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Digestão Humana: Processo e Estrutura

1) O documento descreve o sistema digestivo humano, começando pela boca e terminando no ânus. 2) Na boca, os dentes mastigam o alimento e a língua o mistura com a saliva, iniciando a digestão do amido. 3) O alimento passa pela faringe e esôfago até chegar ao estômago, onde é armazenado e sofre digestão química pelo suco gástrico.
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Digestão Humana: Processo e Estrutura

1) O documento descreve o sistema digestivo humano, começando pela boca e terminando no ânus. 2) Na boca, os dentes mastigam o alimento e a língua o mistura com a saliva, iniciando a digestão do amido. 3) O alimento passa pela faringe e esôfago até chegar ao estômago, onde é armazenado e sofre digestão química pelo suco gástrico.
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Biologia A

MÓDULO 4 | Digestão Humana


caninos (furam e rasgam carne); oito pré-molares e
Sistema digestório doze molares (trituram cereais, folhas e a comida em
O sistema digestório se inicia na boca e segue pela geral).
faringe, pelo esôfago, estômago, intestinos delgado e
A língua – órgão de grande mobilidade e com
grosso, terminando no ânus. O processo da digestão co-
corpúsculos sensoriais que captam o sabor – mani-
meça já na boca, onde há dentes, língua e glândulas sa-
pula o alimento e o mistura à saliva. O piercing (colo-
livares anexas. O intestino delgado recebe as substân-
cação de joias perfurantes no corpo) na língua ou
cias secretadas pelo fígado e pelo pâncreas .
nos lábios aumenta o risco de inflamações, infec-
ções e lesões.
Da boca ao estômago Os dentes (com a língua) realizam a digestão me-
Com os dentes, nós cortamos e trituramos o ali- cânica, ou seja, a transformação do alimento em pe-
mento. Esse processo faz com que aumente a superfí- daços menores. As enzimas digestivas realizam a di-
cie de contato dos nutrientes com as enzimas digesti- gestão química, isto é, a transformação das molécu-
vas, aumentando a velocidade da digestão. las do alimento em outras capazes de serem absorvi-
No adulto, a dentição é formada por 32 dentes: oito das pelo intestino delgado, passarem para o sangue
incisivos (cortam pedaços de frutas e legumes); quatro e entrarem na célula.

O sistema digestório (figura sem escala; cores fantasia). A segunda ilustração mostra parte do sistema digestório e do
esqueleto, vasos sanguíneos, nervos e pulmões (atrás das costelas).

Biologia 01 FA - M4
O cheiro e o sabor dos alimentos, captados pelas
incisivos
terminações nervosas do nariz e da língua, estimu-
canino gengiva
lam a maior produção de saliva. Não é à toa, portan-
língua to, que dizemos “fiquei com água na boca”. Uma pes-
pré-molares
soa produz cerca de 1 L de saliva por dia pelos três
molares pares de glândulas salivares: as parótidas (para = ao
lado; otós = ouvido), as submaxilares (sub = abaixo
de) e as sublinguais.
Após a mastigação, o alimento é engolido e passa
molares
para a faringe e, depois, para o esôfago. Nesse mo-
pré-molares mento, a epiglote (epi = sobre; glottis = lingueta) fe-
canino cha automaticamente a entrada da laringe (glote) e
incisivos impede que o alimento siga pelo sistema respiratório
Dentes permanentes no ser humano Logo depois da deglutição, a epiglote
eleva-se de modo que o ar possa entrar pela laringe.
Quando há descontrole dos reflexos que fecham a la-
esmalte ringe, nós engasgamos, mas um novo reflexo provoca
tosse e ajuda a desobstruir o sistema respiratório.

gengiva

polpa (contém
nervos e vasos que
alimento
nutrem o dente)
língua
faringe

dentina (tecido epiglote


semelhante ao
osso)

mandíbula (osso
que sustenta o
dente)

Dentição humana de um adulto e estrutura de um


dente (os elementos da ilustração não estão na mesma escala. traqueia esôfago
Cores fantasia). (sistema respiratório) (sistema digestório)

Além de proteger a boca contra as bactérias e


umedecer sua mucosa, a saliva lubrifica e dilui o ali-
mento, o que facilita a mastigação, a gustação e a de-
glutição. A saliva contém a enzima amilase salivar
(amylon = farinha; ase = designa enzima) ou ptialina
(ptyal = saliva; ina = natureza de), que inicia a diges-
tão do amido e do glicogênio em maltose. A ptialina
age no pH neutro da boca, mas é inibida ao chegar ao
estômago por causa da acidez do suco gástrico.
Algumas enzimas são mais ativas em certos índices
a epiglote abaixa e fecha
de pH do que em outros. A atividade enzimática foi a entrada para a traqueia
estudada no volume 1 desta coleção e é vista também
em Química. Há um pH chamado ótimo, no qual a Observe como a epiglote cobre a abertura do
sistema respiratório quando o alimento é engolido. A faringe
distribuição de cargas elétricas na enzima é a ideal tem cerca de 15 cm de comprimento (os elementos da
para sua atividade. ilustração não estão na mesma escala. Cores fantasia).

Biologia 02 FA - M4
Do esôfago (cerca de 25 cm de comprimento) até o Entre o estômago e o início do intestino delgado
estômago, o alimento é ativamente transportado por há um músculo que funciona como uma válvula, o pi-
contrações musculares – as contrações ou movimentos loro. Essa válvula controla a passagem do alimento
peristálticos ou a peristalse . para o intestino.

Modificações do alimento
esôfago no intestino delgado
cárdia
A maior parte da digestão e da absorção do ali-
mento ocorre no intestino delgado, um tubo com cer-
estômago Contrações ca de 2,5 centímetros de diâmetro e 6,5 metros de
peristálticas empurram o comprimento, que pode ser dividido em três partes: o
alimento ao longo do tubo
duodeno, com cerca de 25 cm de comprimento (duo-
digestório (os elementos da
ilustração não estão na deno, em latim, significa ‘doze dedos’; o comprimento
piloro
mesma escala. Cores fantasia). do duodeno é aproximadamente igual à largura de
doze dedos), o jejuno (jejunu = que está em jejum) e o
O estômago é uma região dilatada e musculosa do
íleo (ileum = enrolado). No seu interior realiza-se a
canal alimentar, com capacidade de cerca de um litro.
principal parte da digestão e da absorção do alimento
Na sua entrada e na sua saída há dois esfíncteres, a
pelo organismo.
cárdia e o piloro, respectivamente, cuja função é con-
No duodeno são lançadas as secreções do fígado e
trolar o volume de alimento que entra ou sai do órgão.
do pâncreas, também controladas por mensagens ner-
No estômago, o alimento armazenado sofre a ação do
vosas e hormônios . Quando entra em con-
suco gástrico, que contém ácido clorídrico, responsável
tato com a parede intestinal, o quimo estimula a pro-
pela extrema acidez nessa cavidade (pH em torno de
dução de secretina. Esse hormônio estimula o pâncreas
2). Esse ácido facilita a ação das enzimas do suco gás-
a secretar bicarbonato de sódio, substância básica que
trico, desnatura proteínas, facilitando sua digestão e
neutraliza a acidez do quimo. Outro hormônio é a cole-
destrói várias bactérias. Um muco secretado pelo estô-
cistocinina, que estimula a secreção da bile, pela vesí-
mago protege suas paredes da ação do suco gástrico.
cula biliar, e das enzimas do suco pancreático.
A imagem de um alimento ou a percepção de seu
odor podem estimular a secreção gástrica. Além de
um estímulo nervoso, há um controle hormonal: o ducto que leva a fígado
estômago
contato do alimento com a parte final do estômago bile ao intestino
ativa suas células a produzirem gastrina (gaster = es-
tômago; ina = natureza de), que, lançada no sangue,
passa a estimular a secreção de suco gástrico.
A principal enzima do suco gástrico é a pepsina
(pepsis = digestão; ina = natureza de), uma protease
(digere proteínas) produzida na forma inativa de pep-
sinogênio (genaîo = gerar). Pela ação do ácido clorídri-
co, o pepsinogênio transforma-se em pepsina e co-
meça a quebrar as ligações químicas entre certos
aminoácidos. Com isso, a proteína é fragmentada em
polipeptídios de tamanhos variados. vesícula biliar
ducto do
pâncreas
O alimento permanece no estômago de 2 a 4 ho-
ras, e forma-se uma massa ácida branca e pastosa: o pâncreas (atrás
do estômago) intestino delgado
quimo (chymos = papa, mingau). Parte da água e dos
sais, o álcool e alguns medicamentos, como a aspiri- A vesícula biliar e o pâncreas (cerca de 15 cm de
na, são absorvidos no estômago. O restante do bolo comprimento) lançam bile, produzida no fígado (cerca de 20
cm de largura, 17 cm de altura e 11 cm de espessura), com
alimentar passa para o intestino delgado, no qual enzimas digestivas no intestino delgado (os elementos da
ocorre a maior parte da absorção do alimento. ilustração não estão na mesma escala. Cores fantasia).

Biologia 03 FA - M4
O suco pancreático é alcalino (pH entre 7,5 e 8,8), Detergentes possuem uma extremidade apolar,
pois contém água e bicarbonato de sódio. Nele há formada por moléculas apolares; e outra polar, for-
também as enzimas tripsina (thrípsis = desmanchar) mada por moléculas polares. Enquanto a parte apolar
e quimiotripsina, que quebram os fragmentos de pro- tem afinidade pela gordura, a parte polar tem afini-
teína produzidos pela pepsina. Essas duas enzimas dade pela água, promovendo assim uma “ponte” en-
são produzidas em formas inativas: o tripsinogênio e tre as moléculas de gordura e a água. A ação dos de-
o quimiotripsinogênio. O primeiro se transforma em tergentes, bem como as características das moléculas,
tripsina pela ação da enteroquinase (énteron = intes- são estudadas com mais detalhes em Química.
tino; kin = o que agita), uma enzima produzida no
duodeno. O quimiotripsinogênio é ativado pela ação
da tripsina formada.
Fim da digestão e
O pâncreas produz ainda: a amilase pancreática, absorção dos nutrientes
que completa a ação da amilase salivar; as nucleases A digestão termina na parte mais longa do intesti-
(desoxirribonucleases e ribonucleases), que fragmen- no delgado, formada pelo jejuno e pelo íleo. Essas por-
tam ácidos nucleicos em nucleotídeos; a carboxipep- ções do intestino produzem o suco intestinal, com-
tidase (produzida em forma inativa), que quebra mais posto pelas enzimas responsáveis pelas etapas finais
algumas ligações dos peptídios; uma lipase, que di- da digestão: maltase, que hidrolisa a maltose em gli-
gere as gorduras (triglicerídios) em ácidos graxos, gli- cose; sacarase, que transforma a sacarose em glicose
cerol e monoglicerídios. e frutose; lactase, que quebra a lactose em glicose e
A bile, produzida no fígado, é armazenada na vesí- galactose; aminopeptidases, dipeptidases e tripep-
cula biliar e lançada no intestino; ela contém sais bi- tidases, que hidrolisam os polipeptídios em ami-
liares que atuam como detergentes, transformando noácidos; lipase, em pequena quantidade; nucleosi-
as gorduras em minúsculas gotículas que se mistu- dases e nucleotidases, que atacam nucleosídeos e
ram com a água e formam uma emulsão. Isso facilita nucleotídeos.
a ação da lipase, pois a ação detergente aumenta a Após a digestão, o alimento transforma-se em um
superfície de contato dos lipídios com essa enzima. líquido branco: o quilo (chylos = suco). Os monossaca-

vilosidades

capilares

microvilosidades

Alex Luen
go/Shutte
rstock/G
low Images

vasos linfáticos
músculos

O grande número de dobras na parede do intestino (10 a 40 vilosidades por milímetro quadrado) e em suas células
(microvilosidades) aumenta a área de absorção do alimento (os elementos da ilustração não estão na mesma escala; as células
são microscópicas; cores fantasia).

Biologia 04 FA - M4
rídeos, como a glicose e a frutose, bem como os ami-
noácidos, passam pela parede intestinal e são absor- Problemas no
vidos por capilares sanguíneos de onde seguem para
o fígado. Daí vão, pelo sangue, para o resto do corpo.
sistema digestório
Na parede do intestino há dobras ou pregas que faci-
litam esse trabalho de absorção. Outras dobras mi- Úlcera péptica
croscópicas – as vilosidades (villos = peludo) – au- Normalmente, o revestimento do estômago e o do
mentam ainda mais a superfície de absorção do ali- duodeno são protegidos contra o ácido clorídrico por um
mento. Além disso, cada célula possui pequenas pro- muco. Em certos casos, porém, essa defesa pode falhar e
jeções, as microvilosidades. forma-se uma lesão: é a úlcera péptica, que pode ser
As gorduras agrupam-se no interior das células in- provocada, entre outras causas, por certos medicamen-
testinais em pequenas gotículas, que serão absorvidas tos e por um tipo de bactéria (Helicobacter pylori). Os
pelos vasos linfáticos das vilosidades e lançadas, com a sintomas mais frequentes são dor com queimação na
água que escapa dos capilares sanguíneos, nas veias. parte superior do abdome, azia e náuseas. O tratamento
Depois de passar de 3 a 10 horas no intestino del- é feito com medicamentos que diminuem a secreção
gado, o que resta do alimento chega ao intestino ácida, protegem a mucosa e combatem aquela bactéria.
grosso. Com cerca de 6,5 centímetros de diâmetro e
1,5 metro de comprimento, ele é mais largo e mais
curto que o intestino delgado. Hepatite e cirrose
A parte inicial do intestino grosso tem a forma de O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e a
uma bolsa e é onde se abre o intestino delgado. Essa ação de substâncias químicas ou de alguns tipos de
porção inicial é chamada ceco e é onde está localiza- vírus provocam hepatite. Esta pode levar à cirrose he-
do o apêndice vermiforme ou cecal. A parte interme- pática, ou seja, à destruição de parte do tecido do fíga-
diária do intestino grosso é chamada de colo ou có- do, que pode progredir até o órgão deixar de realizar
lon. O colo se divide em ascendente, transverso, des- sua função e provocar a morte da pessoa. Se a causa
cendente e sigmoide (parte final, em forma de S). A da cirrose for o álcool, a pessoa tem de parar de beber.
parte final, que se abre no ânus, é chamada reto. Em certos casos, pode-se recorrer ao transplante
Nos animais herbívoros o ceco é bem desenvolvido de fígado, substituindo o fígado doente por outro, ge-
e funciona como um reservatório no qual ocorre parte ralmente retirado de doadores com morte cerebral,
da digestão. Em muitos animais herbívoros, o apêndice ou por um fragmento de fígado de um doador vivo,
vermiforme é maior e ajuda na digestão da celulose. No visto que esse órgão possui boa capacidade de rege-
ser humano ele não exerce essa função, mas possui um neração. No entanto, a cirurgia é complexa e sempre
tecido linfático (presente em outros órgãos do corpo), há algum risco de rejeição ou outros problemas.
responsável pela produção de células de defesa do or-
ganismo. A apendicite é uma inflamação desse órgão,
e, em geral, é feita logo uma cirurgia para sua retirada,
Cálculos biliares
pois há risco de que se rompa e dissemine a infecção. As substâncias que fazem parte da bile podem se
O colo é a parte maior, na qual ocorre a absorção cristalizar e formar os cálculos biliares. Eles podem
da água e dos sais minerais não absorvidos pelo in- obstruir as vias biliares e impedir a liberação da bile.
testino delgado. Nele há também bactérias que fa- Como tratamento podem ser usados medicamentos
zem parte da microbiota intestinal (também chama- que dissolvem os cálculos ou cirurgia para remover a
da de flora intestinal). Esses microrganismos partici- vesícula biliar. A bile continua a ser produzida no fíga-
pam da formação das fezes e da produção de vitami- do e é lançada diretamente no intestino.
nas do complexo B e vitamina K. As fezes, formadas Na cirrose, na hepatite e quando o canal da vesí-
por água e restos não digeridos (como a celulose), são cula biliar fica bloqueado por um material sólido,
eliminadas pelo reto, tubo musculoso com abertura como um cálculo biliar, um pigmento da bile chama-
para o exterior do organismo através do ânus. do bilirrubina é lançado no sangue e não no intestino.
O tempo total da digestão — da deglutição à eli- Assim, a pele e a esclera (ou esclerótica, a parte bran-
minação das fezes — é de 12 a 24 horas. ca do olho) ficam amareladas, caracterizando a icterí-

Biologia 05 FA - M4
cia (íkteros = amarelo-esverdeado). .
No entanto, a icterícia pode ter várias outras causas e
precisa ser investigada pelo médico.

Esclera amarelada do olho por deposição de


bilirrubina (não esqueça: somente um médico pode fazer um
diagnóstico correto do problema).

Constipação
O alimento leva em geral de 10 a 14 horas para pas-
sar pelo intestino grosso, impulsionado pelas contra-
ções ou movimentos peristálticos. A constipação ou
prisão de ventre ocorre quando os movimentos peris-
tálticos do intestino são muito lentos e fracos. Com isso,
os resíduos permanecem muito tempo no intestino e
há grande reabsorção de água, com formação de fezes
secas e endurecidas. Isso favorece o aparecimento de
algumas doenças intestinais. O esforço feito para eva-
cuar pode, por exemplo, dilatar algumas veias do reto e
do ânus, formando hemorroidas, que podem se romper
e sangrar durante a evacuação.
Uma das causas desse quadro é uma dieta com
poucos alimentos ricos em fibras. Contudo, a prisão
de ventre é um sintoma que pode ter várias causas.
Por isso não tome medicamentos para forçar a evacua-
ção (chamados laxantes) sem consultar o médico. O
uso prolongado desses produtos pode causar perda
de sais minerais e até piorar o problema.

Biologia 06 FA - M4
EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Na parede do intestino delgado há de 10 a 40 vilosidades 8. (Enem) Arroz e feijão formam um “par perfeito”, pois
por milímetro quadrado. Por que esse grande número fornecem energia, aminoácidos e diversos nutrientes. O
de vilosidades é importante? que falta em um deles pode ser encontrado no outro.
Por exemplo, o arroz é pobre no aminoácido lisina, que é
encontrado em abundância no feijão, e o aminoácido
2. Que enzima pode ser adicionada ao sabão em pó para metionina é abundante no arroz e pouco encontrado no
remover manchas de gordura? feijão. A tabela seguinte apresenta informações nutri-
cionais desses dois alimentos.

3. Em um laboratório, foram colocadas as seguintes subs- Arroz Feijão


tâncias em tubos de ensaio: (1 colher de sopa) (1 colher de sopa)
tubo I: saliva fervida + farinha de trigo + ácido clorídrico calorias 41 kcal 58 kcal
tubo II: manteiga + amilase salivar + água carboidratos 8,07 g 10,6 g
tubo III: clara de ovo + suco gástrico proteínas 0,58 g 3,53 g
tubo IV: carne + amilase salivar lipídios 0,73 g 0,18 g
Verificou-se que houve digestão em apenas um dos tu- colesterol 0g 0g
bos. Identifique esse tubo e justifique a não ocorrência
Silva, R. S. Arroz e feijão, um par perfeito.
do fenômeno nos outros três. Disponível em: [Link] Acesso em: 1º fev. 2009.
4. Em uma aula prática, os estudantes, reunidos em grupo,
colocaram os seguintes conteúdos em tubos de ensaio: A partir das informações contidas no texto e na tabela,
o
tubo I: iodo + farinha de trigo + saliva a 37 C conclui-se que
tubo II: iodo + farinha de trigo + saliva a 50 oC a) os carboidratos contidos no arroz são mais nutritivos
que os do feijão.
tubo III: iodo + farinha de milho
b) o arroz é mais calórico que o feijão por conter maior
tubo IV: iodo + leite
quantidade de lipídios.
tubo V: iodo + leite + saliva c) as proteínas do arroz têm a mesma composição de
Observou-se inicialmente o aparecimento de uma colo- aminoácidos que as do feijão.
ração azulada em três tubos do conjunto. Após alguns d) a combinação de arroz com feijão contém energia e
minutos, essa coloração desapareceu em um deles, nutrientes e é pobre em colesterol.
mantendo-se nos outros dois. e) duas colheres de arroz e três de feijão são menos ca-
a) Sabendo que o iodo reage com o amido produzindo a lóricas que três colheres de arroz e duas de feijão.
coloração azulada, diga em que tubos essa cor apare-
ceu. Justifique sua resposta. 9. (Enem) Defende-se que a inclusão da carne bovina na
b) Em qual dos três tubos o azul inicial deve ter desapa- dieta é importante, por ser uma excelente fonte de pro-
recido? Explique. teínas. Por outro lado, pesquisas apontam efeitos preju-
diciais que a carne bovina traz à saúde, como o risco de
5. Em um hospital especializado em sistema digestório, doenças cardiovasculares. Devido aos teores de coleste-
uma pessoa teve parte do duodeno removida por cirur- rol e de gordura, há quem decida substituí-la por outros
gia, enquanto outra precisou remover uma parte de tipos de carne, como a de frango e a suína. O quadro a
mesmo comprimento do intestino grosso. Em qual de- seguir apresenta a quantidade de colesterol em diver-
las a probabilidade de problemas com a digestão dos sos tipos de carne crua e cozida.
alimentos é maior? Por quê?

6. Um estudante de Biologia, lembrando o que aprendeu Colesterol (mg/100 g)


no volume 1 desta coleção – que as enzimas são especí- Alimento
ficas –, argumentou que há algum engano nisso, uma Cru Cozido
vez que a amilase, por exemplo, é capaz de atuar na di- Carne de frango (branca sem pele) 58 75
gestão de alimentos tão diversos quanto arroz, pão, ma-
Carne de frango (escura) sem pele 80 124
carrão, tapioca e creme de milho. Explique ao estudante
por que o argumento dele não procede. Pele de frango 104 139
Carne suína (bisteca) 49 97
7. As enzimas que atuam na digestão das proteínas po-
dem ser divididas em dois tipos: exopeptidases, que re- Carne suína (toucinho) 54 56
movem os aminoácidos terminais da cadeia peptídica, e Carne bovina (contrafilé) 51 66
endopeptidases, que atuam nas regiões internas da ca- Carne bovina (músculo) 52 67
deia. Por que podemos dizer que as endopeptidases fa-
cilitam a ação das exopeptidases? Revista ProTeste, n. 54, dez/2006 (com adaptações).

Biologia 07 FA - M4
Com base nessas informações, avalie as afirmativas a 12. (UFF-RJ) Durante o processo evolutivo, a anatomia e a
seguir. fisiologia digestivas dos animais adaptaram-se, eficien-
I. O risco de ocorrerem doenças cardiovasculares por temente, às suas características alimentares. No ho-
ingestões habituais da mesma quantidade de carne mem, o alimento é digerido sequencialmente nos diver-
é menor se esta for carne branca de frango do que se sos compartimentos do tubo digestivo até atingir
for toucinho. condições ideais para absorção. Observe adiante a indi-
II. Uma porção de contrafilé cru possui, aproximada- cação dos tipos de alimentos, enumerados de 1 a 4 em
mente, 50% de sua massa constituída de colesterol. diferentes cores, e o gráfico de barras que registra as
III. A retirada da pele de uma porção cozida de carne es- taxas de digestão referentes aos tipos distintos de ali-
cura de frango altera a quantidade de colesterol a mentos em cada compartimento digestivo do homem:
ser ingerida.
IV. A pequena diferença entre os teores de colesterol
encontrados no toucinho cru e no cozido indica que Tipos de
alimentos
esse tipo de alimento é pobre em água.
1
É correto apenas o que se afirma em: boca 2
a) I e II. c) II e III. e) III e IV.
3
b) I e III. d) II e IV.
estômago 4
10. (UFRGS-RS) Tiago comeu um sanduíche de pão francês
com queijo, presunto e manteiga, acompanhado de um intestino
copo de suco de laranja sem açúcar. delgado
Relacione cada um dos itens do lanche de Tiago, listados 0 Taxa de digestão do alimento
na coluna 1, com as principais enzimas que atuarão na
sua digestão, indicadas na coluna 2.
Coluna 1 Coluna 2 As características digestivas do principal carboidrato e
da mais importante proteína do leite apresentam um
( ) pão francês 1 - pepsina
perfil similar aos tipos de alimentos identificados, res-
( ) manteiga 2 - lipase pectivamente, pelos números:
( ) presunto 3 - amilase a) 1 e 2. c) 3 e 2. e) 4 e 1.
( ) queijo 4 - sacarase b) 3 e 1. d) 3 e 4.
( ) suco de laranja 13. (Fatec-SP) A um pedaço de carne triturada acrescentou-
-se água, e essa mistura foi igualmente distribuída por
A sequência correta de preenchimento dos parênteses,
seis tubos de ensaio (I a VI). A cada tubo de ensaio, man-
de cima para baixo, é
tido em certo pH, foi adicionada uma enzima digestiva,
a) 3 - 2 - 1 - 1 - 4. conforme a lista a seguir.
b) 4 - 3 - 2 - 1 - 3.
I. pepsina; pH = 2
c) 1 - 4 - 3 - 2 - 2.
d) 1 - 3 - 2 - 4 - 4. II. pepsina; pH = 9
e) 2 - 1 - 4 - 3 - 3. III. ptialina; pH = 2
IV. ptialina; pH = 9
11. (UEL-PR) Ao ingerir um lanche composto de pão e carne:
V. tripsina; pH = 2
a) a digestão química do pão inicia-se na boca, com a
VI. tripsina; pH = 9
ação da tripsina, e a da carne inicia-se no duodeno,
Todos os tubos de ensaio permaneceram durante duas
onde as proteínas são quebradas com a ação da bile.
horas em uma estufa a 38 oC. Assinale a alternativa da
b) a digestão química do pão inicia-se no estômago,
tabela que indica corretamente a ocorrência (+) ou não
onde o amido é quebrado pela ação do suco gástrico,
(–) de digestão nos tubos I a VI.
e a da carne inicia-se na boca, com a ação da pepsina.
c) a digestão química do pão inicia-se na boca, com a
ação da pepsina, e a da carne inicia-se no intestino del- I II III IV V VI
gado, com a ação da bile, que é produzida no fígado.
a)
d) a digestão química do pão e da carne inicia-se no es-
tômago pela ação da bile e da ptialina, respectiva- b)
mente; a enzima pepsina, no duodeno, completa a
digestão. c)
e) a digestão química do pão inicia-se na boca, com a
ação da ptialina, e a da carne inicia-se no estômago, d)
onde as proteínas são quebradas pela ação do suco e)
gástrico.

Biologia 08 FA - M4
14. (UFPR) Considere a figura a seguir, que apresenta as prin- 1. A refeição de Ronysvalda Andrea, em sua maior par-
cipais porções do sistema digestório. A tabela mostra o te, iniciou o processo digestivo na boca, uma vez que
gradiente de pH e a biomassa bacteriana em algumas era rica em carboidratos.
destas porções, listadas em ordem aleatória. 2. O bacon ingerido por Lianderson necessitou de gran-
des quantidades de enzimas contidas na bile para
ser digerido.
3. O pão do sanduíche de Lianderson começou a ser di-
gerido quimicamente no estômago.
4. Lianderson necessitou de maiores quantidades de
1 pepsina e tripsina do que Ronysvalda para concluir a
digestão da referida refeição.
2
5. O intestino delgado é o local onde ocorre o final da
digestão das proteínas, lipídios e carboidratos.
16. (Fatec-SP) O gráfico a seguir registra a integridade quí-
4 mica do alimento (sanduíche feito de carne, alface e
3
pão) ingerido em relação aos órgãos do aparelho diges-
5 6
tório que ele percorrerá.
7 I
8 A
10
9 II
11
12

III
B

intestino
delgado

intestino
grosso
estômago

duodeno
boca
Biomassa
Local Gradiente de pH bacteriana
(células/mL)

jejuno 7,0 – 9,0 104 – 5 A = ponto no qual o alimento está quimicamente íntegro
cólon 5,0 – 7,0 10 11 B = ponto no qual o alimento foi degradado em sua
maior porcentagem
íleo 7,0 – 8,0 108
Analise a alternativa que relaciona o gráfico com o ali-
estômago 1,5 – 5,0 102 – 3 mento.
a) I – amido do pão; II – celulose da alface; III – proteína
duodeno 5,0 – 7,0 103 – 4
da carne.
b) I – proteína da carne; II – celulose da alface; III – ami-
A partir das informações apresentadas, é correto afir- do do pão.
mar: c) I – celulose da alface; II – proteína da carne; III – ami-
a) O pH mais ácido favorece a proliferação bacteriana. do do pão.
b) A porção 12 apresenta o menor número de células d) I – amido do pão; II – proteína da carne; III – celulose
bacterianas por mL. da alface.
c) Ao longo do trajeto pelo tubo digestório, o alimento e) I – celulose da alface; II – amido do pão; III – proteína
é exposto a um gradiente decrescente de pH. da carne.
d) O maior número de células bacterianas por mL é en- 17. (Mack-SP) O gráfico abaixo representa o processo de di-
contrado nas porções 10 e 11. gestão de amido.
e) O número de células bacterianas por mL encontrado
na porção 7 é maior do que o encontrado na porção 4.
15. (UFU-MG) Lianderson César e Ronysvalda Andrea são
Concentração da substância

I
um jovem casal de namorados. Em seu primeiro encon-
tro, foram a uma lanchonete. Ronysvalda pediu uma
pizza. Para acompanhar, pediu um suco de laranja, sem
açúcar, para não engordar. Lianderson pediu um sanduí-
che de hamburger de carne bovina, ovo frito, bacon II
(toucinho de porco defumado) e queijo. Para beber, pe-
diu refrigerante do tipo “cola”. III
Analisando a situação acima exposta, assinale com (V)
Tempo
as alternativas verdadeiras e com (F) as falsas.

Biologia 09 FA - M4
Analisando o gráfico e considerando o processo nele re- 20. (Unifor-CE) Uma pessoa fez uma refeição da qual cons-
presentado, é correto afirmar que: tavam as substâncias I, II e III. Durante a digestão ocor-
a) II representa a concentração de amilase, que, por ser reram os seguintes processos: na boca iniciou-se a di-
uma enzima, não é consumida durante a reação. gestão de II; no estômago iniciou-se a digestão de I e a
b) III representa a concentração de glicose, que é produ- de II foi interrompida; no duodeno ocorreu digestão das
zida nesse processo. três substâncias. Com base nesses dados, é possível
c) o pH ótimo para a ocorrência dessa reação é em tor- afirmar corretamente que I, II e III são, respectivamente,
no de 2,0.
a) carboidrato, proteína e lipídio.
d) I representa a variação na concentração do substrato
b) proteína, carboidrato e lipídio.
sobre o qual age a amilase.
c) lipídio, carboidrato e proteína.
e) esse processo ocorre exclusivamente no intestino
d) carboidrato, lipídio e proteína.
delgado.
e) proteína, lipídio e carboidrato.
18. (UEL-PR) No esquema a seguir, estão representados
quatro tubos de ensaio com os seus componentes:

I II III IV

gordura gordura gordura gordura


+ + + +
HCl extrato de extrato de extrato de
estômago pâncreas glândula
salivar
O material retirado de determinado órgão do rato foi
adicionado aos tubos de ensaio e após 1 hora, a 38 °C,
verificou-se que apenas no tubo III ocorreu digestão de
gordura. Assinale a alternativa que indica, respectiva-
mente, de qual órgão do rato foi retirado o material adi-
cionado aos tubos e qual enzima digestiva participou
no processo.
a) intestino delgado e tripsina
b) vesícula biliar e lipase
c) intestino delgado e quimiotripsina
d) vesícula biliar e amilase
e) intestino delgado e pepsina
19. (Uerj) Uma pessoa submetida a uma determinada dieta
alimentar deseja ingerir, no máximo, 500 kcal em fatias
de uma torta. GABARITO (QUESTÕES OBJETIVAS)
Observe que: 8. d
• valor calórico é a quantidade de energia capaz de pro-
9. e
duzir trabalho, liberada pelo metabolismo de uma
10. a
certa quantidade de alimento ingerido;
• os valores calóricos aproximados de carboidratos, lipí- 11. e
dios e proteínas são, respectivamente, 4, 9 e 4 kcal/g; 12. a
• a torta contém, ao todo, 50% de carboidratos, 15% de 13. c
lipídios e 35% de proteínas; 14. e
• cada fatia da torta tem massa de 50 g e todas são 15. V, F, F, V, V
iguais e homogêneas.
16. e
Para obedecer à dieta, a maior quantidade de fatias des-
sa torta que a pessoa pode comer corresponde a: 17. a
a) 1 c) 3 18. b
b) 2 d) 4 19. b
20. b

Biologia 10 FA - M4

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