Índice
Introdução
I- Objetivo do jogo……………………………………………………………………………………………………..4
II- A história do basquetebol…..……………………………………………………………………………………..5
III- O basquetebol em Portugal..…......…………………………… ……………………………..….....................7
IV- Regras do basquetebol…………..……………………………………………....………………………………9
4.1.- Equipa…………………...………………………………………………...……………….....................9
4.2.- Quadra de jogo……...…………………………………………………………………...………………9
4.3.- Duração do jogo…………………...…………………………………………………...………………..9
4.4.-Pontuação e resultado do jogo………………………………………………………………………….9
4.5.- Bola…..……………………………………………………………………………………………………9
4.6.- Campo…………..……………………………………………………………………………………….10
4.7.- Cesto..…………………………………………… ……………………………..……….....................11
4.8- Substituições…………………………………………………………...………………………………..11
4.9.-Arbitragem……………………………………………………………...………………………….…….12
4.10.- Descontos de tempo…………………….……………………………..…………………………….12
4.11.- Faltas.………………… ……………………………..………………………………………………..12
4.12.- Inicio do jogo…………………………………………………………………………………………..13
4.13- Joga a bola……………………………………………………………………………………………..13
4.14.- Bola Fora………………………………………………………………………………………………13
4.15.- Reposição da bola em jogo………………………………………………………………………….13
V- Ações técnicas do basquetebol…………………………………………………………………………………14
5.1.- O Lançamento……………………………………………………………...…………………………..14
5.2.- O Passe……………………………………………………………………...………………………….15
5.3.- O Drible……………………………………………………………………...…………………………..18
5.4.- A Receção……………………………………………………………………...……………………….20
5.5.- A Desmarcação……………………………………………………………...…………………………20
5.6.- A Marcação……………………………………………………………………...……………………...21
5.7.- Lançamento da bola ao ar……………………………………………………...……………………..21
5.8.- Reposição da bola em jogo………………………………………………………...…………………22
5.9.- O lance livre…………………………………………………………………………...………………..23
VI- Material usado na modalidade……………………………..……………………………..……………………24
VII- Curiosidades sobre o Basquetebol….………………………………………………………………………..25
VIII- Plano de aula..…………………………..……………………………..………………………………………26
Conclusão
Bibliografia / Webgrafia
2
Introdução
Este trabalho tem como principal objetivo abordar o tema do
Basquetebol, bem como os seus vários pontos, mais
especificamente: História mundial do basquetebol; A história do
basquetebol em Portugal; As regras do basquetebol; Material usado
no Basquetebol; Gestos técnicos específicos do basquetebol.
Irei aprofundar o tema, bem como cada um dos objetivos, da tarefa
dada no âmbito da disciplina de Ed. Física, de modo a obter um maior
conhecimento sobre a modalidade do basquetebol.
3
I- Objetivo do jogo
O Basquetebol é um jogo desportivo coletivo, jogado por duas
equipas compostas por cinco jogadores cada uma, cujos objetivos
são introduzir a bola no cesto da equipa adversária e evitar que esta
seja introduzida no cesto da própria equipa, seguindo as regras do
jogo.
Figura 1: Campo de basquetebol
Atualmente, o basquetebol é um dos jogos olímpicos mais
populares no mundo. Nas escolas, é um dos desportos mais
praticados nas aulas de educação física.
4
II- A história do basquetebol
O basquetebol foi criado, em 1891, pelo canadiano Dr. James
Naismith, professor de educação física, na Associação Cristã da
Mocidade, radicada em Springfield, Ohio, nos Estados Unidos.
Este novo desporto deveria constituir um exercício completo, que
chamasse à atenção e que não usasse recurso à violência. Assim,
James Naismith chegou à conclusão de que o jogo deveria ter um
alvo fixo, um certo grau de dificuldade e ser jogado com uma bola
maior que a de futebol, porém mais leve que a mesma, para que
saltasse constantemente. Decidiu, então, que o jogo seria jogado
com as mãos, mas a bola não podia ficar retida por muito tempo nas
mãos nem ser driblada com o punho fechado, de modo a evitar socos
acidentais. O alvo deveria ter 3,05 metros de altura. Os alvos
escolhidos foram dois velhos cestos de pêssegos, que foram fixados
nos dois lados de um ginásio. Para facilitar a prática do jogo, a base
da cesta foi cortada e, desta forma, os jogadores não teriam de subir
até ao cesto para apanhar a bola. O primeiro jogo de Basquetebol
sucedeu-se a 20 de janeiro de 1892, com nove jogadores em cada
equipa e, ainda, sendo usada uma bola de futebol, sendo visto
apenas por funcionários da Associação Cristã da Mocidade. Cerca
de duzentas pessoas viram o jogo, que acabou por terminar com o
placar de 1 a 0, estando cada cesta a uma distância de 7,6 metros
da outra. Em 1892, foram criados os primeiros cestos sem fundo,
tendo forma de cilindros e sendo feitos de madeira com borda de
metal. Nesse mesmo ano, iniciou-se a prática do basquetebol
feminino, tendo sido disputado o 1º jogo a 4 de abril de 1896. por
volta de 1897 as equipas passaram a ser constituídas por cinco
jogadores.
Figura 2: James Naismith Figura 3: 1º cesto sem fundo
5
Nos primeiros anos, ainda não havia uma bola específica para
esta modalidade, sendo a execução das partidas realizada com uma
bola de futebol. Porém, no ano de 1894, a Chicope Falls, empresa de
Massachusetts, desenvolveu a primeira bola de basquete.
Figura 4: 1ª bola de basquetebol
Mais tarde, este desporto espalhou-se por toda a América do Norte
e América Central. Foi somente no começo do século XX, com a
chegada do exército americano à Europa devido à 1ª Guerra Mundial,
que o basquete começou a instalar-se nos quatro cantos do mundo.
Em 1898, surgiu a Liga Nacional de Basquetebol Americano, na
sequência da crescente profissionalização da modalidade e, anos
mais tarde, em 1946, foi criada a Associação de Basquetebol da
América, uma segunda liga. Três anos depois, as duas ligas
fundiram-se na, mundialmente famosa, NBA (Associação Nacional
de basquetebol). Mais tarde, ligas e federações começaram a
organizar campeonatos e o desporto, de tão popular que se tornou,
começou a fazer parte dos Jogos Olímpicos. Atualmente, o
basquetebol é muito praticado no mundo todo e, além de estar
administrado profissionalmente, também é obrigatória a sua prática
nas aulas de Educação Física das escolas em Portugal.
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III- A história do basquetebol em Portugal
Depois de ser feita uma análise à modalidade de basquetebol, e à
sua história é analisado o Estado da Arte da modalidade em Portugal.
A introdução do basquetebol em Portugal deu-se em 1913, pelo
professor de Educação Física suíço Rodolfo Horney, que exerceu a
sua atividade em Lisboa durante 12 anos. Em 1922, o Basquetebol é
divulgado em Coimbra e no Porto. A 1ª prova inter-regional é
disputada em Coimbra, entre as equipas da Associação Cristã da
Mocidade do Porto, Coimbra e Lisboa, sendo vencedora a de
Coimbra, ganhando o título de campeão de Portugal. Cinco anos
mais tarde, a 17 de agosto de 1927 foi fundada a Federação
Portuguesa de Basquetebol (FPB), na cidade do Porto. Em 1933,
realizou-se o 1º Campeonato de Portugal, sendo campeão o Sport
Clube Conimbricense. Desde então, até à atualidade, o Basquetebol
desenvolveu-se e expandiu-se por todo o território nacional, sendo
praticado a nível federado por cerca de 20 mil atletas, em mais de
300 clubes, distribuídos 4 pelos escalões etários masculinos e
femininos, que abrangem desde os jogadores jovens até aos
seniores.
Figura 5: Logotipo da Federação
Portuguesa de Basquetebol
Figura 6: Sport Clube Conimbricense no 1º
campeonato português de basquetebol (vencedores)
7
A primeira Taça de Portugal, até 1953 designada por Taça de
Honra, foi disputada em 1943, sendo vencida pelo Atlético Clube de
Portugal. Um facto de grande significado, realçando a evolução
positiva que a modalidade sofreu, foi a criação, em 1989, da Liga
dos Clubes de Basquetebol, que integra os clubes de disputam o
Campeonato profissional, cuja 1ª edição teve lugar em 1995/1996.
Hoje em dia, o basquetebol é o segundo desporto que mais
praticantes tem em Portugal, conta com 25.550 atletas federados.
Também no plano internacional, o progresso é notável, tanto a nível
de seleções nacionais como a nível de clubes, com resultados que
colocam Portugal a par dos países europeus, habitualmente tidos
como mais evoluídos.
Figura 7: Atlético Clube de Portugal Figura 8: Taça de Honra
Figura 9: Seleção Portuguesa de Basquetebol
(atual)
8
IV- Regras do basquetebol
4.1.- Equipa:
• Cada equipa é constituída por no máximo 12 jogadores, 5 em
jogo e 7 reservas.
4.2.- Quadra de Jogo:
• O jogo é realizado em uma quadra com as dimensões de 28
metros de comprimento por 15 metros de largura;
• Perto da extremidade do fundo no campo de defesa de cada
uma das equipas, os cestos são situados no centro, a uma
altura de 3,05 metros.
4.3.- Duração do jogo:
• O jogo é composto por quatro períodos de 10 minutos com um
intervalo de meio tempo entre o segundo e o terceiro período
com uma duração de 15 minutos, e com intervalos de dois
minutos entre o primeiro e o segundo período e entre o
terceiro e o quarto período.
4.4.- Pontuação e resultado do jogo:
• Os cestos podem valer 3, 2 ou 1 ponto:
➢ 3 pontos - fora da linha de 6,25m;
➢ 2 pontos - na parte interna da linha de três pontos;
➢ 1 ponto - lance livre na área demarcada;
• Ganha a equipa que, no fim do jogo, tenha marcado o maior
número de pontos;
• Em caso de empate, há que realizar um ou vários
prolongamentos de 5 minutos, para encontrar o vencedor.
4.5- Bola:
• O perímetro da bola varia entre 75cm a 78cm;
• O peso da bola varia entre 567g a 650g;
• As bolas são feitas de couro de material sintético ou borracha.
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4.6.- Campo:
• O campo é composto por uma tabela e um cesto, pela área
restrita, pela linha de 3 pontos, pelo círculo central, pela linha
de meio campo e pela linha de lance livre;
Figura 10: Campo de Basquetebol detalhado
• O círculo central, situa-se no centro do campo de 3,6m,
medido entre os limites exteriores da circunferência;
• A linha central divide o campo em duas partes iguais. Esta
linha é paralela às linhas finais e estende-se de uma linha
lateral até à outra, prolongando-se 15cm por fora delas;
• A linhas de lance livre são paralelas às finais e devem ter o seu
bordo exterior a 5,80 metros do bordo interior da linha final.
Mede 3,60 metros de comprimento e o seu ponto central está
situado na junção dos pontos médios das duas linhas finais.
Encontra-se a uma distância de 4,60 metros da vertical da
tabela. Os espaços que os jogadores devem ocupar ao longo
das áreas de lance livre marcam-se da seguinte forma:
➢ A primeira linha deve ser marcada a 1,75m do bordo interior da linha final medido ao longo da linha
que limita a área restritiva;
➢ O primeiro espaço terá 85 cm de largura e termina no início da zona neutra;
➢ A zona neutra será de 40 cm de largura e é marcada a cheio com a mesma cor das outras linhas;
➢ O segundo espaço adjacente à zona neutra tem também 85 cm de largura;
➢ O terceiro espaço adjacente de segundo tem a mesma largura, ou seja, 85 metros;
➢ Todas as linhas utilizadas na marcação destes espaços terão 10 cm de comprimento, e serão
perpendiculares à parte exteriores das linhas que indicam os espaços das áreas de lance livre.
• As linhas de área restrita são aquelas que limitam a zona que
o jogador atacante não pode permanecer mais de três
segundos seguidos. São duas linhas que vão desde os
extremos da área de lance livre até à linha final, a três metros
do ponto central e que, juntamente com a linha final formam a
área restritiva;
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• As linhas de três pontos delimitam as áreas do cesto de campo
de três pontos. A área do cesto de campo de três pontos de
uma equipa será área total do pavimento do campo de jogo,
exceto a área limitada pelo cesto do adversário e inclui:
➢ Duas linhas paralelas que se propagam da linha final, distantes 6,25 metros do ponto no
solo diretamente na perpendicular do cesto adversário. A distância desse ponto do bordo
dom interior do ponto médio da linha final é de 1,575 metros;
➢ E um semicírculo de 6,25 metros de raio, medido do bordo exterior e com o centro no
mesmo ponto descrito acima, que interceta as linhas paralelas.
4.7.- Cesto:
• Este é composto por um arco de ferro situado a 3,05 metros
do solo e por uma rede de corda nele suspensa.
Figura 11: Cesto de basquetebol
4.8.- Substituições:
• No basquete, cada equipa pode realizar um número
indeterminado de substituições;
• As substituições podem ocorrer a qualquer momento da
partida, sejam (ou não) feitas com a bola em jogo, desde que
sejam feitas dentro da área delimitada, ou nos momentos de
parada.
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4.9.- Arbitragem:
• O jogo é dirigido por 2 árbitros, auxiliados por um marcador,
um cronometrista e um operador de 24 segundos;
• Por decisão da respetiva federação poderá ser autorizada a
utilização de 3 árbitros.
4.10.- Descontos de tempo:
• Cada equipa tem direito a descontos de tempo que duram um
minuto completo, podendo pedir cada uma delas: 1 desconto
de tempo em cada um dos 1º, 2º e 3º períodos e 2 descontos
no 4º período.
4.11.- Faltas:
• Faltas pessoais – É uma falta que envolve contato com o
adversário, e que consiste nos seguintes parâmetros:
Obstrução, Carregar, Marcar pela retaguarda, Deter, Segurar,
Uso ilegal das mãos, Empurrar.
• Falta antidesportiva – Falta pessoal que, no entender do
árbitro, foi cometida intencionalmente, com objetivo de
prejudicar a equipa adversária.
• Falta técnica – Falta cometida por um jogador sem envolver
contacto pessoal com o adversário, como, por exemplo,
contestação das decisões do árbitro, usando gestos, atitudes
ou vocabulário ofensivo, ou mesmo quando não levantar
imediatamente o braço quando solicitado pelo árbitro, após
lhe ser assinalada uma falta.
• Falta de equipa – Se uma equipa cometer num período, um
total de quatro faltas, para todas as outras faltas pessoais
sofrerá a penalização de dois lançamentos livres.
• Número de faltas – Um jogador que cometer cinco faltas está
desqualificado da partida.
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4.12.- Inicio do jogo:
• O jogo inicia-se com um lançamento de bola, efetuado pelo
árbitro, no círculo central, entre dois jogadores adversários;
• A bola só pode ser tocada depois de ter atingido o ponto mais
alto e, nenhum dos jogadores pode agarrar a bola ou tocar
nela mais de duas vezes;
• Os restantes jogadores devem encontrar-se fora do círculo.
4.13.- Jogar a bola:
• A bola só pode ser jogada com as mãos, podendo ser
passada, lançada ou driblada em qualquer direção;
• Não é permitido correr ou realizar mais do que dois apoios,
com a bola nas mãos;
• É proibido dar socos ou pontapés;
• Durante o drible, é assinalada infração se, a bola for batida
com as duas mãos simultaneamente ou se o jogador segurar
a bola com uma das mãos e voltar a driblar, no caso de haver
transporte da bola.
4.14.- Bola fora:
• As linhas que delimitam o terreno de jogo não fazem parte
dele, ou seja, é declarado um “fora de jogo” quando a bola, ou
o jogador que tem a posse da mesma, toca ou pisa as linhas
laterais, finais ou o solo para além delas;
• Também, se encontra fora, quando toca nos suportes ou na
parte exterior da tabela.
4.15.- Reposição da bola em jogo:
• Quando é marcada uma falta ou é bola sai do campo, o jogo
recomeça com um lançamento fora da linha-limite mais
próxima (a não ser no caso de serem lances livres), ou a bola
é reposta em jogo no local onde saiu do terreno de jogo;
• O jogador que repõe a bola não pode pisar as linhas;
• Após a marcação de pontos, o jogo prossegue com um passe
realizado atrás da linha final do campo da equipa que
defende;
• Durante a reposição da bola, os adversários têm de estar a
mais de 1 metro de distância desse jogador.
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V- Ações técnicas do basquetebol
5.1.- O Lançamento:
• O lançamento é o gesto técnico que permite que a bola seja
enviada para o cesto e entre neste para obteres pontos.
• O lançamento pode ser executado em apoio ou em salto.
• Os principais tipos de lançamentos são:
➢ Lançamento parado (em apoio);
➢ Lançamento em suspensão;
➢ Lançamento na passada.
Lançamento parado (em apoio): Este lançamento efetua-se da
seguinte fora: encostamos a bola ao peito, de seguida estende-se
os braços para a frente com a extensão das pernas e do tronco.
Figura 12: Lançamento parado
Lançamento em suspensão: Este tipo de lançamento é parecido
com o lançamento em apoio, com a diferença de ser antecedido de
um salto. O lançamento deve ser executado no ponto mais alto do
salto.
Figura 13: Lançamento em suspensão 14
Lançamento na passada: Este lançamento efetua-se correndo
com a bola na mão em direção ao cesto. Chegando perto do cesto
damos 2 passes, dando o 2º passe saltamos com a perna contrária
á mão lançadora e encestamos.
Figura 14: Lançamento na passada
5.2.- O Passe:
• O passe é o elemento técnico que traduz de forma mais
objetiva a comunicação entre dois jogadores da mesma
equipa.
• Durante o jogo de basquetebol podem ser efetuados os
seguintes passes:
➢ Passe de peito;
➢ Passe picado;
➢ Passe de ombro;
➢ Passe por cima da cabeça.
Passe de peito: Normalmente é o passe mais utilizado em jogo.
Efetua-se fletindo os braços e depois esticando-os totalmente
fazendo com que a bola vá direcionada para o peito do colega.
Utiliza-se quando há espaço suficiente, e deve ser executado com
rapidez para criar uma situação vantajosa.
✓ Faz-se a partir da posição básica ofensiva e com o olhar fixo
para onde se quer passar a bola;
✓ A bola deve ser agarrada com as duas mãos;
✓ Pretende-se que ocorra uma extensão completa dos braços e
dedos na direção do alvo e as palmas das mãos devem ficar
viradas para fora – rotação externa dos pulsos;
✓ Dá-se o avanço de um dos apoios na direção do passe;
✓ A trajetória da bola deve ser retilínea e tensa.
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Figura 15: Passe de peito
Passe picado: Este passe efetua-se fazendo com que a bola bata
primeiro no chão e só depois se dirija para o colega. Utiliza-se
quando o defensor fecha a linha de passe direto, impedindo a
execução de passe de peito. Este tipo de passe tem algumas
semelhanças com o passe de peito, mas temos que ter em conta
que o alvo inicial é o solo e não o peito do colega como acontecia
no passe referido anteriormente. O ressalto da bola terá um objetivo
comum ao do passe de peito, isto é, a mão do colega ou as zonas
próximas do peito.
✓ Faz-se a partir da posição básica ofensiva e com o olhar fixo
para onde se quer passar a bola;
✓ A bola deve ser agarrada com as duas mãos à altura do peito,
dedos para cima, polegares na parte posterior da bola;
✓ Dá-se a extensão dos membros superiores na direção do solo
e para a frente;
✓ A bola ressalta no solo a 2/3 da distância a percorrer;
✓ Um dos apoios avança na direção do passe;
✓ Ocorre a rotação externa dos pulsos, ou seja, as palmas das
mãos ficam viradas para
✓ fora e os polegares a apontar para dentro e para baixo.
✓ É utilizado nas situações em que é necessário um passe mais
longo. É um tipo de passe com uma trajetória tensa, ou seja,
não faz arco.
✓ A bola é segura pelas duas mãos;
✓ O passe é efetuado com uma mão;
✓ Existe uma extensão do membro superior que executa o
passe, lateralmente;
✓ O impulso executado é feito apenas pelo pulso e dedos.
Figura 16: Passe picado
16
Passe de ombro: É usado quando existe um adversário entre dois
jogadores da mesma equipa, com um movimento para alcançar
longas distâncias. Para executar um passe de ombro, é preciso
levar a bola para trás e lançá-la jogando o corpo à frente. Para isso,
devem ser efetuados alguns passos:
✓ Levar o corpo para trás e, com os joelhos flexionados,
avançar o pé oposto à mão do passe e manter os ombros
virados para a lateral;
✓ Levar a bola ao lado da orelha, de forma a que o cotovelo
fique alinhado com o ombro;
✓ Lançar a bola, jogando o corpo para frente;
✓ Dar impulso com o pé de trás e, seguidamente, esticar o
braço para frente;
✓ No fim do movimento, o braço deve estar totalmente esticado
e os ombros na direção do companheiro que receberá o
passe.
Figura 17: Passe de ombro
Passe por cima da cabeça: A bola é agarrada acima da cabeça e
a ação mais importante é realizada através da flexão e rotação dos
pulsos e extensão dos dedos. Deve avançar-se um dos apoios.
Para que um passe sobre a cabeça seja bem executado, o jogador
deve ter atenção à posição da bola e ao lançamento.
Na execução desse passe, são seguidas estas etapas:
✓ A bola deve ser segurada pelas laterais e levada acima da
cabeça;
✓ Os punhos devem ser mantidos flexionados e os polegares
atrás da bola, para manter a bola protegida caso haja a
pressão de algum marcador;
✓ No momento de lançamento da bola, deve ser dado um passo
à frente, para equilibrar o corpo;
✓ No lançamento, os braços devem ser esticados na direção
onde a bola será jogada, utilizando os polegares para
empurrá-la;
✓ A bola deve ser solta com um giro curto dos punhos;
17
✓ Ao fim do movimento, as palmas das mãos devem estar
viradas para fora e os polegares apontados para baixo.
Figura 18: Passe por cima da cabeça
5.3.- O Drible:
• O drible é o gesto técnico que permite ao jogador de
basquetebol, deslocar-se com a bola pelo terreno de jogo.
• Um drible começa quando um jogador, tendo obtido a posse
da bola viva em campo a lança, bate, faz rolar ou dribla no
solo e lhe toca novamente antes que ela toque em qualquer
outro jogador em campo.
• Existem dois tipos de drible:
➢ Drible de progressão;
➢ Drible de proteção.
Drible de progressão: Este tipo de drible é utilizado
fundamentalmente para sair de uma zona congestionada. Tem
como objetivo garantir a posse de bola, procurando chegar o mais
rápido possível ao cesto adversário, utiliza-se para progredir no
terreno de jogo, geralmente quando não existe oposição.
Procedimento do drible de progressão:
✓ Drible pela cintura, ao lado e à frente do corpo;
✓ O que toca na bola e a controla são os dedos;
✓ Altura do ressalto da bola acima do nível da cintura.
Figura 19: Drible de progressão
18
Drible de proteção: Serve fundamentalmente para abrir linhas de
passe e para garantir a posse de bola. É um tipo de drible em que o
jogador tem de dar maior atenção à proteção da bola, visto que há
uma maior proximidade do defesa. Este tipo de drible caracteriza-se
por uma menor velocidade de deslocamento do jogador e por ser
mais baixo que o drible de progressão.
Procedimento do drible de proteção:
✓ Não olhar a bola mantendo a cabeça levantada;
✓ As pernas devem estar fletidas;
✓ A mão empurra a bola para o solo, acompanhando-a;
✓ Deve driblar-se com a mão mais afastada do defensor;
✓ A altura do ressalto da bola tem de ser abaixo da cintura;
✓ O braço livre protege a bola;
✓ Devemos deslocar-nos por deslizamento, sem cruzar os pés,
e utilizando uma das pernas para proteger a bola.
✓ Olhar dirigido para a bola;
✓ Movimento ao encontro da bola com os antebraços em
extensão completa;
✓ Mãos em forma de concha com os dedos bem afastados;
✓ Na situação de receção da bola, os braços fletem como que
absorvendo a energia que a bola possui aquando do passe.
Figura 20: Drible de proteção
19
5.4.- A Receção:
• A receção da bola tem como objetivo dar continuidade à ação
atacante através de uma circulação correta da bola;
• O jogador pode desmarcar-se do seu adversário, criando
linhas de passe com os membros da sua equipa;
• Quando a equipa tem a posse de bola, os jogadores sem
bola, devem movimentar-se rapidamente para novos espaços,
livres de adversários para assim abrirem mais linhas de passe
ofensivo e poderem criar situações favoráveis de finalização,
em vantagem numérica ou em vantagem de posição.
Figura 21: Receção
5.5.- A Desmarcação:
• A desmarcação representa um dos principais movimentos que
definem o trabalho do atacante sem bola, este tem de ter a
iniciativa tentando criar uma situação de vantagem perante o
defesa;
• Dar a entender ao adversário que vai prosseguir por um dos
lados;
• Desequilibrar o adversário para o lado que simulou;
• Ultrapassar o adversário pelo lado contrário, ou seja, a
mudança de direção;
• Aumento da velocidade de deslocamento, para surpreender o
adversário e ganhar vantagem na situação.
Figura 22: Desmarcação 20
5.6.- A Marcação:
• A marcação serve para se impedir o adversário direto de
receber a bola;
• Colocar-se entre o adversário e o cesto;
• Dificultar tanto a sua movimentação no campo como o passe
ou o lançamento;
• Acompanhar os deslocamentos do adversário;
• Se o adversário parar o drible, o jogador deve aumentar a
pressão, diminuindo a distância entre ele e o portador da bola.
Figura 23: Marcação
5.7.- Lançamento da bola ao ar:
• No lançamento da bola ao ar, o árbitro lança abola ao ar entre
os jogadores adversários;
• Esta deve ser tocada apenas pelas mãos de um ou dos dois
jogadores;
• Os dois jogadores que vão saltar devem ter os pés dentro da
metade do círculo que está mais próxima do cesto que
defendem;
• A bola é lançada na vertical entre os dois saltadores e só
pode ser tocada depois de atingir o seu ponto mais alto;
• Os outros jogadores devem permanecer do lado de fora do
círculo, até que a bola seja tocada;
• Os jogadores da mesma equipa não podem ocupar uma
posição, lado a lado, se um adversário desejar ocupar uma
dessas posições.
21
Figura 24: Lançamento da bola ao ar
5.8.- Reposição da bola em jogo:
• Quando a bola é reposta em jogo, após ter saído dos limites
do campo, deve-se seguir algumas regras como:
➢ A bola deve ser reposta em jogo por um jogador fora das
linhas limite, no local mais próximo onde o jogo foi
interrompido ou onde ocorreu uma infração às regras.
➢ Após a marcação de cesto, a bola deve ser reposta em jogo
por um jogador da equipa que sofreu cesto em qualquer ponto
da linha final.
➢ O jogador tem 5 segundos para repor a bola em jogo e os
adversários têm de estar a 1 metro de distância.
Figura 25: Reposição da bola em jogo
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5.9.- O lance livre:
• Os lances livres traduzem-se para lançamentos sem
marcação a partir de uma área delimitada para sua cobrança.
• Estes ocorrem quando um jogador recebe um contato no
momento do lançamento ou após ser esgotado o limite de
faltas coletivas de uma equipa.
• Os lances livres devem ser executados pelo jogador que
sofreu a falta. No caso de lesão ou abandono da partida, o
seu substituto direto deve realizar os lançamentos.
• Os vários jogadores, ocupando os respetivos espaços ao
longo da linha de marcação, não podem deixar os seus
lugares até que a bola saía das mãos do executante do lance
livre.
• Os jogadores não devem tocar a bola, na sua trajetória para o
cesto, até que esta toque no aro ou que seja evidente que não
o tocará.
Figura 26: Lance livre
23
VI- Material utilizado na modalidade
O basquetebol é uma das modalidades que mais exige preparo
físico e, por isso, é necessário também ter um bom
equipamento para a prática do mesmo.
Os equipamentos necessários para a boa prática deste desporto são:
• Suportes de tabelas, que terão:
➢ Tabelas;
➢ Cestas com aros (retráteis) e redes;
➢ Estruturas de suporte de tabelas incluindo
o acolchoamento;
• Bolas de basquetebol;
• Cronômetro de jogo;
• Placar;
• Dispositivos de vinte e quatro segundos
• Cronômetro ou dispositivo, de acordo com as
regras, para marcar o tempo dos tempos
debitados;
• Dois sinais distintos, separados e muito altos;
• Marcadores de faltas dos jogadores;
• Marcadores de faltas das equipas;
• Indicador do processo de posse alternada;
• Piso do jogo;
• Quadra do jogo;
• Iluminação apropriada.
24
VII- Curiosidades sobre o basquetebol
• O nome basquetebol vem do inglês “basketball”, que significa
literalmente "bola no cesto".
• Uma das maiores honras que um jogador, treinador, árbitro ou
qualquer pessoa associada ao basquetebol pode receber é
ser membro do Naismith Memorial Basketball Hall of Fame,
mais conhecido simplesmente como Hall of fam, ou "Salão da
Fama do Basquetebol". De 1959 a 2008, 285 indivíduos e seis
equipas foram homenageadas.
• A pontuação mais alta num jogo de basquetebol foi num jogo
internacional de veteranos nos Jogos Asiáticos (1982),
quando o Iraque venceu o Iémen por 251-33.
• O nome “basketball” foi dado por um aluno chamado Frank
Mahan. O primeiro nome sugerido foi “Naismithball”.
• Nos primeiros anos do basquete profissional, a media de
altura dos jogadores era 1,80 m. Hoje em dia, é de 2 m.
• Até 1992, o regulamento do basquete nos Jogos Olímpicos
excluía a participação de times profissionais, o que deixava os
jogadores da NBA fora da competição
Figura 27: Emblema da NBA
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VIII- Plano do Aula
UNIDADE DIDÁCTICA: Material: 10 bolas de Basquetebol, pinos, cones, marcadores e coletes
Basquetebol Aula da U.D. nº 6-11 Turma: H Local: Esp 3 da Escola
Secundária de V.R.S.A.
FUNÇÃO DIDÁCTICA: Aula n.º: 37 Ano: 12º Data: 10/02/2021
Exercitação, consolidação, N.º de alunos: 20 Hora: 11:10 – 12:55
estabilização e procedimento
de alguns gestos técnicos da Duração: 90 mins
modalidade do basquetebol.
Objetivo geral da Aula: Apropriação de rotinas de aula; Revisão do drible, consolidação e aperfeiçoamento
do passe de peito, passe picado, desmarcação, marcação, ressalto, lançamento na passada e passe e corta.
Jogo Formal.
Parte Conteúdos Objetivos Específicos Descrição do exercício
-Marcar presenças e fazer a explicação dos 5’
conteúdos, objetivos e expectativas da aula;
- Ex. 1- Corrida contínua dos alunos à volta da
pista exterior. 10’
-Aquecimento Geral; -Marcar presença;
Inicial
-Mobilização articular -Corrida;
e muscular.
- Ex. 2- Os alunos com colete apanham os
-Jogo da apanhada. que não têm colete. Quando um aluno sem
colete é tocado por um aluno com colete, o
colete é passado para ele e, seguida, começa 10’
a apanhar os alunos sem colete.
T:
25’
26
Ex.3- Duas filas em cada duas tabelas de 20’
basquetebol, onde os alunos realizam drible
-Consolidação do
de progressão em várias direções. No final de
drible de progressão,
contornarem os cones ou lançam em apoio ou
drible ofensivo e na passada.
defensivo;
.
Variantes:
-Combinações diretas Drible com mão direita
com os colegas; Drible com mão esquerda
Lançamento na passada
-Assumir uma posição Lançamento em apoio
de recuperação de Corta e passa
bola assim que o Situações de 1x1
colega lance ao cesto; -Passe;
-Receção;
-Drible;
-Lançamento em
-Lançamento;
apoio e na passada; -Ressaltos;
-Passa e corta;
-Posicionamento -Desarme;
Fundamental
quando recebe abola -Combinações;
-Posição básica
ou a vai passar a um
defensiva;
colega de equipa;
-Consolidação do
passe e corta e
possível roubo de
bola; Ex. 4- 3x3, saí uma equipa de 3 em posse de
bola e a outra sem posse estando por isso em 20’
-Ocupação racional do -Transição para situação defensiva, se a equipa em posse de
espaço de jogo; defesa-ataque. bola marcar fica no terreno, mas passa a
defender, se perder a posse de bola saí logo
e entra outra equipa a defender.
-No passe e corte ter
a noção de
desmarcação para o
cesto;
-Na realização de jogo
formal, consolidar
todos os conteúdos
abordados
anteriormente.
T:
40’
27
-Os alunos formam Ex. 5- jogo de 5x5, em sistema de 20’
equipas e, em seguida, minitorneio, funcionando 1 campo de
iniciam um minitorneio basquetebol.
de basquetebol;
- São feitos os
deslocamentos e são
adotadas estratégias
-Iniciação do jogo de durante o jogo;
basquetebol;
-Alongamentos
Final
musculares
adequados aos
exercícios realizados
na aula
-Execução dos
-Para finalizar a aula, os alunos realizam os
alongamentos por 5’
alongamentos e ouvem as considerações
parte dos alunos.
finais da aula, por parte do professor.
T:
25’
28
Conclusão
Tendo sido criado no séc. XIX e no séc. XX em Portugal, o
basquetebol tornou-se uma modalidade de destaque no mundo do
desporto. As suas características e ações técnicas fazem deste
desporto uma das primeiras modalidades com violência reduzida.
Com milhares de atletas hoje em dia, o basquetebol é atualmente o
segundo desporto mais praticado em Portugal, depois do futebol.
Será que este irá ser alguma vez ultrapassado pelo basquetebol?
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Bibliografia / Webg rafia
• https://pt.wikipedia.org/wiki/Basquetebol
• https://pt.slideshare.net/smigano/basquetebol-20154910
• http://josecamacho05c.blogspot.com/2011/05/tipos-de-lancamento.html
• https://observador.pt/2016/11/25/o-lancamento-de-basquetebol-mais-alto-do-
mundo-foi-feito-a-180-metros/
• https://notapositiva.com/basquetebol-3/
• http://tpcs-andreia.blogspot.com/2008/12/regras-do-basquetebol.html
• https://jogapedro.webnode.pt/products/basquetebol/
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