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Em 1960 Michel Peachux vê a analise do discurso com uma teoria do sentido e pra chegar a
essa visão ele busca criar um modelo de análise das produções efetivas da linguagem que se
inspire em três grandes áreas

1- Linguística – Estruturalismo – visão da língua, código linguístico, estrutura da língua.


2- Marxismo – conceito de ideologia
3- Psicanalise – sujeito que produz o discurso.

A linguística estrutural concebia a língua como um sistema em que todos os elementos, todas
as oposições se fazem dentro do próprio sistema, todos os elementos seja na morfologia,
semântica e sintaxe se definem pela oposição dos elementos formais dentro de um mesmo
sistema. A linguística Saussiriana fazia uma oposição entre língua (sistema) e fala (uso do
sistema em decorrência da comunicação.

Peachux afirma que a teoria do sentido tem que ser ligada a fala e não ligada a forma, ligada
ao sistema linguístico. Assim sendo, a análise do discurso propõe um estudo do sentido
pensando na linguagem em uso, considerando a posição do sujeito falante dentro das
instituições que ele participa a partir de uma vinculação ideológica.

1 fase – preocupação de vinculação do discurso e ideologia. Essa vinculação é feita a partir de


um conceito de ideologia reformulada pelo Althussé e a partir de uma visão de uma certa
autonomia de cada formação discursiva, ou de cada posição ideológica. Nessa primeira
abordagem há uma preocupação em estudar sobretudo discursos políticos e tentar
caracterizar quais seriam as marcas de um discurso vinculado a uma posição socialista,
comunista ou liberal, principalmente discursos marcados por posições políticas e iedeológicas
claras e pensando que cada discurso teria uma certa autonomia ou que cada posição ideologia
teria uma certa autonomia na criação de seus próprios discursos. Exemplo: tomamos um
discurso de um líder sindical dentro de uma convenção do partido x. Então teríamos uma
caracterização em que tanto a pessoa que vai proferir o discurso quanto a sua plateia estariam
dentro de uma mesma formação ideológica, estariam assumindo os mesmos princípios
ideológicos e ficaria uma caracterização isolada do discurso que caracterizaria essa posição
ideológica.

2ª fase

Foucaut caracteriza a noção de formação discursiva, mostrando que os discursos não são
isolados, mas existem como uma dispersão, eles não estão delimitados, cada um com sua
autonomia. Nessa noção de dispersão a ideia é que você tem diversas formações discursivas
concorrentes nos diversos campos, e que as formações se caracterizam por um processo de
delimitação recíproca. Exemplo: Em um campo religioso nós temos diversas formações
discursivas dentro desse campo religioso. Nós podemos falar de uma formação discursiva
cristã, espírita ou muçulmana, todas elas trabalhariam com temáticas semelhantes porem a
caracterização de cada uma delas, a ideia de cada uma delas, passa por um processo de
delimitação recíproca, quer dizer, elas se aproximam em determinados pontos e se distanciam
em outros, mas sempre você vai caracterizar uma formação discursiva religiosa a partir da sua
comparação com outras formação discursiva religiosa que coexistam no mesmo momento
histórico.

Conceito de formação ideológica

Esse conceito vem do Marxismo especialmente através da contribuição de Authusser no


ideologia e aparelhos ideológicos do estado, e é incorporado na primeira fase da analise do
discurso. O conceito de formação ideológica é usado como algo extramente forte na
determinação do que o individuo pode dizer. A ideia nessa primeira fase é que o sujeito é
assujeitado ou seja, ele é dominado pela ideologia. O que ele fala ainda que
inconscientemente seria pré determinado pela posição ideológica e sua posição do classe e
tudo isso acabaria se refletindo no que é chamado de uma formação discursiva, ou seja, a
formação ideológica se manifesta e se materializa nos discuros. As ideias correspondentes a
uma posição ideológicas seriam traduzidas numa formação discursiva e o falante não é uma
pessoa livre para falar o que ele quer, o quee ele pode falar é determiinado pel a situi

Professora Iara Bemquerer costa