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Primeiros Socorros são procedimentos de emergência a vítimas de mal súbito ou em perigo de

vida. A ação de socorro pode ser individual ou coletiva e deve ser realizada dentro de limites
bem estabelecidos até que o socorro avançado esteja no local para prestar assistência
definitiva. Sua finalidade é evitar o agravamento do quadro no qual a vítima se encontra.

Todo estabelecimento deve estar preparado à prestação de primeiros socorros, com


equipamento bem acondicionados, válidos e atualizados, bem como informado acerca das
atualizações na legislação que regula os primeiros socorros. O psicanalista não tem
autorização para medicar ou atestar óbito.

O abandono de pessoa sob nosso cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer
motivo, incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono assim como deixar de
prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou
extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou
não pedir, nesses casos o socorro da autoridade pública são tipificados pelo código Penal
Brasileiro.

Antes de entrar na cena devemos manter a calma e controlar a situação mentalmente e


primeiramente garantir a segurança pessoal e de quem for ajudar, e apenas depois, manter a
segurança da vítima. A avaliação da cena deve preceder o ingresso na mesma. Os curiosos
devem ser afastados, equipamentos de proteção individual devem ser utilizados, e, após
avaliado o nível de consciência da vítima, deve-se pedir socorro. O serviço de ambulância fará
perguntas sobre esses tópicos e é importante estarmos em condições de fornecermos a
informações. Enquanto o serviço não chega é preciso prestar suporte básico à vida, auxiliando
e prevenindo a piora do quadro.

Ao nos defrontarmos com a situação de verificarmos o nível de consciência devemos: chamar a


pessoa para testar a resposta; estimular o ombro com as mãos. Aproximar o rosto para verificar
o fluxo de respiração e a circulação. Caso a vítima não esteja respirando, devemos considerar
a parada cardíaca, e pedir que alguém ligue para 192. Com o s joelhos distantes, devemos nos
posicionar ao lado da vítima e colocar os braços retos na frente do tórax. Com os braços
estendidos a 90 graus sobre a vítima, devemos então comprimir o peito da vítima a uma
frequência de 100 a 120 compressões por minuto com pausa de 10 segundos para verificar a
volta. O tórax deve se comprimir entre 5 e 6 centímetros de profundidade. Devemos alternar a
massagem com outra pessoa qua saiba aplicá-la a cada dois minutos. A respiração boca a
boca é uma decisão pessoal do socorrista e há equipamentos de proteção como a máscara.

A nomenclatura utilizada em primeiros socorros são os sinais - o que se pode perceber


visivelmente e os sintomas - queixas relatadas pelo paciente que ele consegue perceber.

Em caso de engasgos deve-se pedir à pessoa para tossir. Caso não funcione, deve-se realizar
a manobra de Heimlich, com a devida permissão concedida. Sem permissão deve-se chamar
ajuda profissional. Caso a pessoa que negou ajuda desmaie, deve-se proceder à massagem
cardíaca. Se o paciente estiver sozinho, entretanto, a recomendação é a de sair de casa. a
manobra de Heimlich, concedida a permissão, deve-se informar a ajuda e pedir que o paciente
soltar os braços, lateralizar-se ao paciente, passar o braço por baixo do braço da vítima, apoiar
a parte de baixo da mão fechada no umbigo e girar a mão até apoiar o polegar. Com a outra
mão, fazer pressões como socos, em ritmos constantes. Se a vítima perder a consciência,
apoiá-la no chão e tentar visualizar o objeto e, se possível, retirar o objeto.

As fraturas são a quebra de continuidade do segmento ósseo. A vítima deve ser imobilizada.
Deve-se analisar o corpo inteiro da vítima antes de colocar as mãos em qualquer lugar de seu
corpo. Deve-se tirar o tecido da região, dando preferência a cortar a roupa. Realiza-se a
imobilização das articulações.

Os tipos de sangramento são capilar - em escoriações - o venoso, que escorre e p arterial, que
esguicha ou jorra. O socorrista deve se proteger do contato com o sangue. Deve-se pegar um
lenço ou pano limpo, na falta de ataduras, e fazer a compressão no local. Se o sangramento
não parar, colocar outra por cima. Pode-se descartar a camada superficial. Deve-se manter a
pressão e pedir ajuda, levar ou encaminhar a pessoa a um pronto socorro. Pode-se fazer uso
do torniquete em casos extremos.

Queimaduras de segundo grau atingem a derme e criam bolhas. Não se estouram as bolhas.
As queimaduras de terceiro grau podem expor a camada de gordura e tecido ósseo. A única
recomendação é a aplicação de água em baixa temperatura.

No desmaio ou lipotomia, há a perda temporária dos sentidos acompanhada de palidez, pulso


fraco, queda de pressão, desfalecimento e síncope. Pede-se ao paciente que se sente e
abaixe a cabeça entre as pernas. Apoia-se a mão sobre sua cabeça e pede-se que ele exerça
força para cima como que para se sentar. Pausa-se o procedimento a cada contagem até 10 e
faz-se uma avaliação da situação do paciente.

No caso de acidente vascular cerebral o teste SAMU é o mais indicado. Pede-se à pessoa para
sorrir, pede-se à pessoa para dar um abraço avaliando a simetria da força (ou levantar os
braços), pede-se à pessoa para cantar uma música. Caso esses testes falhem, chama-se
imediatamente o serviço de urgência ou leva-se a pessoa ao pronto atendimento.

No caso de convulsão ou epilepsia, lateraliza-se a vítima, protege-se a cabeça da vítima contra


movimentos mais espaçados e espera-se por 5 minutos antes de buscar socorro. Protegem-se
as protuberâncias ósseas.