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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS

DEPARTAMENTO DE QUÍMICA
ANALÍTICA E FÍSICO-QUÍMICA

MANUAL DE PRÁTICAS

DISCIPLINA: FÍSICO-QUÍMICA APLICADA A FARMÁCIA


CURSOS: Farmácia
2009.2
SUMÁRIO DAS AULAS DE LABORATÓRIO
1. LEMBRETE AO ESTUDANTE DE FÍSICO QUÍMICA .........................................
................... 02

2. MODELO PARA RELATÓRIO DE LABORATÓRIO ............................................


...................... 04

3. ELABORAÇÃO DE GRÁFICOS ............................................................


........................................ 06

4. REGRESSÃO LINEAR ..............................................................


..................................................... 07

5. INTERPOLAÇÃO LINEAR .............................................................


............................................... 10

6. ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS ...................................................


............................................. 11

7. EXPERIMENTOS ................................................................
............................................................ 14
EXPERIMENTO 1 PICNOMETRIA ......................................................
..................................... 14
EXPERIMENTO 2 REFRATOMETRIA ....................................................
................................. 16
EXPERIMENTO 3 POLARIMETRIA .....................................................
.................................... 18
EXPERIMENTO 4 VISCOSIDADE DE LÍQUIDOS ............................................
...................... 21
EXPERIMENTO 5 BALANÇA DE WESTPHAL E DENSÍMETROS ....................................
.. 24
EXPERIMENTO 6 CONCENTRAÇÃO MICELAR CRÍTICA CMC ..................................... 3
0
EXPERIMENTO 7 MEDIDA DO CALOR DE COMBUSTÃO .......................................
.......... 33
EXPERIMENTO 8 CINÉTICA ...........................................................
......................................... 38

8. ANEXOS ......................................................................
................................................................... 41
ANEXO NO 01 VALORES DE MASSA ESPECÍFICA DA ÁGUA DE 15 oC A 44 oC ............ 41
ANEXO NO 02 - VALORES DE VISCOSIDADE DA ÁGUA DE 0oC A 100oC ......................
.... 41

Sumario_Farmacia_090209.doc (09/02/09)
2
LEMBRETE AO ESTUDANTE DE FÍSICO - QUÍMICA
A finalidade do trabalho de Laboratório na parte experimental do curso é:

Apresentar a aparelhagem básica bem como as técnicas experimentais físico-químicas.


Comprovar, experimentalmente, os princípios e formulações matemáticas discutidas ao
longo do curso.
Nesta apostila estão contidos os roteiros das práticas a serem realizadas. Por isso,
espera-se que
antes de iniciá-las você tenha lido não só o roteiro respectivo, mas, também, consultado o
utras fontes
que abordem o assunto do experimento.
Sempre que possível, durante a realização da prática, tente comparar os dados obtidos
experimentalmente com aqueles esperados. Isso é útil como meio de checar a consistênci
a dos
resultados. Assim procedendo, você tem chance de verificar se seus dados estão situa
dos nos limites
previstos.
Quando concluir o experimento, faça, de imediato, os respectivos cálculos e gráficos.
Isso
facilitará muito a confecção do relatório, que deverá ser apresentado de acordo com o mode
lo fornecido
e entregue no prazo máximo de uma semana, contada a partir da data de realização do ex
perimento..
Finalmente, visando principalmente sua segurança, é OBRIGATÓRIO o uso de bata no
laboratório.
Durante o curso serão realizadas tarefas como resolução de listas de exercícios (L.E.),
confecção de relatórios (R), argüições (Arg.) em sala e avaliações progressivas (A.P.). Des
do, a
contribuição da média da parte experimental para a média final da disciplina, é calculada
a através da
seguinte expressão:
j
k
(SL.E. +SArg +SR)
n
i=1
i=1
APE =
{( )x[
]x0,3 +
APT x0,7}x0,3 , onde:
NM
APE = Contribuição da média da parte experimental para a média final da disciplina;
n = Número de tarefas entregues/realizadas pelo estudante;
N = Número total de tarefas realizadas no semestre (soma total do número de listas d
e
exercícios, pré-laboratórios, argüições e de práticas);
j
SL.E = Soma das notas de listas de exercícios consideradas para correção;
i=1
m

.
Ar = Soma das notas das argüições sobre os assuntos das práticas;
i=1
k

SR = Soma das notas dos relatórios corrigidos;


i=1
M = Número de tarefas consideradas para a composição de APE (soma do número de listas
de exercícios corrigidas, do número de argüições e do número de relatórios corrigidos);
APT = Média das notas das avaliações progressivas da parte experimental;
. EXEMPLO:
n = Número de tarefas entregues/realizadas pelo estudante => (5 listas de exercícios
, 6 prélaboratórios,
6 relatórios e 3 argüições, totalizando 20 tarefas);
N = Número de tarefas realizadas no semestre => (8 listas de exercícios, 7 pré-laboratór
ios, 8
relatórios e 3 argüições, totalizando 26);

j
i 1
m
S=

L.E = Soma das notas de listas de exercícios => 18, nas duas listas escolhidas par
a correção;
i 1
k
S=

Ar = Soma das notas das argüições => 21, nas três argüições feitas;
i 1
M = Número de tarefas consideradas para a composição de APE => 2 listas de exercício cor
rigidas, 3
argüições e 4 relatórios tomados para correção, totalizando 9 tarefas;
APT = Média das notas das avaliações progressivas da parte experimental => 8,0, em dua
s avaliações
realizadas;
APE = Contribuição da média da parte experimental para a média final da disciplina => 2,
23;
(18 21 32)
+
+

S=
R = Soma das notas dos relatórios corrigidos => 32, nos quatro relatórios escolhidos
para correção;
20

APE
{(
)x[
]x0,3
8,0x0,7}x0,3
(1,82

5,60)x0,3
2,23;

caso todas as
+

26

tarefas tivessem sido entregues, este valor seria 2,39.


OBS.:
1) Todas as atividades (L.E., R, Arg e APs) terão uma nota atribuída de zero a dez.
2) As tarefas previstas (listas de exercícios, relatórios etc), e não entregues, acarr
etarão
diminuição na média final da disciplina, como pode ser comprovado através do exemplo
acima.
3)
Os requerimentos solicitando 2a chamada das Avaliações Progressivas deverão, de acordo
com a legislação em vigor, ser providenciados, junto à Secretaria do Departamento de
Química Analítica e Físico-Química até 3 (três) dias úteis após a realização de cada prova.
Lembrete3_090209.doc (09/02/09)
MODELO PARA RELATÓRIO DE LABORATÓRIO
1. INFORMAÇÕES DETALHADAS
TÍTULO: Evite empregar um título muito curto e vago, como também muito grande e tedios
o.
CURSO/TURMA:
DATA: (da prática)
NOME:
DATA: (da entrega)
No DE MATRÍCULA:
FINALIDADE:
Faça uma frase ou parágrafo explicando a finalidade do experimento e os objetivos
procurados. Em geral, já está definida no roteiro da prática
SUMÁRIO (Abstract):
Escreva um sumário resumindo o experimento e os resultados.
INTRODUÇÃO:
Escreva sempre uma introdução geral , sem tecnicismos, num nível de comunicação
adequado aos seus colegas e leitores. Não apresente desenvolvimento teórico de fórmula
s.
Não escreva muitas páginas. Seja breve, claro e conciso.
MÉTODO EXPERIMENTAL:
Reagentes e Soluções: relacione os reagentes usados. No caso de ser usada alguma sol
ução especial,
sua preparação deve ser descrita concisa e claramente, de modo a que um leitor possa
prepará-las a
partir de suas anotações.
Aparelhagem ou Equipamento Especial: não relacione material comum de laboratório, ta
l como
balança, termômetro, vidraria etc.
Método: mencione de que fonte foi retirado o roteiro da prática. Sempre que possível f
orneça o
máximo de informações a respeito do roteiro para que possibilite ao leitor a repetição da
prática a
partir de suas informações. No nosso caso, cite apenas Roteiro fornecido pelo Profess
or .
RESULTADO E EXECUÇÃO DOS CÁLCULOS:
Obtenha os valores médios das leituras antes de processar os dados para evitar o t
rabalho de
multiplicações desnecessárias, quando for o caso.
Suprima dígitos desnecessários, em função dos algarismos significativos.
Não use folhas soltas para suas anotações. Registre as leituras e comentários num cadern
o de
anotações, especial para este objetivo.
Anote as leituras em tabelas, intitulando, além da própria tabela, suas colunas com
expressões,
nomes ou símbolos e respectivas unidades.
Registre outras informações sobre tudo que tenha inesperadamente ocorrido com o expe
rimento
ou teste.
Desenhe com clareza os esquemas dos aparelhos e equipamentos, quando for necessári
o.
DISCUSSÃO:
DISCUTA OS RESULTADOS OBTIDOS. Além disso, discuta suposições,
aproximações, consistência das leituras, erros sistemáticos e aleatórios, limitações dos
aparelhos e equipamentos, comportamentos anormais, sugestões para melhoramento do
experimento, comparação dos resultados com os esperados etc.
Mencione todas as precauções e suposições assumidas durante seus trabalhos: é a melhor
maneira de obter a confiabilidade alheia.
CONCLUSÕES:
As conclusões devem ser baseadas nos dados por você obtidos no laboratório, levando em
conta, principalmente, a finalidade do experimento. Caso não seja possível tirar
nenhuma conclusão, não as invente.
REFERÊNCIAS:
Enumere as referências (seguindo as normas adequadas) e cite-as, caso tenham sido
usadas em alguma parte da prática ou na confecção do relatório. Cite os sites da interne
t,
acaso consultados.
PROBLEMAS:
Se for dado algum problema ou feita alguma pergunta, resolva-o ou responda-a nes
te
item.
OBSERVAÇÕES:
1.
Seja tão breve quanto possível, consistente e claro.
2.
Escreva sempre em voz passiva (tempo passado, modo impessoal) evitando imperativ
os
(Fez-se, notou-se, mediu-se, foi feito, foi notado, foi medido).
3.
Se for possível, faça um teste preliminar rápido, para acostumar-se ao procedimento e
como
coletar os resultados.
4.
Faça referência no texto a todas as tabelas e figuras.
5.
MOSTRE TODOS OS CÁLCULOS.
6.
Se possível, datilografe ou imprima o relatório em papel formato A4.
7.
ATENÇÃO: só serão aceitos relatórios manuscritos em folha de papel almaço.
8.
Os relatórios deverão ser entregues uma semana após a prática. A não observância deste
item acarretará diminuição na nota ou conceito atribuído ao relatório.
9.
OS RELATÓRIOS SÃO INDIVIDUAIS
modelo_de_relatorio_090209.doc (09/02/09)
ELABORAÇÃO DE GRÁFICOS
Gráficos adequadamente traçados fornecem uma grande quantidade de informações, de uma
maneira fácil de visualizar.
A partir de um gráfico de dados experimentais pode-se encontrar outras informações, de
scobrir
relações entre as quantidades em análise etc.
Os gráficos utilizados nos estudos de Matemática têm as escalas dos dois eixos iguais,
a
variável independente grafada no eixo horizontal e a variável dependente no eixo ver
tical, partindo
ambos os eixos do zero.
A título de lembrança, a variável independente é aquela à qual atribuímos valores. Em traba
hos
de laboratório, a variável independente é aquela sobre a qual atuamos. Exemplos:

No estudo da variação da massa específica de soluções hidroetanólicas com a concentração


de etanol, esta última é a variável independente, pois preparamos as soluções e medimos a
massa específica com um picnômetro, densímetro etc.
No estudo da influência da temperatura sobre a viscosidade de um líquido, a temperat
ura é a
variável independente.
Na realidade, em trabalhos laboratoriais nem sempre é fácil descobrir qual das variáve
is é a
independente.
Em geral, em trabalhos experimentais existe uma grande diferença na magnitude dos
dois
fatores que estão sendo grafados, de tal modo que se usarmos uma escala igual em a
mbos os eixos,
provavelmente o gráfico sairá muito longo e estreito ou curto e largo. Não necessariam
ente os eixos se
iniciam no zero.
Para que o gráfico apresente o máximo de informações desejadas, deve-se reservar o máximo
de
espaço para os dados em análise.
Ao grafar-se dados experimentais, é costume usar o eixo maior do papel retangular
para o fator
com maior faixa de variação dos dados.
Se, por acaso, a variável independente tiver a maior faixa de variação, deverá, então, ser
grafada
no eixo maior do papel.
Mencione-se, por oportuno, a existência de diversos programas computacionais para
elaboração
de gráficos. No entanto, é aconselhável a utilização de tais programas somente quando se t
em
completo domínio sobre como traçar manualmente os gráficos.
1 - REGRAS BÁSICAS PARA A CONSTRUÇÃO DE GRÁFICOS
1.01. Identifique, se possível, a variável independente. Lembre-se: ela deverá ser loc
ada no eixo
horizontal
1.02. Determine a faixa de variação para cada variável.
1.03. Reserve o eixo maior para a variável com a maior faixa de variação de valores.
1.04. Normalmente, use o papel com
seu eixo menor servindo de base. No entanto, caso a variável
independente tenha a maior faixa de variação, gira-se o papel, ou seja, seu eixo mai
or passará a
ser a base.
1.05. Escolha as escalas para cada eixo de modo a utilizar o máximo do papel tendo
também o cuidado
de escolher escalas que facilitem a leitura dos dados. Isto implica em efetuar a
divisão das faixas
de variação das variáveis independente e dependente pelos respectivos comprimentos dos
eixos
onde serão locadas.
1.06. Enumere, somente, as divisões maiores em cada eixo (ex.: de 5 em 5 cm ou de
3 em 3 cm, em
papel milimetrado). Não o faça de cm em cm a fim de evitar acúmulo de dados nos respec
tivos
eixos.
1.07. Dê nome aos eixos; caso o papel não tenha margem, reserve espaço para tal fim.
1.08. Coloque o título do gráfico. O espaço comumente utilizado é abaixo do eixo dos x o
u no canto
superior direito do gráfico, se for o caso.
1.09. Grafe os dados usando um ponto, um círculo, uma cruz ou qualquer símbolo que s
eja facilmente
entendido. Escreva as coordenadas dos pontos nos respectivos eixos. Após a conclusão
do
gráfico, apague-as vez que apenas os valores das grandes marcações devem permanecer.
1.10. Desenhe uma curva que passe intermediariamente pela maioria dos pontos gra
fados, sem fazer
zig-zag. Use régua flexível se necessário.
1.11. As divisões dos eixos devem ter o mesmo número de algarismos significativos qu
e as medidas.
(Não se pode aumentar a precisão das medidas através do gráfico).
2 - EXERCÍCIO SOBRE ELABORAÇÃO DE GRÁFICOS
A partir dos dados abaixo, obtidos em um experimento sobre a variação do volume de u
m gás
com o inverso da pressão aplicada, trace o gráfico correspondente.
V,L (1/P), atm -1
1.250 2,50
750 1,50
500 1,00
412 0,77
350 0,71
297 0,59
150 0,30
Qual o volume do gás quando a pressão aplicada for 0,77 atm ?.
REGRESSÃO LINEAR
Quando os dados obtidos em um experimento seguem uma relação linear, existem três
procedimentos para determinar os coeficientes angular e linear da equação da reta qu
e descreve o
fenômeno. São eles:
a) Método Gráfico
b) Método das Médias
c) Método dos Mínimos Quadrados.
O método gráfico é o mais simples, e é usado quando se dispõe de um número limitado de
pontos (de 3 a 5), de precisão moderada.
Por outro lado, o método das médias é mais tedioso, mas, fornece melhores resultados q
ue o
anterior, quando se tem seis ou mais pontos de precisão moderada.
Finalmente, o método dos mínimos quadrados, que é o mais trabalhoso dos três, porém
possibilita a obtenção de melhores valores para os coeficientes anteriormente mencio
nados. Seu uso só
se justifica se dispusermos de sete ou mais pontos com boa precisão, ou seja, um c
oeficiente de
correlação próximo a +1 ou -1.
Segue abaixo a ilustração dos três métodos para um mesmo conjunto de dados, através do
seguinte exemplo:
60,0
Y
1,00 5,4
3,00 10,5
5,00 15,3
8,00 23,2
10,00 28,1
15,00 40,4
20,00 52,8
50,0
40,0
Y
30,0
20,0
10,0
0,00,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0

X
Figura : Variação de Y em função de X.
Calcular os coeficientes angular (m) e linear (b) da equação da reta
Y = mX + b
a) Método Gráfico: do gráfico acima podem-se tomar os dois pontos sobre a reta, ou sej
a:
P1{X1=4,00;Y1=13,0} e P2{X2=18,00;Y2=47,8}, para os cálculos de m e b. Assim:
m = (y2 - y1)/ (x2 - x1) tem-se:
m = (47,8 - 13,0) / (18,00 - 4,00)
m = 2,49. A partir deste valor calculamos b conforme a seguir:
b1 = Y1 - mX1
b1 = 13,0 - 2,49 x 4,00
b1 = 3,04
b2 = Y2 - mX2
b2 = 47,8 - 2,49 x 18,00
b2 = 2,98

O valor médio de b será (3,04 + 2,98)/2 = 3,01. A equação da reta será então:
Y = 2,49X + 3,01
b) Método das Médias: Este método é baseado na suposição de que a soma dos resíduos é
igual a zero, ou seja Sr = 0.
Resíduo (r) é definido como a diferença entre o valor experimental de Y e o valor
calculado através da expressão mX + b. Pode-se expressar matematicamente como:
r = Y - (mX + b)
Para aplicar o método, dividem-se os dados em dois grupos. Isto fornece duas equações
que
podem ser resolvidas simultaneamente, para a obtenção de m e b. Atenção: quando o número
de pares coordenados for impar, o primeiro conjunto de equações deverá sempre ter um p
ar
coordenado a mais que o segundo conjunto. Neste exemplo, tem-se, no total, sete
pares
coordenados; portanto, o primeiro conjunto de equações tem quatro pares, enquanto qu
e o
segundo tem três pares. Utilizando-se os dados acima, divide-se o conjunto em duas
partes
com 4 e 3 equações, respectivamente.
1o GRUPO 2O GRUPO
5,4 = 1,00m + b
10,5 = 3,00m + b 28,1 = 10,00m + b
15,3 = 5,00m + b 40,4 = 15,00m + b
23,2 = 8,00m + b 52,8 = 20,00m + b
54,4 = 17,00m + 4b (1) 121,3 = 45,00m + 3b (2)
A partir das equações (1) e (2) obtém-se: m = 2,50 e b + 2,98. A equação da reta será:
Y= 2,50X + 2,98.
c) Método dos Mínimos Quadrados: O princípio deste método é baseado nas seguintes
suposições:.

Os valores da variável independente estão corretos, e assim, somente a variável


dependente está sujeita a medidas incorretas;
A curva que melhor representa os dados é aquela que torna (ou faz) a soma dos
quadrados dos desvios da curva um mínimo. A definição de desvio é a mesma que a de
resíduo, anteriormente apresentada no método das médias.
Abstraíndo-se as demonstrações matemáticas, e supondo que x representa a variável
independente, y a variável dependente, m o coeficiente angular e b o coeficiente l
inear, a melhor reta é
aquela para a qual
.
X .SY -
n.
XY .
XY..
X -SY..
X 2
m =
eb =

22 22
(.
X )-
n(.
X )
(.
X )-
n(.
X )

Para calcular os valores de m e b, para os dados acima mencionados, organize a s


eguinte tabela:
X Y X2 X.Y
1,0 5,4 1,0 5,4
3,0 10,5 9,0 31,5
5,0 15,3 25,0 76,5
8,0 23,2 64,0 185,6
10,0 28,1 100,0 281,0
15,0 40,4 225,0 606,0
20,0 52,8 400,0 1.056,0
SOMA 62,0 175,7 824,0 2.242,0
Então:
m = [(62,00x175,7) 7x(2242,0)] / [(62,00)2 (824,2) x 7] = 2,50
b = [(2242,0x62,00) (175,7x824,0)] / [[(62,00)2 (824,2) x 7] = 3,00
A reta será Y = 2,50X + 3,00
Comparação entre os métodos:
Coeficiente m b
Método gráfico 2,49 3,01
Método das médias 2,50 2,98
Mét. Dos Mínimos quadrados 2,50 3,00
Evidentemente a incerteza no último dígito dos valores obtidos pelo método gráfico é
consideravelmente maior do que os outros dois métodos.
INTERPOLAÇÃO LINEAR

A interpolação linear consiste na determinação de um valor desconhecido entre dois valor


es
conhecidos em uma tabela. Como exemplo utilizaremos a variação da massa específica da ág
ua com a
temperatura. Um gráfico, massa específica versus temperatura mostra que a curva não é um
a reta, pois
apresenta uma leve curvatura. Ao fazer-se uma interpolação linear, supõe-se que o trec
ho da curva
tomado para estudo é reto. Sejam os dados abaixo, relativos à massa específica da água,
obtidos do
Manual de Engenharia Química de Perry & Chilton.
Determine a massa específica da água a 24,0ºC.
T, ºC 20,0 24,0 25,0
., g/cm3 0,998234 .
0,997075
Graficamente ter-se-ia:

Por semelhança de triângulos determina-se o valor de ., a partir das relações abaixo:


AC ED
=
()
1
BC BD
Substituíndo-se os valores numéricos na equação (1) tem-se:
[(0,998234 - 0,997075)/(25,0 - 20,0)] = [(.- 0,997075)/(25,0 24,0)] (2)
Assim,
.= [(0,998234 0,997075)/(25,0 20,0)]x(25,0 24,0) + 0,997075 = 0,997307 g/cm3.
A expressão geral seria . = [(.1 -.2)/(t2 t1)]x(t2 t) + .2 (3)
ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS
Em matemática 12 é igual a 12,00. Entretanto, nas ciências experimentais 12 não é
necessariamente o mesmo que 12,00. Por exemplo, quando um Químico escreve que a ma
ssa de um
composto é 12g, ele quer dizer que a quantidade pesada está dentro dos limites de 11
a 13g. Quando
escreve 12,00g, está indicando que a quantidade pesada se encontra entre 11,99 e 1
2,01g.
Os algarismos necessários para expressar o resultado de um experimento, com a mesm
a
precisão que as medidas efetuadas, são chamados ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS. Por exemp
lo, ao
escrever que a distância entre dois pontos é 14,00cm, a medida está sendo representada
por quatro
algarismos significativos. Escrevendo que a distância é de 0,1400m ou 0,0001400 km,
tem-se sempre
quatro algarismos significativos. Observe que os zeros que precedem o algarismo
1 não fazem parte
dos algarismos significativos, porque servem apenas para indicar a posição da vírgula.
Os dois zeros
colocados após os algarismos 1 e 4 são significativos porque indicam que a medida fo
i feita com
precisão de um décimo de milímetro.. Desse modo, não é o número de algarismos após a vírgul
permite aquilatar a precisão da medida mas sim o número de algarismos significativos
. Assim sendo, o
erro efetuado numa medida depende, antes de mais nada, da escala do instrumento
com o qual a medida
foi efetuada. Outro exemplo: se o comprimento de um objeto foi determinado com u
ma régua cujas
divisões são de 1 mm, a precisão da medida será ± 0,5 mm. Caso a divisão da régua seja 0,1
o erro
da medida será ± 0,05 mm. Finalmente, se a divisão da escala for menor ainda, por exem
plo, 0,01 mm,
o erro será de ± 0,005 mm. Se o volume de um líquido for medido com uma pipeta de 1ml,
com 100
divisões, o erro na medida será de (0,01/2) = 0,005 ml, vez que cada divisão represent
a 0,01 ml.
Em geral deseja-se saber até quando efetuar uma operação matemática para encontrar a res
posta
de um problema, ou até que casa decimal deve-se efetuar a pesagem de uma amostra.
Os resultados de uma medida devem ser apresentados de tal modo que o último algari
smo
significativo, e apenas ele, seja incerto.
Para elucidar esta dúvida, necessita-se saber o conceito de ALGARISMOS SIGNIFICATI
VOS
bem como a PRECISÃO DOS APARELHOS e instrumentos utilizados na realização do trabalho.

Vejamos algumas convenções de uso comum:


QUAISQUER ALGARISMOS (DÍGITOS) QUE REPRESENTEM UM VALOR
ADEQUADAMENTE MEDIDO, DEVEM SER CONSIDERADOS
SIGNIFICANTES.
Exemplo: Pesou-se 1,3546g de sacarose. Quantos algarismos significativos existem
neste
número?
RESPOSTA: 5. O último algarismo (6) é o primeiro dígito INCERTO . Na realidade, a
pesagem deveria ser expressa como 1,3546 ± 0,0001g.
1. ZEROS PODEM OU NÃO SER SIGNIFICATIVOS; SE O ZERO FOR UTILIZADO PARAPOSICIONAR A
VÍRGULA DE UM NÚMERO DECIMAL ELE NÃO SERÁ SIGNIFICANTE.
SE, NO ENTANTO, REPRESENTAR UMA QUANTIDADE MEDIDA, ENTÃO SERÁ
SIGNIFICANTE.
Exemplo:
a) Na expressão 1,32mg = 0,132cg = 0,0132dg = 0,00132g, algum dos zeros é significan
te?
RESPOSTA: NÃO
b) Quantos algarismos significativos existem no número 0,0132?
c) Quantos algarismos significativos existem no número 4,003?
d) Idem, 0,00700?
e) Idem, 1,00700?
2. EM NÚMEROS APRESENTADOS NA NOTAÇÃO EXPONENCIAL M x 10n, TODOS OS
DÍGITOS DE M SÃO SIGNIFICATIVOS.
Exemplo: Quantos algarismos significativos existem nos seguintes números?
a) 2 x 103 ?
b) 1,25 x 104 ?
c) 100 x 105 ?
d) 6,023 x 1023 ?
RESPOSTA: a-1; b-3; c-3; d-4.
3. ALGUNS VALORES INTEIROS SÃO ABSOLUTAMENTE PRECISOS.
Por exemplo, um time de basquete tem 5 jogadores. Deve-se, pois, dispor de 5.040
uniformes para
vestir 1.008 times de basquete.
EXERCÍCIOS
1. Diga quantos algarismos significativos existem em cada caso:
a) Pesou-se 1,430g de uma substância em uma balança com precisão de centésimo de grama (
0,01g).
b) Um picnômetro vazio pesou 24,5450g ± 0,001g.
c) 15.400 ± 50.
d) Expresse 3,500 x 103 em notação aritmética.
RESPOSTAS: 1-a:3; 1-b:5;1-c:4;1-d:3500 ± 1
REGRAS ENVOLVENDO ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS
1 -ARREDONDAMENTO DE ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS
Deve-se calcular o resultado de uma operação matemática com um algarismo a mais do que
o
número de algarismos significativos, para que se possa fazer o arredondamento fina
l. Vejamos as
regras abaixo:
A - SE O PRIMEIRO ALGARISMO NÃO-SIGNIFICATIVO FOR MAIOR DO QUE 5, O ÚLTIMO
ALGARISMO SIGNIFICATIVO É AUMENTADO. SE FOR MENOR DO QUE 5, O ÚLTIMO
ALGARISMO SIGNIFICATIVO NÃO VARIA.
B - QUANDO O PRIMEIRO ALGARISMO NÃO SIGNIFICATIVO FOR 5, O ÚLTIMO
ALGARISMO SIGNIFICATIVO SERÁ AUMENTADO SE:
B.1 FOR ÍMPAR
B.2 APÓS O REFERIDO PRIMEIRO ALGARISMO NÃO SIGNIFICATIVO (5) HOUVERALGUM ALGARISMO D
IFERENTE DE ZERO, INDEPENDENTEMENTE DA POSIÇÃO EM
QUE SE ENCONTRE.
Exemplo:
VALOR
CALCULADO
NÚMERO DE ALGARISMOS
SIGNIFICATIVOS DA RESPOSTA
VALOR CALCULADO
ARREDONDADO
1,167 2 1,2
8,314 3 8,31
7,785 3 7,78
1,2375 4 1,238
1,23850000001 4 1,239
2 - OPERAÇÕES MATEMÁTICAS
A - ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO
Só se pode somar e subtrair quantidades que estejam nas mesmas unidades e com o me
smo
número de casas decimais, independentemente do número de algarismos significativos d
e cada
quantidade. A unidade comum fica a nossa escolha.
Exemplo: Qual o resultado da operação 28,3g + 14,7dg + 885mg.
RESPOSTA: 30,7g, 30,7x10dg ou 30,7x103mg.
B - MULTIPLICAÇÃO E DIVISÃO
Em multiplicações e divisões o número de algarismos significativos do resultado é o menor
número de algarismos significativos que ocorra em qualquer dos fatores envolvidos.

Exemplo: Qual o resultado da expressão


(7,89 x 1,5 x 189,568)/(8,95 x 19,6 x 148,7)
RESPOSTA: 0,086.
OBS.:
1)
É óbvio que MEDIDAS devem ser efetuadas com significâncias semelhantes. Não
tem sentido medir um fator com 7 algarismos significativos se em algum lugar nos
cálculos existem outros fatores com apenas 2 ou 3 algarismos significativos.
2)
Não são levados em consideração os fatores inteiros (adimensionais) usados em
operações aritméticas. Ex.: 10 x 2,32 = 23,2, o resultado apresenta 3 algarismos
significativos.
gráficos_090209 (09/02/09)
EXPERIMENTO 1 - PICNOMETRIA
1. PRÉ-LABORATÓRIO SOBRE PICNOMETRIA
1. Defina massa específica (ou massa específica observada), densidade, densidade rel
ativa e
densidade absoluta.
2. O que é um picnômetro e para que serve?
3. Na determinação da massa específica de um líquido por picnometria obtiveram-se os
seguintes dados, a 25o C: massa do picnômetro vazio = 23,8632g; massa do picnômetro
com
água 36,4032g, massa do picnômetro com líquido = 36,8035g.
Qual a densidade do líquido? Se a massa específica da água 25o C é 0,997075g/cm3, qual a
massa específica do líquido a esta temperatura.
4. Qual a unidade de massa específica no sistema internacional e qual a unidade ge
ralmente
utilizada no estudo de soluções aquosas?
5. Qual a finalidade do experimento a ser realizado com o picnômetro?
2. ROTEIRO DA PRÁTICA
2.1. FINALIDADE
Determinar a massa específica e densidade dos soros fisiológico, para reidratação oral,
caseiro.
Nas amostras de aguardente e álcool comercial determinar, também, o teor de etanol.
2.2. INTRODUÇÃO
Define-se massa específica (também conhecida como massa específica observada) como sen
do
a razão entre a massa do corpo e seu volume. No Sistema Internacional de Unidades
a massa específica
é expressa em kg/m3, muito embora a unidade geralmente utilizada seja g/cm3. Usa-s
e também, a
expressão densidade absoluta para indicar a mesma grandeza. Por outro lado, define-s
e densidade
relativa como sendo a razão entre duas massas específicas, em que o denominador é a mas
sa
específica de uma substância tomada como padrão ou referência. Freqüentemente é usada a exp
essão
densidade para indicar a densidade relativa. Como substância padrão usa-se a água na tem
peratura
fixada de acordo com as necessidades, comumente, a temperatura ambiente.
O picnômetro é um aparelho com que se determina a densidade e a massa específica de líqu
idos.
É um frasco de vidro especial, de baixo coeficiente de dilatação com a boca esmerilhad
a e uma saída
para o escoamento do excesso de líquido. Alguns tipos contêm uma marca de referência.
Esta marca
indica o volume útil V do instrumento, o qual pode ser 10, 25, 50 ou 100ml. Picnômetro
s de melhor
qualidade dispõem de um termômetro na própria tampa para a medida da temperatura do líqu
ido. A
mudança na temperatura altera a massa específica e a densidade de um corpo devido à va
riação de seu
volume.
2.3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
1. Determine, com uma balança analítica (precisão 10-4g), a massa m1 do picnômetro limpo
,
seco e tampado.
2. Encha o picnômetro com água destilada fervida, introduza a tampa e CUIDADOSAMENTE
,
enxugue-o externamente para retirar o excesso de líquido , inclusive a parte livre
do capilar, e
determine a massa m2 com o instrumento tampado.
3. Após a pesagem, descarte a água e lave o picnômetro com o líquido o qual e deseja med
ir a
massa específica (no presente caso, soros fisiológico, para reidratação oral e caseiro,
aguardente e
15
álcool comercial); descarte o líquido de lavagem e encha-o com o respectivo líquido a
analisar,
procedendo, em seguida, como no item anterior; determine a massa m3.
4. Repita as operações com o restante das amostras;
5. Anote a temperatura de realização do experimento.
4. CÁLCULOS E RESULTADOS:
Demonstra-se que a densidade do líquido na temperatura t é calculada pela
fórmula: d tt =(m -
m ) /(m -
m ), onde m1, m2 e m3 já foram definidos anteriormente. Sabe-se que
L 31 21
tt t

tt
dLt =./ .
. Assim sendo, a massa específica do líquido é dada pela equação .=
dtx.t .
LHO L LHO
22
Determine a massa específica e a densidade das soluções analisadas.
No caso da aguardente e da amostra de álcool comercial determine, também, o teor alc
oólico,

utilizando as tabelas disponíveis.


Lance seus dados na Tabela abaixo:
Temperatura: ºC; Peso do picnômetro vazio = g
Tabela 1 Massas específicas, densidades e teor alcoólico das substâncias analisadas
Substância Peso do picnômetro,
em gramas, com:
Massa específica,
g/cm3
Densidade Concentração de etanol
Percentagem
peso por peso
(%P/P)
Gramas de etanol por
100 cm3
A 15,00ºC A 20,00ºC
Água ---
Soro fisilógico ---
Soro para reidratação oral ---
Soro caseiro ---
Aguardente
Álcool comercial
Picnometria_Adaptado_300709.doc (30/07/09)
EXPERIMENTO 2 REFRATOMETRIA
1. PRÉ-LABORATÓRIO SOBRE REFRATOMETRIA
1. O que é índice de refração de uma substância?
2. Em geral, com que varia o índice de refração de uma substância?
3. A que se destina o refratômetro de ABBÉ?
4. Qual a finalidade do experimento sobre refratometria, a ser realizado?
5. Cite algumas aplicações da refratometria.
2. ROTEIRO DA PRÁTICA
2.1. FINALIDADE:
Identificar, através dos teores de sólidos totais dissolvidos, amostras de soros fis
iológico,
caseiro e para reidratação oral, por refratometria.
2.2. INTRODUÇÃO:
Quando um raio de luz passa de um meio para outro como, por exemplo do ar para a
água,
experimenta uma variação de um certo ângulo em sua trajetória. Este desvio é denominado re
fração
(ver fig. 01).
A intensidade do desvio é proporcional à velocidade da luz nos dois meios, e esta ve
locidade
também é função das densidades óticas dos dois meios. A intensidade com que o raio é refrat
do
depende da concentração relativa de átomos e do seu arranjo no interior das moléculas.
A medida de quanto a luz se desvia chama-se índice de refração (n) e é matematicamente
definido como a relação entre o seno do ângulo de incidência LÔP e o seno do ângulo de refr
u seja:
n = (sen i)/(sen r). O índice de refração varia com a
temperatura, com o comprimento de onda da luz e com a
quantidade de sólidos dissolvidos em uma solução. O índice
de refração da água (tomando o ar como padrão), medido
com luz de sódio a 20o C, é expresso como 20=
1,33299,
nD
enquanto que uma solução aquosa contendo 20% de sacarose,
20
em peso, apresenta um índice de refração de nD = 1,36384.
É, pois, evidente, que se pode determinar o teor de sólidos
dissolvidos em uma solução por refratometria. Por outro lado,
quando se misturam dois líquidos puros, o índice de refração
da solução resultante depende, de forma não linear, da
composição da mistura. Esta dependência pode ser expressa,
porém, mediante uma relação linear, quando se utilizam as
refrações molares de cada componente.
FIGURA 01 Esquema do processo de refração da luz ao mudar de meio.
A refração molar é definida como segue.
(n2 -
1)
R =
V 2
(n +
2)
onde V é o volume molar e n o índice de refração. Numa mistura, a refração molar [R]12 é da
por:
[R]12 = X1[R]1 + X2[R]2 (2)
onde X1 e X2 são as frações molares dos líquidos 1 e 2, respectivamente.
O índice de refração é usado, dentre outras aplicações, para determinar a concentração de
soluções, identificar compostos químicos, suas estruturas moleculares bem como suas pu
rezas.
O refratômetro de ABBÉ destina-se à medida do índice de refração e da dispersão de
substâncias líquidas, plásticas e sólidas. Neste instrumento, de manejo excessivamente s
imples, o
índice de refração nD é lido diretamente em uma escala que vai de nD = 1,3 a nD = 1,7. N
os
refratômetros de Abbé mais modernos, ao lado da escala de índice de refração existe uma es
cala em
graus Brix (º Bx). Estes são definidos como o número de gramas de sacarose por 100 gra
mas de
solução.
As partes essenciais do refratômetro são: o sistema de dois prismas, a luneta, o set
or S e o
compensador Z.
O valor do índice de refração é obtido com a ajuda de um dispositivo auxiliar contido na
luneta
do refratômetro. Graças a este dispositivo o campo visual do instrumento fica dividi
do em duas partes,
uma clara e fixa e outra escura e móvel (que pode até cobrir totalmente a parte clar
a) tal como mostrado
na fig. 02. Girando-se o sistema de prismas, consegue-se colocar a interface de
separação entre as
partes clara e escura no cruzamento das linhas perpendiculares, como visto na fi
g. 3. Feito isto, faz-se a
leitura do índice de refração na escala sobre o setor S.
FIGURA 02 Zonas clara (fixa) e escura FIGURA 03 Interface de separação das zonas cla
ra
(móvel) vistas na ocular do refratômetro.
e escura no cruzamento das linhas perpendiculares
vistas na ocular do refratômetro-
3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL:
1. Recolha, com uma pipeta adequada, uma pequena quantidade da amostra Nº 1, anote
a temperatura,
determine o índice de refração bem como o teor de sólidos totais dissolvidos (que será equ
ivalente a
graus Brix), utilizando as tabelas adequadas.
2. Repita a operação acima com o restante das amostras fornecidas.
3. Ao terminar, recolha as soluções ao frasco de rejeito.
4. CÁLCULOS E RESULTADOS:
t = oC
AMOSTRA
No
ÍNDICE DE
REFRAÇÃO
PERCENTUAL DE SÓLIDOS TOTAIS
DISSOLVIDOS (CONSIDERANDO
EQUIVALENTES A GRAUS BRIX - ºBx)
IDENTIFICAÇÃO
DA AMOSTRA
01
02
03
04
Refratometria_090209.doc (09/02/09)
EXPERIMENTO 3 POLARIMETRIA
1. PRÉ-LABORATÓRIO SOBRE POLARIMETRIA
1. A expressão abaixo expressa a lei de Biot:
a
a
20
a
=[]D LC
O que significa cada um dos seus termos e quais as suas unidades?
2. Na figura abaixo, simbolizando as principais partes de um polarímetro, cite o n
ome de cada um dos
componentes (L, P, T, A e O).
FIGURA 01 Esquema geral de um polarímetro
a
a
20
3. O valor de [ ] para a lactose é 55,4º. Qual é a concentração desta substância (em gramas
por
D
litro) em uma solução que apresenta um desvio angular de 7,24o, quando se utiliza um
polarímetro,
cujo tubo polarimétrico mede 10 cm, a 20o C e observando-se sob a raia D da luz do
sódio?
4. Cite algumas aplicações da polarimetria.
2. ROTEIRO DA PRÁTICA
2.1. FINALIDADE
Determinar a concentração de substâncias oticamente ativas em amostras de soro e outra
s.
2.2. INTRODUÇÃO
Sabe-se que a luz natural é constituída de ondas eletromagnéticas que se propagam em t
odas as
direções, em infinitos planos de vibração. Como exemplo cita-se a luz solar, uma lâmpada
incandescente etc. Por outro lado, quando a luz natural é passada através de um pris
ma polarizador de
Nicol a radiação emergente vibra em apenas um plano de vibração e é denominada luz polariz
ada.
Poderá ser policromática ou monocromática, dependendo da fonte luminosa.
Quando um feixe de luz plano-polarizada monocromática atravessa um tubo de comprim
ento igual a L,
cheio com uma solução contendo uma substância oticamente ativa, de concentração C, o desvi
o angular
(a) do plano de polarização é dado pela lei de Biot, ou seja,
=[]LC ()
a
20 1
aD
a
a
20
A constante [ ] é o poder rotatório específico característico da substância e depende do
Dcomprimento de onda do feixe de luz e da temperatura. É definido como sendo o ângul
o-desvio (em
graus angulares) apresentado por uma alíquota de uma solução cuja concentração é de um quil
grama
(1000 g) de substância oticamente ativa por decímetro cúbico (1000 mL) de solução, colocad
a em um
tubo polarimétrico de 1 decímetro (100 mm) de comprimento e observada, a 20,0ºC, sob l
uz de sódio;
L é o comprimento, em dm, do tubo polarimétrico; C é a concentração da solução em g/cm3 e a
desvio angular final, em graus angulares.
Pela expressão (1) vê-se que o ângulo-desvio varia linearmente com a concentração.
A 20,0ºC a rotação específica da sacarose, sob luz de sódio, é 66,53o e a da glicose 52,7o.
O desvio angular é medido com um polarímetro, cujo esquema é o seguinte:

FIGURA 01 Esquema geral de um polarímetro


A luz proveniente de uma fonte luminosa monocromática (L), é polarizada ao atravessa
r um
prisma de Nicol (P). Após este prisma, o feixe luminoso atravessa o líquido contido
no tubo (T) e, em
seguida, outro prisma de Nicol chamado analisador (A). O campo do instrumento é ob
servado através
da ocular (0). O analisador pode girar em torno do eixo longitudinal do instrume
nto enquanto que o
polarizador é fixo. Quando o tubo (T) contém uma substância que não possui atividade ótica
(por
exemplo, a água) e o analisador está cruzado com o polarizador, nenhuma luz passará e
o campo do
instrumento, portanto, se apresentará escuro. Esta situação corresponde ao zero gravad
o no limbo do
aparelho. Caso o tubo (T) contenha uma substância oticamente ativa, o raio luminos
o sofrerá uma
rotação no seu plano de polarização. Para que o campo fique novamente escuro é necessário g
rar o
analisador de um certo ângulo, que será registrado no limbo e representa o desvio an
gular observado.
O polarímetro tem um dispositivo auxiliar, que torna a medida do desvio angular ma
is
precisa.Graças a ele o campo visual do instrumento fica dividido em três partes (ver
Fig. 02). Quando o
analisador está um pouco antes da posição cruzada em relação ao polarizador a parte centra
l do campo
visual torna-se escura e as partes laterais tornam-se claras (ver Fig.03).
Quando o analisador está um pouco além da posição cruzada em relação ao polarizador, a part
central do campo visual torna-se clara e as partes laterais tornam-se escuras (v
er Fig. 04).
Uma posição intermediária, em que as três partes do campo estão totalmente sombreadas,
corresponde ao cruzamento dos dois prismas (ver Fig. 05). Caso o prisma analisad
or esteja na mesma
posição que o prisma polarizador, o campo apresenta-se totalmente iluminado (ver Fig
. 06).

FIG. 02 Campo visual FIG.03 Analisador um pouco FIG.04 Analisador um pouco


dividido em três partes. antes da posição cruzada em além da posição cruzada em
relação ao polarizador relação ao polarizador.
FIG. 05 Analisador na posição FIG. 06 Analisador paralelo ao
cruzada em relação ao polarizador, com polarizador com o campo visual
o campo visual totalmente sombreado.
totalmente claro.
A rotação específica (tal como o ponto de fusão e o de ebulição) é uma constante física
importante para a identificação de substâncias.
A polarimetria, dentre outras aplicações, é utilizada na indústria alimentícia e na análise
de
produtos farmacêuticos.
2.3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL:
1.
Ligue a lâmpada de sódio.
2.
Encha o tubo do polarímetro com água destilada e coloque-o no instrumento. Tenha o c
uidado de
não deixar bolhas de ar no interior do tubo e de limpar suas faces externamente.
4.
Observe a ocular do instrumento de maneira a distinguir nitidamente as linhas qu
e separam as três
partes do campo visual do polarímetro. Gire o analisador no sentido horário ou anti-
horário, até
observar que há uma inversão na iluminação das partes central e laterais do campo visual
. Em
seguida, gire novamente o analisador no sentido que torne as três partes igualment
e iluminadas
(geralmente, totalmente sombreadas). Determine, cuidadosamente, este ponto e ano
te o ângulo
encontrado, que deve ser igual a zero (ou 90) grau(s). Caso isto não ocorra o pola
rímetro necessita
de um ajuste especial. Mesmo assim, anote a leitura (as).
5.
Esvazie o tubo polarimétrico e lave-o com a solução a ser analisada. Em seguida, encha
-o com a
própria solução e elimine as bolhas de ar, caso existam. Por fim, feche o tubo e límpe-o
externamente. Repita as operações do item 4 e anote o desvio angular observado (aobs
).
6.
Operando de maneira análoga, determine o desvio angular observado para as demais s
oluções.
2.4. CÁLCULOS E RESULTADOS:
Organize seus dados sob a forma da seguinte tabela:
Desvio angular do solvente (H2O) = as = º
Comprimento do tubo polarimétrico = dm
Temperatura = ºC
Lembrar que aobs = af + as

SOLUÇÃO DESVIO ANGULAR


OBSERVADO, aobs, º
DESVIO ANGULAR FINAL, af,º
af = aobs -as
CONCENTRAÇÃO
C, (g/cm3)
Soro fisiológico
Soro caseiro
Soro para
reidratação oral
OBS.: af é o desvio angular final, aobs é o desvio angular observado e as é o desvio a
ngular do
solvente.
Polarimetria_Modificado_300709.doc (30/07/09)
EXPERIMENTO 4 VISCOSIDADE DE LÍQUIDOS
1. PRÉ-LABORATÓRIO
1. O que é a viscosidade de um líquido?
2. Distinga viscosidades absoluta, relativa, dinâmica e cinemática. Cite suas unidad
es.
3. Que dados são necessários para calcular a viscosidade do líquido utilizando o visco
símetro de
Ostwald-Fenske? A viscosidade determinada pelo viscosímetro de Ostwald-Fenske é abso
luta ou
relativa?
4. Discuta a determinação da viscosidade por meio do viscosímetro de Ostwald-Fenske.
5. Num viscosímetro de Ostwald-Fenske, operando a 20 oC, o tempo de escoamento da ág
ua (. =
0,99823 g/cm3) e o de um outro líquido (. = 1,0832 g/cm3) foram, respectivamente,
495,67s e
538,98s. Calcule as viscosidades dinâmica, relativa e cinemática deste líquido, a 20ºC.
.H2O = 1,005
cP a 20 oC.
6. Cite algumas aplicações da viscosidade.
7. Qual a finalidade do experimento sobre viscosidade?
2. ROTEIRO DA PRÁTICA SOBRE VISCOSIDADE
2.1. FINALIDADE:
Determinar as viscosidades relativa, dinâmica e cinemática dos soros fisiológico, case
iro e para
reidratação oral, utilizando o viscosímetro de Ostwald-Fenske.
2.2. INTRODUÇÃO:
Quando um líquido escoa através de um tubo estreito, sem turbulência, isto é, de modo co
ntínuo
e regular, a velocidade de escoamento depende, em primeiro lugar, da força que o p
roduz. Além disso,
uma vez que as diferentes partes do líquido não se movem no interior do tubo com a m
esma
velocidade, isto é, as camadas mais próximas às paredes do tubo se movem mais lentamen
te que as
camadas centrais, e a velocidade alcança um máximo no centro do tubo, podemos consid
erar a corrente
líquida como composta de um grande número de cilindros concêntricos, cada um movendo-s
e com
velocidade constante, à qual é superior à do vizinho imediato e de maior diâmetro. Produ
z-se, assim,
um deslizamento ou movimento das diferentes camadas, umas em relação às outras, na dir
eção do
escoamento. A este deslocamento das diferentes camadas, opõe-se o atrito interno (
atrito entre os
cilindros sucessivos) e o coeficiente de viscosidade de um líquido é uma medida dest
e atrito.
Se considerarmos uma camada retangular e delgada (de espessura dx) do líquido, cuj
a superfície
superior (de área A) se move relativamente à superfície inferior (também de área A) com um
a
velocidade dV, a força F que se necessita aplicar, tangencialmente, às superfícies sup
erior e inferior,
para manter o gradiente de velocidade (dV/dx), dependerá da viscosidade do líquido,
isto é:
(F/A) . (dV/dx) ou (F/A) = .(dV/dx) (1)
A grandeza . (eta), definida por esta equação, é o coeficiente de viscosidade dinâmica e
tem por
dimensões:
ML-1T-1
Este coeficiente de viscosidade é numericamente igual à força tangencial, por unidade
de área,
necessária para manter uma unidade de velocidade de deslocamento de dois planos pa
ralelos, afastados
de uma unidade de distância, o espaço entre eles estando cheio com um líquido viscoso.
A viscosidade
de um fluido pode ser determinada por vários métodos experimentais, como, por exempl
o, a medida do
tempo de vazão de um líquido através de um capilar (neste caso o coeficiente de viscos
idade é dado
pela Lei de Poiseuille); a medida do tempo de queda de uma esfera através de um líqu
ido (utilizandose
a lei de Stokes obtém-se o coeficiente de viscosidade) etc.
No sistema CGS a unidade de viscosidade dinâmica é o Poise (g/cm.s), simbolizada por
P,
enquanto que, no S.I., é o Pa.s. Vale lembrar que 1cP = 10-3Pa.s (ou 1cP = 1mPa.s)
. A viscosidade
cinemática, definida como .= ./., onde . é a viscosidade dinâmica e . a massa específica
do líquido,
tem por unidade o Stokes (cm2/s), simbolizada por St.
No caso da vazão de um líquido através de um capilar o coeficiente de viscosidade, seg
undo
Poiseuille, é:
.= (pr4 t P)/8VL (2)
onde P é a pressão hidrostática sobre o líquido, em N.m-2, V é o volume em m3 do líquido qu
flui em t
segundos através do capilar de raio r e de comprimento L, ambos em metros.
O viscosímetro de Ostwald-Fenske permite uma determinação simples do coeficiente de
viscosidade desde que seja conhecida sua constante. No entanto, quando se descon
hece a constante, as
medidas de viscosidade são feitas por comparação entre os tempos de escoamento de um líq
uido de
viscosidade conhecida, geralmente água, e do líquido cuja viscosidade se deseja dete
rminar.
A partir da equação (2) aplicada ao líquido de viscosidade desconhecida e ao líquido pad
rão,
obtém-se a equação (3), a qual nos permite determinar a viscosidade relativa do líquido:

..t
1 11
.
.
rel
==
()
2
.2 .2 t 3
onde ., . e t são, respectivamente, o coeficiente de viscosidade dinâmica, a massa e
specífica e o tempo
de escoamento de igual volume dos líquidos 1 e 2 (este último sendo o padrão).
As viscosidades dinâmica e cinemática podem ser calculadas, respectivamente, através d
as
equações . = k.t (4) e . = kt (5), caso a constante k do aparelho seja conhecida, e .
e t, já
definidos.
A viscosidade é uma propriedade importante, tanto em trabalhos práticos como teóricos.
Em
biologia e fisiologia o viscosímetro é utilizado no estudo das propriedades do sangu
e. Em tecnologia,
tem sido aplicado na solução de uma grande variedade de problemas relacionados com t
intas, fibras,
colas, borracha e outros produtos industriais. Em projetos de Engenharia Química,
a viscosidade é um
fator importante, pois o custo de bombas é muitas vezes considerável e isto depende
muito da
viscosidade dos líquidos ou gases a serem transportados.
2.3. MATERIAL NECESSÁRIO
Viscosímetro de Ostwald-Fenske (Figura 01),
cronômetro, conjunto de densímetros ou um picnômetro, tubo
de borracha, pipeta (seu volume depende do volume do
viscosímetro), termômetro 0 100 oC, banho termostático,
água, soro fisiológico, soro caseiro e soro para reidratação oral,
tabelas de massa específica e de viscosidade para a água.

FIGURA 01 Viscosímetro de Ostwald-


Fenske.
2.4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
1.
Lave o viscosímetro com uma solução sulfocrômica e seque-o muito bem. Determine o volume
de
água necessário para que o bulbo maior fique cheio até 2/3 de sua altura (10 cm3).
2.
Coloque o viscosímetro contendo em seu interior o volume de água determinado acima,
num banho
termostático à temperatura do experimento. Espere que o sistema atinja o equilíbrio térm
ico.
3.
Por sucção adequada, eleve o líquido no interior do tubo de menor diâmetro até ultrapassar
um
pouco a marca (a).
4.
Deixe o líquido escoar livremente para verificar se o fluxo está se processando conv
enientemente e
sem que gotas fiquem aderidas às paredes. Se isto acontecer, o viscosímetro deve ser
esvaziado e
novamente limpo com cuidado.
5.
Torne a aspirar o líquido até a metade do segundo bulbo superior, acima da marca a (re
produzir
sempre esta mesma posição em todas as medidas) não devendo elevar-se acima do nível da águ
a
do banho termostático. Mantenha a posição pinçando o tubo de borracha.
6.
Abra a pinça e, quando o menisco do líquido passar pelo traço superior (a), dê a partida
do
cronômetro. Quando o menisco alcançar a marca inferior (b), trave o cronômetro. Repita
a
determinação duas vezes com o mesmo líquido.
7.
Retire o viscosímetro do banho termostático lave-o com a substância cuja viscosidade s
e quer
determinar e seque-o muito bem.
8.
Utilizando tabelas adequadas obtenha a massa específica e a viscosidade da água na t
emperatura do
experimento.
9. Torne a colocar o viscosímetro no banho termostático.
10. Por meio de uma pipeta coloque no viscosímetro a substância cuja viscosidade dev
e ser
determinada, no mesmo volume (10cm3) que o do líquido de referência, no caso a água.
11. Espere cerca de 2 minutos para que se restabeleça o equilíbrio térmico.
12. Execute duas determinações do tempo de escoamento, tendo o cuidado de conduzir a
s operações
nas mesmas condições anteriores.
13. Com o auxílio do picnômetro, determine as massas específicas dos líquidos, à temperatu
ra do
experimento.
2.5. CÁLCULOS E RESULTADOS:
Construa uma tabela semelhante a esta para organizar seus dados experimentais, l
embrando que
.rel = (.1t1/ .2t2), . = .relx.H2O e . = ./. .
Temperatura = ºC;
Tabela 1 Viscosidades relativa, dinâmica e cinemática das amostras analisadas.
Amostra ., g/cm3 Tempo de escoamento,
s
.rel .,cP ., cSt
Viscosidade_de_liquidos_modificado_300709.doc (30/07/09)
EXPERIMENTO 5 - BALANÇA DE WESTPHAL E DENSÍMETROS
1. PRÉ-LABORATÓRIO SOBRE BALANÇA DE WESTPHAL E DENSÍMETROS
1. Em linhas gerais, de que é constituída a balança de Westphal-Mohr?
2. O que é mergulhador de uma balança de Westphal?
3. Se o cavaleiro maior de uma balança de Westphal-Mohr pesa 10g, quanto pesa cada
um dos
outros três cavaleiros da mencionada balança?
4. Qual deve ser o volume do mergulhador de uma balança de Westphal-Mohr se o peso
do
cavaleiro maior é 10g?
5. Na expressão . = D1 x 10-1 + D1 x 10-1 + D2 x 10-2 + D3 x 10-3 + D4 x 10-4, o q
ue significam . e
cada um dos D s?
6. Em que se baseiam os densímetros?
7. Quais as varias denominações dos densímetros, conforme o objetivo desejado?
8. Em um experimento utilizando a balança de Westphal restaurou-se o equilíbrio da b
alança
quando os cavaleiros I, II, III e IV estavam suspensos, respectivamente, nos ent
alhes 9, 3, 4 e 1.
Qual a massa específica do líquido em estudo?
9. Dispõe-se de um densímetro, uma balança de Westphal e um picnômetro. Coloque-os na or
dem
decrescente de suas precisões.
10. A que se destina a escala de Baumé?
11. O que representa a escala de Gay-Lussac e como é feita a sua graduação?
12. De um modo geral, como se usa o densímetro?
13. Qual a finalidade dos experimentos utilizando a balança de Westphal e densímetro
s?
14. Um indivíduo comemorando a vitória do seu time, bebeu 300ml de aguardente SAPUPIR
A a
28oC, a qual, nesta temperatura, contém um teor alcoólico de 41oGL. Qual a quantidad
e (em
gramas) de álcool etílico ingerida por este indivíduo? Considere a massa específica do e
tanol,
28 ºC = 0,7827 g/cm3.
2. FUNDAMENTOS TEÓRICOS
A balança de Westphal é constituída por uma barra metálica móvel, apoiada sobre um cutelo
e
tendo braços diferentes. O braço maior é dividido em 10 seções iguais, tendo no extremo da
última
seção um pequeno gancho no qual é pendurado um mergulhador suportado por um fio fino e
resistente.
Estando a balança inicialmente em equilíbrio, a resultante das forças que atuam sobre
seus
braços é nula (Figura 01).
FIGURA 01 Esquema da balança de Westphal Mohr em equilíbrio sem amostra.
No entanto, quando o pêndulo é mergulhado na proveta contendo o líquido em estudo, uma
força devido ao empuxo o elevará, deslocando, conseqüentemente, o braço para cima, a par
tir do ponto
de apoio 0 , retirando a balança de seu equilíbrio original (Figura 02).
FIRURA 02 Esquema da balança de Westphal Mohr em desequilíbrio.
Para retornar o braço da balança à posição inicial os cavaleiros são colocados nos entalhes
na
ordem decrescente de seus pesos, a partir do entalhe 1 (Figura 03).

FIGURA 03 - Esquema da balança em equilíbrio com amostra.


Ao ser retornada à posição inicial, a soma dos momentos de força em torno do ponto 0 é nu
Como sabemos, o momento de uma força em torno de um ponto é definido como o produto
entre a
força e a distância desta força ao ponto.
No caso em estudo as forças atuantes são os pesos dos cavaleiros e o empuxo do líquido
,
enquanto que as distâncias são os segmentos medidos desde o ponto 0 até os entalhes de o
nde
pendem os cavaleiros e o pêndulo.
Definamos algumas quantidades, para facilitar o raciocínio:

D, a distância entre o ponto 0 e o entalhe de onde pende o mergulhador (pêndulo) (ver


Fig.
03).
D1, D2, D3 e D4 as distâncias entre o ponto 0 e os entalhes de onde pendem os cavale
iros I,
II, III e IV, respectivamente (ver Fig 03).
., a massa específica do líquido contido na proveta.
E, o empuxo do líquido.
Como o sistema está em equilíbrio, podemos escrever a expressão, lembrando que a balança
tem dois cavaleiros I:
P1D1 + P1D1 + P2D2 + P3D3 + P4D4 - ED = 0 (1)
mas, P = mg e E = mliq.g.
Substituindo os valores acima definidos, na equação (1):
m1gD1 + m1gD1 + m2gD2 + m3gD3 + m4gD4 = mliqgD = . V.g.D, (2)
vez que . = mliq/V, onde V é o volume do pêndulo.
Pode-se reescrever a equação (2) sob a forma:
. = (m1/VD)D1 + (m1/VD)D1 + (m2/VD)D2 + (m3/VD)D3 +(m4/VD)D4 (3)
Pelas características da balança a ser usada tem-se:
m1 = 10g; m1 = 10g; m2 = 1g; m3 = 0,1g; m4 = 0,01g; V = 10cm3 e D = 10
divisões arbitrárias iguais. Substituindo estes valores na equação (3) tem-se:
. = (10/10 x 10)D1 + (10/10 x 10)D1 +(1/10 x 10)D2 +(0,1/10 x 10)D3 +(0,01/10 x
10)D4
ou
. = (D1 x 10-1 + D1 x 10-1 + D2 x 10-2 + D3 x 10-3 + D4 x 10-4 ) g/cm3 (4)
Fica, então, demonstrado porquê ao se colocar o último cavaleiro equilibrando o braço da

balança obtém-se, diretamente, o valor da massa específica do líquido em estudo.


EXEMPLO: Em um experimento utilizando a balança de Westphal, restaurou-se o equilíbr
io da balança
quando os cavaleiros I,II,III IV estavam suspensos, respectivamente, nos entalhe
s 9, 8, 7 e 3.Qual a
massa específica do líquido ?

Pela Equação (4) a massa específica do líquido em estudo é:


. = (9 x 10-1 + 8 x 10-2 + 7 x 10-3 + 3 x 10-4 )g/cm3, ou
. = 0,9000 + 0,0800 + 0,0070 + 0,0003
. = 0,9873 g/cm3
3. ROTEIRO DA PRÁTICA
3.1. FINALIDADE
Determinar, através das massas específicas das amostras de aguardente e álcool, divers
os tipos
de teores alcoólicos, utilizando-se uma balança de Westphal, densímetros e alcoômetro.
3.2. INTRODUÇÃO
3.2.1. BALANÇA DE WESTPHAL
É um instrumento para medir a massa específica de um líquido pela aplicação do princípio de
Arquimedes. Sabe-se, através deste princípio, que quando um corpo está imerso num líquid
o, fica
sujeito a ação de uma força (empuxo), que pode ser imaginada como opondo-se à entrada do
corpo no
líquido. Determinou-se ainda que esta força é de intensidade igual ao peso do volume d
e líquido
deslocado e de sentido oposto ao da aceleração gravitacional. A balança de Westphal, e
mbora não seja
usualmente capaz de uma grande exatidão, como a obtida com um picnômetro, é, no entant
o, de maisfácil manuseio. É mais precisa que os densímetros.
A determinação da massa específica é baseada na medida do empuxo exercido pelo líquido em
estudo sobre um pêndulo apropriado de peso e volume definidos. Este pêndulo, ou merg
ulhador, é um
corpo de vidro, alongado, contendo ou não um termômetro em seu interior. Ele é suspens
o por meio de
um fio de platina delgado, preso a uma extremidade do braço da balança. O volume des
te pêndulo é
cuidadosamente ajustado para algum valor definido, digamos, 10ml. Um peso na ext
remidade superior
do fio de platina possibilita equilibrar o braço antes do início das medidas ( zerar a
balança no ar ). O
braço da balança está entalhado em nove lugares, dividindo o espaço entre as extremidade
s em dez
intervalos iguais. Cavaleiros com a forma aproximada da letra grega ômega , são forneci
dos com as
seguintes características, dependendo do tipo de balança utilizada:

Cavaleiro I: dois de 10g


Cavaleiro II: 1 de 1g
Cavaleiro III: 1 de 0,1g
Cavaleiro IV: 1 de 0,01g. Neste caso, o volume do mergulhador é 10 cm3.
OBS.: Existem balanças cujos conjunto de pesos (cavaleiros) e o volume do mergulha
dor são,
respectivamente, 5g, 0,5g, 0,05g, 0,005g e 5cm3.
Em geral os cavaleiros acima descritos correspondem, respectivamente, às primeira,
segunda,
terceira e quarta casas decimais da massa específica. Dois cavaleiros maiores (de
10g, por exemplo) são
fornecidos com a finalidade de permitir a medida de massas específicas iguais ou m
aiores que a
unidade. Por exemplo, para expressar um valor de massa específica igual a 1,2 g/cm
3, existem várias
possibilidades: um dos cavaleiros de 10g é suspenso no gancho do braço que suporta o
pêndulo e o
outro colocado no entalhe 2, ou dois cavaleiros de 10g são suspensos no entalhe 6
ou ainda dois
cavaleiros de 10g são suspensos, respectivamente, nos entalhes 4 e 8 etc.
Quando dois ou mais cavaleiros ocupam a mesma posição no braço da balança, um é colocado
no entalhe e os restantes suspensos nos seus ganchos.
Exercícios de fixação:
Preencha as células vazias na tabela a seguir.
Tabela 02 Dados de três amostras obtidos com uma balança de Westphal.

POSIÇÃO DOS CAVALEIROS NOS ENTALHES DA BALANÇA MASSA ESPECÍFICA À


TEMPERATURA DO
EXPERIMENTO (g/cm3)Cavaleiros I I II III IV
Amostras01 -9 7 4 5
02 3 Pendurado no
gancho do braço 4 2 Pendurado no
Cav. III
03 2 8 7 8 6
Em uso, a balança de Westphal é armada numa superfície plana: o pêndulo é suspenso pela
extremidade direita do braço telescópico, o qual é levantado de modo a permitir que a
pequena proveta,
contendo o líquido em estudo, seja trazida para baixo do pêndulo, sem tocá-lo. O nivel
amento da
balança é feito através de um parafuso apropriado. A proveta é manualmente elevada até que
o nível
do líquido cubra completamente o pêndulo e, em seguida, um calço ou suporte é colocado e
mbaixo
dela. Os cavaleiros são então colocados nos entalhes do braço da balança para retornar o
ponteiro à
posição inicial, ocasião em que é feita a leitura da massa específica. A temperatura deve
ser obtida
através do termômetro contido no pêndulo, se for o caso, ou através de um termômetro comum
. Antes
do início das determinações a balança deve ser zerada no ar atmosférico. Esta etapa é reali
ada com o
auxílio do parafuso nivelador e do contrapeso móvel localizado na extremidade direit
a do braço da
balança. Em trabalho comum de laboratório nenhuma correção para o empuxo do ar é necessária
ao
contrário dos trabalhos de precisão, em que tal fato deve ser levado em consideração, ve
z que os
cavaleiros são usualmente ajustados de modo a levar em conta o mencionado empuxo.
Uma pequena
correção pode também ser feita para a tensão superficial do fio da platina, caso o traba
lho seja de alta
precisão.
3.2.2. DENSÍMETROS
Baseiam-se na medição do volume imerso do instrumento quando este flutua livremente
no
líquido, isto é, quando é estabelecido o equilíbrio entre o seu peso e o empuxo que atua
na sua parte
imersa. Essa medição é feita observando-se a escala do instrumento onde se encontra o
menisco do
líquido em análise.
Os densímetros têm várias denominações conforme seus objetivos:
1. Areômetros - com escalas arbitrárias; exemplo: a escala de Baumé.
2. Alcoômetros - destinados a medir a percentagem, em volume, de álcool numa solução
aquosa, com uma escala em graus Gay-Lussac.
3. Pesa-ácidos - destinados a medir massas específicas maiores que a da água; sua esca
la é
decimal, em densidade relativa ou g/cm3.
4. Pesa-licores - destinados a medir massas específicas menores que a da água; sua e
scala é
decimal, em densidade relativa ou g/cm3.
A escala de Baumé é arbitrária e destina-se principalmente a medidas de densidades de
soluções
salinas.Existe uma relação entre a densidade (d) das soluções e a escala Baumé, dada pelas
expressões
abaixo, retiradas do Manual de Engenharia Química de Perry & Chilton:
ºBé = 145 (145/d), para líquidos mais densos que a água e
ºBé = (140/d) 130, para líquidos menos densos que a água.
A escala Gay-Lussac representa a percentagem, em volume, de etanol numa solução aquo
sa e a
sua graduação é feita segundo a regra:

0oGL - corresponde a água pura.


10oGL - correspondem a 10ml de álcool em 100ml de solução.
20oGL - correspondem a 20ml de álcool em 100ml de solução
100oGL - corresponde ao álcool anidro puro.
Em geral os densímetros vêm graduados na escala peso-específico (20/4). Como a 4ºC a mas
sa
específica da água é 1,000g/cm3, o valor lido na escala corresponde à massa específica do
líquido em
estudo, a 20,0ºC. Os alcoômetros também são graduados a 20,0ºC.
Para corrigir as leituras dos alcoômetros utiliza-se a seguinte fórmula empírica:
Pr = PL [0,4x(TL Tc)], onde
Pr .. Percentual real (grau real, em graus Gay-Lussac) de etanol, corrigido para
a temperatura
de calibração do aparelho; PL .. Percentual lido (grau aparente, em graus Gay-Lussac
) diretamente no
alcoômetro; TL ..Temperatura de leitura da amostra e Tc .. Temperatura de calibração d
o alcoômetro
(normalmente, 20,0ºC ).
Para utilizar o densímetro procede-se da seguinte maneira:
a) coloque o líquido a ser analisado em uma proveta, em geral, de 500 mL. O diâmetro
da
proveta deve ser pelo menos três vezes maior do que o do bulbo do densímetro;
b) meça a temperatura do líquido com um termômetro adequado;
c) segure o densímetro pela extremidade superior da sua haste e mergulhe-o no líquid
o tanto
quanto possível, evitando tocar o líquido com os dedos que sustêm o densímetro;
d) dê um giro rápido no densímetro, implicando em sua liberação;
e) aguarde até que o aparelho atinja o equilíbrio e faça a leitura em sua escala, toma
ndo por
base a superfície do líquido.
3.3. CÁLCULOS E RESULTADOS.
Com os dados obtidos e as tabelas adequadas, organize uma tabela semelhante a es
sa
abaixo:
Tabela 03 Massas específicas, densidades e concentrações de etanol das amostras analis
adas
AMOSTRA
INSTRUMEN
TO
UTILIZADO
TEMPERATURA,
ºC
MASSA
ESPECÍFICA,
g/cm3
Percentagem
em
peso
%(P/P)
Densidades Concentração de etanol
a 15,0ºC a 20,0ºC
Graus Gay-Lussac gramas de etanol por
100cm3 ALCOÔMETRO
a 15ºC a 20ºC a 15ºC a 20ºC PL, ºGL PR, ºGL
BalancaDensimetros_Modificado300709.doc (30/07/09)
EXPERIMENTO 6 CONCENTRAÇÃO MICELAR CRÍTICA CMC
TÍTULO: DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO MICELAR CRÍTICA DE UM
SURFACTANTE
1. PRÉ-LABORATÓRIO
1. Como são constituídos e como se classificam os surfactantes?
2. O que é concentração micelar crítica (CMC)?
3. Qual a importância do estudo da C.M.C dos surfactantes?
4. Como se determina a CMC de um surfactante?
5. Cite algumas aplicações do uso das micelas.
2. ROTEIRO DA PRÁTICA SOBRE CMC
2.1. FINALIDADE:
Determinar, graficamente, a concentração micelar crítica de um surfactante por conduto
metria.
2.2. INTRODUÇÃO:
Os surfactantes, também chamados de detergentes, apresentam em sua estrutura molec
ular uma
região hidrofóbica, que é constituída por uma longa cadeia de hidrocarbonetos e uma região
hidrofílica,
que é um grupo polar ou iônico. De acordo com a região hidrofílica os surfactantes class
ificam-se em
catiônicos, aniônicos e não iônicos.
Em soluções diluídas os surfactantes existem na forma de monômeros, os quais atuam como
eletrólitos fortes. À medida que a concentração aumenta os monômeros formam agregados
(MICELAS) e a concentração mínima de surfactante em que se inicia a formação de micelas é
denominada Concentração Micelar Crítica (CMC). A CMC de um surfactante é uma propriedade
física
tão importante como os pontos de fusão e ebulição ou o índice de refração de substâncias pu
As
micelas podem ser usadas como catalisadores ou inibidores no estudo cinético de re
ações químicas, e
os surfactantes em geral têm grande aplicação na área farmacêutica, em operações industriai
tc.
A CMC de um surfactante é determinada através do estudo da variação de propriedades física
s
tais como tensão superficial, condutância elétrica e outras, em função da concentração do m
o;
graficamente, uma descontinuidade na curva obtida quando se loca condutância elétric
a, medida em
microsiemens (µS), versus concentração milimolar (mM) do detergente, indica o valor da
CMC.
Nesta experiência determina-se a CMC de um surfactante aniônico (dodecilsulfato de sód
io
SDS C12H25SO4Na, 288,38 g/mol) através da mudança no coeficiente angular da curva ac
ima citada.
2.3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
A. Prepare 100mL de dodecilsulfato de sódio (SDS) 30mM (surfactante aniônico).
B. Calibre o condutivímetro com auxílio de uma solução padrão de KCl.
C. Coloque na célula de condutância inicialmente 50mL de água; meça a condutância elétrica
inicial da água.
D. Com auxílio de uma bureta adicione a solução estoque do surfactante de 2 em 2 mL até
30
mL sob agitação. Leia a condutância após cada volume adicionado da solução estoque e
calcule a concentração da solução.
2.4. RESULTADOS
1. Preencha as lacunas e a tabela abaixo:
Temperatura = ºC; Conc. da sol. Estoque de SDS = mM;
Volume inicial de água = mL; Condut. inicial da água (Li) = µS;
LEGENDAS DA TABELA:
V, ml .. Volume de surfactante adicionado, em mL;
C, mM .. Conc. milimolar da solução resultante;
Lobs , µ S .. Condut. elétrica observada da solução resultante, em microsiemens;
Lf , µ S .. Condut. elétrica final da solução resultante, em microsiemens
Sendo Lf = Lobs -Li

V, ml C, mM Lobs , µ S Lf , µ S
2. Construa o gráfico da condutância elétrica final versus concentração do surfactante e d
etermine a
CMC do dodecilsulfato de sódio.
Um modelo para este gráfico deve ter o perfil semelhante ao do apresentado na Figu
ra 01 (página
seguinte), com duas retas distintas que acompanham os dois conjuntos de pontos d
iferentes e se
cruzam num ponto que corresponde, no eixo das abscissas, à CMC procurada.
FIGURA 01 Gráfico de um experimento de condutometria na determinação da CMC
CMC_090209.doc (09/02/09)
EXPERIMENTO 7: MEDIDA DO CALOR DE COMBUSTÃO
FIGURA 01 BOMBA CALORIMÉTRICA
1. INTRODUÇÃO:
Nesta experiência, mede-se o calor desprendido na combustão de um sólido em atmosfera
de
oxigênio. O processo ocorre num recipiente metálico de fortes paredes, cujo volume é p
raticamente
constante. Nestas circunstâncias, o calor desprendido na reação de combustão é a variação .
Daí se
pode calcular o .H da reação pela conhecida expressão .H = .E + .n.R.T. .n é a variação do
ero
de moles das substâncias gasosas que participam da reação, T é a temperatura do experime
nto, em
Kelvin.
O procedimento adotado é o de medir o calor evolvido na reação em um calorímetro adiabátic
o
de Parr. A combustão é realizada numa bomba calorimétrica. A armação esquemática da experiê
a é
a da figura abaixo:
A bomba calorimétrica B (bomba de Berthelot ou
Berthelot-Mahler) é imersa no banho de água contida na
cuba interna do calorímetro C; a temperatura da água nesta
cuba (que se mantém uniforme mediante o agitador A) é
lida no termômetro de Beckmann, T. A substância a ser
queimada é colocada na bomba num pequeno receptáculo,
ao qual chega um fio de ferro ligado a dois terminais
elétricos situados na tampa Ta. Este fio, percorrido por uma
corrente elétrica apropriada, inicia a combustão.
A bomba calorimétrica opera com atmosfera de
oxigênio sob pressão da ordem de 20 a 30 atm. Por isso,
suas paredes são reforçadas e a sua tampa é provida de
rosca forte e justa. O oxigênio é introduzido mediante
válvula de agulha.
Uma vez que o calorímetro opera a volume constante, o calor desprendido na reação de
combustão (Qr) é absorvido por ele (Qg) e se terá:
Qr = Qg = .E = - C.t,
onde .E é o calor de reação a volume constante, em calorias; C, a capacidade calorífica
de todo o
sistema (também conhecido como o equivalente de água do calorímetro), em caloria/grau
e .t a
variação de temperatura devido a combustão (em ºC).
Para a medição de .E é necessário conhecer, portanto, a capacidade calorífica total do
calorímetro; ela é determinada numa experiência preliminar, em que se faz a combustão do
ácido
benzóico, cujo calor de combustão serve de parâmetro para a medida (6.318 cal/g).
Uma vez conhecida a variação de temperatura produzida pela reação de combustão e a
capacidade calorífica total do calorímetro, pode-se determinar o calor de combustão da
substância em
estudo. No nosso experimento utilizamos a sacarose (C12H22O11), cuja reação de comus
tão é
C12H22O11(s) + 12O2(g) . 12CO2(g) + 11H2O(l).
2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL:
1. Pese uma massa aproximada de 1,0g de ácido benzóico cristalino, preferivelmente p
astilhada.
2. Coloque a amostra pesada no receptáculo da bomba calorimétrica, fazendo o contato
entre o fio de
ignição e a pastilha (tendo pastilhador apropriado é possível empastilhar o ácido com o fi
o
embutido).
3. Coloque o receptáculo com a pastilha e o fio na bomba calorimétrica, faça as conexões
elétricas do
fio e atarraxe cuidadosamente a tampa rosqueada.
4. Admita oxigênio sob pressão à bomba calorimétrica, fazendo a conexão entre a válvula de
gulha do
balão de oxigênio e a câmara de combustão. Opere com cuidado e vagarosamente.
5. Depois de cheia a bomba calorimétrica, apure o ouvido para verificar se há algum
vazamento
grosseiro, procurando ouvir o ruído sibilante do gás a escapar. Para certificar-se d
e escapamento,
faça a imersão da bomba calorimétrica em um recipiente com água e observe se há ou não
desprendimento de bolhas.
6. Coloque a bomba calorimétrica na cuba adequada no interior do calorímetro e adici
one 1,8 litro (ou
o suficiente para cobrir adequadamente a bomba calorimétrica) de água.
7. Ajuste os demais pertences do calorímetro (termômetro de Beckmann, agitador etc.)
e anote, de
minuto a minuto, durante o intervalo de uns 5 minutos, a temperatura lida no ter
mômetro.
8. Depois deste intervalo, provoque a ignição da substância e continue a ler, a cada m
inuto, a
temperatura. Estenda esta leitura por uns 10 minutos.
9. Finda a série de leituras, retire a bomba calorimétrica do interior do calorímetro,
abra
cuidadosamente a válvula de agulha para deixar escapar o oxigênio excedente e os gas
es da
combustão e desatarraxe a tampa.
10. Repita então as operações anteriores com sacarose em lugar de ácido benzóico.
ATENÇÃO:
Não se esqueça de colocar na cuba do calorímetro quantidade de água igual à utilizada
anteriormente (1,8 litro). Use também fio de ignição de mesmo tamanho que o empregado
na
combustão do ácido.
3. CÁLCULOS - DETERMINE:
1. A capacidade calorífica total (C) do calorímetro;
2. O calor de combustão, a volume constante (.E), da sacarose;
3. A entalpia molar de combustão (.H) da sacarose.
OBSERVAÇÕES.
a.
A experiência pode ser feita também com qualquer substância orgânica cristalina (ácido
salicílico, antraceno etc.). No caso de utilizar um líquido, é preciso fazer a correção da
entalpia
de vaporização no cálculo da combustão.
b.
No item 3 Cálculos , retro, a estimativa de variação de temperatura é feita simplesmente p
la
diferença de leitura entre as temperaturas no início e no término da combustão. É a mais fá
il,
mas não a melhor. O procedimento adotado no item 4. Cálculo Sofisticado do Calor de
Combustão a seguir descrito (juntamente com um exemplo) é recomendável quando se quer
obter resultado mais significativo.
c.
Para apurar a experiência é preciso levar em conta a combustão do fio de ferro. Para i
sto, será
necessário pesá-lo ou medi-lo em cada experimento antes e depois da queima. A menos
que se
queiram resultados muito significativos, a correção introduzida não é muito importante.
Em
qualquer caso, no entanto, é conveniente utilizar o menor fio possível.
Evitar, na experiência, variações muito grandes ou muito pequenas da temperatura. O
conveniente é medir diferenças da ordem de 2 a 3 graus.
4. CÁLCULO SOFISTICADO DO CALOR DE COMBUSTÃO
O calor de combustão da amostra é dado pela expressão abaixo
C(Tm +
X -
T0 )+Sb
.E =-
, onde:
G
.E = Calor de combustão da amostra, cal/g;
C = constante do calorímetro, também conhecida como equivalente de água do
calorímetro ou ainda, capacidade calorífica total do calorímetro, cal/grau;
Tm = Temperatura final do teste principal, grau;
X = Fator de correção para a temperatura, grau;
To = Temperatura inicial do teste principal, grau;
Sb = Soma das correções para as quantidades de calor não relacionadas com a combustão
da amostra, (ex.: queima do fio metálico etc.), cal;
G = Peso da amostra, g.

CÁLCULO DO FATOR DE CORREÇÃO PARA A TEMPERATURA


O fator de correção X , para a temperatura, é dado pela expressão abaixo
X = M.n -(n + v).F, onde:
M = Tempo de duração do teste principal, min;
n = Decréscimo médio da temperatura no pós-teste, grau/min;
v = Crescimento médio da temperatura no pré-teste, grau/min;
F = Fator de correção dos tempos do pré-teste e do pós-teste, min.

CÁLCULO DO FATOR DE CORREÇÃO DOS TEMPOS


O fator de correção dos tempos F é dado pela expressão
T -1
1 T +
T
F =
M -
(
m
ti +
0 m -
M .Tv ) , onde
S
T -
Ti=T +12
nv 0
M = Período de duração do teste principal, min;
Tn = Temperatura média durante o pós-teste, º;
Tv = Temperatura média durante o pré-teste; º;

T -1
m
ti = Soma das temperaturas do teste principal, excluindo a 1ª leitura (To + 1) e a

i=T +1
0
última leitura (Tm -1), grau;
OBS:
a) Se o crescimento da temperatura durante o 1º minuto do teste principal for maio
r do que o
crescimento durante o 2º minuto, F = 1,00;
b) Se o crescimento da temperatura durante o 1º minuto do teste principal for apro
ximadamente igual
ao crescimento durante o 2º minuto, F = 1,25;
c) Se o crescimento da temperatura durante o 1º minuto do teste principal for meno
r do que o
crescimento durante o 2º minuto, F = 1,50.
Calor_combustao_090209.doc (090209)
UNIVERSIDADEFEDERALDO CEARÁ
CENTRO DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DEQUÍMICAANALÍTICAE FÍSICO-QUÍMICA

DETERMINAÇÃO DOCALOR DECOMBUSTÃO UTILIZANDO O CALORÍMETRODEPARR

DADOSDEENTRADA: 19-jul-07
Temperaturaambiente: 28,5ºC 05:37:35PM
MATERIALUTILIZADO: Sacarose(
C

12H22O11)

PRÉ-TESTE TESTE PRINCIPAL PóS-TESTE


Tempo,min Temp.grau Tempo,min Temp.grau Tempo,min Temp.grau
0
1
2
3
4
5(ignição)
1,564
1,566
1,568
1,570
1,572
1,574
6
7
8
9
10
11
12
13
14
2,191
3,041
3,271
3,337
3,354
3,358
3,360
3,359
3,359
15
16
17
18
19
3,358
3,357
3,357
3,356
3,355
Massadaamostra(sacarose)=========================> 0,9876
g
Temperaturainicialdo testeprinc.,To: 1,574º (nestecaso,no5ºmin
)
Temperaturafinaldotesteprinc.,Tm: 3,359 º (nestecaso,no14ºmin)
Duração dotesteprincipal,M =======================> 9min(nestecaso,do 6ºao 14ºmin)
Comprimentodofiode ferro,L =====================> 10 cm
Comprimentodofiode ferroapósa queima==========> 8cm
Pesomoleculardaamostra(sacarose)================> 342,00 g/mol
Capacidade caloríficado(C)calorímetro===========> 2.234,00 cal/
º
COMO SÃO FEITOSOSCÁLCULOS:

1-DADOSPARA O CÁLCULO DE"F"


Temperaturamédiaduranteopós-teste,Tn==========> 3,357 º (do15ºa 19ºminuto)
Temperaturamédiaduranteopré-teste,Tv==========> 1,569 º (do0 ao5ºminuto)
Somadastemperaturasduranteoteste,exclusiveaprimeiraeaúltima

St
=
23,080 º (do7ºao13ºmin)
Cálculodofatorde correçäo "F" ====> 2,6085 min
OBSERVAÇÃO:COMO APROXIMAÇÃO,AS REGRAS ABAIXO PODEM SERUSADAS
Se(T2-T1)>(T3-T2),F=1,00 min
Se(T2-T1)=(T3-T2),F=1,25 min
Se(T2-T1)<(T3-T2),F=1,50 min
2-DADOSPARA O CÁLCULO DE"X"
Decresc.médiode temp.,porminuto,duranteopós-teste,n =======> -0,00075 º/min. (de 15a19
min)
Aumentomédiodetemp.,porminuto,duranteopré-teste,v =======> 0,00200 º/min. (de 0 a5 min
)
Cálculodofatorde correçäo "X":==================> -0,01001059
º

3-DADOSPARA O CÁLCULO DO CALORDECOMBUSTÃO DAAMOSTRA

Cálculodasomadasquantidadesdecalornão definidoscomoCALOR DE COMBUSTÃO:


Comprimentodo fiometálicoqueimado==============> 2cm
Calordecombustãodo fiometálico================> -1,5cal/cm
Calorliberado duranteaqueimadofiometálicoSb => -3cal
Calor_combustao_090209.doc (09/02/09)
EXPERIMENTO 8 CINÉTICA
TÍTULO: CINÉTICA DA REAÇÃO DE SAPONIFICAÇÃO DO ACETATO DE ETILA
1. PRÉ-LABORATÓRIO
1. Escreva a reação de saponificação do acetato de etila. Qual a ordem da reação?
2. Na expressão kt = (1 / a) [(L0 - Lt) / (Lt - L8)], o que significam Lo, Lt, L8,
a, k e t? Quais as
respectivas unidades?
3. Como se calcula, graficamente, a constante de velocidade, k, para a reação de sap
onificação do
acetato de etila, a uma dada temperatura?
4. A partir dos dados abaixo, calcule a constante de velocidade (em litros/mol.s
) para a reação de
saponificação do acetato de etila.
Concentração inicial de NaOH na reação: 0,01 Molar.
Após 15min de reação a condutância elétrica da solução era 1.474 µS.
As condutâncias elétricas inicial e final da solução eram, respectivamente, 2.130 µS e 861
µS.
2. ROTEIRO DA PRÁTICA SOBRE CINÉTICA
2.1. FINALIDADE:
Determinar, graficamente, a constante de velocidade da reação de saponificação de acetat
o de
etila.
2.2. INTRODUÇÃO:
A cinética da saponificação do acetato de etila,
CH3COOC2H5 + OH- + Na+ = CH3COO- + Na+ + C2H5OH,
obedece a lei da velocidade de uma reação de segunda ordem.
dx/dt = k(a - x)(b - x) (1)
onde a é a concentração inicial do acetato de etila, b a concentração inicial do hidróx
número de moles por litro que reagiu após um tempo t. Se as concentrações iniciais do ac
etato de etila e
do hidróxido forem iguais, a equação anterior transforma-se em
dx/dt = k(a - x)2 (2)
que é facilmente integrada, obtendo-se:
kt = (1/a)[x/(a-x)] (3)
O desenrolar da reação pode ser acompanhado medindo-se qualquer propriedade física
relacionada à composição do meio reacional, e que seja função do tempo. Neste experimento
a
condutância elétrica da solução sofre uma variação marcante durante a reação, pois os íons
la
são substituídos pelos íons acetato. Em termos de condutância elétrica da solução, a equaçã
rada
da cinética da reação tem o seguinte aspecto (ver a demonstração no Anexo No 1).
kt = (1/a) [(L0 - Lt) / (Lt - L8)] (4)
onde Lt é a condutância elétrica da solução no instante t, L0 a condutância elétrica no tem
t = 0 e L8 a
condutância elétrica quando a reação se completa.
Conseqüentemente, medindo-se a condutância elétrica da solução em diferentes intervalos de
tempo, pode-se estudar a cinética desta hidrólise.
A equação (4) pode ser representada sob a forma
(L0 - Lt) / (Lt - L8) = kat (5).
Portanto, locando-se em eixos apropriados (L0 - Lt) / (Lt - L8) contra t, obtém-se
uma reta, cujo
coeficiente angular é função da constante de velocidade (k) da reação, ou seja, igual a ka
.
As medidas da condutância elétrica da solução são realizadas em um condutivímetro. A
condutância é medida em Siemens, cujo símbolo é S. No entanto, devido às características do
meio
reacional, utiliza-se microsiemens, simbolizada por µS.
2.3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL:
1. Em um erlenmeyer de 150 ou 200ml (No 1) coloque 50 ml de uma solução 0,02M de hid
róxido de
sódio, adicione 50ml de água destilada e agite para homogeneizar. Meça os volumes com
muito
cuidado.
2. Calibre o condutivímetro; após isto, introduza a célula de condutividade na solução pre
parada no
item anterior, meça sua condutância elétrica e anote o seu valor (L0). Anote a tempera
tura.
3. Feita esta medida, lave a célula de condutividade, preparando-a para as medidas
subseqüentes.
Providencie também um bastão de vidro, limpo e seco.
4. Num outro erlenmeyer (No 2) de 150 ou 200ml, limpo e seco, coloque 50ml da so
lução 0,02M de
hidróxido de sódio. Num terceiro (No 3) adicione 50ml de uma solução 0,02M de acetato de
etila.
5. Misture as soluções dos frascos No 2 e No 3 e, simultaneamente, dispare um cronômet
ro.
Homogenize a solução com um bastão de vidro e, imediatamente, faça a primeira medida da
condutância elétrica da solução (Lt). Anote o instante em que esta medida foi efetuada (
t).
6. Realize mais quatro medidas de condutância, intervaladas de 2 minutos, e outra
série de 5 medidas
de 5 em 5 minutos. Não se esqueça de homogeneizar constantemente o meio reacional.
7. Para obter o valor de L8 deixe a reação ocorrer por, pelo menos, 12 horas, após as
quais faça a
leitura da condutância elétrica.
Terminada a experiência desligue o aparelho, lave a célula de condutividade com bast
ante água
destilada e deixe o material usado limpo e em ordem.
2.4. CÁLCULOS E RESULTADOS:
Anote os dados da seguinte forma:
L0 = µS; L8 = µS; T = o C; a = mol/litro
t,s Lt,µS; (L0 - Lt),µS (Lt - L8),µS (L0 - Lt) / (Lt - L8)
Trace um gráfico de (L0 - Lt) / (Lt - L8) versus t. A partir do gráfico obtido deter
mine a
constante de velocidade da reação (k), usando a relação:
k = (coef. ang)/a = litros/mol.s
3. MEDIDAS DE CONDUTIVIDADE ELÉTRICA EM SOLUÇÕES ELETROLÍTICAS
3.1. DEFINIÇÕES:
O fluxo de eletricidade através de um condutor envolve a transferência de elétrons de
um ponto
de maior potencial elétrico para um de menor potencial. Contudo, o mecanismo através
do qual esta
transferência ocorre não é o mesmo para todos os condutores. Em condutores eletrônicos,
dos quais
fazem parte metais sólidos e fundidos, e alguns sais sólidos (tais como sulfeto cúpric
o, sulfeto de
cádmio), a condução acontece pela migração direta de elétrons através do condutor, pela apl
de
uma diferença de potencial. Neste caso, os átomos ou íons que compõem o condutor não se en
volvem
no processo e, a não ser suas vibrações em torno de suas posições médias de equilíbrio, per
ecem
estacionários.
Por outro lado, em condutores eletrolíticos, aí incluídos soluções de eletrólitos fortes e
racos,
sais fundidos e também, alguns sais sólidos tais como cloreto de sódio e nitrato de pr
ata, a transferência
de elétrons dá-se pela migração de íons, positivos e negativos, em direção aos eletrodos.
Conforme já sabido, condutores metálicos são aqueles que obedecem à lei de Ohm, I = E/R,
onde I é a intensidade da corrente elétrica (em Ampères), E é a força eletromotriz, (em Vo
lts) e R, a
constante de proporcionalidade, denominada resistência elétrica (em Ohms). A resistênc
ia R depende
das dimensões do condutor, ou seja, R = (.l/A), onde l é o comprimento do condutor (
em cm), A a área
de sua seção reta (em cm2) e . a resistividade específica do material ( em ohm.cm). O
inverso da
resistência (1/R) é chamado de condutância, L, (em ohm-1, mho ou Siemens) e o inverso
da
resistividade específica é denominado condutância específica, LS (em ohm-1.cm-1 ou Sieme
ns.cm-1).
Fisicamente, a condutância específica pode ser considerada como a condutância elétrica d
e um
cubo do material em estudo, com 1cm de lado.
3.2. DEMONSTRAÇÃO DA EXPRESSÃO (4) DO ROTEIRO DA PRÁTICA:
Como visto no mencionado roteiro, para uma reação de segunda ordem a lei da velocida
de é
dada pela equação (3), ou seja,
kat = x/(a - x) (1)
Por outro lado, se os reagentes têm as mesmas concentrações (a), a condutância elétrica da
solução, em qualquer instante, é dada por
Lt = (1/a){[(a - x)LOH- + (a x)LNa+] + [xLAc- + xLNa+]}
Explicitando-se x nesta equação, obtém-se:
x = a[LOH- - (Lt - LNa+)] / (LOH- - LAc-) (2)
Mas, de acordo com a cinética da reação:
1. Quando t = 0, x = 0 bem como LAc- = 0 (3). Levando-se estes valores para a eq
uação (2) e
rearranjando os termos, obtém-se:
L0 = LNa++ LOH-(4)

2. Quando t = 8, x = a bem como LOH- = 0 (5). Substituíndo-se estes valores na equ


ação (2) e
rearranjando os termos, obtém-se:
L8 = LAc- + LNa+ (6)
A equação (2) pode ser reescrita como
x = a[(LNa+ + LOH-) - Lt]/ (LOH- - LAc-) (7)
Subtraíndo-se a equação (6) da equação (4), obtém-se:
L0 - L8 = LOH- - LAc-(8)
Substituindo-se as equações (4) e (8) na equação (7), obtém-se:
x = a(L0 - Lt) / (L0 - L8) (9)
Por fim, substituíndo-se a equação (9) na equação (1) e rearranjando os termos, obtém-se:
x/(a - x) = kat e
kat = (L0 - Lt) / (Lt - L8), conforme se utilizou.

CinSapAcEtila_090209.doc (09/02/09)
ANEXOS
ANEXO No 01 VALORES DE MASSA ESPECÍFICA DA ÁGUA DE 15 oC A 44 oC

ANEXO No 02 VALORES DE VISCOSIDADE DA ÁGUA DE 0 oC A 100 oC


oC .(cP) oC .(cP) oC .(cP) oC .(cP)
0 1,787 26 0,8705 52 0,5290 78 0,3638
1 1,728 27 ,8513 53 ,5204 79 ,3592
2 1,671 28 ,8327 54 ,5121 80 ,3547
3 1,618 29 ,8148 55 ,5040 81 ,3503
4 1,567 30 ,7975 56 ,4961 82 ,3460
5 1,519 31 ,7808 57 ,4884 83 ,3418
6 1,472 32 ,7647 58 ,4809 84 ,3377
7 1,428 33 ,7491 59 ,4736 85 ,3337
8 1,386 34 ,7340 60 ,4665 86 ,3297
9 1,346 35 ,7194 61 ,4596 87 ,3259
10 1,307 36 ,7052 62 ,4528 88 ,3221
11 1,271 37 ,6915 63 ,4402 89 ,3184
12 1,235 38 ,6783 64 ,4398 90 ,3147
13 1,202 39 ,6654 65 ,4335 91 ,3111
14 1,169 40 ,6529 66 ,4273 92 ,3076
15 1,139 41 ,6408 67 ,4213 93 ,3042
16 1,109 42 ,6291 68 ,4155 94 ,3008
17 1,081 43 ,6178 69 ,4098 95 ,2975
18 1,053 44 ,6067 70 ,4042 96 ,2942
19 1,027 45 ,5960 71 ,3987 97 ,2911
20 1,002 46 ,5856 72 ,3934 98 ,2879
21 0,9779 47 ,5755 73 ,3882 99 ,2848
22 ,9548 48 ,5656 74 ,3831 100 ,2818
23 ,9325 49 ,5561 75 ,3781
24 ,9111 50 ,5468 76 ,3732
25 ,8904 51 ,5378 77 ,3684
Anexos_090209.doc (09/02/09)