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#FAÇATUAREVOLUÇÃO
Você tem em suas mãos a OPORTUNIDADE de espalhar as sementes
de um Brasil melhor para todos. Nenhuma mudança efetiva em
nossas vidas acontece por acaso. Todas as grandes e importantes
mudanças dependem de empenho e dedicação. Antes, porém,
precisamos tomar uma decisão.

QUEREMOS UMA VIDA MELHOR?


SIM, QUEREMOS!
PODEMOS TER UM PAÍS MELHOR?
SIM, PODEMOS!
COMO FAREMOS? JUNTOS!
Leia com atenção cada uma das páginas desta cartilha. Ela foi
preparada pensando em você.

Não existe solução para os problemas sem organização. Não


existe colheita de bons frutos sem plantar as sementes. Estamos
convidando você para fazer parte da história como ator principal.
Chega de fazer o papel secundário e esperar pelos outros. Vamos
tomar nossos destinos em nossas próprias mãos.

Se o problema é a falta de moradia, vamos nos organizar em


núcleos de base para lutar pela casa própria. Se o problema é a falta
de água, vamos criar um núcleo e cobrar das autoridades respeito
pelos nossos direitos. Se o problema é a educação de qualidade,
vamos organizar Núcleo de Base nas escolas e nas universidades.

Vamos semear nossas lutas e colheremos vitórias!

#CriaTeuNúcleo

Manoel Dias
Presidente da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini

3
Você já
imaginouiosas
tanto de céo
que
possível fazer
para melhorar
a realidade

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5
“Um partido cresce
em movimento. As
motivações para a
mobilização nascem
das necessidades das
pessoas no dia a dia”

6
A FORMAÇÃO
DE NÚCLEOS DE BASE

Não existem caminhos infalíveis e


rígidos a seguir, nem receitas prontas e
acabadas; apenas contribuições.

Um partido ou uma organização cresce


em movimento. As motivações para a
mobilização nascem das necessidades
das pessoas no dia a dia. Elas podem
acontecer por diferentes razões,
basta interpretar as necessidades
que o povo tem e buscar as formas
para que este se organize e participe.
As mobilizações podem ser apenas
esporádicas e temporárias, mas a
organização deve ser permanente.

A organização acontece através de


uma estrutura orgânica que apresente
“forma” e “corpo” a este movimento.
Portanto, a organização não surge
espontaneamente; é um processo que
se constrói e desenvolve de maneira
rápida, ou lenta. A mobilização é o
elemento fundamental para organizar-
se, mas não pode ser o único.

7
1 NÚCLEO DE BASE?
O QUE É UM

NÚCLEO DE BASE É UM ESPAÇO


POLÍTICO DE MILITÂNCIA DOS FILIADOS E
SIMPATIZANTES DO PDT, NA BASE.
O Núcleo de Base constitui a base política real do PDT: é a sua militância
organizada para o trabalho popular, junto ao povo, na sua luta política.

O perfil dos membros de um Núcleo de Base é diverso: alguns já possuem


experiência e compromisso no PDT, em sindicatos e movimentos populares; outros
não possuem engajamento algum. Todos devem, de alguma forma, participar da
vida do núcleo.

O Núcleo de Base é o instrumento orgânico, a forma de organização capaz de


criar condições de transformar o PDT em um partido de massas.

1.1 — O NÚCLEO DE BASE


· Organiza politicamente os trabalhadores em seu local de trabalho: Núcleo de
Base de empresas.

· Organiza politicamente a população em seu local de moradia: Núcleo de Base


de bairro; de rua; de conjunto etc.

· Organiza os estudantes politicamente em seus locais de estudo: Núcleo de Base


estudantil.

· Organiza politicamente os trabalhadores por setor profissional, na


impossibilidade de sua organização por empresa: Núcleo de Base por categoria.

· Organiza politicamente as pessoas por área de interesse: movimento ecológico


e/ou meio ambiente; direitos humanos; solidariedade internacional; juventude;
negro; mulher etc. São os núcleos por área de interesse, de atuação.

· Os núcleos de base são organizados como uma necessidade política, em função


das reivindicações do povo, da necessidade de organização das lutas populares.

· Os núcleos desenvolvem, permanentemente, um trabalho de conscientização


política dos filiados ao PDT, dos simpatizantes e dos brizolistas em geral; e um
trabalho de agitação e propaganda junto à área de atuação.

8
2 PASSOS
OS PRIMEIROS

2.1 — COMO ENCAMINHAR


A CONSTRUÇÃO DE UM
NÚCLEO DE BASE?
Em linhas gerais, qual o caminho que o militante
deve seguir para construir um núcleo em seu local
de moradia, trabalho, estudo etc.?

CADA NÚCLEO TEM SUAS


CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS,
QUE ESTÃO RELACIONADAS COM
A “ÁREA” ONDE É ORGANIZADO,
COM OS SEUS OBJETIVOS E COM
A SUA MILITÂNCIA.

2.2 — COMO INICIAR O


NÚCLEO DE BASE
O primeiro passo é aglutinar os militantes e
simpatizantes do PDT de sua área, mostrando-lhes a
importância da construção do núcleo. Desenvolver
uma atividade mobilizadora (filmes, lazer,
manifestações, festivais, distribuição do programa
do PDT, informativos do Partido, jornais, debates
sobre temas políticos atuais etc.) ajuda a despertar
e sensibilizar as pessoas a ingressar no núcleo.

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2.3 — ESTUDO DA REALIDADE
A partir da constituição de um núcleo, é indispensável que
se domine o conhecimento da realidade. Sem estudo e
conhecimento é impossível saber por onde começar e como
conduzir o trabalho. É preciso estabelecer este desafio.

É preciso “ver”, coletivamente, com as companheiras e


companheiros, a realidade de onde está sendo construído o
núcleo: “conhecer o terreno onde se está pisando”; arrancar
da realidade as “questões”, os “problemas”, os “desafios” e
as “aspirações” da vida concreta. E se perguntar:

— QUAL É O PROBLEMA? — QUAIS SÃO


OS MAIORES DESAFIOS SENTIDOS PELAS
PESSOAS DO LUGAR? — QUAIS AS LUTAS?
— QUAL O GRAU DE ORGANIZAÇÃO
DO POVO E DO PDT? — QUAIS SÃO AS
DEBILIDADES? ETC.
As respostas a estas perguntas permitirão análise e
reflexão do que há “por trás”, do que aparece nestas
respostas: quais são as causas do que está acontecendo e,
conseqüentemente, a definição dos objetivos e prioridades
do núcleo.

Para ver-se através das aparências que escondem a


realidade, necessitamos de consciência crítica; e esta não
surge do nada e de repente: é fruto do conhecimento do
programa e da linha política do PDT, do aprofundamento da
formação política e da prática. Trata-se de ver e captar as
causas ou raízes da situação; e, para isto, não basta trocar
ideias ou impor opiniões — é necessário aprender e estudar
coletivamente, organizando grupos de estudo ou cursos de
formação política.

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2.4 — A CONVIVÊNCIA
Do conhecimento da realidade deve provir a convivência. Não basta
ler livros ou elaborar teses sobre o assunto; a organização também
desenvolve seu lado afetivo. Só é possível ganharmos o reconhecimento
e o respeito das pessoas se estivermos juntos delas. A convivência,
que é o contato direto com o outro, pode se dar de diferentes formas:
basta estarmos atentos, e aproveitarmos as oportunidades que a
própria pessoa oferece. É preciso criar as formas e buscar os meios para
construir este relacionamento.

Estes contatos não podem ser esporádicos e oportunistas, que só


favoreçam a nossos interesses particulares ou eleitorais. Precisam
ser permanentes e contínuos. Por isso, o trabalho de comunicação
é fundamental entre os militantes e os núcleos para garantir a
disseminação das ações e informações.

2.5 — A FORMULAÇÃO DOS OBJETIVOS


O povo pode não ter consciência dos problemas que tem, mas sabe “de
cor e salteado” as dificuldades que enfrenta. Ele sabe tudo o que falta,
mas não sabe das causas, nem quem são os culpados por tudo isso. O
povo se agrupa em torno de propostas concretas que visem a resolver
seus problemas imediatos — sejam econômicos, de saúde, educação,
moradia etc. Os dirigentes precisam saber formular propostas e ter
capacidade de convencimento sobre quais são as melhores.

Para tanto, a proposta tem que ser:

A) CONCRETA: LIGADA DIRETAMENTE AO PROBLEMA


QUE O POVO ENFRENTA;
B) COMPREENSÍVEL: QUE ESTEJA CLARO PARA
TODOS O QUE ESTÁ SENDO PROPOSTO;
C) JUSTA: QUE SEJA FEITA NO MOMENTO CERTO,
DE ACORDO COM A SITUAÇÃO CONCRETA.
O CONVENCIMENTO NÃO PODE SER PELA
IMPOSIÇÃO DA PROPOSTA, MAS PELA DISCUSSÃO
E COMPREENSÃO DE QUE CHEGOU O
MOMENTO ESPERADO.

11
3 PLANEJAMENTO
A VEZ DO

Precisamos, também, “pensar a ação”; definir como levar


à prática os nossos objetivos. É o momento de planejar
a ação, organizar o trabalho. Significa saber destacar os
objetivos principais dos secundários; escolhendo prioridades
e aproveitando, ampla e coerentemente, os recursos e
capacidades. Significa organizar todas as tarefas em uma
programação; e, principalmente através da discussão coletiva
e da responsabilidade individual, planejar o trabalho de base
do núcleo.

Neste momento, temos que tomar cuidado para não darmos


“um passo maior do que as pernas”. Não atingiremos os
objetivos apenas com o esforço, a luta e o compromisso
(“enfrentando”, “botando para quebrar”, “na marra”). É
preciso avaliar as possibilidades de ação; ou, então, o que
se faz é “dar murros em ponta de faca”. É o que se chama de
voluntarismo. Nem tudo depende de boa vontade ou da força
de vontade.

Planificar significa organizar o tempo, os recursos materiais


e humanos; criar condições políticas e de infraestrutura
para atingir os objetivos programados, dentro do período
determinado, estabelecendo formas adequadas para isto.

Toda formulação e apresentação de proposta devem vir


acompanhadas do planejamento para sua execução. Do
planejamento devem constar cinco partes fundamentais:

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1. DEFINIR OS OBJETIVOS: OS OBJETIVOS SÃO AS
DETERMINAÇÕES DO QUE SE QUER ALCANÇAR. POR ISTO
NÃO PODEM SER TÃO "ESTREITOS" QUE NÃO VISEM A
RESULTADOS SATISFATÓRIOS, NEM TÃO “AMPLOS” QUE
JAMAIS SERÃO ATINGIDOS.
A DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS E PRIORIDADES, COERENTES
COM O CONHECIMENTO DOS OBJETIVOS GERAIS DO
PARTIDO E DA REALIDADE, ORIENTAM A AÇÃO DO NÚCLEO,
PERMITINDO A AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS.
2. DEFINIR ATIVIDADES E BUSCAR MEIOS: AS ATIVIDADES
DEVEM SER DEFINIDAS DE ACORDO COM OS OBJETIVOS,
VISANDO SUA REALIZAÇÃO. NÃO BASTA DEFINIR AS
ATIVIDADES, É PRECISO BUSCAR OS MEIOS NECESSÁRIOS,
TENDO O ENTENDIMENTO DE QUE TODAS AS ATIVIDADES
SÃO IMPORTANTES.
3. DEFINIR TAREFAS E RESPONSÁVEIS: PARA CADA ATIVIDADE
DEVEM SER DEFINIDAS AS TAREFAS E OS RESPONSÁVEIS
PARA EXECUTÁ-LAS. EXISTEM TAREFAS PARA TODOS.
NA DISTRIBUIÇÃO DAS MESMAS, DEVE-SE LEVAR EM
CONSIDERAÇÃO A CAPACIDADE DOS MILITANTES PARA QUE
SEJAM REALIZADAS DE FORMA COMPLETA.
4. DEFINIR AS METAS E O TEMPO: O PLANEJAMENTO
DEVE PREVER METAS A CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZO,
BASEADAS NOS OBJETIVOS ANTERIORMENTE DEFINIDOS.
PARA CADA META DEVE HAVER A PREVISÃO DE TEMPO
NECESSÁRIO PARA SER ATINGIDA. UM MILITANTE NUNCA
DEVE FICAR OCIOSO. CASO SUA TAREFA SEJA REALIZADA
ANTES DO TEMPO DETERMINADO, DEVE-SE BUSCAR OUTRA
PARA QUE ELE PERMANEÇA EM CONSTANTE ATIVIDADE.
5. AVALIAÇÕES CONSTANTES: AS AVALIAÇÕES NÃO DEVEM
SER EFETUADAS SOMENTE NO FINAL DO TEMPO PREVISTO.
ELAS DEVEM SER CONSTANTES E PERMANENTES, PARA
CORRIGIR OS ERROS, RETIFICAR A PRÁTICA E AVALIAR O
DESEMPENHO DOS MILITANTES.

13
4AÇÃO
A

O último passo é a ação concreta; é levar à prática


o que foi discutido. É nessa articulação entre a
“cabeça” (analisar, refletir e pensar a ação) e as
“mãos” (agir) que se realiza o trabalho popular.

A UNIÃO DA PRÁTICA
(AÇÃO) COM A TEORIA (ANÁLISE,
REFLEXÃO E PLANEJAMENTO
DA AÇÃO) É QUE ORIENTA O
TRABALHO POPULAR DO NÚCLEO.
UMA PRÁTICA SEM TEORIA É UMA
PRÁTICA “CEGA” OU, NO MÁXIMO,
“MÍOPE”, FAZENDO COM QUE O
NÚCLEO NÃO ENXERGUE BEM OU
NÃO ENXERGUE LONGE.
Todo trabalho popular necessita de teoria e prática.
A teoria existe em função da prática, pois é a
ação que nos permite transformar a realidade e
aproximar-se cada vez mais de nossos objetivos.
Depois da ação, analisa-se novamente a realidade
transformada e se reinicia de novo o caminho. Este
"partir da realidade" tornar-se-á uma atividade
permanente que tem relação com a avaliação e
revisão permanente do trabalho do núcleo.

14
4.1 — O TRABALHO COTIDIANO DO NÚCLEO
UM NÚCLEO DE BASE NÃO “CAI DO CÉU”
PRONTINHO. É O RESULTADO DE UM TRABALHO
LONGO E PACIENTE DOS MILITANTES. ESTE
TRABALHO COTIDIANO TEM ASPECTOS QUE SE
COMPLEMENTAM: A IMPLANTAÇÃO,
A AMPLIAÇÃO OU INFLUÊNCIA, A ESTRUTURA
E A DIREÇÃO. CONFORME O MOMENTO,
SE REFORÇA UM OU OUTRO PONTO.
A implantação é o trabalho paciente, o contato direto, a presença intensa
e o enraizamento do núcleo. Nesta etapa conquistamos as pessoas.
O militante ouve, aprende, ensina. É aí que a gente convence o povo
das propostas do PDT, trazendo-os para o núcleo. A implantação é
uma espécie de sementeira, de matriz. Por isto é uma etapa que nunca
termina. Há sempre gente a se conquistar.

Na implantação, a tarefa é contatar, esclarecer, organizar e encaminhar


para a luta a ação política; constantemente. Estamos reunindo gente e
aumentando forças para o núcleo.

A ampliação é tão importante e necessária quanto a implantação. É


espalharmos nossa experiência; é contribuir, dar ideias e sugestões
àqueles companheiros que estão procurando se organizar. É aprender
com eles para reforçar o trabalho popular do núcleo. Para se ampliar
o trabalho do núcleo, sobe- se em palanques, entrevistas são dadas,
jornais são feitos etc.

Não adianta, porém, o núcleo juntar apenas pessoas com boas intenções
e belos discursos. Toda articulação ampla só tem êxito se houver
trabalho. O núcleo se constrói na ação. É preciso avançar, multiplicar-
se. Núcleo que não se amplia, morre. Existe uma profunda união entre
militantes e ação. Um militante conquista outros militantes: juntos,
alcançam a vitória. E a vitória traz novos militantes para realizações cada
vez maiores. Assim, o núcleo se fortalece, não "incha"; ele se multiplica
com fundamento e alicerces sólidos.

15
A direção é necessária para dar andamento à nossa proposta. Ela coordena
e controla o trabalho planejado. A direção define coletivamente — junto
aos militantes do núcleo — as linhas políticas, as condutas, atividades e
tarefas, controlando sua aplicação para ajustar a prática aos objetivos
propostos. Nenhum núcleo funciona se não tiver uma coordenação das
diversas fases do trabalho político, das inúmeras tarefas.

Sendo assim, todo trabalho exige companheiros competentes para orientar


e direcionar o núcleo. A direção orienta a luta. O militante assume a tarefa
de direção por sua capacidade de organizar, de defender as propostas e dar
um norte no momento certo.

A avaliação é fundamental para comprovar se as diretrizes traçadas estão


sendo aplicadas, e de que forma. As decisões precisam ser postas em
prática. A avaliação faz o núcleo perceber se as decisões tomadas estão
atingindo os objetivos; se devem ser modificadas; se surgiram aspectos
inesperados etc. A avaliação crítica e autocrítica nos permitem fazer
mudanças, corrigir falhas e aproveitar os momentos que surgem para o
avanço do trabalho.

A articulação das lutas é outro ponto importante. O núcleo não deve


se fixar apenas em uma forma de luta e de pressão. Deve-se buscar a
combinação de diferentes formas de luta, atuando em diferentes frentes
para atingir seus objetivos.

Para tornar um núcleo amplo e duradouro, temos que procurar um


equilíbrio permanente entre implantação, ampliação e direção. Cada
aspecto serve ao outro e os três conduzem a um trabalho sólido.

Acentuar somente a ampliação conduz ao descrédito e ao discurso


vazio. Acentuar só a direção termina em imobilismo e carreirismo
político. Acentuar unicamente a implantação pode levar ao desperdício
de energias em tarefas desnecessárias para nossos objetivos. Porém, é
preciso assegurar sempre a prioridade da implantação permanente.

4.2 — METODOLOGIA DE FUNCIONAMENTO


Cada Núcleo de Base (NB) tem — e deve ter — sua própria maneira de ser.
Não existe um modelo perfeito a ser copiado, imitado. O NB é a forma
de organização capaz de criar condições de transformar o PDT em um
partido de massas capaz de debater com a sociedade brasileira caminhos
alternativos nas próximas eleições.

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Os núcleos de base devem ser organizados como uma
necessidade política, em função das reivindicações, da
necessidade de organização das lutas populares ou serão apenas
trampolins para oportunistas de ocasião.

Existem, porém, alguns pontos importantes que devem ser


considerados para que ocorra o crescimento no núcleo. A este
conjunto de fatores denominamos ‘metodologia’, que, quando
sistematicamente aplicada, garante ao núcleo alcançar seus
objetivos e ter “vida longa”:

· O núcleo e — principalmente — a direção devem ter ideias


claras sobre onde quer chegar. Deve analisar a realidade da
comunidade, definindo as necessidades ou problemas que
querem enfrentar; enfim a Plataforma de Luta do Núcleo de
Base.

· A partir daí, o núcleo deve definir um Plano Geral de Ação,


com soluções diversas para os nossos problemas e como
vamos levá-las à prática. O núcleo deve definir um Plano
Geral de Ação — definição de objetivos, cronograma de
atividades e definição de tarefas — de pelo menos três a
quatro meses.

· Uma estrutura de reunião séria. Compõe-se de quatro partes:


preparação; informe da direção do núcleo, com avaliação
crítica; discussão dos temas e definição de plano de trabalho;
distribuição de tarefas e controle. Na preparação da reunião,
o responsável estabelece o local da reunião e a pauta com o
tempo de discussão proposto para cada ponto.

· A ata com a definição e os responsáveis para o cumprimento


das mesmas, funciona como elo de continuidade.

· Estabelecimento das datas de avaliação e controle (tarefas


sem avaliação e controle não passam de boas intenções:
ninguém as cumpre).

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· A união da prática (ação) com teoria (análise, reflexão e
planejamento da ação) é que orienta o trabalho do núcleo. Todo
trabalho popular necessita destes dois fatores: teoria e prática.
A teoria existe como orientadora da prática, pois é a ação que
nos permite transformar a realidade e aproximar-se cada vez
mais de nossos objetivos.

· Um processo permanente de estudos. Para ver-se através


das aparências que escondem a realidade, necessitamos de
consciência crítica; e esta não surge do nada nem de repente:
é “fruto” do aprender e estudar coletivamente, organizando
grupos de estudo ou cursos de formação política — realizando
debates sobre os temas apontados através dos informativos da
Fundação Leonel Brizola — Alberto Pasqualini.

· O NÚCLEO TERÁ A TAREFA DE


PROPAGAR E PARTICIPAR EFETIVAMENTE
DOS CURSOS DE FORMAÇÃO POLÍTICA
DA UNIVERSIDADE ABERTA LEONEL
BRIZOLA, POSSUINDO, DESTA FORMA,
UM MEIO DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO
POLÍTICA DE SEUS MEMBROS.
· Coesão entre os membros do núcleo. Recreação e
comemorações ajudam o entrosamento dos membros entre si.
Uma amizade sólida fortalece o núcleo; porém, não podemos
nos transformar em um “núcleo de amigos” afastado da
comunidade e das lutas.

· A Comunicação é essencial para a estruturação e consolidação


dos Núcleos de Base, a partir dos diversos públicos existentes.
Com a implantação de uma rede, será possível formar um fluxo
que garantirá o trâmite das informações nos núcleos de base.
Assim, os ideais trabalhistas estarão rotineiramente presentes
entre os pedetistas.

18
5 SUA
DICAS PARA OS NÚCLEOS DE BASE
ORGANIZAÇÃO
E FUNCIONAMENTO
As dicas a seguir não são apenas para serem lidas. Servem para orientar a
prática de crítica e autocrítica em nossos núcleos.

O NÚCLEO DE BASE não requer que seus integrantes tenham conhecimento


político ou que pensem da mesma forma que você. Também não
é necessário que gostem de política. “O PDT reconhece e respeita a
pluralidade de ideias”. Não tenha medo de chamar os que nos criticam, os
céticos, os desconfiados, sejam eles: esposa, marido, filho(a), empregado
(a), vizinho(a), colega de trabalho, amigos(as) do esporte, da academia, a
galera do “Whats”. Com certeza, eles estão bem perto de você.

O DESAFIO É INCORPORAR QUEM NÃO PARTICIPA


DA POLÍTICA, SEM DEIXAR DE LADO AQUELES JÁ
ENGAJADOS POLITICAMENTE.
O NÚCLEO DE BASE é o principal órgão de cooperação do PDT. Ele é um
instrumento de mobilização e luta para tudo aquilo que considerarmos
importante à sociedade. Para o que não funciona, para o descaso, para
a incompetência, para a falta de respeito e cidadania. Que tal promover
debates, seminários, reivindicações, cobranças, críticas e sugestões? No
espaço do Núcleo de Base isso ganha FORÇA. Você pode fazer, faça!

O NÚCLEO DE BASE é um órgão radicalmente democrático. As decisões


são tomadas pela vontade da maioria de seus integrantes, respeitando
o debate e a pluralidade de ideias. Todos têm o direito de se manifestar,
de votar e ser votado. Aprovada a decisão pela maioria dos seus
integrantes, todos devem segui-la.

O NÚCLEO DE BASE deve reunir-se ao mínimo uma vez por mês e ter
duração mínima de uma hora. Todos os integrantes devem ser convocados
e uma pauta mínima definida com antecedência pela coordenação. “As
reuniões desenvolvem-se através do debate e da troca de ideias. São
momentos de formação democrática de opinião” (art. 13 do Estatuto).

19
NÃO VALE FAZER REUNIÃO “FAZ DE
CONTA”. TEM QUE SER PARA VALER!
O NÚCLEO DE BASE não precisa, necessariamente, ser constituído
em sua primeira reunião. Alguns integrantes participarão de
um, dois ou até três encontros para definirem sua filiação.
Tenha paciência! O que nós queremos são companheiros (as)
comprometidos (as) e dispostos (as) a renovar a forma de
participação política na sociedade e no PDT.

O NÚCLEO DE BASE pode funcionar com poucos recursos. FAÇA


VOCÊ MESMO! Considere o tempo que dispõe para reuniões
e organização, pequenos gastos de locomoção, cópias, etc. A
contribuição financeira mínima deve ser compartilhada por todos.
Lembre-se: é dever de cada membro contribuir financeiramente
para o bom andamento dos trabalhos. Não existe luta sem
sacrifícios. Se cada um ajudar com uma pequena contribuição, ao
final tudo dará certo. Acredite!

Em outros tempos lutávamos para que TODO O PODER FOSSE


DADO AOS NÚCLEOS DE BASE. Pois, este é, e sempre será o
argumento definitivo para o exercício da cidadania, da democracia
e da organização popular. A base de uma nova sociedade,
consciente de seus direitos e mobilizada para a luta. Para os
filiados ao PDT, a Resolução 002/2017 (leia na página 22) mudou
radicalmente a forma de organizar o partido.

Agora chegou a nossa vez!

A nossa força e a nossa voz estão nos NÚCLEOS DE BASE.

Para você que ainda não é filiado ao PDT, fique a vontade para
refletir e escolher o PDT como o seu partido para lutar por um
Brasil melhor.

FILIE-SE!
ACESSE WWW.PDT.ORG.BR, LEIA OS DOCUMENTOS
DO PARTIDO MANIFESTO, PROGRAMA E ESTATUTO
E FAÇA SUA FILIAÇÃO.

20
É IMPORTANTE TAMBÉM...
· Que todos compareçam as reuniões. Se vierem poucos, valorizar e traba-
lhar com os que estiverem presentes, sem ficar lamentando a ausência dos
demais: poucos e bons produzem mais do que muitos indecisos.

· Nunca chegar atrasado; mas se não der para chegar a tempo, pedir descul-
pas ao grupo: todos merecem respeito — tanto o que chega como os que já
estão na reunião.

· Durante as reuniões não ficar procurando falhas nem nos coordenadores,


nem no comportamento dos companheiros. A desconfiança, a suspeita
deve ser sempre esclarecida diretamente com as pessoas e nas reuniões.

· Aceitar sempre participar das comissões, trabalhos ou dar opiniões; porque


realizar é melhor do que ficar criticando ou se esquivar.

· Tanto no círculo como nas tarefas em que tomar parte, trabalhar sempre,
para não ser apenas um figurante.

· Se alguém pedir opinião sobre um assunto importante, procurar dizer sem-


pre alguma coisa (sem repetir o que já foi dito), mesmo que o assunto não
lhe seja simpático.

· As maneiras de ver “como deveriam ser as coisas” devem ser externadas


durante o encontro e não depois dele. A “indireta”, o fuxico, a fofoca, “o
leva e traz” corroem a convivência e a organização.

· Ninguém deve fazer apenas o absolutamente necessário, mas procurar aju-


dar e encorajar os demais. As críticas também são formas de ajuda, desde
que sejam construtivas e leais.

· Procurar ver sempre os encontros, festas ou outras atividades como uma


oportunidade de confraternização e não de desperdício de tempo e de
dinheiro.

· Não ficar se queixando “disto ou daquilo”, importunando os companheiros


com as mesmas doenças ou conversas, mesmos problemas e fofocas, mas
viver interessado no crescimento do núcleo e de cada pessoa.

· Registrar todos os eventos do Núcleo de Base, incluindo reuniões e encon-


tros. Fotos, vídeos e textos são fundamentais para divulgar, com o suporte
da Comunicação da FLB-AP, as ações nas redes sociais e na mídia.

21
RESOLUÇÃO 002/2017
Fixa normas gerais para regulamentação, implementação e atividades dos
de Núcleos de Base.

A Executiva Nacional do Partido Democrático Trabalhista, PDT, em harmonia


com permissivo da legislação em vigor e dos seus estatutos (artigos 87, 90,
93 e 94), especialmente com o objetivo de estabelecer normas nacionais
uniformizadoras e visando regulamentar os Núcleos de Base e sua efetiva
participação como órgão de cooperação e mobilização partidária, ad
referendum do Diretório Nacional,

D E C I D E:
Art. 1º — Os Núcleos de Base definidos no art. 28 do Estatuto serão
constituídos por, no mínimo, 5 filiados e sempre que o número de integrantes
ultrapassar a 25 o núcleo será desmembrado, formando outros cinco.

Art. 2º — Poderão compor os Núcleos de Base filiados ao partido há mais de


um ano e cuja idade mínima seja de 16 anos.

Art. 3º — À Fundação de Estudos Políticos, Sociais e Econômicos Leonel


Brizola – Alberto Pasqualini, conforme – FLB-AP, conforme os artigos 77,
78 e 79, como órgão de apoio e pelo relevante papel de doutrinação, terá

22
a responsabilidade de implementar os Núcleos de Base e, para tanto, terá
a incumbência de cadastrar e homologar cada um dos núcleos, dispondo
espaço virtual com a finalidade de receber os cadastros, analisá-los e
submetê-los à aprovação e efetuar a pertinente publicação.

Art. 4º — Os Núcleos de Base serão organizados em todo o território


nacional, obedecendo ao seguinte quadro:

MUNICÍPIOS COM META DO NÚCLEO


Até 10 mil eleitores No mínimo 10 Núcleos
Entre 10 e 20 mil eleitores No mínimo 20 Núcleos
Entre 20 e 30 mil eleitores No mínimo 30 Núcleos
Entre 30 e 40 mil eleitores No mínimo 40 Núcleos
Entre 40 e 50 mil eleitores No mínimo 50 Núcleos
Entre 50 e 60 mil eleitores No mínimo 60 Núcleos
Entre 60 e 70 mil eleitores No mínimo 70 Núcleos
Entre 70 e 80 mil eleitores No mínimo 80 Núcleos
Entre 80 e 90 mil eleitores No mínio 90 Núcleos
Entre 90 e 100 mil eleitores No mínimo 100 Núcleos
Acima de 100 mil eleitores No mínimo 150 Núcleos

Art. 5º — Os núcleos formados nos respectivos municípios, atendendo


à sistemática partidária (art. 4º, § 7º; art. 11, inciso VII; art. 26, § 2º; art.
28 e art. 29 do Estatuto), uma vez atingida a meta indicada no quadro de
que trata o artigo 4º desta Resolução, terão representação nas Comissões
Executivas do Partido em todo o território nacional.

§ 1º – Com tal finalidade, os núcleos escolherão coordenadores em


cada município, que, após indicação pela FLBAP, comporá o
órgão de direção executiva municipal pertinente. Por sua vez,
os coordenadores municipais escolherão um representante
que, após indicação pela FLBAP, comporá o órgão de direção
executiva estadual e distrital e os diversos coordenadores
estaduais escolherão um representante que, após indicação
pela FLBAP, comporá a direção executiva nacional.

23
§ 2º – A permanência do representante do Núcleo de Base
na direção executiva está condicionada à existência e
manutenção do número de núcleos de base no município ou
na região de origem do representante constante da tabela do
art. 4º desta Resolução.

§ 3º – A escolha e posterior indicação dos coordenadores será


efetuada de modo a seguir o mesmo prazo, mandato e data
correspondente às convenções nacional, estadual/distrital e
municipal do Partido.

§ 4º – Em havendo direção provisória, será seguida a mesma


sistemática, de modo a garantir assento aos diversos
representantes dos núcleos de base nas respectivas comissões
provisórias.

DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS


Art. 6º — Enquanto não houver convenções partidárias para preenchimento
das representações nas respectivas direções executivas partidárias, uma
vez efetuada a eleição e indicação dos coordenadores, estes passarão a ter
assento naquele órgão de direção executivas como vogais.

Art. 7º — É norma fundamental da fidelidade e da disciplina partidárias,


obrigatória a todos os integrantes dos núcleos de base do PDT, o respeito
e o cumprimento do Programa, do Estatuto e das diretrizes legitimamente
adotadas pelo Partido e pelas Convenções.

Art. 8º — Os casos omissos nesta Resolução serão resolvidos pela Fundação


Alberto Pasqualini – Leonel Brizola, com base na legislação aplicável, nas
boas práticas partidárias e na trajetória histórica do Partido.

Art. 9º — Das decisões do FAP-LB caberá recurso, no prazo de 8 (oito) dias,


à Comissão Executiva Nacional.

Brasília/DF, 17 de janeiro de 2017.

CARLOS LUPI MANOEL DIAS


Presidente da Executiva Nacional Secretário-Geral Nacional

24
SEU NÚCLEO DE BASE EM 4 PASSOS

+
1
ENGAJE OU JUNTE-SE A PESSOAS
COM IDEIAIS COMUNS!

25
2224
2123
191820
161517
14 13
1210
11

5
9
68 7

2
COM 5 PESSOAS, OU MAIS,
JÁ TEMOS UM NÚCLEO DE BASE
25 PESSOAS É O MÁXIMO.

ELEGE-SE
COORDENADOR
3

REGISTRE O
NÚCLEO DE BASE
4
WWW.FLB-AP.ORG.BR — NUCLEOS@FLB-AP.ORG.BR
(61) 3224-0791 | 3322-7198
25 — (21) 9 8483-3491
TÉCNICAS PARA COORDENAR
PLENÁRIAS E REUNIÕES

COMPOSIÇÃO DA MESA
A primeira deliberação após a instalação da plenária ou reunião é a
composição da mesa de condução dos trabalhos.

A mesa é montada a partir da diretoria da respectiva entidade, cabendo à


plenária ou reunião sua aprovação, ou não. Se desaprovada, a mesa deve
encaminhar votação às propostas existentes sobre sua composição, sempre
em bloco, isto é, toda mesa e não cargo por cargo – presidente e secretários.

Compete à mesa, em consonância com o Regimento Interno da instância,


estabelecer os critérios sobre a organização dos debates, tais como:
· Inscrição de oradores e o tempo que cada um tem para falar ou expor seu
ponto de vista sobre os pontos de pauta em discussão;

· Propor quantos oradores serão inscritos;

· Alternância dos oradores favoráveis e desfavoráveis à matéria que está


sendo posta em discussão;

· Disciplinar os trabalhos, para que todos cumpram os critérios


estipulados (tempo, quantidade de oradores etc.) nos debates sobre os
pontos de pauta.

A PAUTA
Uma vez aprovada, a mesa deve proceder a composição da pauta, sua
duração e o tempo de cada intervenção. A pauta deve ser votada pela
maioria simples da plenária ou reunião.

Por ordem, os assuntos definidos na pauta devem ser:


1) A duração da assembleia ou reunião, o teto (tempo de duração);

2) Os pontos de pauta;

3) O tempo de cada ponto;

26
4) O tempo de cada intervenção.

É função da mesa informar à plenária ou reunião sobre o


número de intervenções possíveis dentro de cada ponto, bem
como calcular o tempo suficiente ao encaminhamento de cada
discussão, propondo encerrar as inscrições em cada falação.

1) A mesa calcula o tempo necessário que ela levará para realizar


os encaminhamentos da assembleia ou reunião (apresentação
de proposta, sistematização, defesa e votação).

2) Em seguida, projeta-se sobre o tempo restante o número de


inscrições (30 minutos, 10 inscrições, o que sugere à mesa
o encerramento das inscrições após seis ou sete falações na
intervenção seguinte).

AS QUESTÕES
As questões são recursos da dinâmica de uma assembleia ou
reunião. São também as regras de seu funcionamento.

QUESTÃO DE ORDEM
A questão de ordem procede todo tipo de questão feito à mesa.
Tanto em plenária quanto em reunião, a questão de ordem é
acatada ou não por vontade da mesa. Não sendo acatada pela
última, a questão de ordem pode ser colocada em votação pelo
plenário, isto é, o plenário decide pela questão de ordem (aqui
sugerimos, pela experiência, encaminhar a questão de ordem
“polêmica” para plenária). A predominância da questão de
ordem sobre outros tipos de questões deve-se a sua natureza.
Ela objetiva sempre a correção de algum desvio, distorção
ou equívoco na discussão em curso relativo ao Estatuto ou
Regimento da organização, precedentes, decisões anteriores já
tomadas em caráter deliberativo etc. Por exemplo: suponhamos
que em uma assembleia alguém encaminhe à mesa uma proposta
que fere o Estatuto ou Regimento da organização. Ou ainda, que
esteja em discussão a realização de um determinado evento onde
se encaminhe, inicialmente, os responsáveis por ele. Nesse caso,
a questão de ordem deve lembrar a ordem das coisas; primeiro
aprovasse, ou não, o evento e depois definisse os responsáveis.

27
QUESTÃO DE ESCLARECIMENTO
A questão de esclarecimento pode ser solicitada em relação à
propostas, questões de ordens, pauta etc. Só não pode ser feita
sobre a intervenção de alguém ou durante processo de votação.

QUESTÃO DE ENCAMINHAMENTO
Este tipo de questão é solicitada para a proposição de
metodologia e condução da discussão, reunião ou plenária. A
questão de encaminhamento é sempre uma proposta sobre
determinado ponto discutido.

REGIME DE VOTAÇÃO
É o momento através do qual a plenária manifesta
soberanamente sua vontade deliberativa. O regime de votação
é proposto pela mesa que coordena os trabalhos e que
consulta a plenária sobre a necessidade de defesas relativas
às propostas sobre a matéria que está sendo discutida. Não
havendo essa necessidade, a mesa dá pôr encerrada a fase de
discussão e inicia o processo de votação. Nesse momento não
cabe mais nenhum recurso do tipo questão de ordem ou de
esclarecimento.

PALAVRAS E SEUS SIGNIFICADOS


ABSTENÇÃO: Voto em branco.

ADENDO: É uma complementação a uma proposta, sugestão de


emenda.

DECLARAÇÃO DE VOTO: É quando se justifica o voto,


verbalmente ou por escrito, perante o processo de votação. É
pedido após a votação.

DELIBERAÇÕES: As propostas, que submetidas à votação


em plenária, forem aprovadas pela maioria, e devem ser
viabilizadas.

28
ENCAMINHAMENTO: É a forma de condução de um ponto de
discussão, reunião ou plenária.

INDICATIVO: São propostas aprovadas em plenária, que não


possuem caráter deliberativo.

INFORMES: Informações gerais apresentadas no início de cada


reunião, plenária ou assembleia.

MOÇÃO: É uma manifestação (de repúdio, solidariedade, apoio


etc.) lida em plenária, reunião ou assembleia, e submetida à
votação pela mesma.

PAUTA: É a relação de pontos que devem ser levantados no inicio


de cada reunião para posterior discussão. Darão norte à mesma.

PLENÁRIA: Momento destinado à discussão do Núcleo de Base e


apreciação de propostas.

QUESTÃO DE ENCAMINHAMENTO: É solicitada para a proposição


de metodologia e de condução da discussão, reunião ou plenária.

QUESTÃO DE ORDEM: É exigida quando a discussão está fora de


controle, com o intuito de organizá-la.

QUESTÃO DE ESCLARECIMENTO: Deve ser solicitada quando


alguém tiver dúvidas sobre o que está em discussão.

REGIME DE VOTAÇÃO: É o período de votação de uma proposta.


Durante este, não serão aceitas intervenções.

INSTÂNCIA: São espaços de discussão que possuem atributos e


encargos deliberativos específicos.

QUADRO DO PARTIDO: Pessoas que são referência em áreas


políticas e técnicas. Lideranças de movimentos sociais.

29
MODELO DE REGIMENTO
DE NÚCLEOS DE BASE
1) O núcleo (nome: área de atuação, herói da luta popular etc.*), criado
em (data de criação), é a organização política dos (área de atuação)
filiados ao PDT ou simpatizantes que tenham se filiado ao núcleo, sem
discriminação de sexo, cor ou crença religiosa.

2) O núcleo (nome_do_núcleo) orienta sua ação, baseado no Programa,


Manifesto e Deliberações dos Organismos de Direção do PDT e das
Deliberações de seus órgãos de direção.

3) O núcleo (nome_do_núcleo) tem por objetivos:


a. Lutar pelo bem da humanidade e de nosso país, por uma sociedade
justa e humana, pela libertação nacional e por um Brasil Socialista.

b. Desenvolver ações políticas relativas às aspirações e reivindicações


do povo trabalhador em sua área de atuação, mantendo estreito e
permanente vínculo com suas lutas.

c. Unir sempre a teoria à prática local concreta, aprimorando-se moral


e culturalmente, lendo e refletindo coletivamente sobre a realidade
do povo trabalhador brasileiro;

d. Organizar o PDT desenvolvendo a propaganda do ponto de vista


programático do Partido, e dando realização prática a seu programa.

e. Recrutar membros e orientar suas ações, levando-os a contribuir


para a satisfação das necessidades materiais do PDT, desenvolvendo
seu espírito de crítica e autocrítica, e contribuindo para a educação
política em geral em sua área de atuação.

30
FUNCIONAMENTO
4) O núcleo (nome_do_núcleo) garante a todos os seus membros
os direitos constantes no estatuto do PDT. Em suas atividades
se guia pelo princípio da unidade na ação, e deve reunir-se pelo
menos uma vez por mês.

5) O núcleo (nome_do_núcleo) guia-se pelo princípio da


direção e do trabalho coletivo e das responsabilidades
individuais. Isto significa que são estranhos ao seu caráter
a subestimação das opiniões dos militantes e o trabalho
individualista.

§ único. As decisões serão tomadas, sempre que possível por


consenso. Não sendo isto possível, a maioria se subordinará à
decisão da maioria.

ORGÃOS DE DIREÇÃO
6) São organismos de direção:
a. Assembleia;

b. Coordenação;

c. Plenária.

7) O organismo superior do núcleo (nome_do_núcleo) é a


assembleia que reúne-se anualmente.

§ 1º. A assembleia do núcleo (nome_do_núcleo), em caráter


extraordinário, será convocada pela coordenação, ou então
por 2/3 dos filiados ao núcleo, através de ofício apresentado
à coordenação, devendo este ser aprovado em plenária
convocada para este fim.

§ 2º. A assembleia discute, corrige e aprova relatório da


coordenação, examina e modifica o Plano Geral de Ação e a
Plataforma de Luta do núcleo (nome_do_núcleo). Ela elege a
coordenação do núcleo (nome_do_núcleo).

§ 3º. As decisões da assembleia são válidas e obrigatórias


para todo o núcleo (nome_do_núcleo) não podendo ser
modificadas, substituídas ou anuladas, a não ser, em outra
assembleia.

31
8) O organismo dirigente do núcleo (nome_do_núcleo) é a coordenação
que tem um mandato de um ano, reúne-se quinzenalmente e
compõe-se, no mínimo, de três membros que possuem as seguintes
responsabilidades:
a. Dirigir as atividades diárias do núcleo,

b. Convocar, preparar e dirigir as assembleias e as plenárias;

c. Preparar e apresentar a plenária para aprovação, e coordenar a


implementação da proposta de planejamento semestral do núcleo
baseada no Plano Geral de Ação e na Plataforma de Luta do ‘Núcleo,
aprovada na assembleia, tendo como atividades principais:
• Organização: planejamento e assistência às bases na atuação
junto aos movimentos sociais, escrituração das atas, manutenção
dos arquivos etc.

• Finanças: atividades e promoções, visando à arrecadação de


fundos, contabilidade e tesouraria.

• Comunicação: confecção de informativos, agitação e propaganda


do programa e das propostas partidárias.

• Capacitação: implementação da política de formação do PDT,


adaptando-a para realidade da área de atuação.

9) As vagas abertas no efetivo da coordenação serão preenchidas através


de indicação da coordenação em plenária, convocada para este fim, e
com aprovação de 2/3 dos presentes.

§ único. O membro da coordenação que faltar três reuniões


consecutivas, sem justificativa, perderá o mandato automaticamente.

10) A plenária dos membros do núcleo (nome_do_núcleo) reúne-se com


intervalo não maiores que 45 dias competindo à mesma:
• Receber, apreciar, discutir e resolver questões relativas às atividades
cotidianas do núcleo;

• Aprovar e modificar a proposta de planejamento semestral do


núcleo, organizado pela coordenação;

• Resolver todas as questões remetidas a ela por este regimento interno


ou pela coordenação.

32
DISPOSIÇÕES FINAIS
11) Os fundos e bens do núcleo (nome_do_núcleo) provêm das
contribuições de seus membros, dos subsídios, das doações
e dos rendimentos próprios, e serão administrados pela
coordenação.

12) A dissolução do núcleo (nome_do_núcleo) dar-se-á


obedecendo aos critérios e normas fixadas no estatuto do
PDT.

13) O presente regimento interno somente poderá ser


modificado pela assembleia, sendo que as propostas de
alteração deverão ser discutidas pelos membros do núcleo,
com antecedência no mínimo de 60 dias, antes da realização
da mesma.

Acesse www.flb-ap.org.br e baixe o modelo acima. Faça as


alterações necessárias, aprove na reunião do seu Núcleo de Base,
e pronto, você já possui um Regimento Interno para nortear as
ações e atividades.

VOCÊ CRIOU O NÚCLEO DE BASE?


AGORA É HORA DE UM PASSO MUITO IMPORTANTE A
EFETIVAÇÃO. REGISTRE O NÚCLEO EM
WWW.FLB-AP.ORG.BR PARA RECEBER AS
ORIENTAÇÕES DE PLENO FUNCIONAMENTO. SE TIVER
DUVIDAS OU DIFICULDADES PODE MANDAR E-MAIL
PARA NÚCLEOS@FLB-AP.ORG.BR OU LIGAR PARA
(61) 3224-0791 | 3322-7198 – (21) 9 8483-3491.

33
PRINCÍPIOS
PEDAGÓGICOS DA ULB
A dimensão dos processos pedagógicos na ULB se organiza a partir dos seguintes prin-
cípios fundamentais:
• Organização da síntese entre teoria e prática e a indissociabilidade entre ensino,
pesquisa e extensão, que relaciona os processos de ensinar e aprender com a
pesquisa científica e as atividades de extensão;
• A contextualização social e histórica do conhecimento;
• A interdisciplinaridade e a flexibilidade como processos contemporâneos de cons-
trução do conhecimento;
• A pluralidade como proposta de atuação e inclusão.
A ULB oferece uma formação humanista, crítica e reflexiva. Entende que é sua respon-
sabilidade estimular e oportunizar a vivência de diferentes formas de pensar, produzir e
socializar conhecimentos, a partir da ideologia base do Trabalhismo, com destaque àqueles
que possam contribuir para uma melhor compreensão da sociedade, bem como a promoção
das transformações sociais necessárias e desejadas.
A formação deve-se pautar pela busca da qualidade, da relevância, da inovação, da efici-
ência, da transparência, da responsabilidade social e do respeito ao pluralismo. Deve estar
comprometida com a superação das desigualdades educacionais, sociais e econômicas,
bem como com o desenvolvimento humanístico, científico e tecnológico, nos âmbitos local,
regional, nacional e internacional.
Nesse contexto, a formação pressupõe o desenvolvimento de conhecimentos multifacetados
e a preocupação com os desafios com que a sociedade se depara neste século.
A Universidade aberta Leonel Brizola (ULB), criada com base na UAB, oferece atualmente
cursos de formação, totalmente gratuitos, através de uma Plataforma de Ensino a Distância,
com objetivo de universalizar o conhecimento, sem qualquer distinção. Os cursos também
podem ser ofertados no modo presencial.
O processo de avaliação de aprendizagem ocorre durante todo o período de duração dos
cursos. A realização da avaliação escrita com a emissão de certificação digital serve como
instrumento para medição de aproveitamento do curso.
Para tanto, a ULB conta com a contribuição de voluntários, militantes e simpatizantes da
causa trabalhista, numa perspectiva de transmutar a política nacional, embasando-a na
aplicação prática de conhecimentos, bem como da Doutrina Trabalhista.
A ULB associa cursos a distância e cursos presenciais, perpassando tanto a ideologia
quanto os conhecimentos acumulados pela sociedade, com cursos livres e um currículo
para a formação de quadros partidários, formando futuras gerações de líderes políticos, bem
como proporcionando atualização de conhecimentos e promovendo debates e reflexões
acerca das práticas da atualidade.
A Universidade aberta Leonel Brizola (ULB), vinculada à Fundação Leonel Brizola
– Alberto Pasqualini (FLB-AP), é responsável pela FORMAÇÃO POLÍTICA com
propósito de organizar e fortalecer o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Foi
criada para capacitar militantes como agentes transformadores, protagonizando
e apresentando teses, lutas e reivindicações do povo brasileiro.

A ULB goza de autonomia didático–científica constituindo-se “lócus” de ensino,


pesquisa e extensão, aberta à lideranças e militantes do Partido Democrático
Trabalhista (PDT), agentes comunitários e ao público interessado nas suas
diferentes modalidades de cursos oferecidos via Internet.
H A
V EN E
A RT
E R P A
F A Z N O V
S A
DES TÓRIA
HIS

ulas
A%
e
onlin
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COMUNIDADE E FAMÍLIA
As videoaulas, com média
de 30 minutos cada, estão
disponíveis em nossa plataforma
www.ulb.org.br, abordando as seguintes
áreas do conhecimento:
— Ciências Humanas
— Ciências da Natureza
— Linguagens e Redação
— Matemática
É a Universidade aberta Leonel Brizola
– ULB contribuindo com a educação
do nosso país e a qualidade do EXAME
NACIONAL DO ENSINO MÉDIO.
RÁDIO
www.radiolegalidade.com

A radiolegalidade.com é um site da web criado pelo PDT para home-


nagear os 50 anos da Cadeia da Legalidade; movimento cívico-militar,
liderado, em 1961, pelo então governador do Rio Grande do Sul, Leonel
Brizola.
Como toda ferramenta interativa da internet, a Rádio Legalidade, ofe-
rece opções de áudio, como qualquer estação radiofônica, texto, fotos,
vídeos, em forma de notícias, comentários, narrações, entrevistas e
documentários.
No ar 24 horas por dia, conta com as opções de som, texto, ilustrações,
vídeos e fotos.
Nacionalista por excelência, a radiolegalidade dispõe de uma ampla
programação musical brasileira, dá vazão a todos os ritmos. De Belchior
a Paulinho da Viola, passando por Caetano Veloso, Chico Buarque, Tom
Jobim, Vinícius, Alcione e a nova geração da música popular brasileira
onde estão, por exemplo, Ana Carolina, Skank e Pato Fú.
Preocupada em também gerar conteúdo informativo, a cada três músi-
cas há uma informação diferente. E nesse aspecto a diversidade também
é destaque. Ao mesmo tempo em que recorda a origem da Cadeia da
Legalidade e edita programas especiais e entrevistas sobre esta época,
por outro lado atualiza seus ouvintes veiculando notas, informações
e fatos gerados pelos deputados e senadores da bancada do PDT no
Congresso Nacional. Outras informações sobre país e mundo nas áreas
da saúde, tecnologia e literatura também configuram na programação
ininterrupta de 24 horas. Com uma plataforma moderna e apta para
comportar ferramentas tecnológicas utilizadas em iphone, ipad e outros
dispositivos de áudio, sua programação pode ser acessada também
via-celular. Basta acessar o site http://radiolegalidade.com.br.

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SEMENTES DO BRASIL
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