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Projetos Mecânicos

1) O documento discute desenho técnico, apresentando exemplos de desenhos técnicos de arquitetura e marcenaria e explicando as normas técnicas seguidas. 2) Inclui seções sobre geometria descritiva, figuras geométricas, sólidos geométricos, perspectiva isométrica e normalização. 3) Fornece detalhes sobre como os desenhos técnicos mecânicos são elaborados, desde o esboço inicial até o desenho final para execução.

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Tiago Silva
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1) O documento discute desenho técnico, apresentando exemplos de desenhos técnicos de arquitetura e marcenaria e explicando as normas técnicas seguidas. 2) Inclui seções sobre geometria descritiva, figuras geométricas, sólidos geométricos, perspectiva isométrica e normalização. 3) Fornece detalhes sobre como os desenhos técnicos mecânicos são elaborados, desde o esboço inicial até o desenho final para execução.

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Projetos Mecânicos 1

Disciplina 1

MECÂNICA

ESCOLA TÉCNICA

www.escolatecnicastatus.com.br

Escola Técnica Status


Projetos Mecânicos 3
Disciplina 3

PROJETOS MECÂNICOS

Escola Técnica Status


SUMÁRIO

Desenho técnico - Introdução .................................................................................. 05


Desenho técnico para arquitetura ............................................................................ 06
Geometria descritiva ................................................................................................ 07
Figuras geométricas - Introdução ............................................................................ 08
Figuras geométricas elementares ............................................................................ 09
Posições da reta e do plano no espaço ................................................................... 10
Sólidos geométricos ................................................................................................. 11
Prismas ..................................................................................................................... 12
Pirâmide .................................................................................................................... 13
Sólidos de revolução ................................................................................................. 14
Sólidos geométricos truncados ................................................................................. 16
Exercícios .................................................................................................................. 19
Desenhando perspectiva isométrica - Introdução ..................................................... 22
Eixos isométricos ...................................................................................................... 23
Papel reticulado ........................................................................................................ 25
Exercícios .................................................................................................................. 27
Perspectiva isométrica de modelos com elementos paralelos e oblíquos ................. 28
Perspectiva isométrica de elementos paralelos ......................................................... 29
Perspectiva isométrica de elementos oblíquos ......................................................... 31
Exercícios .................................................................................................................. 33
A primeira fase da normalização ............................................................................... 35
Normalização sistemática .......................................................................................... 36
Normas ....................................................................................................................... 37
Associações internacionais ......................................................................................... 38
Associações nacionais ............................................................................................... 40
Exercícios ................................................................................................................... 41
Normalização no Brasil .............................................................................................. 42
Atual modelo de normalização ................................................................................... 42
Tipos de normas elaboradas pela ABNT .................................................................... 43
Especificação ............................................................................................................. 44
Padronização ............................................................................................................. 45
Terminologia .............................................................................................................. 45
Simbologia ................................................................................................................. 46
Classificação ............................................................................................................. 47
Utilização de normas de outros países ...................................................................... 49
Exercícios .................................................................................................................. 50
Atuais objetivos da normalização .............................................................................. 50
Comunicação ............................................................................................................ 51
Segurança ................................................................................................................. 53
A ABNT ..................................................................................................................... 54
Calculando a dilatação térmica ................................................................................. 56
Exercícios .................................................................................................................. 60
Fluxogramas .............................................................................................................. 60
Convenções de fluxorama ......................................................................................... 63
Convenções de plantas ............................................................................................. 64
Desenhos isométricos ............................................................................................... 68
Convenções de isométricos ........................................................................................ 73
Projetos Mecânicos 5

Desenho técnico
Introdução

Quando alguém quer transmitir um recado,pode utilizar a fala ou passar seus pensamentos
para o papel na forma de palavras escritas. Quem lê a mensagem fica conhecendo os
pensamentos de quem a escreveu.

Quando alguém desenha, acontece o mesmo: passa seus pensamentos para o papel na forma
de desenho. A escrita, a fala e o desenho representam idéias e pensamentos. Desde épocas
muito antigas, o desenho é uma forma importante de comunicação. E essa representação
gráfica trouxe grandes contribuições para a compreensão da História, porque, por meio dos
desenhos feitos pelos povos antigos, podemos conhecer as técnicas utilizadas por eles, seus
hábitos e até suas idéias.
As atuais técnicas de representação foram criadas com o passar do tempo, à medida que o
homem foi desenvolvendo seu modo de vida, sua cultura.

Desenho das cavernas de Skavberg (Noruega) do período mesolítico (6000 - 4500 a.C.).
Representação esquemática da figura humana.

Este exemplo de representação gráfica é considerado desenho artístico.


Embora não seja artístico, o desenho técnico também é uma forma de representação gráfica,
usada, entre outras finalidades, para ilustrar instrumentos de trabalho, como m·quinas, peças e
ferramentas. E esse tipo de desenho também sofreu modificações, com o passar do tempo.
Os artistas transmitem suas idéias e seus sentimentos de maneira pessoal. Um artista não tem
o compromisso de retratar fielmente a realidade.O desenho artístico reflete sensibilidade e o
gosto do artista que o criou.

Já o desenho técnico,ao contrário do artístico, transmite com exatidão todas as características


do objeto que representa. Para isto, o desenhista deve seguir as regras estabelecidas
previamente , chamadas de normas técnicas. Isto quer dizer que,todos os elementos do
desenho técnico devem obedecer as normas técnicas, ou seja, são normalizados. Cada área
ocupacional tem seu próprio desenho técnico, de acordo com normas específicas. Observe
alguns exemplos.

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6 Projetos Mecânicos

DESENHO TÉCNICO DE ARQUITETURA

Desenho técnico de marcenaria.

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Projetos Mecânicos 7

Nesses desenhos, as representações foram feitas por meio de traços, símbolos, números e
indicações escritas , de acordo com normas técnicas.
No Brasil, a entidade responsável pelas normas técnicas é a ABNT - Associação Brasileira de
Normas Técnicas.

Aplicação das principais normas técnicas referente ao desenho técnico mecânico, de acordo
com a ABNT.
Como é elaborado um desenho técnico?.

As vezes, a elaboração do desenho técnico mecânico envolve o trabalho de vários


profissionais. O profissional que planeja a peça é o engenheiro ou projetista. Primeiro ele
imagina como a peça deve ser. Depois representa suas idéias através de um esboço, isto é um
desenho técnico à mão livre. O esboço serve de base para a elaboração do desenho
preliminar. O desenho preliminar corresponde a uma etapa intermediária do processo de
elaboração do projeto,
que ainda pode sofrer alterações.Depois de aprovado, o desenho que corresponde à solução
final do projeto será executado pelo desenhista técnico.

O desenho técnico definitivo, também chamado de desenho para execução, contém todos os
elementos necessários à sua compreensão. O desenho para execução, que tanto pode ser
feito na prancheta como no computador, deve atender rigorosamente a todas as normas
técnicas que dispõem sobre o assunto.

O desenho técnico mecânico chega pronto às mãos do profissional que vai executar a peça.
Esse profissional deve ler e interpretar o desenho técnico para que possa executar a peça.
Quando o profissional consegue ler e interpretar corretamente o desenho técnico, ele é capaz
de imaginar exatamente como será a peça, antes mesmo de executá - la. Para tanto, é
necessário conhecer as normas técnicas em que o desenho se baseia e os princípios de
representação da geometria descritiva.

Geometria descritiva: a base do desenho técnico.

O desenho técnico, tal como nós o entendemos hoje, foi desenvolvido graças ao
matemático francês Gaspar Monge (1746-1818). Os métodos de representação gráfica que
existiam naquela época não possibilitavam transmitir a idéia dos objetos de forma completa,
correta e precisa.

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8 Projetos Mecânicos

Gaspar Monge criou um método que permite representar, com precisão, os objetos que têm
três dimensões (comprimento, largura e altura) em superfícies planas, como, por exemplo, uma
folha de papel, que tem apenas duas dimensões (comprimento e largura). Este método, que
passou a ser conhecido como método mongeano, é usado na geometria descritiva .
E os princípios da geometria descritiva constituem a base do desenho técnico. Veja:

Representação de um objeto de acordo com os princípios da geometria descritiva.

Figuras geométricas
Introdução

Se olhar ao seu redor, você verá que os objetos têm forma, tamanho e outras características
próprias. As figuras geométricas foram criadas a partir da observação das formas existentes na
natureza e dos objetos produzidos pelo homem.

Todos os objetos, mesmo os mais complexos, podem ser associados a um conjunto de


figuras geométricas.você terá mais facilidade para ler e interpretar desenhos técnicos
mecânicosse for capaz de relacionar objetos e peças da área da Mecânica às figuras
geométricas.

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Projetos Mecânicos 9

FIGURAS GEOMÉTRICAS ELEMENTARES

PONTO :

Pressione seu lápis contra uma folha de papel. Observe que a marca deixada pelo lápis:
ela representa um ponto. Olhe para o céu, numa noite sem nuvens: cada estrela pode ser
associada a um ponto.
O ponto é a figura geométrica mais simples.Não tem dimensão isto é, não tem comprimento,
nem largura, nem altura.

No desenho, o ponto é determinado pelo cruzamento de duas linhas. Para identificá-lo,


utilizamos letras maiúsculas do alfabeto latino, como mostram os exemplos:

Lê-se: ponto A, ponto B e ponto C.

LINHA :

Podemos ter uma idéia do que é linha, observando os fios que unem os postes de eletricidade
ou o traço que resulta do movimento da ponta de um lápis sobre uma folha de papel.A linha
tem uma única dimensão: o comprimento. Você pode imaginar a linha como um conjunto
infinito de pontos dispostos sucessivamente. O deslocamento de um ponto também gera uma
linha.

LINHA RETA OU RETA :

Para se ter a idéia de linha reta, observe um fio bem esticado. A reta é ilimitada, isto é, não tem
início nem fim. As retas são identificadas por letras minúsculas do alfabeto latino.

Observe a representação da uma reta r:

Tomando um ponto qualquer de uma reta, dividimos a reta em duas partes, chamadas semi-
retas. A semi-reta sempre tem um ponto de origem, mas não tem fim.

SEGMENTO DE RETA :

Tomando dois pontos distintos sobre uma reta, obtemos um pedaço limitado de reta. A
esse pedaço de reta, limitado por dois pontos, chamamos segmento de reta . Os pontos que
limitam o segmento de reta so chamados de extremidades. No exemplo a seguir temos o
segmento de reta CD, que é representado da seguinte maneira: CD.

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10 Projetos Mecânicos

Os pontos C e D (extremidades) determinam o segmento de reta CD.

PLANO :

Podemos ter uma idéia do que é o plano observando uma parede ou o tampo de uma mesa.
Você pode imaginar o plano como sendo formado por um conjunto de retas dispostas
sucessivamente numa mesma direção ou como o resultado do deslocamento de uma reta
numa mesma direção.

O plano é ilimitado, isto é, não tem começo nem fim.

Apesar disso, no desenho, costuma-se representá-lo delimitado por linhas fechadas:

Para identificar o plano usamos letras gregas .É o caso das letras: a (alfa),b (beta) e g (gama),
que você pode ver nos planos representados na figura acima.

O plano tem duas dimensões, normalmente chamadas comprimento e largura. Se tomamos


uma reta qualquer de um plano, dividimos o plano em duas partes, chamadas semiplanos.

POSIÇÕES DA RETA E DO PLANO NO ESPAÇO :

A geometria, ramo da Matemática que estuda as figuras geométricas, preocupa-se também


com a posição que os objetos ocupam no espaço. A reta e o plano podem estar em posição
vertical, horizontal ou inclinada.

Um tronco boiando sobre a superfície de um lago nos dá a idéia de uma reta horizontal. O
pedreiro usa o prumo para verificar a verticalidade das paredes.

O fio do prumo nos dá a idéia de reta vertical.

Um plano é vertical quando tem pelo menos uma reta vertical;


Um plano é horizontal quando todas as suas retas são horizontais.
Um plano quando não é horizontal nem vertical, o plano é inclinado.
Veja as posições da reta e do plano.

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Projetos Mecânicos 11

FIGURAS GEOMÉTRICAS PLANAS:

Uma figura qualquer é plana quando todos os seus pontos situam - se no mesmo plano.
A continuação você verá as principais figuras planas. Algumas delas terá de identificar pelo
nome, pois são formas encontradas com muita frequência em desenhos mecânicos.

As figuras planas com três ou mais lados são chamadas de polígonos.

SÓLIDOS GEOMÉTRICOS:

Lembrando : Todos os pontos de uma figura plana localizam-se no mesmo plano. Quando
uma figura geométrica tem pontos situados em diferentes planos, temos um sólido geométrico.

Observando a Figura abaixo, entende-se bem a diferença entre uma figura plana e um
sólido geométrico.

Figura plana Sólido geométrico

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12 Projetos Mecânicos

Os sólidos geométricos têm três dimensões: comprimento, largura e altura.


Embora existam infinitos sólidos geométricos, apenas alguns, que apresentam
determinadas propriedades, são estudados pela geometria.

Os sólidos geométricos são separados do resto do espaço por superfícies que os limitam.
Estas superfícies podem ser planas ou curvas.

Dentre os sólidos geométricos limitados por superfícies planas, estudaremos os prismas, o


cubo e as pirâmides. Dentre os sólidos geométricos limitados por superfícies
curvas,estudaremos a esfera o cilindro e, o cone esfera, que são também chamados de sólidos
de revolução.

É muito importante conhecer bem os principais sólidos geométricos porque, por mais
complicada que seja, a forma de uma peça sempre vai ser analisada como o resultado da
combinação de sólidos geométricos ou de suas partes.

PRISMAS :

O prisma é um sôlido geométrico limitado por polígonos. você pode imaginá-lo como uma pilha
de polígonos iguais muito próximos uns dos outros, como mostra a ilustração:

O prisma pode também ser imaginado como o resultado do deslocamento de um polígono. Ele
é constituído de vários elementos. Para quem lida com desenho técnico é muito importante
conhecer - los bem. Veja quais são eles nesta ilustração:

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Projetos Mecânicos 13

VERIFICANDO O ENTENDIMENTO
Analise uma caixa de fósforos fechada. Compare com a ilustração acima e responda:
Quantas faces, arestas e vértices tem esse prisma?

a).-..................................................... faces.
b).-..................................................... arestas.
c).-..................................................... vértices.

Respostas corretas são:

a). 6 faces (no desenho vemos apenas 3 faces; as outras 3 estão ocultas);
b). 12 arestas (as linhas tracejadas, no desenho, representam as arestas que não podemos ver
diretamente);
c). 8 vértices (os vértices so os pontos~em que as arestas se encontram).

Note que a base desse prisma tem a forma de um retângulo. Por isso ele recebe o nome de
prisma retangular.
Dependendo do polígono que forma sua base, o prisma recebe uma denominação específica.
Por exemplo: o prisma que tem como base o triangulo, é chamado prisma triangular.Quando
todas as faces do sólido geométrico são formadas por figuras geométricas iguais, então
teremos um sólido geométrico regular. O prisma que apresenta as seis faces formadas por
quadrados iguais recebe
o nome de cubo.

PIRÂMIDE:

A pirâmide é outro sólido geométrico limitado por polígonos. você pode imagina - la como
um conjunto de polígonos semelhantes, dispostos uns sobre os outros, que diminuem de
tamanho indefinidamente. Outra maneira de imaginar a formação de uma pirâmide consiste em
ligar todos os pontos de um polígono qualquer a um ponto P do espaço.
É importante que você conheça também os elementos da pirâmide:O nome da pirâmide
depende
do polígono que forma sua base. Na figura abaixo lado,temos uma pirâmide de
quadrangular,pois sua base é um quadrado. O número de faces da pirâmide é sempre igual ao
número de lados do polígono que forma sua base mais um. Cada lado do polígono da base é
também uma aresta da pirâmide. O número de arestas é sempre igual ao número de lados do
polígono da base vezes dois. O número de vértices é igual ao número de lados do polígono da
base mais um. Os vértices são formados pelo encontro de três ou mais arestas. O vértice
principal é o ponto de encontro das
arestas laterais.

VERIFICANDO O ENTENDIMENTO:

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14 Projetos Mecânicos

Exercício: Analise a pirâmide abaixo e responda:

a) Qual o nome do polígono que forma a base da pirâmide? ......................................................

b) Que nome recebe este tipo de pirâmide? .......................................................

c) Quantas faces tem esta pirâmide? ........................................................

d)Quantas arestas tem esta pirâmide? ........................................................

e)Quantos vértices tem esta pirâmide? ........................................................

a) O polígono da base é um triângulo.

b) Esta é uma pirâmide triangular.

c) Esta pirâmide tem quatro faces.

d) Esta pirâmide tem seis arestas.

e) Esta pirâmide tem quatro vértices.

Quando a base da pirâmide é um triângulo eqüilátero e as faces laterais são formadas


por triângulos eqüiláteros, iguais aos da base, temos o sólido geométrico,chamado tetraedro .
O tetraedro é, portanto, um sólido geométrico regular,porque todas as suas faces são formadas
por triângulos eqüiláteros iguais.

SÓLIDOS DE REVOLUÇÃO:

Alguns sólidos geométricos, chamados sólidos de revolução, podem ser formados pela rotação
de figuras planas em torno de um eixo. Rotação significa ação de rodar, dar uma volta
completa.

A figura plana que deu origem ao sólido de revolução chama-se figura geradora . A linha que
gira ao redor do eixo formando a superfície de revolução é chamada linha geratriz.
O cilindro , o cone e a esfera são os principais sólidos de revolução.

- Triângulo eqüilátero é a figura plana que tem três ângulos internos iguais.

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Projetos Mecânicos 15

O cilindro é um sólido geométrico, limitado lateralmente por uma superfície curva. você
pode imaginar o cilindro como o resultado da rotação de um retângulo ou de um quadrado em
torno de um eixo que passa por um de seus lados. Veja o desenho acima. No, está
representado apenas o contorno da superfície cilíndrica. A figura plana que forma as bases do
cilindro é o circulo . Note que o encontro de cada base com a superfície cilíndrica forma as
arestas.

CONE:

O cone também é um sólido geométrico limitado lateralmente por uma superfície curva.
A formação do cone pode ser imaginada pela rotação de um triângulo retângulo em torno de
um eixo que passa por um dos seus catetos.
A figura plana que forma a base do cone é o círculo. O vértice é o ponto de encontro de todos
os segmentos que partem do círculo.No desenho está representado apenas o contorno da
superfície cônica. O encontro da superfície cônica com a base dá origem a uma aresta.
- Triângulo retângulo é o triângulo que apresenta um ângulo interno de 90º.

ESFERA:

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16 Projetos Mecânicos

A esfera também é um sólido geométrico limitado por uma superfície curva chamada
superfície esférica. Podemos imaginar a formação da esfera a partir da rotação de um
semicírculo em torno de um eixo, que passa pelo seu diâmetro. Veja os elementos da esfera na
figura abaixo.

O raio da esfera é o segmento de reta que une o centro da esfera a qualquer um de seus
pontos. Diâmetro da esfera é o segmento de reta que passa pelo centro da esfera unindo dois
de seus pontos.

SÓLIDOS GEOMÉTRICOS TRUNCADOS:

Quando um sólido geométrico é cortado por um plano, resultam novas figuras geométricas: os
sólidos geométricos truncados. Veja alguns exemplos de sólidos truncados, com seus
respectivos nomes:

Tronco de Prisma Tronco de Cilindro Tronco de Pirâmide Tronco de Cone

SÓLIDOS GEOMÉTRICOS VAZADOS:

Os sólidos geométricos que apresentam partes ocas são chamados sólidos geométricos
vazados. As partes extraídas dos sólidos geométricos, resultando na parte oca, também
correspondem aos sólidos geométricos que você já conhece.
Observe a figura, notando que, para obter o cilindro vazado com um furo quadrado, foi
necessário extrair um prisma quadrangular do cilindro original.

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Projetos Mecânicos 17

Comparando sólidos geométricos e objetos da área da Mecânica

As relações entre as formas geométricas e as formas de alguns objetos da área da Mecânica


são evidentes e imediatas. você pode comprovar esta afirmação analisando os exemplos a
seguir.

Chaveta plana Prisma retangular

Cunha Prisma retangular truncado

Porca sextavada Prisma hexagonal vazado

VERIFICANDO O ENTENDIMENTO:
Tente você mesmo descobrir outras associações. Analise os objetos representados a seguir e
escreva, nos espaços indicados, o nome do sólido geométrico ao qual cada objeto pode ser
associado.

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18 Projetos Mecânicos

a) pino a) ............cilindro...........

b) chaveta b) ...........cilindro truncado.....

c) fixador c) ........ ... Tronco de prisma


retangular, com furo
cilíndrico.

Há casos em que os objetos têm formas compostas ou apresentam vários elementos.

Nesses casos, para entender melhor como esses objetos se relacionam com os sólidos
geométricos, é necessário decompô-los em partes mais simples.Analise cuidadosamente os
próximos exemplos.

Assim, você aprenderá a enxergar formas geométricas nos mais variados objetos.

Examine este rebite de cabeça redonda:

Imaginando o rebite decomposto em partes mais simples, você verá que


ele é formado por um cilindro e uma calota esférica (esfera truncada).

Verificando o entendimento:

Escreva os nomes das figuras geométricas que


formam o manípulo representado abaixo.

a) Esfera truncada...................................
b) Tronco de cone...................................
c) Cilindro.............................................
d) Tronco de cilindro vazado por furo quadrado

Existe outro modo de relacionar peças e objetos com sólidos geométricos.


Observe, na ilustração abaixo, como a retirada de formas geométricas de um modelo simples
(bloco prismático) da origem a outra forma mais complexa.

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Projetos Mecânicos 19

Nos processos industriais o prisma retangular é o ponto de partida para a obtenção de um


grande número de objetos e peças.Observe a figura abaixo. Trata-se de um prisma retangular
com uma parte rebaixada . Veja como foi obtido o rebaixo:

A ilustração mostra o desenho de um modelo que também deriva de um prisma retangular.

VERIFICANDO O ENTENDIMENTO:

Com a prática, você conseguirá imaginar a decomposição do prisma retangular em


outros modelos prismáticos, sem o auxilio do desenho das partes extraídas. Imagine que este
bloco com furo passante foi obtido a partir de um prisma retangular.
Que sólidos geométricos correspondem às partes retiradas?

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20 Projetos Mecânicos

Resposta:
Foram retirados 2 prismas truncados das laterais e, para
formar o furo retangular, 1 prisma quadrangular.

Exercício Nº 01:
Escreva o nome destes sólidos geométricos, nos espaços indicados.

Exercício Nº 02:
Ligue cada sólido geométrico à figura plana que lhe deu origem.

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Projetos Mecânicos 21

Exercício Nº 03:
Olhe a guia representada a seguir e assinale com um X os sólidos geométricos que a
compõem.

a) ( ) b) ( ) c) ( ) d) ( )
Exercício Nº 04:
Escreva o nome dos sólidos geométricos em que pode ser decomposto o manípulo abaixo.

Exercício Nº 05:
Que sólido geométrico foi retirado de um bloco em forma de prisma retangular, para se obter
esta guia em rabo de andorinha?

Exercício Nº 06:
Analise o desenho a seguir e assinale com um X o nome dos sólidos geométricos que foram
retirados de um prisma retangular, para se obter este modelo prismático.
a) ( ) 2 troncos de prisma e 1 prisma retangular
b) ( ) 2 troncos de pirâmide e 1 prisma retangular
c) ( ) 2 troncos de prisma e 1 prisma quadrangular
d) ( ) 3 troncos de prisma retangular

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22 Projetos Mecânicos

Desenhando perspectiva isométrica

Introdução

Quando olhamos para um objeto, temos a sensação de profundidade e relevo. As partes


que estão mais próximas de nós parecem maiores e as partes mais distantes aparentam ser
menores.
A fotografia mostra um objeto do mesmo modo como ele é visto pelo olho humano, pois
transmite a idéia de três dimensões: comprimento, largura e altura. O desenho, para transmitir
essa mesma idéia, precisa recorrer a um modo especial de representação gráfica: a
perspectiva .
Ela representa graficamente as três dimensões de um objeto em um único plano, de maneira a
transmitir a idéia de profundidade e relevo.
Existem diferentes tipos de perspectiva. Veja como fica a representação de um cubo em três
tipos diferentes de perspectiva:

Cada tipo de perspectiva mostra o objeto de um jeito.


Comparando as três formas de representação, você pode notar que a perspectiva isométrica é
a que dá· a idéia menos deformada do objeto.
Iso quer dizer mesma; métrica quer dizer medida. A perspectiva isométrica mantém as mesmas
proporções do comprimento, da largura e da altura do objeto representado.
Além disso, o traçado da perspectiva isométrica é relativamente simples. Em desenho técnico,
é comum representar perspectivas por meio de esboços , que so desenhos feitos
rapidamente à mão livre. Os esboços são muito úteis quando se deseja transmitir, de imediato,
a idéia de um objeto. Exercitando o traçado da perspectiva, você estará se familiarizando com
as formas dos objetos, o que é uma condição essencial para um bom desempenho na leitura e
interpretação de desenhos técnicos.
Para poder estudar a perspectiva isométrica, precisamos saber o que é um ângulo e a maneira
como ele é representado.
Ângulo é a figura geométrica formada por duas semi-retas de mesma origem.A medida do
ângulo é dada pela abertura entre seus lados.

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Projetos Mecânicos 23

Uma das formas para se medir o ângulo consiste em dividir a circunferência em 360 partes
iguais.
Cada uma dessas partes corresponde a 1 grau ( 1º ).Uma das formas para se medir o
ângulo consiste em dividir a circunferência em 360 partes iguais. Cada uma dessas partes
corresponde a 1 grau (1º).

A medida em graus é indicada pelo numeral seguido do símbolo de grau. Exemplo: 45º (lê-se:
quarenta e cinco graus).

Eixos isométricos:
O desenho da perspectiva isométrica é baseado num sistema de três semi-retas, as quais tem
o mesmo ponto de origem e formam entre si três ângulos de 120°. Veja:

Essas semi - retas, assim dispostas, recebem o nome de eixos isométricos.


Cada uma das semi-retas é um eixo isométrico. Os eixos isométricos podem ser representados
em posições variadas, mas sempre formando, entre si ângulos de 120°.
Os eixos isométricos serão representados sempre na posição indicada na figura anterior.
O traçado de qualquer perspectiva isométrica parte sempre dos eixos isométricos.

Linha isométrica
Vamos conhecer outro elemento muito importante para o traçado da perspectiva isométrica:
x As linhas isométricas.
Qualquer reta paralela a um eixo isométrico é chamada linha isométrica.
Observe a figura a seguir:
x Retas situadas num mesmo plano são paralelas quando não possuem pontos comuns.

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24 Projetos Mecânicos

As retas r, s, t e u são linhas isométricas:


x r e s são linhas isométricas porque são paralelas ao eixo y;
x t é isométrica porque é paralela ao eixo z;
x u é isométrica porque é paralela ao eixo x.
As linhas não paralelas aos eixos isométricos são linhas não isométricas. A reta v, na figura
abaixo, é um exemplo de linha não isométrica.

Verificando o entendimento
Analise a posição das retas p, q, r e s em relação aos eixos isométricos e indique aquelas que
são linhas isométricas.

A resposta correta È:
x q (paralela ao eixo y) e
x s (paralela ao eixo x).

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Projetos Mecânicos 25

PAPEL RETICULADO

Você já sabe que o traçado da perspectiva é feito, em geral, por meio de esboços à mão livre.
Para poder facilitar o traçado da perspectiva isométrica à mão livre, usaremos um tipo de papel
reticulado que apresenta uma rede de linhas que formam entre si ângulos de 120º.

Essas linhas servem como guia para orientar o traçado do ângulo correto da perspectiva
isométrica.

x Use lápis e borracha macios para fazer os seus esboços. Faça traços firmes e contínuos.

Traçando a perspectiva isométrica do prisma

Para aprender o traçado da perspectiva isométrica você partirá de um sólido geométrico


simples:

O prisma retangular . No início do aprendizado é interessante manter à mão um modelo real


para analisar e comparar com o resultado obtido no desenho. Neste caso, você pode usar o
uma caixa de fósforos fechada.

O traçado da perspectiva será demonstrado em cinco fases apresentadas separadamente.

Na prática, porém, elas são traçadas em um mesmo desenho. Aqui, essas fases estão
representadas nas figuras da esquerda. você deve repetir as instruções no reticulado da direita.

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26 Projetos Mecânicos

Assim, você verificará se compreendeu bem os procedimentos e, ao mesmo tempo, poderá


praticar o traçado. Em cada nova fase você deve repetir todos os procedimentos anteriores.

x 1º FASE : Trace levemente, Á mão livre, os eixos isométricos e indique o comprimento, a


largura e a altura sobre cada eixo, tomando como base as medidas aproximadas do prisma
representado na figura anterior.

x 2º FASE : A partir dos pontos onde você marcou o comprimento e a altura trace duas linhas
isométricas que se cruzam. Assim ficará determinada a face da frente do modelo.

x 3º FASE : Trace agora duas linhas isométricas que se cruzam a partir dos pontos onde você
marcou o comprimento e a largura. Assim ficar· determinada a face superior do modelo.

x 4º FASE : E, finalmente, você encontrar· a face lateral do modelo. Para tanto,basta traçar
duas linhas isométricas a partir dos pontos onde você indicou a largura e a altura.

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Projetos Mecânicos 27

x 5º FASE : (Conclusão) . Apague os excessos das linhas de construção, isto é, das linhas e
dos eixos isométricos que serviram de base para a representação do modelo. Depois, é só
reforçar os contornos da figura e está concluído o traçado da perspectiva isométrica do prisma
retangular.

Exercício Nº 01
Escreva nas lacunas as letras que indicam as linhas isométricas do modelo abaixo.

As linhas ............... e ............... s„o isomÈtricas ao eixo x.


As linhas ............... e ............... s„o isomÈtricas ao eixo y.
As linhas ............... e ............... s„o isomÈtricas ao eixo z.

Exercício Nº 02

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28 Projetos Mecânicos

Ordene as fases do traçado da perspectiva isométrica do modelo, escrevendo de 1 a 5 nos


círculos.

Perspectiva isométrica de modelos com elementos


paralelos e oblíquos
Introdução

Uma grande parte das peças e objetos da Mecânica têm formas mais complexas.

Trata-se de um prisma retangular com um elemento paralelo: O rebaixo .


O rebaixo é um elemento paralelo porque suas linhas são paralelas aos eixos isométricos: a e
d são paralelas ao eixo y; b, e e g são paralelas ao eixo x; c e f são paralelas ao eixo z.

Vamos ver se você consegue identificar elementos paralelos. Tente resolver este exercício.

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Projetos Mecânicos 29

Verificando o entendimento:
Analise os modelos abaixo e faça um X naqueles que apresentam elementos paralelos.

a) (..X..) b) (.........) c) (..X..)

Perspectiva isomÈtrica de elementos paralelos

A forma do prisma com elementos paralelos deriva do prisma retangular.Por isso, o traçado da
perspectiva do prisma com elementos paralelos parte da perspectiva do prisma retangular ou
prisma auxiliar. Para facilitar o estudo, este traçado também será apresentado em cinco fases.
Mas lembre-se de que, na prática, toda a sequência de fases ocorre sobre o mesmo desenho.
O traçado das cinco fases será baseado no modelo prismático indicado a seguir.

Acompanhe as instruções comparando os desenhos com o modelo ou qualquer objeto que


tenha formas semelhantes.
x 1º FASE: Esboce a perspectiva isométrica do prisma auxiliar utilizando as medidas
aproximadas do comprimento, largura e altura do prisma com rebaixo. Um lembrete: aproveite
o reticulado da direita para praticar.

O modelo real ajuda a compreender melhor a forma da peça Por isso, se você não dispuser do
modelo confeccione um modelo semelhante ao da figura ao lado utilizando sabão em pedra ou
qualquer outro material disponível.

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30 Projetos Mecânicos

x 2º FASE : Na face da frente, marque o comprimento e a profundidade do rebaixo e trace as


linhas isométricas que o determinam.

x 3º FASE : Trace as linhas isométricas que determinam a largura do rebaixo. Note que a
largura do rebaixo coincide com a largura do modelo.

x 4º FASE : Complete o traçado do rebaixo.

Verificando o entendimento:

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Projetos Mecânicos 31

Este exercício o ajudará a fixar as fases do traçado da perspectiva de modelos com


elementos paralelos. Tente esboçar sozinho a perspectiva isométrica do prisma com dois
rebaixos paralelos representado a seguir.

Sua perspectiva deve ter ficado igual ao desenho da figura anterior.

Perspectiva isométrica de elementos oblíquos

Os modelos prismáticos também podem apresentar elementos oblíquos. Observe os elementos


dos modelos abaixo:

Esses elementos são oblíquos porque têm linhas que não são paralelas aos eixos
isométricos.
Nas figuras anteriores,os segmentos de reta : AB, CD , EF , GH , IJ , LM , NO ,PQ e RS
são linhas não isométricas que formam os elementos oblíquos. O traçado da perspectiva
isométrica de modelos prismáticos com elementos oblíquos também será demonstrado em
cinco fases.
O modelo a seguir servirá de base para a demonstração do traçado. O elemento oblíquo deste
modelo chama-se chanfro.

Como o modelo é prismático, o traçado da sua perspectiva parte do prisma auxiliar. Aproveite
para praticar. Use o reticulado da direita.

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32 Projetos Mecânicos

x 1º FASE : Esboce a perspectiva isométrica do prisma auxiliar, utilizando medidas


aproximadas do comprimento, largura e altura do prisma chanfrado.

x 2º FASE : Marque as medidas do chanfro na face da frente e trace a linha não isométrica que
determina o elemento.

x 3º FASE : Trace as linhas isométricas que determinam a largura do chanfro.

x 4º FASE : Complete o traçado do elemento.

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Projetos Mecânicos 33

x 5º FASE : Agora é sô apagar as linhas de construção e reforçar as linhas de contorno do


modelo.

Verificando o entendimento:
Para aprender é preciso exercitar.Esboce a perspectiva do modelo prismático abaixo
obedecendo à seqüência das fases do traçado. Utilize o reticulado da direita.

Exercício Nº 01
Ordene as fases do traçado da perspectiva isométrica escrevendo de 1 a 5 nos círculos.

Exercício Nº 02

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34 Projetos Mecânicos

Na seqüência abaixo a 3º fase do traçado da perspectiva isométrica está incompleta.


Complete-a.

Exercício Nº 03
Esboce, na coluna da direita, a perspectiva isométrica do modelo representado à esquerda.

Exercício Nº 04
Na seqüência abaixo complete, à mão livre, o desenho da 4º fase do traçado da perspectiva
isométrica.

Exercício Nº 05
Ordene as fases do traçado da perspectiva isométrica, escrevendo de 1 a 5 nos círculos.

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Projetos Mecânicos 35

Exercício Nº 06
Na seqüência abaixo, desenhe as fases que faltam para chegar ao traçado completo da
perspectiva isométrica.

Exercício Nº 06
Na seqüência abaixo, desenhe as fases que faltam para chegar ao traçado completo da
perspectiva isométrica.

A primeira fase da normalização

A primeiraEscola
faseTécnica
da normalização
Status
36 Projetos Mecânicos

A partir do momento em que o homem entra na era industrial e inicia a produção em massa,
isto é, a fabricação de um mesmo produto em grande quantidade, surge uma grande variedade
de formas e tamanhos desse produto e de seus componentes.Esse fenômeno ocorria sem que
houvesse alguma razão técnica especifica, contribuindo para gerar alguns problemas durante a
fabricação e o uso dos produtos.
Desses problemas se destacam:
x O emprego de um maior número de ferramentas, moldes e dispositivos de fabricação e
controle;

x A necessidade de manter um maior número de peças para reposição e, consequentemente,


um maior número de itens em estoque.

Devido ao grande número de variáveis para o setor produtivo controlar, os custos dos produtos
geralmente eram elevados.
Por exemplo, a fabricação e o uso de porcas e parafusos foram muito afetados pela falta de
uma produção racional. Quanto maior a variação nos tipos de rosca, maior a dificuldade
enfrentada
pelo fabricante ao organizar a produção e atender aos pedidos do consumidor. Também para o
comprador, a variedade representava um transtorno na hora da escolha de porcas e parafusos.
O uso de normas permitiu que as industrias diminuíssem a variedade dos tipos de rosca. Isso
facilitou os processos de fabricação e reduziu os itens de estoque e os custos envolvidos.

NORMALIZAÇÃO SISTEMÁTICA

Por volta de 1839, o inglês Joseph Whitworth realizou um importante estudo, com o propósito
de padronizar os perfis das roscas de fixação.
Observe esta ilustração:

Rosca padronizada por Whitworth.

Filete: saliência em espiral de um parafuso.

Rosca métrica: Rosca dimensionada no sistema métrico decimal, normalizada pela ISO.

Com a introdução da padronização, todos os elementos que compõem uma rosca: o passo, os
raios, a altura e os ângulos do filete passaram a seguir os padrões estabelecidos por
Whitworth.
Além de reduzir a variedade de passos e ângulos e facilitar os processos de fabricação e
controle, a padronização das roscas criou uma linguagem comum entre fabricantes e
consumidores.

A padronização proposta por Whitworth logo se tornou conhecida na Inglaterra, sendo adotada,
também, por industrias de outros países.

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Projetos Mecânicos 37

Desde então, cada país procurou estabelecer seu próprio padrão de rosca em função de suas
unidades de medidas.

Na indústria atual, a rosca Whitworth está sendo substituída pelas roscas métricas ISO (
International Organization for Standarization, o que quer dizer Organização Internacional de
Normalização).

Ao estabelecer um sistema para roscas métricas, a ISO certamente deu um grande passo no
sentido de aperfeiçoar o trabalho pioneiro iniciado pelo inglês Whitworth.

O QUE É NORMALIZAÇÃO

Normalização são critérios estabelecidos entre as partes interessadas: Técnicos, engenheiros,


fabricantes, consumidores e instituições.
x Para padronizar produtos, simplificar processos produtivos e garantir um produto confiável,
que atenda a suas necessidades.

Compare, no quadro a seguir, alguns itens normalizados e não normalizados, no processo de


fabricação de produtos.

NORMAS :

Do processo de normalização, surgem às normas. As normas são documentos que contém


todas as informações técnicas para a utilização de fabricantes e consumidores. São elaboradas

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38 Projetos Mecânicos

a partir das experiências acumuladas na indústria, no dia a dia e a partir dos conhecimentos
tecnológicos alcançados.

Exemplo de documento normativo

A partir de 1900, surgem várias associações destinadas à elaboração de normas, reunindo


produtores, consumidores e organismos neutros (instituições de pesquisa, universidades etc.),
reunindo técnicos, engenheiros e fabricantes.
Em 1901, surge na Inglaterra a primeira associação de normalização com o nome de Comissão
de Normas de Engenharia, conhecida, hoje, como BSI - British Standards Institution ( Instituto
Britânico de Normalização).
você vai conhecer, a seguir, as principais associações de normalização existentes no exterior e
no Brasil e os principais objetivos de cada uma delas.

ASSOCIAÇÕES INTERNACIONAIS

As associações internacionais dedicam-se à elaboração de normas que são consideradas


válidas para diversos países do mundo.

Qual a importância dessas normas?

Normas internacionais permitem que diferentes paises utilizem a mesma terminologia, a


mesma simbologia, os mesmos padrões e procedimentos para produzir, avaliar e garantir a
qualidade dos produtos.
Por isso, a adoção das normas internacionais, além de exigir melhor qualificação dos produtos,
aperfeiçoa o sistema de “troca”, em vários mercados mundiais.

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Projetos Mecânicos 39

AS ASSOCIAÇÕES INTERNACIONAIS MAIS IMPORTANTES SÃO:

IEC : International Electrotechnical Comission (Comissão Internacional de Eletrotécnica)


Fundada em 1906.

ISO : International Organization for Standarization (Organização Internacional de normalização)


Fundada em 1946.

NEC : National Electric Code ( Código Elétrico Nacional ). E.E.U.U.

API : American Petroleum Institute ( Instituto Americano de Petróleo ). E.E.U.U.

Veja as características de cada uma delas.

IEC :As normas internacionais elaboradas pela IEC permitem que os fabricantes de
componentes elétricos e eletrônicos utilizem os mesmos parâmetros quanto a:
Terminologia, simbologia, padrão de desempenho e segurança.
Veja um exemplo de produto com características construtivas normalizadas pela IEC:

As maiorias dos fabricantes de disjuntores termomagnéticos, no Brasil e no mundo, seguem as


recomendações da IEC.

ISO
A ISO reúne atualmente representantes de mais de cem países, entre eles o Brasil. As normas
da ISO atingem v·rios setores produtivos, como por exemplo:
x Mecânica
x Agricultura

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40 Projetos Mecânicos

x Transporte
x Química
x Construção civil
x Qualidade e meio ambiente

Veja no exemplo um trecho da Norma ISO 129 que define os princípios gerais de cotagem
aplicados em desenhos técnicos.

Já a Norma ISO 6410 apresenta algumas recomendações para orientar a representação


simplificada de partes roscadas em desenhos técnicos. Veja agora um trecho da Norma ISO
6410:

ASSOCIAÇÕES NACIONAIS

As normas elaboradas pelas associações nacionais contam com a colaboração de técnicos e


engenheiros que representam fabricantes, distribuidores, institutos de pesquisa, entidades
profissionais e órgãos do governo.

Veja alguns exemplos de associações nacionais de normalização.

x Brasil: ABNT : Associação Brasileira de Normas Técnicas


x Estados Unidos : ANSI : American National Standards Institute (Instituto Nacional Americano
de Normalização)
x Alemanha: DIN : Deutsches Institut fur Normung (Instituto Alemão para Normalização)
x Japão : JIS : Japan Industry Standards (Normas Industriais Japonesas)

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Projetos Mecânicos 41

x Inglaterra : BSI : British Standards Institution (Instituto Britânico de Normalização)

x França : AFNOR : Association Française de Normalization (Associação Francesa de


Normalização)
x Suíça : SNV : Schweizerische Normen Vereinigung (Associação Suíça de Normalização)

NORMAS PARA SETORES ESPECÌFICOS

Além das associações nacionais, existem também associações de normalização o que atuam
em áreas específicas do setor produtivo. Algumas das associações mais importantes são:

x ASME : American Society of Mechanical Engineers (Sociedade Americana dos Engenheiros


Mecânicos)
x ASM : American Society for Metals (Sociedade Americana para Metais)
x AISI : American Iron and Steel Institute (Instituto Americano para Aço e Ferro)
x ASTM : American Society for Testing Materials (Sociedade Americana para Testes de
Materiais)
x SAE : Society of Automotive Engineers (Sociedade dos Engenheiros de Automóveis)
x VSM : Societé Suisse des Constructeurs des Machines (Sociedade Suíça dos Construtores
de Máquinas)

NORMAS INTERNAS OU NORMAS DE EMPRESA

Algumas normas são elaboradas pelas próprias empresas. Têm por objetivo orientar a
elaboração de projetos e de seus componentes; a realização dos processos de fabricação, a
organização dos sistemas de compra e venda e outras operações de interesse da empresa.
Embora de uso interno, as normas de empresa algumas vezes sã utilizadas de maneira mais
ampla.
Exemplo: As Normas da Petrobrás, além do uso específico pela empresa, também são
seguidas por suas fornecedoras.

EXERCÌCIOS

Exercício Nº 01
Escreva as palavras que completam a definição de normalização:
Normalização são ......................................... estabelecidos entre as partes interessadas -
técnicos, engenheiros, fabricantes, consumidores e instituições – para..............................
.................................................................................. e garantir um produto confiável, que atenda
a suas necessidades.
Assinale com (X) a única alternativa correta de cada questão a seguir.

Exercício Nº 02
As organizações ISO e IEC elaboram normas:
a) ( ) nacionais, para uso restrito em alguns países.
b) ( ) para setores específicos do setor produtivo.
c) ( ) internacionais, para uso comum de vários países.
d) ( ) para uso interno de algumas empresas.

Exercício Nº 03
ABNT no Brasil, ANSI nos Estados Unidos e DIN na Alemanha representam:
a) ( ) associações nacionais responsáveis pela elaboração de normas para seus respectivos
países.
b) ( ) associações internacionais que elaboram normas para uso comum de vários países.
c) ( ) associações particulares que elaboram normas para uso exclusivo das empresas.
d) ( ) associações nacionais que elaboram normas destinadas ao setor da mecânica, para uso
mundial.

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42 Projetos Mecânicos

NORMALIZAÇÃO NO BRASIL

A ABNT foi fundada em 1940, por iniciativa particular de um grupo de técnicos e engenheiros,
sendo a primeira entidade a disseminar normas técnicas no Brasil.
Em 1962, a ABNT foi reconhecida como entidade de utilidade pública, pela Lei Federal nº
4050.

Em 1973, foi criado o Sistema Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial

x SINMETRO, criado pela Lei Federal Nº 5966. Os grandes objetivos do SINMETRO são
a defesa do consumidor, a conquista e a manutenção do mercado externo e a racionalização
da produção industrial, com a compatibilidade de todos os interesses.
Fazem parte do SINMETRO :

O Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial : CONMETRO e

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial : INMETRO.

Até bem pouco tempo, as normas elaboradas, aprovadas e registradas na ABNT recebiam o
seguinte registro:

x CB : Para Normas de Classificação.


x EB : Para Normas de Especificação
x MB : Para Normas de Método de Ensaio
x NB : Para Normas de Procedimento
x PB : Para Normas de Padronização
x SB : Para Normas de Simbologia

Essas mesmas normas, ao serem registradas no INMETRO, recebiam a sigla NBR .


Por exemplo:

A norma que padroniza as dimensões de parafusos com cabeça cilíndrica e sextavado interno
era registrada na ABNT como PB-165, e no INMETRO era registrada como NBR 10112.
ABNT : Associação Brasileira de Normas Técnicas

ATUAL MODELO DE NORMALIZAÇÃO

O atual modelo de normalização foi implantado a partir de 1992, com o intuito de descentralizar
e agilizar a elaboração de normas técnicas.

No ano de 1992 foram criados :

x O Comitê Nacional de Normalização - CNN e

x O Organismo de Normalização Setorial - ONS.

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Projetos Mecânicos 43

Criado a partir de acordo firmado entre a ABNT e o CONMETRO, e com a colaboração


de várias entidades voltadas para a disseminação de normas técnicas, o CNN busca estruturar
todo o sistema de normalização.O CNN define a ABNT como Foro Nacional de
Normalização,entidade privada,sem fins lucrativos, à qual compete coordenar , orientar e
supervisionar o processo de elaboração de normas brasileiras, como elaborar,editar e registrar
as referidas normas (NBR) ).

Cada Organismo de Normalização Setorial (ONS ) tem como objetivo principal agilizar a
produção de normas específicas de seus setores. Para que os ONS passem a elaborar normas
de âmbito nacional, devem ser credenciados e supervisionados pela própria ABNT.O atual
modelo define, por meio de diretrizes e instruções das associações internacionais de
normalização (ISO e IEC), que as normas brasileiras devem ser feitas, de preferência,
utilizando-se a forma e o conteúdo das normas internacionais, acrescentando - lhes, quando
preciso, as particularidades do mercado
nacional.

Com isso, ser· muito comum que as normas brasileiras sejam registradas como NBR ISO, com
numeração seqüencial da ISO. Por exemplo, NBR ISO 8402.
A ABNT, no atual modelo, manteve sua estrutura interna em relação aos Comitês Brasileiros -
CB e aos tipos de normas elaboradas (classificação, especificação, método de ensaio,
padronização, procedimento, simbologia e terminologia).

OS COMITÊS DA ABNT SÃO OS SEGUINTES:

CB 01 : MINERAÇÃO E METALURGIA
CB 02 : CONSTRUÇÃO CIVIL
CB 03 : ELETRICIDADE
CB 04 : MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS MECÂNICOS
CB 05 : AUTOMÔVEIS, CAMINHÔES, TRATORES, VEÍCULOS SIMILARES E AUTO –
PEÇAS
CB 06 : EQUIPAMENTO E MATERIAL FERROVIÁRIO
CB 07 : CONSTRUÇÃO NAVAL
CB 08 : AERONÁUTICA E TRANSPORTE AÉREO
CB 09 - COMBUSTÍVEIS (EXCLUSIVE NUCLEARES )
CB 10 - QUÍMICA , PETROQUÍMICA E FARMÁCIA.
CB 11 : MATÉRIAS-PRIMAS, PRODUTOS VEGETAIS E ANIMAIS
CB 12 : AGRICULTURA, PECUÁRIA E IMPLEMENTOS
CB 13 : ALIMENTOS E BEBIDAS

CB 14 : FINANÇAS,BANCOS,SEGUROS,COMÉRCIO,ADMINISTRAÇÃO E
DOCUMENTAÇÃO
CB 15 : HOTELARIA HOTELÁRIA, MOBILIÁRIO, DECORAÇÕES E SIMILARES
CB 16 : TRANSPORTE E TRÁFEGO
CB 17 : TÉXTEIS

CB 18 : CIMENTO, CONCRETO E AGREGADOS


CB 19 : REFRATÁRIOS
CB 20 : ENERGIA NUCLEAR
CB 21 : COMPUTADORES E PROCESSAMENTO DE DADOS
CB 22 : ISOLAÇÃO TÉRMICA
CB 23 : EMBALAGEM E ACONDICIONAMENTO
CB 24 : SEGURANÇA CONTRA INCÉNDIO
CB 25 : QUALIDADE

TIPOS DE NORMAS ELABORADAS PELA ABNT

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44 Projetos Mecânicos

As Normas elaboradas pela ABNT classificam-se em sete ( 07 ) tipos:

x Procedimento
x Especificação

x Padronização
x Terminologia

x Simbologia
x Classificação

x Método de ensaio

Conheça, agora, as características mais importantes de cada tipo de norma editada pela
ABNT.

PROCEDIMENTO

As normas de procedimento orientam a maneira correta de:

x Empregar materiais e produtos

x Executar cálculos e projeto

x Instalar máquinas e equipamentos

x Realizar o controle dos produtos.

A NBR 6875, por exemplo, fixa as condições exigíveis e os procedimentos de inspeção para
fios de cobre de secção retangular.

Outro exemplo é o da Norma NBR 8567, que fixa as condições para a execução de cálculos e
dimensionamento do feixe de molas, utilizados nas suspensões de veículos rodoviários.

ESPECIFICAÇÃO

As normas relativas à especificação fixam padrões mínimos de qualidade para os


produtos.

A Norma NBR 10105, por exemplo indica as condições ou especificações exigidas para a
fabricação de fresas de topo, com haste cilíndrica para rasgos. Observe na ilustração abaixo
um dos itens de especificação para fresas, indicados pela Norma NBR 10105:

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Projetos Mecânicos 45

De acordo com a Norma NBR 10105, veja o que significa a especificação A 25 K AR:

A : Se trata de uma fresa do grupo A, ou seja, uma fresa de haste cilíndrica lisa, para rasgos.

25 : Indica que esse tipo de fresa deve possuir 25 mm de di‚metro na parte cortante.

K : Informa que È uma fresa para uso geral.

AR : Especifica que a fresa é fabricada com material tipo aço rápido.

A Norma NBR 7000 constitui outro exemplo de norma de especificação.


Essa norma especifica as propriedades mecânicas dos produtos de alumínios e suas ligas,
feitos por extrusão.

Extrusão: passagem forcada de um metal ou de um plástico por um orifício, para se conseguir


uma forma alongada ou filamentosa.

PADRONIZAÇÃO

As normas de padronização fixam formas, dimensões e tipos de produtos, tais como parafusos
porcas, rebites, pinos e engrenagens, que são utilizados com muita frequência na construção
de máquinas, equipamentos e dispositivos mecânicos.
Com a padronização, evita-se a fabricação de produtos com variedades desnecessárias tanto
de formas quanto de suas dimensões. A Norma NBR 6415 padroniza as aberturas de chaves e
as suas respectivas tolerâncias de abricação para chaves de boca fixa e de encaixe, utilizadas
para aperto e desaperto de porcas e parafusos.

A Norma NBR 10112 constitui outro exemplo de norma de padronização. Tem por finalidade
padronizar as dimensões de parafusos com cabeça cilíndrica e sextavado interno.

TERMINOLOGIA

As normas sobre terminologia definem, com precisão, os termos técnicos aplicados a


materiais, máquinas, peças e outros artigos.
A Norma NBR 6176,por exemplo, define os termos empregados para identificação das partes
das brocas helicoidais.

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46 Projetos Mecânicos

Já a Norma NBR 6215, define a terminologia empregada para os produtos siderúrgicos.


Consultando essa Norma, encontramos definições para produtos como chapa, bloco, fio, placa,
aço, ferro fundido e outros.

SIMBOLOGIA

As normas de simbologia estabelecem convenções gráficas para conceitos,grandezas,


sistemas ou parte de sistemas etc., com a finalidade de representar esquemas de montagem,
circuitos, componentes de circuitos, fluxogramas etc. A Norma NBR 6646, por exemplo,
estabelece os símbolos que devem ser aplicados na identificação dos perfis do aço.Observe na
tabela a seguir exemplos de alguns símbolos definidos para cantoneiras de abas iguais.

SÍMBOLO SIGNIFICADO
X - X : Eixo que passa pelo centro de gravidade da seção transversal do perfil e que está
representado por uma linha reta nas seguintes posições.
Y - Y : Eixo formando ângulo de 90º com o eixo X-X e representado por uma linha reta que
passa pelo centro de gravidade da seção transversal do perfil.

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Projetos Mecânicos 47

X0 - X0 : Linhas retas que passam pelo centro de gravidade da seção transversal de perfil
Y0 - Y0 que representam os eixos principais de inércia.

e : Indica a espessura das abas.


H : Altura do perfil.
l : Comprimento do perfil.
r1 : Raio externo.
r2 : Raio interno.

O significado de cada símbolo encontra-se na própria norma. A Norma NBR 5266 é muito
importante, pois define os símbolos gráficos de pilhas, acumuladores e baterias utilizados na
representação de diagramas de circuitos elétricos em desenhos técnicos.
Veja abaixo um trecho da Norma NBR 5266:

Os códigos facilitam a comunicação entre os fabricantes e os consumidores.


Sem códigos normalizados cada fabricante deveria escrever extensos manuais para informar
as características dos equipamentos, projetos, desenhos, diagramas, circuitos, esquemas etc.

CLASSIFICAÇÃO

As normas de classificação têm por finalidade ordenar, distribuir ou subdividir conceitos ou


objetos, bem como critérios a serem adotados.

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48 Projetos Mecânicos

A Norma NBR 8643, por exemplo, classifica os produtos siderúrgicos de aço. Segundo os
critérios fixados, os produtos siderúrgicos do aço classificam-se da seguinte maneira:
x Quanto ao estágio de fabricação :
a) brutos
b) semi-acabados
c) acabados
x Quanto aos processos de fabricação o:
a) lingotado
b) moldado
c) deformado plasticamente
x Quanto aos produtos acabados:
a) planos
b) não planos

Lingotado: refere-se ao ação que sofreu o processo deformação de pequenos blocos de metal
solidificado,depois da fusão.Vale a pena lembrar que esses exemplos representam apenas um
pequeno trecho da Norma NBR 8643.
A Norma NBR-8968 È outro exemplo. Ela classifica os tipos de tratamento de superfícies para
proteção e acabamento dos produtos de alumínio. Entre outros, alguns tipos de tratamento
indicados pela Norma NBR 8968 são:

x Anodização fosca
x Anodização brilhante
x Anodização colorida por corantes

Anodização: É um tratamento superficial do alumínio contra a corrosão.

MÉTODO DE ENSAIO

As normas relacionadas aos métodos de ensaios determinam a maneira de se verificar a


qualidade das matérias-primas e dos produtos manufaturados.A verificação é feita por meio de
ensaios. A norma descreve como eles devem ser realizados para a obtenção de resultados
confiáveis.Veja na ilustração um exemplo de medidor de energia:

A Norma NBR 8374 determina as condições para fazer a realização dos ensaios que avaliam a
eficiência e qualidade dos medidores de energia.
Já a Norma NBR 6394 indica o método a ser seguido, os instrumentos que devem ser usados
e as condições exigidas para verificação do grau de dureza dos materiais metálicos.

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Projetos Mecânicos 49

A Norma NBR 6156, por sua vez, determina o método de verificação a ser empregado para
avaliar a precisão das máquinas destinadas aos ensaios de tração e compressão.
Portanto, pode-se concluir que:

x Os produtos fabricados são submetidos a ensaios para verificar se as suas propriedades


estão de acordo com as especificações desejadas;

x As máquinas que realizam os ensaios também são testadas para se obter dados corretos
durante os testes;

x As normas orientam a fabricação dos produtos e os ensaios a que são submetidos para
garantir as condições de obtenção de qualidade e eficiência.
Observe na ilustração como fica a parte superior da primeira página de uma norma que passou
por todos os processos de normalização.

Periodicamente, as Normas devem ser examinadas. Em geral, esse exame deve ocorrer num
período de cinco em cinco anos.

¿Às vezes, o avanço tecnológico exige que certas Normas sejam revistas num prazo de tempo
menor. Quando necessário, as Normas devem ser revisadas, isto é, modificadas.

UTILIZAÇÃO DE NORMAS DE OUTROS PAÌSES

Frequentemente Industrias brasileiras e multinacionais adotam as normas norte-americanas


ASTM (para os teste de materiais), SAE (para os automóveis) e AISI (para o aço e ferro) para
especificação, classificação e ensaios de materiais.
Quanto à fabricação de máquinas e componentes mecânicos, so bastante difundidas no Brasil
as Normas DIN,da Alemanha.

A ABNT,além de elaborar normas, adota algumas internacionais.Exemplo disso são as normas


da série ISO 9000. As normas da série ISO 9000 são muito importantes, pois elas estabelecem

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50 Projetos Mecânicos

diretrizes e procedimentos para que as empresas possam garantir uma qualidade total de seus
produtos e serviços,obtendo, assim, condições de competir no exigente mercado internacional.

EXERCÍCIOS

Exercício Nº 01
Escreva a sigla da associação responsável pela elaboração das normas técnicas no Brasil.
x
x
Exercício Nº 02
Escreva em cada uma das linhas a denominação dos tipos de normas elaboradas pela ABNT.
x
x
x
x
x
x
x
Exercício Nº 03
Cite as normas norte-americanas que são usadas pela ABNT no Brasil.
x
x

Atuais objetivos da normalização


Pode -se dizer que a primeira fase da normalização, aconteceu por volta de 1900 até os anos
80, concentrou seus esforços na criação de normas que visavam à especificação e à definição
de produtos industriais, agrícolas e outros.Nessa fase, as normas incluíam itens como formas e
tamanhos de barras de aço, perfis e dimensões de parafusos, porcas, mancais e inúmeras
outras peças.Portanto, nesse período, a maior atenção da normalização voltava-se para a
padronização de peças utilizadas na construção de m·quinas e equipamentos.

Hoje, as normas, além dos produtos em si, abrangem um universo bem maior de temas. Esses
temas, chamados de teóricos, tratam de questões relativas a terminologias, glossários de
termos técnicos,símbolos,regulamentos de segurança, entre outros.

O aparecimento de normas específicas para temas dessa natureza é que caracteriza a


segunda fase da normalização.
Tanto no campo industrial quanto na relação entre fabricantes e consumidores,a Normalização
deve cumprir, hoje, objetivos relacionados a:
x Simplificação;
x Comunicação;
x Economia global;
x Segurança, saúde e proteção da vida;
x Proteção do consumidor e dos interesses da sociedade.
Veja a que se refere cada um desses objetivos. Sempre que possível, os exemplos estarão
relacionados às atividades da indústria mecânica.

SIMPLIFICAÇÃO

Um dos mais importantes objetivos da normalização é aquele que se refere à simplificação, ou


seja, à limitação e redução da fabricação de variedades desnecessárias de um produto.
A fabricação de parafusos e porcas constitui um exemplo clássico do emprego de normas para
simplificação dos processos de produção.

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Projetos Mecânicos 51

As normas permitem que os fabricantes de parafusos e porcas produzam um grande lote de


peças suficientemente iguais, em tamanho, forma e desempenho. Além disso,a padronização
possibilita que as peças sejam substituídas com maior facilidade e com a mesma eficiência.
Essa característica é denominada intercambiabilidade.
A Norma NBR 6215 é um exemplo de simplificação dos produtos pelo uso de uma Norma. Ela
fixa a terminologia a ser aplicada aos produtos siderúrgicos.
Por seu intermédio,fabricantes e consumidores utilizam uma linguagem comum para uma série
de termos técnicos.
Por exemplo:

x Arame : Produto maciço de seção circular ou outras, obtido por trefilação de fio máquina.
x Produto plano : Produto de seção transversal retangular constante, com largura maior que
duas vezes a espessura.
x Chapa : Produto plano de aço com largura superior a 500 mm, laminado a partir de placa.
x Bloco : Produto não plano, cuja seção transversal constante é quadrada e possui área
superior a 22.500 mm e relação entre largura e espessura superior a dois.
x Folha : Produto laminado a frio, plano, com espessura igual ou inferior a 0,30 mm e largura
superior a 500 mm.
x Placa : Produto plano com espessura superior a 80 mm, obtido por laminação de desbaste ou
lingotamento contínuo.
x Produto siderúrgico : Produto de ferro ou aço obtido por meio de lingotamento,moldagem,
laminação, forjamento, trefilação, extrusão, etc.
x Chapa fina : Produto cuja espessura È igual ou inferior a 5 mm e superior a 0,30 mm.
A utilização de uma linguagem comum evita confusões nos pedidos, nas especificações e
nos estoques.

COMUNICAÇÃO

A comunicação é fundamental em qualquer atividade do ser humano.Também nos meios


produtivos, a comunicação clara e objetiva é indispensável para evitar transtornos. Uma das
funções das normas é facilitar o processo de comunicação entre os fabricantes, fornecedores e
consumidores.

Vejamos o exemplo : Na fabricação de um motor para automóvel, o fabricante do motor utiliza


produtos fornecidos por outras indústrias.O bloco do motor,geralmente,é encomendado a uma
empresa especializada em fundição.
Essa encomenda, por sua vez,se baseia num conjunto de normas, tais como:

x Dimensões e tolerâncias;
x Composição química do material empregado na fabricação do bloco;
x Métodos de ensaio para avaliação do produto.

Como você pode perceber, a norma é o meio de comunicação que possibilita o atendimento
aos requisitos exigidos para a fabricação de determinado produto: no caso, um bloco de motor.

Para o usuário do automóvel, cujo motor foi fabricado de acordo com os padrões técnicos
estabelecidos, a norma representa maior segurança e confiabilidade no produto adquirido.

O comércio internacional é outro exemplo do emprego de normas como meio de comunicação,


principalmente nas negociações realizadas entre países de diferentes idiomas.

Por meio de normas, é possível estabelecer uma linguagem comum, usando símbolos e
códigos reconhecidos no mundo inteiro.Observe, no exemplo, um trecho da Norma ISO 1101
referente aos princípios da simbolização e indicação das tolerâncias de forma e de posição a
serem representadas em desenhos técnicos.

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52 Projetos Mecânicos

Os símbolos recomendados pela Norma ISO 1101, são reconhecidos e utilizados de forma
mundial, permitindo uma comunicação universal entre fabricantes e consumidores na aplicação
em desenhos técnicos.

Outro exemplo é relacionado a aplicação da simbologia de letras e gráficos recomendados de


forma internacional pela IEC, na área da eletricidade.
você já viu uma placa de identificação utilizada em motores elétricos?
Pois bem, ela representa mais um bom exemplo do uso da normalização como um elemento
facilitador da comunicação.

Desta forma, em qualquer país, os códigos IEC para motores elétricos possuem o significado,
facilitando a comunicação entre usuários.

ECONOMIA GLOBAL

A normalização, cada vez mais, se torna uma “ferramenta” imprescindível à indústria, para que
ela possa atingir os seus objetivos. Dificilmente um fabricante conseguirá exportar seu produto,
se não basear seu sistema produtivo em normas técnicas internacionais. Se, numa fase inicial,
a implantação de normas exige investimentos por parte do fabricante, certamente o retorno lhe
será garantido, pois racionalizam os procedimentos de produção e garantem produtos com
melhor nível de qualidade.
Um produto com melhor qualidade deixa o cliente satisfeito e, consequentemente, proporciona
maior confiabilidade do produto.

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Projetos Mecânicos 53

SEGURANÇA

Diversas normas têm por objetivo proteger a saúde e a vida humana.


São as chamadas normas de segurança. Tais normas estão à frente de projetos de novos
produtos, com o objetivo de dar segurança aos usuários. Exemplos disso são:

x Cinto de segurança para usuários de veículos automotores;


x Veículos automotores que não são acionados se o usuário não estiver usando o cinto
de forma correta;
x Capacete de segurança;
x Extintores de incêndio;
x Chuveiros elétricos com carcaça isolante;
x Fios elétricos envolvidos por camada isolante (anti-chama).

A Norma NBR 7532, por exemplo, padroniza as dimensões e as cores dos símbolos de
identificação de extintores de incêndio.

Veja no quadro um trecho da Norma NBR 7532 :

Os símbolos apresentados pela Norma NBR 7532 permitem ao usuário escolher corretamente
a classe de extintor para cada tipo de material em chamas. Além das Normas de segurança
específicas para determinados produtos, existe uma série de normas que determinam os
regulamentos contra incêndios,que devem ser seguidos na construção de edifícios.

INTERESSE DO CONSUMIDOR

No relacionamento fabricante-consumidor, o consumidor é a parte que mais se beneficia dos


produtos normalizados.
Quanto maior o número de normas implantadas para se fabricar um produto qualquer, maior a
qualidade do produto e, portanto, maior a confiança do consumidor.

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54 Projetos Mecânicos

O comércio internacional tem voltado sua atenção para o cliente. É cada vez maior, em todo
o mundo, o número de associações de proteção ao consumidor, que passou a ter um papel
decisivo na competição industrial.
Antes de comprar determinados produtos, os consumidores de vários países têm por hábito
verificar se o produto foi aprovado por alguma associação de normalização.Essa identificação é
possível, pois muitos produtos possuem na embalagem a marca ou logotipo que identifica se o
produto foi fabricado dentro dos padrões definidos por normas.
No Brasil, essa marca é cedida pelo INMETRO e é conhecida por marca de certificação de
conformidade . O INMETRO, por meio de laboratórios credenciados, supervisiona o controle de
qualidade dos produtos, antes que cheguem ao mercado consumidor.

Veja o exemplo a seguir.

A marca de conformidade é concedida ao produto desde que atenda aos requisitos técnicos,
exigidos pelas normas.

Produtos relacionados à segurança e à prevenção de incêndios têm recebido do INMETRO a


marca de certificação de conformidade. Essa marca garante o produto durante sua utilização,
em um prazo legal definido por norma específica.

Pelo que foi estudado nesta unidade, você deve ter percebido que o campo de aplicação das
normas é bastante amplo.
Em seu trabalho, provavelmente, você já as utiliza ou venha a utilizá-las.

A ABNT

A ABNT é aberta à toda a população. Seus endereços são:


x São Paulo - Rua Marquês de Itu, 88 - 4o andar
x Rio de Janeiro - Av. Treze de Maio, 13 - 28o andar
Você pode ser sócio da ABNT e receber normas atualizadas. Mesmo não sendo sócio, você
pode fazer consultas ou adquirir normas, comparecendo pessoalmente.

Exercício Nº 01
Na coluna da esquerda, estão descritos os objetivos da normalização e na coluna da direita,
estão sintetizados esses objetivos.Dentro de cada parênteses, escreva a letra que corresponde
ao objetivo descrito na coluna da esquerda.
Atenção, pois na coluna da direita, um dos parênteses dever· ficar vazio.

a) Reduzir variedades
de dimensões e padrões, ( ) Economia global
definir terminologia
comum e coerente para
facilitar a fabricação ( ) Segurança
e o uso dos produtos.

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Projetos Mecânicos 55

b) Padronizar termos técnicos, ( ) Interesse do consumidor


criando uma linguagem comum
para facilitar a relação entre
fabricantes, fornecedores ( ) Diversificação
e consumidores.
c) Obter produtos com qualidade,
custo reduzido, menor índice
de refugo, menor quantidade ( ) Simplificação
de itens em estoque.
d) Proteger a saúde, a vida humana
e o bem-estar da sociedade.
e) Garantir marca de conformidade, ( ) Comunicação
satisfação com a qualidade
e eficiência do produto.

Assinale com um (X) a única alternativa correta de cada questão, a seguir:

Exercício Nº 02

A norma ABNT garante a qualidade de alguns produtos destinados à segurança pessoal do


consumidor. Podemos reconhecer se um produto possui reconhecimento de qualidade por
parte da norma ABNT quando apresenta:

a) ( ) a data de fabricação.
b) ( ) a marca do fabricante.
c) ( ) a aprovação do SIF.
d) ( ) a marca de conformidade.

Exercício Nº 03

As normas internacionais permitem que vários países utilizem a sua terminologia,simbologia,


padrões e procedimentos comuns para avaliar e garantir a qualidade dos produtos que são
comercializados entre os diferentes países. As mais importantes associações internacionais
responsáveis pela elaboração de normas válidas para diversos países do mundo são:
a) ( ) ISO, ABNT.
b) ( ) ISO, IEC.
c) ( ) IEC, ABNT.
d) ( ) ABNT, DIN.

Gabaritos Normalização

A primeira fase da normalização.

1).- Normalização É o conjunto de critérios estabelecidos entre as partes interessadas de


comum acordo entre :

x Técnicos, engenheiros, fabricantes, consumidores e instituições,

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56 Projetos Mecânicos

x Para padronizar produtos, simplificar processos produtivos e garantir um produto confiável,


que atenda a suas necessidades.

2).- c
3).- a

Normalização no Brasil

1).- ABNT
2).- Procedimento,
Especificação
Padronização
Terminologia
Simbologia
Classificação
Método de ensaio

3).- ASTM, SAE, AISI

Atuais objetivos da normalização

1).- c)
d)
e)
()
a)
b)

2).- d
3).- b

...................... - ......................

CALCULANDO A DILATAÇÃO TÉRMICA


Existem muitas empresas que fabricam e montam seus conjuntos mecânicos. Neste tipo de
atividade, muitas vezes é necessário fazer encaixes com ajuste forçado, ou seja, encaixes em
que a medida do furo é menor do que a medida do eixo, como em sistemas de transmissão de
movimento.Vamos supor que você trabalhe em uma empresa como essa e que sua tarefa seja
montar conjuntos com esse tipo de ajuste. Como é possível conseguir um encaixe forçado sem
que as peças componentes do conjunto sejam danificadas?
Este é o problema que teremos de resolver nesta aula.

DILATAÇÃO TÈRMICA

Todo encaixe forçado não é nenhum milagre. Ele é apenas o resultado de uma aplicação de
conhecimentos de dilatação térmica.
Dilatação térmica é a mudança de dimensão, isto é, de tamanho, que todos os materiais têm
e apresentam quando submetidos ao aumento da temperatura.

Por causa da dilatação térmica as grandes estruturas de concreto, como os prédios, pontes e
viadutos, são construídas com pequenos vãos,ou folgas, entre as Lages,para que elas possam
se acomodar nos dias de muito calor.

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Projetos Mecânicos 57

Por que isso acontece?


Porque,com o aumento da temperatura,os átomos que formam toda a estrutura dos materiais
começam a se agitar mais e, por isso, ocupam mais espaço físico.

A dilatação térmica ocorre sempre em três dimensões: na direção do comprimento,da largura e


da altura.

Quando a dilatação se refere as essas três dimensões, ao mesmo tempo, ela é chamada de
dilatação volumétrica. Se apenas duas dimensões são consideradas, a dilatação é superficial.

Quando apenas uma das dimensões é considerada, ela é chamada de linear.Esta variação de
tamanho que os materiais apresentam quando aquecidos depende de uma constante
característica de cada material.
Essa constante é conhecida por coeficiente de dilatação térmica, representada pela letra grega
D.

Este é um dado que se obtém na tabela a seguir.

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58 Projetos Mecânicos

Mas você deve estar se perguntando: “Onde o encaixe forçado entra nisso?”.

É muito simples:

Vamos usar o fato de que os materiais em geral, e o aço em particular,mudam de dimensões


quando aquecidos, para realizar o ajuste forçado. Para isso,você aquece a peça fêmea,ou
seja,a que possui o furo (por exemplo, uma coroa), que se dilatará.
Enquanto a peça ainda está quente, você monta a coroa no eixo.

Quando a coroa esfriar, o ajuste forçado estará pronto.

O que você vai ter de saber,para fazer isso corretamente, é qual a temperatura adequada para
obter a dilatação necessária para a montagem do conjunto.

CÁLCULO DE DILATAÇÃO TÈRMICA

Para fins de cálculo, você deverá considerar apenas a dilatação linear,pois o que nos interessa
é apenas uma medida, que, nesse caso, é o diâmetro do furo.

Para o cálculo, você precisa aplicar a fórmula:

¨ L = D · Li · ¨t.
Onde :
¨L : É o aumento do comprimento;
D : É o coeficiente de dilatação linear;
Li : É a medida inicial e
¨t : É a variação da temperatura.

Voltemos, então, à empresa citada no início da aula. Vamos supor que você tenha de montar o
conjunto abaixo.

Coroa

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Projetos Mecânicos 59

Nesse conjunto, o diâmetro do furo da coroa deverá ser 0,05 mm menor do que o diâmetro
do eixo. Seu problema é descobrir a quantos graus a coroa deve ser aquecida para se obter o
encaixe com o aperto desejado.

Você já sabe que tem de aplicar a fórmula ¨L = D · Li · ¨t. Você sabe também que o elemento
que deverá ser aquecido é a coroa (que tem o furo).

O valor obtido para a variação de temperatura (¨t) é o valor que deverá ser acrescentado ou
somado à temperatura que a coroa tinha antes de ser aquecida. Essa temperatura é chamada
de temperatura ambiente.
Vamos supor que a temperatura ambiente seja 20º C.Primeiro, você analisa as medidas do
desenho.

A medida disponível é o diâmetro do eixo. Porém, a medida que você precisa para o cálculo
é o diâmetro do furo da coroa. Como o diâmetro do furo da coroa deve ser 0,05 mm menor do
que o diâmetro do eixo, a medida necessária é o diâmetro do eixo menos 0,05 mm, ou seja:

Li = 50 - 0,05 = 49,95 mm

Outro dado de que você precisa é o valor do coeficiente de dilatação para o aço. Este você
encontra na tabela que já apresentamos nesta aula. Esse valor é 0,000 012.

E, por último, você tem ¨L que é 0,05 mm.


Então, você monta a fórmula:

¨L
¨t = -----------
D x Li
Substituindo os elementos da fórmula pelos valores, você terá:

0,05
¨t = --------------------------
0,000012 ´ 49,95

0,05
¨t = --------------------------
0,0005994

¨ t = 83,4ºC
Assim, para obter o encaixe com ajuste forçado desse conjunto, você precisa aquecer a coroa
à temperatura de 83,4ºC mais 20ºC da temperatura ambiente.
Logo, a coroa deverá ser aquecida a 103,4ºC.

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60 Projetos Mecânicos

EXERCICIOS

Exercício Nº 01

Uma peça de aço de 250 mm de comprimento em temperatura ambiente (25ºC) foi aquecida a
500ºC.Qual foi o aumento do comprimento da peça após o aquecimento? Considere a variação
de temperatura (¨t = 500 - 25).

Solução: ¨L=? a= 0,000012


Li=250 ¨t=475 ¨L=0,000012 · 250 · 475
¨L=
Exercício Nº 02

Qual será o ¨L, em mm, de um eixo de aço de 2 m de comprimento,se ele sofrer uma variação
de temperatura (¨t) de 60°C?

Solução: ¨L= ? a= 0,000012 Li=2 m ¨t=60ºC ¨L=

Os exercícios a seguir têm a finalidade de desafiar você a mostrar que realmente aprendeu o
que acabamos de lhe ensinar. Faça-os com atenção e, em caso de dúvida, volte aos exemplos
da lição antes de prosseguir.

Exercício Nº 03

A que temperatura foi aquecida uma peça de alumínio de 300 mm de comprimento e que
sofreu um aumento de comprimento (DL) de 0,5 mm?

Temperatura ambiente = 26ºC.

Exercício Nº 04

Calcule quais serão as medidas indicadas no desenho abaixo, após o aquecimento(Dt=34,5°C)


da peça que será fabricada com alumínio.

------------ ..... -------------

FLUXOGRAMAS

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Projetos Mecânicos 61

Os fluxogramas são desenhos esquemáticos, sem escala, que mostra toda rede de tubulação
de uma determinada área e os seus diversos vasos, bombas e outros equipamentos aos quais
a rede está ligada.

Os fluxogramas têm apenas a finalidade de mostrar o funcionamento de um sistema, não se


destinando a nenhum efeito de fabricação, construção ou montagem.

Costumam ser feitos dois tipos gerais de fluxogramas:

1). FLUXOGRAMAS DE PROCESSO


( PROCESS FLOW-SHEET )

Os fluxogramas de processo são desenhos preparados pela equipe de processo,na fase inicial
de um projeto. Nesses desenhos deve estar figurado o seguinte:

x Equipamentos de caldeiraria importantes (tanques, torres, vasos, reatores, permutadores


de calor, fornos, etc.), com indicadores das características básicas, tais como tipo, dimensões
gerais, pressão e temperatura de operação, número de bandejas, carga térmica etc.

x Máquinas importantes ( bombas, torres, compressores, ejetores, etc. ), com indicação das
suas características básicas, tais como vazão, pressão e temperatura de operação etc.

xTubulações principais, com indicação do fluido contido e do sentido do fluxo.

x As principais válvulas de bloqueio, regulagem, controle, segurança e alívio ( indicadas por


suas convenções).

x Instrumentos principais indicados por suas convenções.

Em princípio, o que deve ser mostrado nesses fluxogramas são os elementos (equipamentos,
industriais, máquinas, tubulações, instrumentos, etc.), que façam parte, ou sejam essenciais,
aos circuitos principais do processo.

A quantidade e a extensão das informações contidas nesses desenhos variam muito de


acordo com a prática dos projetistas e a finalidade específica do fluxograma. É comum esses
desenhos mostrarem,para cada tubulação e cada equipamento, os seus respectivos valores da
pressão a da temperatura de operação, bem como as vazões das tubulações e os balanços de
massa e de energia da instalação.

2.- FLUXOGRAMAS MECÂNICOS OU DE DETALHAMENTO.


(ENGINEERING FLOW-SHEETS)

x Esses desenhos são também preparados pela equipe de processo, em fase mais adiantada
do projeto, com a colaboração da equipe de projeto mecânico. São os desenhos básicos a
partir dos quais será feito todo o desenvolvimento do projeto de tubulações.

a) Todos os equipamentos de caldeiraria, com suas respectivas identificações e características


básicas, inclusive os equipamentos pequenos e simples ( filtros, separadores, etc.), desde que
tenham alguma função no sistema.

b) Todas as máquinas, com as suas identificações e características básicas, ainda que sejam,
pequenas e simples.Todos esses elementos devem ser mostrados individualmente,um por um,
por meio de identificação e de convenções de desenhos, mesmo quando forem equipamentos
de reserva, ou vários iguais entre si.
Ë necessário que seja indicada também qualquer exigência de serviço que haja com relação à
localização dos equipamentos,como por exemplo:equipamentos que devam ficar em elevações
diferentes (com indicação da diferença de elevação requerida) etc.

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62 Projetos Mecânicos

c) Todas as tubulações, inclusive secundárias e auxiliares, com indicação do diâmetro, sentido


de fluxo, identificação completa, bem como condições ou exigências especiais de serviço, se
houverem; entre essas condições e exigências mais freqüentes podemos citar:

x Tubulações com declividade constante.

x Tubulações com fluxo por gravidade ou por termossifão.

x Tubulações sem pontos altos ou sem pontos baixos.

x Tubulações com traçado retilíneo obrigatório.

x Tubulações com mínimo de perdas de carga.

x Tubulações com arranjos simétricos ou com arranjos não


usuais obrigatórios.

x Tubulações para fluidos com duas fases presentes.

x Tubulações sujeitas a vibrações ou a ruídos.

Para as tubulações que tiverem fluxo por gravidade ou por termos sifão deve ser indicada a
diferença de elevações necessária entre os pontos extremos.

d) Todas as válvulas colocadas nas respectivas linhas e com indicação do tipo geral (bloqueio,
regulagem, de controle, segurança, etc.) por meio de convenções.

Devem constar também no fluxograma todos os acessórios especiais ( purgadores de vapor,


filtros, raquetas, figuras “8” etc.) que sejam necessários por motivo de processo.

e) Todos os instrumentos (geralmente de acordo com as convenções do I.S.A.) com indicação


de tipo, identificação, tamanho, arranjos respectivos de válvulas, tubo de contorno, inclusive os
flanges de orifício,etc.

Devem também figurar as linhas de ar comprimido de comando das válvulas de controle com
as respectivas ligações.

Muitos projetistas fazem ainda um terceiro tipo de fluxograma, denominado de “fluxograma de


tubulação e instrumentação” ( Piping & Instrumentation Flow - Sheet - P&I Flow -Sheet), que é
intermediário entre os dois tipos que acabamos de ver.

Nestes fluxogramas devem aparecer todos os elementos existentes na instalação ( vasos,


equipamentos, tubulações, instrumentos etc.), como descritos para os fluxogramas mecânicos,
não contendo entretanto nem o diâmetro dos tubos nem as siglas de identificação de todos os
elementos.

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Projetos Mecânicos 63

CONVENÇÕES DE FLUXOGRAMA.

Com relação aos vasos e equipamentos industriais, as características que devem aparecer nos
fluxogramas são apenas as que interessam ao processo.

Na maioria dos casos, por exemplo, para um tanque, figurará apenas o volume, para uma torre
deverão constar o diâmetro, a altura, o número de bandejas e a posição dos bocais, para uma
bomba teremos a vazão e a altura manométrica e, assim por diante.

Para todos os tipos usuais de vasos, equipamentos industriais , as válvulas, instrumentos etc.,
existem convenções de desenho que devem ser sempre obedecidas; A Figura Nº 01 mostra
algumas dessas convenções.

Nas plantas de tubulação devem figurar as elevações de todos os tubos (geralmente elevações
de fundo,a menos que seja indicado em contrário ), as distâncias entre tubos paralelos,e todas
as cotas dos pontos de mudanças de direção dos tubos.

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64 Projetos Mecânicos

CONVENÇÕES DE PLANTAS

FIGURA Nº 01

Além de todos os tubos com suas válvulas e acessórios, esses desenhos devem também
mostrar o seguinte:

x Linhas principais de referência (com suas coordenadas) tais como: limites de áreas, limites
dos desenhos,linhas de centro de ruas,contornos de ruas, valas de drenagem, diques, edifícios
e demais construções, bases de concreto etc.

x Todos os suportes de tubulação, com numeração, indicação convencional do tipo, posição e


elevação cotadas,inclusive as colunas das estruturas de apoio de tubos elevados,indicadas por
sua numeração.

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Projetos Mecânicos 65

x Todos os vasos, equipamentos e máquinas ligados à rede de tubulações, com desenho do


seu contorno, com identificação, e com posição e elevação cotadas da linha de centro e dos
bocais de onde são conectadas as tubulações.

x Plataformas e escadas de acesso, com posição, dimensões, e elevação cotadas.

x Todos os instrumentos, com identificação, indicação convencional e posição aproximada.

Os conjuntos constituídos pelas válvulas de controle e respectivas tubulações de contorno


e válvulas de bloqueio e de regulagem são representados nas plantas simplesmente por um
pequeno retângulo com a sua identificação da válvula de controle,de acordo com as siglas
I.S.A.

A Figura Nº 02 é um trecho de uma planta de tubulação mostrando o emprego da maioria das


convenções da Figura Nº01 e também as diversas informações,acima relacionadas,que devem
constar nas plantas.

As diversas folhas de plantas de tubulação devem limitar - se entre si formando um mosaico


contínuo cobrindo toda área abrangida pela rede de tubulações.

Os limites das folhas devem ser os mesmos das plantas de locação geral, entretanto, com as
plantas de tubulação costumam ser feitas em escala maior, a cada planta de locação geral
correspondem várias folhas de plantas de tubulação.

No exemplo das convenções dos fluxogramas cada folha de planta de tubulação é a quarta
parte da área abrangida pela planta de locação geral.

Os limites dos desenhos são em geral os limites do terreno, linhas de centro de ruas e diques,
limites de áreas de processamento, armazenagem e manuseio etc.

Dentro das áreas de processamento, os limites entre as folhas costumam ser as linhas das
fileiras de colunas de suporte das tubulações, como o limite mostrado nas convenções dos
fluxogramas.

Em todas as folhas de desenho deve haver sempre indicação da orientação (Norte de projeto);
nos limites de cada folha deve haver, também, a indicação das coordenadas e dos números
das outras folhas de desenho que sejam continuação para qualquer lado.

Em áreas congestionadas em que se tenham muitos tubos em mais de uma elevação, fazem-
se, para maior clareza, tantos desenhos da mesma área quantos forem necessários,mostrando
cada um as tubulações que correm entre dois planos horizontais.

Suponhamos que para uma certa área sejam feitos três desenhos: um designado como sendo
“nível do solo”, outro designado como na “elevação 4m” e outro na “elevação 8m”.

O desenho do nível do solo mostrará todas as tubulações desde a elevação 4m até o nível do
solo, olhando-se de cima para baixo;

O desenho na elevação 4m mostrará as tubulações entre as elevações 8m e 4m, olhando-se


também de cima para baixo, e

O desenho na elevação 8 m mostrará as tubulações existentes acima da elevação 8 metros e


assim por diante para qualquer outro caso.

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66 Projetos Mecânicos

Observação: Nesta figura foram omitidas várias cotas, elevações, identificação de tubulações,
suportes, etc por motivo de simplificação.

Figura Nº 02 - Emprego das convenções de plantas.

Nos exemplos das Figuras Nº 01 a área entre as colunas de suporte dos tubulações elevadas
(na parte inferior dos desenhos) está repetida em duas elevações, uma designada como “nível
do solo” e outra como “elevação 3,50m”.
Os tubos verticais que passam, do desenho em uma elevação para o desenho em outra
elevação,são representados como saindo do desenho, para baixo ou para cima, com as
convenções mostradas na Figura Nº 02.

Em sistemas complexos, quando necessário para maior clareza, são feitos também cortes, que
são projeções verticais das tubulações.

Pode haver também necessidade de se desenhar, em escala maior, detalhes em planta ou


em corte de determinados trechos mais congestionados. Tanto os cortes como os detalhes,
são também desenhados em escala e com as mesmas indicações e convenções das plantas.

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Projetos Mecânicos 67

Para facilitar a montagem, na margem de cada folha de planta de tubulação, costuma-se


colocar uma lista-resumo de todos os suportes que aparecem na referida folha.

Essa lista indica, para cada tipo de suporte a respectiva quantidade e o desenho de detalhe de
referência.

Figura Nº 03 - Planta de tubulações de interligação.

Em cada folha de planta de tubulação devem figurar ainda, em local conveniente, os números
de todos os desenhos de referência relativos à planta, tais como a planta de uma locação geral
o fluxograma, as demais plantas da mesma área em outras elevações(se houverem) detalhes
típicos, detalhes de suportes etc.

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68 Projetos Mecânicos

DESENHOS ISOMÉTRICOS

Os isométricos são desenhos feitos em perspectiva isométrica, sem escala; faz-se geralmente
um desenho para cada tubulação individual ou grupo de tubulações próximas.
No caso de uma tubulação muito longa pode ser necessário subdividir a tubulação por vários
desenhos isométricos sucessivos. Nunca se deve figurar em um mesmo desenho isométrico
duas tubulações de áreas diferentes.

Figura Nº 04 a
As Figuras Nº 04 a, Nº 04 b e Nº 04 c são exemplos de desenhos isométricos.
Como pode ser observado, a Figura Nº 04 a representa uma das tubulações que aparece na
planta geral. As Figuras Nº 04 b e Nº 04 c, representam tubulações que aparecem na planta
geral.

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Projetos Mecânicos 69

Note-se também que a tubulação mostrada no isométrico da Figura Nº 04 a é a continuação


de uma das tubulações do isométrico da Figura Nº 04 b.

Figura Nº 04 b

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70 Projetos Mecânicos

Figura Nº 04 c

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Projetos Mecânicos 71

O mesmo sistema de tubulações mostrado em três representações.


Figura Nº 05

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72 Projetos Mecânicos

Para um melhor entendimento da representação em isométricos, a Figura Nº 05 a mostra o


mesmo sistema de tubulação desenhada em planta, em projeção vertical e em isométrico.

Nos desenhos isométricos, os tubos verticais são representados por traços verticais e os
tubos horizontais, nas direções ortogonais de projeto, são representados por traços inclinados
com ângulo de 30qsobre a horizontal para a direita ou para a esquerda.

Os tubos fora de qualquer uma das três direções ortogonais são representadas por traços
inclinados com ângulos diferentes de 30q, deve ser indicado no desenho o ângulo verdadeiro
de inclinação do tubo com uma qualquer das três direções ortogonais de projeto. Para facilitar
o entendimento,costuma-se desenhar em traços finos(como linhas de chamada) paralelograma
ou prisma do qual a direção inclinada do tubo seja uma diagonal. Os tubos curvados e as
curvas nos tubos são representados por curvas em perspectiva, devendo sempre ser indicado
o raio verdadeiro de curvatura da linha de centro do tubo. Todos os tubos, qualquer que seja o
diâmetro, são representados por um traço único, na posição da sua linha de centro.Nos
desenhos isométricos devem aparecer obrigatoriamente,todas as válvulas e todos os
acessórios de tubulação (flanges,Tês, joelhos, reduções, colares, luvas, uniões etc.),mostrados
individualmente, bem como a localização de todas as emendas (soldadas,rosqueadas etc.) dos
tubos e dos acessórios.As válvulas são usualmente designadas por siglas convencionais como
as exemplificadas 3”VGA, 3”VRE etc., nos isométricos das Figuras Nº 04 a, Nº 04 b e Nº 04 c.
Os vasos, tanques, bombas, e demais equipamentos e máquinas conectados às tubulações,
aparecem indicados apenas pela sua identificação, posição de linha de centro e pelos bocais
de ligação com as tubulações. É através dos desenhos isométricos que se faz o levantamento
dos materiais necessários para a construção das tubulações, por essa razão, nesses desenhos
devem figurar detalhadamente todos os materiais,um a um, ainda que sejam peças pequenas
ou pouco importantes, tais como válvulas de dreno e de respiro (com respectivas luvas, niples
e bujões), luvas para instrumentos, tomadas para retirada de amostras, etc.
Os conjuntos formados pelas válvulas de controle e suas respectivas tubulações de contorno e
válvulas de bloqueio e de regulagem também são mostrados peça por peça, como o exemplo
da TRCV 301 na Figura Nº 04 c. Observa-se também a representação detalhada da inclinação
dos purgadores de vapor PV - 1 e PV-2 na Figuras Nº 04 b.
Os desenhos isométricos devem conter todas as cotas e dimensões necessárias para a
fabricação e montagem das tubulações tais como: dimensões dos trechos retos de tubo,
ângulos, raios de curvatura, elevações de todos os tubos, localização e orientação de todos os
bocais de vasos e equipamentos, posição das hastes e volantes das válvulas etc.
As elevações dos tubos, a menos que esteja expressamente indicado em contrário, costumam
ser referidas à linha de centro dos mesmos.
Qualquer tubo que passe de uma folha de isométrico para outra,é representado como sendo
interrompido, devendo haver sempre indicação do número da outra folha de isométrico na qual
o mesmo continue, como se pode observar em diversos lugares nas Figuras Nº 04 a, Nº 04 b e
Nº 04 c.

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Projetos Mecânicos 73

Convenções de isométricos.
Figura Nº 05

Todos os tubos devem ser designados por sua identificação completa, tal como nas plantas de
tubulação. Os diversos tipos usuais de válvulas e de acessórios, têm convenções especiais de
desenho, que devem ser obedecidas, como mostra a Figura Nº 05.
Costuma - se fazer em cada folha de isométrico, uma lista dos materiais necessários para as
tubulações representadas na mesma. Cada folha de desenho deve ter também a relação das
tubulações que figuram na referida folha, com indicação da temperatura e pressão de projeto,
pressão de teste hidrostático, e do tipo de isolamento térmico e de sistema de aquecimento,se
houverem. Nos exemplos das Figuras Nº 04 a,b, e c, não estão mostradas estas listas.
Em todos os desenhos deve haver sempre a indicação da orientação ( Norte de projeto ) para
se poder obter a localização dos tubos no terreno.
A numeração dos desenhos isométricos deve ser feita em combinação com a numeração das
plantas,de maneira que seja fácil identificar-se em que planta está representada uma linha que
aparece em determinado isométrico e vice-versa.
Por exemplo:
A planta Nq31 corresponderá a série de isométricos começada pelo Nq3.101;

A planta Nq32 corresponderá a série de isométricos começada pelo Nq3.201; e assim por
diante, como mostra os exemplos das Figuras Nº 03 e Nº 04.Geralmente todas as tubulações
desenhadas em um isométrico estão contidas em uma mesma planta.

Todos os pontos em que, as tubulações passam de uma folha de planta para outra,devem ser
assinalados nos isométricos, com indicação dos números correspondentes das plantas, como
também mostra os desenhos das Figuras Nº 04 a, b e c.

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74 Projetos Mecânicos

É usual fazer - se, para cada planta de tubulação, uma lista resumo contendo os números de
todos os isométricos referentes a essa planta e os números das tubulações representadas em
cada isométrico.
Não se fazem desenhos isométricos para tubulações subterrâneas, e geralmente também
não se fazem para tubulações longas, fora de áreas de processamento,onde a maior parte dos
trechos seja reta. Alguns projetistas costumam sempre acrescentar nos desenhos isométricos
os suportes de tubulação, indicados pelas suas posições cotadas e suas convenções. Embora
essa prática não seja generalizada, a marcação dos suportes nos desenhos isométricos traz
evidentes vantagens para a montagem.

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Anotações
Jaime Plasser.

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