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Curvas em V de Motor Síncrono

Este documento descreve procedimentos experimentais para traçar curvas em V de um motor síncrono. Os objetivos são observar a operação do motor síncrono quando conectado à rede elétrica e como a potência reativa varia com a excitação. Medições serão feitas com e sem carga variando a excitação para plotar as curvas.

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Rodrigo alves
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Curvas em V de Motor Síncrono

Este documento descreve procedimentos experimentais para traçar curvas em V de um motor síncrono. Os objetivos são observar a operação do motor síncrono quando conectado à rede elétrica e como a potência reativa varia com a excitação. Medições serão feitas com e sem carga variando a excitação para plotar as curvas.

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Laboratório de Conversão

Eletromecânica de Energia – ENE0048


de Energia - ENE0074

Laboratório F: Motor síncrono.


Curvas em V.
1. Objetivos
 Observação da operação da máquina síncrona como motor quando conectada a uma rede elétrica.
 Observação da mudança de potência reativa do motor de acordo com a excitação.
 Realizar os ensaios em vazio e com variações de cargas para traçar as curvas em V do motor
síncrono.
2. Revisão de conceitos básicos
A eficiência de uma máquina síncrona é frequentemente determinada pela medição das perdas. As
perdas em uma máquina síncrona afetam seu custo, classificação e desempenho. A eficiência é
definida da mesma forma, para transformadores e outros tipos de máquinas:
Potênciasaída

Potênciaentrada
Potênciaentrada  perdas

Potênciaentrada
Potênciasaída

Potênciasaída  perdas
Um dos fatores mais importantes na seleção de um motor ou gerador é sua máxima potência de saída
contínua. A potência nominal da máquina depende principalmente da temperatura operacional
permitida e da rapidez com que ela pode dissipar o calor resultante das perdas na máquina. A máquina
deve atender aos padrões de desempenho e sua vida útil não deve ser reduzida por superaquecimento
ao operar em sua potência nominal. A classificação da máquina é sempre relativa à saída da máquina:
potência mecânica no eixo, para um motor e potência elétrica na saída, em kW, para um gerador.
Uma forma de potência é fornecida para a máquina na entrada e as perdas são subtraídas uma a uma
até o lado da saída.

As perdas na máquina síncrona são semelhantes às do transformador e outros tipos de máquinas


rotativas. Como todas as máquinas elétricas, as máquinas síncronas têm perdas de cobre, ferro,
rotacionais e de dispersão. Diferentemente do motor de indução, a máquina síncrona também possui
entrada de energia para os enrolamentos de campo. A máquina operando tanto como motor ou como
gerador, as perdas podem ser assim somadas:
Pperdas  pce  pcr  pav  p fe  p
pce: perdas no cobre dos enrolamentos do estator (Pscl)
pcr: perdas no cobre dos enrolamentos do rotor (enrolamentos de campo e amortecedores) (Prl)
pav: perdas por atrito e ventilação (Pfw)
pfe: perdas por histerese e correntes parasitas, principalmente no ferro do estator (Pcore)
p: perdas não contabilizadas no cálculo das outras perdas (Pstray)
Perdas no cobre são encontradas em todos os enrolamentos da máquina. Por convenção, elas são
calculadas usando a resistência do enrolamento, medida em corrente contínua a 75 ° C. A resistência
real depende da frequência de operação e das condições de fluxo. Qualquer diferença entre a perda
de cobre real e a calculada, é computada na categoria de perdas não contabilizadas. Perdas nas escovas
para máquinas com anéis coletores são normalmente negligenciadas e contabilizadas nesta categoria.
As perdas mecânicas ou de atrito e ventilação são devidas ao atrito nos mancais e à energia que é
dissipada ao girar o rotor através do ar dentro da máquina. As perdas rotacionais podem ser
determinadas pelo acionamento da máquina na velocidade nominal sem carga ou excitação. Perdas
rotacionais são frequentemente agrupadas com perdas do ferro e determinadas ao mesmo tempo.
As perdas do ferro devidas à histerese e correntes parasitas são medidas sem carga e, quando
combinadas com as perdas mecânicas, constituem as perdas rotacionais sem carga. A diferença entre
a perda do ferro medida e a real é colocada na categoria perdas não contabilizadas.
As perdas não contabilizadas incluem a diferença entre as perdas reais e seus valores calculados, bem
como as perdas que não são calculadas especificamente, como as perdas nos contatos das escovas.
Circuito equivalente

Para um motor ideal, ZS = ZC = ZB = ZA = RA + jXS


RA : resistência da armadura / fase
XS : reatância síncrona / fase
  
 EZ V A  E A    XS
IA   V A  E A  EZ tan 
ZS ZS RA RA 0,  90º
Potência e conjugado
Potência de entrada/fase : VAIAcos
Para o motor conectado em estrela (ou triângulo) : Pentrada  3VA I Acos
Potência mecânica desenvolvida no eixo do motor : Pd = EAIAcos( – ) (por fase)
Pentrada  Pd  I A2 RA ou Pd  Pentrada  I A2 RA

Pd  3VA I Acos  3I A2 RA
Exceto para pequenos motores síncronos, a resistência da armadura pode ser desprezada quando
comparada com a reatância síncrona e podemos escrever EAsen = EZcos = IAXScos
EAVA EAVA
ou, VA I Acos  senδ e, potência de entrada, por fase, Pentrada  senδ
XS XS
EAVA
ou, a potência total de entrada, Pentrada  3 senδ
XS
3EAVA
Como foram desprezadas as perdas no cobre do estator, Pd  senδ representa a potência
XS
bruta desenvolvida pelo motor e o conjugado bruto desenvolvido é:
3VA P [W ]
Cd [ N .m]  EA sen  9,55 d
S X S S [rpm]

Curvas em V
As curvas em V do motor síncrono correspondem ao traçado do lugar geométrico da extremidade do fasor
EA quando se varia a excitação da máquina mantendo-se a potência mecânica (torque no eixo) constante.
Relacionam as correntes de armadura, em corrente alternada, com a corrente de excitação do campo, em
corrente contínua.

Quando o valor da corrente de excitação é pequeno e o motor se encontra subexcitado, o valor da


amplitude da corrente de armadura é elevado e a mesma está atrasada em relação à tensão terminal,
ou seja, o motor opera com fator de potência indutivo. Aumentando-se o valor da corrente de
excitação, a amplitude e a fase da corrente de armadura diminuem até um valor mínimo, cujo fator
de potência fica unitário, isto é, a corrente em fase com a tensão de alimentação. A partir deste ponto,
continuando a aumentar o valor da corrente de excitação, a amplitude da corrente de armadura volta
a crescer, porém agora a mesma fica adiantada em relação à tensão de alimentação, ou seja, o motor
síncrono opera com fator de potência capacitivo.
3. Atividades prévias
A mudança na excitação afeta a velocidade do motor síncrono? ______________________________
Justificar: ________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
A mudança na excitação afeta o fator de potência do motor síncrono? _________________________
Justificar: ________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
Um motor síncrono 400V/Y/50Hz/37,3kW tem uma eficiência em plena carga de 88%. A impedância
síncrona do motor é (0,2 + j1,6)/fase. Se a excitação do motor é ajustada para obter um fator de
potência de 0,9 adiantado, calcular a tensão induzida à plena carga e a potência mecânica total
desenvolvida: ____________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
4. Atividades experimentais
Equipamentos utilizados
1. Motor síncrono.
2. Gerador de corrente contínua (carga).
3. Multímetros, tacômetro, reostatos de 1K5, 450 e 10.
Inspeção do motor síncrono
Utilizar as mesmas informações obtidas no Laboratório 5.

Ensaio 1. Operação em vazio.


1. Montar o circuito do motor síncrono e do gerador CC shunt, conforme a figura abaixo, com o
circuito de campo e de carga do gerador inicialmente abertos.
2. Dar a partida no motor síncrono, com o circuito de campo do motor curto-circuitado em série com
o reostato de 10, if = 0,
3. Quando a velocidade estiver próxima à 1800 rpm ligar o circuito de campo do motor à fonte F6
(12V).
4. Ajustar o reostato de campo se for necessário sincronizar.
5. Observar o comportamento dos wattímetros na partida.
6. Com o motor na velocidade síncrona, variar progressivamente sua corrente de campo, if, até o
valor nominal, preenchendo a tabela:
Motor síncrono trifásico. Sem carga (VL x IL = 0)
if [A] vf[V] VUV[V] IV[A] VUVIV[VA] WU+WW[W] cos

Ensaio 2. Operação com carga.


1. Dar a partida no motor síncrono com os circuitos de campo e de carga do gerador abertos e com
o circuito de campo do motor curto-circuitado em série com o reostato de 10, if = 0.
2. Quando a velocidade estiver próxima à 1800 rpm ligar o circuito de campo do motor à fonte F6.
3. Fechar o circuito de campo e da carga do gerador de corrente contínua para obter 100% da carga
no motor síncrono (1,6A). Anotar o valor VL x IL = PLmáx
4. Com o motor na velocidade síncrona, variar progressivamente a corrente de campo, if, até seu
valor nominal, preenchendo a tabela:

Motor síncrono trifásico. 100% de carga (VL x IL = PLmáx = ________W)


if [A] vf[V] VUV[V] IV[A] VUVIV[VA] WU+WW[W] cos

5. Reduzir a carga no gerador de corrente contínua para obter 75% PLmáx.


6. Repetir o item 4 anotando os valores em nova tabela.
7. Reduzir a carga no gerador de corrente contínua para obter 50% PLmáx.
8. Repetir o item 4 anotando os valores em nova tabela.
Motor síncrono trifásico. 75% de carga (75% PLmáx = ________W)
if [A] vf[V] VUV[V] IV[A] VUVIV[VA] WU+WW[W] cos

Motor síncrono trifásico. 50% de carga (50% PLmáx = ________W).


if [A] vf[V] VUV[V] IV[A] VUVIV[VA] WU+WW[W] cos

5. Discussão
Com os valores anotados, traçar as curvas em V do motor síncrono operando em vazio, com 1/4 da
carga, 1/2 carga e 3/4 da carga.

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