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Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick

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A MAGIA PERDIDA DOS HUNAS

Parte 1

Os Hunas e Sua Magia

Muito embora o que vamos relatar seja de esclarecimento recente ao mundo


ocidental (início do século), a religião Kahuna (lê-se Carruna), é uma ciência com
certeza mais antiga que os segredos Babilônicos e Egípcios.

A tradição nos traz as lendárias doze tribos que certa vez viveram no deserto do
Saara, quando este, ainda era uma terra fértil e cortada de rios. Após vários
séculos os rios secaram e as tribos por razão de subsistência mudaram para o vale
do Nilo, uma vez lá, vieram a embriagar todos os outros povos com sua magia.
Previsto um longo período de escuridão intelectual onde o "Segredo" corria o risco
de se perder, as tribos decidiram partir deixando que o tempo se incumbisse de
preparar sua volta para o mundo. Onze dessas tribos, após uma exploração
psíquica, decidiram por viajar para o leste onde várias ilhas do Pacífico eram
desabitadas. Começaram sua jornada atravessando o mar Vermelho, dai ao longo
da costa Africana ou India. Após vários anos os da décima segunda tribo por
razão ainda não esclarecida, decidiram por voltar e ocupar a região onde hoje
chamamos de Montanhas Atlas ao norte da África. A história não reserva muitos
detalhes sobre a viajem a não ser que prosseguiam com incrível determinação de
terra para terra em grandes canoas duplas. Em determinado momento foram
encontradas as oito ilhas Havaianas, que rapidamente foram reconhecidas como a
terra prometida de seus antepassados.

As equipes de exploração voltaram as ilhas mais próximas a fim de levar o


restante das tribos que la permanecera para descanso. Arvores, plantas e animais
foram transportados subsequentemente a medida que as tribos iam se instalando
no Havaí, um longo período de isolamento se seguiu.

As evidências sobre esta jornada cada vez mais se cristalizam na medida em que
algumas palavras costumes e crenças são de fácil identificação seguindo uma
mesma diretriz, estes casos se espalham desde o Pacífico até o Oriente próximo.

Madagascar também as possui indicando ter tido contato com algum povo de
origem polinésica, até no Japão moderno são encontradas palavras e idéias
polinésias.

Contudo faltava até pouco tempo atraz, um elo comprobatório sobre a real
existência das doze tribos, e isto só foi possível quando um jornalista aposentado
chamado Willian Reginald Stewart reconheceu no livro "RECUPERANDO A
MAGIA ANTIGA ", publicado pela Rider & Co, em Londres no ano de 1936 uma
série de palavras muito semelhantes as que ele próprio havia verificado em sua
juventude quando por vários meses permaneceu na Bérbéria (Montanhas Atlas-
Norte da Africa) acompanhando uma equipe de exploração de uma companhia
petrolífera.

Durante sua estada, William ouvira falar muito sobre determinada tribo
Bérbere e seus mágicos, e entrando de férias contratou um guia e partiu a procura
da tal tribo. Para sua sorte não só encontrou o acampamento como de cara "caiu
nas graças" de seu lider religioso, porém só as custas de muita persuasão foi aceita
sua permanência para que obtivesse o direito de aprender o "grande segredo".

Apesar da dificuldade com a língua, ja havia se passado alguns meses e William


seguia firme em seu propósito e cada vez mais atraia a simpatia e interesse de
Lucchi a líder religiosa que devotava boa parte de seu tempo em repassar seu
conhecimento ao jovem Inglês. A história e as bases filosóficas da religião ja
haviam sido aprendidas e tudo corria bem, quando numa tarde confusa o
acampamento foi invadido por dois outros grupos do vale abaixo causando várias
mortes entre as quais Lucchi que fora alvejada de forma certeira no coração.

O inglês vendo-se impedido de concluir seu treinamento, recolheu seus pertences


e anotações e voltou para Inglaterra. Após 30 anos, impelido pela dúvida e a
curiosidade que lhe acompanhara quase toda vida, voltou aquelas anotações que
amareladas pelo tempo reservavam para o mundo uma comprovação de
inestimável valia. Apenas como exemplo desta incrível comparação procedida por
William, a palavra Havaina para "Kahuna" entre os Bérberes aparecia como
"Quauna" o termo usado para mulher Kahuna é "wahini" contra "quahini" no
dialeto Bérbere. A palavra usada para Deus, nos dois idiomas são: "akua" e
"atua". Além de uma longíqua similaridade física foram encontrados tambem
ritos e costumes semelhantes. O que na opinião de Max Freedom Long, o grande
responsável pela difusão mundial da ciência Kahuna, comprova decididamente
que os antepassados Kahunas habitaram o norte da África.
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A MAGIA PERDIDA DOS HUNAS

Parte 2

As bases do conhecimento Kahuna

Os Kahunas ensinaram que o pensamento humano não esta capacitado a


entender de maneira clara uma forma superior de consiência que não seja
semelhante a sua própria, por isso todos os esforços para imaginar um Deus
supremo seria pura perda de tempo. Acreditavam existir uma fonte criadora, não
obstante, suas orações não eram para essa fonte.

Crentes de que várias camadas hierárquicas se formam acima de seu nivel


médio de consciência, os Kahunas simplesmente não se importavam com estas
inteligências superiores pois acreditavam piamente que tendo acima si um ser
paternal "Aumakua" quando da necessidade de orações aos seres mais elevados
este saberia quando e como faze-las.

Devido a esta atitude considerada por eles sensata, o sistema permaneceu


simples e livre dos padrões estabelecidos pelos homens, pratico e voltado a
resultados preponderando o pensamento humano sobre a matéria.

Favorecidos pelo isolamento, a natureza filosófica de suas práticas mágicas não


criou espaço para valores encontrados facilmente em outras religiões, não tinham
salvadores e nem salvação, sem inferno, nem céu, nenhuma base a ser seguida em
livros iluminados, nos quais houvessem sido escritos palavras como: "Assim falou
Deus...", na verdade nunca possuiram livros, pois sua linguagem não foi escrita até
os tempos modernos, desta forma, viveram livres de qualquer tipo de opressão
dogmática por séculos.

O sistema considera qualquer homem subdividido em 3 claras partes distintas:


"O EU BÁSICO" - Subconsciente,verdadeiro,memória,emoção,telepatia,apoia-se
nos 5 sentidos

"EU MÉDIO" -
Consciente,Racional,Persona,Dia-Dia,Só ele pode pecar "fazer mal"

"EU SUPERIOR"-
Super-consciente,Mentalização,Anjo da guarda,ligação com os superiores

As 3 forças básicas: a primeira unidade é a FORÇA, que é dirigira pela segunda,


a CONSCIÊNCIA. A terceira é a SUBSTÂNCIA da qual a Consiência extrai a
Força.

Se os Kahunas estiverem certos em sua idéia de que a consciência humana é


composta neste plano, de dois espíritos separados, com um terceiro que age como
um anjo da guarda, somos levados a reconsiderar nossas teorias a respeito da alma
humana. Quando estabelecemos que possuimos um ser inferior dentro de nós,
somente um grau acima dos animais irracionais, assim como um espírito mais
desenvolvido que esta há muito tempo fora do reino dos animais, nossas idéias de
salvação deveram tambem ser remodeladas.

Duas salvações seriam requeridas, uma para cada alma porque estão em
diferentes planos de desenvolvimento, a concepção religiosa do Karma e
reincarnação deverá também ser repensada, deixando de lado aqui o espírito
superior que é em teoria o mais velho e mais desenvolvido dos três.
Na maioria das religiões estamos acostumados a considerar Deus como trino, mas
aparentemente perdemos de vista o homem como um similar tríplice. Esta é uma
das razões para a harmonia em que viviam os membros desta cultura, o respeito
humano era como um fator chave de suas vidas.

Todas as religiões misturam-se com magia, a oração seja ela qualquer é magia,
tudo o que fazemos para obter benefícios para nós próprios nesta vida ou na
próxima é parte da magia. Magia é obter alguma coisa de fontes supra-normais.

O princípio do credo dos Kahunas, consistia em "não fazer o mal para


ninguem" e com este preceito a religião ficou preservada moralmente até os dias
de hoje sem se desviar na direção do mal. A ciência Kahuna previa tanto o
profundo conhecimento dos elementos da natureza quanto a psicologia humana.

Rogerio César Oliveira

Autor do presente estudo


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A MAGIA PERDIDA DOS HUNAS

Parte 3

A Sabedoria Kahuna

Basicamente o ensinamento e as práticas Kahunas estavam baseadas na


utilização, com inteligência, do Fluido Vital, que em linguagem Kahuna era
chamada simplesmente de MANA.

As operações tinham por finalidade colocar em comunicação os operadores com


estas forças cósmicas para dirigí-las a um objetivo designado.

Tal objetivo poderia ser inclusive uma aspiração coletiva como, por exemplo,
boas colheitas, ou bom tempo.

Estas cerimônias poderiam nascer a partir de uma simples conversa do


necessitado com o mestre Kahuna e se estender para um evento envolvendo
milhares de pessoas.

Como já comentamos no texto passado, o Kahuna acreditava que todo


pensamento, como forma de pedido, era algo que deveria ser muito bem
ponderado e sua efetivaçâo passava pela aprovação dos "EU SUPERIORES".

Eles tinham uma lei pessoal muito rígida, que era incutida nas pessoas desde a
mais tenra idade. Este princípio dizia que nenhum homem conseguiria pecar
contra os Altos Seres e que não existe nenhum outro pecado senão o de ferir outro
ser humano. Portanto, ao procurar operadores da sagrada magia, as pessoas, na
maioria das vezes, tinham em mente pedidos éticos e positivos.

Sabemos que em todas as religiões e práticas mágicas, há o uso desenfreado das


energias para se conseguir tirar vantagens próprias a qualquer custo. Pois, na
sabedoria Kaluma, também haviam os operadores do mal, mas normalmente, estas
pessoas eram encaradas como seres errantes, sujeitos ao julgamento de uma força
maior, quando esta o julgasse necessário.

As notícias que hoje nos chegam, contam de cultos muito simples em sua
execução, porém cheios de energia vital para se conseguir o objetivo final.

Os detentores do "saber" tinham uma forma muito especial de agir. Muito


embora fossem pessoas que tinham atribuições normais no seu dia a dia, ao serem
requeridos para uma operação, se preparavam com muita disciplina, pois segundo
a tradição, era necessário gerar um estímulo físico suficientemente forte para
sensibilizar o "EU BÁSICO" e este gerar e enviar o Mana necessário ao "EU
SUPERIOR".

Ao elevar estes pensamentos, os Magos Kahunas estavam naturalmente


elevando, ao máximo, suas possibilidades de ligação com os outros planos e tendo
destes uma razão mais clara das coisas, e às vezes uma resposta imediata do
consentimento ou não do objetivo pedido.

0 determinismo do operador sempre foi fundamental nesta cultura, pois o


conhecimento sempre esteve nas mãos de poucos. A qualidade, a ética e o destino
para aquilo que estavam pedindo também era colocado em questão, pois nenhum
Kahuna deveria se expor a problemas corriqueiros, eles eram encarados como
guardiões deconhecimento de alta importância para coletividade.

Sendo o conhecimento passado de pai para filho, há de se supor que foram se


formando ao longo de gerações toda uma mística para com este grupo dentro da
tribos. Ao longo dos séculos, porém, as práticas se disciminaram e chegaram a
todos os níveis, foi justamente isto que possibilitou que hoje tenhamos algo a
estudar e
aprender.

A criação do futuro, segundo os Kahunas, certamente depende do Eu Inferior


que capta nossas aspirações (e infelizmente os temores) transformando-as em
formas de pensamento (como sementes) enviando ao Eu Superior.

Pessoas comuns, com especial atenção as emotivas (indicação de que o eu


inferior está muito atuante), mudam seus planos e desejos com muita frequência. 0
resultado é a criação de uma mistura contraditória de formas pensamento e
planos, desejos e temores, dos quais o Eu Superior, a força, faz uma mescla para
acontecimentos futuros insatisfatórios e inconcludentes. Portanto, é fundamental
um equilíbrio de pensamentos e ações para nossas vidas. Os objetivos devem ser
escritos e planejados de forma a não se misturarem e ficarem dificeis de serem
concluídos.

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A MAGIA PERDIDA DOS HUNAS


Parte 4

A magia Kahuna dos Sonhos

Freqüentemente tenho encontrado pelo trânsito da cidade, um adesivo nos


vidros dos automóveis que diz o seguinte: “A Vida é Sonho”, e me ocorre neste
momento uma passagem onde o filósofo e poeta chinês Chuang Tsé (300 D.C.)
disse: “Uma noite, sonhei que era uma borboleta. De repente, despertei e era
Chuang Tsé. Quem sou eu? Uma borboleta que sonha que é Chuang Tsé, ou
Chuang Tsé que imagina que é uma borboleta.”

Inegavelmente todos nós sonhamos, e numa noite normal de sono vários são os
períodos de sonhos, alguns se lembram de tudo e outros de quase nada, o fato é que
há milênios a raça humana se maravilha e tenta de muitas formas aproveitar esta
inestimável ferramenta de forma prática para o seu autoconhecimento e progresso.

Vários são os sonhadores e sonhos que ficaram famosos pela história, por
exemplo os do antigo testamento protagonizados por Daniel e Jacó ou o de
Nabucodonosor e o de Salomão, ou ainda aquele em que Xerxes, rei Persa, é
persuadido a instigar uma expedição que provou ser desastrosa à Grécia, ou ainda
o famoso sonho de Kekulé no qual viu uma cobra engolindo seu próprio rabo,
possibilitando-lhe estabelecer a estrutura da Benzina, a qual conforme lhe ocorreu,
deveria ter uma forma circular.

Na Grécia antiga muitos lugares “sagrados” eram usados como incubadores de


sonhos, seus visitantes tomavam drogas e ervas afim de que lhes provocar o sono, e
a partir destes os seus sonhos eram considerados importantes profecias, com
especial atenção para seus males e aflições.

A primeira obra substancial que se têm noticia sobre sonhos, foi “Oneiro-
critica”, escrita pelo grego Artemidoro(200 D.C.), ele acreditava que os sonhos
eram mensagens dos deuses, mas sua atitude já era moderna; ele condenava
interpretações arbitrárias e literais, estudava os sonhos que se repetiam e
acreditava no “grande sonho”, o importante sonho original, que, segundo ele era o
mais difícil de interpretar, desenvolveu um sofisticado método de interpretação e o
utilizou com sucesso até o fim de sua vida.

Apesar de diferentes interpretações, os sonhos nos vários povos e religiões


durante a história parecem ter o mesmo fundamento: Budistas, Cristãos,
Maometanos, Egípcios e Hindus acreditavam que os sonhos eram mensagens
divinas e por isso deveriam ser muito respeitadas e sempre utilizadas; os romanos
por acreditarem em toda espécie de adivinhações acabaram por engendrar regras
e pressupostos, criando um padrão de interpretação que se baseava em símbolos de
maneira particular, sem considerar a pessoa que sonha, com isto uma série de
livros interpretativos foram desenvolvidos e por mais de 1.500 anos foi defendida a
idéia de que os sonhos são eram simplesmente símbolos arbitrários.

Até recentemente a abordagem sobre os sonhos se baseou nesta postura


tradicional da cultura do ocidente, considerando-se o sonho como apenas uma
indicação codificada dos desejos mais profundos e secretos do sonhador. Depois de
muitos séculos de uma ótica pouco racional dos sonhos, no século XIX ocorreu
uma mudança na análise de seu verdadeiro significado e importância; notabiliza-se
neste período o esforço dos Srs. Aldred Maury, Sigmund Freud e Carl Gustav
Jung na busca de explicações mais estruturadas sobre os sonhos, do final do século
XIX em diante.

Entre os pesquisadores contemporâneos, o que acabou tendo uma visão mais


mística e ao nosso ver mais precisa sobre os sonhos foi Jung, ele resumiu dezenas
de anos de pesquisas da seguinte maneira:

“Não sei como surgem os sonhos. Tenho, de um modo geral dúvidas sobre se a
minha maneira de tratar os sonhos merece mesmo o nome de “método”.
Compartilho todos os preconceitos de meus leitores contra a interpretação dos
sonhos com a quintessência da incerteza e da arbitrariedade. Mas, por outro lado,
sei que, se meditarmos longa profundamente sobre um sonho - se nos
concentrarmos nele, se o virarmos e revirmos -- base sempre ele nos revelará algo.
Esse algo que obtivermos não nos autoriza entretanto a nos jactarmos de sua
natureza científica ou racionaliza-la, mas é uma sugestão prática e importante, que
mostra ao paciente em que direção seu inconsciente o esta conduzindo”

É interessante notar que os antropólogos que estudaram os sonhos em diferentes


sociedades descobriram vários traços em comum que parecem refletir o conceito
de Jung sobre o inconsciente coletivo de toda a espécie humana. Na Irlanda, Suíça,
China, Ucrânia, Nigéria, Tanzânia, em Bornéu e em Sumatra, sonhar com carne
crua é presságio de desgraça.
Milhares de anos antes de Jung, assim como a maioria dos povos da antigüidade,
os Kahunas também realçaram de maneira fascinante os sonhos, eles o trataram
de maneira singular; para esta sociedade o sonho era algo individual ao sonhador,
fonte de inspiração particular para proveito e instrução, acreditavam ser uma
grande dádiva para o uso na vida desperta.

Basicamente os Kahunas concentravam sua atenção nos sonhos premonitórios,


de todas as práticas era essa uma das mais importantes até mais do que os feitos
materiais como por exemplo provas de fé como a de passear sobre lava
incandescente; esta importância era dada principalmente porque os sonhos
traziam vez por outra informações significativamente importantes para o futuro e
a sobrevivência das próprias tribos.

Os Kahunas tinham ciência de que o futuro não é de domínio público e portanto


ninguém a rigor pode vê-lo ou sentir a exata sequência em que acontecerão os
novos fatos a não ser pelos avisos recebidos durante o sono. Para os antigos
mestres nosso futuro vai se cristalizando dia a dia, e portanto criando uma forma
de pensamento cujo acesso esta disponível para todas as pessoas que se dedicarem
a desvendá-los com serenidade.

A sabedoria Kahuna prega que toda premonição vem do “Eu Superior” através
do “Eu inferior” que como sabemos tem grande facilidade em travar contato com
estas formas de pensamento e até receber já livre do invólucro carnal, mensagens e
símbolos que podem representar avisos importantes para sua própria vida ou de
alguém próximo. Segundo os ensinamentos, somente livre da dominação do “Eu
Médio” isto é, durante o sono, é que o “Eu Inferior” em seu estado de maior
relaxamento e liberdade absorve os sonhos de premonição, também por esta razão
é que os sonhos estão entre as fontes mais comuns para conhecimento de
ocorrências futuras.

Nosso “Eu Inferior” executa sua “garimpagem” noturnamente, gerando


imagens e sensações extraídas dos sonhos (FORNECIDAS NECESSARIAMENTE
PELO “EU SUPERIOR”), este material pode nos ser transmitidos ou
simplesmente ser arquivado para mais tarde ser mesclado com fatos ou situações
do cotidiano, o que geralmente acaba por produzir por algum processo
associativo, um SÍMBOLO que é passivel de ser interpretado pelo “Eu Médio”.

Sabedores do futuro, os Kahunas acreditavam que as pessoas deviam evocar as


personagens e as forças atuantes em seus sonhos afim de que elas pudessem ajuda-
las nos problemas da vida cotidiana: os sonhos eram analisados todas as manhãs e
os adultos advertiam as crianças sobre sua conduta durante os sonhos. Os
sonhadores eram estimulados a cultivar seus sonhos e a vive-los intensamente,
tentando tirar deles uma conclusão satisfatória e gratificante. Segundo eles dessa
maneira podiam diariamente mudar seus destinos sempre para melhor.

Somente com muita prática, é que o sonhar pode nos trazer a faculdade
premonitória, o primeiro passo é lembrar-se do que sonhou; para isto você pode
“enganar” seu “Eu Inferior” deixando no criado-mudo toda noite antes de dormir
um lápis e papel, pedindo a si mesmo para descrever todos os sonhos da noite sem
se esquecer de nenhum detalhe ou passagem, logo pela manhã.
Outra prática que traz resultados rápidos e que executo com frequência, é a de
tomar 2 (dois) goles de água antes de dormir deixando o copo na cabeceira da
cama, lança-se então um desafio ao “Eu Inferior”, lhe prometendo o terceiro gole
do copo somente se ele conseguir trazer-lhe um sonho com a resposta para o seu
problema ou dúvida, se esta resposta vier satisfatóriamente a promessa é
cumprida.

Quando tiver adquirido este hábito, provavelmente também já estará


familiarizado com seus sonhos mais frequentes e com os símbolos que
particularmente o acompanhará em determinadas situações, é necessário contudo,
serenidade e determinismo para o real aproveitamento deste dom, pratique
diariamente, pesquise e confie nos resultados

Portanto atente para os tipos de sonhos que passará a ter, eles podem ser
simbólicos, podem misturar símbolos com eventos do passado e do futuro e podem
também trazer um acontecimento claro e sem confusão de um ponto muito a frente
do futuro este tipo é o que mais merece apreço e atenção. Normalmente os fatos de
grande conotação para a humanidade ou para importantes grupos sociais, estão
previstos ou ao menos sendo formados a dezenas ou a centenas de anos.

Bons sonhos !!!

http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=9429&onde=2

Havaí: Magia kahuna é


psicologia espiritual
por Jens Federico Weskott -
jweskott@uol.com.br

Lanakila Brandt, filho de pai europeu e


mãe havaiana, conta: “um dia, andando de
jeep com um amigo inglês numa plantação
de abacaxi, nosso carro capotou e ele
quebrou a mão. Levei-o ao hospital e avisei
a mulher havaiana.
Esta, furiosa, tirou o marido logo das mãos
do médico e o levou à famosa curadora
Endiaida, uma Kahuna ‘Lapa’au’. Ela mandou quebrar o gesso e começou a
tradicional cerimônia de cura polinésia. Apesar de proibida oficialmente, os
havaianos costumavam procurá-la, ou recorriam a outro kahuna clandestino.
Endiaida usou água benta e rezas, repetiu a cerimônia três vezes e pediu ao
paciente que levantasse uma cadeira com a mão quebrada. Para espanto do inglês,
sua mão estava bem.
Duas foram as conseqüências: meu amigo, imprudente, mostrou a mão curada no
hospital, o médico acusou Endiaida de ser curandeira e ela foi multada em 2000
dólares, uma fortuna na época. A outra: eu me tornei discípulo de Endiaida.
Aprendi a carregar-me de mana e a projetá-lo a um corpo doente, ao coração, ao
pulmão. O mana é uma força divina. Através dela a cura acontece. Claro, Deus é o
curador, não eu. Huna não é terapia alternativa, é cura espiritual. Existe em muitas
culturas”.

Lanakila continua: “Antes da vinda dos brancos, a arte da cura estava no auge.
Havia especialistas para ‘endireitar’ ossos, curar com ervas e pedras, realizar
operações e imposição de mãos, inclusive para harmonizar problemas familiares. As
lendas contam de curas instantâneas e até de ressuscitar pessoas aparentemente
mortas.
A palavra Huna já foi traduzida como segredo, quando significa oculto, a parte
encoberta e não revelada da espiritualidade havaiana.
Um dia, em 1967, meus amigos advertiram: ‘sabe que, ao curar, você está fazendo
algo ilegal’? Então, eu e outros Kahunas ainda atuantes começamos uma ação para
cancelar as antigas proibições dos missionários, ainda vigentes. Tivemos sucesso.
As leis contra a religião havaiana foram revogadas. Criamos então a fundação
Kahanahou para promover a cultura tradicional”

Magia? Psicologia prática. Por que essa proibição de atuar como curandeiros? Os
métodos dos Kahunas eram estranhos, parecia magia.
Os mestres espirituais do antigo Havaí conhecem um sistema de psicologia prático
para curar corpo e mente: eles também ajudam às pessoas a resolver problemas
pessoais e até conseguem ‘mudar’ seu futuro para melhor.
Sabem como melhorar o tempo, tornando-o mais favorável à agricultura, e podem
caminhar descalços sobre lava incandescente.
Essa sabedoria dos Kahunas se baseia numa psicologia espiritual. É um sistema que
procura, de modo consciente, a ajuda do Deus interior.
Assim, o ser humano é composto de três níveis de consciência: o subconsciente ou
eu básico, o consciente ou eu médio e o Eu Superior, que a Psicologia Transpessoal
chama de Superconsciente. Nas crianças, o contato entre os três eus é natural, mas
com o tempo fica mais tênue. Huna visa estabelecer essa ligação voluntariamente
ao fazer desta trindade uma unidade, facultando o homem viver seu pleno
potencial.
Huna se diferencia de outras psico-religiões ao assumir que há um terceiro nível ao
alcance do homem, que este Eu Superior pode ser contatado conscientemente e
precisa da energia mana do eu básico para poder agir.
E mais: o Eu Superior possui o poder de transformar pedidos, se bem feitos, em
realidade. Este ideal da trindade kahuna pode ser vista com um tipo de cristianismo
esotérico.
Tal saber não nasceu no Havaí; é um sistema psicológico antigo praticado por
sacerdotes no Oriente Médio, em secreto durante séculos. Porém, há indícios que
influenciou crenças do Egito, Israel, Mesopotâmia e Índia. Os essênios, protetores
de Jesus, o conheciam. Aliás, à luz do saber Huna, o próprio Jesus é tido como
Kahuna exemplar.

Max Freedom Long, psicólogo e lingüista americano, foi quem desvendou o segredo
em 1935. O termo Kahuna é ‘guardião do segredo’, além de significar curador,
mestre, especialista ou xamã. Então, Long usou ‘Huna’ para designar o sistema.
Na visão Huna do subconsciente, o eu básico está longe de ter um comportamento
imprevisível. Trata-se de entidade própria, o ‘irmão caçula’ do eu médio. É tão
importante para o conjunto que se acostuma representá-lo por uma maçã, onde
apenas o pequeno caule é o eu médio.
Desempenha tarefas vitais: apoiado nos cinco sentidos controla todas as funções do
corpo. Assim, realiza mais de 90% do trabalho, tanto que é o nosso ‘robô’, o ‘piloto
automático’. Sede das emoções, da alegria, raiva, medo, amor, tem personalidade
própria, pode ser brincalhão, mal humorado, teimoso...
Também é sede da memória, arquiva todas as lembranças, boas e ruins, que - se
não são bem interpretadas e racionalizadas pelo eu médio - tornam-se ‘fixações’ e
‘complexos’ – que técnicas Huna ajudam a descobrir e curar.
Elabora a energia mana, o termo havaiano para a energia universal, a força da vida
de tantas culturas, o ‘prana’ hindu, o ‘chi’ chinês, o ‘ki’ japonês. O eu básico o cria
simplesmente do ar e dos alimentos. Pode-se aumentar o nível de mana no corpo
através da respiração. Esse mana pode ser direcionado pelo eu médio, junto a um
pedido, para o Eu Superior que, como ser puramente espiritual, precisa de energia
para poder atuar no mundo material - para nosso bem e o bem dos demais.

Já o eu médio é a vontade, o eu racional, é ‘o espírito que fala’ dos Kahunas.


Monitora o eu básico, é o seu professor, mestre, conselheiro, programador,
inspirador e... estabelece contato com o eu básico.
O terceiro membro da trindade, o Eu Superior, um ser não-físico, apenas espiritual,
está a nosso alcance. É o guia e protetor do ser humano aos seus cuidados, o
‘espírito parental (pai-mãe) absolutamente confiável’ dos Kahunas. Consideram-no
a ‘centelha divina’, o representante de Deus no homem,
Mas Ele não é Deus: vale o exemplo da água de mar: um copo com água do mar
contém uma amostra de água de mar, mas não é o mar, não é o Todo.
As preces são dirigidas ao Eu Superior que pode influenciar o futuro do seu
protegido transformando para melhor um destino pouco favorável. O método é
enviar-lhe mana acompanhada da visualização do pedido já cumprido, enquanto o
eu básico atua no mundo físico para obter o resultado pretendido - que, claro, não
deve ferir ninguém, nem a si mesmo.
Nas preces, pode-se pedir ajuda para inúmeras questões envolvendo saúde,
capacidades físicas e psíquicas, finanças, situações profissionais, desenvolvimento
pessoal próprio ou dos demais. Visar sucesso nos empreendimentos materiais e
bem-estar econômico são metas válidas e legítimas. Vivendo num mundo físico, um
ambiente material confortável é útil à sobrevivência e constitui fonte de alegria que
se transmite às pessoas próximas, influenciando-as positivamente.

Foi desta forma que a magia kahuna, tendo embutida uma psicologia espiritual
milenar baseada apenas no ‘não ferir’, se tornou um modelo de sociedade
harmoniosa e pacífica no antigo Havaí.

Texto revisado por: Cris

por Jens Federico Weskott - jweskott@uol.com.br

Caráca, que palavrinha é essa? Achei que era resistência e tive q ir no Aurélio[:o]

Resiliência – Propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é


devolvida quando cessa a tensão causadora da deformação elástica.

Tudo a ver!!!
To de cara como tudo é mesmo interligado. Hoje falei com um amigo sobre os Kahuna
e um livro que li, há alguns anos, da ed. Ponte pra Liberdade (que não lembro o nome),
e que me apaixonei por essa cultura (ou sei lá como posso chamar esse conhecimento
milenar, com + de 5 mil anos). Encontrei um site muito legal – A MAGIA PERDIDA
DOS HUNAS - http://www.imagick.org.br/pagmag/huna/hunamenu.html

Ao ler os textos desse site, lembrei mais uma vez, que os Kahunas têm tudo a ver com o
que temos abordado aqui sobre a lei da atração, os ensinamentos dos Abraham, etc, etc,
etc.
Os Kahunas basicamente ensinam a importância do “como pedir”, através do Eu Básico
(sede das emoções), conduzir o pedido através do Eu Médio (o mental, a razão) e a
realização ao se ligar ao Eu Superior (a energia universal).

Também li, ainda a pouco, um texto do André na comu do Quem Somos Nós?, sobre
EFT e a Lei da Atração, num tópico que a Maria combinou comigo de abrir com esse
textinho que tb iniciei este nosso tópico aqui, para nos livrarmos de uma grande
polêmica com os céticos de plantão, que azucrinam naquela comunidade e que a
Cláudia já comentou aqui.

Dancei, dancei, dancei e cá estou, aprendendo mais um pouquinho a ser mais feliz nas
minhas escolhas...

E agorinha recebi um e-mail do site Somos Todos Um e um dos textos fala sobre os
Kahuna – Havaí: Magia kahuna é psicologia espiritual –
http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=9429&onde=2

...
“Os mestres espirituais do antigo Havaí conhecem um sistema de psicologia prático
para curar corpo e mente: eles também ajudam às pessoas a resolver problemas
pessoais e até conseguem ‘mudar’ seu futuro para melhor.
Sabem como melhorar o tempo, tornando-o mais favorável à agricultura, e podem
caminhar descalços sobre lava incandescente.
Essa sabedoria dos Kahunas se baseia numa psicologia espiritual. É um sistema que
procura, de modo consciente, a ajuda do Deus interior.
Assim, o ser humano é composto de três níveis de consciência: o subconsciente ou
eu básico, o consciente ou eu médio e o Eu Superior, que a Psicologia Transpessoal
chama de Superconsciente. Nas crianças, o contato entre os três eus é natural, mas
com o tempo fica mais tênue. Huna visa estabelecer essa ligação voluntariamente
ao fazer desta trindade uma unidade, facultando o homem viver seu pleno
potencial.
Huna se diferencia de outras psico-religiões ao assumir que há um terceiro nível ao
alcance do homem, que este Eu Superior pode ser contatado conscientemente e
precisa da energia mana do eu básico para poder agir.
E mais: o Eu Superior possui o poder de transformar pedidos, se bem feitos, em
realidade. Este ideal da trindade kahuna pode ser vista com um tipo de cristianismo
esotérico.
Tal saber não nasceu no Havaí; é um sistema psicológico antigo praticado por
sacerdotes no Oriente Médio, em secreto durante séculos. Porém, há indícios que
influenciou crenças do Egito, Israel, Mesopotâmia e Índia. Os essênios, protetores
de Jesus, o conheciam. Aliás, à luz do saber Huna, o próprio Jesus é tido como
Kahuna exemplar.”