Você está na página 1de 133

EVASÃO NO ENSINO À DISTÂNCIA: FORMAÇÃO CONTINUADA

DOS AGENTES DE SEGURANÇA PÚBLICA

VALTER JOAQUIM DOS SANTOS

Dedico este estudo para Lauryvania de


Souza Pinto, que vem demonstrando em
todo o momento que um homem somente
alcança o sucesso quando ao seu lado
possui uma mulher de valor moral. Para
você, minha amiga e companheira de todas
as horas, resta-me render homenagens
como forma de reconhecimento de seu
carinho e compreensão em todos os
momentos.
Santos, Valter Joaquim.
S237e Evasão no Ensino à Distãncia: formação continuada dos
agentes de segurança pública / Valter Joaquim Santos –
Cáceres [MT]: Editora Unemat, 2007.
120p.

1. Evasão. 2. Ensino à Distância. 3. Agentes de Segurança


Pública. I. Autor. II. Título.

ISBN-978-85-89898-73-7 CDU 37:004,78(817.2)

2
AGRADECIMENTOS

O sentimento de gratidão que brota d’alma dos seres humanos evidencia que
somos filhos de Deus e a ele devemos reconhecimento e fé. Por isso, agradeço a Deus
por todas as vitórias que tive na vida.
Agradeço aos meus filhos Herman Ralf Dunck Santos, Maria Clara Dunck
Santos, Luis Eduardo Ramalho Gerino Santos pela inspiração e perseverança para
seguir adiante nos estudos e também aos meus filhinhos André Lucas de Souza Pinto
Santos e João Pedro de Souza Pinto Santos pelos ensinamentos que somente a
inocência das crianças pode repassar.
Para minha amiga e sogra Maria José de Souza Pinto, agradeço a compreensão
e o carinho dispensados, especialmente nos momentos de dificuldades.
Ao meu professor orientador Dr. Simeon Hugo Ferreira Gonzalez, agradeço a
confiança e a atenção nos momentos de dúvidas.

A educação a distância — EaD, como modalidade educacional


alternativa para transmitir informações e instruções aos alunos por
meio do correio e receber destes as respostas às lições propostas,
tornou a educação convencional acessível às pessoas residentes em
áreas isoladas ou àqueles que não tinham condições de cursar o ensino
regular no período apropriado. A associação de tecnologias
tradicionais de comunicação como o rádio e a televisão como meio de
emissão rápida de informações e os materiais impressos enviados via
correios trouxeram um novo impulso à EaD, favorecendo a
disseminação e a democratização do acesso à educação em diferentes
níveis, permitindo atender grande massa de alunos. [...]”

(Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida)

3
TEXTO DA CONTRA CAPA

A busca pela qualificação profissional a partir da educação fez com que as pessoas
buscassem novas formas de aprimoramento educacional, assim, o ensino à distância
passou a fazer parte de um contexto social, em que o uso da tecnologia permite
substituir a necessidade presencial para o aprimoramento cultural. Neste sentido, o
presente estudo buscou discutir o ensino à distância avaliando seus benefícios para o
aprimoramento profissional dos indivíduos e, ao mesmo tempo, analisando os índices
de evasão dos agentes de segurança pública. O estudo foi desenvolvido a partir de
uma pesquisa descritiva com metodologia de estudo de caso, em que foram
pesquisados 125 (cento e vinte e cinco) agentes de segurança pública de
Rondonópolis-MT de diferentes instituições como: IML (Instituto Médico Legal),
Criminalística, Delegacia de Defesa da Mulher, Posto de Identificação, Delegacia
Vila Operária, CISC (Centro Integrado de Segurança e Cidadania), Presídio da Mata
Grande, PM (Polícia Militar) e Cadeia Pública. Ao desenvolver a pesquisa e coletar
os dados chegou-se a conclusões que são apresentadas nesta obra.

4
LISTA DE TABELAS

APRESENTAÇÃO....................................................................................................................16
CAPÍTULO I.............................................................................................................................20
PROBLEMÁTICA DA INVESTIGAÇÃO E OS ASPECTOS NORTEADORES DA
PESQUISA................................................................................................................................20
O Problema...............................................................................................................................20
Análise e interpretação de dados...............................................................................................24
CAPÍTULO II............................................................................................................................25
2.1 Iniciação do Processo Educacional no Brasil.....................................................................25
2.2 O Processo de Aprendizagem.............................................................................................29
2.3 Organização do Processo Educacional................................................................................31
2.4 Introdução das Universidades no Brasil.............................................................................33
2.5 A Importância da Comunicação e da Tecnologia da Informação para a Educação............37
2.6 Histórico da Educação à Distância......................................................................................41
2.7 Importância do Sistema Educacional à Distância................................................................42
2.8 Análise da preparação profissional dos professores que trabalham em Educação à
Distância....................................................................................................................................46
2.9 Fatores que influenciam no desempenho dos alunos virtuais.............................................51
2.10 Tendências do Sistema Educacional à Distância..............................................................54
CAPÍTULO III..........................................................................................................................57
SENASP/SEAT-SEJUSP/MT....................................................................................................57
3.1 Definições, Metodologias e Objetivos ..............................................................................57
Figura 1: Página inicial do curso...............................................................................................60
Figura 2: Página cursos evadidos..............................................................................................60
Figura 3: Página cursos concluídos...........................................................................................61
CAPÍTULO IV..........................................................................................................................62
MARCO ANALÍTICO..............................................................................................................62
4.1 Análise dos Dados...............................................................................................................62
TABELA 1: Matrículas, aprovação e evasão do curso SENASP/SEAT – Brasil, Mato Grosso e
Rondonópolis.............................................................................................................................62
GRÁFICO 1: Índice de evasão em nível de Brasil, Mato Grosso e Rondonópolis-MT...........63
TABELA 2: Instituição......................................................................................................64
GRÁFICO 2: Instituição...........................................................................................64
TABELA 3: Carga horária de trabalho semanal.....................................................................65
GRÁFICO 3: Carga horária de trabalho semanal.....................................................66
TABELA 4: Motivo da inscrição...............................................................................................67
GRÁFICO 4: Motivo da inscrição...........................................................................67
TABELA 5: Possui curso de informática básica?..............................................................68
GRÁFICO 5: Possui curso de informática básica?..................................................69
TABELA 6: Possui computador com acesso à Internet em casa?.....................................69

5
GRÁFICO 6: Possui computador com acesso à Internet em casa?...........................................70
TABELA 7: Sabe utilizar o computador?............................................................................71
GRÁFICO 7: Sabe utilizar o computador?...............................................................................71
TABELA 8: Conhece ou sabe utilizar de maneira básica os recursos?.....................................72
GRÁFICO 8: Conhece ou sabe utilizar de maneira básica os recursos?...................................73
TABELA 9: Freqüência com que usa a Internet........................................................................73
GRÁFICO 9: Freqüência com que usa a Internet...................................................74
TABELA 10: Participação em cursos à distância anterior ao curso da SENASP/SEAT...........74
GRÁFICO 10: Participação em cursos à distância anterior ao curso da
SENASP/SEAT..........................................................................................................................75
TABELA 11: Para que usa a Internet?..................................................................................76
GRÁFICO 11: Para que usa a Internet?..................................................................76
TABELA 12: Qual a freqüência que acessa o site do curso?.............................................77
GRÁFICO 12: Qual a freqüência que acessa o site do curso?..................................................78
TABELA 13: Período da semana que acessava o curso.......................................................78
GRÁFICO 13: Período da semana que acessava o curso..........................................................79
TABELA 14: Período do dia que acessava o curso................................................................80
...............................................................................................................................80
GRÁFICO 14: Período do dia que acessava o curso............................................80
TABELA 15: A interação provida foi suficiente.......................................................................81
GRÁFICO 15: A interação provida foi suficiente...................................................82
TABELA 16: Vontade de interagir com os colegas...................................................................83
GRÁFICO 16: Vontade de interagir com os colegas.................................................................83
TABELA 17: Qual o meio de interação foi o favorito?........................................................84
GRÁFICO 17: Qual o meio de interação foi o favorito?..........................................................84
TABELA 18: Problemas durante o curso..................................................................................85
GRÁFICO 18: Problemas durante o curso..............................................................86
TABELA 19: Dificuldades em usar os recursos da Internet.....................................................86
GRÁFICO 19: Dificuldades em usar os recursos da Internet...................................................87
TABELA 20: Acesso às páginas do curso.................................................................................88
GRÁFICO 20: Acesso às páginas do curso.............................................................88
TABELA 20: Acesso às páginas do curso.................................................................................89
GRÁFICO 20: Acesso às páginas do curso.............................................................89
TABELA 21: A interface do curso foi.......................................................................................90
GRÁFICO 21: A interface do curso foi.....................................................................................91
TABELA 22: Classifica a interface do curso como:..................................................................92
GRÁFICO 22: Classifica a interface do curso como................................................................92
TABELA 23: Navegação pelas páginas....................................................................................93
GRÁFICO 23: Navegação pelas páginas..................................................................................93
TABELA 24: Não houve satisfação no nível de interação com os outros alunos.....................94
GRÁFICO 24: Não houve satisfação no nível de interação com os outros alunos...................95
TABELA 25: O modo como o curso foi desenvolvido foi........................................................95
GRÁFICO 25: O modo como o curso foi desenvolvido foi......................................................96
TABELA 26: A carga horária do trabalho foi bem distribuída?................................................96
GRÁFICO 26: A carga horária do trabalho foi bem distribuída?..............................................97
TABELA 27: Tempo destinado a cada módulo.........................................................................98
GRÁFICO 27: Tempo destinado a cada módulo.......................................................................98
TABELA 28: Mudanças sugeridas para o curso........................................................................99
GRÁFICO 28: Mudanças sugeridas para o curso.....................................................................99

6
TABELA 29: Faria outro curso neste formato pela SENASP/SEAT......................................100
GRÁFICO 29: Faria outro curso neste formato pela SENASP/SEAT....................................100
TABELA 30: Considera mais fácil aprender os assuntos relacionados com o tema do curso de
modo tradicional (presencial)..................................................................................................101
GRÁFICO 30: Considera mais fácil aprender os assuntos relacionados com o tema do curso
de modo tradicional (presencial).............................................................................................102
TABELA 31: O material didático disponibilizado pelo curso foi suficiente para a realização
das atividades do curso?..........................................................................................................102
GRÁFICO 31: O material didático disponibilizado pelo curso foi suficiente para a realização
das atividades do curso?..........................................................................................................103
TABELA 32: Conseguia realizar as atividades no tempo estipulado pela tutoria?.................103
GRÁFICO 32: Conseguia realizar as atividades no tempo estipulado pela tutoria?...............104
TABELA 33: Pela experiência as atividades do curso foram adequadas e suficientes?.........105
GRÁFICO 33: Pela experiência as atividades do curso foram adequadas e suficientes?.......105
TABELA 34: Nota ao conteúdo do curso...........................................................................106
GRÁFICO 34: Nota ao conteúdo do curso............................................................106
TABELA 35: Nota para o seu desempenho.........................................................................107
GRÁFICO 35: Nota para o seu desempenho.........................................................108
TABELA 36: Suas dúvidas foram rapidamente respondidas pela tutoria?.......................108
GRÁFICO 36: Suas dúvidas foram rapidamente respondidas pela tutoria?...........................109
TABELA 37: O suporte técnico oferecido pela SENASP/SEAT foi suficiente para sanar as
dúvidas?...................................................................................................................................110
GRÁFICO 37: O suporte técnico oferecido pela SENASP/SEAT foi suficiente para sanar as
dúvidas?...................................................................................................................................110
TABELA 38: Você teve/não teve problemas em acessar o site do curso?..........................111
GRÁFICO 38: Você teve/não teve problemas em acessar o site do curso?..........111
TABELA 39: O site do curso estava sempre acessível quando precisava acessá-lo..........112
GRÁFICO 39: O site do curso estava sempre acessível quando precisava acessá-lo.......112
TABELA 40: Você tem dificuldades em localizar informações sobre como utilizar o
ambiente e desenvolver as atividades do curso?......................................................................113
GRÁFICO 40: Você tem dificuldades em localizar informações sobre como utilizar o
ambiente e desenvolver as atividades do curso?......................................................................114
TABELA 41: Qual nota daria para o suporte técnico?............................................................114
GRÁFICO41: Qual nota daria para o suporte técnico?...........................................................115
TABELA 42: Todos os questionamentos enviados para a tutoria do curso foram respondidos?
.................................................................................................................................................115
GRÁFICO42: Todos os questionamentos enviados para a tutoria do curso foram respondidos?
.................................................................................................................................................116
TABELA 43: A tutoria lhe pareceu presente quando necessitou dela?....................................116
GRÁFICO 43: A tutoria lhe pareceu presente quando necessitou dela?.................................117
Tabela 44: Motivos da desistência do curso............................................................................130
Gráfico 44: Motivos da desistência do curso..........................................................................131
CONCLUSÕES.......................................................................................................................133
RECOMENDAÇÕES..............................................................................................................135
................................................................................................................................................136
REFERÊNCIAS......................................................................................................................136
APÊNDICE – INSTRUMENTO PARA COLETA DE DADOS............................................140
LISTA DE FIGURAS

7
APRESENTAÇÃO....................................................................................................................16
CAPÍTULO I.............................................................................................................................20
PROBLEMÁTICA DA INVESTIGAÇÃO E OS ASPECTOS NORTEADORES DA
PESQUISA................................................................................................................................20
O Problema...............................................................................................................................20
Análise e interpretação de dados...............................................................................................24
CAPÍTULO II............................................................................................................................25
2.1 Iniciação do Processo Educacional no Brasil.....................................................................25
2.2 O Processo de Aprendizagem.............................................................................................29
2.3 Organização do Processo Educacional................................................................................31
2.4 Introdução das Universidades no Brasil.............................................................................33
2.5 A Importância da Comunicação e da Tecnologia da Informação para a Educação............37
2.6 Histórico da Educação à Distância......................................................................................41
2.7 Importância do Sistema Educacional à Distância................................................................42
2.8 Análise da preparação profissional dos professores que trabalham em Educação à
Distância....................................................................................................................................46
2.9 Fatores que influenciam no desempenho dos alunos virtuais.............................................51
2.10 Tendências do Sistema Educacional à Distância..............................................................54
CAPÍTULO III..........................................................................................................................57
SENASP/SEAT-SEJUSP/MT....................................................................................................57
3.1 Definições, Metodologias e Objetivos ..............................................................................57
Figura 1: Página inicial do curso...............................................................................................60
Figura 2: Página cursos evadidos..............................................................................................60
Figura 3: Página cursos concluídos...........................................................................................61
CAPÍTULO IV..........................................................................................................................62
MARCO ANALÍTICO..............................................................................................................62
4.1 Análise dos Dados...............................................................................................................62
TABELA 1: Matrículas, aprovação e evasão do curso SENASP/SEAT – Brasil, Mato Grosso e
Rondonópolis.............................................................................................................................62
GRÁFICO 1: Índice de evasão em nível de Brasil, Mato Grosso e Rondonópolis-MT...........63
TABELA 2: Instituição......................................................................................................64
GRÁFICO 2: Instituição...........................................................................................64
TABELA 3: Carga horária de trabalho semanal.....................................................................65
GRÁFICO 3: Carga horária de trabalho semanal.....................................................66
TABELA 4: Motivo da inscrição...............................................................................................67
GRÁFICO 4: Motivo da inscrição...........................................................................67
TABELA 5: Possui curso de informática básica?..............................................................68
GRÁFICO 5: Possui curso de informática básica?..................................................69
TABELA 6: Possui computador com acesso à Internet em casa?.....................................69
GRÁFICO 6: Possui computador com acesso à Internet em casa?...........................................70
TABELA 7: Sabe utilizar o computador?............................................................................71
GRÁFICO 7: Sabe utilizar o computador?...............................................................................71
TABELA 8: Conhece ou sabe utilizar de maneira básica os recursos?.....................................72
GRÁFICO 8: Conhece ou sabe utilizar de maneira básica os recursos?...................................73
TABELA 9: Freqüência com que usa a Internet........................................................................73
GRÁFICO 9: Freqüência com que usa a Internet...................................................74
TABELA 10: Participação em cursos à distância anterior ao curso da SENASP/SEAT...........74
GRÁFICO 10: Participação em cursos à distância anterior ao curso da
SENASP/SEAT..........................................................................................................................75

8
TABELA 11: Para que usa a Internet?..................................................................................76
GRÁFICO 11: Para que usa a Internet?..................................................................76
TABELA 12: Qual a freqüência que acessa o site do curso?.............................................77
GRÁFICO 12: Qual a freqüência que acessa o site do curso?..................................................78
TABELA 13: Período da semana que acessava o curso.......................................................78
GRÁFICO 13: Período da semana que acessava o curso..........................................................79
TABELA 14: Período do dia que acessava o curso................................................................80
...............................................................................................................................80
GRÁFICO 14: Período do dia que acessava o curso............................................80
TABELA 15: A interação provida foi suficiente.......................................................................81
GRÁFICO 15: A interação provida foi suficiente...................................................82
TABELA 16: Vontade de interagir com os colegas...................................................................83
GRÁFICO 16: Vontade de interagir com os colegas.................................................................83
TABELA 17: Qual o meio de interação foi o favorito?........................................................84
GRÁFICO 17: Qual o meio de interação foi o favorito?..........................................................84
TABELA 18: Problemas durante o curso..................................................................................85
GRÁFICO 18: Problemas durante o curso..............................................................86
TABELA 19: Dificuldades em usar os recursos da Internet.....................................................86
GRÁFICO 19: Dificuldades em usar os recursos da Internet...................................................87
TABELA 20: Acesso às páginas do curso.................................................................................88
GRÁFICO 20: Acesso às páginas do curso.............................................................88
TABELA 20: Acesso às páginas do curso.................................................................................89
GRÁFICO 20: Acesso às páginas do curso.............................................................89
TABELA 21: A interface do curso foi.......................................................................................90
GRÁFICO 21: A interface do curso foi.....................................................................................91
TABELA 22: Classifica a interface do curso como:..................................................................92
GRÁFICO 22: Classifica a interface do curso como................................................................92
TABELA 23: Navegação pelas páginas....................................................................................93
GRÁFICO 23: Navegação pelas páginas..................................................................................93
TABELA 24: Não houve satisfação no nível de interação com os outros alunos.....................94
GRÁFICO 24: Não houve satisfação no nível de interação com os outros alunos...................95
TABELA 25: O modo como o curso foi desenvolvido foi........................................................95
GRÁFICO 25: O modo como o curso foi desenvolvido foi......................................................96
TABELA 26: A carga horária do trabalho foi bem distribuída?................................................96
GRÁFICO 26: A carga horária do trabalho foi bem distribuída?..............................................97
TABELA 27: Tempo destinado a cada módulo.........................................................................98
GRÁFICO 27: Tempo destinado a cada módulo.......................................................................98
TABELA 28: Mudanças sugeridas para o curso........................................................................99
GRÁFICO 28: Mudanças sugeridas para o curso.....................................................................99
TABELA 29: Faria outro curso neste formato pela SENASP/SEAT......................................100
GRÁFICO 29: Faria outro curso neste formato pela SENASP/SEAT....................................100
TABELA 30: Considera mais fácil aprender os assuntos relacionados com o tema do curso de
modo tradicional (presencial)..................................................................................................101
GRÁFICO 30: Considera mais fácil aprender os assuntos relacionados com o tema do curso
de modo tradicional (presencial).............................................................................................102
TABELA 31: O material didático disponibilizado pelo curso foi suficiente para a realização
das atividades do curso?..........................................................................................................102
GRÁFICO 31: O material didático disponibilizado pelo curso foi suficiente para a realização
das atividades do curso?..........................................................................................................103

9
TABELA 32: Conseguia realizar as atividades no tempo estipulado pela tutoria?.................103
GRÁFICO 32: Conseguia realizar as atividades no tempo estipulado pela tutoria?...............104
TABELA 33: Pela experiência as atividades do curso foram adequadas e suficientes?.........105
GRÁFICO 33: Pela experiência as atividades do curso foram adequadas e suficientes?.......105
TABELA 34: Nota ao conteúdo do curso...........................................................................106
GRÁFICO 34: Nota ao conteúdo do curso............................................................106
TABELA 35: Nota para o seu desempenho.........................................................................107
GRÁFICO 35: Nota para o seu desempenho.........................................................108
TABELA 36: Suas dúvidas foram rapidamente respondidas pela tutoria?.......................108
GRÁFICO 36: Suas dúvidas foram rapidamente respondidas pela tutoria?...........................109
TABELA 37: O suporte técnico oferecido pela SENASP/SEAT foi suficiente para sanar as
dúvidas?...................................................................................................................................110
GRÁFICO 37: O suporte técnico oferecido pela SENASP/SEAT foi suficiente para sanar as
dúvidas?...................................................................................................................................110
TABELA 38: Você teve/não teve problemas em acessar o site do curso?..........................111
GRÁFICO 38: Você teve/não teve problemas em acessar o site do curso?..........111
TABELA 39: O site do curso estava sempre acessível quando precisava acessá-lo..........112
GRÁFICO 39: O site do curso estava sempre acessível quando precisava acessá-lo.......112
TABELA 40: Você tem dificuldades em localizar informações sobre como utilizar o
ambiente e desenvolver as atividades do curso?......................................................................113
GRÁFICO 40: Você tem dificuldades em localizar informações sobre como utilizar o
ambiente e desenvolver as atividades do curso?......................................................................114
TABELA 41: Qual nota daria para o suporte técnico?............................................................114
GRÁFICO41: Qual nota daria para o suporte técnico?...........................................................115
TABELA 42: Todos os questionamentos enviados para a tutoria do curso foram respondidos?
.................................................................................................................................................115
GRÁFICO42: Todos os questionamentos enviados para a tutoria do curso foram respondidos?
.................................................................................................................................................116
TABELA 43: A tutoria lhe pareceu presente quando necessitou dela?....................................116
GRÁFICO 43: A tutoria lhe pareceu presente quando necessitou dela?.................................117
Tabela 44: Motivos da desistência do curso............................................................................130
Gráfico 44: Motivos da desistência do curso..........................................................................131
CONCLUSÕES.......................................................................................................................133
RECOMENDAÇÕES..............................................................................................................135
................................................................................................................................................136
REFERÊNCIAS......................................................................................................................136
APÊNDICE – INSTRUMENTO PARA COLETA DE DADOS............................................140

10
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ANP-DPF – Academia Nacional de Polícia


ART – Artigo
CETEB – Centro de Ensino Tecnológico de Brasília
CISC – Centro Integrado de Segurança e Cidadania
D.O.U. – Diário Oficial da União
DPF – Departamento de Polícia Federal
EAD – Educação a Distância
EFC – Ensino Fundamental Completo
EFI – Ensino Fundamental Incompleto
HRS – Horas

11
IML – Instituto Médico Legal
LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
MC – Médio Completo
MEC – Ministério da Educação
MI – Médio Incompleto
MT – Mato Grosso
NR – Não Respondeu
PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais
PF – Polícia Federal
PM – Polícia Militar
PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
SC – Superior Completo
SEAT – Segurança e Educação ao Alcance de Todos
SEED – Secretaria de Educação a Distância
SEF – Secretaria de Educação Fundamental
SEJUSP/MT – Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado de Mato Grosso
SENAS/MJ – Secretaria Nacional de Segurança Pública
SENASP – Secretaria Nacional de Segurança Pública
SI – Superior Incompleto
TIC – Tecnologias de Informação e Comunicação
UCDB – Universidade Católica Dom Bosco

12
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO....................................................................................................................16
CAPÍTULO I.............................................................................................................................20
PROBLEMÁTICA DA INVESTIGAÇÃO E OS ASPECTOS NORTEADORES DA
PESQUISA................................................................................................................................20
O Problema...............................................................................................................................20
Análise e interpretação de dados...............................................................................................24
CAPÍTULO II............................................................................................................................25
2.1 Iniciação do Processo Educacional no Brasil.....................................................................25
2.2 O Processo de Aprendizagem.............................................................................................29
2.3 Organização do Processo Educacional................................................................................31
2.4 Introdução das Universidades no Brasil.............................................................................33
2.5 A Importância da Comunicação e da Tecnologia da Informação para a Educação............37
2.6 Histórico da Educação à Distância......................................................................................41
2.7 Importância do Sistema Educacional à Distância................................................................42
2.8 Análise da preparação profissional dos professores que trabalham em Educação à
Distância....................................................................................................................................46

13
2.9 Fatores que influenciam no desempenho dos alunos virtuais.............................................51
2.10 Tendências do Sistema Educacional à Distância..............................................................54
CAPÍTULO III..........................................................................................................................57
SENASP/SEAT-SEJUSP/MT....................................................................................................57
3.1 Definições, Metodologias e Objetivos ..............................................................................57
Figura 1: Página inicial do curso...............................................................................................60
Figura 2: Página cursos evadidos..............................................................................................60
Figura 3: Página cursos concluídos...........................................................................................61
CAPÍTULO IV..........................................................................................................................62
MARCO ANALÍTICO..............................................................................................................62
4.1 Análise dos Dados...............................................................................................................62
TABELA 1: Matrículas, aprovação e evasão do curso SENASP/SEAT – Brasil, Mato Grosso e
Rondonópolis.............................................................................................................................62
GRÁFICO 1: Índice de evasão em nível de Brasil, Mato Grosso e Rondonópolis-MT...........63
TABELA 2: Instituição......................................................................................................64
GRÁFICO 2: Instituição...........................................................................................64
TABELA 3: Carga horária de trabalho semanal.....................................................................65
GRÁFICO 3: Carga horária de trabalho semanal.....................................................66
TABELA 4: Motivo da inscrição...............................................................................................67
GRÁFICO 4: Motivo da inscrição...........................................................................67
TABELA 5: Possui curso de informática básica?..............................................................68
GRÁFICO 5: Possui curso de informática básica?..................................................69
TABELA 6: Possui computador com acesso à Internet em casa?.....................................69
GRÁFICO 6: Possui computador com acesso à Internet em casa?...........................................70
TABELA 7: Sabe utilizar o computador?............................................................................71
GRÁFICO 7: Sabe utilizar o computador?...............................................................................71
TABELA 8: Conhece ou sabe utilizar de maneira básica os recursos?.....................................72
GRÁFICO 8: Conhece ou sabe utilizar de maneira básica os recursos?...................................73
TABELA 9: Freqüência com que usa a Internet........................................................................73
GRÁFICO 9: Freqüência com que usa a Internet...................................................74
TABELA 10: Participação em cursos à distância anterior ao curso da SENASP/SEAT...........74
GRÁFICO 10: Participação em cursos à distância anterior ao curso da
SENASP/SEAT..........................................................................................................................75
TABELA 11: Para que usa a Internet?..................................................................................76
GRÁFICO 11: Para que usa a Internet?..................................................................76
TABELA 12: Qual a freqüência que acessa o site do curso?.............................................77
GRÁFICO 12: Qual a freqüência que acessa o site do curso?..................................................78
TABELA 13: Período da semana que acessava o curso.......................................................78
GRÁFICO 13: Período da semana que acessava o curso..........................................................79
TABELA 14: Período do dia que acessava o curso................................................................80
...............................................................................................................................80
GRÁFICO 14: Período do dia que acessava o curso............................................80
TABELA 15: A interação provida foi suficiente.......................................................................81
GRÁFICO 15: A interação provida foi suficiente...................................................82
TABELA 16: Vontade de interagir com os colegas...................................................................83
GRÁFICO 16: Vontade de interagir com os colegas.................................................................83
TABELA 17: Qual o meio de interação foi o favorito?........................................................84
GRÁFICO 17: Qual o meio de interação foi o favorito?..........................................................84
TABELA 18: Problemas durante o curso..................................................................................85

14
GRÁFICO 18: Problemas durante o curso..............................................................86
TABELA 19: Dificuldades em usar os recursos da Internet.....................................................86
GRÁFICO 19: Dificuldades em usar os recursos da Internet...................................................87
TABELA 20: Acesso às páginas do curso.................................................................................88
GRÁFICO 20: Acesso às páginas do curso.............................................................88
TABELA 20: Acesso às páginas do curso.................................................................................89
GRÁFICO 20: Acesso às páginas do curso.............................................................89
TABELA 21: A interface do curso foi.......................................................................................90
GRÁFICO 21: A interface do curso foi.....................................................................................91
TABELA 22: Classifica a interface do curso como:..................................................................92
GRÁFICO 22: Classifica a interface do curso como................................................................92
TABELA 23: Navegação pelas páginas....................................................................................93
GRÁFICO 23: Navegação pelas páginas..................................................................................93
TABELA 24: Não houve satisfação no nível de interação com os outros alunos.....................94
GRÁFICO 24: Não houve satisfação no nível de interação com os outros alunos...................95
TABELA 25: O modo como o curso foi desenvolvido foi........................................................95
GRÁFICO 25: O modo como o curso foi desenvolvido foi......................................................96
TABELA 26: A carga horária do trabalho foi bem distribuída?................................................96
GRÁFICO 26: A carga horária do trabalho foi bem distribuída?..............................................97
TABELA 27: Tempo destinado a cada módulo.........................................................................98
GRÁFICO 27: Tempo destinado a cada módulo.......................................................................98
TABELA 28: Mudanças sugeridas para o curso........................................................................99
GRÁFICO 28: Mudanças sugeridas para o curso.....................................................................99
TABELA 29: Faria outro curso neste formato pela SENASP/SEAT......................................100
GRÁFICO 29: Faria outro curso neste formato pela SENASP/SEAT....................................100
TABELA 30: Considera mais fácil aprender os assuntos relacionados com o tema do curso de
modo tradicional (presencial)..................................................................................................101
GRÁFICO 30: Considera mais fácil aprender os assuntos relacionados com o tema do curso
de modo tradicional (presencial).............................................................................................102
TABELA 31: O material didático disponibilizado pelo curso foi suficiente para a realização
das atividades do curso?..........................................................................................................102
GRÁFICO 31: O material didático disponibilizado pelo curso foi suficiente para a realização
das atividades do curso?..........................................................................................................103
TABELA 32: Conseguia realizar as atividades no tempo estipulado pela tutoria?.................103
GRÁFICO 32: Conseguia realizar as atividades no tempo estipulado pela tutoria?...............104
TABELA 33: Pela experiência as atividades do curso foram adequadas e suficientes?.........105
GRÁFICO 33: Pela experiência as atividades do curso foram adequadas e suficientes?.......105
TABELA 34: Nota ao conteúdo do curso...........................................................................106
GRÁFICO 34: Nota ao conteúdo do curso............................................................106
TABELA 35: Nota para o seu desempenho.........................................................................107
GRÁFICO 35: Nota para o seu desempenho.........................................................108
TABELA 36: Suas dúvidas foram rapidamente respondidas pela tutoria?.......................108
GRÁFICO 36: Suas dúvidas foram rapidamente respondidas pela tutoria?...........................109
TABELA 37: O suporte técnico oferecido pela SENASP/SEAT foi suficiente para sanar as
dúvidas?...................................................................................................................................110
GRÁFICO 37: O suporte técnico oferecido pela SENASP/SEAT foi suficiente para sanar as
dúvidas?...................................................................................................................................110
TABELA 38: Você teve/não teve problemas em acessar o site do curso?..........................111
GRÁFICO 38: Você teve/não teve problemas em acessar o site do curso?..........111

15
TABELA 39: O site do curso estava sempre acessível quando precisava acessá-lo..........112
GRÁFICO 39: O site do curso estava sempre acessível quando precisava acessá-lo.......112
TABELA 40: Você tem dificuldades em localizar informações sobre como utilizar o
ambiente e desenvolver as atividades do curso?......................................................................113
GRÁFICO 40: Você tem dificuldades em localizar informações sobre como utilizar o
ambiente e desenvolver as atividades do curso?......................................................................114
TABELA 41: Qual nota daria para o suporte técnico?............................................................114
GRÁFICO41: Qual nota daria para o suporte técnico?...........................................................115
TABELA 42: Todos os questionamentos enviados para a tutoria do curso foram respondidos?
.................................................................................................................................................115
GRÁFICO42: Todos os questionamentos enviados para a tutoria do curso foram respondidos?
.................................................................................................................................................116
TABELA 43: A tutoria lhe pareceu presente quando necessitou dela?....................................116
GRÁFICO 43: A tutoria lhe pareceu presente quando necessitou dela?.................................117
Tabela 44: Motivos da desistência do curso............................................................................130
Gráfico 44: Motivos da desistência do curso..........................................................................131
CONCLUSÕES.......................................................................................................................133
RECOMENDAÇÕES..............................................................................................................135
................................................................................................................................................136
REFERÊNCIAS......................................................................................................................136
APÊNDICE – INSTRUMENTO PARA COLETA DE DADOS............................................140

APRESENTAÇÃO

Esta publicação permite uma reflexão metodológica e analítica, bem como,


uma avaliação do índice de evasão no ensino à distância na área de Segurança
Pública, no município de Rondonópolis-MT, disponibilizado pelo Projeto “Segurança
e Educação ao Alcance de Todos – SEAT - SENASP – ANP/DPF”, conveniado com a
Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado de Mato Grosso - SEJUSP/MT,
como uma projeção unitária, porém universalizada, à medida que se constatar o perfil
homogêneo dos profissionais de Segurança Pública atingidos por essa nova
modalidade de ensino por meio da Rede Mundial de Computadores-INTERNET.
Com o decorrer da pesquisa foram identificados problemas relacionados à falta
de estrutura física e tecnológica para que os profissionais de Segurança Pública sejam
inseridos neste processo de ensino-aprendizagem e possam suplantar dificuldades
relacionadas à limitação de tempo e conhecimento para utilizar as ferramentas da
tecnologia.

16
A realidade ora apresentada teve como fonte os questionamentos que
perfizeram a pesquisa de campo no presente livro, a qual transpôs com bastante
objetividade os limites que compreendem uma boa pesquisa, trazendo sem sombra de
dúvida, informações valiosas para a análise profunda dos problemas e as causas mais
preponderantes da evasão no ensino à distância. As informações obtidas pela pesquisa
retratam com fidelidade os motivos da desistência que mormente levam os alunos
dessa modalidade de ensino, aqui representados pelos Profissionais de Segurança
Pública, à desistência, contudo a motivação e as causas muito se assemelham aos
elencados no LMS (Ambiente Virtual de Aprendizagem).
É preciso ponderar que o Projeto SEAT (Segurança e Educação ao Alcance de
Todos), implantado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP do
Ministério da Justiça – MJ, vem ao encontro do objetivo da área, principalmente em
relação ao nosso Estado, uma vez que no passado, poucos cursos de formação
continuada foram ofertados pelos governos anteriores aos nossos profissionais de
Segurança Pública.
Importa ressaltar que o estado de Mato Grosso é continental, muitas cidades e
pequenos aglomerados populacionais ficam até mais de 1000 km distante da capital
Cuiabá. Portanto, aquele profissional que se encontra no mais longínquo recôncavo
do Estado tem a oportunidade de se capacitar adquirindo conhecimentos importantes
para desempenhar com maior eficiência o seu trabalho, além de poder estudar dentro
de suas limitações de tempo. O Estado apresenta um baixo custo no oferecimento dos
diversos cursos na modalidade EAD, pela INTERNET, em relação àquele ensino
presencial que demanda uma estrutura mais complexa para a sua viabilização.
Temos conhecimento de que nem todas as unidades de Segurança Pública do
Estado do Mato Grosso possuem computadores conectados à INTERNET, isto posto,
a falta dessa ferramenta dificulta o acesso e o acompanhamento dos cursos
disponibilizados pelo Projeto SEAT. A implantação dos quatro primeiros
TELECENTROS regionais este ano e a criação de Centros de Inclusão Digital
administrados por instituições públicas, privadas ou não governamentais, começam a
delinear uma nova realidade ao aprendizado dos cursistas.
O Projeto SEAT, que possui caráter permanente e é monitorado por equipes
responsáveis com a meta de garantir a sua continuidade, vem trabalhando no intuito
de qualificar os profissionais de Segurança Pública. Contudo, em face de cada

17
Estado-membro possuir uma realidade diversificada, alguns com limitações para
vencer as dificuldades encontradas com a falta de acesso a esta tecnologia, verifica-se
a necessidade de ajustes, principalmente na facilitação do acesso dos profissionais de
Segurança Pública às novas tecnologias.
Quanto ao profissional de Segurança Pública que deseja continuar bem
informado e capacitado para melhor desempenhar seu mister, possui, no entanto, mais
uma alternativa para estudar pela modalidade EaD, como é bom esclarecer,
gratuitamente e disponível vinte e quatro horas por dia.

Zuilton Braz Marcelino


Gestor Estadual da Rede Nacional de Educação a
Distância – SENASP/SEAT/SEJUSP/MT.
Superintendente da POLITEC/MT.

INTRODUÇÃO

No contexto da sociedade moderna, o tempo e a distância são dois elementos


superados pelo avanço da tecnologia, assim, tanto em nível educacional, quanto
profissional usa-se a tecnologia da informação e a Internet como forma de inclusão.
No entendimento de Almeida (2007, p. 3-4) o advento da TIC (Tecnologias de
Informação e Comunicação) possibilitou a prática da educação à distância,
flexibilizando as formas de educação e aumentando a oportunidade para que pessoas
que moram distantes de centros educacionais possam ter acesso ao conhecimento,
especialmente, acadêmico.
Os avanços e a disseminação da TIC apontam para uma inclusão social, que
parte da inclusão digital e educacional e possibilitam, às pessoas em todo o mundo,
buscar na educação à distância uma forma de qualificação que atinge de forma direta
o âmbito profissional.

18
A revolução tecnológica, de acordo com Portugal (2007, p. 2) “que acontece
atualmente tem, em última instância, transformado a maneira pela qual se ter
aprendido e ensinado”. Neste sentido, compreende-se que os recursos tecnológicos
foram precursores da reestrutura educacional, fazendo do ensino à distância uma
oportunidade diferenciada de mais pessoas melhorarem seu nível educacional.
Na atualidade, a sociedade volta-se para a exigência, em todas as profissões,
de pessoas capacitadas. Nesse contexto a educação à distância passa a ser um
instrumento diferenciador e democrático da educação, sendo que os alunos deste tipo
de ensino precisam estar preparados para a busca do conhecimento além da sala de
aula.
No decorrer do presente estudo buscou-se demonstrar que o ensino à distância
é viável tendo em vista que o ser humano é capaz de ter uma educação a partir da
auto-aprendizagem e da aprendizagem que não tem origem em nenhum processo de
ensino. Dessa forma, quando as ferramentas da tecnologia são corretamente utilizadas
é possível que a educação à distância seja um instrumento de promoção da qualidade
profissional em todas as áreas, especialmente na área de segurança, o foco deste
trabalho: formação continuada dos agentes de segurança pública do município de
Rondonópolis-MT, Brasil.
Ao tratar sobre a educação à distância o tema a ser abordado refere-se à
evasão. De acordo com Zentgraf (2007, p. 3), inúmeros cursistas acabam desistindo
do curso à distância, segundo o autor se “iludem com a liberdade e flexibilidade dos
programas, atrasam o cumprimento das tarefas e acabam por abandonar o curso, em
decorrência do acúmulo da matéria para estudo. [...]”. As explicações de Zentgraf
justificam os altos índices de evasão na teleducação, que atingem um percentual de
até “50% das matrículas”.
Concebe-se neste estudo que os altos índices de evasão da educação à distância
evidenciam claramente a necessidade de fazer um trabalho de conscientização dos
alunos que iniciam um curso de teleducação, para que não desistam diante das
dificuldades encontradas no decorrer do curso.

19
CAPÍTULO I

PROBLEMÁTICA DA INVESTIGAÇÃO E OS ASPECTOS NORTEADORES DA


PESQUISA

O Problema

A evasão escolar é um problema que afeta a educação em todo o mundo, no entanto


se demonstra mais elevada nos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Esta
realidade não está presente somente nas salas de aula convencionais, mas também na
teleducação (ZENTGRAF, 2007, p. 3).
A fragilidade da educação no Brasil pode ser mensurada pelos altos índices de
evasão, sendo que no caso específico da educação à distância a falta de domínio da tecnologia
da informação e de núcleos regionais podem ser alguns dos aspectos limitadores da
permanência dos alunos nas telessalas e, conseqüentemente, responsáveis pelos altos índices
de evasão.

20
Avaliando as limitações que ocorrem no decorrer da educação à distância e dos
possíveis problemas que levam aos altos índices de evasão, o presente estudo se direciona a
partir do seguinte problema: As limitações em relação ao domínio da tecnologia da
informação é a causa principal da evasão dos alunos da teleducação?
A delimitação do problema baseia-se na a realidade encontrada no ambiente a ser
investigado, dessa forma indaga-se: O não domínio da tecnologia da informação é o que
desmotiva os alunos do ensino à distância a continuarem e a terminarem o curso?
As questões norteadoras deste estudo foram: Qual a dificuldade de mobilização dos
alunos em relação a distância da instituição escolar? Que fatores preponderam na estimulação
da evasão na modalidade de ensino à distância, por intermédio da Internet? Quais as
dificuldades para os alunos em relação aos encontros presenciais? Como está o nível de
preparação dos professores que trabalham na educação à distância?
Traçamos os seguints objetivos para efetuar a pesquisa: Identificar os motivos
preponderantes da evasão nos cursos da modalidade de ensino à distância para formação
continuada disponibilizada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJ), por
meio da Segurança e Educação ao Alcance de Todos (SEAT), em parceria com a Secretaria de
Justiça e Segurança Pública do Estado de Mato Grosso (SEJUSP/MT) e Academia Nacional
de Polícia (ANP-DPF), no município de Rondonópolis, Estado de Mato Grosso; Avaliar a
procedência dos alunos com relação à distância da Instituição Escolar; Identificar os fatores
preponderantes que estimulam a evasão na modalidade de ensino à distância por intermédio da
Internet e as dificuldades dos alunos para participarem dos encontros presenciais; Avaliar o
desempenho da tutoria.
Justificamos nossa pesquisa pela importância do estudo, pois ele se relaciona à
necessidade de qualificação no nível de educação dos profissionais agentes de segurança
pública de Rondonópolis-MT e, da oportunidade de aproveitamento de cursos à distância, que
oferecem conhecimento virtuais, mas exigem encontros presenciais semanais.
O fato dos agentes de segurança pública desempenharem uma atividade que necessita
de disponibilidade de tempo é um aspecto que direciona os mesmos na busca pelo ensino à
distância, devido à flexibilidade no horário, dessa forma, este estudo é oportuno para discutir o
real aproveitamento da Ead, levando-se em consideração a evasão.
É relevante, também, que os alunos identifiquem aspectos motivadores no
desenvolvimento de um curso de ensino à distância, sendo essencial avaliar se o elemento
limitador que leva a desistência da teleducação se relaciona ao domínio da tecnologia por

21
parte dos próprios alunos ou a falta de núcleos regionais e, conseqüentemente, de suporte para
auxiliar no processo ensino/aprendizagem. Para as próprias instituições de ensino à distância a
discussão deste estudo é relevante, na identificação dos problemas que levam aos altos índices
de evasão e o planejamento de ações que possam reduzir tais percentuais negativos.
No que se refere a sociedade rondonopolitana o desenvolvimento deste estudo é
viável e oportuno, pois a formação dos agentes de segurança pública, possibilita profissionais
mais capacitados, dessa forma, a evasão escolar deve ser um tema debatido em nível de
importância social.
O presente estudo se fundamentou na seguinte hipótese: A falta de domínio das
tecnologias e a falta do núcleo regional (TELECENTRO) são as causas
preponderantes da evasão no ensino à distância. Foram consideradas as seguinte
variáveis: Dependente: Evasão; Independente: Núcleos regionais e Tecnologia.
O estudo teve como análise conceitual a educação à distância e como ação operativa da
pesquisa um estudo de caso, com levantamento dos dados sobre as causas da evasão dos
agentes da segurança pública de Rondonópolis-MT, em relação ao curso da SENASP/SEAT.
Este estudo foi desenvolvido a partir de uma pesquisa para identificar a evasão dos
agentes de segurança pública de Rondonópolis-MT, avaliando quais os motivos que levam os
pesquisados iniciar o ensino à distância e, posteriormente, desistir e do tipo descritiva sobre a
qual Gil (2002, p. 42) preceitua que:

As pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das


características de determinada população ou fenômeno ou, então, o
estabelecimento de relações entre variáveis. São inúmeros os estudos que
podem ser classificados sob este título e uma de suas características mais
significativas está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de
dados, tais como o questionário e a observação sistemática.

Com a observação sistemática do questionário e a tabulação dos dados


coletados, foi possível observar alguns pontos relevantes no contexto que envolve as
particularidades dos agentes de segurança pública de Rondonópolis-MT, com relação
à evasão no ensino à distância, levando-se em consideração a formação continuada
como instrumento de aprimoramento profissional.
O estudo ficou delimitado ao tema: principais elementos causadores da evasão
do curso à distância do SENASP/SEAT, tendo como base de análise os dados
coletados junto aos agentes de segurança de Rondonópolis-MT.

22
O universo da pesquisa foi de 125 (cento e vinte e cinco) homens e mulheres
que desempenham atividades de agentes de segurança pública no município de
Rondonópolis, matriculados entre o segundo e sexto ciclo do curso da
SENASP/SEAT, tendo em vista que em Rondonópolis o curso teve início a partir do
segundo ciclo.
A amostra utilizada foi de diferentes órgãos, como, por exemplo, os órgãos da
POLITEC: IML (Instituto Médico Legal): 01 (um) entrevistado; Criminalística: 01
(um); Posto de Identificação: 08 (oito); os da Polícia Civil: Delegacia de Defesa da
Mulher: 21 (vinte e um); da Delegacia de Polícia da Vila Operária: 16 (dezesseis);
CISC (Centro Integrado de Segurança e Cidadania): 35 (trinta e cinco); Sistema
Prisional: Presídio da Mata Grande: 25 (vinte e cinco), Cadeia Pública: 04 (quatro) e
da Polícia Militar: 14 (quatorze), totalizando assim o universo total de 125
pesquisados.
Para a coleta de dados junto ao público-alvo da pesquisa foi preciso um
instrumento específico, elaborado com o objetivo de identificar aspectos relacionados
ao estudo, levando-se em consideração a possibilidade de responder aos objetivos
específicos, ao problema e confirmar a hipótese ou anulá-la.
A pesquisa teve como método o estudo de caso que no entendimento de Gil
(1999, p. 72-73) vem a ser:

[...] caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou de poucos


objetos, de maneira a permitir o seu conhecimento amplo e detalhado,
tarefa praticamente impossível mediante os outros tipos de delineamentos
considerados.

Com a apresentação do estudo de caso foi possível identificar os índices de


evasão no ensino a distância dos agentes de segurança pública em Rondonópolis-MT,
evidenciando as características pessoais e profissionais do grupo entrevistado e os
motivos para a evasão.
Como instrumento de coleta foi utilizado um questionário, com 62 (sessenta e
duas) questões do tipo fechadas e abertas. Sendo que o referido formulário ficou
assim dividido: 09 (nove) questões para esclarecimentos sobre o tema; uma tabela
com 10 (dez) questões referentes ao perfil do público-alvo; uma tabela com 10 (dez)
questões sobre a interação aluno-curso; uma tabela com 12 (doze) perguntas sobre o

23
modelo do curso; uma quarta tabela com 08 (oito) perguntas sobre o modelo de
desempenho do suporte e uma quinta tabela com 13 (treze) questionamentos
relacionados ao motivo da desistência do curso, totalizando, assim, as sessenta e duas
questões finais.
Ao conceituar o questionário enquanto instrumento de coleta de dados para a
pesquisa Marconi e Lakatos (1996, p. 65) esclarecem que:

[...] um instrumento de coleta de dados constituído por uma série ordenada


de perguntas, que devem ser respondidas por escrito. O questionário
apresenta vantagens como economia de tempo, obtém grandes números de
dados, atinge maior número de pessoas simultaneamente, obtém respostas
rápidas e precisas, há maior liberdade nas respostas, em razão do
anonimato, há mais tempo para responder e em hora mais favorável.

A partir do formulário apresentado ao público-alvo da pesquisa foi possível


identificar particularidades sobre a evasão no ensino à distância dos agentes de
segurança pública de Rondonópolis-MT, levando-se em consideração as limitações
dos alunos, professores e do próprio sistema, que pode apresentar-se falho pela falta
do núcleo regional.

Análise e interpretação de dados

A análise dos questionários teve um procedimento quali-quantitativo, ou seja,


houve uma avaliação qualitativa (análise de conteúdos) e quantitativa (consideração
numérica). Este tipo de pesquisa é muito utilizado nas diversas ciências sociais,
incluindo estudos em administração e educação tendo em vista a sua abrangência
analítica.
Sobre o uso do método quali-quantitativo Vergara (2005, p. 59) faz o seguinte
comentário: “É possível tratar os dados quantitativa e qualitativamente no mesmo
estudo. Por exemplo, pode-se usar estatística descritiva para apoiar uma interpretação
dita subjetiva ou para desencadeá-la”.
Os resultados foram apresentados da seguinte forma, foi elaborada uma tabela
com a discriminação de cada um dos dados das diversas instituições de segurança,
sendo que o gráfico foi apresentado levando-se em consideração a totalidade dos
resultados, viabilizando, assim, um resumo dos resultados coletados, tendo em vista

24
que todo o público-alvo da pesquisa trabalha como agente de segurança pública do
município de Rondonópolis-MT.
Os dados foram apresentados em forma de percentual, possibilitando melhor
visualização do índice de evasão do ensino à distância dos agentes de segurança
pública pesquisados.
Depois de levantados os dados, apresentados e analisados foi possível
confirmar a hipótese levantada no início do estudo.

CAPÍTULO II

O processo educacional e as tecnologias

2.1 Iniciação do Processo Educacional no Brasil

A educação desempenha importante papel na sociedade, mesmo que não esteja


vinculada a uma instituição de ensino (educação formal), dentro de uma determinada
comunidade por meio dos pais ou parentes (educação informal) e auxilia na formação
da identidade de cada pessoa, de acordo com a cultura, crenças e costumes de
determinado povo.
O processo educativo inicia-se desde a infância e se entende por toda a vida,
devido à importância das instituições de ensino, pelas quais o indivíduo formalizará o
saber, ou seja, por meio de embasamento teórico e pesquisas, expandirá sua visão do
mundo e, à medida que adquire novos conhecimentos, sua capacidade cognitiva

25
apresentará maior poder para resolver problemas. Não obstante a educação formal e
informal ocorre simultaneamente, na maioria das situações educacionais.
De acordo com Stephanou (et al., 2004, p. 32), “a educação está presente em
todas as sociedades humanas, tendo elas ou não sistemas de ensino
institucionalizados. As formas como ocorre a educação e o que esta compreende são
elementos peculiares a cada cultura.”
Vale ressaltar que a educação deve ser compreendida como um processo de
socialização dos indivíduos de cada cultura, tudo o que se aprende em uma
determinada comunidade faz parte do processo educativo, formando a identidade de
cada pessoa em um processo de interação entre indivíduos e o meio em que se
encontram inseridos.
Em relação ao exposto, torna-se necessário tecer algumas considerações a
respeito da iniciação do processo educacional institucionalizado no Brasil, o qual
ocorreu por meio da conquista de novas terras pelos portugueses e com o objetivo de
converter os habitantes do Brasil, na época, os índios, à religião católica, os jesuítas,
com o objetivo aparente de ensinar as primeiras letras, buscavam na verdade, a
submissão à fé católica e aos costumes europeus ( PILETTI, 2000, p. 23).
Para Stephanou et al. (2004, p. 127), o período colonial é retratado da seguinte
forma:

[...] A concepção pedagógica tradicional se caracteriza por uma visão


essencialista de homem, isto é, o homem é concebido como constituído por
uma essência universal e imutável. À educação cumpre moldar a existência
particular e real de cada educando à essência universal e ideal que o define
enquanto ser humano [...].

Esse sistema predominou no Brasil por quase dois séculos, quando ocorreu a
expulsão dos jesuítas e aconteceram algumas reformas nos processos educacionais
com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino e aumentar a quantidade de classes
e professores.
Por volta de 1808, com a vinda da Família Real para o Brasil e com a
independência (1822), a preocupação fundamental do governo, no que concerne à
educação, passou a ser a formação das elites dirigentes do país, vale lembrar que o

26
ensino profissional foi esquecido nesse período, já que a principal preocupação do
governo estava voltada ao ensino secundário e superior (PILETTI, 2000, p. 43).
Durante muito tempo os únicos beneficiados pelo sistema educacional
institucionalizado foram pessoas das classes privilegiadas, famílias e descendentes
dos nobres, no entanto, a Constituição de 1934, em seu artigo 150, instituiu que “o
ensino primário integral e gratuito e a freqüência obrigatória, extensiva aos adultos”,
estendeu o processo educacional para todas as classes sociais (PILETTI, 2000, p. 56).
A partir da década de 30, houve grandes transformações no sistema
educacional brasileiro, criação do Ministério da Educação e das Secretarias de
Educação dos Estados, se de um lado a criação de leis, normas, portarias
contribuíram para a construção de um sistema nacional de educação, por outro, o
excesso de burocratização, muitas vezes, levaram ao esquecimento a importância e
objetivo fundamental da educação, que é o de criar condições para a formação da
sociedade (PILETTI, 2000, p. 76).
A primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), surgiu por
determinação da Constituição de 1946, artigo 5°, XV “d”: “Compete à União legislar
sobre diretrizes e bases da educação nacional” (SANTOS, 2003, p. 49). A LDB é a lei
que determina os fins da educação, os caminhos a serem percorridos e os meios
adequados para atingi-los, enfim, regulamenta a Educação Escolar Nacional.
Desde 1996 o planejamento curricular das escolas brasileiras pode contar com
a referência dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). Diferentes temas são
abordados, questões que vão desde rever o projeto da escola como um todo, até o
trabalho do dia-a-dia da intimidade de cada área (BIZZO, 2001, p. 88).
O planejamento curricular auxilia no incentivo e na participação dos alunos
nas questões de seu tempo e de seu interesse pessoal, fazendo da escola um espaço de
exercício da cidadania plena, no entanto, a educação deve ser considerada em sua
forma complexa, já que a ação educativa varia de acordo com a compreensão que se
tem da realidade e local em que está inserida.
Com o advento de novas tecnologias, da industrialização e do crescimento da
urbanização surge a necessidade de mão-de-obra qualificada. “O sistema arcaico de
ensino, seletivo e aristocrático, torna-se então um obstáculo ao sistema econômico.

27
Este passa, pois, a pressionar o sistema educacional no sentido de renovar-se”
(ROMANELLI, 2001, p. 25).
A revolução tecnológica induz à necessidade de melhoria no sistema
educacional, dando início a novas propostas e modelos de estrutura com a finalidade
de atender a nova demanda, caracterizada pelo atual ambiente econômico.
Depois desse período, inicia-se a implantação definitiva da escola pública com
o intuito de ensinar a leitura e escrita para qualificar os profissionais em toda área e
possibilitar sua concorrência no competitivo mercado de trabalho, entretanto, a
educação brasileira manteve-se em certo nível de atraso, visto que o sistema
educacional agia somente de forma emergencial quando pressionado pela sociedade.
De acordo com Castro (2007, p. 1), o sistema educacional brasileiro sofreu
algumas contradições, dentre elas destacam-se:

Apesar de algumas realizações na segunda metade do século, o sistema


educacional ficou para trás, seja comparado ao rápido crescimento
econômico que se seguiu, seja comparado a outros países latino-americanos
muito mais pobres que o Brasil. E o elo mais fraco continuou sendo a
educação primária.

A distinção entre classes ainda se mostra evidente e há certo grau de


defasagem entre a escola e o desenvolvimento econômico, pois se de um lado o
sistema educacional fornece subsídios acerca do pensamento científico e informações
para obter treinamento específico no ramo de trabalho, de outro, a própria indústria
deverá auxiliar no treinamento e desenvolvimento das habilidades de seus
colaboradores.
Haja vista, essa realidade tem se modificado ao longo dos anos, atualmente, o
ensino apresenta-se quase que exclusivamente focado na capacitação e qualificação
dos indivíduos, decorrente da exigência do mercado competitivo e globalizado em
que se encontra inserida a sociedade.
Para tanto se torna necessário tecer algumas informações no que se refere ao
processo de aprendizado, já que é por meio dele que o indivíduo desenvolve suas
capacidades técnicas e cognitivas.

28
2.2 O Processo de Aprendizagem

Todo indivíduo, desde o nascimento é dotado de inteligência, a qual com o


passar do tempo sofre transformações provenientes do ambiente que está inserido, os
fatores como genética, educação, pessoas do convívio, dentre outros podem
influenciar no desenvolvimento de aprendizagem. No entanto, é na escola que o saber
toma forma, consistência e passa a ser embasado em teorias e conteúdos, que
favorecem o processo cognitivo.
Para um melhor entendimento é preciso enfatizar algumas considerações no
que concerne aprendizagem e desenvolvimento, vale ressaltar que não são duas coisas
idênticas nem tampouco separadas, ambos caminham juntos, interagindo e
influenciando-se mutuamente, como esclarece Bassedas et al. (1996, p. 15):

Não é possível pensar em processos evolutivos endógenos e universais nem,


por outro lado, em processos de aprendizagem extrínsecos; cada indivíduo
desenvolve-se e adquire determinadas capacidades cognitivas universais
por meio da sua utilização e adaptação a situações diversas e pessoais.

Como já foi visto anteriormente, o pensamento se inicia com o nascimento,


porém ele se concretiza com o período das operações formais. Esse período
compreende o avanço que pode se prolongar por toda a vida, a capacidade de resolver
problemas é ampliada e o poder de discernimento torna-se mais rápido, devido ao
treinamento constante e ao grande fluxo de informações armazenadas.
Ressalta-se que o desenvolvimento, aprendizagem e pensamento formal estão
em constante interação, influenciando e sendo influenciado e que os fatores culturais
são determinantes no processo de aprendizagem.
Os indivíduos adquirem conhecimentos e experiências fora da escola, mas é na
escola que desenvolverá sua capacidade de pensar e de construir novos
conhecimentos por intermédio da participação ativa no processo. Delval (1998, p.
163) expõe que: “o indivíduo que desenvolve a capacidade de pensar e de encontrar
soluções para os problemas é aquele que realmente aprende a aprender e que pode
buscar seus próprios conhecimentos.”
A escola tem a responsabilidade de educar, treinar e direcionar seus alunos
para o bom desempenho de suas funções, para agregarem conhecimentos e para

29
aprimorarem o pensamento, no entanto, deve haver interesse por parte dos indivíduos
para o alcance desses objetivos.
No processo de ensino e aprendizagem, é possível que cada indivíduo
desenvolva seu aprendizado até o limite de suas possibilidades, a instituição na sala
de aula de discussões entre aluno e professor, no intuito de estabelecer uma relação
de igual para igual, favorece o crescimento, oportuniza e forma pessoas críticas e
atuantes no cenário global (CASTANHO, et al., 2000, p.102).
Discorrendo sobre o assunto Demo (2001, p. 218), chama a atenção para uma
das qualidades mais eminentes do processo de aprendizagem, que é o aprender a
aprender, algo próprio do ser humano em sociedade. Esta qualidade engloba alguns
dos pontos mais relevantes da questão:

a) capacidade de aprimoramento tecnológico e progresso técnico, com


base no manejo e produção de conhecimento;
b) satisfação pessoal, no sentido da evolução continuada da competência
emancipatória;
c) participação construtiva no projeto moderno e próprio de
desenvolvimento.

O indivíduo que detém essas habilidades possui vantagem competitiva, pois a


atuação crítica da realidade, a resolução de problemas, a inovação e o
empreendedorismo são os diferenciais requisitados pela maioria das organizações no
contexto atual. Além de ter o conhecimento necessário para exercer sua função, o
trabalhador deve ter outras capacidades, deve aprender a aprender, de forma a
adaptar-se continuamente às constantes evoluções de seus ambientes e ferramentas de
trabalho, ele deve aprender a trabalhar em grupo.
Por conseguinte, é justo afirmar que a escola tem a incumbência de educar
para o desenvolvimento, para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária,
na qual as pessoas sejam respeitadas e tenham acesso ao mercado de trabalho.
De acordo com Demo (2001, p. 28), a responsabilidade da escola não se
restringe à apenas educar, mas diz respeito à igualdade, ao direito ao ensino, nesse
contexto vale ressaltar:

Por qualidade educativa da população entende-se acesso universalizado a


conhecimento básico educativo, capaz de garantir a todos, condições de

30
participar e produzir. Para resumir numa expressão, trata-se de desenhar a
formação básica necessária e que deveria estar ao alcance de todos,
sobretudo via universalização do 1° grau.

Em verdade, há que se considerar o fato de que todas as habilidades são inatas


ou adquiridas, que podem ser aperfeiçoadas por meio de investimentos apropriados ao
enriquecimento do capital intelectual. A pessoa é o único elemento com o potencial
inerente de gerar valor, entretanto, tratando-se de um componente ativo de difícil
administração, necessita de uma metodologia adequada para medir o retorno sobre o
investimento em capital, entrando nesta questão os aspectos de custo, volume de
trabalho, erros e reações pessoais que podem enfraquecer o ativo humano dentro do
contexto patrimonial das organizações (LIMA, 2006).
É a partir desse fato que se estabelece uma visão da educação como
instrumento para a cidadania e oportunidades para a sociedade. Oportunidades de
emprego, crescimento e de desenvolvimento de suas capacidades produtivas
requeridas pelo novo padrão da economia, que prima pela qualidade dos bens e
serviços com o intuito de permanecer no mercado competitivo internacional.

2.3 Organização do Processo Educacional

A escola tem o papel de fornecer subsídios ao desenvolvimento da sociedade.


A interação de hábitos, tradições e informações é uma forma de introduzir inovações
e mudanças no contexto social e se constituem um instrumento básico para a melhoria
da qualidade de vida para a plena realização do ser humano,.
Ao mesmo tempo em que a escola valoriza a cultura do ambiente em que se
insere, deve proporcionar aos indivíduos o conhecimento e aprendizado acerca de
outras nações, seus costumes, crenças e cultura, como forma de interação com outros
povos.
O modelo de desenvolvimento do Brasil passou, nesta década, de um estilo de
industrialização protegida para o de uma economia aberta e competitiva. O processo
de globalização inserido na economia brasileira gerou profundas modificações no seu
contexto econômico, influenciando as indústrias em seus processos tecnológicos,

31
relações de trabalho e novas formas de atuação no mercado (MELO, et al., 2004,
p.70).
A questão do emprego assume, no contexto da globalização competitiva, uma
questão de suma importância para as empresas e para a sociedade, ao passo que a
concorrência acirrada ao lado do avanço tecnológico exige cada vez mais profissional
qualificado e atualizado para o desempenho das funções.
Há de se considerar que, em todos os tempos, nas diferentes organizações
sociais, mesmo as mais remotas, em vista de seus interesses, crenças e valores,
sempre procuraram estabelecer objetivos e fins em suas variadas formas de educar.
Marques (1999, p. 34) afirma que o processo educacional apresenta objetivos e fins,
dos quais enfatiza:

1. formar cidadãos conscientes;


2. promover a integração, a orientação para as profissões, a
profissionalização e o progresso;
3. obter (desenvolver) todo o potencial do aluno;
4. transmitir conhecimentos;
5. levar o aluno a refletir sobre sua situação;
6. suprir a deficiência da formação familiar;
7. instigar nos alunos a sede do saber;
8. levar os alunos a não deixarem para Deus aquilo que pode ser resolvido
por esforços pessoais;
9. trabalhar pela promoção humana; e
10. resgatar a dignidade humana.

Nota-se que a educação está vinculada a certa estrutura social, ou seja, a


educação é realizada de acordo com a necessidade de dado momento, não é algo
estático e sim em constante mudança, passando por transformações sempre que
necessário. Cabe aos indivíduos e à sociedade a busca pelo aprendizado contínuo
como forma de atualização e inserção neste cenário mutante.
Para Castanho et al. (2001, p. 84), os alunos precisam aprender a iniciação à
pesquisa científica, bem como o desenvolvimento de competências e atitudes que lhes
permitam analisar e discutir criticamente a ciência e suas soluções para os problemas
da humanidade e a tomar decisões com responsabilidade de profissionais competentes
e cidadãos.

32
É por meio de ações educativas que os indivíduos constroem uma relação
consistente sobre suas ações e as influências que exercem sobre o contexto em que
estão inseridos.
Alguns aspectos são essenciais para designar os objetivos da escola,
proporcionar ao indivíduo a reconstrução de seu pensamento e ação por meio de um
processo de reflexão sobre a própria experiência e a dos demais, embasada em uma
autonomia intelectual para analisar criticamente os processos e os conteúdos de
ordem social, para Brunner (apud IMBERNÓN et al., 2000, p. 189), a escola deve ser
vista como formadora de cidadania e para tal deverá possuir dois objetivos
fundamentais:

Contribuir, num plano público, para o desenvolvimento de uma cultura do


discurso crítico sobre a realidade concreta;
Socializar os valores e as práticas da democracia nos âmbitos institucionais
cotidianos que facilitem a participação ativa e crítica e as experiências de
organização.

Assim, o sistema educativo pode criar no indivíduo o conceito de seu valor


para a comunidade, de sua responsabilidade perante ela, a partir da própria concepção
da escola inserida na comunidade.
A constante mudança nos sistemas de produção, assim como o
desenvolvimento de novas tecnologias da informação, tem induzido a sociedade na
busca constante pela profissionalização, qualificação e aprendizado contínuo. Pessoas
que não possuem as competências para criar e tratar a informação, ou os
conhecimentos priorizados pelo mercado, ficam excluídas. Portanto, a educação tem
como objetivo proporcionar o acesso aos meios de informação e de produção como
forma de garantir uma sociedade mais capacitada e atualizada para atender a demanda
de mercado.
Salienta-se assim, que as universidades podem ser consideradas instituições
voltadas para uma nova realidade social, na busca pelo aprimoramento da educação
no mundo e, especialmente, no Brasil.

2.4 Introdução das Universidades no Brasil

33
A universidade, em seus primórdios, foi introduzida como um meio de se
oferecer basicamente a atividade de ensino, sem se preocupar com a
profissionalização, os únicos beneficiados desse sistema eram as famílias ricas.
Depois da Revolução Industrial, houve um período de crescimento no setor
econômico, decorrente do aumento da produção e dilatação das cidades, surge então a
necessidade de implementação de instituições de ensino que atendessem a nova
demanda. Sobre isso, Melo et al. (2004, p. 21) fazem as seguintes ponderações:
Nesse momento em que as mudanças exigidas pelo mercado impulsionam a
universidade à reflexão de melhoria da qualidade de vida da sociedade, a
cooperação universidade/empresa pode ser traduzida, como a necessidade
de se agregar valor aos bens e serviços produzidos no país, de tal maneira
que se possa competir com igualdade, nos mercados internos e externos.

Haja vista a necessidade de mão-de-obra qualificada, exige-se dos


profissionais conhecimentos teóricos e técnicos, assim como conhecimento dos
produtos, processos e serviços como forma de aumentar o nível de competitividade
das organizações. Ao passo que os colaboradores da empresa devem transmitir
segurança, domínio do assunto e certo poder de persuasão em relação aos seus
clientes. A imagem transmitida pelos colaboradores é a imagem que se tem da
organização. Sendo estas ações apresentadas nas universidades, demonstrando que
estas são instrumentos de transformação do ambiente social em nível pessoal e
profissional.
A universidade brasileira, ao se aproximar da sociedade e em especial do setor
industrial, passa a constituir-se em mais um elo significativo no desenvolvimento
científico e tecnológico, permitindo à nação projetar-se no mundo globalizado com
maior capacidade competitiva (MELO et al., 2004, p. 18).
Neste contexto, a interação universidade-empresa vem surgindo como uma
forma das empresas buscarem na universidade os subsídios para o desenvolvimento
de novos talentos e novos produtos, por meio de pesquisas e estudos para satisfazer
as necessidades dos clientes.
Conforme o Relatório da Unesco (MELO et al., 2004, p.152), a complexidade
dessa instituição denominada Universidade, está relacionada aos vários papéis que ela
desenvolve, dentre os quais destacam-se:

34
a) ser o lugar onde se aprende e fonte de saber;
b) acompanhar a evolução do mercado de trabalho;
c) ser o lugar de cultura e de estudo aberto a todos;
d) fazer a cooperação internacional;
e) ser o lugar onde se produz e se socializa o conhecimento.

Várias são as maneiras de focalizar as universidades em seu modo de


operação, é possível detectar as características que as identificam como organizações
burocráticas, tradicionais, modernas, entre outros modelos, no entanto, uma coisa é
certa, todas estão direcionadas à construção do saber e à formação dos cidadãos.
A utilização de novas tecnologias modificou o processo de industrialização,
gerando aumento do desemprego nos últimos anos em alguns países, proveniente da
substituição da mão-de-obra por máquinas e devido às exigências, por parte das
organizações, de profissionais qualificados. Desse modo, o pleno desempenho das
atividades profissionais inclui algumas características conforme descrito pelo PNUD
(DELORS, 2001, p. 81):

O desenvolvimento humano é um processo que visa ampliar as


possibilidades oferecidas às pessoas. Em princípio, estas possibilidades
podem ser infinitas e evoluir com o tempo. Contudo, em qualquer nível de
desenvolvimento, as três principais, do ponto de vista das pessoas, são ter
um vida longa e com saúde, adquirir conhecimentos e ter acesso aos
recursos necessários a um nível de vida decente. Na falta destas
possibilidades fundamentais, muitas outras oportunidades permanecerão
inacessíveis.

Com a implantação de várias universidades e instituições de ensino, no intuito


de formar profissionais qualificados para o mercado, o curso superior passou a ser
considerado como uma formação inicial e final, de modo que o indivíduo que
possuísse nível superior já estaria colocado no mercado, desfrutando de estabilidade e
segurança.
Para Castanho et al. (2001, p.17), a utilização de um currículo limitado
oferecia a formação desejada por meio de conhecimentos que se faziam necessários à
determinada tarefa, sendo assim o indivíduo se especializava em certo assunto e,
desenvolvendo sua função com êxito, adquiria estabilidade sem a necessidade de
manter-se atualizado.

35
Doravante esse cenário se modificou, não basta ter nível superior para atuar no
mercado, é preciso manter-se em constante aprendizado, assimilando as mudanças e
os novos paradigmas do mundo globalizado. O pensamento da formação
especializada dá lugar à formação generalista, ou seja, a visão holística capaz de
abranger as novas tendências do mercado, como esclarece Melo et al. (2004, p.33):

Ao desenvolver ações de forma integrada, a universidade estará


promovendo uma constante troca de saberes, onde os professores e
estudantes estarão em permanente contato com a realidade social, com os
novos métodos de trabalho e de prestação de serviços e, as empresas, por
sua vez, em contato direto com o desenvolvimento de novas tecnologias,
fundamentais para garantir sua competitividade.

Dadas às exigências do mercado de trabalho, é fácil concluir que o profissional


do futuro será aquele que conseguir manter-se atualizado a fim de acompanhar a
evolução da tecnologia. Algumas características serão imprescindíveis para esse
profissional, dentre elas destaca-se a responsabilidade para lidar com pessoas,
trabalhar em equipe, em organizações, levando-se em consideração a questão no
âmbito dos objetivos organizacionais e, ao mesmo tempo, proporcionando qualidade
de vida no trabalho.
No que concerne à responsabilidade da universidade na formação dos
profissionais, Melo et al. (2004, p.23), ressaltam a importância da criação de
disciplinas voltadas para o desenvolvimento, manutenção e incorporação de novos
mecanismos de aprimoramento ao ensino e à pesquisa.
De acordo com ao autor, ao responder aos anseios do mercado, as instituições
têm centrado a sua ação pedagógica e científica num modelo de formação e de
educação no que se refere ao saber fazer. As universidades parecem estar alheias aos
problemas sociais como o crime, racismo, violência, desemprego e pobreza.
A vida acadêmica deve ser vista como uma forma de exercer a cidadania,
tornando o ensino além de educativo político e científico, a universidade deve educar
pela ciência, neste contexto Demo (2001, p. 139), afirma que:

O ambiente educativo universitário pode ser alimentado de muitas maneiras


extrínsecas, como atividades culturais, ações sociais, organização política
estudantil, mas deve principalmente nutrir-se de sua especificidade

36
intrínseca, que é a pesquisa. Há muitas maneiras de educar, mas educar pela
pesquisa científica é coisa da universidade.

A finalidade do sistema educativo é o desenvolvimento de todas as


capacidades da pessoa para dar resposta aos problemas que a vida em sociedade
coloca, os conteúdos escolares devem ser selecionados com critérios que respondam a
tais exigências, o que comporta uma organização que depende mais da potencialidade
explicativa de contextos globais do que a que vem determinada por modelos
parcializados em disciplinas.
A escola tem importante papel a cumprir na sociedade, ensinando os alunos a
se relacionarem de maneira seletiva e crítica com o universo de informações a que
têm acesso no seu cotidiano. O excesso e a rapidez das informações geram a
incapacidade crítica e deficiências para lidar com situações que requerem soluções
rápidas.

2.5 A Importância da Comunicação e da Tecnologia da Informação para a Educação

O acelerado desenvolvimento dos meios de comunicação e acesso à


informação vem transformando todo o contexto global, atualmente são usadas
ferramentas para a transmissão de mensagens em tempo real, essa revolução na
comunicação só se tornou possível graças à tecnologia da informação. É ela que, nos
dias de hoje, oferece recursos na construção do processo de aprendizagem e é usada
em ambientes virtuais, originando a Educação à Distância.
Imbernón et al. (2000, p.22), chama a atenção para uma nova tendência que se
tornou revolucionária, a sociedade da informação. Enquanto que na sociedade
industrial, havia o predomínio do setor secundário (indústria) e um crescimento do
terciário (serviços) em detrimento do setor primário (agricultura e pesca), doravante,
este cenário vem se modificando, cedendo lugar para um novo setor denominado
quartenário ou informacional, em que a informação é a matéria-prima e o seu
processamento é a base do sistema econômico.
Todas as transformações no âmbito da economia vêm acarretando modificações
nos processos de industrialização, transportes e no modo de produção capitalista,

37
transformando a economia em um sistema global, alicerçado em alianças estratégicas
e cooperação entre as empresas, por meio do uso das tecnologias da informação.
Sobre esta questão Melo et al. (2004, p.223) comenta que:

As duas últimas décadas foram marcadas por novos modelos


organizacionais que emergiram diante deste novo cenário internacional.
Estes modelos foram introduzidos para ajustar as organizações à nova
economia global, num ambiente muito mais dinâmico e complexo, onde as
mudanças ocorrem com maior velocidade e a participação do indivíduo
torna-se essencial. Para atender as necessidades de transformações foram
introduzidas muitas ferramentas gerenciais utilizadas na busca da
maximização da competitividade, incluindo qualidade e produtividade.

Dentre as várias mudanças na economia e nos processos organizacionais, nota-


se que a área da educação vem passando forte impacto, originando outras
metodologias de ensino como o ensino à distância e universidades virtuais, com
objetivo de atender a nova demanda de profissionais qualificados e sempre
atualizados, conforme esclarece Moran (2000, p.140):

A Internet favorece a construção cooperativa e colaborativa, o trabalho


conjunto entre professores e alunos, próximos física ou virtualmente. É
possível participar de uma pesquisa em tempo real, de um projeto entre
grupos, de uma investigação sobre um problema da atualidade.

Todas as transformações, em especial as que estão relacionadas à evolução


educacional só foram possíveis por meio da tecnologia da informação, uma forma de
comunicação em tempo real capaz de romper o espaço e as barreiras físicas.
As pessoas se comunicam para estabelecer integração, absorver informações,
para aprender, desenvolver da melhor forma possível suas habilidades tanto pessoais,
como profissionais, emocionais, familiares e estéticas. Aquelas que não possuem as
competências para criar e tratar a informação, ou aqueles conhecimentos que a rede
valoriza ficam excluídos, Moran (2000a).
Salienta-se que desde os primórdios da humanidade a comunicação está
presente, o homem se comunica para estabelecer relações uns com os outros. Na
atualidade, a comunicação tornou-se um diferencial competitivo para as organizações
e para os indivíduos, de modo que a evolução da tecnologia e o crescimento do
volume de informações, associados à geração de novos produtos têm trazido desafios

38
para os setores econômicos e administrativos das organizações Melo et al. (2004,
p.290).
A educação na sociedade da informação deve basear-se na utilização de
ferramentas para a comunicação, de tal modo que seja possível estabelecer contatos
de forma crítica e reflexiva com a sociedade.
A sociedade, de modo geral, está constantemente se beneficiando com os
progressos da tecnologia, vários meios de comunicação como jornal, revista,
televisão, Internet, dentre outros, além de possibilitar novas formas de comunicação,
geram diferentes maneiras de produzir o conhecimento (CASTANHO et al., 2000,
p.224).
A rapidez e eficiência dos meios de comunicação transmitem informações aos
alunos e professores, de modo que essas ferramentas são utilizadas para análise,
discussão e compreensão da realidade. O conhecimento acumulado por parte dos
professores, em interação com as informações absorvidas e analisadas pelos alunos,
fornece um modelo de ensino participativo e que leva a descobertas sobre os mais
variados temas.
As propostas didáticas que utilizam as Tecnologias da Comunicação e
Informação como instrumentos de aprendizagem devem ser complementadas e
integradas com outras propostas de ensino. Para a Secretaria de Educação
Fundamental (1998, p. 153):

As tecnologias da comunicação e informação podem ser utilizadas para


realizar formas artísticas; exercitar habilidades matemáticas; apreciar e
conhecer textos produzidos por outros; imaginar, sentir, observar, perceber
e se comunicar; pesquisar informações curiosas etc., atendendo aos
objetivos de aprendizagem ou puramente por prazer, diversão e
entretenimento. Por isso, na medida do possível, é importante que os alunos
possam fazer uso dos computadores tendo propósitos próprios, fora do
horário de aula ou quando terminarem a proposta feita pelo professor.

Do ponto de vista econômico e político, basta analisar a história da


humanidade para constatar como o domínio tecnológico e, conseqüentemente, o
desenvolvimento, sempre estiveram associados ao poder. As novas tecnologias da
informação são decisivas no desenvolvimento de qualquer país, independentemente
da sua cultura, crença ou costumes.

39
Moran (2000), relata que a complexidade da modernização, a competição
acirrada e as pressões do mercado dificultam a possibilidade de se desenvolver
processos de comunicação com as pessoas de uma forma mais profunda, contudo, a
sociedade tem se relacionado com as mídias, como a televisão, computador e todas as
formas de comunicação que a tecnologia oferece.
O uso de tecnologias, cada vez mais presente na vida das pessoas, identifica-se
como um dos elementos do conjunto que caracteriza a modernidade, dessa forma, a
qualidade está intimamente ligada às tecnologias as quais oferecem ferramentas que
possibilitam qualificar o produto, seu processo e seu agente: o profissional moderno
(CASTANHO et al., 2000, p. 221).
As novas tecnologias proporcionaram à humanidade o acesso à comunicação
universal, as informações são transmitidas em tempo real de qualquer lugar do mundo
e é possível interagir com grupos de discussões, trocar informações e conhecimentos
sem limites de distância ou tempo.
Litwin (apud MARTINS, 2007, p.3), propõe uma conceitualização no que
concerne à Tecnologia Educacional:

A Tecnologia Educacional, assim como a Didática, preocupa-se com as


práticas do ensino mas diferentemente dela inclui entre suas preocupações o
exame da teoria da comunicação e dos novos desenvolvimentos
tecnológicos: a informática, hoje em primeiro lugar, o vídeo, a TV, o rádio,
o áudio e os impressos, velhos ou novos, desde livros até cartazes. Ao tratar
de delimitar seu objeto, entre os suportes teóricos têm que se acrescentar as
teorias da comunicação como exame dos pressupostos. Esta busca de
delimitação não inclui a análise do planejamento ou modelo em nível do
macrossistema.

Embora existam várias definições no campo da Educação Tecnológica, o


principal objetivo desse sistema consiste em priorizar não somente as tecnologias,
mas sobretudo os processos de comunicação que se transformam no contexto de uma
determinada cultura de forma interligada.
Nesse ínterim Imbernón et al. (2000, p. 24), ressaltam que a educação, além de
facilitar o acesso a uma formação embasada na aquisição de conhecimentos, deve
permitir o desenvolvimento das habilidades necessárias na sociedade da informação.
Habilidades como a seleção e o processamento da informação, autonomia e
capacidade para tomar decisões, o trabalho em grupo e a flexibilidade são

40
importantes fatores para o desempenho no mercado de trabalho, para as atividades
culturais e para a vida social.
A educação tem, sem dúvida, um papel importante a desempenhar no que diz
respeito à tecnologia da informação, estimulando e desenvolvendo os indivíduos para
atuar de forma eficiente no contexto ambiental que envolve os mais variados tipos de
cultura. Dessa forma, o sistema de educação à distância só foi possível mediante a
implantação da tecnologia da informação.

2.6 Histórico da Educação à Distância

As transformações econômicas e políticas em âmbito mundial e o avanço das


novas tecnologias acarretaram a mudança do profissional, que deixou de ser
industrial e passou a ser um profissional do conhecimento, dessa maneira, a exigência
por uma formação contínua e atualizada originaram à implantação da EaD (Educação
à Distância).
Embora pareça recente, a educação à distância surgiu a cerca de 200 anos. Os
primeiros cursos à distância que se tem notícia surgiram por meio dos serviços de
correio, sendo a entrega de correspondências possível logo após o surgimento do
motor a vapor e do trem. Ao longo desses anos, os sistemas educacionais sofreramm
mudanças substanciais graças à evolução tecnológica, essas mudanças compreendem:
telégrafo, telefone, fotografia, cinema, televisão, computador e, por fim, a Internet,
(OZORES, 2001).
É essencial ressaltar que as tecnologias da comunicação devem ser encaradas
na EAD como meios, propiciando ao professor condições de ensinar e ao aluno de
aprender, sendo que devem ser usadas como formas de se alcançar os fins
educacionais e realização de projetos pedagógicos. Assim, o processo evolutivo do
sistema de educação à distância, apesar de sofrer grande influência da
correspondência, absorveu as inovações da tecnologia, produzindo uma modalidade
de educação capaz de contribuir para a universalização e a democratização do ensino
(ASSIS, 2007, p. 1).
Não há dúvida de que a economia atual se encontra totalmente vinculada às
novas tecnologias, em especial à Internet, todas as mudanças educacionais se deram

41
em conseqüência dos avanços tecnológicos e do desenvolvimento das redes de
comunicação. Assim, cada vez mais a educação se apresenta como rentável campo de
mercado, de atualização e reconhecimento profissional.

2.7 Importância do Sistema Educacional à Distância

Com a globalização dos negócios, o avanço tecnológico, o forte impacto da


mudança e o intenso movimento pela qualidade e produtividade, surge uma forte
necessidade na maioria das organizações: o grande diferencial competitivo, a
principal vantagem das empresas, que é representado por meio das pessoas que nelas
trabalham. São as pessoas que conservam o que existe, geram e fortalecem as
mudanças. São as pessoas que produzem, vendem, servem ao cliente, tomam
decisões, lideram, motivam, comunicam, gerenciam e dirigem os negócios.
As novas tecnologias da informação, incorporadas à educação à distância,
promoveram consideráveis mudanças nos sistemas educacionais, em função das
possibilidades interativas desses instrumentos. Para tanto há uma modernização do
sistema de ensino, escolas virtuais, cursos à distância, regulamentados por leis,
decretos, portarias, como cita Maia (2001, p. 51):

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n° 9.394 de 20 de


dezembro de 1996), pelo Decreto n° 2.494, de 10 de fevereiro de 1998
(publicado no D.O.U. de 11/02/98), Decreto n° 2.561, de 27 de abril de
1998 (publicado no D.O.U. de 28/04/98) e pela Portaria Ministerial n° 301,
de 07 de abril de 1998 (publicada no D.O.U. de 09/04/98). DE ACORDO
COM O Art. 2º do Decreto n° 2.494/98, “os cursos a distância que conferem
certificado ou diploma de conclusão do ensino fundamental para jovens e
adultos, do ensino médio, da educação profissional e de graduação serão
oferecidos por instituições públicas ou privadas especificamente
credenciadas para esse fim [...]”. No caso da oferta de cursos de graduação
e educação profissional em nível tecnológico, a instituição interessada deve
credenciar-se ao MEC, solicitando, para isto, a autorização de
funcionamento para cada curso que pretenda oferecer.

A partir do período compreendido entre 1998 e 2005, as instituições foram


adquirindo experiências em EAD e a sociedade começou a se conscientizar da
importância dessa nova modalidade de ensino (ROPOLI, 2006).
Nesse contexto, as universidades se tornam aptas para o exercício das funções
de criar, transferir e aplicar o saber, bem como de formar e capacitar profissionais de

42
alto nível. Um dos fatores que promoveram a necessidade de educação permanente
dos adultos é a globalização, a qual impõe uma formação continuada que pode ser
complementada pela formação acadêmica e profissional por meio de programas de
educação à distância.
Houve um grande avanço em termos de qualidade da Educação à Distância no
mundo; os países mais desenvolvidos conquistaram a credibilidade e se tornaram
modelos para aqueles que buscam alternativas de soluções para seus problemas
educacionais. No Brasil, as experiências em EaD, mostram que essa modalidade de
ensino ainda não conquistou a devida credibilidade, muitas vezes pela
descontinuidade dos projetos educativos, pela falta de apoio e por enfrentar
resistência (ASSIS, 2007, p. 4).
As instituições, no intuito de implantar esse novo sistema educacional, devem,
em primeira instância, definir uma estrutura para atender às novas demandas. O MEC
(Ministério da Educação) em seu documento de indicadores de qualidade para cursos
à distância, define dez itens básicos que devem merecer a atenção das instituições
que preparam seus programas educacionais à distância. Esses itens, na sua maioria,
são de responsabilidade desta estrutura de EAD. São eles de acordo com o SEED
(Secretaria de Educação à Distância) (2007, p. 2-3):

1. Integração com políticas, diretrizes e padrões de qualidade definidos


para o ensino superior como um todo e para o curso específico;
2. Desenho do projeto: a identidade da educação à distância;
3. Equipe profissional multidisciplinar;
4. Comunicação/interatividade entre professor e aluno;
5. Qualidade dos recursos educacionais;
6. Infra-estrutura de apoio;
7. Avaliação de qualidade contínua e abrangente;
8. Convênios e parcerias;
9. Edital e informações sobre o curso de graduação à distância;
10. Custos de implementação e manutenção da graduação à distância.

O MEC propõe ainda que além desses aspectos, a instituição interessada


poderá acrescentar outros mais específicos e que atendam a particularidades de sua
organização e necessidades sócio-culturais de sua clientela, cidade ou região.
No mercado de hoje é vital o aprendizado contínuo, a atualização é a
importante moeda de troca para fixar remuneração nas contratações e promoções nas

43
empresas. A verdade é que as pessoas precisam ser eternos alunos na busca pelo
aperfeiçoamento pessoal e profissional (LIMA, 2006).
Para entender melhor o papel que as novas tecnologias podem desempenhar no
processo de ensino-aprendizagem é fundamental entender como ocorre este processo
perante as propostas mais inovadoras que se baseiam em uma maior interação entre
professores e alunos.
De acordo com Maia (2001, p. 21), a definição da formação em educação à
distância (EAD), pode ser caracterizada como:

A Educação à Distância (EAD) é uma opção de resposta às exigências


sociais e pedagógicas de ensino, ou seja, o atendimento emergencial da
demanda reprimida de professores da educação básica, que necessitam de
formação por exigência da LDB, e o acesso à universidade para pessoas
impossibilitadas de participar de cursos presenciais [...].

A escolarização permanente tornou-se uma exigência do mercado de trabalho,


impondo padrão de qualidade profissional, complementada com especializações
técnicas e outras experiências para o desempenho dentro das organizações. A
educação à distância mostra-se como uma perspectiva de crescimento das práticas
profissionais pela busca da qualificação em determinadas áreas e com o objetivo de
manter-se em um mercado competitivo.
Saraiva (1995), chama a atenção para o fato de que a educação à distância é
uma prática educativa por meio de interação pedagógica, cujos objetivos, conteúdos e
resultados obtidos se identificam com aqueles que constituem, nos diversos tempos e
espaços, a educação como projeto e processo humano, histórica e politicamente
definido na cultura das diferentes sociedades.
A educação está intimamente ligada aos processos pessoais e sociais dentro de
um contexto cultural, está vinculada a um processo de comunicação, informação e
trocas de conhecimento, em que cada indivíduo desempenha seu papel de acordo com
suas características e predisposições.
De acordo com Castanho et al. (2000, p.222), “a necessidade de uma
aprendizagem imediata identifica essa nova fase da sociedade apressada, em
permanente desintegração, em termos de mudanças que realçam as contradições e
instalam angústia e competição [...]”. O sentimento de obsolescência da prática

44
profissional, assim como a exigência do mercado por profissionais altamente
qualificados, tem impulsionado os indivíduos na busca pelo aperfeiçoamento em
tempo real, ou seja, aprender em curto prazo, uma nova forma de executar suas
tarefas e de ser um profissional eficaz.
A conquista desse novo patamar para as relações entre instituições de ensino e
a sociedade e a sua continuidade se devem a alguns fatores (MAIA, 2001, p.14), tais
como:

1. A necessidade por parte dos alunos em aprender de uma forma moderna,


por meio de recursos tecnológicos, com professores que passam a
desenvolver estratégias de aprendizagem, modeladores e orientadores de
conteúdos;
2. A virtualização dos serviços acadêmicos e administrativos oferecidos
pelas faculdades, aumento do uso da comunicação e de tecnologias da
informação, permitindo aos professores e alunos o acesso e a interação a
conteúdos e de aprendizagem a qualquer momento de qualquer computador
por meio da Internet;
3. A redução dos custos de equipamentos de informática, tornando acessível
para todos a aquisição de computadores mais baratos;
4. A crescente demanda pela educação continuada, exigindo-se do
profissional atualizações permanentes em conhecimentos e habilidades para
enfrentar os desafios e as exigências do mercado de trabalho;
5. O aumento da competitividade entre as universidades, provocado pela
saturação do mercado para cursos presenciais, decorrente da oferta de vagas
acima da capacidade de assimilação do mercado;
6. O reconhecimento por parte da legislação brasileira da certificação de
cursos pela modalidade da educação à distância como equivalentes ao
ensino presencial.

O processo de interação entre professores e alunos resulta em um modelo de


ensino no qual a participação e descobertas sobre diversos temas evoluem para a
formação crítica e construtiva da realidade, a universidade é encarada como
formadora de opiniões.
No que concerne a importância da educação à distância, Melo et al. (2004,
p.292), relata que:
[...] A constante supressão e criação de empregos, característica destes
últimos anos, mostra que a permanência nos postos de trabalho está restrita
àqueles trabalhadores mais bem qualificados, portanto, mais capazes de se
adaptarem às exigências dos novos tempos. Se assim é, emerge uma
desigualdade no acesso às oportunidades de emprego e de requalificação
profissional.

45
Dado o exposto fica evidente a necessidade de se aperfeiçoar para atuar no
competitivo mercado de trabalho, as grandes e profundas mudanças ocorridas no
cenário mundial, auxiliaram no surgimento de novas atividades, ao mesmo tempo em
que outras funções desapareceram ou se modificaram. No entanto, para que o ensino
à distância obtenha êxito é preciso a manutenção de professores capacitados para o
desempenho da função.

2.8 Análise da preparação profissional dos professores que trabalham em Educação à


Distância

Devido ao grande avanço tecnológico, às novas tendências, à globalização e à


abertura do mercado, ocorridos em meados da década de 1980, a interação entre os
países tornou-se uma forma de diversificação cultural, dentre muitas mudanças
ocorridas, o sistema educacional de quase todos os países sofreu alterações e pressões
para se adaptarem às novas exigências por parte da sociedade.
O sistema educacional deve buscar um equilíbrio criativo com o ambiente; um
sistema aberto, em constante interação e suscetível a mudanças, para sobreviver a
esse ambiente deve seguir modificações correspondentes às necessidades
determinadas, dentre essas a formação dos professores, como esclarece Moran (2000,
p. 137):

Educar é colaborar para que professores e alunos nas escolas e organizações


transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizado. É ajudar
os alunos na construção da sua identidade, do seu caminho pessoal e
profissional, do seu projeto de vida, no desenvolvimento das habilidades de
compreensão, emoção e comunicação que lhes permitam encontrar seus
espaços pessoais, sociais e profissionais e tornar-se cidadãos realizados e
produtivos.

Discorrendo sobre o assunto, Pimenta et al. (2005, p.36), enfatiza as questões


relacionadas a uma nova visão a respeito da formação dos professores, investindo na
valorização e no desenvolvimento dos saberes do corpo docente de modo a considerá-
los sujeitos intelectuais, capazes de produzir conhecimento, de participar de decisões
e da gestão da escola, fornecendo perspectivas para um novo sistema educacional.

46
O professor, na qualidade de intelectual, tem a capacidade de transformar e
elaborar tanto a crítica das condições de seu trabalho como a possibilidade que se
abre à construção de uma sociedade mais democrática e justa, educando seus alunos
como cidadãos críticos, ativos e comprometidos na construção de uma vida com mais
dignidade.
Marques (1999, p. 69), apresenta um conceito que evidencia a imagem do
professorado como forma de transmissão do conhecimento para os alunos, “o
professor universitário deverá ter as virtudes inerentes a todo educador e procurar ser,
na prática, o protótipo humano que deseja formar para a sociedade, isso porque a
educação se realiza notadamente pelo exemplo”.
Para tanto, o professor deve pertencer ao tipo de pessoa com tendência a
compartilhar conhecimentos e experiências com seus semelhantes, ter dedicação e
amor ao que faz, sentir-se realizado com a prática pedagógica e, sobretudo, ter
consciência de sua responsabilidade como educador frente à sociedade.
Embora existam muitas definições a respeito da função desenvolvida,
Krasilchik (1987, p. 45) salienta que “o professor é o elemento do sistema que tem
acesso direto e contínuo com os estudantes, objetivo final de todas as transformações
pretendidas [...]”. É ele quem contribui como pessoa crítica, transformando
percepções, valores, sentimentos e emoções, portanto, é preciso organizar
adequadamente a prática pedagógica, a fim de atingir de forma global o futuro
docente.
Enquanto que Castanho et al. (2001, p.162), apresenta o professor como sendo
um “artesão numa prática pessoal, integrando as várias contribuições das várias
disciplinas, capaz de auto-observação, auto-avaliação e auto-regulação. Ensina a
caminhar com passos firmes e também ensina a ousar [...]”.
Além dos conceitos já citados e das qualidades necessárias ao desempenho dos
professores como forma eficiente de transmitir conhecimento, a busca por novas
descobertas, criatividade e inovação são fatores essenciais para uma revolução ligada
ao cotidiano da sala de aula do professor universitário. Segundo Prise (apud
CASTANHO et al., 2000, p.76),

A inovação educativa consiste em proporcionar novas soluções para velhos


problemas, mediante estratégias de transformação ou de renovação,

47
expressamente planificadas. Inovar consiste em introduzir novos modos de
atuar em face de práticas pedagógicas que aparecem como inadequadas ou
ineficazes [...].

Diante do exposto fica evidente a luta por parte de alguns docentes em relação
a modificações no sistema de ensino, entretanto, o que comumente se observa é a
resistência das instituições, frente a mudanças, com fortes tendências a manterem
suas tradições intactas.
Nesse âmbito, a SEF – Secretaria de Educação Fundamental (2000, p. 53),
salienta o fato de que a escola deverá proporcionar um ambiente de reprodução social
e conscientização por parte dos professores e alunos:

Para o professor a escola não é apenas lugar de reprodução de relações de


trabalho alienadas e alienantes. É, também, lugar de possibilidade de
construção de relações de autonomia, de criação e recriação de seu próprio
trabalho, de reconhecimento de si, que possibilita redefinir sua relação com
a instituição, com o Estado, com os alunos, suas famílias e comunidades.

O presente contexto mostra que a figura do professor não deve ser analisada
como meramente repassador de informações, mas como agente motivador em parceria
na construção do conhecimento, a partir das transformações necessárias para a
construção do saber e formação de cidadãos conscientes.
De acordo com Moreira et al. (2005, p.132),

muitos dos problemas atualmente associados à formação de professores


indicam a falta de ênfase, no currículo dessa formação, na análise da questão
do poder e de sua distribuição hierárquica, bem como no estudo da teoria
social crítica.

Privar os professores de uma visão crítica referente a determinados assuntos é


sem dúvida uma falha do sistema educacional, gerando dificuldade na atuação e na
avaliação que os alunos fazem da instituição e de si próprios.
A busca pela excelência em matéria de educação implica na elaboração de
programas mais ricos e de acordo com os talentos e as necessidades de cada aluno,
dessa forma o incentivo na busca por novos talentos deve ser priorizado e os
professores devem ser bem preparados e, conseqüentemente, poderem atingir os

48
objetivos das instituições de ensino na formação de cidadãos conscientes do seu papel
na sociedade (DELORS et al., 2001, p.214).
A questão referente aos professores deve ser vista como formação continuada,
uma forma de enfrentar os conflitos e dilemas de sua atividade, portanto, não se
limita apenas a treinar ou capacitar, antes, o aprendizado deve ser constante e
atualizado.
O investimento tecnológico na educação faz parte da convicção de que a
educação é um componente substancial de qualquer política de desenvolvimento,
como também um instrumento de cidadania, pois a aproximação ente educação e
modernidade tecnológica tornam viável colocar em curso os desafios da modernidade.
Porém, para ser capaz de comandar a modernidade, é preciso modernizar o sistema
educativo das práticas docentes (CASTANHO et al., 2000, p. 228).
As mudanças nas práticas pedagógicas correspondem à disposição e
capacidade para um ensino de forma inovada, por meio de uma comunicação própria
para desenvolver os conteúdos, realizar avaliações, enfim, para uma melhor interação
professor/aluno.
De acordo com Maia (2001, p. 12), o sucesso desses novos ambientes de
estudo consiste na aprendizagem do aluno e na valorização das potencialidades do
professor como motivador e instigador de possibilidades. E para a instituição de
ensino, enquanto provedora de soluções educacionais, o enfoque deve estar na
qualidade dos serviços oferecidos, principalmente, aos alunos que necessitam de uma
atualização profissional permanente, devido às exigências do mercado de trabalho.
Para tanto o autor destaca algumas dicas para que o professor virtual possa enfrentar
os desafios dessa nova carreira:
1. Conhecer as tecnologias, o ambiente de rede, as ferramentas e os
recursos desses ambientes, fazer um curso virtual;
2. Conhecer-se como professor, pontos fortes e fracos, gostos
pessoais, metodologia e didática,
3. Analisar se apresenta características para orientação de pesquisas,
saber lidar com grupos sem o recurso do presencial;
4. Entrar em contato com outros professores virtuais, tirando dúvidas e
trocando experiências;
5. Organizar o conteúdo e programas de aulas de forma a ter uma idéia
do volume e da potencialidade desse material para um ambiente on-
line;
6. Avaliar o ambiente e os recursos tecnológicos que terá à disposição
para desenvolver o curso;

49
7. Estar aberto às críticas, escolher a forma pela qual irá avaliar os
alunos;
8. Pergunte, pesquise, leia, ouça, converse com outros professores e
alunos virtuais.

Na educação à distância, o plano de ensino assume uma forma cujas


particularidades metodológicas reinauguram uma nova relação entre ensino, pesquisa,
aprendizagem e avaliação processual. A criatividade, o desenvolvimento estético e
espacial dos slides ou aulas, aliados ao domínio dos conteúdos, significam grande
parte das exigências no perfil do docente. Assumir o ensino à distância implica, além
dos domínios já cobrados na prática convencional, o uso das ferramentas de software
e a disposição para aprender sempre e inovar constantemente a prática pedagógica
(CASTANHO et al., 2000, p. 134).
A prática da educação à distância é um avanço para o sistema educacional,
porém a formação de profissionais encarregados pela disseminação das informações
no âmbito da aprendizagem, deve ser atualizada e feita por meio de ferramentas da
comunicação que atendam às expectativas esperadas como teleconferências,
conversas interativas, e-mail e fax.
Nesse ínterim, Moran (2000, p. 138), apresenta algumas modificações
necessárias para o desempenho de forma eficiente por parte do corpo docente:

O que muda no papel do professor? Muda a relação do espaço, tempo e


comunicação com os alunos. O espaço de trocas aumenta [sic] da sala de
aula para a virtual. O tempo de enviar e receber informações se amplia para
qualquer dia da semana. O processo de comunicação se dá na sala de aula,
na Internet, no e-mail, no chat. É um papel que combina alguns momentos
do professor convencional, às vezes é importante dar uma bela aula
expositiva, com mais momentos de gerente de pesquisa, de estimulador de
busca, de coordenador de resultado. É um papel de animação e coordenação
muito mais flexível e constante, que exige muita atenção, sensibilidade,
intuição e domínio tecnológico.

Esse novo posicionamento por parte dos professores virtuais, impõe uma visão
pedagógica inovadora, aberta e em constante interação com o alunado, por meio de
processos de comunicação mais participativos.
Por fim, a Educação à Distância tem o intuito de oferecer à sociedade uma
educação de fácil acesso, flexível e com a qualidade que atenda às necessidades e

50
expectativas, promovendo o crescimento pessoal de seus alunos e mudanças no
âmbito social e profissional.

2.9 Fatores que influenciam no desempenho dos alunos virtuais

A revolução tecnológica, a globalização e a crescente busca pelo


aprimoramento e aprendizado contínuo, acarretaram uma série de transformações no
âmbito do sistema educacional, dessa forma, os cursos à distância merecem destaque,
pois a expansão e disseminação desse novo sistema, bem como, a melhoria da
qualidade, deram origem a inúmeros estudos científicos e o presente estudo busca
analisar o motivo pelo qual há um alto índice de evasão nos cursos à distância.
Dentre os mais variados motivos que levam um indivíduo a utilizar o sistema
de educação à distância, destacam-se a flexibilidade do horário, a distância, o tempo
e a oportunidade de compartilhar informações com grupos de estudantes de classes
sociais, culturas e costumes diferenciados, interagindo de forma a agregar
conhecimentos e disseminar os já absorvidos em um processo de aprendizado
contínuo.
Para Moran (2000a, p. 112):

Educação à distância não é um “fast food” em que o aluno se serve de algo


pronto. É uma prática que permite um equilíbrio entre as necessidades e
habilidades individuais e as do grupo, de forma presencial e virtual. Nessa
perspectiva, é possível avançar rapidamente, trocar experiências, esclarecer
dúvidas e inferir resultados [...].

É possível notar que na Educação à Distância, a interação e comunicação entre


professores e alunos são essenciais visto que sem essa interação haverá aprendizado,
mas sem o comprometimento com a qualidade e produção eficiente (TAVARES, 2007,
p. 3).
Embora a Educação à Distância ofereça diversas facilidades e vantagens,
algumas dificuldades são encontradas pelos alunos on-line, como por exemplo, o
índice de evasão, que na maioria dos casos é muito alto, proveniente de questões
relativas à falta de tempo, relacionada à má administração do tempo por parte dos
alunos; outro fator é a falta de envolvimento nos assunto e conteúdos do curso. Essas

51
dificuldades não estão intimamente ligadas à tecnologia, mas à adaptação dos alunos
ao novo contexto de aprendizado, já que o sistema a que foram acostumados é
totalmente o oposto do atual (AZEVEDO, 2007, p. 2).
Outro fator importante, que muitas vezes acaba desestimulando o aluno, é o
equívoco que se constrói acerca dos cursos à distância, o aluno acredita que irá
aprender rápido, de forma fácil, sem gastar tempo, assim, nas primeiras dificuldades,
acaba abandonando o curso. É importante ressaltar que esses cursos requerem tempo
e dedicação por parte do aluno, bem como tempo e disposição dos professores.
Por evasão entende-se a não conclusão do curso por parte dos alunos e até
mesmo aqueles que se matriculam e nem o iniciam. Como já foi citado anteriormente,
o alto índice de evasão é proveniente de fatores intrínsecos (psicológicos como:
motivação) e extrínsecos (estrutura do curso). Para evitar a evasão deve haver a
apresentação do EaD de forma clara, a utilização correta do material didático, maior
interação entre professores e alunos, e, sobretudo, a capacitação do corpo docente
(MAIA e MEIRELLES, 2007, p. 3-4).
O professor dos cursos à distância deve proporcionar aos seus alunos, um
ambiente de interação, por meio de uma comunicação clara, uma troca constante de
informações favorecendo o processo de aprendizagem, pela qual se estabelece uma
relação de reciprocidade, possibilitando o surgimento de diálogos que permitam
novas construções.
De acordo com Coelho (apud MAIA e MEIRELLES, 2007, p. 4), as principais
suposições sobre a evasão nos cursos são:

• A falta da tradicional relação face-a-face entre professor e alunos, pois


neste tipo de relacionamento julga-se haver maior interação e respostas
afetivas entre os envolvidos no processo educacional;
• Insuficiente domínio técnico do uso do computador, principalmente da
Internet, ou seja, a inabilidade em lidar com as novas tecnologias cria
dificuldades em acompanhar as atividades propostas pelos cursos a
distância como: receber e enviar e-mail, participar de chats, de grupos
de discussão, fazer links sugeridos, etc.
• Ausência de reciprocidade da comunicação, ou seja, dificuldade em
expor idéias numa comunicação escrita a distância, inviabilizando a
interatividade;
• A falta de um agrupamento de pessoas numa instituição física,
construída socialmente e destinada, muitas vezes, à transmissão de
saberes, assim como ocorre no ensino presencial tradicional, faz com
que o aluno do EAD não se sinta incluído num sistema educacional.

52
Na verdade, o sistema de educação à distância deve buscar, em primeiro
momento, a adequação pedagógica que melhor se adapte às necessidades dos alunos,
oferecendo formas de motivá-los para o pleno desempenho da função e extrair de
cada docente sua crítica, interesse e avaliação sobre o processo educacional, com a
finalidade de oferecer um ensino de qualidade.
Assim, Maia e Meirelles (2007, p. 2), enfatizam o fato de que a educação à
distância deve ser vista como uma atividade pedagógica, pela qual o processo de
ensino/aprendizagem é realizado por meio da interação entre professores e alunos,
utilizando-se recursos didáticos oferecidos em diferentes suportes tecnológicos de
informação e comunicação.
As mídias interativas estão provocando mudanças substanciais na educação, no
entanto, esse é só o começo, pois nem todas as pessoas possuem acesso a estas
tecnologias, representadas como uma novidade.
O acelerado ritmo da produção do conhecimento, aliado ao uso de novas
tecnologias da informação, tem exercido grande influência no modo de viver e de
trabalhar das pessoas, atualmente o que se exige dos profissionais é aprender a
aprender, estar apto a exercer funções de liderança, trabalhar em grupo e sobretudo,
adequar-se às constantes mudanças ocorridas ao longo de sua existência. As
modificações no sistema educacional são resultantes das mudanças no contexto global
que ainda estão sendo implantadas e em processo de adaptação.
No que concerne a responsabilidade dos alunos virtuais para adaptação e
melhor desempenho das atividades educacionais do novo sistema (AZEVEDO, 2007,
p.3), aponta que:

Ser um aluno on-line é mais que aprender a surfar na Internet ou usar o


correio eletrônico. É ser capaz de atender às demandas dos novos ambientes
de aprendizagem, é ser capaz de se perceber como parte de uma
comunidade virtual de aprendizagem colaborativa e desempenhar o novo
papel a ele reservado nesta comunidade.

De antemão é possível designar que o estudo à distância tem um grande


potencial junto aos que buscam a disseminação do conhecimento, atualização
profissional e aprendizado constante. No entanto, uma questão relevante é o alto

53
índice de evasão, especialistas na área apontam vários motivos para tanto, como já foi
citado anteriormente, o ato de estudar sozinho, a falta de tempo, a ausência na
participação de atividades colaborativas, a falta de autodisciplina por parte dos
discentes e a falta de estímulos ante a rotina são os fatores que desencadeiam o
processo de desistência e abandono do curso.
Analisando tais fatores é possível chegar ao consenso de que o conhecimento
por parte do público atendido, assim como avaliação das características da EAD, da
aprendizagem na educação de adultos, bem como da motivação neste contexto
relacionados aos aspectos psicológicos não só de alunos mas também de professores e
demais envolvidos, são importantes para atender a esta nova demanda.
Alguns índices de evasão estão relacionados à capacitação deficiente de
profissionais para desempenhar esse novo papel na comunidade educativa, dentre as
quais Faria (2007, p. 3) destaca:

1. Deficiência por partes do corpo discente em utilizar tecnologias da


informação e comunicação;
2. Ausência do hábito de leitura de e-mail;
3. A escassez de tempo, professores com elevadas cargas horárias dentro
das salas de aula;
4. Dificuldades para acessar a Internet, sites fora do ar;
5. Falta de habilidade por parte dos professores para motivar os alunos
evadidos;
6. Grande volume de tarefas e leitura.

É preciso, portanto, desempenhar um trabalho contínuo no que concerne a


qualidade da educação à distância, tornando possível a formação e capacitação de
pessoas para atuação no mercado de trabalho, o desempenho de um sistema
educacional de qualidade será um dos fatores decisivos para o crescimento e
desenvolvimento da economia brasileira nas próximas décadas.

2.10 Tendências do Sistema Educacional à Distância

Num mundo de crescente complexidade, globalização e mudanças aceleradas,


todas as entidades, sejam elas públicas ou privadas, vêm sentindo a necessidade de se

54
adequarem às novas perspectivas de mercado, pois as formas tradicionais de
organização não produzem mais efeito. A todo o momento a competitividade
empresarial impõe desafios às companhias e vencê-los pode significar a conquista de
oportunidades.
Neste contexto, Moran (2000), salienta a importância do EAD, como uma
forma de estabelecer a educação contínua ou continuada que ocorre no processo de
formação constante, de aprender sempre, de aprender em serviço, juntando teoria e
prática, refletindo sobre a própria experiência, ampliando-a com novas informações e
relações.
O sistema de Educação à Distância, apesar de estar em plena expansão, tem
enfrentado muitos desafios provenientes do contexto sócio-cultural e político,
caracterizados pela sociedade da informação. Para superar esses desafios é preciso
estipular metas, manter uma organização estruturada e, sobretudo, profissionais
qualificados para atuar no setor.
Os professores deverão desempenhar o papel de coordenadores,
experimentando idéias e testando novas funções para o ambiente de forma a
desenvolver interações entre professores e alunos e com outros docentes fora do
ambiente, em constante troca de informações, integrando as ferramentas necessárias
para a aplicação um curso completamente à distância (FUKS et al., 2007, p. 1).
O crescimento do Sistema Educacional à Distância segue uma tendência
mundial, a qual é responsável pela conscientização por parte dos profissionais a
respeito da educação continuada. No entanto, um dos maiores desafios a ser
enfrentado está diretamente ligado ao padrão de qualidade dos cursos, pois não basta
expandir, antes, é preciso primar pelo desempenho de forma eficiente desse sistema
revolucionário, como esclarece Pretto et al. (2007, p. 15):

A tecnologia sempre foi instrumento de inclusão social, mas agora isso


adquire novo contorno, não mais como incorporação ao mercado, mas como
incorporação à cidadania e ao mercado, garantindo acesso à informação e
barateando os custos dos meios de produção multimídia através das novas
ferramentas que ampliam o potencial crítico do cidadão, como
consumidores, emissores e receptores de saber e informação, seres ao
mesmo tempo autônomos e conectados em redes, que são a nova forma de
coletividade.

55
A utilização de meios de comunicação on-line, bem como das ferramentas
destinadas ao uso do ensino à distância, devem ser coerentes com as metodologias
estipuladas pelos professores, já os processos educacionais precisam ser amplos, deve
haver humanização nas relações como forma de motivação, avaliar constantemente os
procedimentos utilizados, com o objetivo de satisfazer a demanda garantindo o
crescimento da EAD com qualidade e eficiência.
O processo de mudança na educação passa por algumas dificuldades,
decorrentes da incerteza frente ao novo contexto, assim como qualquer outro
processo em metamorfose, enfrentam períodos de tensões, questionamentos
adaptações até que se concretizem de forma satisfatória os objetivos propostos.
Dentre inúmeros desafios que circundam o sistema de EAD, Litwin (2001, p.
20), salienta:

O desafio permanente da educação a distância consiste em não perder de


vista o sentido político original da oferta, em verificar se os suportes
tecnológicos utilizados são os mais adequados para o desenvolvimento dos
conteúdos, em identificar a proposta de ensino e a concepção de
aprendizagem subjacente e em analisar, de que maneira os desafios da
distância são tratados entre alunos e docentes e entre os alunos.

Depois da definição da estrutura de EAD deve-se ter em mente os objetivos da


instituição e um currículo com características de integração e interação entre as
disciplinas, necessários para que a EAD se torne assunto abordado em discussões das
políticas institucionais.
Neste contexto, o presente trabalho, no intuito de fornecer informações acerca
de uma realidade atual e relevante no que concerne o estudo a distância, por meio de
instituições como SENASP/SEAT –SEJUSP/MT, apresentará definições, estruturação,
metodologias e tecnologias utilizadas por essas instituições com o objetivo de
oferecer um estudo à distância de qualidade.

56
CAPÍTULO III

SENASP/SEAT-SEJUSP/MT

3.1 Definições, Metodologias e Objetivos

A obsolescência das competências pessoais e profissionais, decorrente da


velocidade com que o avanço tecnológico interfere diretamente na vida e no trabalho
de todos, aponta para a necessidade do aprendizado permanente, interesses
profissionais mais amplos e, ao mesmo tempo, o desafio de aprender a produzir sem
sair do local, já que o aprendizado é contínuo.
A nova tendência do ensino é o abandono das aulas tradicionais para a
utilização de ambientes virtuais, dadas às restrições de custo, tempo, distância e
disponibilidade, dessa forma, a SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Pública),
por meio do Departamento de Pesquisa, Análise da Informação e Desenvolvimento de
Pessoal e ao DPF (Departamento de Polícia Federal), por meio da Academia Nacional
de Polícia, oferece os recursos e estrutura necessária para a elaboração e implantação

57
do Projeto de Ensino à Distância, destinado aos profissionais de segurança pública
nas esferas federal, estadual e municipal, de acordo com as seguintes diretrizes:

• Dotar as Unidades Federativas de um ambiente de ensino mediado pela


tecnologia de TV digital e Internet para comunicação e informação;
• Disseminar/compartilhar conhecimentos e informações para todos os
profissionais da área de segurança pública, estimulando doutrinas e
práticas unificadas independentemente da distância;
• Favorecer o diálogo social entre as diversas instituições que compõem
o sistema de Segurança Pública;
• Ampliar a rede de pessoas que pensam e fazem a segurança pública
favorecendo o diálogo social;
• Contribuir com a integração dos profissionais da área de Segurança
Pública;
• Promover a consolidação das Políticas Públicas na Área de Segurança
Pública;
• Implementar ações de formação permanente de forma sistematizada;
• Registrar o capital intelectual das instituições/profissionais da área de
Segurança Pública.
Fonte: Ministério da Justiça (2007, p. 2-3).

A estratégia do projeto é a integração por meio de uma rede nacional de


telecomunicações, ações do sistema educacional de caráter presencial e virtual em
conjunto com as Academias de Polícia, com o objetivo de atingir um público-alvo
constituído pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias civis e
militares, corpos de bombeiros e as guardas municipais (MINISTÉRIO DA JUSTIÇA,
2007, p. 3).
O SEAT (Segurança e Educação ao Alcance de Todos) surgiu em novembro de
2006, um ambiente de ensino-aprendizagem que tem como objetivo informar, formar,
atualizar e especializar gratuitamente os operadores de segurança pública no Brasil
(BARROSO, et al., 2007).
O SEAT é na verdade uma escola virtual destinada aos operadores de
segurança pública, para tanto foi construída uma estrutura especial em parceria com
cada uma das unidades da federação: os telecentros, dos quais Barroso et al. se refere
como um poderoso instrumento:

O telecentro é um instrumento poderoso para apoiar o desenvolvimento


local de programas de capacitação através do uso das tecnologias digitais
de informação e comunicação, além de promover o fortalecimento da
inclusão digital. (2007, p. 4)

58
Os telecentros integram os recursos do canal corporativo de televisão e da
Internet, reunindo avançadas tecnologias aplicadas à educação e podendo, na sua
expansão, atender o acesso à educação continuada do contingente humano
(MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, 2007, p. 4).
O SEAT está estruturado numa rede de Telecentros cobrindo as 27 unidades
federativas. São 60 telecentros, 27 Secretarias Estaduais de Segurança Pública, 27
Superintendências Regionais da Polícia Federal, 4 da Polícia Rodoviária Federal e 2
da Guarda Municipal (BARROSO et al., 2007, p. 6).
Com o objetivo de proporcionar um conhecimento mais aprofundado, são
destacadas algumas atividades e funções realizadas que exercem grande impacto
sobre o Projeto, para o Ministério da Justiça (2007, p. 5):

1. Conhecimento da realidade: apresentação do projeto, coleta de


informações sobre a demanda para o curso em todo o país, apresentação do
conteúdo e importância para os operadores de segurança pública;
2. Especificações técnicas: o ambiente dispõe de ferramentas pedagógicas e
de comunicação, pelas quais é possível o desenvolvimento de conteúdos
didáticos multimídia, permitindo aos alunos estudar a qualquer hora e lugar,
criação de comunidades virtuais em constante interação;
3. Novos conteúdos: foram desenvolvidos no ambiente virtual os novos
cursos de Direitos Humanos e Cidadania, Tráficos de Seres Humanos,
Preservação do Local de Crime e Violência, Criminalidade e Prevenção;
4. Cursos Supletivos: como forma de completar os estudos fundamentais;
5. Canais de televisão complementares para o treinamento: o projeto SEAT
dispõe de um canal específico de televisão sobre temas de segurança
pública,
6. Fórum SEAT: comunicação e interação através do Fórum do Projeto
SEAT, permitindo uma permanente atualização e acompanhamento da
evolução de todas as etapas do Projeto;
7. Acervos de Conteúdo e Rede de Conteudistas: as academias de polícia se
constituem em grandes centros de conteúdos presenciais e de conteudistas
que irão prover, de forma contínua, o fluxo de desenvolvimento de novos
cursos para a educação à distância;
8. Padrões operacionais de qualidade: os serviços de comunicação e de
transmissão de dados por satélite e Internet constituem a infra-estrutura de
tecnologia do Projeto SEAT, o monitoramento desses serviços permitirá a
obtenção de relatórios gerenciais para o acompanhamento dos indicadores,
do desempenho da rede e da manutenção dos serviços por meio de tempos
de resposta das estações de trabalho instaladas, disponibilidade do servidor,
entre outros.

A organização interna de um Telecentro fica a cargo das superintendências


regionais da PF (Polícia Federal) ou da Secretaria Estadual de Segurança Pública,
podendo-se, entretanto, utilizar algumas funções de apoio ao usuário, operação do
Telecentro e apoio às atividades de ensino, as funções exercidas dentro desse

59
processo são constituídas por: gestor - principal responsável pela administração do
Telecentro; coordenador de suporte - responsável pelo treinamento presencial sobre
informática básica a todo o pessoal do Telecentro; coordenador de operação -
responsável pela operação e controle de um dos diferentes ambientes existentes no
Telecentro; coordenador de ensino - é responsável pela qualidade e eficácia do
treinamento ministrado, responsável pela elaboração dos conteúdos locais,
obedecendo aos padrões estabelecidos pela SENASP, atualização dos materiais
didático-pedagógicos, pela biblioteca virtual e pela avaliação final dos alunos
(BARROSO, et al., 2007).
Para melhor observar a estrutura do SEAT é interessante avaliar as interfaces
do curso que foi oferecido aos agentes de segurança de Rondonópolis-MT, curso este
que foi a base de análise desta pesquisa:

Figura 1: Página inicial do curso

Fonte: Ministério da Justiça SENASP (2007)

Figura 2: Página cursos evadidos

60
Fonte: Ministério da Justiça SENASP (2007)

Figura 3: Página cursos concluídos

Fonte: Ministério da Justiça SENASP (2007)

A partir da apresentação das interfaces percebe-se que o curso oferecido pela


SENASP/SEAT é de fácil acessibilidade, dessa forma, evidencia a preocupação da
instituição com a facilidade do acesso pelos alunos.
O uso das tecnologias da comunicação e informação na elaboração de
programas de capacitação e aprendizado contínuo como forma de complemento e
atualização dos operadores de segurança pública, tem o objetivo de conscientizar e
incentivar esses agentes, frente suas responsabilidades para com a sociedade.

61
CAPÍTULO IV

MARCO ANALÍTICO

4.1 Análise dos Dados

Ao aplicar os questionários ao público-alvo escolhido, foram identificados


aspectos relacionados ao grupo, sendo que o formulário permitiu coletar informações
específicas dos pesquisados.
Ao iniciar o estudo foram levantados dados sobre o número de matriculados no
curso da SENASP/SEAT do 2º ao 6º ciclo, modalidade em que foram disponibilizadas
as vagas para Rondonópolis-MT.
Como parâmetro de comparação dos índices de evasão encontrados com o
público entrevistado, buscou-se coletar dados do mesmo órgão e curso em outros
níveis. Assim, foram coletados dados sobre o índice de evasão do curso da
SENASP/SEAT em nível de Brasil, Mato Grosso e Rondonópolis, como se pode
observar na tabela a seguir:

TABELA 1: Matrículas, aprovação e evasão do curso SENASP/SEAT – Brasil, Mato Grosso


e Rondonópolis
Matricu- Aprovados Índice de Evadidos Índice de
lados Aprovação Evasão
Brasil 14.718 7.200 48,91% 7.518 51,09%

62
Mato Grosso 2.173 1.370 63,04% 803 36,96%
Rondonópolis 305 180 59,01% 125 40,99%
Fonte: Marcolino, 2007.

GRÁFICO 1: Índice de evasão em nível de Brasil, Mato Grosso e Rondonópolis-MT

100%

80%
Evasão em
51,09% Rondonópolis-MT
60%
40,99% Evasão no Mato Grosso
36,96%

40% Evasão no Brasil

20%

0%

Fonte: Marcolino, 2007.

De acordo com dados coletados junto ao Gestor Estadual, Dr. Zoilton Brás
Marcelino (2007), observa-se que o índice de evasão no curso do SENASP/SEAT de
Rondonópolis é de 40,99%, superior ao índice do Estado de Mato Grosso de 36,96%,
mas inferior ao índice brasileiro, visto que em nível nacional a evasão do curso é de
51,09%.
É importante avaliar que, mesmo com um alto índice de evasão (40,99%),
apresentando um índice superior ao índice estadual, Rondonópolis-MT enquadra-se
dentre os padrões de normalidade, isto porque, de acordo com Zentgraf (2007, p. 3),
existem altos índices de evasão deste tipo de educação, podendo atingir até um
percentual de “50% das matrículas”.
Outro fator que deve ser considerado em relação ao público entrevistado é que
muitos iniciaram dois ou três cursos, tendo dificuldades para continuar devido a
exigência nas atividades, dessa forma, alguns evadiram de um ou mais cursos, no
entanto, deram prosseguimento a outros, sendo aprovados com boas notas.

63
É relevante avaliar que em algumas instituições existem dois ou mais itens
com o mesmo percentual, o que esclarece o fato de uma mesma instituição apresentar
respostas diferentes com percentuais iguais.
O formulário da pesquisa levantou em qual instituição os entrevistados
trabalhava, gerando os seguintes dados:

TABELA 2: Instituição

Instituição
IML 0,8%
Criminalística 0,8%
Delegacia de Defesa da Mulher 16,8%
Posto de Identificação 6,4%
Delegacia Vila Operária 12,8%
CISC 28%
Presídio Mata Grande 20%
PM 11,2%
Cadeia Pública 3,2%
TOTAL GERAL 100%
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 2: Instituição

100% Cade ia Pública

PM
80%
Pre sídio Mata Grande

CISC
60%
Dele gacia Vila
O pe rária
40% 28% PO LITEC

20% Dele gacia de fe sa da


16,8% mulhe r
20% 12,8% 11,2% Criminalística
0,8%0,8% 6,4% 3,2%
IML
0%

Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

64
Em relação à instituição em que trabalha, o percentual mais elevado é de 28%
dos agentes do CISC e 20% no Presídio da Mata Grande, isto posto, avalia-se que
nestas duas instituições é que existe o maior número de agentes que iniciam um curso
à distância e acabam não finalizando, elevando o percentual de evasão.
É preciso avaliar a importância da educação à distância na atualidade, sobre
isso se entende a concepção de Maia (2001, p. 21) que: “A Educação à Distância
(EAD) é uma opção de resposta às exigências sociais e pedagógicas de ensino [...]”
podendo ser um diferenciador na qualificação profissional em todos os segmentos,
como é o caso da segurança pública, alvo deste estudo.
É importante salientar que a questão 8 trata sobre a carga horária de trabalho
semanal dos referidos agentes e foi o alicerce para a elaboração da tabela e gráfico 3,
como se observa a seguir:

TABELA 3: Carga horária de trabalho semanal

Até de 41 a 48h de 49 a NR*


40h 55h
IML 0% 0,8% 0% 0%
Criminalística 0% 0,8% 0% 0%
Delegacia de Defesa da 4,8% 6,4% 3,2% 2,4%
Mulher
Posto de Identificação 5,6% 0,8% 0% 0%
Delegacia Vila Operária 6,4% 0% 0% 6,4%
CISC 8% 8% 0% 12%
Presídio Mata Grande 8% 8% 0% 4%
PM 0% 3,2% 1,6% 6,4%
Cadeia Pública 3,2% 0% 0% 0%
TOTAL GERAL 36% 28% 4,8% 31,2%
NR* - Não Respondeu
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

65
GRÁFICO 3: Carga horária de trabalho semanal

100%

NR*
80%

60% De 49 a 55h
36,0%

28,0% 31,2%
40% De 41 a 48h

20% 4,8% Até 40h

0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

No que se relaciona à carga horária de trabalho semanal o maior percentual foi


de 36% de agentes que trabalham até 40 horas, enquanto que 28% de 41 a 48 horas e
4,8% de 49 a 55 horas. Importante esclarecer que as atividades desenvolvidas são
cansativas e o horário é flexível, motivos pelos quais muitas vezes os agentes acabam
desistindo do curso à distância.
Quanto ao maior índice em relação ao horário de trabalho semanal de cada
uma das instituições se observa: IML 0,8%, de 41 a 48h; Criminalística 0,8%, de 41 a
48h; Delegacia de Defesa da Mulher 6,4%, de 41 a 48h; Posto de Identificação 5,6%,
até 40h; Delegacia Vila Operária 6,4%, até 40h; CISC 8%, até 40h e 8%, de 41 a 48h;
Penitenciária da Mata Grande 8%, até 40h e 8%, de 41 a 48h; PM de 41 a 48h e a
Cadeia Pública 3,2%, 36 à 41h. Dentre os profissionais que responderam trabalhar de
49 a 55 horas por semana, o maior índice é de 3,2% de agentes da Delegacia de
Defesa da Mulher.
A questão seguinte levantou os motivos que levaram os agentes de segurança
pública entrevistados se inscreverem em um curso à distância, coletando as seguintes
respostas:

66
TABELA 4: Motivo da inscrição

Promo- Melhorar Só para Falta de Outros NR*


ção na a efi- conheci- outra
carreira ciência no mento opção
traba-lho
IML 0% 0,7% 0,7% 0% 0,7% 0%
Criminalística 0% 0% 0,7% 0% 0% 0%
Delegacia de Defesa da 6,34% 3,52% 3,52% 0% 2,82% 2,11%
Mulher
Posto de Identificação 3,52% 1,41% 0,7% 0% 0% 0%
Delegacia Vila Operária 1,41% 4,23% 5,64% 0% 0% 1,41%
CISC 10,57% 11,98% 2,82% 0% 0% 2,11%
Presídio Mata Grande 8,45% 6,34% 0,7% 0% 0% 2,82%
PM 2,11% 6,34% 2,11% 0% 0% 0%
Cadeia Pública 2,11% 2,11% 0% 0% 0% 0%
TOTAL GERAL 34,51% 36,63% 16,89% 0% 3,52% 8,45%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 4: Motivo da inscrição

NR*
100%

80%
Outros

60%
Falta de outra
opção
34,51% 36,63%
40% S ó para
conhecimento
16,89% 8,45%
20% Melhorar a
0,0% 3,52% eficiência no
trabalho
0% Promoção na
carreira

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Avaliando o percentual em relação ao motivo da inscrição observou-se que o


maior índice é de 36,63% que responderam para “melhorar a eficiência no trabalho”,
34,51% “promoção na carreira”; 16,89% só para conhecimento; 8,45% não
responderam e 3,52% indicaram o item outros.

67
Dentre os pesquisados que responderam outros se têm as seguintes assertivas:
“ter conhecimento na área de trabalho” (2,82%) e “ampliar no máximo os
conhecimentos para implementar modificações qualitativas no ambiente de trabalho,
melhorando com isso a imagem da instituição, que atualmente é vista de forma
deturpada e negativa pela sociedade” (0,7%).
Na verdade a educação à distância auxilia a qualificação profissional, de
acordo com Melo et al. (2004, p.292) “[...] a constante supressão e criação de
empregos, característica destes últimos anos, mostra que a permanência nos postos de
trabalho está restrita àqueles trabalhadores mais bem qualificados, portanto, mais
capazes de se adaptarem às exigências dos novos tempos. [...]”.
Compreende-se assim, que a educação à distância pode ser um diferencial para
que os agentes de segurança pública em todo o Brasil possam desenvolver suas
atividades com maior competência e dinamismo, por isso, a estrutura deste estudo se
revela produtiva.
Na pesquisa, dez questões fizeram parte da tabela 1 do formulário, em que
foram apresentadas perguntas referentes ao perfil do público-alvo, sendo que a
primeira buscou identificar se o entrevistado possui curso de informática básica, os
quais responderam:

TABELA 5: Possui curso de informática básica?

SIM NÃO
IML 0,8% 0%
Criminalística 0,8% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 10,4% 6,4%
Posto de Identificação 6,4% 0%
Delegacia Vila Operária 12,8% 0%
CISC 25,6% 2,4%
Presídio Mata Grande 16% 4%
PM 11,2% 0%
Cadeia Pública 3,2% 0%
TOTAL GERAL 87,2% 12,8%
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

68
GRÁFICO 5: Possui curso de informática básica?

100% 87,2%

80%

60% S im
Não
40%

12,8%
20%

0%

Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

A maioria dos agentes de segurança do município de Rondonópolis-MT que


fizeram parte da pesquisa possui curso de informática básica, num percentual de
87,2%, enquanto que somente 12,8% não possuem este curso. Dessa forma, pode-se
compreender que a maioria tem domínio sobre a tecnologia da informação.
Fazendo uma análise em relação às instituições, também se percebe que na
totalidade delas (IML, Criminalística, Delegacia de Defesa da Mulher, Posto de
Identificação, Delegacia Vila Operária, CISC, Mata Grande, PM e Cadeia Pública) o
maior índice é de agentes que possuem o curso de informática básica, sendo que
somente na Delegacia de Defesa da Mulher é alto o percentual de agentes sem este
curso (6,4%), o que evidencia a possibilidade de ser a falta de domínio da tecnologia
para estas pessoas um dos problemas causadores de evasão.
A seguir o resultado da pesquisa que levantou se os agentes possuem
computador com acesso à Internet:
TABELA 6: Possui computador com acesso à Internet em casa?

SIM NÃO
IML 0% 0,8%
Criminalística 0,8% 0%
Delegacia Defesa da Mulher 11,2% 5,6%
Posto de Identificação 2,4% 4%

69
Delegacia Vila Operária 8% 4,8%
CISC 13,6% 14,4%
Presídio Mata Grande 11,2% 8,8%
PM 7,2% 4%
Cadeia Pública 1,6% 1,6%
TOTAL GERAL 56,0% 44,0%
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 6: Possui computador com acesso à Internet em casa?

100%

80%
56,0%
60% 44,0% S im
Não
40%

20%

0%

Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

A que se refere a posse de computador com acesso à Internet em casa, a maior


parte dos agentes entrevistados responderam que sim - 56%, todavia percebe-se que
44% das pessoas não têm este recurso em casa, o que pode ter dificultado a
continuidade ao curso de ensino à distância.
É relevante salientar que a disponibilidade de computador em casa,
especialmente, com acesso à Internet é um instrumento facilitador para as pessoas
que cursam o ensino à distância, sendo que no caso dos agentes, o alto índice de
pessoas que não possuem esta disponibilidade pode ter sido um dos motivos
facilitadores para a evasão.
Concebe-se importante avaliar que a Internet é mais do que uma ferramenta da
comunicação moderna, no entendimento de Moran (2000, p.140) “favorece a
construção cooperativa e colaborativa, o trabalho conjunto entre professores e alunos,
próximos física ou virtualmente. [...]”, pondera-se assim, que a Internet constitui um
recurso qualificador no processo ensino/aprendizagem sendo um instrumento útil para
o aprimoramento cultural e profissional dos profissionais da segurança pública.

70
Dentre os entrevistados que não possuem computador em casa com acesso à
Internet o índice mais elevado foi no CISC com 14,4%, seguido pelo Presídio da
Mata Grande com 8,8% dos agentes.
A terceira questão avaliou como os agentes utilizam o computador, os quais
responderam da seguinte forma:

TABELA 7: Sabe utilizar o computador?

Muito Bem Mais Só um Nada NR*


bem ou pouco
menos
IML 0% 0,8% 0% 0% 0% 0%
Criminalística 0% 0,8% 0% 0% 0% 0%
Delegacia Defesa da Mulher 3,2% 8,8% 4,8% 0% 0% 0%
Posto de Identificação 0,8% 4% 1,6% 0% 0% 0%
Delegacia Vila Operária 0% 9,6% 3,2% 0% 0% 0%
CISC 7,2% 9,6% 6,4% 1,6% 0% 3,2%
Presídio Mata Grande 7,2% 7,2% 4,8% 0,8% 0% 0%
PM 0,8% 9,6% 0,8% 0% 0% 0%
Cadeia Pública 1,6% 1,6% 0% 0% 0% 0%
TOTAL GERAL 20,8% 52% 21,6% 2,4% 0% 3,2%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 7: Sabe utilizar o computador?

100% NR*

80% Nada

60% 52,0%
S ó um pouco

40% Mais ou menos


20,8% 21,6%

20%
2,4%
3,2% Bem
0,0%

0%
Muito bem

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

71
De um modo geral 52% dos agentes de segurança pública de Rondonópolis-MT
responderam que sabem utilizar bem o computador, os demais 21,6%, mais ou menos,
20,8%, muito bem e 2,4%, só um pouco.
Se somados os índices de quem respondeu muito bem e bem, tem-se um
percentual de 72,8%, o que significa um valor positivo, evidenciando que a falta de
domínio da tecnologia não é um dos principais pontos para a evasão dos cursos à
distância do público entrevistado.
Ao analisar por instituição os percentuais ficam assim apresentados: IML 0,8%
bem; Criminalística 0,8%, bem; Delegacia de Defesa da Mulher 8,8%, bem; Posto de
Identificação 4%, bem; Delegacia Vila Operária 9,6%, bem; CISC 9,6%, bem;
Presídio Mata Grande 7,2%, muito bem e 7,2%, bem; PM 9,6%, bem e Cadeia
Pública 1,6%, muito bem e 1,6%, bem.
É relevante compreender que a educação à distância depende de diversos
fatores, dentre o domínio da tecnologia pelo aluno, para Azevedo (2007, p. 3): “ser
um aluno on-line é mais que aprender a surfar na Internet ou usar o correio
eletrônico. É ser capaz de atender às demandas dos novos ambientes de
aprendizagem, [...]”.
A seguir a pesquisa buscou identificar quais os recursos que os pesquisados
sabiam utilizar, sendo que as respostas foram:

TABELA 8: Conhece ou sabe utilizar de maneira básica os recursos?


E-MAIL WWW FÓRUM CHAT NR*
IML 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0%
Criminalística 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0%
Delegacia Defesa da 5,01% 4,13% 2,95% 4,13% 0%
Mulher
Posto de Identificação 1,77% 1,77% 0,59% 0,59% 0,3%
Delegacia Vila Operária 3,53% 2,95% 1,77% 4,13% 0%
CISC 7,37% 6,19% 5,6% 7,08% 0,88%
Prresídio Mata Grande 5,9% 6,19% 4,13% 4,42% 0,3%
PM 3,83% 3,83% 2,06% 2,95% 0%
Cadeia Pública 1,18% 1,18% 0,3% 0,59% 0%
TOTAL GERAL 29,19% 26,84% 18% 24,49% 1,48%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

72
GRÁFICO 8: Conhece ou sabe utilizar de maneira básica os recursos?

100% NR*

80%
CHAT

60%
Fórum
40% 29,2% 26,8% 24,5%
18,0%
WWW
20%
1,5%
E-MAIL
0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Dentre os recursos que os agentes apontaram como os que sabiam utilizar está
em primeiro lugar o e-mail, com 29,2%; www, 26,8%; chat, 24,5% e fórum, 18%.
Ao avaliar por instituição observa-se que no IML as respostas foram as
mesmas para todos os recursos: 0,3%; fato que ocorreu idêntico na Criminalística; na
Delegacia de Defesa da Mulher: 5,01%, www; Posto de Identificação: 1,77% para e-
mail e www; Delegacia Vila Operária: 4,13%, chat; CISC 7,37%, e-mail; Presídio
Mata Grande: 6,19%, www; PM 3,83%, e-mail e www e Cadeia Pública: 1,18%, e-
mail e www.

TABELA 9: Freqüência com que usa a Internet


Diaria- 4x por 3x por 2x por 1x por Outros NR*
mente sema- sema- sema- sema-
na na na na
IML 0% 0% 0% 0% 0,8% 0% 0%
Criminalística 0,8% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Delegacia de Defesa 4,8% 0% 3,2% 2,4% 3,2% 0% 3,2%
da Mulher
Posto de Identificação 0,8% 2,4% 0% 0% 2,4% 0% 0,8%
Delegacia Vila Operária 0% 0% 0% 1,6% 6,4% 0% 4,8%
CISC 2,4% 6,4% 0% 1,6% 2,4% 0% 15,2%
Presídio Mata Grande 6,4% 5,6% 0% 0,8% 0,8% 0% 6,4%
PM 4% 1,6% 2,4% 0,8% 0,8% 0,8% 0,8%
Cadeia Pública 1,6% 0% 0% 0% 0% 0% 1,6%

73
TOTAL GERAL 20,8% 16% 5,6% 7,2% 16,8% 0,8% 32,8%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 9: Freqüência com que usa a Internet

100% NR*

80% Outros

1 X por semana
60%

2 X por semana
40% 32,8%
20,8% 16,0% 16,8% 3 X por semana

20%
5,6% 7,2% 4 X por semana
0,8%

0% Diariamente

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Quando questionados sobre a freqüência do uso da Internet o maior percentual


foi diariamente, com 20,8%; uma vez por semana, 16,8%; 4 vezes por semana, 16%;
2 vezes por semana, 7,2%; 3 vezes por semana, 5,6% e 0,8% respondeu outros “uma
vez por mês”.
A análise por instituição ficou assim apresentada: IML: 0,8%, uma vez por
semana; Criminalística: 0,8%, diariamente; Delegacia de Defesa da Mulher: 4,8%,
diariamente; Posto de Identificação: 2,4%, quatro vezes por semana e o mesmo índice
para os que utilizam uma vez por semana; Delegacia Vila Operária: 6,4%, uma vez
por semana; CISC: 6,4%, quatro vezes por semana; Presídio da Mata Grande: 6,4%,
diariamente; PM: 4%, diariamente e Cadeia Pública: 1,6%, diariamente.
Na seqüência levantou-se a participação dos agentes em cursos à distância
anterior ao curso da SENASP/SEAT, os quais responderam:

TABELA 10: Participação em cursos à distância anterior ao curso da SENASP/SEAT


Sim Não
IML 0,8% 0%
Criminalística 0% 0,8%

74
Delegacia de Defesa da Mulher 12% 4,8%
Posto de Identificação 6,4% 0%
Delegacia Vila Operária 8% 4,8%
CISC 23,2% 4,8%
Presídio Mata Grande 10,4% 9,6%
PM 4% 7,2%
Cadeia Pública 0,8% 2,4%
TOTAL GERAL 65,6% 34,4%
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 10: Participação em cursos à distância anterior ao curso da


SENASP/SEAT

100%

80%
65,6%

60% S im
34,4% Não
40%

20%

0%

Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Na soma geral 65,6% dos agentes responderam sim, ou seja, já participaram de


outros cursos à distância, enquanto que 34,4% afirmaram que não, isto é, o curso do
SENASP/SEAT foi o primeiro.
Ao fazer uma análise por instituição pesquisada têm-se: IML: 0,8%, sim;
Criminalística: 0,8%, não; Delegacia de Defesa da Mulher: 12%, sim; Posto de
Identificação: 6,4%, sim; Delegacia Vila Operária: 8%, sim; CISC: 23,2%, sim;
Presídio da Mata Grande: 10,4%, sim; PM: 7,2%, não e Cadeia Pública: 2,4%, não.
Observa-se que dentre as instituições o índice mais elevado de não foi de 9,6%
dos agentes do Presídio Mata Grande, os quais somente participaram do curso à
distância promovido pela SENASP/SEAT.

75
A questão sete da tabela 11, identificou para que os entrevistados utilizam a
internet, os quais responderam da seguinte forma:

TABELA 11: Para que usa a Internet?

Lazer Com- Falar Buscar Outros NR*


prar com infor-
pes- mações
soas
IML 0% 0% 0% 0% 0,33% 0%
Criminalística 0,33% 0,33% 0,33% 0,33% 0% 0%
Delegacia de Defesa da 3,34% 1,67% 4,36% 6,70% 1,34% 0%
Mulher
Posto de Identificação 0,33% 0,66% 1% 1,33% 1% 0%
Delegacia Vila Operária 3,35% 3,35% 3,35% 5,4% 0% 0%
CISC 5,4% 4,01% 7,05% 7,37% 1,67% 2,34%
Presídio Mata Grande 5,04% 4,01% 5,04% 5,39% 1,34% 3,01%
PM 0,33% 1% 0,33% 4,02% 0,33% 0,33%
Cadeia Pública 0,66% 0,61% 0,62% 0,61% 0% 0,66%
TOTAL GERAL 18,78 15,64 22,08 31,15% 6,01% 6,34%
% % %
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 11: Para que usa a Internet?

100% NR*

Outros
80%

Buscar
60%
informações

Falar com
40% 31,15%
pessoas
18,78% 22,08%
15,64%
Comprar
20%
6,01% 6,34%
Lazer
0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Realizando uma análise geral quanto ao uso da Internet pelo público


pesquisado, constatou-se que 31,15% utilizavam para busca de informações; 22,08%,

76
falar com pessoas; 18,78%, lazer; 15,64%,, comprar e 6,01% responderam outros,
sem no entanto especificar quais.
Na avaliação por instituição foi possível avaliar os índices mais elevados:
IML: 0,33%, outros; Criminalística: 0,33% em lazer, compras, falar com pessoas e
buscar informações; Delegacia de Defesa da Mulher: 6,7%, buscar informações e, as
demais com os seguintes percentuais, Posto de Identificação: 1,33%; Delegacia Vila
Operária: 5,4%; CISC: 7,37%; Presídio da Mata Grande: 5,39% e PM: 4,02%, buscar
informações e Cadeia Pública: 0,66%, lazer.
A questão posterior levantou quantas vezes os entrevistados acessam o site do
curso, os quais responderam:

TABELA 12: Qual a freqüência que acessa o site do curso?

Várias Diária 3 a 2x 1x por Não NR*


vezes mente por sema- aces-
ao dia sema- na sava
na
IML 0% 0% 0% 0,8% 0% 0%
Criminalística 0% 0% 0,8% 0% 0% 0%
Delegacia de Defesa da 0% 8% 2,4% 6,4% 0% 0%
Mulher
Posto de Identificação 0% 2,4% 0,8% 3,2% 0% 0%
Delegacia Vila Operária 0% 8% 1,6% 3,2% 0% 0%
CISC 0% 10,4% 7,2% 4% 4% 2,4%
Presídio Mata Grande 0% 4,8% 4,8% 4% 5,6% 0,8%
PM 0% 0,8% 8% 1,6% 0% 0,8%
Cadeia Pública 0% 0,8% 0% 2,4% 0% 0%
TOTAL GERAL 0% 35,2% 25,6% 25,6% 9,6% 4%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

77
GRÁFICO 12: Qual a freqüência que acessa o site do curso?

NR*
100%

Não acessava
80%

1 X por semana
60%

35,2%
3 a 2 X por
40%
25,6% semana
25,6%

20% 9,6% Diariamente


0,0% 4,0%

0% Várias vezes ao
dia

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Sobre a freqüência de acesso ao site do curso, 35,2% responderam


diariamente; 25,6%, 3 a 2 vezes por semana e 1 vez por semana e, por fim, 9,6% não
acessavam, sendo esta alternativa uma falha dos alunos e, também, motivo para a
evasão.
Na análise por instituição foram coletados os seguintes dados: IML: 0,8%, uma
vez por semana; Criminalística: 0,8%, 3 a 2 vezes por semana; Delegacia de Defesa
da Mulher: 8%, diariamente; Posto de Identificação: 3,2%, 1 vez por semana;
Delegacia Vila Operária: 8%, diariamente; CISC: 10,4%, diariamente; Presídio da
Mata Grande: 5,6%, não acessava; PM: 8%, 3 a 2 vezes por semana e Cadeia Pública:
2,4%, uma vez por semana.
Além dos 5,6% de agentes do Presídio da Mata Grande que não acessavam,
houve um índice de 4% do CISC que também responderam não acessarem o site do
curso, o que certamente foi um elemento limitador no aprimoramento da educação à
distância.
O período da semana em que os agentes mais acessavam o curso foi uma
questão que resultou nos seguintes percentuais:

TABELA 13: Período da semana que acessava o curso

Início Meio da Fim de NR*


da

78
semana semana semana
IML 0% 0% 0% 0,72%
Criminalística 0% 0% 0,72% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 5,76% 2,17% 7,20% 1,41%
Posto de Identificação 0% 5,03% 2,16% 0%
Delegacia Vila Operária 2,89% 1,4% 3,6% 4,32%
CISC 2,89% 10,79% 10,08% 5,03%
Presídio Mata Grande 0,72% 4,32% 9,36% 5,75%
PM 0% 4,32% 5,75% 0%
Cadeia Pública 0% 0,73% 2,88% 0%
TOTAL GERAL 12,26% 28,76% 41,75% 17,23%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 13: Período da semana que acessava o curso

100% NR*

80%
Fim de semana
60%
41,75%
28,76%
40% Meio da
17,23%
semana
12,26%
20%

Início da
0% semana

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Os fins de semana são os períodos escolhidos pela maior parte dos agentes
para acessar o curso, com um índice de 41,75%; no meio da semana, 28,76% e no
início de semana, 12,26%.
Na análise por instituição ficou assim observado: IML não responderam;
dentre os que apontaram o meio da semana tem-se 5,03%: Posto de Identificação e
10,79%: CISC. Os demais revelaram acessar somente no fim de semana, com os
seguintes percentuais: Criminalística: 0,72%; Delegacia de Defesa da Mulher: 7,2%;
Delegacia Vila Operária: 3,6%; Presídio da Mata Grande: 9,36%; PM: 5,75% e
Cadeia Pública: 2,88%.

79
Depois de identificar o período da semana que os agentes de segurança pública
de Rondonópolis-MT mais acessavam o curso, levantou-se o período do dia,
responderam:

TABELA 14: Período do dia que acessava o curso


Manhã Tarde Noite Madrugada NR*
IML 0% 0% 0,67% 0% 0%
Criminalística 0% 0,67% 0% 0% 0%
Delegacia de Defesa da 0% 10,06% 4,02% 2,01% 0%
Mulher
Posto de Identificação 0% 4,7% 3,35% 0% 0%
Delegacia Vila Operária 0% 5,37% 6,71% 1,34% 0%
CISC 0,67% 8,72% 14,09% 2,01% 4,7%
Presídio Mata Grande 0,67% 4,02% 8,05% 0% 4,7%
PM 4,7% 2,68% 1,34% 0% 0,67%
Cadeia Pública 0% 2,68% 1,34% 0% 0%
TOTAL GERAL 6,04% 38,9% 39,63% 5,36% 10,07%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 14: Período do dia que acessava o curso

100% NR*

80%
Madrugada

60%
38,9% 39,63% Noite
40%

5,36% Tarde
20% 6,04% 10,07%

0% Manhã

NR* - Não Respondeu.

80
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

No que se relacionam aos períodos do dia em que os agentes pesquisados


acessam o site do curso à distância, os índices ficaram assim estabelecidos: 39,63% -
noite; 38,9% - tarde; 6,04% - manhã e 5,36% - madrugada. Evidenciando, dessa
maneira, que a noite é o horário de maior acesso.
A análise por instituição ficou da seguinte forma: pela manhã PM, 4,7%; à
tarde Criminalística, 0,67%; Delegacia de Defesa da Mulher, 10,06%; Posto de
Identificação, 4,7% e Cadeia Pública, 2,68% e acesso à noite: IML, 0,67%; Delegacia
Vila Operária, 6,71%; CISC, 14,09% e Presídio da Mata Grande, 8,05%.
Na seqüência da pesquisa foi estruturada uma segunda tabela, contendo dez
questões relacionadas à interação aluno-curso, com a primeira questão buscando
saber se a interação provida fora suficiente, os quais responderam:

TABELA 15: A interação provida foi suficiente


Muito Boa Normal Ruim
boa
IML 0% 0,8% 0% 0%
Criminalística 0% 0% 0% 0,8%
Delegacia de Defesa da Mulher 5,6% 8% 3,2% 0%
Posto de Identificação 0,8% 4,8% 0,8% 0%
Delegacia Vila Operária 4,8% 8% 0% 0%
CISC 15,2% 5,6% 7,2% 0%
Presídio Mata Grande 10,4% 4% 5,6% 0%
PM 0,8% 8% 2,4% 0%
Cadeia Pública 0,8% 1,6% 0,8% 0%
TOTAL GERAL 38,4% 40,8% 20% 0,8%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

81
GRÁFICO 15: A interação provida foi suficiente

100% Ruim

80%

Normal
60% 40,8%
38,4%

40%
20,0% Boa
20%
0,8%

0% Muito boa

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Numa visão geral os agentes avaliaram a suficiência da interação provida da


seguinte forma: 40,8%, boa; 38,04%, muito boa; 20%, normal e 0,8%, ruim, sendo
que somente o agente da Criminalística avaliou de forma negativa, os demais
avaliaram positivamente.
Na observação do resultado desta questão a partir de cada instituição
individual observou-se que: 15,2%, CISC e 10,4%, do Presídio da Mata Grande
avaliaram como muito boa; 0,8%, IML, 8%, Delegacia de Defesa da Mulher, 4,8%,
Posto de Identificação, 8%, Delegacia Vila Operária, 8%, PM e 1,6%, da Cadeia
Pública, boa.
É importante ressaltar que os resultados apontaram para uma avaliação
positiva do aluno em relação a sua interação com o curso à distância, o que evidencia
certa contradição se considerar os altos índices de evasão.
Sob a compreensão de Pretto et al. (2007, p. 15) “a tecnologia sempre foi
instrumento de inclusão social, mas agora isso adquire novo contorno, não mais como
incorporação ao mercado, mas como incorporação à cidadania e ao mercado [...]”.
Dessa forma, o uso da tecnologia como instrumento para o aprendizado é um aspecto
qualificador para toda a sociedade e que deve ser explorado como forma de interação
entre professores e alunos, especialmente, à distância.
Sobre a vontade de interagirem com os colegas os pesquisados revelaram que:

82
TABELA 16: Vontade de interagir com os colegas
Todo o Às vezes Nunca NR*
tempo
IML 0% 0,8% 0% 0%
Criminalística 0% 0,8% 0% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 8% 2,4% 3,2% 3,2%
Posto de Identificação 1,6% 4,8% 0% 0%
Delegacia Vila Operária 8% 4,8% 0% 0%
CISC 12,8% 12,8% 0% 2,4%
Presídio Mata Grande 12,8% 7,2% 0% 0%
PM 5,6% 4,8% 0% 0,8%
Cadeia Pública 0,8% 2,4% 0% 0%
TOTAL GERAL 49,6% 40,8% 3,2% 6,4%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 16: Vontade de interagir com os colegas

100%
NR*

80%

Nunca
60% 49,6%
40,8%

40%
Às vezes
3,2%
20% 6,4%

Todo o tempo
0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Para 49,6% dos agentes pesquisados a vontade de interagir com os colegas era
o tempo todo; 40,8%, às vezes e 3,2%, nunca, sendo que os demais 6,4% não
responderam.
É importante observar que mesmo sendo um curso com encontros esporádicos
sempre existia uma vontade de interação entre os alunos, sendo que em cada um das
instituições os percentuais de resposta foram: todo o tempo 8% - Delegacia Vila
Operária; 12,8% - CISC (com o mesmo índice para às vezes); 12,8% - Presídio da

83
Mata Grande e 5,6% - PM; às vezes 0,8% - IML; 0,8% Criminalística; 4,8% - Posto
de Identificação e 2,4% - Cadeia Pública; já no caso da Delegacia de Defesa da
Mulher 3,2% responderam nunca, evidenciando falha, na questão da interação com os
colegas, o que também pode ser considerado um motivo que leve à evasão, pois a
falta de interação acaba desmotivando os alunos.
Sobre os meios de interação favorito dos entrevistados, responderam:

TABELA 17: Qual o meio de interação foi o favorito?


Fórum Chat E-mail NR*
IML 0,65% 0,65% 0% 0%
Criminalística 0,65% 0% 0% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 6,54% 5,89% 2,62% 0%
Posto de Identificação 0% 1,97% 3,27% 0%
Delegacia Vila Operária 6,54% 7,84% 0% 0%
CISC 5,23% 12,42% 8,49% 3,27%
Presídio Mata Grande 6,54% 5,23% 5,89% 4,57%
PM 3,93% 1,3% 2,61% 1,3%
Cadeia Pública 0,65% 0,65% 0,65% 0,65%
TOTAL GERAL 30,73% 35,95% 23,53% 9,79%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 17: Qual o meio de interação foi o favorito?

100%
NR*

80%

E-Mail
60%
35,95%
30,73%
40%
23,53% Chat

20% 9,79%

Fórum
0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

84
Ao apontar o meio de interação favorito entre os alunos do curso à distância os
entrevistados responderam da seguinte forma: 35,95% - Chat; 30,73% - Fórum e
23,53% - e-mail.
Na avaliação por instituição observou-se: IML - 0,65%: Fórum e Chat (mesmo
índice em ambas as alternativas); 0,65% - Criminalística e 6,54% - Delegacia de
Defesa da Mulher consideraram o Fórum como meio de interação favorito; 3,27%
-Posto de Identificação, e-mail; 7,84% - Delegacia Vila Operária e 12,42% - CISC
consideram o Chat e os demais 6,54% - Presídio da Mata Grande, 3,93% - PM e
0,65% - Cadeia Pública acreditam que a melhor forma de interação era o Fórum.
Na seqüência da tabela 18, a questão nº 4 buscou identificar os possíveis
problemas durante o curso, coletando as seguintes respostas:

TABELA 18: Problemas durante o curso

Proble- Proble- Proble- Não tive Outro NR*


mas com mas por mas proble- s
os recur- falta de com o ma
sos da ajuda do compu-
Internet tutor tador
IML 0% 0,75% 0,75% 0% 0% 0%
Criminalística 0% 0% 0% 0,75% 0% 0%
Delegacia de Defesa da 0% 0% 0% 12,87% 3,12% 0%
Mulher
Posto de Identificação 0% 0% 0,75% 5,3% 0% 0%
Delegacia Vila Operária 0% 0% 0% 12,11% 0% 0%
CISC 9,09% 0% 4,54% 11,36% 0% 1,51%
Presídio Mata Grande 3,03% 0% 9,09% 6,82% 0% 0%
PM 1,51% 0% 6,06% 6,82% 0% 0,75%
Cadeia Pública 0% 0% 1,51% 1,51% 0% 0%
TOTAL GERAL 13,63% 0,75% 22,7% 57,54% 3,12% 2,26%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

85
GRÁFICO 18: Problemas durante o curso

100% NR*

80% O utros
57,54%

60% Não tive proble mas

40% Proble mas com o


13,63% 22,70% computador

20% Proble mas por falta


0,75% 3,12% de ajuda do tutor
2,26%
0% Proble mas com os
re cursos da inte rne t

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Ao fazer uma avaliação quanto aos problemas enfrentados pelos pesquisados


no decurso do ensino à distância, observou-se que mais da metade, 57,54%, acham
que não tiveram problemas, enquanto que os demais responderam: 22,7% - problema
com o computador; 13,63% - problema com os recursos da Internet; 3,12% - outros e
0,75% - problemas por falta de ajuda do tutor.
Na análise por instituição, percebe-se que a maioria respondeu não ter
problemas, ficando assim especificados os índices: 0,75% - Criminalística, 12,87% -
Delegacia de Defesa da Mulher, 5,3% - Posto de Identificação, 12,11% - Delegacia
Vila Operária, 11,36% - CISC, 6,82% - PM e 1,51% - Cadeia Pública. Ainda 1,51% -
agentes da Cadeia Pública especificaram que o problema com o computador foi o
mais encontrado; 9,09% - Presídio da Mata grande e 0,75% - IML avaliaram que o
problema com o computador é o principal elemento dificultador do curso à distância.
Ainda para 0,75% dos pesquisados do IML o problema por falta de ajuda do tutor foi
o maior índice individual apresentado.
Quanto a solicitação aos entrevistados se eles encontraram dificuldades em
usar os recursos da Internet, responderam da seguinte forma:

TABELA 19: Dificuldades em usar os recursos da Internet

Não tive Resolvi os pro- Foi um dos NR*


problema blemas que tive grandes empe-

86
na primeira se- cilhos na reali-
mana do curso zação do curso
IML 0,8 0% 0% 0%
Criminalística 0,8 0% 0% 0%
Delegacia de Defesa da 13,6 0% 3,2 0%
Mulher
Posto de Identificação 6,4 0% 0% 0%
Delegacia Vila Operária 0% 0% 12,8 0%
CISC 20,8 3,2 0,8 3,2
Presídio Mata Grande 13,6 0,8 5,6 0%
PM 1,6 1,6 7,2 0,8
Cadeia Pública 1,6 0% 1,6 0%
TOTAL GERAL 59,2 5,6 31,2% 4
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 19: Dificuldades em usar os recursos da Internet

100% NR*

80% 59,2%
Foi um dos grande s
e mpe cílhos na
60% re aliz ação do curso

31,2% Re solvi os proble mas


40%
que tive na prime ira
se mana do curso
20% 4,0%
5,6%
Não tive proble ma
0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Sobre as dificuldades em usar os recursos da Internet a maior parte dos agentes


avaliaram que não tiveram este tipo de problema, 59,2%. Enquanto que os demais
entrevistados apontaram a seguinte assertiva: 31,2% - foram um dos grandes
empecilhos na realização do curso e 5,6% resolveram os problemas que tiveram na
primeira semana do curso.
Na execução de uma análise em relação às dificuldades em usar os recursos da
Internet de cada instituição avaliada, observou-se que: 12,8% - Delegacia Vila
Operária, 7,2% - PM e 1,6% - Cadeia Pública comentaram que a dificuldade em usar
os recursos da Internet foi um dos grandes empecilhos na realização do curso.

87
Todavia, as demais instituições o índice mais elevado de respostas aponta para a
inexistência de problemas dessa ordem, como se observa: 0,8% - IML; 0,8% -
Criminalística; 13,6% - Delegacia de Defesa da Mulher; 6,4% - Posto de
Identificação; 20,8% - CISC; 13,6% e 1,6% - Cadeia Pública.
A pergunta que levantou a questão de como era o acesso às páginas do curso,
obteve as seguintes respostas:

TABELA 20: Acesso às páginas do curso

Lento Normal Rápido NR*


IML 0,8% 0% 0% 0%
Criminalística 0% 0,8% 0% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 5,6% 11,2% 0% 0%
Posto de Identificação 2,4% 3,2% 0,8% 0%
Delegacia Vila Operária 4,8% 8% 0% 0%
CISC 8% 11,2% 1,6% 7,2%
Presídio Mata Grande 5,6% 13,6% 0,8% 0%
PM 5,6% 5,6% 0% 0%
Cadeia Pública 1,6% 1,6% 0% 0%
TOTAL GERAL 34,4% 55,2% 3,2% 7,2%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 20: Acesso às páginas do curso

100%
NR*
80%
55,2%

Rápido
60%
34,4%

40%
Normal
3,2%
7,2%
20%

Le nto
0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Para 55,2% dos agentes entrevistados o acesso às páginas do curso foi normal,
enquanto que para 34,4% o acesso é lento, o que dificulta a continuidade do curso e

88
pode ser mais um problema a causar a evasão, tendo em vista que toda e qualquer
limitação sofrida pelo aluno acaba sendo um elemento de desmotivação.
Ao avaliar os índices de respostas mais altos em cada instituição observa-se:
0,8% - IML, 5,6%- PM e 1,6% - Cadeia Pública acharam o acesso lento, os demais:
0,8% - Criminalística, 11,2% - Delegacia de Defesa da Mulher, 3,2% - Posto de
Identificação, 8% - Delegacia Vila Operária, 11,2% - CISC, 13,6% - Presídio da Mata
Grande, 5,6% - PM e 1,6% - Cadeia Pública ponderaram normal nesta questão.
A questão seguinte buscou identificar aspectos relacionados a interface do
curso, em relação ao seu uso, obtendo as seguintes respostas:
TABELA 20: Acesso às páginas do curso

Lento Normal Rápido NR*


IML 0,8% 0% 0% 0%
Criminalística 0% 0,8% 0% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 5,6% 11,2% 0% 0%
Posto de Identificação 2,4% 3,2% 0,8% 0%
Delegacia Vila Operária 4,8% 8% 0% 0%
CISC 8% 11,2% 1,6% 7,2%
Presídio Mata Grande 5,6% 13,6% 0,8% 0%
PM 5,6% 5,6% 0% 0%
Cadeia Pública 1,6% 1,6% 0% 0%
TOTAL GERAL 34,4% 55,2% 3,2% 7,2%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 20: Acesso às páginas do curso

100%
NR*
80%
55,2%

Rápido
60%
34,4%

40%
Normal
3,2%
7,2%
20%

Le nto
0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

89
Para 55,2% dos agentes entrevistados o acesso às páginas do curso foi normal,
enquanto que para 34,4% o acesso é lento, o que dificulta a continuidade do curso e
pode ser mais um problema a causar a evasão, tendo em vista que toda e qualquer
limitação sofrida pelo aluno acaba sendo um elemento de desmotivação.
Ao avaliar os índices de respostas mais altos em cada instituição observa-se:
0,8% - IML, 5,6%- PM e 1,6% - Cadeia Pública acharam o acesso lento, os demais:
0,8% - Criminalística, 11,2% - Delegacia de Defesa da Mulher, 3,2% - Posto de
Identificação, 8% - Delegacia Vila Operária, 11,2% - CISC, 13,6% - Presídio da Mata
Grande, 5,6% - PM e 1,6% - Cadeia Pública ponderaram normal nesta questão.
A questão seguinte buscou identificar aspectos relacionados a interface do
curso, em relação ao seu uso, obtendo as seguintes respostas:

TABELA 21: A interface do curso foi


Fácil de Adaptei- Complicada NR*
usar me a ela
IML 0% 0,8% 0% 0%
Criminalística 0,8% 0% 0% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 13,6% 0% 3,2% 0%
Posto de Identificação 3,2% 0% 3,2% 0%
Delegacia Vila Operária 12,8% 0% 0% 0%
CISC 11,2% 0,8% 0,8% 15,2%
Presídio Mata Grande 9,6% 3,2% 3,2% 4%
PM 5,6% 4,8% 0% 0,8%
Cadeia Pública 1,6% 0% 1,6% 0%
TOTAL GERAL 58,4% 9,6% 12% 20%
NR* - Não Respondeu
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

90
GRÁFICO 21: A interface do curso foi

100%
NR*
80%
58,4%
Complicada
60%

40%
20,0% Adapte i-me a e la

9,6% 12,0%
20%

Fácil de usar
0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

No entendimento de 58,4% dos pesquisados é fácil usar a interface do curso, já


12% acharam complicada e 9,6% se adaptaram a ela, evidenciando assim, que existe
certa limitação dos agentes em trabalhar com a interface do curso, tendo em vista a
questão de que nem todos têm computador em casa com acesso a Internet, ou mesmo,
possuem domínio total dos instrumentos da tecnologia, muito embora, a maioria dos
agentes pesquisados não tenham demonstrado dificuldades em se adaptar ao uso da
tecnologia do curso à distância.
Para 0,8% dos entrevistados do IML foi necessário adaptar-se à interface do
curso, enquanto que 3,2% do Posto de Identificação e 1,6% da Cadeia Pública
acharam complicada a interface do curso, o que pode ter sido um fato limitador na
continuidade do curso e facilitador na evasão.
Os agentes das demais instituições consideraram fácil o uso da interface,
apresentando os seguintes índices: 0,8% - Criminalística, 13,6% - Delegacia de
Defesa da Mulher, 3,2% - Posto de Identificação, 12,8% - Delegacia Vila Operária,
11,2% - CISC, 9,6% - Presídio da Mata Grande, 5,6% - PM e 1,6% - Cadeia Pública,
evidenciando assim, que de um modo geral os agentes pesquisados acreditam ser fácil
o uso da interface do curso.
Depois de avaliar a facilidade no uso da interface do curso, a pesquisa
solicitou aos entrevistados que classifiquem a referida interface, os quais
responderam:

91
TABELA 22: Classifica a interface do curso como:
Agradável Normal Confusa NR*
IML 0,8% 0% 0% 0%
Criminalística 0,8% 0% 0% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 5,6% 11,2% 0% 0%
Posto de Identificação 2,4% 3,2% 0,8% 0%
Delegacia Vila Operária 4,8% 8% 0% 0%
CISC 8% 11,2% 1,6% 7,2%
Presídio Mata Grande 4% 14,4% 0,8% 0,8%
PM 2,4% 8% 0% 0,8%
Cadeia Pública 0,8% 0,8% 0% 1,6%
TOTAL GERAL 29,6% 56,8% 3,2% 10,4%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 22: Classifica a interface do curso como

100%
NR*
80%
56,8%
C onfusa
60%

29,6%
40%
Normal
10,4%
20% 3,2%

Agradáve l
0%

NR* - Não Respondeu


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

De uma forma geral a classificação da interface do curso foi estabelecida pela


maioria dos pesquisados como normal 56,8%; 29,6%, agradável e 3,2%, confusa.
Ao avaliar a interface do curso como agradável houve os seguintes índices:
0,8% - IML, 0,8% - Criminalística e 0,8% - Cadeia Pública. Enquanto que os demais
assim, ponderaram sobre a interface do curso “normal”: 11,2% - Delegacia de Defesa
da Mulher, 3,2% - Posto de Identificação, 8% - Delegacia Vila Operária, 11,2% -
CISC, 14,4% - Presídio da Mata Grande, 8% - PM e 0,8% - Cadeia Pública.
No que se refere à navegação pelas páginas foi possível observar os seguintes
dados:

92
TABELA 23: Navegação pelas páginas
Simples, Adequa- Um pouco Muito NR*
consegui da, porém complica-da e complic
me levei um levei um bom a-da e
orien-tar tempo pa- tempo pa-ra fi-quei
bem ra com- com-preendê-la mui-to
desde o preendê-la confuso
início até o
final do
curso
IML 0,8% 0% 0% 0% 0%
Criminalística 0,8% 0% 0% 0% 0%
Delegacia de Defesa 13,6% 0% 3,2% 0% 0%
da Mulher
Posto de Identificação 1,6% 3,2% 0% 0% 1,6%
Delegacia Vila 12,8% 0% 0% 0% 0%
Operária
CISC 13,6% 2,4% 3,2% 0% 8,8%
Presídio Mata Grande 8,8% 0,8% 3,2% 0% 7,2%
PM 5,6% 4% 0% 0% 1,6%
Cadeia Pública 1,6% 0% 0% 1,6% 0%
TOTAL GERAL 59,2% 10,4% 9,6% 1,6% 19,2%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 23: Navegação pelas páginas

NR*
100%

Muito comploicada e
80%
f iquei muito confuso até
59,2%
o f inal do curso
60% Um pouco complicada e
levei um bom tempo para
compreendê-la
40%
Adequada, porém levei
19,20%
um tempo para
20% 10,4% compreendê-la
9,6%
1,6% Simples, consegui me
orientar bem desde o
0%
início

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Na concepção de 59,2% dos agentes pesquisados a navegação pelas páginas do


curso é simples, visto que conseguiram se orientar bem desde o início; 10,4%
acharam adequadas, porém levaram um tempo para compreendê-la; 9,6%, um pouco

93
complicada e levaram um bom tempo para compreendê-la e, finalmente, 1,6%
acharam muito complicadas e ficaram muito confusos até o final do curso.
Em uma análise por instituição: 1,6% da Cadeia Pública acharam muito
complicadas; 3,2% do Posto de Identificação, adequada, porém levaram um tempo
para compreendê-la e, os demais, assim responderam: 0,8% - IML, 0,8% -
Criminalística, 13,6% - Delegacia de Defesa da Mulher, 12,8% - Delegacia Vila
Operária, 13,6% - CISC, 8,8% - Presídio da Mata Grande, 5,6% - PM e 1,6% - da
Cadeia Pública acharam simples e conseguiram se orientar bem desde o início.
Na questão que tratou sobre a insatisfaçãono nível de interação com os outros
alunos, os pesquisados comentaram:

TABELA 24: Não houve satisfação no nível de interação com os outros alunos
Concor Concor Neutro Discor- Discor- NR*
-do do do do to-
Total- talmen
mente te
IML 0% 0% 0,8% 0% 0% 0%
Criminalística 0% 0% 0% 0% 0,8% 0%
Delegacia de Defesa da 2,4% 3,2% 3,2% 8% 0% 0%
Mulher
Posto de Identificação 4% 2,4% 0% 0% 0% 0%
Delegacia Vila Operária 1,6% 0% 3,2% 8% 0% 0%
CISC 5,6% 5,6% 7,2% 8% 0% 1,6%
Presídio Mata Grande 0% 3,2% 12,8% 4% 0% 0%
PM 0% 1,6% 8,8% 0,8% 0% 0%
Cadeia Pública 0% 0% 3,2% 0% 0% 0%
TOTAL GERAL 13,6% 16% 39,2% 28,8% 0,8% 1,6%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

94
GRÁFICO 24: Não houve satisfação no nível de interação com os outros alunos

NR*
100%

Discordo
80% totalmente
Discordo
60%
39,2%
Neutro
40% 28,8%

13,6% 16,0% Concordo


20%
0,8% 1,6%
Concordo
0%
totalmente

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Para 39,2% dos entrevistados a avaliação do nível de interação com os outros


alunos e sua não satisfação foi considerada neutra; os demais assim responderam:
28,8% discordam; 16% concordam; 13,6% concordam totalmente e 0,8% discordam
totalmente.
Ao analisar os dados por instituição pesquisada foi possível identificar os
seguintes índices: 4% - Posto de Identificação, concordam totalmente; 3,2% -
Delegacia de Defesa da Mulher, concordam; 0,8% - Criminalística, discordam
totalmente; 8% - Delegacia Vila Operária e 8% - CISC, discordam e 0,8% - IML,
3,2% - Delegacia de Defesa da Mulher, 12,8% - Presídio da Mata Grande, 8,8% -
PM e 3,2% - Cadeia Pública acham esta questão neutra.
Nas 12 questões referentes ao modelo do curso, a pergunta identificou o modo
como o curso foi desenvolvido, da seguinte forma:

TABELA 25: O modo como o curso foi desenvolvido foi


Muito Bom Normal Ruim Neutro NR*
bom
IML 0% 0,8% 0% 0% 0% 0%
Criminalística 0,8% 0% 0% 0% 0% 0%
Delegacia de Defesa da 5,6% 11,2% 0% 0% 0% 0%
Mulher
Posto de Identificação 0% 4% 2,4% 0% 0% 0%
Delegacia Vila Operária 4,8% 8% 0% 0% 0% 0%
CISC 6,4% 12,8% 8% 0% 0% 0,8%

95
Presídio Mata Grande 4% 5,6% 10,4% 0% 0% 0%
PM 0% 6,4% 4% 0% 0,8% 0%
Cadeia Pública 0,8% 0% 2,4% 0% 0% 0%
TOTAL GERAL 22,4 % 48,8% 27,2% 0% 0,8% 0,8%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 25: O modo como o curso foi desenvolvido foi

100% NR*

80% Neutro

60% 48,8% Ruim

40% 27,2% Normal


22,4%

20% Bom
0,0% 0,8% 0,8%
0% Muito bom

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Na compreensão de 48,8% dos pesquisados foi bom o modo como o curso foi
desenvolvido; 27,2% acharam normal e 22,4% avaliaram como muito bom o modo
como o curso foi executado.
Em uma análise específica, 0,8% - Criminalística achou o desenvolvimento do
curso muito bom; 10,4% - Presídio da Mata Grande e 2,4% - Cadeia Pública, normal
e os demais consideraram bom, com os seguintes índices: 0,8% - IML, 11,2% -
Delegacia de Defesa da Mulher, 4% - Posto de Identificação, 8% - Delegacia Vila
Operária, 12,8% - CISC e 6,4% - PM.
Posteriormente, foi avaliada se a carga horária de trabalho foi bem distribuída,
sendo que as respostas foram:

TABELA 26: A carga horária do trabalho foi bem distribuída?


Sim Neutro Não NR*
IML 0,8% 0% 0% 0%
Criminalística 0,8% 0% 0% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 13,6% 3,2% 0% 0%

96
Posto de Identificação 4% 2,4% 0% 0%
Delegacia Vila Operária 9,6% 1,6% 0% 1,6%
CISC 14,4% 11,2% 2,4% 0%
Presídio Mata Grande 9,6% 6,4% 4% 0%
PM 6,4% 4,8% 0% 0%
Cadeia Pública 0,8% 2,4% 0% 0%
TOTAL GERAL 60% 32% 6,4% 1,6%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 26: A carga horária do trabalho foi bem distribuída?

100%
NR*
80%
60,0%
Não
60%

32,0%
40%
Neutro

20% 6,4%
1,6%
S im
0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

No entendimento de 60% dos pesquisados a carga horária de trabalho do curso


foi bem distribuída; 32% acreditam que foi neutra e 6,4% ponderam que a referida
carga não foi corretamente distribuída, causando insatisfação e aumento no nível de
evasão.
Ao realizar a análise por instituição, somente 2,4% Cadeia Pública acharam
neutra a distribuição da carga horária de trabalho do curso, os demais avaliaram que a
carga horária foi bem distribuída com os seguintes índices: 0,8% - IML, 0,8% -
Criminalística, 13,6% - Delegacia de Defesa da Mulher, 4% - Posto de Identificação,
9,6% - Delegacia Vila Operária, 14,4% - CISC, 9,6% - Presídio da Mata Grande e
6,4% - PM.
Sobre o tempo destinado a cada módulo foi possível avaliar que:

97
TABELA 27: Tempo destinado a cada módulo
Excessiv Suficiente Insuficient NR*
o e
IML 0% 0,8% 0% 0%
Criminalística 0% 0,8% 0% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 0% 16,8% 0% 0%
Posto de Identificação 0,8% 4% 0,8% 0,8%
Delegacia Vila Operária 0% 12,8% 0% 0%
CISC 1,6% 21,6% 3,2% 1,6%
Presídio Mata Grande 0% 16% 4% 0%
PM 0% 9,6% 1,6% 0%
Cadeia Pública 0% 3,2% 0% 0%
TOTAL GERAL 2,4% 85,6% 9,6% 2,4%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 27: Tempo destinado a cada módulo

100% 85,6% NR*

80%

Insuficiente
60%

40%
S uficiente
9,6%
2,4%
20%
2,4%
Excessivo
0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Na avaliação de 85,6% dos pesquisados o tempo destinado a cada módulo foi


suficiente, enquanto que 9,6% acharam este período insuficiente e 2,4%, excessivo.
Ressalta-se que mesmo na avaliação por instituição os índices relacionam-se
mais a suficiente, sendo: 0,8% -IML, 0,8% - Criminalística, 16,8% - Delegacia de
Defesa da Mulher, 4% - Posto de Identificação, 12,8% - Delegacia Vila Operária,
21,6% - CISC, 16% - Presídio da Mata Grande, 9,6% - PM e 3,2% - Cadeia Pública.
A quarta questão levantou as mudanças sugeridas para o curso. Os agentes de
segurança pública de Rondonópolis-MT responderam:

98
TABELA 28: Mudanças sugeridas para o curso
Con- Ferra- Ava- Carga Monito NR*
teúdo menta liação horária ria Re-
maior gional
IML 0,75% 0% 0% 0,75% 0,75% 0%
Criminalística 0% 0% 0% 0% 0,75% 0%
Delegacia de Defesa da 1,52% 0% 0% 14,4% 0% 0%
Mulher
Posto de Identificação 0,75% 0,75% 0% 2,28% 3,03% 1,52%
Delegacia Vila Operária 4,55% 0% 0% 7,58% 0% 0%
CISC 2,28% 6,06% 3,03% 14,49% 0,75% 1,52%
Presídio Mata Grande 3,80% 5,3% 2,28% 7,58% 0% 0%
PM 0,75% 6,06% 3,03% 0% 0% 0,75%
Cadeia Pública 2,28% 0,75% 0% 0% 0% 0%
TOTAL GERAL 16,68% 18,92% 8,34% 46,99% 5,28% 3,79%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 28: Mudanças sugeridas para o curso

NR*
100%

Monitoramento
80% regional
Carga horária
60% 46,99% maior
Avaliação
40% 18,92%
16,68% 8,34%
Ferramenta
20%
5,28% 3,79%
Conteúdo
0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Na concepção de grande parte dos entrevistados 46,99% a necessidade de uma


carga horária maior é uma das mudanças que deve ser realizada no curso à distância.
Enquanto que para 18,92% é preciso utilizar outras ferramentas; 16,68% o conteúdo;
8,34% a forma de avaliação e 5,28% sugeriram monitoria regional.
As mudanças de acordo com as instituições pesquisadas ficaram assim
estabelecidas: 0,75% IML apontaram o conteúdo, a carga horária maior e a
necessidade de uma monitoria regional; 2,28% dos agentes da Cadeia Pública
indicaram o conteúdo e 0,75% a ferramenta; 6,06% da PM e do CISC e 5,3% do

99
Presídio da Mata Grande acreditavam que a ferramenta seria a principal mudança a
ser realizada. No caso da monitoria regional 0,75% - Criminalística e 3,03% - do
Posto de Identificação, além do índice dos agentes do IML já mencionado acima. Os
demais consideram a necessidade de carga horária maior: 0,75% - IML, 14,4% -
Delegacia de Defesa da Mulher, 7,58% - Delegacia Vila Operária, 14,49% - CISC e
7,58% - Presídio da Mata Grande.
Levando-se em consideração todos os aspectos limitadores que os agentes de
segurança pública de Rondonópolis-MT sentiam na execução do curso, a questão nº 5
solicitou se os entrevistados fariam outro no formato deste, sendo que as respostas
originaram a tabela e gráfico a seguir:

TABELA 29: Faria outro curso neste formato pela SENASP/SEAT


Sim Não NR*
IML 0,8% 0% 0%
Criminalística 0,8% 0% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 14,4% 2,4 % 0%
Posto de Identificação 6,4% 0% 0%
Delegacia Vila Operária 12,8% 0% 0%
CISC 24% 4% 0%
Presídio Mata Grande 14,4% 5,6% 0%
PM 10,4% 0% 0,8%
Cadeia Pública 3,2% 0% 0%
TOTAL GERAL 87,2% 12% 0,8%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 29: Faria outro curso neste formato pela SENASP/SEAT

87,2%
100%

80% NR*

60%
Não

40%

12,0% S im
20% 0,8%

0%

NR* - Não Respondeu.

100
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Dentre os agentes de segurança pública, alvo da pesquisa, 87,2% responderam


que fariam novamente algum curso no formato para SENASP/SEAT, sendo que 12%
responderam que não, ou seja, não ficaram satisfeitos com a forma como foi
executado o curso.
De acordo com cada um dos cursos o maior percentual é de pessoas que
novamente optariam por esta forma de ensino à distância, sendo que os índices por
instituição foram: 0,8% - IML, 0,8% - Criminalística, 14,4% - Delegacia de Defesa
da Mulher, 6,4% - Posto de Identificação, 12,8% - Delegacia Vila Operária, 24%-
CISC, 14,4% - Presídio da Mata Grande, 10,4% - PM e 3,2% - Cadeia Pública.
Depois de avaliada esta questão, buscou-se identificar se os agentes
pesquisados consideram mais fácil aprender os assuntos relacionados ao tema do
curso de modo tradicional (presencial), os quais avaliaram:

TABELA 30: Considera mais fácil aprender os assuntos relacionados com o tema do curso
de modo tradicional (presencial)
Sim Irrelevante Não NR*
IML 0,79% 0% 0% 0%
Criminalística 0,79% 0% 0% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 10,27% 1,58% 4,73% 0%
Posto de Identificação 6,32% 0% 0% 0%
Delegacia Vila Operária 3,15% 4,73% 3,15% 1,58%
CISC 22,12% 4,73% 2,37% 0%
Presídio Mata Grande 14,04% 5,46% 0% 0%
PM 3,15% 6,31% 1,58% 0%
Cadeia Pública 2,36% 0,79% 0% 0%
TOTAL GERAL 62,99% 23,60% 11,83% 1,58%
NR* - Não Respondeu
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

101
GRÁFICO 30: Considera mais fácil aprender os assuntos relacionados com o tema do curso
de modo tradicional (presencial)

100%

NR*
80% 62,99%

60% Não

40% 23,6%
Irrelevante
11,83%
20% S im
1,58%

0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Em consonância com as respostas de 62,99% dos entrevistados, foi


considerado mais fácil aprender os assuntos relacionados ao tema do curso de modo
tradicional; enquanto que 23,6% acreditavam que esta questão é irrelevante e 11,83%
não consideraram mais fácil o aprendizado pelo modo tradicional.
Ao levantar os dados de acordo com os entrevistados das instituições
avaliadas, foi possível identificar como principal resposta “irrelevantes”. 4,73% -
Delegacia Vila Operária e CISC, 6,31% - PM. Enquanto que responderam sim:
0,79% - IML, 0,79% - Criminalística, 10,27% - Delegacia de Defesa da Mulher,
6,32% - Posto de Identificação, 22,12% - CISC, 14,04% - Presídio da Mata Grande,
3,15% - PM e 2,36% - Cadeia Pública.
Quanto ao material didático disponibilizado pelo curso os agentes avaliaram
que:

TABELA 31: O material didático disponibilizado pelo curso foi suficiente para a realização
das atividades do curso?
Sim Não
IML 0,8% 0%
Criminalística 0,8% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 16,8% 0%
Posto de Identificação 5,6% 0,8%
Delegacia Vila Operária 12,8% 0%
CISC 22,4% 5,6%
Presídio Mata Grande 13,6% 6,4%

102
PM 8,8% 2,4%
Cadeia Pública 1,6% 1,6%
TOTAL GERAL 83,2 16,8%
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 31: O material didático disponibilizado pelo curso foi suficiente para a
realização das atividades do curso?

83,2%
100%

80% Não

60%

16,8%
40%
S im

20%

0%

Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Na avaliação de 83,2% dos entrevistados o material didático disponibilizado


pelo curso é suficiente para realizar as atividades exigidas no curso, mas na
compreensão de 16,8% o material é ineficiente.
Observou-se que a maioria avaliou positivamente o material disponibilizado
pelo curso, o que pode ser considerado como um elemento eficiente. A resposta sim
alcançou os seguintes índices: 0,8% - IML, 0,8% - Criminalística, 16,8% - Delegacia
de Defesa da Mulher, 5,6% - Posto de Identificação, 12,8% - Delegacia Vila Operária,
22,4% - CISC, 13,6% - Presídio da Mata Grande, 8,8% - PM e 1,6% - Cadeia Pública.
A questão a seguir levantou se os agentes conseguiam executar as atividades
do curso dentro do tempo estabelecido pela tutoria, os quais ponderaram:
TABELA 32: Conseguia realizar as atividades no tempo estipulado pela tutoria?
Sim Não
IML 0,8% 0%
Criminalística 0,8% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 13,6% 3,2%
Posto de Identificação 4% 2,4%
Delegacia Vila Operária 12,8% 0%
CISC 21,6% 6,4%

103
Presídio Mata Grande 13,6% 6,4%
PM 11,2% 0%
Cadeia Pública 3,2% 0%
TOTAL GERAL 81,6% 18,4%
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 32: Conseguia realizar as atividades no tempo estipulado pela tutoria?

81,6%
100%

80% Não

60%

18,4%
40%
S im

20%

0%

Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

A questão do prazo para a execução das atividades exigidas pela tutoria


também foi avaliada de forma satisfatória por grande parte dos agentes de segurança,
alvos da pesquisa, isto porque 81,6% responderam que sim e somente 18,4% que não,
ou seja, o índice de insatisfação com o tempo para a execução da pesquisa pode ser
observado como positivo, embora o fato de quase 20% não conseguirem desenvolver
as atividades no tempo hábil, pode ser um motivo para aumentar o percentual de
evasão.
Na análise dos índices por instituição todos os respondentes da pesquisa
evidenciaram que “sim”, ou seja, o tempo definido para a execução das atividades foi
suficiente: 0,8% - IML, 0,8% - Criminalística, 16,8% - Delegacia de Defesa da
Mulher, 4% - Posto de Identificação, 12,8% - Delegacia Vila Operária, 20,8% - CISC,
12,8% - Presídio da Mata Grande, 8% - PM e 3,2% - Cadeia Pública.
Continuando a apresentação dos dados da pesquisa, a questão 10 identificou se
pela experiência adquirida pelos agentes eles consideravam que as atividades do
curso teriam sido adequadas e suficientes, sendo que as respostas foram:

104
TABELA 33: Pela experiência as atividades do curso foram adequadas e suficientes?
Sim Não NR*
IML 0,8% 0% 0%
Criminalística 0,8% 0% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 16,8% 0% 0%
Posto de Identificação 4% 2,4% 0%
Delegacia Vila Operária 12,8% 0% 0%
CISC 20,8% 7,2% 0%
Presídio Mata Grande 12,8% 7,2% 0%
PM 8% 2,4% 0,8%
Cadeia Pública 3,2% 0% 0%
TOTAL GERAL 80% 19,2% 0,8%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 33: Pela experiência as atividades do curso foram adequadas e suficientes?

100% 81,6%

NR*
80%

60%
Não
40%
17,6%

20% 0,8% S im

0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

A maior parcela 81,6% dos entrevistados, de acordo com a experiência que


tiveram, afirmaram que as atividades do curso foram adequadas e suficientes,
enquanto que 17,6% responderam negativamente.
Em consonância com a avaliação por instituição percebe-se que em todas o sim
obteve a maioria, apresentando os seguintes índices: 0,8% - IML, 0,8% -
Criminalística, 16,8% - Delegacia de Defesa da Mulher, 4% - Posto de Identificação,
12,8% - Delegacia Vila Operária, 20,8% - CISC, 13,6% - Presídio da Mata Grande,
8,8% - PM e 3,2% - Cadeia Pública.

105
A questão da pesquisa, em que se buscou levantar a nota que os entrevistados
dariam para o conteúdo do curso, gerou os seguintes dados:

TABELA 34: Nota ao conteúdo do curso


4 5 6 7 8 9 10 NR*
IML 0% 0% 0% 0,8% 0% 0% 0% 0%
Criminalística 0% 0% 0% 0% 0% 0,8% 0% 0%
Delegacia de Defesa 0% 0% 0% 1,6% 0% 9,6% 5,6% 0%
da Mulher
Posto de Identificação 0% 0% 0,8% 0% 1,6% 2,4% 1,6% 0%
Delegacia Vila 0% 0% 0% 4,8% 0% 3,2% 4,8% 0%
Operária
CISC 1,6% 0,8% 3,2% 1,6% 1,6% 11,2% 8% 0%
Presídio Mata Grande 0,8% 3,2% 1,6% 0,8% 5,6% 6,4% 1,6% 0%
PM 0,8% 0% 0% 0% 8% 1,6% 0% 0,8%
Cadeia Pública 0% 0% 0% 0% 2,4% 0% 0,8% 0%
TOTAL GERAL 3,2% 4% 5,6% 9,6% 19,2% 35,2% 22,4% 0,8%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 34: Nota ao conteúdo do curso

100%

NR*
80%
10
9
60%
8
35,2%
7
40%
22,4%
6
19,2%
5
20% 9,6% 4
3,2% 4,0% 5,6% 0,8%

0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

De uma forma geral as notas foram satisfatórias tendo em vista que 35,2%
avaliaram com 9; 22,4%, nota 10 e 19,2%, nota 8. Neste sentido, se somados os
índices de boas notas, têm-se um percentual de 76,8% dos entrevistados,
evidenciando assim que o conteúdo do curso foi satisfatório.

106
Ao identificar a nota de cada instituição para o conteúdo do curso, percebe-se
que, na análise individual, também existem percentuais mais elevados para as boas
notas, como se observa: 0,8% - IML e 4,8% - da Delegacia Vila Operária nota 7; 8% -
PM e 2,4% - Cadeia Pública nota 8; 0,8% - Criminalística, 9,6% - Delegacia de
Defesa da Mulher, 2,4% - Posto de Identificação, 11,2% - CISC e 6,4% -Presídio da
Mata Grande nota 9 e, por fim, 4,8% - também da Delegacia Vila Operária nota 10.
A última questão identificou a nota que os agentes de segurança pública
pesquisados atribuiriam para o próprio desempenho, sendo que as respostas foram:

TABELA 35: Nota para o seu desempenho

4 5 6 7 8 9 10 NR*
IML 0% 0% 0% 0, 8% 0% 0% 0% 0%
Criminalística 0% 0% 0% 0% 0,8% 0% 0% 0%
Delegacia de 3,2% 0% 0% 0% 1,6% 6,4% 5,6% 0%
Defesa da Mulher
Posto de 0% 0% 0,8% 0% 1,6% 2,4% 1,6% 0%
Identificação
Delegacia Vila 0% 0% 0% 0% 4,8% 3,2% 4,8% 0%
Operária
CISC 0% 2,4% 3,2% 0,8% 3,2% 10,4% 8% 0%
Presídio Mata 0% 4% 1,6% 3,2% 3,2% 6,4% 1,6% 0%
Grande
PM 0% 0% 0,8% 5,6% 2,4% 0,8% 0,8% 0,8%
Cadeia Pública 0% 0% 0% 0,8% 0% 1,6% 0,8% 0%
TOTAL GERAL 3,2% 6,4% 6,4% 11,2% 17,6% 31,2% 23,2% 0,8%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

107
GRÁFICO 35: Nota para o seu desempenho

100%

NR*
80%
10
9
60%
8
31,2% 7
40%
23,2%
6
17,6% 5
20% 11,2%
3,2% 6,4% 6,4% 0
0,8%

0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

A avaliação do próprio desempenho foi parcialmente similar à do conteúdo,


tendo em vista que, somadas as notas 8, 9 e 10,0 a auto-avaliação teve um índice de
72%, enquanto que o conteúdo teve um percentual de 76,8% no que se referem às
mesmas notas.
De forma geral as notas mais apontadas foram: 31,2% - 9; na auto-avaliação de
23,2% - 10 e para 17,6% a nota é 8, ou seja, apresentaram bons índices de satisfação
do curso.
Os índices de avaliação do próprio desempenho, se analisados por instituição
foram: 0,8% - IML e 5,6% - PM nota 7; 0,8% - Criminalística e 4,8% - Delegacia
Vila Operária nota 8; 6,4% - Delegacia de Defesa da Mulher, 2,4% - Posto de
Identificação, 10,4% - CISC, 6,4% - Presídio da Mata Grande e 1,6% - Cadeia
Pública nota 9 e 4,8% - Delegacia Vila Operária nota 10.
Na continuidade da pesquisa foram elaboradas 8 questões, relacionadas ao
modelo do curso, sendo que na primeira pergunta buscou-se identificar se as dúvidas
dos pesquisados teriam sido respondidas pela tutoria rapidamente, os quais
responderam:

TABELA 36: Suas dúvidas foram rapidamente respondidas pela tutoria?


Sim Não NR*
IML 0% 0,8% 0%

108
Criminalística 0% 0,8% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 16,8% 0% 0%
Posto de Identificação 4% 2,4% 0%
Delegacia Vila Operária 12,8% 0% 0%
CISC 20% 8% 0%
Presídio Mata Grande 10,4% 8,8% 0,8%
PM 10,4% 0,8% 0%
Cadeia Pública 0,8% 0,8% 1,6%
TOTAL GERAL 75,2% 22,4% 2,4%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 36: Suas dúvidas foram rapidamente respondidas pela tutoria ?

100%
75,2%

80% NR*

60%
Não

40% 22,4%

2,4%
S im
20%

0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

No que se relacionam as respostas às dúvidas solucionadas rapidamente pela


tutoria, é relevante observar que 75,2% responderam que sim e 22,4% que não.
Embora o índice de pessoas satisfeitas seja bem mais elevado, o fato de 22,4% dos
alunos não terem suas dúvidas rapidamente solucionadas pelos tutores evidencia uma
falha na forma de repassar conhecimento, o que deve ser revisto pelos profissionais
tutores.
Ao analisar os índices mais elevados de cada instituição, observa-se que: 0,8%
- IML, 0,8% - Criminalística e 0,8% - Cadeia Pública responderam não, ou seja, suas
dúvidas não foram rapidamente respondidas pela tutoria, enquanto que, 16,8%
-Delegacia de Defesa da Mulher, 4% - Posto de Identificação, 12,8% - Delegacia Vila
Operária, 20% - CISC, 10,4% - Presídio da Mata Grande, 10,4% - PM e 0,8% -
Cadeia Pública tiveram suas dúvidas rapidamente respondidas pela tutoria.

109
A segunda questão buscou saber se o suporte técnico fornecido pela
SENASP/SEAT foi suficiente para sanar as dúvidas, respostas que permitiram a
construção da tabela e gráfico abaixo
:
TABELA 37: O suporte técnico oferecido pela SENASP/SEAT foi suficiente para sanar as
dúvidas?
Sim Não NR*
IML 0,8% 0% 0%
Criminalística 0,8% 0% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 16,8% 0% 0%
Posto de Identificação 2,4% 4% 0%
Delegacia Vila Operária 12,8% 0% 0%
CISC 24% 4% 0%
Presídio Mata Grande 13,6% 5,6% 0,8%
PM 9,6% 1,6% 0%
Cadeia Pública 1,6% 0% 1,6%
TOTAL GERAL 82,4% 15,2% 2,4%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 37: O suporte técnico oferecido pela SENASP/SEAT foi suficiente para sanar as
dúvidas?

100% 82,4%

80% NR*

60%
Não

40%
15,2%

2,4%
S im
20%

0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

O gráfico nº 37 apresenta os dados relacionados à avaliação dos agentes


entrevistados para identificar se o suporte técnico fornecido pela SENASP/SEAT foi
suficiente para sanar suas dúvidas, sendo que os índices apresentados fora: 82,4%,
sim e 15,2%, não.

110
Quanto à apresentação dos resultados a partir do índice mais elevado de cada
instituição se observa: 4% - Posto de Identificação não, enquanto que os demais:
0,8% - IML, 0.8% - Criminalística, 16,8% - Delegacia de Defesa da Mulher, 12,8% -
Delegacia Vila Operária, 24% - CISC, 13,6% - Presídio da Mata Grande, 9,6% - PM e
1,6% - Cadeia Pública responderam sim, ou seja, o suporte técnico oferecido pela
SENASP/SEAT foi suficiente para sanar as dúvidas dos agentes de segurança pública
de Rondonópolis-MT que foram pesquisados.
A questão seguinte solicitou aos agentes se tinham problemas ao acessar o site
do curso, responderam:

TABELA 38: Você teve/não teve problemas em acessar o site do curso?

SIM NÃO
IML 0% 0,8%
Criminalística 0% 0,8%
Delegacia de Defesa da Mulher 3,2% 13,6%
Posto de Identificação 0,8% 5,6%
Delegacia Vila Operária 0% 12,8%
CISC 8% 20%
Presídio Mata Grande 12% 8%
PM 8% 3,2%
Cadeia Pública 2,4% 0,8%
TOTAL GERAL 34,4% 65,6%
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 38: Você teve/não teve problemas em acessar o site do curso?

100%
65,6%
80% Não

34,4%
60%

40%
S im

20%

0%

Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

111
Sobre ter problemas em acessar o site do curso 65,6% responderam que não e
34,4%, sim. Observou-se um alto índice de entrevistados com dificuldades ao acessar
o site do curso, o que pode ter sido um motivo para a evasão.
Analisando os percentuais separados tem-se: 0,85 - IML, 0,8% -
Criminalística, 13,6% - Delegacia de Defesa da Mulher, 5,6% - Posto de
Identificação, 12,8% - Delegacia Vila Operária e 20% - CISC não sentiram
dificuldades no acesso ao site do curso, mas 12% Presídio da Mata Grande, 8% - PM
e 2,4% - Cadeia Pública responderam sim, ou seja, sentiram dificuldades em acessar
o site do curso.
Identificar se o site do curso estava sempre disponível quando os alunos
buscavam acessá-lo, foi a questão que teve como resposta:

TABELA 39: O site do curso estava sempre acessível quando precisava acessá-lo
Sim Não
IML 0,8% 0%
Criminalística 0,8% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 16,8% 0%
Posto de Identificação 3,2% 3,2%
Delegacia Vila Operária 12,8% 0%
CISC 20% 8%
Presídio Mata Grande 14,4% 5,6%
PM 7,2% 4%
Cadeia Pública 3,2% 0%
TOTAL GERAL 79,2% 20,8%
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 39: O site do curso estava sempre acessível quando precisava acessá-lo

100% 79,2%

80% Não

60%
20,8%
40%
S im

20%

0%

112
Fonte: Dados da pesquisa realizada em (2007).

De uma forma geral os agentes que participaram da pesquisa consideraram que


o site do curso estava sempre disponível quando precisavam acessá-lo, com 79,2%,
sim e 20,8%, não. Da mesma forma, é relevante observar esta análise por instituição.
Somente 3,2% do Posto de Identificação responderam que o site do curso não
estava disponível quando precisavam, os demais responderam que sim: 0,8% -IML,
0,8% - Criminalística, 16,8% - Delegacia de Defesa da Mulher, 3,2% - Posto de
Identificação, 12,8% - Delegacia Vila Operária, 20% - CISC, 14,4% - Presídio da
Mata Grande, 7,2% - PM e 3,2% - Cadeia Pública.
Ao continuar a pesquisa, a quinta pergunta, buscou saber quais as dificuldades
dos entrevistados em localizar informações sobre como utilizar o ambiente e
desenvolver as atividades do curso, sendo que as respostas originaram a tabela e o
gráfico 40.

TABELA 40: Você tem dificuldades em localizar informações sobre como utilizar o
ambiente e desenvolver as atividades do curso?
Sim Não
IML 0% 0,8%
Criminalística 0% 0,8%
Delegacia de Defesa da Mulher 0% 16,8%
Posto de Identificação 2,4% 4%
Delegacia Vila Operária 0% 12,8%
CISC 8% 20%
Presídio Mata Grande 5,6% 14,4%
PM 4% 7,2%
Cadeia Pública 0% 3,2%
TOTAL GERAL 20% 80%
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

113
GRÁFICO 40: Você tem dificuldades em localizar informações sobre como utilizar o ambiente e 
desenvolver as atividades do curso?

80,0%
100%

80% Não

60%

20,0%
40%
S im

20%

0%

Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

No que se relacionam às dificuldades em localizar informações sobre como


utilizar o ambiente e desenvolver as atividades do curso, 80% dos entrevistados
responderam que não e 20% que sim.
Importante constatar que se analisadas as instituições de forma separada, todos
os índices mais elevados apontaram para o não, como se avalia: 0,8% - IML, 0,8% -
Criminalística, 16,8% - Delegacia de Defesa da Mulher, 4% - Posto de Identificação,
12,8% - Delegacia Vila Operária, 20% - CISC, 14,4% - Presídio da Mata Grande,
7,2% - PM e 3,2% - Cadeia Pública.
A questão nº 6 solicitou a nota que os pesquisados dariam para o suporte
técnico, sendo que as respostas foram:

TABELA 41: Qual nota daria para o suporte técnico?


4 5 6 7 8 9 10 NR*
IML 0% 0% 0% 0,8% 0% 0% 0% 0%
Criminalística 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0,8% 0%
Delegacia de 0% 0% 0% 1,6% 3,2% 6,4% 5,6% 0%
Defesa da
Mulher
Posto de 0,8% 0% 0% 2,4% 1,6% 0% 1,6% 0%
Identificação
Delegacia Vila 0% 0% 4,8% 0% 0% 3,2% 4,8% 0%
Operária
CISC 0,8% 0,8% 0% 6,4% 7,2% 4,8% 6,4% 1,6%
Presídio Mata 0% 3,2% 0% 3,2% 8,8% 4% 0,8% 0%
Grande

114
PM 0% 0,8% 0% 3,2% 1,6% 5,6% 0% 0%
Cadeia Pública 0% 0% 0% 0% 0,8% 1,6% 0% 0,8%
TOTAL GERAL 1,6% 4,8% 4,8% 17,6% 23,2% 25,6% 20% 2,4%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO41: Qual nota daria para o suporte técnico?

100%

NR*
80% 10
9
60%
8
7
40%
25,6% 6
23,2% 20,0%
17,6% 5
20%
1,6% 4,8% 4,8% 2,4% 0

0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Os percentuais mais elevados em relação as notas foram: 25,6%, 9; índice de


23,2%, nota 8 e 20%, nota 10. Ressalta-se assim que somadas as três notas mais altas
têm-se um percentual de 68,8% dos respondentes, o que significa um índice elevado,
porém não totalmente satisfatório, sendo que a SENASP/SEAT poderia fazer
melhoramentos em relação ao suporte técnico, facilitando a permanência dos alunos e
reduzindo a evasão.
Sobre as respostas aos questionamentos enviados para a tutoria os agentes
avaliaram que:

TABELA 42: Todos os questionamentos enviados para a tutoria do curso foram respondidos?
Sim Nunca Não NR*
Precisou
IML 0% 0% 0,8% 0%
Criminalística 0% 0% 0,8% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 13,6% 3,2% 0% 0%
Posto de Identificação 0% 2,4% 4% 0%
Delegacia Vila Operária 12,8% 0% 0% 0%
CISC 9,6% 10,4% 5,6% 2,4%
Presídio Mata Grande 4,8% 7,2% 5,6% 2,4%

115
PM 8,8% 0% 2,4% 0%
Cadeia Pública 0,8% 2,4% 0% 0%
TOTAL GERAL 50,4% 25,6% 19,2% 4,8%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO42: Todos os questionamentos enviados para a tutoria do curso foram respondidos?

100%
NR*
80% 50,4%

Não
60%

Nunca
40% 25,6%
precisou
19,2%
20% 4,8% S im

0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

De forma geral a maioria dos agentes pesquisados, 50,4%, respondeu sim, isto
é, todos os seus questionamentos enviados para a tutoria do curso foram respondidos,
sendo que 25,6% esclareceram nunca ter precisado mandar alguma dúvida e 19,2%
ponderaram que seus questionamentos não foram atendidos.
Nas respostas a esta questão, quando analisadas a partir das respostas de cada
instituição, observa-se certa pluralidade nos índices, como se avalia: 0,8% - IML,
0,8% - Criminalística e 4% - Posto de Identificação responderam não; 13,6% -
Delegacia de Defesa da Mulher, 12,8% - Delegacia Vila Operária e 8,8% - PM
responderam sim e 10,4% - CISC, 7,2% - Presídio da Mata Grande e 2,4% - Cadeia
Pública nunca precisaram se reportar à tutoria para esclarecimento de dúvidas ou
questionamentos.
A última referente ao modelo e ao desempenho do suporte levantou como os
agentes avaliavam a presença da tutoria, quando solicitada, os quais avaliaram:

TABELA 43: A tutoria lhe pareceu presente quando necessitou dela?


Todo Às vezes Quase NR*

116
tempo nunca
IML 0% 0,8% 0% 0%
Criminalística 0% 0% 0,8% 0%
Delegacia de Defesa da Mulher 16% 0% 0% 0,8%
Posto de Identificação 1,6% 4,8% 0% 0%
Delegacia Vila Operária 6,4% 0% 0% 6,4%
CISC 13,6% 8% 0% 6,4%
Presídio Mata Grande 5,6% 8% 0% 6,4%
PM 4% 7,2% 0% 0%
Cadeia Pública 0,8% 0,8% 0% 1,6%
TOTAL GERAL 48% 29,6% 0,8% 21,6%
NR* - Não Respondeu.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

GRÁFICO 43: A tutoria lhe pareceu presente quando necessitou dela?

100%

NR*
80%

48,0% Quase
60% nunca
Às vezes
40% 29,6%
21,6%

Todo tempo
20%
0,8%

0%

NR* - Não Respondeu.


Fonte: Dados da pesquisa realizada em 2007.

Para 48% dos entrevistados em todo o tempo que foi requisitada a tutoria
esteve presente; 29,6% respondeu que somente às vezes existiu esta presença da
tutoria e 0,8%, quase nunca.
Ao realizar uma análise por instituição observou-se: 0,8% - IML, 4,8% - Posto
de Identificação, 8% - Presídio da Mata Grande, 7,2% - PM e 0,8% - Cadeia Pública
responderam que às vezes; 0,8% - Criminalística quase nunca e 16% - Delegacia de
Defesa da Mulher, 6,4% - Delegacia Vila Operária, 13,6% - CISC e 0,8% - Cadeia
Pública avaliaram que todo o tempo a tutoria se demonstrou presente quando
necessitou dela.

117
Para os motivos da desistência do curso, foi elaborada em uma só tabela e
gráfico, como se demonstra a seguir:

118
Tabela 44: Motivos da desistência do curso
1* 2** 3*** 4**** 5***** 6****** 7****** 8****** 9****** 10***** 11****** 12***** 13*******
* ** *** ***** ***** ******* ******
IML 0,4% 0,4% 0% 0% 0% 0% 0% 0,4% 0,4% 0,4% 0% 0% 0,4%
Criminalística 0,4% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Delegacia de Defesa da 4,78% 2,80% 3,19% 0% 0% 0% 1,59% 1,20% 1,20% 2,80% 0% 0% 0%
Mulher
Posto de Identificação 1,20% 1,99% 0% 0% 1,20% 1,99% 1,99% 1,59% 0,4% 0,79% 0% 0,4% 0%
Delegacia Vila Operária 4,78% 2,39% 1,59% 0% 0% 0% 1,59% 0,79% 0,79% 1,59% 0% 0% 0%
CISC 8,36% 6,37% 1,20% 0% 1,20% 1,59% 1,20% 3,99% 2,39% 2,39% 1,59% 0% 1,20%
Presídio Mata Grande 2,39% 3,58% 0% 0% 0% 2,80% 1,59% 1,20% 0,79% 0% 0% 0% 2,39%
PM 2,39% 0,79% 0% 0% 0% 0,4% 0,4% 0,4% 0% 0% 0% 0% 2,39%
Cadeia Pública 0,79% 0,79% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
TOTAL GERAL 25,49% 19,11% 5,98 0% 2,4% 6,78% 8,36% 9,57% 5,97% 7,97% 1,59% 0,4% 6,38%
%
1* - Falta de tempo?
2** - Falta de computador com acesso a internet?
3*** - O curso escolhido era desinteressante?
4**** - Falta de habilidade na operação do computador e dificuldade em usar a internet?
5***** - Dificuldade em desenvolver as atividades no ambiente pedagógico (plataforma)?
6****** - O suporte técnico fornecido pela SENASP/SEAT não foi suficiente para sanar as dúvidas?
7******* - O material de consulta fornecido não era suficiente?
8******** - Falta de monitoria regional.
9********* - Falta de interação.
10********** - Falta de ambiente no local de trabalho.
11*********** - Desorganização pessoal.
12************ - Não atendimento às expectativas
13************** - Outro especificar.
Fonte: Dados da pesquisa realizada em (2007)

130
130
Gráfico 44: Motivos da desistência do curso

100% 13*************
12************
11************
80%
10**********
9*********
60% 8********
7*******
6******
40%
25,49% 5*****
19,11% 4****
20% 3***
5,98% 9,57% 7,97%
6,78% 8,36% 5,97% 1,59% 6,38%
0,4% 2**
0,0% 2,4%
0% 1*

Fonte: Dados da pesquisa realizada em (2007)

Ao fazer uma análise geral nos principais motivos que levaram os alunos
a desistência do curso, percebe-se que a falta de tempo com 25,49% das
respostas foi a mais citada; em segundo lugar, com 19,11%, a falta de
computador com acesso a internet e como terceiro problema mais citado, com
9,57%, a falta de monitoria regional.
Os demais índices, também relevantes para o estudo, estão apresentados
na tabela e gráfico 44, evidenciando que existem muitos problemas enfrentados
pelos alunos de cursos à distância que acabam direcionados os alunos para a
evasão, dessa forma, é preciso que a SENASP/SEAT busque inovar sempre,
identificando cada um dos problemas apresentados e implantando soluções
viáveis.
Em relação a cada uma das instituições, os agentes apresentaram índices
e problemas diversos, dessa forma: no IML foram apresentados seis problemas,
com 0,4% de percentual, quais sejam, problemas: 1*, 2**, 8********,
9*********, 10********** e 13*************. Sendo que um agente
escreveu que: “não fui comunicada sobre o início do curso a tempo e tinha que
concluir três cursos em menos de três dias. Comuniquei ao tutor sobre o fato e
pedir-lhe compreensão do infortuito ou justificando do ocorrido”.

131
Na Criminalística houve um percentual de 0,4% que responderam ter o
problema 1*, ou seja, a falta de tempo, que foi um dos itens mais lembrados em
todas as instituições.
Também na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, com
percentual de 4,78%, o problema 1* (falta de tempo) foi o mais citado,
evidenciando a dificuldade que os agentes da segurança pública de
Rondonópolis-MT tiveram em conciliar o curso à distância com suas atividades
profissionais.
No Posto de Identificação houve três problemas mencionados com
percentual de 1,99% quais sejam: 2**, 6****** e 7*******, que são a falta de
acesso ao computador com internet, o suporte técnico fornecido pela
SENASP/SEAT não foi suficiente para sanar as dúvidas e o material de consulta
fornecido não era suficiente.
Para os agentes da Delegacia da Vila Operária o principal problema, com
percentual de 4,78%, é a falta de tempo, fator este que também foi citado por
8,36% dos agentes do CISC.
Na avaliação dos agentes do Presídio da Mata Grande o principal
problema, com 3,58%, é a falta de computador com acesso a internet. É
importante citar que 2,39% responderam outro, especificando que: “Tive
problemas com meu computador, inclusive foi encaminhado e-mail para o tutor
justificando o motivo da desistência.”
Na opinião de 2,39% dos agentes da PM a principal dificuldade é a falta
de tempo, sendo que um dos agentes comentou de forma literal que: “Tive
problemas com meu computador, não conseguia acessar o conteúdo”.
Também os agentes da Cadeia Pública esclareceram, com 0,79%, que o
problema é a falta de tempo e 0,79%, falta de computador com acesso a
internet, sendo que um dos agentes especificou: “Problemas com o meu
computador, pois através dele não conseguia acessar o site.”
Salienta-se que é preciso reduzir os problemas com o uso da tecnologia
para que o ensino à distância alcance seus objetivos, sendo que, de acordo com
Letwin (2001, p. 20), “o desafio permanente da educação a distância consiste
em não perder de vista o sentido político original da oferta,, em verificar os

132
suportes tecnológicos utilizados são os mais adequados para o desenvolvimento
dos conteúdos, [...]”.
A partir dos dados apresentados nesta última tabela, foi possível
identificar que existem diversos problemas que são causadores da evasão dos
agentes de segurança pública de Rondonópolis-MT do curso da SENASP/SEAT,
todavia a falta de tempo e de computador com acesso a internet são as
principais dificuldades encontradas para a continuidade e finalização do curso.

CONCLUSÕES

Ao término do presente estudo, as conclusões demonstraram não apenas


questões relacionadas à evasão do ensino à distância, mas à própria importância
desta forma de educação para o aprimoramento profissional, especialmente de
pessoas que trabalham na segurança pública, em que o horário de trabalho
dificulta a participação em um curso com modelo presencial tradicional.
Muito embora a tecnologia esteja disponível para todas as pessoas,
atualmente, ainda se encontram indivíduos com dificuldade de acesso aos meios
de comunicação com esta tecnologia, assim, nem todos possuem acesso a um
computador com Internet o que prejudica o bom andamento das atividades
educacionais no ensino à distância, podendo se transformar num empecilho para
a continuidade do curso, aumentando os índices de evasão.
No caso específico deste estudo, foi constatado, a partir dos
esclarecimentos dos agentes que fizeram parte da pesquisa, que dentre os
principais motivos da desistência do curso está a falta de tempo, a falta de
computador com acesso a Internet e falta de monitoria regional. Os três motivos
destacados prejudicam a comunicação entre alunos e a instituição de ensino.
Ao realizar o estudo de caso, constatou-se que alguns agentes têm
dificuldade no uso da tecnologia da informação, dessa forma, compreende-se a
necessidade de fazer um curso paralelo de informática básica para melhorar o
aproveitamento das ferramentas do computador e das informações coletadas
pela Internet.

133
As ferramentas da tecnologia da informação são essenciais para a
qualificação educacional, a falta de conhecimento e de domínio dos
instrumentos e da tecnologia acaba constituindo um fato preponderante no
estímulo da evasão na modalidade de ensino à distância.
Observou-se, no caso específico de Rondonópolis-MT, que agentes de
diferentes instituições se interessaram em fazer o curso da SENASP/SEAT:
IML, Criminalística, Delegacia das Mulheres, Posto de Identificação, Delegacia
Vila Operária, CISC, Presídio da Mata Grande, PM e Cadeia Pública. O
interesse desses agentes evidencia a preferência dos profissionais de diversos
órgãos pela qualificação profissional por meio do ensino à distância.
Os agentes de segurança não possuem um horário de trabalho único. A
flexibilidade de horário acaba prejudicando o desempenho nos estudos mesmo
que os cursos sejam à distância, prejudicando o processo ensino/aprendizagem
dos alunos que terminam por não alcançar a média necessária e a desistirem do
curso, sendo imprescindível disponibilizar um tempo semanal para estudos e
desenvolvimento de atividades e para os encontros. Dessa forma, pode-se
entender a evasão na modalidade do ensino à distância como uma conseqüência
negativa de diversos fatores, como o próprio horário de trabalho que causa falta
de tempo para o estudo e a execução das atividades exigidas no curso.
Outro ponto que deve ser considerado no decorrer do estudo é a
necessidade de um núcleo regional para que os alunos tenham maior suporte na
resolução de suas dúvidas, aumentando sua satisfação pela acessibilidade ao
conhecimento e ao suporte pedagógico e técnico executado.
O ensino à distância é uma das formas de oportunizar aos indivíduos em
todos os cantos do mundo o acesso à educação e à qualificação pessoal e
profissional, todavia ao desenvolver este estudo foi possível diagnosticar pontos
falhos nesta relação, a falta de domínio da tecnologia da informação e das
ferramentas da comunicação como a Internet não permitem um ensino realmente
produtivo, causando um alto índice de insatisfação com o curso e a conseqüente
evasão.
Neste trabalho, discutiu-se a importância do ensino à distância como
instrumento de qualificação educacional. Detectou-se, especialmente, a
necessidade das instituições, que oferecem este tipo de curso, terem maior

134
comprometimento com seus alunos, buscando facilitar o acesso aos conteúdos e
atividades, para isso, necessitam oferecer suporte técnico como gerenciador de
ações positivas, que venham reduzir o percentual de evasão e aumentar o índice
de aprovação, oportunizando melhoria no processo ensino/aprendizagem de
profissionais de todas as áreas.

RECOMENDAÇÕES

Recomenda-se aos alunos iniciantes de cursos à distância que se


comprometam na busca constante pela melhoria de seus conhecimentos sobre os
recursos da tecnologia, para que possam ter melhor aproveitamento no decorrer
das atividades curriculares.
Recomenda-se ao poder Público que o agente de segurança pública seja
capacitados em cursos de informática básica, possibilitando sua inclusão no
mundo digital.
A falta de monitoria regional acaba distanciando os alunos do curso,
aumentando, assim, consideravelmente o índice de evasão, por isso é
imprescindível que as instituições ofertantes de cursos à distância
disponibilizem um telecentro regional em Rondonópolis-MT, facilitando o
acesso dos alunos aos recursos e aos tutores para que possam esclarecer as
dúvidas técnicas e teóricas quando estas surgirem.
Outra sugestão é que os cursos ofereçam disciplinas com conhecimentos
regionais, visto que a regionalização dos estudos possibilitaria o despertar de
interesse no conhecimento que envolve o cotidiano dos alunos, aumentando,
assim, a satisfação e o interesse em concluir o curso.
Sugere-se, também, que as instituições de segurança pública possam
oferecer suporte técnico e de material para que os agentes tenham interesse em
melhorar seu conhecimento e profissionalização, dessa forma, cada instituição
poderia disponibilizar um computador com acesso à Internet e tempo semanal
para que o agente possa se aprimorar como aluno.

135
REFERÊNCIAS

ALMEIDA, M.E.B. de. Educação a distância na Internet: abordagens e


contribuições dos ambientes digitais de aprendizagem. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-97022003000200010>
Acesso em: 23 Jun. 2007.

ASSIS, S. O desafio da capacitação profissional a distância pelo CETEB e a


construção de um modelo para avaliação de seus cursos. 2002. Disponível em:
<http://www.assis/ceteb/capacitacao.html > Acesso em: 20 Jun. 2007.

AZEVEDO, W. Panorama atual da educação a distância no Brasil. Disponível em:


<monitoria@newtonpaiva.br > Acesso em: 15 Jun. 2007.

BARROSO, J. et al. Programa SEAT-Segurança e Educação ao Alcance de Todos:


por uma segurança pública mais cidadã e inclusa. 2006. Disponível em:
<http://juliana.barroso@mj.gov.br > Acesso em: 18 Jun. 2007.

BASSEDAS, E. et al. Intervenção educativa e diagnóstico psicopedagógico. 3. ed.


Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.

BIZZO, N. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática, 2001.

CASTANHO, S. O que há de novo na educação superior: do projeto pedagógico à


prática transformadora. Campinas: Papirus, 2000.

CASTANHO, S. et al. Temas e textos em Metodologia do Ensino Superior.


Campinas: Papirus, 2001.

CASTRO, C. M. Finalmente, desperta a educação no Brasil. Disponível em:


<http://www.mre.gov.br/edbrasil/itamaraty/web/port/polsoc/educa/apresent/apresent.ht
ml> Acesso em: 12 Jun. 2007.

136
DELORS, J.et al. Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO da
Comissão Internacional sobre educação para o século XXI. 6. ed. São Paulo:
Cortez, Brasília, 2001.

DEMO, P. Desafios modernos da educação. 11. ed. Petrópolis: Vozes, 2001.

DELVAL, J. Aprender a aprender. Campinas: Papirus, 1998.


FARIA, M. A. de. Curso de capacitação de professores em EAD. Disponível em: <
http://www.virtual.unilestemg.br/artg_capacitacao.html> Acesso em: 07 Maio 2007.

FUKS, H. et al. Sobre o desenvolvimento e aplicação de cursos totalmente a


distância na Internet. Revista Brasileira de Informática na Educação. n. 9. 2001.
Disponível em: <http://www.ies.inf.puc-rio.br/groupware > Acesso em: 13 Jun. 2007.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

______. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

IMBERNÓN, F. A educação no século XXI: os desafios do futuro imediato. 2. ed.


Porto Alegre: ARTMED, 2000.

KRASILCHIK, M. O professor e o currículo das ciências. São Paulo: EPU, 1987.

LIMA, A. Capital intelectual. 2006. Disponível em:


<http://www.grupoempresarial.adm.br >. Acesso em: 17 Jun. 2007.

LITWIN, E.(org). Educação a distância: temas para o debate de uma nova agenda
educativa. Porto Alegre: Artmed, 2001.

MAIA, C. Guia brasileiro de educação a distância. São Paulo: Esfera, 2001.

MAIA, M. de C.; MEIRELLES, F. de S. Tecnologias de informação e comunicação e


os índices de evasão nos cursos a distância. 2005. Disponível em:
<www.mmaia@fgvsp.br > Acesso em 19 Jun. 2007.

MARCOLINO, Z. Tutoria regional de Cuiabá. Cuiabá: Tutoria Regional, 2007.

MARCONI, M. de A.; LAKATOS, E. M. Títulos de pesquisa: planejamento e


execução de pesquisas, amostragens e técnicas, elaboração e análise. São Paulo: Atlas,
1996.

MARQUES, R. Metodologia do ensino superior. Campo Grande: UCDB, 1999.

137
MARTINS, Onilza Borges. Tendências em EaD. Disponível em:
<http://www.nead.ufpr.br > Acesso em: 15 Jun. 2007.

MELO, P. et al. Cenários da Gestão Universitária na Contemporaneidade.


Florianópolis: Insular, 2004.

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Rede nacional de educação a distância para a


segurança pública. 2007. Disponível em: <www.mj.gov.br/senasp > Acesso em 18
Jun. 2007.

MORAN, J. M. Informática na educação. Vol. 3. Porto Alegre: UFRGS, 2000.


Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=content&task=view&id=6724&flagnoticia
s =1&itemid=6874 > Acesso em: 13 Jun. 2007.

MORAN, J. Mudanças na comunicação pessoal. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 2000a.


Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=content&task=view&id=6724&
flagnoticias=1&itemid=6874 > Acesso em: 13 Jun. 2007.

MOREIRA, A. et al. Currículo, cultura e sociedade. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2005.

OZORES, M. Tecnologia e educação. um estudo sobre a TV Escola no Estado do


Amazonas. Universidade Estadual de Campinas. 2001. Disponível em:
<http://www.unicamp/ozores.com.br > Acesso em: 20 Jun. 2007.

PILETTI, N. História da educação no Brasil. 7. ed. São Paulo: Ática, 2000.

PIMENTA, S. et al. Profesor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. 3.


ed. São Paulo: Cortez, 2005.

PORTUGAL, C. Educação a distância: o design como agente do “diálogo” mediado


pelas interfaces computacionais.
<http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?
UserActiveTemplate=1por&infoid=609&sid=69> Acesso em: 10 Jul. 2007.

PRETTO N. et al. Revista Brasileira de Educação. v.11. n. 31, 2006. Disponível em:
<http://www.revistabrasileiradeeducação.gov.br > Acesso em: 15 Jun. 2007.

ROMANELLI, O. de O. História da educação no Brasil. 26. ed. Petrópolis: Vozes,


2001.

138
ROPOLI, E. Gestão em educação a distância nas instituições de ensino. 2006.
Disponível em: <http://www.edilene@ccuec.unicamp.br > Acesso em: 17 Jun. 2007.

SANTOS, C. R. Educação escolar brasileira: estrutura, administração, legislação. 2.


ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.

SARAIVA, T. Avaliação da educação a distância: sucessos, dificuldades e exemplos.


Boletim técnico do SENAC. V. 21. n. 3. 1995. Disponível em:
<http://www.senac.com.br/saraiva > Acesso em: 19 Jun. 2007.

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros curriculares


nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros curriculares


nacionais: apresentação dos temas transversais: ética. 2. ed. Rio de Janeiro: DP&A,
2000.

STEPHANOU, M. et al. Histórias e memórias da educação no Brasil. Vol. 1 –


Séculos XVI-XVIII. Petrópolis: Vozes, 2004.

TAVARES, V. O ambiente inovador da EaD na prática pedagógicas. Revista


Eletrônica SEED-MEC, 2006. Disponível em: <http://www.revistaeletronicase
edmec.com.br> Acesso em: 17 Jun. 2007.

VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 6. ed. São


Paulo: Atlas, 2005.

ZENTGRAF, M. A educação à distância, a nova lei do ensino e o professor.


Disponível em: <http://www.revistaconectada.com/conectados/ zentgraf_nova_
lei.htm> Acesso em: 10 Jul. 2007.

139
APÊNDICE – INSTRUMENTO PARA COLETA DE DADOS

O propósito deste questionário é de identificar os fatores e as causas


preponderantes que levam alguns Agentes de Segurança Pública do município
de Rondonópolis a desistirem dos cursos de formação continuada na modalidade
de EAD, via INTERNET, disponibilizada pela SENASP/SEAT, em parceria com
a SEJUSP/MT. Gostaria, portanto, de fazer alguns questionamentos para
compor a pesquisa de campo, a fim de desenvolver o tema: “FORMAÇÃO
CONTINUADA NO ENSINO A DISTÂNCIA”, objeto da minha Dissertação de
Mestrado.
Para maiores esclarecimentos sobre o tema, porco-lhe que responda às
perguntas abaixo:

1. Instituição:________________________________________________
2. Carga horária de trabalho semanal. ________
3. Motivo da inscrição: ( ) Promoção na carreira; ( ) Melhorar a eficiência no
trabalho; ( ) Só para conhecimento; ( ) Falta de outra opção; ( ) Outros.
Especificar:_________________________________________________

TABELA 1 – Questões referente ao perfil do público-alvo

Nº Perguntas Respostas possíveis


1 Você possui curso de informática Sim Não
básica?
2 Você possui computador com Sim Não
acesso a Internet, em casa?
3 Você sabe utilizar o computador? Muito bem Bem Mais ou Só um pouco Nada
menos
4 Você conhece ou sabe utilizar de E-mail WWW Fórum Chat
maneira básica os seguintes
recursos?
5 Qual freqüência você usa a Diariamente 4 x por 3x por 2x por 1x por semana
Internet? semana semana semana
6 Você já participou de um curso a Sim Não
distância, antes do curso da
SENASP/SEAT?
7 Para que você usa a Internet? Lazer Comprar Falar com Buscar Outros

140
pessoas informações
8 Qual freqüência você acessava o Várias Diariamente 3 a 2x por 1x por Não
site do Curso? vezes ao semana semana acessava
dia
9 Em qual freqüência você acessava Início da semana Meio da semana Fim de semana
o site do curso?
10 Em qual período do dia que você Manhã Tarde Noite Madrugada
mais acessava o site do curso?

TABELA 2 – Questões referentes a interação aluno-curso


Nº Perguntas Respo stas possíveis
1 A interação provida foi Muito boa Boa Normal Ruim
suficiente?
2 Você sentiu vontade de interagir Todo tempo Às vezes Nunca
com os colegas?
3 Qual dos meios de interação foi Fór um Chat E-mail
seu favorito?
4 Teve al gum problema durante o Problemas com os Problemas por falta de Problema com Não ti ve problema
curso? recursos da Internet (e - ajuda do tutor o computador
mail, fórum, etc).

5 Foi difícil usar os recursos da Não ti ve problema Resol vi os problemas Foi um dos grandes empecilhos na
Internet? que ti ve na primeira reali zação do curso
semana do curso
6 O acesso às páginas do curso Lento Normal Rápido
foi :
7 A interface do curso foi: Fácil de usar Adaptei-me a ela Complicada
8 Você classifica a interface do Agradá vel Normal Confusa
curso como:
9 A nave gação pelas páginas foi : Simples, conse gui me orientar bem Adequada, Um pouco Muito complicada e
desde o início porém levei um complicada e fiquei muito confuso
tempo para levei um bom até o final do curso
compreendê -la tempo para
compreende-la
10 No meu ponto de vi sta o ní vel de Concordo Neutro Discordo Discordo totalmente
interação com os outros alunos totalmente
não foi satisfeito.

TABELA 3 – Perguntas referentes ao modelo do curso

141
Nº Perguntas Respostas possíveis
1 Qual sua avaliação quanto ao modelo Muito bom Bom Normal Ruim Neutro
como o curso foi desenvolvido?
2 A carga horária de trabalho foi bem Sim neutro Não
distribuída?
3 Como você considera o tempo Excessivo Suficiente Insuficie
destinada a cada módulo? nte
4 Qual mudança você sugeria para o Conteúdo Ferramenta Avaliação Carga Monitoria regional
curso? horária
5 Você faria outro curso neste formato Sim Não
pela SENASP/SEAT?
6 Considera mais fácil aprender os Sim Irrelevante Não
assuntos relacionados como tem do
curso de modo tradicional (presencial)?
7 O material didático disponibilizado Sim Não
pelo curso foi suficiente para a
realização das atividades do curso?
8 Conseguia executar as atividades do Sim Não
curso dentro do tempo estipulado pela
tutoria?
9 O tempo definido para a execução das Sim Não
atividades do curso foi adequado e
suficiente?
10 Pela experiência que teve, as atividades Sim Não
do curso foi adequada e suficiente?
11 Qual a nota que você daria ao conteúdo 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
do curso?
12 Qual a nota que você daria para o seu 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
desempenho?

TABELA 4 – Perguntas referentes ao modelo ao desempenho do suporte

Nº Perguntas Respostas Possíveis


1 Suas dúvidas foram rapidamente Sim Não
respondidas pela tutoria?
2 O suporte técnico fornecido pela Sim Não
SENASP/SEAT foi suficiente para sanar
suas dúvidas?
3 Você teve problemas em acessar o site do Sim Não
curso?
4 O site do curso estava sempre disponível Sim Não
quando precisava acessá-lo?
5 Você teve dificuldade em localizar Sim Não
informações sobre como utilizar o
ambiente e desenvolver as atividades do
curso?
6 Qual a nota que você daria para o suporte 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
técnico?
7 Todos os questionamentos que você enviou Sim Nunca Não
para a tutoria do curso foram respondidos? precisou
8 A tutoria lhe pareceu presente quando Todo tempo Às vezes Quase nunca
necessitou dela?

142
TABELA 5 – Motivo de desistência do curso
Nº Perguntas Assinale
com (X)
1 Falta de tempo.
2 Falta de computador com acesso a Internet.
3 O curso escolhido era desinteressante.
4 Falta de habilidade na operação do computador e dificuldade em
usar a Internet.
5 Dificuldade em desenvolver as atividades no ambiente pedagógico
(plataforma).
6 O suporte técnico fornecido pela SENASP/SEAT não foi suficiente
para sanar as dúvidas.
7 O material de consulta fornecido não era suficiente.
8 Falta de monitoria regional.
9 Falta de interação.
10 Falta de ambiente no local de trabalho.
11 Desorganização pessoal.
12 Não atendimento às expectativas.
13 Outro.
Especificar:

143