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Centro Federal de Educação Tecnológica de Uberaba – MG

LABORATÓRIO DE QUÍMICA
DISCIPLINA: PROFESSOR:
QUÍMICA ANALÍTICA ADMILDO COSTA DE FREITAS
CURSO: TECNÓLOGO EM ALIMENTOS
Educação e Cidadania
Nome completo: Nº:

Experimento 1 – Materiais de Laboratório


1. Objetivo
Conhecer os equipamentos, materiais e as técnicas de medida de volume utilizados em laboratório de química.

2. Introdução
Nos trabalhos de laboratório, as medidas de volume aproximadas são efetuadas rotineiramente em provetas
graduadas e de um modo mais grosseiro, em béqueres em escala. As medidas volumétricas de precisão, são
realizadas utilizando aparelhos volumétricos precisos (balão volumétrico, pipetas volumétricas e graduadas e
buretas). A prática de análise volumétrica requer a medida de volumes líquidos com elevada precisão. Para efetuar
tais medidas são empregados vários aparelhos, que são classificados em duas categorias:
Categoria 1:
Aparelhos calibrados para dar escoamento (to deliver) a determinados volumes. Por exemplo: pipetas e buretas. As
pipetas são de dois tipos: Volumétricas ou de transferência, são um tubo de vidro com um bulbo na parte central
com um traço de aferição na parte superior. As pipetas graduadas, como o próprio nome diz, são um tubo de vidro
com graduação de acordo com o volume que pode medir. Geralmente são de menor precisão que as pipetas
volumétricas. Veja a figura 1.
As buretas servem para medir volumes varáveis de líquidos. São constituídas de um tubo de vidro calibrado e
graduado. Possuem uma torneira para permitir o controle do escoamento. (Veja a figura 1 c).

Figura 2

Figura 1
a) pipeta graduada; b) pipetavolumétrica; c) bureta Pipetador de borracha (pêra)

Para encher um pipeta,


Coloca-se a ponta da pipeta no líquido que se quer medir e faz-se a sucção com uma pêra de borracha, (veja figura
2) mantendo sempre a ponta abaixo do nível do líquido, caso contrário ao se fazer a sucção o líquido alcança a
pêra. A sucção deve trazer o líquido um pouco acima do traço de aferição e escoa-lo lentamente até o menisco
(zero). Para escoar o líquido, deve-se colocar a pipeta na posição vertical com a ponta encostada na parede do
recipiente, deixa-se escorrer o líquido e espera-se de 15 a 20 segundos e então retira-se a gota aderida a ponta da
pipeta. Não se deve soprar uma pipeta.

Para utilizar corretamente uma bureta deve-se seguir as seguintes recomendações:


• Fixar a bureta limpa, seca e vazia em um suporte universal.
• Lavar duas vezes a bureta com 5 ml do reagente que será medido. Este é adicionado na bureta por meio de
um funil (se a bureta já tiver um funil próprio não é necessário usar um externo) e cada porção deve ser
escoada totalmente antes de uma nova adição.
• Enche-se a bureta até um pouco acima do zero da escala, abre-se a torneira para encher a ponta e expulsar o
ar. Deixa-se escoar o líquido até ajustar o menisco na escala. Quando se calibra uma bureta, deve-se tomar
o cuidado de eliminar todas as bolhas de ar existentes no interior do instrumento.
• Em seguida, transferir gota a gota os primeiros 25 ml. Marcar o tempo transcorrido. Ler o volume escoado.
Aguardar 30 segundos e ler novamente o volume do líquido. Repetir a operação para o volume do líquido
restante na bureta. Comparar os resultados.

Categoria 2:
Aparelhos calibrados para conter (to contain) determinados volumes. Por exemplo:
Balões volumétricos. Os balões volumétricos são balões de vidro de fundo chato e gargalo longo, providos de
rolhas de vidro esmerilhadas. O traço de referencia marcando o volume pelo qual o balão foi calibrado é gravado
sobre o gargalo. Assim quando for fazer a medida a parte inferior do menisco tem que coincidir com o plano do
circulo de referência. Os balões volumétricos são usados principalmente na preparação de soluções de concentração
conhecida.
As medidas de volume de líquidos usando qualquer um destes aparelhos pode ter erros
devido a:
− ação da tensão superficial sobre a superfície dos líquidos
− dilatação e contração provocadas pela variação de temperatura
− calibração imperfeita do aparelho
− erros de paralaxe
Dentre todos os erros descritos, os erros de paralaxe são os mais comuns, que é na
verdade a leitura errada do volume do líquido. Para evitar cometer este tipo de erro, a
leitura de um determinado volume de líquido deve ser feita na altura dos olhos, sempre
pela parte inferior do menisco.

As demais vidrarias usadas para realizar diferentes processos em laboratório de química são:

Balão de fundo Redondo Béquer


Balão de fundo chato Utilizado principalmente Tubo de ensaio É de uso geral em
Utilizado como recipiente em sistemas de refluxo e Empregado para fazer laboratório. Serve para
para conter líquidos ou evaporação a vácuo, reações em pequena fazer reações entre
soluções, ou mesmo, fazer acoplado a evaporador. escala, principalmente em soluções, dissolver
reações com testes de reação em geral. substâncias sólidas, efetuar
desprendimento de gases. Pode ser aquecido com reações de precipitação e
Pode ser aquecido sobre o movimentos circulares e aquecer líquidos. Pode ser
tripé com tela de amianto. com cuidado diretamente aquecido sobre a tela de
sob a chama do bico de amianto.
bünsen.

Erlenmayer Funil de buchner


Kitassato Utilizado em filtrações a
Utilizado em titulações, Utilizado em conjunto
aquecimento de líquidos e vácuo. Pode ser usado
com o funil de buchner em Funil de separação
para dissolver substâncias com a função de filtro em
filtrações a vácuo. Utilizado na separação de
e proceder reações entre conjunto com o kitassato.
líquidos não miscíveis e na
soluções. extração líquido/líquido.
Cadinho
Gralmente de porcelana é Almofariz com pistilo
Proveta usado para aquecer Usado na trituração e
Serve para medir e substâncias a seco e com pulverização de sólidos.
Condensador transferir volumes de grande intensidade, por
Utilizado na destilação, líquidos. Não pode ser isto pode ser levado
serve para condensar aquecida. diretamente ao bico de
vapores gerados pelo bunsen.
aquecimento de líquidos.

Cápsula de porcelana Anel Estante para tubo de


Peça de porcelana usada Usado como suporte do ensaio
para evaporar líquidos das funil na filtração. É usada para suporte de os
soluções. tubos de ensaio

Suporte universal
Utilizado em operações
como: filtração, suporte
para condensador, bureta, Tela de Amianto
Bico de Bunsen Tripé
sistemas de destilação etc. Suporte para as peças a
É a fonte de aquecimento Sustentáculo para efetuar
Serve também para serem aquecidas. A função
mais utilizada em aquecimentos de soluções
sustentar peças em geral. do amianto é distribuir
laboratório. Mas em vidrarias diversas de
laboratório. É utilizado em uniformemente o calor
contemporaneamente tem
conjunto com a tela de recebido pelo bico de
sido substituído pelas
amianto. bunsen.
mantas e chapas de
aquecimento.

Pinça de madeira Garra de condensador


Usada para prender o tubo Usada para prender o
de ensaio durante o condensador à haste do
aquecimento. suporte ou outras peças Pinça Metálica
Pisseta ou frasco como balões, erlenmeyers Usada para manipular
lavador etc. objetos aquecidos.
Usada para lavagens de
materiais ou recipientes
através de jatos de água,
álcool ou outros solventes.
3. Parte Experimental

3.1. Materiais e Reagentes


Béquer com escala
Erlenmeyer com escala
Proveta com escala
Pipeta graduada com pipetador de borracha (pêra)
Bureta
Balão volumétrico
Tubos de ensaio
Pisseta

3.2. Procedimento experimental

1. Medir 50 ml de água em um béquer e transferir para a proveta. Verificar medida na escala.

2. Medir 50 ml de água em um erlenmeyer e transferir para a proveta. Verificar medida na escala.

3. Faça a calibração de um bureta como descrito acima. Em seguida encher uma bureta com água (acertando o
menisco e verificando se não há bolhas de ar no interior do instrumento). Transferir o volume da bureta para um
béquer e a seguir para uma proveta. Comparar as escalas.

4. Pipetar 25 ml de água usando a pipeta volumétrica. Transferir para a proveta. Comparar a precisão na escala.

5. Pipetar, com uma pipeta graduada, 1 ml, 2 ml, 5 ml, 1,5 ml, 2,7 ml, 3,8 ml e transferir os volumes para diferentes
tubos de ensaio. Esta prática visa o treinamento no controle do instrumento.

4. Questões:

1. Defina vidraria “TC” e vidraria “TD”. Em que situações se aplicam cada uma delas?

2. Quais são os erros mais comuns cometidos durante a medida de volumes usando vidraria graduada? Como evita-
los?

3. Qual das vidrarias de medida de volume é a mais adequada para preparar soluções: béquer, proveta ou balão
volumétrico? Porque?

4. É conveniente submeter a vidraria graduada a variações de temperatura? Por quê?