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Universidade Norte do

Paraná
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS

IDENTIFICAÇÃO DE ÂNION DO GRUPO VI: SULFATO

Discente:Josiane de Lima Amaral, Michelli Moreno


Disciplina/Semestre: Química Analítica Experimental / 3º Semestre
Docente: Jaqueline Camisa / Danilo Antonio Giarola

LONDRINA – 2011
Universidade Norte do
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RESUMO

Ânions do grupo VI apresentam reações de precipitação, o sulfato SO42- é o anion do acido


sulfúrico H2SO4, acido forte.Através de uma solução de cloreto de bário BaCl2, com as
soluções que contem o íon SO42- forma precipitado branco BaSO4. Esta propriedade distingue
BaSO4 dos sais de bário de todos os outros anions,o que é utilizado para identificação do íon
SO42-.

INTRODUÇÃO

Os métodos utilizados para a detecção de ânions não são tão sistemáticos


como os descritos para os cátions. Não existe realmente um esquema satisfatório que permita
a separação dos anions comuns em grupos principais. É possível separar os anions em grupos
principais, dependendo das solubilidades dos seus sais de prata, de cálcio ou de bário e dos
sais de zinco, mas estes grupos podem ser considerados úteis apenas para dar indicação das
limitações do método e confirmação dos resultados obtidos por processos mais simples.
(VOGEL, 1981).

O seguinte esquema de classificação resultou satisfatório na prática. Ele não


é rígido, pois alguns ânions pertencem a mais de uma subdivisão e, além disso, não tem bases
teóricas. Essencialmente, os processos podem ser divididos em:

Classe A:

Grupo I – Ânions que desprendem gases quando tratados com HCl ou


H2SO4 diluído: Carbonato CO32- , bicarbonato HCO3-, Sulfito SO32-, tiossulfato S2O32-, sulfeto
S2-, nitrito NO2-, hipoclorito OCl-, cianeto CN- e cianato OCN-.(VOGEL, 1981).

Grupo II – Ânions que desprendem gases quando tratados com H2SO4 concentrado:
todos os do grupo I e mais: fluoreto F-, hexafluorsilicato [SiF6]2-, cloreto Cl-, brometo Br-,
iodeto I-, nitrato NO3-, clorato ClO3-, perclorato ClO4-, permanganato MnO4-, bromato BrO3-,
borato BO33- ou B4O72-ou BO2-, oxalato (COO)22-, tartarato [C4H4O6]2-, acetato CH3COO-,
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hexacianoferrato II [Fe(CN)6]4-, hexacianoferrato III [Fe(CN)6]3-, tiocianato SCN-, formiato


HCOO- e citrato [C6H5O7]3-.(VOGEL, 1981).
Classe B:
Grupo I – Ânions que apresentam reações de precipitação: sulfato SO42-, persulfato
S2O82-, fosfato PO43-, fosfito HPO32-, hipofosfito H2PO3-, arseniato AsO43-, arsenito AsO33-,
cromato CrO4=, dicromato Cr2O7=, silicato SiO3=, hexafluorsilicato [SiF6]2-, salicilato
C6H4(OH)COO-, benzoato C6H5COO- e succinato C4H4O42-.(VOGEL, 1981).
Grupo II – Ânion que apresentam reações de oxidação e redução: Manganato MnO42-,
permanganato MnO4-, cromato CrO42- e dicromato Cr2O72-.(VOGEL, 1981).
Os ânions sulfatos de bário, estrôncio e chumbo são praticamente insolúveis em água,
os de cálcio e mercúrio (II) são levemente solúveis e a maioria dos demais sulfatos metálicos
é solúvel. Alguns sulfatos básicos, tais como os de mercúrio, bismuto, e cromo, são também
insolúveis em água, mas se dissolvem em acido clorídrico ou nítrico diluídos. (VOGEL,
1981).
O sulfato é o ânion do acido sulfúrico H2SO4, acido forte, que não o cede senão
dificilmente aos ácidos halogenados: HCl,HBr, e HI e ao acido nítrico.
Entre os sais de acido sulfúrico, os de bário, de estrôncio e de chumbo são poucos
solúveis na água; o sal de cálcio um pouco mais solúvel. Os outros sulfatos são
hidrossolúveis. (ALEXÉEV, 1982).
O cloreto de bário BaCl2 dá por interação com as soluções que contem o íon SO42- um
precipitado branco BaSO4. Como sal pouco solúvel de acido forte, o sulfato de bário é
insolúvel nos ácidos. Esta propriedade distingue BaSO4 dos sais de bário de todos os outros
ânions,o que é utilizado para identificação do íon SO42-. Este processo de identificação pode
complicar-se pela presença, na solução analisada, do ânion S2O2-3 ou de uma mistura de íons
SO32- e S2-, porque nestes dois casos a acidificação provoca a formação de um depósito de
precipitado branco de enxofre, insolúvel nos ácidos BaSO4. (ALEXÉEV, 1982).

O íon cloreto é o anion do ácido clorídrico HCl, solução aquosa de cloreto de


hidrogênio gasoso. Pertence aos ácidos minerais mais fortes. As soluções de sais de HCl e de
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bases fortes (por exemplo NaCl, CaCl2) tem uma reação neutra e as soluções de sais de HCl e
de bases fracas, uma reação acida. (ALEXÉEV, 1982).
Entre os cloretos, são pouco solúveis AgCl,H2Cl2,PbCl2, assim como os sais básicos de
bismuto, de antimônio e de estanho.Os outros cloretos dissolvem-se bem.(ALEXÉEV, 1982).
As reações que resultam na formação de um produto insolúvel são conhecidas como
reações de precipitação. Um precipitado é um sólido insolúvel formado por uma reação em
solução. (BROWN, 2007).

O precipitado pode ser cristalino ou coloidal e pode ser removido da solução


por filtração ou centrifugação. Forma-se um precipitado, quando uma solução se torna
supersaturada com uma substancia em particular. (VOGEL, 1981).

Após obter esse precipitado efetuamos os processos de digestão, filtração,


lavagem e calcinação dos precipitados.

Digestão de um precipitado:
É o tempo em que o precipitado, após ter sido formado, permanece em contacto com a
água mãe. A digestão é o processo destinado á obtenção de um precipitado contituido de
partículas grandes, o mais puro possível, e de fácil filtração.
(http://meusite.mackenzie.com.br/nbonetto/disciplinas/apostila_Laboratorio_Quimica_Analiti
ca_Quantitativa.pdf).
Filtração:
É a separação do precipitado do meio em que se processou a sua formação. A maneira
como é feita a filtração dependerá do tratamento a que o precipitado será submetido na
secagem ou calcinação, conforme o caso.
(http://meusite.mackenzie.com.br/nbonetto/disciplinas/apostila_Laboratorio_Quimica_Analiti
ca_Quantitativa.pdf).
Lavagem:
Após a filtração do precipitado, deve-se submetê-lo a um processo de lavagem para
remover parte da água mãe que nele ficou retida e eliminar as impurezas solúveis e não
voláteis.
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(http://meusite.mackenzie.com.br/nbonetto/disciplinas/apostila_Laboratorio_Quimica_Analiti
ca_Quantitativa.pdf).
Calcinação:
Após a filtração e a lavagem, o precipitado deve ser secado ou calcinado para depois
ser pesado.
(http://meusite.mackenzie.com.br/nbonetto/disciplinas/apostila_Laboratorio_Quimica_Analiti
ca_Quantitativa.pdf).
O objetivo dessa prática foi à identificação do ânion sulfato através de uma solução de
cloreto de bário por precipitação.

MATERIAIS E REAGENTES

• Cadinho de porcelana
• Bico de Bulsen
• Béquer de 400 mL (2)
• Béquer de 250 mL (2)
• Vidro de relógio grande
• Vidro de relógio pequeno
• Bastão de vidro
• Tubo de ensaio
• Funil de haste longa
• Proveta 100mL
• Papel de filtro para filtração lenta
• Solução de BaCl2 0,04mol.L-1;
• K2SO4 P.A;
• HCl 12 mol.L-1;
• Solução 0,01 mol. L-1 de AgNO3.
• Banho Maria
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PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
Pesou-se cerca de 0,5 K2SO4, transferiu quantativamente a amostra para um béquer de
250mL,diluído para 150mL de água destilada,em seguida adicionou 2 mL de HCl 12 mol.L-1.
Precipitação:
Adicionou-se gota a gota de solução de cloreto de bário 0,04mol. L-1, o necessário para
precipitar o íon sulfato presente na solução, em seguida transferiu-se este volume para um
béquer de 250mL e levou para ser aquecido no bico de bulsen a uma temperatura de 80-
90°C,logo após agitou-se a solução ainda quente por dois minutos.
Digestão:
Deixou o precipitado BaSO4 sedimentar por dois minutos,em seguida adicionou-se gostas
de BaCl2 para observar se a precipitação foi completa.Logo após colocou-se o béquer em
banho Maria até o sobrenadante ficar claro.
Filtração:
Transferiu a solução sobrenadante para o filtro, retendo o precipitado no béquer, para
efetuar a lavagem.
Lavagem:
Transferiu-se o precipitado para o papel filtro, lavando varias vezes com água
destilada quente para eliminação dos íons Cl-.
Reação de cloretos:
Adicionou-se algumas gotas de solução de AgNO3 0,1moL-1, para testar a reação
negativa para cloretos.
Calcinação do precipitado:
Dobrou o papel filtro com o precipitado e transferiu-se para o cadinho de porcelana,
em seguida aqueceu em bico de bulsen, até carbonizar.
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RESULTADOS E DISCUSSÃO

Identificação do ânion Sulfato (SO42-)

Ba2+ + SO4 2- BaSO4 (s) ( precipitado branco)


Durante a identificação de ânions de sulfato, notou-se que ao misturar o cloreto de
bário, a substância obteve uma cor leitosa, sendo assim, insolúvel em ácido clorídrico.

CONCLUSÃO

Através dos resultados em comparação com suas referencias teóricas, pode-


se concluir que a formação de precipitados a partir de íons em solução pode ser diferenciada
pelas diferentes reações ocorridas devido às condições propostas, ou seja, a utilização de
reagentes para determinação de seus precipitados formados ou mudanças em aspectos
qualitativos, como observado, formação de precipitados e mudança de coloração.
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REFERÊNCIAS

VOGEL, Arthur Israel. Química analítica qualitativa. 5ª Ed. São Paulo: Editora mestre
jou. p. 327,328,378,379. 1981.
ALEXÉEV, V. Analise qualitativa. Edição Lopes da Silva. Porto. P.455, 474. 1982.
Disponível em:
<http://meusite.mackenzie.com.br/nbonetto/disciplinas/apostila_Laboratorio_Quimica
_Analitica_Quantitativa.pdf>. Ultimo acesso 11/05/2011.