Hyvf vrjlulçºAs línguas originalmente faladas em Angola, como em qualquer país africano, são as dos povos africanos residentes

na região. A implantação geográfica destes povos, hoje designados como etnias, no fim da era colonial depreende-se do mapa constante desta página; apesar das vicissitudes das décadas pós-coloniais, esta distribuição espacial continua no essencial inalterada. Convém reter que, em termos globais, a esmagadora maioria dos angolanos ± perto de 90% ± é de origem bantu. O principal grupo étnico bantu é o dos Ovimbundu que se concentra no centro-sul do país, ou seja, no Planalto Central e algumas áreas adjacentes, especialmente na faixa litoral a Oeste do Planalto Central. Os Ovimbundu constituem hoje um pouco mais da terceira parte da população, e a sua língua, o umbundu, é por conseguinte a segunda língua mais falada em Angola (a seguir ao português) com quatro milhões ou mais de falantes
[nota 3]

. Por causa

da Guerra Civil Angolana, muitos Ovimbundu fugiram das zonas rurais para as grandes cidades, não apenas para Benguela e Lobito, mas também para Luanda e até para cidades geograficamente periféricas como Lubango, transportando assim a sua língua para regiões onde esta antes não era falada. Em termos de importância numérica, o segundo grupo são os Ambundu que representam cerca da quarta parte da população. A sua língua, okimbundu, é falada por cerca de três milhões de falantes, maioritariamente na zona centro-norte, no eixo Luanda-Malanje e no Kwanza-Sul. O kimbundu é uma língua com grande relevância, por ser a língua tradicional da capital, hoje provavelmente com mais de 5 milhões de habitantes. O kimbundu legou muitas palavras à língua portuguesa e importou desta, também, muitos vocábulos. No norte, nas províncias do (Uíge, do Zaire) e parte do Kwanza-Norte, concentra-se a maior parte dos Bakongo que representam hoje pouco mais de 10% da população. A sua língua kikongo (ou kikoongo) era a do antigo Reino do Kongo e tem diversos dialectos (tal como também as tem o umbundu e o kimbundu). Em consequência da guerra pela independência muitos Bakongo refugiaram-se na hoje República Democrática do Congo onde boa parte aprendeu também o francês e o lingala, língua de comunicação na parte ocidental daquele país. A maioria dos refugiados Bakongo, e/ou seus filhos e netos, regressou para Angola a seguir à independência, reinstalando-se em geral no seu habitat de origem, mas formando também núcleos populacionais importantes nas cidades situados fora desta área, principalmente em Luanda. Deste modo, também o kikongo, está hoje de algum modo presente em boa parte de Angola, com mais de um milhão de falantes. Os Côkwe estão presentes numa boa parte do leste de Angola, desde a Lunda Norte ao Moxico e mesmo ao Bié. Enquanto mais a norte constituem, juntamente com os lunda, a população exclusiva, a sua presença mais a sul e cada vez mais dispersa e se mistura com a dos pequenos povos da região, habitualmente designados pelo termo Ganguela.

A línguacôkwe tem vindo a sobrepor ao lunda, mas aparentemente não às línguas de outros povos. Os povos designados como Ganguela - Lwena, Luvale, Mbunda, Lwimbi etc. - não constituem uma etnia abrangente, e cada um fala a sua língua, embora estas sejam de certo modo aparentadas. A que frequentemente se designa como "língua nganguela" é na verdade apenas a de uma população residente a leste e sul de [[Menongue}}. Um outro conjunto de povos é, desde os tempos coloniais, classificado como Nyaneka-Khumbi, mas tão pouco constituem uma etnia abrangente, nem pela sua identidade social, nem por uma língua comum. Diferente é o caso dos Ovambo que são um grande grupo étnico existente principalmente na Namíbia, mas em parte significativa também na província do Cunene, no sul de Angola. A sua língua é o Oshivambo, a língua africana mais importante da Namíbia. Em Angola esta língua é geralmente falada na forma dos dialectos próprios dos diferentes subgrupos. O subgrupo de maior destaque é aqui o dos Kwanyama (também escrito "cuanhama"), mas há ainda os Kwamatu, os Kafima, os Evale e os Ndombondola. No sudoeste de Angola existem pequenos povos aparentados aosHerero, principalmente os Vakuval ("Mucubais"), os Himba e os Dimba. A situação étnica e linguística actual no extremo sudeste de Angola, na província do Cuando Cubango, é mal conhecida e constitui neste momento o objecto de um estudo em curso. Finalmente existem no sul de Angola grupos residuais de khoisan, descendentes de povos não bantus que falam as suas línguas especificas. Por último, cerca de 3% da população actual é caucasiana (maioritariamente de origem portuguesa) ou mestiça, população que se concentra primariamente nas cidades e tem oportuguês por língua materna. De referir, ainda, a existência de um número considerável de falantes das línguas francesa e lingala, explicada pelas migrações relacionadas com o período da luta de libertação e pelas afinidades com as vizinhas República do Congo e República Democrática do Congo. [editar]Promoção

das línguas nacionais

Durante o período colonial, o uso das línguas indígenas estava praticamente circunscrito ao ensino do catolicismo. Contudo, a língua portuguesa não conseguiu fixar-se em todo o território devido à limitada utilização que as populações africanas dela faziam, principalmente nas zonas rurais, permanecendo as línguas indígenas, relativamente intactas. Com a independência do país, algumas dessas línguas adquirem o estatuto de línguas nacionais, coexistindo com a língua portuguesa como veículos de comunicação e expressão, teoricamente em pé de igualdade.

lexicais e semânticos. pelos angolanos. em paralelo com o português. 4 3 1 pelo regime colonial português. São vários os motivos que explicam esse fenómeno.nyemba gangela). tili ¤ ¦ ¥¢ ¤ ¦¥¢ "% ¢  £ ¢ ¡   lí locai . os medi as línguas africanas são também utili adas. durante o longo período da uerra Colonial. estudando  os aspectos fonéticos. pela emissora de rádio & "%$ ##"    gola Yetu N ! A la. se fixaram no interior do país. a ponto de haver uma expressiva parcela da população ue tem como sua nica língua aquela herdada docoloni ador. ¡ ¡¢  ¡¢ @ § Com i t lori o. ue emite diariamente programas e notícias em sete idiomas. oInstituto de Línguas s resultados . morfossintácticos. o alastramento da guerra civil. oshikwanyama e umbundo. a língua portuguesa facilitou a comunicação entre pessoas de diferentes origens étnicas. Apesar de ser um processo impositivo. bem como dos sucessivos contingentes militares portugueses que. o entanto. 3 A § ©¨ o romoção principal foi a implantação. espalhados por todo os o território. 3 3 entre coloni ador e coloni ado. a adopção do português como língua de comunicação corrente em Angola propiciou também a veiculação de ideias de emancipação em certos sectores da sociedade angolana. Por outro lado. em Angola deu-se o facto pouco comum 2 de uma intensa disseminação do português entre a população angolana. 98 Com a independência em 7 .levando ao seu desenrai amento cultural e forçando a rápida adopção do português. teve também um efeito de expansão da língua portuguesa. kikongo. de hábitos e valores portugueses.Nacionais de Angola fi ou ormas ortográficas os      i i omas côkwe. 7 4 6 3 5 período daguerra colonial foi o momento fundamental da e instrumento d dominação e clivagem e expansão da consciência nacional angolana. o portuguêsadquiriu um carácter unificador entre os diferentes povos de Angola. kimbundu. Principalmente a partir de meados do século XX. entre os quais se encontrava o domínio da língua portuguesa. em kimbundu). considerados civili ados". deste trabalho de investigação serviram de base £  elaboração de material didáctico para a futura introdução destas línguas no ensino primário. [editar]Situação Ver arti do português pri ipal: P rt ê de A  "%$ # ( ( % " '$ la ) A adopção da língua do antigo coloni ador como língua oficial foi um processo comum 0 grande maioria dos países africanos. nomeadamente pela fuga de populações rurais para ascidades² particularmente uanda -. de uma política assimiladora que visava a adopção. por exemplo. nas décadas subsequentes. há que ter em conta também a presença de um elevado número de colon portugueses. fonol gicos.

xingar e muitos outros. B . A língua oficial da República de Angola é o português". vinculando-a e adaptando-a cada vez mais à realidade angolana. mas estas indicações não são nem fiáveis nem criteriosos. Embora as línguas nacionais ainda sejam as línguas maternas da maioria da população. mupanda. machimbombo. sibongo. tanga. bunda. 1. batuque. umbala. quilombo. artigo 19. cambolar. As interferências linguísticas resultantes do seu contacto com as línguas nacionais. no sistema administrativo. curinga. no sistema escolar. "caçula" ou "bazar". Embora. imprimem-lhe uma nova força. samba. minhoca. Língua oficial e do ensino e um dos factores de unificação e integração social. bué. na prática. o português é já a primeira língua de 30% da população angolana²proporção que se apresenta muito superior na capital do país -. maxim. oficialmente. bem como certos desvios à norma padrão de Portugal. o português encontra-se aqui em permanente transformação.e 60% dos angolanos afirmam usa-la como primeira ou segunda língua[4][5]. bumbar. nesta matéria convém esperar pelos resultados do grupo de trabalho que actualmente está encarregado deste assunto em Angola. muzungo. Embora quase exclusivamente em língua portuguesa. tamargueira. quitanda. Alguns dos muitos exemplos são as palavras: "kamba". etc. capanga. jingo. que provêm de vocábulos kimbundu. jimbolo. tarrafe.º § 1 2.A própria implantação do novo Estado nacional reforçou a presença do português. [1] Supostamente existem 3 línguas e 50 dialectos em Angola[3]. missanga. A língua literária em Angola distinguiu-se sempre pela presença das línguas locais. munda. tendeu sempre a valorizar exclusivamente aspectos que contribuíssem para a unificação do país²o português como a única língua unificadora²em detrimento de tudo o que pudesse contribuir para a diferenciação dos grupos e a tribalização ² a miríade de línguas e dialectos regionais e étnicos. gingar. "kota". Para além dos já plenamente dicionarizados na língua portuguesa. mutula. ginguba. respectivamente. a literatura angolana conta também com algumas obras em kimbundu e umbundo. mocotó. expressamente em diálogos ou interferindo fortemente nas estruturas do português. tacula. quibuca. dikamba (amigo). pupu. tesse. dikota (mais velho). catinga. moleque. o governo angolano declarasse defender as línguas nacionais. mocambo. usado no exército. nos meios de comunicação. bobó. kasule (o filho mais novo) e kubaza (fugir). a criação de nov as palavras e expressões forjadas pelo génio inventivo popular. ulojanja. dendê.

Diante dessas reflexões. o gosto por certo tipo de música. que implica sempre populações numerosas (Marr. à espera do censo populacional previsto para 2013. favorecendo a identificação de alguns mitos que no decorrer dos tempos impedem um avanço considerável dos estudos lingüísticos. Em todas as comunidades sempre se atribui à determinada classe uma ascendência sobre as demais.. como todos nós. pois em termos de língua. É a sociedade que estabelece a norma e. então. A norma é o limite no processo de uniformização e nivelamento da língua de uma comunidade. todas as indicações numéricas constituem estimativas. o que resulta. somente por meados dos anos sessenta.. conforme sua inserção no contexto social. . O ponto de superação do rígido uso da língua ancora na discussão entre o social e o individual. também. ³A acomodação do indivíduo a uma norma lingüística pode levá-lo a um condicionamento na própria articulação dos seus pensamentos e.. NORMA LINGÜÍSTICA E A GRAMÁTICA TRADICIONAL Existe na gramática tradicional o domínio político e ideológico das línguas. ela mesma se encarrega de preservá-la. conseqüência dos usos da mesma. respalda-se na idéia de que a língua se impõe decisivamente ao indivíduo. A classe de prestígio dita as normas de comportamento. constitui um subproduto da comunicação social. muito complexo é saber o que é cert o ou errado. a ciência Sociolingüística vem fazendo investigações sobre a atuação do indivíduo nesta estrutura. Segundo Preti (1930: 31). pretende-se buscar argumentos que justifiquem a hegemonia da norma lingüística. 2004: 185). Há uma incessante preocupação em todos os níveis de cada comunidade em aceitar esse acordo lingüístico imposto. a moda. é necessário aceitar que a língua. Ela institui pensamentos dicotômicos entre o ³certo´ e o ³errado´. 2002.. Vista por esse ângulo. tal língua jamais existiu nem poderia ter existido . 1997: 102). O fato é que não existe nenhuma língua onomatopaica primitiva. A norma culta não deriva de nada intrínseco ao português. Para tanto. 1985: 24).3. há um condicionamento do pensamento´. Considerações sobre a norma lingüística e a gramática tradicional c ontribuem para o enriquecimento de abordagens a respeito do preconceito lingüístico. Constitui-se no seu ³uso´ uma fixação em lei lingüística. como p reconceito ou mal necessário. a norma lingüística estaria imune às intervenções sociais. Referências A visão de que a norma lingüística é um sistema único. teoricamente nas ³normas´. enfim. Porém. como veremos. quaisquer estatísticas demográficas válidas. Como não há neste momento. puramente. Isso significa dizer que a comunidade. em 2010. porém. homogêneo e fechado em sua lógica interna. de certa forma. ou seja. viver. de comum acordo. oriunda da intercomunicação entre os povos provocada por imperativos econômicos. instrumento de interação verbal ou de valorização social. comum a todos os povos e. quer crescer. Ao escolher uma. O entendimento da norma lingüística. ³Viver é modificar-se: vale para pessoas e línguas´ (Luft. apud Bakhtin. o certo ou errado deriva apenas de uma contingência social. depende do aspecto como é vista a função principal da língua. tornar -se flexível e expandir. propõe-se. Não há formas ou construções intrinsecamente erradas ou certas [. A língua é uma criação da sociedade. apud Bagno. sustentar que o mito do seu ³mal´ uso é discriminadamente um preconceito. essa classe condena as outras variedades (Castilho. Assim também a escolha das variedades lingüísticas entre as que estão à disposição dos falantes. escolhe as maneiras que melhor pode se comunicar. Essa contradição entre o plano social da língua na sua homogeneidade e o plano do indivíduo falante perpetua-se ao longo do estruturalismo lingüístico e. O processo que implica a uniformização de uma língua é.] Assim.

Dessa forma. sabem. Parte-se do pressuposto. como. a situações não só lingüísticas como as extralingüísticas. em pleno século XXI. uma vez que essa mesma é constituída de indivíduos que representam atitudes sociais. perfeitamente. à língua escrita. contribuindo para o nivelamento das estruturas e do léxico. Não se pode usar um mesmo modelo de padrão lingüístico para toda a população de um país. A escola procura uniformizar a língua. criando. sobre a norma lingüística numa sociedade: a escola. apesar da tentativa de homogeneizar a língua. diminui-se a importância do fenômeno da diversidade. Divulgam a língua comum.A norma tem como papel primordial avaliar padrões elitizados. fazer uso de sua língua. estão a serviço da sociedade. O homem pode reconhecer determinadas particularidades da língua culta para poder fazer uso em certos momentos e em certas situações. No entendimento de Preti (1974: 33). Quando se entende a língua como fator de unificação. esses meios t êm exercido uma importante e considerável influência. realmente. econômicas e ideológicas diferentes. uma vez que proporcionam ao homem a possibilidade de aprender a pensar e articular lingüisticamente as soluções para determinados problemas. indo muito mal no país. afinal. se ela fosse obra de um grupo de homens inteiramente de acordo sobre as idéias que deveria exprimir´ (Preti. também. ficou marcado em todos que dela precisam para se comunicar. Além do que. denominadas normas da língua culta. Leva em consideração a língua escrita. O indivíduo já nasce envolvido por uma língua e dela se faz dono. que o que vale aqui é a intenção de se comunicar e ser entendido. PRECONCEITO LINGÜÍSTICO: ALGUNS MITOS Dentre tantas questões lingüísticas fomentadas. Atuam sobre o ³uso´ e a ³norma´ criando um condicionamento lingüístico e até social. A gramática tradicional precisa buscar caminhos. Porém. Muitos indivíduos contribuem para modificá-la e transformá-la. bem regular. sem normas específicas ou de prestígios que a gramática normativa valoriza e determina através de seus estudos. haverá inúmeras normas lingüísticas. Não é surpresa afirmar que. a norma característica de grupos ju venis urbanos. ela tem necessidade de atender. a norma geral das comunidades cultas. ³três são os principais fatores que agem sobre o µuso¶ e. . ser ia provavelmente bem estruturada. posteriormente. também. complicada. A língua não pode ser um bem de um só e sim um bem de todos. O mito de que a língua materna é difícil. porém não pode considerá-la suprema. por exemplo. estabelecendo-a como padrão para o que é certo. O grande furo na história da gramática tradicional e de seus objetivos deu -se no momento que ela não se preocupou com a língua falada e enfatizou. mas também valorizá -la sem julgamentos pré-concebidos. culturais. aproximando a língua escrita da língua falada. ora uma feição ³popular ´. 2002: 38). vale a que ressaltar se a língua portuguesa está. a literatura e os meios de comunicação de massa´. uma postura que ora aceita uma feição ³purista´. exclusivamente. então. o que deve realmente prevalecer é a riqueza de sua diversidade. a norma característica de comunidades rurais tradicionais. No entanto. A gramática tradicional não pode querer representar a identidade de nenhum ser. o que se entende ou ousa-se chamar de norma culta representa o uso ideal da comunidade. Numa sociedade diversificada estratificada como a brasileira. o elo de comunicação. A literatura acompanha os padrões estéticos da linguagem. vivem e morrem sem saber ler e escrever. daí entendê-la e aceitá-la como uma diversidade na uniformidade lingüística. milhões e milhões de pessoas nascem. Já os meios de comunicação de massa constituem maior importância dentre todos. a norma informal da classe média urbana e assim por diante (FARACO. 1974: 36). ³Se uma língua fosse obra de um só indivíduo. Estudiosos afirmam que o padrão ideal da língua não está somente em saber usá-la de forma correta em todos os seus moldes. nivelando a lingu agem através do seu uso. a(s) norma(s) característica(s) de populações das periferias urbanas. abrir e descobrir meios para adequar essas ³regras´. aproveitando o conhecimento adquirido e usado pelos falantes. Particularmente. aquela de comunidades rurais de determinada ascendência étnica. Assume assim. Esses padrões passam a definir os falantes de uma comunidade e a posição dos mesmos em diversas situações sociais. da mesma maneira. ou melhor. a contextos sociais que atendam as necessidades individuais dentro de um padrão próprio de cada comunidade.

4. Isso provoca um discurso preconceituoso. e que é feita para proporcionar certo lucro material ou simbólico. A transformação da sociedade não se dá frente à aquisição da norma culta. como é o caso das grandes metrópoles brasileiras. Isso significa que para Bourdieu. 5. 3. O que gera o maior preconceito é. que se estabelece em determinada relação de forças simbólicas entre um produtor. Tomando como base as teorias de Bourdieu (1990. é uma dissimulação de força da classe dominante. Difícil é traçar um único caminho e querer enquadrar todo falante nele. O modelo ideal. 8. Mesmo aqueles que conhecem a norma padrão. As relações de classe geram. e um consumidor (ou um mercado). No entanto. 6. as quais transmitem códigos dominantes e dominados. Isso seria descaracterizar todas as variedades lingüísticas existentes.As pessoas sem instrução falam tudo errado. e que a estrutura social está presente no discurso (CALVET. muitas comunidades de imigrantes estrangeiros mantêm viva a língua de seus ancestrais: coreanos. Mas essas variedades. Todos os mitos se impõem como legítimos. Só em Portugal se fala bem o português. na verdade. Em toda comunidade de fala onde convivem falantes de diversas variedades regionais. reproduzem e legitimam formas distintivas de comunicação. Segundo Bernstein (1996). O português não deve estar voltado a um conjunto de regras e exceções que acabam em si mesmas. que permeia o Brasil em todas as regiões. perde o sentido de ser quando inserido nas mais variadas situações comunicativas.Brasileiro não sabe português. os discursos são signos de riqueza. 2004: 107). . o que se percebe são ideologias que sustentam o círculo vicioso sobre o saber equivocado da língua portuguesa. na realidade.O certo é falar assim porque se escreve assim. empregado por muitos que dominam a língua portuguesa. 2005: 18). alemães.Português é muito difícil. é a estrutura social que determina o comportamento lingüístico e que gera diferentes códigos lingüísticos. cultural. para além da simples comunicação de sentido.O lugar onde melhor se fala português no Brasil é o Maranhão. detentor de certo capital lingüístico. 2004: 33).A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente. Além disso.É preciso saber gramática para falar e escrever bem. os falantes que são detentores de maior poder ± e por isso gozam de mais prestígio ± transferem esse prestígio para a variedade lingüística que falam. Bagno (2005) sugere que não há como suplantar a diversidade. medo à expressão livre e autêntic a de si mesmo. nem deve discriminar e desprestigiar os que não o conhecem. Daí não se pode afirmar que o português falado em um determinado lugar seja melhor ou pior que o de outros lugares. Tais códigos não apenas refletem tal estrutura de relações sociais como também a regula. signos de autoridade. que ganham prestígio porque são faladas por grupos de maior poder. Assim. mas também não pode deixar que ela a separe da comunidade em que está inserida. sem esquecer que ³existem mais de duzentas línguas ainda faladas em diversos pontos do país pelos sobreviventes das antigas nações indígenas. como propõe a gramática normativa. social. seja ela geográfica. 2. o fator econômico que rege as relações de poder na sociedade. não a usam em todos os momentos que se comunicam. A troca lingüística é também uma troca econômica. 2004) sobre mercado lingüístico unificado. ital ianos. Embora todos os mitos sejam uma verdade absoluta na compreensão de muitos. o que se combate é a superficialidade do padrão brasileiro. eles são emitidos para serem avaliados e obedecidos. japoneses. De acordo com Bagno (1999). apud Calvet. econômica e escolar. as variedades faladas pelos grupos de maior poder político e econômico passam a ser vistas como variedades mais bonitas e até mais corretas. causam insegurança no uso da linguagem. geram aversão ao estudo do idioma. etc´ (Bagno. 7. o que acontece.O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social.Sendo assim. Essas ideologias abafam os talentos naturais. cada pessoa tem a sua língua própria e exclusiva. é preciso entender que. vale ressaltar que o preconceito lingüístico decorre a partir de vários mitos que devem ser levados em consideração: 1. distribuem. nada têm de intrinsecamente superior às demais (Bortoni Ricardo.

(. utilizando talvez até inconscientemente as regras que a mesma impõe. ³o português não-padrão é inovador porque se deixa levar pelas forças vivas de mudança que estão sempre ativas na língua´. O uso da língua é inerente ao indivíduo. e não a avaliação que se pode fazer deles: como ³certos´ ou ³errados´. um ideal de língua..) Só o costume pode determinar o que é certo e errado. realmente. O ensino das variantes da Língua Portuguesa é de suma importância e não constitui o empobreamento da língua. morfologia. já que a mesma desvaloriza e discrimina aqueles que não possuem o padrão culto. Essas questões acontecem com naturalidade porque são adquiridas com o decorrer do tempo. fonologia e fonética ± tudo é questão de uso. Quando se usa a expressão ³norma´ como um pré-requisito para encontrar em todas as manifestações lingüísticas. complexo e regido por regras gramaticais. ³como é virtualmente impossível encontrar esse modelo abstrato na realidade da vida social. em oposição à gramática tradicional. mesmo dentro de sua variedade. tornando-se agramaticais. conservador. Ela se esquece de que ³o português não padrão étransmitido de geração para geração. a partir do momento que ele constrói uma língua própria. segundo padrões predeterminados pela linguagem escrita. o uso de uma língua. como um sistema homogêneo através da história e os estudos já puderam mostrar que.] o caráter não preconceituoso da Lingüística Moderna que. O mais importante é o uso dos enunciados.LÍNGUA E SOCIEDADE A sociedade assume importante papel de regulamentação da língua. léxico. 2005: 37). A língua não depende dos gramáticos para se desenvolver. Tal atitude é particular de todo e qualquer indivíduo. caracteriza-se por se abster de qualquer julgamento de valores. ela é apenas mais uma dentre as muitas que ele pode usar. . muitos estudiosos continuam a desprezar os fatos concretos e ainda condenam o que milhões de pessoas falam e escrevem há séculos.. que refletem o estágio pouco desenvolvido de cultura de seus povos: existem línguas melhores. 1985: 17). Infelizmente. Segundo Bagno (2005: 37). esse padrão preestabelecido torna -se lei e parece que todos têm obrigação de conhecer e respeitar. ela é pluralizada. segundo Bagno (2005: 52). Vale o que a comunidade dos falantes tacitamente (raro explicitamente) determina que vale. é lógico. NORMA: UM MAL NECESSÁRIO? A língua toda: semântica. O que é rejeitado nos fenômenos lingüísticos são regras gramaticais que não fazem sentido. Há um caráter ideoló gico presente nessa afirmação: geralmente quem fala e escreve bem. com vocabulário rudimentar. e para muitos continua sendo. O erro pressupõe que há uma forma (única) de se falar e escrever corretamente. assim como variedades de línguas melhores que outras (Lima. formada de um conjunto de normas que a regulamenta e não oferece mudanças. o português padrão se apega a regras e explicações para determinados conceitos a fim de jamais alterá -los e se torna. 2002: 248). entre vários. Além do mais. e obriga -se o respeito às regras. A escolha de uma como superior às demais são considerações culturais e/ou políticas e/ou econômicas e/ou sociais. faladas e escritas. apud Silva. com o uso da oralidade e não preocupadas com regras que são fragmentadas no decorrer dos estudos escolares e da cobrança imposta pela sociedade. 1994: 70). Em contrapartida. Embora seja sabido que todas as convenções da língua muitas vezes em nada ajudam. Assim. já ficou comprovado que tais convenções lingüísticas não são usadas com freqüência e que na prática não se fazem tão necessárias. dessa forma.. os defensores dessa noção de norma culta consideram que praticamente todas as classes sociais falam µerrado¶´. A língua é autodeterminada pelos seus usuários. Para a Lingüística. O falante precisa perceber que sua variante não é a única e nem a ³errada´ . dentro dessa homogeneidade. Ela não pode ser interpretada como uma parte estática. não o veredito de gramáticos. A língua foi vista. eminentes que sejam (Luft. que não exprimem na verdade o que se quer dizer.. regras que soam estranhas e que acabam. é um patrimônio lingüístico que é compartilhado no convívio com a família e com as pessoas da mesma classe social´ (Bagno. Transforma-se a gramática em um padrão escolhido. tais como: existem línguas primitivas. uma vez que ele não precisa se escolarizar para cotidianamente se comunicar. segundo um critério de avaliação social (M urrie. A sociedade privilegia aqueles falantes escolarizados que pertencem a um grupo pequeno e se distingue por questões econômicas e culturais. não há variedade de língua inferior ou superior. embora alguns deles não aceitem essa verdade. domina os chamados setores econômicos e sociais. [.

respeitando os limites de cada comunidade e as diversidades que regem o fenômeno lingüístico. criando mitos que estimulam cada vez mais falácias do tipo ³As pessoas sem instr ução falam tudo errado´. . o português brasileiro será mais valorizado e usado com satisfação e confiança. o sistema de regras que formam a estrutura da língua. Mas com a gramática natural. simplesmente. Percebe -se certo radicalismo quanto ao tratamento da norma. já é uma propriedade do homem desde o seu nascimento. ela é sim. O talento de bem falar e escrever tem a ver com a gramática.Logo. 3. afinal. se entendida e vista como um alicerce e base para que os indivíduos se comuniquem. É preciso ressaltar menos as regras. a norma. ele a domina através da sua própria gramática. dando asas a nossa criatividade. não pa ssará de lei imposta por uma tradição que a história ainda não deu conta de mostrar. 2. participa de uma interação quando assume ou não as particularidades que envolvem o fenômeno lingüístico. No manejo pessoal de tais regras é que se revelará o talento maior ou menor de cada indivíduo. somos muito comp etentes. mesmo com todas as suas complexidades. Nesse sentido. afinal não seria ela um mal necessário? Mal no que diz respeito à discriminação. o indivíduo decide pelo uso da língua que lhe dará prestígio e lhe proporcionará ascendência social ± nesse ínterim. tão variada. vista pelo ponto de vista da interação verbal. 1985: 21). A língua. CONSIDERAÇÕES FINAIS Percebe-se que o processo comunicativo que envolve qualquer sociedade é um forte aliado para o crescimento e desenvolvimento do indivíduo enquanto usuário da língua. Muitos estudiosos têm argumentado sobre o fato de a norma lingüística ter gerado tantas intempéries aos usuários da língua buscando saídas na tentativa de romper com o preconceito lingüístico. para sustentar uma autonomia e autoridade. independentemente de como processa a construção de seu ato comunicativo. a norma se torna um mal necessário. Caso contrário. um mal necessário. 1. Dessa forma. que na verdade tem fundo social com o intuito de pod er. ela camufla a riqueza do seu caráter heterogêneo. de artistas das palavras (Luft. deixando evidente que a gramática tradicional não é o suporte imprescindível para se comunicar. que o temos como língua materna. RELAÇÕES AUTOR-PERSONAGEM Discurso indireto livre Fazer a linguagem da personagem passar pelo crivo do narrador Reprodução dos dialetos sociais e dos níveis de fala Até que ponto pode o artista interferir na linguagem das personagens Ainda que procure aproximar-se o mais possível do individuo cuja linguagem esteja reproduzindo Fala da personagem Linguagem do autor Correntes literárias Determinaram interesses diferentes pela realidade Realista-naturalista Arte documental Descrição dos costumes e dos fatos Mo dernista Penetra nas raízes populares Urbanas ou regionais Romântica Fixa -se no imaginário Fonte de criação artística Costumes típicos 4. Todo falante. Mesmo não conhecendo as regras que regem a interação verbal. e que os falantes interiorizam ouvindo e falando. todos nós. determinando toda a escala. No entanto. ORTOGRAFIA* Língua falada / língua escrita Língua escrita Fator de unificação linguística Transformações lentas no tempo e no espaço *Sistema escrito destinado a representar os signos sonoros numa língua Reformas ortográficas pouco frequentes Evolução da fala constante e natural Defasagem entre dois sistemas (sonoro e escrito) Ortografia fonética individual ELEMENTOS SUPRA-SEGMENTAIS* Signos prosódicos Elementos supra-segmentais Ortografia fonética individual Expressões de situação Marginais à d upla articulação da linguagem Ritmo Entoação Fluência relativa da fala ³ Dinâmica vocal´ * Todos os fatos prosódicos são chamados de supra -segmentais porque não se acomodam à segunda articulação da linguagem e porque sempre vêm superpostos aos fonemas. pois a aceitação do indivíduo como ser está vinculada diretamente ao uso ³adequado´ da língua considerada padrão.

fui eu que as arranquei. que têm comportamento diferenciado. porra nenhuma. pois em determinadas situações a comunicação é nula com aqueles que não pertencem a ele.Pereba perguntou.Afanei. Han!han!. O tronco do ipê ² José de Alencar. Possui caráter criptográfico.Que tenho sido no seio de sua família e de sua existência. quando moça. Gíria comum o o C D . o o 7. galinha morta e farofa dos macumbeiros. . é uma linguagem codificada de tal forma que não seja entendida por quem não pertence ao grupo. outra andar com tento por estes mundos de Cristo. não faço mistério. Inocência o o O velho debulhou uma risadinha que lhe era peculiar. que envenenam com seus miasmas. Pereba saiu e foi mijar na escada.² . o Vi na televisão que as lojas bacanas estavam vendendo adoidado roupas ricas para as madames vestirem no reveillon. ³ Feliz Ano Novo´ de Rubem Fonseca A GÍRIA COMO UM ELEMENTO DA INTERAÇÃO VERBAL NA LINGUAGEM URBANA o o Gíria de grupo Usada por grupos sociais fechados e restritos.Pereba. Ó Pereba! você pensa que eu sou algum babaquara para ter coisa estarrada no meu cafofo ? . . fui procurá -lo. O recibo está bem em cima dela. Então quer saber? Pois lá vai. 4. o o o o o o o o Vi também que as casas de artigos finos para comer e beber tinham vendido to do o estoque.¹ ¹ Jo sé de Alencar. contribuindo para o processo de auto-afirmação do indivíduo. . maganão. . Então soube que ela outrora gostara do senhor. tô sem água. Comprei. alice? Um germe de contrariedades e desgostos.. disse Pereba.5. Quando criança. não me convinha que a pequena se deixasse iludir pelas lábias de um desses bigodinhos que lhe andam ao faro do dote.Onde você afanou a TV? .Vassuncê não acredita! Protesta entã o com calor. . desgraçado de quem os respira!. Agora o resto é por sua conta.De manhã a gente enche a barriga com os despachos dos babalaôs . Vai mijar noutro lugar.eu disse.Tô morrendo de fome. ou seja. vou ter que esperar o dia raiar e apanhar cachaça. que no terceiro dia de viagem ficará decidido quem é cavoqueiro e embromador . O uso de termos gírios dá aos falantes um sentimento de superioridade. Minha alma é como um desses lagos sinistros. serve como signo de grupo. O PROBLEMA DA REPRESENTAÇÃO DA VARIEDADE LINGUÍSTICA NA LITERATURA BRASILEIRA 6. Pois encilhe seu bicho e caminhe como eu lhe disser. só de sacanagem. Expressa a oposição aos valores tradicionais da sociedade e preserva a segurança do grupo. as lágrimas que derramou.. e como pelas informações que tinha me quadrava.. foi a minha chegada que veio perturbar a alegria de sua feliz primavera. Senhora Visconde de Taunay. Uma coisa é maniar à toa. Mas assunte bem.. Pereba entrou no banheiro e disse: Que fedor.

8. como terceira língua européia mais falada no mundo. o que vale dizer-se. em 1936. entendida como uniformidade e homogeneidade. __________. A gíria como um elemento da interação verbal na linguagem urbana . o que compete ao Português. 2004. identificadas como variantes diatópicas. In: Estudos de Língua Oral e Escrita . Na linguagem escrita é usada pela imprensa e por escritores contemporâneos. Descrito à moda da época. Lucerna. Uma preliminar necessária A diversidade de usos da língua portuguesa. Rio de Janeiro. É usada para aproximar os interlocutores. Primeiramente. XXXVIII da obra. ao descrever. como destaca Fernão de Oliveira. à ignorância. possibilitar a identificação com hábitos e falantes jovens e expressar agre ssividade e injúria atenuada. a questão da extensão e expansão do uso da língua e dos aspectos políticos de que se reveste o processo de internacionalização. quebrar a formalidade. dois outros mais: (i) que expressão de uso da língua portuguesa a internacionalizar-se e (ii) como concretizar-se um conjunto de medidas que possam viabilizar esse desiderato. é fato sentido desde os primeiros séculos de consolidação da língua. __________. à falta de leitura. Transformações no fenômeno sociolinguístico da gíria . Em segundo lugar. identifica-se uma cadeia de variantes percebidas pelo gramático: são as. pesada. amarelada. 2004. no alvorecer de um novo milênio. Edusp. 9. e a título de especificação.Prancha velha. passar uma imagem de modernidade. hoje. como foco dois aspectos relevantes. Gíria comum Gata ou gato = mulher bonita. Lucerna. e muitos termos são dicionarizados. a inexistência de uma unidade lingüística. Dino. adjugem-se. 2003. Rio de Janeiro. na sua Gramática da linguagem portuguesa os diferentes usos que se registravam em Portugal àquele tempo. . Torna -se um importante recurso da comunicação devido a sua expressividade. por isso deixa de estar ligada à falta de escolaridade.o Quando o uso da gíria de grupo expande-se.ed. homem bonito Baranga = mulher feia Coroa = pessoa idosa Corno = pessoa traída Magrela = bicicleta Abrir o jogo = contar a verdade Arrancar os cabelos = ficar desesperado Cabeça dura = pessoa teimosa Com o pé na cova = próximo da morte Dar o troco = fazer vingança Pagar o mico = passar vergonha Gíria de grupo Prancha = carta (gír ia maçon) Dar um fio = telefonar (gíria skatista) Grampeado = preso (gíria da malandragem) Tocossauro . na construção da sociedade moderna. (gíria surfista) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PRETI. como se vê do que afirma no cap. Sociolinguística:Os níveis de fala: Um Estudo Sociolinguístic o do diálogo na Literatura Brasileira. passa a fazer parte do léxico popular e torna -se uma gíria comum. São Paulo. In: Estudos de Língua Oral e Escrita. 9. diastráticas e diageracionais . A gíria comum é usada na linguagem falada por todas as camadas sociais e faixas etárias. SOCI IZ ÇÃO D S DIVERGÊ CI S DO PORTUGUÊS: ESTR TÉGI P R UM POLÍTICA EFICAZ DE DIFUSÃO DA LÍNGUA Suzana Alice Marcelino Cardoso (Universidade Fede ral da Bahia-Brasil) O tema desse Encontro ± A internacionalização do Português: que perspectivas para o Português como terceira língua européia mais falada no mundo? ± traz. A esses dois aspectos.

até estudos parciais de itens específicos que se têm constituído em teses de Doutorado ou dissertações de Mestrado. Se a realidade assim se apresenta para o português falado em um país política e geograficamente definido como uma unidade. dados referentes à variação diagenérica. a presença e a interferência dos meios de comunicação são alguns dos fatores que determinam a diversidade espacial e capacitam cada região no uso de variáveis emblemáticas e definidoras de suas individualidades na perspectiva da diatopia e da variação social. da pluralidade de usos que se documenta de Norte a Sul do País. circulam usos diferenciados quanto ao espaço em que se localizam e pela natureza sociocultural dos utentes. veiculando informações de variada natureza e procedência. entre os quais se inclui a norma culta. buscando estabelecer confrontos de espectro mais amplo. Em cada área. expressão do reconhecimento da pluralidade de que se reveste a língua majoritariamente falada no país. a natureza geral do povoamento. diastrática e diageracional. no presente. levantando a questão relativa às diversas formas de expressão a à(s) modalidade(s) a ser(em) internacionalizada(s) e (ii) o exame de medidas que possam viabilizar esse desiderato. No campo da diatopia. quando se encontra dispersa pelos vários continentes. extensivo e majoritário. focalizar os dois pontos a que me proponho dar destaque: (i) a discussão do processo de expansão da língua portuguesa. buscando fundamentalmente atestar as peculiaridades dialetais de regiões. como o ³Projeto de Estudo da Norma Lingüística Urbana Culta no Brasil ´ (Projeto NURC). As implicações históricas. ou apenas em comunicações a reuniões científicas. palidamente defendida. a seguir. A diversidade de usos reflete a vasta geografia do mundo lusófono onde a pluralidade toma conta de cada região e estabelece os elementos distintivos e de confronto inter-regiões. . Breves considerações sobre o português brasileiro Sobre o português brasileiro tem perpassado. maiores razões passam a existir no sentido de que a pluralidade de usos se avulta e tece uma imensa rede marcada pela diferenciação. A primeira. Os estudos no campo da Sociolingüística têm fluído desde os projetos de maior amplitude. os fatores demográficos. as levas de migrantes. passo a algumas considerações sobre o português brasileiro para. servindo a culturas diversas. atendendo às necessidades de comunicação de povos etnicamente distintos. decorrente do pluriculturalismo que se constitui em marca indelével de nossa identidade nacional.Se nos primórdios da língua portuguesa a diversidade era inconteste. está em curso o Projeto Atlas Lingüístico do Brasil (Projeto ALiB) que. sexo e escolaridade) que permitirão acrescentar à visão diatópica. Com essa preliminar. a idéia de unidade e de diversidade de usos. no curso da história dos estudos lingüísticos. Essa pluralidade de usos do português brasileiro vem sendo objeto de tratamento por grupos de pesquisadores envolvidos com projetos de cunho nacional. é superada pelo reconhecimento. A referência ao português brasileiro vem apenas ou principalemente para demonstrar que se pensarmos na modalidade brasileira de uso do português ela não será facilmente definida uma vez que diferentes usos se estabelecem no país. de igual modo consubstancia-se para o que se constitui o mundo da lusofonia e no tocante ao conjunto de países que têm o português como língua oficial. mantém sob controle a pesquisa de variáveis sociolingüísticas (idade. mas identificada pela presença de uma única língua como foco das comunicações.

estabelecida a partir do julgamento que fazem os utentes da sua própria língua materna e do processo de seleção e escolha que pode caracterizar. e de fato funcionam. assim. de que se está diante de uma língua única. Que medidas para viabilizar a expansão da língua portuguesa? E se levanta a questão final: que medidas de política lingüística para viabilizar a expansão da língua portuguesa devem ser implementadas? Tais medidas passam necessariamente por. (ii) defender o reconhecimento de cada um dos usos como veículo difusor da língua comum. pelo crivo da escolha e da preferência social que findam por definir critérios de hierarquização de usos com valoração diferenciada. à língua portuguesa e status de língua falada pelo maior número de usuários. Se unidade e diversidade caminham. as preferências do usuário da língua portuguesa como uma segunda língua. nacionais. do mundo lusófono. Primeiramente. há de perguntar-se: que expressão de uso da língua portuguesa internacionalizar-se? O reconhecimento da diversidade inconteste das variedades do português passa necessariamente pela afirmação de dois princípios. iii) o estabelecimento de estratégias para o ensino da língua portuguesa enquanto língua estrangeira (L 2). em que pesem as diferenças semântico-lexicais. A definição do espaço e do papel da língua portuguesa não pode perder de vista três aspectos relevantes: i) o fato de ser a língua portuguesa a 3ª língua mais falada na Europa. ii) a posição do Brasil no MERCOSUL que assegura. três linhas de atuação: i) a definição do espaço e do papel da língua portuguesa na preservação dos bens culturais. ii) a implementação de medidas de ordem política geral e de política lingüística para socializar a informação e o conhecimento no mundo dos países lusófonos. e iii) o papel que . uma diversidade ampla de possibilidades de realização passará. por razões as mais diversas. necessariamente. juntas e a pluralidade de usos constitui-se na realidade específica de cada região e.Que expressão de uso da língua portuguesa internacionalizar-se? Dessa forma. Neste último caso entram critérios de natureza política. pelo menos. Determinadas situações político-econômicas vividas por cada um dos países lusófonos poderão funcionar. (v) criar e estimular uma mentalidade de aceitação e respeito para cada um dos usos. Em segundo lugar. como elementos catalisadores da atenção nacional e. para todas essas manifestações de uso da língua. nesse âmbito. enquanto instrumento formal de ensino e de divulgação cultural. por conseqüência. conseqüentemente. (iii) reconhecer o status de L2. condutores ao aprendizado da língua nacional e oficial das áreas em destaque. morfossintáticas e fonéticas. uma unidade vista em cada uma das áreas geopolíticas ± e pelo menos até o presente ± que se reproduz no contexto global de usuários da língua. do ponto de vista sistêmico. ou da pluralidade de usos. cultural e. econômica. a resposta à pergunta inicialmente formulada deve pautar-se pelo esforço coletivo da comunidade de língua portuguesa no sentido de: (i) afirmar a validade de todas as modalidades de uso da língua portuguesa. de mero gosto e preferência pessoais. (iv) implementar o conhecimento e a divulgação de cada uma dessas variedades do português. Há. por que não admitir. Tal entendimento requer a definição de princípios e medidas capazes de permitir atingir-se o objetivo desejado.

intrinsecamente vinculada às políticas de difusão cultural que os organismos responsáveis pelas relações exteriores. A implementação de medidas de ordem política geral e de política lingüística para socializar a informação e o conhecimento no e do mundo dos países lusófonos requer uma ação conjunta e coordenada dos países envolvidos na tentativa de encontrar caminhos para a sua viabilização. Nesses diferentes âmbitos de atuação a língua deverá sempre constituir-se em instrumento de preservação das culturas dos países do mundo da lusofonia. acrescentam-se: i) a formação de professores para o ensino de L2. . iv) Estabelecimento de um dicionário de terminologia lingüística. obviamente. b) pelo estabelecimento de políticas fixadas a partir dos setores do Governo responsáveis pelas relações exteriores em cada um dos países. se faz necessária uma articulação entre os diversos países. Nesse caso. na busca de definição de princípios para uma ação coordenada. fundamentalmente.pode vir a desempenhar como instrumento de integração entre os países africanos de expressão portuguesa. sobretudo. ii) a ênfase no conhecimento das variedades nacionais da língua portuguesa e difusão desse conhecimento. o alcance político dessa empreitada está. mais especificamente entre os setores responsáveis pelo ensino do português L2. iii) a produção de instrumentos didáticos. não necessariamente para unificar os usos mas. disponibilizado também via internet. Se nesses dois campos se encontram as bases para o êxito na qualidade do ensino. das individualidades mas tentando-se uma ação articulada capaz de fortalecer o trabalho em prol da difusão e ensino da nossa língua comum. o que se pode concretizar em duas diretrizes: a) pelo contato entre as universidades. venham a estabelecer e sustentar. A essas medidas de base. ii) Produção de uma amostra das falas em CD-ROM para conhecimento e divulgação das variedades nacionais do português. sem quebra. com representação das modalidades de uso dos 7 países. para permitir o conhecimento da nomenclatura que transita nessas áreas. seria de extrema importância ter-se conhecimento das medidas políticas de difusão mantidas por cada um dos Governos e tentar um trabalho conjunto. iii) Divulgação da produção literária e científica entre os países da comunidade lusofônica e para fora dela. Ainda uma linha de ação e para concluir O esforço coletivo para difusão e ensino da língua portuguesa como L2 não se deve restringir ao campo acadêmico e de política lingüística. que venha a contemplar tanto a realidade oral quanto a documentação escrita. algumas medidas se apresentam como possíveis de permitir esse desiderato: i) A criação de um banco de dados de língua portuguesa. em cada um dos países. Quanto ao estabelecimento de estratégias para o ensino da língua portuguesa enquanto língua estrangeira (L2). porém. Assim.

c) Regulamentação: o receptor confirmar a mensagem recebida do emissor. a) Canal: também chamado de veículo. É graças ao avanço da tecnologia que cada vez mais os meios de comunicação permitem que nos comuniquemos com pessoas em maiores distâncias no menor espaço de tempo. pode ser chamada de fonte ou de origem.Os meios de comunicação são instrumentos que nos auxiliam a receber ou transmitir informação. 3 . 2 . como o chat. o rádio e o jornal. por exemplo. eles nos ajudam a nos comunicar um com o outro. Dessa maneira. a) Significado: corresponde à ideia. Por exemplo: a televisão permite que muitas pessoas vejam a mesma notícia. a quem é destinada. A Internet também nos possibilita comunicar-nos através de vários meios. para que o receptor a compreenda. o telefone. Telefone e Celular Televisão Rádio Jornal Revistas Internet processo de comunicação é composto de três etapas subdivididas e. a) Descodificador: é estabelecido pelo mecanismo auditivo para decifrar a mensagem. por definição.Emissor: é a pessoa que pretende comunicar uma mensagem. mas graças ao telefone conseguimos conversar com ele.Receptor: é a etapa que recebe a mensagem. b) Compreensão: é o entendimento da mensagem pelo receptor. Por exemplo: nosso tio mora em outra cidade.Mensagem: é a ideia em que o emissor deseja comunicar. o blog e o fotolog. Cada meio permite que nos comuniquemos de uma maneira diferente com o outro. representa a volta da mensagem enviada pelo emissor (feedback). . um meio de comunicação deve compreender todos os elementos desse processo: 1 . b) Codificador: é constituído pelo mecanismo pelo qual a mensagem é elaborada para que possa ser transmitida. b) Ruído: é a perturbação dentro do processo de comunicação. é o espaço situado entre o emissor e o receptor. a televisão. Existem diversos meios de comunicação como. mas é através do telefone que conseguimos transmitir a notícia que escutamos para as outras pessoas. ao conceito que o emissor deseja comunicar.

ter alguém com quem conversar. mas que pouco revelam dos indivíduos. É uma fala onde quem tem algum poder procura dominar o outro. O outro se transforma em "receptor". intelectual ou religioso. com trocas previsíveis sobre temas socialmente definidos e com limites preestabelecidos ± culturalmente ou pelos grupos e indivíduos. Cada um precisa "desabafar". que se refere ao aparato tecnológico utilizado para realizar o processo da comunicação. A comunicação é. necessidades. Estas. agrupais e sociais de conhecer. controlar. São processos úteis de manutenção dos vínculos dentro de um grupo ou comunidade. sob diversas formas e em diferentes direcções. de dominação. sem revelar o eu profundo a não ser neste campo específico. interpessoais. incluindo a transmissão . destinatário e só pode concordar com o emissor. Meio e Canal Meio de Comunicação não se confunde com canal. político. sentimentos. sem prestarem verdadeiramente atenção ao outro e ao que ele está dizendo. batepapos. a " comunicação" se transforma num diálogo animado. que vão evoluindo. São trocas de mensagens sobre assuntos específicos e que não expõem muito a intimidade de cada um. um processo pelo qual nós atribuímos e transmitir significado em uma tentativa de criar entendimento compartilhado. por exemplo sobre futebol ou fofocas de pessoas ou artistas. não querem se expor ou o fazem somente em outros espaços mais restritos. modificando-nos e modificando os outros. A "comunicação" autoritária É uma troca ou inteiração dentro de um sistema fechado. comunicação superficial É uma inteiração limitada. porque elesse escondem. em reuniões sociais. festas. Fala-se animadamente. onde se expressam relações de poder. modificando-se. mas "de surdos". Se a necessidade é forte e de ambas as partes. porque cada um fala de si. A comunicação aparente: É um processo de "comunicação" onde as pessoas falam e respondem. mas sem inteiração pessoal. percorrem a estrutura no seu conjunto: Comunicação pessoal/impessoal Comunicação descendente/ascendente/lateral/diagonal Comunicação escrita/comunicação oral A Comunicação não pode ser dissociada da sua relação custo/eficácia Vivemos formas diferentes de comunicação. que são dinâmicas. portanto. que expressam múltiplas situações pessoais.Tipos de Comunicação A comunicação é um processo pelo qual a informação é codificada e transmitida por um emissor a um receptor por meio de um canal ou médio prazo. sentir e viver. extravasa suas ideias. impor seus pontos de vista. É uma troca desigual ± em que um fala e o outro assente ± baseada no poder económico. Na organização existe um vasto emaranhado de redes de comunicação.

Dependendo das características do meio utilizado. ai vem alguns que criticam as suas idéias falando da ortografia e esquecem do foco principal da mensagem do texto. em outros paises também existem movimentos iguais) que valorizam mais a fala popular do que as normas cultas da língua portuguesa. no Brasil existe um movimento que é formado por alguns lingüistas (obs. ou ambos os processos. gravações de áudio e vídeo. . ta certos que existem alguns erros que são até grotesco em partes. o texto abaixo retirado do site wikipedia diz um comentário a respeito sobre a fala versus escrita. cartas Meios de Comunicação de Massa: pronunciamentos. discurso. idéias humanas). será que a falta de senso critico faz só analisar o texto sem saber a real mensagem dele? Muitos que criticam falam que esta errado o texto. revi Factores A língua portuguesa é uma das línguas mais difíceis de escrever do mundo! Agora nos resta a duvida para que tantas regras de ortografia se dificilmente utilizaremos todas as regras??? Muitas pessoas acham que a regra de português é mais importantes que o senso critica da pessoa que faz algum artigo. gestos. pode-se transmitir ou armazenar informação. discos rígidos Papel.de informação(geralmente. telefone Stone scores. Por exemplo:     Fala. será que quem tenta corrigir algum texto não sabe o que precisa corrigir?(existem exceções). jornais. se até os principais jornais e revistas erram na língua portuguesa (e olha que muitos deles passam pela aprovação de pessoas que realmente entendem das regras de português). mas não aponta a falha em si.

só é bem entendida e usada(90% bem) em uma elite (raras exceções às outras classes sociais). mas nos ajudara a diferenciar e para que acharemos superiores a alguns brasileiros só pelo fato de saber mais regras de uma linguagem que nem é usado mundialmente. não há necessidade de entender 100% é só cumprir. Adicione o link permanenteaos seus favoritos. O que aconteceu com a musica nacional? Relatório da CIA vazado pelo WikiLeaks diz que EUA ³exportam´ terrorismo . já que é quase impossível simplificar a língua portuguesa . Talvez porque ela seja uma característica universal dos seres humanos. Bases de dados semelhantes sobre a fala já existem.(«) Será que algum dia a língua portuguesa se tornara mais simples? A língua inglesa é mais simples que a nacional e não existe tantas regras quanto o que ha aqui no Brasil (no caso a língua portuguesa).org/wiki/Linguística Esta entrada foi publicada em Sem categoria. ³Sistema de Intercâmbio de Dados da Linguagem Infantil´. em tradução livre.wikipedia. Por exemplo. os modelos computadorizados são usados para estudar milhares de exemplos da língua escrita do Wall Street Journal. e a escrita não (pois existem muitas culturas que não possuem a escrita). e assim vai ficar também como nós meros cidadãos brasileiros nunca entenderão e usarão todas as regras de portugues. na intersecção do corpus linguístico e da linguística computacional. e quem sabe um dia iremos torcer para que a fala e a expressão envolvida na mensagem seja mais importante que as regras ortográficas! Obs. A escrita também é muito estudada e novos meios de estudá-la são constantemente criados. por exemplo. Não usei muitas das regras de português e isto é uma critica sobre a língua portuguesa.Fala versus escrita Alguns lingüistas contemporâneos acham que a fala é um objeto de estudo mais importante do que a escrita. O fato de as pessoas aprenderem a falar e a processar a linguagem oral mais facilmente e mais precocemente do que a linguagem escrita também é outro fator. acham que o cérebro tem um ³módulo de linguagem´ inato e que podemos obter conhecimento sobre ele estudando mais a fala que a escrita. um dos destaques é o Child Language Data Exchange System[3] ou. fonte da wikipedia:http://pt. e é bem provável q ue não simplifiquem a lingua portuguesa já que o país não gosta de simplificar as coisas um grande exemplo é a constituição federal e também os impostos que pagamos.

seu desempenho em ortografia pode ser considerado acima do nível médio. r „ F diss : . não a seus leitores e tem o caráter de uma crítica amigável. esponder agosto . Abraço. As on e linhas restantes estão salpicadas de vírgulas. h muitas regras na língua portuguesa. Note o último parágrafo do seu post: Nele você usou apenas um ponto. Por esse motivo o te to de sua lavra resultou muito confuso. Boa matéria. pode-se observar que você não tem a mesma facilidade no que di respeito à pontuação. colocadas nos lugares errados. lembro que. agosto É. s : Você est certo. entretanto. uma ve dito que é uma das lín uas mais di íceis de se se uir al umas re ras. Pontos e vírgulas do seu te to são colocados aleatoriamente. am g i e e h e e f e e e e q a a c b ` `X YX SV UT S RR po . a lín ua portu ue a é uma das lín uas mais comple as. s : 7 am ‡ 3. Ele se destina a você. Na verdade. Twili t Haters diss : ‚ ‚  €v t ‘ ˆ ˆ ’  ˆ ‰ˆ x y w wu vu s 2. fon s : 7 am e IPQ I p ƒ E P IH G  †… e ƒ d e e E t. Para terminar.Li e e the i t t li e thi 23 res ostas a Porque a língua portuguesa é tão complicada? W 1. ausência dela) da educação. Deve ser pela queda da qualidade (em al uns casos. re lmente. você não se dá tão mal assim. sinta-se livre para suprimir meu comentário. Visitem meu blog de tirinhas: http://porrafonseca. ordpress.com/ esponder Hecto diss : x agosto . Na minha opinião esses erros freqüentes da norma culta estão mais evidentes nos dias atuais. No entanto. Mas acho que al uns erros do portu uês ainda são rele antes. em anti os jornais era bem mais difícil de se encontrar al uns erros. logo na primeira linha.

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