TEMA: Dispositivo Intrauterino – DIU
ACADÊMICO: Alan Berto da Silva
Porto Nacional, 14 de abril de 2023
O dispositivo intrauterino (DIU), é um método contraceptivo altamente eficaz e de longa
duração, sendo uma excelente opção para aquelas mulheres que não estejam programando
uma gestação nos próximos [Link]ém do DIU, existem diversos outros métodos
contraceptivos, para homens e mulheres.
• Como funciona este método contraceptivo (DIU)?
• Quais as pacientes que possuem riscos ou contra-indicações a
este método contraceptivo?
O DIU é feito de plástico flexível moldado em diversas formas e com um componente
metálico ou hormonal em uma de suas hastes, e que é introduzido no útero através do colo
uterino. Existem DIU’s de cobre, prata e de progestágeno (levonorgestrel). O principal efeito
contraceptivo se dá pela alteração na receptividade do endométrio. O DIU hormonal também
atua reduzindo as ovulações e espessando o muco do colo do útero de modo a formar uma
espécie de tampão que impede ou dificulta a passagem dos
espermatozoides.
Atualmente, existem dois principais modelos de Dispositivo Intrauterino: o DIU de cobre e o
DIU hormonal, sendo este último também conhecido como Sistema Intrauterino (SIU). Em
ambos os casos, trata-se de um pequeno aparelho de plástico em formato de T que deve ser
inserido dentro da cavidade uterina pelo ginecologista. Sua forma de ação consiste em tornar
o ambiente uterino nada favorável aos espermatozóides, e por isso sua eficácia é de 99,3%,
ocasionando problemas apenas quando está mal posicionado. A grande vantagem destes
métodos é a duração, uma vez que pode proteger a mulher de uma gestação
durante anos.
• Mecanismo de ação
Ao contrário do que muita gente pensa, o DIU não é um método abortivo. O mecanismo
contraceptivo preciso ainda não foi totalmente elucidado, mas sabemos que o dispositivo
intrauterino exerce seu efeito anticoncepcional de diversas formas, como, por exemplo:
• Alterações no muco cervical (muco do útero), estimuladas pelo cobre ou pela progesterona,
que inibem a mobilidade dos espermatozoides, dificultando a sua chegada ao óvulo.
• Irritação crônica do endométrio (parede do útero) e das trompas de Falópio, que têm efeitos
espermicidas, inibem a fertilização e a implantação do ovo no útero.
• Atrofia e adelgaçamento glandular do endométrio, que inibe a implantação do ovo ao útero.
• Efeitos diretos no ovo, impedindo sua evolução para embrião.
O dispositivo intrauterino, portanto, age inicialmente impedindo o encontro do
espermatozoide com o óvulo. Caso haja falha nesta parte, o dispositivo intrauterino também
atrapalha o processo de fecundação do óvulo. Se também houver falha nesta segunda fase, o
DIU consegue impedir que o ovo fecundado evolua ou se implante no útero.
É exatamente por agir em mais de uma fase do processo de geração da gravidez, que ele é um
método contraceptivo tão eficaz.
Antes que alguém torça o nariz e ache que esta última parte da ação do DIU é abortiva, é
preciso lembrar que para ser considerado aborto, o ovo tem que ter sido implantado no útero
antes de ser expelido. Se o ovo não chegar ao útero, não há gravidez em curso.
Por exemplo, nos pacientes com infertilidade que fazem fertilização invitro do óvulo, só se
considera gravidez em curso quando o ovo implantado artificialmente no útero consegue
evoluir. Quando a fertilização invitro não vai para frente, ninguém considera isso um aborto.
• Contraindicações
Existem poucas contraindicações absolutas ao uso do dispositivo
intrauterino. As principais são:
Anormalidades anatômicas do útero: útero bicorno, estenose cervical e grandes miomas que
distorçam a cavidade uterina são fatores que impedem o uso do DIU.
obs: miomas que não causem distorções relevantes do útero ou que não atrapalhem a
implantação do DIU não são contraindicações.
Infecção ginecológica ativa: mulheres com infecções do tipo DIP (doença inflamatória pélvica),
endometrite, cervicite, tuberculose pélvica, vaginose, gonorreia ou clamídia não podem utilizar
o DIU até que estejam plenamente curadas por, pelo menos, 3 meses.
Gravidez presente ou suspeita: mulheres grávidas não podem usar dispositivo intrauterino,
pois há elevado risco de aborto.
Câncer uterino: mulheres com câncer do endométrio ou do colo do útero não devem utilizar o
DIU.
Sangramento ginecológico de origem não esclarecida: antes da implantação do DIU, qualquer
sangramento anormal deve ser investigado.
Câncer de mama: mulheres com câncer de mama não devem utilizar o DIU Mirena (SIU), que
contém o hormônio progesterona.
Doenças do fígado: mulheres com doenças hepáticas também não devem utilizar o DIU Mirena
(SIU).
BIBLIOGRAFIA
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