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Prefeitura Municipal do Paulista do Estado de Pernambuco

PAULISTA-PE
Agente de Saúde Função: Maqueiro
Portaria nº 188/2018, de 27 de abril de 2018

MA073-2018
DADOS DA OBRA

Título da obra: Prefeitura Municipal do Paulista do Estado de Pernambuco

Cargo: Agente de Saúde Função: Maqueiro

(Baseado na Portaria nº 188/2018, de 27 de abril de 2018)

• Língua Portuguesa
• Raciocínio Lógico
• Conhecimentos do SUS
• Conhecimentos Específicos

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Diagramação/Editoração Eletrônica
Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Camila Lopes
Thais Regis

Produção Editoral
Suelen Domenica Pereira
Julia Antoneli

Capa
Joel Ferreira dos Santos
SUMÁRIO

Língua Portuguesa

Compreensão e interpretação de textos; ....................................................................................................................................................... 83


Tipologia Textual; ..................................................................................................................................................................................................... 85
Ortografia oficial;...................................................................................................................................................................................................... 44
Acentuação gráfica; ................................................................................................................................................................................................ 47
Emprego das classes de palavras; ..................................................................................................................................................................... 07
Emprego do sinal indicativo de crase; ............................................................................................................................................................. 71
Sintaxe da oração e do período; ....................................................................................................................................................................... 63
Pontuação; .................................................................................................................................................................................................................. 50
Concordância nominal e verbal;......................................................................................................................................................................... 52
Regência nominal e verbal; .................................................................................................................................................................................. 58
Significação das palavras; ..................................................................................................................................................................................... 76
Redação de correspondências oficiais............................................................................................................................................................. 91

Raciocínio Lógico
Lógica Dedutiva, Argumentativa e Quantitativa........................................................................................................................................... 09
Lógica matemática qualitativa, Sequências Lógicas envolvendo Números, Letras e Figuras. .................................................. 26
Geometria básica. .................................................................................................................................................................................................... 42
Álgebra básica e sistemas lineares. .................................................................................................................................................................. 01
Calendários................................................................................................................................................................................................................. 01
Numeração. ............................................................................................................................................................................................................... 01
Razões Especiais. ..................................................................................................................................................................................................... 01
Análise Combinatória e Probabilidade. ........................................................................................................................................................... 30
Progressões Aritmética e Geométrica. ............................................................................................................................................................ 42
Conjuntos; as relações de pertinência, inclusão e igualdade; operações entre conjuntos, união, interseção e
diferença. ..............................................................................................................................................................................01
Comparações.............................................................................................................................................................................................................. 01

Conhecimentos do SUS

Conhecimentos sobre o SUS - Legislação da Saúde: Constituição Federal de 1988 (Título VIII - capítulo II -
Seção II); .................................................................................................................................................................................. 01
Lei 8.080/90 ............................................................................................................................................................................................................... 02
Lei 8.142/90; .............................................................................................................................................................................................................. 11
Decreto No. 7508/2011 ......................................................................................................................................................................................... 12
Nova Política Nacional de Atenção Básica – Portaria 2436/2017. ........................................................................................................ 16
Redes de Atenção à Saúde e em especial Redes de Atenção Psico-Social (RAPS)......................................................................... 38
Redes de Atenção às Urgências e Emergências, ......................................................................................................................................... 41
Redes de Atenção às Doenças Crônicas. ........................................................................................................................................................ 47
Responsabilidades de cada esfera de governo na estrutura e funcionamento do SUS. ............................................................. 47
Controle social: conselhos e conferências de saúde. ................................................................................................................................ 47
Residências em Saúde no SUS. .......................................................................................................................................................................... 48
Políticas de Saúde; Modelos de atenção à saúde; ...................................................................................................................................... 48
Determinantes sociais da saúde; ....................................................................................................................................................................... 48
Noções de Epidemiologia e Vigilância à Saúde; ......................................................................................................................................... 49
Políticas e sistemas de saúde no Brasil: retrospectiva histórica; reforma sanitária; Programas e Políticas Nacionais de
saúde, especialmente Política de Atenção às Urgências e Emergências, .......................................................................................... 55
Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Nacional de Saúde Integral da População
Negra,..................................................................................................................................................................................................................59
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, ............................................................................................................ 60
Política Nacional de Educação Popular em Saúde; .................................................................................................................................... 69
Promoção da saúde e Educação em Saúde................................................................................................................................................... 71
SUMÁRIO

Conhecimentos Específicos

Técnicas de movimentação do paciente da maca para o leito e da cadeira de rodas para o leito. Técnicas de mobilização
e transporte de pacientes...................................................................................................................................................................................... 01
Relacionamento interpessoal com a equipe de trabalho, pacientes e seus familiares................................................................. 07
Ética profissional....................................................................................................................................................................................................... 13
Noções básicas de prevenção de infecções hospitalares......................................................................................................................... 15
Utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI)........................................................................................................................ 25
LÍNGUA PORTUGUESA

Letra e Fonema.......................................................................................................................................................................................................... 01
Estrutura das Palavras............................................................................................................................................................................................. 04
Classes de Palavras e suas Flexões..................................................................................................................................................................... 07
Ortografia.................................................................................................................................................................................................................... 44
Acentuação................................................................................................................................................................................................................. 47
Pontuação.................................................................................................................................................................................................................... 50
Concordância Verbal e Nominal......................................................................................................................................................................... 52
Regência Verbal e Nominal................................................................................................................................................................................... 58
Frase, oração e período.......................................................................................................................................................................................... 63
Sintaxe da Oração e do Período......................................................................................................................................................................... 63
Termos da Oração.................................................................................................................................................................................................... 63
Coordenação e Subordinação............................................................................................................................................................................. 63
Crase.............................................................................................................................................................................................................................. 71
Colocação Pronominal............................................................................................................................................................................................ 74
Significado das Palavras......................................................................................................................................................................................... 76
Interpretação Textual............................................................................................................................................................................................... 83
Tipologia Textual....................................................................................................................................................................................................... 85
Gêneros Textuais....................................................................................................................................................................................................... 86
Coesão e Coerência................................................................................................................................................................................................. 86
Reescrita de textos/Equivalência de Estruturas............................................................................................................................................. 88
Estrutura Textual........................................................................................................................................................................................................ 90
Redação Oficial.......................................................................................................................................................................................................... 91
Funções do “que” e do “se”................................................................................................................................................................................100
Variação Linguística...............................................................................................................................................................................................101
O processo de comunicação e as funções da linguagem......................................................................................................................103
LÍNGUA PORTUGUESA

PROF. ZENAIDE AUXILIADORA PACHEGAS BRANCO

Graduada pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Adamantina. Especialista pela Universidade Estadual Paulista
– Unesp

LETRA E FONEMA

A palavra fonologia é formada pelos elementos gregos fono (“som, voz”) e log, logia (“estudo”, “conhecimento”). Significa
literalmente “estudo dos sons” ou “estudo dos sons da voz”. Fonologia é a parte da gramática que estuda os sons da lín-
gua quanto à sua função no sistema de comunicação linguística, quanto à sua organização e classificação. Cuida, também,
de aspectos relacionados à divisão silábica, à ortografia, à acentuação, bem como da forma correta de pronunciar certas
palavras. Lembrando que, cada indivíduo tem uma maneira própria de realizar estes sons no ato da fala. Particularidades na
pronúncia de cada falante são estudadas pela Fonética.
Na língua falada, as palavras se constituem de fonemas; na língua escrita, as palavras são reproduzidas por meio de
símbolos gráficos, chamados de letras ou grafemas. Dá-se o nome de fonema ao menor elemento sonoro capaz de esta-
belecer uma distinção de significado entre as palavras. Observe, nos exemplos a seguir, os fonemas que marcam a distinção
entre os pares de palavras:
amor – ator / morro – corro / vento - cento

Cada segmento sonoro se refere a um dado da língua portuguesa que está em sua memória: a imagem acústica que
você - como falante de português - guarda de cada um deles. É essa imagem acústica que constitui o fonema. Este forma
os significantes dos signos linguísticos. Geralmente, aparece representado entre barras: /m/, /b/, /a/, /v/, etc.

Fonema e Letra
- O fonema não deve ser confundido com a letra. Esta é a representação gráfica do fonema. Na palavra sapo, por
exemplo, a letra “s” representa o fonema /s/ (lê-se sê); já na palavra brasa, a letra “s” representa o fonema /z/ (lê-se zê).
- Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por mais de uma letra do alfabeto. É o caso do fonema /z/, que
pode ser representado pelas letras z, s, x: zebra, casamento, exílio.

- Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais de um fonema. A letra “x”, por exemplo, pode representar:
- o fonema /sê/: texto
- o fonema /zê/: exibir
- o fonema /che/: enxame
- o grupo de sons /ks/: táxi

- O número de letras nem sempre coincide com o número de fonemas.


Tóxico = fonemas: /t/ó/k/s/i/c/o/ letras: t ó x i c o
1 2 3 4 5 6 7 12 3 45 6

Galho = fonemas: /g/a/lh/o/ letras: ga lho


1 2 3 4 12345

- As letras “m” e “n”, em determinadas palavras, não representam fonemas. Observe os exemplos: compra, conta. Nestas
palavras, “m” e “n” indicam a nasalização das vogais que as antecedem: /õ/. Veja ainda: nave: o /n/ é um fonema; dança: o
“n” não é um fonema; o fonema é /ã/, representado na escrita pelas letras “a” e “n”.

- A letra h, ao iniciar uma palavra, não representa fonema.


Hoje = fonemas: ho / j / e / letras: h o j e
1 2 3 1234

Classificação dos Fonemas


Os fonemas da língua portuguesa são classificados em:

1) Vogais
As vogais são os fonemas sonoros produzidos por uma corrente de ar que passa livremente pela boca. Em nossa língua,
desempenham o papel de núcleo das sílabas. Isso significa que em toda sílaba há, necessariamente, uma única vogal.

1
LÍNGUA PORTUGUESA

Na produção de vogais, a boca fica aberta ou entrea- 1) Ditongo


berta. As vogais podem ser:
É o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-
- Orais: quando o ar sai apenas pela boca: /a/, /e/, /i/, versa) numa mesma sílaba. Pode ser:
/o/, /u/. - Crescente: quando a semivogal vem antes da vogal:
sé-rie (i = semivogal, e = vogal)
- Nasais: quando o ar sai pela boca e pelas fossas na- - Decrescente: quando a vogal vem antes da semivo-
sais. gal: pai (a = vogal, i = semivogal)
/ã/: fã, canto, tampa - Oral: quando o ar sai apenas pela boca: pai
/ ẽ /: dente, tempero - Nasal: quando o ar sai pela boca e pelas fossas na-
/ ĩ/: lindo, mim sais: mãe
/õ/: bonde, tombo
/ ũ /: nunca, algum 2) Tritongo

- Átonas: pronunciadas com menor intensidade: até, É a sequência formada por uma semivogal, uma vo-
bola. gal e uma semivogal, sempre nesta ordem, numa só sílaba.
Pode ser oral ou nasal: Paraguai - Tritongo oral, quão - Tri-
- Tônicas: pronunciadas com maior intensidade: até, tongo nasal.
bola.
3) Hiato
Quanto ao timbre, as vogais podem ser:
- Abertas: pé, lata, pó É a sequência de duas vogais numa mesma palavra que
- Fechadas: mês, luta, amor pertencem a sílabas diferentes, uma vez que nunca há mais
- Reduzidas - Aparecem quase sempre no final das pa- de uma vogal numa mesma sílaba: saída (sa-í-da), poesia
lavras: dedo (“dedu”), ave (“avi”), gente (“genti”). (po-e-si-a).

2) Semivogais Encontros Consonantais

Os fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são vogais. O agrupamento de duas ou mais consoantes, sem vo-
Aparecem apoiados em uma vogal, formando com ela uma gal intermediária, recebe o nome de encontro consonantal.
só emissão de voz (uma sílaba). Neste caso, estes fonemas Existem basicamente dois tipos:
são chamados de semivogais. A diferença fundamental en- 1-) os que resultam do contato consoante + “l” ou “r”
tre vogais e semivogais está no fato de que estas não de- e ocorrem numa mesma sílaba, como em: pe-dra, pla-no,
sempenham o papel de núcleo silábico. a-tle-ta, cri-se.
Observe a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: 2-) os que resultam do contato de duas consoantes
pa - pai. Na última sílaba, o fonema vocálico que se destaca pertencentes a sílabas diferentes: por-ta, rit-mo, lis-ta.
é o “a”. Ele é a vogal. O outro fonema vocálico “i” não é tão Há ainda grupos consonantais que surgem no início
forte quanto ele. É a semivogal. Outros exemplos: saudade, dos vocábulos; são, por isso, inseparáveis: pneu, gno-mo,
história, série. psi-có-lo-go.

3) Consoantes Dígrafos

Para a produção das consoantes, a corrente de ar expi- De maneira geral, cada fonema é representado, na es-
rada pelos pulmões encontra obstáculos ao passar pela ca- crita, por apenas uma letra: lixo - Possui quatro fonemas e
vidade bucal, fazendo com que as consoantes sejam verda- quatro letras.
deiros “ruídos”, incapazes de atuar como núcleos silábicos.
Seu nome provém justamente desse fato, pois, em portu- Há, no entanto, fonemas que são representados, na es-
guês, sempre consoam (“soam com”) as vogais. Exemplos: crita, por duas letras: bicho - Possui quatro fonemas e cinco
/b/, /t/, /d/, /v/, /l/, /m/, etc. letras.

Encontros Vocálicos Na palavra acima, para representar o fonema /xe/ fo-


ram utilizadas duas letras: o “c” e o “h”.
Os encontros vocálicos são agrupamentos de vogais e Assim, o dígrafo ocorre quando duas letras são usadas
semivogais, sem consoantes intermediárias. É importante para representar um único fonema (di = dois + grafo = le-
reconhecê-los para dividir corretamente os vocábulos em tra). Em nossa língua, há um número razoável de dígrafos
sílabas. Existem três tipos de encontros: o ditongo, o triton- que convém conhecer. Podemos agrupá-los em dois tipos:
go e o hiato. consonantais e vocálicos.

2
RACIOCÍNIO LÓGICO

1 Conceitos básicos de raciocínio lógico: proposições; valores lógicos das proposições; sentenças abertas; número de
linhas da tabela verdade; conectivos; proposições simples; proposições compostas. 2 Tautologia....................................... 01
Lógica de argumentação....................................................................................................................................................................................... 09
Diagramas lógicos e lógica de primeira ordem............................................................................................................................................ 13
Equivalências.............................................................................................................................................................................................................. 19
Leis de demorgan..................................................................................................................................................................................................... 23
Sequëncia lógica....................................................................................................................................................................................................... 26
Princípios de contagem e probabilidade........................................................................................................................................................ 30
Operações com conjunto...................................................................................................................................................................................... 37
Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais............................................................................ 42
Porcentagem.............................................................................................................................................................................................................. 63
RACIOCÍNIO LÓGICO

PROF. EVELISE LEIKO UYEDA AKASHI Vamos ver alguns princípios da lógica:
Especialista em Lean Manufacturing pela Pontifícia
Universidade Católica- PUC Engenheira de Alimentos pela
I. Princípio da não Contradição: uma proposição não
Universidade Estadual de Maringá – UEM. Graduanda em
pode ser verdadeira “e” falsa ao mesmo tempo.
Matemática pelo Claretiano.
II. Princípio do Terceiro Excluído: toda proposição
“ou” é verdadeira “ou” é falsa, isto é, verifica-se
sempre um desses casos e nunca um terceiro caso.
1 CONCEITOS BÁSICOS DE RACIOCÍNIO
LÓGICO: PROPOSIÇÕES; VALORES LÓ- Valor Lógico das Proposições
GICOS DAS PROPOSIÇÕES; Definição: Chama-se valor lógico de uma proposição a
SENTENÇAS ABERTAS; NÚMERO DE verdade, se a proposição é verdadeira (V), e a falsidade, se
LINHAS DA TABELA VERDADE; CONECTIVOS; a proposição é falsa (F).
PROPOSIÇÕES SIMPLES; PROPOSIÇÕES
COMPOSTAS. 2 TAUTOLOGIA. Exemplo
p: Thiago é nutricionista.
V(p)= V essa é a simbologia para indicar que o valor
lógico de p é verdadeira, ou
Proposição V(p)= F
Definição: Todo o conjunto de palavras ou símbolos
que exprimem um pensamento de sentido completo. Basicamente, ao invés de falarmos, é verdadeiro ou fal-
so, devemos falar tem o valor lógico verdadeiro, tem valor
Nossa professora, bela definição! lógico falso.
Não entendi nada!
Classificação
Vamos pensar que para ser proposição a frase tem que
fazer sentido, mas não só sentido no nosso dia a dia, mas Proposição simples: não contém nenhuma outra pro-
também no sentido lógico. posição como parte integrante de si mesma. São geral-
Para uma melhor definição dentro da lógica, para ser mente designadas pelas letras latinas minúsculas p,q,r,s...
proposição, temos que conseguir julgar se a frase é verda- E depois da letra colocamos “:”
deira ou falsa.
Exemplo:
Exemplos: p: Marcelo é engenheiro
(A) A Terra é azul. q: Ricardo é estudante
Conseguimos falar se é verdadeiro ou falso? Então é
uma proposição. Proposição composta: combinação de duas ou mais
(B) >2 proposições. Geralmente designadas pelas letras maiúscu-
las P, Q, R, S,...
Como ≈1,41, então a proposição tem valor lógico
falso. Exemplo:
P: Marcelo é engenheiro e Ricardo é estudante.
Todas elas exprimem um fato. Q: Marcelo é engenheiro ou Ricardo é estudante.

Agora, vamos pensar em uma outra frase: Se quisermos indicar quais proposições simples fazem
O dobro de 1 é 2? parte da proposição composta:
Sim, correto?
Correto. Mas é uma proposição? P(p,q)
Não! Porque sentenças interrogativas, não podemos
declarar se é falso ou verdadeiro. Se pensarmos em gramática, teremos uma proposição
composta quando tiver mais de um verbo e proposição
Bruno, vá estudar. simples, quando tiver apenas 1. Mas, lembrando que para
É uma declaração imperativa, e da mesma forma, não ser proposição, temos que conseguir definir o valor lógico.
conseguimos definir se é verdadeiro ou falso, portanto, não
é proposição. Conectivos
Agora vamos entrar no assunto mais interessante: o
Passei! que liga as proposições.
Ahh isso é muito bom, mas infelizmente, não podemos Antes, estávamos vendo mais a teoria, a partir dos co-
de qualquer forma definir se é verdadeiro ou falso, porque nectivos vem a parte prática.
é uma sentença exclamativa.

1
RACIOCÍNIO LÓGICO

Definição - Disjunção Exclusiva


Palavras que se usam para formar novas proposições,
a partir de outras. Extensa: Ou...ou...
Símbolo: ∨
Vamos pensar assim: conectivos? Conectam alguma
coisa? p: Vitor gosta de estudar.
Sim, vão conectar as proposições, mas cada conetivo q: Vitor gosta de trabalhar
terá um nome, vamos ver?
p∨q Ou Vitor gosta de estudar ou Vitor gosta de tra-
-Negação
balhar.

-Condicional
Extenso: Se...,então..., É necessário que, Condição ne-
Exemplo cessária
p: Lívia é estudante. Símbolo: →
~p: Lívia não é estudante.
Exemplos
q: Pedro é loiro. p→q: Se chove, então faz frio.
¬q: É falso que Pedro é loiro. p→q: É suficiente que chova para que faça frio.
p→q: Chover é condição suficiente para fazer frio.
r: Érica lê muitos livros. p→q: É necessário que faça frio para que chova.
~r: Não é verdade que Érica lê muitos livros. p→q: Fazer frio é condição necessária para chover.

s: Cecilia é dentista. -Bicondicional


¬s: É mentira que Cecilia é dentista. Extenso: se, e somente se, ...
Símbolo:↔
-Conjunção
p: Lucas vai ao cinema
q: Danilo vai ao cinema.

p↔q: Lucas vai ao cinema se, e somente se, Danilo vai


ao cinema.
Nossa, são muitas formas de se escrever com a con-
junção. Referências
Não precisa decorar todos, alguns são mais usuais: “e”, ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica mate-
“mas”, “porém” mática – São Paulo: Nobel – 2002.

Exemplos
p: Vinícius é professor.
q: Camila é médica. Questões
p∧q: Vinícius é professor e Camila é médica.
p∧q: Vinícius é professor, mas Camila é médica. 01. (IFBAIANO – Assistente em Administração –
p∧q: Vinícius é professor, porém Camila é médica. FCM/2017) Considere que os valores lógicos de p e q são
V e F, respectivamente, e avalie as proposições abaixo.
- Disjunção I- p → ~(p ∨ ~q) é verdadeiro
II- ~p → ~p ∧ q é verdadeiro
III- p → q é falso
IV- ~(~p ∨ q) → p ∧ ~q é falso
p: Vitor gosta de estudar.
q: Vitor gosta de trabalhar Está correto apenas o que se afirma em:

p∨q: Vitor gosta de estudar ou Vitor gosta de traba- (A) I e III.


lhar. (B) I, II e III.
(C) I e IV.
(D) II e III.
(E) III e IV.

2
CONHECIMENTOS DO SUS

Conhecimentos sobre o SUS - Legislação da Saúde: Constituição Federal de 1988 (Título VIII - capítulo II -
Seção II); .................................................................................................................................................................................. 01
Lei 8.080/90 ............................................................................................................................................................................................................... 02
Lei 8.142/90; .............................................................................................................................................................................................................. 11
Decreto No. 7508/2011 ......................................................................................................................................................................................... 12
Nova Política Nacional de Atenção Básica – Portaria 2436/2017. ........................................................................................................ 16
Redes de Atenção à Saúde e em especial Redes de Atenção Psico-Social (RAPS)......................................................................... 38
Redes de Atenção às Urgências e Emergências, ......................................................................................................................................... 41
Redes de Atenção às Doenças Crônicas. ........................................................................................................................................................ 47
Responsabilidades de cada esfera de governo na estrutura e funcionamento do SUS. ............................................................. 47
Controle social: conselhos e conferências de saúde. ................................................................................................................................ 47
Residências em Saúde no SUS. .......................................................................................................................................................................... 48
Políticas de Saúde; Modelos de atenção à saúde; ...................................................................................................................................... 48
Determinantes sociais da saúde; ....................................................................................................................................................................... 48
Noções de Epidemiologia e Vigilância à Saúde; ......................................................................................................................................... 49
Políticas e sistemas de saúde no Brasil: retrospectiva histórica; reforma sanitária; Programas e Políticas Nacionais de
saúde, especialmente Política de Atenção às Urgências e Emergências, .......................................................................................... 55
Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Nacional de Saúde Integral da População
Negra,..................................................................................................................................................................................................................59
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, ............................................................................................................ 60
Política Nacional de Educação Popular em Saúde; .................................................................................................................................... 69
Promoção da saúde e Educação em Saúde................................................................................................................................................... 71
CONHECIMENTOS DO SUS

II – os critérios de rateio dos recursos da União vincu-


lados à saúde destinados aos Estados, ao Distrito Federal e
CONHECIMENTOS SOBRE O SUS - LEGISLAÇÃO aos Municípios, e dos Estados destinados a seus respecti-
DA SAÚDE: CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 vos Municípios, objetivando a progressiva redução das dis-
(TÍTULO VIII - CAPÍTULO II - SEÇÃO II); paridades regionais; (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 29, de 2000)
III – as normas de fiscalização, avaliação e controle das
Seção II despesas com saúde nas esferas federal, estadual, distrital
DA SAÚDE e municipal; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 29,
de 2000)
Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, IV - (revogado).   (Redação dada pela Emenda Consti-
garantido mediante políticas sociais e econômicas que vi- tucional nº 86, de 2015)
sem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao § 4º Os gestores locais do sistema único de saúde po-
acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua derão admitir agentes comunitários de saúde e agentes de
promoção, proteção e recuperação. combate às endemias por meio de processo seletivo públi-
Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de co, de acordo com a natureza e complexidade de suas atri-
saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, buições e requisitos específicos para sua atuação. .(Incluído
sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo pela Emenda Constitucional nº 51, de 2006)
sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros § 5º Lei federal disporá sobre o regime jurídico, o piso
e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado. salarial profissional nacional, as diretrizes para os Planos
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram de Carreira e a regulamentação das atividades de agente
uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um comunitário de saúde e agente de combate às endemias,
sistema único, organizado de acordo com as seguintes di- competindo à União, nos termos da lei, prestar assistência
retrizes: financeira complementar aos Estados, ao Distrito Federal e
I - descentralização, com direção única em cada esfera aos Municípios, para o cumprimento do referido piso sala-
de governo; rial. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 63, de
II - atendimento integral, com prioridade para as ativi- 2010) Regulamento
dades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; § 6º Além das hipóteses previstas no § 1º do art. 41
III - participação da comunidade.
e no § 4º do art. 169 da Constituição Federal, o servidor
§ 1º O sistema único de saúde será financiado, nos ter-
que exerça funções equivalentes às de agente comunitário
mos do art. 195, com recursos do orçamento da seguridade
de saúde ou de agente de combate às endemias poderá
social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Muni-
perder o cargo em caso de descumprimento dos requisitos
cípios, além de outras fontes. (Parágrafo único renumerado
específicos, fixados em lei, para o seu exercício.  (Incluído
para § 1º pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)
pela Emenda Constitucional nº 51, de 2006)
§ 2º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municí-
pios aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa priva-
saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percen- da.
tuais calculados sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional § 1º As instituições privadas poderão participar de for-
nº 29, de 2000) ma complementar do sistema único de saúde, segundo
I - no caso da União, a receita corrente líquida do res- diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou
pectivo exercício financeiro, não podendo ser inferior a 15% convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as
(quinze por cento);  (Redação dada pela Emenda Constitu- sem fins lucrativos.
cional nº 86, de 2015) § 2º É vedada a destinação de recursos públicos para
II – no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lu-
da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos crativos.
recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea a, § 3º - É vedada a participação direta ou indireta de em-
e inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos presas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no
respectivos Municípios; (Incluído pela Emenda Constitucio- País, salvo nos casos previstos em lei.
nal nº 29, de 2000) § 4º A lei disporá sobre as condições e os requisitos
III – no caso dos Municípios e do Distrito Federal, o pro- que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e substâncias
duto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento,
e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, bem como a coleta, processamento e transfusão de sangue
alínea b e § 3º.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 29, e seus derivados, sendo vedado todo tipo de comerciali-
de 2000) zação.
§ 3º Lei complementar, que será reavaliada pelo menos a Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de
cada cinco anos, estabelecerá:(Incluído pela Emenda Consti- outras atribuições, nos termos da lei:
tucional nº 29, de 2000) I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e
I - os percentuais de que tratam os incisos II e III do § substâncias de interesse para a saúde e participar da pro-
2º;  (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 86, de dução de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos,
2015) hemoderivados e outros insumos;

1
CONHECIMENTOS DO SUS

II - executar as ações de vigilância sanitária e epide- Art. 3o  Os níveis de saúde expressam a organização so-
miológica, bem como as de saúde do trabalhador; cial e econômica do País, tendo a saúde como determinan-
III - ordenar a formação de recursos humanos na área tes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a mora-
de saúde; dia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a
IV - participar da formulação da política e da execução renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e
das ações de saneamento básico; o acesso aos bens e serviços essenciais. 
V - incrementar, em sua área de atuação, o desenvol- Parágrafo único. Dizem respeito também à saúde as
vimento científico e tecnológico e a inovação;      (Redação ações que, por força do disposto no artigo anterior, se des-
dada pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015) tinam a garantir às pessoas e à coletividade condições de
VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido bem-estar físico, mental e social.
o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e SAÚDE = direito de todos e dever do Estado – o aces-
águas para consumo humano; so é universal e igualitário – tem um aspecto preventivo
consistente em redução de riscos – não se opera de forma
VII - participar do controle e fiscalização da produção,
isolada, envolvendo o acesso aos diversos serviços sociais.
transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos
psicoativos, tóxicos e radioativos;
VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele
TÍTULO II
compreendido o do trabalho. DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
DISPOSIÇÃO PRELIMINAR

Art. 4º O conjunto de ações e serviços de saúde, pres-


LEI 8.080/90 tados por órgãos e instituições públicas federais, esta-
duais e municipais, da Administração direta e indireta e
das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o
Sistema Único de Saúde (SUS).
LEI Nº 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990 § 1º Estão incluídas no disposto neste artigo as institui-
ções públicas federais, estaduais e municipais de controle
Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção de qualidade, pesquisa e produção de insumos, medica-
e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento mentos, inclusive de sangue e hemoderivados, e de equi-
dos serviços correspondentes e dá outras providências. pamentos para saúde.
O papel da Lei nº 8.080/1990 é regular o direito à saú- § 2º A iniciativa privada poderá participar do Sistema
de, constitucionalmente garantindo, prevendo a organiza- Único de Saúde (SUS), em caráter complementar.
ção e o funcionamento do Sistema Único de Saúde – SUS. SUS = Formado por instituições públicas (administra-
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Con- ção direta e indireta) das três esferas de federação.
gresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: Iniciativa privada – caráter complementar – atua na
falta de instituição pública com capacidade para atender
DISPOSIÇÃO PRELIMINAR demanda total, mediante convênios.

Art. 1º Esta lei regula, em todo o território nacional, as CAPÍTULO I


ações e serviços de saúde, executados isolada ou conjun- Dos Objetivos e Atribuições
tamente, em caráter permanente ou eventual, por pessoas
Art. 5º São objetivos do Sistema Único de Saúde SUS:
naturais ou jurídicas de direito Público ou privado.
I - a identificação e divulgação dos fatores condicio-
nantes e determinantes da saúde;
TÍTULO I
II - a formulação de política de saúde destinada a pro-
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
mover, nos campos econômico e social, a observância do
disposto no § 1º do art. 2º desta lei;
Art. 2º A saúde é um direito fundamental do ser huma- III - a assistência às pessoas por intermédio de ações
no, devendo o Estado prover as condições indispensáveis de promoção, proteção e recuperação da saúde, com a rea-
ao seu pleno exercício. lização integrada das ações assistenciais e das atividades
§ 1º O dever do Estado de garantir a saúde consiste na preventivas.
formulação e execução de políticas econômicas e sociais Art. 6º Estão incluídas ainda no campo de atuação do
que visem à redução de riscos de doenças e de outros Sistema Único de Saúde (SUS):
agravos e no estabelecimento de condições que assegu- I - a execução de ações:
rem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços a) de vigilância sanitária;
para a sua promoção, proteção e recuperação. b) de vigilância epidemiológica;
§ 2º O dever do Estado não exclui o das pessoas, da fa- c) de saúde do trabalhador; e
mília, das empresas e da sociedade. d) de assistência terapêutica integral, inclusive farma-
cêutica;

2
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Agente de Saúde Função: Maqueiro
Técnicas de movimentação do paciente da maca para o leito e da cadeira de rodas para o leito. Técnicas de mobilização
e transporte de pacientes...................................................................................................................................................................................... 01
Relacionamento interpessoal com a equipe de trabalho, pacientes e seus familiares................................................................. 07
Ética profissional....................................................................................................................................................................................................... 13
Noções básicas de prevenção de infecções hospitalares......................................................................................................................... 15
Utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI)........................................................................................................................ 25
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Agente de Saúde Função: Maqueiro
Também é importante, para um planejamento cuidadoso
do procedimento, uma explicação, ao paciente, do modo
TÉCNICAS DE MOVIMENTAÇÃO DO PACIENTE como se pretende movê-lo, como pode cooperar, para
DA MACA PARA O LEITO E DA CADEIRA onde será encaminhado e qual o motivo da locomoção.
DE RODAS PARAO LEITO. TÉCNICAS DE Vale a pena salientar que o cliente deve ser orientado a
MOBILIZAÇÃO E TRANSPORTE DE PACIENTES. ajudar, sempre que for possível, que não deve ser mudado
rapidamente de posição e tem que estar usando chinelos
ou sapatos com sola antiderrapante. Outro ponto muito
importante é que a movimentação e o transporte de obe-
1 INTRODUÇÃO sos precisam ser minuciosamente avaliados e planejados,
Grande parte das agressões à coluna vertebral em tra- usando-se, sempre que possível, auxílios mecânicos.
balhadores da saúde estão relacionadas a condições ergo- 2.2 Preparo do ambiente e dos equipamentos
nômicas inadequadas de mobiliários, posto de trabalho e Considerando-se que determinados aspectos ergonô-
equipamentos utilizados nas atividades cotidianas, sendo micos do posto de trabalho podem prejudicar atividades
as dores nas costas causadas por traumas crônicos repetiti- ocupacionais, tais como os procedimentos relacionados
vos, que envolvem muitos outros fatores, além da manipu- com movimentação e transporte 5,8,16,19 abordam-se,
lação de pacientes 2,3,4,15,23. Dessa forma, as recomendações nessa parte, os principais cuidados que necessitam ser ob-
sobre um aspecto relevante do problema das algias verte- servados:Verificar se o espaço físico é adequado para não
brais, que é a prevenção, têm caminhado em direção a uma restringir os movimentos
abordagem ergonômica. • Examinar o local e remover os obstáculos
A literatura tem sugerido a administração de cursos • Observar a disposição do mobiliário
sobre movimentação e transporte de pacientes como uma • Obter condições seguras com relação ao piso
das estratégias mais importantes para reduzir a incidência • Colocar o suporte de soro ao lado da cama, quando
de problemas na coluna vertebral entre os trabalhadores necessário
da saúde14,21,24 autilização de equipamentos especiais e au- • Elevar ou abaixar a altura da cama, para ficar no mes-
xílios mecânicos também tem sido indicada para prevenir mo nível da maca
as dores nas costas9,26. Atualmente sabe-se que para resol- • Travar as rodas da cama, maca e cadeira de rodas ou
ver tais problemas é necessário um amplo estudo do am- solicitar auxílio adicional
biente, dos equipamentos e dos indivíduos, baseando-se • Adaptar a altura da cama ao trabalhador e ao tipo de
num enfoque ergonômico 11,18,20,23   Assim, as habilidades procedimento que será realizado
em movimentação de pacientes devem ser complemen- Devem-se, também, utilizar equipamentos auxiliares e
tadas com o estabelecimento de práticas seguras de tra- adaptar as condições do ambiente a cada paciente em par-
balho dentro de uma estrutura ergonômica, usando-se, ticular. Neste caso, pode ser necessário:
sempre que possível, materiais e equipamentos auxiliares. • Colocar barras de apoio em banheiros
O presente trabalho tem por objetivo discutir e descrever • Elevar a altura do vaso sanitário ( compensadores de
as técnicas de movimentação e transferência de pacientes altura para vasos convencionais )
dentro de uma estrutura ergonômica e com a utilização de • Utilizar cadeira de rodas própria para banho ou hi-
materiais auxiliares que precisam urgentemente ser imple- giene 
mentados na realidade brasileira. 2.3 Preparo da equipe
  Existem algumas orientações, especificamente relacio-
2 MOVIMENTAÇÃO E TRANSPORTE DE PACIENTES nadas com os princípios básicos de mecânica corporal, que
Os procedimentos que envolvem a movimentação e o devem ser utilizadas pelo pessoal de enfermagem durante
transporte de pacientes são considerados os mais peno- a manipulação de pacientes6,10,11,12,16
sos e perigosos para os trabalhadores da saúde. Estudio- • Deixar os pés afastados e totalmente apoiados no
sos da questão defendem que o ensino desses procedi- chão
mentos deve ser complementado com uma avaliação do • Trabalhar com segurança e com calma
local de trabalho e com alternativas para torná-los menos • Manter as costaseretas
prejudiciais16,18,23 Um cuidadoso planejamento, antes de se • Usar o peso corporal como um contrapeso ao do pa-
iniciarem esses procedimentos, é essencial e imprescindí- ciente
vel. Dentro deste contexto, desenvolveram-se orientações • Flexionar os joelhos em vez de curvar a coluna
básicas e procedimentos que tiveram um suporte teórico • Abaixar a cabeceira da cama ao mover um paciente
na literatura internacional16,17,22,23. para cima
Considerando-se tais aspectos, dividiu-se esta fase em • Utilizar movimentos sincrônicos
cinco partes: • Trabalhar o mais próximo possível do corpo do clien-
2.1 Avaliação das condições e preparo do cliente te, que deverá ser erguido ou movido
Inicialmente, deve-se fazer uma avaliação das condi- • Usar uniforme que permita liberdade de movimentos
ções físicas da pessoa que será movimentada, de sua ca- e sapatos apropriados
pacidade de colaborar, bem como a observação da pre- • Realizar a manipulação de pacientes com a ajuda de,
sença de soros, sondas e outros equipamentos instalados. pelo menos, duas pessoas

1
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Agente de Saúde Função: Maqueiro
2.4 Movimentação de clientes no leito • As duas pessoas devem ficar do mesmo lado da cama,
Lembrar que o paciente deve ser estimulado a movi- de frente para o paciente
mentar-se de uma forma independente, sempre que não • Permanecer com uma das pernas em frente da outra,
existir contra-indicações nesse sentido. Outro ponto que com os joelhos e quadris fletidos, trazendo os braços ao
não pode ser esquecido é procurar ter à disposição camas nível da cama:
e colchões apropriados, dependendo das condições e ne- • a primeira pessoa coloca um dos braços sob a cabeça
cessidades do cliente. O ideal são camas com altura regu- e, o outro, na região lombar
lável, que possam ser ajustadas, dependendo do procedi- • a segunda pessoa coloca um dos braços também sob
mento que será realizado7,16. a região lombar e, o outro, na região posterior da coxa
Durante a movimentação, deve-se, sempre que possí- • Trazer o paciente, de um modo coordenado, para este
vel, utilizar elementos auxiliares, tais como: barra tipo tra- lado da cama
pézio no leito, plástico antiderrapante para os pés, plástico Se for necessário mover o paciente sem ajuda, deve-se
facilitador de movimentos, entre outros. fazê-lo em etapas, utilizando-se o peso do corpo como um
Neste tópico serão apresentados separa-damente os contrapeso e plásticos facilitadores de movimentos.
principais motivos que levam os trabalhadores de saúde a 2.4.3 Colocar o cliente em decúbito lateral
movimentar os clientes no leito: Quando o paciente não é obeso, podem-se seguir as
2.4.1 Colocar ou retirar comadres seguintes fases (Figura 3):
Quando o paciente pode auxiliar, deve-se utilizar o tra-  
pézio, no leito, e solicitar que eleve o quadril, evitando-se
assim, a necessidade de erguê-lo (Figura 1):
 

 
2.4.2 Trazer o cliente para um dos lados da cama
Lembrar que a movimentação no leito deve ser reali-
zada, preferencialmente, por duas pessoas, seguindo-se os
seguintes passos (Figura 2):  
  • Permanecer do lado para o qual você vai virar a pes-
soa
• Cruzar seu braço e sua perna no sentido em que ele
vai ser virado, flexionando o joelho. Observar o posiciona-
mento do outro braço
• Fazer o paciente virar a cabeça em sua direção
• Rolar a pessoa gentilmente, utilizando seu ombro e
joelho como alavancas
Uma outra forma de realizar esse procedimento é
usando-se plásticos deslizantes e resistentes, da seguinte
forma (Figura 4):