Mestrado em Ensino da Educação Física nos Ensinos
Básico e Secundário
2º Ano – 1º Semestre
Unidade Didática - Basquetebol
Ano letivo 2023/2024
Índice
Introdução ................................................................................................................3
Enquadramento teórico ............................................................................................4
História do Basquetebol .................................................................................................4
O basquetebol em Portugal ............................................................................................ 4
Organização da modalidade .....................................................................................5
Valor Formativo........................................................................................................9
Análise das Condições de Aprendizagem .................................................................10
Níveis de desempenho ............................................................................................11
Temas e conteúdos a lecionar .................................................................................13
a. Gestos técnicos......................................................................................................... 13
• Posição básica ofensiva (posição tripla ameaça .......................................................... 15
• Posição básica defensiva ............................................................................................ 15
• Drible de progressão .................................................................................................. 16
Progressões Pedagógicas ........................................................................................21
Áreas de competência.............................................................................................22
Avaliação Formativa Inicial .....................................................................................38
Resultados da Avaliação Formativa Inicial ..................................................................... 24
Grelha da Avaliação Formativa Inicial - Apresentação de resultados .............................. 25
Relatório da Avaliação Formativa Inicial ........................................................................ 40
Extensão e Sequenciação de Conteúdos ..................................................................40
Avaliação ...............................................................................................................42
Avaliação Formativa ..................................................................................................... 42
Relatório da Avaliação Formativa Formal ...................................................................... 30
Avaliação Sumativa ...................................................................................................... 44
Grelha da Avaliação Sumativa....................................................................................... 31
Relatório da Avaliação Sumativa ................................................................................... 46
Reflexão final .........................................................................................................46
Referências Bibliográficas .......................................................................................47
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Introdução
O presente trabalho foi desenvolvido no âmbito do Estágio Pedagógico do
Mestrado em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário (MEEFEBS),
da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra,
tendo como finalidade a construção da unidade didática de Basquetebol da turma do 8ºE,
no ano letivo de 2023/2024.
As unidades de ensino são uma estrutura essencial no processo de planeamento,
uma vez que a preparação das mesmas requer uma análise contínua sobre os objetivos
pretendidos a serem alcançados de aula em aula, com vista ao cumprimento dos objetivos
do currículo (como destacado por Siedentop, 1998). É imperativo que os objetivos se
encontrem claramente definidos desde o início de cada unidade de ensino.
No entanto, estas unidades de ensino são documentos flexíveis, permitindo ajustes
quando necessário, principalmente com base nos resultados da avaliação formativa. Desta
forma, é possível efetuar adaptações sempre que se justifique para assegurar que os alunos
evoluam de acordo com as metas estabelecidas.
Com base no Programa Nacional de Educação Física (PNEF) do 3º ciclo e no
Plano Anual da turma 8ºE, foi elaborado este documento com os seguintes objetivos:
caracterizar e estruturar os conhecimentos da matéria, bem como os recursos disponíveis
na escola para a sua abordagem; analisar os dados relativos à avaliação formativa inicial;
explorar os objetivos e conteúdos selecionados para as aulas e a sua sequência ao longo
do período; examinar as estratégias de ensino para abordar as aulas e os conteúdos da
unidade didática; detalhar os procedimentos, instrumentos e momentos de avaliação da
unidade didática; descrever as progressões pedagógicas utilizadas para praticar os
conteúdos; e, por fim, realizar uma reflexão final sobre a unidade didática.
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Enquadramento teórico
História do Basquetebol
O basquetebol foi criado no ano de 1891 pelo professor de Educação Física
originário do Canadá James Naismith. O desporto urge na necessidade de criar
alternativas a jogos praticados no exterior como o basebol e o futebol. O primeiro jogo
oficial de basquetebol decorreu no ano de1892, e teve um publico com cerca de 200
pessoas. O jogo criado por Naismith Curioso começou a ser jogado com uma bola
semelhante à de futebol. Apenas em 1984 a empresa Massachusetts criou a bola de
basquetebol tal como nós conhecemos atualmente.
Tornou-se modalidade olímpica, sendo a sua estreia nos Jogos Olimpos de Verão,
na Alemanha, em 1936. Foi através da inserção do basquetebol nos Jogos Olímpicos que
existiu a disseminação do basquetebol para o resto do mundo.
Presentemente, a FIBA (Federação Internacional de Basquetebol) gere o
basquetebol a nível internacional e conta com cerca de 200 países filiados. A FIBA foi
fundada em 1932 e a sua sede está localizada em Genebra, na Suíça.
O Basquetebol em Portugal
O Basquetebol surge em Portugal no ano de 1913 pelo professor de Educação
Física Rodolfo Horney (suíço) que lecionou aulas em lisboa durante 12 anos. O ensino
desta matéria começou em Lisboa pelo professor Horney aos frequentadores do ginásio
da Associação Cristã da Mocidade, O Triangulo Vermelho Português.
A expansão e divulgação da modalidade foi conseguida através da tradução do
livro de regras de inglês para português o que facilitou ao povo lusitano conhecer as regras
da modalidade e praticá-lo de forma correta, conforme as regras especificas da
modalidade. Em Coimbra, a divulgação do Jogo foi iniciada pelo secretario William
Stallings que substituiu em 1917 o fundador da Associação Cristã dos Estudantes de
Coimbra, Nyron Clark, passando este a exercer o mesmo cargo na ACM do Porto onde
implantou a modalidade. O primeiro campeonato de basquetebol de que temos
conhecimento, que se realizou em Portugal, disputou-se no ano de 1921, entre as várias
unidades que se agrupavam no campo Entrincheirado de Lisboa e que se dedicavam com
entusiasmo á pratica do jogo.
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Organização da modalidade
O Basquetebol é um jogo desportivo coletivo, jogado por duas equipas de cinco
jogadores cada, perfazendo um total de 10 jogadores em campo, onde o objetivo de cada
equipa é converter o máximo de pontos no cesto adversário, evitando que a outra equipa
converta pontos no seu próprio cesto, envolvendo, portanto, uma estrutura ofensiva e
outra defensiva. A equipa vencedora é a que converte o maior número de pontos no final
do tempo de jogo. O jogo é regulado pelos árbitros, oficiais de mesa e um comissário, se
presente.
O Objetivo do jogo passa por introduzir a bola no cesto da equipa adversária e
simultaneamente, evitar que esta seja introduzida no próprio cesto, respeitando as regras
do jogo. A equipa que obtiver mais pontos no fim do jogo vence.
Limites do campo:
O terreno de jogo deve apresentar uma superfície plana, dura e livre de obstáculos
com as dimensões de 28 metros de comprimento por 15 metros de largura, limitado por
duas linhas laterais e duas linhas finais. Contém uma zona de defesa e outra zona de
ataque, com dois cestos colocados na zona central das duas linhas de fundo.
Contém duas linhas de 3 pontos, duas áreas restritivas, ambas incluindo uma linha
de lance livre, e uma linha de meio-campo. A linha de 3 pontos é delimita a área de cesto
de campo em que cada cesto vale três pontos. A linha de lance livre é marcada
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paralelamente à linha final, a uma distância de 5,80m e apresenta um comprimento de
3,60m. A área restritiva é o retângulo que fica junto de cada cesto, limitado pela linha
final, linha de lance livre e pelas linhas que unem a linha final às extremidades da linha
de lance livre.
A área de cada campo de jogo, com exceção da área mais próxima do cesto
adversário, delimitada por duas linhas paralelas que se prolongam perpendicularmente da
linha final e por um arco de 6,75m de raio.
A zona de defesa de uma equipa consiste na zona que engloba o seu próprio cesto,
a parte interior da tabela, e essa parte com campo delimitada pela linha final atrás do seu
cesto, as linhas laterais e a linha central. A zona de ataque de uma equipa consiste na zona
que engloba o cesto da equipa adversária, a parte interior da tabela, e a parte do campo
delimitada pela linha final atrás do cesto adversário, as linhas laterias e o bordo interior
da linha central mais próximo do cesto adversário.
Cada equipa é constituída por cinco jogadores titulares (em campo) e sete
jogadores suplentes (um máximo de 12 jogadores que vão a jogo). Cada jogador,
conforme a zona do campo que ocupa e funções que assume, apresenta uma designação
diferente.
A equipa de arbitragem é constituída por:
Dois árbitros: Têm como funções controlar o jogo, assinalando qualquer tipo de
infração existente, assim como vigiar a conduta dos jogadores;
Marcador: Tem como função registar tanto os pontos efetivos das equipas como
as suas faltas (técnicas ou pessoais), como também as anuncia aos árbitros principais;
Cronometrista: Tem o papel de controlar o tempo de jogo segundo o estabelecido
pelas regras (4 períodos de 10 minutos). Deve, por sua vez, controlar os 24 segundos e 14
segundos que cada equipa tem disponível para atacar, e também os 8 segundos que cada
equipa tem para ultrapassar a linha do meio-campo, ou seja, para se deslocar para a meio-
campo ofensivo;
Comissário: O seu principal objetivo durante o jogo é supervisionar o trabalho
dos oficiais de mesa e ajudar os árbitros para que o jogo decorra de forma regrada e
normal.
Jogo:
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Consistem em 4 períodos de 10min cada, com duas partes que são separadas por
15 min de intervalo. Um jogo nunca pode acabar empatado e, se no final do quarto
período, se constatar um empate, o jogo deve continuar por tantos períodos suplementares
de 5min quantos os necessários para anular o empate, até se verificar uma desigualdade
pontual.
O jogo inicia-se com o lançamento da bola ao ar, no círculo central, por um dos
árbitros principais. Cada equipa coloca-se na sua metade do campo, fora do círculo
central, com exceção dos saltadores (um de cada equipa) que tentarão, ao saltar na disputa
da bola, tocar na bola para passar para os colegas de equipa, sem agarrar a mesma, a bola
só pode ser tocada depois de atingir o ponto mais alto. Os restantes jogadores têm de se
colocar fora do círculo central.
Podemos constatar também que as regras se dividem em regras quantitativas e regras
qualitativas.
- Regras quantitativas:
Pontuação:
- Lance livre: O lance livre deve ser realizado atrás de uma linha, denominada “foul line”,
que fica a uma distância de 5,8 metros da linha de fundo e 4,6 metros da tabela.
Cada lance livre convertido equivale a um ponto para a equipa.
– Cesto de 2 pontos: durante o jogo, qualquer lançamento que seja realizado dentro da
área dividida pela “linha de três pontos” e seja convertido.
– Cesto de 3 pontos: durante o jogo, qualquer lançamento que seja realizado atrás da
“linha de três pontos” e seja convertido.
Tempo:
Regra dos 3 segundos: um jogador não pode ficar na área restrita do garrafão sem bola
por mais de 3 segundos;
Regra dos 5 segundos: um jogador com bola que esteja a ser marcado por um adversário
não pode segurar a bola mais de 5 segundos consecutivos sem tentar driblar ou passar a
bola;
Regra dos 8 segundos: A equipa com a posse de bola na sua metade defensiva do campo
tem 8 segundos para avançar até á metade ofensiva;
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Regra dos 24 segundos: A equipa que com posse de bola tem até 24 segundos para lançar
a bola ao cesto.
- Regras qualitativas:
As faltas e as diferentes qualificações e infrações:
- Um bloqueio é uma tentativa de atrasar ou impedir um adversário sem bola de alcançar
uma posição pretendida no campo de jogo.
O bloqueio é legal quando o jogador que bloqueia um adversário:
• Estava parado (dentro do seu cilindro) quando ocorreu o contacto.
• Tinha os dois pés no solo quando ocorreu o contacto.
O bloqueio é ilegal quando o jogador que bloqueia um adversário:
• Está em movimento quando ocorre o contacto.
Se o bloqueio é estabelecido dentro do campo de visão de um adversário parado (frontal
ou lateral), o bloqueador pode estabelecer o bloqueio tão próximo dele quanto deseje,
desde que não haja contacto.
- Carga (Falta Ofensiva): Contacto ilegal com ou sem bola empurrando o defesa em
direção ao tronco do adversário.
Obstrução: Contacto ilegal que impede a progressão do adversário com ou sem bola.
(Exemplo: bloqueio em movimento)
- Áreas de semicírculo de não carga: Em qualquer jogada de penetração na direção da
área de semicírculo de não carga, qualquer contacto provocado por um jogador atacante
em suspensão sobre um jogador defensor que está dentro da área de semicírculo de não
carga, não deverá ser sancionado como falta ofensiva.
- Contacto com um adversário com a(s) mão(s) e/ou braço(s): Tocar um adversário com
a(s) mão(s) não é necessariamente, por si só, uma falta.
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- Passos: um jogador com posse de bola não pode caminhar segurando a mesma nas mãos.
Da mesma forma, não pode retirar os dois pés do chão simultaneamente, simulando um
lançamento.
- Dribles: Após receber um passe, o jogador pode segurar a bola com as duas mãos,
driblando-a e segurá-la novamente com as duas mãos. Caso ele volte a driblar será apitado
dribles. Da mesma forma, que não se pode driblar com as duas mãos ao mesmo tempo.
- Falta Técnica: Falta de um jogador sem contacto, de natureza comportamental.
Falta Antidesportiva: é uma falta por contacto de um jogador que, no entender do árbitro,
não é uma tentativa legítima de diretamente jogar a bola dentro do espírito e intenção das
regras.
Valor Formativo
O Basquetebol é um dos desportos no qual o sucesso assenta no conceito de
equipa, cumprido por jogadores que interpretam o jogo como um todo, ofensiva e
defensivamente. É uma modalidade caracterizada pela constante relação cooperação
versus oposição, com ações ofensivas e defensivas ocorrendo continuamente. Deste
modo, os sistemas de colaboração ofensivos e defensivos exigem uma comunicação
eficaz entre os jogadores e um reconhecimento rápido e correto das situações de jogo,
devido à extrema velocidade de mudança do fenómeno (Messina, 2005, citado por
Altavilla & Raiola, 2015).
É um desporto que depende da situação momentânea, ou seja, não é possível
predeterminar as ações que ocorrerão no desenvolvimento do jogo (Altavilla & Raiola,
2015). Logo, é imprevisível e incerto, onde as situações mudam rápida e continuamente
em função tanto do comportamento tático e movimentação dos colegas de equipa, como
dos adversários. Assim, as decisões/escolhas ofensivas e defensivas são sempre
determinadas pelo comportamento do adversário, exigindo, portanto, leituras constantes
e inteligência tática da parte dos jogadores, onde é requerida uma interpretação inteligente
de conhecimento técnico e tático do jogo (Altavilla & Raiola, 2015), bem como a
capacidade técnica e tática de se adaptar às situações que o jogo apresenta e encontrar a
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solução adequada para um determinado problema (Altavilla & Raiola, 2015),
evidenciando tomadas de decisão constantes.
Em termos psicológicos, o basquetebol traz contribuições educativas especiais no
desenvolvimento multilateral e na educação da personalidade de um indivíduo. Entre
estes pode-se destacar a educação do espírito solidário (coletivo, de equipa), do espírito
organizacional e da disciplina consciente. Além disso, deve-se destacar também a
contribuição da prática do basquetebol no desenvolvimento e educação da iniciativa e
vontade de superar adversidades.
O basquetebol também desenvolve qualidades móveis, onde os sistemas muscular
e tecidual, cardiovascular e respiratório são fortemente influenciados. Além disso, o
basquetebol exige habilidade, coordenação, velocidade, expansão, agilidade e
versatilidade, qualidades que podem ser aprimoradas com a prática do jogo, repetições
das execuções técnicas dentro dos exercícios pré-táticos e das inúmeras táticas individuais
e coletivas. A motilidade reivindica e também desenvolve as características técnicas e
táticas do jogo, contribui maciçamente para o desenvolvimento das habilidades motrizes
básicas, um dos principais objetivos da educação física escolar - respetivamente correr,
saltar, lançar - pois as referidas habilidades são de longe as bases da técnica de
basquetebol (Negulescu, 2002, citado por Moldovan, 2015).
Análise das Condições de Aprendizagem
a. Recursos Humanos
Para a unidade didática de Basquetebol, prevê-se que estejam presentes 20
alunos da turma do 8ºE em todas as aulas, sendo que dos alunos 12 são do sexo
feminino e a 8 do sexo masculino.
Serei a responsável pela lecionação das aulas, como professora estagiária,
sob supervisão do professor Orientador do Estágio Pedagógico. Conto ainda com
a presença de alguns colegas estagiários que observam as aulas ao longo de toda
a unidade didática.
b. Recursos Espaciais
As aulas de Basquetebol são lecionadas no pavilhão que é, normalmente,
ocupado apenas por uma turma. Este espaço possui 2 tabelas de basquetebol nas
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linhas finais de campo e ainda é possível adicionar 2 cestos de corfebol para uma
maior de opção relativamente a exercícios.
c. Recursos Materiais
A escola possui os equipamentos necessários à realização das aulas, sendo eles:
• Bolas de Basquetebol
• 2 Tabelas de Basquetebol
• 2 cestos de Corfebol
d. Recursos Temporais
As aulas de Educação Física da turma do 8ºE têm lugar às segundas, terças e as
quartas-feiras das 11h40 às 12h30. Assim sendo conto com 3 aulas semanais de 50
minutos cada, contudo o tempo útil de aula contabiliza apenas 35 minutos.
O tempo estipulado para esta unidade didática é de quatro semanas, totalizando
um conjunto de 12 aulas.
Níveis de desempenho
Os níveis de desempenho estão enquadrados entre os objetivos específicos e as
competências prioritárias da modalidade. Devem ser dados a conhecer aos alunos, para
que se saibam situar em relação ao seu progresso.
O Basquetebol é proposto no 1º ciclo em forma de jogos pré-desportivos,
preparando as bases para no 2º ciclo de estudos, iniciar a prática de jogo formal, sendo
uma das matérias nucleares lecionadas ao longo do percurso escolar na disciplina de
Educação Física. Esta modalidade é uma mais-valia para o desenvolvimento global, para
a habilidade de posicionamento e para a adaptação às trajetórias da bola, sendo também
de referir que é um excelente meio de aperfeiçoamento do controlo motor.
Assim, para o conteúdo programático de Basquetebol do 8º ano, estabelece-se os
seguintes objetivos:
O aluno:
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1. Coopera com os companheiros, quer nos exercícios, quer no jogo, escolhendo as ações
favoráveis ao êxito pessoal e do grupo, admitindo as indicações que lhe dirigem,
aceitando as opções e falhas dos seus colegas e dando sugestões que favoreçam a sua
melhoria.
2. Aceita as decisões da arbitragem, identificando os respetivos sinais, e trata com igual
cordialidade e respeito os companheiros e os adversários, evitando ações que ponham em
risco a sua integridade física, mesmo que isso implique desvantagem no jogo.
3. Conhece o objetivo do jogo, a função e o modo de execução das principais ações
técnico-táticas e as regras: a) formas de jogar a bola, b) início e recomeço do jogo, c) bola
fora, d) passos, e) dribles, f) bola presa, g) faltas pessoais e h) três segundos, adequando
as suas ações a esse conhecimento.
4. Em situação de jogo 5 x 5, coopera com os companheiros para alcançar o objetivo do
jogo o mais rápido possível:
4.1.Logo que a sua equipa recupera a posse da bola, em situação de transição defesa-
ataque:
4.1.1. Desmarca-se oportunamente, para oferecer uma linha de primeiro passe ao jogador
com bola e, se esta não lhe for passada, corta para o cesto.
4.1.2. Quando está em posição de linha de segundo passe e o colega da primeira linha
cortou para o cesto (ou na sua direção), oferece linha de primeiro passe ao portador da
bola.
4.1.3. Durante a progressão para o cesto, seleciona a ação mais ofensiva: - Passa a um
companheiro que lhe garante linha de passe ofensiva ou, - Progride em drible,
preferencialmente pelo corredor central (utilizando, se necessário, fintas e mudanças de
direção e ou de mão, para se libertar do seu adversário direto), para finalizar ou abrir linha
de passe.
4.2. Ao entrar em posse da bola, enquadra-se em atitude ofensiva básica, optando pela
ação mais ofensiva:
4.2.1. Lança, se tem ou consegue situação de lançamento, utilizando o lançamento na
passada ou de curta distância de acordo com a acção do defesa.
4.2.2. Liberta-se do defensor (utilizando se necessário fintas e drible), para finalizar ou,
na impossibilidade de o fazer, passar a bola com segurança a um companheiro.
4.2.3. Passa, se tem um companheiro desmarcado em posição mais ofensiva, utilizando a
técnica mais adequada à situação, desmarcando-se de seguida na direção do cesto e
repondo o equilíbrio ofensivo, se não recebe a bola.
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4.3. Se não tem bola, no ataque:
4.3.1. Desmarca-se em movimentos para o cesto e para a bola (trabalho de receção),
oferecendo linhas de passe ofensivas ao portador da bola.
4.3.2. Aclara, em corte para o cesto: - Se o companheiro dribla na sua direção, deixando
espaço livre para a progressão do jogador com bola, - Se na tentativa de receção não
consegue abrir linha de passe.
4.3.3. Participa no ressalto ofensivo procurando recuperar a bola sempre que há
lançamento.
4.4. Logo que perde a posse da bola, assume de imediato atitude defensiva acompanhando
o seu adversário direto (defesa individual), procurando recuperar a posse da bola o mais
rápido possível:
4.4.1. Dificulta o drible, o passe e o lançamento, colocando-se entre o jogador e o cesto
na defesa do jogador com bola.
4.4.2. Dificulta a abertura de linhas de passe, colocando-se entre o jogador e a bola, na
defesa do jogador sem bola.
4.4.3. Participa no ressalto defensivo, reagindo ao lançamento, colocando-se entre o seu
adversário direto e o cesto.
5. Realiza com correção e oportunidade, no jogo e em exercícios critério, as ações
referidas no programa Introdução e ainda: a) fintas de arranque em drible, b) receção-
enquadramento, c) lançamento em salto, d) drible de progressão com mudanças de
direção pela frente, e) drible de proteção, f) passe com uma mão, g) passe e corte, h)
ressalto, i) posição defensiva básica, j) enquadramento defensivo e em exercícios
critério, l) mudanças de direcção entre pernas e por trás das costas, m) lançamento
com interposição de uma perna e n) arranque em drible (direto ou cruzado).
Temas e conteúdos a lecionar
a. Gestos técnicos
• Pega da bola
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A pega correta da bola permite que o jogador esteja numa posição ofensiva básica
em que rapidamente pode passar, driblar ou lançar ao cesto, mediante a atitude (posição)
do defesa.
Componentes críticas:
- Colocação das mãos ligeiramente recuadas na parte posterior da bola;
- Dedos indicadores e polegares formam um “W”, ficando os polegares atrás da bola;
- Dedos afastados e em extensão, não estando a palma da mão em contacto com a bola;
- Bola ao nível da cintura, com cotovelos junto do tronco;
- Levantamento do olhar.
Erros mais comuns:
- Palma das mãos toca na bola;
- Dedos colocados nos hemisférios laterais da bola;
- Olhar dirigido para a bola;
- Colocação da bola ao nível da cabeça.
• Receção
A receção permite que todos os atletas estejam ativos para receber qualquer tipo
de passe.
Componentes críticas:
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Ir ao encontro da bola com as duas mãos;
Olhar dirigido para a bola até ao seu contacto;
Dedos afastados e em extensão direcionados para a bola;
Membros superiores em extensão até ao contacto com a bola;
No momento de contacto com a bola estes devem realizar uma flexão, diminuindo a
velocidade da bola.
Erros mais comuns:
Esperar pela bola, não indo ao seu encontro;
Pouca extensão seguida de flexão dos membros superiores.
• Posição básica ofensiva (posição tripla ameaça)
Permite que o atleta tome uma das três decisões possíveis, sendo elas, passar,
driblar ou lançar ao cesto, após uma análise da posição ou atitude do adversário,
mantendo-se sempre numa posição equilibrada, permitindo a preparação para a realização
de todas as ações ofensivas.
Componentes críticas:
Apoios à largura dos ombros com o peso distribuído pelos dois membros inferiores;
Membros inferiores semi-fletidos;
Tronco ligeiramente inclinado para a frente;
Pega da bola correta em “T”;
Cabeça levantada com o olhar dirigido para o jogo.
Erros mais comuns:
Pega incorreta da bola;
Membros inferiores demasiado fletidos ou em extensão;
Apoios unidos;
Olhar dirigido para o chão.
• Posição básica defensiva
Permite que o atleta esteja preparado para iniciar o deslocamento defensivo em
qualquer direção, mediante a tomada de decisão do adversário, impedindo que o opositor
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direto progrida em drible em direção ao cesto, ou que se desmarque para receber a bola
(opositor sem bola).
Componentes críticas:
Apoios à largura dos ombros;
Peso distribuído pelos dois apoios, na parte anterior do pé;
Membros inferiores ligeiramente fletidos;
Tronco ligeiramente inclinado para a frente;
Membros superiores semi-fletidos, com as palmas das mãos viradas para frente e os
dedos bem afastados;
Olhar dirigido para a bola ou centro de gravidade do adversário.
Erros mais comuns:
Membros inferiores em extensão;
Apoios juntos;
Tronco numa posição ereta.
• Drible de progressão
Permite que o jogador se desloque e progrida em campo, mantendo a posse da
bola.
Componentes críticas:
Bola impulsionada para a frente (progressão rápida) pela flexão e extensão do membro
superior, podendo dar vários passos entre cada ressalto da bola no solo;
Posição mais elevada do corpo, ligeiramente inclinado à frente;
Driblar ao nível da cintura;
Empurrar a bola à frente do corpo, do lado da mão que executa o dribla;
Empurrar as "costas" da bola;
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Cabeça levantada e olhar dirigido para a frente (libertar o olhar da bola), sem perder o
controlo da bola - a bola deve ser controlada através do tato, para que o jogador tenha
uma visão global do jogo.
Erros mais comuns:
Drible acima da cintura;
Palma da mão em contato com a bola;
Olhar dirigido constantemente para o chão;
Empurrar a “cabeça” da bola, tendo como consequência provocar um drible alto e ao
lado do corpo.
Passe de peito
O passe de peito permite a passagem da bola em distância curtas, médias e até
longas entre os atletas de uma equipa.
Componentes Críticas:
- Posição básica ofensiva;
- Pega da bola em W à altura do peito com da saída da barriga (depois de desfazer a
posição ofensiva básica);
- Bola controlada por pega em W (palmas da mão não tocam na bola) e dedos afastados;
- Peso do corpo distribuído pelos 2 apoios (1 ligeiramente mais avançado);
- Extensão dos braços com inclinação do tronco à frente e avanço do membro inferior
(movimento no sentido da trajetória da bola);
- Impulso final: pulsos e dedos concluem o trabalho de extensão dos braços com rotação
para fora e avanço da perna (anca) mais avançada.
Erros mais comuns:
- Membros inferiores em extensão;
- Palmas das mãos em contacto com a bola na pega;
- Extensão incompleta dos braços;
- Não realizar o avanço da perna (anca) no momento da extensão dos membros superiores
- Não realizar o passe dirigido para o alvo.
Passe picado
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O passe picado permite a passagem da bola entre uma equipa, tocando em
primeiro no solo antes de chegar ao recetor. Normalmente é utilizado no passe da bola
em distâncias curtas.
Componentes Críticas:
- Colocar os cotovelos junto ao corpo;
- Avançar um dos apoios a partir da anca;
- Executar um movimento de repulsão com os braços;
- Executar rotação dos pulsos;
- Após passe, ficar com as palmas das mãos viradas para fora e os polegares a apontar
para dentro e para baixo;
- Dirigir o passe para o solo e para a frente.
Erros mais comuns:
- Membros inferiores em extensão;
- Palmas das mãos em contacto com a bola na pega;
- Ressalto de bola é feito muito perto do passador;
- Extensão incompleta dos membros superiores;
- Não acompanhar o movimento dos braços com o avanço da perna (anca).
Rotação sobre um apoio (pé eixo)
A rotação sobre um apoio (pé eixo) permite ao atleta enquadrar-se com o cesto,
simulando fintas e passes.
Componentes Críticas:
- Ter uma postura equilibrada;
- Na paragem a dois tempos o pé eixo é sempre o segundo apoio a tocar no solo;
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- Na paragem a um tempo pode ser utilizado qualquer apoio como pé eixo;
- Colocar o peso do corpo sobre o pé eixo;
- Rodar sobre o mesmo para a frente ou para trás.
Erros mais comuns:
-Determinação errada do pé eixo;
- Distribuição do peso do corpo sobre o pé livre;
- Membro inferior em extensão;
- Trocar de pé eixo a meio da rotação;
- Dar mais que dois passos.
Drible de progressão
O drible de progressão permite ao aluno avançar no campo com a bola.
Componentes Críticas:
- Posição do corpo mais elevada;
- Cabeça levantada e olhar dirigido para o cesto;
- Bola impulsionada para o solo através da flexão dos dedos em contato com a bola;
- Altura do ressalto da bola ao nível da cintura;
- Mão com os dedos afastados (contato com os dedos e nunca com a palma da mão);
- Bola à frente e ao lado do corpo.
Erros mais comuns:-
- Contacto com a bola é feito com a palma da mão e exageradamente ao lado e atrás da
cintura pélvica;
- Não há flexão do pulso;
- Olhar dirigido para a bola;
- Altura do ressalto demasiado alta.
Drible de proteção
Ano letivo 2023/2024
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O Drible de proteção permite ao atleta progredir no campo mantendo a posse de
bola.
Componentes Críticas:
- Pernas fletidas;
- Mão empurra a bola para o solo, acompanhando-a;
- Driblar com a mão mais afastada do defensor;
- Altura do ressalto da bola abaixo da cintura;
- Braço livre protege a bola;
- Deslocamento por deslizamento, sem cruzar os pés, e utilizando uma das pernas para
proteger a bola.
Erros mais comuns:
- Contacto com a bola é feito com a palma da mão e exageradamente ao lado e atrás da
cintura pélvica;
- Não há flexão do pulso;
- Olhar dirigido para a bola;
- Altura do ressalto demasiado alta;
- Membros superiores livres e relaxados.
- Não proteger a bola com o braço livre;
Lançamento na passada
O lançamento na passada permite que o atleta consiga realizar o lançamento o
mais próximo do cesto.
Componentes Críticas:
- Primeiro apoio mais longo com o pé dominante e elevação do joelho;
- Segundo apoio mais curto com o pé não dominante;
- Transformar velocidade horizontal em velocidade vertical, levando a bola para cima da
cabeça, juntamente com elevação do joelho da perna dominante;
- Controlar a bola com as duas mãos;
- Mão dominante atrás da bola (costas da mão voltadas para o lançador);
- Mão não dominante suporta a bola;
Ano letivo 2023/2024
20
- Lançamento da bola à tabela através da rápida extensão da mão e dedos;
- Flexão do pulso.
Erros mais comuns:
- Corrida em drible de frente para o cesto;
- Troca dos apoios;
- Não há alinhamento de todos segmentos corporais;
- Lançamento com as duas mãos;
- Membro superior “lançador” em flexão;
- Extensão do pulso;
- Receção ao solo à frente do último apoio da fase de chamada.
Lançamento em apoio
O lançamento em apoio permite ao atleta lançar ao cesto.
Componentes Críticas:
- Partir da posição básica ofensiva, mantendo o olhar dirigido para o cesto;
- Segurar a bola com as duas mãos, devendo a mão que lança ficar por trás com os dedos
afastados;
- Posicionar de lado a mão de apoio na bola;
- Colocar o cotovelo por baixo da bola, formando um ângulo de 90 graus;
- Elevar a bola acima do nível da cabeça (ligeiramente desviada para o lado da mão que
lança);
- Fazer uma extensão completa dos membros inferiores e superiores, sendo a bola expulsa
com uma flexão do pulso;
- Movimento contínuo harmonioso.
Erros mais comuns:
- Lançamento, executado a partir do peito;
- Extensão do pulso a bola sai a partir da palma da mão;
- Pés paralelos.
Progressões Pedagógicas
No decorrer da unidade didática, as várias formas de ensinar são implementadas
Ano letivo 2023/2024
21
de forma progressiva, para que os alunos acompanhem uma lógica de aprendizagem
gradual e não exercitem os conteúdos apenas por exercitar. Assim, existem algumas
progressões pedagógicas que devem ser tidas em conta ao longo da unidade didática.
No que diz respeito aos exercícios-critério, é necessário, com o decorrer da
unidade didática: aumentar o nível de dificuldade dos mesmos, com a introdução de
objetivos cada vez mais específicos e pormenorizados (por exemplo, passar de exercitar
o passe e receção no mesmo sitio, para exercitar o passe de frente e receção em
desmarcação); aumentar as dimensões do campo estipulado para a tarefa, aproximando-
se cada vez mais das dimensões oficias do jogo formal; iniciar com tarefas apenas de um
conteúdo e passar a exercitar vários conteúdos numa só tarefa (por exemplo, exercitar
apenas o passe de peito e passar a exercitar passe de peito e lançamento em apoio).
Em relação às situações de jogo, estas vão ocupando progressivamente mais
tempo no plano de aula, mas é necessário ainda, ao longo da unidade didática: aumentar
as dimensões do campo, para dificultar a ação dos intervenientes; aumentar o número de
intervenientes em jogo, evitando sempre o confronto direto. É necessário para simular
estas situações de jogo que implementemos jogos condicionados (por exemplo, delimitar
o campo dos defesas e dos atacantes, criando situações de superioridade onde eles não se
cruzem); proibir pontualmente a realização de um tipo de habilidade motora durante o
jogo, para criar novos estímulos aos alunos (por exemplo, retirar o lançamento em apoio
e em suspensão, para que os alunos façam melhor uso do lançamento na passada).
Se os alunos sentirem dificuldades com a introdução de algumas progressões
pedagógicas, podemos sempre caminhar em sentido contrário e facilitar as tarefas aos
alunos (por exemplo, aumentar o espaço de jogo e introduzir mais opções de escolha).
Todos os alunos são diferentes e têm ritmos diferentes de aprendizagem. Cabe ao
professor saber posicionar cada aluno nas tarefas que idealiza e dar-lhe as melhores
ferramentas para que este melhore as suas capacidades e habilidades ao longo da unidade
didática.
PEGA E MANEJO DE BOLA / TRIPLA AMEAÇA
1 Aluno com bola, em movimento, atira a bola ao ar com
uma mão e agarra-a com as duas, assumindo a Posição
Tripla Ameaça.
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Variante: realizado em corrida;
Objetivo: - Familiarização com a bola;
- Tomar consciência da posição de Tripla Ameaça e
pega na bola.
2 Aluno com bola, em posição estática, segura a bola
com uma mão e bate com força na outra mão, que se
encontra mais abaixo.
Variante: realizar com a outra mão; aumentar
progressivamente a velocidade de execução
Objetivo: Familiarização com a bola.
3 Aluno com bola, em posição estática, atira a bola ao ar
e agarra-a atrás das costas.
Variante: atira a bola de frente para trás; atira a bola
sucessivamente para o ar, agarrando-a à frente e atrás
das costas.
Objetivo: Familiarização com a bola.
4 Aluno com bola, estático, passa a bola em círculo à
volta da cintura, mantendo-se imóvel.
Variante: realiza o movimento nos dois sentidos; em
torno do pescoço; em torno dos joelhos.
Objetivo: Familiarização com a bola.
5 Aluno com bola, estático, passa a bola por entre os
membros inferiores, formando um 8.
Variante: alterar o sentido da rotação; realizar em
movimento.
Objetivo: Familiarização com a bola
6 Grupos de 4 alunos, em fila, passam a bola entre si por
cima da cabeça.
Variante: passar lateralmente; por entre os membros
inferiores.
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23
Objetivo: Familiarização com a bola.
PARAGEM A UM E A DOIS TEMPOS
1 Aluno sem bola, em corrida ao longo do campo, realiza
paragem a um e dois tempos, consoante o sinal do
professor:
- um apito, paragem a um tempo;
- dois apitos, paragem a dois tempos.
Objetivo: Assimilação da paragem a um e dois tempos.
2 Aluno com bola, deslocando-se ao longo do campo, realiza
autopasse e receção com paragem a um e dois tempos.
Objetivo: Exercitação da paragem a 1 e 2 tempos.
3 Alunos 2 a 2 com uma bola. O aluno sem bola corre em
direção ao colega com bola e, ao chegar perto dela, recebe
a bola, executando, alternadamente, paragem a um e dois
tempos.
Objetivo: Exercitação da paragem a 1 e 2 tempos.
4 O aluno A, sem bola, corre ao longo do campo pelo
corredor central. Ao receber o passe de B, dribla na
diagonal até junto de C, realizando então paragem a 1 ou 2
tempos e entregando-lhe a bola; dirige-se novamente para
o corredor central, para receber o passe de D e repetir o
exercício (que termina quando entrega a bola a E).
Objetivo: Exercitação da paragem a 1 e 2 tempos.
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5 O aluno A corre para a bola e recebe 1 passe de B, parando
a 1 ou a 2 tempos. De seguida, realiza uma rotação e arranca
em drible para o cesto, lançando, sem oposição, debaixo da
tabela.
Variante: realizado com a oposição de um 3.º aluno; A deve
parar a 1 ou 2 tempos frente ao adversário, e, de seguida,
lançar ao cesto.
Objetivo: Exercitação da paragem a 1 e 2 tempos.
ROTAÇÃO INTERNA E EXTERNA
1 Aluno, sem bola, desloca-se ao longo do campo, efetuando
uma paragem seguida de rotação externa ou interna,
alternadamente.
Objetivo: Assimilação da rotação interna e externa.
2 O aluno atira a bola ao ar, saltando para a agarrar acima da
cabeça, retomando depois uma posição equilibrada e, em
seguida, executa uma rotação externa ou interna, alternando o
tipo de rotação a cada repetição.
Objetivo: Exercitação da rotação interna e externa.
3 O aluno A (sem bola) corre no sentido de B, que lhe vai
passar; realiza paragem a 1 ou 2 tempos, seguida de
rotação interna ou externa.
Objetivo: Exercitação da rotação interna e externa.
4 O aluno A tenta ultrapassar o aluno B, que lhe faz oposição,
mas só o pode ultrapassar executando uma rotação externa ou
interna.
Variante: o aluno A transportando 1 bola em drible.
Objetivo: Exercitação da rotação interna e externa.
PASSE E RECEÇÃO
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1
Alunos, 2 a 2, dispostos frente a frente, realizam vários
tipos de passes sem oposição.
Variante: a distância entre os jogadores vai aumentar
progressivamente.
Objetivo: Iniciação ao passe e receção.
2
Em grupos de dois, com duas bolas, frente a frente,
realizam passe entre si, enquanto um realiza passe de
peito e outro realiza passe picado.
Objetivo: Familiarização com o passe de peito e picado.
3 Alunos colocados em 2 colunas com 1 bola. O jogador
que passa desloca-se em corrida para o final da coluna
oposta.
Objetivo: Desenvolver a técnica de passe-receção.
4 Quatro grupos de dois alunos com uma bola, dispostos
em quadrado. Os alunos devem passar a bola ao jogador
da sua direita e correr para a fila onde efetuaram o passe.
Variante: - alterar o sentido de rotação da bola;
- introduzir outra bola.
Objetivo: Realizar passe-receção em deslocamento.
5 Alunos, 2 a 2, deslocam-se em corrida, realizando os
vários tipos de passe ao longo do campo.
Objetivo: Exercitação do passe-receção em
deslocamento (coordenar o passe com a corrida).
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6 Dois grupos de alunos formam um círculo, intercalando
os seus membros. Um de cada grupo deve colocar-se no
centro do círculo com bola, passando-a para a
extremidade e de volta para o centro, pelos dois grupos
simultaneamente e no mesmo sentido. O objetivo é que
um grupo tente ultrapassar o outro.
Objetivo: Exercitação do passe e receção.
7 Grupos de três alunos, colocados de frente para o cesto,
realizam passe da direita para o centro, daqui para a
esquerda e deste diretamente para o da direita através de
passe alto.
Objetivo: - Exercitação do passe e receção;
- Enquadramento com o cesto.
8 Criss-Cross:
O aluno que efetua o passe desloca-se no sentido da bola,
passando por detrás do colega que recebeu a bola (a
movimentação dos jogadores assemelha-se a um 8).
Objetivo: - Realizar passes e desmarcações sucessivas
em deslocamento;
- Coordenar o passe com a corrida.
9 Jogo dos passes em ½ campo. A equipa que consegue 10
passes consecutivos marca ponto.
Objetivo: Melhorar o passe, receção e desmarcação.
110 Jogo reduzido 2X1:
Os 2 alunos atacantes, através de passe, tentam
ultrapassar o defensor e finalizar.
Variante: com maior número de jogadores (2x2, 3x2,
3x3).
Objetivo: Melhorar os passes, trabalhar a desmarcação
para receção de bola.
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27
DRIBLE
1 O aluno realiza o drible com a mão direita, ao nível da
cintura, ao nível do joelho, da frente para trás (e vice-versa),
à frente dos apoios, da esquerda para a direita (e vice-versa).
Variante: com a mão esquerda.
Objetivo: Assimilação do drible.
2 O aluno realiza drible ao comando do professor, que indica a
direção através de sinais.
Objetivo: Noção do controlo da bola em deslocamento.
3 O aluno realiza o drible em pé, de joelhos, sentado e deitado.
Objetivo: Noção do controlo da bola em várias posições.
4 O aluno, com os membros inferiores afastados, com uma mão
de cada lado, passa a bola para a frente e para trás (fazendo a
bola ressaltar uma vez no solo).
Objetivo: Familiarização com a bola em situação de drible.
5 O aluno com os membros inferiores afastados, dribla
passando a bola por trás do corpo, trocando de mão.
Objetivo: Familiarização com a bola em situação de drible.
6 O aluno com bola e sem deslocamento, dribla de olhos
vendados.
Variante: o mesmo exercício em deslocamento.
Objetivo: Melhorar o drible e perceção da bola sem olhar
para a bola.
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28
DRIBLE EM PROGRESSÃO
1 Cada aluno com uma bola executa o drible de
progressão, percorrendo as linhas do campo.
Objetivo: Exercitação do drible em progressão.
2 Cada aluno, com uma bola, executa o drible de
uma linha final à outra. Consoante a indicação do
professor, o aluno muda de mão.
Variante: em forma de competição.
Objetivo: - Exercitação do drible de progressão.
- Desenvolver o drible de progressão em
velocidade.
3 Estafetas em drible.
Variante: estafetas com obstáculos.
Objetivo: Desenvolver o drible de progressão em
velocidade.
DRIBLE DE PROTEÇÃO
1 O aluno realiza drible de progressão ao longo do campo
e, ao sinal do professor, pára, passando a driblar em
proteção.
Objetivo: Exercitação do drible de proteção.
2 Grupos de dois alunos com uma bola, enquanto um
executa drible de proteção, o outro faz oposição
passiva.
Variante: com oposição ativa (tentando roubar a bola).
Objetivo: - Melhorar o drible de proteção;
- Noção de adversário.
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3 Grupos de 6 alunos, cada 1 com 1 bola: distribuídos por
uma área limitada (linha de 3 pontos), realizam drible
de proteção e tentam desarmar os colegas, sem perder
o controlo da sua.
Variante: reduzir o espaço progressivamente.
Objetivo: - Melhorar o drible de proteção;
- Noção de desarme.
ARRANQUE EM DRIBLE (DIRETO E CRUZADO)
1 1 aluno com 1 bola dribla à vontade ao longo do campo
e, ao sinal do professor, pára e volta a arrancar em drible
(direto ou cruzado, de acordo com a indicação).
Variante: percorrendo um percurso marcado por pinos
(em cada pino, o aluno pára o drible e volta a arrancar).
Objetivo: Assimilação do arranque em drible direto e
cruzado.
2 O aluno executa drible em progressão, percorrendo o
percurso marcado pelos pinos; junto destes encontra-se
1 defensor que vai aumentando progressivamente a sua
oposição; ao chegar junto do defesa, o aluno com bola
pára o drible e volta a arrancar (arranque direto ou
cruzado).
Objetivo: Exercitação do arranque em drible direto e
cruzado.
MUDANÇAS DE DIRECÇÃO EM DRIBLE
(PELA FRENTE, POR ENTRE AS PERNAS E POR TRÁS DAS COSTAS)
Ano letivo 2023/2024
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1 O aluno, em drible, desloca-se ao longo do campo e,
ao sinal do professor, realiza rapidamente mudança
de direção pela frente, por entre as pernas e por
detrás das costas, alternadamente.
Objetivo: Consciencialização das mudanças de
direção em drible pela frente, por entre as pernas e
por trás das costas.
2 Os alunos executam a mudança de direção em
drible pela frente, percorrendo um trajeto
previamente definido pelo professor (sempre que
encontrarem um pino, realizam mudança de
direção).
Variante: com mudanças de direcção por entre as
pernas e por trás das costas.
Objetivo: Exercitação das mudanças de direção.
3 O aluno realiza as várias mudanças de direção em
drible, com oposição passiva realizada por outro
aluno.
Variante: com oposição ativa.
Objetivo: Tornar o aluno capaz de executar as
diversas movimentações durante um jogo de
basquetebol.
4 1x1
O aluno, com bola, tenta ultrapassar o defesa,
realizando mudanças de direção e procurando
finalizar.
Objetivo: Exercitação do gesto técnico e do
enquadramento com o cesto.
5 O aluno realiza drible de progressão com mudanças
de direção, finalizando com lançamento.
Variante: varia o tipo de mudanças de direção.
Objetivo: Exercitação da ligação drible, mudanças
de direção e lançamento.
Ano letivo 2023/2024
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LANÇAMENTO NA PASSADA
1 O aluno, partindo de uma posição estática, dá 1
passo com o pé direito e depois com o esquerdo,
realizando uma impulsão vertical.
Variante: realizar o mesmo exercício após corrida
de aproximação ao cesto.
Objetivo: Assimilação dos apoios no lançamento
na passada.
2 O aluno passa a bola ao colega (colocado numa
linha de 45º com o cesto) e desloca-se para o colega
em corrida lenta, pega a bola da sua mão e efetua o
lançamento: direito-esquerdo (lado direito) ou
esquerdo-direito (lado esquerdo).
Objetivo: Interiorização da colocação dos apoios e
coordenação com os M.S.
3 Uma fila de alunos colocada no corredor lateral, de
frente para o cesto; o aluno da frente realiza passe
para outro que estará parado, recebendo-a junto do
colega (entrega à mão), executando lançamento na
passada.
Os apoios são delimitados com arcos.
Objetivo: Assimilação do lançamento na passada.
4 Duas colunas em cada corredor lateral, os alunos
realizam lançamento na passada, após passe e
receção.
Variante: realizar o lançamento do lado esquerdo.
Objetivo: Exercitação do lançamento na passada.
5 Duas colunas de alunos em cada um dos corredores
laterais realizam passe entre si e, ao chegarem à
linha de três pontos (marcada por um meco),
realizam, à vez, lançamento na passada.
Objetivo: Exercitação do lançamento na passada.
Ano letivo 2023/2024
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PASSE E CORTE
1 Grupos de dois alunos: um passa a bola ao colega
(situado numa linha de 45º com o cesto) e “corta”
para o cesto, mostrando a mão alvo e realiza
lançamento na passada.
Objetivo: Consciencialização do movimento de
passe e “corte” em direção ao cesto.
2 Exercício semelhante ao anterior mas com três
alunos.
Objetivo: 3x2 ou 3x3 (defesa passiva).
3 Situação de jogo 3x3 em ½ campo, procurando
utilizar o movimento de passe e “corte”, para
finalizar.
Objetivo: Interiorização da movimentação do passe
e “corte” em situação de jogo.
DESMARCAÇÃO
1 2 alunos com 1 bola e 1 defesa: um dos alunos
desmarca-se da oposição do defesa (que se torna
progressivamente maior), e o colega passa-lhe a
bola.
Variante: 2X2 (ambos os atacantes têm oposição).
Objetivo: Procura dos espaços vazios por parte do
aluno que se desmarca e receção da bola.
2 2 Alunos com 1 bola e 1 defensor: o aluno
desmarca-se em direção ao cesto, recebe o passe
do colega e lança na passada.
Variante: 2x2 com oposição.
Objetivo: Desmarcação, receção de bola seguida
de lançamento na passada.
Ano letivo 2023/2024
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3 Situação de jogo 3x3 em ½ campo, sem drible: os
jogadores procuram desmarcar-se, e criar linhas de
passe ofensivas.
Objetivo: Pretende-se chegar (desmarcar) até
junto do cesto em posição de vantagem para tentar
a finalização.
RESSALTO
1 2 colunas (direita com bola, esquerda sem bola): os
alunos da coluna com bola lançam ao cesto e os da
coluna da esquerda vão ao ressalto, recuperam a
bola, e trocam de posição com o colega que
executou o lançamento. Quem ganha o ressalto vai
lançar na vez seguinte.
Variante: com 2 alunos a ir ao ressalto.
Objetivo: Consciencialização do movimento do
ressalto.
2 O professor atira a bola à tabela, e os 2 alunos
procuram ganhar o ressalto; o aluno que recupera a
posse de bola lança ao cesto, tentando converter.
Objetivo: Exercitação do ressalto.
3 2 alunos com 1 bola: A (com bola), lança ao cesto e
B executa o bloqueio defensivo ao lançador,
competindo ambos pelo ressalto. Se A recupera a
bola, tenta de novo o lançamento; se for B a ganhar
o ressalto, tem que driblar até à linha de lance livre
e só depois poderá lançar.
Objetivo: Exercitação do ressalto.
Ano letivo 2023/2024
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4 Situação de 3X3: o professor lança a bola à tabela e
as 2 equipas disputam o ressalto; a equipa que ganha
a posse de bola segue a atacar para o outro cesto
contra a oposição da outra equipa.
Objetivo: Exercitação do ressalto.
SITUAÇÃO DE JOGO
1 2x1:
Grupos de 3 alunos executam passe e receção
até meio-campo. O aluno do centro
transforma-se em defesa e tenta intercetar a
bola e impedir que os dois atacantes progridam
no campo.
Objetivo: Exercitação da marcação, posição
base e deslocamentos defensivos, desmarcação
e promoção da tomada de decisões.
2 3x2:
Grupos de 3 alunos executam o criss-cross até
meio-campo enquanto os defesas se preparam
para entrar no campo, após a passagem dos
atacantes pela zona delimitada pelos pinos.
Objetivo: Exercitação da marcação, posição
base e deslocamentos defensivos, desmarcação
e promoção da tomada de decisões.
3 3x3:
Grupos de 3 alunos, dispostos segundo a
figura, realizam passe e receção até meio-
campo, jogando contra os 3 defesas, tentando
finalizar com sucesso. A equipa que finaliza
com sucesso continua em jogo, dirigindo-se
para a tabela oposta.
Ano letivo 2023/2024
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Objetivo: Exercitação da marcação, posição
base e deslocamentos defensivos, desmarcação
e promoção da tomada de decisões.
Ano letivo 2023/2024
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Áreas de competência
Quando falamos em E.F. consideramos, essencialmente, 6 áreas de competência
(as mais adequadas ao ensino da E.F.). De acordo com as competências a adquirir na
modalidade de Basquetebol, e também de acordo com as características, necessidades e
potencialidades da turma, procurámos reunir condições para abordar todas estas áreas de
competência, consideradas essenciais à E.F., sendo elas:
• O Relacionamento interpessoal (E) dos alunos permite que os alunos cooperem
entre si, sendo este um aspeto essencial numa modalidade coletiva como é o
basquetebol.
• O Raciocínio e resolução de problemas (C) e o Pensamento crítico e criativo (D)
na E.F. é importante, independentemente da modalidade em causa, pois pretende-se
que os alunos sejam sempre capazes de resolver problemas por si próprios e encontrar
soluções novas para diferentes problemas ou questões que lhes vão surgindo. Na
modalidade em questão é essencial, pois o basquetebol é um jogo que exige que os
alunos sejam capazes de encontrar soluções e resolver problemas, pensar e refletir
acerca da melhor tomada de decisão, etc., de modo a criar situações vantajosas para a
equipa.
• A Consciência e domínio do corpo (J) é também fundamental, para uma melhor
perceção de si próprios no desenvolvimento das tarefas e o desempenho das
componentes técnicas que o jogo exige, de modo a conseguir ter êxito no desempenho
da modalidade.
• O Desenvolvimento pessoal e autonomia (F) é primordial no contexto escolar, no
contexto quotidiano e na própria disciplina de E.F. Esta é sempre uma competência
de excelência que enquanto professores queremos desenvolver, pois queremos
indivíduos que aprendam e se desenvolvam com os conteúdos da E.F., capazes de
pensar e agir por si próprios, de desenvolver a sua autonomia e aplicá-la nas tarefas
de E.F. e na vida quotidiana.
• O privilégio do Bem-estar, saúde e ambiente (G) permite que o ambiente/clima de
aula seja positivo, saudável e propício ao desenvolvimento e aprendizagem dos
alunos.
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Avaliação Formativa Inicial
A Avaliação Formativa Inicial visa recolher informações para planear o ensino de
Educação Física. O compromisso pedagógico envolve a definição das competências para
cada ano de escolaridade, conforme determinado pelos professores do Agrupamento de
Escolas de Miranda do Corvo, incluindo conhecimentos, atitudes, valores e capacidades
físicas. Cada professor regista o desempenho dos alunos em relação ao programa de cada
matéria.
A Avaliação Formativa Inicial ajuda o professor a identificar os pontos fortes e
fracos dos alunos, permitindo o planeamento de aulas adaptadas às suas necessidades.
Este processo é fundamental no ensino-aprendizagem, pois estabelece objetivos realistas
com base nas características da turma.
De acordo com o Decreto-Lei no 55/2018, a Avaliação Diagnóstica visa
identificar dificuldades dos alunos e apoiar a sua orientação escolar. Este relatório aborda
os procedimentos e instrumentos utilizados na avaliação dos alunos da turma do 8oE na
modalidade de Basquetebol, incluindo a grelha de observação, critérios de avaliação,
análise de resultados e posicionamento dos alunos em níveis de proficiência motora.
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Ano letivo 2023/2024
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Relatório da Avaliação Formativa Inicial
Após uma análise abrangente da turma, pode-se constatar que todos alunos se
encontra num estágio inicial no que diz respeito à modalidade de basquetebol.
Tendo em consideração a Avaliação Formativa Inicial, torna-se imperativo que a
professora adote estratégias pedagógicas adequadas, com o intuito de permitir que os
alunos progridam na modalidade e alcancem os objetivos estabelecidos nas aprendizagens
essenciais da educação física.
No contexto em que todos os alunos se encontram no nível introdutório, é notória
uma compreensão limitada do jogo, das suas regras, dinâmicas e conceitos fundamentais,
como as noções de ataque e defesa. Além disso, em termos técnicos, muitos alunos
evidenciam grandes lacunas nas suas habilidades.
Extensão e Sequenciação de Conteúdos
A figura seguinte representa a Extensão e Sequenciação de Conteúdos para a
unidade didática de Basquetebol. O registo na tabela foi efetuado segundo a nomenclatura
exposta na legenda da mesma figura.
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Avaliação
Avaliação Formativa
De acordo com o que está definido no Plano Anual da turma do 8ºE, a avaliação formativa desempenha um papel crucial, atuando como
um mecanismo de feedback tanto para os alunos como para os professores. A sua finalidade é avaliar a eficácia das tarefas propostas e das estratégias
de ensino aplicadas, em relação ao alcance dos objetivos definidos para os conteúdos de cada unidade didática.
Conforme Carvalho (1994), a avaliação formativa pode adotar duas modalidades distintas. A primeira é frequentemente designada como
"avaliação contínua", que ocorre de forma informal em todas as aulas, resultando da interação dos alunos com o professor, com os colegas e com
eles próprios. A segunda modalidade é de "caráter formal e pontual", ocorrendo como uma avaliação global da atividade realizada num determinado
período de tempo, servindo para confirmar a avaliação contínua e permitindo que tanto a professora como o aluno tomem decisões em relação à
orientação e regulação do trabalho.
No que diz respeito aos índices de motivação, é importante salientar que praticamente toda a turma realiza as aulas com um nível satisfatório,
embora tendam a demonstrar um envolvimento apenas no limiar do aceitável. Ao final de cada aula, observam-se alguns sinais de participação,
porém, o empenho geral dos alunos permanece abaixo do ideal.
Em modo geral, os alunos desempenham com alguma dificuldade os exercícios, dada a sua pouca habilidade. Demonstram grandes
dificuldade em quase todos os gestos técnicos, dos mais básico aos mais complexos.
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A salientar de forma positiva o comprometimento e as habilidades demonstradas pelos seguintes alunos: Gil, Leandro e Maria Inês, que
revelaram uma compreensão mais profunda dos conteúdos abordados. Por outro lado, alguns alunos, como a Maria Santos, o João Miguel, o José,
a Lara e o Tiago, apresentam menos capacidades e demonstram níveis de empenho muito pouco satisfatórios.
O progresso dos alunos ao longo das aulas é marcado por um ritmo variado, contudo em gral muito lento. É crucial reconhecer os pontos
fortes individuais e as áreas que demandam mais esforços.
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Avaliação Sumativa
De acordo com o que está definido no Plano Anual da turma 8ºE em relação à
avaliação sumativa, esta abrange os vários conteúdos desenvolvidos nas aulas. A
avaliação sumativa ocorre principalmente na forma de jogo (globalmente), pressupondo
o domínio dos princípios e das ações motoras, bem como das técnicas de execução
relacionadas com a modalidade em questão.
A fim de atribuir uma classificação final em cada domínio, segue-se os critérios
que determinam a percentagem atribuída a cada domínio e a metodologia de avaliação. A
figura a seguir representa esse quadro.
Dimensões Critérios Gerais %
Conhecimentos Apropriação do conhecimento 20%
Capacidades Pensamento crítico, criação e expressão 65%
Atitudes Desenvolvimento pessoal e social 15%
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Relatório da Avaliação Sumativa
A avaliação sumativa na modalidade de basquetebol desempenha um papel
crucial na análise do desempenho dos alunos após um período de instrução dedicado ao
desenvolvimento técnico e tático. O objetivo principal é avaliar a progressão alcançada
desde a avaliação formativa inicial.
A análise aprofundada dos dados revela uma evolução notável nas componentes
técnica e tática dos alunos. A execução de movimentos individuais, assim como a
compreensão e aplicação de estratégias coletivas, demonstraram melhorias substanciais.
Ao considerar os critérios estabelecidos para a avaliação, é observado que a
grande maioria dos alunos alcançou o nível elementar. Este resultado indica uma resposta
positiva ao processo de ensino e destaca a capacidade dos estudantes em aplicar as
competências desenvolvidas durante as aulas.
No entanto, é relevante identificar que alguns alunos permaneceram no nível
introdutório da modalidade. Este grupo específico demanda uma abordagem mais
personalizada e estratégias de intervenção específicas para superar as dificuldades
evidenciadas.
Reflexão final
A avaliação sumativa na modalidade de basquetebol é um momento crucial para
compreender o progresso dos alunos em relação aos objetivos delineados e para
identificar as áreas que necessitam de intervenção pedagógica adicional. Após a análise
cuidadosa dos dados recolhidos durante a avaliação sumativa, é possível afirmar que, de
forma geral, houve uma evolução significativa por parte da maioria dos alunos na
execução dos gestos técnico-táticos associados ao basquetebol. No entanto, é crucial
reconhecer que alguns estudantes enfrentam desafios específicos, especialmente a nível
tático.
A observação dos resultados revela que a evolução técnica superou a evolução
tática na maioria dos casos. Isso sugere que os alunos estão a assimilar eficazmente os
aspetos técnicos da modalidade, mas denotam ainda algumas dificuldades na aplicação
prática desses conhecimentos em situações táticas. Inicialmente os alunos apresentavam
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algumas lacunas no conhecimento das regras da modalidade, contudo e após muita
insistência e um trabalho que realizaram em casa, os resultados obtidos no mini teste
refletem essa melhoria substancial.
A avaliação sumativa proporcionou uma visão abrangente do desempenho dos
alunos na modalidade de basquetebol. Este relatório serve como base para a
implementação de estratégias específicas, visando abordar as necessidades individuais e
otimizar o processo de ensino-aprendizagem na próxima etapa do percurso académico.
Referências Bibliográficas
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