Projetos Mecânicos
Projetos Mecânicos
Disciplina 1
MECÂNICA
ESCOLA TÉCNICA
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PROJETOS MECÂNICOS
Desenho técnico
Introdução
Quando alguém quer transmitir um recado,pode utilizar a fala ou passar seus pensamentos
para o papel na forma de palavras escritas. Quem lê a mensagem fica conhecendo os
pensamentos de quem a escreveu.
Quando alguém desenha, acontece o mesmo: passa seus pensamentos para o papel na forma
de desenho. A escrita, a fala e o desenho representam idéias e pensamentos. Desde épocas
muito antigas, o desenho é uma forma importante de comunicação. E essa representação
gráfica trouxe grandes contribuições para a compreensão da História, porque, por meio dos
desenhos feitos pelos povos antigos, podemos conhecer as técnicas utilizadas por eles, seus
hábitos e até suas idéias.
As atuais técnicas de representação foram criadas com o passar do tempo, à medida que o
homem foi desenvolvendo seu modo de vida, sua cultura.
Desenho das cavernas de Skavberg (Noruega) do período mesolítico (6000 - 4500 a.C.).
Representação esquemática da figura humana.
Nesses desenhos, as representações foram feitas por meio de traços, símbolos, números e
indicações escritas , de acordo com normas técnicas.
No Brasil, a entidade responsável pelas normas técnicas é a ABNT - Associação Brasileira de
Normas Técnicas.
Aplicação das principais normas técnicas referente ao desenho técnico mecânico, de acordo
com a ABNT.
Como é elaborado um desenho técnico?.
O desenho técnico definitivo, também chamado de desenho para execução, contém todos os
elementos necessários à sua compreensão. O desenho para execução, que tanto pode ser
feito na prancheta como no computador, deve atender rigorosamente a todas as normas
técnicas que dispõem sobre o assunto.
O desenho técnico mecânico chega pronto às mãos do profissional que vai executar a peça.
Esse profissional deve ler e interpretar o desenho técnico para que possa executar a peça.
Quando o profissional consegue ler e interpretar corretamente o desenho técnico, ele é capaz
de imaginar exatamente como será a peça, antes mesmo de executá - la. Para tanto, é
necessário conhecer as normas técnicas em que o desenho se baseia e os princípios de
representação da geometria descritiva.
O desenho técnico, tal como nós o entendemos hoje, foi desenvolvido graças ao
matemático francês Gaspar Monge (1746-1818). Os métodos de representação gráfica que
existiam naquela época não possibilitavam transmitir a idéia dos objetos de forma completa,
correta e precisa.
Gaspar Monge criou um método que permite representar, com precisão, os objetos que têm
três dimensões (comprimento, largura e altura) em superfícies planas, como, por exemplo, uma
folha de papel, que tem apenas duas dimensões (comprimento e largura). Este método, que
passou a ser conhecido como método mongeano, é usado na geometria descritiva .
E os princípios da geometria descritiva constituem a base do desenho técnico. Veja:
Figuras geométricas
Introdução
Se olhar ao seu redor, você verá que os objetos têm forma, tamanho e outras características
próprias. As figuras geométricas foram criadas a partir da observação das formas existentes na
natureza e dos objetos produzidos pelo homem.
PONTO :
Pressione seu lápis contra uma folha de papel. Observe que a marca deixada pelo lápis:
ela representa um ponto. Olhe para o céu, numa noite sem nuvens: cada estrela pode ser
associada a um ponto.
O ponto é a figura geométrica mais simples.Não tem dimensão isto é, não tem comprimento,
nem largura, nem altura.
LINHA :
Podemos ter uma idéia do que é linha, observando os fios que unem os postes de eletricidade
ou o traço que resulta do movimento da ponta de um lápis sobre uma folha de papel.A linha
tem uma única dimensão: o comprimento. Você pode imaginar a linha como um conjunto
infinito de pontos dispostos sucessivamente. O deslocamento de um ponto também gera uma
linha.
Para se ter a idéia de linha reta, observe um fio bem esticado. A reta é ilimitada, isto é, não tem
início nem fim. As retas são identificadas por letras minúsculas do alfabeto latino.
Tomando um ponto qualquer de uma reta, dividimos a reta em duas partes, chamadas semi-
retas. A semi-reta sempre tem um ponto de origem, mas não tem fim.
SEGMENTO DE RETA :
Tomando dois pontos distintos sobre uma reta, obtemos um pedaço limitado de reta. A
esse pedaço de reta, limitado por dois pontos, chamamos segmento de reta . Os pontos que
limitam o segmento de reta so chamados de extremidades. No exemplo a seguir temos o
segmento de reta CD, que é representado da seguinte maneira: CD.
PLANO :
Podemos ter uma idéia do que é o plano observando uma parede ou o tampo de uma mesa.
Você pode imaginar o plano como sendo formado por um conjunto de retas dispostas
sucessivamente numa mesma direção ou como o resultado do deslocamento de uma reta
numa mesma direção.
Para identificar o plano usamos letras gregas .É o caso das letras: a (alfa),b (beta) e g (gama),
que você pode ver nos planos representados na figura acima.
Um tronco boiando sobre a superfície de um lago nos dá a idéia de uma reta horizontal. O
pedreiro usa o prumo para verificar a verticalidade das paredes.
Uma figura qualquer é plana quando todos os seus pontos situam - se no mesmo plano.
A continuação você verá as principais figuras planas. Algumas delas terá de identificar pelo
nome, pois são formas encontradas com muita frequência em desenhos mecânicos.
SÓLIDOS GEOMÉTRICOS:
Lembrando : Todos os pontos de uma figura plana localizam-se no mesmo plano. Quando
uma figura geométrica tem pontos situados em diferentes planos, temos um sólido geométrico.
Observando a Figura abaixo, entende-se bem a diferença entre uma figura plana e um
sólido geométrico.
Os sólidos geométricos são separados do resto do espaço por superfícies que os limitam.
Estas superfícies podem ser planas ou curvas.
É muito importante conhecer bem os principais sólidos geométricos porque, por mais
complicada que seja, a forma de uma peça sempre vai ser analisada como o resultado da
combinação de sólidos geométricos ou de suas partes.
PRISMAS :
O prisma é um sôlido geométrico limitado por polígonos. você pode imaginá-lo como uma pilha
de polígonos iguais muito próximos uns dos outros, como mostra a ilustração:
O prisma pode também ser imaginado como o resultado do deslocamento de um polígono. Ele
é constituído de vários elementos. Para quem lida com desenho técnico é muito importante
conhecer - los bem. Veja quais são eles nesta ilustração:
VERIFICANDO O ENTENDIMENTO
Analise uma caixa de fósforos fechada. Compare com a ilustração acima e responda:
Quantas faces, arestas e vértices tem esse prisma?
a).-..................................................... faces.
b).-..................................................... arestas.
c).-..................................................... vértices.
a). 6 faces (no desenho vemos apenas 3 faces; as outras 3 estão ocultas);
b). 12 arestas (as linhas tracejadas, no desenho, representam as arestas que não podemos ver
diretamente);
c). 8 vértices (os vértices so os pontos~em que as arestas se encontram).
Note que a base desse prisma tem a forma de um retângulo. Por isso ele recebe o nome de
prisma retangular.
Dependendo do polígono que forma sua base, o prisma recebe uma denominação específica.
Por exemplo: o prisma que tem como base o triangulo, é chamado prisma triangular.Quando
todas as faces do sólido geométrico são formadas por figuras geométricas iguais, então
teremos um sólido geométrico regular. O prisma que apresenta as seis faces formadas por
quadrados iguais recebe
o nome de cubo.
PIRÂMIDE:
A pirâmide é outro sólido geométrico limitado por polígonos. você pode imagina - la como
um conjunto de polígonos semelhantes, dispostos uns sobre os outros, que diminuem de
tamanho indefinidamente. Outra maneira de imaginar a formação de uma pirâmide consiste em
ligar todos os pontos de um polígono qualquer a um ponto P do espaço.
É importante que você conheça também os elementos da pirâmide:O nome da pirâmide
depende
do polígono que forma sua base. Na figura abaixo lado,temos uma pirâmide de
quadrangular,pois sua base é um quadrado. O número de faces da pirâmide é sempre igual ao
número de lados do polígono que forma sua base mais um. Cada lado do polígono da base é
também uma aresta da pirâmide. O número de arestas é sempre igual ao número de lados do
polígono da base vezes dois. O número de vértices é igual ao número de lados do polígono da
base mais um. Os vértices são formados pelo encontro de três ou mais arestas. O vértice
principal é o ponto de encontro das
arestas laterais.
VERIFICANDO O ENTENDIMENTO:
SÓLIDOS DE REVOLUÇÃO:
Alguns sólidos geométricos, chamados sólidos de revolução, podem ser formados pela rotação
de figuras planas em torno de um eixo. Rotação significa ação de rodar, dar uma volta
completa.
A figura plana que deu origem ao sólido de revolução chama-se figura geradora . A linha que
gira ao redor do eixo formando a superfície de revolução é chamada linha geratriz.
O cilindro , o cone e a esfera são os principais sólidos de revolução.
- Triângulo eqüilátero é a figura plana que tem três ângulos internos iguais.
O cilindro é um sólido geométrico, limitado lateralmente por uma superfície curva. você
pode imaginar o cilindro como o resultado da rotação de um retângulo ou de um quadrado em
torno de um eixo que passa por um de seus lados. Veja o desenho acima. No, está
representado apenas o contorno da superfície cilíndrica. A figura plana que forma as bases do
cilindro é o circulo . Note que o encontro de cada base com a superfície cilíndrica forma as
arestas.
CONE:
O cone também é um sólido geométrico limitado lateralmente por uma superfície curva.
A formação do cone pode ser imaginada pela rotação de um triângulo retângulo em torno de
um eixo que passa por um dos seus catetos.
A figura plana que forma a base do cone é o círculo. O vértice é o ponto de encontro de todos
os segmentos que partem do círculo.No desenho está representado apenas o contorno da
superfície cônica. O encontro da superfície cônica com a base dá origem a uma aresta.
- Triângulo retângulo é o triângulo que apresenta um ângulo interno de 90º.
ESFERA:
A esfera também é um sólido geométrico limitado por uma superfície curva chamada
superfície esférica. Podemos imaginar a formação da esfera a partir da rotação de um
semicírculo em torno de um eixo, que passa pelo seu diâmetro. Veja os elementos da esfera na
figura abaixo.
O raio da esfera é o segmento de reta que une o centro da esfera a qualquer um de seus
pontos. Diâmetro da esfera é o segmento de reta que passa pelo centro da esfera unindo dois
de seus pontos.
Quando um sólido geométrico é cortado por um plano, resultam novas figuras geométricas: os
sólidos geométricos truncados. Veja alguns exemplos de sólidos truncados, com seus
respectivos nomes:
Os sólidos geométricos que apresentam partes ocas são chamados sólidos geométricos
vazados. As partes extraídas dos sólidos geométricos, resultando na parte oca, também
correspondem aos sólidos geométricos que você já conhece.
Observe a figura, notando que, para obter o cilindro vazado com um furo quadrado, foi
necessário extrair um prisma quadrangular do cilindro original.
VERIFICANDO O ENTENDIMENTO:
Tente você mesmo descobrir outras associações. Analise os objetos representados a seguir e
escreva, nos espaços indicados, o nome do sólido geométrico ao qual cada objeto pode ser
associado.
a) pino a) ............cilindro...........
Nesses casos, para entender melhor como esses objetos se relacionam com os sólidos
geométricos, é necessário decompô-los em partes mais simples.Analise cuidadosamente os
próximos exemplos.
Assim, você aprenderá a enxergar formas geométricas nos mais variados objetos.
Verificando o entendimento:
a) Esfera truncada...................................
b) Tronco de cone...................................
c) Cilindro.............................................
d) Tronco de cilindro vazado por furo quadrado
VERIFICANDO O ENTENDIMENTO:
Resposta:
Foram retirados 2 prismas truncados das laterais e, para
formar o furo retangular, 1 prisma quadrangular.
Exercício Nº 01:
Escreva o nome destes sólidos geométricos, nos espaços indicados.
Exercício Nº 02:
Ligue cada sólido geométrico à figura plana que lhe deu origem.
Exercício Nº 03:
Olhe a guia representada a seguir e assinale com um X os sólidos geométricos que a
compõem.
a) ( ) b) ( ) c) ( ) d) ( )
Exercício Nº 04:
Escreva o nome dos sólidos geométricos em que pode ser decomposto o manípulo abaixo.
Exercício Nº 05:
Que sólido geométrico foi retirado de um bloco em forma de prisma retangular, para se obter
esta guia em rabo de andorinha?
Exercício Nº 06:
Analise o desenho a seguir e assinale com um X o nome dos sólidos geométricos que foram
retirados de um prisma retangular, para se obter este modelo prismático.
a) ( ) 2 troncos de prisma e 1 prisma retangular
b) ( ) 2 troncos de pirâmide e 1 prisma retangular
c) ( ) 2 troncos de prisma e 1 prisma quadrangular
d) ( ) 3 troncos de prisma retangular
Introdução
Uma das formas para se medir o ângulo consiste em dividir a circunferência em 360 partes
iguais.
Cada uma dessas partes corresponde a 1 grau ( 1º ).Uma das formas para se medir o
ângulo consiste em dividir a circunferência em 360 partes iguais. Cada uma dessas partes
corresponde a 1 grau (1º).
A medida em graus é indicada pelo numeral seguido do símbolo de grau. Exemplo: 45º (lê-se:
quarenta e cinco graus).
Eixos isométricos:
O desenho da perspectiva isométrica é baseado num sistema de três semi-retas, as quais tem
o mesmo ponto de origem e formam entre si três ângulos de 120°. Veja:
Linha isométrica
Vamos conhecer outro elemento muito importante para o traçado da perspectiva isométrica:
x As linhas isométricas.
Qualquer reta paralela a um eixo isométrico é chamada linha isométrica.
Observe a figura a seguir:
x Retas situadas num mesmo plano são paralelas quando não possuem pontos comuns.
Verificando o entendimento
Analise a posição das retas p, q, r e s em relação aos eixos isométricos e indique aquelas que
são linhas isométricas.
A resposta correta È:
x q (paralela ao eixo y) e
x s (paralela ao eixo x).
PAPEL RETICULADO
Você já sabe que o traçado da perspectiva é feito, em geral, por meio de esboços à mão livre.
Para poder facilitar o traçado da perspectiva isométrica à mão livre, usaremos um tipo de papel
reticulado que apresenta uma rede de linhas que formam entre si ângulos de 120º.
Essas linhas servem como guia para orientar o traçado do ângulo correto da perspectiva
isométrica.
x Use lápis e borracha macios para fazer os seus esboços. Faça traços firmes e contínuos.
Na prática, porém, elas são traçadas em um mesmo desenho. Aqui, essas fases estão
representadas nas figuras da esquerda. você deve repetir as instruções no reticulado da direita.
x 2º FASE : A partir dos pontos onde você marcou o comprimento e a altura trace duas linhas
isométricas que se cruzam. Assim ficará determinada a face da frente do modelo.
x 3º FASE : Trace agora duas linhas isométricas que se cruzam a partir dos pontos onde você
marcou o comprimento e a largura. Assim ficar· determinada a face superior do modelo.
x 4º FASE : E, finalmente, você encontrar· a face lateral do modelo. Para tanto,basta traçar
duas linhas isométricas a partir dos pontos onde você indicou a largura e a altura.
x 5º FASE : (Conclusão) . Apague os excessos das linhas de construção, isto é, das linhas e
dos eixos isométricos que serviram de base para a representação do modelo. Depois, é só
reforçar os contornos da figura e está concluído o traçado da perspectiva isométrica do prisma
retangular.
Exercício Nº 01
Escreva nas lacunas as letras que indicam as linhas isométricas do modelo abaixo.
Exercício Nº 02
Uma grande parte das peças e objetos da Mecânica têm formas mais complexas.
Vamos ver se você consegue identificar elementos paralelos. Tente resolver este exercício.
Verificando o entendimento:
Analise os modelos abaixo e faça um X naqueles que apresentam elementos paralelos.
A forma do prisma com elementos paralelos deriva do prisma retangular.Por isso, o traçado da
perspectiva do prisma com elementos paralelos parte da perspectiva do prisma retangular ou
prisma auxiliar. Para facilitar o estudo, este traçado também será apresentado em cinco fases.
Mas lembre-se de que, na prática, toda a sequência de fases ocorre sobre o mesmo desenho.
O traçado das cinco fases será baseado no modelo prismático indicado a seguir.
O modelo real ajuda a compreender melhor a forma da peça Por isso, se você não dispuser do
modelo confeccione um modelo semelhante ao da figura ao lado utilizando sabão em pedra ou
qualquer outro material disponível.
x 3º FASE : Trace as linhas isométricas que determinam a largura do rebaixo. Note que a
largura do rebaixo coincide com a largura do modelo.
Verificando o entendimento:
Esses elementos são oblíquos porque têm linhas que não são paralelas aos eixos
isométricos.
Nas figuras anteriores,os segmentos de reta : AB, CD , EF , GH , IJ , LM , NO ,PQ e RS
são linhas não isométricas que formam os elementos oblíquos. O traçado da perspectiva
isométrica de modelos prismáticos com elementos oblíquos também será demonstrado em
cinco fases.
O modelo a seguir servirá de base para a demonstração do traçado. O elemento oblíquo deste
modelo chama-se chanfro.
Como o modelo é prismático, o traçado da sua perspectiva parte do prisma auxiliar. Aproveite
para praticar. Use o reticulado da direita.
x 2º FASE : Marque as medidas do chanfro na face da frente e trace a linha não isométrica que
determina o elemento.
Verificando o entendimento:
Para aprender é preciso exercitar.Esboce a perspectiva do modelo prismático abaixo
obedecendo à seqüência das fases do traçado. Utilize o reticulado da direita.
Exercício Nº 01
Ordene as fases do traçado da perspectiva isométrica escrevendo de 1 a 5 nos círculos.
Exercício Nº 02
Exercício Nº 03
Esboce, na coluna da direita, a perspectiva isométrica do modelo representado à esquerda.
Exercício Nº 04
Na seqüência abaixo complete, à mão livre, o desenho da 4º fase do traçado da perspectiva
isométrica.
Exercício Nº 05
Ordene as fases do traçado da perspectiva isométrica, escrevendo de 1 a 5 nos círculos.
Exercício Nº 06
Na seqüência abaixo, desenhe as fases que faltam para chegar ao traçado completo da
perspectiva isométrica.
Exercício Nº 06
Na seqüência abaixo, desenhe as fases que faltam para chegar ao traçado completo da
perspectiva isométrica.
A primeiraEscola
faseTécnica
da normalização
Status
36 Projetos Mecânicos
A partir do momento em que o homem entra na era industrial e inicia a produção em massa,
isto é, a fabricação de um mesmo produto em grande quantidade, surge uma grande variedade
de formas e tamanhos desse produto e de seus componentes.Esse fenômeno ocorria sem que
houvesse alguma razão técnica especifica, contribuindo para gerar alguns problemas durante a
fabricação e o uso dos produtos.
Desses problemas se destacam:
x O emprego de um maior número de ferramentas, moldes e dispositivos de fabricação e
controle;
Devido ao grande número de variáveis para o setor produtivo controlar, os custos dos produtos
geralmente eram elevados.
Por exemplo, a fabricação e o uso de porcas e parafusos foram muito afetados pela falta de
uma produção racional. Quanto maior a variação nos tipos de rosca, maior a dificuldade
enfrentada
pelo fabricante ao organizar a produção e atender aos pedidos do consumidor. Também para o
comprador, a variedade representava um transtorno na hora da escolha de porcas e parafusos.
O uso de normas permitiu que as industrias diminuíssem a variedade dos tipos de rosca. Isso
facilitou os processos de fabricação e reduziu os itens de estoque e os custos envolvidos.
NORMALIZAÇÃO SISTEMÁTICA
Por volta de 1839, o inglês Joseph Whitworth realizou um importante estudo, com o propósito
de padronizar os perfis das roscas de fixação.
Observe esta ilustração:
Rosca métrica: Rosca dimensionada no sistema métrico decimal, normalizada pela ISO.
Com a introdução da padronização, todos os elementos que compõem uma rosca: o passo, os
raios, a altura e os ângulos do filete passaram a seguir os padrões estabelecidos por
Whitworth.
Além de reduzir a variedade de passos e ângulos e facilitar os processos de fabricação e
controle, a padronização das roscas criou uma linguagem comum entre fabricantes e
consumidores.
A padronização proposta por Whitworth logo se tornou conhecida na Inglaterra, sendo adotada,
também, por industrias de outros países.
Desde então, cada país procurou estabelecer seu próprio padrão de rosca em função de suas
unidades de medidas.
Na indústria atual, a rosca Whitworth está sendo substituída pelas roscas métricas ISO (
International Organization for Standarization, o que quer dizer Organização Internacional de
Normalização).
Ao estabelecer um sistema para roscas métricas, a ISO certamente deu um grande passo no
sentido de aperfeiçoar o trabalho pioneiro iniciado pelo inglês Whitworth.
O QUE É NORMALIZAÇÃO
NORMAS :
a partir das experiências acumuladas na indústria, no dia a dia e a partir dos conhecimentos
tecnológicos alcançados.
ASSOCIAÇÕES INTERNACIONAIS
IEC :As normas internacionais elaboradas pela IEC permitem que os fabricantes de
componentes elétricos e eletrônicos utilizem os mesmos parâmetros quanto a:
Terminologia, simbologia, padrão de desempenho e segurança.
Veja um exemplo de produto com características construtivas normalizadas pela IEC:
ISO
A ISO reúne atualmente representantes de mais de cem países, entre eles o Brasil. As normas
da ISO atingem v·rios setores produtivos, como por exemplo:
x Mecânica
x Agricultura
x Transporte
x Química
x Construção civil
x Qualidade e meio ambiente
Veja no exemplo um trecho da Norma ISO 129 que define os princípios gerais de cotagem
aplicados em desenhos técnicos.
ASSOCIAÇÕES NACIONAIS
Além das associações nacionais, existem também associações de normalização o que atuam
em áreas específicas do setor produtivo. Algumas das associações mais importantes são:
Algumas normas são elaboradas pelas próprias empresas. Têm por objetivo orientar a
elaboração de projetos e de seus componentes; a realização dos processos de fabricação, a
organização dos sistemas de compra e venda e outras operações de interesse da empresa.
Embora de uso interno, as normas de empresa algumas vezes sã utilizadas de maneira mais
ampla.
Exemplo: As Normas da Petrobrás, além do uso específico pela empresa, também são
seguidas por suas fornecedoras.
EXERCÌCIOS
Exercício Nº 01
Escreva as palavras que completam a definição de normalização:
Normalização são ......................................... estabelecidos entre as partes interessadas -
técnicos, engenheiros, fabricantes, consumidores e instituições – para..............................
.................................................................................. e garantir um produto confiável, que atenda
a suas necessidades.
Assinale com (X) a única alternativa correta de cada questão a seguir.
Exercício Nº 02
As organizações ISO e IEC elaboram normas:
a) ( ) nacionais, para uso restrito em alguns países.
b) ( ) para setores específicos do setor produtivo.
c) ( ) internacionais, para uso comum de vários países.
d) ( ) para uso interno de algumas empresas.
Exercício Nº 03
ABNT no Brasil, ANSI nos Estados Unidos e DIN na Alemanha representam:
a) ( ) associações nacionais responsáveis pela elaboração de normas para seus respectivos
países.
b) ( ) associações internacionais que elaboram normas para uso comum de vários países.
c) ( ) associações particulares que elaboram normas para uso exclusivo das empresas.
d) ( ) associações nacionais que elaboram normas destinadas ao setor da mecânica, para uso
mundial.
NORMALIZAÇÃO NO BRASIL
A ABNT foi fundada em 1940, por iniciativa particular de um grupo de técnicos e engenheiros,
sendo a primeira entidade a disseminar normas técnicas no Brasil.
Em 1962, a ABNT foi reconhecida como entidade de utilidade pública, pela Lei Federal nº
4050.
x SINMETRO, criado pela Lei Federal Nº 5966. Os grandes objetivos do SINMETRO são
a defesa do consumidor, a conquista e a manutenção do mercado externo e a racionalização
da produção industrial, com a compatibilidade de todos os interesses.
Fazem parte do SINMETRO :
Até bem pouco tempo, as normas elaboradas, aprovadas e registradas na ABNT recebiam o
seguinte registro:
A norma que padroniza as dimensões de parafusos com cabeça cilíndrica e sextavado interno
era registrada na ABNT como PB-165, e no INMETRO era registrada como NBR 10112.
ABNT : Associação Brasileira de Normas Técnicas
O atual modelo de normalização foi implantado a partir de 1992, com o intuito de descentralizar
e agilizar a elaboração de normas técnicas.
Cada Organismo de Normalização Setorial (ONS ) tem como objetivo principal agilizar a
produção de normas específicas de seus setores. Para que os ONS passem a elaborar normas
de âmbito nacional, devem ser credenciados e supervisionados pela própria ABNT.O atual
modelo define, por meio de diretrizes e instruções das associações internacionais de
normalização (ISO e IEC), que as normas brasileiras devem ser feitas, de preferência,
utilizando-se a forma e o conteúdo das normas internacionais, acrescentando - lhes, quando
preciso, as particularidades do mercado
nacional.
Com isso, ser· muito comum que as normas brasileiras sejam registradas como NBR ISO, com
numeração seqüencial da ISO. Por exemplo, NBR ISO 8402.
A ABNT, no atual modelo, manteve sua estrutura interna em relação aos Comitês Brasileiros -
CB e aos tipos de normas elaboradas (classificação, especificação, método de ensaio,
padronização, procedimento, simbologia e terminologia).
CB 01 : MINERAÇÃO E METALURGIA
CB 02 : CONSTRUÇÃO CIVIL
CB 03 : ELETRICIDADE
CB 04 : MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS MECÂNICOS
CB 05 : AUTOMÔVEIS, CAMINHÔES, TRATORES, VEÍCULOS SIMILARES E AUTO –
PEÇAS
CB 06 : EQUIPAMENTO E MATERIAL FERROVIÁRIO
CB 07 : CONSTRUÇÃO NAVAL
CB 08 : AERONÁUTICA E TRANSPORTE AÉREO
CB 09 - COMBUSTÍVEIS (EXCLUSIVE NUCLEARES )
CB 10 - QUÍMICA , PETROQUÍMICA E FARMÁCIA.
CB 11 : MATÉRIAS-PRIMAS, PRODUTOS VEGETAIS E ANIMAIS
CB 12 : AGRICULTURA, PECUÁRIA E IMPLEMENTOS
CB 13 : ALIMENTOS E BEBIDAS
CB 14 : FINANÇAS,BANCOS,SEGUROS,COMÉRCIO,ADMINISTRAÇÃO E
DOCUMENTAÇÃO
CB 15 : HOTELARIA HOTELÁRIA, MOBILIÁRIO, DECORAÇÕES E SIMILARES
CB 16 : TRANSPORTE E TRÁFEGO
CB 17 : TÉXTEIS
x Procedimento
x Especificação
x Padronização
x Terminologia
x Simbologia
x Classificação
x Método de ensaio
Conheça, agora, as características mais importantes de cada tipo de norma editada pela
ABNT.
PROCEDIMENTO
A NBR 6875, por exemplo, fixa as condições exigíveis e os procedimentos de inspeção para
fios de cobre de secção retangular.
Outro exemplo é o da Norma NBR 8567, que fixa as condições para a execução de cálculos e
dimensionamento do feixe de molas, utilizados nas suspensões de veículos rodoviários.
ESPECIFICAÇÃO
A Norma NBR 10105, por exemplo indica as condições ou especificações exigidas para a
fabricação de fresas de topo, com haste cilíndrica para rasgos. Observe na ilustração abaixo
um dos itens de especificação para fresas, indicados pela Norma NBR 10105:
De acordo com a Norma NBR 10105, veja o que significa a especificação A 25 K AR:
A : Se trata de uma fresa do grupo A, ou seja, uma fresa de haste cilíndrica lisa, para rasgos.
25 : Indica que esse tipo de fresa deve possuir 25 mm de di‚metro na parte cortante.
PADRONIZAÇÃO
As normas de padronização fixam formas, dimensões e tipos de produtos, tais como parafusos
porcas, rebites, pinos e engrenagens, que são utilizados com muita frequência na construção
de máquinas, equipamentos e dispositivos mecânicos.
Com a padronização, evita-se a fabricação de produtos com variedades desnecessárias tanto
de formas quanto de suas dimensões. A Norma NBR 6415 padroniza as aberturas de chaves e
as suas respectivas tolerâncias de abricação para chaves de boca fixa e de encaixe, utilizadas
para aperto e desaperto de porcas e parafusos.
A Norma NBR 10112 constitui outro exemplo de norma de padronização. Tem por finalidade
padronizar as dimensões de parafusos com cabeça cilíndrica e sextavado interno.
TERMINOLOGIA
SIMBOLOGIA
SÍMBOLO SIGNIFICADO
X - X : Eixo que passa pelo centro de gravidade da seção transversal do perfil e que está
representado por uma linha reta nas seguintes posições.
Y - Y : Eixo formando ângulo de 90º com o eixo X-X e representado por uma linha reta que
passa pelo centro de gravidade da seção transversal do perfil.
X0 - X0 : Linhas retas que passam pelo centro de gravidade da seção transversal de perfil
Y0 - Y0 que representam os eixos principais de inércia.
O significado de cada símbolo encontra-se na própria norma. A Norma NBR 5266 é muito
importante, pois define os símbolos gráficos de pilhas, acumuladores e baterias utilizados na
representação de diagramas de circuitos elétricos em desenhos técnicos.
Veja abaixo um trecho da Norma NBR 5266:
CLASSIFICAÇÃO
A Norma NBR 8643, por exemplo, classifica os produtos siderúrgicos de aço. Segundo os
critérios fixados, os produtos siderúrgicos do aço classificam-se da seguinte maneira:
x Quanto ao estágio de fabricação :
a) brutos
b) semi-acabados
c) acabados
x Quanto aos processos de fabricação o:
a) lingotado
b) moldado
c) deformado plasticamente
x Quanto aos produtos acabados:
a) planos
b) não planos
Lingotado: refere-se ao ação que sofreu o processo deformação de pequenos blocos de metal
solidificado,depois da fusão.Vale a pena lembrar que esses exemplos representam apenas um
pequeno trecho da Norma NBR 8643.
A Norma NBR-8968 È outro exemplo. Ela classifica os tipos de tratamento de superfícies para
proteção e acabamento dos produtos de alumínio. Entre outros, alguns tipos de tratamento
indicados pela Norma NBR 8968 são:
x Anodização fosca
x Anodização brilhante
x Anodização colorida por corantes
MÉTODO DE ENSAIO
A Norma NBR 8374 determina as condições para fazer a realização dos ensaios que avaliam a
eficiência e qualidade dos medidores de energia.
Já a Norma NBR 6394 indica o método a ser seguido, os instrumentos que devem ser usados
e as condições exigidas para verificação do grau de dureza dos materiais metálicos.
A Norma NBR 6156, por sua vez, determina o método de verificação a ser empregado para
avaliar a precisão das máquinas destinadas aos ensaios de tração e compressão.
Portanto, pode-se concluir que:
x As máquinas que realizam os ensaios também são testadas para se obter dados corretos
durante os testes;
x As normas orientam a fabricação dos produtos e os ensaios a que são submetidos para
garantir as condições de obtenção de qualidade e eficiência.
Observe na ilustração como fica a parte superior da primeira página de uma norma que passou
por todos os processos de normalização.
Periodicamente, as Normas devem ser examinadas. Em geral, esse exame deve ocorrer num
período de cinco em cinco anos.
¿Às vezes, o avanço tecnológico exige que certas Normas sejam revistas num prazo de tempo
menor. Quando necessário, as Normas devem ser revisadas, isto é, modificadas.
diretrizes e procedimentos para que as empresas possam garantir uma qualidade total de seus
produtos e serviços,obtendo, assim, condições de competir no exigente mercado internacional.
EXERCÍCIOS
Exercício Nº 01
Escreva a sigla da associação responsável pela elaboração das normas técnicas no Brasil.
x
x
Exercício Nº 02
Escreva em cada uma das linhas a denominação dos tipos de normas elaboradas pela ABNT.
x
x
x
x
x
x
x
Exercício Nº 03
Cite as normas norte-americanas que são usadas pela ABNT no Brasil.
x
x
Hoje, as normas, além dos produtos em si, abrangem um universo bem maior de temas. Esses
temas, chamados de teóricos, tratam de questões relativas a terminologias, glossários de
termos técnicos,símbolos,regulamentos de segurança, entre outros.
SIMPLIFICAÇÃO
x Arame : Produto maciço de seção circular ou outras, obtido por trefilação de fio máquina.
x Produto plano : Produto de seção transversal retangular constante, com largura maior que
duas vezes a espessura.
x Chapa : Produto plano de aço com largura superior a 500 mm, laminado a partir de placa.
x Bloco : Produto não plano, cuja seção transversal constante é quadrada e possui área
superior a 22.500 mm e relação entre largura e espessura superior a dois.
x Folha : Produto laminado a frio, plano, com espessura igual ou inferior a 0,30 mm e largura
superior a 500 mm.
x Placa : Produto plano com espessura superior a 80 mm, obtido por laminação de desbaste ou
lingotamento contínuo.
x Produto siderúrgico : Produto de ferro ou aço obtido por meio de lingotamento,moldagem,
laminação, forjamento, trefilação, extrusão, etc.
x Chapa fina : Produto cuja espessura È igual ou inferior a 5 mm e superior a 0,30 mm.
A utilização de uma linguagem comum evita confusões nos pedidos, nas especificações e
nos estoques.
COMUNICAÇÃO
x Dimensões e tolerâncias;
x Composição química do material empregado na fabricação do bloco;
x Métodos de ensaio para avaliação do produto.
Como você pode perceber, a norma é o meio de comunicação que possibilita o atendimento
aos requisitos exigidos para a fabricação de determinado produto: no caso, um bloco de motor.
Para o usuário do automóvel, cujo motor foi fabricado de acordo com os padrões técnicos
estabelecidos, a norma representa maior segurança e confiabilidade no produto adquirido.
Por meio de normas, é possível estabelecer uma linguagem comum, usando símbolos e
códigos reconhecidos no mundo inteiro.Observe, no exemplo, um trecho da Norma ISO 1101
referente aos princípios da simbolização e indicação das tolerâncias de forma e de posição a
serem representadas em desenhos técnicos.
Os símbolos recomendados pela Norma ISO 1101, são reconhecidos e utilizados de forma
mundial, permitindo uma comunicação universal entre fabricantes e consumidores na aplicação
em desenhos técnicos.
Desta forma, em qualquer país, os códigos IEC para motores elétricos possuem o significado,
facilitando a comunicação entre usuários.
ECONOMIA GLOBAL
A normalização, cada vez mais, se torna uma “ferramenta” imprescindível à indústria, para que
ela possa atingir os seus objetivos. Dificilmente um fabricante conseguirá exportar seu produto,
se não basear seu sistema produtivo em normas técnicas internacionais. Se, numa fase inicial,
a implantação de normas exige investimentos por parte do fabricante, certamente o retorno lhe
será garantido, pois racionalizam os procedimentos de produção e garantem produtos com
melhor nível de qualidade.
Um produto com melhor qualidade deixa o cliente satisfeito e, consequentemente, proporciona
maior confiabilidade do produto.
SEGURANÇA
A Norma NBR 7532, por exemplo, padroniza as dimensões e as cores dos símbolos de
identificação de extintores de incêndio.
Os símbolos apresentados pela Norma NBR 7532 permitem ao usuário escolher corretamente
a classe de extintor para cada tipo de material em chamas. Além das Normas de segurança
específicas para determinados produtos, existe uma série de normas que determinam os
regulamentos contra incêndios,que devem ser seguidos na construção de edifícios.
INTERESSE DO CONSUMIDOR
O comércio internacional tem voltado sua atenção para o cliente. É cada vez maior, em todo
o mundo, o número de associações de proteção ao consumidor, que passou a ter um papel
decisivo na competição industrial.
Antes de comprar determinados produtos, os consumidores de vários países têm por hábito
verificar se o produto foi aprovado por alguma associação de normalização.Essa identificação é
possível, pois muitos produtos possuem na embalagem a marca ou logotipo que identifica se o
produto foi fabricado dentro dos padrões definidos por normas.
No Brasil, essa marca é cedida pelo INMETRO e é conhecida por marca de certificação de
conformidade . O INMETRO, por meio de laboratórios credenciados, supervisiona o controle de
qualidade dos produtos, antes que cheguem ao mercado consumidor.
A marca de conformidade é concedida ao produto desde que atenda aos requisitos técnicos,
exigidos pelas normas.
Pelo que foi estudado nesta unidade, você deve ter percebido que o campo de aplicação das
normas é bastante amplo.
Em seu trabalho, provavelmente, você já as utiliza ou venha a utilizá-las.
A ABNT
Exercício Nº 01
Na coluna da esquerda, estão descritos os objetivos da normalização e na coluna da direita,
estão sintetizados esses objetivos.Dentro de cada parênteses, escreva a letra que corresponde
ao objetivo descrito na coluna da esquerda.
Atenção, pois na coluna da direita, um dos parênteses dever· ficar vazio.
a) Reduzir variedades
de dimensões e padrões, ( ) Economia global
definir terminologia
comum e coerente para
facilitar a fabricação ( ) Segurança
e o uso dos produtos.
Exercício Nº 02
a) ( ) a data de fabricação.
b) ( ) a marca do fabricante.
c) ( ) a aprovação do SIF.
d) ( ) a marca de conformidade.
Exercício Nº 03
Gabaritos Normalização
2).- c
3).- a
Normalização no Brasil
1).- ABNT
2).- Procedimento,
Especificação
Padronização
Terminologia
Simbologia
Classificação
Método de ensaio
1).- c)
d)
e)
()
a)
b)
2).- d
3).- b
...................... - ......................
DILATAÇÃO TÈRMICA
Todo encaixe forçado não é nenhum milagre. Ele é apenas o resultado de uma aplicação de
conhecimentos de dilatação térmica.
Dilatação térmica é a mudança de dimensão, isto é, de tamanho, que todos os materiais têm
e apresentam quando submetidos ao aumento da temperatura.
Por causa da dilatação térmica as grandes estruturas de concreto, como os prédios, pontes e
viadutos, são construídas com pequenos vãos,ou folgas, entre as Lages,para que elas possam
se acomodar nos dias de muito calor.
Quando a dilatação se refere as essas três dimensões, ao mesmo tempo, ela é chamada de
dilatação volumétrica. Se apenas duas dimensões são consideradas, a dilatação é superficial.
Quando apenas uma das dimensões é considerada, ela é chamada de linear.Esta variação de
tamanho que os materiais apresentam quando aquecidos depende de uma constante
característica de cada material.
Essa constante é conhecida por coeficiente de dilatação térmica, representada pela letra grega
D.
Mas você deve estar se perguntando: “Onde o encaixe forçado entra nisso?”.
É muito simples:
O que você vai ter de saber,para fazer isso corretamente, é qual a temperatura adequada para
obter a dilatação necessária para a montagem do conjunto.
Para fins de cálculo, você deverá considerar apenas a dilatação linear,pois o que nos interessa
é apenas uma medida, que, nesse caso, é o diâmetro do furo.
¨ L = D · Li · ¨t.
Onde :
¨L : É o aumento do comprimento;
D : É o coeficiente de dilatação linear;
Li : É a medida inicial e
¨t : É a variação da temperatura.
Voltemos, então, à empresa citada no início da aula. Vamos supor que você tenha de montar o
conjunto abaixo.
Coroa
Nesse conjunto, o diâmetro do furo da coroa deverá ser 0,05 mm menor do que o diâmetro
do eixo. Seu problema é descobrir a quantos graus a coroa deve ser aquecida para se obter o
encaixe com o aperto desejado.
Você já sabe que tem de aplicar a fórmula ¨L = D · Li · ¨t. Você sabe também que o elemento
que deverá ser aquecido é a coroa (que tem o furo).
O valor obtido para a variação de temperatura (¨t) é o valor que deverá ser acrescentado ou
somado à temperatura que a coroa tinha antes de ser aquecida. Essa temperatura é chamada
de temperatura ambiente.
Vamos supor que a temperatura ambiente seja 20º C.Primeiro, você analisa as medidas do
desenho.
A medida disponível é o diâmetro do eixo. Porém, a medida que você precisa para o cálculo
é o diâmetro do furo da coroa. Como o diâmetro do furo da coroa deve ser 0,05 mm menor do
que o diâmetro do eixo, a medida necessária é o diâmetro do eixo menos 0,05 mm, ou seja:
Li = 50 - 0,05 = 49,95 mm
Outro dado de que você precisa é o valor do coeficiente de dilatação para o aço. Este você
encontra na tabela que já apresentamos nesta aula. Esse valor é 0,000 012.
¨L
¨t = -----------
D x Li
Substituindo os elementos da fórmula pelos valores, você terá:
0,05
¨t = --------------------------
0,000012 ´ 49,95
0,05
¨t = --------------------------
0,0005994
¨ t = 83,4ºC
Assim, para obter o encaixe com ajuste forçado desse conjunto, você precisa aquecer a coroa
à temperatura de 83,4ºC mais 20ºC da temperatura ambiente.
Logo, a coroa deverá ser aquecida a 103,4ºC.
EXERCICIOS
Exercício Nº 01
Uma peça de aço de 250 mm de comprimento em temperatura ambiente (25ºC) foi aquecida a
500ºC.Qual foi o aumento do comprimento da peça após o aquecimento? Considere a variação
de temperatura (¨t = 500 - 25).
Qual será o ¨L, em mm, de um eixo de aço de 2 m de comprimento,se ele sofrer uma variação
de temperatura (¨t) de 60°C?
Os exercícios a seguir têm a finalidade de desafiar você a mostrar que realmente aprendeu o
que acabamos de lhe ensinar. Faça-os com atenção e, em caso de dúvida, volte aos exemplos
da lição antes de prosseguir.
Exercício Nº 03
A que temperatura foi aquecida uma peça de alumínio de 300 mm de comprimento e que
sofreu um aumento de comprimento (DL) de 0,5 mm?
Exercício Nº 04
FLUXOGRAMAS
Os fluxogramas são desenhos esquemáticos, sem escala, que mostra toda rede de tubulação
de uma determinada área e os seus diversos vasos, bombas e outros equipamentos aos quais
a rede está ligada.
Os fluxogramas de processo são desenhos preparados pela equipe de processo,na fase inicial
de um projeto. Nesses desenhos deve estar figurado o seguinte:
x Máquinas importantes ( bombas, torres, compressores, ejetores, etc. ), com indicação das
suas características básicas, tais como vazão, pressão e temperatura de operação etc.
Em princípio, o que deve ser mostrado nesses fluxogramas são os elementos (equipamentos,
industriais, máquinas, tubulações, instrumentos, etc.), que façam parte, ou sejam essenciais,
aos circuitos principais do processo.
x Esses desenhos são também preparados pela equipe de processo, em fase mais adiantada
do projeto, com a colaboração da equipe de projeto mecânico. São os desenhos básicos a
partir dos quais será feito todo o desenvolvimento do projeto de tubulações.
b) Todas as máquinas, com as suas identificações e características básicas, ainda que sejam,
pequenas e simples.Todos esses elementos devem ser mostrados individualmente,um por um,
por meio de identificação e de convenções de desenhos, mesmo quando forem equipamentos
de reserva, ou vários iguais entre si.
Ë necessário que seja indicada também qualquer exigência de serviço que haja com relação à
localização dos equipamentos,como por exemplo:equipamentos que devam ficar em elevações
diferentes (com indicação da diferença de elevação requerida) etc.
Para as tubulações que tiverem fluxo por gravidade ou por termos sifão deve ser indicada a
diferença de elevações necessária entre os pontos extremos.
d) Todas as válvulas colocadas nas respectivas linhas e com indicação do tipo geral (bloqueio,
regulagem, de controle, segurança, etc.) por meio de convenções.
Devem também figurar as linhas de ar comprimido de comando das válvulas de controle com
as respectivas ligações.
CONVENÇÕES DE FLUXOGRAMA.
Com relação aos vasos e equipamentos industriais, as características que devem aparecer nos
fluxogramas são apenas as que interessam ao processo.
Na maioria dos casos, por exemplo, para um tanque, figurará apenas o volume, para uma torre
deverão constar o diâmetro, a altura, o número de bandejas e a posição dos bocais, para uma
bomba teremos a vazão e a altura manométrica e, assim por diante.
Para todos os tipos usuais de vasos, equipamentos industriais , as válvulas, instrumentos etc.,
existem convenções de desenho que devem ser sempre obedecidas; A Figura Nº 01 mostra
algumas dessas convenções.
Nas plantas de tubulação devem figurar as elevações de todos os tubos (geralmente elevações
de fundo,a menos que seja indicado em contrário ), as distâncias entre tubos paralelos,e todas
as cotas dos pontos de mudanças de direção dos tubos.
CONVENÇÕES DE PLANTAS
FIGURA Nº 01
Além de todos os tubos com suas válvulas e acessórios, esses desenhos devem também
mostrar o seguinte:
x Linhas principais de referência (com suas coordenadas) tais como: limites de áreas, limites
dos desenhos,linhas de centro de ruas,contornos de ruas, valas de drenagem, diques, edifícios
e demais construções, bases de concreto etc.
Os limites das folhas devem ser os mesmos das plantas de locação geral, entretanto, com as
plantas de tubulação costumam ser feitas em escala maior, a cada planta de locação geral
correspondem várias folhas de plantas de tubulação.
No exemplo das convenções dos fluxogramas cada folha de planta de tubulação é a quarta
parte da área abrangida pela planta de locação geral.
Os limites dos desenhos são em geral os limites do terreno, linhas de centro de ruas e diques,
limites de áreas de processamento, armazenagem e manuseio etc.
Dentro das áreas de processamento, os limites entre as folhas costumam ser as linhas das
fileiras de colunas de suporte das tubulações, como o limite mostrado nas convenções dos
fluxogramas.
Em todas as folhas de desenho deve haver sempre indicação da orientação (Norte de projeto);
nos limites de cada folha deve haver, também, a indicação das coordenadas e dos números
das outras folhas de desenho que sejam continuação para qualquer lado.
Em áreas congestionadas em que se tenham muitos tubos em mais de uma elevação, fazem-
se, para maior clareza, tantos desenhos da mesma área quantos forem necessários,mostrando
cada um as tubulações que correm entre dois planos horizontais.
Suponhamos que para uma certa área sejam feitos três desenhos: um designado como sendo
“nível do solo”, outro designado como na “elevação 4m” e outro na “elevação 8m”.
O desenho do nível do solo mostrará todas as tubulações desde a elevação 4m até o nível do
solo, olhando-se de cima para baixo;
Observação: Nesta figura foram omitidas várias cotas, elevações, identificação de tubulações,
suportes, etc por motivo de simplificação.
Nos exemplos das Figuras Nº 01 a área entre as colunas de suporte dos tubulações elevadas
(na parte inferior dos desenhos) está repetida em duas elevações, uma designada como “nível
do solo” e outra como “elevação 3,50m”.
Os tubos verticais que passam, do desenho em uma elevação para o desenho em outra
elevação,são representados como saindo do desenho, para baixo ou para cima, com as
convenções mostradas na Figura Nº 02.
Em sistemas complexos, quando necessário para maior clareza, são feitos também cortes, que
são projeções verticais das tubulações.
Essa lista indica, para cada tipo de suporte a respectiva quantidade e o desenho de detalhe de
referência.
Em cada folha de planta de tubulação devem figurar ainda, em local conveniente, os números
de todos os desenhos de referência relativos à planta, tais como a planta de uma locação geral
o fluxograma, as demais plantas da mesma área em outras elevações(se houverem) detalhes
típicos, detalhes de suportes etc.
DESENHOS ISOMÉTRICOS
Os isométricos são desenhos feitos em perspectiva isométrica, sem escala; faz-se geralmente
um desenho para cada tubulação individual ou grupo de tubulações próximas.
No caso de uma tubulação muito longa pode ser necessário subdividir a tubulação por vários
desenhos isométricos sucessivos. Nunca se deve figurar em um mesmo desenho isométrico
duas tubulações de áreas diferentes.
Figura Nº 04 a
As Figuras Nº 04 a, Nº 04 b e Nº 04 c são exemplos de desenhos isométricos.
Como pode ser observado, a Figura Nº 04 a representa uma das tubulações que aparece na
planta geral. As Figuras Nº 04 b e Nº 04 c, representam tubulações que aparecem na planta
geral.
Figura Nº 04 b
Figura Nº 04 c
Nos desenhos isométricos, os tubos verticais são representados por traços verticais e os
tubos horizontais, nas direções ortogonais de projeto, são representados por traços inclinados
com ângulo de 30qsobre a horizontal para a direita ou para a esquerda.
Os tubos fora de qualquer uma das três direções ortogonais são representadas por traços
inclinados com ângulos diferentes de 30q, deve ser indicado no desenho o ângulo verdadeiro
de inclinação do tubo com uma qualquer das três direções ortogonais de projeto. Para facilitar
o entendimento,costuma-se desenhar em traços finos(como linhas de chamada) paralelograma
ou prisma do qual a direção inclinada do tubo seja uma diagonal. Os tubos curvados e as
curvas nos tubos são representados por curvas em perspectiva, devendo sempre ser indicado
o raio verdadeiro de curvatura da linha de centro do tubo. Todos os tubos, qualquer que seja o
diâmetro, são representados por um traço único, na posição da sua linha de centro.Nos
desenhos isométricos devem aparecer obrigatoriamente,todas as válvulas e todos os
acessórios de tubulação (flanges,Tês, joelhos, reduções, colares, luvas, uniões etc.),mostrados
individualmente, bem como a localização de todas as emendas (soldadas,rosqueadas etc.) dos
tubos e dos acessórios.As válvulas são usualmente designadas por siglas convencionais como
as exemplificadas 3”VGA, 3”VRE etc., nos isométricos das Figuras Nº 04 a, Nº 04 b e Nº 04 c.
Os vasos, tanques, bombas, e demais equipamentos e máquinas conectados às tubulações,
aparecem indicados apenas pela sua identificação, posição de linha de centro e pelos bocais
de ligação com as tubulações. É através dos desenhos isométricos que se faz o levantamento
dos materiais necessários para a construção das tubulações, por essa razão, nesses desenhos
devem figurar detalhadamente todos os materiais,um a um, ainda que sejam peças pequenas
ou pouco importantes, tais como válvulas de dreno e de respiro (com respectivas luvas, niples
e bujões), luvas para instrumentos, tomadas para retirada de amostras, etc.
Os conjuntos formados pelas válvulas de controle e suas respectivas tubulações de contorno e
válvulas de bloqueio e de regulagem também são mostrados peça por peça, como o exemplo
da TRCV 301 na Figura Nº 04 c. Observa-se também a representação detalhada da inclinação
dos purgadores de vapor PV - 1 e PV-2 na Figuras Nº 04 b.
Os desenhos isométricos devem conter todas as cotas e dimensões necessárias para a
fabricação e montagem das tubulações tais como: dimensões dos trechos retos de tubo,
ângulos, raios de curvatura, elevações de todos os tubos, localização e orientação de todos os
bocais de vasos e equipamentos, posição das hastes e volantes das válvulas etc.
As elevações dos tubos, a menos que esteja expressamente indicado em contrário, costumam
ser referidas à linha de centro dos mesmos.
Qualquer tubo que passe de uma folha de isométrico para outra,é representado como sendo
interrompido, devendo haver sempre indicação do número da outra folha de isométrico na qual
o mesmo continue, como se pode observar em diversos lugares nas Figuras Nº 04 a, Nº 04 b e
Nº 04 c.
Convenções de isométricos.
Figura Nº 05
Todos os tubos devem ser designados por sua identificação completa, tal como nas plantas de
tubulação. Os diversos tipos usuais de válvulas e de acessórios, têm convenções especiais de
desenho, que devem ser obedecidas, como mostra a Figura Nº 05.
Costuma - se fazer em cada folha de isométrico, uma lista dos materiais necessários para as
tubulações representadas na mesma. Cada folha de desenho deve ter também a relação das
tubulações que figuram na referida folha, com indicação da temperatura e pressão de projeto,
pressão de teste hidrostático, e do tipo de isolamento térmico e de sistema de aquecimento,se
houverem. Nos exemplos das Figuras Nº 04 a,b, e c, não estão mostradas estas listas.
Em todos os desenhos deve haver sempre a indicação da orientação ( Norte de projeto ) para
se poder obter a localização dos tubos no terreno.
A numeração dos desenhos isométricos deve ser feita em combinação com a numeração das
plantas,de maneira que seja fácil identificar-se em que planta está representada uma linha que
aparece em determinado isométrico e vice-versa.
Por exemplo:
A planta Nq31 corresponderá a série de isométricos começada pelo Nq3.101;
A planta Nq32 corresponderá a série de isométricos começada pelo Nq3.201; e assim por
diante, como mostra os exemplos das Figuras Nº 03 e Nº 04.Geralmente todas as tubulações
desenhadas em um isométrico estão contidas em uma mesma planta.
Todos os pontos em que, as tubulações passam de uma folha de planta para outra,devem ser
assinalados nos isométricos, com indicação dos números correspondentes das plantas, como
também mostra os desenhos das Figuras Nº 04 a, b e c.
É usual fazer - se, para cada planta de tubulação, uma lista resumo contendo os números de
todos os isométricos referentes a essa planta e os números das tubulações representadas em
cada isométrico.
Não se fazem desenhos isométricos para tubulações subterrâneas, e geralmente também
não se fazem para tubulações longas, fora de áreas de processamento,onde a maior parte dos
trechos seja reta. Alguns projetistas costumam sempre acrescentar nos desenhos isométricos
os suportes de tubulação, indicados pelas suas posições cotadas e suas convenções. Embora
essa prática não seja generalizada, a marcação dos suportes nos desenhos isométricos traz
evidentes vantagens para a montagem.
Anotações
Jaime Plasser.