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Funções Executivas

São processos mentais que regulam a cognição e o comportamento.

Habilidades que permitem à você direcionar comportamentos para alcançar


metas e objetivos por meio do engajamento, ou seja, enquanto eu não
operacionalizar, EXECUTAR minha ideia ou projeto em realidade, eu não vou
sossegar. A opção é PERSISTIR e não DESISTIR.

A Disfunção Executiva é uma alteração dessas funções, que leva você a ter
prejuízos funcionais em seu dia a dia, em decorrência de um não planejamento
de suas tarefas, pela dificuldade de se manter focado em atividades chatas e
que geram esforço mental, por tomar decisões precipitadas, sem fazer uma
análise prévia dos seus atos, pelos esquecimentos frequentes dos seus
compromissos e principalmente, por procrastinar e não concluir seus projetos
ou metas.

Essa disfunção pode se apresentar com uma ou várias dificuldades práticas


que impactam o cotidiano, como:

 comprometimento da atenção sustentada,


 dificuldade em iniciar tarefas,
 empobrecimento da estimativa de tempo,
 dificuldade de alternar de uma tarefa para outra ou lidar
concomitantemente com distintas tarefas que variam em grau de
relevância e prioridade,
 déficits no controle de impulsos e impaciência,
 problemas de planejamento,
 distração,
 pouco insight,
 inquietação, agressividade,
 problemas de seqüência cronológica,
 problemas de inibição de resposta e
 labilidade motivacional
 procrastinação, ou seja, o indivíduo tende a postergar tarefas,
principalmente quando envolvem maior necessidade de atenção
ou levam a uma recompensa não a curto, mas a longo prazo;
 alternância de tarefas, deixando-as incompletas, em função de
uma baixa capacidade de persistir em uma tarefa e uma alta
necessidade de "variar";
 labilidade motivacional, apresentando interesse fugaz com
necessidade de buscar novidades (o que se relaciona
diretamente com a alternância de tarefas, descrita no item
anterior);
 dificuldade de focalização e sustentação da atenção, revelando
maior sensibilidade à distração, com dificuldade para filtrar
estímulos internos e externos. Necessita de lembretes para
manter uma tarefa habitual, apresentando inconstância e
abandono precoce de tarefas;
 dificuldades de organização e hierarquização, apresentando
problemas para estabelecer prioridades e distinguir
importâncias;
 menor velocidade de processamento;
 manejo deficiente da frustração e da modulação do afeto,
apresentando baixa tolerância e limiar para frustração com
baixa auto-estima, hipersensibilidade a críticas e irritabilidade;
 deficiência de memória de trabalho com dificuldade de
manipular informações verbais e não-verbais em curto espaço
de tempo, e seguimento de seqüências;
 deficiência de memória prospectiva, gerando esquecimentos de
responsabilidades e objetivos estipulados (Lopes et al., 2005).

Diante desse quadro, é de suma importância que você busque ajuda médica
(psiquiatra ou neurologista) e psicológica, tendo em vista o seu impacto no
desempenho funcional do paciente e, por extensão, em sua qualidade
de vida, para primeiro averiguar o que está acontecendo – será que é só uma
disfunção executiva secundária a um estresse? Ou, sempre fui assim, mas
agora na fase adulta vem piorando porque estou mais esquecido, desatento e
passando uma sensação de irresponsabilidade. Ou, se de repente percebi que
não estou bem emocionalmente, era superativo e funcional, mas agora me
sinto triste e desmotivado para o dia de amanhã.

Logo, o quadro de disfunção executiva é um sintoma, e como tal, temos que


investigar o que está por traz desse quadro que está impulsionando ou
intensificando a disfuncionalidade.

Uma das ferramentas para auxiliar o médico na clareza do quadro, é a


Avaliação Neuropsicológica, onde iremos investigar seu funcionamento
cognitivo e emocional, para então traçar seu perfil cognitivo e assim, auxiliar o
médico em um diagnóstico mais preciso e pontual. Diante dessas informações,
também facilitará o direcionamento do tratamento.

Geram nas pessoas autoconceito de improdutividade e frustração porque seus


resultados estão sempre abaixo das suas expectativas.

A partir disso, compreendemos que se elas não estiverem funcionando de


maneira adequada, todas as outras funções podem ser coordenadas
incorretamente na realização de tarefas.

Logo, alterações nessas funções, que são conhecidas como disfunção


executiva, podem envolver alterações cognitiva e comportamentais diversas.

 Dificuldade na seleção de informação;


 Problemas na atenção, “memória” e na tomada de decisão;
 Problemas de organização;
 Procrastinação;
 Impulsividade.

E esses comportamentos vão reforçando os sentimentos de baixa auto-estima


de que: eu não sou capaz de fazer, não vou conseguir, sou burro,
incompetente e preguiçoso. Daí vem os impactos no estado de humor.

São consideradas como um conjunto de Irá te ajudar na resolução de


problemas imediatos, alternar comportamentos ou pensamentos de acordo
com a exigência ambiental e inibir comportamentos inadequados em
determinados contextos.
Elas são responsáveis pela direção e condução de todas as funções cognitivas
(atenção, memória). A partir disso, compreendemos que se elas não estiverem
funcionando de maneira adequada, todas as outras funções podem ser
coordenadas incorretamente na realização de tarefas. Logo, alterações nessas
funções, podem envolver alterações cognitiva e comportamentais diversas.

 Dificuldade na seleção de informação;


 Problemas na atenção, “memória” e na tomada de decisão;
 Problemas de organização;

A aval. Neurop. É muito importante para identificar os prejuízos específicos e


orientar a intervenção, com o objetivo de gerar na pessoa autonomia,
habilitando o mesmo para resolver problemas de acordo com suas
capacidades.

Na avaliação de adultos investiga-se, por meio de testes formais, o


funcionamento cognitivo, o humor e também a funcionalidade.