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GT03: Elites, Instituições Políticas e Opinião Pública na América do Sul.

Coordenadora: Maria do Socorro Sousa Braga (socorros@usp.br)


Vice-Coordenadora: Márcia Ribeiro Dias (mrdias@pucrs.br)

OS DEPUTADOS FEDERAIS PARANAENSES: UMA ANÁLISE DO PERFIL


PARLAMENTAR ENTRE 1946 E 2006.
1
Camila Tribess
Universidade Federal do Paraná
camila.nusp@gmail.com
2
Renato Monseff Perissinotto
Universidade Federal do Paraná
monseff@uol.com.br

Apresentação
Ao estudarmos elites políticas, partimos da premissa que seus membros são
pessoas as quais, por causa dos cargos que ocupam, desempenham funções de
decisão na esfera política. Neste trabalho pretendemos analisar os deputados
federais eleitos pelo estado do Paraná entre 1946 e 2006. Fazemos este estudo
buscando entender quem são estes deputados e quais caminhos percorreram antes
de serem eleitos. Nosso objetivo é identificar sua origem social, familiar, sua
socialização prévia, escolaridade e carreira política, que são importantes para que
possamos traçar um perfil daqueles que tomam as decisões e representam o estado
do Paraná na política nacional.
Como fontes de dados utilizamos o “Repertório Biográfico”, publicado pela
Câmara dos Deputados, o “Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro”, publicado pela
Fundação Getúlio Vargas3 e diversos sítios na internet. A partir dessas fontes,
recolhemos dados dos deputados federais do Paraná desde a legislatura da
Assembléia Constituinte de 1946 até a legislatura de 2002/06, abrangendo assim
três diferentes períodos políticos: o momento de redemocratização posterior ao
Estado Novo, conhecido como “Democracia Populista” (1946-1963); o período da
ditadura militar (1964-1987) e o período de redemocratização (1988 a 2006)4.

1
Camila Tribess é graduanda do curso de Ciências Sociais na Universidade Federal do Paraná (UFPR),
pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Sociologia Política Brasileira e pesquisadora bolsista do grupo PET.
2
Renato Monseff Perissinotto é professor do departamento de ciências sociais da UFPR e coordenador do
Núcleo de Pesquisa em Sociologia Política Brasileira (NUSP).
3
Utilizamos as versões impressas e eletrônicas destas publicações que podem ser encontradas em
www.camara.gov.br e em www.cpdoc.fgv.br, respectivamente.
4
Esta divisão foi feita com base em dados históricos brasileiros, principalmente os disponíveis no site da Câmara
dos Deputados: http://www2.camara.gov.br/conheca/historia/cronoindice.html. Acesso em 19/07/2007 - 15h.

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O fato de buscarmos nossos dados em “fontes frias”5 nos trouxe vantagens e
desvantagens. Como vantagem, o fato de podermos procurar em diferentes locais
as mesmas informações, possibilitando, assim, uma maior confiabilidade. Porém,
ficamos muitas vezes, limitados ao que o material dispunha, tendo, em muitos
casos, falta de informações sobre determinados aspectos. Por exemplo, em
nenhuma fonte que utilizamos existia a possibilidade de abordarmos a questão da
cor ou da etnia dos deputados paranaenses, além de outras informações, tal como a
religião destes deputados, o que de certa forma, limitou nossa coleta às informações
disponíveis no material que optamos por utilizar.
O universo é formado por 237 deputados que assumiram cadeiras na Câmara
dos Deputados pelo estado do Paraná entre os anos de 1946 e 2006. Esse período,
acreditamos, é suficientemente longo para que possamos traçar um perfil geral dos
deputados paranaenses, por abarcar diversas legislaturas, com conjunturas políticas
e sociais distintas, diferentes regimes políticos e diversos chefes do executivo - tanto
estadual como nacional. A utilização destes períodos possibilitou a coleta de
informações mais precisas e confiáveis, pois os dados anteriores a este período são
de mais difícil acesso e com menos detalhes (principalmente no caso paranaense)
do que os disponíveis sobre os períodos mais recentes. Este espaço de tempo
abarca situações diversas e interessantes da política nacional: duas assembléias
constituintes, em 1946 e 1988, o período da ditadura militar, de 1964 até 1987, duas
redemocratizações em momentos completamente diversos da história brasileira,
1946 e 1988, além da primeira legislatura sob um governo de esquerda no Brasil, o
governo do PT eleito em 2002.
Optamos por recolher informações, principalmente, sobre dois aspectos
destes políticos: primeiro, sobre as suas origens familiares e sociais; segundo, sobre
suas carreiras e socialização até a entrada na Câmara dos Deputados. O banco de
dados está dividido em 64 itens que abrangem desde dados sobre a filiação; o ano,
a cidade e o estado de nascimento; a escolaridade e profissão; até aos cargos
exercidos, os partidos por que passaram e as atividades que exerceram enquanto
deputados.
Este artigo está dividido em duas partes: a primeira aborda a questão dos
atributos não políticos, isto é, os itens como filiação, escolaridade, e profissão; a

5
Por “fontes frias” designamos os dados obtidos em livros, sites, biografias, etc., e não diretamente através de
entrevistas com os deputados.

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segunda parte aborda os itens relativos à socialização política, por exemplo, os
cargos ocupados antes da entrada na Câmara dos Deputados, tempo de carreira,
partidos, cargos em direção partidária, entre outros.

Origem familiar e social


Em nossa coleta de dados, preocupamo-nos em obter diversas informações
sobre a origem social e familiar dos deputados. Nesse sentido, buscamos
informações sobre a cidade e o estado em que eles nasceram, a filiação, paterna e
materna, a profissão dos pais, o grau de escolaridade, incluindo aqui quais cursos
superiores são mais freqüentes entre os deputados, em quais instituições se
formaram, qual sua profissão e se fazem, ou não, parte de famílias que já detêm
tradição política prévia.
Apesar de termos coletado dados sobre a filiação materna dos deputados,
inclusive buscando saber a profissão destas mães, nossa pesquisa foi infrutífera
neste aspecto, já que simplesmente inexistem informações a este respeito, reflexo
da estrutura social machista em voga em nosso país. No mesmo sentido, tivemos
apenas duas mulheres, num universo de 237 deputados, ou seja, 99,2% dos
deputados federais do Paraná são do sexo masculino. Além disso, estas duas
deputadas foram eleitas apenas na legislatura de 2002, mostrando quão
conservador é o estado do Paraná em ralação à inserção das mulheres na política6.
A partir dos nossos dados, podemos dizer inicialmente que a maioria dos
deputados paranaenses (17,3%) nasceu na capital do estado, Curitiba. Os demais
deputados estão distribuídos por outras cidades, sem nenhuma concentração
próxima a esta porcentagem, apontando Curitiba como a principal cidade de origem
da elite analisada. É interessante observar que as cidades do Rio de Janeiro e de
São Paulo são responsáveis pela origem de 3% dos deputados cada uma, estando à
frente inclusive de todas as outras principais cidades do estado do Paraná. Quanto
ao estado de nascimento, o recrutamento desta elite é claramente interno ao
Paraná, já que mais da metade, 54,9% dos deputados, nasceu no estado, seguido
por São Paulo (13,1%), Rio Grande do Sul (9,7%) e Santa Catarina (8,0%),
respectivamente.

6
Cf. TRIBESS, Camila e PERISSINOTTO, Renato M. - A representação feminina no legislativo paranaense.
Disponível em: http://www.cori.unicamp.br/jornadas/aprovados.htm#4. Acesso em 19/07/2007 – 16h25min.

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Quanto à filiação, buscamos informações sobre a profissão dos pais dos
deputados, porém estas informações são muito escassas. O item sobre a profissão
da mãe não nos forneceu nenhuma informação. Sobre a profissão dos pais,
obtivemos informações sobre 10,1% de todo nosso universo demonstrando, porém,
que existe uma parcela de filhos de militares, cerca de 3%, e 1,3% de filhos de
advogados, entre aqueles dos quais obtivemos estes dados.
Sobre a escolaridade dos deputados de nosso universo, fica evidente a
importância de um curso de graduação para o recrutamento destes deputados. Do
total, 66,2% dos deputados possuem algum tipo de curso superior. Se somarmos a
este número aqueles que têm também algum tipo de especialização, mestrado ou
doutorado, o número sobe para 75,5% de deputados. É importante observar que no
último período, de 1988 até 2006, o número de deputados com curso superior sofreu
uma leve queda, o que nos leva a crer que o recrutamento tende a tornar-se mais
aberto, possibilitando a entrada gradativa de membros com outro tipo de
socialização nesta elite.
Nesse sentido, ao analisarmos quais os cursos superiores mais freqüentes,
conforme outros estudos já demonstraram para diversas elites, identificamos o curso
de Direito como o mais recorrente. Cerca de 38,4% dos deputados cursaram Direito,
seguidos por 9,7% do curso de Medicina e 8,4% do curso de Engenharia Civil. Se
levarmos em consideração que até pouco tempo, na sociedade brasileira, estes
eram os principais cursos oferecidos pelas Universidades, fica fácil compreender o
seu predomínio entre os indivíduos que compõem o nosso universo. No entanto, ao
analisarmos a tabela 1, percebemos que, mesmo se considerarmos apenas o último
período (1988 até 2006), quando já havia grande diversificação na oferta de cursos
superiores, o curso de Direito, apesar da queda acentuada, ainda predomina no
grupo analisado.

Tabela 17: Curso superior/Período Político


Curso Superior Periodização Política
1946 até 1963 1964 até 1987 1988 até 2006 Total
Administração 0,0% 0,0% 1,2% 0,4%
Agronomia 6,4% 2,9% 2,4% 3,4%

7
Para esta tabela omitimos três casos de deputados que entraram pela primeira vez na Câmara no ano de 1935,
portanto, antes do nosso período de pesquisa. Eles foram eleitos novamente depois de 1946 e por isso fazem
parte de nosso universo. A título de informação, dois destes deputados eram formados em Direito e um em
Medicina.

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Contabilidade 0,0% 1,0% 4,8% 2,1%
Direito 46,8% 46,6% 22,6% 38,4%
Ecologia 0,0% 0,0% 1,2% 0,4%
Economia 0,0% 5,8% 2,4% 3,4%
Eng. Civil 10,6% 7,8% 8,3% 8,4%
Eng. Telecom. 0,0% 0,0% 1,2% 0,4%
Eng. Florestal 0,0% 0,0% 2,4% 0,8%
Farmácia 0,0% 1,0% 1,2% 0,8%
Filosofia 0,0% 0,0% 2,4% 0,8%
Geografia 0,0% 0,0% 1,2% 0,4%
História 0,0% 1,9% 1,2% 1,3%
Jornalismo 0,0% 0,0% 1,2% 0,4%
Letras 0,0% 1,0% 1,2% 0,8%
Medicina 12,8% 10,7% 6,0% 9,7%
Odontologia 0,0% 1,9% 1,2% 1,3%
Psicologia 0,0% 0,0% 1,2% 0,4%
Serviço social 0,0% 0,0% 1,2% 0,4%
Sociologia 0,0% 1,0% 0,0% 0,4%
Teologia 0,0% 0,0% 1,2% 0,4%
Veterinária 0,0% 1,0% 0,0% 0,4%
Não se aplica 23,4% 17,5% 34,5% 24,5%
Total 100,00% 100,00% 100,00% 100,00%
Fonte: Banco de dados “Deputados Federais Paranaenses”. Camila Tribess, 2006

Se levarmos em consideração também as instituições que aparecem como as


formadoras de nossa elite, a Universidade Federal do Paraná é, sem dúvida, a que
se destaca com 39,2% dos deputados formados nesta instituição, seguida, muito
timidamente, pela Universidade Estadual de Londrina (3,4%), pela Faculdade de
Direito Curitiba (3,4%) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (3,0%).
Ao cruzarmos as informações sobre curso superior - especificamente o curso
de Direito - com a instituição em que se formaram os deputados, a diferença é ainda
maior, elevando para 56% o número dos deputados que se formaram na UFPR (ver
tabela 2). Nesse sentido, fica nítido o padrão de formação acadêmica e de
socialização dos deputados paranaenses. Este panorama nos aponta, de forma
clara, o papel da Universidade Federal do Paraná e seu curso de Direito, que é
tradicional no estado, como formador de grande parte da elite analisada.

Tabela 2: Instituição/formados em Direito


Instituição que se formou por Curso Superior8 Curso Superior Direito
Faculdade de Direito Curitiba/PR 8,80%
Pontifícia Universidade Católica – PUC/PR 2,20%
Pontifícia Universidade Católica – PUC/RJ 2,20%
Universidade de São Paulo/SP 5,50%

8
Para esta tabela foram utilizados apenas os dados das instituições que aparecem com maior porcentagem de
formados no curso de Direito em nosso banco de dados.

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Universidade do Brasil/RJ 5,50%
Universidade Estadual de Londrina/PR 5,50%
Universidade Federal do Paraná/PR 56,00%
Universidade Federal do Rio de Janeiro/RJ 2,20%
Fonte: Banco de dados “Deputados Federais Paranaenses”. Camila Tribess, 2006

Quanto aos dados sobre as profissões, como é previsível ao se analisar os


cursos superiores de nosso universo, a profissão de advogado é a mais exercida
pelos deputados paranaenses com cerca de 35,8%, indicando diferença mínima
entre os formados em Direito (38,4%) e os que declaram a advocacia como
profissão. Na seqüência, entre as profissões mais exercidas, também estão
Medicina e Engenharia Civil, com as mesmas porcentagens daqueles que se
graduaram como médicos (9,7%) e como engenheiros civis (8,4%). A diferença entre
o número de formados e aqueles declararam exercer a profissão de advogado - em
comparação com os outros dois principais cursos - pode indicar que a faculdade de
Direito possui um maior potencial formador de políticos do que os outros cursos que
se destacam. Assim, possivelmente este curso é buscado por aqueles que
pretendem exercer carreiras políticas, mesmo sem pretensões profissionais relativas
ao Direito.
Ao agregarmos algumas profissões em categorias, obtivemos resultados
interessantes. Consideramos neste estudo até cinco profissões diferentes
declaradas para cada deputado e, na tabela a seguir, demonstramos quais outras
profissões estão fortemente presentes entre a elite aqui analisada.

Tabela 39: principais profissões


Advogado 35,8%
Professor 21,5%
Trabalho/Ocupação Rural 20,9%
Patronato 18,2%
Comunicação 13,3%
Médico 9,7%
Engenheiro Civil 8,4%
Funcionário Público 7,6%
Fonte: Banco de dados “Deputados Federais Paranaenses”. Camila Tribess, 2006

Nesta tabela podemos ver que uma boa parte dos deputados declarou como
uma das profissões exercidas a de professor, entretanto esta declaração aparece,
normalmente, como a segunda, ou terceira profissão declarada, o que sugere não
ser essa ocupação a principal, tanto do ponto de vista financeiro, como no que diz
9
A tabela apresenta percentuais que ultrapassam 100% se somados, isto ocorre por termos agregado as
profissões dos deputados, considerando até 5 profissões diferentes para cada um deles.

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respeito ao tempo a ela dedicado pelos deputados. Em seguida, temos a categoria
de “trabalho/ocupação rural”, que agrega as seguintes profissões declaradas:
agricultor, agropecuarista, pecuarista, proprietário rural, ruralista e fazendeiro.
Infelizmente, com os dados que temos disponíveis, não foi possível dividir essas
declarações em pequeno, médio ou grande proprietário rural. Porém, com estes
dados é possível perceber a importância do grupo rural no recrutamento da elite
analisada.
Vemos também, na tabela 3, que a categoria “patronato”, que agrega
empresários e industriais, também desempenha papel importante entre os
deputados federais do Paraná. Outro dado interessante é a quantidade de
profissionais da área de comunicação (comunicador, jornalista, radialista e
publicitário) e de funcionários públicos entre os deputados paranaenses. O primeiro
grupo detém grande influência por causa de seu fácil acesso à mídia, à propaganda
e porque normalmente se tornam conhecidos nestes meios antes de se elegerem.
Outro item interessante é a questão sobre a tradição política da família dos
indivíduos analisados. Neste quesito consideramos a auto-declaração do deputado,
se ele faz parte ou não de uma família com tradição política prévia ou se algum
membro de sua família já exerceu algum cargo político. Consideramos a auto-
declaração suficiente, já que o fato de pertencer a uma família com tradição na
política é visto como positivo pelos próprios políticos que, inclusive, se utilizam dos
nomes de seus familiares conhecidos em suas campanhas eleitorais. Assim,
obtivemos um retorno de 15,2% de deputados que declararam fazer parte de família
política, percentual que podemos considerar baixo, se levarmos em consideração
outra pesquisa que considera a Câmara dos Deputados como um todo e que
encontrou a porcentagem de 25,8% dos deputados com algum parentesco político
(MARENCO DOS SANTOS, 1997).

Socialização Política
O acesso à Câmara dos Deputados parece ser dificilmente alcançado por
políticos sem alguma experiência política prévia ou, sem um reconhecimento na
sociedade, que seja suficiente para agregar o número de votos necessários ao
ingresso na Câmara. Por isso, buscamos saber quais cargos civis e políticos os
deputados federais haviam ocupado antes de serem eleitos. Este dado é
especialmente interessante, pois nos permite obter um panorama de quais grupos

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sociais estão ligados ao deputado, quais entidades/movimentos ele liderou e, nos
permite pensar, que tipo de grupos de interesse este parlamentar representa. Nesse
sentido, observamos na tabela 4 que uma parte considerável dos deputados ocupou
cargos de direção em entidades civis, cerca de 37,6% do total. Destes, a maioria fez
parte de sindicatos patronais (29,2%), seguidos por sindicatos de trabalhadores
(19,1%), associações políticas locais, tais como: associações de bairro, municípios,
regiões, etc. (13,5%), associações comerciais e ruralistas (12,4%). Nota-se a baixa
freqüência de deputados que fizeram parte de “movimentos sociais populares”, que
totalizam apenas 2,2%. O tempo médio de atividade nessas entidades é de 1 a 5
anos, representando 33,7% do total, sendo que 14,5% daqueles que ocuparam este
tipo de cargo permaneceram por mais de 10 anos.

Tabela 4: 1º cargo em entidades civis


Freqüência Porcentagem Porcentagem válida
Associações comerciais 11 4,6% 12,4%
Associações de caridade 7 3,0% 7,9%
Associações políticas 12 5,1% 13,5%
Entidades religiosas 2 0,8% 2,2%
Movimentos sociais populares 2 0,8% 2,2%
Sindicatos de trabalhadores 17 7,2% 19,1%
Sindicatos patronais 26 11,0% 29,2%
Sociedades educacionais 1 0,4% 1,1%
Sociedades ruralistas 11 4,6% 12,4%
Total 89 37,6% 100,0%
Missing (não se aplica) 148 62,4%
Total 237 100,0%
Fonte: Banco de dados “Deputados Federais Paranaenses”. Camila Tribess, 2006

Em nosso universo percebemos pouca participação dos deputados em cargos


de direção partidária antes de entrarem na Câmara. Do total, apenas 22,4% teve
algum cargo em direção e em sua maioria em diretórios estaduais ou municipais.
Além disso, a maioria exerceu apenas um destes cargos e permaneceu neste por
menos de 5 anos.
Em contrapartida, a grande maioria, 81,9% dos deputados de nosso universo,
exerceu algum cargo político antes de entrar na Câmara dos Deputados,
principalmente cargos no legislativo e no executivo municipal, seguido por cargos
administrativos de âmbito estadual e no legislativo estadual. É importante designar
quais cargos consideramos como parte do legislativo, do executivo, da

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administração e do poder judiciário. Para o primeiro grupo, a divisão é simples,
abrangendo vereadores, deputados e senadores. Para o grupo de cargos do
executivo, selecionamos secretários municipais, prefeitos, secretários estaduais,
governadores e ministros. Os cargos administrativos são assessores de gabinete,
assessores de secretarias, aqueles de segundo escalão das prefeituras, dos
governos estaduais e do governo federal, além de diretores, presidentes ou
coordenadores de autarquias e órgãos públicos e funcionários da burocracia em
geral. Os cargos do poder judiciário incluem juízes, promotores, procuradores e
desembargadores.

Tabela 5: Primeiro cargo político


Freqüência Porcentagem Porcentagem válida
Valid Sem informação 1 0,4 0,5
Administrativo municipal 3 1,3 1,5
Administrativo estadual 32 13,5 16,5
Administrativo federal 13 5,5 6,7
Executivo municipal 35 14,8 18,0
Executivo estadual 14 5,9 7,2
Executivo federal 1 0,4 0,5
Legislativo municipal 53 22,4 27,3
Legislativo estadual 24 10,1 12,4
Judiciário municipal 1 0,4 0,5
Judiciário estadual 9 3,8 4,6
Judiciário federal 4 1,7 2,1
Patentes militares 4 1,7 2,1
Total 194 81,9 100,0
Missing (não se aplica) 43 18,1
Total 237 100,0
Fonte: Banco de dados “Deputados Federais Paranaenses”. Camila Tribess, 2006

A porcentagem daqueles que ocuparam mais cargos políticos antes de se


elegerem deputados federais decresce gradativamente na escala, sendo que grande
parte, 27,8%, ocupou apenas 2 cargos e a maioria se concentra entre um e três
cargos (63,6%) antes de entrar na Câmara dos Deputados. Este fato denota que os
parlamentares da elite estudada possuem, em sua maioria, alguma experiência em
cargos políticos prévios, não sendo, portanto, uma elite inexperiente. Quanto ao
tempo de carreira política prévia, há uma concentração em 8 e 6 anos,
respectivamente, sendo que do total, 33,5% teve de 1 a 10 anos de carreira antes de

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entrar na Câmara. Alguns deputados, cerca de 3,6% de todo o universo, chegam a
mais de 25 anos de carreira.
Quanto às cidades em que os cargos políticos foram exercidos, destaca-se
Curitiba, com 42,3% dos primeiros cargos exercidos pelos deputados nesta cidade,
seguida por Londrina (8,2), Maringá (4,1%) e Ponta Grossa (4,1%). Já quanto à
cidade do último cargo exercido pelos políticos antes de serem eleitos deputados
federais, Curitiba aparece com 62,4% dos cargos, o que demonstra claramente a
importância da capital do estado tanto no início como no momento imediatamente
anterior à entrada na Câmara dos Deputados. Neste sentido, Londrina, Maringá
(com 3,6% cada uma) e Ponta Grossa (2,6%) novamente aparecem como cidades
secundárias para a carreira desta elite paranaense.
O grupo que analisamos iniciou sua trajetória em cargos políticos
relativamente cedo. Cerca de 33,9% daqueles que exerceram algum cargo político
antes de serem eleitos para deputados federais teve seu primeiro cargo antes dos
30 anos de idade e 44,9% entre os 30 e os 40 anos. A maior concentração ocorre
entre os 25 e 35 anos, sendo que apenas 15% iniciaram sua carreira política depois
dos 40 anos. A entrada destes deputados na Câmara se dá na faixa etária seguinte,
principalmente aos 38 e aos 46 anos, sendo que a grande maioria, 55,8%, foi eleita
pela primeira vez para a Câmara dos Deputados entre os 38 e os 50 anos de idade.
Grande parte dos deputados do nosso universo (53,2%) exerceu apenas uma
legislatura. Se, por um lado, vimos que os deputados federais paranaenses são
relativamente experientes quanto à carreira política prévia, por outro lado, o
predomínio de indivíduos com apenas uma legislatura revela que a Câmara não era
um destino político muito atraente. Para identificarmos se este fato é devido à baixa
quantidade de recandidaturas, ou se os deputados, apesar de se candidatarem
novamente, não são reeleitos, seria preciso uma análise de todas as campanhas
eleitorais do período, o que nosso atual trabalho não abrange. Porém, com os dados
que obtivemos, é importante perceber que os deputados federais paranaenses não
permanecem por muito tempo na Câmara dos Deputados, sendo que aqueles que
tiveram mais de duas legislaturas representam apenas 22,8% do total dos
deputados analisados. Dos deputados que exerceram duas legislaturas ou mais, a
maioria se elegeu para este cargo seguidamente, abrangendo 84,7% dos deputados
que exerceram mais de uma legislatura. Esse panorama nos indica que os membros
desta elite, em geral, exercem duas legislaturas seguidas e depois se retiram da

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Câmara dos Deputados. Estes dados são encontrados em todos os períodos
analisados em nosso trabalho.
Outro fato interessante em nossos dados é a taxa de renovação da bancada
paranaense na Câmara. Justamente por causa da baixa reapresentação dos
deputados ao cargo, o número de novos deputados que entra a cada eleição na
Câmara é muito elevado, principalmente nas legislaturas de 1955/58 (que a taxa
supera os 100%), de 1991/94 (com uma taxa de 96,7%) e 1951/54 (com taxa de
88,9%). Além desses períodos, grande parte das legislaturas apresenta mais de
50% de índice de renovação dos parlamentares. Quando temos taxas que
ultrapassam os 100%, devemos lembrar que a saída de deputados para exercerem
cargos indicados pelos partidos ou governos no âmbito federal e estadual implica em
grande entrada de suplentes, o que pode ser a causa desta taxa tão grande de
renovação. Além disso, no ano de 1955 foram criadas mais 5 cadeiras na Câmara
para o estado do Paraná, o que influencia em nossos dados10. Porém, no ano de
1991, o número de cadeiras permaneceu o mesmo da legislatura anterior, ou seja,
30 parlamentares. Para Marenco dos Santos (1997), os deputados que entram na
Câmara como novatos, ou “outsiders”, são pessoas que não possuem experiência
prévia, que já têm carreira profissional definida e que denotam uma “erosão” do
campo político. Em nosso universo, percebemos claramente que os deputados que
entram na Câmara pelo Paraná são sim “outsiders”, porém são mais jovens do que
aqueles demonstrados pelo estudo de Marenco e possuem experiência prévia,
apesar desta experiência ser relativamente curta. Estes políticos começaram suas
carreiras cedo, o que demonstra interesse pela carreira política e “inclinação” para
esta, ou uma “afinidade eletiva” (MARENCO, 1997, p.6).
Tabela 6: Taxa de Renovação – Número de deputados/ano

10
Informação adquirida na Coordenação de Estudos Legislativos da Câmara dos Deputados através de consulta
à documentação.

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40
35 Número de deputados na
30 bancada paranaense.
25
20 Número de deputados novatos
15 na bancada.
10
5
0
1946 1964 1988 2002

Fonte: Banco de dados “Deputados Federais Paranaenses”. Camila Tribess, 2006

É importante observar que durante o período da ditadura militar (1964 até


1987) a taxa de renovação se mantém mais baixa (apesar da criação de mais 8
cadeiras para o estado em 1975) e a quantidade de deputados que exerceram
apenas uma legislatura baixa para 40,8%, sendo que no panorama geral essa
porcentagem era de 53,2%. Esse fato denota uma maior continuidade dos
deputados no período. Porém, precisamos lembrar que a Câmara dos Deputados foi
mantida no período da ditadura para a legitimação do regime e para a manutenção
dos cargos das elites regionais (CODATO, 2005). Além disso, as eleições
aconteciam apenas para os cargos do poder legislativo e os membros da Câmara
tinham pouca força política na maior parte do período. Esse panorama só é alterado
a partir de 1975, quando o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido de
oposição consentida pelo regime, ganha força nas eleições legislativas do país.
No ano de 1991 a taxa de renovação dos deputados federais paranaenses
sobe para 96,7%. Este fato pode ser explicado pela eleição direta para todos os
cargos, incluindo a presidência da República, e pela volta do regime multipartidário.
Depois deste período, há uma queda contínua na taxa de renovação, chegando a 9
e 10%, respectivamente, nas últimas legislaturas. Essa queda na taxa de renovação
pode ser pensada através da maior institucionalização da democracia que vem
sendo alcançada no país nos últimos anos.
Segundo o senso comum, no Brasil os políticos trocam muito de partido
durante suas carreiras. Porém, no universo que analisamos, esta premissa não se
verifica. Cerca de 66,2% dos deputados analisados tiveram apenas 1 ou 2 partidos
antes de entrarem na Câmara dos Deputados, o que é um índice baixo,
principalmente se levarmos em consideração as mudanças no sistema partidário

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brasileiro. Menos de 15% dos deputados de nosso universo estiveram em mais de 4
partidos antes de se elegerem deputados. No último período político, após 1988, a
porcentagem de deputados que esteve em mais de 2 partidos foi maior, mas este
fato se explica pela restauração do sistema multipartidário, além da extinção dos
dois partidos que existiam na ditadura, a ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e o
MDB, fazendo com que os políticos desses dois partidos migrassem para outras
agremiações partidárias.

Tabela 7: Número de partidos por período político


Nº de partidos 1946 até 1963 1964 até 1987 1988 até 2006 Total
1 59,6% 18,4% 29,8% 31,6%
2 31,9% 47,6% 21,4% 34,6%
3 6,4% 23,3% 22,6% 19,4%
4 2,1% 6,8% 16,7% 9,3%
5 0,0% 1,9% 4,8% 2,5%
6 0,0% 1,0% 2,4% 1,3%
7 0,0% 1,0% 1,2% 0,8%
8 0,0% 0,0% 1,2% 0,4%
Fonte: Banco de dados “Deputados Federais Paranaenses”. Camila Tribess, 2006

Buscamos dados também sobre a atuação dos deputados de nosso universo


dentro da Câmara. Esses dados nos mostram que poucos deles ocuparam alguma
função na mesa coordenadora, representando apenas 7,6% do total. Quanto aos
líderes de bancada, há um leve aumento da relevância dos políticos paranaenses na
Câmara, cerca de 20,7% de participação dos políticos de nosso universo. Seguindo
a tendência do nível educacional dos deputados, 79,7% deles tiveram algum tipo de
publicação, principalmente de livros técnicos e discursos políticos.
A participação em comissões mostra-se de grande importância para a elite
analisada, pois, cerca de 75,9% dos deputados desta elite, participaram de alguma
comissão. É notório o fato de que os políticos que tiveram mais de uma legislatura
participaram mais de comissões, sendo que entre aqueles que tiveram apenas uma
legislatura, 66,7% participaram de comissões, já entre os políticos com duas
legislaturas, 80,7% tiveram este tipo de participação e assim sucessivamente.

Tabela 8: Membro de comissões/Quantidade de legislaturas


Quantidade de legislaturas no período analisado

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Membro de
Comissões 1 2 3 4 5 8 Total
Não11 42 11 4 0 0 0 57
33,3% 19,3% 10,5% 0,0% 0,0% 0,0% 24,1%
Sim 84 46 34 12 3 1 180
66,7% 80,7% 89,5% 100,0% 100,0% 100,0% 75,9%
Total 126 57 38 12 3 1 237
Fonte: Banco de dados “Deputados Federais Paranaenses”. Camila Tribess, 2006

Estes dados nos indicam uma profissionalização dos deputados dentro da


Câmara, fazendo com que aqueles que já possuem experiência se envolvam mais
com comissões do que os que estiveram na Câmara apenas uma vez. Mesmo
assim, a porcentagem dos que participaram de comissões, apesar de terem exercido
apenas uma legislatura, ainda pode ser considerada alta.

Considerações Finais
Resumidamente, quais são os atributos definidores do grupo de deputados
federais por nós analisados? Os nossos dados indicam que esta elite tem um perfil
razoavelmente claro e coeso. São homens nascidos em Curitiba ou nas principais
cidades do estado e do país (São Paulo e Rio de Janeiro). Têm acesso ao ensino
superior - sendo este um dos principais pontos de coesão desta elite – e, na
graduação, buscaram principalmente o curso de Direito. Uma parte deles já detinha
alguma tradição política na família. São, em sua maioria, advogados, ligados ao
meio rural, às posições patronais ou ao ramo das comunicações, além de médicos,
engenheiros e funcionários públicos, denotando assim, profissões liberais e de alto
reconhecimento social e com bom retorno financeiro. Estão ligados principalmente
aos sindicatos patronais, sindicatos de trabalhadores, associações políticas,
comerciais e ruralistas, apesar de estarem institucionalmente pouco envolvidos com
estas organizações, ou nelas permanecerem por períodos curtos de tempo. Além
disso, observamos poucas ligações com movimentos sociais populares.
Os membros da elite analisada não são políticos inexperientes. A grande
maioria, antes de ser eleito para a Câmara, exerceu algum tipo de cargo político,
principalmente no legislativo e executivo municipais, além do legislativo e
administrativo estaduais. Assim, estes políticos apresentam experiência prévia,

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Para esta tabela, consideramos a resposta “sem informação” como “não”, já que nas fontes
consultadas não havia registros sobre a ocupação destes cargos para estes políticos, podemos supor
então que estes cargos não foram ocupados.

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ocuparam em média 2 cargos políticos antes de serem eleitos deputados federais e
exerceram estes cargos por uma média de 7 anos. Estes cargos foram exercidos,
em sua grande maioria, na capital do estado, Curitiba, destacando-se também
outras três cidades do Paraná: Londrina, Maringá e Ponta Grossa. Os membros
paranaenses da Câmara dos Deputados começaram suas carreiras políticas entre
os 25 e os 35 anos de idade e chegaram ao cargo de deputados federais depois dos
38 anos. Poucos deles chegaram à Câmara depois dos 50.
Após a entrada na Câmara, a grande maioria, cerca de 53,2%, exerceu o
mandato apenas uma vez. Há, portanto, uma baixa reapresentação dos deputados
federais paranaenses. Aqueles que se reapresentaram, exerceram apenas 2
legislaturas, quase sempre seguidas. Por este motivo, há uma alta taxa de
renovação entre os eleitos à Câmara dos Deputados, havendo casos em que esta
taxa foi maior do que 100%. Porém, aqui, precisamos levar em consideração os
suplentes que assumiram, a criação de novas cadeiras e outros fatores políticos e
sociais. Esta renovação foi muito menor no período da ditadura militar (em
comparação com a média geral), e, hoje, desde a eleição de 1998, também tende a
diminuir. Podemos apontar para a hipótese de uma maior institucionalização da
democracia no Brasil, o que traria uma maior continuidade política neste período
pós-redemocratização.
Apesar de diversas idéias em contrário, nossos dados apontam para uma
mudança de partidos menor do que a imaginada pela maioria da população e
colocada pela mídia. Os políticos desta elite trocaram, em média, apenas 1 vez de
partido antes de serem eleitos deputados federais. Somente no último período
político analisado (1988-2006) a taxa dos que tiveram 3 diferentes partidos aumenta,
mas devemos lembrar que ocorreu uma reestruturação partidária no Brasil, com o
fim do bipartidarismo, além das diversas mudanças políticas que este fato causou.
Ainda assim, no último período, a maioria dos políticos desta elite trocou de partido
apenas uma vez.
A atuação dos políticos paranaenses na Câmara se dá, principalmente, nas
lideranças de bancadas e na participação em comissões. Poucos dos políticos desta
elite ocuparam cargos na mesa diretora, entretanto, mais de 75% fazia parte de
alguma comissão. Um dado muito interessante neste item é o fato daqueles
deputados que exerceram mais legislaturas serem também os que mais participaram
de comissões, chegando ao índice de 100% entre os deputados que exerceram 4 ou

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mais legislaturas, em comparação com o índice de 66,7% entre aqueles que
estiveram na Câmara apenas uma vez.
Ao concluirmos este artigo, deixamos várias questões sobre esta elite ainda a
serem aprofundadas em estudos futuros, bem como fica a necessidade de uma
comparação com estudos de outras elites regionais. Finalizamos com a perspectiva
de que os dados aqui apresentados trazem informações importantes sobre os
políticos do Paraná e colabora para o mapeamento do perfil daqueles que tomam
decisões políticas em nosso país.

Referências Bibliográficas
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CARVALHO, José M. 2003. A construção da ordem: a elite política imperial. Rio de


Janeiro: Civilização Brasileira.

CODATO, Adriano N. 2005. Uma história da transição brasileira: da ditadura militar à


democracia. Revista de Sociologia e Política, nº 25. UFPR.

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econômicas e regionais do recrutamento legislativo, 1946-1967. Revista de Ciência
Política, vol. 24, nº1.

KELLER, Suzanne. 1967. O destino das elites. Rio de Janeiro: Forense.

LOVE, Joseph. & BARICKMAN, Bert. 2006. Elites Regionais. In: HEINZ, Flávio
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MARENCO DOS SANTOS, André. 1997. Nas fronteiras do campo político: raposas
e 'outsiders' no Congresso Nacional. Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 33.

SANTOS, Fabiano (org.). 2001. O poder legislativo nos estados: diversidade e


convergência. Rio de Janeiro: FGV.

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