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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA


UNIDADE ACADÊMICA DE ENGENHARIA MECÂNICA
DISCIPLINA: SOCIOLOGIA INDUSTRIAL
PROFESSOR: MÁRIO

ATIVIDADE DO 2° ESTÁGIO

Carlos André da Silva Cavalcante

CAMPINA GRANDE – PB
MAIO/20
O processo de desenvolvimento brasileiro nasce a partir da colonização do país e
caracterizou-se por ciclos como: pau-brasil, cana de açúcar, ouro, café. Porém esse
desenvolvimento que nasceu conectado ao mundo através de Portugal, não se
incorporava à uma economia capitalista, pois na verdade se tratava de um modo de
produção escravista. Portugal não tinha interesse em que o Brasil desenvolvesse, e
colonizava o país em caráter de subordinação, dependência e desigualdade,
característica que influenciaram na formação da sociedade brasileira da época
(escravista, patriarcal e patrimonial). Contudo, com o fim do Brasil colônia, nasce junto
a Segunda Revolução Industrial na qual a Europa estava vivenciando, o interesse em
que o Brasil se desenvolvesse para se tornar principalmente um mercado consumidor
europeu. Após a grande crise econômica mundial de 1929, o Brasil começa a vivenciar
um grande desenvolvimento industrial implantado pelo então presidente Getúlio Vargas,
são criadas nesse momento grandes empresas nacionais com a Petrobrás, Vale, o Banco
BNDES. Já no governo do presidente Juscelino Kubitschek o Brasil deixa de ser um
país extremamente agrário e passa para uma verdadeira transformação em seu
desenvolvimento industrial, grandes empresas multinacionais chegam ao Brasil, que
passa a se concentrar principalmente na região sul e sudeste do país. Esse
desenvolvimento é impulsionado principalmente pelas indústrias automobilísticas.
Nesse contexto, este processo de desenvolvimento teve grande participação do
Governo, através de políticas publicas e de incentivos fiscais e econômicos, como forma
de estimular a economia nacional, mas sem maiores preocupações em relação à
diminuição das disparidades de renda e pobreza existentes entre as regiões brasileiras,
que continuaram a ser uma constante nacional. Isso não significa que a questão regional
tenha sido totalmente ignorada no período. A partir da década de 1960 o governo passou
a utilizar, através das Superintendências Regionais de Desenvolvimento (Sudene,
Sudam, etc.), diversos instrumentos para estimular as regiões menos desenvolvidas do
país – CentroOeste, Norte e Nordeste – alcançando resultados positivos como, por
exemplo, a consolidação de parques industriais da região Nordeste. Todavia, como
estas medidas não constituíam o objetivo principal da política econômica nacional, seus
resultados foram limitados, no sentido de que os benefícios ocorridos nas regiões menos
desenvolvidas do país acabaram por se concentrar em suas áreas mais dinâmicas.
A partir da década de 1980, com a crise da dívida externa e, mais tarde, com
a adoção das políticas neoliberais pelo governo brasileiro, o papel interventor do Estado
foi bastante comprometido, resultando na diminuição da participação direta deste na
economia, inclusive no que diz respeito ao planejamento regional. O Estado perdeu a
capacidade de manter o ritmo de crescimento dos anos anteriores, essa fase ficou
conhecida como década perdida e ocorreu uma grande estagnação e uma grande alta da
inflação.
Em suma, o processo de desenvolvimento do nordeste contou com a intensa
participação do Governo Federal, enquanto elaborador e implementador de importantes
planos econômicos, como forma de estimular a economia local. Porém, devido
principalmente a suas características geográficas, a região nordeste não obteve tanto
êxito em termo de desenvolvimento em relação as regiões sul e sudeste do Brasil.
No Estado da Paraíba, essa característica de região atrasada não foge a
realidade local, o Estado é um dos mais atrasa da região e sofre todos os anos com
problema da Seca que afugenta possíveis empresários que tentem investir no Estado.
Mas, como driblar esse fator? Não se podem negar os contínuos investimentos
econômicos locais e principalmente fiscais feitos pelo Estado com também das
prefeituras das principais cidades da Paraíba. Por exemplo, em Campina Grande cidade
do agreste paraibano recentemente foi criado o Complexo Multimodal Aluízio Campos,
onde foi destinada uma área de 180ha para abrigar empresas dos setores da industria ,
do comércio e serviços, no intuito de incentivar o desenvolvimento local. Nesse
complexo será destinado uma área de 103 ha para o programa Tecnópolis que irá
receber empreendimentos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação. Nesse projeto
será dado oportunidade de parcerias entre as principais universidades do Estado para
desenvolvimentos de estudos voltados aos principais cursos de Engenharias. Entretanto
esse projeto é a longo prazo e não se pode afirma sua eficácia. Mas, essa tentativa local
mostra a necessidade de trazer desenvolvimento a nossa região.
Em analise final, todo esse processo de garantir o desenvolvimento a uma
região, é muito especifico e complexo. Contudo, estes fatos evidenciam que os programas
federais e estaduais baseados em incentivos fiscais e financeiros não são capazes, por si só, de
alterar significativamente a dinâmica econômica local, visto que os incentivos não são os
únicos fatores determinantes da atratividade local. Assim, torna-se clara a necessidade da
adoção de outras medidas, de caráter mais duradouro e estrutural (investimentos em educação,
qualificação profissional, infra-estrutura física e social, etc.), para estimular as áreas menos
dinâmicas do país, criando um ambiente econômico e institucional mais favorável ao
desenvolvimento de atividades produtivas.
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mas sem maiores preocupações em relação à diminuição das disparidades de renda e


pobreza existentes entre as regiões brasileiras, que continuaram a ser uma constante
nacional.

Além disto, este


processo de desenvolvimento contou com intensa participação do Governo
Federal, enquanto elaborador e implementador de importantes planos econômicos,
como forma de estimular a economia nacional, mas sem maiores preocupações em
relação à diminuição das disparidades de renda e pobreza existentes entre as
regiões brasileiras, que continuaram a ser uma constante nacional.

sempre apresentou forte caráter regional. As primeiras atividades econômicas aqui


desenvolvidas (cana-de-açúcar, mineração, café, etc.) beneficiaram determinadas
regiões, que funcionavam como arquipélagos econômicos articulados aos mercados
consumidores dos países centrais. Esta característica também pode ser observada – é
claro que em menor intensidade – no processo de desenvolvimento recente da economia
brasileira: mesmo no período de integração do mercado nacional, a dinâmica de
crescimento das regiões brasileiras permaneceu bastante diferenciada.
Estes fatos evidenciam que os programas estaduais baseados em
incentivos fiscais e financeiros não são capazes, por si só, de alterar
significativamente a dinâmica econômica local, visto que os incentivos não são os
únicos fatores determinantes da atratividade local. 14 Assim, torna-se clara a
necessidade da adoção de outras medidas, de caráter mais duradouro e estrutural
(investimentos em educação, qualificação profissional, infraestrutura física e
social, etc.), para estimular as áreas menos dinâmicas do Estado/região/país,
criando um ambiente econômico e institucional mais favorável ao
desenvolvimento de atividades produtivas.

Além disto, este processo de desenvolvimento contou com intensa participação do


Governo Federal, enquanto elaborador e implementador de importantes planos
econômicos, como forma de estimular a economia nacional, mas sem maiores
preocupações em relação à diminuição das disparidades de renda e pobreza existentes
entre as regiões brasileiras, que continuaram a ser uma constante nacional. Isso não
significa que a questão regional tenha sido totalmente ignorada no período. A partir da
década de 1960 o governo passou a utilizar, através das Superintendências Regionais de
Desenvolvimento (Sudene, Sudam, etc.), diversos instrumentos para estimular as
regiões menos desenvolvidas do país – CentroOeste, Norte e Nordeste –, alcançando
resultados positivos como, por exemplo, a consolidação do parque industrial da região
Nordeste. Todavia, como estas medidas não constituíam o objetivo principal da política
econômica nacional, seus resultados foram limitados, no sentido de que os benefícios
ocorridos nas regiões menos desenvolvidas do país acabaram por se concentrar em suas
áreas mais dinâmicas, além dos investimentos serem bastante complementares à
estrutura da região mais desenvolvida do país (Sudeste). A partir da década de 1980,
com a crise da dívida externa e, mais tarde, com a adoção das políticas neoliberais pelo
governo brasileiro, o papel interventor do Estado foi bastante comprometido, resultando
na diminuição da participação direta deste na economia, inclusive no que diz respeito ao
planejamento regional.13