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Para conferir o original, acesse o site https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 0700167-59.2021.8.02.0017 e código 4CF9338.
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Rua da Olaria S/N, CENTRO - CEP 57260-000, Fone: 3523-1184, Limoeiro de
Anadia-AL - E-mail: limoeirodeanadia@tjal.jus.br

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GIOVANNI ALFREDO DE OLIVEIRA JATUBA, liberado nos autos em 24/03/2021 às 10:37 .
Autos nº: 0700167-59.2021.8.02.0017
Ação: Pedido de Prisão Preventiva
Representante: Policia Civil do Estado de Alagoas
Representado: Sandro Teles e outros

DECISÃO

Trata-se de REPRESENTAÇÃO DA AUTORIDADE POLICIAL desta


comarca, postulando pela prisão preventiva de SANDRO TELES, OSVALDO
TELES DO NASCIMENTO e JOSE EDMILSON FREIRE DOS SANTOS.

Expõe, em suma, que existem fortes indícios do envolvimento dos


representados no crime de homicídio qualificado (art.121, §2º, incisos III do CP), que
culminou com o óbito de Paulo Vítor Pereira de Lima, consoante se apura no Boletim
de ocorrência nº 2702/2021.

Aduz a Autoridade Policial que, consoante declarações colhidas em sede de


investigação, a vitima Paulo Vitor teve um desentendimento com o investigado Sandro
Teles por causa de uma cama, ocasião que o Sandro juntamente com seu irmão Osvaldo
Teles foi a procura do Paulo Vitor. Ao perceber que a vítima tinha saído para a estrada,
aproveitaram que o carro pertencendo ao representado Jose Edmilson estava com a
chave na ignição, entraram, deram partida e foram atrás da vitima. Em poucos metros
conseguiram alcança-la e teria jogado o veiculo contra ela, com o impacto ela caiu e
logo em seguida, os dois irmãos utilizando-se de uma inchada deferiram vários golpes
na vitima, momento em que Jose Edmilson teria chegado ao local, vindo a vítima a
falecer.

Em seu interrogatório, José Edmilson afirma que também fora vítima dos
irmãos, vez que ao tentar impedi-los, sofrera um golpe na cabeça, ficando atordoado,
tendo os irmãos Sandro e Teles se evadido do local levando seu carro, com a quantia de
R$ 1300,00 que se achava dentro do automóvel, bem como seu celular (págs. 14/15).

Todavia, fora apresentada à Autoridade Policial um video, o qual contradiz


a versão de Jose Edmilson de que os irmãos teria levado seu carro, haja vista que no
referido video aparece Jose Edmilson dentro do carro, vendo um dos autores filmar,
provavelmente o Sandro, confessando a pratica do crime.
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Instado a manifestar-se, o Ministério Público requereu fosse decretada a

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prisão temporária dos representados, a fim de melhor se apurar os fatos narrados pela
autoridade policial, vez que, não obstante existência da materialidade e indícios de
autoria do crime investigado, entendeu ausente periculum libertatis, requisito
autorizador para decretação da prisão prevetiva (págs. 21/26).

É o relatório. Passo a decidir.

Com efeito, da análise do autos, evidencia-se que malgrado a autoridade


policial ter representado pela prisão preventiva dos representados, o caso demanda
prisão temporária, vez que, conforme bem destacou o Representante do Parquet, em
que pese a existência de materialidade e indícios de autoria do crime investigado,
ausente o periculum libertatis, consignado em um dos motivos da prisão preventiva,
quais sejam, a garantia da ordem pública ou econômica, a conveniência da instrução
criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, conforme dispõe o artigo 312 do
Código de Processo Penal.

Pois bem. A prisão temporária, regulada pela Lei nº 7.960/89, é prisão de


natureza cautelar que deverá ser deferida a fim de propiciar a colheita de provas, quando
a manutenção do investigado, em liberdade, possa prejudicar, de forma irremediável, o
andamento das investigações policiais.

Para que seja decretada a prisão temporária, devem incidir os requisitos


autorizadores previstos no art. 1º, da Lei 7.960/89, que limitam o seu espectro de
abrangência. Vejamos:
Art. 1° Caberá prisão temporária:
I - quando imprescindível para as investigações do inquérito policial;
II - quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos
necessários ao esclarecimento de sua identidade;
III - quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova
admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos
seguintes crimes:
a) homicídio doloso (art. 121, caput, e seu § 2°);
b) seqüestro ou cárcere privado (art. 148, caput, e seus §§ 1° e 2°);
c) roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°);
d) extorsão (art. 158, caput, e seus §§ 1° e 2°);
e) extorsão mediante seqüestro (art. 159, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°);
f) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e
parágrafo único);
g) atentado violento ao pudor (art. 214, caput, e sua combinação com o art.
223, caput, e parágrafo único);
h) rapto violento (art. 219, e sua combinação com o art. 223 caput, e
parágrafo único);
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i) epidemia com resultado de morte (art. 267, § 1°);
j) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal

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qualificado pela morte (art. 270, caput, combinado com art. 285);
l) quadrilha ou bando (art. 288), todos do Código Penal;
m) genocídio (arts. 1°, 2° e 3° da Lei n° 2.889, de 1° de outubro de 1956),
em qualquer de sua formas típicas;
n) tráfico de drogas (art. 12 da Lei n° 6.368, de 21 de outubro de 1976);
o) crimes contra o sistema financeiro (Lei n° 7.492, de 16 de junho de
1986). [grifo acrescidos].

No caso dos autos, o crime, ora em apuração (homicídio qualificado),


autorizam a decretação da prisão temporária dado que está arrolado na alínea "a" do
referido inciso III.

Outrossim, o fumus comissi delicti resta configurado com base nas


declarações de José Aparecido Soares de Lima, Felipe Pereira de Lima e Jailson
Guilherme da Silva (págs. 5/13), que apontaram a participação dos irmãos, Sandro e
Osvaldo Teles no homicídio de Paulo Vítor Pereira de Lima; ao passo que o video
acostado aos autos, denota a participação também de José Edmilson, vez que em seu
interrogatório alegou também ter sido vítima dos irmãos, os quais teriam fugido do
local de posse de seu veiculo, dinheiro e celular, todavia o representado aparece no
video dentro do carro, observando um dos envolvidos fazer a filmagem.

Assim, a hipótese elencada no art. 1º, inciso I da Lei nº 7.960/89 está


devidamente caracterizada, uma vez que, segundo informado pela autoridade policial e
ratificado pelo Ministério Publico, a segregação dos representados é imprescindível
para a elucidação do crime em tela, podendo, o não deferimento da pretensão
comprometer a conclusão do inquérito policial, mormente porque, se em
liberdade, há a possibilidade de os representados inibirem o depoimento das
testemunhas.

Para além, é de se estabelecer que o delito de homicídio qualificado é


considerado hediondo (art. 1º, inciso I, parte final, da Lei n. 8.072/90), autorizando a
decretação da prisão temporária pelo prazo de 30 (trinta) dias nos termos do art. 2º, § 4º
da Lei nº 8.072/90, senão vejamos:

Art. 1o São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados


no Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal,
consumados ou tentados: (Redação dada pela Lei nº 8.930, de 1994) (Vide
Lei nº 7.210, de 1984)

I - homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de


extermínio, ainda que cometido por um só agente, e homicídio qualificado
(art. 121, § 2º, incisos I, II, III, IV, V, VI, VII e VIII); (Redação dada pela
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Lei nº 13.964, de 2019).

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Art. 2º
§ 4o A prisão temporária, sobre a qual dispõe a Lei no 7.960, de 21 de
dezembro de 1989, nos crimes previstos neste artigo, terá o prazo de 30
(trinta) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e
comprovada necessidade.

E, com o propósito de extirpar qualquer dúvida sobre o cabimento da prisão


temporária nos delitos de homicídio qualificado, transcrevo jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça, confirmando a sua validade jurídica, senão vejamos:

RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PRISÃO


TEMPORÁRIA. HOMICÍDIO QUALIFICADO. FUNDAMENTAÇÃO
DO DECRETO. IDONEIDADE. MODUS OPERANDI.
IMPRESCINDIBILIDADE PARA A CONCLUSÃO DAS
INVESTIGAÇÕES CRIMINAIS, RECONHECIMENTO PESSOAL E
PROTEÇÃO DAS TESTEMUNHAS. RECORRENTE NÃO
LOCALIZADO. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL.
RECURSO IMPROVIDO. 1. A privação antecipada da liberdade do
cidadão acusado de crime reveste-se de caráter excepcional em nosso
ordenamento jurídico, e a medida deve estar embasada em decisão
judicial fundamentada (art. 93, IX, da CF) que demonstre a existência
da prova da materialidade do crime e a presença de indícios suficientes
da autoria, bem como a ocorrência de um ou mais pressupostos do
artigo 1º da Lei n. 7.960/1980, que dispõe sobre a prisão temporária. 2.
No caso, as decisões que decretaram/mantiveram a prisão temporária do
paciente demonstraram a necessidade da medida extrema, destacando o
modus operandi (o indiciado teria golpeado a vítima com uma faca, perto da
residência da mesma, em plena luz do dia, em princípio por motivo fútil),
revelador da periculosidade social do agente. Ressalta-se, ainda, a
imprescindibilidade da prisão para a elucidação dos fatos, reconhecimento
pessoal do indiciado pelas testemunhas e conclusão do inquérito policial.
Ademais, há necessidade de proteger as testemunhas e o recorrente ainda não
foi localizado; os mandados de prisão expedidos em seu desfavor, ainda não
foram cumpridos. 3. O fato de o mandado de prisão expedido em 21/2/2018
ainda não ter sido cumprido reforça a necessidade da prisão temporária,
tendo em vista a dificuldade de continuidade e conclusão das investigações
criminais. Precedentes. 4. Recurso improvido. (STJ - RHC: 116985 RJ
2019/0250193-2, Relator: Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA,
Data de Julgamento: 12/11/2019, T5 - QUINTA TURMA, Data de
Publicação: DJe 26/11/2019)

HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO.


INADEQUAÇÃO. MÉRITO. PRINCÍPIO DA OFICIALIDADE. PRISÃO
TEMPORÁRIA. HOMICÍDIO QUALIFICADO. FUNDAMENTAÇÃO
DO DECRETO. IDONEIDADE. MODUS OPERANDI. PACIENTE
FORAGIDO. IMPRESCINDIBILIDADE PARA A CONCLUSÃO DAS
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INVESTIGAÇÕES CRIMINAIS. CONDIÇÕES PESSOAIS
FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. MEDIDAS CAUTELARES.

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INADEQUAÇÃO. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL.
HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. O Superior Tribunal de Justiça,
seguindo entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, passou a
não admitir o conhecimento de habeas corpus substitutivo de recurso
ordinário. No entanto, deve-se analisar o pedido formulado na inicial, tendo
em vista a possibilidade de se conceder a ordem de ofício, em razão da
existência de eventual coação ilegal. 2. A privação antecipada da liberdade
do cidadão acusado de crime reveste-se de caráter excepcional em nosso
ordenamento jurídico, e a medida deve estar embasada em decisão judicial
fundamentada (art. 93, IX, da CF), que demonstre a existência da prova da
materialidade do crime e a presença de indícios suficientes da autoria, bem
como a ocorrência de um ou mais pressupostos do artigo 1º da Lei n.
7.960/1980, que dispõe sobre a prisão temporária. 3. No caso, as decisões
que decretaram/mantiveram a prisão temporária do paciente demonstraram a
necessidade da medida extrema, destacando o modus operandi (o paciente
teria perseguido a vítima e, por motivo fútil, realizado os disparos de arma de
fogo, que a levaram a óbito), revelador da periculosidade social da agente.
Ressalta-se, ainda, a imprescindibilidade da prisão para a elucidação dos
fatos e conclusão do inquérito policial. Ademais, há notícias de ameaças às
testemunhas e o paciente está foragido; os mandados de prisão expedidos em
seu desfavor ainda não foram cumpridos. 4. O fato do paciente estar foragido
há mais de 4 (quatro) anos reforça a necessidade da prisão temporária, tendo
em vista a dificuldade de continuidade e conclusão das investigações
criminais. Ausência de constrangimento ilegal. Precedentes. 5. Eventuais
condições subjetivas favoráveis da paciente, por si sós, não obstam a
segregação cautelar, quando presentes os requisitos legais para a decretação
da prisão cautelar. Precedentes. 6. Mostra-se indevida a aplicação de
medidas cautelares diversas da prisão, quando a segregação encontra-se
fundada na gravidade concreta do delito, indicando que as providências
menos gravosas seriam insuficientes para acautelar a ordem pública. 7.
Inexiste, portanto, constrangimento ilegal a ser reparado, de ofício, por este
Superior Tribunal de Justiça. 8. Habeas corpus não conhecido. (STJ - HC:
278681 PR 2013/0332364-3, Relator: Ministro REYNALDO SOARES DA
FONSECA, Data de Julgamento: 13/12/2016, T5 - QUINTA TURMA, Data
de Publicação: DJe 01/02/2017) [grifos acrescidos]

Por todo o exposto ,com base no art. 1º, incisos I e III, alínea "a", da Lei nº
7.960/89 c/c art. 2º, §4°, da Lei nº 8.072/90, DEFIRO os pedidos formulados e, por
conseguinte, DECRETO A PRISÃO TEMPORÁRIA de SANDRO TELES,
OSVALDO TELES DO NASCIMENTO E JOSE EDMILSON FREIRE DOS
SANTOS, pelo prazo de 30 (trinta) dias, findos os quais deverão ser postos
imediatamente em liberdade, devendo qualquer pedido de prorrogação ser apresentado
antes do término do prazo destacado.

Expeçam-se os mandados de prisão, em duas vias, servindo uma de


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NOTA DE CULPA, ex vi o disposto no §4.° do art. 2° da Lei n.° 7.960/89, neles

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anotando-se que os representados deverão permanecer separado para eventuais
detentos já definitivamente condenados.

Registrem-se os referidos mandados de prisão no banco de dados


mantido pelo CNJ, a teor do que dispõe o artigo 289-A do Código de Processo
Penal e a Resolução nº 137 daquele Conselho.

Deve a autoridade que ordenar a prisão observar as garantias


constitucionais dos investigados:

1. O respeito à integridade física e moral.


2. O direito de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a
assistência a família e de advogado.
3. A comunicação da prisão à família, à Autoridade Judiciária, ao
Ministério Público e à Defensoria Pública.
4. A identificação dos responsáveis pelo seu interrogatório.

Oficie-se à Autoridade solicitante e comunique-se o Ministério Público do


inteiro teor desta decisão.

Intimem-se. Cumpra-se com URGÊNCIA.

Limoeiro de Anadia , 23 de março de 2021.

Giovanni Alfredo de Oliveira Jatubá


Juiz de Direito