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SEGURANÇA E SAÚDE

NO TRABALHO.
UM INVESTIMENTO QUE
REDUZ OS ENCARGOS
COM A PREVIDÊNCIA.
Nexos Técnicos Previdenciários.
O que são?
A Previdência Social descreve em seu Regulamento de Bene-
fícios Previdenciários (Decreto nº 3.048/1999) as seguintes
possibilidades de nexos técnicos:

 exo Técnico Profissional ou do Trabalho – nexo técnico


1. N
profissional ou do trabalho, fundamentado nas associações
entre patologias e exposições constantes das listas A e B do
anexo II do Decreto nº 3.048, de 1999;

 exo Técnico por Doença Equiparada a Acidente de


2. N
Trabalho ou Nexo Técnico Individual – nexo técnico por
doença equiparada a acidente de trabalho ou nexo técnico
individual, decorrente de acidentes de trabalho típicos ou de
trajeto, bem como de condições especiais em que o traba-
lho é realizado e com ele relacionado diretamente, nos ter-
mos do § 2º do art. 20 da Lei nº 8.213/91;

3. Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP) -


nexo técnico epidemiológico previdenciário, aplicável quan-
do houver significância estatística da associação entre o có-
digo da Classificação Internacional de Doenças-CID e o da
Classificação Nacional de Atividade Econômica-CNAE, na
parte inserida pelo Decreto nº 6.042/07, na lista B do anexo
II do Decreto nº 3.048/99.

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Impugnação dos Nexos
Técnicos Previdenciários

Nexo Técnico Profissional


ou do Trabalho
A empresa poderá interpor recurso ao Conselho de Recursos
da Previdência Social (CRPS), em até 30 (trinta) dias após a
data em que tomar conhecimento da concessão do benefício
em espécie acidentária por Nexo Técnico Profissional ou do
Trabalho (listas A e B), conforme artigo 126 da Lei nº 8.213/1991,
quando dispuser de evidências que demonstrem que os agra-
vos não possuem nexo com o trabalho exercido pelo trabalha-
dor. O recurso interposto contra o estabelecimento de nexo
técnico, com base no anexo II do Decreto nº 3.048/1999, não
terá efeito suspensivo.

Nexo Técnico por Doença


Equiparada a Acidente de Trabalho
ou Nexo Técnico Individual
A empresa poderá interpor recurso ao Conselho de Recursos
da Previdência Social (CRPS), até 30 (trinta) dias após a data
em que tomar conhecimento da concessão do benefício em
espécie acidentária por Nexo Técnico por Doença Equiparada
a Acidente de Trabalho ou Nexo Técnico Individual, conforme
artigo 126 da Lei nº 8.213/1991, quando dispuser de evidências
que demonstrem que os agravos não possuem nexo técnico
com o trabalho exercido pelo trabalhador. O recurso interpos-

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to contra o estabelecimento de nexo técnico com base no §2º
do art. 20 da Lei nº 8.213/1991.

Nexo Técnico Epidemiológico


Previdenciário (NTEP)
A empresa poderá requerer ao INSS, em até 15 (quinze) dias
após a data para a entrega (normalmente dia 7 de cada mês)
da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, a não apli-
cação do NTEP, ao caso concreto, quando dispuser de evidên-
cias que demonstrem que os agravos não possuem nexo cau-
sal com o trabalho exercido pelo trabalhador, sob pena de não
conhecimento da alegação em instância administrativa, caso
não protocolize o requerimento dentro do prazo estabelecido.

A empresa tomará ciência do NTEP pelo endereço eletrônico


www.previdencia.gov.br ou, subsidiariamente, pela Comunica-
ção de Resultado do Requerimento de Benefício por Incapaci-
dade - CRER, entregue ao trabalhador.

O requerimento da empresa deverá ser feito em duas vias e


entregue nas Agências da Previdência Social – APS.

A APS informará ao segurado (trabalhador) a existência do re-


querimento da empresa, somente quando tender pela não con-
firmação do NTEP para, querendo, apresentar contra-razões
no prazo de 15 (quinze) dias da ciência do requerimento.

A análise do requerimento e das provas produzidas será realiza-

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da pela perícia médica, cabendo ao setor administrativo da APS
comunicar o resultado da análise à empresa e ao segurado.

Da decisão do requerimento, cabe recurso com efeito suspen-


sivo, por parte da empresa ou, conforme o caso, do segurado
(trabalhador) ao Conselho de Recursos da Previdência Social
– CRPS. A apresentação do requerimento de impugnação da
empresa dentro do prazo de 15 (quinze) dias à APS é condição
necessária para posterior recurso ao CRPS.

O INSS procederá à marcação eletrônica do benefício no Siste-


ma de Administração de Benefícios por Incapacidade (SABI), que
estará sob efeito suspensivo, deixando para alterar a espécie
após o julgamento do recurso pelo CRPS, quando for o caso.

O efeito suspensivo não prejudica o pagamento regular


do benefício ao segurado (trabalhador), desde que aten-
didos os requisitos de carência que permitam a manu-
tenção do reconhecimento do direito ao benefício como
auxílio-doença previdenciário.

O que é o Fator Acidentário de


Prevenção - FAP
O FAP é o mecanismo que permite à Previdência Social aumen-
tar ou diminuir a alíquota de 1% (risco leve), 2% (risco médio) ou
3% (risco grave) que cada empresa recolhe para o financia-
mento dos benefícios por incapacidade (grau de incidência de
incapacidade para o trabalho decorrente dos riscos ambien-
tais). Essas alíquotas poderão ser reduzidas em até 50% e au-

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mentadas em até 100%, variando entre 0,5% e 6%, a depender
da situação da empresa quanto à incidência de Nexos Técni-
cos Previdenciários em relação ao seu segmento econômico.
O FAP entrará em vigor em janeiro de 2010.

Cálculo do FAP
O FAP de cada empresa é calculado levando em consideração
os seus coeficientes de freqüência, gravidade e custo. A base
de dados do FAP será composta por dados dos últimos 5 anos,
renovada a cada ano e desprezando-se o ano mais antigo.

Benefícios utilizados para cálculo do FAP


no período de maio/2004 a dezembro/2006:

B31 - auxílio-doença previdenciário


B32 - aposentadoria por invalidez previdenciária
B91 - auxílio-doença acidentário
B92 - aposentadoria por invalidez acidentária
B93 - pensão por morte acidentária
B94 - auxílio-acidente

Benefícios utilizados para cálculo


do FAP a partir de abril/2007

B91 - auxílio-doença acidentário


B92 - aposentadoria por invalidez acidentária
B93 - pensão por morte acidentária
B94 - auxílio-acidente

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Micro e Pequena Empresa
O FAP não representará qualquer impacto sobre esse segmen-
to porque não há recolhimento da alíquota referente ao grau de
incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos
ambientais (antigo SAT – Seguro de Acidente do Trabalho). As
micro e pequenas empresas (MPEs) deverão atender aos dis-
positivos legais referentes ao NTEP, pois a sua caracterização
acarretará crescentes responsabilidades previdenciárias, tra-
balhistas e civis com importantes implicações empresariais.

Empresas contratadas (terceiros)


Considerando a possibilidade da caracterização da responsa-
bilidade solidária entre a contratante e a contratada, estabe-
lecida juridicamente na modalidade de prestação de serviços,
torna-se imperiosa a necessidade de realizar vigilância do
atendimento aos dispositivos legais na área de segurança e
saúde no trabalho das empresas contratadas, frente à poten-
cial probabilidade de implicações da empresa contratante nas
esferas previdenciária, trabalhista e civil.

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Quais as implicações legais do
FAP e NTEP para as empresas?
Com a vigência plena do FAP e do NTEP, as empresas deverão
ficar muito atentas para evitar o aumento de custos, dos afas-
tamentos e a formação de passivos trabalhistas de elevada im-
previsibilidade.

Observam-se os seguintes riscos para as empresas:

• Aumento do custo de produção pelo pagamento do FGTS


do trabalhador afastado – a caracterização, pela Previ-
dência Social, de doença comum para doença ocupacio-
nal, obriga o recolhimento do FGTS no período de afasta-
mento do trabalhador;

• Estabilidade temporária do trabalhador - mínima de 12 me-


ses após o retorno à atividade (Lei no 8.213/1991, art. 118);

• Ações de Reintegração após desligamento da empresa –


no período de 12 meses após desligamento, quando o traba-
lhador ainda é considerado segurado da Previdência Social,
poderá ser aferido um NTEP, o que obriga a reintegração, esta-
bilidade, FGTS e benefícios previdenciários;

• Ações Trabalhistas Indenizatórias - reparação por danos


patrimoniais, morais e estéticos, quando movidas pelos tra-
balhadores. O conceito legal de acidente do trabalho, pre-
visto no art. 19 da Lei no 8.213/1991, aplica-se tanto para fins
previdenciários, quanto para civis e trabalhistas;

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• Ações Regressivas em desfavor das empresas pelo INSS -
a Resolução CNPS nº 1.291/2007 recomenda ao INSS que am-
plie as proposituras de ações regressivas contra os emprega-
dores considerados responsáveis por acidentes do trabalho.

O que fazer para reduzir a


contribuição à Previdência
O empresário inteligente pode usar o FAP a seu favor garantindo
a redução tributária. Uma vantagem para os empresários que in-
vestem em Segurança e Saúde no Trabalho - SST e se tornam
mais competitivos.

É preciso começar agora a investir na redução da incidência de


acidentes e doenças ocupacionais. Identificar os perigos existen-
tes no processo produtivo e implementar medidas de correção
que diminuam os riscos de acidentes e doenças do trabalho. Além
disso, a gestão da informação de SST da empresa é imprescindí-
vel para se conhecer sua real situação e atuar preventivamente
nos acidentes e doenças que possam estar relacionados ao FAP/
NTEP. Essas ações irão propiciar uma indústria mais segura e
saudável e contribuir para a redução de custos com SST.

Como começar?

1. Realize um diagnóstico dos problemas de segurança e saúde


no trabalho que mais geram os benefícios previdenciários;
2. Monte um sistema de vigilância da saúde para monitorar
os afastamentos de curto e longo prazo (menos de 15 dias
e mais de 15 dias);

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3. Procure conhecer os Nexos Técnicos Previdenciários relacio-
nados a sua empresa;
4. Elabore um plano de ação priorizando os principais problemas
evidenciados no seu sistema de vigilância da saúde;
5. Implante melhorias a partir do plano de ação;
6. Monitore essas melhorias, para verificar sua efetividade.

Como tanto o desempenho da empresa como de todo o setor


será avaliado, se os empresários de um mesmo segmento in-
vestirem na redução dos problemas de segurança e saúde no
ambiente de trabalho poderão reduzir o FAP e o número de do-
enças vinculadas estatisticamente à sua atividade econômica.

FAP e NTEP. Embasamento legal


O embasamento legal é dado pela Lei no 10.666, de 08/05/2003,
pela Lei no 11.430, de 26/12/2006, que alterou a Lei no 8.213/91 e
pelo Decreto no 6.042, de 12/02/2007 (alterado pelo Decreto no
6.577, de 25/09/2008), que alterou o Decreto no 3.048 (Regu-
lamento de Benefícios da Previdência Social), de 06/05/1999,
também alterado posteriormente pelo Decreto no 6.257, de
19/11/2008, Resolução MPS/CNPS no 1.269, de 15 de fevereiro
de 2006, Instrução Normativa no 31/INSS/PRES, de 10/09/2008,
e a Portaria MPS no 457, de 22/11/2007.

Foi informado pelo Governo Federal que a metodologia do FAP


será revisada, por uma comissão tripartite (governo, trabalha-
dores e empregadores), que apresentará em 2009 a conclu-
são do seu trabalho para aprovação no Conselho Nacional da
Previdência Social (CNPS).

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PROCURE O SESI DE SEU
ESTADO E SAIBA COMO
PODEMOS AUXILIAR A SUA
INDÚSTRIA A ENFRENTAR
ESSE DESAFIO.

www.sesi.org.br/pro-sst

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