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Avaliação Psicológica: Métodos e Práticas

O documento discute os procedimentos de avaliação psicológica de adultos e idosos, incluindo: 1) A realização de entrevistas, observações, testes psicológicos e produção de relatórios; 2) A distinção entre consulta psicológica e exame psicológico completo; 3) Diferentes tipos de diagnósticos e transtornos que podem ser avaliados, como depressão, ansiedade e transtornos de personalidade.

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Avaliação Psicológica: Métodos e Práticas

O documento discute os procedimentos de avaliação psicológica de adultos e idosos, incluindo: 1) A realização de entrevistas, observações, testes psicológicos e produção de relatórios; 2) A distinção entre consulta psicológica e exame psicológico completo; 3) Diferentes tipos de diagnósticos e transtornos que podem ser avaliados, como depressão, ansiedade e transtornos de personalidade.

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CADEIRA: CONSULTA PSICOLOGICA E

EXAME PSICOLOGICO DO ADULTO E DO


IDOSO.

Professora Teresa Leite.

20-09-2022

Matéria revisitada.

1. Faremos 2 trabalhos - 60% da nota. O trabalho consiste num Role Play –


Problemática – exemplo: Vítima maus tratos na infância, outra situação,
escolher um diagnostico, e estudar bem o paciente para encarnar o
personagem. Trabalho do teste Psicológico

Na segunda parte do trabalho, dar a conhecer à turma o teste que avalia as


competências cognitivas emocionais etc.

2. Escolher o mesmo paciente. Objetivos aqui presentes, criar o perfil Psicológico


do individuo.

Avaliar funções, verificar como a pessoa funciona nos vários domínios.

3. Outros elementos de avaliação: A Participação nas aulas assiduidade.


4. Depois em termos de avaliação final teremos 1 Exame – 40% -- janeiro- 2º
Exame – julho.
5. Da Literatura recomenda se: Psicological Assessement; Handboo of Psycological
assessment, Goldstein&Hersen Groth-Marnat &Wrightn2016 Conducting
[Link] Guide for Pracitoner A.J. Wright Psych Assessment and
Report Writing Goldfinger&Pomerantz 2010 e Compendio de Avaliação
Psicológica 2019
Material:
1. Consulta psicológica, vista como uma situação de avaliação abreviada,
pragmática, focada no pedido das pessoas, informal.

2. O Exame Psicológico, é um pedido global, avaliar funcionamento cognitivo, a


personalidade, a adaptação social, e aspetos das neuro disfuncionalidades, ou
determinadas competências, se as tem ou não.

3. Geralmente começa com entrevistas, observação direta, aplicação de testes, a


interpretação dos resultados, e produção de relatório.

4. Avaliação Psicológica- Após alta de internamento Hospitalar, há


procedimentos usuais a fazer:

a. Avaliar o Estado da pessoa, previsão do que lhe irá acontecer. Ter a ciência
sobre a investigação de Vida, a situação contextual, onde e como vive esta
pessoa.
b. Depois as Patologias a Psiquiatria e a Psicologia, as patologias tem origens
diferenciadas, podendo ser orgânico ou não. Mas a metodologia é idêntica à da
medicina, há um primeiro contacto, que se apreende o que contribui para o
quadro atual. Quadro clínico, historial e contextual, podendo-se chegar ao
diagnóstico. Porquê diagnosticar? Para se prever.
c. Depois entra o livro onde se tentou ao longo do tempo encaixar estas
patologias, o DSM uma ferramenta para organização, um estudo
epidemiológico que foi organizado por estudos estatísticos, que incidem sobre
se levar ao contributo e ao sucesso de diagnostico pois organiza as patologias
em grupos com cada grupo que tem algo em comum.

d. Quando é patológico ou não...a partir de quando é que há patologia?


e. O que nos leva a decidir que as pessoas têm alguma patologia? Através de 4
elementos:

1. Quantidade, a frequência e intensidade e duração do sintoma... Sono, mais 8


menos que 8...
2. Funcionalidade, quando a característica que está presente afeta a
funcionalidade o todo da pessoa.
3. A vivência subjetiva da pessoa. Há pessoas que vivem uma experiência
traumática, (Ex ataque terrorista), mas a pessoa tem medos por isso, sabe a
origem, mas depois consegue viver com isso. Por outro lado, há pessoas que
após essa experiência, na sua consciência sentem que não estão bem, não se
adaptam.
4. A norma social – A perceção dos outros e adaptação à sociedade (Exemplo
adições) —Pergunta acha que se estivesse aqui a sua mulher ela, achava
normal? os outros acham problema? Então fale-me do seu trabalho—
(Constante despedimento) ... é expectável que se tenham relações sociais,
familiares, sociais e conjugais.
5. O Exame Psicológico- No pedido há pistas importantes, por isso saber o
contexto, e saber dados das relações interpessoais torna se essencial. Entram
depois as observações, com o estado de humor – estado continuado de um
determinado de estado de afeto. No Transtorno depressivo por exemplo - esta
de alguma forma inerente, o Transtorno dos afetos, em que estados de humor
começam a afetar a funcionalidade da vida, por exemplo o estado cognitivo, o
estado físico, o estado laboral, e acima de tudo afeta as relações pessoais.
6. No Transtorno Psicótico- Afeta o domínio da cognição e da perceção, a
alucinação é uma falsa perceção, na esquizofrenia principalmente.
7. No Delírio- visto como um Distúrbio do conteúdo e da forma do pensamento
este é patológico quando na realidade se transcende o mundo expetante e
realista, isto é, está muito distorcida esta realidade (já esta longe da
quantidade de interpretações expectáveis). Para alem disto, é qualitativamente
diferente da lógica do senso Comum; Não é alterável – Pode-se dizer, que é
vermelho, mas a pessoa diz vivamente que foi uma identidade que lhe disse,
percebemos que, são alterações quantitativamente diferentes.
8. Dentro do assunto do Autismo – encontra-mo nos com a Dificuldade da
conexão com os outros.
9. Da Bipolaridade - surge a ideia de Patologia, com alternância de períodos
grandes em que há alterações de estados de humor, sem justificação. (Períodos
de duas ou mais semanas, estado de humor positivo, ou negativo fora do
normal, em relação à vida da pessoa). E da se o Humor lábio – Alteração de
estados de humor, repentinos. Uma Perturbação do estado afetivo, e da
relação de humor.
10. Nos Transtornos de ansiedade- Quando vira transtorno e perturbação temos o
caldo entornado, isto é, pode viabilizar um encontro com um Transtorno
obsessivo compulsivo- Também muito por causa da ansiedade, mas o controlo
e defesa contra ansiedade, geralmente direcionada por rituais.
11. Aqui vigora também a ideia de Trauma – Situação Súbita, não expetável no
ciclo de vida, causando pânico, horror e causando pânico na vida da pessoa.
12. Outro ainda, é o Transtorno dissociativo – com a Alteração do processo é um
problema da consciência, auto psíquica, e espacial (esta a funcionar como fosse
outra pessoa, ou esta noutro local, ou tempo) (estamos a falar com a pessoa e
a pessoa olha para nos e vê outra pessoa).
13. Muitos mais, mas vamos falando de alguns.
14. O exemplo do Transtorno de sintoma somático- A pessoa já apresenta as
alterações no corpo, mas a serem exacerbadas pelo estado psicológico.
15. E depois uma serie de transtornos que mexem com o psicológico e tem origens
diferentes exemplos, os Transtornos alimentares – com a Alteração patológica
de gestão da alimentação ( Alteração do comportamento)- alteração
significativa do comportamento alimentar , que leva a outras patologias.
( Depressão ) o Transtorno da eliminação – a enurese , e ainda o Transtorno do
Sono -Vigília Ou o Transtorno Disruptivo - Desaquação e imprevisibilidade do
comportamento sem deixar de mencionar o Transtorno relacionado a
substancias - Consumo de substancias, ou com a abstenção que é terrível pois
fomenta a dependência, o que pode mesmo levar a pessoa a ser agressiva.
16. E, ainda o Transtorno da personalidade – interpretado como a Alteração
patológica de uma característica própria. Quando se refere que determinada
personalidade, vai ter uma proporção, quantitativamente e qualitativamente
alterada da forma de viver.
17. E afins, como o caso das patologias do foro sexual, exemplo das Parafilias –
Retirar prazer sexual de coisas e pessoas que não deveria.
18. Vamos andar este semestre a navegar nesta fronteira fluida entre o observar, o
constatar caraterísticas e ter de colocar carimbos em algumas coisas. Este é o
aspeto mais ou menos, isto é, ou não é funcional etc.
19. Das coisas que mais poderão incomodar em psicologia clínica, serão alguns
relatórios que se foram apresentando, tem colegas que escrevem relatórios como
se estivessem a falar com o professor(a) da cadeira de avaliação psicológica,
usam termos extremamente técnicos que foram rebuscar ao longo dos anos de
aprendizagem, e a laboratório esquecendo se que depois este relatório vai parar
as mãos de professores de pais e mães ou familiares, eles terão de ir à net para
pesquisar e aquilo vai parecer o ato de ler a bula dos medicamentos.
20. Portanto, depreende se que escrever um relatório é um trabalho complexo que
exige expertise, porque estas pessoas depois terão de decifrar o que esta ali
escrito, o que é uma ma pratica, pois, a linguagem do relatório terá de ser
concreta, direta, objetiva e de fácil compreensão.
21. Depois ainda temos os relatórios num outro extremo, que, pelo modo como são
escritos parecem se de todo com a conversa que se tem com o vizinho do
terceiro esquerdo, isto é, estas pessoas escrevem como elas entendem fazem
assim uso de termos que já contem em si juízos de valor, isto é, deturpem factos.
22. Muitos destes relatórios fazem ainda menção à falta de ética profissional,
principalmente quando expressam determinadas opiniões, como: - Esta pessoa
apresenta se sempre com uma atitude arrogante e é extremamente mal-educada.
23. Se depois a própria pessoa for ler isto sobre ela decerto não ira apreciar de forma
positiva, para alem de que são termos que não devem de todo estar presentes
num relatório. Então todos nos teremos de levar com este desafio para o resto da
vida, que questionar-mo nos se o que fizemos tem juízos de valor.
24. E depois o ato de avaliar, seremos sempre chamados para tal, mas não é sempre
que somos convocados estarmos a avaliar se a pessoa é boa ou ma, ou se ela é
impropria para consumo ou não, é um avaliar de processos, de facto diz se ate
que é avaliar processos, a condição cognitiva que a pessoa possa ter, que tipo de
personalidade a pessoa tem, como se esta a adaptar ou será que se esta a adaptar
de todo ou não, cuidado com estas situações, pois temos de avaliar e isso põe
nos a jeito para fazermos juízos de valor.
25. Por isso temos de nos mobilizar para com as pessoas ou situações, com os
contextos e para a entreajuda.
26. Esta cadeira não é para partir pedra, isto é, não vamos estar aqui a usar testes e
mais testes, ou a explicar conceitos, dado que é uma cadeira que pode servir
também para arrumar técnicas, mas vamos estar aqui sempre a realçar aquilo que
é uma caraterística do psicólogo, é o mínimo que se trata da relação com o outro,
o entrevistar o observar.
27. Depois ira ser realizado um trabalho que se enquadra num role play, só a
constituição do role play é que nos dará assunto sobre o que estudar, será então
escolhida uma problemática, por exemplo pessoas que tenham sofrido maus
tratos durante a sua infância, e isso leva a um diagnostico, e há que separar dois
termos aqui um é trauma e outro diagnostico que são diferentes. Se quisermos
ser assertivos e temos de o ser, o stress pós-traumático é que é diagnostico.
28. Por isso terão de escolher um diagnostico qualquer e terão de o estudar bem, e
terão de criar um personagem que tem um problema, o que implica todo um
processo criativo de encarnar, mas não é um teatro e muito menos uma comedia.
29. Encarnar não é pelo teatro ou para sermos bons atores, não é para se ter piada,
mas sim, para conseguir mos reencarnar uma pessoa que tem aquele problema
específico, quando estudei na faculdade, na altura ninguém queria escolher o
hospital Miguel Bombarda pois era um hospital psiquiátrico, e o que me chocou
foi a vez que fui ao Miguel Bombarda a investigar, para um trabalho, não foi
choque o ir ver aquela pessoa que estava la internada, mas ver aquele ser, a ser
entrevistado à frente de oitenta e tantos alunos, foi duro e não apreciei nada bem,
não gostei da exposição, eram doentes de verdade eram pessoas que estavam ali
há anos, e de vez em quando la vinham os pobres dos doentes fazer as
entrevistas com nos todos ali a assistir.
30. Tanto ira treinar a pessoa que vai encarnar o paciente como vai treinar a pessoa
que vai entrevistar, e estudem os dois o mesmo paciente pois iremos trocar de
papeis.
31. O objetivo é criar um perfil de avaliação psicológico, e estaremos a começar de
trás para a frente, pois o diagnostico já vocês o sabem.
32. Só que em avaliação psicológica o diagnostico não é tudo, porque torna se
necessário ir avaliar as funções, lembrem se que por vezes a pessoa ate já vai
com o diagnostico.
33. Portanto, aqui o que se quer é desmontar e desbravar o caminho a pessoa nos
seus processos, ver como é que ela funciona nos vários domínios que são alvo de
problema psicológico.
34. Num segundo momento, teremos outro trabalho que será o de trabalhar testes
psicológicos, vamos falar dos clássicos, dos mais conhecidos.
35. Vão apresentar ou dar a conhecer os testes há turma.
36. Depois iremos dar ênfase na matéria, e estudar e apresentar alguns casos.
37. O foco é esta dinâmica de me sentar com as pessoas e de perceber o que se
estará a passar com elas, lidar com as perguntas que ela tem e os interesses que
têm os pares, que os familiares também têm, sem esquecer o interesse que outros
profissionais também evocam quanto ao avaliar aquelas pessoas.
38. Recordar sempre que esta cadeira se centra na população adulta, idosa.

11:12/[Link]

Sumario de 20 do 9: continuação.

1. Data do trabalho constituído por duas partes apresentação de um role play


com diagnostico de perturbação bipolar e de uma segunda parte com a
apresentação de um teste, neste caso o do minimental state examination.
1ºmomento:

Pares role plays - psicólogo/paciente referente à pert. Bipolar.

Escolher uma problemática (diagnostico ou maus-tratos etc.) e estudar bem isso para
criar uma personagem com esse problema de forma a aproximar ao máximo desse
problema.

2º momento:

Trabalhar testes psicológicos – Minimental state exame evaluation.

Onde a Consulta é basicamente uma breve avaliação muito focada no pedido.

Depois em situações de alta de internamento é muito comum ser necessário avaliar o


estado do pessoal, prever como irá estar dentro de umas semanas e o contexto em que
vive. Dado que muitas vezes se recebem pedidos da psiquiatria para avaliar as situações
das pessoas antes da alta.

Um exame psicológico parte da ideia de que é muito mais global.

Implica avaliar funcionamento o cognitivo, personalidade, adaptação social e por vezes


aspetos como neuro-disfunções ou certas competências que precisamos de ver se
existem ou não.

Ter em conta:

O Exame completo.

A Entrevista.
A observação direta.

As Aplicação de testes.

A Interpretação dos resultados dos testes tendo em conta os dados da entrevista.

A Produção do relatório.

SCIFD – entrevistas clínicas para cada patologia do DSM-V

a. Das partes integrantes ao processo ter em conta as Patologias do adulto


b. Da leitura do DSM constatar que há patologias psicológicas organizadas por
grupos com coisas em comum.

2. Então, para distinguir o normal do patológico é necessário que existam


critérios de:

a. Frequência, intensidade, duração dos sintomas.


b. Afeta e altera o funcionamento da pessoa
c. Há toda uma Vivência subjetiva da pessoa
d. Persiste uma norma social e visão dos outros e a adaptação à sociedade
e. Estes critérios são muito importantes para todas as decisões de diagnóstico, mas
principalmente em patologias das adições e da personalidade.

3. Ter em conta, que no pedido estão as pistas importantes sobre o que


andamos à procura durante o processo de exame psicológico.

4. O DSM apenas identifica:

Perturbações psicóticas:
A distorção do pensamento só é patológica quando é muito distorcida, em que já está
longe da quantidade de interpretações expectáveis de serem feitas, é qualitativamente
diferente da lógica de senso comum e ainda, não é alterável (pode ser argumentado
constantemente que a pessoa vai continuar a acreditar que as coisas são assim por
alguma razão fora do comum).

1. O DSM apenas identifica:

Perturbações psicóticas:

A distorção do pensamento só é patológica quando é muito distorcida, em que já está


longe da quantidade de interpretações expectáveis de serem feitas, é qualitativamente
diferente da lógica de senso comum e ainda, não é alterável (pode ser argumentado
constantemente que a pessoa vai continuar a acreditar que as coisas são assim por
alguma razão fora do comum).

Alterações qualitativamente significativas com distorção no pensamento e


perceção.

Afeta todas as áreas da vida da pessoa.

Perturbação bipolar

A perturbação bipolar é do foro afetivo a nível da regulação do humor e há mudanças de


períodos de estados depressivos para maníacos regulares sem nenhuma justificação.

Perturbação obsessivo-compulsiva

Controle e defesa contra a ansiedade

Perturbação dissociativos

Alteração da consciência, de si ou do momento.


Perturbação dos sintomas somáticos

A pessoa apresenta alterações do seu corpo, mas estão a ser agravadas por sintomas
psicológicos

Perturbações alimentares

Transtornos do comportamento, alterações patológicas significativas dos padrões de


gestão da nossa alimentação.

Dinâmicas familiares (muito importantes aqui)

Perturbações da eliminação:

a. Falta de controlo dos esfíncteres causados por fatores psíquicos.

Perturbações do sono:

b. Podem também ser um sintoma

Perturbações sexuais

Disforias do género

Perturbações de controlo dos impulsos:

c. Começa muitas vezes em criança e instala-se um padrão de


comportamento desadequado. Quando não é tratado na infância pode
dar origem a perturbações de personalidade

Perturbações aditivas:

d. O principal é o consumo de substâncias ou a dependência.

Perturbações da personalidade:

e. É sempre difícil de identificar porque é que a pessoa é assim.

Difícil perceber quando um tipo de personalidade é patológico. Todavia da se o


fenómeno, quando percebemos que existem indicadores qualitativos e quantitativos
diferentes da norma e isso afeta a sua adaptação à sociedade.
Perturbações parafilicas

a. Perturbações sexuais

Sumario de 27 do 9:
O Exame psicológico:

1. Processo estruturado, definido por métodos, técnicas e instrumentos, com o


objetivo de sustentar a tomada de decisão, encaminhar um dado caso ou
avaliar o funcionamento do sujeito, tento em conta o contexto social,
histórico em que este se encontra
2. Onde tentamos obter sinais externos de processos internos.
3. A psicologia foca-se em operacionalizar variáveis abstratas.
4. Em exame psicológico tentamos quantificar constructos psicológicos.
5. Um exame psicológico é no fundo uma situação experimental,
estandardizada e que pode ter os seus resultados comparados com outros
sujeitos. Estamos a trabalhar numa logica de método clínico (estudo de
fenomenologia, estudo caso a caso, recolhemos dados sobre Afetos,
personalidade, intelecto, perceção, contexto familiar, de forma a ver o que não
está a funcionar tao bem.

Os processos do exame psicológico:

1. Análise do pedido e relatórios prévios


2. Entrevista clínica:
a. É muito completo, aprende-se imenso sobre a pessoa se a entrevista for
boa. Quando temos de passar testes, existe prioridade na entrevista que é
estabelecer o rapport e pô-la confortável na relação.
b. Muitas vezes é bom reencaminhar para outro colega para ele avaliar, para
não contaminar a estandardização ou a relação terapêutica.
3. Seleção de testes:
a. A partir da entrevista e da análise do pedido vamos perceber o que temos
de passar.
b. Focar os testes na quantificação.
4. Aplicação dos testes:
a. O teste é sobre o aqui e o agora nunca esquecer esta premissa. Pois nunca
avalia o todo do sujeito.
5. Interpretação dos dados:
a. sempre à luz da tabela dos manuais.
6. Escrever o relatório:
a. O relatório é sério pois esta tudo anotado e deve ser mostrado ao paciente
caso este exija, há que ter muito cuidado com o tipo de linguagem
apresentada.
7. Dar feedback a quem o pediu

a. feedback verbal
Possíveis razoes para pedir a avaliação

1. Avaliar o funcionamento do sujeito em geral


 ex. internamento em psiquiatria – a pessoa entra de urgência, estabiliza, e antes
da alta avaliamos

2. Responder a perguntas muito especificas da fonte do


encaminhamento
 ex. falhas de memoria

3. Fundamentar determinadas decisões clínica


 ex. em contexto hospitalar os chefes dos serviços são psiquiatras, de formação
médica. Um bom chefe de serviço mune-se de parecer dos vários técnicos. O
exame psicológico é mais rebuscado e serve para ver os casos onde há dúvidas e
sustentar decisões de dar alta em várias condições (ver se pode viver sozinho, se
tem de se marcar uma reunião com uma residência, etc.…)

4. Tentar explicar determinados sintomas ou dificuldades


 começam a aparecer. Temos sinais e sintomas, juntamos a um quadro clínico,
juntamos a vários momentos e temos um diagnóstico.

5. Esclarecer um diagnóstico de psicopatologia


 tem de haver uma entrevista abrangente de forma a ver os vários problemas que
possam existir, ainda que exista um pedido específico.
6. Razões estratégicas (acesso a residências, subsídios, vagas
para serviços, etc.)
 às vezes é preciso fazer um exame psicológico para conseguirmos serviços.
Existem necessidades com muito pouca oferta e num relatório às vezes é
necessário enfatizar certas coisas. Ou seja, pôr especificamente todas as
dificuldades da pessoa (avaliação de funções). Ter um relatório que não deixe
dúvidas. Para conseguir integrar as pessoas nos sítios certos.

Nota: Quando os afetos são muito intensos maior é a distorção da memória.


A Observação

1. Entrevista é um contexto rico com


um duplo objetivo de recolher info
e estabelecer relação.

2. Num exame psicológico estabelecer


relação é garantir as condições
mínimas de conforto para a
avaliação.

3. Dentro da entrevista temos info


verbal a recolher (afeto,
funcionamento, comportamentos
por autorrelato) e também temos
info recolhida por observação
direta que é muito rica. Captar
dados mesmo que não saibamos
onde os arrumar.
4. A observação clínica é o ato de
observar ao mesmo tempo que se
conduz um ato clínico.

Dados a recolher por observação direta

1. Aspeto físico, postura, movimento


 começa a negociação dentro de nos próprios entre o juízo de valor e a
sensibilidade clínica ex. se a pessoa se apresenta com um aspeto pouco cuidado
isso é uma constatação, se a pessoa está suja ou as calças não jogam com a
camisa, se tem a roupa rota é uma constatação e não um juízo.
2. Comportamento relacional – se a pessoa se encosta, queira dar beijos, tenha
uma forma invulgar de se relacionar, faz com que seja objeto de nota
Comportamento e expressão não verbal

 Se a pessoa parece triste, tem uma atitude mais lenta, ou de desdém, juntamos
tudo.

3. Produção verbal
 Como fala, como organiza ideias, como é a dicção, a forma do discurso,
organiza frases...
4. Interação/sequência/simultaneidade de eventos
 Ex. o que acontece com o que pedi vs. o que acontece na pessoa/com o que eu
pedi.

5. Para qualquer dos domínios anteriores é importante registar:


 Elementos iniciados espontaneamente
 Respostas a estímulos específicos (contingência)
6. Tipos de observação

a. Observação passiva
b. No momento, sem
participar
Ex. escolas, lares de idosos

Queremos observar o comportamento da pessoa fora de um meio de observação.

b. Observação participante

Observar e gerir uma sessão em simultâneo

c. Observação remota

Observação em vídeo

8. Aspetos a observar na sessão


Competências

Perceção, memoria, inteligência, motricidade, comunicação, contacto social

Estado mental

Consciência, orientação, ligação ao exterior, avaliação da realidade, grau de ansiedade,


controle dos impulsos

Afeto e emoções

Expressão, intensidade, clareza, estabilidade, autocontrole

Relacionamento

Orientação para o outro apropriada ou não, congruência, recetividade,


cooperação/resistência, fronteiras relacionadas

Identidade

Sentido de si, assertividade, extroversão, diferenciação em relação ao outro,


personalidade

Observador participante – Níveis de registo e processamento

Dados observáveis objetivamente (descritivo, factual)

“O que vejo/ouço”

Pensamentos (ideias, representações, interpretações)

“O que eu penso do que vejo, o que acho que significa”


Reações internas

“O que me faz sentir ou querer”

Respostas/intervenções

“O que eu faço com isso e para quê”

Nota: O silêncio e o não fazer nada, às vezes é o mais importante. Ver o que a pessoa
faz.

Tomar notas sobre o que observamos

Caso

Ler tudo sobre a perturbação, incluindo as comorbilidades.

Alterações qualitativamente significativas com distorção no pensamento e


perceção.

Afeta todas as áreas da vida da pessoa.

Perturbação bipolar

A perturbação bipolar é do foro afetivo a nível da regulação do humor e há mudanças de


períodos de estados depressivos para maníacos regulares sem nenhuma justificação.

O principal é o consumo de substâncias ou a dependência.


Perturbações da personalidade

Difícil de identificar porque a pessoa é assim.

Difícil perceber quando um tipo de personalidade é patológico. Mas é quando existem


indicadores qualitativos e quantitativos diferentes da norma e isso afeta a sua adaptação
à sociedade.

Perturbações parafilicas

Perturbações sexuais

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