutor mínimo admissível por norma para esta situação é o de 1. todos os condutores instalados em um eletroduto devem ser considerados como condutores carregados. à medida que se aproxima do mesmo. entre o QDC e a primeira luminária. cada circuito separadamente. deverá ser considerada a corrente de todas as cargas do circuito. para o caso de 2 condutores no eletroduto.72 14.79A x 3.5 A.45 0. para uma queda de tensão de 2% em que 127V é de 110 A. colocam-se somente as cargas do circuito. a todo o momento.4). portanto.21 0. tome como exemplo o trecho que vai desde o QDC até a luminária da varanda.31 0. na ligação de uma tomada baixa ( ≅ 30cm).79 A. a corrente circulante é de 0. que vai da luminária da sala até a luminária da varanda.5m: o momento elétrico resultante será de 2.70m (3. deve-se calcular a corrente circulante em cada trecho do circuito e medir o comprimento dos mesmos e.36 4. tais como as campainhas e os condutores que passarão em cada trecho do circuito.5mm2. Exercício: Desenhar um único traçado. para o “pé direito” igual a 3m devem ser acrescidos mais 2.57 1. também superior ao valor calculado. com todos os cômodos e as respectivas correntes e potências de consumo: Para acompanhar o processo de calculo.47 0. Caso passem pelo mesmo eletroduto condutores de dois ou mais circuitos diferentes.5mm2 de 49 . verificar qual o fio indicado. não pode ser esquecido o trecho do fio que é vertical e. que deve ser feito com fio de 0.5m). É conveniente. seja necessário calcular novamente valor já existente. Assim. deixando de fora toda a parte de comando (interruptores) e o circuito da campainha.00 – 0. pelos dois processos já vistos (momento elétrico e máxima corrente admissíveis). Para facilitar o entendimento e o calculo. igual a 3.77ª. Assim tem-se: POTENCIA (VA) 20 26. Assim sendo. O calculo das correntes é feito a partindo-se do ponto mais distante do quadro de distribuição e somando-se os valores. Neste desenho.m. O momento elétrico deste condutor. antes de começar os cálculos.5 40 57 60 100 200 220 300 600 1800 POTENCIA (VA) 4400 CORRENTE (A) (127V) 0.Nesta ocasião deverão ser lançados também os interruptores e demais elementos necessários. nos circuitos residenciais monofásicos. admite uma corrente máxima de 17.

09A.m x3 = 0.m x 2% x1% = 6.m x1 = 0.0%) = 110A.m x1 = 0.12% 16.m 2% 6.m x1% = 0. a queda de tensão máxima admissível a partir do QDC é de 2%.05% 8.17A.81A.81 + 12.75 A). de acordo com as tabelas a seguir:. entende-se por analogia. Para o circuito 1 o momento elétrico total será: MEt = 6.m x3 = 0.17 + 8.30% 20.32A. Entretanto. Assim.seção (normalmente indica-se #1.52 ME do condutor: (1.m 6.5mm2 – 127V – 2.88 + 32. a pratica recomenda fazer esse calculo somente para os maiores trechos. podemos avaliar as quedas de tensão. Para o calculo dos condutores.32 + 20.m 2. Como já citado anteriormente.m Os cálculos dos outros circuitos são feitos usando a mesma metodologia do circuito 1. que os limites nos outros ramais também não serão ultrapassados.37 A.16% 12.13A): a distância considerada será a do QDC ao teto (1.m Através de uma regra de três simples.m 2% x1% x1% x 110A.77A.m ME do condutor: (#1.m x4 = 0.39% Exemplos de cálculos: 110A. que percorre o seu tronco.m x2 = 0. Se não forem ultrapassados os limites.23% 50 .59% Total: 1.m 110A. a corrente circulante será a soma de todas as correntes que chegam a luminária mais a corrente da própria luminária (8.5mm2.9A.13 = 48.37 + 16.0% 1.m = 6.5m) mais a distância até a luminária (2. Para o circuito 2: MEt = 1.m x 2% / 110A.12% MEt = 76. Quando considerado o ultimo trecho.52A.M x2 = 0. ou seja.02% 2.38% 32.5 ou deixa-se sem qualquer indicação por se tratar do condutor mínimo admissível).37A. Para se fazer a verificação é necessário calcular essa queda de tensão total em todos os ramos do circuito (a partir do QDC). deve-se começar pelo ponto mais distante em relação ao QDC para que se possa levantar a corrente total do circuito.5 – 127V – 2.37A.0%) = 110A. trechos de maior carga. verifica-se que o condutor é de seção 1.75A.75 + 23. obtém-se as quedas de tensão: 110A.88A.5m). Fazendo os cálculos e considerando 8 condutores carregados (corrente máxima admissível = 8.m x4 = 0.37A.

23.0% 47.m x1 = 0.11% 18.13A. 2.06% 9.16A.98A.58% Para o circuito 4: MEt = 3.0% 108Am.m x5 = 0.m ME do condutor: (#4.m 182Am.m 506A.0%) = 182A.m x2 = 0.0%) = 506A.m x4 = 0.84% Para o circuito 5: MEt = 47.88A.10A.12% 17.2m = 244A.25A.5 – 127V – 2.49 + 9.88% Para o circuito 6: 1 = 4400VA / 220V = 40A MEt = 20A x 5.52% Total: 1. x1 = 0.m x2 = 0.4m = 108A.m ME do condutor: (#4.m 182A.44 + 9.44 + 9.04% x5 = 0.m x1 = 0.m ME do condutor: (#2.m Total: Para o circuito 3: MEt = 5.45A.10% 9.0% 3.25 = 94.44A.5 – 127V – 2.98 = 77.m 51 .09A.0%) = 182A.m x5 = 0.5 – 127V – 2.94 + 19.m 2.m x3 = 0.m 2.m 2.m ME do condutor: (#2.28A.m x4 = 0.m x2 = 0.0 – 220V – 2.10% 9.25 + 47.21% 25.20% 19.85 + 18.m 182A.21% Total: 0.0%) = 182A.0 – 220V – 2.28 + 25.16 + 11.25A.09 + 17.49A.m x1 = 0.28% Total: 0.m ME do condutor: (#2.52% 47.50A.m x3 = 0.0%) = 506A.42% 0.94A.03% 11.0% 5.85A.43% Para o circuito 7: 1 = 4400VA / 220V = 40A MEt = 20A x 12.88 = 53.44A.

Deve-se ressaltar que a função do disjuntor. neste caso.0%) = 957A. x1 = 0.96% Circuito: Do medidor até QDC 1 = 14.506A.44A Circuito 4 (1100VA) In = 110VA / 127V = 8.2.93% Calculo da Proteção Para proteção dos circuitos serão usados disjuntores termomagnéticos.13A Circuito 2 (840VA) In = 840VA / 127V = 6.m 957A.0% x1 = 0. a corrente do mesmo nunca poderá ser superior a corrente máxima admissível para o condutor do circuito. 2. Apresentação do Projeto: 52 ⇒ Id = Bipolar → 25A ⇒ Id = Bipolar → 25A ⇒ Id = Unipolar → 15A ⇒ Id = Unipolar → 10A ⇒ Id = Unipolar → 10A ⇒ Id = Unipolar → 10A ⇒ Id = Unipolar Ä 10A .0% 873Am.66A Circuito 5 (1800VA) In = 1800VA / 127V = 14.m ME do condutor: (#16.m 244Am. e não as cargas instaladas. Circuito 1 (1033VA) In = 1033VA / 127V = 8.m 1. assim. é proteger a instalação.0 – 220V – 1.15A x 13m = 108A.61A Circuito 3 (1200VA) In = 1200VA / 127V = 9.17A Circuito 6 (4400VA) In = 4400VA / 220V = 20A Circuito 7 (4400VA) In = 4400VA / 220V = 20A Eletrodutos Os eletrodutos a serem utilizados deverão ser especificados de acordo com o item 6.773A / 220V = 40A MEt = 67.

O projeto deverá ser apresentado em escala usual. Existem algumas prescrições gerais. . é necessário um diagrama a parte com maiores detalhes do circuito especifico.5mm2). . os valores precedidos do símbolo # corresponde a seção dos condutores em mm2. principalmente. condutores especiais. NBR – 5410/90 – item 6. 2) Dimensionar a iluminação fluorescente e o número mínimo de tomadas para atender uma cozinha de 4m de comprimento e 3m de largura. calhas. tais como eletrodutos. aquecedores. Projeto: Pesquisar sobre a ligação de uma bomba d’água com chave bóia (bóia automática de mercúrio). 6. contendo todos os dados necessários a sua boa execução. Exercícios: 1) Dimensionar a iluminação incandescente e o número mínimo de tomadas necessárias para atender uma sala de 4m de comprimento e 3. condutores e eletrodutos não contados correspondem a: # 1. devendo ser usado.2.4 circuitos Especiais Também deverão constar do diagrama os circuitos especiais. nas entradas de condutos em caixas de derivação ou equipamentos. Dentro do escopo deste modulo. os valores precedidos do símbolo Ø correspondem ao diâmetro do eletroduto. inclusive o neutro (se existir). caixas de derivação. mudando assim todas as suas características quanto à condução de corrente. do mesmo circuito devem ser agrupados no mesmo conduto. Caso contrário. e função dos materiais e equipamentos disponíveis no mercado.Toda curva de cabo deve ser feita de forma a evitar qualquer dano ao cabo. canaletas.5mm2 e Ø 16mm. Execução das Instalações Residenciais A norma brasileira para instalações elétricas de baixa tensão.Todos os condutores vivos. com a segurança da instalação durante e após sua montagem. 6. Os cabos ao serem instalados em eletrodutos não podem ficar sujeitos a esforços maiores do que aqueles para o qual foram projetados. entretanto. conexões. recomenda-se a instalação dos cabos de tal maneira que os mesmos não sofram qualquer dano em função de bordas cortantes ou superfícies abrasivas. o cabo poderia ficar sujeito à tração. inclusive a seção dos condutores e o diâmetro dos eletrodutos (desde que seja ressalvado na legenda.6m de largura. serão analisadas somente aquelas maneiras relacionadas com as instalações residenciais. 5. Observações: simbologia conforme item 2. etc. em alguns casos. Assim. prevê a execução das instalações elétricas de varias maneiras diferentes. para tanto. Os condutos. devem ser constituídos de materiais não suscetíveis a corrosão ou protegidos contra elas.1 Instalações em Linhas Aéreas 53 . etc. tais como: chuveiros. não é necessário indicar o diâmetro dos eletrodutos de 16mm e a seção dos condutores de 1. Entretanto. que devem ser observadas para qualquer tipo de instalação e que se relacionam.10. um embuchamento ou adaptador para proteger os cabos. bombas d’água. etc.2.

terraços ou varandas. A norma não faz qualquer referencia a eletrodutos plásticos flexíveis. Em cada trecho da tubulação. admitido pela norma. entre duas caixas. estacionamentos ou outros locais não acessíveis a veículos pesados. normalmente. Em qualquer caso. cultivadas ou não. de PVC rígido (NBR – 6150) e metálicos flexíveis. Tais observações são validas também para instalação de caixas de derivação. Dentro dos eletrodutos só podem ser instalados condutores isolados.É comum o uso de linhas aéreas quando se deseja ligar cargas fora do corpo da residência. Os eletrodutos são normalizados pelo seu diâmetro externo e pela espessura das paredes e são classificados como “extras”. devem ser arrematados com buchas. de passagem. etc. Os eletrodutos são fabricados. etc.50m. este espaçamento deve ser reduzido de 3m para cada curva de 90°. terraços ou varandas. em locais acessíveis apenas a pedestres. NBR -5624). normalmente. ou Estar a uma distancia vertical igual ou superior a 3. no máximo. em vãos de até 15m. e expostas. 2. em áreas rurais. “pesados” e “leves”. Os cabos devem encontrar-se. para tanto. uma vez que as normas das concessionárias não permitem as interligações entre consumidores.50m acima do solo de sacadas. que são utilizadas. Em todos os pontos de emendas ou derivação de condutores. o espaçamento entre os suportes deve ser igual ou inferior a 30m. Devem ser empregados caixas de derivação: Em todos os pontos de entrada e saída dos condutores da tubulação. Em nenhum caso podem ser previstas com deflexão menor do que 90°.50m. em varas de 3m e a conexão entre duas peças deve ser feita através de luvas. presos ao fio ou cabo mensageiro com resistência mecânica adequada.00m. podem ser previstas.5m. de tal forma que seja assegurada a resistência mecânica do conduto. em áreas industriais. Podem também ser utilizados condutores de menor seção.20m. devem ter seção superior a 4mm2 e. 3 curvas de 90° ou equivalente até. em vãos maiores. Os cabos devem encontrar-se fora do alcance de janelas. 4. escadas. Nos trechos com curvas. 54 . ou Estar a uma distancia vertical igual ou superior a 0. a uma altura igual ou superior a: 5. iluminação. em relação ao solo. e. 6. tais como dependências de serviço. 4. exceto nos pontos de transição ou passagem de linhas abertas para linhas em eletrodutos. os quais.2 Instalação em Eletrodutos As instalações em eletrodutos podem ser embutidas. no máximo 270°. devem obedecer a uma das seguintes condições: Estar a uma distancia horizontal igual ou superior a 1. sacadas. em locais acessíveis a veículos pesados. Os condutores aéreos. desde que. Para dividir a tubulação em trechos não maiores que os especificados. como as residenciais. em entradas de garagens residenciais. é o de 16mm2. Deve-se ter em mente que estas ligações devem corresponder a cargas de um mesmo consumidor. Os condutores devem ser isolados. O diâmetro externo mínimo. nestes casos. Os eletrodutos normalizados podem ser rígidos de aço carbono (NBR – 5598. não sendo permitida a utilização de condutores do tipo “a prova de tempo” ou cordões flexíveis. A luva é uma vedação eficiente para evitar a penetração de umidade dando continuidade e regularidade à superfície interna: facilitando a passagem dos cabos. ou Estar acima do nível superior de janelas. etc. seção superior a 6mm2. áreas de lazer. Os trechos retilíneos e contínuos da tubulação não poderão ultrapassar a 15m.50m abaixo do solo de sacadas.

ou reenfiação nos casos de modificações dos condutores nos eletrodutos. utilizamos a tabela. Entretanto.40 0. No caso de ter condutores com bitolas diferentes para serem instalados no mesmo eletroduto. ou seja: d2 ×N D= K Onde: D N d K diâmetro interno do eletroduto número de condutores diâmetro externo do condutor taxa máxima de ocupação Por exemplo. pode-se deduzir a expressão que da o diâmetro do eletroduto necessário.40 0.30 0.38 0. de qualquer forma. tipo LEVE 1. expostos ao tempo.53 0. o diâmetro interno de um eletroduto capaz de conduzir dois condutores de 10mm2 isolados em PVC.1mm.40 0. Esta tabela nos permite “transformar” as diferentes bitolas dos condutores em uma única para que possamos 55 D= .35 Considerando-se as expressões matemáticas que relacionam o diâmetro e a área de uma seção circular e as taxas citadas na tabela. mesmo quando houver condutores de seções diferentes no mesmo duto. Anexo a este trabalho encontram-se tabelas para condutores e eletrodutos normalmente utilizados em instalações residenciais que dão o número máximo de condutores. assim como todo o serviço de construção que os possa danificar.31 Consultando uma tabela de eletrodutos rígidos de aço carbono.5mm K 0.55 0. é possível o dimensionamento. nem utilizados nas partes externas das edificações ou. Podem ser utilizados eletrodutos metálicos flexíveis para a ligação de motores ou aparelhos sujeitos a vibração e em maquinas que necessitam ser deslocadas para o uso. que podem ser enfiados em um eletroduto.40 0. esta providencia é tomada com a finalidade de facilitar a enfiação. “Relação entre as áreas dos condutores”.1) 2 × 2 d2 ×N = = 15.Os condutores devem ser contínuos de caixa a caixa. será: (6. cujo diâmetro externo é de 6. A única restrição imposta pela norma é relativa a parcela da área interna do eletroduto que pode ser ocupada (no máximo 55% .para um só condutor). A taxa máxima de ocupação (relativa a área) dos eletrodutos por cabos isolados é dada pela tabela a seguir: NÚMERO DE CABOS ISOLADOS 1 2 3 4 Mais de 4 TAXA MÁXIMA DE OCUPAÇÃO CABOS SEM COBERTURA DE CABOS COM COBERTURA DE CHUMBO CHUMBO 0. as emendas e conexões devem ser feitas dentro das caixas: os condutores só deverão ser enfiados depois que a rede de eletrodutos estiver concluída. esses eletrodutos não devem ser embutidos.31 0. A quantidade de condutores que podem ser enfiados em um eletroduto depende do tipo de condutor (diâmetro externo) e do diâmetro interno do eletroduto. Estas tabelas foram calculadas de tal maneira que. verifica-se que o indicado é o eletroduto de 20mm2.

nos fornece então o eletroduto de 31mm2.55 Total de cabos de 4mm2 = 10. 3 x 0.55 cabos. Para melhor entendimento vamos fazer o seguinte exemplo: Dimensionar o eletroduto que deverá conter 3 cabos de 2 e 5 cabos de bitola 10mm2. a fim de eliminar a oxidação. como mostrado. basta consultar a outra tabela.55 + 3 = 13.dimensionar o eletroduto a ser utilizado. Agora que já temos condutores de mesma bitola.11 = 10. “Número máximo de condutores instalados em um eletroduto”. As pontas devem ficar completamente enroladas e apertadas no condutor.41 cabos de 10mm2 Total = 1. retirando com um canivete ou estilete a cobertura isolante em PVC. Para tanto devem ser seguidos alguns procedimentos: Desencape as ponta do condutor. Através desta tabela procuramos a interseção entre o cabo de seção 10mm2 e o de 4mm2.3 Algumas Observações Importantes sobre Instalações Elétricas Emendas e derivações: devem garantir a continuidade elétrica e a resistência mecânica do circuito.47 = 1. raspe o condutor com as costas da lâmina. no mínimo.11. conforme mostrado na próxima figura e em seguida torça uma sobre a outra em sentido oposto. Cada ponta deve dar aproximadamente seis voltas sobre o condutor. Caso o condutor apresente oxidação na região da emenda. Execute sempre cortando em direção à ponta. a interseção entre o cabo de 4mm2 e o de 10mm2 nos fornece o valor 0. com o cuidado de não “ferir” o condutor. O eletroduto escolhido foi o de 31mm2.41 + 5 = 6. como se estivesse apontando um lápis. 56 . Complete a torção das pontas com ajuda de um alicate. Multiplicamos então o numero de cabos de 10mm2 por 2. 2ª opção: transformar os cabos de bitola 4mm2 em cabos de 10mm2. bitola 4mm Para isto temos duas opções que conduzem ao mesmo resultado: 1ª opção: transformar os cabos de bitola 10mm2 em cabos de 4mm2. 6.11 para se achar o seu equivalente em: 4mm2 = 5 x 2.41 cabos de 10mm2 A tabela “Número máximo de condutores instalados em eletrodutos”. Observe as figuras abaixo: Emende os condutores. evitando-se assim que estas pontas perfurem o isolamento.47. retirando os restos do isolamento. Limpe o condutor. Na tabela “Relação entre as áreas dos condutores”. encontramos o valor 2. cruzando as pontas dos mesmos.

a fim de evitar que qualquer esforço mecânico efetuado sobre o condutor seja transmitido para os contatos elétricos. para evitar que o condutor escape debaixo da cabeça do parafuso. sendo muito pratico. A instalação do dimmer é do mesmo modo do interruptor simples. ou então. Quando se trata de condutores maiores. A função do reator é provocar uma sobretensão durante a partida e depois evitar que a corrente atinja valores elevados. quando ele está fechado os filamentos são aquecidos ionizando o vapor de mercúrio existente dentro do tubo e quando abre é dada a partida na lâmpada. a fim de garantir uma perfeita continuidade elétrica ao circuito. usar um terminal apropriado. menor perda em forma de calor. usa-se um fio mais fino enrolado sobre a emenda. através de uma resistência ou de um circuito eletrônico variam a intensidade luminosa da lâmpada instalada em seu circuito.Quando os condutores são de diâmetro pequeno. Depois que a lâmpada esta acesa pode-se retirar o starter do circuito. Chaves de 3 posições 57 . principalmente para instalação em quartos de crianças. Para analisarmos o seu funcionamento. principalmente nas instalações comerciais. etc. a fim de melhorar a resistência mecânica. vamos considerar uma lâmpada convencional. usa-se torcer um condutor sobre o outro. ou seja. Lâmpadas Fluorescentes Devido as grandes vantagens da iluminação fluorescente (maior rendimento luminoso. Quando o condutor for flexível (tipo cabo). Em ambos os casos.). A função do capacitor ligado em paralelo com o starter é evitar o faiscamento entre os seus terminais durante a partida. deve-se usar um nó de segurança nas extremidades do condutor. uma vez que não circula corrente pelo mesmo. Observe abaixo uma emenda típica: Ligações dos Terminais Ao efetuarmos a ligação de um condutor em um terminal com o parafuso. deve-se tornar rígida a sua extremidade com solda. o starter fecha e abre rapidamente. passa a circular corrente entre os filamentos. Para a ligação de aparelhos com cordões flexíveis. deve-se cobrir a emenda com solda. luz mais branca. vem sendo largamente adotada a iluminação fluorescente. com starter: Quando fechamos o interruptor S. Interruptores variados (dimmer) São interruptores que. deve-se fazer a volta no condutor no mesmo sentido da rotação do parafuso ao ser apertado.

a fim de evitar ligações acidentais. devendo para tanto. são do tipo “chaves rotativas”. cujo esquema de ligações é. Dotar as ferramentas (alicates. toque uma torneira e num eletrodoméstico. Assim. Dimensionar o eletroduto que deverá conter 12 condutores de seção 6. 2.Chaves de uso difundido em aparelhos de aquecimento (chapas térmicas.5mm2 e 4 condutores de 4mm2. o seguinte: Exercícios: 1. obtém-se a maior temperatura (MAX). em principio. tais como: Instalação dos interruptores de lamina (chaves de faca) de tal forma que seus contatos abram para baixo. 7. Ser instruídas.2 Tensão de Contato Denomina-se “tensão de contato” a tensão que pode aparecer entre dois pontos simultaneamente acessíveis.1 Prevenção Uma das características importantes da NBR – 5410/90 alem da garantia de um bom funcionamento da instalação elétrica. etc. máquinas de coar café.) de isolamento compatível com a tensão da instalação. Quando se aciona as duas chaves simultaneamente.0mm2. O esquema básico de funcionamento destas chaves é o demonstrado no desenho. sobre socorros a prestar em casos de acidentes.) que determinam a quantidade de calor (fraco. 7. isolados em PVC cujo diâmetro externo é µ 47mm. ser observadas algumas precauções. Ao fechar a chave 2 é ligada a resistência R2 (menor) que corresponde a temperatura intermediaria (MED). etc. A tensão limite convencional (de contato) (VL) é o máximo da tensão de contato que pode ser mantida indefinidamente sem riscos à segurança de pessoas ou animais domésticos. E. nada melhor que a prevenção dos acidentes. que ao mesmo tempo. no qual haja um fio solto em contato com a estrutura do produto. Dimensionar o eletroduto que deverá conter 6 condutores de seção 2. As ferramentas elétricas portáteis deverão ser dotadas de isolação dupla ou reforçadas a fim de prevenir acidentes por falha na isolação básica. 2 1 Ao fechar a chave 1 é ligada a resistência R1 (maior) que corresponde à temperatura menor (MIN). médio e forte) que se deseja obter. teórica e praticamente. Segurança 7. é a segurança das pessoas e animais que possam ter contato com a mesma. A tensão de contato será 58 . para garantia desta segurança. as pessoas ocupadas em serviços elétricos deverão: Ser instruídas e esclarecidas sobre as precauções relativas ao seu trabalho. chaves de parafusos. Os modelos existentes no comercio. Como exemplo da tensão de contato pode-se citar o caso de uma pessoa. Os componentes da instalação elétrica deverão ser construídos e instalados de forma a evitar danos às pessoas.

com conseqüente parada cardíaca. Os efeitos da perturbação produzida pelo choque elétrico variam e dependem de certas circunstancias.100Hz 50 25 Contínua pura (sem ondulação) 120 60 Os tempos de duração do contato estão limitados aos valores da tabela seguinte. 7.17 0. Alterações do sangue causadas por efeitos térmicos e eletrolíticos da corrente.18 150 0.45 0.04 Situação 1: ambientes normais Situação2: áreas externas.10 220 0. Queimaduras de vários graus.47 75 0.1 Choque Elétrico Choque elétrico é a perturbação.aquela que aparece entre os pontos tocados.60 0. canteiros de obras.35 180 0. As perturbações causadas por um choque elétrico. os seguintes valores: Valores Máximos de Tensão de Contato Limite VL VL (V) Natureza da Corrente Situação 1 Situação 2 Alternada 15 . 59 . Tais medidas devem ser tomadas para evitar a ocorrência de “choques elétricos” perigosos.12 0. A intensidade. são principalmente: Inibição dos centros nervosos. de natureza e efeitos diversos. A norma estabelece como limites máximos suportáveis para as tensões de contato. com possível asfixia. Duração Máxima da Tensão de Contato Presumida Tempo máximo de atuação do Tensão de Contato Presumida + dispositivo de proteção (s) (V) Situação 1 Situação 2 25 ∞ 5 50 5 0. tais como: O percurso da corrente no corpo humano. após o qual a corrente deve ser interrompida. inclusive os que comandam a respiração.25 110 0.2. outros locais em que as pessoas estejam em contato com a umidade. podendo produzir tremulação (fibrilação) do músculo cardíaco. a espécie e a freqüência da corrente elétrica. o tempo de duração.20 350 0.08 500 0. Alterações no ritmo de batimento do coração. que se manifesta no organismo humano quando este é percorrido por uma corrente elétrica.27 0.36 0.30 90 0. As condições orgânicas do individuo.

aplicada sobre as partes vivas para assegurar uma proteção básica contra choques elétricos. Isolação básica é uma camada simples. III) cujas características são: CLASSE 0 Características Sem meios de Principais proteção por Equipamento aterramento CLASSE I Proteção por aterramento previsto CLASSE II Isolação suplementar mais sem meios de proteção por aterramento CLASSE III Previsto para alimentação através de instalação de extra-baixa tensão de segurança 60 . Uma isolação que compreenda a básica e suplementar é chamada isolação dupla.2). fibrilação ventricular. O homem é mais sensível a CA de freqüência industrial (50-60Hz). pode paralisá-lo. asfixia. As sensações produzidas nas vitimas de choque elétrico variam desde uma ligeira contração superficial. queimaduras. mais elevado será o limite de sensação da corrente. Quando esta contração atinge o músculo cardíaco.3 Isolação e Classes de Proteção Os equipamentos elétricos podem ser isolados de várias maneiras. para aumentar a proteção. Quando o choque é em baixa tensão. fibrilação ventricular. distinta. Isolação reforçada é o sistema de isolação único aplicado as partes vivas que asseguram um grau de proteção equivalente ao da isolação dupla. 7. Vários Ampéres – asfixia imediata. conforme se pode notar no quadro abaixo: Freqüência (Hz) 50-60 500 1000 5000 10000 100000 Limite Sensação (mA) 1 1.5 2 7 14 150 Como nas instalações comuns lidamos com CA 60Hz. No quarto (mais de 100mA) o salvamento seria muito difícil e no ultimo casos praticamente impossível. os equipamentos são classificados em quatro tipos (classe 0. se a zona toráxica for atingida.Essas perturbações podem se manifestar todas de um a vez ou somente algumas. De acordo com o tipo de isolação aplicada e as características de utilização. crispação muscular e asfixia. aplicada sobre a básica. as vezes. o limite de sensação para CC é da ordem de 5mA e para CA é da ordem de 1mA. I. o processo de salvamento seria a respiração artificial. Contatos indiretos que são contatos de pessoas ou animais com massas que ficarão sob tensão devido a uma falha de isolamento (item 4. Quanto maior a freqüência. cada qual com suas características e aplicações específicas. do que a CC. II. fazendo com que a vitima se agarre ao condutor sem conseguir soltar-se. Os choques elétricos numa instalação podem provir de dois tipos de contatos: Contatos diretos que são os contatos de pessoas ou animais com partes vivas (condutoras) sob tensão (item 4. De 9mA à 20mA – contrações musculares violentas. pode se dar a crispação muscular. Assim. perturbações circulatórias e. De 20 a 100mA – contrações violentas. Pode-se dizer: Até 9mA – não produz alterações de conseqüências mais graves. No segundo e terceiro casos. até uma contração violenta dos músculos.1). queimaduras graves.4. Isolação suplementar é uma camada adicional. Acima de 100mA – asfixia imediata.4. devemos anotar principalmente. os efeitos dessas correntes sobre o ser humano.

1 Condutores de Proteção De acordo com o sistema de aterramento adotado. TT e IT. quando somente em parte dos sistema as funções de neutro e proteção são combinadas em um só condutor. no caso de instalações residenciais. facilitando a operação do dispositivo de proteção. Tal preocupação pelos riscos particularmente apresentado. são caracterizadas essencialmente pelo banheiro. sendo as massas ligadas a eletrodos de aterramento. os sistemas de distribuição se classificam em TN. em vista da melhor condutividade que apresenta o corpo humano molhado. Nas instalações residenciais são utilizados.3. sem. este sistema se subdivide em: TN – S. A existência do condutor de proteção tem a finalidade de fornecer um melhor caminho para a corrente de falta. eletricamente independentes do eletrodo de aterramento da alimentação. àquelas situações que. para efeito de proteção. algumas definições que ajudarão o eletricista a compreender sua importância para o consumidor para a CEMIG e para o País. normalmente. TN – C no qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor (condutor PEN) e TN – C – S. Por que conservar? 61 . evitando os desperdícios ou o uso não adequado. diminuir qualidade. O sistema TT tem um ponto diretamente aterrado. estando as massas aterradas. O sistema TN tem um ponto diretamente aterrado.4 Situações na quais as pessoas possam estar Imersas A NBR 5410/90 dedica o capitulo 9 item 9. sendo as massas ligadas a este ponto através de condutores de proteção.Precauções de Segurança Meio ambiente sem terra Ligação ao aterramento de proteção Não é necessária qualquer precaução Ligação a instalação de extra-baixa tensão de segurança 7. o conforto e a segurança. sendo que os condutores de proteção devem ser dimensionados pela tabela: Seção (S) dos condutores fase da instalação (mm2) Seção mínima dos condutores de proteção (mm2) S S ≤ 16 16 16 < S ≤ 35 S S > 35 2 Quando a tabela conduzir a uma seção não normalizada. evitando que a mesma circule pelo corpo da pessoa que vier tocar no aparelho. Conservação de Energia Elétrica na Residência Com a finalidade de conceituar o termo Conservação de Energia estão apresentadas. no entanto. adotar a seção logo acima na escala.1 pág. onde os condutores neutros (N) e de proteção (PE) são distintos. De acordo com a disposição dos condutores. 7. a seguir. Nota: consulte esta norma para estes casos. 138. ou imerso. neutro e de proteção. O que é conservação de energia elétrica? Conservar energia elétrica é utilizá-la de forma a obter o máximo beneficio com um menor consumo. 8. os sistemas TN – C ou TN –C – S. O sistema IT não tem nenhum ponto de alimentação diretamente aterrado.

a disponibilidade de recursos hídricos. As definições são extraídas do Dicionário Brasileiro de Eletricidade. O fluxo luminoso é a quantidade de luz emitida por uma fonte. Grandezas e conceitos As grandezas e conceitos a seguir relacionados são fundamentais para o entendimento dos elementos da luminotécnica. a escassez de recursos. para o nosso País. entre os limites de comprimento de onda mencionados (380 e 780m). a baixa remuneração. 62 . a radiação eletromagnética capaz de produzir uma sensação visual.Os custos crescentes. Da mesma forma que surgem diferenças na visualização das cores ao longo do dia (diferenças da luz do sol ao meio-dia e no crepúsculo). Sob uma luz branca. a aparência de um objeto é resultado da iluminação incidente sobre o mesmo. além de interpretações e comentários destinados a facilitar o seu entendimento. a maçã refletiria muito pouca luz parecendo totalmente negra. portanto. A combinação de duas cores primárias produz as cores secundárias . Podemos ver que a luz é composta por três cores primárias. o custo de kWh conservado. a maçã aparenta ser de cor vermelha pois ela tende a refletir a porção do vermelho do espectro de radiação absorvendo a luz nos outros comprimentos de onda. Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – PROCEL O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – PROCEL foi criado pela portaria Interministerial nº 1877. mas também com a luminosidade.margenta.SI. em 30/12/85. Primeiramente deve-se conhecer onde a energia elétrica esta sendo consumida em uma residência. Vejamos algumas delas: Fluxo Luminoso Fluxo Luminoso é a radiação total da fonte luminosa. as fontes de luz artificiais também apresentam diferentes resultados. 8.Na verdade. reproduzidas das normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas . aparentando ter uma luz mais “quente”. As três cores primárias dosadas em diferentes quantidades permite obtermos outras cores de luz. na tensão nominal de funcionamento. amarelo e cyan. Se utilizássemos um filtro para remover a porção do vermelho da fonte de luz. Elas possuem diferentes comprimentos e o olho humano é sensível a somente alguns. A combinação das cores vermelho. As lâmpadas incandescentes.ABNT. com o objetivo de otimizar o uso de energia elétrica. medida em lúmens. Luz é. conforto e segurança sejam afetados.2 Luminotécnica e Iluminação Conceitos sobre Grandezas Fotométricas O que é Luz ? Uma fonte de radiação emite ondas eletromagnéticas. Há uma tendência em pensarmos que os objetos já possuem cores definidas.1 Medidas de conservação de energia elétrica na residência Como e onde fazer Conservação de Energia Elétrica. sendo cerca de 6 vezes mais barato do que o kWh gerado. do Sistema Internacional . 8. tendem a reproduzir com maior fidelidade as cores vermelha e amarela do que as cores verde e azul. verde e azul permite obtermos o branco. A sensibilidade visual para a luz varia não só de acordo com o comprimento de onda da radiação. seguem-se as unidades de medida e símbolo gráfico do Quadro de Unidades de Medida. e acarreta uma conta menor de energia a ser paga pelo consumidor. sem que a produção. A cada definição. a otimização dos investimentos. por exemplo. pelos Ministérios das Minas e Energias e o da Industria e Comercio. e os grandes desperdícios fazem com que seja importante a conservação de energia elétrica.

Símbolo: I Unidade: candela (cd) A luz que uma lâmpada irradia. 63 . porém. relacionada à superfície a qual incide. Tal fato. a iluminância não será a mesma em todos os pontos da área em questão. Em outras palavras a equação que expressa esta grandeza é: Símbolo: E Unidade: lux (lx) Na prática. e pode ser medida com o auxílio de um luxímetro. razão pela qual é necessário medir o valor dos lúmens emitidos em cada direção. Como o fluxo luminoso não é distribuído uniformemente. o Fluxo Luminoso se distribuiria na forma de uma esfera. Existem normas especificando o valor mínimo de Em. denominada de Iluminamento ou Iluminância. indica o fluxo luminoso de uma fonte de luz que incide sobre uma superfície situada à uma certa distância desta fonte. é quase impossível de acontecer. Alguns dos exemplos mais importantes estão relacionados no anexo 1 (ABNT NBR 5523). Essa direção é representada por vetores. Expressa em lux (lx). é a quantidade de luz dentro de um ambiente. cujo comprimento indica a Intensidade Luminosa.Símbolo:  Unidade: lúmen (lm) Intensidade Luminosa Se a fonte luminosa irradiasse a luz uniformemente em todas as direções. Portanto é o Fluxo Luminoso irradiado na direção de um determinado ponto. define uma nova grandeza luminotécnica. Considerase por isso a iluminância média (Em). para ambientes diferenciados pela atividade exercida relacionados ao conforto visual.

A essa grandeza dá-se o nome de Eficiência Energética (antigo “Rendimento Luminoso”).Luminância Das grandezas mencionadas. Em outras palavras. os raios de luz não são vistos. em graus Eficiência Luminosa As lâmpadas se diferenciam entre si não só pelos diferentes Fluxos Luminosos que elas irradiam.em cd A = área projetada. isto é. é a Intensidade Luminosa que emana de uma superfície. pela sua superfície aparente. 64 . a menos que sejam refletidos em uma superfície e aí transmitam a sensação de claridade aos olhos. equação que permite sua determinação é: onde L = Luminância. Expressa o rendimento de uma lâmpada ou de um aparelho de iluminação. Essa sensação de claridade é chamada de Luminância. é necessário que se saiba quantos lúmens são gerados por watt absorvido. nenhuma é visível. mas também pelas diferentes potências que consomem. em cd/m² I = Intensidade Luminosa. É razão entre o fluxo luminoso (em lúmen) e a potencia elétrica absorvida (em watt). em m² a = ângulo considerado. Por conseguinte. Para poder compará-las.

A tabela abaixo mostra o comparativo entra alguns tipos de lâmpadas comerciais. alem de proporcionar excelente reprodução de cores e ter dimensões reduzidas. Dessa forma. é a menos eficiente dos tipos encontrados usualmente. de dois equipamentos auxiliares. seria relação da quantidade de água que sai de uma bomba ate um certa cota e a potencia elétrica necessária. mais econômico é o uso da fonte de luz. Tipos de lâmpadas usuais Incandescentes Operam através do aquecimento de um fio fino de tungstênio pela passagem de corrente elétrica. lavanderia e garagem. Uma lâmpada fluorescente tem uma vida media de ate 10000h. Em locais como cozinha. em compensação. Reator 65 . 100 e 150 watts. A tensão e a potencia das lâmpadas podem ser identificadas através do valor nominal e da potência de consumo. são de 40. 60. dependendo do fabricante. A vida media de uma lâmpada incandescente é de 1000h. é melhor utilizar lâmpadas fluorescentes que duram e iluminam mais que as incandescentes. o que permite ao filamento atingir temperaturas mais elevadas. Inicialmente tem-se um gasto maior. conforme a finalidade deverá ser aplicado o tipo de lâmpada adequado. portanto em suas extremidades eletrodos de tungstênio. Com relação a cor irradiada podem ser encontradas em diversas tonalidades. A Unidade de medida é lúmen por watt (lm/W). inscritas no bulbo de vidro que envolve o argônio e o tungstênio. As lâmpadas fluorescentes são usadas na iluminação geral e necessitam. nas diversas tensões. portanto. banheiro. sem diminuição da vida útil. As potenciais mais usadas das lâmpadas incandescentes para uso domestico. mas. São utilizadas na iluminação geral. dura dez vezes mais que a incandescente. não é necessário troca-la tantas vezes. Fluorescentes São lâmpadas que usam descargas elétricas através de gás. a lâmpada tem que ser usada na tensão certa. Consistem em um bulbo cilíndrico de vidro revestido de material fluorescente (cristais de fósforo). Embora seja a mais comum. para o seu funcionamento. Se você ligar uma lâmpada de tensão 115/120 volts em rede de 127 volts. ou seja. alem disso economiza energia elétrica e. As lâmpadas halógenas são lâmpadas incandescentes construídas num tubo de quartzo com vapor de metal halógeno no bulbo. reduz o valor da conta. Para que isso ocorra. resultando em maior eficiência luminosa maior do que das incandescentes comuns. a vida media da lâmpada cai para cerca de 350h. Fazendo uma analogia hidráulica.quanto maior a eficiência luminosa. contendo vapor de mercúrio a baixa pressão em seu interior e.

Usado para ligar e desligar os eletrodos (em caso de reatores de partida convencional). necessidade de 66 . Lâmpadas fluorescentes compactas As fluorescentes compactas possuem baixas potencias (5 a 13 watts. alta sem 780 interiores. substituindo com muita vantagem as lâmpadas incandescentes.Existem dois tipos: Convencional e o de Partida Rápida (não necessita de starter). Com comprimento variado de 104mm a 134mm. tem vasto campo de aplicação. substituem a lâmpada incandescente.9 75 980 13. Starter Usado para produzir a sobretensão necessária ao inicio da descarga e para limpar a corrente. mais comuns) e permitem o desenvolvimento de novas aplicações em luminária a serem utilizadas na iluminação. Algumas.5 600 48 60 780 13 13 17 900 52.8 9 12.8 7 10. com reator eletrônico. Sua vida útil é em torno de 8000h. elas são bem mais econômicas e sua utilização se justifica quando são usadas por mais de 3h por dia.5 400 38. Tipo de lâmpadas Incandescentes Potencia (watts) 40 60 Tabela de Características das Lâmpadas Fluxo Vida Vantagens Desvantagens Observações luminoso media (lumens) (h) 470 1000 Iluminação geral e Baixa eficiência Ligação imediata localizada de luminosa.1 40 470 11.4 25 220 8. Lâmpadas Fluorescentes Compactas Lâmpadas Incandescentes Potência da Potencia total Fluxo Eficiência Fluxo Eficiência Potencia lâmpada (incluindo reator) luminoso luminosa luminoso luminosa (watt) (watt) (watt) (lúmen) (lm/W) (lúmen) (lm/W) 5 8 250 29. Nota: existem lâmpadas fluorescentes compactas de diversas potencias tamanhos e tipos diferentes. A tabela a seguir mostra as características das fluorescentes quando comparadas as incandescentes.1 Apesar das lâmpadas fluorescentes compactas serem mais caras que as incandescentes. produção de calor.

use o valor de potencia da lâmpada imediatamente superior.50 10. copa e cozinha Quarto e varanda Banheiro cômodo (m2) Maior Até Incandescente Fluorescente Incandescente Fluorescente Incandescente Fluorescente que 6.5 a 5.00 14. Tabela Prática para escolha de Lâmpadas Potencia total das lâmpadas (Watts (W)) Área do Sala. do tamanho e do tipo do cômodo.5 100 20 67 .100 1480 150 2360 15 800 7500 Fluorescente 20 1060 comum 30 2075 Ótima eficiência Necessidade de 40 2775 10000 luminosa e baixo dispositivos Custo elevado de custo de auxiliares (reator 60 3850 instalação. 85 5900 relação as H. Exemplo: A área da varanda é de 12m2 (3m de largura e 4m de comprimento). Se as paredes forem escuras.00 200 80 150 60 150 60 20. a potencia da lâmpada. Para a escolha correta da iluminação. Boa vida de partida 5 250 media rápida) Fluorescente 7 400 8000 compacta 9 500 13 900 Obs.25 7. em Fluorescente mais starter ou 10000 funcionamento.50 12.00 150 40 100 40 100 40 12.00 16. tipos de lâmpadas. podendo mudar dependendo do fabricante.5 60 20 4.: a tabela acima apresenta valores médios.00 150 60 150 40 100 40 14.25 60 20 60 15 60 15 6. cores das paredes. a lâmpada incandescente indicada é de 100 watts ou lâmpada fluorescente de 40 watts. proceda da seguinte forma: Calcule a área do cômodo (comprimento multiplicado pela largura). Boa reprodução somente reator 110 8300 incandescentes.50 100 40 100 20 60 15 7. etc. Pela tabela. Verifique na tabela pratica a seguir.50 100 40 100 40 100 20 10.00 200 60 150 60 100 40 16.00 22.O. tipo de lustre ou globo. pisos e tetos. de cores.00 20.50 200 80 200 80 150 60 * Potencia da lâmpada sem reator Potencia total das lâmpadas (Watts (W)) Corredores e escadas (m) Incandescentes Fluorescentes Até 3 40 15 3 a 4. A Determinação da Iluminação Adequada A iluminação depende de vários fatores: A altura da luminária.

A seguir estão representados os principais problemas. assim o uso de lâmpadas de maior potencia e maior consumo de energia elétrica. Bulbo enegrecido Curta duração e quebra do filamento Luz muito intensa e curta duração Luz fraca e avermelhada Verifique as condições de ventilação do aparelho de iluminação Monte o lustre sobre suportes antivibratórios Substitua a lâmpada por uma de tensão compatível com a instalação elétrica Substitua a lâmpada por uma de tensão compatível com a instalação elétrica Problemas em lâmpadas fluorescentes Problemas Possíveis causas Recomendações Falha normal do fim da vida da Troque a lâmpada lâmpada Lâmpada que tremula Se a lâmpada é nova É provável que o fenômeno desapareça acendendo e apagando Se a lâmpada é relativamente nova pode ser que o starter esteja Troque o starter defeituoso Diminuição do fluxo Uso prolongado superior a duração Troque a lâmpada antes do seu termino luminoso media da lâmpada Eletrodos queimados ou interrompidos Troque a lâmpada Starter falho Troque-o A lâmpada não acende Assegure-se que a lâmpada esta Ligações incorretas devidamente assentada nos contatos Uso prolongado superior a duração Enegrecimento nas Troque a lâmpada media prevista para a lâmpada extremidades da lâmpada Reator e starter com defeito Providencie as trocas necessárias As extremidades da Reator defeituoso ou starter pode estar Providencie a troca necessária lâmpada ficam acesas em curto circuito Baixa tensão da instalação elétrica. possíveis causas e recomendações quanto a utilização das lâmpadas incandescentes e fluorescentes. ou Verifique se a tensão de reator esta Dificuldades para acender a baixa qualidade do reator. ocasionando problemas de visão ou provocando acidentes. Os tetos e as paredes internas devem ser pintados com cores claras. dentro da faixa de operação lâmpada Recorra a aparelhos que proporcionem Temperatura ambiente muita baixa proteção térmica 8. Bulbo enegrecido Recomendações Substitua a lâmpada Curta duração. para evitar. Problemas em lâmpadas incandescentes Possíveis causas Funcionamento da lâmpada por tempo superior a sua duração Funcionamento da lâmpada com temperaturas excessivamente elevadas A lâmpada esta exposta a vibrações ou batida A tensão da lâmpada é inferior a tensão da instalação elétrica A tensão da lâmpada é superior a tensão da instalação elétrica Problemas Sensível diminuição do fluxo luminoso emitido pela lâmpada.3 Recomendações Úteis para Utilização Adequada das Lâmpadas Uma instalação inadequada pode ser prejudicial. 68 .

Ela poderá oferecer maior conforto e economia. Uma lâmpada fluorescente compacta de 9W tem iluminação equivalente a uma incandescente de 60W e dura cerca de 8 vezes mais. Sempre que possível. Os locais onde estão instaladas as lâmpadas. Poe exemplo: um lustre de vidro claro (transparente) ilumina mais que um de vidro leitoso ou de cor. arandelas. Devem ser usados lustres ou globos de maior rendimento. Deve ser evitado acender lâmpadas durante o dia. a capacidade em litros (amanho). Onde for maior iluminação (para leitura. Por exemplo: uma lâmpada incandescente de 100W ilumina tanto quanto duas lâmpadas incandescentes de 60W cada. Assim. a seguir. etc. marca e o consumo médio de energia por mês (kWh/mês). A sujeira diminui o nível de iluminação. optando-se pelo de menor consumo de energia elétrica (número estampado em evidencia na etiqueta) e dentro das possibilidades financeiras do interessado. deve-se comparar os aparelhos de mesma faixa de volume. arandelas. as recomendações dadas. trabalhos manuais. iluminação localizada. A temperatura do congelador e o volume interno devem ser adequados as necessidades do consumidor.4 Geladeira ou Freezer A geladeira (ou refrigerador) é responsável por cerca de 30% do consumo de energia elétrica. etc.) devem ser utilizados abajures. para a seu aquisição e manuseio são muito importantes. lustres. modelo. substitua as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas. 2 ou 3 portas e freezer. Não devem ser deixadas lâmpadas acesas em 8. como globos. A seguir estão representadas tabelas com dados de geladeiras de 1 porta.cômodos desocupados. contendo. Sempre que for possível. Geladeira 1 porta 69 . devem ser usadas lâmpadas de maior potencia para a mesma quantidade de watts necessários. etc. devem ser sempre limpos. deixando que a luz natural ilumine o ambiente. pois estes aparelhos possuem o seu consumo sob controle governamental.. Para a decisão da aquisição. Aquisição Deve ser observada a etiqueta laranja fixada na parte frontal.. pois as lâmpadas serão ligadas quando realmente necessário. ou seja.

20 9.0 Fonte: PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica Geladeira 2/3 portas Capacidade interna (em litros) 230 250 253 254 270 Modelo RG2801 SL2285 RU-26 BRA-26 01310-D Marca Temperatura congelador (°C) Consumo de energia (kWh/mês) 36.20 6.80 8.0 286 SL2285 Steigleder -6.0 Tempo Capacidade Temperatura Congelamento máximo Consumo Tensão conservação de energia interna Modelo Marca congelador capacidade (volts) (em litros) (°C) (kg/24h) sem energia (kWh/mês) (horas) 306 BRF-30 Brastemp -18.Tensão (volts) Esmaltec -12.3 37. Westinghouse -18.50 86.80 92.0 50.7 392 RD-40 Cônsul -18.00 9. Westinghouse -18.0 307 01341-D Prosdócimo -12.50 75.0 220 Continental 290 RDC300 -12.7 327 RW33SL W.20 6.80 72.0 3.80 8.0 4.0 253 RU-26 Cônsul -12.6 28. Westinghouse -18.0 37.0 127 Continental 290 RDC300 -12.00 85.6 394 RG39SL Gelomatic -18.6 28.0 4. Westinghouse -18.80 12.8 392 RD-40 Cônsul -18.30 89.5 405 BRF-41 Brastemp -18.0 310 RU-31 Cônsul -12.9 31.0 Cônsul -12.80 12.6 405 BRF-41 Brastemp -18.00 85.0 Prosdócimo -12.0 4.00 9.80 9.20 9.8 415 RW41SF W.5 Fonte: PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica Congeladores Verticais – Freezer 70 .0 324 BRA-33 Brastemp -12.1 414 RW41SF W.0 4.0 Steigleder -6.5 44.0 254 BRA-26 Brastemp -12.0 4.20 77.0 4.0 270 01310-D Prosdócimo -12.4 36. Westinghouse -18.0 2001 294 BRA-30 Brastemp -12.7 37.60 95.5 394 RG39SL Gelomatic -18.0 4.0 4.7 306 BRF-30 Brastemp -18. Westinghouse -18.20 77.5 49.6 38.0 4.40 15.0 2001 294 BRA-30 Brastemp -12.20 70.60 90.80 9.0 4.5 327 RW33SL W.3 33.0 3.3 42.0 Brastemp -12.6 45.0 38.0 307 01341-D Prosdócimo -12.0 4.0 230 RG2801 Esmaltec -12.30 86.0 220 394 RW39SL W.0 127 394 RW39SL W.40 15.3 40.7 36.0 310 RU-31 Cônsul -12.20 70.7 38.0 4.

0 -20.00 -21.Tensão (volts) Capacidade interna (em litros) 172 172 180 210 210 210 230 248 248 248 254 265 274 277 172 172 180 210 210 210 230 248 248 248 254 265 274 277 Modelo 04180C 04180S VU-18 CW21SL 04220C 04220S VU-23 04260C 04260S CW25SL BCA-26 VFC-280 VU-28 VFC-300 04180C 04180S VU-18 CW21SL 04220C 04220S VU-23 04260C 04260S CW25SL BCA-26 VFC-280 VU-28 VFC-300 Marca Prosdócimo Prosdócimo Cônsul W.00 13.0 42.00 12.00 6.0 -20.00 7.70 11.0 53.0 -21.00 8.70 14.0 57.0 -20.0 11.0 -22.00 12.0 57.00 -22. 71 .0 -22.0 66.00 11. Westinghouse Prosdócimo Prosdócimo Cônsul Prosdócimo Prosdócimo W.0 52.0 57.00 7.64 13.00 13.00 11.0 50.0 50. Westinghouse Brastemp Continental 2001 Cônsul Continental 2001 Tempo Temperatura Capacidade máximo de do congelamento conservação congelador (kg/24h) sem energia (ºC) (horas) -22.0 11.70 9.00 7.0 -21.64 13.75 11.00 15.70 11.64 13.0 -18.0 -20. Westinghouse Brastemp Continental 2001 Cônsul Continental 2001 Prosdócimo Prosdócimo Cônsul W.0 53.00 11.0 -20.0 55.00 7.0 -21.75 11.0 55.00 11.00 7.0 127 220 Fonte: PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica Observação: se você não encontrar uma geladeira ou um freezer com os modelos acima mencionados.70 11.0 55.0 -20.0 -22.00 20. Westinghouse Prosdócimo Prosdócimo Cônsul Prosdócimo Prosdócimo W.00 11.00 7.00 6.70 11.0 47.00 21.0 41.0 11.0 57.0 66.0 -20.0 55.0 37.0 -20.0 -20.64 13.0 66.0 69.00 -20.70 14.64 12.0 -22.00 7.00 8.00 11.0 57.70 11.0 -20.0 -20.70 9.0 -22.00 6.00 6.0 -18.00 21.00 11.00 11.0 -22.70 11.00 Consumo de energia (kWh/mês) 57.0 -21.0 -21.00 15.0 66.00 7.00 20.00 9.64 12.0 57.0 46.0 11.00 9.0 53. procure os modelos com o selo de identificação e faça as comparações de capacidade em litros com o consumo de energia (kWh).0 38.

Chuveiro Elétrico Sua potencia varia de 2500 a 4400kW (normalmente). Instale-os em local bem arejado. o usuário deve seguir as seguintes recomendações: Leia o manual do fabricante. Antes de adquirir um aquecedor elétrico central. o chuveiro deve ser usado com a chave na posição “verão”. Assim como os refrigeradores/freezers. 8. Nos dias quentes. Cuidado com o vazamento de água quente. dependendo do modelo. as necessidades e ao tamanho de sua família. Os orifícios de saída de água devem ser limpos periodicamente. assim. A borracha de vedação deve funcionar adequadamente. como raios solares ou fogões. Torneira elétrica 72 . Evite colocar panos ou plásticos na parte traseira do refrigerador. desligue o aquecedor central. Consulte o fabricante. Coloque os líquidos em recipientes fechados. pois acarretara aumento de consumo. Consulte o manual do fabricante para saber a regulagem correta. O consumo de energia é de cerca de 30% menor com a chave nesta posição. Geralmente as carnes mais próximas do congelador e as verduras na parte de baixo. reduzindo. Isto pode representar mais de mil litros de água e dezenas de kWh por mês. realmente. A seguir as medidas de conservação de energia nos aparelhos normalmente utilizados para este fim. Evite colocar alimentos ainda quentes dentro deles para não exigir mais do motor. certifique-se que sua capacidade de corresponde.5 Aquecimento de Água Cerca de 20% do consumo de residência referem-se ao aquecimento de água. Não deve ser reaproveitada uma resistência “queimada”. seu tempo de funcionamento. tensão de 127V. afim de evitar fuga de ar frio. Banhos mais demorados são mais dispendiosos. No inverno regule o dial em posição mais baixa.8kWh e o máximo de 19. Coloque os alimentos de forma a facilitar ao máximo a circulação do ar. com boa ventilação e longe de qualquer fonte de calor. Aquecedor Central Elétrico de Água No verão. Degele o refrigerador seguindo as recomendações do fabricante.4kWh para cada banho de duração de 8 minutos. sempre aplicando isolamento em todas as canalizações para conservação da temperatura. Não os encostes às paredes ou moveis. regule o termostato do aquecedor para uma temperatura menor. com uma potencia de 4400W. O tempo de uso da água quente deve ser limitado ao mínimo. Não abra o refrigerador sem necessidade. O consumo médio mensal mínimo é de 13.Utilização Para um bom desempenho do refrigerador ou freezer. Em caso de viagem. Coloque os alimentos de acordo com a disposição recomendada pelo fabricante. A etiqueta acima apresenta os dados de um chuveiro elétrico. Não forre as prateleiras com plásticos. principalmente para o banho. Crie o habito de colocar ou retirar os alimentos de uma só vez. Cada tipo de chuveiro apresenta um consumo de energia em kWh de acordo com os seus valores de tensão e potencia. os chuveiros elétricos possuem uma etiqueta amarela mostrando o seu consumo. Instale o aquecedor central no local mais próximo dos pontos onde você ira utilizar a água quente. vidros ou qualquer outro material.

Aquecimento de Água Através de Energia Solar A utilização da energia solar. alem de poupar energia. o usuário não deve se esquecer de desligar o ferro. ou seja. já é quente. portanto deve ser usada racionalmente. deve ser evitado o seu uso. As portas e janelas devem ser mantidas bem fechadas. Sempre que houver necessidade de se interromper o serviço. o ambiente não deve ser refrigerado excessivamente. Devem ser passadas. No verão. a energia solar poderá ser uma boa opção. Com os ferros automáticos. 8. Os filtros devem ser limpos periodicamente. Filtros sujos impedem a circulação livre de ar e forçam o aparelho a trabalhar mais. Locais refrigerados ou aquecidos com temperaturas muito deferente da ambiente gastam muita energia e são prejudiciais à saúde. Evite o habito de dormir com o televisor ligado. Se a residência tiver aquecedor central elétrico de água.8 Condicionador de Ar O aparelho deve ser instalado em local com boa circulação de ar e abrigado da incidência de raios solares. 8. tem proporcionado economia significativa de energia elétrica.9 Máquina de Lavar Louça Deve ser utilizada sempre em sua capacidade máxima. 8. O condicionador de ar deve ser desligado sempre que o ambiente ficar vazio por tempo prolongado. regulando o termostato adequadamente. No verão. 8. evitando liga-la com pouca louça. para evitar a entrada de ar do ambiente externo. Não deixe o televisor ligado sem necessidade. pois. através de coletores solares para o aquecimento de água. várias vezes ao dia provoca um desperdício muito grande de energia elétrica.10 Máquina de Lavar Roupa 73 . toda de uma só vez. Para tanto.6 Televisor Os televisores modernos apresentam um consumo bem inferior aos antigos (a válvula). em geral.7 Ferro Elétrico O aquecimento do ferro elétrico.É um conforto que consome bastante energia. deve ser usada a temperatura indicada para cada tipo de tecido. deve-se acumular a maior quantidade possível de roupa. 8. ainda evitará o risco de provocar algum acidente grave. quase a mesma que um chuveiro elétrico comum. Por isso. primeiro as roupas que requeiram temperaturas mais baixas. Os filtros devem ser mantidos livres de resíduos. O detergente deve ser usado na quantidade indicada no manual do fabricante. existem diversas firmas especializadas e com experiência comprovada. quando a água. mantendo-se o mesmo conforto.

dos escritórios continuarem ligadas. Alem das luzes das resistências. A CEMIG acha importante você acompanhar o seu próprio consumo para saber controlá-lo. para se tirar o máximo proveito da máquina de lavar. 2º tipo: aquele que tem 4 ou 5 círculos com números.13 Leitura e Controle do Consumo de Eletricidade Como ler o medidor O leiturista da CEMIG passa em sua residência uma vês por mês e faz a leitura no medidor de energia elétrica. o que ira refletir na tarifa. A máquina deve ser sempre usada em sua capacidade máxima.12 Horário de Ponta ou de “Pico” No sistema elétrico. Existem dois tipos de relógio ou medidor. os números que aparecem no visor já indicam a leitura -16754. a quantidade (peso) máxima de roupa indicada pelo fabricante. máquina de lavar roupa. contribuindo para. No horário de ponta. subestações e redes de distribuição. o ponteiro existente dentro de cada circula indicam a leitura. para que não se tenha que repetir a operação “enxaguar”. e que as pessoas tomam banho e ligam a televisão. O bom desempenho de qualquer aparelho elétrico começa desde a compra. secadora. Por que ele é assim chamado? Porque é nesse período que aumenta o consumo de eletricidade. as industrias. que podem ser utilizados em um outro período do dia. Deve ter garantia e boa resistência oferecida pelos fabricantes. é o horário em que as luzes das casas e das ruas se acendem. conforme o manual do fabricante. que se reduzam os investimentos no sistema elétrico. sendo que cada circulo é semelhante a um relógio. 8. O filtro de ar deve ser limpo periodicamente. etc. Sempre que ocorre aumento de consumo as concessionárias são obrigadas a ampliar o sistema elétrico construindo novas usinas. de uma só vez. As instruções do manual do fabricante devem ser observadas. nos dias úteis é denominado horário de ponta ou de “pico”. O filtro da máquina deve ser limpo com freqüência. ou seja: Deve ter o tamanho adequado para as necessidades previstas. deve ser evitado o uso de determinados aparelhos. Deve ser observada a dosagem correta de sabão especificada pelo fabricante. Deve-se lavar. 1º tipo: aquele que funciona como um medidor de quilometragem de automóvel. o período compreendido entre 17 22 horas. os hospitais e o comercio continuarem funcionando.em economia de energia e de água. como chuveiro elétrico. Nesse caso. ferro elétrico. linhas de transmissão.. Nesse caso. Deve consumir menos energia para realizar o mesmo trabalho.11 Secadora de Roupa O tempo de funcionamento da secadora deve ser regulado de com a temperatura necessária à secagem dos diversos tipos de tecidos. Quando estão entre dois 74 . resultando 8. para que todos os consumidores continuem a desfrutar o conforto e a segurança oferecidos pela eletricidade. 8.

Ao trocar uma lâmpada não toque na parte metálica. garfos ou qualquer objeto de metal dentro de aparelhos elétricos ligados. 8. muito menos ponham os dedos nas tomadas. 75 . primeiro verifique a potencia em watts na placa de identificação do aparelho. desligue o disjuntor ou chave geral. dia. em seguida multiplique a potencia encontrada pelo número de horas em que o aparelho foi utilizado por mês. Nunca mexa no interior da televisão. mas vamos supor que você deseje saber quanto consumiu em determinada semana. 3 vezes por semana: 1. Anote. Nunca mexa em aparelhos elétricos com as mãos molhadas ou com os pés em lugares úmidos. Não coloque facas. Se você tiver crianças em casa. então. todo cuidado é pouco. a fim de obter o consumo mensal aproximado de sua residência.14 Dicas de Segurança Quando você for fazer algum reparo na instalação da sua casa. que é utilizado 1h por dia. os valores indicados da seguinte forma: 2ª feira: a leitura é 12197 Domingo: a leitura é 12219 A diferença entre estes valores multiplicada pela constante do medidor (normalmente igual a 1 – confira na sua conta) vai ser o equivalente ao seu consumo da semana. Não deixe que elas mexam em aparelhos elétricos ligados. bem como uma estimativa de consumo para um tempo de uso médio. Para isso. toque em fios e. desperdiçando energia e podendo causar curto circuitos. deve-se considerar sempre o número menor. Como estimar o consumo mensal de energia elétrica na sua residência O consumo mensal de sua residência pode ser estimado observando o tempo de uso dos eletrodomésticos e suas respectivas potências.números. A tabela abaixo fornece alguns exemplos de potencias encontradas nos principais eletrodomésticos. pois isto provoca aquecimento nos fios. através de “benjamins”. aplique a seguinte expressão: Exemplo: Um ferro elétrico de 1000W.000 Some os resultados encontrados para cada aparelho e lâmpadas. semana ou mês. Consumo = (12219 – 12197) x 1 = 22kWh (quilowatt-hora). Aparelhos Televisor Chuveiro elétrico Ferro elétrico Geladeira (1 porta) Potencia media (watts) 100 4400 1000 150 Tempo de uso 6 horas por dia 8 min/banho 5 banhos por dia 1 hora por dia 3 vezes por semana Uso contínuo Consumo mensal (kWh) 18 76 12 40 Para calcular o consumo de energia elétrica de cada eletrodoméstico.000W × 1h × 12 Dias (no mês) Consumo (kWh ) = = 12 kWh / mês 1. mesmo que ela esteja desligada. No exemplo a seguir o medidor marca 16754 Para Acompanhar o seu Consumo O seu consumo de energia elétrica pode ser verificado em qualquer período: por hora. Não ligue muitos aparelhos na mesma tomada. A leitura da CEMIG é mensal.

Bibliografia NBR 5410 para Projetos de Instalações Prediais NBR 5419 para ATERRAMENTO Normas das concessionárias fornecedoras de energia elétrica Normas específicas aplicáveis 76 .

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