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Uso do DNA Forense em Investigações

Este documento descreve o uso do DNA forense em investigações criminais e civis. Ele explica como o DNA pode ser extraído de várias amostras biológicas e usado para identificar suspeitos, vítimas ou parentescos. O documento também discute a importância da preservação da cena do crime e da cadeia de custódia das amostras.

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Uso do DNA Forense em Investigações

Este documento descreve o uso do DNA forense em investigações criminais e civis. Ele explica como o DNA pode ser extraído de várias amostras biológicas e usado para identificar suspeitos, vítimas ou parentescos. O documento também discute a importância da preservação da cena do crime e da cadeia de custódia das amostras.

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DNA FORENSE
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USO FORENSE DO DNA

O DNA Forense é usado hoje na esfera criminal, para


investigação criminal e na esfera civil, para investigação
de paternidade.

O avanço da ciência e tecnologia forense teve seu ponto


culminante em meados dos anos 80, quando as técnicas
de identificação, fundamentadas na análise direta do
DNA, tornaram-se uma das mais poderosas ferramentas
para a identificação humana e investigações criminais.
O uso do DNA Forense na investigação criminal, não
pode por si só provar a culpabilidade do criminoso, e
também a inocência do mesmo, mas pode estabelecer
uma ligação entre esta pessoa e a cena do crime.
Atualmente a identificação humana por DNA Forense, já
é aceita em processos judiciais em todo o mundo, sendo
possível inclusive à identificação de pessoas mortas, a
dezenas, centenas de anos, utilizando DNA obtido de
ossos ou dentes.
Identificação de suspeito em casos de crimes
sexuais (estupro, atentado violento ao pudor, ato
libidinoso diverso da conjugação carnal);
Identificação de cadáveres carbonizados, em
decomposição, mutilados, etc.;
Relação entre instrumento lesivo e vítima;
Identificação de cadáveres abandonados;
Aborto provocado; infanticídio; falta de assistência
durante o estado puerperal;
Investigação de paternidade em caso de gravidez
resultante de estupro;
Estudo de vínculo genético: raptos, sequestros e
tráfico de menores; e anulação de registro civil de
nasciment
OS TESTES DE DNA PODEM SER USADOS:

AMOSTRAS BIOLÓGICAS PARA ANÁLISE FORENSE


Hoje, são inúmeros os espécimes biológicos dos quais o DNA
pode ser extraído. Podemos encontrá-lo em pequenas
amostras de sangue, ossos, sêmen, cabelo, dentes, unhas,
tecidos, saliva, urina, entre outros fluidos. A análise cuidadosa
desses materiais ajuda a identificar criminosos, isso porque o
DNA possui uma alta estabilidade química mesmo após um
longo período de tempo.
Outras fontes como urina, saliva e fezes podem ser analisadas,
mas deve-se ressaltar que apenas células nucleadas servem
para genotipagens de DNA nuclear

Qualquer tecido ou fluido biológico pode ser utilizado como


fonte de DNA, desde que possua células próprias ou células de
outros tecidos. Por exemplo, na urina podemos encontrar
células oriundas da bexiga, mucosa do pênis e células brancas
do sangue, que podem ser utilizada em estudos de
identificação. Da mesma forma podem ser encontradas
células na saliva, lágrimas, suor, e em outras substâncias
orgânicas.

Nos seres humanos, o DNA que carrega o código genético


ocorre em todas as células que possuem núcleo, inclusive os
glóbulos brancos, os espermatozóides, as células que
envolvem as raízes capilares e as células encontradas na
saliva. Estas são as células que oferecem maior interesse para
os estudos forenses.
IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DA CENA DO CRIME

Além dos cuidados que devem ser tomados com todas as


evidências criminais e civis, nos casos que envolvem a análise
de DNA, deve-se ter atenção em relação à contaminação das
evidências criminais que contenham material genético. Por
isso é importante o uso de luvas descartáveis, mascaras e
gorros cirúrgicos quando for fazer a coleta, manuseio e
processamento das evidências (coleta, transporte e
armazenamento).

Podem ocorrer degradação e contaminação de DNA


nos laboratórios e nos locais de crime. A degradação
biológica do DNA é feita por enzimas produzidas por
fungo e bactérias, por causa da umidade e do calor. O
DNA resiste bem ao calor (temperatura de até 100ºC
não o destrói), mas existe o problema da contaminação,
que é a deposição de material biológico de outra pessoa
na amostra. Por exemplo, num caso de estupro, quando
o material coletado com swab pode conter sêmen
(espermatozóide) do estuprador e fluido vaginal com
células da vítima.
Para um efetivo controle da integridade física do
material biológico coletado, faz-se necessário a
documentação de sua cadeia de custódia, que diz
respeito à identificação de todas as pessoas que ficaram
responsáveis pela guarda da amostra, e das condições em
que as mesmas se encontravam a cada nova transmissão,
desde a coleta até sua análise em laboratório.

As amostras biológicas merecem especial atenção devido


a sua susceptibilidade à degradação e contaminação. Este
controle é obtido mediante recibos assinados a cada
transmissão de posse da amostr

Cadeia de custódia, no contexto legal, refere-se à


documentação cronológica ou histórica que registra a
sequência de custódia, controle, transferência, análise e
disposição de evidências físicas ou eletrônicas.
DNA COMO EVIDÊNCIA

Evidência – Qualquer material, objeto ou informação que


esteja relacionado com a ocorrência do fato (vestígio que após
analisado pelo perito se mostra diretamente relacionado com
o caso).

As evidencias encontradas em locais de crimes independente


das condições devem ser fotografadas antes de serem
movidas ou tocadas. A sua localização na cena do crime deve
ser sempre fotografadas ou filmadas, caso não tenha como
realizar este procedimento é necessário fazer um esquema
ou relatório bem detalhado

Ao receber as amostras os laboratórios forenses devem


verificar e registrar a presença e o estado do empacotamento,
dos selos e das etiquetas. Caso se realize algum teste
preliminar nas amostras esse procedimento também deve ser
registrado.
Coleta de sangue e sêmen: o material genético em forma
lÍquida geralmente é coletado por absorção, ainda em
estado líquidos podem ser removido por uma seringa
descartável ou uma pipeta automática, sempre estéreis, e
transferidos para um tubo de laboratório. O sangue
liquido coletado deve ser preservado com
anticoagulantes.

Manchas secas de sangue e sêmen encontradas em lençóis,


peças de roupa e outros objetos que podem ser removidos
para o laboratório devem ser isolados e transportados na
forma que estão. Quando estas manchas estão sobre objetos
muito grandes para serem transportados a região contendo a
amostra deve ser cortada e levada ao laboratório. Se
estiverem sobre objetos que não podem ser cortados as
amostras devem ser raspadas com uma ferramenta
apropriada e limpa de contaminantes.
Tecidos, fios de cabelo, órgãos e ossos: quando são
encontrados fios de cabelo, ossos, órgãos e tecidos, devem
documentar e fotografar seu estado, esses materiais devem
ser coletados com o auxílio de instrumentos, como pinça e
bisturi, sempre livres de contaminações. Cada item será
selado e documentado separadamente.

Ossos ou Dentes:
Utilizado em casos de investigação de paternidade onde o
suposto pai é falecido ou para a identificação individual em
casos criminais. Preferencialmente, são analisados fêmur e/ou
arcada dentária inferior com dentes molares

De acordo com as condições do material é possível obter o


DNA nuclear e fazer a análise de marcadores de
microssatélites, podendo ser utilizada para identificação
individual, determinar a paternidade ou a maternidade

Se o material apresentar um alto grau de degradação, é


possível realizar a análise do DNA mitocondrial. Neste caso,
fica excluída a possibilidade de realizar investigação de
paternidade.
DNA NUCLEAR
X
DNA MITOCONDRIAL
Ossos antigos, fios de
cabelo sem bulbo

O mtDNA é um marcador genético de grande interesse na


área forense, pois uma única célula possui mais de 5.000
copias de mtDNA, associados à resistência do mtDNA com
estruturas circular, à digestão enzimática. Assim, em grandes
desastres (incêndios, explosões, queda de aviões,), quando é
mais difícil identificar os corpos, analisa-se o mtDNA e
compara-se com seqüências obtidas de possíveis irmãos ou
ascendentes maternos.
Amostras de fios de cabelo e/ou pêlos com bulbo capilar
podem ser analisadas para identificação individual,
determinar a paternidade ou a maternidade (DNA Nuclear e
Mitocondrial).

Fios de cabelo e/ou pêlos sem bulbo capilar só podem ser


utilizados em casos de identificação genética pela análise do
DNA mitocondrial. Neste caso, fica excluída a possibilidade
de realizar investigação de paternidade

Devem ser coletados no mínimo 10 fios. O material deve ser


armazenado em um saco plástico limpo. As amostras devem
ser enviadas ao laboratório em temperatura ambiente.

Saliva, urina e fluidos corporais: amostras em estado líquido


devem ser transferidos em garrafas/tubos de plástico ou de
vidro esterilizadas, caso encontrem apenas manchas desses
fluidos devem fazer o procedimento de cortar a área com o
material e levar ao laboratório para serem analisados
Deve evitar qualquer tipo de contaminação que possa
interferir no resultado da análise, sempre mantendo a
integridade biológica da amostra (Coleta sempre feita por um
perito). Pode-se definir vários tipos de contaminação:

Contaminação química: produz resultados inconclusivos ou


ausência de resultados.

Contaminação por microrganismos: normalmente não


interfere na interpretação final dos resultados. Sangue e
sêmen encontrados em locais de crimes podem ser
contaminados por fungos e bactérias, quando isso ocorre
pode levar a degradação do DNA. Se o DNA encontrado
estiver degradado o resultado pode ser inconclusivo

Contaminação por outro DNA humano: pode acontecer


durante ou depois da coleta das amostras.
É importante saber diferenciar “mistura de amostras”
e“amostra contaminada” a primeira é quando uma amostra
de DNA tem o material genético de mais de um indivíduo, a
mistura pode ter acontecido antes ou durante a pratica do
crime. A segunda é quando a amostra é contaminada durante
a coleta, armazenamento, ou analise da amostra
(PINHEIRO/2004).

Para garantir a preservações das amostras os vestígios


biológicos devem ser preservados de forma a garantir a
integridade do seu material genético. Para isso deve se evitar
a exposição à luz, a substancias químicas, e deve ser
armazenada a baixas temperaturas, para que evite o
aparecimento de microrganismos. (Ministério da Justiça,
2013)

A análise de DNA tem como objetivo diferenciar um


indivíduo de outro, através de um grande número de
características, dando-lhe uma identidade absoluta como
pessoa, podendo assim ser diferenciado dentre bilhões de
outras pessoas.
O perfil de DNA ou Perfil genético tem sido considerado um
método importante na identificação individual, pois a
informação contida no DNA é determinada pela sequência
como as letras do alfabeto genético estão dispostas nos
cromossomos ou genes

No caso do homem, existem três bilhões dessas letras


escritas nos cromossomos de cada célula do corpo humano,
sempre na mesma ordem em todas as células do indivíduo. É
a ordem como essas letras estão escritas nos cromossomos
que faz com que cada indivíduo seja diferente dos demais.
Quanto mais diferentes são os indivíduos, mais distinta é a
ordem das letras no genoma.
Indivíduos aparentados, irmãos, pais e filhos, etc, apresentam
proporcionalmente maior similaridade na sequência gênica.
Gêmeos idênticos, que são clones humanos naturais,
apresentam a mesma sequência genética em 99,9999....% do
seu DNA

Uma média de 5,2 mutações por bebê nos primeiros estágios


do desenvolvimento embrionário muda um pouquinho o
genoma dascrianças aparentemente iguais (gêmeos
idênticos), ainda que nem sempre essas mutações afetem o
fenótipo de maneira perceptível.
"O genoma humano é formado por um código alfabético de
três bilhões de letras".

"Se o corpo está crescendo, ou um embrião está se


desenvolvendo, então todos as três bilhões de letras precisam
ser copiados".

"Durante este processo de cópia no corpo acontecem 'erros


de digitação'“ que são as pequenas mutações

Exemplo: pense em uma dupla de gêmeos em que um fuma e


o outro não. Se apenas o primeiro desenvolver câncer de
pulmão, é mais provável que isso tenha ocorrido
exclusivamente por influência de algo posterior ao
nascimento. Mas algumas influências uterinas podem
influenciar na organização gênica durante o processo de
crescimento embrionário (duplicação celular) e causar
alteração de DNA diferenciando-os em regiões extremamente
específicas.
Gêmeos univitelinos tem o MESMO código genético, se o
suposto pai não assume a paternidade de uma criança.
Ambos podem ser obrigados a pagarem a pensão

Há possibilidade de distinguir entre os dois irmãos? Sim,


fazendo o "twin test" que custa em torno de 50mil reais e não
é feito no Brasil.

Com resultado inconclusivo do teste de DNA para apontar


qual dos dois gêmeos idênticos é o pai de uma criança, a 3ª
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
determinou a realização do Twin Test, um exame complexo e
de alto custo, realizado em laboratório estrangeiro

Os gêmeos univitelinos DNA idênticos, num teste


laboratorial comum de paternidade, que analisou apenas
algumas sequências de genoma, ambos tiveram
probabilidade de 99,99% de serem os genitores da criança.
Para resultado mais investigativo, é necessário procurar por
mutações que possam identificar o verdadeiro pai (examinar
3 bilhões de letras do DNA)
No perfil de DNA, somente algumas regiões do DNA são
analisadas. As regiões escolhidas são aquelas que apresentam
maior variação individual e facilidade de estudo. Essas regiões
são denominadas de marcadores genéticos oumoleculares

Os marcadores moleculares podem ser utilizados para


caracterizar o DNA de um indivíduo em um padrão ou perfil
de fragmentos que lhe é particular

Os alelos são as formas alternativas de um determinado gene


e ocupam um mesmo loco em cromossomos homólogo.

Neste caso são utilizados marcadores polimórficos, ou seja,


regiões que apresentam mais de um alelo por locus; em loci
forenses, o alelo mais comum tem a frequência menor que 0,
Na espécie humana existem cerca de 50 mil genes que
codificam, através de RNA, proteínas. Estes genes
codificadores de proteínas representam, aproximadamente,
10% do genoma. Todo o restante trata-se de seqüências
repetitivas que têm função estrutural. É a variabilidade deste
restante, quais sejam as regiões hipervariáveis ou
polimórficas, de função estrutural, que se utiliza nos exames
forenses de DNA

Entende-se por marcadores moleculares toda e qualquer


característica herdável presente no DNA e que diferencia
dois ou mais indivíduos. Estas marcas são alterações na
sequência de bases ou de nucleotídeos na molécula de DNA
denominadas de polimorfismos

Como 90% do genoma é composto por sequências não


codificadoras, ou seja, que não carregam uma sequência de
nucleotídeos que será transcrita em RNA funcional, a maioria
dessas alterações são estáveis e não acarretam em mudanças
fenotípicas.

Cada indivíduo apresenta um padrão polimórfico único devido


a grande variação no número e no tipo de variações estáveis ao
longo da molécula de DNA, o que é conhecido por
polimorfismo genético.
POLIMORFISMOS GENÉTICOS
Os polimorfismos presentes nas regiões hipervariáveis do DNA
podem ser agrupados em dois tipos:

Polimorfismos de sequência: São compostos de diferentes


nucleotídeos em uma determinada localização do genoma.
Estas variações em sequência podem ser manifestadas como
regiões de alelos alternativos ou substituições (Polimorfismos
de nucleotídeo único), inserções ou deleções de bases. Em
geral, originam-se de mutações pontuais.

Polimorfismos de comprimento: Inclui as regiões STR /


Microssatélites ("short tandem repeat") e VNTR /
Minissatélites ("variable number of tandem repeat"), e é
caracterizado por sequências de nucleotídeos que se repetem
em múltiplas cópias, variando o número de repetições entre
os indivíduos para cada locus.

POLIMORFISMOS DE SEQUÊNCIA
POLIMORFISMOS DE COMPRIMENTO
Os microssatélites ou minissatélites receberam essa
denominação porque quando se fazia análise de DNA por
ultracentrifugação em gradiente de Cloreto de Césio (que
separa o DNA por sua densidade) apareciam bandas que
ficavam ao lado da banda principal. A essas bandas foi
atribuído o nome de DNA satélite, pois pareciam pequenos
satélites ao lado de um planeta. Mais tarde esse DNA foi
caracterizado como sendo regiões de DNA repetitivo. Depois
se descobriu que as repetições podiam ser longas (satélites),
curtas (minissatélites) ou muito curtas (microssatélites)

COMO É FEITA A ANÁLISE FORENSE? E

O método de STR (Short Tanden Repeats) é mais usado hoje


em dia, e estuda regiões repetitivas de DNA chamadas de
minissatélites (VNTRs) e microssatélites (STRs)
Em função da quantidade de repetições, cada indivíduo terá
um tamanho diferente para a região do DNA que contém um
dado STR ou VNTR. Cada possibilidade de tamanho (ou de
número de repetições) que pode ser encontrada representa um
alelo

As repetições de microssatélites ou STR, que são repetições


curtas em tandem de 1 a 4 nucleotídeos ocorrendo em muitos
locais pelo genoma inteiro.

As repetições minissatélites, que são unidades de repetições de


10 a 100 pares de base. Essas repetições tendem a ocorrer em
menos locais dentro do genoma do indivíduo. Por exemplo,
(AATGCGGTACTGAGCC)n, repetidas em números diferentes
em cada individuo, dando-lhe uma característica única
(formando um ou mais alelos).
Para testes de paternidade e forense, até 18 loci diferentes são
testados.
Normalmente são utilizados STR (short tandem repeats), que
são regiões repetitivas de DNA de 1 a 4 nucleotídeos, altamente
polimórficos (polimorfismo de tamanho) e facilmente tipados.
Na identificação humana utiliza-se quase que exclusivamente
marcadores microssatélites STR. O estudo dos marcadores
STR é feito utilizando a técnica de reação em cadeia de
polimerase (PCR, do inglês Polymerase Chain Reaction). Com
essa técnica é possível fazer a tipagem do DNA utilizando
quantidades mínimas de amostras, como fio de cabelo, células
coletadas na borda de um copo usado pelo suspeito ou
manchas de sangue em uma arma. Esse processo se faz in vitro
(em vidro) para fazer muitas cópias de um fragmento de
DN

São também analisados polimorfismos presentes no


DNA mitocondrial e no cromossomo Y, que são usadas em
algumas ocasiões. Mais recentemente, os abundantes
polimorfismos de nucleotídeo único (SNP, do inglês single
nucleotide polymorphisms) e os polimorfismos de
inserção/deleção (indels) têm emergido como possíveis
alternativas (LIMA, 2006).
O cromossomo Y é transmitido pelo pai somente para os filhos
homens, e a análise destas regiões pode fornecer importante
informação quanto à origem parental dos indivíduo

Seus microssatélites são importantes na análise forense do


DNA. Devido à falta de um cromossomo homólogo, não existe
recombinação durante a meios

Elucidar casos de estupro onde se tem mistura de material


biológico e de DNA. Possível realizar teste de paternidade sem
a mãe.

No cromossomo Y existem três regiões distintas. Duas


pequenas regiões são homólogas ao cromossomo X e podem
sofrer recombinação. No entanto, há uma parte do cromossomo
Y que é exclusiva e que não sofre recombinação com o
cromossomo X e por isso é passada de pai pra filho sem sofrer
qualquer alteração. Estudos apontam um baixo índice de
mutação, podendo os mesmos haplótipos serem encontrados
em varias gerações de homens, alcançando talvez algumas
centenas de anos.
Sua tarefa agora é identificar os pais de cada bebê.
Para afirmar que determinado bebê pertence a umdos casais,
todas as bandas do perfil do bebê devem coincidir com uma
banda da mãe ou do pai. Nem todas as bandas dos perfis da mãe
e do pai terão uma cópia no perfil de DNA do bebê (sugestão:
use uma régua para alinhar as bandas). Quais são os pais de
cada bebê? Mostre as bandas que cada bebê herdou de sua mãe
e de seu pai, marcando as bandas com as letras M (mãe) e P
(pai).
ETAPAS PARA ANÁLISE FORENSE

TÉCNICAS DE DETECÇÃO DO DNA


Nos últimos anos foram desenvolvidas diversas técnicas para
estudo de diferentes tipos de polimorfismos de DNA, no qual os
cientistas e laboratórios podem escolher o método mais
adequado para solucionar o problema. A expressão correta é
“Teste em DNA”.
O primeiro método de detecção de regiões polimórficas do DNA
denomina- se RFLP (restriction fragment length
polymorphism) ou polimorfismo de tamanho de fragmentos de
restrição. Nas análises clássicas de RFLP, fragmentos de DNA
contendo microssatélites são cortados do DNA cromossômico
por enzimas de restrição. Assim, são analisados os fragmentos
de corte (restrição) do DNA que
diferem em tamanho entre os indivíduos.

Após a extração e quantificação do DNA retirados das amostras


biológicas em estudo, as análises de RFLP compreendem seis

passos:
(1) Digestão
(2) Eletroforese,
(3) Southern Blotting
(4) Desnaturação e hibridização
(5) Auto-radiografia
(6) análise dos dados obtidos
RFLP deixou de ser utilizada por se laboriosa e
complexa, podendo uma análise demandar de quatro a
seis semanas, além de exigir DNA íntegro e em grande
quantidade para sua aplicação. Por esta última razão,
o uso de sondas não é recomendado para análises
voltadas à elucidação de crimes, devido à escassez e ao
estado de degradação das amostras (****Paternidade).

A partir de 1990, novos métodos de análise de DNA foram


introduzidos e, praticamente, relegaram os testes por RFLP ao
esquecimento por serem capazes de produzir resultados em
curto espaço de tempo (um ou dois dias) e por serem mais
sensíveis, isto é, ter capacidade de tipificar o DNA de pequenas
amostras degradadas. Estes novos testes usam um
procedimento baseado na PCR, o qual pode produzir bilhões
de cópias de fragmentos de DNA de um ou mais loc
Os fragmentos do DNA amplificado pela PCR são chamados
amplicons e podem ser tipificados usando-se diferentes
métodos que incluem os sistemas dotblot, AmpFLPs
(polimorfismos do comprimento amplificado do fragmento de
DNA), STRs (repetições tandem curtas) e sequenciamento
direto do DNA mitocondrial (mtDNA)

A PCR foi descrita em 1985, por Kary Mullis que, em 1993,


recebeu o prêmio Nobel em química por seu feito. Desde o
inicio, a PCR foi reconhecida como uma resposta em potencial
para quantidade de líquido biológico frequentemente
encontrado na área forense.

Estas amostras são diminutas para serem utilizadas com os


métodos de RFLP
A reação em Cadeia da Polimerase (PCR, do inglês Polymerase
Chain Reaction), é uma técnica qualitativa simples, pelo qual
moléculas de DNA ou DNA complementar são amplificadas
milhares de vezes ou milhões de vezes de uma forma bastante
rápida. Todo o procedimento é realizado in vitro, gerando DNA
em quantidade suficiente para análises posteriores. A técnica é
extremamente sensível, possibilitando a amplificação de DNA
a partir de uma quantidade mínima de amostra.

Pequenas amostras de DNA, presentes em uma gota


de sangue, fragmentos de pele ou folículo capilar
podem ser amplificadas via PCR (Reação em Cadeia
de Polimerase) e usadas para inocentar ou
incriminar um suspeito. Apresentam um padrão que
varia de pessoa para pessoa, exceto em gêmeos
idênticos***.
A PCR tem um grande potencial na medicina forense.
Sua sensibilidade torna possível utilizar uma amostra
bastante pequena (traços mínimos de sangue e tecido
que poderiam conter os restos de somente uma única
célula) e ainda se obter uma “impressão digital de
DNA” da pessoa da qual a amostra foi coletada,
podendo assim fazer comparações com aqueles
obtidos de vítimas e suspeitos de casos de infração
penal.

Portanto usa-se a pesquisa de STRs (Small Tandem


Repeats) através da PCR, utilizando um conjunto de
iniciadores que cobrem estas partes altamente
variáveis do genoma humano, e podem gerar uma
impressão digital característica de DNA para cada
indivíduo.
Para análise de polimorfismos do mtDNA e dos SNPs,
emprega-se a metodologia de sequenciamento do DNA. Nos
estudos de DNA mitocondrial utiliza-se um sistema de
sequenciamento direto de duas áreas específicas do genoma
mitocondrial. Os analistas forenses descrevem um perfil de
mtDNA pelas diferenças entre a sua sequência e a de uma
referência padrão chamada sequência de Anderson.
(THOMPSON; KRANE, 2003) ou de Cambridge (BUDOWLE;
BROWN, 2001).

Uma região de mtDNA analisada na identificação humana é a


região nãocodificadora conhecida como alça de deslocamento
(alça-D) ou região de controle. Este lócus se estende por 1.100
pb e contém duas regiões hipervariáveis. O grau de
polimorfismo na região da alça-D é tão grande que o
sequenciamento direto pode ser o método mais eficiente,
embora o desenvolvimento um método comercial dotblot.
Os bancos de dados de perfis genéticos para fins forenses são
bases que armazenam dados procedentes de indivíduos já
condenados por tipos específicos de crimes ou, a depender do
país, de suspeitos ou indiciados, bem como, perfis obtidos de
vestígios biológicos encontrados em locais de crimes; e em
alguns casos, perfis de vítimas.

Os bancos de dados de DNA podem ser classificados pelo seu


conteúdo ou pela sua finalidade.

De acordo com o conteúdo os bancos podem ter dados


alfanuméricos, DNA extraído ou material biológic

Os bancos que contêm somente dados alfanuméricos


são considerados bancos de dados propriamente ditos.

Os depósitos de amostras biológicas e DNA extraídos


são denominados de biobancos (BONACCORSO, 201
Os bancos com propósito de identificação genética são
compostos por números associados ao código de identificação
de um indivíduo.

Eles podem ser implantados com objetivo de identificar


pessoas desaparecidas, pessoas vítimas de acidentes ou em atos
terroristas em que o corpo encontra-se irreconhecível, e ainda,
com objetivo de identificar os autores de delitos criminais

As primeiras discussões sobre a criação de um banco de dados


de perfil genético com essa finalidade surgiram nos Estados
Unidos, em 1989. Um software piloto do atual sistema CODIS
foi lançado em 1990

No ano seguinte, mais ou menos quinze Estados Americanos já


haviam promulgado leis autorizando a implantação de um
banco de dados de DNA criminal.
Em 1994, foi estabelecido por meio legal o sistema em escala
nacional – o National DNA Index System (NDIS) (LIMA, 2008)
O CODIS é um sistema de banco de dados, em que todos os
estados norteamericanos estão interligados, onde perfis de
DNA de criminosos e amostras encontradas em cenas de crimes
são armazenados. Este sistema é constituído por dois arquivos
contendo perfis genéticos, um com perfis genéticos obtidos de
cenas de crimes – Forensic Index – e outro contendo perfis de
criminosos condenados por crimes sexuais e outros crimes
violentos – Offender Index (GATTÁS, 2007).

Cópias do software do CODIS são fornecidas a vários países


no mundo. Atualmente, mais de 25 países utilizam o CODIS
em seus laboratórios forenses e respectivos bancos de dados.
Esse software apresenta quatro principais funções:

Entrada e gestão de perfis de DNA;


Busca de perfis;
Gestão dos resultados da pesquisa, o que permite indicar se a
ocorrência de uma determinada coincidência se deu entre um
criminoso e um vestígio ou entre vestígios e, ainda, apontar em
que jurisdição ocorreu o crime;
Função de cálculos estatísticos, a partir dos quais se pode
determinar a frequência de ocorrência de um determinado
perfil na população.
Usa-se o Sistema CODIS (Combined DNA Index System) do FBI
/ EUA (todo o país), que preconiza no mínimo 13 regiões de STR.
As 13 regiões são: D3S1358, VWA, FGA, D8S1179, D21S11, D18S51,
D5S818, D13S317, D7S820, CSF1PO, TPOX, THO1 e D16S539.

O Banco Nacional de Perfis Genéticos é usado em investigações


criminais de todo o Brasil por meio da prova pericial do DNA. O
material genético é coletado pela perícia no local do crime ou
no corpo da vítima. São, por exemplo, vestígios como fios de
cabelo, sangue e outros materiais biológicos.

Além de exames feitos pelas vítimas de violência no Instituto


Médico Legal (IML).
O material genético é coletado também de condenados por
crimes graves e hediondos. A partir de lei aprovada em 2012,
ficou determinado que é obrigatória a identificação do perfil
genético de condenados por crime com violência de natureza
grave, como homicídios, latrocínio, sequestro e estupro, ou
em casos que sejam determinados pelo juiz.
Em 2012, uma emenda à Lei N˚ 12.654 criou o banco de perfil
genético: Art. 2º A Lei no 12.037, de 1o de outubro de 2009,
passa a vigorar acrescida dos seguintes artigos: “Art. 5º-A. Os
dados relacionados à coleta do perfil genético deverão ser
armazenados em banco de dados de perfis genéticos,
gerenciado por unidade oficial de perícia criminal. § 1º As
informações genéticas contidas nos bancos de dados de perfis
genéticos não poderão revelar traços somáticos ou
comportamentais das pessoas, exceto determinação genética
de gênero, consoante as normas constitucionais e
internacionais sobre direitos humanos, genoma humano e
dados genéticos. § 2º Os dados constantes dos bancos de
dados de perfis genéticos terão caráter sigiloso, respondendo
civil, penal e administrativamente aquele que permitir ou
promover sua utilização para fins diversos dos previstos
nesta Lei ou em decisão judicial.

Essa lei foi regulamentada em 2014 e prevê a coleta de amostras


de DNA de condenados a crimes hediondos e o envio destas
para a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG

Entretanto, a base genética brasileira registra apenas casos de


crimes hediondos — crimes efetuados por ex-detentos ou
fugitivos, por exemplo, seriam mais fáceis de solucionar, mas
apenas estes.
No Reino Unido, país dono de uma base de dados com
mais de 6 milhões de amostras individuais (são
adicionadas cerca de 30.000 amostras por mês),
registra o DNA de amostras colhidas em cenas de
crime, de suspeitos da polícia e, na Inglaterra e em
País de Gales, até mesmo de qualquer pessoa presa ou
detida pela polícia

Neste caso, até mesmo um indivíduo detido por dirigir


alcoolizado, por exemplo, teria a amostra registrada. E, no
caso dele cometer um crime no futuro e deixar um pouco do
próprio DNA na cena do crime, a polícia teria como encontrá-
lo com maior facilidade. É defendido, até mesmo, que todo
cidadão e visitante do Reino Unido ofereça amostras de DNA
para poder continuar no país
O Banco Nacional de Perfis Genéticos do Brasil ultrapassou a
marca de 100 mil perfis cadastrados. A maior parte é ligada a
pessoas envolvidas em casos violentos e de abuso sexual. O
banco foi criado em 2013 e é coordenado pelo Ministério da
Justiça e Segurança Pública

Dos 100 mil perfis, cerca de 75 mil são de condenados e 16 mil


de vestígios de local de crime. Esse material já ajudou em mais
de duas mil investigações no país

“Isso possibilitou no Brasil a resolução de muitos crimes.


Muitas investigações criminais foram auxiliadas diretamente
por meio do Banco Nacional de Perfis Genéticos”.

“Praticamente qualquer crime que o criminoso deixe material


biológico pode ser auxiliado. Mesmo crimes contra o
patrimônio, homicídios cometidos com arma de fogo, não raro
o criminoso deixa seu material biológico no local.”
Recentemente, no país, até mesmo crimes como assalto a
bancos e a transportadora de valores foram esclarecidos por
essa tecnologia.

Com essas informações cadastradas no banco, é possível


apontar a autoria de crimes sem solução, além de comprovar a
inocência de suspeitos e interligar um caso com outras
investigações das demais esferas policiais, funcionando assim
como uma ferramenta eficiente para resolver crimes

Cada estado faz a adesão à rede para alimentar o banco de


perfis genéticos nacional. Por meio desse repositório central,
todas as instituições de perícia conseguem compartilhar e
comparar perfis genéticos obtidos em diferentes regiões do
país

Por exemplo: A perícia do Rio Grande do Sul alimenta esse


banco, compara com dados de São Paulo, que por sua vez
compara com dados da Bahia, permitindo essa integração
nacional que é muito importante para a segurança pública.
No ano de 2020, o Ministério da Justiça investiu mais de R$
80 milhões no trabalho do banco de perfis, numa ação
conjunta entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública
(Senasp), a Polícia Federal e as secretarias de segurança
pública estaduais para o compartilhamento de perfis
genéticos obtidos em laboratórios de Genética Forense

Em 2019, o investimento havia sido de R$ 35 milhões. Até o


fim de 2019, o banco tinha cerca de 70 mil perfis genéticos
cadastrados

A Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos já conta com


20 laboratórios estaduais, um no Distrito Federal e um na
Polícia Federal.
Em alguns países é realizando pesquisa familiar. Esta busca
dentro do banco é usada quando não há coincidência total
(coincidência de 15 ou mais alelos) entre o perfil de DNA
obtidos do local de crime e os perfis armazenados no banco
de dados. É realizada uma varredura à procura de
coincidências parciais, a fim de identificar possíveis parentes
do autor do dado crime

I- Possibilidade de se excluir o material genético após 20 anos


de cumprimento da pena;
II- O condenado que não oferece o material genético comete
falta grave.
Feitas tais considerações, registra-se que a Lei 13.964/2019
(Pacote Anticrime), dentre outros objetivos, alterou a Lei de
Execução Penal para impor falta grave “[…] a recusa do
condenado em submeter-se ao procedimento de identificação
do perfil genético” (art. 9º-A, §8º), cujos efeitos se propalam na
execução da pena, como a impossibilidade de progressão e o
cancelamento de dias remidos

O projeto de lei autoriza o Ministério da Justiça e Segurança


Pública a criar o Banco Nacional Multibiométrico e de
Impressões Digitais para armazenar esse tipo de dado e
também, quando possível, de íris, face e voz. O objetivo é
ajudar nas investigações criminais federais, estaduais ou
distritai

O substitutivo aprovado muda alguns dos crimes que


sujeitam o condenado a permitir a coleta de material para a
montagem do perfil genético. Ficam de fora os crimes de
extorsão com sequestro, lesão corporal gravíssima contra
policial ou parente e falsificação de medicamentos.
Uma dúvida: se os íntrons são regiões que não
codificam proteínas como vão expressar
características? Se nos casos de DNA forense as
regiões analisadas são essas

Nas avaliações de DNA Forense geralmente avaliam-se as


regiões polimorfismos (íntrons) em repetições de tandem
que diferenciam as pessoas pelo tamanho das repetições. No
caso não avalia as características proteicas, diferencia os
tamanhos das repetições de bases nucleotídeas

O que se pode fazer com as regiões codificantes, é por exemplo


tentar identificar a cor do cabelo, a cor do olho, tentar traçar
um perfil de busca, mas não é o mais adequado para
comparação entre pessoas.

Para comparação entre pessoas, o mais indicado são as


variações de repetições mesmo
Tenho uma dúvida.
Em caso de área de crime...
O perito recolhe as amostras de sangue da vítima e
descobre que há mais de um DNA na zona de
investigação, e há amostra de tecido humano nas
unhas da vítima. Porém os DNAs não batem. Como
proceder em um caso desse.

Então foi identificado o DNA da vítima, e foi encontrado mais


um DNA (na unha da vítima, que no caso é de outra pessoa,
certo?)

Então deve-se tentar identificar de quem é esse DNA, faz-se


identificação como sendo vestígio de local de crime esse DNA
encontrado na unha que se refere a um suposto suspeito.
Esse perfil genético é adicionado ao banco de dados
genéticos da Perícia para tentar encontrar o autor do crime
Queria deixar uma dúvida: no caso de um crime em
que o criminoso sendo investigado é gêmeo, porém
ninguém sabe desta informação. Se ele coloca em seu
lugar o seu gêmeo para fazer os exames de DNA para
comparar com fluidos encontrados na vítima, esses
exames comparativos podem dar positivo para o
gêmeo inocente?

Sim sim, em casos de exames de DNA convencionais que


avaliam até 15 regiões do genoma da pessoa o resultado será
positivo para qualquer um dos dois irmãos, pois gêmeos
idênticos tem praticamente o mesmo DNA.

Apenas poucas, poucas, poucas bases nucleotídeas podem


variar ao longo da vida por meio de mutações nesses gêmeos,
por isso é necessário um exame muito mais específico para
diferenciá-los, analisando todo o DNA por extenso.
Quanto tempo o material genético pode ficar na cena
do crime sem ser danificada? Ou depende do ambiente
em que ele está exposto

Material líquido;
Material seco;
Material fixado em lâminas;
Espécimes vivos ou mort
Como podemos identificar a nacionalidade de uma pessoa
apenas com a carga dentária?

A extração do material genético de ossos humanos é uma das


maiores dificuldades da ciência forense.

Realizar essa extração não é nada fácil, pois os ossos são


matrizes minerais e as células ficam incrustradas nelas.

Logo, são necessárias técnicas sofisticadas e de alta


complexidade para se obter uma grande exatidão no exame.
Se a vítima ou o criminoso tiver acabado de receber
uma transfusão de sangue teremos o DNA de 2 pessoas
em apenas 1 sangue?

Em 1953, uma mulher britânica, MCK, foi identificada como


posse de diferentes tipos sanguíneos. Os resultados dos
exames apontavam que ela possuía os tipos sanguíneos O e A.
Acreditando tratar-se de um fenômeno impossível, a clínica
inglesa onde a mulher havia realizado o exame repetiu o
procedimento, de maneira a descartar possíveis erros
resultantes da análise da amostra original. Entretanto, o novo
resultado confirmou o antigo: a mulher possuía dois tipos
anguíneos

O médico responsável pelo laboratório recordou-se de um


estudo sobre casos de gêmeos que apresentavam sangue
misto, resultante da gestação. Sendo assim, o médico
perguntou à paciente se ela tinha algum irmão gêmeo, fato
que foi por ela confirmado, que informou, inclusive, que o
irmão gêmeo falecera meses após o nascimento, o que
confirmaria a tese inicial do médico.
Um novo exame foi realizado, desta vez utilizando-se da saliva
da paciente, que confirmou o sangue O. Com isso, os médicos
concluíram que a paciente possuía originalmente o sangue O,
tendo recebido o sangue tipo A do seu irmão gêmeo, sendo
considerada, assim, a primeira quimera humana.

O quimerismo é uma condição genética rara, que determina


que o indivíduo possua dois tipos distintos de DNA em seu
corpo. Raridade cuja incidência comprovada atinge apenas 40
indivíduos em todo o mundo.

O quimerismo humano pode mascarar os resultados de DNA e


causar graves consequências, como a perda da guarda de filhos
e a condenação criminal.

Quando há baixos níveis destas variações de células, utiliza-se


o termo microquimerismo.
Estudos publicados por revistas especializadas apontam que
existe a possibilidade de surgimento de microquimerismo
após a realização de transfusões sanguíneas ou doação de
órgãos. Análises realizadas por PCR-SSP (reação em cadeia da
polimerase, utilizando "primers" com sequência específica).

Se pode alterar o DNA de uma pessoa para atrasar as


investigações? Com algum medicamento, transfusão,
ou com o Crispr?
Como saber se a amostra esta intriga sem antes
analisar? Se pode saber apenas a olho nu?

Uma dúvida: a única célula do corpo humano que não


é possível fazer análise de DNA é a hemácia, por não
possuir núcleo nem mitocôndria? Ou existem outras
células que são também inviáveis para esse estudo
genético?
Exatamente, as hemácias são células anucleadas e portanto não
apresentam material genético.

As demais células, todas já apresentam núcleo e DNA, no


entanto, alguns tipos celulares são mais utilizados nos exames
em DNA, por já terem protocolos simples e de fácil isolamento
de DNA, técnicas aplicáveis e com reprodutibilidade.

Kaline, gostaria de saber sobre quais requisitos devo


ter para trabalhar em laboratórios de analises
clinicas, e possivelmente realizar exames de DNA
Forense. Qual ou quais graduações ou especializações
devo buscar?
Para trabalhar com análises clínicas você pode atuar nas áreas
de Biomedicina, Bioquímica, a depender do laboratório,
Farmácia, Biologia.....

Para atuar na área Forense, você presta concurso para perito


criminal, as exigências do concurso geralmente são esses
cursos da área da saúde em nível bacharel/ técnico, a
depender do concurso que você vai se inscrever.

Quem Pode Trabalhar com DNA Forense?


Eu tenho uma dúvida sobre os microssatélites: eles
funcionam como marcadores genéticos para estudo
ou análise de grau de parentesco, por exemplo. Mas,
eles também serviriam para estudar sobre a
ancestralidade?

Sim sim, eles também são marcadores de identificação de


ancestralidade.

São aplicados os mesmos padrões, analisando regiões


específicas de polimorfismos.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
DNA FORENSE
Avaliação da qualidade do DNA obtido na saliva humana
armazenada e sua aplicabilidade na identificação forense em
Odontologia legal – Suzana Carvalho – Tese de mestrado –
Faculdade de Odontologia de Bauru – 2009 HISTÓRIA E
IMPORTÂNCIA DA GENÉTICA NA ÁREA FORENSE – Barbosa,
R.P e ; Romano, L.H – Centro Universitário Amparense Unifia –
Revista Saúde em Foco – Edição nº 10 – Ano: 2018; GUEDES,
Leo Gds. Polícia técnica com foco em investigação criminal.
DNA forense: aplicações e limitações. Revista Jus Navigandi,
ISSN 1518-4862, Teresina, ano 21, n. 4863, 24 out. 2016. Colheita
e acondicionamento de amostras biológicas para identificação
genética – Porto, Maria João Anjos – Imprensa da Universidade
de Coimbra – 2019.

OBRIGADA
E-book oferecido pelo
Centro Educacional Sete de Setembro
em parceria com o Professora Kaline Sousa
Brito para o curso de "DNA FORENSE".

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