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c 
     Heleno Cláudio Fragoso Forense 16ª ed.

   !     Luiz Regis Prado RT V. I, 8ª
" 

     Cezar Roberto Bitencourt Saraiva 13ª.
#  
     Julio Fabbrini Mirabete e Renato N. Fabbrini Atlas 24ª
#  
   !    Eugenio Raúl Zaffaroni e José Henrique Pierangeli RT 7ª

     Fernando Capez Saraiva V. I, 11ª
#  
     Guilherme de Souza Nucci RT 2ª

    Rogerio Greco

|| | ||
$%&$'&$(
@s 4 elementos constitutivos do crime:
- Conduta Humana autoria/participação

- Típica  bem jurídico tutelado


  elementos subjetivos: dolo e culpa.
- Antijurídica

- Culpável: capacidade de entender o que se está fazendo.

Erro de Tipo: ocorre na típica.


Erro de Proibição: ocorre na culpável.

Finalidade da Pena:
1 - Teoria Absoluta: a pena tem caráter retributivo. A pena na exata medida do mal causado.
2 ʹ Teoria Relativista: a pena tem que ser prevenção, não punição. Prevenção Geral e Prevenção Especial.
A Prevenção Geral pode ser positiva (para mostrar que o direito funciona) e negativa (impedir que outras pessoas
cometam crimes).
A Prevenção Especial pode ser positiva (busca a ressocialização do indivíduo) e negativa (retirar o indivíduo da
sociedade para ele não cometer mais crimes durante este determinado tempo).
3 - Teoria Mista ou Unificadora da Pena: junta a reprovação do crime e a prevenção. É adotada pelo nosso CP. (art.
59)
  ))*+, 

+| K)K"#K)K)-)K 
a) Pensilvânico:
Foi o primeiro sistema criado.
@ preso ficava em uma cela isolada, por período integral de pena e silêncio absoluto.
b) Auburniano:
@ preso ficava isolado, durante o dia podia trabalhar fora da cela e continuava em silêncio.
c) Progressivo:
@ sistema adotado pelo Brasil é o progressivo.
Era um sistema por estágios, ele ia progredindo.
@ preso começava em cela individual em silêncio. Depois de um tempo, durante o dia trabalhava e a noite retornava
para a cela. Depois ia para um sistema de liberdade vigiada (condicional).

'| K. )K -K (art. 32 CP)


As penas proibidas no Brasil: degredo (expulso do país), desterro (expulso da cidade), penas cruéis (tipo castração).
a) Morte: (CF/88)
Em caso de guerra.
b) Privativa de Liberdade:
Reclusão; Detenção ou Prisão Simples.
@corre a perda da liberdade de locomoção; perda de direitos políticos.
c) Restritiva de Direitos:
Prestação pecuniária; Perda de bens e valores; Prestação de serviço a comunidade; Limitação de fim de semana;
Limitação de direitos (ex.: perda da carteira de motorista).
d) Multa:
É calculada em dias/multa, o que equivaleria a cada dia de trabalho.

_|  "/K") K - 


a) Legalidade:
A pena deve estar prevista em lei.
b) Anterioridade:
A pena tem que estar prevista antes do cometimento do crime.
c) Individualidade:
No direito Penal chama-se o princípio da intranscendência.
A pena não pode ultrapassar a figura do criminoso. @ criminoso que deve pagar.
d) Proporcionalidade:
A pena deve ser proporcional ao crime praticado.

| -K)0")0K c)!   (art. 33 - 42 CP)


a) Reclusão: (regime fechado; semi-aberto ou aberto)
Teoricamente as penas de reclusão são mais graves que as de detenção.
Admite prisão preventiva.
Se a pena mínima for superior a 2 anos, não cabe fiança.
b) Detenção: (regime semi-aberto ou aberto, salvo necessidade de transferência para regime fechado)
Delitos de menor gravidade.
Não admite prisão preventiva. Salvo em alguns casos.
c) Prisão Simples:
As contravenções penais são punidas com prisões simples.
+'&$'*', (continuação penas privativas de liberdade)
A partir do transito em julgado se estabelece as penas.
| = 
   
12  (art. 33 CP)
Ä | Fechado (art. 34): o réu não realiza trabalho externo, salvo em obras públicas, desde que seja com segurança
para que não fuja. Realização de trabalhos internos, cursos. Caracteriza um grau alto de periculosidade do
réu. (K  
                               
  !   )
))| Semi-aberto (art. 35): durante o dia o preso trabalha fora do sistema penitenciário, inclusive, para empresas
privadas; (È "#       $   È   % ). Durante a noite o preso volta para a
penitenciária. Colônias penais. Faz o exame criminológico. (             
   !   )
)))| Aberto (art. 36): deveria cumprir em casa de albergado (albergue). @ regime aberto pressupõe que o réu
esteja apto para o convívio com a sociedade. Estaria envolvido em alguma atividade lícita. Durante a noite,
nos feriados se recolheriam nos albergues, que não aparentariam prisão. Em todo Brasil são 3 albergues: 02
em SP e 01 em Porto Alegre - RS. (                   
     )
12   (art. 52): são aplicados para réus definitivos e provisórios.
)| R.D.D. (Regime Disciplinar Diferenciado) ʹ Lep (lei de execução penal) 7.210/84: tem que se cometer falta
grave quando cumprindo pena de regime fechado (art 50 da lep). Sem direito a nada alem de ler. Solitária
por até 360 dias e um sexto da pena total em caso de reincidência.
))| Domiciliar (Lep): condenado maior de 70 anos. Deficiente físico ou mental, gestante.
1   
2   
   (art. 59; art. 33, II)
)| Competência: quem estabelece o regime inicial de cumprimento da pena, é o juiz do processo.
))| Crimes punidos com reclusão: de 0 a 4 anos, o regime será o aberto. Acima de 4 e abaixo de 8 anos, o regime
será o semi-aberto. Mais de 8 anos, o regime de pena será o fechado.
)))| Crimes punidos com detenção: de 0 a 4 anos, o regime será o aberto. Acima de 4 anos, o regime será semi-
aberto.
)0| Reincidente: para que seja considerado reincidente, o agente comete novo crime depois de transitado em
julgado, não precisando ser o mesmo tipo de crime. (art. 63). Se cometer novo crime depois de 5 anos, o agente
volta a ser considerado primário e não reincidente (art. 64).

1K  3


   
)| 2: é um misto de tempo mínimo de cumprimento de pena (critério objetivo) com o mérito do
condenado (critério subjetivo). A progressão é uma medida de política criminal que serve de estímulo ao
condenado durante o cumprimento de sua pena. @ condenado não pode passar do regime fechado
diretamente para o aberto, deverá passar obrigatoriamente pelo regime semi-aberto.
))| Requisitos legais para poder progredir de regime:
1º - cumprimento de 1/6 da pena;
2º - bom comportamento carcerário; (10792/03) (art. 112, I da LEP)
* exame criminológico;
* parecer técnico.
)))| Crimes hediondos:
- não permitia a progressão da pena;
- crime de tortura;
- HC ʹ STF ʹ decisão Erqa @mnus;
- modificação da lei nº 8.072/90: o regime inicial é obrigatoriamente fechado. A progressão é permitida
desde que atenda os requisitos.
* cumprimento de 2/5 (não reincidente) ou 3/5 (reincidente) da pena, para poder progredir regime.

+(&$'*_, (continuação: penas privativas de liberdade)


!| 2
2 
Sair de um regime mais brando e ir direto para um regime fechado.
Art. 118 da LEP ʹ hipóteses onde pode haver regressão.
Quem determina a regressão de regime é o juiz da VEP (vara de execução penal).
Só o preso definitivo pode ter uma regressão, o provisório não.
a) Conceito: constitui-se como sendo uma penalidade imposta ao preso definitivo, quando da prática de uma das
condições estabelecidas no art. 118 da LEP.
b) Há regressão:
- praticar fato definido como crime doloso.
- praticar falta grave: ex.: vai do semi-aberto -> fechado.
- sofrer condenação posterior: se não for compatível com o atual regime.
- frustrar os fins da execução: ex.: regime aberto ʹ abandona o emprego, não cumpre o estabelecido pelo juiz,
depois de ter concordado com as condições do regime ele frustra os fins da execução e passa por uma regressão de
regime por não estar apto.
c) Não há regressão:
- Culposo: imperícia, negligência, imprudência, sem vontade. @ juiz deixa de regredir.
- Contravenções penais: prisão simples, + leves.
- Multa
|  
 (LEP art. 41)
- Integridade física e moral (art. 38 CP)
- Condições mínimas de dignidade da pessoa humana.
- Necessidade de assistência religiosa. (art. 24 LEP)
- Remição da pena por Trabalho: é um direito do preso (art. 26 LEP). A cada 3 dias trabalhados (pelo menos 6 horas
diárias) diminui 1 da pena. Se o Estado por incapacidade administrativa não tiver estrutura para oferecer o trabalho,
há a remição da penal igual, mesmo sem o condenado trabalhar (há controvérsias quanto a isto). Porém se o
condenado for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido.
- Remição da pena pelo estudo (súmula 341)
|  4' 1 (art. 111 LEP)
a) Conceito: constitui-se como sendo um beneficio concedido ao preso condenado definitivamente, e importa na
diminuição do tempo de prisão provisória no quanto da pena definitiva. @u seja, permite-se descontar, na pena ou
na medida de segurança, o tempo de prisão ou de internação que o condenado cumpriu antes da condenação. Esse
período anterior a sentença penal condenatória é tido como de pena ou medida de segurança efetivamente
cumpridas.
b) Aplicação: o juiz executa a sentença.
| K 5  

     (art. 41 CP)
a) Medida de segurança:
- Aqueles que adquirirem durante a pena, devem ser retirados do sistema penitenciário e a pena é substituída pela
medida de segurança até que restabeleça a sanidade mental (não dura pra sempre). Caso se recupere antes do final
da pena, ele volta para o sistema penitenciário para cumprir o restante da pena.
- Aqueles que já possuem doença mental cumprem medida de segurança.

%| )- )0) 6c)789 - 


|   

a) Noções gerais:
É a pena que está na lei (abstratamente previsto para o crime)
b) Limites: mínimo e máximo
Possuem um mínimo e um máximo para a aplicação da pena.
!|   

a) Fundamentação Constitucional
b) Garantir ao condenado
c) Sistemas de aplicação previstos na reforma de 1987:
- Bifásico ʹ Roberto Lyra
- Trifásico ʹ Nelson Hungria
d) Sistema adotado pelo Código:
- Regras do art. 68 do CP: é o que estabelece o sistema trifásico.
e)   : (art. 59 CP)
- Escolha da pena: o juiz analisa. A pena pode ser cumulativa ou alternativa. Art. 59 CP.
A pena de multa também é dosada.
@ CP não estabelece nenhum critério para medir a culpabilidade.
A pena vai ser medida:
1º culpabilidade: aqui a culpabilidade funciona como limite da pena, impedindo que a pena seja imposta além da
medida prevista pela própria idéia de culpabilidade, aliada a outros critérios. Na verdade, impõe-se que se examine
aqui a maior ou menor censurabilidade do comportamento do agente, a maior ou menor reprovabilidade da
conduta praticada, não se esquecendo, porém, a realidade concreta em que ocorreu, especialmente a maior ou
menor exigibilidade de outra conduta.
2º maus antecedentes: fatos anteriores praticados pelo réu que merecem a reprovação da autoridade pública e que
representam expressão de sua incompatibilidade para com os imperativos ético-jurídicos. A finalidade é
simplesmente demonstrar a maior ou menor afinidade do réu com a prática delituosa.
3º conduta social (como ele é): deve-se analisar o conjunto do comportamento do agente em seu meio social, que
poderá ou não ter influenciado no cometimento da infração penal.
4º personalidade: deve ser entendida como síntese das qualidades morais e sociais do indivíduo. Na análise da
personalidade deve-se verificar a sua boa ou má índole, sua maior ou menor sensibilidade ético-social, a presença ou
não de eventuais desvios de caráter de forma a identificar se o crime constitui um episódio acidental na vida do réu.
5º motivo: os motivos constituem a fonte propulsora da vontade criminosa. Não há crime gratuito ou sem motivo.
Para a dosagem da pena é fundamental considerar a natureza e qualidade dos motivos que levaram o indivíduo a
prática do crime.
6º circunstâncias:
7º consequências: importa analisar a maior ou menor danosidade decorrente da ação delituosa praticada ou o maior
ou menor alarma social provocado, isto é, a maior ou menor irradiação de resultados, não necessariamente típicos,
do crime. Ex.: No caso de homicídio, a vítima deixou 4 filhos desamparados.
8º comportamento da vítima: estudos de vitimologia demonstram que, muitas vezes, as vítimas contribuem
decisivamente na consecução do crime. Esses comportamentos são, não raro, verdadeiros fatores criminógenos,
que, embora não justifiquem o crime, nem isentem o réu de pena, podem minorar a censurabilidade do
comportamento delituoso, como, por exemplo, ͞a injusta provocação da vítima͟.
Depois de analisadas estas circunstâncias é estabelecida a pena base.
':&$'*, 
(@ CP quer evitar o&    : que quer dizer, que por um mesmo fato ou idêntica situação o agente seja punido
duas vezes.)
+1| ',=K  K)#") - 
- circunstâncias legais:
10-"K (art. 61, 62 CP)
Só vai configurar agravante quando não constituir ou qualificar o crime.
!| Art. 61 ʹ circunstâncias agravantes
Ü| Reincidência (Art. 63)
Reincidência nas contravenções penais (Art. 7º, art. 64º CP)
Ü| Ter o agente cometido o crime:
)| #  ;<  (desproporcional, quase ausência de motivos. ex.: matar alguém por ser corintiano) 
" (motivo que causa repugnação. ex.: matar alguém por dinheiro): motivo insignificante.
))|   = (conexão objetiva teleológica: quando um crime é praticado para facilitar outro crime;
conexão sequencial: quando um crime é praticado para esconder outro) sendo assim julgado por um
mesmo juiz;
)))| A traição de emboscada (ex.: tocaia), ou mediante dissimulação (ex.: fingir problemas no carro para
assaltar), ou outro recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima;
)0| Com emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura (pode constituir crime próprio) ou outro meio
insidioso ou cruel (ex.: asfixia, crucificação, jogar ácido, comer ou picar alguém ainda vivo), ou de que
podia resultar perigo comum (ex.: utilizar explosivo);
0| Contra ascendente, descendente, irmão ou cônjugue (marido, esposa e conviventes);
0)| Com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação ou de
hospitalidade, ou com violência contra a mulher;
0))| Com abuso de poder ou violação de cargo (cargos públicos, ex.: diretor de escola), ofício (atividades
manuais transferidas de pai pra filho), ministério (ex.: padres) ou profissão (profissões liberais);
0)))| Contra criança (ECA - criança até 12 anos), maior de 60 anos (Estatuto do Idoso), enfermo ou mulher
grávida;
)>| Quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade;
>| Em ocasião de incêndio, naufrágio, inundação (ex.: rouba casas) ou qualquer calamidade pública, ou de
desgraça particular do ofendido (ex.: em acidente de carro rouba a vítima);
>)| Em estado de embriaguez pré-ordenada (ex.: tomar para criar coragem);
Ü| No caso de concurso de agentes (29);
)| Promove ou organiza a cooperação no crime ou dirige a atividade (mentor intelectual do crime, o
͞cabeça͟)
))| Coage (faz contra a vontade)ou induz outrem à execução material do crime (tem a idéia e convence
a praticar o crime)
)))| Instiga (tem a predisposição)ou determina a cometer crime alguém sujeito a sua autoridade(o pai
usa a sua autoridade para o filho cometer o crime) ou não-punível (menor)
)0| Executa o crime ou nele participa mediante paga ou promessa de recompensa;
1"-6-"K 
Ü| Ser o agente menor de 21 anos, na data do fato, ou maior de 70 anos, na data da sentença;
Ü| @ desconhecimento da lei: o chamado erro de proibição que, conforme o art. 21º CP diz que o
desconhecimento da lei é inescusável, contudo servirá como circunstância legal atenuante.
Ü| Ter o agente:
)| Praticado o crime por motivo de relevante valor social (interesse coletivo) ou moral (valor
individualizado). Ex. moral: o pai matar o traficante que viciou a sua filha;
))| Diminuir os efeitos do crime (ex.: pratica o crime, mas depois procura a vítima e tenta ressarcir os
danos causados);
)))| Sob coação resistível, cumprimento de ordem hierárquica; sob a influência de violenta emoção,
provocada por ato injusto da vítima;
)0| Confessado;
0| Influência de multidão em tumulto;
Ü| Qualquer causa (art. 66): a pena poderá ser ainda atenuada em razão de circunstância relevante, anterior ou
posterior ao crime, embora não prevista expressamente em lei.
*cláusula aberta.
'1| 6KK 6#-"6 )#)-6)89 
a) 2  -> previstas na parte geral do Código:
Ex.: art. 14, inciso II; art. 70 e 71.
b)   -> previstas na parte especial ou legislação extravagante:
Ex.: inciso I do art. 121; inciso II do art. 157
_1| i6c)=)  K 
- distinção entre esta e as causas de aumento de pena
- sua aplicação na dosimetria
1| ?c 6c=)-c 
@ cálculo da pena, nos termos do art. 68 do CP, deve operar-se em três fases distintas: a  ' deve ser
encontrada analisando-se as circunstâncias judiciais do art. 59; a    $ ( , analisando-se as circunstâncias
legais, que são as atenuantes e as agravantes; e, finalmente, chegar-se a   È   $, analisando-se as causas de
diminuição e de aumento.
Ex.: delito: 157, inciso 2º, I C/C 14, II
$%&$_*%,
- #6c"(art. 49 - 52 CP)
A multa é uma das três modalidades de penas cominadas pelo CP e consiste no pagamento ao fundo penitenciário
da quantia fixada na sentença e calculada em dias-multa.
+1| )KK)")0Kc)K 
Art. 49 a 52 co CP. Diferente das sanções civis, essas penas têm caráter penal, individual, não podendo ultrapassar a
figura do condenado.
'1| K "Ki6)K 
a)|  3 : o Direito Romano já previa penas pecuniárias como pena única para determinados crimes. No
começo da idade média elas começaram a ser substituídas pelas penas corporais. Ao final da idade média,
especialmente Beccaria, as penas privativas de liberdade começaram a ser usadas como pena principal.
b)| ) 
  3
2
 @: @ código que antecedeu o código de 84 não estabelecia os dias-multa.
Somente no de 84 que isto aconteceu.
_1| #6c" #- 
a)|  ; : Confisco é a retenção de tudo o que a pessoa tem. Hoje o Brasil não admite Confisco (CF diz que
não é admissível a pena de confisco). @ que existe é a pena de perdimento, que é quando são retidos bens
que são adquiridos por meios ilícitos. Ex.: apreendidos instrumentos de crime, ou quando o crime é de
contrabando e com este dinheiro são comprados carros, mansões, o réu perde estes bens.
b)| #    3 : não existe no CP. Seria uma multa que compensaria efetivamente o dano causado
pelo crime. Quanto maior o dano, maior a multa. Levaria em consideração a condição do réu em relação ao
fato. Retribuição.
c)| # : é pena pecuniária destinada ao Estado, que será calculada no sistema dias-multa.
1|  "K 
a)| . : não é pena acessória, é pena principal.
b)| )  ;A: ela não pode ultrapassar a figura do condenado. Princípio da intranscendência.
c)| A

 : ela é executável. @perações realizadas, quantidade de dias-multa x o valor dos dias-multa.
%1| K)K"#  )K #6c" 
a)| 0  A B=  10 ʹ 360 (art. 49 CP)
b)| = 
   : ex: Pena de 1 a 4 anos, o réu pega 1 ano e 10 dias multa. Se aumentar para 1
ano e 6 meses > 1 ʹ 1,6 (50%)
10 ʹ 15 (+ 5 dias = 50%)
   ʹ aplicação dos critérios do art. 59 do CP
c)| 0 

 :
- 1 salário mínimo mensal (época do fato, não da prolação da sentença)
- poderá ser reduzido até o limite de 1/30 (de 4650,00 para 155,00 reais)
- poderá ser aumentado até o limite de 5x (de 465,00 para 23.250,00 reais)
- critério especial estabelecido no art. 60, parágrafo 1º (3X)
:1| > 689 - #6c"
a.|     2  : 10 dias após o transito em julgado ou da notificação (como acontece).
b.| = 
 2  : única parcela, ou a prazo conforme o juiz estabelecer. Há possibilidade de penhorar
até 30% do salário para pagar dívidas.
  


  : o CP não admite mais. Até 1995 havia possibilidade, mas hoje não há mais essa
conversão. Se não for paga, torna-se dívida ativa. Promove-se execução fiscal junto ao juiz da vara civil. (Estado
não executa dívida com valor inferior a 10 mil reais)
c.|   
 5      = : Quando o juiz da vara de execuções penais é questionado a
multa pode ser cobrada como dívida ativa pelo juiz da vara civil. Só são executadas as dívidas acima de 10
mil reais.
d.|  : fundo da penitenciária estadual (nacional?), que teoricamente deveria investir nas
penitenciárias.
e.|  : prescrevem em dois anos. Datando da execução. Pena menor de 6 meses pode ser convertida
em multa.

+'&$_*:,
-KK")")0K  ))" (art. 43 - 48 CP)
+1| 0)K9cc "_@
'1| -8CK)K
Ü| Penas alternativas:
Ü| Medidas alternativas: consenso; doação; etc.
Ü| Ideologia
Ü| Características:
- Principal:
- Substitutiva:
_1| i6)K)"K - KK9
1| D  (Art. 44, inciso 1)
Penas alternativas aliviam o direito penal. São objetivadas a evitar a pena. São aplicadas em crimes de menor
potencial ofensivo.
Ü| Pena igual ou inferior a 4 anos;
Ü| @ crime não tenha sido praticado mediante violência ou grave ameaça a pessoa.
1| KD  (Art. 44, inciso 2 e 3)
Ü| Não ser o réu reincidente em crime doloso (art. 63). Reincidência Específica ʹ quando o réu pratica o mesmo
crime várias vezes ou reincidência normal ʹ quando o réu pratica um crime dentro dos 5 anos de trânsito em
julgado de algum crime cometido anteriormente. Se o crime for culposo não importa a quantidade de pena.
Ü| As circunstâncias judiciais dever ser favoráveis (art. 59)
1| 6"KK "K
a)|   2  ;  +       (Art. 44, p. 2º)
b)|    +      '   (Art. 44, p. 2º)
c)|  
    

E(Art. 44, p. 3º)
§ 3º - Se o condenado for reincidente, o juiz poderá aplicar a substituição, desde que, em face de condenação
anterior, a medida seja socialmente recomendável (critério subjetivo) e a reincidência não se tenha operado em
virtude da prática do mesmo crime (critério objetivo).
Ü| Reincidente doloso: impossibilidade de substituição. (§3º do art. 44 ʹ medida seja socialmente
recomendável > critério subjetivo / e a reincidência não se tenha operado em virtude de prática do mesmo
crime > critério objetivo)
Ü| Reincidente específico: o mesmo tipo de crime. Ex.: 1º furto, 2º furto... pra ser específico tem que ser
culposo
Ü| Reincidente culposo: há possibilidade.
Analise parte de constatar se o crime é doloso, se não for, deve-se ver se o crime é culposo e reincidentemente
específico, se não for, parte para ver se foi praticado com circunstâncias favoráveis. (Unificação de Penas)
d)|       
 

 (Art. 44, p. 4º)
e)| - 
  DA
=(Art. 44, p. 5º)
Ü| Conversão facultativa.
%1| K. )K
1|   B 
Ü| Pagamento em dinheiro: (Art. 45, p. 1º): que não pode ser executada, por não ser dívida de valor e sim pena
substituta.
- a vítima
- seus dependentes
- entidade pública ou privada com destinação social
- importância fixada pelo juiz
- 1 (um) a 360 (trezentos e sessenta) salários mínimos
Ü| A prestação poderá consistir em prestação de outra natureza. (Art. 45, p. 2º)
*desconto do valor pago (ação civil ex.: ͞delicto͟)
1 

! 0  (Art. 45, p. 3º)
Ü| Destinatário
Ü| Critério: prejuízo ou provento.
@ juiz pode aplicar a maior pena.
+(&$_*F,
1|  
K   


- Conceito: é a atribuição de tarefas gratuitas ao condenado. @ condenado deve prestar algum tipo de serviço que
saiba realizar. @ Juiz decide que tipo de serviço, depois que um assistente social tenha conversado e descoberto qual
é a aptidão do réu.
- Condições: pena superior a 6 meses e inferior a 4 anos.
- Locais de prestação:
Ü| Entidades Assistenciais;
Ü| Hospitais;
Ü| Escolas;
Ü| @rfanatos;
Ü| Demais estabelecimentos similares:
- Cumprimento:
Ü| 1h/dia de condenação
Ü| Cumprimento em tempo menor: quando a pena for superior a 1 ano o juiz pode decidir que o
condenado trabalhe o dobro por dia, reduzindo o tempo de serviço prestado em ½.

1| ) 
"B 
  
- Proibição do exercício de cargo, função, ou atividade pública, bem como, mando eletivo: está relacionada a crimes
praticados por funcionários públicos.
- Proibição do exercício da profissão, atividade ou ofício que dependam de habilitação especial, de licença ou
autorização pública: como advogados, médicos, etc.
- Proibição de freqüentar determinados lugares: menos usada, normalmente é cumulada com alguma outra pena.
Quando acima de 1 ano de pena, pode-se acumular.
1| c   
= 
K 
- Conceito: consiste na interdição da locomoção do condenado por um período de tempo, no qual este deverá ser
submetido à instrução social ou intelectual.
- Cumprimento:
Ü| 5 horas diárias: albergue/similar: Como no Brasil não existe casa de albergado, existem cursos que
devem ser freqüentados pelos condenados. Ex: Palestras de prevenção no trânsito, antidrogas, respeito
aos idosos, etc.

- 6K  )#K 
Existem 4 tipos de concurso: Material, Material Benéfico, Formal Perfeito, Formal Imperfeito.
+1| - 6K#")cc  )#K4 :(1
a)|     Dar-se o concurso material quando o agente criminoso, mediante a realização de mais de uma
conduta (ação ou omissão), pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não. Há pluralidade de condutas e
pluralidade de crimes.
b)|  G5  : aplicação cumulativa das penas privativas de liberdade em que haja ocorrido. Soma ou
unificação das penas aplicadas, nos termos do art. 66, III, , da LEP. (Ex.: lesão corporal, estupro e furto)
c)| H 
Ü| Normal /comum
Ü| Mais benéfico: consiste na aplicação das regras do concurso material nas hipóteses em que deveria ser
aplicado o regramento referente ao concurso formal perfeito, visto que a pena nestes casos, em razão
do concurso material, será mais benéfica que a do concurso formal.

'1| - 6K=#c4 F$1


a)|    há concurso formal quando o agente criminoso, mediante a uma única conduta (ação ou omissão)
obtém diversos resultados. Nessa espécie de concurso há unidade de ação e pluralidade de crimes.
b)| H 
- Concurso Formal Perfeito (próprio): quando a vontade do agente deve querer realizar apenas um crime, obter um
único resultado danoso. Aumentar a pena de 1/6 a ½. (Ex.: dirigindo um carro, dorme e atropela pessoas em um
ponto de ônibus)
- Concurso Formal Imperfeito (impróprio): quando na realização da única conduta o agente possui desígnios
autônomos (vontade, dolo; que se caracteriza pela unidade de ação e multiplicidade de determinação de vontade,
com diversas individualizações), ou seja, o agente deseja a realização de mais de um crime, tem consciência e
vontade em relação a cada um deles. Neste caso aplica-se a regra estabelecida para o concurso material de crimes.
(Ex.: prof. querer matar todo mundo na sala, uma conduta, várias mortes, mas com vontade prévia)
CPC 387. @brigação de reparar.
':&$_*@,
_1| )# -")-6  (art. 71)
 :
Mais de uma conduta; Diversos resultados; Idênticos.
3.1 " 
; DA
 
3.2      ; 2  
a)|  
 H  Crimes que tutelam o mesmo bem jurídico (uma corrente doutrinária). Aqueles
tipificados pelo mesmo dispositivo legal, (outra corrente ʹ está sendo mais utilizada). Ex: Furto qualificado,
tentado, simples, privilegiado.
b) )
5   


Ü| Tempo: entre um crime e outro é preciso que haja um espaço de tempo pequeno. Sendo esse espaço de
tempo que ser inferior a 30 dias (Jurisprudência Pacífica).
Ü| Lugar: Mesma comarca ou em comarcas vizinhas, limítrofes.
Ü| Maneira de execução: Forma pela qual o sujeito está perpretando a conduta tem que ser a mesma. ͞Modus
@perandi͟.
Ü| @utras: termo genérico para designar outras condições que façam assemelharem-se os crimes. Não são
obrigatórias.
c)     (condições maneiras de execução): premeditação.
3.3   
1/6 a 2/3 (quanto maior a quantidade de crimes, maior o aumento)
3.4 A;  4+I1
- crimes dolosos;
- violência ou grave ameaça;
- mesma vítima;
- aumento 1/6 ao triplo
3.5    
 
   

1 -> 689 !")) "6K4F_1 
4.1     quando a agente erra na execução do crime, atingindo pessoa diversa daquela pretendida.
4.2   
_I
 '$
 
4.3 5  

 

%1  > 689 !") c) ")4F1 
5.1     Realização de crimes de natureza diversa. A objetivação do agente é cometer um crime, e
acaba cometendo outro. Ex: Uma determinada mulher passa em frente a uma vitrine e decide quebrar a vitrine com
uma pedra, mas acaba acertando uma vendedora, provocando lesão.
5.2 5  
'

- Culpa: derivada de ação viciada e crime culposo.
- Culpa e Dolo: dolo como antecedente e culpa como conseqüente.

Até aqui trabalhados art. 32 a 74.


Lei dos Crimes Hediondos dispõe que a pena deverá ser cumprida integralmenteem regime fechado.
$'&$*(,
89-c (art. 100 CP)
+| K "K)K 
Direito processual como direito material em movimento (antiguidade). Século XVIII passou a se discutir o processo
como uma forma de desenvolvimento de atos processuais.
Direito de Ação é o direito que o tutelar do bem jurídico tem, de provocar o Estado para garantia de um direito,
fazendo assim com que valha a lei no caso concreto.
Direito subjetivo e Público. Aciona-se, ou não, o Estado. Direito de Ação não está vinculado a Direito Material. Posso
provocar o Estado, mesmo sem direito material estabelecido. Instrumento processual.
1.1|    3
2 
1.2|   ;    D  
J  H KD 
- Incondicionada: São aquelas propostas pelo MP (titular da ação)
a) Pública - Condicionada: Representação do ofendido ou a requisição do ministro da justiça.
- Ação Penal Pública (art. 41 CPP; art. 129, I, CF)): quando o titular da ação for o MP Estadual ou Federal,
representado pelo Promotor de Justiça e Procurador da República. Em todos os casos, salvo se contrario for o CP.
- Ação Penal Pública Incondicionada: o MP move ação independentemente de ser movido por outrem.
- Ação Penal Pública Condicionada: quando há outorga por parte da pessoa lesada. (Representação).
- Exclusiva
b) Privada - Personalíssima (art. 236)
- Subsidiária (art. 29 do CPP)
- Ação Penal Privada (ex.: art. 145 CP): é exercida pela vítima. Não pode fazer em seu próprio nome, onde faz-se
necessária a figura do advogado. Se a vítima estiver morta ou desaparecida, podem os Cônjuges, ascendentes,
descendentes ou irmãos (CADI) proporem ação.

'| 89-cK!c) )- - ) )-  (art. 100 CP) (art. 27 CPP)


@ Ministério Público não necessita de autorização ou manifestação de vontade de quem quer que seja para iniciá-la.
Basta constatar que está caracterizada a prática do crime para promover a ação penal. Nas mesmas circunstâncias, a
autoridade policial, ao ter conhecimento da ocorrência de um crime de ação pública incondicionada, deverá, de
ofício, determinar a instauração de inquérito policial para apurar responsabilidades, nos termos do art. 5º, I, do CPP.
2.1  A  Regramento. Regra geral.
1 2  

 Ao MP não é permitido por questões de economia ou política criminal, deixar de propor ação.
Tem dever funcional de realizar a proposta de ação.
1)
  

 @ MP não pode desistir da ação que houver sido proposta.
1)  
5  A Ação penal está vinculada ao sujeito, por isso não pode passar da pessoa do acusado.

1;  

 A atividade procedimental é realizada por órgãos oficiais.
2.2 = aos princípios da obrigatoriedade e da indisponibilidade, em se tratando de ação penal pública.
1L *  I($((&(%
- Transação Penal (76): todo infrator tem antes do inicio da ação penal, a possibilidade de fazer acordo com o MP.
Acordo esse que deve preencher certos requisitos. Se a transação for aceita, cessa o crime, como se não houvesse
existido. (exceção ao da obrigatoriedade)
- Suspensão Condicional do processo (89): promotor oferece denuncia, juiz recebe e chama o réu. Diz a ele que pode
suspender o processo e, se nesse período não voltar, o réu, a delinqüir, se todas as outras propostas forem
cumpridas, suspende-se a ação penal. (indisponibilidade)
2.3 

  requisitos mínimos de validade para realização de uma ação jurídica.
1  

DA
 


 @ fato deve ser típico, ilícito, determinado ou ao menos determinável, para que
possa se entrar com pedido de ação.
1) 
 2  Necessidade: toda ação penal é necessária, pois não há outro meio a não ser o processo, para
que o Estado atue sobre o indivíduo; Utilidade: deve alcançar o objetivo; Adequação: respeito a todos os critérios
estabelecidos na lei.
1c2  


  Diz respeito à titularidade da ação penal no pólo ativo e no pólo passivo. No pólo ativo é
proposta pelo MP, a não ser quando proposta por particular, em certos casos. No pólo passivo, existem aqueles
inimputáveis como os menores de 18 anos.
Titularidade da Ação -> MP
Foro Passivo -> réu

1L   é o lastro probatório mínimo referente à existência de um crime e sua autoria.


2.4 = 
 A 
1 D <  4+ 1

_| 89-cK!c)  - ) )- MK-"89 =- )  
Continua sendo iniciada pelo Ministério Público, mas dependerá, para sua propositura, da satisfação de uma
          , sem a qual a ação penal não poderá ser instaurada: representação do ofendido ou de
quem tenha qualidade para representá-lo.
3.1  A 
3.2    a manifestação formal da vítima que tem por objetivo autorizar o MP a iniciar a chamada
persecução criminal. @utorga da vítima para processar o réu.
1 c2  

  A lei estabelece que a legitimidade para apresentar representação seja da vítima (ofendido). No
caso de incapacidade, são os representantes legais que irão agir. Ex: Pais dos filhos, tutelador dos tutelados e
curadores dos curatelados. No caso de morte, ou ausência, serão as pessoas elencadas no art.31 do C.P (CADI) que
representarão.
1# 
1   será possível até o oferecimento da denúncia, depois é irretratável.

1   @ prazo é de 6 meses, e conta-se a partir do momento em que a vítima saiba quem é o autor do fato
criminoso. No caso do menor idade, há duas opções: o prazo do representante; e o prazo do menor que conta a
partir do momento em que este completar 18 anos. 

 89-cK!c)  - ) )- i6)K)89 #)-)K".) L6K")8 
4.1  A  
4.2     Ação de procedibilidade que se consubstancia uma determinação oriunda do Ministro da
Justiça para apuração dos crimes que envolvam interesses políticos do Estado, cuja conveniência deverá ser
analisada pelo referido ministro. Esses casos são restritos: crimes praticados por estrangeiros contra brasileiros fora
do Brasil (art. 7, III, do CP) e nos crimes praticados contra a honra do Presidente ou contra chefe de governo
estrangeiro (art. 145, parágrafo único, 1ª parte).
1 #  
1  não tem prazo.
1   não admite retratação.

% 89-c)0 
5.1   ;  
1 =  é aquela na qual a propositura da ação penal fica condicionada a atuação da vítima, seus
representantes legais ou substitutos processuais, de acordo com o estabelecido em lei. Aqui o interesse do ofendido
é superior ao da coletividade, o Código atribui à aquele o direito privativo de promover a ação penal.
1  A  é aquela que somente poderá ser proposta pelo ofendido, não admitindo representação ou
substituição processual. A única situação usada é a do Art. 236.
1 K
B 
 <   quando nos crimes de ação penal pública a vítima, seus representantes legais ou
substitutos processuais, em decorrência da inércia do MP propuserem de forma subsidiária ação privada.
5.2  A  
1

 a vítima propõe ação penal somente se quiser.
1   

 a vítima pode escolher se quer continuar com a ação ou não.
5.3 "  
 
10A  pessoa jurídica pode ser titular da ação penal privada.
1  c2 
1 N D2 
 

  
5.4     A 
  
1:* _@
 
5.5 )    B  (causas extintivas da punibilidade) 
1  <   = (dizer expressamente que renuncia)  B  (quando a vítima pratica atos incompatíveis
com a finalidade de processar)
A vítima tem o direito de renunciar ao seu direito de ação.
A renúncia dado a um, estende-se aos demais do mesmo crime.
1 
  =  B  o perdão para surtir efeito tem que ser aceito pela parte ré para extinção do
processo. Prazo de 3 dias, senão será aceito tacitamente.
1 a morte da ação pela inércia da parte autora. Art. 60 CPP. 

Querelante: é o autor da ação penal privada. Querelado: é o réu.


*notícia criminis = B@, prestar queixa.
$(&$*+$, (prova)
V |
  |4 
'@
 1
#  

  *  
  


" 


  *    
+:&$*++,
>")-89 6-)!)c)   (art. 107 do CP)
Conceito de punibilidade é externo ao conceito de crime. @ fato de ser ou não punível não está atrelado à existência
do crime. @ ͞jus puniendi͟ do Estado é abstrato, na norma quando o legislador cria a norma a ser obedecida e
dirigida a todos. Concreto quando nasce a pretensão punitiva, que é a possibilidade e dever que o Estado tem de, em
relação aquele agente, de aplicar a sanção penal. Só que o Estado criou algumas regras para que o ͞jus puniendi͟
não fosse eterno. Em algumas situações, o próprio Estado estabelece causas extintivas de punibilidade. Retira-se do
Estado a capacidade de punir.
J +$F
 3
2 
-       Norma que busca sua total existência fora do sistema penal. Como tráfico de
entorpecentes. @ que vem a ser entorpecente é definido por órgãos médicos (Ministério da Saúde).

São causas extintivas da punibilidade: (art. 107)
a)| Morte do agente: se o autor do fato morrer, não se pode aplicar sanção. (Princípio da Intranscendência);
b)| Graça, anistia e indulto;
c)|       (quando cria-se lei que não considera mais o fato criminoso);
d)| Prescrição (tem por fundamento a inércia do Estado na aplicação da pena ou em sua execução ʹ perde-se o
direito de punir por ineficácia dos agentes ou por lapso temporal), decadência e perempção;
e)| Renúncia ao direito de queixa ou pelo perdão aceito: só nos casos privados.
f)| Pela retratação do agente: pág. 768 livro tratado de direito penal
g)| Pelo perdão judicial: o juiz que decide.

+1|  


a)| Da pretensão punitiva:
Ü| Prescrição pela pena em abstrato: é a prescrição decorrente da ineficiência estatal e que leva em
consideração a pena abstratamente cominada no seu grau máximo (Ex: Homicídio simples pena de 6 a 20
anos, escolhe os 20 anos) ao crime. Sua contagem projeta-se para frente. Prazos prescricionais art. 109.
Ü| Prescrição retroativa: trabalha com o inverso da prescrição pela pena em abstrato. Leva em consideração a
pena concreta aplicada ao réu. Parte da sentença transitada em julgado.
Ü| Prescrição intercorrente: Leva em consideração a pena concreta aplicada ao réu. @ prazo prescricional
começa-se a contar a partir da sentença até o trânsito em julgado para a acusação, não havido recurso.

Fato Recebimento Decisão de Trânsito


Criminoso da denúncia pronúncia Sentença em julgado

Termo
Inicial
Legenda:
: Prescrição Retroativa : Prescrição pela pena em Abstrato : Prescrição Intercorrente
Art. 111 -> Termo inicial
Art. 117 -> Causas Interruptivas
Art. 116 -> Causas Suspensivas
Art. 109 -> Prazos Prescricionais:
* Decisão de pronúncia: só nos casos dolosos contra a vida.
Pena Tempo
+12 20
+8-12 16
+4-8 12
+2-4 8
+1-2 4
-1 2

Ü| Prescrição pela pena em perspectiva: Construção jurisprudencial. Quando por conta da lógica do sistema, o
operante do direito (promotor) projeta que em um futuro próximo o crime prescreverá, em face da demora
do sistema. Exemplo: furto famélico (furta uma lata de leite condensado)

Em concurso material, conta-se cada crime em separado, para sua prescrição. (abstrata). E na idéia das causas de
diminuição, pegue-se a menor diminuição (1/3) porque leva-se em consideração a pior situação. E nas de aumento
da pena a maior.
Já na pena em concreto, somam-se as penas.
Ex: Feito Simples: reclusão de 1 a 4 anos. > art. 109: prazos prescricionais.
K    : De marcos interruptivos (prescrição pela pena abstrata) de cima pra baixo e prescrição retroativa de
baixo pra cima.


'_&$*+',
6KK>")-")0K 6-)!)c)  (continuação) arrumar - módulo XI curso Damásio de Jesus
+1| K )89
Fato Recebimento Publicação da Trânsito Início do cumprimento
Criminoso da denúncia Sentença em julgado da pena

1|     
Ü| Abstrata: abstratamente cominada no seu grau máximo, levando em consideração todas as causas de
aumento e diminuição, bem como agravantes, etc.
Ü| Retroativa: Concreto > art.109. Conta-se da publicação da sentença para trás.
Ü| Intercorrente: Da data da publicação da sentença, existe a possibilidade de uma interposição de recurso
(art.593 do CPP ʹ 5 dias). Pode o recurso ser interposto pelo MP ou pelo réu. @ recurso não é obrigatório e
sim voluntário. Podem coexistir no mesmo processo recursos tanto do MP quanto do réu.
Ü| Em perspectiva: Construção doutrinária e jurisprudencial. Não existe no Código. Esta espécie de prescrição
em abstrato leva em consideração a possível condenação e quantidade de tempo para que o processo
termine. Sendo assim, em perspectiva, antecipadamente, pede-se a prescrição do crime.
1|  =3 
1|      
    Prescreverá no mesmo caso das privativas de liberdade, porque existe
substituição, mas a pena continua sendo a mesma. Art. 109, parágrafo único.

1|  
  Não tem prazo. Mas prescreve em dois anos. Art. 114 do CP. Se aplicada alternada ou
cumulativamente, utiliza-se o prazo da pena privativa de liberdade. Depois de transitado em julgado, aplica-
se a lei de execução fiscal (5 anos).
2)| 6KKK6K-K)0K art. 116 ʹ não é automática, tem que ser declarada.
1| i D
  425     25  *  2 3  O    P  ;     O D 
    P1 Quando, por exemplo, existe um problema dentro do processo que deve ser
resolvido por outro juiz que não aquele da vara determinada para julgar a ação em andamento. Ex: Crime de
Bigamia ʹ alguém contrai 2 matrimônios válidos. Para que fique provado o crime de bigamia, deve ser
provada a validade dos dois casamentos. Sendo assim o juiz da vara criminal não pode julgar casamento
válido. Deve levar o processo para o juiz da vara cível.
1|   
   2  Prisão no estrangeiro suspende-se o prazo prescricional. Em função
dos elementos do processo que não podem ser cumpridos.
1| K 
 _::
  No direito processual a relação jurídica só se perfaz com a citação do réu. No
processo penal há duas formas de citação: vitalícia ou pessoal. Quando alguém propõe uma ação contra
alguém, a parte contrária pode comparecer em juízo para afirmar o fato (no Processo Civil). @ processo
penal não admite esse reconhecimento jurídico, ou seja, o réu, mesmo confessando, pode ser absolvido.
Nesse art. não se confirma quanto é o tempo de suspensão do processo. Existe uma construção doutrinária
jurisprudencial. @ limite para suspensão do prazo é o limite máximo da data de prescrição em abstrato do
art. 109.
* pág 783 livro tratado direito penal

1|  A

  
 @(
  I($((&(% Período de Prova, de 2 a 4 anos.
Durante esse período, escolhido pelo juiz do processo, suspende-se o prazo prescricional e também o
processo
*período de coleta de provas.
_1| =#K  -"# 
1| # 
'+ & 
F$ (art. 115) época do fato menor de 21 ou a época da sentença maior de
70, os prazos prescricionais contam-se pela metade;
1| - 
 
  69 (leva-se em conta a pena de cada crime para aplicar prescrição), 70, 71;
1|   Q- )4  
 1 
Ü| Conceito: A perda do direito de ação pelo decurso do tempo em razão do não exercício desta no prazo
estabelecido em lei. @u seja, não faz a denúncia. A APP deve ser exercida no prazo de 6 meses contado do
conhecimento do autor do fato.
Ü| @corrência:
%1| #89 
Ü| Conceito: É a perda do direito de ação que se dá durante o processo em razão da inércia ou desídia da parte
autora na promoção do processo. Presunção de desistência.
Ü| @corrência: art. 60 do CPP
Ü| Efeitos: Extinção do processo.
:1|  9 =- )  *H
 
 H    

Ü| Conceito: Consiste na desistência do querelante de prosseguir na ação penal, de exclusiva iniciativa privada,
que iniciou através de ͞queixa-crime͟. Não se confunde com o   )  , embora constitua também
causa de extinção da punibilidade (art. 107, V, do CP)

_$&$*+_, (continuação causas extintivas da punibilidade)

+1| #" -" (art. 107 do CP)


1| =
  
Ü| Princípio da personalidade da pena: (A idéia de que não pode a pena transpassar a figura do condenado é
recente. Em diversos momentos do passado, parentes ou pessoas próximas eram punidas em nome do
agente.) Pena não pode transpassar a figura do inimigo e deve ser aplicada ao réu no limite da sua
culpabilidade.
Ü| ͞A morte tudo apaga͟ (Romano): Para os romanos, se o sujeito morresse, a morte dele acabava por extinguir
qualquer processo judicial em relação ao réu.
1|   
Ü| Todas as penas: se não houver trânsito em julgado. Depois do trânsito em julgado, se já estiver em dívida
ativa, à pena de multa continua mesmo depois da morte do agente, alcançando assim a herança.Se não
houver nada o que herdar, não há dívida também. 
- é causa personalíssima de extinção de punibilidade: não se estende aos demais co-réus.
1    
Ü| Certidão de óbito: Processo Penal: poucos limites para provas. Necessita de ͞verdade real͟. Só são
inadmissíveis as provas obtidas por meio ilícito. Somente se comprova a morte do agente por meio da
certidão de óbito.
A causa extintiva de punibilidade é declarada pelo juiz do processo por meio da Decisão Terminativa de Mérito. Tem
essa classificação porque põe fim ao processo, tem efeitos de coisa julgada material, mas não decide a causa penal.
A essa decisão caberá recurso em sentido estrito (art. 581 do CPP). Prazo para interposição de recurso é de 5 dias
contados da data da decisão.

'1| -)K"):Instituto de Política Criminal


1|    ͞é a exclusão por lei ordinária com efeitos retroativos, de um ou mais fatos criminosos do campo
de incidência do direito penal͟. (Difere do ó       * porque neste o crime deixa de existir, já na
anistia, o crime ainda existe, mas aqueles fatos realizados em determinado tempo, deixam de ser
considerados criminosos.) Ex: Políticos na época da ditadura que foram anistiados. 
Quem concede a Anistia é quem tem a capacidade de legislar, pode ser o Presidente, pode ser a câmara de
deputados...
Pode ser total ou parcial.
Ü| Iniciativa da lei -> livre: ou seja, qualquer um pode propor a anistia. 
Ü| Destinada a crimes políticos ʹ anistia especial: praticados por um ou contra determinado governo. Em regra,
a anistia é aplicada a crimes políticos, mas pode acontecer de crimes comuns serem anistiados.
Ü| É dirigida a fatos e não a pessoas 
Ü| Admite imposição de condições ao réu (anistia condicionada): Se a anistia estabelecer condições para sua
aceitação, pode ela ser recusada. 
1|   ;   
- Própria ʹ anterior a condenação: ou seja, concedida antes da condenação.
- Imprópria ʹ posterior
- Condicionada: quando há condições para efetivação da anistia.
- Incondicionada: livre de qualquer requisito específico.
- Geral ou absoluta: dirigida a todos os fatos e todos os agentes envolvidos neste fato.
- Parcial ou relativa ʹ exceções: quando a própria lei de anistia estabelecer exceções a determinados fatos ou
pessoas.
Ü| Anistia tem efeito ͞
 * ʹ declaratório: todos os efeitos retroagem, ou seja, todos os efeitos do fato
criminoso desaparecem inclusive os efeitos secundários.
Ü| Competência para declaração da extinção da punibilidade: o juízo da vara de cada caso (juiz do processo). No
caso de condenação transitada em julgado, é o juízo da VEP que declara a extinção da punibilidade.
Ü| Crimes hediondos ʹ vedação: tráfico de entorpecentes, tortura, hediondos e assemelhados são insuscetíveis
de anistia ou graça. São cláusulas pétreas, e a emenda simplesmente não há como modificar.

_1| 8
a)|   : ͞é ato privativo do Presidente da República, dirigido a pena definitivamente imposta, com o
intuito de extingui-la ou diminuí-la͟.
b)| D: crimes comuns com trânsito em julgado;
c)| = 2   -> pessoa determinada: Presidente da República. @ MP, o réu, o Diretor do Sistema
Penitenciário podem pedir graça. (188 da LEP)
d)| R 
: indulto individual
1|       
  ; 
B   
 
f)|   
B:
- Plena: extinção completa da pena.
- Parcial: diminuição ou comutação da pena (trocar uma pena por outra). Nesse tipo de graça o sujeito pode recusar.
g)|   
Petição
Conselho Penitenciário para parecer Ministério da Justiça Presidente da República

Petição (cópias do trânsito em julgado, sentença e denúncia, bem como a certidão de antecedentes criminais) >
Conselho Penitenciário p/ parecer > Ministério da Justiça > Presidente da República (é ato de governo, não precisa
justificativa [ato discricionário])
R1| )    

   R



1| )- 6c" 
a)|    ͞é uma modalidade de clemência concedida espontaneamente pelo Presidente da República a
todo o grupo de condenados que preencherem os requisitos apontados pelo decreto͟.
b)| 
4 1
B
- Total: há extinção da punibilidade
- Parcial: Diminuição ou comutação da pena
c)| -= 2S  D2
 Pode ser concedido tanto antes como depois do trânsito em julgado.
d)| 
  
  
 
   
 R  



   (objetivos: cumprimento de pena, p. ex e subjetivos: réu primário, p. ex)
1| )  
A    
f)|    R

:
- Inconstitucional: porque na CF não se proíbe o indulto expressamente.
- Constitucional ʹ posição do STF: Em razão da idéia do STF de que o indulto seria uma espécie de graça coletiva.
Profº: diz que é inconstitucional.
g)| 
B
;
h)| = 2        
   
 
 .

%1 !c)") )#)-)K 


1    quando uma lei revoga fato que, portanto, deixa de ser crime.
1 
L
  não é a mesma coisa que perdão. Esse é concedido pelo juiz em casos específicos que a lei
prevê. Quando os efeitos do crime atingem o autor de modo que a aplicação da pena se torna excesso. Ex: Pai
atropela o filho sem querer. É necessário o crime culposo.

$F&$%*+, 

+1| K6K-K9 - ) )-c -* 


++1|   2  FF @'
+'1|K   
Ü|  2       T
Ü|    ;; ;;
 
Ü| = *2 (adotado no Brasil)
+_1|     ó          
      $ $               
  )          +      $ , È  %             -  )    
   *
+1|-  DA
 
Ü| )  
 A       Não é direito subjetivo do réu. É um meio pelo qual o Estado, em
determinadas condições, vai facilitar o cumprimento da pena. É o Estado que escolhe atenuar a pena, não é
um direito do réu.
+%1| 
      F@
1| D   
Ü| -  
   A pena tem que ser privativa de liberdade. Sendo a pena de multa ou restritiva de
direitos, modalidades às quais não cabe sursis.
Ü| i 


   Regra geral, réu condenado a pena não superior a 2 anos de pena privativa de
liberdade. Exceção: 4 anos.
Ü| 5  
 K   só se não for possível substituir a pena, em razão de natureza do crime, por
exemplo, é que se aplica a suspensão condicional.
1| KD   
Ü| - 
5   
 Pode reincidir em crime culposo.
Ü|  S   D
  ; B   art. 59 - Culpabilidade, antecedentes, conduta social do agente,
personalidade do agente, motivos e circunstâncias do crime. Essas circunstâncias devem ser favoráveis ao
réu. Se uma dessas circunstâncias não for favorável, o juiz pode não conceder o sursis.
+:1|H  B2:((
Ü| K  > pena privativa de liberdade até 2 anos.
Ü| K B  > privativa de liberdade até 4 anos + idade superior a 70 anos a época da sentença.
Ü| K R B  > até 4 anos + saúde
Ü| K  K  > ausência de reparação do dano e de forma injustificada e/ou circunstâncias judiciais
desfavoráveis
Ü| K   > reparação e circunstâncias favoráveis
+F1|A

 4B2F$+1 Consiste em um lapso temporal no qual o condenado beneficiado pelo sursis ficará
sujeito ao cumprimento das condições impostas na sentença e referendadas na audiência admonitória.
Ü| Contravenções ʹ 1 a 3 anos / sursis comum e crimes ambientais ʹ 2 a 4 anos / etário ou humanitário ʹ 4 a 6
anos;
Ü| Segundo orientação do STF deve-se iniciar o período de prova de acordo com o mínimo legal, salvo se
justificada a razão para aplicação de período de provas maior.
Ü| Causas de revogação de benefício: @ período de suspensão condicional da pena não serve para detração.
Ü| Fiscalização feita por órgãos patronais, no caso do Brasil o pró-egresso.
+@1 2 
! ;A 4B2F$'1
Ü|  2 3 
- condenado definitivamente por crime doloso,
- frustra a execução de pena de multa,
- não efetiva sem justo motivo a reparação do dano,
- descumpri as condições impostas (prestação de serviços/limitação de fim de semana)
Ü| =    
- descumprimento de qualquer outra obrigação,
- condenado definitivamente por crime culposo de contravenção, a pena privativa de liberdade ou restritiva de
direitos,
- antes da revogação, o condenado deverá ser ouvido
* em qualquer dos casos anteriores pode, o juiz, estabelecer o período de provas.
+(1 2 
A

 
- processamento por outro crime ou contravenção: * automática
- nas hipóteses de revogação facultativa.
++$1 K    2  
residente: não há nenhuma limitação.
 não-residente: tem duas posições: a 1ª posição (majoritária) estabelece que ao condenado estrangeiro não-
residente não há o benefício do sursis; a 2ª posição é a favor desde que o réu comprove que há condições de
cumprir a pena.
+++1  
K  (anterior ao cumprimento)
- não comparecimento a audiência admonitória;
- renúncia ao benefício;
- condenação definitiva antes do início do período de prova;
- majoração da pena-recurso do MP
++'1 = 
 4B2F$:1
- decisão declaratória -> extinção da pena privativa de liberdade: efeito


+&$%*+%,

c)0#-" - ) )-c(art. 83-90) pág 707
Possível para as penas privativas de liberdade.
Requisitos objetivos (art. 83, incisos I, II e V)

+1|   : Trata-se de um benefício de direito penal material, concedido ao condenado que haja cumprido os
requisitos objetivos e subjetivos previstos em lei, com a conseqüente colocação condicional e precária da
liberdade do condenado.
'1| -  LA
 :
Benefício legal concedido ao réu em algumas hipóteses (posição majoritária) ou direito subjetivo do réu (posição
minoritária) e por isso o poder judiciário, se preenchidos os requisitos, estaria obrigado a conceder o benefício. Três
características: Colocação em liberdade do réu; Liberdade é condicionada, porque o sujeito tem que cumprir
determinadas obrigações, durante o período de prova; e, por fim, a liberdade é precária, porque ela pode a qualquer
tempo ser revogada.
_1|    4)))01
1  D :
- Penal igual ou superior a 2 anos.
- Cumprimento de + 1/3 da pena privativa de liberdade se for reincidente em crime doloso e tiver bons
antecedentes.
- Se reincidente deve-se cumprir a metade da pena.
- Não é concedido ͞ex oficio͟, ou seja, deve ser concedido, provocado.
- Crime Hediondo deve-se cumprir 2/3.
- @ Brasil não adota reincidência específica, salvo em determinados casos.
1  KD  
- Comportamento satisfatório durante a execução da pena.
- Bom desempenho no trabalho que lhe for atribuído.
- Aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto.
- Tenha reparado o dano causado por infração, salvo impossibilidade de fazê-lo.
- Crime doloso cometido com violência ou grave ameaça, o livramento fica subordinado a condições pessoais que
mostrem que o réu não voltará a delinqüir.

Art. 84 ʹ As penas devem ser somadas para efeitos de livramento.

Leis de Execuções Penais ʹ Art. 132

1| 

 2 3 c2  Serão impostas sempre.

a) @bter ocupação lícita, dentro de prazo razoável, desde que apto ao trabalho.
b) Comunicar periodicamente ao juiz sua ocupação.
c) Não mudar do território da comarca sem prévia autorização do juiz.

=    L
  

a) Não mudar de residência sem comunicar ao juiz.


b) Recolher-se em horário determinado.
c) Não freqüentar determinados lugares.

i
 
   E

F+'
  ʹ Sentenciado, cônjuge, parentes em linha reta, o diretor do sistema penitenciário ou por iniciativa
do Conselho Penitenciário.


 KK#-" c)0#-" - ) )-c (art. 83-90)
Agravo
 em execução

Requerimento ao Vista ao Decisão audiência de C.T.J. Declaração da
Juiz de Execução Ministério do Juiz livramento extinção da pena (art. 90)

concede


não concede Período de Prova -> prorrogação
 


Agravo
 em execução

1 ʹ Requerimento ao juízo da execução.


2 ʹ Vista ao MP.
3 ʹ Decisão do Juiz: Não concede > agravo em execução
Concede > Agravo em execução ʹ se o MP não concordar
4 ʹ Audiência de Livramento: art. 137 do LEP. A partir desse momento começa o período de prova.
5 ʹ Período de prova (art. 89): Correspondente a quantidade de pena que resta para ser cumprida.
6 ʹ Declaração da extinção da pena (Art. 90).

2 
    
1)| Condenado a pena privativa de liberdade: durante a vigência ou antes dele;
2)| Descumprimento das condições ou condenado por pena não privativa de liberdade.

'+&$%*+:,
=)"K  - -89


 S  D2

+1|  A     
 
'1| K
B 
1|  
- Induz a reincidência
- Impede ou revoga a ͞sursis͟
- Revoga a reabilitação
1 =  
i) Genéricos (art. 91): * não precisam ser declarados
- Dever de Indenizar (art. 63 CPP liquidação de sentença)
- Confisco de bens e valores
- Supressão de direitos políticos
ii) Específicos (art. 92): * precisam ser declarados
- Perda de cargo ou função ou mandato
- Perda do poder familiar
- Inabilitação para dirigir quando utilizado como meio para cometer crime doloso.
@bs.: se está no Código de Trânsito é pena e não efeito secundário.