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INTRODUÇÃO

“Na natureza nada se cria, nada se perde,


tudo se transforma”.
Antoine de Lavoisier

Transferência de elementos químicos entre os seres vivos


e o ambiente.

Ciclo da Água
Ciclo do Oxigênio
Ciclo do Carbono
Ciclo do Nitrogênio
Todos esses elementos são absorvidos pelos
organismos, voltam ao ambiente e se tornam
novamente disponíveis para outros organismos.

Absorção Retorno do Elemento


pelos elemento ao disponível para
organismos ambiente outro organismo

Essa “ciclagem” dos elementos, envolvendo os


organismos e o ambiente, ocorre através de
CICLOS BIOGEOQUÍMICOS
Bio = organismos vivos e geo = Terra
CICLOS BIOGEOQUÍMICOS
Um ciclo biogeoquímico é o percurso realizado, no
ambiente, por um determinado elemento químico que é
essencial à vida. Desta forma, esses ciclos promovem a
circulação de tais elementos na biosfera em caminhos
característicos.

ELEMENTO
NO ORGANISMO
AMBIENTE

Movimento circular => Ciclagem de


nutrientes
CICLO DA ÁGUA (ciclo hidrológico)
Troca contínua de água entre a atmosfera, solo, águas
superficiais, águas subterrâneas e seres vivos.
Influência direta nas condições climáticas do planeta.

Transferência da água
Evaporação – dos corpos de água para atmosfera.
Evapotranspiração – dos seres vivos para a atmosfera.
Precipitação – da atmosfera para corpos de água e solo.
Escoamento – da superfície do solo para corpos de água.
Infiltração – da superfície do solo para camadas mais
profundas do solo.
Pequeno ciclo : quando o percurso da H2O só ocorre no
ambiente.
Grande ciclo : quando o percurso da H2O passa pelos
seres vivos do meio.
CICLO DO CARBONO
Carbono - essencial aos seres vivos para síntese de matéria
orgânica (carboidratos, proteínas, ácidos nucléicos, lipídios).

fixação do
Fotossíntese
carbono

Respiração
liberação do
Combustão carbono

Decomposição
CICLO BIOLÓGICO DO CARBONO
Nesse ciclo existem 3 estoque de carbono: o
terrestre, a atmosfera e os oceanos.
A fotossíntese e a respiração são os dois processos
opostos que governam o ciclo global do carbono.

Fotossíntese =
absorve CO2

Respiração =
libera CO2
CO2
Fotossíntese atmosférico

respiração
Matéria combustão
Orgânica decomposição
CO2 e EFEITO ESTUFA

O acúmulo de CO2 na
atmosfera aumenta a
retenção de calor
próximo a superfície
terrestre (alterações
climáticas).

Causas principais:

Atividade industrial.

Queima de combustíveis fósseis.

Queimadas e desmatamentos de áreas florestais.


CICLO GEOLÓGICO DO CARBONO
Mais de 99% do carbono terrestre está contido na
litosfera, sendo a maioria carbono inorgânico,
armazenado em rochas sedimentares como as rochas
calcárias. O carbono orgânico contido na litosfera
está armazenado em depósitos de combustíveis
fósseis.
CICLO DO OXIGÊNIO

Receptor final de íons hidrogênio


(respiração celular).
Oxigênio
Liberado a partir da fotólise da H2O
(fotossíntese).

Respir. celular 10NADH2 + 2FADH2 + 6O2 34ATP + 12H2O


(cadeia respir.)

luz
Fotossíntese 2H2O 4H+ + O2 + e-
(fotólise da H2O)
O2
atmosf
fotossíntese

respiração

H 2O

Ciclo do oxigênio
CICLO DO NITROGÊNIO
Nitrogênio - constituição de aminoácidos (proteínas) e de
nucleotídeos (ácidos nucléicos).

OBSERVAÇÕES

Constitui cerca de 78% da composição atmosférica.

Plantas e animais não utilizam diretamente o nitrogênio da


atmosfera.

As reações de fixação e transformação do nitrogênio são


realizadas por bactérias presente no solo.
ETAPAS DO CICLO DO NITROGÊNIO

Fixação biológica
Rhizobium
N2 NH3

Nitrosação
Nitrosomonas
NH3 NO2-

Nitração
-
Nitrobacter
NO2 NO3-

Desnitrificação
-
Pseudomonas
NO3 N2
Fixação biológica N2
atmosférico

Fixação física
desnitrificação

NH3 NO2- NO3- plantas animais


amônia nitrito nitrato

amonificação
(decomposição e excreção)
Etapas – Fixação
Como os organismos (plantas e animais) não são
capazes de absorver o nitrogênio diretamente da
atmosfera (N2), o aproveitamento do N2 só é
possível através da fixação biológica, onde o
nitrogênio é transformado em amônia (NH3).
Somente alguns microrganismos terrestres
(bactérias - Azobacter, cianobactérias e fungos)
podem fixar o N2 e as bactérias (Rhizobium) que
vivem nas raízes de angiospermas (feijão, soja,
ervilha, amendoim e vagem) fazem uma simbiose
transmitindo o nitrogênio para a cadeia
alimentar.
Além da fixação biológica, pode ocorrer também a
fixação atmosférica, que ocorre através dos raios e
relâmpagos, cuja elevada energia separa as
moléculas de nitrogênio e permite que os seus
átomos se liguem com moléculas de oxigênio
existentes no ar formando monóxido de nitrogênio
(NO). Este é posteriormente dissolvido na água da
chuva e depositado no solo.
Relâmpagos
N2
N-N
Atmosfera
Se dissolve na Reage com o
água da chuva e
é depositado no
NO oxigênio da
atmosfera
solo
Etapa – Nitrificação
Após a fixação, determinadas bactérias realizam a
nitrificação - transformação de NH3 (amônia) em
nitritos (NO2) (nitrosação - Nitrosomonas) e
nitritos em nitrato (NO3)(nitratação - Nitrobacter).
Etapa – Assimilação
O nitrato formado pelo processo de nitrificação é absorvido
pelas plantas para produzir proteínas e ácidos nucléicos.
Através da mineralização (ou decomposição) a matéria
orgânica morta é transformada no íon de amônio (NH4+) e
amônia (NH3) por intermédio de bactérias e alguns fungos.
Etapa – Desnitrificação
Para que o nitrogênio retorne ao ambiente são necessários
os processos de decomposição e de desnitrificação. As
bactérias (Pseudomonas) e fungos presentes no solo
decompõem aminoácidos e ácidos nucléicos de organismos
mortos transformando-os
em amônia.

As bactérias desnitrificantes
liberam o nitrogênio da amônia,
dos nitritos e dos nitratos,
devolvendo-o para a atmosfera.
O ciclo do nitrogênio em lagos

Resíduos
Água evaporada
orgânicos
LEGUMINOSAS (feijão, soja, ervilha...)

Possuem bactérias fixadoras de N2 em


associação mutualística nas suas raízes.
O cultivo dessas plantas repõe nitrogênio
no solo (adubação verde).

Rotação de culturas Consorciação de culturas


Benefícios da parceria entre bactérias e
leguminosas
A parceria entre plantas superiores e microrganismos é
benéfica para ambos. A planta age como hospedeiro e
fornece uma “residência segura” (os nódulos das raízes ou a
uma cavidade na folha) e protege os microrganismos do
excesso de oxigênio (que inibe a fixação de N2) e os supre
com energia de alta qualidade. Em troca, a planta obtém o
suprimento de nitrogênio fixado disponível para ser
assimilado.
CICLO DO FÓSFORO
O fósforo também é um nutriente importante para
todos seres vivos. Faz parte, por exemplo, do DNA e
RNA e das moléculas energéticas, o ATP.

Em certos aspectos, o ciclo do fósforo é mais simples


do que os ciclos do carbono e do nitrogênio, pois
ocorre em menor número de formas químicas. Outra
razão para a simplicidade do ciclo do fósforo é a
existência de apenas um composto de fósforo
realmente importante para os seres vivos: o íon
fosfato (PO4).
As plantas obtêm fósforo do ambiente absorvendo os
fosfatos dissolvidos na água e no solo. Os animais obtêm
fosfato na água e nos alimentos. Esse fosfato teve origem
pela decomposição das rochas.
A decomposição da matéria orgânica devolve o fósforo ao
solo e à água.
Parte do fosfato é arrastado pelas chuvas para os lagos e mares,
onde passa por processos de sedimentação e se incorpora às
rochas. Nesse caso, o fósforo só retornará aos ecossistemas bem
mais tarde, com a elevação do leito no mar ou o rebaixamento do
nível das águas. Na superfície, essas rochas serão decompostas e
transformadas em solo e o fosfato estará disponível.
CICLO DO ENXOFRE
O enxofre é importante para a formação das proteínas.
Três processos biogeoquímicos naturais liberam enxofre
para a atmosfera: formação de borrifos do mar, respiração
anaeróbica por bactérias redutoras de sulfato e atividade
vulcânica.
O enxofre apresenta um ciclo com dois reservatórios: um
maior, nos sedimentos da crosta terrestre e outro,
“menor”, na atmosfera.
Nos sedimentos, o enxofre permanece armazenado
na forma de sulfato, que fica dissolvido na água do
solo e assume a forma iônica de sulfato (SO4--),
sendo assim, facilmente absorvido pelas raízes dos
vegetais.

Na atmosfera, o enxofre existe combinado com o


oxigênio formando o SO2 (dióxido de enxofre –
cerca de 75%). Outra parcela está na forma de
anidrido sulfídrico (SO3). O gás sulfídrico (H2S) -
característico pelo seu cheiro de “ovo podre” – tem
vida curta na atmosfera, apenas de algumas horas,
sendo logo transformado em SO2.
Esses óxidos de enxofre (SO2 e SO3) incorporam-se ao
solo com as chuvas, sendo então transformado em
íons de sulfato (SO4--).
O único retorno natural do enxofre para a atmosfera
é através da ação de decompositores que produzem
o gás sulfídrico.
CICLO DO ENXOFRE