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DECRETO PRESIDENCIAL 73 01 de 12 de Outubro

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Genésio Correia
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1 SERIE —N.° 47—DE 12 DE OUTUBRO DE 2001 ‘Sub-Comhissério Victor Inaculo do cargo de Comandante da Policia Fiscal. Publique-se. Luanda, aos 12 de Outubro de 2001. Presidente da Repiiblica, José Epuarno pos Santos. Decreto Presidencial n.° 38/01 de 12 de Outubro * Usando da faculdade que me € conferida pelas alineas m)e n) do artigo 66.° da Lei Constitucional e do artigo 74° da mesma Lei, determino: Nomear os oficiais comissérios abaixo indicados nos Ppovz.s correspondentes: ‘Sub-Comissirios Mério Augusto Oliveira Santos para 0 cargo de Comandante Provincial de Luanda. Sub-Comissirio Ant6nio dos Reis Borges para o cargo de Comandante Provincial do Namibe, ‘Sub-Comissério Joaquim Vieira Ribeiro para o cargo de ‘Sub-Comissério Ant6nio Pedro Joaquim «Kandela» para © cargo de Comandante Provincial de Benguela, Sub-Comissirio Salvador José Rodrigues para 0 cargo de Director de Gabinete de Inspeccio. Sub-Comissirio Francisco Massota para 0 cargo de 2.° Comandante Provincial de Luanda, ‘Sub-Comissério Albino Francisco de Abreu para 0 cargo de chefe do Posto do Comando Geral. Sub-Comissério Alberto Jorge Antunes para o cargo de ‘Comandante Provincial do Cunene. Sub-Comissério Anténio Martins de Sousa para 0 cargo de Comandante Provincial do Uige. ‘Sub-Comissdrio Joo Francisco Paulo Neto para 0 cargo de Comandante da Polfcia Fiscal. Sub-Comissério Victor Inaculo para o cargo de Coman- dante Provincial do Bengo. Publique-se Luanda, aos 12 de Outubro de 2001, O Presidente da Repiiblica, Jost Epuarvo pos Santos. Decreto Presidencial n.° 39/01 de [Link] Outubro Usando da faculdade que me é conferida pelas alineas 1m) © n) do artigo 66.° da Lei Constitucional e do artigo 74.° da mesma Lei, determi ‘Nomear com caricter extraordingtio os oficiais generais abaixo indicados nos cargos correspondent 63367392 — Tenente-General Joaquim Anténio Lopes «Farrusco» para 0 cargo de Comandante da Guarnicdo Militar de Luanda. 40188492 — Tenente-General Jack Radl para o cargo de ‘Comandante da Regido Militar Centro. 30000992 — Contra-Almirante Francisco Maria Manuel para o cargo de Comandante do Comando Naval da Marinha de Guerra de Angola. 30005092 — Contra-Almirante Valentim Alberto ‘Anténio para o cargo de 2.° Comandante do Comando Naval da Marinha de Guerra de Angola. 54930995 — Brigadeiro Simao Carlitos Wala para © cargo de Comandante da 20." Brigada de Infantaria Motorizada, Publique-se. Luanda, aos 12 de Outubro de 2001. [Link] da Repdblica, José Epvaxpo pos Sa* —_ CONSELHO DE MINISTROS Decreto n.° 73/01 de 12 de Outubro ‘Competindo ao Ministério das Finangas proceder ao controlo da execugiio do Orgamento Geral do Estado de acordo com a legislagdo em vigor, em particular a Lc 19/97, de 17 de Outubro; Tendo em conta que a execugdo descentralizada do Orgamento Geral do Estado abriu caminho para a méxima responsabilidade hiersequica dos titulares das Unidades Orgamentais na gestéo dos respectivos orgamentos, sob ‘condugio do Ministro das Finangas, sendo portanto, impres- cindivel e de fundamental importincia definir os procedi- ‘mentos para cada uma das entidades que participam no process; Por outro lado, sendo necessdrio imprimir maior dinamismo ao Sistema Integrado de Gestio Financeira do Estado-SIGFE, conferindo-se-the um nfvel mais égil de operacionalidade relativamente & arrecadagdo das receitas 0 pagamento das despesag publicas, através de um Banco 864, Comercial PGblico - 0 Banco Operador, torna-se conve- niente ajustar algumas das disposigées constantes do Decreto n.° 13/99, de 9 de Julho; Nos termos das disposigdes combinadas da alfnea 4) do artigo 112.° € do artigo 113.° ambos da Lei Con: tucional, 0 Governo decreta 0 seguinte: CAP{TULO I Definigdo ¢ Orgiios do Sistema ARTIGO 1 (Sistema Integrado de Gestdo Financeira do Estado — (SIGFE) 1. 0 Sistema Integrado de Gestio Financeira do Estado (SIGFE) visa assegurar a dindmica ¢ eficécia da execugio financeira descentralizada do Orgamento Geral do Estado (OGE). 2. O presente diploma define os Srgios, as regras € as formas de funcionamento do Sistema Integrado de Gestio Financeira do Estado (SIGFE). ARTIGO 2° Grgios Integrantes do Sistema Integrado de Gestio Financelru do Estado (SIGFE) 1. A Direcgo Nacional do Tesouro (DNT) é 0 érgio central do Sistema Integrado de Gestio Financeira do Estado (SIGFE) incumbido de supervisionar, regulamentar € coordenar as actividades desenvolvidas no Ambito do Sistema, bem como 0 controlo ¢ gestio da Conta Unica do Tesouro (CUT). 2. A Delegagio Provincial de Finangas de cada provincia, € 0 érgho responisdvel pelas actividades desenvolvidas no Ambito do Sistema. 3. © Banco Nacional de Angola (BNA) é 0 Banqueiro do Esiado, responsavel pela manutengiio da Conta Unica do ‘Tesouro-CUT. 4, O Banco de Poupanga ¢ Crédito, S.A.R.L. (BPC), €0 Agente Financeiro do Estado que como Banco Operador, € responsével pela manutengao da conta do Tesouro Nacional denominada «Ministério das Finangas/Tesouro Nacional», através da qual registard, diariamente, a arreca- dagio das receitas ¢ 0 pagamento das despesas piblicas. 5. A arrecadacio das receitas devidas ao Estado no ‘constitui prestagio de servigo exclusivo do Banco Operador. 6. Os Gabinetes de Estudos ¢ Planeamento, ou drgios com atribuigdes equivalentes dos Orgios Centrais Locais do Estado, slo as entidades encarregues de identificar as necessidades de créditos orgamentais € de recursos finan- cceiros destinados a todos 0s drgdos dependentes e/ou sob jurisdigao da Unidade Orgamental (UO), coordenando a distribuigdo dos mesmos. 7. Os Departamentos de Administtagao e Gestio do Orgamento, ou érgios com atribuigdes equivalentes dos Orgios Centrais e Locais do Estadg, siio entidades encarre- DIARIO _DA REPUBLICA gues de exercer a execugo orgamental e financeira das, diferentes actividades, projectos © programas que Ihes sao dependentes. 8. Os Orgios dependentes dos Orgiios Centrais ¢ Locais do Estado, que pela sua especificidade forem autono- ‘mizados na respectiva actividade, projecte e programa, so irectamente encarregues de exercer a execugdo orgamental, financeira dos mesmos. ARTIGO 3° (Unidade Orgemental) L. A Unidade Orgamental-UO € 0 érgio do Estado a ‘quem for consignada dotagéo orgamental prOpria, 2, Compete &s Unidades Orgamentais: 4) coordenar, gerir, distribuir e controlar os eréditos orgamentais e os recursos financeiros destinados a todos os érgdos dependentes e/ou sob sua jurisdigao; ( +) solicitar os eréditos adicionais e os reforgos de dotagées por contrapartida de verbas orgamen- tais préprias discutindo-as com a Direcgiio Nacional do Orgamento (DNO); ©) elaborar as reais Necessidades de Recursos Finah- ceiros-NRF a inscrever no Plano de Caixa Mensal e tendo em conta as receitas proprias a arrecadar no perfodo, expressar de forma agregada e por categoria € gastos as neces- sidades de recursos dos érgios dependentes e/ou sob sua jurisdigdo, apresentando-as 4 Direegao Nacional do Tesouro até ao dia cinco do més anterior Aquele a que se referir 0 Plano de Caixa aaprovar; d) elaborar mensalmente os relatérios consolidados da execugio orgamental e financeira dos érgdos dependentes e/ou sod sua jurisdigao, de acordo com os modelos aprovados, remetendo-os & Direcgao Nacional de Contabilidade-DNC; ©) requisitar a0 Ministério das Finangas os documen- tos: Necessidades de Recursos Financeiros; ‘Ordem de Saque; Guias de Recebimento; Nota de Cabimentagiio de Despesa; Nota de Anulacdo de Cabimentagiio de Despesa. ARTIGO 4° (Conta Gniea do Tesoure) 1, A Conta Unica do Tesouro (CUT), € a conta do Tesouro Nacional mantida junto do Banco Nacional de Angola-BNA, na qualidade de Banqueiro do Estado, onde sdo recolhidas as receitas arrecadadas pelo Estado. L_SERIE—N° 47—DE 12 DE OUTUBRO DE 2001 2.0 controlo € gestio da CUT ¢ da responsabilidade da Direcgdio Nacional do Tesouro, ARTIGO 5+ (Conta Ministérlo das Finangas/Tesouro Nacional) 1, A Conta Ministério das Finangas/Tesouro Nacional, a conta do Tesouro Nacional mantida junto do Banco Operador para 0 registo de todas as operagies de crédito € débito do Estado, 2. O controlo e gestio da Conta Ministério das Finan- as/Tesouro Nacional € da responsabilidade da Direcgio Nacional do Tesouro, . CAPfTULO IT Programagio Financeira ARTICO 6° (Programagic Financelra) 1. A Programagdo Financeira é o principal instrumento de gesto dos recursos financeiros publicos, a qual seré elaborada com base no OGE em execugtio e aprovada pela Comissio Permanente do Conselho de Ministros. 2..A Programagio Financeira compreende: a) a previsiio do comportamento da receita;. b) a previsto das necessidades de financiamento interno @ externo;, ©) a consolidagao dos eronogramas de desembolso ¢ © estabelecimento do fluxo de caixa com priori- zagio das acgbes a realizar, & luz das suas relagdes com 0 ciclo produtivo, das normas de prestago de servigo pablico, da situagio das obras ¢ de outros aspectos também relevantes ARTIGO 7° ‘(Comissio de Programagfo Financelra) 1. A Comissdo de Programacao Financeira (CPF) integra: 4) 0 Ministro das Finangas (coordenador); +b) 0 Ministro do Planeamento; ¢) 0 Ministro da Administragdo Piblica, Emprego ¢ Seguranga Social; 4) 0 Governador do Banco Nacional de Angola. 2, Compete & Comissio de Programagio Financeira (CPR): 4) aprovar a metodologia ¢ 0 calendério para a programaglo financeira ¢ as disponibitizagoes;, b) estabelecer por categoria de gastos os limites & cabimentagio ordinéria das despesas da Unidade Orcamental-UO, de forma consistente com a evoluglo das receitas ¢ das alternativas de finan- ciamento posstveis, efectuando os ajustes dos referidos limites sempre que forem necessérios; c) recomendar as medidas correctivas, na eventua- lidade de que os montantes de financiamento requeridos excedam o nivel consistente com ‘outros objectivos da politica econémica, tais como 0 crescimento da liquidez ou o nfvel da taxa de juros, podendo tais medidas correctivas incluir o acréscimo de receitas, a oportuna Jimitagfio da cabimentagio das despesas ou ambas; 4d) submeter & aprovagdo da Comissio Permanente do Conselho de Ministros a Programagio Financeira, 3, A Comisstio de Programagdo Financeira € tecnica- mente apoiada pelo grupo de Consisténcia Macro-Econé- mica criada a0 abrigo do Despacho n.° 6/00, de 2 de Junho, do Presidente da Repablica, ARTIGO 8+ (Plano de Caixa) |, Respeitando a Programago Financeira aprovada ¢ tendo em conta o volume de recursos financeiros solici- tados pelas Unidades Orgamentais (U's), a Direcgao Nacional do Tesouro elabora o Plano de Caixa Mensal ‘e submete-o A Comissdo de Programagiio Financeira. 2, Apés avaliado pela Comissio de Programagio Finan- ceira, 0 Plano de Caixa é aprovado pela Comissio Perma- nente do Consetho de Ministros. 3, Salvo razdes ponderdveis em contrério, o Piano de ‘Caixa Mensal deverd ser aprovado até ao dia 10 de cada més, ARTIGO 9° (Documentos para a movimentagiio dos recursos financeiros ‘no Sistema Integrado de GestSo Flnancelra do Estado — (SIGFE) Os documentos para a movimentagao dos recursos financeiros no Sistema Integrado de Gestio Financeira do Estado (SIGFE) sfo os seguintes: a) DAR — Documento de Arrecadagio de Receitas que seré utilizado para a arrecadagio das recei- as; b) GR — Guia de Recebimento, que seré utilizado para o depésito de outras receitas, caugdes € devolugdes de recursos; ¢) Bordereaux Bancério — que seré utilizado para a entrada de recursos provenientes de financia menos internos ¢ externos; d) NRF — Necessidades de Recursos Financeiros que seré utilizado para solicitar & Direcgao Nacional de Tesouro (DNT) a real necessidade de recursos financeiros; ¢) OT — Ordem de Transferencia que seré utilizada pela Direcgo Nacional do Tesouro-DNT para a transferéncia de recursos financeiros; f) OS — Ordem de Saque que serd utilizada para efectuar pagamentos em nome do Estado; 8) NCB — Nota de Cabimentagdo de Despesa que serviré para identificar a classificagiio orgamen- tal ¢ a imponténcia de cada despesa a efectuar em nome do Estado; +h) ACB — Nota de Anulago de Cabimentagao de Despesa que servird para anular a cabimentago processada, repondo o saldo orgamental da respectiva rubrica orgamental; . 4) Resumo da Folha de Salérios que seré utilizada para acompanhar a Ordem de Saque — OS, no acto de pagamento dos salérios aos trabalha- dores do Estado; J) Mensagens electrénicas padronizadas para a reali- zagio de pagamentos, com origem no pagador, através do sistema de liquidagio por bruto em tempo real do Sistema de Pagamentos de Angola (SPA). ARTIGO 10° (Transferéncia de Recursos Financeiros hs Unidades Orjamentals) ‘Apés a aprovagio do Plano de Caixa Mensal, a Direcgao Nacional do Tesouro transferiré para as Unidades Orgamen- tais 08 comespondentes Recursos Financeiros até ao limite das quotas aprovadas. ARTIO 11° (Arrecadagdio de receltas) 1. As receitas do Estado devem ser arrecadadas pelo sistema Bancario e recolhidas na CUT — Conta Unica do ‘Tesouro, mantida no Banco Nacional de Angola, 2. AS receitas arecadadas pelas Embaixadas e Consu- lados, devem ser depositadas em conta bancéria propria, titulada pela correspondente Embaixada/Consulado. 3, As Unidades Orgamentais sto obrigadas a informar & Direcglio Nacional de Impostos e & Direcgdo Nacional do Orgamento as alteragdes ocorridas na previsio da receita, através de documento préprio denominado Alteragio da Previsdo de Receita, ARTIGO 12° (Pagamento da despesa) 1. O pagamento de despesas serd efectuado mediante a emissiio do documento Ordem de Saque — OS, devida- mente assinado pelo respectivo responsfvel méximo da Unidade Orgamental-UO. ° 2. A Ordem de Saque relativa ao pagamento de despesas com 0 pessoal somente sera aceite pelo Banco Operador, mediante a apresentagio da folha de salérios acompanhada do respectivo Quadro Resumo, DIARIO DA REPUBLICA 3. Os Gestores das Unidades Orgamentais — UO's que cemitirem Ordem de Saque sem o cumprimento dos procedi- mentos legais, ficardo sujeitos as sangdes prescritas na legislagio em vigor sobre a matéria, 4, Controlo da Ordem de Saque: 4.1, As Unidades Orgamentais ~ UO’ deve remeter + Banco Operador, as Ordens de Saque ermitidas, acomp2 nhadas de um protocolo, 4.2. 0 Banco Operador, apés recepgo dos document referidos no nimero anterior deve: @) conferir as assinaturas das Ordens de Saque ¢ en caso de conformidade, proceder ao regist: mectinico picotado das Ordens de Saque rece ddas de modo a permitir a identificagio do veiin da caixa e do tesoureiro responsével p » Processar 0 pagamento; ) promover a devolugio & Unidade Orgamental — UO, das Ordens de Saque que nao satisfazerem 08 requisitos legais no Ambito do Sistema Integrado de Gestio Financeira do Estad SIGFE, com a indicagfo da insuficiancia detectada impressa nas mesmas, através de um protocolo; ° ©) 08 protocolos referidos nas alineas anteriores devem conter os elementos seguint ‘Namero da Unidade Orgamental - UO; Beneficiério da Ordem de Saque - OS, com a indicagfo do respectivo; Niimero de contribuinte; Néimero, data e valor da Ordem de Saque - OS. CAPITULO IIT Prestagaio de Contas ARTIGO 13° (Prestagh de cons econtabtizasho) Para efeitos de prestagdo de contas € contabilizagao mais célere do OGE, os intervenientes na execugdo orgamental/financeira devem cumprir os pressupostos seguintes: 1, As Unidades Orgamentais sediadas no Pafs deverdo: 4) encaminhar mensalmente & Direcgio Nacional de Contabilidade, até ao dia 10 do més seguinte, 0 <«mnapa demonstrativo da execugdo orgamental/ Hfinanceira» realizada por todos os 6rgios dependentes; 4) encaminhar quinzenalmente & Direcgdo Nacional de Contabilidade (no caso dos (Orgios Centrais) € as Delegagdes Provinciais de Finangas (no caso de (Orgdos Locais) as vias de «Notas de 1 SERIE —N. 47—DE 12 DE OUTUBRO DE 2001 Cabimentagdo»> e de «

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